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D1 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética 
INTEGRIDADE E ÉTICA
NO SERVIÇO PÚBLICOEIXO 1
Escola Nacional de Administração Pública
Presidenta
Betânia Lemos
Diretora de Educação Executiva (DEX)
Iara Cristina da Silva Alves
Coordenadora-Geral de Formação Inicial de Carreiras (FOCAR)
Carolina Pereira Tokarski
Coordenadora de Desenvolvimento Inicial de Servidores Federais (DESENVOLVE)
Fabiany Glaura Alencar e Barbosa
Curadoras do Curso
Gabriela Lotta 
Lígia Camargo
Curadora Pedagógica
Janaina Angelina Teixeira
Assessoria Técnica Especializada à Coordenação e Execução do Programa 
Flávia Magalhães Freire
Curso elaborado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a 
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Brasília
2025
Sumário
Unidade 1 – Apresentação da Disciplina ..............................................................5
Unidade 2 – Sistema de Ética Pública do Poder Executivo Federal ............8
2.1 Principais Normativos sobre Conduta Ética .....................................................................................8
2.2 Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal ......................................................9
2.3 Código de Conduta da Alta Administração .....................................................................................10
2.4 Comissões de Ética ........................................................................................................................................13
Unidade 3 – Sistema de Integridade, Transparência 
e Acesso à Informação (Sitai) ...............................................................................17
3.1 Instituição do Sitai e os Programas de Integridade .................................................................17
3.2 Programa de Integridade ...........................................................................................................................19
3.3 Implementação de Programas de Integridade ............................................................................21
3.4 Elementos Essenciais de um Programa de Integridade ........................................................23
Unidade 4 – Ecossistema de Integridade do Poder Executivo ...................41
4.1 Sistema de Transparência, Integridade e Acesso à Informação – Sitai 
(função de transparência ativa) .......................................................................................................................42
4.2 Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (SisOuv) ...........................................44
4.3 Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal ..................................................45
4.4 Sistema de Corregedoria (SisCor) ........................................................................................................48
Glossário ....................................................................................................................54
Referências ................................................................................................................55
5Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Unidade 1 – Apresentação da Disciplina
A atuação do servidor público tem como objetivo a geração do valor público por meio 
da implementação de políticas públicas. Essa atuação, entretanto, não pode se dar de 
qualquer forma. Ela deve ser feita com imparcialidade, respeitando um conjunto de valores, 
princípios e normas éticas que visam assegurar a prevalência do interesse público sobre 
interesses privados. 
Na administração pública, denomina-se 
integridade pública (OECD, 2017). Contudo, 
nenhuma organização pública, em qualquer 
país, está imune à violação da integridade 
pública por parte de seus agentes. Como 
então a administração pública pode ser 
organizada e gerida de modo a mitigar o 
risco de violação da integridade pública?
Nesta disciplina, serão apresentados os principais arranjos institucionais e normativos que 
têm sido estabelecidos para promover a integridade pública na Administração Pública 
Federal do Brasil. Ao final da disciplina, o aluno será capaz de:
Objetivos de
aprendizagem
• entender o conceito de integridade pública;
• identificar os principais normativos sobre conduta ética do agente 
público federal;
• compreender o que é programa de integridade;
• escrever os principais elementos que compõem um programa de 
integridade e explicar sua importância;
• compreender o que é ecossistema de integridade; 
• descrever os objetivos, diretrizes e órgãos que compõem o sistema de 
integridade, transparência e acesso à informação da Administração 
Pública Federal.
 
Elaboração: CEPED/UFSC (2024).
6 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Guia de Estudos
A disciplina está estruturada em quatro unidades, compostas de leituras, interações e 
atividades de estudos de forma a auxiliar você a explorar essa temática, tendo por pano 
de fundo o e-book da disciplina e as videoaulas. Conheça cada uma delas a seguir:
Unidade 1 – Apresentação da Disciplina
Na apresentação você terá acesso ao Guia de estudos, que irá orientar 
a sua navegação na disciplina.
Unidade 2 – Sistema de Ética Pública do Poder Executivo Federal
A unidade 2 apresenta uma visão geral sobre os principais normativos 
que regem a conduta do servidor público, bem como o sistema instituído 
para gestão da ética.
Unidade 3 – Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai)
A unidade 3 trata do Sistema de Integridade, Transparência e Acesso 
à Informação (Sitai), enfocando a função de integridade, e apresenta 
o principal mecanismo por meio do qual essa função é exercida, que 
são os programas de integridade. Nesse ponto, explica-se o conceito de 
programa de integridade e seus principais elementos componentes.
Unidade 4 – Ecossistema de Integridade do Poder Executivo
A última unidade apresenta uma visão geral de outras funções que 
contribuem para a efetividade de programas de integridade e formam o 
ecossistema de integridade pública.
7Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Cada unidade propõe atividades que combinam leituras, atividades de estudos e vídeos a 
serem realizados individualmente. No Guia do Participante, você pode consultar todas as 
atividades previstas e a sistemática de avaliação proposta.
Guia do Participante CLIQUE AQUI
Clique no botão ao lado e acesse o Guia do Participante.
Para assistir à videoaula “Apresentação e Boas-vindas”, acesse o conteúdo 
interativo da disciplina.
O docente responsável por desenhar essas atividades é o Professor Doutor Sérgio Seabra. 
Sérgio Seabra tem PhD em Administração pela Universidade 
de Bath (UK) e Mestrado em Administração Pública e 
Políticas Públicas pela Universidade de York (UK). É servidor 
da carreira de Auditor Federal de Finanças e Controle da 
Controladoria-Geral da União (CGU) desde 1996. Foi 
Secretário de Transparência e Prevenção da Corrupção e 
Secretário Federal de Controle Interno Adjunto da CGU. Foi 
membro eleito da Junta de Governantes da Academia 
Internacional Anticorrupção, em Viena. Atualmente é Chefe 
da Assessoria Especial de Controle Interno do Ministério 
dos Direitos Humanos e da Cidadania, e Professor Adjunto 
do Mestrado em Administração do Instituto de Educação 
Superior de Brasília (IESB).
A disciplina é autoformativa, ou seja, você estuda com flexibilidade, no seu tempo, e realiza 
as atividades de acordo com sua disponibilidade, mas é importante observar as datas 
de finalização de cada disciplina e ler o Guia do Participante.
Ótimo estudo!
Sérgio Seabra
Sérgio Seabra 
Fonte: Arquivo pessoal (2024). 
https://cdn.evg.gov.br/cursos/pdi/ns/pdf/PDI_Guia_do_Participante_Enap_Programa_Desenvolvimento_Inicial_V4.pdf
8 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
UNIDADES TEMÁTICAS
Unidadelida diretamente com os procedimentos 
operacionais diários.
d) A auditoria interna, que integra a terceira linha, é aquela 
com maior grau de independência e objetividade e, 
portanto, com suficiente credibilidade para fornecer 
avaliações tanto à alta administração quanto às instâncias 
de governança.
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
51Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Atividade de Estudo 2
Atividade O ecossistema de integridade pública do Poder Executivo Federal é 
composto por vários órgãos que desempenham funções essenciais 
para o funcionamento de um programa de integridade. 
As funções essenciais de um programa de integridade são 
desenvolvidas pelos seguintes órgãos, exceto: 
a) Secretaria Federal de Controle Interno. 
b) Tribunal de Contas da União.
c) Corregedorias setoriais.
d) Comissão de ética setorial.
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
52 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Encerramento 
Nesta unidade, você aprendeu 
como o Sistema de Integridade, 
Transparência e Acesso à Informação 
(Sitai) do Poder Executivo Federal 
surgiu e está estruturado. Entre 
as principais funções do sistema, 
está a de coordenar e implementar 
programas de integridade nos 
órgãos e entidades. Você teve a 
oportunidade de entender o conceito 
de um programa de integridade, 
seus objetivos e principais eixos nos 
quais suas ações se organizam. Por 
fim, teve uma visão geral de outras 
funções que não compõem o Sitai, 
pois estão organizados em sistemas 
próprios, mas que são importantes 
para o alcance do objetivo do sistema, 
como a ouvidoria, a corregedoria e o 
controle interno. Agora, realize as 
atividades avaliativas no Ambiente 
Virtual de Aprendizagem. 
Fonte: Freepik (2024).
53Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Letra “d”.
A auditoria interna integra a terceira linha de defesa, fornecendo avaliações (asseguração) independentes 
e objetivas sobre os processos de gerenciamento de riscos, controle e governança aos órgãos de 
governança e à alta administração. 
Atividade de Estudo 1
Letra “b”.
Apesar de sua importância como instituição que promove o accountability e integridade pública, o 
Tribunal de Contas da União não faz parte do Poder Executivo Federal. Além disso, conforme inciso III 
do Art. 3º do Decreto nº 11.259/2022, todos os outros órgãos das alternativas “a”, “c” e “d” fazem parte 
dos sistemas que exercem funções essenciais ao funcionamento de programas de integridade. 
Atividade de Estudo 2
Espelho de Resposta
54 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Glossário 
Accountability: Buscando o significado da palavra accountability em dicionários, justamente 
para apreender com maior precisão o que o termo significa em inglês e como tem 
sido traduzido para o português, constatou-se que o significado do conceito envolve 
responsabilidade (objetiva e subjetiva), controle, transparência, obrigação de prestação de 
contas, justificativas para as ações que foram ou deixaram de ser empreendidas, premiação 
e/ou castigo (Pinho; Sacramento, 2009).
Cultura organizacional: A cultura de um grupo pode ser definida como sua aprendizagem 
acumulada e compartilhada à medida que esse grupo soluciona problemas de adaptação 
externa e de integração interna, que tem funcionado bem o suficiente para ser considerada 
válida e, consequentemente, ensinada aos novos membros como a maneira correta de 
perceber, pensar, sentir e se comportar em relação a esses problemas. Essa aprendizagem 
acumulada é um padrão ou sistema de crenças, valores e normas comportamentais que 
acaba sendo subestimado como uma premissa básica e, por fim, deixa de ser percebido 
(Schein; Schein, 2022, p. 5).
Deontologia: Na filosofia moral contemporânea, deontologia é uma das teorias normativas 
segundo a qual as escolhas são moralmente exigidas, proibidas ou permitidas. Portanto, 
inclui-se entre as teorias morais que orientam nossas escolhas sobre o que deve ser feito. 
É também entendida como a parte da Filosofia que trata dos princípios, fundamentos e 
sistemas da mora (Wikipedia, 2020).
Política pública: Trata-se de um fluxo de decisões públicas orientado a manter o equilíbrio 
social ou a introduzir desequilíbrios destinados a modificar essa realidade. Essas decisões 
são condicionadas pelo próprio fluxo e pelas reações e modificações que elas provocam 
no tecido social, bem como pelos valores, ideias e visões dos que adotam ou influem na 
decisão. É possível considerá-las estratégias que apontam para diversos fins, todos eles, 
de alguma forma, desejados pelos diversos grupos que participam do processo decisório. A 
finalidade última de tal dinâmica – consolidação da democracia, justiça social, manutenção 
do poder, felicidade das pessoas – constitui elemento orientador geral das inúmeras ações 
que compõem determinada política. Com uma perspectiva mais operacional, poderíamos 
dizer que ela é um sistema de decisões públicas que visa a ações ou omissões, preventivas 
ou corretivas, destinadas a manter ou modificar a realidade de um ou vários setores da 
vida social, por meio da definição de objetivos e estratégias de atuação e da alocação dos 
recursos necessários para atingir os objetivos estabelecidos (Saravia, 2006, p. 28). 
55Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/
constituicao.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994. Aprova o Código de Ética Profissional 
do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 
1994. Disponível em: . Acesso 
em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 10.153, de 3 de dezembro de 2019. Dispõe sobre as salvaguardas de 
proteção à identidade dos denunciantes de ilícitos e de irregularidades praticados contra 
a administração pública federal direta e indireta e altera o Decreto nº 9.492, de 5 de 
setembro de 2018. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2019. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d10153.htm. Acesso em: 16 
out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 10.889, de 9 de dezembro de 2021. Regulamenta o inciso VI do caput 
do art. 5º e o art. 11 da Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013, dispõe sobre a divulgação 
da agenda de compromissos públicos e a participação de agentes públicos, no âmbito 
do Poder Executivo federal, em audiências e sobre a concessão de hospitalidades por 
agente privado, e institui o Sistema Eletrônico de Agendas do Poder Executivo federal - e- 
Agendas. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/decreto/d10889.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 11.529, de 16 de maio de 2023. Institui o Sistema de Integridade, 
Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal e a Política de 
Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal. Diário Oficial da 
União, Brasília, DF, 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-
2026/2023/decreto/D11529.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 3.591, de 6 de setembro de 2000. Dispõe sobre o Sistema de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal e dá outras providências. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3591.
htm. Acesso em: 16 out. 2024.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d10153.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d10153.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/decreto/d10889.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/decreto/d10889.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11529.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11529.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3591.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3591.htm
56 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
BRASIL. Decreto nº 7.203, de 4 de junho de 2010. Dispõe sobre a vedação do nepotismo 
no âmbito da administração pública federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2010. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/
d7203.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 6.029, de 1º de fevereiro de 2007. Institui Sistema de Gestão da Ética 
do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. Diário Oficial da União, B rasília, 
DF, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/
decreto/d6029.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre a política de 
governança da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ 
Ato2015-2018/2017/decreto/D9203.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Decreto nº 9.492, de 5 de setembro de 2018. Regulamenta a Lei nº 13.460, de 26 
de junho de 2017, que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário 
dos serviços públicos da administração pública federal, institui o Sistema de Ouvidoria do 
Poder Executivo federal, e altera o Decreto nº 8.910, de 22 de novembro de 2016, que 
aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das 
Funções de Confiança do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral 
da União. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2018. Disponível em: https://www.planalto. 
gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9492.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Exposição de Motivos nº 37, de 21 de agosto de 2000. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/codigos/codi_ 
Conduta/Cod_conduta.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Instrução Normativa nº 1, de 2016. Dispõe sobre controles internos, gestão de 
riscos e governança no âmbito do Poder Executivo Federal. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 2016. Disponível em: https://repositorio.cgu.gov.br/handle/1/33947. Acesso 
em: 16 out. 2024.
BRASIL. Instrução Normativa nº 84, de 22 de abril de 2020. Estabelece normas para 
a tomada e prestação de contas dos administradores e responsáveis da administração 
pública federal, para fins de julgamento pelo Tribunal de Contas da União, nos termos do 
art. 7º da Lei 8.443, de 1992, e revoga as Instruções Normativas TCU 63 e 72, de 1º de 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7203.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7203.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6029.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6029.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/decreto/D9203.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/decreto/D9203.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9492.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/decreto/d9492.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/codigos/codi_Conduta/Cod_conduta.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/codigos/codi_Conduta/Cod_conduta.htm
https://repositorio.cgu.gov.br/handle/1/33947
57Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
setembro de 2010 e de 15 de maio de 2013, respectivamente. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 2020. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-
n-84-de-22-de-abril-de-2020-254756795. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças 
públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Diário 
Oficial da União, Brasília, DF, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/lcp/lcp101.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações 
previsto no inciso XXXIII do art. 5º , no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da 
Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei nº 
11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e 
dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2011. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm. Acesso em: 16 out. 
2024.
BRASIL. Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. Dispõe sobre o conflito de interesses no 
exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo federal e impedimentos posteriores 
ao exercício do cargo ou emprego; e revoga dispositivos da Lei nº 9.986, de 18 de julho 
de 2000, e das Medidas Provisórias nºs 2.216-37, de 31 de agosto de 2001, e 2.225-45, 
de 4 de setembro de 2001. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2013. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/L12813.htm. Acesso em: 
16 out. 2024.
BRASIL. Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da 
prática de atos de improbidade administrativa, de que trata o § 4º do art. 37 da Constituição 
Federal; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1992. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8429.htm. Acesso em: 16 out. 2024.
BRASIL. Portaria MDHC nº 661, de 26 de outubro de 2023. Dispõe sobre as diretrizes 
que deverão ser observadas no relacionamento entre os servidores, colaboradores, 
terceirizados, consultores, estagiários, trabalhadores temporários e similares, do Ministério 
dos Direitos Humanos e da Cidadania. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2023. 
Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/acesso-a-informacao/governanca/programa-
de-integridade/legislacao/portarias#:~:text=Portaria%20n%C2%BA%20661%2C%20
de%2026,estagi%C3%A1rios%2C%20trabalhadores%20tempor%C3%A1rios%20
e%20similares%2C. Acesso em: 16 out. 2024.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-84-de-22-de-abril-de-2020-254756795
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-84-de-22-de-abril-de-2020-254756795
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/L12813.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8429.htm
https://www.gov.br/mdh/pt-br/acesso-a-informacao/governanca/programa-de-integridade/legislacao/portarias#
https://www.gov.br/mdh/pt-br/acesso-a-informacao/governanca/programa-de-integridade/legislacao/portarias#
58 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
INSTITUTO DOS AUDITORES INTERNOS. Novo Modelo das Três Linhas do IIA 2020. 
Global: Institute of Internal Auditors, 2020. Disponível em: https://iiabrasil.org.br/noticia/
novo-modelo-das-tres-linhas-do-iia-2020. Acesso em: 21 abr. 2024.
ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Recomendações 
do Conselho da OCDE Sobre Integridade Pública. Paris: OECD, 2017. Disponível em: 
https://repositorio.cgu.gov.br/handle/1/69726. Acesso em: 21 abr. 2024. 
PINHO, José Antonio Gomes de; SACRAMENTO, Ana Rita Silva.Accountability: já podemos 
traduzi-la para o português? Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 43, p. 
1343-1368, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-76122009000600006. 
Acesso em: 21 abr. 2024.
SARAVIA, E. Introdução à teoria da política pública.  In: SARAVIA, E.; FERRAREZI, E. (org.). 
Políticas públicas: coletânea. Brasília: Enap, 2006, introdução, p. 13-66.
SCHEIN, Edgar H.; SCHEIN, Peter. Cultura Organizacional e Liderança. Tradução de Paula 
Couto Rodrigues Saldanha e Daniel Vieira. 5. ed. Barueri: Atlas, 2022.
SEABRA, Sérgio. N. Gerenciamento de Riscos em Organizações Públicas: uma prática 
efetiva para controle preventivo e melhoria dos gastos públicos no Brasil? Revista da 
CGU, Brasília, v. 2, n. 3, p. 38-49, 2007. Disponível em: https://revista.cgu.gov.br/Revista_
da_CGU/article/view/244. Acesso em: 27 abr. 2024.
https://iiabrasil.org.br/noticia/novo-modelo-das-tres-linhas-do-iia-2020
https://iiabrasil.org.br/noticia/novo-modelo-das-tres-linhas-do-iia-2020
https://repositorio.cgu.gov.br/handle/1/69726
https://doi.org/10.1590/S0034-76122009000600006.
https://revista.cgu.gov.br/Revista_da_CGU/article/view/244
https://revista.cgu.gov.br/Revista_da_CGU/article/view/244
	_heading=h.tyjcwt
	_heading=h.1fob9te
	_heading=h.4d34og8
	Unidade 1 – Apresentação da Disciplina
	Unidade 2 – Sistema de Ética Pública do Poder Executivo Federal
	2.1 Principais Normativos sobre Conduta Ética
	2.2 Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal
	2.3 Código de Conduta da Alta Administração
	2.4 Comissões de Ética
	Unidade 3 – Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (Sitai)
	3.1 Instituição do Sitai e os Programas de Integridade
	3.2 Programa de Integridade
	3.3 Implementação de Programas de Integridade
	3.4 Elementos Essenciais de um Programa de Integridade
	Unidade 4 – Ecossistema de Integridade do Poder Executivo
	4.1 Sistema de Transparência, Integridade e Acesso à Informação – Sitai (função de transparência ativa)
	4.2 Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (SisOuv)
	4.3 Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal
	4.4 Sistema de Corregedoria (SisCor)
	Glossário 
	Referências
Relatório de acessibilidade
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		Textos alternativos de outros elementos		Aprovado		Outros elementos que exigem texto alternativo
		Tabelas
		Nome da regra		Status		Descrição
		Linhas		Ignorado		TR deve ser um filho de Table, THead, TBody ou TFoot
		TH e TD		Ignorado		TH e TD devem ser filhos de TR
		Cabeçalhos		Ignorado		As tabelas devem ter cabeçalhos
		Regularidade		Ignorado		As tabelas contêm um número igual de colunas em cada linha ou de linhas em cada coluna.
		Resumo		Ignorado		As tabelas devem ter um resumo
		Listas
		Nome da regra		Status		Descrição
		Itens de lista		Ignorado		LI deve ser filho de L
		Lbl e LBody		Ignorado		Lbl e LBody devem ser filhos de LI
		Cabeçalhos
		Nome da regra		Status		Descrição
		Aninhamento apropriado		Aprovado		Aninhamento apropriado
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	CF 4: 
	orgaos 7: 
	orgaos 8:2 – Sistema de Ética Pública do 
Poder Executivo Federal
Apresentação da Unidade
Seja bem-vindo(a) à unidade que aborda a temática de sistema de ética pública do Poder 
Executivo Federal. Nesta unidade, você estudará sobre: 
• os principais normativos sobre conduta ética;
• o Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal;
• o Código de Conduta da Alta Administração;
• as comissões de ética.
Ótimos estudos!
2.1 Principais Normativos sobre Conduta Ética
Os principais normativos que disciplinam a conduta ética do servidor público são:
• o Código de Ética Profissional do Servidor Civil do Poder Executivo Federal;
• o Código de Conduta da Alta Administração. 
Além desses, o servidor deve atentar também para a existência de normas complementares 
sobre conduta do servidor estabelecidas pelo órgão/entidade em que atua. 
Exemplo O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por 
exemplo, instituiu uma política específica de relacionamento 
interno, por meio da Portaria MDHC nº 661, de 26 de outubro de 
2023, que dispõe sobre as diretrizes que devem ser observadas no 
relacionamento entre todos os servidores e colaboradores do órgão.
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o código de conduta específico do 
órgão/entidade: Política de Relacionamento Interno do MDHC.
https://www.gov.br/mdh/pt-br/acesso-a-informacao/governanca/programa-de-integridade/legislacao/portarias/BS_140.pdf
9Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
2.2 Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal
O Código de Ética Profissional do Servidor 
Público Federal foi aprovado pelo Decreto 
nº 1.171, de 22 de junho de 1994. O 
código é dividido em dois capítulos. Vamos 
conhecê-los?
Fonte: TCU (s/a).
Capítulo 1
O primeiro estabelece as regras deontológicas, 
discriminando os deveres e as condutas vedadas 
ao servidor público. 
Um exemplo de regra deontológica é a que 
estabelece que a conduta do servidor público deve 
ser orientada pelos primados maiores da dignidade, 
do decoro, do zelo, da eficácia e da consciência dos 
princípios morais, seja no exercício do cargo ou 
função, seja fora dele, já que refletirá o exercício da 
vocação do próprio poder estatal. 
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: 
CEPED/UFSC (2025).
Verifique se seu órgão/entidade tem regras específicas de conduta dos 
servidores.
DICA
10 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Capítulo 2
O segundo estabelece a obrigação de 
instituição de comissão de ética nos 
órgãos e entidades do Poder Executivo 
Federal. 
Um ponto importante do Código de Ética 
do Servidor Público é que ele se aplica 
não somente ao servidor público, efetivo 
ou comissionado, mas também a outros 
agentes que atuam na organização, como 
colaboradores de empresas terceirizadas, 
consultores, estagiários e trabalhadores 
temporários. 
Saiba mais
Clique aqui e consulte o Código de Ética Profissional do Servidor 
Público.
2.3 Código de Conduta da Alta Administração
Em 8 de agosto de 2000 foi instituído um código de conduta específico para integrantes 
da alta administração do Poder Executivo Federal. As normas do código se aplicam às 
seguintes autoridades: 
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: 
CEPED/UFSC (2025).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htm
11Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Elaboração: CEPED/UFSC (2024).
1. Ministros e Secretários de Estado;
2. Titulares de cargos de natureza especial, secretários-executivos, secretários ou 
autoridades equivalentes ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento 
Superiores - DAS, nível seis (atualmente equivalentes às Funções/Cargos 
Comissionados do Executivo FCE/CCE nível 17); 
3. Presidentes e diretores de agências nacionais, autarquias, inclusive as especiais, 
fundações mantidas pelo Poder Público, em presas públicas e sociedades de economia 
mista.
A instituição do Código de Conduta da Alta Administração partiu de um diagnóstico de que 
grande parte de seus integrantes eram recrutados do setor privado, o que aumentava a 
possibilidade de ocorrência de situações potenciais de conflito de interesses, isto é, quando 
a conduta do agente público pode servir para satisfazer interesses privados, em detrimento 
do interesse público. 
Segundo a Exposição de Motivos nº 37/2000, que embasou o Código de 
Conduta da Alta Administração, as situações mencionadas estariam em 
uma “zona cinzenta”, que não necessariamente representariam violações 
legais, mas poderiam ensejar condutas antiéticas. Diante disso, o Código 
de Conduta da Alta Administração Federal focou em regras gerais para 
prevenção do conflito de interesses e para assegurar a prevalência do 
interesse público diante de questões éticas. 
IMPORTANTE
12 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
As regras de conduta dispostas no Código de Conduta da Alta Administração, no Código de 
Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e no código de ética 
do órgão ou entidade se aplicam às autoridades e aos agentes públicos neles referidos, 
mesmo quando em gozo de licença.
Entre as medidas previstas no Código de Conduta da Alta Administração para prevenir 
conflito de interesses estão as descritas a seguir:
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
A vedação de receber presentes, salvo 
de autoridades estrangeiras nos casos 
protocolares em que houver reciprocidade.
A necessidade de a autoridade pública 
informar à Comissão de Ética Pública as 
alterações relevantes em seu patrimônio.
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
Para assistir à videoaula “Sistema de Ética Pública do Poder Executivo Federal: 
principais normas e códigos”, acesse o conteúdo interativo da disciplina.
13Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
2.4 Comissões de Ética
Veja a linha do tempo a seguir para conhecer a evolução das comissões de ética:
1994 – Decreto nº 1.171/1994
Para zelar pelo cumprimento dos deveres e pela observação das condutas 
vedadas, o Decreto nº 1.171/1994, que aprovou o Código de Ética Profissional 
dos Servidores da Administração Pública Federal, determinou que os órgãos e 
entidades do Poder Executivo Federal adotassem providências para constituir 
comissão de ética integrada por três servidores ou empregados titulares de 
cargo efetivo ou emprego permanente. 
2007 – Decreto nº 6.029/2007
A partir de 1º fevereiro de 2007, as comissões de ética passaram a 
ser organizadas na forma de sistema estruturado. O Decreto nº 
6.029/2007 instituiu o Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo 
Federal, composto pela Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência 
da República, como unidade central do sistema, e pelas comissões de ética 
dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, como unidades setoriais.
Às comissões de ética setoriais e à Comissão de Ética Pública compete zelar pela 
aplicação do Código de Ética Profissional do Servidor Público e do Código de Conduta 
da Alta Administração, respectivamente. Para fazer valer as regras, as comissões de ética 
podem aplicar sanções ao agente público que as violou, incluindo a “censura ética”, que 
pode vir acompanhada de recomendações de exoneração do servidor ocupante de cargo 
comissionado.
Saiba mais
Clique aqui e assista ao vídeo “Saiba o que faz a Comissão de Ética 
Pública” para entender o funcionamento e as competências da 
Comissão de Ética Pública.
https://youtu.be/KMdiUFVaznQ
14 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
ATIVIDADES DE ESTUDO 
Agora, realize duas atividades de estudo para testar os seus conhecimentos.
Atividade de Estudo 1
Atividade O Código de Conduta Profissional do Servidor Público foi instituído 
pelo Decreto nº 1.171/1994 e traz um conjunto de regras de 
conduta que devem ser seguidaspelo servidor público.
Sobre o Código de Ética Profissional do Servidor Público, julgue as 
afirmações a seguir como verdadeiras ou falsas:
1. O código não se aplica ao caso de colaboradores que 
prestam serviço no órgão por meio de contrato com 
empresa terceirizada.
2. O código se aplica ao caso de estagiários.
3. O código estabelece deveres, condutas vedadas e 
permitidas ao servidor público.
4. Um órgão/entidade pode instituir um código de conduta 
específico para seus servidores públicos.
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
 
15Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Atividade de Estudo 2
Atividade Reflita e descreva como funciona a gestão da ética no serviço 
público do Poder Executivo Federal. Em sua resposta, inclua os 
seguintes aspectos:
• Estrutura: como a gestão está organizada;
• Composição: quem integra essa gestão;
• Coordenação: quem a coordena;
• Objetivo principal: qual o propósito central dessa gestão; e
• Meios: quais os instrumentos ou mecanismos utilizados para
fazer cumprir as normas estabelecidas.
Após elaborar sua resposta, verifique se ela está alinhada com 
a proposta elaborada pelo especialista da disciplina.
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
16 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Você chegou ao fim desta unidade! 
Agora você tem uma visão geral dos 
principais normativos de conduta 
ética: o Código de Ética Profissional 
do Servidor Público e o Código de 
Conduta da Alta Administração. 
É importante ter em mente que 
pode haver códigos ou políticas de 
conduta específicos de um órgão ou 
entidade. Você também viu sobre 
o papel das comissões de ética e 
como o sistema de gestão da ética 
do Poder Executivo Federal está 
estruturado e funcionando. 
Fonte: Freepik (2024).
Atividade de Estudo 1
1 = Falsa; 2 = Verdadeira; 3 = Falsa; 4 = Verdadeira
As afirmações 1 e 2 remetem à definição de servidor público estabelecida no Decreto nº 1.171/1994, 
que adotou uma definição bastante abrangente de servidor público, indo além daquele servidor público 
efetivo. O Código de Ética trata somente de deveres e de condutas vedadas. Por fim, os órgãos/entidades 
podem instituir regras de conduta no âmbito de sua organização, mas estas não substituem os códigos 
válidos para todas as organizações do Poder Executivo Federal. 
A gestão da ética está estruturada na forma de sistema, com a Comissão de Ética Pública da Presidência 
da República como unidade central e coordenador do sistema, e as comissões de ética dos órgãos/
entidades como unidades setoriais. Compete às unidades do sistema zelar pela aplicação dos códigos 
de conduta. Para fazer valer as regras, as comissões de ética podem aplicar sanções ao agente público 
que as violou, incluindo a “censura ética”, que pode vir acompanhada de recomendações de exoneração 
do servidor ocupante de cargo comissionado. 
Atividade de Estudo 2
Espelho de Resposta
17Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Unidade 3 – Sistema de Integridade, 
Transparência e Acesso à Informação 
(Sitai)
Apresentação da Unidade
Seja bem-vindo(a) à unidade que aborda a temática de Sistema de Integridade, Transparência 
e Acesso à Informação (Sitai). Nesta unidade, você estudará sobre:
• a instituição do Sitai e os programas de integridade;
• o programa de integridade;
• a implementação de programas de integridade;
• os elementos essenciais de um programa de integridade;
• o ecossistema de integridade do Poder Executivo Federal.
Ótimos estudos!
3.1 Instituição do Sitai e os Programas de Integridade
Fonte: Freepik (2024). 
Conforme definido no começo deste curso, integridade pública se refere ao alinhamento 
consistente e à adesão aos valores, princípios e normas éticas na administração pública 
(OECD, 2017). 
18 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Para assegurar esse alinhamento e adesão, o Governo Federal instituiu, por meio do Decreto 
nº 11.529, de 16 de maio de 2023, o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à 
Informação da Administração Pública Federal, conhecido pelo acrônimo “Sitai”. 
O Sitai tem como objetivo:
• coordenar e articular as atividades relativas à integridade, à transparência e ao 
acesso à informação; 
• estabelecer padrões para as práticas e as medidas de integridade, transparência e 
acesso à informação; 
• aumentar a simetria de informações e dados nas relações entre a Administração 
Pública Federal e a sociedade.
Fonte: CGU (2024). 
1. O Sitai é composto pela Controladoria-Geral da União, como órgão central do sistema, 
pelas unidades nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal direta, 
autárquica e fundacional responsáveis pela gestão da integridade, da transparência 
e do acesso à informação, como unidades setoriais.
2. Para os órgãos da Administração Pública Federal direta (ministérios), o decreto que 
instituiu o Sitai define que as unidades setoriais são as Assessorias Especiais de 
Controle Interno (AECI). Já nos casos das autarquias e fundações, seus dirigentes 
máximos definirão o modelo mais adequado para a implementação da unidade 
setorial, podendo ser concentrado em uma só unidade ou em mais unidades. 
3. Entre as atribuições das unidades setoriais do Sitai está coordenar a estruturação, 
a execução e o monitoramento de programas de integridade de suas organizações. 
19Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o Sitai.
3.2 Programa de Integridade
Programa de integridade consiste em um conjunto de princípios, normas, 
procedimentos e mecanismos de prevenção, detecção e remediação de práticas 
de corrupção e fraude, de irregularidades, ilícitos e outros desvios éticos e de 
conduta, de violação ou desrespeito a direitos, valores e princípios que impactem a 
confiança, a credibilidade e a reputação institucional. 
A figura a seguir apresenta uma visão esquematizada dos principais elementos dessa 
definição. 
Definição de programa de integridade. Fonte: o autor (2024). Elaboração: CEPED/UFSC (2024). 
https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/integridade-publica/sitai
20 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Em geral, os sistemas de controle interno, por melhor que sejam, não são capazes de 
mitigar totalmente a ocorrência de fraudes ou falhas, mas um bom programa de integridade 
proporciona à organização a capacidade de detectar essas ocorrências. 
Uma vez detectadas, a organização deve responder/remediar a situação, adotando medidas 
cabíveis, como reparar eventuais danos, investigar e, se for o caso, punir responsáveis, 
implementar melhorias nos controles para evitar que o ato ocorra novamente, entre outras.
Ao adotar programas de integridade eficientes, a organização 
passa uma mensagem firme para seus colaboradores e ao público 
externo de que não tolera atos ilegais ou antiéticos, contribuindo 
para cristalizar uma cultura organizacional pautada pela ética e 
integridade. 
Dessa maneira, um bom programa de integridade 
influencia e é influenciado pela cultura organizacional, 
de forma sinérgica, criando um círculo virtuoso no qual 
o programa de integridade vai se tornando cada vez
mais efetivo. De fato, é seguro afirmar que um programa
de integridade só é efetivo quando suas diretrizes e
valores passam a fazer parte da cultura organizacional,
guiando o comportamento de seus colaboradores.
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: 
CEPED/UFSC (2025).
Prevenir significa diminuir ao máximo a probabilidade de ocorrência 
do ato ilícito ou indesejável. A forma utilizada nas organizações para 
mitigação da ocorrência do ato indesejável envolve necessariamente a 
adoção de mecanismos de controle interno efetivos, levando também em 
consideração o princípio da eficiência e razoabilidade.IMPORTANTE
21Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Fonte: Freepik (2024), 
adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
A implementação efetiva de um programa de integridade 
traz diversos benefícios. Primeiramente, destacamos o 
fortalecimento da gestão, gerando melhores resultados 
e serviços prestados e contribuindo para a criação do 
valor público entregue à sociedade. Outro benefício é a 
promoção de uma boa imagem institucional, contribuindo 
para a legitimidade das ações perante a sociedade e para o 
aumento da confiança nas instituições. 
Por fim, mas não menos importante, quando bem implementado, 
o programa resulta em uma mudança positiva na cultura
organizacional e, consequentemente, na criação de um melhor
ambiente de trabalho para todas as pessoas. Afinal, quem não
preferiria trabalhar em um ambiente onde prevalecem a ética e uma
relação profissional e respeitosa entre as pessoas?
Para assistir à videoaula “Programa de Integridade: o que é e para que serve”, 
acesse o conteúdo interativo da disciplina.
3.3 Implementação de Programas de Integridade
A implementação de um programa de integridade no Poder Executivo Federal se tornou 
obrigatória com a publicação do Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017, 
que instituiu normas de governança para a Administração Federal direta, autárquica 
e fundacional. O decreto determinou, de forma clara e inequívoca, que esses órgãos e 
entidades instituam “programa de integridade”, com o objetivo de promover a adoção 
de medidas e ações institucionais destinadas à prevenção, à detecção, à punição e à 
remediação de fraudes e atos de corrupção, estruturados em quatro eixos. Para conhecê-
los, veja a imagem a seguir: 
22 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Elaboração: CEPED/UFSC (2024). 
Com a publicação do Decreto nº 9.203/2017, a implementação de programas de 
integridade nos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal ganhou tração. Esse decreto, 
entretanto, adotou um conceito mais restrito de “integridade”, limitando-o à situação de 
ausência de corrupção, irregularidade e fraude. Essa concepção deixou de lado questões 
relacionadas a direitos humanos, como equidade, respeito à diversidade, inclusão etc. 
Essa limitação foi, de certo modo, corrigida na definição de programa de integridade trazida 
pelo Decreto nº 11.529/2023, que instituiu o Sitai. 
Como visto na seção anterior, a prevenção, a detecção e a remediação de violação 
de direitos são partes dos objetivos de um programa de integridade. Isso significa 
que programas de integridade devem ser fundamentados também na equidade e 
evidenciar a importância do respeito a direitos humanos no ambiente organizacional. 
Com efeito, não há como separar integridade de direitos humanos. Condutas que 
ferem direitos humanos comprometem a integridade da organização. 
Um bom programa de integridade deve ser construído levando em consideração pelo 
menos três premissas básicas, a saber:
1) Gestão e integridade são essenciais para a criação do valor público
A primeira premissa significa que a gestão dos recursos públicos e o uso da autoridade 
que foram concedidos para os gestores públicos não podem ser feitos de qualquer 
23Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
forma. Eles devem ser realizados seguindo os mais rigorosos princípios éticos. Somente 
assim as entregas terão a legitimidade necessária para criação do valor público para a 
sociedade. 
2) Integridade e direitos humanos são indissociáveis
A segunda premissa inclui o respeito aos direitos humanos no objetivo do programa de
integridade. A implicação dessa premissa é a necessidade de dar a devida atenção aos
riscos de tratamento inadequado, desrespeitoso e discriminatório a todas as pessoas
da organização, além de exigir que fornecedores e parceiros de negócios tenham esse
mesmo compromisso.
3) Efetividade do programa depende da cultura organizacional
Por fim, a terceira premissa implica que as ações de um programa de integridade
devem ir além do mero estabelecimento de políticas e procedimentos formais. Elas
devem buscar engajar todas as pessoas no programa, de forma que esse engajamento
contribua para criar e fortalecer uma cultura organizacional caracterizada pela ética e
pelo respeito aos direitos humanos.
Para assistir à videoaula “Gestão de Riscos”, acesse o conteúdo interativo da 
disciplina.
3.4 Elementos Essenciais de um Programa de Integridade
Embora deva ser desenhado levando-se em consideração as especificidades da organização 
e do setor, um programa de integridade normalmente está estruturado sobre cinco pilares:
a) comprometimento da alta administração;
b) instâncias responsáveis pelo programa;
c) gestão periódica de riscos;
d) políticas, padrões e procedimentos;
e) comunicação e treinamento.
24 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Elementos essenciais de um programa de integridade. Fonte: o autor. Elaboração: CEPED/UFSC (2024). 
3.4.1 Comprometimento da Alta Administração
A efetividade de um programa de integridade depende, acima de tudo, do apoio e 
comportamento da alta administração em relação aos temas e às questões tratados 
no programa. A importância da alta administração para a cristalização de uma cultura 
organizacional voltada para ética e integridade é conhecida na literatura pelo jargão em 
inglês “tone from the top”, que pode ser traduzido como “o exemplo vem de cima”. 
Conheça mais sobre o assunto a seguir: 
Por mais bem elaborado que seja, um programa de integridade tem pouca chance de moldar 
o comportamento dos colaboradores – e, consequentemente, a cultura da organização – se 
os diretores, secretários ou ministros passarem uma percepção, por meio de suas condutas 
e manifestações, de não dar a devida importância à política de ética e integridade.
25Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
A alta administração deve servir como modelo de comportamento para os demais 
colaboradores da organização. É importante que ela passe uma mensagem clara e 
inequívoca de que ética e integridade são valores e comportamentos que devem ser 
levados a sério por todos os colaboradores e, portanto, devem ser elemento fundamental 
para a tomada de decisão em todos os níveis da organização.
Além de sistematicamente transmitir essa mensagem, a alta administração deve também 
agir adequadamente, discutindo assuntos de ética e integridade nas reuniões estratégicas 
e atuando prontamente sempre que tomar conhecimento de irregularidades e/ou fatos 
que atentem contra a boa conduta esperada dos colaboradores. 
Em suma, para que a alta administração demonstre seu comprometimento com o programa 
de integridade, é necessária comunicação contínua, engajamento e, acima de tudo, ação. 
O comprometimento da alta administração com o programa de integridade pode ser 
demonstrado de várias formas, como nos seguintes exemplos:
26 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Exemplo • patrocinando o programa em todas as fases de sua 
implementação, por meio da disponibilização de recursos 
humanos e orçamentários necessários, bem como da edição 
de atos normativos;
• participando e patrocinando eventos sobre temas abordados 
pelo programa, como ética, ouvidoria, correição, prevenção e 
combate à corrupção etc.;
• discutindo frequentemente assuntos relativos à ética nas 
reuniões estratégicas com diretores/secretários;
• enfatizando o compromisso com valores éticos nas palestras 
para público interno e externo;
• divulgando mensagens, por meio de canais de comunicação 
interna (intranet, vídeos, e-mails, newsletter etc.), acerca 
da importância do comportamento ético e do código de 
conduta;
• adotando respostas rápidas e adequadas sempre que tomar 
conhecimento de desvios éticos, irregularidades ou má 
conduta dos colaboradores,de qualquer nível hierárquico.
3.4.2 Instância Responsável pelo Programa
A organização deve ter uma função/cargo de alto nível responsável pelo programa 
de integridade. Como visto anteriormente, nos órgãos da Administração Federal 
direta do Poder Executivo (ministérios), essa função é exercida pelos chefes das 
assessorias especiais de controle interno. Já nas autarquias e fundações, são as 
unidades definidas pelo dirigente máximo da organização. 
As Unidades de Gestão de Integridade (UGIs) devem ser estruturadas de acordo com a 
especificidade da organização (como tamanho, complexidade da estrutura organizacional, 
dispersão geográfica etc.) e devem ter assegurados pela alta administração os recursos 
humanos e materiais necessários para o adequado exercício de suas atividades. Alguns 
atributos são importantes, e até mesmo cruciais, para que essa instância tenha efetividade 
no exercício dessa função. Clique em cada um dos cartões para conhecê-los: 
27Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
Independência para tomar decisões e 
realizar as atividades inerentes à função.
Acesso direto à mais alta autoridade e/
ou ao conselho de administração da 
organização.
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
Além do necessário apoio da alta administração, algumas funções necessárias à 
implementação do programa de integridade não são realizadas diretamente pela unidade 
de gestão da integridade, como as seguintes:
• as relacionadas ao recebimento de denúncias (ouvidorias);
• as que compreendem a responsabilização de servidores e pessoas jurídicas envolvidas 
em irregularidades (corregedorias). 
Reconhecendo essa situação, o decreto que instituiu o Sitai estabelece que a unidade de 
gestão da integridade deve se articular às demais unidades do órgão ou da entidade que 
desempenhem funções de integridade, com vistas à obtenção de informações necessárias 
à estruturação e ao monitoramento do programa de integridade. 
28 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
3.4.3 Gestão Periódica de Riscos
A gestão de riscos é um processo destinado a fornecer segurança razoável quanto 
à realização dos objetivos da organização. O processo contempla as atividades de 
identificar, avaliar e gerenciar potenciais eventos que possam afetar a organização 
e o alcance de seus objetivos. A implementação de processo de gestão de riscos 
nas organizações públicas do Poder Executivo Federal é uma obrigação trazida 
pelo Decreto nº 9.203/2017. 
No que tange ao programa de integridade, deve-se considerar durante o processo de 
identificação e análise de riscos os eventos que podem levar à ocorrência de fraudes 
e corrupção, além de condutas antiéticas ou que atentem contra o código de conduta 
da organização. Normalmente, manuais ou literatura de gestão de riscos agrupam os 
riscos em categorias tradicionais, como riscos financeiros, orçamentários, operacionais, 
ambientais etc. 
O Sitai inova na necessidade de se dar a devida atenção também aos “riscos de integridade”, 
concebendo-os como uma categoria específica de riscos, além dos tradicionalmente 
considerados. São exemplos de risco de integridade os apresentados a seguir. 
Uma boa prática que ajuda essa articulação é a instituição de órgão colegiado, 
composto por membros representantes das unidades que desempenham 
funções de integridade, como é o caso de comitês de integridade instituídos 
em alguns ministérios. Alguns ministérios se valem de comitês de governança 
existentes atribuindo-lhes a função de auxiliar a gestão da integridade, como 
é o caso dos comitês internos de governança, criados em todos os órgãos por 
força do Decreto nº 9.203/2017. 
DICA
29Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Elaboração: CEPED/UFSC (2024).
Consistente com a premissa de que riscos relacionados à violação de direitos humanos 
nas organizações também devem ser considerados riscos à integridade, o processo de 
gestão de riscos dará devida diligência na identificação e tratamento de riscos, incluindo 
entre os demais riscos a serem considerados aqueles relacionados ao tratamento 
inadequado, desrespeitoso, discriminação e assédios a colaboradores(as), servidores(as) e 
empregados(as) em exercício na organização. 
Para identificar eventos ou vulnerabilidades que podem impor riscos à integridade da 
organização, o responsável pelo programa de integridade pode se valer, por exemplo, dos 
seguintes documentos e informações:
• relatórios de auditoria interna ou externa;
• relatórios da área de correição;
• relatórios da ouvidoria;
• relatórios de execução financeira;
• relatórios da área de recursos humanos, informando a relação dos colaboradores, 
suas qualificações e treinamentos recebidos; 
• relatórios da comissão de ética da organização.
30 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Outro aspecto importante se refere à necessidade de a gestão de riscos demandar uma 
análise constante, ou periódica, dos riscos de integridade. Dito isso, não basta a organização 
realizar um bom, porém único, exercício de identificação, análise e resposta aos riscos. Esse 
exercício deve ser rotineiro, pois as circunstâncias que levam à probabilidade e impacto dos 
riscos são dinâmicas. 
De fato, o que se considera um risco hoje pode não ser amanhã ou em um futuro 
próximo, e vice-versa. A contratação de novos parceiros de negócios (fornecedores, 
parcerias etc.), a saída de servidores ou sua movimentação de um departamento 
para outro, mudanças na legislação ou normativos vigentes são alguns exemplos 
de mudanças no contexto organizacional que demandam novo mapeamento dos 
riscos de integridade.
Por fim, a organização deve estar atenta e assegurar que a implementação da gestão de 
riscos de integridade, assim como as outras categorias de riscos, não seja, em 
hipótese alguma, tratada pró-forma, ou seja, como um mero exercício burocrático e 
formal. Se inapropriadamente aplicados, modelos de gerenciamento de risco podem 
trazer efeitos adversos, expondo a organização a riscos enquanto passa uma 
falsa impressão de “controle”. Em outras palavras, a aplicação de modelos de 
gerenciamento de riscos traz consigo seus próprios riscos (Seabra, 2007). 
Para assistir à videoaula “Novos Paradigmas de Integridade Pública”, acesse o 
conteúdo interativo da disciplina.
3.4.4 Políticas, Padrões e Procedimentos
Tendo como referência os normativos, legislações e princípios que regem a administração 
pública, bem como os riscos identificados, a organização deve estabelecer um conjunto 
de políticas, procedimentos e padrões de conduta com o objetivo de prevenir, detectar e 
responder aos atos ilegais e que atentem contra a conduta ética esperada pela organização. 
Uma das principais políticas são os códigos de conduta, como visto na unidade 2. Outros 
31Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
exemplos de políticas e procedimentos gerais que visam prevenir e detectar eventos que 
violam a integridade das organizações públicas são: 
a) conflito de interesses;
b) nepotismo;
c) recebimento e tratamento de denúncias. 
Conflito de Interesses
No Governo Federal, a principal norma sobre conflito de interesses foi estabelecida por meio 
da Lei nº 12.813/2013, que define as situações de conflito de interesses e procedimentos 
para preveni-lo. Conheça mais sobre o assunto: 
Fonte: Freepik (2024). Elaboração: CEPED/UFSC (2025).
O que é conflito de interesses?
A Lei nº 12.813/2013 define conflito de interesses como situações geradas pelo 
confronto entre interesses públicos e privados, que possam comprometer o interesse 
coletivo ou influenciar, de maneira imprópria, o desempenho da função pública. A lei 
menciona situações durante e após o exercício do cargo ou emprego que configuram 
conflito deinteresses. 
32 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Como prevenir?
Além da definição das situações que podem gerar conflito de interesses, a lei inova também 
ao determinar medidas para a prevenção e punição dessas situações. Com relação à 
prevenção, uma boa iniciativa da lei foi a determinação expressa de que o ocupante de 
cargo ou emprego público deve agir de modo a prevenir ou impedir possível conflito de 
interesses. Uma forma de prevenção determinada pela lei é o dever de o agente público 
realizar consultas às instâncias especificadas (Controladoria-Geral da União ou Comissão 
de Ética Pública) em caso de dúvidas sobre situações de potencial conflito de interesses. 
Quais as situações de conflito?
Uma das situações que trazem riscos elevados em relação a conflito de interesses 
envolve o recebimento de brindes e presentes pelos agentes públicos. É muito comum o 
oferecimento de presentes por empresas, às vezes em forma de brindes e cortesias, para 
servidores e empregados de organizações públicas. Passagens aéreas e hospedagem, 
ingressos para eventos esportivos e culturais, além de almoços e jantares, são exemplos 
de presentes que, em alguns casos, podem suscitar conflito de interesses. No Poder 
Executivo Federal, os limites e condições para recebimento de brindes e hospitalidades 
foram regulamentados por meio do Decreto nº 10.889/2021. 
Quais as punições previstas na lei?
No que tange à punição, a Lei nº 12.813/2013 inova ao elevar punições – que em 
alguns casos se restringiam à mera “censura ética” – às penalidades previstas na 
Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), penalidades civis 
(ressarcimento integral do dano, pagamento de multa e suspensão dos direitos 
políticos) e administrativa (demissão ou medida equivalente). 
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre situações que configuram conflito 
de interesses e como preveni-las acessando o Manual Tratamento 
de conflitos de interesses. 
https://repositorio.cgu.gov.br/bitstream/1/68381/3/manual_de_tratamento_de_conflito_de_interesse.pdf
33Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Nepotismo
Um bom programa de integridade deve conter políticas e procedimentos para prevenir 
a prática de nepotismo, que ocorre quando o agente público usa de seu poder para a 
contratação, nomeação, designação ou favorecimento de seus familiares, seja por linha reta 
ou colateral, e por consanguinidade ou afinidade. Tal prática viola os princípios estabelecidos 
no Artigo 37 da Constituição Federal, em especial o da moralidade e impessoalidade. 
No Poder Executivo Federal o assunto foi regulamentado pelo Decreto nº 7.203/2010, 
que detalhou e vedou situações em que o nepotismo já pode ser presumido, sendo 
desnecessária a comprovação da influência do agente público, e situações em que 
investigações específicas são necessárias para configurar a prática. Além disso, o decreto 
enumera as situações de nomeações de parentes que não são vedadas. 
Uma boa prática evocada pelo decreto foi a de determinar aos órgãos e às entidades 
que prevejam nos editais de licitação, convênios ou instrumentos equivalentes, para 
contratação de entidade prestadora de serviços terceirizados, ou o desenvolvedor 
de projeto, a vedação de que familiar de agente público preste serviços no órgão 
ou entidade em que este exerça cargo em comissão ou função de confiança.
Recebimento e tratamento de denúncias
Por mais eficiente que sejam os controles internos da organização, é sempre possível a 
ocorrência de fraudes, corrupção ou desvios da conduta ética na organização. Sistemas de 
controles internos eficientes mitigam a probabilidade de ocorrência dessas irregularidades, 
mas não eliminam por completo a possibilidade. Nesse cenário, a capacidade de detecção de 
ilícitos ou de desvios de conduta ética se torna crucial para a efetividade de um programa 
de integridade. 
É importante ressaltar que o fato de existirem parentes trabalhando na 
mesma organização não significa necessariamente que houve prática de 
nepotismo. É preciso que tal situação tenha decorrido de influência direta 
ou indireta de um deles.IMPORTANTE
34 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
1. Canal de denúncias
Um importante instrumento para aumentar a capacidade de detecção da organização 
é o canal de denúncias, por meio do qual os colaboradores – que conhecem de perto 
os atos e fatos de gestão – podem encaminhar ao setor ou instância responsável 
qualquer informação sobre ilícitos ou violação à conduta ética de que venham a tomar 
conhecimento.
2. Plataforma Fala.BR
No Poder Executivo Federal, o canal oficial de denúncias é o Fala.BR, por meio do 
qual o servidor (ou qualquer cidadão) faz pedidos de acesso à informação, denúncias, 
elogios, reclamações, solicitações ou enviar sugestões. A plataforma Fala.BR é mantida 
e administrada pela Controladoria-Geral da União. As denúncias encaminhadas são 
recebidas pelas ouvidorias, embora algumas vezes os colaboradores encaminham as 
denúncias diretamente às unidades responsáveis pela apuração de denúncias, como as 
auditorias internas ou corregedorias, ou para a instância responsável pelo programa de 
integridade. 
3. Fluxo da denúncia
O funcionamento do canal de denúncias é uma tarefa complexa e pode gerar confusão 
e receios em sua utilização por parte dos servidores e das instâncias ao receber e tratar 
a denúncia. Nesse contexto, faz-se necessária a elaboração de normativos esclarecendo 
sobre o fluxo e tratamento da denúncia. 
4. Divulgação dos canais de denúncias
É importante que os canais de denúncia sejam conhecidos por todos os colaboradores 
da organização e que estes sejam constantemente comunicados sobre como utilizá-
los. Cartazes, links na página da internet, mensagens via e-mail são alguns exemplos 
de como comunicar o canal de denúncias para os colaboradores. Uma boa prática, 
encontrada em grandes organizações, é a inclusão das formas de fazer denúncia no 
verso da carteira de identificação profissional do colaborador (crachás).
5. Cultura organizacional
Outro aspecto – e talvez mais importante – para a efetivação do canal de denúncias 
é a criação de uma cultura organizacional na qual os colaboradores se sintam 
confortáveis, e até mesmo encorajados, para informar fatos ilícitos de que venham a 
tomar conhecimento. Se, pelo contrário, os colaboradores suspeitarem que esta não 
é a cultura organizacional e que há possibilidade de sofrerem retaliações, o canal de 
35Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
denúncias tem pouca chance de prosperar como um instrumento efetivo de detecção 
de ilícitos. 
6. Tratamento da denúncia
A disposição dos colaboradores em utilizar o canal de denúncias depende da percepção 
de que as informações fornecidas recebem, de fato, um tratamento adequado pela 
organização. Uma percepção generalizada de que “nada acontece” quando se faz uma 
denúncia ajuda a fortalecer uma cultura que desmotiva os colaboradores a comunicarem 
os fatos de que tenham conhecimento. 
É importante, portanto, que os procedimentos a serem adotados após o recebimento de 
denúncias estejam claros e predefinidos, de forma que o denunciante saiba exatamente 
o que esperar da organização. Certas denúncias podem ser rapidamente apuradas, 
outras podem demandar um processo mais longo e sigiloso de apuração, enquanto 
algumas podem ser prontamente rejeitadas pela falta de informações suficientes.
A CGU criou e disponibiliza um painel de consulta pública que reúne informações sobre 
manifestações de ouvidoria (denúncias, sugestões, solicitações, reclamações, elogios e 
pedidos de simplificação) que a Administração Pública recebe diariamente pelo sistema 
e-Ouv. Nele, é possível consultar, por exemplo, a quantidade e o assunto das denúncias 
recebidas pela ouvidoria de um determinado órgão em um determinado período.Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o Painel Resolveu, que visa dar 
transparência e fornecer dados que auxiliem gestores e cidadãos 
no exercício do controle por meio da participação social.
3.4.5 Comunicação e Treinamento
A comunicação do programa de integridade para os colaboradores de todos os níveis 
hierárquicos é crucial para sua efetividade. É necessário que todos os colaboradores 
conheçam o programa. Muitos dos aspectos tratados no programa de integridade nem 
sempre são de fácil compreensão por todas as pessoas, por isso a comunicação deve ser 
clara, concisa e precisa. 
https://centralpaineis.cgu.gov.br/visualizar/resolveu
36 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
A organização deve usar uma linguagem de fácil 
assimilação e utilizar diversos meios, métodos e canais 
para alcançar e ganhar a atenção de todos os 
colaboradores, incluindo também os parceiros da 
organização (representantes, fornecedores e 
prestadores de serviços). Há diversas formas e 
tecnologias usadas para comunicação, como e-mails, 
cartazes, eventos, intranet, internet, mídias sociais, 
campanhas internas, vídeos etc. A criatividade no 
planejamento da comunicação, portanto, poderá fazer 
grande diferença para a assimilação dos elementos do 
programa por todos os colaboradores.
Os treinamentos representam importante 
instrumento de prevenção, mitigando a 
necessidade de ações punitivas. Treinamento 
não é algo novo para as organizações, mas 
poucas organizações públicas incluem o 
conteúdo de um programa de integridade em 
seu plano permanente de capacitação. 
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: CEPED/
UFSC (2025).
A organização deve considerar dois tipos de capacitação: a) sessões de treinamentos gerais 
sobre o programa de integridade, voltados para todos os colaboradores da organização e b) 
sessões específicas voltadas para determinados públicos-alvo. Servidores responsáveis pela 
fiscalização de contratos, por exemplo, devem ter treinamento específico sobre o código de 
ética e conduta, normativos sobre conflito de interesses, além das formas e mecanismos 
para se certificar de que os contratos estão sendo executados conforme esperado.
É importante que a organização adote mecanismos para garantir que os colaboradores 
participem efetivamente dos treinamentos. Caso a organização verifique que os 
treinamentos disponibilizados de maneira optativa não atraem um número satisfatório 
de participantes, pode-se pensar em torná-los compulsórios ou criar incentivos para a 
participação, como, por exemplo, considerar a participação como critério para promoção 
ou ocupação de determinados cargos/funções. Em qualquer caso, é importante que a 
Fonte: Freepik (2024), adaptada por: 
CEPED/UFSC (2025).
37Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
organização tenha meios para verificar que os conhecimentos foram de fato assimilados 
pelos participantes. Testes e avaliações de conteúdo podem ser utilizados para esse fim. 
ATIVIDADES DE ESTUDO
Agora, realize duas atividades de estudo para testar os seus conhecimentos.
Atividade de Estudo 1
Atividade O Sistema de Transparência, Acesso à Informação e Integridade 
(Sitai) foi instituído pelo Decreto nº 11.529/2023. Entre as 
atribuições das unidades setoriais do sistema está a de coordenar 
a gestão de riscos para a integridade. 
São considerados riscos para a integridade, exceto: 
a) Direcionamento de licitações para beneficiar terceiros.
b) Assédio moral.
c) Discriminação racial.
d) Contingenciamento orçamentário.
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
38 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Atividade de Estudo 2
Atividade Você trabalha em uma autarquia da Administração Pública do 
Poder Executivo Federal. Sua organização administra vários 
contratos com empresas privadas e implementa vários programas 
em parceria com organizações da sociedade civil. Sua organização 
conta com diversos servidores públicos comissionados, muitos 
deles vindos da iniciativa privada, e colaboradores terceirizados, 
e tem operado nos últimos anos com uma alta taxa de turnover 
(rotatividade). Recentemente você foi chamado para apresentar à 
alta administração um plano para mitigar riscos de integridade de 
sua organização.
Considerando esse contexto, elabore um texto argumentativo 
endereçado à alta administração apresentando um plano para 
mitigar riscos de integridade. Estruture sua resposta levando 
em consideração os cinco eixos de um programa de integridade. 
Veja o espelho de resposta após o encerramento da Unidade.
39Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Você chegou ao fim desta unidade. 
Agora você tem uma visão geral do 
Sistema de Transparência, Acesso à 
Informação e Integridade do Poder 
Executivo Federal, incluindo sua 
composição, objetivos e atribuições. 
A unidade apresentou também 
o conceito, objetivo e principais 
elementos de um programa de 
integridade. Você estudou como 
o programa de integridade pode 
promover a conformidade de 
condutas, a transparência, a 
priorização do interesse público e 
uma cultura organizacional voltada à 
entrega de valor público à sociedade. 
Fonte: Freepik (2024).
40 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Considerando os cinco eixos de um programa de integridade, a resposta pode ser estruturada da 
seguinte forma:
• Comprometimento da alta administração: a alta administração deve comunicar, 
continuamente, de forma clara e inequívoca, seu compromisso com a ética e a integridade e seu 
apoio ao programa. 
• Instância responsável pelo programa: é importante que haja uma unidade responsável pela 
implementação do programa, e o dirigente máximo da alta administração deve designar uma 
(ou, se for o caso, mais de uma) unidade para gerir o programa, atuando como unidade setorial 
do Sitai.
• Gestão de riscos: além dos riscos inerentes a várias atividades organizacionais, no caso específico 
de sua organização, há alguns fatores que expõem a organização a riscos de integridade, 
especialmente de conflito de interesses e nepotismos, como a quantidade de contratos com 
empresas privadas e com parceiros privados; o fato de que muitos dos servidores não têm 
vínculos com a organização, vindo a maioria deles do setor privado; a existência de muitos 
colaboradores de empresas terceirizadas, com rápida rotatividade de pessoal. Dessa forma, há a 
necessidade de adotar processos formais para identificar, avaliar e mitigar esses riscos.
• Políticas e procedimentos: políticas e normas podem ser necessárias para mitigar os riscos 
identificados. No contexto específico de sua organização, um exemplo de política que você 
poderia propor seria uma que estabelecesse a forma de relacionamento entre os agentes 
públicos e os privados, atrelada a medidas de transparência das agendas.
• Monitoramento contínuo: há a necessidade de que a implementação das medidas seja 
acompanhada e avaliada, para verificar sua eficácia e efetividade. A unidade de gestão da 
integridade, com apoio da ouvidoria, corregedoria, comissão de ética e auditoria interna, ficaria 
responsável por esse monitoramento. 
Atividade de Estudo 2
Apesar de o decreto não conter um dispositivo com a definição clara do que são considerados riscos 
de integridade, pode-se inferir da definição dada a programas de integridade (Inciso I do Art. 3º) que 
riscos de integridade incluem “corrupção e fraude, de irregularidades, ilícitos e outros desvios éticos 
e de conduta, de violação ou desrespeito a direitos, valores e princípios que impactem a confiança, a 
credibilidade e a reputação institucional”. Assim, as alternativas “a”, “b” e “c” se enquadram nas práticas 
elencadas acima. A alternativa “d”, por sua vez, representa mais um risco operacional do que um risco 
de integridade. 
Atividade de Estudo 1
Espelhode Resposta
41Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Unidade 4 – Ecossistema de Integridade 
do Poder Executivo
Apresentação da Unidade
Como visto anteriormente, um programa de integridade depende da execução de várias 
funções organizacionais. Todas elas são organizadas na forma de sistema estruturante, 
composto por um órgão central, responsável, entre outras atribuições, pela normatização 
da execução das atividades, e unidades setoriais, responsáveis pela execução das 
tabelas nos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. No início deste material, foi 
apresentado o sistema de gestão da ética do Poder Executivo Federal e o sistema de 
gestão da integridade. 
Nesta seção, você estudará outras funções que são essenciais para a efetividade dos 
programas de integridade e, portanto, compõem o ecossistema de integridade pública 
do Poder Executivo Federal. São elas: transparência ativa, ouvidoria, corregedoria, 
gestão de riscos e controles internos, auditoria interna e gestão da ética. Esse 
ecossistema está representado na figura a seguir.
Fonte: o autor (2024). Elaboração: CEPED/UFSC (2025).
42 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
4.1 Sistema de Transparência, Integridade e Acesso à Informação – Sitai (função de 
transparência ativa)
A transparência ativa consiste na divulgação de dados e informações nos sites 
oficiais dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. Essa 
divulgação contribui para a integridade pública porque permite a toda a sociedade 
acompanhar não somente como os recursos públicos estão sendo destinados, 
mas também o adequado funcionamento das organizações e se as autoridades/
servidores estão cumprindo seus deveres.
Esse acompanhamento permite a toda a sociedade detectar e denunciar irregularidades 
ou atos que afrontam as regras de conduta do agente público. Portanto, a transparência 
gera efeito preventivo, na medida em que dissuade potenciais transgressores de adotar um 
ato que fere a integridade pública. De fato, parafraseando o que o jurista americano Louis 
Brandeis afirmou em 1913 ao se referir à importância da transparência governamental: “a 
luz do sol é o melhor dos desinfetantes”. 
Assim como no caso da gestão da integridade, a transparência passou a ser organizada 
também por meio de sistema, a partir do Decreto nº 11.529/2023, que institui o Sitai, 
muito embora a obrigação de transparência ativa já fosse uma realidade imposta desde a 
Lei Complementar nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, e pela 
Lei nº 12.527/2011, largamente conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI). 
Dessa forma, como a função de transparência ativa faz parte do Sitai, órgão central e 
setoriais são os mesmos que exercem a função de gestão da integridade mencionados nas 
seções anteriores. 
No tocante à transparência ativa, a LAI determina que os órgãos e as entidades públicas 
devem promover, independentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil 
acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral por 
eles produzidas ou custodiadas, devendo constar, no mínimo:
• registro das competências e estrutura organizacional, endereços e telefones das 
respectivas unidades e horários de atendimento ao público;
• registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros;
• registros das despesas;
43Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
• informações concernentes a procedimentos licitatórios, inclusive os respectivos 
editais e resultados, bem como a todos os contratos celebrados;
• dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de 
órgãos e entidades; 
• respostas a perguntas mais frequentes da sociedade.
Além disso, o Tribunal de Contas da União passou a exigir como forma de prestação 
de contas, por meio da Instrução Normativa nº 84/2020, que os órgãos e entidades da 
Administração Pública Federal publiquem um rol de informações em seus sites oficiais na 
internet. Essas informações devem estar em seção específica com chamada na página inicial 
intitulada “Transparência e prestação de contas”. De maneira resumida, as informações que 
deverão estar publicadas na seção específica definida pelo TCU são: 
1. informações sobre:
a) objetivos, metas, indicadores; 
b) valor público gerado;
c) principais ações de supervisão, controle e correição;
d) estrutura organizacional, competências, principais cargos e seus ocupantes e 
informações de contato;
e) programas, projetos, ações, obras e atividades, bem como os resultados alcançados;
f) repasses ou transferências de recursos financeiros;
g) execução orçamentária e financeira detalhada;
h) licitações realizadas, contratos firmados e notas de empenho emitidas;
i) remuneração e subsídio recebido por ocupantes de cargo ou função; 
j) contato da autoridade de monitoramento da LAI.
2. demonstrações contábeis e notas explicativas;
3. relatório de gestão; 
4. rol de responsáveis.
44 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o portal do TCU. Ele traz mais 
informações sobre transparência e prestação de contas.
Para assistir à videoaula “Instâncias e Funções de Integridade”, acesse o 
conteúdo interativo da disciplina.
4.2 Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (SisOuv)
A ouvidoria exerce uma importante função nos programas de integridade, especialmente 
como instância responsável pelo recebimento e acompanhamento de denúncias. As 
ouvidorias também estão organizadas em forma de sistema, instituído pelo Decreto nº 
9.492/2018. O órgão central do sistema é a Controladoria-Geral da União, por meio da 
Ouvidoria-Geral da União. 
As unidades setoriais são as ouvidorias dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, 
a quem compete, entre outras atribuições, receber, analisar e encaminhar às autoridades 
competentes as manifestações, acompanhando o tratamento e a efetiva conclusão das 
manifestações de usuário perante órgão ou entidade a que se vincula. 
O canal de manifestação oficial, de uso obrigatório pelos órgãos e entidades do Poder 
Executivo Federal, é a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação: Fala.Br. 
As manifestações podem ser de sete tipos:
• acesso à informação: pedido de acesso à informação pública;
• sugestão: proposição de ideia ou aprimoramento de políticas e serviços;
• elogio: demonstração de reconhecimento ou satisfação em relação a serviço
prestado;
• solicitação: pedido para adoção de providência por parte da administração;
• reclamação: relato de insatisfação relativo a serviços ou atendimento prestado;
• denúncia: comunicação de prática de ato ilícito ou indício de irregularidade;
https://portal.tcu.gov.br/transparencia-e-prestacao-de-contas
http://Fala.Br
45Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
• Simplifique: solicitação de simplificação de um serviço.
A plataforma é o principal canal de denúncias para receber relatos de desvios de 
integridade e permite que o usuário faça a denúncia de forma anônima utilizando o campo 
“não identificado”.
O Decreto nº 10.153/2019 prevê salvaguarda de proteção à identidade dos 
denunciantes de ilícitos e de irregularidades praticados contra a Administração 
Pública Federal direta e indireta.
4.3 Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal
A função de controle tem duas finalidades principais: 1) aumentar a probabilidade de que os 
resultados organizacionais sejam alcançados, incluindo os de integridade; e 2) possibilitar 
que as partes interessadas tenham razoável certeza de que aquele a quem são confiados 
os meios (mandato e recursos) está prestando informações suficientes e confiáveis para 
que possam ser avaliados (accountability).
Essa função é executada por meio de atividades de avaliação independente sobreobjetivos alcançados e da conformidade da gestão. Essa lógica pode ser observada na 
Constituição Federal de 1988 ao definir (Art. 74) como principais finalidades do sistema 
de controle interno: 
• avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos 
programas de governo e dos orçamentos da União;
• comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão 
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da Administração 
Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.
No Poder Executivo Federal, o sistema de controle interno está normatizado no Decreto 
nº 3.591/2000. O órgão central do sistema é a Controladoria-Geral da União, com auxílio 
da Secretaria Federal de Controle Interno (SFC), a quem cabe a orientação normativa e 
supervisão técnica das atividades de controle interno e auditoria. As unidades setoriais são 
as Secretarias de Controle Interno (Ciset) da Presidência da República, do Ministério das 
Relações Exteriores, do Ministério da Defesa e da Advocacia-Geral da União, e a Auditoria 
Interna do Banco Central. 
https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?tipo=DEC&numero=10153&ano=2019&ato=da9QTSq1keZpWT292
46 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Apesar de não fazerem parte, formalmente, do sistema de controle interno do Poder 
Executivo Federal, as Auditorias Internas (Audin) dos órgãos e entidades da administração 
indireta do Poder Executivo Federal estão sujeitas à orientação normativa e supervisão 
técnica do órgão central e dos órgãos setoriais do sistema, em suas respectivas áreas de 
jurisdição.
Um ponto importante, muitas vezes objeto de confusão, é a diferença entre controles 
internos e auditoria. Os controles internos são conduzidos por todas as pessoas da 
organização e não devem ser confundidos com a estrutura organizacional, constituída 
para desempenhar o papel de auditoria interna. 
O esquema apresentado na figura a seguir, desenvolvido para corporações privadas, mas 
aplicável, com adaptações, ao setor público, permite visualizar três grupos (ou linhas) de 
funções relacionadas à atividade de controle interno.
O modelo das três linhas de defesa do Instituto dos Auditores Internos. Fonte: IIA (2020). Elaboração: CEPED/
UFSC (2024). 
47Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Esse modelo passou a constituir um padrão normativo para o Poder Executivo Federal 
a partir da edição da Instrução Normativa nº 1/2016, do Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão e da Controladoria-Geral da União. De acordo com a instrução 
normativa, a implementação dos controles internos deverá ocorrer com a estruturação de 
um modelo de governança constituído por meio dessas três linhas de atuação. 
A primeira linha compreende as atividades da gestão operacional relacionadas ao 
gerenciamento de riscos e de controles internos a fim de fornecer segurança razoável 
quanto ao alcance dos objetivos institucionais. Trata-se dos controles primários, que 
devem ser instituídos e mantidos pelos gestores responsáveis pela implementação 
das políticas públicas durante a execução de atividades e tarefas, no âmbito de seus 
macroprocessos finalísticos e de apoio.
A segunda linha compreende as funções de gestão relativas ao assessoramento, à 
coordenação, à supervisão e ao monitoramento das atividades de gerenciamento de riscos 
e controles internos executadas no âmbito da primeira linha. Fazem parte dessa linha, 
por exemplo, as atividades de assessoramento exercidas pelas assessorias especiais de 
controle interno nos ministérios.
A terceira linha é representada pela função de auditoria interna, que atua com base nos 
pressupostos de independência e objetividade, mediante prestação de serviços de avaliação 
e de consultoria sobre os processos de governança, gerenciamento de riscos e controles 
internos. 
No âmbito da terceira linha de defesa, as atividades de auditoria governamental são 
desenvolvidas pelos seguintes órgãos:
• Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) da CGU;
• Secretarias de Controle Interno (Ciset) da Presidência da República, do Ministério 
das Relações Exteriores, do Ministério da Defesa e da Advocacia-Geral da União, e a 
Auditoria Interna do Banco Central do Brasil;
• centros de controle interno dos comandos militares;
• unidades de Auditoria Interna (Audin) de órgãos e entidades do Poder Executivo 
Federal.
48 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Com exceção daqueles que possuem contam com Secretaria de Controle Interno 
(Ciset) em sua estrutura, os Ministérios não possuem órgãos singulares de auditoria 
interna. Nesse caso, a função de auditoria interna é realizada pela Secretaria 
Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. 
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o Sistema de Controle Interno do 
Poder Executivo Federal.
4.4 Sistema de Corregedoria (SisCor)
Os procedimentos para responsabilização por atos ilícitos cometidos e violação ao código 
de conduta devem ser pronta e efetivamente conduzidos. No setor público, os tipos de 
responsabilização já estão dispostos em diversas legislações, abrangendo as sanções 
administrativas, cíveis, penais e de improbidade. 
No Poder Executivo Federal, as atividades de apuração disciplinar de infrações cometidas 
por servidor público ou pessoa jurídica (correição) são organizadas sob a forma de sistema. 
Integram o sistema de correição: 
I. como Órgão Central, a Controladoria-Geral da União, por meio da Corregedoria-Geral 
da União; 
II. como unidades setoriais, as unidades de correição dos órgãos e das entidades que 
sejam responsáveis pelas atividades de correição (corregedorias setoriais).
Na esfera administrativa, um dos principais processos correcionais contra servidores 
públicos é chamado de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e pode resultar em 
três tipos de sanções: advertência, suspensão ou demissão (incluindo a anulação da 
aposentadoria, caso o servidor já esteja aposentado). 
https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/auditoria-e-fiscalizacao/sistema-de-controle-interno
49Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
Com relação às pessoas jurídicas, as unidades do sistema de correição podem instaurar 
os chamados Processos Administrativo de Responsabilização (PAR). O PAR foi introduzido 
pela Lei nº 12.846/2013, também conhecida como Lei Anticorrupção, e pode resultar 
em penalidades severas para aquelas que praticarem atos ilícitos contra a administração 
pública nacional e estrangeira. 
Além de ser uma obrigação legal adotar as medidas cabíveis de responsabilização 
(dependendo da gravidade da infração), a punição traz eficácia ao programa de integridade, 
ao mostrar que a organização não tolera atos ilícitos ou que atentam contra a ética e 
conduta esperada pela organização.
Saiba mais
Clique aqui e saiba mais sobre o SisCor.
https://www.gov.br/corregedorias/pt-br/institucional/siscor
50 Novos Paradigmas da Integridade Pública e Ética
Programa de Desenvolvimento Inicial
ATIVIDADES DE ESTUDO
Agora, realize duas atividades de estudo para testar os seus conhecimentos.
Atividade de Estudo 1
Atividade De acordo com a Instrução Normativa Conjunta MPO/CGU nº 
1/2016 e o modelo de governança proposto pelo Instituto dos 
Auditores Internos (IIA, 2020), uma forma racional de coordenar 
os esforços e deixar mais claros os limites e responsabilidades 
das equipes é pensar os controles internos como um sistema 
composto de três linhas. 
Considerando a abordagem das três linhas, é correto afirmar:
a) As linhas se esgotam dentro das organizações, não 
havendo linhas de defesa adicionais no ambiente externo.
b) A primeira linha tem supervisão e garantia de 
funcionamento da auditoria interna.
c) A segunda linha é considerada a proprietária dos riscos, 
uma vez que

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