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AULA III- AMOSTRAGEM ALESSANDRA ALGERI INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS AVANÇADO DE QUEDAS DO IGUAÇU AMOSTRAGEM Amostragem é o processo de coleta de uma porção representativa de um meio ambiental (água, solo, ar, efluentes) para análise laboratorial. Objetivo: Avaliar a qualidade ambiental, identificar poluentes e atender exigências legais (CONAMA, NBR, NRs). Erros em Amostragem Erros sistemáticos: Falhas no método (local ou técnica incorreta). Erros aleatórios: Variações naturais (ex.: mudanças climáticas durante a coleta). Solução: Seguir protocolos padronizados (ABNT, EPA, ISO). TIPOS DE AMOSTRAGEM Tipo de Amostra Descrição Aplicação Pontual (Instantânea) Coleta em um único momento e local. Indicada para parâmetros que não variam muito (ex.: pH, temperatura). Composta Mistura de várias subamostras coletadas em intervalos. Usada para efluentes industriais (ex.: média diária de DBO). Integrada Coleta proporcional ao fluxo (ex.: em rios). Monitoramento de corpos hídricos. TIPOS DE AMOSTRAGEM Água (superficial, subterrânea, efluentes) → NBR 9798 e 9898 (ABNT), CONAMA 430/2011. Solo e sedimentos → NBR 15.957 (ABNT). Ar atmosférico e emissões → Métodos EPA, NIOSH. AMOSTRAGEM – efluentes líquidos e corpos receptores ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9897/87 - Planejamento de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores. NBR 9898/87 - Preservação e técnicas de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores. Considerações gerais sobre amostragem Amostragem em lagos e reservatórios; Amostragem nos mananciais que abastecem estações de tratamento de água; Amostragem em cursos d’água; Amostragem de efluentes domésticos e industriais. Frequência da Amostragem Depende de fatores como: • Tipo de processo industrial ou sistema de tratamento. • Regime de produção (contínuo ou intermitente). • Capacidade de autodepuração do corpo receptor. • Objetivo do estudo (controle operacional, atendimento legal, diagnóstico). Frequência da Amostragem Número de Amostras Pouca variação no efluente: • Amostragem menos frequente (ex.: efluentes domésticos tratados com características estáveis). Grande variação no efluente: • Amostragem intensiva (ex.: indústrias com produção descontínua ou alta carga poluidora). Frequência da Amostragem Representatividade Estatística Amostras devem cobrir: • Variações físicas, químicas e microbiológicas. • Períodos críticos (picos de produção, turnos industriais, condições climáticas). EFLUENTES LÍQUIDOS Amostras: Simples (instantâneas ou pontuais) ou compostas. A técnica a ser adotada para a coleta das amostras depende do tipo de água a ser coletada (água residuária bruta, tratada, etc.), do tipo de análise a ser efetuada e também da rotina/processo em estudo. AMOSTRA SIMPLES É uma amostra coleta em uma única porção. Pode ser feita manual ou automaticamente. É utilizada nos seguintes casos: ❑Quando o despejo não flui continuamente. ❑Quando as características do despejo são constantes; NÃO é recomenda em caso de esgoto bruto. Amostra Composta Amostra composta: é a mistura de diversas amostras individuais. A quantidade total da amostra a ser coletada depende do número e tipo de análises a serem feitas (mínimo recomendado 2 litros). Amostras Compostas TEMPO: a determinante é o tempo e não a vazão. Ex. a cada uma hora, independente do fluxo/vazão, coletar uma alíquota, por exemplo 200-500 mL. FLUXO: a quantidade de amostras coletadas ou adicionadas à mistura durante período de amostragem é proporcional à vazão dos despejos no tempo de amostragem. Amostras Compostas (Fluxo) ❑Obter a curva de vazão 24 horas dos efluentes do processo industrial; ❑Coletar quantidades de amostras proporcionais a vazão; ❑ Conservar refrigeradas as amostras ❑multiplicar, por exemplo, todas as vazões por 0,2 (constante) para obter a quantidade amostras em mL (exemplo: amostra total é 2500 mL). Amostras Compostas (Tempo) Deverá ser coletada onde o fluxo do despejo seja bem misturado (por exemplo: medidor de vazão); A quantidade mínima de uma amostra individual é em torno de 200 mL, coletada em intervalos de tempo de 3 minutos à 1 hora. O tempo de formação da amostra compostas dependerá da variação da vazão durante a produção. Amostras destinadas a análises físico-químicas: ❑As amostras não devem incluir partículas grandes, detritos, folhas, ou outro tipo de material acidental; ❑Evite aeração excessiva da amostra no momento da coleta ❑OD pode usar coletores especiais (por exemplo à garrafa de Hale ou de Van Dorn); Amostras destinadas a análises físico-químicas: ❑Antes de iniciar a coleta, enxágue o frasco 3 (três) vezes com a própria amostra; ❑Não colete amostras junto às paredes ou próximo ao fundo dos canais ❑O ponto de coleta deve ser sempre que possível, um ponto de turbulência Amostras destinadas a análises físico-químicas: ❑Evitar tanto tomar uma amostra com uma quantidade de sólidos flutuantes na superfície, como também com uma quantidade exagerada de sólidos sedimentáveis do fundo; ❑Os pontos de amostragem deverão ser de fácil acesso, simples identificação e característicos da evolução do tratamento; ❑Quando se tratar de água corrente, a amostra deve ser coletada com a boca do frasco de coleta contra a corrente; Amostras destinadas a análises físico-químicas: Realizar todas as determinações de campo (ex: pH, temperatura da amostra e do ambiente) em alíquotas de amostra separadas daquelas que serão destinadas à análise no laboratório, evitando-se assim o risco de contaminação; Amostras destinadas a análises microbiológicas: Flambar a tampa e a boca do vidro; Mergulhar o frasco a uma profundidade mínima de 15 cm Colocar a boca do frasco no sentido contrário ao do fluxo Não encher totalmente o frasco com a amostra; Flambar novamente a tampa e a boca do frasco tampando-o imediatamente Independente do tipo de coleta deve-se observar: ❑Verifique sempre os rótulos dos frascos para não haver troca de amostras; ❑Verifique se os mesmos estão bem arrolhados e, se houver transporte dos frascos, procure acondicioná- los de maneira a evitar o contato vidro-vidro nas trepidações. ❑Imediatamente após a coleta e acondicionamento das amostras, deve-se mantê-las ao abrigo da luz solar; Tempo decorrido entre a coleta e a análise A amostra deve chegar no Laboratório em até 12 horas. Conserve a amostra no escuro a ± 5°C. Preferencialmente constar no laudos das análises o tempo decorrido entre a coleta e as determinações. Para amostras compostas é indispensável o uso de refrigeração. DÚVIDAS? PERGUNTAS? QUESTIOANAMENTOS? Slide 1: AULA III- AMOSTRAGEM Slide 2: AMOSTRAGEM Slide 3: Erros em Amostragem Slide 4: TIPOS DE AMOSTRAGEM Slide 5: TIPOS DE AMOSTRAGEM Slide 6: AMOSTRAGEM – efluentes líquidos e corpos receptores Slide 7: Considerações gerais sobre amostragem Slide 8: Frequência da Amostragem Slide 9: Frequência da Amostragem Slide 10: Frequência da Amostragem Slide 11: EFLUENTES LÍQUIDOS Slide 12: AMOSTRA SIMPLES Slide 13: Amostra Composta Slide 14: Amostras Compostas Slide 15: Amostras Compostas (Fluxo) Slide 16: Amostras Compostas (Tempo) Slide 17: Amostras destinadas a análises físico-químicas: Slide 18: Amostras destinadas a análises físico-químicas: Slide 19: Amostras destinadas a análises físico-químicas: Slide 20: Amostras destinadas a análises físico-químicas: Slide 21: Amostras destinadas a análises microbiológicas: Slide 22: Independente do tipo de coleta deve-se observar: Slide 23: Tempo decorrido entre a coleta e a análise Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32: DÚVIDAS? PERGUNTAS? QUESTIOANAMENTOS?