Logo Passei Direto
Buscar

programa_saude_agente_ebook24

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MINISTÉRIO DA SAÚDE 
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
AÇÃO EDUCATIVA DO ACS NA 
PREVENÇÃO E CONTROLE DAS 
DOENÇAS E AGRAVOS COM ENFOQUE 
NAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
PROGRAMA SAÚDE COM AGENTE
E-BOOK 24 - T.2
Brasília – DF 
2025
MINISTÉRIO DA SAÚDE 
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
Brasília – DF 
2025
PROGRAMA SAÚDE COM AGENTE
E-BOOK 24 - T.2
AÇÃO EDUCATIVA DO ACS NA 
PREVENÇÃO E CONTROLE DAS 
DOENÇAS E AGRAVOS COM ENFOQUE 
NAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
2025 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, 
desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Programa Saúde com Agente pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: 
http://bvsms.saude.gov.br
Elaboração, distribuição e informações:
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Gestão do Trabalho e da 
Educação na Saúde
Departamento de Gestão da Educação na 
Saúde
Coordenação-Geral de Ações Estratégicas 
de Educação na Saúde
SRTVN 701, Via W5 Norte, lote D, 
Edifício PO 700, 4º andar 
CEP: 70719-040 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315-3394
E-mail: sgtes@saude.gov.br
Secretaria de Atenção Primária à Saúde
Departamento de Saúde da Família
Esplanada dos Ministérios Bloco G, 7º andar
CEP: 70058-90 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315-9044/9096
E-mail: aps@saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente
SRTVN 701, Via W5 Norte, lote D,
Edifício PO 700, 7º andar
CEP: 70719-040 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3315.3874
E-mail: svs@saude.gov.br
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS
MUNICIPAIS DE SAÚDE
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3022-8900
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Av. Paulo Gama, 110 - Bairro Farroupilha
CEP: 90040-060 – Porto Alegre/RS
Tel.: (51) 3308-6000
Coordenação–Geral:
Célia Regina Rodrigues Gil – MS
Cristiane Martins Pantaleão – Conasems
Hisham Mohamad Hamida – Conasems
Isabela Cardoso de Matos Pinto – MS
Leandro Raizer – UFRGS
Lívia Milena Barbosa de Deus e Méllo – MS 
Luciana Barcellos Teixeira – UFRGS
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems
Supervisão-Geral:
Rubensmidt Ramos Riani – Conasems
Coordenação técnica e pedagógica:
Carmen Lúcia Mottin Duro
Cristina Crespo
Diogo Pilger
Fabiana Schneider Pires
Valdívia Marçal 
Elaboração de texto:
Maristela Inês Osawa Vasconcelos
Revisão técnica:
Alayne Larissa M. Pereira SAPS/MS
Andréa Fachel Leal – UFRGS
Camila Mello dos Santos – UFRGS
Carmen Lúcia Mottin Duro – UFRGS
Diogo Pilger – UFRGS
Jéssica Rodrigues Machado – SAPS/MS
José Braz Damas Padilha – SVS/MS
Lanusa T. Gomes Ferreira – SGTES/MS
Michelle Leite da Silva – SAPS/MS
Patrícia da Silva Campos – Conasems
Wendy Payane F. dos Santos –SAPS/MS
Designer educacional:
Alexandra Gusmão – Conasems
Juliana Fortunato – Conasems
Pollyanna Lucarelli – Conasems
Priscila Rondas – Conasems
Colaboração:
Fabiana Schneider Pires – UFRGS
Josefa Maria de Jesus – SGTES/MS
Kátia Wanessa Silva – SGTES/MS
Marcela Alvarenga de Moraes – Conasems
Márcia Cristina M. Pinheiro – Conasems
Rejane Teles Bastos – SGTES/MS
Roberta Shirley A. de Oliveira– SGTES/MS
Rosângela Treichel Saenz Surita – 
Conasems
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde LTDA
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone – Conasems
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno – Conasems
Alexandre Itabayana – Conasems
Bárbara Napoleão – Conasems
Lucas Mendonça – Conasems
Ygor Baeta Lourenço – Conasems
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems 
Imagens:
Freepik
Revisão:
Núcleo Pedagógico/Conasems 
Normalização:
Daniel Pereira Rosa – Editora MS/CGDI
Brasil. Ministério da Saúde. 
 Ação educativa do acs na prevenção e controle das doenças e agravos com enfoque nas doenças transmissíveis [recurso eletrônico] / 
Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. – Brasília : Ministério 
da Saúde, 2025.
 45 p. : il. – (Programa Saúde com Agente; E-book 24, T.2)
 Modo de acesso: World Wide Web: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/programa_saude_agente_ebook24.pdf
 ISBN ISBN 978-65-5993-868-1
 1. Agentes Comunitários de Saúde. 2. Educação em Saúde. 3. Vigilância em Saúde Pública. I. Conselho Nacional de
 Secretarias Municipais de Saúde. II. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. III. Título.
CDU 614
Ficha Catalográfica
Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2023/0334
Título para indexação: 
ACS educational action in the prevention and control of diseases and injuries with a focus on communicable diseases
1ª edição – 2023 – versão eletrônica
Este é o seu e-book da disciplina Ação Educativa do (a) ACS na prevenção 
e controle das doenças e agravos com enfoque nas doenças 
transmissíveis. 
Este material tem por objetivo apresentar um panorama das principais 
doenças e agravos infectocontagiosos prevalentes no Brasil, medidas de 
vigilância e controle, destacando como o (a) Agente Comunitário de Saúde 
(ACS) pode contribuir para a prevenção e para a identificação precoce de 
sinais e sintomas de Doenças Transmissíveis. 
Analisaremos a importância da educação em saúde, de modo a valorizar 
mais a pessoa do que a doença. Demonstraremos que isso pode ser feito 
através da promoção de espaços de diálogo, que permitam a livre 
expressão das angústias, medos, dúvidas e divulgação dos direitos dos 
cidadãos e cidadãs (como grupos de autocuidado, rodas de conversa, 
salas de espera, dentre outras). Destaca-se também a importância dos 
movimentos sociais e da participação comunitária no enfrentamento das 
doenças transmissíveis e na implementação de estratégias de ampliação 
da prevenção, do rastreio, do diagnóstico, do tratamento e do 
acompanhamento de grupos sociais vulneráveis.
Estude este material com atenção e consulte-o sempre que necessário! 
Acompanhe também a aula interativa, a teleaula e realize as atividades 
propostas para assimilar as informações apresentadas.
Bons estudos!
OLÁ, AGENTE!
LISTA DE SIGLAS
ACE - Agente de Combate às Endemias
ACS - Agente Comunitário de Saúde
AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
ARV - Intervenções Biomédicas baseadas no uso de Antirretrovirais
CTA- Centros de Testagem e Aconselhamento 
DIP - Doença inflamatória pélvica 
HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana
HPV - Papilomavírus humano
IST – Infecção Sexualmente Transmissível
PEP – Profilaxia Pós-Exposição
PrEP – Profilaxia Pré-Exposição 
PVHIV - Pessoas que Vivem com HIV
SAE- Serviço de Assistência Especializada
SG - Síndrome Gripal 
SR - Sintomático respiratório 
SRAG - Síndrome Respiratória Aguda Grave 
SUS - Sistema Único de Saúde
TDO - Tratamento Diretamente Observado
TTP - Tratamento para Todas as Pessoas 
UPA - Unidade de Pronto Atendimento 
SUMÁRIO
VIGILÂNCIA, PREVENÇÃO E 
CONTROLE DAS DOENÇAS E 
AGRAVOS TRANSMISSÍVEIS
AÇÃO EDUCATIVA EM SAÚDE COM 
ÊNFASE NAS DOENÇAS 
TRANSMISSÍVEIS
PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM 
SAÚDE
RETROSPECTIVA 
REFERÊNCIAS
6
24
29
37
39
VIGILÂNCIA, 
PREVENÇÃO E 
CONTROLE DAS 
DOENÇAS E AGRAVOS 
TRANSMISSÍVEIS
Vamos relembrar as 
definições sobre infecção, 
doenças transmissíveis, 
doenças contagiosas, 
doenças e agravos, e outros 
conceitos importantes?
7
Bia, doença transmissível é o 
mesmo que doença 
contagiosa?
Tião, já ouvi falar 
também em doença 
infecciosa. Mas vamos 
ver os conceitos?
8
É o processo pelo qual um agente biológico penetra, 
desenvolve-se ou multiplica-se no organismo de outro ser 
vivo.
Nem toda doença infecciosa 
é contagiosa, mas toda 
doença contagiosaé 
infecciosa.
INFECÇÃO
É aquela causada por um agente infeccioso específico ou 
por seu produto tóxico e ocorre pela transmissão deste 
agente ou dos seus produtos de uma pessoa, animal ou 
reservatório infectado para um hospedeiro suscetível. 
Existem doenças infecciosas contagiosas e não 
contagiosas.
Agente infeccioso é transmitido diretamente de outros 
humanos ou animais infectados. Portanto, é aquela com 
transmissão direta.
DOENÇA CONTAGIOSA
Quando a transmissão é indireta. Ocorrendo através de 
vetores, partículas aéreas ou outros veículos (objetos 
contaminados). Exemplo: tétano acidental e malária.
DOENÇA NÃO CONTAGIOSA
DOENÇA INFECCIOSA OU DOENÇA 
TRANSMISSÍVEL
9
Doença: Enfermidade ou estado clínico, independente de 
origem ou de fonte, que representa – ou pode representar – 
um dano significativo para a pessoa.
Agravo: Qualquer dano à integridade física, mental e social da 
pessoa, provocado por doenças ou circunstâncias nocivas 
(acidentes, intoxicações por substâncias químicas, abuso de 
drogas) ou lesões decorrentes de violências interpessoais 
(agressões e maus-tratos e lesão autoprovocada) (Brasil, 
2014).
A maioria das doenças transmissíveis está associada à pobreza e ao 
subdesenvolvimento, ou seja, às vulnerabilidades sociais, ambientais e 
econômicas a que determinadas populações e espaços geográficos 
estão sujeitas, como a periferia pobre das cidades e as áreas rurais 
(Rouquayrol; Gurgel, 2013; Barbosa; Ramalho, 2021).
E qual a diferença 
entre Doença e 
Agravo?
Após entender o conceito de doenças 
transmissíveis, vamos relembrar como ocorre a 
cadeia de transmissão dessas doenças?
Consulte o material complementar. Clique aqui 
ou escaneie o QR Code.
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-disc-24-cadeia-de-transmissao-das-doencas-1682780388.pdf
10
Bia, na sua área tem 
casos de doenças 
transmissíveis?
Tem sim, Tião. Vamos 
estudar alguns casos de 
doenças transmissíveis 
juntos?
– Tião, a ciência e a história nos mostram uma concepção ampliada de 
saúde que estabelece que os contextos e as determinações do 
adoecimento das pessoas estão nas suas condições de vida. 
Considerando as doenças transmissíveis e as políticas de vigilância e 
promoção da saúde, como nós, ACS, podemos agir para melhorar as 
condições de vida e saúde das pessoas no nosso território?
– Bia, temos um dilema! Vamos estudar, compreender, buscar respostas 
e agir naquilo que estiver dentro das nossas possibilidades. Esse curso 
técnico de Agente Comunitário de Saúde tem sido uma grande 
oportunidade. Temos que fazer o nosso melhor!
Vamos começar compartilhando alguns casos que encontramos no 
nosso território?
11
Revisando os ciclos de transmissão de algumas doenças 
Tião é ACS da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila da Maré e em seu 
território está localizado um bar bastante frequentado pelos homens 
que são moradores da área. Ultimamente, todas as tardes, ao passar 
em frente ao bar, Tião tem observado que o senhor João, um idoso de 
65 anos, operário aposentado de uma fábrica de sapatos, que ele 
acompanha, sempre está tossindo. Além disso, o senhor João aparenta 
também estar mais magro. Atento à identificação de sintomas 
respiratórios na sua área, Tião resolve fazer uma visita ao domicílio do 
senhor João. A esposa do idoso o recebe e confirma as percepções de 
Tião sobre a perda de peso do senhor João. Ela relata, ainda, que ele 
tem feito uso de bebida alcoólica e fumado, e está apresentando tosse 
persistente há mais de 1 mês, além de febre no final da tarde e suor 
noturno. Tião avisa que vai agendar uma consulta para o senhor João 
com a enfermeira da sua área e pede para ele comparecer à UBS. Lá, o 
idoso é avaliado pela enfermeira Vanessa, que confirma que o caso é 
um Sintomático Respiratório e o orienta a coletar duas amostras de 
escarro para realização do exame de Bacilo Álcool-Ácido Resistente 
(BAAR). Uma das amostras é colhida na mesma hora e a outra na 
manhã seguinte, em jejum. A análise confirma a suspeita do ACS Tião, 
de que o senhor João possa estar com tuberculose. 
CASO 1 – 
VIGILÂNCIA E 
CONTROLE DA 
TUBERCULOSE
12
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Para agirmos no processo 
saúde-doença de uma população é 
preciso planejar intervenções que 
levem em consideração o modo como 
essas doenças acontecem. Que tal 
começarmos compreendendo as 
cadeias de transmissão? 
Bia, vamos relembrar a cadeia de 
transmissão da tuberculose e 
entender melhor o caso
 do senhor João?
13
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Agente 
(micro-organismo que pode 
causar a doença)
Bactéria Mycobacterium tuberculosis também 
chamado de bacilo de Koch.
Reservatório
(local onde o agente infeccioso 
se encontra)
Seres humanos. Outros possíveis reservatórios 
são gado bovino, primatas e outros mamíferos, 
e aves.
Porta de saída
(via pela qual os 
micro-organismos saem da 
fonte humana para atingir 
uma fonte ambiental ou um 
hospedeiro suscetível)
Secreções respiratórias.
Via de transmissão (forma em 
que o agente infeccioso se 
transporta do reservatório ao 
hospedeiro) e período de 
transmissibilidade
 
Aérea, por inalação de aerossóis de pessoas 
com tuberculose ativa que lançam no ar 
partículas com bacilo ao falar, espirrar e, 
principalmente, ao tossir. A transmissão da 
tuberculose existe enquanto o indivíduo estiver 
eliminando bacilos. Com o início do tratamento, 
a transmissão tende a diminuir e, em geral, 
após 15 dias de tratamento chega a níveis 
insignificantes. Medidas de controle de infecção 
devem ser implantadas até que haja a 
negativação da baciloscopia. 
Porta de entrada
(via pela qual um agente 
infeccioso sai do seu 
hospedeiro)
Trato respiratório.
Hospedeiro suscetível
(indivíduo ou animal vivo, que 
em circunstâncias naturais 
permite a sobrevivência e o 
alojamento de um agente 
infeccioso)
Ser humano. 
Grupos de risco: pessoas que convivem com o 
doente, principalmente na mesma residência. 
População carcerária (presídios), população 
em situação de rua, população indígena, 
pessoas infectadas pelo HIV e 
imunossuprimidos estão mais suscetíveis à 
doença. Os determinantes sociais, tais como 
renda, habitação, educação, estilo de vida e 
uso abusivo de álcool, tabaco ou outras drogas 
também influenciam na vulnerabilidade.
Fonte: elaborado pelo autor. 
Quadro 1 - Cadeia de Transmissão da Tuberculose
14
Com aproximadamente 15 dias de tratamento, a transmissão da 
bactéria do indivíduo doente para outras pessoas é interrompida, 
evitando novos casos da doença. As características do Mycobacterium 
tuberculosis exigem alguns fundamentos do tratamento 
medicamentoso:
● A associação de medicamentos previne a multiplicação de 
germes naturalmente resistentes.
● Um longo período de tratamento é necessário para evitar que a 
doença ocorra novamente.
● O uso regular dificulta o surgimento de resistência adquirida.
Os medicamentos adequados em doses corretas e o uso por tempo 
suficiente, com supervisão da tomada dos medicamentos são os meios 
para evitar a persistência da infecção e o desenvolvimento de 
resistência às drogas (resistência antimicrobiana) , assegurando, assim, 
a cura do paciente. 
A tuberculose tem cura e seu tratamento é 
disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
Para o sucesso do tratamento, é importante que o 
paciente tome os medicamentos de forma regular 
(todos os dias, em doses adequadas) e pelo tempo 
previsto (mínimo de 06 meses).
Mas Tião, o que 
é resistência da 
bactéria?
15
Bia, vamos 
entender o 
conceito!
Assim, se houver abandono do tratamento da tuberculose, poderá haver 
resistência aos medicamentos antituberculostáticos (ou seja, que 
combatem a tuberculose) e o paciente terá que usar outros 
medicamentos para obter a cura desta doença.
Uma das estratégias principais para que a pessoa com tuberculose 
tenha adesão ao tratamento é o Tratamento Diretamente Observado 
(TDO). O TDOconsiste na observação da tomada do medicamento pela 
pessoa com tuberculose por um profissional de saúde, como o (a) ACS, 
ou por outros profissionais capacitados. Esse regime de tratamento 
deve ser realizado em local e horário acordados com a pessoa e com o 
serviço de saúde. 
Como é caracterizada a resistência microbiana?
É caracterizada pela capacidade de microrganismos 
(bactérias, fungos, parasitas etc.) resistirem à ação de 
medicamentos antimicrobianos. O resultado disso é a 
diminuição ou a eliminação da eficácia do medicamento para 
curar ou prevenir infecções, ou seja, não se obtém o sucesso 
esperado com a terapia antimicrobiana.
16
● O paciente tem o direito de concordar ou de discordar com a 
proposta do tratamento diretamente observado.
● O paciente tem o direito de escolher o local onde deverá ingerir o 
medicamento e a pessoa que irá supervisionar esta ingestão.
● O fluxo do TDO deve ser orientado na perspectiva de maior 
integração entre os profissionais de saúde e as pessoas que estão 
com tuberculose, extensivo àquelas do seu relacionamento.
O abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle 
da tuberculose, pois os sintomas podem desaparecer no início do 
tratamento, e, por isso, os pacientes podem parar de tomar as 
medicações e abandonar o tratamento. Se não ingerir os 
medicamentos, o paciente irá contaminar outras pessoas e essa 
situação pode causar a resistência da bactéria aos medicamentos, o 
que pode trazer complicações e até mesmo a morte. 
Daí a importância do (a) ACS monitorar o TDO em todos os casos de 
tuberculose, fazendo desta estratégia uma oportunidade para ampliar o 
seu vínculo com paciente, indo além da simples tarefa de observar a 
deglutição dos medicamentos. 
O tratamento da tuberculose sensível dura no mínimo seis meses, por 
isso é fundamental que o profissional de saúde acolha a pessoa, desde 
o diagnóstico até sua alta. A abordagem humanizada e o 
estabelecimento de vínculo entre o (a) profissional de saúde e o (a) 
usuário auxiliam, tanto no diagnóstico, como na adesão ao tratamento.
Princípios para 
realização do 
TDO:
17
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Outra forma de prevenção da tuberculose é a vacina BCG, ofertada no 
SUS. A vacina BCG protege a criança das formas mais graves da 
doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea. A vacina 
está disponível nas salas de vacinação das unidades de saúde e em 
algumas maternidades.
Essa vacina deve ser ministrada às crianças ao nascer, ou, no máximo, 
até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Então, vamos ficar atentos aos 
seguintes sinais e sintomas da tuberculose, para poder identificar 
precocemente a doença:
Tosse é o sintoma mais 
frequente da tuberculose 
pulmonar, geralmente 
acompanhada de 
expectoração (escarro). Além 
da tosse, podem surgir: febre 
baixa (geralmente no final da 
tarde), suores noturnos, 
emagrecimento, fraqueza, 
cansaço e dores no corpo. Na 
tuberculose extrapulmonar 
outros sintomas são comuns, 
de acordo com o órgão 
acometido.
18
A busca ativa de Sintomático Respiratório (SR) é uma importante 
estratégia para o controle da tuberculose, uma vez que possibilita a 
detecção precoce das formas pulmonares. No entanto, o diagnóstico é 
mais amplo do que a busca ativa e deve considerar vários aspectos. 
Mas qual o conceito 
de Sintomático 
Respiratório (SR)?
Para a população geral, é considerado Sintomático 
Respiratório (SR) quem tem tosse por três semanas 
ou mais. Este deve ser o critério em serviços de 
saúde e também durante a estratégia programática 
de busca ativa. A pessoa com esses sintomas deve 
ser investigada para tuberculose através de exames 
bacteriológicos (Brasil, 2019). 
Recomenda-se investigar principalmente: pessoas privadas de 
liberdade, pessoas vivendo em situação de rua, pessoas vivendo com 
HIV/Aids, pessoas com necessidades de álcool e outras drogas e, 
indígenas. 
A busca ativa em domicílio deve ser registrada pelo (a) ACS na Ficha de 
Visita Domiciliar ou no aplicativo e-SUS Território. Os SRs devem ser 
registrados em um livro de registro no serviço de saúde e encaminhados 
para exame de escarro. Assim, a busca ativa dos SRs deve ser uma 
estratégia priorizada pelo (a) ACS.
19
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
No boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, consta 
que os estados brasileiros que registraram o maior número de casos 
novos, em 2021, foram Amazonas, Rio de Janeiro e Roraima, seguidos do 
Acre, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul. 
E sobre o número de casos novos da 
tuberculose no Brasil e como ela se 
distribui, você sabe? Eu só sei em relação 
a minha área e ao meu município.
Para saber mais sobre a tuberculose e 
outras doenças transmissíveis, podemos 
consultar os Boletins Epidemiológicos do 
Ministério da Saúde. Clique aqui ou 
escaneie o QR Code.
Outro material que você pode 
consultar é o álbum seriado: 
“Tudo o que você precisa saber 
sobre tuberculose”. Clique aqui 
ou escaneie o QR Code.
ACS, você é um profissional-chave para o 
controle efetivo da tuberculose em seu 
território! 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/tuberculose/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-tuberculose-album-seriado-da-tb.pdf/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/tuberculose/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-tuberculose-album-seriado-da-tb.pdf/view
VOCÊ SABE O QUE É 
CONTROLE?
20
É um conjunto de ações, programas ou operações contínuas voltadas 
para a redução da incidência e/ou prevalência de um dano à saúde em 
níveis tais que deixem de constituir um problema de saúde pública 
(Brasil, 2009).
As medidas de controle de doenças transmissíveis podem ser 
agrupadas conforme os elos básicos da cadeia de transmissão: agente, 
reservatório, porta de saída, via de transmissão, porta de entrada e 
hospedeiro suscetível.
Quais são as principais 
atribuições do (a) ACS 
para a vigilância e 
controle da tuberculose e 
para o cuidado das 
pessoas?
21
● Divulgar para a sua comunidade a tuberculose como importante 
problema de saúde pública atual. 
● Orientar a população quanto à transmissão aérea da 
tuberculose e às medidas de prevenção que podem ser 
adotadas, tais como: manter o ambiente com boa ventilação e 
entrada de luz solar; ao tossir, levar o antebraço ou lenço à boca 
ou usar máscara comum; evitar aglomerações.
● Estar atento, em todos os encontros com a comunidade, aos 
principais sintomas da tuberculose (tosse, febre, emagrecimento 
e sudorese noturna), assim como divulgá-los, e fazer o 
encaminhamento dos casos suspeitos para a UBS. 
● Para interromper a cadeia de transmissão da doença, é 
fundamental a descoberta oportuna dos casos de tuberculose 
ativa. Sendo assim, a busca ativa de SRs deve ser uma estratégia 
priorizada pelo (a) ACS. 
Destacam-se 
como atribuições 
do (a) ACS:
22
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
● Possibilitar, conforme a rede do município, que a primeira amostra 
de escarro seja coletada no momento da suspeita de tuberculose. 
Isso permite a diminuição da transmissão e a consequente queda 
no número de casos, uma vez que o principal exame diagnóstico é 
o exame do escarro.
● Informar que o tratamento para tuberculose está disponível no 
SUS, dura no mínimo seis meses e deve ser feito até o final para 
promover a cura.
● Realizar busca ativa dos pacientes em tratamento e dos contatos 
que não comparecerem ao serviço de saúde quando agendados. 
● Estar atento para os efeitos adversos do tratamento para 
tuberculose e, caso seja identificado algum, o paciente deve ser 
orientado e/ou encaminhado ao serviço de saúde para avaliação. 
● Informar às pacientes em idade fértil que a medicaçãopara 
tuberculose diminui o efeito do anticoncepcional e orientá-las 
para o uso de métodos contraceptivos de barreira, como 
camisinha feminina ou masculina, DIU e diafragma. 
● Planejar a realização do TDO, a partir do estabelecimento de 
vínculo e diálogo com o usuário, o que é importante para evitar o 
abandono do tratamento.
● Orientar e encaminhar os contatos ao serviço de saúde para 
avaliação clínica e possível diagnóstico e tratamento. Realizar 
busca ativa dos contatos, caso estes não compareçam à UBS.
● Acompanhar a situação vacinal das crianças do território e 
encaminhar ao serviço de saúde as menores de 5 anos que não 
tenham registro da BCG no cartão, ou não tenham cicatriz vacinal 
do braço direito. 
25
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
● Manter o território informado sobre a doença, trabalhando com 
parceiros da comunidade para o controle e redução de estigma 
e preconceito que afetam as pessoas com tuberculose. 
● Utilizar ferramentas de coleta de informações e 
acompanhamento do paciente como estratégia de 
monitoramento e avaliação (Brasil, 2017).
Saiba mais sobre a Vigilância e Controle 
de algumas Doenças. Consulte o 
material complementar. Clique aqui ou 
escaneie o QR Code.
23
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-disc-24-vigilancia-e-controle-de-algumas-doencas-1682780008.pdf
AÇÃO EDUCATIVA EM 
SAÚDE COM ÊNFASE 
NAS DOENÇAS 
TRANSMISSÍVEIS
A educação possibilita que, no contato com outras pessoas, possamos 
transformar nossa forma de pensar e agir.
A educação deve contribuir para formar cidadãos e despertar 
responsabilidades, devendo ser entendida não apenas como um meio 
de adquirir conhecimentos, mas também de transformar a realidade 
do sujeito que é educado (Pinafo et al., 2011).
Quando a educação acontece de modo organizado, com a intenção 
de abordar determinados assuntos, com objetivos e público definidos, 
considera-se que está sendo realizada uma ação educativa. 
Todos nós carregamos memórias de experiências de aprendizagem 
significativas. Quais os elementos presentes nessas memórias que as 
tornam especiais? Seria o entusiasmo, a paixão, o brilho no olhar que o 
educador colocava em suas aulas? E por que será que são esses que 
tanto nos marcam? Qual será, de fato, a diferença deste educador 
para os demais? Qual a relação que fazemos com o nosso processo de 
trabalho? Conseguimos encontrar sentido nas nossas atividades? 
A educação está presente no 
nosso dia a dia. Ela acontece nas 
escolas, nas universidades, nos 
espaços formais de educação, 
mas também em casa, nas 
praças, nos serviços de saúde, 
entre outros locais.
25
Para ajudar você a refletir sobre o 
processo de ensino-aprendizagem e 
os elementos importantes envolvidos 
nele, te convidamos a assistir à 
animação “O oleiro”.
26
A ação educativa no campo da saúde, em particular aquela com 
ênfase nas doenças transmissíveis, deve ser pautada pelo diálogo 
aberto, participativo e problematizador. Ela deve estar alinhada aos 
princípios da Educação Popular em Saúde, que favorece a construção 
de intervenções que levem em conta os hábitos e valores das pessoas, 
os saberes e as práticas de cuidado das comunidades atendidas. Deste 
modo, valoriza a articulação entre ciência e saber popular e a 
determinação social da saúde. 
Clique aqui ou escaneie o 
QR Code.
Sinopse
O Potter é uma antiga criatura que dá vida ao barro. Nesta 
história, um jovem quer aprender os segredos do Mestre e se 
torna seu aprendiz.
Ele aprende que o que produz a transformação é a magia que 
vem do coração (sentimento).
https://youtu.be/ntoztA_pe88
https://youtu.be/ntoztA_pe88
Educar é fazer pensar, é estimular para a identificação 
e resolução de problemas, é ajudar as pessoas a 
debater, discutir, instigar a reflexão sobre suas 
situações de vida diárias (como a saúde, a doença, 
suas dificuldades e possibilidades). 
27
É preciso também desenvolver “empatia”, 
colocar-se no lugar do outro para que, ao mesmo 
tempo em que aprende novos conteúdos, 
desenvolva, ao máximo, sua habilidade de 
pensar, decidir e agir.
A comunicação dialógica colabora para o diálogo, a reflexão e o 
encontro de saberes, pois para exercer o cuidado é preciso considerar 
quem é a pessoa e as histórias que a constroem. É sobre isso que se 
baseia a Educação Popular em Saúde como estratégia para a 
Promoção da Saúde, uma vez que estimula a integração de saberes e a 
horizontalidade das relações.
Tião, quais estratégias 
comunicacionais são 
usadas em seu território? 
Você as utiliza?
28
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Para o desenvolvimento de ações de comunicação e educação em 
saúde, apontamos, portanto, alguns dispositivos possíveis: rádio local, 
jornais locais, murais de escolas e associação comunitária, espaços 
públicos, entre outros.
Além destes, podemos mencionar também as redes sociais como 
uma tecnologia a ser utilizada na comunicação entre os 
trabalhadores de saúde e o usuário, sendo necessário avaliar cada 
contexto social, pois nem todos têm acesso a esses recursos. Dentre 
as mídias sociais, o WhatsApp se destaca como potencialidade de 
comunicação.
Algumas equipes de saúde 
criaram grupos de WhatsApp 
com os moradores do território 
e estão produzindo “Rádio ZAP 
da UBS”. Toda semana a 
equipe divulga programa com 
informações e dicas de saúde. 
Quais outras estratégias de 
comunicação você conhece? 
PARA SE 
INSPIRAR:
PRÁTICAS DE 
EDUCAÇÃO EM SAÚDE
30
Com base na pergunta do Tião, apontamos, aqui, algumas 
possibilidades de práticas de educação em saúde:
Grupos de diálogo
● Pensar em grupos diversos e não em grupos de doentes, para romper 
com discriminações, preconceitos e estigmas;
● Formação de coletivos para troca de experiências, vivências e saberes 
sobre determinados assuntos;
● Ao formar um grupo, convide os familiares das pessoas com doenças 
transmissíveis (hanseníase, tuberculose, etc) para quebrar o 
preconceito e discriminação e reduzir o estigma coletivo, a fim de trocar 
experiências e criar vínculos; convide também pessoas formadoras de 
opinião da comunidade.
Rodas de conversa, Roda de quarteirão
● Método educativo de participação coletiva para discutir uma 
temática, de modo problematizador e dialógico.
● É um excelente método para trabalhar nas escolas, associações 
comunitárias e demais equipamentos sociais.
● Não tem caráter duradouro. É usada mais para assuntos de forma 
pontual.
● É uma tecnologia pensada para os movimentos de Educação Popular 
em Saúde.
Bia, pensando nas pessoas acometidas por 
doenças transmissíveis nos nossos 
territórios, fiquei pensando:
Que ações educativas podemos 
desenvolver? Como podemos envolver a 
comunidade nessas ações?
31
Salas de espera
● Funciona como um dispositivo produtivo para ocupar o tempo 
ocioso nas instituições, transformando o tempo de espera pelo 
atendimento em um momento educacional.
● Por ser usado com álbum seriado, vídeos, cartazes, jogos, e outras 
estratégias (Universidade Federal do Maranhão; Universidade Aberta 
do Sistema Único de Saúde, 2016).
Destacamos também duas estratégias produzidas no âmbito da 
Atenção Primária à Saúde (APS), que têm ajudado os profissionais no 
cuidado com as pessoas acometidas por doenças transmissíveis e 
outros agravos à saúde:
GRUPO DE AUTOCUIDADO
É um grupo de pessoas com necessidades e interesses semelhantes, 
que busca, por meio do conhecimento, desenvolver estratégias para 
promoção do cuidado, utilizando recursos da comunidade.
É um espaço que permite o compartilhamento e a troca de 
experiências sobre o adoecimento e as formas de enfrentamento do 
estigma e da discriminação (Brasil, 2009).
AUTOCUIDADO APOIADO
Consiste na sistematização de intervenções educacionais e de apoio 
e é realizado pela equipe de saúde com o objetivo de ampliar as 
habilidades e a confiança das pessoas acometidas por doenças ou 
agravos de saúde. O objetivoé que elas aprendam a conviver com a 
doença, enfrentando-a e buscando superar suas limitações 
(Universidade Federal do Maranhão; Universidade Aberta do Sistema 
Único de Saúde, 2016).
32
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Apoio social às pessoas acometidas por doenças transmissíveis e 
seus familiares é um processo dinâmico e complexo, que permite 
estabelecer interação entre os serviços de saúde e a comunidade, 
articulando as redes sociais, satisfazendo necessidades de ordem 
emocional, instrumental e material e compartilhando recursos, 
experiências que facilitem o cuidado integral (Reis, 2014).
Para se apropriar desta 
metodologia, acesse o Guia de 
apoio para grupos de 
Autocuidado em hanseníase. 
Clique aqui ou escaneie o QR 
Code.
O autocuidado apoiado prevê, o empoderamento e 
a construção da autonomia das pessoas para que 
tenham a capacidade de gerenciar a sua condição 
por meio de avaliação permanente de seu estado de 
saúde, pactuação de metas e elaboração de Plano 
Terapêutico Singular, utilizando os recursos 
disponíveis nos serviços de saúde e na comunidade.
Sabemos que existem inúmeras tecnologias educacionais para 
desenvolver as ações de educação em saúde no território. Não 
pretendemos esgotar essa discussão aqui, mas despertar a curiosidade 
para que, ao pensar em organizar as ações de educação em saúde, 
você leve em consideração os princípios da educação popular em 
saúde, com destaque para:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_apoio_grupos_autocuidado_hanseniase.pdf
33
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
1. Dialogicidade;
2. Amorosidade;
3. Respeito aos saberes populares;
4. Uso de linguagem adequada a cada público;
5. Envolvimento da equipe de saúde da UBS;
6. Reconhecimento e utilização dos equipamentos sociais da 
comunidade.
Mapa Vivo ou Participativo
É uma estratégia que associa educação em saúde e vigilância 
popular. Configura-se como importante ferramenta de planejamento 
participativo da APS. Por meio dele, é possível compreender a 
dinâmica situacional da saúde de determinada região, território, a fim 
de criar estratégias que visem à promoção, proteção e a recuperação 
da saúde, além de fomentar subsídios para a tomada de decisão.
Lembre-se: antes de pôr em prática a ação educativa é importante 
planejar. Quais são nossos objetivos? O que é importante fazer para o 
alcance do que desejamos?
34
Para saber mais 
clique aqui ou 
escaneie o QR Code.
Você pode ler mais sobre esta estratégia nos seguintes artigos:
● Sentidos e métodos de territorialização na Atenção Primária à 
Saúde. 
● Oficina Mapa Vivo na atenção básica: estratégia de 
planejamento local ao combate ao Aedes aegypti. 
● A experiência de mapeamento participativo.
E sobre o monitoramento e 
a avaliação das ações 
educativas com foco nas 
doenças transmissíveis?
SUGESTÕES DE LEITURA
O professor César Wagner 
Góis, referência internacional 
em psicologia comunitária, 
educação biocêntrica e 
planejamento participativo 
apresenta várias estratégias 
que podem ser trabalhadas 
com grupos sociais ou 
populares, no seu livro Saúde 
Comunitária: pensar e fazer 
(2008), no capítulo 6: Técnicas 
de facilitação. 
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/42540/1/2008_liv_cwlgois2.pdf
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/42540/1/2008_liv_cwlgois2.pdf
35
O que significa avaliar?
Em uma busca rápida, recorremos ao dicionário da língua portuguesa e 
encontramos que “Avaliação” significa: "ato de avaliar, prática de 
averiguar, verificar, comparar determinado objeto para lhe conferir 
determinado valor". Pode, também, ser sinônimo de estimativa ou 
apreciação.
O foco da avaliação da ação educativa está na formação dos sujeitos 
por um lado e, por outro, na transformação dos processos de trabalho e 
dos efeitos da ação educativa. Assim, os seguintes pontos são centrais: 
● Buscar evidências da percepção dos usuários sobre a ação 
realizada; avaliar a aprendizagem.
● Buscar evidências de mudanças no processo de trabalho, da 
organização e da inovação nas práticas decorrentes de ações 
educativas. 
● Se autoavaliar e avaliar o suporte institucional para a realização 
das mudanças.
Avaliar práticas de Educação em Saúde como estratégia de Promoção 
da Saúde demanda estratégias participativas
Para tanto, apresenta-se como sugestão, um roteiro de como conduzir 
uma roda de conversa visando o monitoramento e avaliação de ações 
de educação em saúde com foco na prevenção das doenças 
transmissíveis para os profissionais da APS.
O ato de avaliar está inserido em 
nosso dia a dia. Nós avaliamos e 
somos avaliados constantemente. 
De fato, o ato de avaliar está inserido 
nas nossas vidas mais do que 
normalmente julgamos e é 
importante que saibamos fazê-lo.
36
E qual a diferença entre Doença e Agravo?
Fonte: Dias et al., 2022.
Figura 1 - O que é Roda de Conversa
Propor uma roda de conversa com os participantes a partir das 
perguntas norteadoras:
● monitoramos e avaliamos o desenvolvimento de nossas ações 
com foco na prevenção das doenças transmissíveis no nosso 
território?
● Quais estratégias desenvolvemos com e para as pessoas com 
doenças transmissíveis? 
● Consideramos como as ações desenvolvidas impactam 
positivamente na qualidade de vida das pessoas com 
doenças transmissíveis?
● Como estamos planejando nossas ações educativas?
Roda de conversa é um 
espaço dialógico capaz de 
proporcionar integração, 
comunicação, partilha de 
opiniões e sentimentos, 
favorecendo a construção e o 
compartilhamento de ideias.
RETROSPECTIVA
Chegamos ao fim desta disciplina! Após esta jornada, esperamos que 
você tenha compreendido a relevância do papel do ACS na vigilância e 
no monitoramento das doenças transmissíveis, bem como na vigilância 
dos casos suspeitos, e dos fatores de risco e transmissibilidade das 
doenças.
38
Agora aproveite e consulte o material 
complementar com a síntese das 
principais doenças transmissíveis, com 
os sinais e sintomas, formas de 
transmissão e estratégias de prevenção. 
Clique aqui ou escaneie o QR Code 
Amplie seu conhecimento! E para te dar uma mãozinha com essa 
tarefa, aqui vai uma dica: assista à teleaula. Ela está repleta de 
informações adicionais para você recordar e refletir sobre essa 
temática.
Em nosso próximo encontro, daremos início aos estudos da temática 
“Ação educativa do (a) ACS na prevenção e no controle das doenças e 
agravos com enfoque nas doenças não transmissíveis”.
Até breve!
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/material-complementar-disc-24-sintese-das-principais-doencas-transmissiveis-1682780370.pdf
REFERÊNCIAS
BARBOSA, J.; RAMALHO, W. Saúde Amanhã - Textos para discussão: 
Possíveis cenários epidemiológicos para o Brasil em 2040. Rio de Janeiro: 
Fiocruz, 2021. Disponível em: 
https://saudeamanha.fiocruz.br/wp-content/uploads/2021/05/BARBOSA-J-e-RAM
ALHO-W-2021-Poss%C3%ADveis-cen%C3%A1rios-epidemiol%C3%B3gicos-par
a-Brasil-2040-Fiocruz-Saude-Amanha-TD055.pdf. Acesso em 6 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 1.271, de 6 de 
junho de 2014. Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, 
agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados 
em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. 
Brasília, DF: MS, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. O trabalho do agente comunitário de saúde. Brasília, DF: MS, 
2009.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Cartilha para o Agente Comunitário 
de Saúde: tuberculose. Brasília, DF: MS, 2017.
PINAFO, E. et al. Relações entre concepções e práticas de educação em saúde 
na visão de uma equipe de saúde da família. Trabalho, Educação e Saúde, 
2011, v. 9, n. 2, pp. 201-221. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/S1981-77462011000200003. Acessoem: 18 dez. 2022.
REIS, F. V. et al. Educação em saúde na sala de espera: relato de experiência. 
Rev. Med. Minas Gerais, v. 24, n. 1, p. 32-6, 2014.
ROUQUAYROL, M. Z.; GURGEL, M. Epidemiologia & Saúde. 7. ed. Rio de 
Janeiro: MedBook, 2013.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO; UNIVERSIDADE ABERTA DO 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Epidemiologia e controle das doenças 
transmissíveis no Brasil. São Luís: UFMA, 2016. Disponível em: 
https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/10420. Acesso em: 26 out. 2023.
40
 
Bibliografia
ANDRADE, A. et al. Módulo Teórico 2: Território e Determinantes Sociais em 
Saúde. In: BRASIL. Ministério da Saúde. Curso de Atualização para Análise de 
Situação de Saúde do Trabalhador -ASST aplicada aos serviços de saúde. 
Brasília, DF: MS, 2021. Disponível em: 
https://sat.ufba.br/sites/sat.ufba.br/files/asst_modulo_2-territorio_e_determinantes
_sociais_em_saude_-_dss.pdf. Acesso em: 28 set 2023.
BARBOSA, L. M. M.; MACHADO, C. B. Glossário de Epidemiologia e Saúde. In: 
ROUQUAYROL, M. Z.; GURGEL, M. (org.). Epidemiologia & Saúde. 7. ed. Rio de 
Janeiro: MedBook, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 3. ed. Brasília, DF: 
MS, 2019. Vol. único. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf. 
Acesso em: 28 fev. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Infecções sexualmente transmissíveis (ist): O 
que são, quais são e como prevenir. Brasília, DF: MS, [202-]. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist. Acesso em: 5 fev. 
2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de 
setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de 
saúde do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: MS, 2017. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html. 
Acesso em: 12 dez. 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: 
caderno 1. Brasília, DF: MS, 2021. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/promocao-
da-saude/promocao_saude_aproximacoes_tema_05_2021.pdf. Acesso em: 19 
dez. 2022.
41
42
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o 
Controle da Tuberculose no Brasil. Brasília, DF: MS, 2019. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/
tuberculose/manual-de-recomendacoes-e-controle-da-ttuberculose-no-brasil-2a-e
d.pdf/view. Acesso em 28 fev. 2023.
CARVALHO, A. I. Determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde. In: 
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a 
prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. Rio de Janeiro: Fiocruz, 
2012.
FITTIPALDI, A. L. M.; O’DWYER, G.; HENRIQUES, P. Educação em saúde na 
atenção primária: as abordagens e estratégias contempladas nas políticas 
públicas de saúde. Interface, v. 25, 2021. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/interface.200806. Acesso em 17 dez. 2022.
GEORGE, F. Sobre determinantes da saúde. Lisboa: DGS, 2014. Disponível 
em: 
https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/publicacoes-de-francisco-george-sob
re-determinantes-da-saude-pdf.aspx. Acesso em 10 dez. 2022.
GRUPO DE APOIO AO PORTADOR E PREVENÇÃO À AIDS. Sífilis. São Paulo: 
GAPPA, [202-]. Disponível em: http://www.gappabrotassp.org.br/sifilis/. Acesso 
em: 28 abr. 2023.
GUIMARÃES, R. M. et al. Perspectiva crítica da participação social na vigilância 
em saúde. SciELO Preprints, 2021. Disponível em: 
https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/3224. Acesso em 19 dez. 
2022.
LAGUARDIA, J.; PENNA, M. L. Definição de caso e vigilância epidemiológica. Inf. 
Epidemiol. SUS, Brasília, v. 8, n. 4, p. 63-66, 1999. Disponível em: 
http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-16731999000400
005. Acesso em: 19 dez. 2022.
MALTA, D. C. et al. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS): capítulos 
de uma caminhada ainda em construção. Ciênc. Saúde Coletiva, v. 21, n. 6, p. 
1683-94, 2016. Disponível em: 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-8123201600060168
3&lng=pt. Acesso em: 9 dez. 2022.
MOROSINI, M. V.; FONSECA, A. F.; PEREIRA, I. B. Educação em saúde: 
Dicionário de educação profissional em saúde. 2. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: 
Fiocruz, 2009.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. A cada dia, há 1 milhão de novos 
casos de infecções sexualmente transmissíveis curáveis. Paho.org, 6 jun. 2019. 
Disponível em: 
https://www.paho.org/pt/noticias/6-6-2019-cada-dia-ha-1-milhao-novos-casos-infe
ccoes-sexualmente-transmissiveis-curaveis. Acesso em: 5 fev. 2023.
OVIEDO, R. A. M.; CZERESNIA, D. O conceito de vulnerabilidade e seu 
caráter biossocial. Interface, v. 19, n. 53, 2015. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/1807-57622014.0436. Acesso em: 17 dez. 2022.
RANGEL-S, M. L. Dengue: educação, comunicação e mobilização na perspectiva 
do controle - propostas inovadoras. Interface, v. 12, n. 25, p. 433-441, 2008. 
Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-32832008000200018. Acesso em: 
18 dez. 2022.
SANTOS, V. S. Gonorreia. Mundo Educação, [S. l.: s. n., 202-]. Disponível em: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/gonorreia.html. Acesso em: 6 fev. 
2023.
43
Material Complementar
Sugestão de vídeos
ATIVIDADES Comunitarias em Hanseníase. Publicado no canal Hanseníase. 
YouTube, 30 out. 2018. 1 vídeo (4 min). Disponível em: 
https://youtu.be/ZfTunvYbFN8?si=OsdVzPXKf3fKMXk3. Acesso em: 28 set. 2023.
FALZONI, R. Memórias Internas - Documentário de Renato Falzoni. YouTube, 
27 nov. 2010. 1 vídeo (24 min). Disponível em: 
https://youtu.be/vSkIMX1HCiE?si=AlWr3njD6wILrivx. Acesso em: 28 set. 2023.
FUNDAÇÃO OSWANDO CRUZ. Aedes aegypti – Introdução aos Aspectos 
Científicos do Vetor. 10 vídeos. [S. l.]: FIOCRUZ, [202-]. Conjunto de 
vídeo-aulas. Disponível em: https://auladengue.ioc.fiocruz.br/. Acesso em: 28 set. 
2023.
VARELLA, D. Sintomas da dengue | Coluna #52. 1 vídeo (4 min). YouTube, 5 
dez. 2016. Disponível em: 
https://youtu.be/NWvkpEg1TN0?si=TKd2eqyYzzzFKgq_. Acesso em: 28 set. 
2023.
TV UNESP. Tradições do Interior | Instituto Lauro de Souza Lima. 1 vídeo (27 
min). YouTube, 10 dez. 2013. Disponível em: 
https://youtu.be/Wwze6HiBUME?si=EyjDn7EmkxevY0NK. Acesso em: 28 set. 
2023.
43
LEITURA OBRIGATÓRIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites 
Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. HIV/aids. Brasília, DF: MS, 
[202-]. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/hiv-aids. Acesso em: 
28 set. 2023.
THE INTERNATIONAL FEDERATION OF ANTI-LEPROSY ASSOCIATIONS. Guia 
didático de lepra 2: Como reconhecer e tratar reações hansênicas. London: 
ILEP, 2002. Tradução de Priscila Leiko Fuzikawa. Disponível em: 
https://www.infontd.org/resource/ilep-guia-didactico-de-lepra-2-como-reconhecer-
e-tratar-reacoes-hansenicas. Acesso em: 28 set. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. 19/10: Dia Nacional de 
Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Brasília, DF: MS, [202-]. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/19-10-dia-nacional-de-combate-a-sifilis-e-a-sifilis-cong
enita/. Acesso em: 28 set. 2023.
Lista atualizada de todas as doenças e dos agravos de notificação compulsória e 
periodicidade de notificação:
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria GM/MS Nº 420, de 
2 de março de 2022. Altera o Anexo 1 do Anexo V à Portaria de Consolidação 
GM/MS nº 4, de 28 de setembro de 2017 [...]. Brasília, DF: MS, 2022. Disponível 
em: 
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-420-de-2-de-marco-de-2022-
383578277. Acesso em: 28 set. 2023.
Conte-nos a sua opinião sobre
esta publicação. Clique aqui
e responda à pesquisa.
43
https://customervoice.microsoft.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBcuyUSjBpEtCq8T0cY9k8jBUN0NRS0FYWVhDWjBKT1FUUUM5OFRLOVNPMS4u
47Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde
bvsms.saude.gov.br

Mais conteúdos dessa disciplina