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Microsoft Word - HIPOTERMIA

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FACULDADE DAS AMÉRICAS 
ENFERMAGEM 
 
 
AMANDA PAULA PINHEIRO RA- 00355039 
ANA CAROLINA FLEURY RA- 00352424 
BRUNA ANDRESSA VIEIRA FERNANDES RA- 00352423 
INGRID SUZANA DA CONCEIÇÃO DE JESUS RA- 00352376 
JACILENE CORDEIRO DOS SANTOS RODRIGUES RA- 00354172 
JULIANA PAULA SANTOS RA- 00352315 
LEONARDO PEREIRA DA SILVA RA- 00352361 
LUIZ HENRIQUE DOS SANTOS CAVALCANTE RA- 00355159 
NATALIA MICHELIN RA- 00352443 
SARA DAMASCENO MOREIRA RA- 00352343 
TATIANA JESUS SILVA RA- 00352239 
 
 
HIPOTERMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
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FACULDADE DAS AMÉRICAS 
ENFERMAGEM 
 
 
AMANDA PAULA PINHEIRO RA- 00355039 
ANA CAROLINA FLEURY RA- 00352424 
BRUNA ANDRESSA VIEIRA FERNANDES RA- 00352423 
INGRID SUZANA DA CONCEIÇÃO DE JESUS RA- 00352376 
JACILENE CORDEIRO DOS SANTOS RODRIGUES RA- 00354172 
JULIANA PAULA SANTOS RA- 00352315 
LEONARDO PEREIRA DA SILVA RA- 00352361 
LUIZ HENRIQUE DOS SANTOS CAVALCANTE RA- 00355159 
NATALIA MICHELIN RA- 00352443 
SARA DAMASCENO MOREIRA RA- 00352343 
TATIANA JESUS SILVA RA- 00352239 
 
 
HIPOTERMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
Trabalho sobre Hipotermia apresentado ao Curso de 
Enfermagem, mantenedora da Faculdade das 
Américas, como requisito parcial para obtenção do 
grau de Bacharel em Enfermagem. 
 
Professor: Renan Zeitoun. 
3 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 04 
2. HIPOTERMIA ............................................................................................................. 05 
3. FISIOPATOLOGIA DAS EMERGÊNCIAS .............................................................. 06 
4. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ................................................................................. 07 
5. MANEJO DE ENFERMAGEM .................................................................................. 08 
6. CONCLUSÃO ............................................................................................................. 09 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
A hipotermia é uma condição clínica caracterizada pela diminuição da temperatura corporal, 
isto é, quando ela se encontra abaixo de 36°C ou de 35°C dependendo da literatura. No contexto 
hospitalar, especificamente em uma sala de cirurgia, essa condição é denominada hipotermia 
perioperatória. Diversos fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento, sendo eles 
intrínsecos ao paciente como os dois extremos de peso, idade, distúrbios neurológicos ou até 
mesmo doenças metabólicas, e extrínsecos ao ambiente cirúrgico, como agentes anestésicos, 
temperatura da sala cirúrgica, tempo de exposição a baixas temperaturas, infusões venosas frias 
e fluidos de irrigação não aquecidos (CORRÊA e MATA, 2022; PRADO, 2015) 
É importante observar que, em cirurgias com exposição excessiva do paciente, como em 
cirurgias abdominais, há uma probabilidade maior de ocorrer a hipotermia (CORRÊA e 
MATA, 2022). 
E durante procedimentos cirúrgicos, a hipotermia é uma condição que merece atenção devido 
aos seus potenciais impactos no metabolismo dos fármacos, risco de infecção do sítio cirúrgico, 
alterações da função renal, distúrbios de coagulação como a hemorragia intraoperatória, 
rebaixamento do nível de consciência e, consequentemente, um aumento significativo do 
tempo de internação, visto que comprometem a recuperação do paciente, sobrecarregam e 
acarretam custos adicionais ao sistema de saúde (FIORIN et al., 2022; CORRÊA e MATA, 
2022; PEREIRA et al., 2020). 
Cerca de 4 a 72% dos pacientes cirúrgicos apresentam essas complicações referentes a 
hipotermia, podendo ultrapassar até 90% segundo algumas literaturas (CORRÊA e MATA, 
2022). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. HIPOTERMIA 
 
Definição: Condição em que a temperatura corporal central, é menor do que 35°C. 
É comum ocorrer a hipotermia no período intraoperatório, porém pode acarretar complicações 
na recuperação do paciente. 
E é uma condição que está ligada ou associada à exposição á baixas temperaturas no ambiente, 
ou a condições do organismo que fazem com que o corpo apresente sinais. 
Pode ser identificada como primária ou secundária. 
Pode ser classificada em: 
 Leve (T°corpórea entre 32°C e 35 °C); 
 Moderada (T°corpórea entre 28°C e 32°C); 
 Grave (T°corpórea abaixo de 28°C). 
No entanto quando há uma queda da temperatura corporal central acentuada, o equilíbrio do 
organismo é prejudicado, e gera uma condição que merece muita atenção. 
Se o paciente não receber a tempo cuidados adequados para estabilizar essa temperatura, pode 
levar ao colapso circulatório, problemas neurológicos, respiratório, imunológico e ao óbito 
consequentemente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. FISIOPATOLOGIA DAS EMERGÊNCIAS 
 
Durante a anestesia, os pacientes perdem calor devido às alterações causadas pelos anestésicos 
no centro de regulação da temperatura corporal. Isso faz com que o paciente não consiga regular 
sua temperatura corporal, podendo levar à hipotermia e complicações como problemas 
cardíacos, aumento do tempo de recuperação e maior incidência de infecções. 
 Alteração do ritmo cardíaco: 
A hipotermia retarda o metabolismo, incluindo o metabolismo cardíaco, podendo ocorrer a 
diminuição da frequência cardíaca, também pode influenciar os canais iônicos responsáveis 
pelos impulsos elétricos do coração, que pode causar arritmias cardíacas. 
 Aumento da duração dos sedativos: 
A hipotermia retarda o metabolismo do corpo, incluindo o metabolismo de medicamentos, 
assim os sedativos são eliminados do corpo mais lentamente, prolongando seu efeito. 
 Redução das atividades dos fatores de coagulação: 
A hipotermia pode alterar os fatores de coagulação, aumentando o risco de sangramento ou 
risco de formação de trombos, devido o aumento da viscosidade do sangue. 
 Diminuição dos fatores ligados a imunidade: 
A hipotermia pode afetar a integridade da camada mais externa da pele (barreira cutânea), isso 
pode facilitar a entrada de bactérias, aumentando o risco de infecção pós-operatória. A 
hipotermia também pode retardar a cicatrização de feridas/incisão. 
 Tremores e aumento de consumo de oxigênio: 
O tremor é uma resposta do corpo quando ocorre hipotermia, com objetivo de gerar calor e 
aumentar a temperatura corporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 
As manifestações clínicas da Hipotermia se resumem em graus, onde encontramos um leque 
de possibilidades das tais manifestações. O diagnóstico se leva através da medição da 
temperatura oral, esofágica, axilar ou retal. As manifestações são subdivididas em 3 graus, onde 
cada grau se subloca com sua particularidade. 
A Hipotermia leve que varia de 32 a 35 ºC é a que compõe os riscos do grau I, que temos como 
eventuais manifestações calafrios, aumento de PA, aumento de FC, um aumento excessivo de 
micção. A primeira coisa que se deve fazer quando ver o paciente dentro desde grau é evitar 
mais perda de calor, isolando-os. Já a Hipotermia Moderada que varia de 28 a 32 ºC, que 
corresponde ao grau II e que temos como sinal um tremor fino, uma rigidez muscular, quedas 
da PA, quanto da FC existindo grande risco de alterações graves do ritmo. E por fim a 
Hipotermia Grave que é menor que 28ºC, que chega a deixar o paciente em coma profundo, 
onde não conseguirmos detectar a PA, e podemos constatar a ausência de reflexos. E um detalhe 
na hipotermia moderada e grave, a temperatura do tronco deve ser estabilizada antes do 
reaquecimento dos membros, para evitar colapso cardiovascularsúbito, que é quando o sistema 
vascular periférico se dilata. 
A Hipotermia tem sido associada a complicações como infecção do sítio cirúrgico e atraso na 
cicatrização ou onde há aumento de sangramento. Em fatos clínicos, tanto os sedativos quanto 
a anestesia inibem as respostas reguladoras térmicas, principalmente a vasoconstrição. Os 
recursos fisiológicos de regulação térmicas não são desligadas, mas os princípios térmicos dos 
quais iniciam as respostas habituais são alterados. As pessoas mais passiveis a perda de calor 
são idosos, pacientes com maior risco anestésico, pessoas em magreza extrema entre outros. 
A monitorização da TC é essencial para se manter a normotermia durante a cirurgia e para a 
detecção do aparecimento a hipotermia não intencional, com isso, o monitoramento da TC está 
incluso como um dos itens do checklist de segurança cirúrgica das diretrizes da OMS. 
 
 
 
 
 
 
 
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5. MANEJO DA ENFERMAGEM 
 
A atuação do enfermeiro no centro cirúrgico com implantações preventivas de hipotermia se 
faz necessário para uma assistência adequada no intraoperatório e consequentemente para sua 
recuperação nos pós-operatório. 
Usar técnicas adequadas e eficazes acarreta um processo cirúrgico mais seguro e sem maiores 
danos ao paciente, promovendo sua melhor recuperação. 
O primeiro cuidado deve ser a avaliação dos pacientes cirúrgicos, idade, sexo, comorbidades, 
tipo de cirurgia e tipo de anestesia que oferecem risco potencial de hipotermia. 
Os métodos utilizados para prevenir são classificados em ativos e passivos. 
 Ativos: são a utilização de colchões térmicos com a circulação de água, manta térmica 
de ar aquecido, infusões de soluções aquecidas que devem ser usadas junto a outras 
técnicas para melhorar sua eficácia de prevenção, aquecimento e a umidificação dos 
gazes, sistema aquecido de ar forçado, manta de fibra de carbono, tapete de calor 
condutor sob o corpo. 
 Passivos: são usados para promover a retenção de calor devendo assim cobrir e aquecer 
toda a área que esteja exposta sem utilização no momento com cobertor e lençol de 
algodão ou cobertor refletivo, envolver os membros com enfaixamento de algodão 
ortopédico e atadura crepe. 
Dentre os métodos existentes já citados, é importante destacar o monitoramento da temperatura 
corporal durantes todo o processo cirúrgico, pré, intra e pós-operatório, devendo o paciente 
estar normotérmico, com temperatura igual ou maior que 36°C. 
Deve ser realizado o controle do ar e da umidade da sala operatória com o termo-higrômetro. 
É de responsabilidade do enfermeiro adotar medidas eficientes na prevenção e no controle da 
hipotermia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. CONCLUSÃO 
 
A hipotermia causa um grande desconforto térmico ao paciente, e requer do enfermeiro a 
implementação de medidas preventivas durante o período perioperatório, para evitar 
complicações como colapso circulatório, problemas neurológicos, respiratórios e 
imunológicos, podendo levar até mesmo ao óbito. O controle da hipotermia intraoperatória e 
pós-operatória é crucial para garantir ótimos resultados clínicos e seguros para os pacientes 
submetidos a procedimentos cirúrgicos. O enfermeiro desempenha um papel central nesse 
processo, atuando como defensor do paciente e coordenador de cuidados perioperatórios, 
devendo realizar uma avaliação criteriosa dos pacientes, considerando idade, comorbidades e 
tipo de cirurgia, como primeiro passo; em seguida, a adoção de técnicas adequadas, tanto ativas 
quanto passivas, é essencial, desde o uso de colchões térmicos e mantas aquecidas até a 
cobertura adequada do paciente, cada método contribui para manter a temperatura corporal 
estável e evitar complicações. A implementação dessas estratégias de aquecimento, 
monitoramento contínuo da temperatura corporal e educação dos profissionais de saúde são 
fundamentais para prevenir e gerenciar a hipotermia de forma eficaz. Portanto, é de extrema 
importância que os enfermeiros estejam bem informados e capacitados para garantir a 
qualidade assistencial exercida durante todo o período perioperatório, garantindo assim a 
segurança e o conforto dos pacientes ao longo desse período, e um pós operatório mais 
tranquilo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
FIORIN, Bruno Henrique; OLIVEIRA, Tiffani Matos; ARANHA, Alcy Leal; LOPES, Andressa Bolsoni. 
Mapeamento cruzado das intervenções aplicadas ao diagnóstico de enfermagem: risco de hipotermia 
perioperatória. Revista Sobecc, [S.L.], v. 27, p. 1-9, 5 out. 2022. 
 
OLIVEIRA, Rafaela Ferreira de; LIMA, Ingridi de Paula; GABIATTI, Daiane; NASCIMENTO, Amanda Salles 
Margatho do; FUGANTI, Cibele Cristina Tramontini. Desenvolvimento de protocolo clínico assistencial para 
prevenção e tratamento da hipotermia perioperatória. Reme-Revista Mineira de Enfermagem, Belo 
Horizonte, v. 26, p. 1-9, 30 ago. 2022. 
 
PEREIRA, Emanuela Batista Ferreira e; SILVA, Fernanda da Mata Vasconcelos; MENDES, Fabiana Nascimento; 
SILVA, José Almir Alves da; OLIVEIRA, Maria Sonja Oliveira de; SILVA, Roberto Bezerra da. Hipotermia 
perioperatória: conhecimentos e intervenções da equipe de enfermagem. Nursing (São Paulo), [S.L.], v. 23, 
n. 264, p. 3982-3995, 5 ago. 2020. 
 
SANAR, Sanar. RESUMO SOBRE HIPOTERMIA. HIPOTERMIA, 2020. Disponível em: 
https://www.sanarmed.com/resumo-sobre-hipotermia-completo-sanarflix. Acesso em: 11 mar. 2024. 
 
SCIELO, Ana Mattiai; Maria Barbosa; Adelaide Rocha; Hisa Farias; Cíntia Santos; Danielle Santos. Revista da 
Escola de Enfermagem da USP. Hipotermia em pacientes no período perioperatório, 2012. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/dJqgBSM4F9tBQPBYRsBKhCG/. Acesso em: 12 mar. 2024. 
 
SCIELO, Vanessa De Brito Povedai; Cristina Maria Galvão. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 
Hipotermia no período intra-operatório: é possível evitá-la?, 2011. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/LjTrKQDH3cQNfqgqry5cJZD/. Acesso em: 12 mar. 2024. 
 
Kanzenbach TL, Dexter WW. Cold injuries. Protecting your patients from the dangers of hypothermia and 
frostbite. Postgrad Med 1999;105:72-8. 
 
Lee-Chiong TL, Stitt JT. Accidental hypothermia. When thermorregulation is overwhelmed. Postgrad Med 
1996; 99:77-88. 
 
SCIELO, Isabel Mendoza; Aparecida Peniche; Vilanice Püschel. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 
Conhecimento sobre hipotermia dos profissionais de Enfermagem do Centro Cirúrgico, 2012. Disponível 
em: https://doi.org/10.1590/S0080-62342012000700018. Acesso em: 14 mar. 2024. 
 
 
11 
 
REVISTA SOBEC, Gisele Muniz; Naracelia Teles; Ilse Leitão; Paulo Almeida; Marcelo Leitão. Hipotermia 
Acidental: Implicações para os cuidados de enfermagem no transoperatório. Accidental Hypothermia: 
Implications for nursing care during surgery, 2014. Disponível em: 
https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/62/pdf. Acesso em: 14 mar. 2024.

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