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CONSTRUTIVISMO (Rússia, a partir de 1914) O Construtivismo nasce na Rússia em 1914, num momento em que os artistas começam a romper com a arte tradicional e buscar algo totalmente novo. Ele se consolida depois da Revolução Russa de 1917, quando a ideia de transformar a sociedade ganha força. O que realmente muda aqui? Antes disso, a arte era vista como algo para contemplação: quadros, esculturas, beleza, expressão pessoal. Os construtivistas mudam essa lógica: A arte passa a ser pensada como construção. O artista deixa de ser “gênio criador” e vira um projetista. Base do pensamento construtivista: Arte + técnica + sociedade Abstracionismo planejado e racional Função social (educar, comunicar, transformar) A estética: Composição dinâmica, linhas diagonais, equilíbrio estrutural, sensação de construção. Em essência: A arte participa da construção da realidade. CONCRETISMO NO BRASIL (anos 1950) O Concretismo brasileiro surge nos anos 1950. Ideia central: Arte autônoma, puramente visual, sem significado externo. Base: Arte como objeto real (não representa) Racionalidade extrema (matemática, lógica) Eliminação da subjetividade A estética: Formas geométricas, cores puras, organização, repetição. Grupos: Grupo Ruptura (São Paulo) – rigoroso Grupo Frente (Rio de Janeiro) – mais experimental Em essência: A arte é forma, cor e estrutura. Nada além disso. Diferença profunda: Construtivismo → arte atua no mundo Concretismo → arte existe por si mesma