Logo Passei Direto
Buscar

APOSTILA 2021 (2)

Ferramentas de estudo

Material

Prévia do material em texto

CONTROLE DE QUALIDADE EM 
MEDICAMENTOS 
 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
 
 
 
CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2021 
IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO 
 
Nome: 
Matrícula: Período: Turma: 
Contato: ( ) 9 
E-mail: 
Preceptor em Serviço: 
Supervisor Responsável: 
Período de Estágio: _____/_____/_____ à _____/_____/_____ Horário: _______ às _______ 
 
RECOMENDAÇÕES GERAIS 
ü Utilizar adequadamente todos os equipamentos de proteção individual e 
coletivo (EPI e EPC) ao frequentar o laboratório; 
ü Manter os equipamentos, vidrarias e materiais no geral limpos e 
organizados durante e após as aulas práticas; 
ü Nunca inalar, ingerir ou aproximar dos olhos qualquer produto químico nas 
dependências do laboratório sem orientação, sob o risco de ocorrência de 
acidentes e ferimentos; 
ü Manusear reagentes tóxicos apenas em capela de fluxo laminar; 
ü Não mover ou retirar os equipamentos das bancadas, pois podem ser 
danificados ou descalibrados; 
ü Antes de utilizar a balança analítica observar a capacidade máxima da 
mesma e não exceder o peso indicado; o descumprimento deste item pode 
danificar permanentemente o equipamento; 
ü Não mexer nos equipamentos sem instrução prévia ou leitura dos manuais 
correspondentes; 
ü Em caso de acidentes no ambiente do laboratório comunicar imediatamente 
o preceptor (a) responsável para tomar as medidas adequadas de primeiros 
socorros; 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
Apresentação de Vidrarias e Equipamentos..........................................................................5 
Preparo de Soluções e pH.........................................................................................................8 
PARTE 1: Controle de Qualidade de Insumos e Matérias-Primas.....................................10 
Aula 1 – Aspectos Físicos e Determinação de Ponto de Fusão..................................................11 
Aula 2 – Teste de Solubilidade...................................................................................................12 
Aula 3 – Granulometria de Pós...................................................................................................13 
Aula 4 – Densidade de Pós e Ângulo de Repouso.......................................................................14 
Aula 5 – Densidade de Líquidos – Método do Picnômetro.........................................................17 
Aula 6 – Viscosidade de Fluidos................................................................................................18 
Aula 7 – Identificação de I. F. A. por Espectroscopia de UV......................................................20 
PARTE 2: Controle de Qualidade de Produtos Acabados....................................................21 
Aula 8 – Peso Médio, Friabilidade e Dureza de Comprimidos...................................................22 
Aula 9 – Desintegração de Comprimidos e Cápsulas.................................................................25 
Aula 10 – Dissolução de Comprimidos......................................................................................26 
Aula 11 – Preparação de Grânulos – Via Úmida.........................................................................28 
Aula 12 – Encapsulação – Controle de Q. das Cápsulas.............................................................29 
Aula 13 – Identificação de I.F.A. por Cromatografia.................................................................31 
Aula 14 – Doseamento de I.F.A. por Espectroscopia de UV......................................................32 
PARTE 3: Controle de Qualidade Microbiológico................................................................34 
Materiais e Equipamentos..........................................................................................................35 
Desinfecção e Esterilização.......................................................................................................39 
Técnicas de Semeadura..............................................................................................................41 
Identificação de Micro-organismos...........................................................................................43 
REFERÊNCIAS.......................................................................................................................45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Apresentação das Vidrarias e Equipamentos 
Antes de iniciar qualquer experimento em um laboratório químico, é importante familiarizar-se com 
os equipamentos disponíveis, conhecer seu funcionamento, indicação de uso e a maneira correta de 
manuseá-los. A grande maioria dos materiais presentes nos laboratórios é frágil, por serem fabricados a 
partir de materiais como vidro, porcelana, além dos equipamentos sensíveis ao ambiente, como a balança 
e o espectrofotômetro por exemplo. 
A seguir serão apresentados alguns equipamentos e vidrarias que serão utilizados durante o presente 
estágio, dê nome a cada um deles e anote suas respectivas funções. 
 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
__________________ 
 
__________________ 
 
___________________ 
 
___________________ 
 
 
 ________________ 
 
 ________________ 
 
 
 ________________ 
 
 ________________ 
 
1 
12 
9 
6 
11 
8 
10 
7 
5 4 
3 2 
 6 
 
 ________________ 
 
 ________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 
 
 _________________ 
 
 
 __________________ 
 
 __________________ 
 
 __________________ 
 
 __________________ 
 
 
 
 __________________ 
 
 
 __________________ 
 
 
 ___________________ 
 
 
 ___________________ 
 
 ___________________ 
 
 ___________________
13 
27 
26 
25 
24 
23 22 
21 
20 
18 
17 
19 
16 
14 15 
30 
29 28 
 7 
 
 _________________ 
 
 
 _________________ 
 
 _________________ 
 
 
 __________________ 
 
 __________________ 
 
 __________________ 
Anotações 
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________e secar ao ar ou com papel de filtro; 
12. Examinar ao microscópio. 
 
 
 
3. Terceiro passo: Após determinar afinidade pelo GRAM e arranjo bacteriano, seguir com os 
testes para cada grupo: cocos Gram-positivos, bastonetes Gram-negativos. cocobacilos 
Gram-negativos, bastonetes Gram-positivos. Casesteja diante de Candida spp., fazer o teste 
do tubo germinativo ou semear em meio cromogênico para identificação das espécies 
Candida albicans, Candida tropicalis e Candida krusei. 
 
 45 
REFERÊNCIAS 
 
ANVISA. Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira. 2 ed. Brasília, 2011. 256 p. 
 
ANSEL, H. C. et al. Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de Fármaco, 6a ed. 
Baltimore: Ed. Premier, 2000. 
 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Farmacopeia Brasileira, 
volume 1. Brasília: Anvisa, 2010a, 524 p. 
 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Farmacopeia Brasileira, 
volume 2. Brasília: Anvisa, 2010b, 808 p. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC n° 
67, de 08 de outubro de 2007, que dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações 
Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União, Poder 
Executivo, Brasília, DF, 09 out. 2007 
 
FERREIRA, Anderson de Oliveira. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora, 2008. p. 
96-139. v.1. 
 
GIL, E.S. Controle Físico-químico de qualidade de medicamentos. 2a Ed. São Paulo: 
Pharmabooks, 2007 
 
LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H. A.; KANIG, J. L. Teoria e Prática na Indústria 
Farmacêutica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 
 
MATOS, A. P. S. Estudo de pré-formulação e desenvolvimento de comprimidos de liberação 
imediata contendo diazepam. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) – 
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Farmácia, 2014 – Rio de Janeiro UFRJ, 
Faculdade de Farmácia, 2014. 
 
ROWE RC, SHESKEY PJ, WELLER PJ. Handbook of Pharmaceutical Excipients. 6a Edição. 
London: Royal Pharmaceutical Society of Great Britain. 
 
UNITED STATES PHARMACOPEIA 35, vol. 1, Powder Flow, p. 801-803, 2012b. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila elaborada por Geovana F. Guedes Silvestre33 
32 
31 
36 
35 
34 
 8 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Preparo de Soluções e pH 
Introdução 
Soluções químicas são sistemas homogêneos 
formados pela mistura de duas ou mais substâncias. 
As soluções são constituídas de dois componentes: o 
soluto, que é o que se dissolve e se encontra em 
menor quantidade, e o solvente, que é o componente 
em maior quantidade e que atua dissolvendo o soluto. 
A concentração de uma solução é utilizada para 
designar uma certa quantidade de matéria do soluto 
dissolvida em certa quantidade de matéria de 
solvente. 
Para o preparo de soluções a vidraria mais importante 
é o balão volumétrico. Este possui um traço de 
aferição situado no gargalo, que determina o limite 
da capacidade do mesmo. Quando o solvente atingir 
o traço de aferição, observa-se a formação de um 
menisco. 
 
Objetivos 
Preparar soluções ácidas e básicas utilizando 
hidróxido de sódio e ácido clorídrico como solutos e 
água como solvente. 
Materiais e Reagentes 
( ) Balão volumétrico Água destilada 
( ) Proveta Ácido clorídrico P.A. 
( ) Pipeta volumétrica Hidróxido de Sódio 
( ) Bécker Balança analítica 
( ) Espátula Capela de fluxo laminar 
Procedimentos Experimentais: 
Solução mãe NaOH 
1. Fazer os cálculos das concentrações das 
soluções que serão preparadas; 
2. Em um bécker, pesar o NaOH, diluir em um 
pouco de água destilada e transferir para um balão 
volumétrico. Rissar o bécker; 
3. Aferir o balão contendo o hidróxido de sódio 
até o menisco e reservar. 
Solução mãe HCl 
4. Na capela de fluxo laminar, transferir o HCl 
para um bécker e pipetar o volume desejado; 
5. Despejar o ácido pipetado no balão volumétrico 
e aferir com água destilada até o menisco. 
Obs: Nunca despejar água em ácido! 
6. Realizar diluições em balões diferentes, a partir 
das soluções mãe de ácido e de base; 
7. Rotular todos os balões com nome de quem 
preparou, concentração da solução e data (ex. 
Solução mãe de HCl 0,1 M); 
8. Aferir o pH de todas as soluções preparadas e 
comparar os resultados. 
Resultados 
So
lu
çõ
es
 
Á
ci
da
s 
Concentração pH 
 
 
 
So
lu
çõ
es
 
B
ás
ic
as
 Concentração pH 
 
 
 
 9 
Cálculos/Rascunhos 
 
Dados: 
 Molaridade (M) Densidade (d) Densidade HCl HCl (MM) NaOH (MM) 
							𝑀 = 	 !"
##	%	&
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Houve diferença entre os valores de pH das soluções testadas? Por quê? 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
Quais soluções estão mais concentradas? Por quê? 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
A variação de pH pode interferir no processo de absorção de um fármaco? Explique. 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
36,46 g/mol 1,18 g/ml 𝑑 =
𝑚1
V	(mL) 39,97 g/mol 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
PARTE 1 
 
 
 
CONTROLE DE QUALIDADE DE INSUMOS 
E MATÉRIAS-PRIMAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2020 
 
 11 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 1 – Aspectos Físicos e Determinação de Ponto de Fusão 
Introdução 
As características físico-químicas dos insumos 
farmacêuticos são fatores determinantes para se 
garantir a segurança, a eficácia e a qualidade da 
formulação farmacêutica. Antes da produção de 
qualquer medicamento, é necessária a análise dos 
insumos e das matérias-primas que serão utilizadas 
no processo de fabricação afim de comprovar sua 
autenticidade. 
Objetivos 
Realizar a caracterização dos insumos baseada na 
observação dos aspectos físicos visuais (cor e forma 
da partícula) e um dos aspectos físico-químicos 
(ponto de fusão) e compará-los com a monografia. 
Materiais e Reagentes 
Tubo capilar de vidro I.F.A. 
Vidro de relógio Fusiômetro 
Grau e pistilo Estufa 
Espátula Bico de Bunsen 
Procedimentos Experimentais 
Análise dos aspectos físicos 
1. Observar os aspectos físicos dos insumos: cor 
(branco, cristalino, amarelado, etc.) e a aparência da 
forma (pó fino, pó grosso, cristal, etc.) anotar; 
2. Comparar com as monografias da farmacopeia 
brasileira. 
Determinação do ponto de fusão 
3. Pulverizar a substância a ser analisada em um grau 
e colocar na estufa ou dessecador por 24h; 
4. Selar a extremidade do capilar na chama do bico de 
Bunsen; 
5. Introduzir uma porção do pó́ no tubo capilar 
seco e compacta-lo, batendo o capilar sobre 
superfície dura de modo a formar uma coluna de 
aproximadamente 3 a 4 mm de altura; 
6. Configurar o aparelho de modo que a 
temperatura máxima atingida seja superior à 
temperatura de referência do insumo; 
7. Colocar o capilar no local indicado do aparelho 
e pressionar a tecla “iniciar”; 
8. Ficar atento à fusão da amostra, assim que a 
primeira gotícula for formada, anotar a 
temperatura marcada no Fusiômetro; 
Resultados 
Análise dos aspectos físicos 
Insumo: 
 Cor Forma 
Teórico 
Prático 
Determinação do ponto de fusão 
Insumo: 
 Tº inicial Tº final 
Teórico 
Prático 
Os valores estão de acordo com a referência? Se 
não, o que pode ter acontecido? 
________________________________________
________________________________________
______________________________________ 
 12 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 2 – Testes de Solubilidade 
Introdução 
Solubilidade é outra grandeza físico-química que 
mede a capacidade de determinada matéria sólida se 
dissolver em determinado solvente, formando uma 
mistura homogênea (solução). Segundo a 
farmacopeia brasileira, a indicação da solubilidade de 
um fármaco pode ser realizada mediante a sua 
mistura com um solvente indicado pela monografia 
do fármaco à temperatura de 25°C. 
A solubilidade pode ser classificada de acordo com o 
número de partes, sendo esse referido com sendo a 
dissolução de 1 g de um fármaco no número de 
mililitros do solvente estabelecido no número de 
partes. 
Objetivos 
Determinar a solubilidade dos insumos farmacêuticos 
em diferentes solventes e comparar com a 
farmacopeia. 
Materiais e Reagentes 
( ) Proveta 50 mL I.F.A. 
( ) Bastão de vidro Solventes orgânicos 
Grau e pistilo Termômetro 
Bécker Balança analítica 
Espátula Manta aquecedora 
Procedimentos Experimentais 
1. Separar 1 proveta para cada solvente a ser testado 
e identificar com os respectivos nomes; 
2. Pesar 500 mg do insumo em cada proveta destinada 
a receber os solventes; 
3. Transferir a água para um Becker e aquecer na 
manta aquecedora monitorando a temperatura com 
um termômetro. Retirar quando atingir 80 oC; 
3. Aferir cada uma das provetas com 5 mL do 
solvente indicado e observar se houve 
solubilização completa. Caso isso não ocorra, ir 
adicionando solvente de 5 em 5 mL até 
solubilização total; 
4. Preencher a Tabela 2 de acordo com a Tabela 1. 
Tabela 1: Classificação da solubilidade 
Termo descritivo Volume (mL) 
Muito solúvel 5 mL 
Facilmente solúvel 10 mL 
Solúvel 25 mL 
Pouco solúvel 40 mL 
Insolúvel 50 mL (turva) 
Fonte: Farmacopeia 5ª ed. adaptada 
Resultados 
Tabela 2: Solubilidade experimental 
Insumo 1: 
Solventes Solubilidade 
 
 
 
 
 
Houve diferença entre as solubilizações nos 
diferentes solventes? Por quê? 
________________________________________________________________________________ 
O que pode acontecer se um fármaco não dissolver 
adequadamente quando ingerido? 
________________________________________
________________________________________ 
 13 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 3 – Granulometria de Pós 
Introdução 
A análise granulométrica consiste na determinação 
das dimensões das partículas que constituem as 
amostras. No âmbito farmacêutico, principalmente 
no desenvolvimento e produção de formulações que 
utilizam insumos sólidos na forma de pó, o tamanho 
das partículas é considerado parâmetro de extrema 
importância, pois podem afetar a qualidade do 
produto final. 
Objetivos 
Determinar o tamanho das partículas de insumos 
farmacêuticos por meio da técnica de tamisação. 
Materiais e Reagentes 
( ) Bécker Insumo (pó) 
 Espátula Tamis 
Pincel Balança semi-analítica 
Procedimentos Experimentais 
1. Separar, pelo menos 4 tamises que estejam 
descritos na Farmacopeia, de acordo com as 
características da amostra; 
2. Montar o conjunto com o tamis de maior abertura 
sobre o de abertura menor abertura; 
3. Pesar cerca de 20 g da amostra e transferir a 
amostra para o tamis superior, distribuindo 
uniformemente o pó; 
4. Tampar o conjunto e ligar o aparelho, programando 
para operar durante 15 minutos; 
5. Após o término deste tempo, utilizando um pincel 
adequado, remover toda a amostra retida na superfície 
superior de cada malha para um vidro de relógio ou 
papel impermeável e pesar os pós de cada tamis 
separadamente; 
6. Calcular o percentual retido em cada tamis, 
utilizando a seguinte fórmula: 
 
P1 = Peso da amostra retida no tamis (g); 
P2 = Soma dos pesos retidos no tamis e no coletor (g); 
100 = Fator de porcentagem. 
7. Classificar o pó estudado de acordo com a 
descrição abaixo: 
Pó́ grosso – aquele cujas partículas passam 
totalmente pelo tamis nº 20 e ficam retidas pelo 
menos 60% no tamis nº 50; 
Pó moderadamente grosso - aquele cujas 
partículas ficam retidas pelo menos 60% no tamis 
nº 70; 
Pó fino - aquele cujas partículas ficam retidas pelo 
menos 60% no tamis nº 80; 
Pó finíssimo - aquele cujas partículas passam em 
sua totalidade pelo tamis nº 80. 
Resultados 
Insumo: 
Classificação: 
Se o pó testado num experimento como esse 
apresentar granulometria diferente do valor 
referência da farmacopeia, o que pode ter ocorrido 
e o que pode ser feito para resolver o problema? 
________________________________________
________________________________________
________________________________________
________________________________________ 
 
 14 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 4 – Densidade de Pós e Ângulo de Repouso 
Introdução 
A física das partículas é a ciência que estuda os 
sólidos de tamanho reduzido. É importante estudar as 
partículas, pois muitas formas farmacêuticas são 
sólidas e estes não são sistemas estáticos, ou seja, seu 
estado físico pode ser alterado pela manipulação 
física e as características da partícula podem alterar a 
eficácia terapêutica do medicamento. 
Densidade é uma grandeza que relaciona a massa de 
uma determinada matéria e o volume que ela ocupa. 
Visto ser característica de cada substância, a 
densidade pode ser utilizada para avaliar a pureza e 
identificar uma substância. A densidade de uma 
amostra é significativamente alterada pela presença 
de contaminantes. 
Objetivos 
Calcular a densidade aparente (d0) e a densidade de 
compactação (d1125) de um insumo farmacêutico 
sólido, além de classificar seu fluxo de escoamento 
através do método de ângulo de repouso. 
Materiais e Reagentes 
Bécker I.F.A. 
Proveta 100 mL Suporte universal 
Grau e pistilo Garra 
Espátula Balança semi-analítica 
Funil de plástico Paquímetro 
Procedimentos Experimentais 
Densidade Aparente (d0) 
1. Pesar 30g do pó a ser analisado em um bécker e 
transferir para uma proveta de 100 mL evitando 
movimentos bruscos; 
2. Proceder com a leitura do volume ocupado pelo 
material e calcular a densidade aparente: 
𝑑 = 	
𝑚
𝑣 
Densidade de Compactação (d1125) 
3. Pesar 30g do pó a ser analisado em um bécker e 
transferir para uma proveta de 100 mL e submeter 
a mesma a uma série de 1125 quedas; 
4. Proceder com a leitura do volume ocupado pelo 
material no teste. Calcular a densidade de 
compactação pela mesma fórmula da densidade 
aparente; 
Ângulo de Repouso 
5. Montar o equipamento necessário para a 
determinação do ângulo de repouso que consiste 
em uma base horizontal de suporte fixo a qual será 
utilizada para receber o funil, conforme observado 
na figura abaixo: 
 
6. Pesar 20g do insumo e verter através do funil de 
maneira a formar um cone; 
7. Com o auxílio de um paquímetro, medir a altura 
do cone formado após o escoamento do pó́ e o raio 
da base do cone; 
8. Por meio dessas duas medidas, calcular a 
relação trigonométrica (p.18) entre o cateto oposto 
(altura) e o cateto adjacente (raio) e a tangente do 
ângulo (α), por meio da equação: 
 15 
𝑡𝑔	 ∝	=
ℎ
𝑟
 
tg α = tangente do ângulo 
h = altura do cone 
r = raio do cone 
Além do método do ângulo de repouso, existem 
outras maneiras de se classificar o fluxo de um pó, 
dentre eles, os índices de Hausner e Carr, que utilizam 
os valores de densidade aparente e densidade 
compactada. 
Índice de Hausner =		!!!"#
!$
	
Índice de Carr (%) = 	!!!"#"	!$
!!!"#
 x 100	
 
Resultados 
Insumo: 
d0 
d1125 
Ângulo de repouso 
Índice de Hausner 
Índice de Carr (%) 
Tipo de fluxo do pó 
 
Cálculos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1 - Classificação do tipo de fluxo de um pó (adaptado de USP 35, 2012b)
 
 
 16 
 
 
 
 
 
 
 17 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 5 – Densidade de Líquidos – Método do Picnômetro 
Introdução 
A densidade dos líquidos também pode ser medidas 
assim como as substâncias sólidas, diferindo apenas 
pelos métodos de determinação. Os líquidos são 
substâncias com densidades bem menores em relação 
aos sólidos, pois as partículas de suas moléculas se 
encontram mais distanciadas umas das outras. 
Suas densidades variam um pouco e para medi-las 
utiliza-se o picnômetro, que é uma vidraria específica 
para este fim ou o densímetro, um equipamento que 
faz uso do princípio do empuxo, uma lei descoberta 
por Arquimedes. 
Objetivos 
Medir a densidade relativa de substâncias líquidos 
pelo método do picnômetro. 
Materiais e Reagentes 
( ) Bécker Água destilada 
( ) Proveta 100 mL Solução 1 
( ) Pincômetro Solução 2 
Balança analítica Solução 3 
Procedimentos Experimentais 
1. Preparar as soluções que serão testadas no 
experimento, identificando-as; 
2. Separar os picnômetros e colocá-los ao lado de suas 
respectivas soluções recém preparadas; 
3. Limpar os picnômetros com um papel para retirar 
o excesso de sujidades oriundas das mãos e pesa-los 
vazios, anotar suas massas; 
4. Com o auxílio de um bécker, encher os 
picnômetros com as soluções teste até transbordar e 
observar se há bolhas; 
5. Caso haja bolhas, retirá-las ou refazer o processo; 
6. Com o auxílio de um papel, enxugar o excesso 
de líquido e pesar os picnômetros cheios, anotar as 
massas; 
7. Calcular as massas dos líquidos obtidas e suas 
respectivas densidades através das fórmulas: 
massa'í) = 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎*+,.,./+0 −𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎*+,.123+0 
𝑑 =
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎4í5
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒*+,
 
Resultados 
Solução 1: 
Massa pic. cheio 
Massa pic. vazio 
Massa líq. 
Densidade líq. 
Solução 2: 
Massa pic. cheio 
Massa pic. vazio 
Massa líq. 
Densidade líq. 
Solução 3: 
Massa pic. cheio 
Massa pic. vazio 
Massa líq. 
Densidadelíq. 
Qual solução é mais densa? Por quê? 
________________________________________
________________________________________
________________________________________
 
 18 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 6 – Viscosidade de Fluidos 
Introdução 
Viscosidade é a expressão da resistência de líquidos 
ao escoamento,ou seja, ao deslocamento de parte de 
suas moléculas sobre moléculas vizinhas. A 
viscosidade dos líquidos vem do atrito interno, isso é, 
das forças de coesão entre moléculas relativamente 
juntas. Com o aumento da temperatura, aumenta a 
energia cinética média das moléculas, diminui (em 
média) o intervalo de tempo que as moléculas passam 
umas junto das outras, menos efetivas se tornam as 
forças intermoleculares e menor a viscosidade. 
A unidade dinâmica, Sistema CGS, de viscosidade é 
o poise. O Sistema CGS de unidades é um sistema de 
unidades de medidas físicas, ou sistema dimensional, 
de tipologia LMT (comprimento, massa tempo), cujas 
unidades base são o centímetro para o comprimento, 
o grama para a massa e o segundo para o tempo. 
Objetivos 
Determinar a viscosidade de líquidos utilizando o 
viscosímetro de efluxo – modelo Copo Ford. 
Materiais e Reagentes 
Bécker Viscosímetro 
Cronômetro Termômetro 
Agitador Insumos líquidos 
 
Procedimentos Experimentais 
1. Colocar a amostra em temperatura alguns graus 
abaixo da temperatura do teste, sob agitação por 
10 minutos em velocidade média a baixa; 
2. Deixar descansar por 10 minutos enquanto a 
temperatura é corrigida; 
3. Nivelar o Copo Ford no tripé e colocar a amostra 
no copo em temperatura de 25º+/- 0,5 ºC; 
4. Fechar o orifício do Copo Ford com o dedo e 
encher o mesmo até o nível máximo; 
5. Acertar o nível da amostra com o auxílio de 
uma espátula ou vidro de relógio (placa de vidro 
plana); 
6. Medir a temperatura da amostra e colocar o 
termômetro no recipiente de coleta da mesma; 
7. Liberar o orifício e simultaneamente acionar o 
cronômetro e parar quando houver a primeira 
interrupção do fluxo; 
8. Anotar o tempo gasto e medir a temperatura; 
9. Proceder o cálculo de acordo com o orifício 
utilizado na medida: 
 
Viscosidade (mm2/s) = A· t + B 
 
onde, t = tempo em segundos, A e B são 
parâmetros específicos do copo Ford conforme o 
quadro abaixo: 
 
Orifício A B 
2 0,6658 -17,08 
3 1,5765 -11,01 
4 3,8239 -31,95 
5 6,5408 -29,48 
6 12,9309 -40,23 
7 23,7929 -64,64 
8 39,6549 -93,59 
 
10. Comparar com a especificação. 
 
Obs: A seleção do orifício adequado deve ser a 
obtenção de um tempo de escoamento do 
líquido em teste ao redor de 60 segundos. Deve-
se ter um tempo de escoamento entre 20 e 
100, segundos, para a amostra a 25 ºC. 
 
 
 19 
Resultados 
Insumo: 
t1 
t2 
t3 
Média 
Viscosidade (mm2/s) 
 
Cálculos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 19 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula 7 – Identificação de I. F. A. por Espectroscopia de UV 
Introdução 
O espectrofotômetro é um aparelho de alta 
sensibilidade que tem a capacidade de quantificar 
determinadas substâncias nas regiões do ultravioleta 
(UV). É muito comum a identificação de diversos 
compostos de interesse farmacêuticos por meio das 
técnicas envolvendo espectroscopia. 
Objetivos 
Identificar a autenticidade do insumo farmacêutico 
ativo (Hidroclorotiazida) através de leitura da sua 
absorbância no espectro de UV e comparação com os 
valores de referência expressos na Farmacopeia. 
Materiais e Reagentes 
1 Balão vol. 250 ml Água destilada 
3 Balões vol. 100 ml Hidróxido de sódio 
1 Balão vol. 50 ml Hidroclorotiazida SQR 
 5 Becker Espectrofotômetro 
1 Proveta ou pipeta 10 ml Balança analítica 
1 Pipeta vol. 2 ml 1 Funil de vidro 
Bastão de vidro Papel filtro 
Procedimentos Experimentais 
1. Separar e identificar os balões volumétricos; 
1. Diluente (1): Preparar 50 mL de solução de 
hidróxido de sódio na concentração de 0,1 M; 
2. Diluente (2): Preparar 250 mL de solução de 
hidróxido de sódio na concentração de 0,01 M; 
3. Solução (1): Pesar 50 mg de Hidroclorotiazida, 
dissolver em 10 mL do diluente (1) e transferir para 
um balão de 100 mL aferindo com água; 
4. Solução (2): Transferir 10 mL da solução (1) 
para balão de 100 mL e aferir com o diluente (2); 
5. Solução (3): Transferir 2 mL da solução (2) para 
um balão de 100 mL e aferir com o diluente (2); 
6. Filtrar e ler a absorbância da solução (2) no 
espectrofotômetro em 323 nm, que deve estar 
entre 0,45 e 0,475; 
7. Filtrar e ler a absorbância da solução (3) no 
espectro a 273 nm que deve estar entre 0,0505 e 
0,053. 
Resultados 
A
bs
 
Solução (2) Solução (3) 
1. 1. 
2. 2. 
3 3. 
Média: Média: 
 
Cálculos 
 
 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
PARTE 2 
 
 
CONTROLE DE QUALIDADE DE 
PRODUTOS ACABADOS: 
MÉTODOS GERAIS APLICADOS AOS 
MEDICAMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2021 
 
 
 22 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 8 – Peso Médio, Friabilidade e Dureza de Comprimidos 
Introdução 
A determinação do peso médio se aplica a formas 
farmacêuticas sólida em dose unitária (comprimidos 
não revestidos, comprimidos revestidos, pastilhas, 
cápsulas duras e moles e supositórios), formas 
farmacêuticas sólidas acondicionadas em recipientes 
para dose unitária (pós-estéreis, pós liofilizados, pós 
para injetáveis e pós para reconstituição de uso oral) 
e a formas farmacêuticas sólidas e semissólidas 
acondicionadas em recipientes para doses múltiplas 
(granulados, pós, geis, cremes, pomadas e pós para 
reconstituição). 
Os testes de resistência mecânica, tais como dureza e 
friabilidade, são considerados oficiais dentro do 
contexto legal da Farmacopeia Brasileira 5aEdição, 
constituindo-se em elementos úteis na avaliação da 
qualidade integral dos comprimidos. Estes testes 
visam demonstrar a resistência dos comprimidos à 
ruptura provocada por quedas ou fricção. 
O teste de dureza permite determinar a resistência do 
comprimido ao esmagamento ou à ruptura sob 
pressão radial. A dureza de um comprimido é 
proporcional à força de compressão e inversamente 
proporcional à sua porosidade. O teste se aplica, 
principalmente, a comprimidos não revestidos. 
O teste de friabilidade permite determinar a 
resistência dos comprimidos à abrasão, quando 
submetidos à ação mecânica de aparelhagem 
específica. O teste se aplica, unicamente, a 
comprimidos não revestidos. 
Objetivo 
Realizar testes de controle de qualidade de 
comprimidos não revestidos. 
Materiais e Reagentes 
Bécker 20 Comprimidos 
Vidro de relógio Durômetro 
Balança analítica Friabilômetro 
Procedimentos Experimentais 
Peso Médio 
1. Pesar 20 comprimidos individualmente e 
determinar o peso médio, o desvio padrão e o 
coeficiente de variação; 
2. Separar 10 comprimidos para o teste de dureza 
e 10 para friabilidade; 
Teste de Dureza 
3. Programar o durômetro para mostrar o resultado 
da força medida em newtons (N); 
4. Submeter cada comprimido à ação do durômetro 
até esmagá-lo; 
5. Anotar os resultados das forças e calcular a força 
média, desvio padrão e coeficiente de variação; 
Teste de Friabilidade 
6. Ajustar a velocidade do aparelho para 25 
rotações por minuto e o tempo de teste para 4 
minutos; 
7. Decorrido o prazo, remover qualquer resíduo de 
pó da superfície dos comprimidos e pesar 
novamente; 
OBS: Nenhum comprimido pode apresentar- se, 
ao final do teste, quebrado, lascado, rachado ou 
partido. São considerados aceitáveis os 
comprimidos com perda igual ou inferior a 1,5% 
do seu peso ou a porcentagem estabelecida na 
monografia. 
 
 23Resultados 
Peso Médio 
Comprimido: 
1 __ , __ __ __ __g 
2 __ , __ __ __ __g 
3 __ , __ __ __ __g 
4 __ , __ __ __ __g 
5 __ , __ __ __ __g 
6 __ , __ __ __ __g 
7 __ , __ __ __ __g 
8 __ , __ __ __ __g 
9 __ , __ __ __ __g 
10 __ , __ __ __ __g 
11 __ , __ __ __ __g 
12 __ , __ __ __ __g 
13 __ , __ __ __ __g 
14 __ , __ __ __ __g 
15 __ , __ __ __ __g 
16 __ , __ __ __ __g 
17 __ , __ __ __ __g 
18 __ , __ __ __ __g 
19 __ , __ __ __ __g 
20 __ , __ __ __ __g 
Média __ , __ __ __ __g 
DP 
CV (%) 
 
De acordo com a Tabela 1 (pag. 25) o peso médio dos 
comprimidos está dentro dos limites de variação 
preconizados? 
 __________________________________________ 
Quanto ao teste de friabilidade, a perda de massa dos 
comprimidos foi inferior a 1,5%? 
__________________________________________ 
 
 
Teste de Friabilidade 
Comprimido: 
1 __ , __ __ __ __g 
2 __ , __ __ __ __g 
3 __ , __ __ __ __g 
4 __ , __ __ __ __g 
5 __ , __ __ __ __g 
6 __ , __ __ __ __g 
7 __ , __ __ __ __g 
8 __ , __ __ __ __g 
9 __ , __ __ __ __g 
10 __ , __ __ __ __g 
Média __ , __ __ __ __g 
DP 
CV (%) 
Teste de Dureza 
Comprimido: 
1 __ __ __ , __ __N 
2 __ __ __ , __ __N 
3 __ __ __ , __ __N 
4 __ __ __ , __ __N 
5 __ __ __ , __ __N 
6 __ __ __ , __ __N 
7 __ __ __ , __ __N 
8 __ __ __ , __ __N 
9 __ __ __ , __ __N 
10 __ __ __ , __ __N 
Média __ __ __ , __ __N 
DP 
CV (%) 
 
 
 
 
 
 24 
Tabela 1 – Limites de variação de peso médio – Farmacopeia Brasileira 5ª ed. 
 
 
Dados: 
 Média Desvio padrão (s) Coeficiente de variação (%) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 25 
 
Aula Prática 9 – Desintegração de Comprimidos e Cápsulas 
Introdução 
O teste de desintegração permite verificar se 
comprimidos e cápsulas se desintegram dentro do 
limite de tempo especificado, quando seis unidades 
do lote são submetidas à ação de aparelhagem 
específica sob condições experimentais descritas. 
A desintegração é definida, para os fins desse teste, 
como o estado no qual nenhum resíduo das unidades 
testadas (cápsulas ou comprimidos) permanece na 
tela metálica do aparelho de desintegração, salvo 
fragmentos insolúveis de revestimento de 
comprimidos ou invólucros de cápsulas. 
Objetivos 
Observar o tempo de desintegração de comprimidos 
e/ou cápsulas e comparar com as monografias 
disponibilizadas pela Farmacopeia. 
Materiais e Reagentes 
Aparelho desintegrador 
 Comprimidos/Cápsulas 
Água destilada 
Procedimentos Experimentais 
1. Colocar água destilada na cuba do desintegrador e 
programar a temperatura do meio para funcionar em 
37oC; 
2. Utilizar água destilada como meio de imersão que 
será onde os comprimidos vão se desintegrar; 
3. Verificar se a temperatura já está constante e se as 
cestas de imersão estão devidamente higienizadas e 
secas; 
4. Inserir os comprimidos nas cestas de metal (Figura 
1) e encaixar no aparelho; 
4. Programar o aparelho para contabilizar o tempo 
de acordo com o material a ser testado; 
5. Iniciar o ensaio e observar o processo; 
Figura 1 – Cesta de imersão 
 
6. Ao final do intervalo de tempo especificado, 
cessar o movimento da cesta e observar o material 
em cada um dos tubos, todos os comprimidos 
devem estar completamente desintegrados. 
OBS: Pode ocorrer a desintegração completa antes 
do final do tempo programado. 
Tabela 1 – Limite de tempo de desintegração 
Comprimidos não revestidos 30 min. 
Comprimidos revestidos (drágeas) 60 min. 
Comprimidos sublinguais 5 min. 
Comprimidos dispersíveis 3 min. 
Cápsulas moles 30 min. 
Cápsulas duras 45 min. 
Resultados 
Teste 1: 
Tempo de desint. 
Teste 2: 
Tempo de desint. 
Teste 3: 
Tempo de desint. 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
 26 
 
Aula 10 – Dissolução de Comprimidos de Hidroclorotiazida 
Introdução 
Dissolução é o processo no qual uma substância 
sólida entra em solução, ou seja, se dissolve. A 
velocidade de dissolução é de grande importância 
para a absorção de fármacos, pois influencia 
diretamente na disponibilidade da droga nos sítios de 
ação e consequentemente na sua atividade 
farmacológica. Quanto mais rápida a dissolução, 
mais rápida a absorção, mais rápida a disponibilidade 
do fármaco e mais rápida a ação desejada. O 
contrário também é verdadeiro. 
Objetivos 
Realizar ensaio de dissolução com comprimidos de 
Hidroclorotiazida, visando determinar a quantidade 
de fármaco dissolvida no meio específico no período 
de 30 minutos. 
Materiais e Reagentes 
3 Balões volum. 1000mL Água destilada 
5 Balões volum. 10 mL Ácido clorídrico P.A. 
1 Balões volum. 250 mL HCTZ em pó (insumo) 
Tubos de ensaio Comprimidos de HCTZ 
( ) Becker e Proveta Espectrofotômetro 
Funil e Papel filtro Balança analítica 
Capela de fluxo laminar Aparelho Dissolutor 
Procedimentos Experimentais: 
1. Preparar 100 mL de uma solução de 
Hidroclorotiazida SQR a 10 µg/mL (0,001% p/v) e 
utilizar como padrão de comparação; 
2. Preparar 3L de solução de HCl 0,1 mol/L que 
servirá de meio de dissolução do fármaco; 
3. Transferir 900 mL dessa solução para cada um 
dos 3 tubos de dissolução e programar o aparelho 
para funcionar a 37 oC, a 100 rpm durante 30 min; 
4. Aguardar a estabilização da temperatura e 
adicionar a (s) cestas com o (s) comprimido (s) 
para iniciar o ensaio; 
5. Após os 30 min. retirar alíquota do meio de 
dissolução, filtrar ler a absorbância em 272 nm. 
Caso extrapole o valor de abs, diluir a solução; 
6. Comparar a absorbância da solução testada com 
as absorbâncias do padrão e verificar se 
corresponde a pelo menos 60% da concentração 
indicada pelo fabricante. 
Resultados 
Construção da curva padrão 
So
lu
çõ
es
 T
es
te
 Absorbância Concentração 
1. 1. 
2. 2. 
3. 3. 
Média: Média: 
Concentração do fármaco no medicamento 
testado segundo o fabricante: ___________ 
(%) do fármaco dissolvido em 900 mL (cuba de 
dissolução) em 30 min____________ 
 
Presença de fármaco acima de 60%: 
Confirmada Rejeitada 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
 27 
Cálculos/Rascunhos 
 
Dados: 
 
 Molaridade (M) Massa Molar HCl (MM) Densidade HCl Densidade (d) 
𝑀 =	
𝑚1
MM	x	V 
 
Diluição: C1 x V1 = C2 x V2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36,46 g/mol 1,18 g/ml 𝑑 =
𝑚1
V	(mL) 
 
 28 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 11 – Preparação de Grânulos por Via Úmida 
Introdução 
Os grânulos são aglomerados preparados de pequenas 
partículas de pó́. Eles têm formato irregular, mas 
podem ser preparados na forma esférica. Apresentam 
tamanhos na faixa correspondente aos tamises 4 a 12, 
embora grânulos de vários tamanhos possam ser 
preparados, dependendo de sua aplicação. 
O método de via úmida consiste em adicionar uma 
solução aglutinante ao pó ou a mistura de pós com o 
objetivo de formar uma pasta e passa-la pelo tamis 
formando os grânulos que são submetidos à secagem 
dessa solução posteriormente. 
Objetivos 
Realizar preparação de grânulos de Paracetamol 
destinados à encapsulação. 
Materiais e Reagentes 
( ) Bécker Etanol 70% 
( ) Proveta Lactose 
( ) Grau e pistilo Paracetamol 
Bandeja de metal Talco 
Tamis no 3/peneira Carboximetilcelulose 
Bastão de vidro Balança analítica 
Espátula Estufa 
Procedimentos Experimentais 
1. Iniciar a pesagem dos componentes da formulação 
conforme prescrito na Tabela 1; 
2. Pulverizar separadamente cada um dos insumos e 
depois juntos (exceto a carboximetilcelulose);3. Preparar a solução aglutinante em um grau 
utilizando o etanol e a celulose; 
*A cada 25g de formulação, utilizar 7,5 mL de etanol. 
Tabela 1 – Formulação Paracetamol 750mg 
Insumo Qtd. (%) 
Paracetamol 75 % 
Lactose 17 % 
Talco 5 % 
Carboximetilcelulose 3 % 
4. Umectar a mistura de pós com a solução 
aglutinante até formar uma massa úmida; 
5. Proceder com a passagem da massa úmida 
através de um tamis ou peneira para a obtenção dos 
grânulos; 
6. Espalhá-los sobre folhas de papel colocadas 
sobre bandejas de metal e levar à estufa durante 20 
minutos para a pré-secagem numa temperatura de 
60 oC; 
7. Deixar a bandeja com os grânulos em um local 
fresco por 24 horas para secagem completa; 
8. Após a secagem total, proceder com a passagem 
dos grânulos pelo tamisador para a calibração 
granulométrica. 
 
Cálculos 
 
 
 29 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula Prática 12 – Encapsulação e Controle de Q. de Cápsulas 
Introdução 
As cápsulas duras estão entre as formas farmacêuticas 
mais difundidas principalmente em manipulação. No 
entanto, a prática envolvendo cápsulas é muitas vezes 
imprecisa, pois os métodos geralmente utilizados para 
o enchimento, se baseiam na capacidade em termos 
de peso. Este parâmetro (peso) varia muito conforme 
a densidade do pó a ser encapsulado, o que pode gerar 
alguns inconvenientes no cálculo de excipiente e 
tamanho da cápsula a ser empregada. 
 
Objetivos 
Realizar encapsulação de uma formulação em pó 
realizando o método volumétrico para escolha do 
tamanho das cápsulas que serão utilizadas, bem como 
proceder com o controle de qualidade das cápsulas. 
Materiais e Reagentes 
( ) Bécker ( ) Grau e pistilo 
( ) Proveta Encapsuladora manual 
Balança analítica Cápsulas vazias 
Insumos da formulação 
Procedimentos Experimentais 
1. Pesar os insumos da formulação em pó (escolher a 
dosagem e multiplicar por 30 cápsulas) e pulverizar 
os insumos juntos (se houver mais de um); 
 
 
 
 
Tabela 1 – Formulação escolhida 
Insumo Posologia 
unitária 
Peso p/ 30 
cápsulas 
1. ____________ _______ _______ 
2. ____________ _______ _______ 
3. ____________ _______ _______ 
2. Pesar todos os componentes da fórmula e 
transferir para uma proveta; 
3. Dar leves batidas na proveta e anotar o volume 
marcado pelos pós; 
4. Observar em qual tamanho de cápsula é o ideal 
a partir do nomograma: 
 
 
5. Exemplo: os pós ocuparam 28 mL na proveta. 
28/30 cápsulas = 0,93. Observando a tabela acima, 
este volume cabe na cápsula 00, restando espaço 
 
 
 30 
para excipiente. Para descobrir a qtd. de excipiente: 
0,93 x 30 = 27,9 
28 – 27,9 = 0,1 ou 100 mg de excipiente 
5. Pesar a quantidade de excipiente calculada e 
adicionar ao pó e pulverizar novamente; 
6. ANTES DE ENCAPSULAR, pesar as cápsulas 
vazias e após encapsulação pesar as cápsulas cheias; 
6. Verificar a taxa de encapsulação (TE%): 
TE% = #6776	89	:ó	6:7?'689
@2AA2	+B+,+24	C0	*ó
 
 
Obs.: A TE% não pode ser superior a 110% nem 
inferior a 90%. 
Resultados 
Massa inicial do pó (g) 
Volume de pó (mL) 
Tamanho da cápsula 
Massa das cápsulas vazias (g) 
Massa das cápsulas cheias (g) 
Massa do pó encapsulado (g) 
Taxa de encapsulação (%) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculos 
 
 31 
 
Aula Prática 13 – Identificação de I.F.A. por Cromatografia 
Introdução 
Cromatografia é um método físico-químico de 
separação de misturas que está fundamentada na 
migração diferencial dos componentes de uma 
mistura devido a diferentes interações, entre duas 
fases imiscíveis, a fase móvel e a fase estacionária. A 
grande variedade de combinações entre fases móveis 
e estacionárias a torna uma técnica extremamente 
versátil e de grande aplicação. 
Existem diversos tipos de cromatografia, a que vamos 
abordar na prática de hoje é a CCDA (cromatografia 
em camada delgada analítica) que tem como fase 
estacionária a sílica gel e como fase móvel o solvente 
metanol. 
Objetivos 
Identificar qualitativamente por meio de CCDA a 
presença do fármaco paracetamol em solução oral 
(xarope) comercializada. 
Materiais e Reagentes 
( ) Capilar Metanol 
( ) Balão volum. Cloreto de metileno 
( ) Bécker Paracetamol - Solução 
Vidro de relógio Paracetamol - SQR 
Pinça Placa de sílica 
Régua Luz ultravioleta 
Procedimentos Experimentais 
1. Solução (1): diluir a solução oral em metanol até 
concentração de 1 mg/mL; 
2. Solução (2): dissolver 10 mg de paracetamol SQR 
em metanol e completar o volume para 10 mL com o 
mesmo solvente; 
3. Aplicar, separadamente, na margem inferior 
placa, aprox. 20 μL de cada uma das soluções 
recentemente preparadas; 
4. Em uma proveta, misturar os solventes cloreto 
de metileno e metanol na proporção de (4:1), que 
servirá de fase móvel para o sistema; 
5. Colocar um pedaço de papel filtro, de tamanho 
semelhante ao da placa num bécker e tampá-lo 
com um vidro de relógio; 
6. Quando o papel ficar umedecido colocar a placa 
dentro do bécker, sem encostar no papel, e esperar 
a eluição: 
Figura 1 – Sistema cromatográfico 
 
6. Após a eluição, retirar a placa do bécker com 
auxílio de uma pinça e deixar secar por 20 
segundos em cima da bancada; 
7. Observar a posição das manchas com uma luz 
ultravioleta e medir a distância partindo da base até 
o topo. 
Resultados 
Altura da mancha 1 (cm): 
Altura da mancha 2 (cm): 
Presença do I.F.A.: Confirmada Rejeitada 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
Placa 
Amostras na placa 
Mistura de solventes 
 
 32 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Aula 14 – Doseamento de I. F. A. por Espectroscopia de UV 
Introdução 
O doseamento é um teste que consiste na realização 
de análises que visa quantificar o teor de substância 
ativa em medicamentos. Os métodos utilizados no 
doseamento podem ser clássicos (baseados em 
reações químicas) e instrumentais (baseados no uso 
de instrumento apropriado). 
Objetivos 
Realizar o teste de doseamento do fármaco 
paracetamol em comprimidos disponibilizados no 
mercado para confirmar a autenticidade da posologia 
informada pelo fabricante. 
Materiais e Reagentes 
2 Balões 250/100 mL Água destilada 
2 Balões volum. 50 mL Hidróxido de sódio 
5 Balões volum. 10 mL Paracetamol SQR 
3 Provetas 25/5 mL Paracetamol comprimidos 
Pipeta automática Balança analítica 
Papel filtro/Funil de vidro Espectrofotômetro 
Procedimentos Experimentais 
I - Preparação do solvente 
1. Solução (1): Preparar 250 mL de solução de 
hidróxido de sódio na concentração de 0,1 M; 
2. Solução (2): Preparar 100 mL de solução de 
hidróxido de sódio na concentração de 0,01 M; 
II - Preparação da amostra teste 
3. Pesar e pulverizar 10 comprimidos, transferindo 
quantidade do pó equivalente a 75 mg de 
paracetamol para balão volumétrico de 100 mL; 
4. Adicionar 25 mL da Solução (1), 50 mL de 
água, agitar mecanicamente por 15 minutos e 
completar o volume com água (750 µg/mL); 
5. Homogeneizar, filtrar e transferir 5 mL do 
filtrado para um balão de 50 mL e completar com 
água (75 µg/mL); 
6. Transferir 5 mL da solução resultante para balão 
volumétrico de 50 mL, adicionar 5 mL da Solução 
(1) e completar o volume com água (7,5 µg/mL); 
III - Preparação do padrão 
7. Preparar soluções padrão de paracetamol em 
hidróxido de sódio nas concentrações de 1,5; 3,0; 
4,5; 7,5 e 15 μg/mL, utilizando como solvente a 
Solução (2); 
IV - Doseamento 
7- Medir as absorbâncias das soluções padrão e da 
solução teste preparada no item 6 (7,5 µg/mL) no 
espectro em 257 nm utilizando a Solução (2) para 
ajuste do zero; 
8. Realizar Análise da Regressão Linear dos 
resultados(curva padrão), obter equação da reta e 
calcular o conteúdo (% e mg/ml) de paracetamol. 
Resultados 
Pa
dr
ão
 
Absorbância Concentração 
 1,5 μg/mL 
 3,0 μg/mL 
 4,5 μg/mL 
 7,5 μg/mL 
 15,0 µg/mL 
T
es
te
 Absorbância Concentração 
 
Concentração do fármaco:__________________ 
 
 33 
Cálculos 
 
 Preparação dos solventes: Molaridade (M) Massa Molar NaOH (MM) 
 𝑀 =	 !"
##	%	&
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39,97 g/mol 
 
 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
PARTE 3 
 
 
 
CONTROLE DE QUALIDADE 
MICROBIOLÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2021 
 
 
 35 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Materiais e Equipamentos 
 
1 VIDRARIAS: 
 
1.1 Tubos de cultura: São tubos de vidro, sem borda ou com tampa de plástico 
rosqueável. Seu tamanho pode variar de acordo com o trabalho a ser 
realizado. São utilizados no cultivo de microrganismos em pequeno volume de 
meio de cultura, trazendo a vantagem de economizar meio e espaço físico. 
1.2 Placas de Petri: São recipientes redondos, de vidro ou plástico, com tampa 
rasa. Geralmente é recomendado determinar-se o seu diâmetro e altura, de acordo 
com o tipo de trabalho a ser realizado. As mais usadas medem cerca de 90 mm 
de diâmetro por 15 mm de altura. Servem para conter meio de cultura sólido. 
Sua superfície extensa facilita o isolamento de espécies microbianas distintas. 
1.3 Pipetas graduadas: São utilizadas para diluições, inoculações, distribuições 
de meio, etc. Em microbiologia estas pipetas devem ser esterilizadas com uma 
porção de algodão hidrófobo na parte superior. As pipetas microbiológicas são 
usadas com dispensadores automáticos. 
1.4 Pipetas de Pasteur: São tubos de vidro ou polipropileno, não graduados, 
estirados em capilar. Servem para transferência de pequenos volumes de 
líquidos. Podem ser usadas com uma pequena pêra de borracha na extremidade 
superior. 
1.5 Lâminas de vidro: São de vidro claro e transparente, com formato 
retangular. São utilizadas para exame dos microrganismos em microscópio 
óptico. Geralmente são armazenadas em caixa de vidro contendo álcool 95%. 
1.6 Tubos de Durham: São tubos de vidro pequenos e cilíndricos. Servem para 
captar o gás formado em uma fermentação. 
 
2. ACESSÓRIOS: 
 
2.1 Bico de Bünsen: É um aquecedor a gás com chama, cuja temperatura varia 
de acordo com a regulagem. É suprido com gás butano e permite a manipulação 
das amostras microbianas. Deve-se verificar com frequência se não há 
vazamentos de gás nas conexões. 
 
 36 
2.2 Alça Calibrada: Alças de inoculação, descartáveis acopladas a hastes 
flexíveis, utilizadas no repique de material biológico, calibradas de 1μL e 10 µL 
são destinadas à contagem de colônias nos mais diversos materiais biológicos. 
2.3 Alça de Platina e agulhas: É um fio de platina ou outra liga metálica, medindo 
aproximadamente cinco centímetros, recurvado em uma de suas extremidades. Este 
material é utilizado para transferir inóculos sólidos ou em suspensão. A agulha é 
um fio de platina que é utilizada para semear meio sólido em profundidade. 
2.4 Swab ou zaragatoa: Basicamente é uma haste flexível plástica ou de madeira 
com algodão em uma de suas extremidades. Utilizado para coletar secreções que 
serão submetidas a culturas, espalhar suspensões microbianas na superfície de 
meios. 
2.5 Papel Grau Cirúrgico: é a embalagem mais utilizada no momento para 
esterilização em autoclaves. Há muitas opções de tamanho, no caso de envelopes 
e de largura, no caso de rolos (tubulares, bobinas). 
2.6 Papel kraft: é utilizado para embrulhar placas de Petri que irão ser 
esterilizadas. Também pode ser usado papel manteiga com a mesma finalidade. 
2.7 Espátulas e pinças: Estes utensílios são normalmente produzidos em aço 
inoxidável. A espátula é utilizada para pesagem de pequenas massas, enquanto a 
pinça para manipulação de lâminas, lamínulas, etc... Após o uso lavar 
imediatamente. 
 
3 SOLUÇÕES E MEIOS DE CULTURA: 
 
3.1 Soluções Desinfetantes: As soluções desinfetantes são utilizadas para antissepsia das mãos 
(álcool 70%), ou desinfecção das bancadas (hipoclorito de sódio variando de 0,025 a 1%, álcool 
a 70%), ou ainda para descarte de resíduos líquidos e de pipetas contaminadas (não usar solução 
inflamável como o álcool a 70%). Antes de iniciar qualquer atividade as bancadas devem ser 
desinfetadas e providenciado recipiente com solução de hipoclorito de sódio para descarte das 
pipetas. As soluções podem ser armazenadas em pissetas u almotolias plásticas. 
3.2 Soluções corantes: São utilizadas para avaliar a afinidade do micro-organismo por estes 
corantes e determinar a morfologia. A leitura da lâmina é realizada em microscopia óptica. 
3.3 Meios de cultura: São preparações químicas que possuem em sua formulação, nutrientes 
necessários para que os microrganismos possam multiplicar-se permitindo assim seu estudo. 
Os meios de cultura são classificados quanto ao estado físico em sólidos, quando contém 
agentes solidificantes, principalmente ágar (cerca de 1 a 2,0 %). Os semi-sólidos, quando a 
quantidade de ágar e ou gelatina é de 0,075 a 0,5 %, dando uma consistência intermediária, de 
modo a permitir o crescimento de microrganismos em tensões variadas de oxigênio ou a 
verificação da motilidade e também para conservação de culturas. Os líquidos, sem agentes 
solidificantes, apresentam-se como um caldo, utilizados para ativação das culturas, repiques de 
microrganismos, provas bioquímicas, e dentre outros. 
 
 
 37 
3.3.1 Classificação dos meios de cultura quanto à função: 
• Meio de Enriquecimento: Geralmente líquido, de composição química rica em nutrientes, 
com a finalidade de permitir que as bactérias contidas em uma amostra clínica aumentem 
em número. Ex.: Caldo Brain Heart Infusion (BHI) e CaldoTetrationato. 
• Meio não seletivo: Tem na sua composição nutrientes básicos para todos os micro-
organismos não-fastidiosos e de fácil crescimento. Ex: Agar sangue, Agar BAB (Blood 
Ágar Base), ágar CLED (Cystine Lactose Eletrolyte Deficient), ágar Saboroud dextrose 
(para fungos). 
• Meio Seletivo: A finalidade deste tipo de meio é selecionar as espécies que se deseja isolar 
e impedir o desenvolvimento de outros germes (têm na sua composição adição de corantes, 
antibióticos e outras substâncias com capacidade inibitória para micro-organismos 
determinados). Ex.: Agar Manitol Salgado, Agar SS, Agar MacConkey e Agar Eosin 
Methilene Blue (EMB). 
• Meio Diferencial: Possibilita a distinção entre vários gêneros e espécies de 
microrganismos, por possuir substâncias que permitem uma diferenciação presuntiva, 
evidenciada na mudança de coloração ou na morfologia das colônias. Ex.: Agar Eosin 
Methilene Blue (EMB), Agar MacConkey e Agar Hektoen. 
• Meio Indicador: É utilizado no estudo das propriedades bioquímicas das bactérias, 
auxiliando, assim sua identificação. O mais simples é aquele usado no estudo das reações 
de fermentação. Ex.: Agar Triple Sugar Iron (TSI), Agar Citrato de Simmons, Agar Eosin 
Methilene Blue (EMB), Agar MacConkey e Agar Hektoen. 
• Meio de Transporte (não é um ‘meio de cultura’): Consiste em um meio isento de 
nutrientes, contendo um agente redutor (cisteína). Geralmente mantém o pH favorável, 
previne a desidratação de secreções durante o transporte e evita a oxidação e auto-
destruição enzimática dos patógenos presentes. Ex.: Meio de Stuart e Meio de Cary-Blair. 
 
4 EQUIPAMENTOS MAIS UTILIZADOS: 
 
4.1 Contador de colônias: É utilizado para contagem de colônias em Placa de Petri. É 
constituído de um suporte onde é colocada a placa e acima desta, em 
distância definida, situa-se uma lente (lupa) que possibilita o aumento de 1,5 
vezes. Pode acompanhar uma caneta para contagem. Quando o equipamentoestá funcionando, a placa é iluminada, permitindo assim maior nitidez e 
realce das linhas que subdividem o suporte. 
4.2 Estufa incubadora (Microbiológica): É um tipo específico de estufa que apresenta além 
da porta metálica, uma porta de vidro. Apresenta um sistema de 
aquecimento controlado por resistência elétrica. O aquecimento é 
controlado através de um termostato e a temperatura acompanhada com 
termômetro analógico ou digital. A temperatura não deve ter uma 
variação superior à ±0,5ºC. Para determinar a temperatura, coloca-se 
um termômetro com o bulbo submerso em líquido (glicerina, água, etc.) 
para maior homogeneidade da medida. Esse equipamento é utilizado como auxiliar no 
 
 38 
crescimento e reprodução dos microrganismos, uma vez que fornece a temperatura adequada a 
cada espécie microbiana. 
4.3 Estufa de Esterilização e/ou Secagem: Em geral este equipamento é utilizado para 
esterilizar vidrarias (1750C). Podendo ser usado pra secar vidrarias quando mantida à 600C. 
4.4 Balanças: São destinadas a pesagens das diferentes substâncias usadas no preparo dos 
vários tipos de meios de cultura, soluções e corantes. Podem ser analógicas ou digitais. As 
balanças devem ser mantidas sobre uma base sólida protegidas de vibrações, e também de 
umidade e mudanças bruscas de temperatura. 
4.5 Espectrofotômetro: É um instrumento de análise, amplamente utilizado em laboratórios 
de pesquisa, capaz de medir e comparar a quantidade de luz (radiação eletromagnética) 
absorvida, transmitida ou refletida por uma determinada amostra, seja ela solução, sólido 
transparente ou sólido opaco. Na microbiologia usado em pesquisa para preparar suspensões 
bacterianas com leitura de absorbância entre 0,08 e 0,10 em espectrofotometria, sendo a 
turvação correspondente a 0,5 da escala de MacFarland (aproximadamente 1,5 x 108 UFC/mL). 
4.6 Autoclave: É um equipamento destinado à esterilização pelo calor úmido (vapor d´água 
sob pressão). Normalmente, são utilizados para esterilizar águas de diluições, meios de cultura 
que suportem temperaturas elevadas (115-120ºC), materiais contaminados que vão ser 
descartados e outros. A autoclave de laboratório pode ser do tipo horizontal 
ou vertical, contendo os seguintes acessórios: caldeira cilíndrica 
hermeticamente fechada por uma tampa de bronze ou cobre, dotada de 
manômetro, válvula de escape de ar e de segurança. Em seu interior existe uma 
cesta metálica (móvel) onde são colocados todos os materiais a serem 
esterilizados. É empregado o uso de bioindicadores ou fitas de controle para 
se testar a eficiência deste equipamento. 
Embalagens para autoclavar materiais cirúrgicos e vidrarias: Usar uma embalagem para 
esterilizar é importante por várias razões: manutenção da esterilização, organização dos 
instrumentais a serem utilizados em cada procedimento, e fornecer a evidência do processo de 
esterilização perante a vigilância sanitária. A embalagem deve também permitir a entrada de 
vapor. Há várias possibilidades de embalagem para esterilização em autoclave: Papel Grau 
cirúrgico, Papel Crepado, Poliamida, Tyvec, SMS, Tecidos. 
4.7 Geladeiras e Congeladores (Freezers): As geladeiras são utilizadas para a conservação de 
meios de cultura estéreis, soluções e amostras de contra-prova. As culturas microbianas e 
soluções não devem ser colocados no mesmo equipamento junto com meios de cultura prontos. 
Jamais poderá guardar refeições, lanches, bebidas ou qualquer outro alimento que irá ser 
consumido. A verificação diária da temperatura é regra geral de controle destes equipamentos. 
4.8 Microscópio Óptico: Equipamento utilizado para o estudo dos 
microrganismos. Os equipamentos mais usados permitem o aumento de até 
1.000 vezes e podem ser monoculares ou binoculares. Deve-se ter cuidado para 
não utilizar preparações à fresco com a objetiva de imersão. 
4.9 Centrífuga: Equipamentos utilizado para separar amostras. Em geral, estas são 
introduzidas em tubos de diferentes tamanhos, que são dispostos num motor de centrífuga. As 
centrífugas estão normalmente adaptadas para a utilização de diferentes tipos e tamanhos de 
rotores, conforme a velocidade e aplicação desejadas. 
 
 39 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
Desinfecção e Esterilização 
 
Processo que reduz o número de bactérias 
contaminantes a um “nível razoável de segurança”, 
mas que não se aplica necessariamente, na 
eliminação de todos os microrganismos viáveis. 
Podem ser utilizados para desinfecção: 
• álcool 70% 
• compostos sintéticos de iodo 
• compostos fenólicos 
• hipoclorito de sódio 
• solução alcoólica de clorexidina. 
Passo a passo – Desinfecção 
1. Limpar a bancada com papel e um agente 
desinfetante (geralmente álcool 70%) evitando o uso 
para outros fins antes de iniciar o experimento; 
1. Separar os materiais e vidrarias que serão 
utilizados e fazer a assepsia de tudo que não for para 
a autoclave ou estufa, por ex.: pipetas automáticas, 
canetas marcadoras, lápis, etc. 
 
Esterilização 
 
Inativação total de todos os micro-organismos 
quanto à capacidade reprodutiva, acontece por: 
• calor seco - estufa 
• calor úmido - autoclave 
• raios gama e “x” 
• compostos químicos 
Calor úmido – Autoclave 
A autoclavação é um processo de esterilização sob 
pressão que deve ser cuidadosamente manuseado 
para se garantir a segurança do operador e a eficácia 
da prática. 
Passo a passo – Autoclavação 
1. Inicialmente deve-se embrulhar o material com 
papel kraft ou grau cirúrgico, fazendo pacotes 
semelhantes aos de mercearia, com extremidades 
bem presas: 
 
Fig. 1 - Vidrarias embrulhadas em papel kraft 
2. Repor a água no nível indicado (geralmente 
logo abaixo da grade de suporte de material, a 
grade vista por cima tem forma de X); 
3. Carregar a autoclave, colocando a vidraria 
maior embaixo e pequenos tubos dentro de cestas 
na parte superior, deixando espaço entre os 
materiais para permitir que o vapor circule entre 
os componentes e evite quebra da vidraria; 
 
Fig. 2 - Autoclave vertical 
OBS.: Os meios de cultura também devem ser 
esterilizados, o analista deve escolher o(s) 
meio(s) que irá trabalhar, prepara-los e 
autoclavar junto com as vidrarias e materiais. 
4. Fechar a tampa, verificar se a borracha está 
encaixada, apertar os fechos de segurança 
simetricamente e deixar a válvula de escape 
aberta; 
Desinfecção 
 
 40 
5. Ligar as duas resistências (geralmente ligadas a 
220V). Ligar a chave geral e depois a chave da 
autoclave no máximo (ATENÇÂO: Aumentar a 
chave da autoclave passando de DESLIGADO para 
MÍNIMO, depois MÉDIO até chegar em 
MÁXIMO). Deixar no MÁXIMO e esperar a 
emanação de vapor fluente, ininterrupto, pela válvula 
de escape; 
6. Vapor fluente emanando, fechar a válvula de 
escape e esperar até que o manômetro atinja a pressão 
desejada (1 atm ou 121oC). Passar então para o 
MÉDIO (algumas autoclaves no MÍNIMO); 
7. Marcar o tempo de esterilização (15 minutos para 
meios de cultura e 30 minutos para material 
contaminado). Se a pressão desejada cair, colocar no 
MÁXIMO até chegar novamente em 1 atm; se a 
pressão desejada aumentar colocar no mínimo ou 
desligar as resistências; 
8. Terminado o tempo de autoclavação desligar as 
resistências e esperar a pressão voltar a zero. Abrir 
a válvula de escape, esperar o vapor sair. Abrir a 
autoclave e retirar o material. 
 
Materiais comumente autoclavados: 
• Erlenmeyer 
• Pipeta graduada 
• Ponteira 
• Bécker 
• Tubo de cultura 
• Placa de petri 
• Espátula/pinça 
• Demais vidrarias não volumétricas 
 
 
 
Anotações: 
 
 41 
 
Técnicas de Semeadura 
Introdução 
As técnicas de semeadura são métodos pelos quais se 
transfere inoculos bacterianos ou fúngicos de um 
meio de cultura ou material a ser analisado para um 
outro meio de cultura. Existem diversas técnicas de 
semeadura: 
 
Semeadura em meios sólidos - TUBOS 
 
Estriasinuosa: semear com alça ou agulha 
bacteriológica, em zig-zag, partindo da 
base para a extremidade do bizel 
(superfície inclinada do meio). 
Objetivo: obtenção de intensa massa de 
microorganismos. 
 
Estria Reta: semear com agulha 
bacteriológica, fazendo uma linha reta, 
com cuidado de não ferir o Agar, partindo 
da base para a extremidade do bizel 
(superfície inclinada do meio). 
Objetivo: obtenção de pequena massa de 
microorganismos. 
 
Picada Central: semear com agulha 
bacteriológica, no centro do Agar. 
Dependendo da finalidade, o inóculo deve 
penetrar até 2/3 do tubo ou até o fundo 
deste. 
Objetivo: é utilizado para verificar 
fermentação e motilidade em algumas 
técnicas. 
 
Picada em Profundidade: semear 
com agulha bacteriológica, no centro 
do Agar. Dependendo da finalidade, 
o inóculo deve penetrar até 2/3 do 
tubo ou até o fundo deste. 
Objetivo: é utilizado para verificar 
fermentação e motilidade em 
algumas técnicas. 
Semeadura em meios sólidos - PLACAS 
 
 Disseminação em profundidade 
(Pour-plate): Transferir 1 ml da 
cultura para placa de Petri vazia, 
colocar 10 – 20 ml do meio fundido 
(e resfriado a cerca de 45 – 50°C) 
sobre a cultura e homogeneizar 
suavemente com movimentos 
circulares. 
Objetivo: contagem bacteriana. É utilizado 
também para análise de microorganismos 
anaeróbios, adicionando uma outra camada de 
meio fundido após o endurecimento da primeira 
camada. 
 
Estria simples: transferir uma 
alçada da cultura para meio sólido 
em placa e estriar com a alça 
bacteriológica sobre o meio. A 
estria pode ser realizada em 
movimento de zig- zag (estria 
sinuosa) ou como uma linha reta 
sobre o meio (estria reta). 
Objetivo: Essa técnica é muito utilizada para 
visualização de determinadas propriedades 
metabólicas, como a produção de enzimas 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
 42 
hidrolíticas (hidrólise de substâncias do meio - gema de 
ovo, sangue...), e produção de pigmentos. 
 
Esgotamento em estrias ou estrias 
múltiplas: transferir uma alçada da 
cultura para meio sólido em placa e 
estriar com a alça bacteriológica sobre 
o meio. A placa é dividida em 4 
quadrantes e a inoculação pode ser 
feita de 2 tipos: 
• 3 estrias: estriar em metade da placa, 
com movimentos de zig-zag. Quando 
atingir a metade, girar a placa 90° e estriar até a 
metade (1/4 da 
placa), girar mais 90° e estriar o meio restante. 
• 4 estrias: estriar até 2/3 da metade da placa, girar 
90°, estriar 2/3 do próximo quadrante (1/4 da placa), 
girar 90°, estriar mais 2/3 do próximo quadrante (1/4 
da placa), girar 90° e estriar o restante do meio. 
Objetivo: obtenção de colônias isoladas. É 
importante não cruzar as estrias (não tocar a alça na 
estria anterior), para reduzir o inóculo a cada estria e 
obter as colônias isoladas. Pode-se, alternativamente, 
flambar a alça entre as estrias e tocar a ponta da estria 
anterior, arrastando um pequeno inóculo para a 
próxima estria. 
 
Spread-plate ou distensão: Transferir 0,1 ml da 
cultura para o meio sólido na placa e 
espalhar uniformemente com a 
própria ponta da pipeta, ou alça 
bacteriológica / swab / alça 
Drigalsky. 
Objetivo: obtenção de crescimento 
confluente, ou para contagem 
bacteriana. 
Esta técnica é muito utilizada na realização 
de antibiogramas. 
 
Semeadura em meios líquidos 
 
Difusão: uma alçada da colônia 
(Agar em placa) ou da cultura (de 
outro meio ou líquido) é introduzida 
no meio líquido, com agitação da 
alça, para maior difusão dos 
microorganismos (da alça para o 
meio e homogeneização no 
meio). Pode-se inclinar o tubo a 30° e esfregar o 
inóculo na parede do mesmo, quando o tubo 
retornar à posição original o inóculo se difundirá 
no meio. 
Objetivo: é um repique genérico para crescimento 
bacteriano em meio líquido. 
 
Anotações: 
 
 43 
 
Identificação dos Micro-organismos 
 
Cada microrganismo tem uma necessidade diferente e por essa razão existem vários meios de 
cultura para atender a exigências nutricionais específicas, proporcionando a sua proliferação e 
crescimento. Através do entendimento das condições necessárias, podemos estimular e 
controlar o crescimento dos microrganismos que estamos interessados em analisar. 
 
1. Primeiro passo: Isolar o micro-organismo em meio de cultura sólido e fazer a análise 
morfológica da colônia: 
Tabela 1. Características do crescimento de alguns micro-organismos. 
Micro-
organismo 
Tamanho 
/ Odor 
Borda Elevação Densidade Cor Aparência Hemólise 
em AS 
Staphylococcus 
aureus 
Grande 
/Queijo 
Circular Convexa Opaca Amarela ou 
branca 
Cremosa Em geral 
beta 
Staphylococcu 
coagulase-
negativa 
Médio 
/Queijo 
Circular Elevada Opaca Branco-
acizentada 
Cremosa Em geral 
sem 
Streptococcus 
grupo viridans 
Pequeno 
/Caramelo 
Irregular, 
puntiforme 
Achatada Opaca Branco-
acizentada 
Embaçada Alfa 
Streptococcus 
pneumoniae 
Pequeno 
 
Circular Umbilicada 
Achatada 
Transparente Cinza Brilhante 
Mucóide 
Alfa 
Streptococcus 
pyogenes 
Pequeno 
 
Puntiforme Convexa Translúcida Cinza Brilhante Beta 
Streptococcus 
agalactiae 
Médio Circular Convexa Translúcida Cinza Cremosa Beta 
Enterococcus 
faecalis 
Médio 
/Caramelo 
Circular Elevada Opaca Cinza Brilhante Em geral 
sem 
Escherichia coli Médio 
/Vinagre 
Circular Achatada Opaca Cinza (AS) 
Rosa (MC) 
Seca Em geral 
beta 
Klebsiella spp. Grande 
/Fermento 
de pão 
Circular Convexa Opaca Cinza (AS) 
Rosa (MC) 
Mucóide Sem 
hemólise 
Salmonella spp. Pequeno 
/Fétido 
Circular Convexa Translúcida Centro preto 
(SS) 
Incolor (MC) 
Brilhante Sem 
hemólise 
Proteus spp. Médio 
/Fétido 
Ondulada Achatada Translúcida Incolor (MC) Brilhante Sem 
hemólise 
Pseudomonas 
aeruginosa 
Médio 
/Uva 
Irregular Achatada Transparente Incolor (MC) 
Pigmento 
esverdeado. 
Brilhante Com ou 
sem. 
Candida spp. Médio 
/Pão 
Circular, 
filamentosa 
Elevada Opaca Branca Cremosa Sem 
AS= Agar sangue; MC=Agar MacConkey; SS= Agar Salmonella-Shigella;Tamanho das colônias (mm) : Grande = maior que 1 
mm de diâmetro (Ex: Klebsiella pneumoniae) Média = 1 mm de diâmetro (Ex: Enterococcus faecalis) Pequena = menor que 1 mm 
de diâmentro (Ex: Streptococcus pyogenes) 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA 
ESTÁGIO EM CONTROLE DE QUALIDADE DE 
MEDICAMENTOS 
 
 44 
Análise morfológica e sugestão do gênero/espécie do microorg. de acordo com a Tabela 1: 
Meio de cultura: _________________________ Densidade: ___________________________ 
Tamanho/Odor: __________________________ Cor: _______________________________ 
Borda ou forma:_________________________ Consistência/Aparência: _________________ 
Elevação:____________________________ Hemólise em ágar Sangue: _________________ 
Sugerir qual é o micro-organismo: ________________________________________________ 
 
2. Segundo passo: Realizar o teste de coloração de GRAM da colônia para classificar o micro-
organismo de acordo com sua morfologia a nível microscópico. 
 
1. Confeccionar o esfregaço, fixar o esfregaço na chama do bico de Bunsen; 
2. Dispor as lâminas em um suporte não muito próximo uma de outra; 
3. Cobrir o esfregaço com papel de filtro; 
4. Cobrir o papel de filtro com cristal violeta e deixar por 1 minuto; 
5. Lavar com água corrente, retirando o papel de filtro e o excesso do corante; 
6. Cobrir o esfregaço com Lugol fraco por 1 minuto; 
7. Lavar com água corrente; 
8. Descorar com álcool-acetona, primeiro cobrindo o esfregaço deitado no suporte durante 10-
20 segundos, e depois gotejando a lâmina inclinada até que não escorra mais o cristal violeta 
(cuidado para não descorar demais). PS: Pode se utilizar apenas álcool a 95% ou acetona; 
9. Lavar com água corrente; 
10. Cobrir com fucsina ou safranina por 30 segundos diluidas 1/10 (se o corante foi novo deixar 
um tempo ainda menor) 
11. Lavar com água corrente

Mais conteúdos dessa disciplina