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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE 
Instituto de Educação à Distância 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Análise da degradação ambiental da bacia hidrográfica do rio Nhandar, 
Localidade de Tambarara Distrito de Gorongosa: (2021 á 2022) 
 
Nome da Estudante: Joaquina Mendes José Vicente 
 
Codigo: 708190632 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gorongosa, Março de 2023 
 
 
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE 
Instituto de Educação à Distancia 
 
 
 
 
 
Análise da degradação ambiental da bacia hidrográfica do rio Nhandar, 
localidade de Tambarara Distrito de Gorongosa: (2021 á 2022) 
 
 
 
 
 
 
Monografia submetida ao Instituto de Educação 
a Distância da da Universidade Católica de 
Moçambique, como requisito parcial para 
obtenção do grau de Licenciada em Ensino de 
Geografia. 
 
 Supervisor: dr. Rafael Colher Júnior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Gorongosa, Março de 2023 
 
Índice 
Declaração ...................................................................................................................... I 
Agradecimento ............................................................................................................... II 
Dedicatória .................................................................................................................... III 
Lista de fotografias ......................................................................................................... V 
Lista de tabelas .............................................................................................................. VI 
Lista de abreviaturas .................................................................................................... VII 
Resumo ...................................................................................................................... VIII 
CAPITULO I: Introdução ................................................................................................ 1 
1.1. Problematização ................................................................................................... 2 
1.2. Justificativa da escolha do tema ............................................................................ 2 
1.3. Objectivos ............................................................................................................ 3 
1.3.1. Objectivo geral ............................................................................................... 3 
1.3.2. Objectivos específicos .................................................................................... 3 
1.4. Hipóteses .............................................................................................................. 4 
CAPITULO II: Fundamentação teórica ........................................................................... 5 
2.1. Bacias hidrográficas .............................................................................................. 5 
2.2. Uso e ocupação do solo ......................................................................................... 6 
2.3. Degradação ambiental em bacias hidrograficas ..................................................... 8 
2.4. Principais problemas associados a degradação de bacias hidrograficas ................ 10 
2.4.1 Erosão dos Solos ........................................................................................... 10 
2.4.2 Poluição dos Recursos hídricos ..................................................................... 11 
2.5. Impactos ambientais resultantes da degradação da bacia hidrográfica ................. 12 
2.6. Medidas para redução de impactos ambientais .................................................... 14 
2.6.1 Erosão do solo .............................................................................................. 14 
2.6.2 Poluição dos Recursos Hídricos .................................................................... 14 
2.6.3. Agricultura e Agropecuária .......................................................................... 15 
2.7. Aplicações da metodologia do Diagnóstico Físico-Conservacionista (DFC) de 
Bacias hidrograficas .................................................................................................. 16 
CAPÍTULO III- Metodologia pesquisa .......................................................................... 19 
 
3.0. Desenho da Pesquisa ........................................................................................... 19 
3.1 Tipo de Pesquisa .................................................................................................. 19 
3.1.1 Do ponto de vista da abordagem do problema ............................................... 19 
3.1.2 Quanto aos níveis de investigação ................................................................. 19 
3.1.3 Quanto aos objectivos ................................................................................... 20 
3.1.4 Quanto aos procedimentos de colecta de dados ............................................. 20 
3.2. Métodos de Pesquisa ........................................................................................... 21 
3.2.1. Método de Abordagem ................................................................................. 21 
3.2.2. Método de Procedimento ............................................................................. 21 
3.3. Técnicas de colecta de dados .............................................................................. 22 
3.3.1. Entrevista ..................................................................................................... 22 
3.3.2. Questionário ................................................................................................ 22 
3.4. Amostragem ....................................................................................................... 23 
3.4.1. Amostragens não-probabilísticas .................................................................. 23 
3.5. Técnicas de análise de dados ............................................................................... 23 
CAPITULO IV: Análise e interpretação dos resultados ................................................. 24 
CAPITULO V. Discussão dos resultados ....................................................................... 35 
CAPITULO VI: Conclusão e sugestões ......................................................................... 39 
6.1. Conclusão ........................................................................................................... 39 
6.2. Sugestões ............................................................................................................ 39 
7. Referências Bibliográficas ......................................................................................... 41 
Apêndice ....................................................................................................................... 45 
I 
 
Declaração 
Eu, Joaquina Mendes José Vicente, declaro por minha honra, que o presente trabalho 
constitui o resultado do meu labor individual, sob orientação do meu supervisor. Declaro 
ainda, que este trabalho nunca foi apresentado em nenhuma outra instituição de ensino, 
âmbito para obtenção de qualquer grau académico. 
 
Gorongosa, Março de 2023
 
_______________________________________________ 
Joaquina Mendes José Vicente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
II 
 
Agradecimento 
Como Cristã, acredito em Deus e tenho nEle fonte de esperança e fé. Por isso agradeço a 
Ele a força e a tranquilidade dada para concluir este trabalho. 
Ao meu paciente e disposto orientador dr. Rafael Colher Júnior, que acreditou e 
posicionou as minhasDe acordo com o quadro verifica-se que e destruição dos recursos florestais apresentam 
grande impacto na degradação ambiental da região, e que estes podem ser minimizados 
com uma combinação de práticas sociais e processos biológicos, este último para 
poluição de áreas já degradadas. A ausência e pouca fiscalização existente sobre os usos 
da bacia, principalmente para fins industriais, têm potencializado os níveis de 
degradação, o que tem resultado na mortandade de peixe em alguns trechos da bacia. 
Práticas como conscientização da população sobre a importância do não poluir deve ser 
estimulada, pois através da educação social é possível reduzir os impactos ambientais, 
isto aliada com outras medidas, como observada no quadro acima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
CAPITULO V. Discussão dos resultados 
5.1. Impactos ambientais resultantes da degradação de bacias hidrográficas 
Ao longo das bacias hidrograficas tem se registando expressivo desenvolvimento 
socioeconómico, sobretudo no planalto, por causa do uso intenso e ocupação do solo, 
gerando consequências ambientais. O desenvolvimento urbano também contribui para a 
ocorrência dos problemas ambientais, pois os centros urbanos, com suas produções de 
resíduos instalaram-se próximos aos rios e lagos exercendo sobre os sistemas das bacias 
hidrográficas (Brigante e Espíndola, 2003). 
As actividades antrópicas são as principais causadoras de degradação ambiental na 
bacia hidrográfica, que segundo Moraes (2016), são exercidas sem atentar ao manejo 
adequado dos recursos ambientais da bacia hidrográfica que influenciam quantitativa e 
qualitativamente o ciclo hidrológico. Podendo causar externalidade negativas através da 
poluição dos recursos hídricos e o desperdício da água, fatores que prejudicam a outros 
usuários. 
Nos últimos anos, tem se verificado um aumento da migração da população para o 
planalto e com isso, a introdução de diversas actividades e práticas agropecuárias 
influenciando a elevação da taxa de desmatamento, alteração do solo e a produção de 
sedimentos. Idem 
Os principais impactos ambientais identificados nas bacias hidrograficas são devidos: 
variação climática, aumento de sedimentos contaminantes pela mineração, 
desmatamento, degradação do solo pela agropecuária, utilização de agroquímicos na 
agricultura, construção de barragens sem o planeamento adequado, drenagem urbana e 
erosão (Morais, 2016). 
As acções antrópicas são umas das responsáveis pela degradação dos recursos hídricos 
da bacia hidrograficas, sendo a agricultura e a pecuária as principais actividades de 
contaminação das águas da bacia devido ao uso inadequado do solo e o excesso da 
utilização de agrotóxicos na região (Brigante e Espíndola, 2003). 
As actividades agropecuárias têm avançado e está associada directamente com a erosão 
acelerada, contaminação e a perda do solo, causando danos ambientais cada vez maiores 
no Pantanal. (Idem) 
36 
 
 
Desta maneira, o nível de degradação ambiental da bacia hidrográfica do rio Muda é 
devido à falta de comprometimento dos órgãos ambientais, incoerências das políticas 
públicas e ausência de pessoas especializadas para fiscalização das actividades 
ambientais exercidas no território da bacia hidrográfica. (Ibdem) 
5.2. Degradação ambiental das paisagens da Bacia Hidrográfica 
As degradações ambientais nas Bacia Hidrográfica foram divididas nas seguintes 
categorias: erosão, assoreamento, resíduos sólidos e perda da biodiversidade. Além 
disso registou-se as ocorrências dessas categorias por unidade da paisagem. (Merten e 
Minella, 2002) 
Interpretou-se como erosão os processos de deslocamento de solos. No caso da Bacia 
Hidrográfica do Rio, foram observadas nas unidades de paisagens com maior 
intensidade em áreas urbanas e em solos arenosos com predomino de pastagem. (Idem) 
Em relação ao assoreamento na bacia hidrográfica do rio, interpretou-se como o 
acúmulo de sedimentos no fundo dos rios. Nesse sentido, na bacia o assoreamento está 
ligado principalmente a dois processos: erosão e extração de areia. As paisagens mais 
afectadas pelo assoreamento no curso da bacia hidrográfica do rio foram: fundos de 
vales com mata ciliar e veredas. Além disso, notou-se que as estradas não pavimentadas 
é um significativo elemento potencializador para os processos de assoreamento. Ibdem 
Para Mota (2016), sobre os resíduos sólidos ao longo da bacia hidrográfica do rio, 
foram registados principalmente nas áreas residenciais nas proximidades da bacia, e são 
caracterizados pela descarga de materiais sobre o solo sem medidas de protecção ao 
meio ambiente ou à saúde pública, resultando, por exemplo, em proliferação de vectores 
de doenças, geração de mau odor e principalmente poluição do solo e das águas 
subterrâneas e superficiais pela infiltração do chorume. 
Actualmente como solução existe a possibilidade de criação de aterros sanitários, 
processo utilizado para a disposição de resíduos sólidos no solo fundamentado em 
critérios de engenharia e normas operacionais específicas visando a minimização da 
poluição ambiental e proteção à saúde pública. (Idem) 
De acordo com Mota (2016), a perda de biodiversidade ao longo da Bacia Hidrográfica 
do Rio são avaliada a partir da questão do desmatamento, ou seja, no processo de 
37 
 
 
remoção total ou parcial da vegetação nativa em uma determinada área o que destrói o 
habitat das espécies animais e extingue espécies vegetais. Geralmente, esse processo 
ocorre para fins económicos, visando à utilização comercial da madeira das árvores e o 
aproveitamento dos solos para a agricultura, pecuária, mineração e construção de 
barragens para hidrelétricas. 
Nesse sentido, com base nos trabalhos de campo, verificou-se que ao longo do curso da 
bacia hidrográfica do rio o desmatamento está associado à produção agrícola. Assim, 
observou-se que embora o actual modelo de desenvolvimento rural e agrícola do está 
passando por uma transição, o grande desafio é superar a dicotomia entre produção e 
protecção ambiental, por meio da integração dos objectivos e instrumentos das políticas 
ambientais e agrícolas dentro do marco geral do desenvolvimento sustentável. 
As unidades de paisagens com mais ocorrências de diferentes categorias de degradação 
foram: os solos arenosos com predomínio de pastagem, estradas não pavimentadas e as 
áreas urbanas ao longo do curso da bacia hidrográfica do rio muda. 
5.3. Gestão dos recursos hídricos na bacia hidrografica 
A água está presente em diversas actividades exercidas pela sociedade, sendo que este 
recurso interessa vários atores de diferentes setores produtivos, principalmente na 
agricultura e práticas de mineração. As principais actividades de uso dos recursos 
hídricos na bacia hidrografica são as actividades agro-pecuárias, extracção de areia para 
a construçáo civil, entre outras actividades (Tucci, 2005). 
A bacia hidrografica é considerada uma bacia hidrográfica transfronteiriça pois é 
composta por águas compartilhadas por mais de uma regiao geografica, sendo assim, 
necessita de estratégias governamentais e políticas que favoreça a bacia quanto ao seu 
sistema hidrológico compartilhado. (Idem) 
Num contexto internacional, realizam-se buscas de gestão dos recursos hídricos apoiada 
na cooperação com os países vizinhos, de diversas formas favorecendo uma melhor 
gestão dos recursos hídricos entre as bacias transfronteiriças através do 
compartilhamento de informações técnicas, priorização de projectos que visam a 
distribuição da água conforme as necessidades da sociedade e as áreas mais vulneráveis, 
com o desafio do fortalecimento da gestão integrada entre os países na busca da 
38 
 
 
universalização do acesso à agua, racionalização quanto ao uso dos recursos hídricos e a 
diminuição da contaminação e degradação da água como recurso ambiental. (Ibdem) 
SegundoMerten & Minella (2002) quando se trata da bacia hidrográfica, os comités de 
bacias têm papel fundamental neste contexto, constituindo um novo modelo de gestão 
das águas no cenário braileiro, prevendo a participação dos usuários das prefeituras e as 
esferas dos governos estaduais e federais com a finalidade de tomar decisões referentes 
a cada bacia hidrográfica. 
É necessária uma gestão integrada e colaborativa entre as diversas esferas da sociedade 
com a finalidade de um ordenamento institucional para a gestão das bacias, começando 
através dos planos de bacias e o desenvolvimento da outorga dos recursos hídricos. 
(Idem) 
Porém, a gestão dos recursos hídricos na bacia hidrografica enfrenta algumas 
dificuldades em razão da falta dos dados hidrológicos em bacias menores que 500 km² 
no planalto, podendo gerar conflitos de interesse do uso da água na unidade territorial 
da bacia hidrográfica (Tucci, 2005). 
No entanto, existe uma necessidade de compatibilização entre os arcabouços legais da 
legislação ambiental com a de recursos hídricos, com a finalidade de acordo em vários 
aspectos como outorga quantidade/qualidade, áreas de mananciais e áreas protegidas no 
âmbito do uso múltiplo das águas na bacia hidrográfica que viabiliza os pólos de 
desenvolvimento econômico, navegação, agricultura e outros. (Idem) 
De acordo com Merten & Minella (2002), é necessário a utilização de métodos e 
manejos eficientes para evitar o desperdício de água, isto será possível por meio de uma 
gestão integrada e compartilhada dos recursos hídricos. 
 
 
 
39 
 
 
CAPITULO VI: Conclusão e sugestões 
6.1. Conclusão 
A intensificação dos danos ambientais é resultado do aumento do fluxo econômico que 
resultou no crescimento e ocupação desordenada dos espaços e adopção de várias 
práticas de aumento da produtividade da indústria sem que fossem criados mecanismos 
que subsidiasse esse processo. Como resultado observa-se um cenário de degradação 
ambiental difícil de ser minimizado no curto prazo. 
Várias medidas e metodologias têm sido desenvolvidas como forma de combater esses 
desequilíbrios ambientais e fornecer a sociedade uma melhor qualidade de vida. Em 
Gorongosa, concrectamente a bacia hidrografica do rio Nhandar, o processo de 
degradação não difere do resto do país, em que se verifica que muitas práticas adoptadas 
são totalmente poluidoras, ausência de medidas de protecção e recuperação ambiental e 
não há conscientização da população sobre a importância do não poluir. 
A pesquisa evidenciou os problemas ambientais na bacia hidrográfica do rio Nhandar e 
observou-se que muito dos problemas apresentados a nivel da bacia, ou seja, as mesmas 
medidas técnicas podem ser desenhadas para tal. Assim, as metodologias puderam ser 
combinadas como forma de obter melhor nível de eficiência e qualidade, garantido que 
estas adotadas reduziram de forma significativa o nível de contaminação e degradação a 
que estas regiões se submetem. 
De acordo com o estudo pode se observar que a degradação atinge todas as esferas 
ambientais (solo, flora, fauna, recursos hídricos e o ar), ou seja, os problemas 
ambientais são cíclicos e geralmente afectam mais de uma esfera. A adopção de práticas 
regulatórias, medidas de controlo e recuperação ambiental tornam-se necessárias na 
busca de melhor qualidade de vida da população e da utilização dos recursos de forma 
sustentável. 
6.2. Sugestões 
Com base na análise da identificação dos processos de degradação ambiental, bem 
como na verificação dos factores condicionantes sugere-se as seguintes medidas que 
visam minimizar e/ou solucionar os problemas verificados, bem como contribuir para o 
planeamento ambiental da bacia pesquisada: 
40 
 
 
 Implantação de projectos voltados à conscientização ambiental da população, 
envolvendo o poder público e a iniciativa privada inseridas no contexto da bacia 
hidrográfica. Tal medida poderia ser implementada, por exemplo, nas diversas 
instituições educacionais existentes na área de estudo; 
 Nas áreas de nascente e em encostas com declividades superiores a 20% a 
cobertura vegetal deve ser conservada, assim como essas áreas devem ter seus 
usos controlados por meio da legislação ambiental vigente no País; 
 Realização de acções de controlo e/ou recuperação alusivas aos processos de 
degradação ambiental. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
7. Referências Bibliográficas 
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45 
 
 
Apêndice 
O presente questionario de inquérito tem como objectivo analisar os diferentes factores 
que estao na origem da degradação ambiental da bacia hidrografica do rio Muda na 
localidade de Lamego, para efeito de elaboração de trabalho de fim do curso em Ensino 
de Geografia Universidade Católica de Moçambique, cujo tema é " Análise da 
degradação ambiental da bacia hidrografica do rio Handar, Distrito de Gorongosa: 
Uma abordagem metodológica causa-efeito no periodo entre 2021 a 2022." 
Para responder as perguntas deste questionário, você deverá marcar com X dentro de 
parênteses, somente a resposta correspondente a sua opinião e/ou preencher no espaço a 
traço continuo. 
Data __/___/2021 
1. Identificação dos inqueridos 
1.1. Sexo: Masculino Feminino 
1.2. Idade: 
Menos de 25 De 25 a 35 De 36 a 45 
Mais de 45 
1.3. Há quantos anos vive no nesta comunidade: 
1 a 5 anos 5 a 10 anos 1 0 a 15 anos 15 a 20 anos + 20 anos 
1.3. Quais são as actividades que pratica nas proximidades do rio 
 Agricultura Pesca Pecuaria Abstem em responter Outros 
1.4. A quanto tempo pratica essa actividade 
 Entre 1 a 3 anos Entre 4 a 6 anos Entre 7 a 9 anos Mais de 10 anos 
2. Percepção dos problemas ambientais nas comunidades proximas do rio 
2.1. Quando você começou a frequentar aqui, esta área tinha muita vegetação 
nativa? 
Sim ( ) não ( ) Abstem em responder ( ) 
2.2. Quais são os principais factores que levam a degradação ambiental no rio 
Mudas? 
46 
 
 
 Desmatamento florestal Degradação da qualidade da água Uso e 
ocupação do solo desordenado Extracção de areia 
2.3. Você acha que a retirada da vegetação nativa para a realização das suas 
actividades, prejudica o ambiente local? Sim ( ) Não ( ) Abstem 
em responder ( ) 
2.4. Em sua opinião a retirada da vegetação nativa e o abandono das area após a 
exploração das suas actividades aceleram os processos erosivos e o assoreamento 
do rio? Sim ( ) Não ( ) 
2.5. Qual é a outra alteração que você pensa que o rio sofreu com o início dessas 
actividades aqui na comunidade? -
___________________________________________________________ 
2.6. Quais as formas de degradação ambientais trouxe o exercicio das actividades 
ao longo do rio? 
a) Assoreamento dos rios locais ( ) b) Destruição da vegetação nativa ( ) 
c) Erosão dos solos ( ) d) Contaminação dos solos ( ) e) desvio do leito dos rios ( ) 
f) poluição por partículas suspensas no ar ( ) g) Todas alternativas ( ) 
2.7. Conhece alguma forma de mitigacao da degradacao ambiental decorrente no rio? 
( ) Sim ( ) Não ( ) Abstem em responder 
 
Muito obrigado pela colaboração!ideias, aplicando e emprestando os seus conhecimentos na 
formulação desse trabalho com muita atenção e dedicação. 
Aos meus amigos e colegas da turma do Curso de Geografia pelo apoio e união, aos 
professores que estimularam e incentivaram a evolução do conhecimento de todos com 
muita dedicação, o que contribuiu de forma significativa para a minha formação. 
Pela vontade particular de cada um, se estimula o desejo de conquista, com a conquista 
vem á responsabilidade de produzir algo, para tal produção precisamos dos nossos 
familiares e amigos. 
Agradeço por todas as pessoas que de certa forma me ajudaram na produção deste 
trabalho, pois nada seria possível sem a reforçada parcela de contribuição dos mesmos. 
E a todos aqueles que direta ou indiretamente possibilitaram a realização deste trabalho. 
A todos vai o meu muito obrigada! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
III 
 
 
Dedicatória 
 
Reconhecendo a dependência directa e o 
sentimento que nos une, dedico esta 
monografia aos meus pais, acima de tudo 
pelo exemplo de luta, honestidade e esperança 
inabaláveis, ao meu esposo, por compartilhar 
cada momento, e principalmente pelo apoio 
incondicional durante todo o 
desenvolvimento desta pesquisa; 
A vocês, faltam palavras que expressem 
exactamente a importância de cada gesto na 
conquista deste sonho! 
 
 
 
 
 
 
 
 
IV 
 
Lista de Gráficos 
 
Gráfico 01: Sexo dos entrevistados ............................................................................... 25 
Grafico 02: Distribuição etária dos entrevistados .......................................................... 25 
Grafico 03: Há quanto tempo reside no local ................................................................ 26 
Grafico 04: Actividades que pratica nas proximidades do rio ........................................ 26 
Grafico 05: Tempo de prática essa actividade ............................................................... 28 
Gráfico 06: Existencia de vegetação no local da pratica das actividades (margens do rio)
 ...................................................................................................................................... 28 
Gráfico 07: Factores que levam a degradação ambiental no rio Nhandar ....................... 29 
Grafico 08: Formas de degradação ambientais ............................................................. 31 
Gráfico 09: Responsabilidade de protecção da área ...................................................... 32 
Gráfico 10: Conhecimentos sobre mitigação dos impactos ............................................ 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
V 
 
Lista de fotografias 
Fotografia 01: Actividades praticadas nas margens e ao longo do rio Nhandar ............. 27 
Fotografia 02: Vista parcial da vegetação nativa ao longo do rio Nhandar .................... 29 
Fotografia 03: Vista parcial da alteração da qualidade da água e erosão dos solos no rio 
Nhandar ........................................................................................................................ 30 
Fotografia 04: Vista parcial das formas de degradação ambientais no rio Nhandar ...... 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VI 
 
Lista de tabelas 
 
 
 
Quadro 1: Problemas de degradação ambiental da Bacia do rio Nhandar e Propostas de 
medidas redutoras .......................................................................................................... 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VII 
 
Lista de abreviaturas 
ANA: Agência Nacional de Água 
BH: Bacia Hidrográfica 
DBO: Demanda biológica de oxigênio 
DD: densidade de drenagem 
DFC: Diagnóstico Físico Conservacionista 
DIBD: Diagnóstico Integral de Bacias Hidrográficas 
DIBH: Diagnóstico Integral de Bacias Hidrográficas 
DM: Declividade média 
DQO: Demanda Química de Oxigênio 
EMBRAPA: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
FiME: Filtração em Múltiplas Etapas 
ID: Índices de degradação ambiental 
MMA: Ministério do Meio Ambiente 
PE: Potencial erosivo 
PE: Potencial erosivo 
pH: Potencial Hidrogeniônico 
RN: Ruggdeness Number 
 
VIII 
 
Resumo 
A degradação ambiental implica na redução dos recursos renováveis, por uma 
combinação de ações impactantes agindo sobre o meio ambiente. Existem diferentes 
formas de degradação relacionada aos vários componentes verticais de uma unidade de 
terra: atmosfera, vegetação, solo, geologia, hidrologia. As bacias hidrográficas são um 
importante instrumento para os estudos ambientais. A ocupação pelo homem a fim de 
aproveitar os recursos naturais disponíveis, faz com que os elementos da bacia se 
modifiquem, alterando suas características ao longo do tempo, o que consequentemente, 
acaba ocorrendo um total desequilíbrio do meio ambiente. O presente estudo tem como 
objetivo analisar principais problemas que estão na origem do processos de degradação 
ambiental da bacia hidrográfica do rio Nhandar, localidade de Tambarara Distrito de 
Gorongosa. Para alcançar os objectivos vários métodos e técnicas foram usadas, desde a 
revisão bibliográfica e documental, observação directa e inqueritos, bem como uma da 
análise quali-quantitativa da água e de suas relações com o uso e ocupação do solo da 
bacia. Os resultados mostraram que a bacia hidrográfica de contribuição do manancial de 
rio Nhandar possui características, como alta densidade de drenagem e a declividade 
média forte-ondulado, que a torna mais vulnerável a erosão do solo. Além disso o seu uso 
e ocupação predominado por pastagem, que conforme identificado na análise da mudança 
temporal do uso e ocupação do solo aumentou sua fração, o que contribui para 
intensificar o carreamento de partículas do solo, principalmente durante o período 
chuvoso. Diante disso é possível inferir a importância da preservação das matas para 
qualidade das águas de mananciais de abastecimento e como o estudo ambiental de uma 
bacia hidrográfica é uma ferramenta importante que pode auxiliar na sua gestão. 
Palavras-chave: Bacia hidrográfica, Acção antrópica; Impactos ambientais. Degradação 
Ambiental. 
 
 
 
1 
 
 
CAPITULO I: Introdução 
A bacia hidrográfica é o elemento fundamental de análise no ciclo hidrológico, 
principalmente na sua fase terrestre, que engloba a infiltração e o escoamento 
superficial. Ela pode ser definida como uma área limitada por um divisor de águas, que 
a separa das bacias adjacentes e que serve de captação natural da água de precipitação 
através de superfícies vertentes. 
No intuito de promover alguma forma de desenvolvimento para determinados locais a 
sociedade, seja em locais urbanos ou rurais, vem causando impactos nos sistemas em 
que vivem. Impactos estes que podem ser vistos com um mau manejo do solo, 
desmatamento, queimadas, erosões, poluição dos recursos hídricos dentre outras formas 
de degradação do ambiente. Muitas vezes essas modificações ocorrem tendo como 
conceito a importância do desenvolvimento local, sem se preocupar com os sistemas 
ambientais. A degradação ambiental pode acarrectar a diminuição da qualidade de vida 
de toda uma população, sentimento este que não se percebe de imediato, porém 
gradativamente; sutilmente os recursos naturais escasseiam e projetam seu efeito danoso 
no agravamento das condições de vida do homem. 
O local de estudo do trabalho é a bacia hidrográfica do rio Nhandar, localidade de 
Tambarara Distrito de Gorongosa. Em tal bacia hidrográfica encontra-se degradação 
ambiental em diversos locais do seu percurso, dentre essas degradações ambientais 
destaca-se a retirada de cobertura vegetal, assoreamento do rio e principalmente 
processos erosivos que causam um desequilíbrio ambiental na bacia hidrográfica e 
comprometem assim a qualidade ambiental da mesma. 
Estrutura da monografia 
A preseste pesquisa comporta a seguinte estrutura: Capítulo I é constituídopela 
Introdução, justificativa, problematização, hipótese, objectivos, delimitação da pesquisa, 
enquadramento e relevância da pesquisa; o capítulo II inclui a fundamentação teórica; 
no Capitulo II é apresentada a Metodologia onde são definidos os métodos e técnicas, 
população e amostra, o IV capítulo é reservado para a análise e interpretação dos dados, 
o capitulo V apresenta a discussão dos resultados e por fim são apresentadas as 
conclusões, sugestões e as referências bibliográficas usada na elaboração do trabalho. 
2 
 
 
1.1. Problematização 
O processo de ocupação de bacias hidrográficas, sobretudo por actividades do espaço 
urbano afectam directamente o ambiente natural. Estas modificações devem ser 
estudadas com o objectivo de minimização dos impactos, o que possibilita o 
apontamento e adopção de diretrizes necessárias à redução da degradação ambiental em 
bacias hidrográficas. 
O avanço das actividades humanas decorrentes do acrescentamento da actual sociedade 
urbano-industrial tem causadoa degradação ambiental, tais como, a poluição do ar, das 
águas e do solo, a desertificação, a extinção das espécies animais e vegetais, a 
intensificação do efeito estufa, redução da camada e ozônio, ocorrência da chuva ácida, 
entre outros. 
Dentre os diversos problemas de degradação ambiental encontrados em bacias 
hidrográficas, destacam-se: a exaustão dos solos, em função do intenso uso com os 
sistemas agropastoris, que na maioria dos casos, são adotadas sem práticas de manejo 
adequadas; a supressão da vegetação natural, principalmente da vegetação nas margens 
do rio, o que contribui para os processos erosivos e consequentemente ao assoreamento 
de rios e reservatórios. 
A nivel da bacia hidrografica do rio Nhandar tem se desenvolvido diferentes actitidades 
que levam a degradação da mesma e com diversos impactos ambientais. A degradação 
ambiental está ligada directamente à perda da diversidade biológica devido ao uso dos 
recursos naturais comprometendo a conservação e manutenção da biodiversidade. Em 
ambientes onde as actividades humanas exercem pressão, ocorre a remoção da cobertura 
vegetal e isso causa a perda da capacidade produtiva e degradação ambiental da área. 
Sendo assim, coloca-se a seguinte pergunta: “Até que ponto as actividades 
desenvolvidas pela população ao longo da Bacia hidrográfica do rio Nhandar pode 
levar a degradação ambiental?” 
1.2. Justificativa da escolha do tema 
O uso do solo está relacionado directamente à degradação do ambiente pelas acções 
antrópicas, tanto directas quanto indirectas. Estas acções podem variar em grau de 
intensidade conforme a função que um determinado ambiente assume, decorrente da 
3 
 
 
apropriação dos seus recursos naturais, normalmente priorizando-se o factor socio-
económico em detrimento do ambiente físico, transformando-o em um espaço que 
demanda a sua exploração económica, estabelecendo uma nova dinâmica na relação 
homem/natureza e gerando consequências no meio natural. 
Este processo de apropriação e exploração ambiental carece de diagnósticos que 
contemplem as necessidades de se prevenir impactos ambientais considerados 
negativos, tanto para se evitar a degradação dos ambientes a serem explorados, quanto 
para minimizar as degradações já ocorridas, proporcionando subsídios técnicos no 
planeamento das acções mitigadoras. 
Tendo como base esta necessidade, e buscando estabelecer parâmetros na exploração 
destes recursos, com especial atenção ao solo e à água, focaliza estudos sistêmicos que 
possibilitem um diagnóstico ambiental integrado do meio físico, pois só desta maneira 
adquirir-se á um instrumento adequado, tanto para o entendimento quanto à manutenção 
do equilíbrio ambiental. 
Sendo assim, especificamente optou-se por estudar esta bacia devido aos seguintes 
factos: nunca ter sido estudada sob o ponto de vista ecológico e ambiental; pelo mau uso 
de seus recursos naturais nela existentes; oferecer pouca disponibilidade de cobertura 
vegetal nativa; não-existência de dados que possam subsidiar ações de manejo 
sustentável; apresentar diminuição do volume de água disponível; para contribuir com a 
sociedade na busca de qualidade de vida e do meio ambiente. 
1.3. Objectivos 
1.3.1. Objectivo geral 
 Analisar os diferentes factores que estão na origem do processos de degradação 
ambiental na bacia do do rio Nhandar na Localidade de Tambarara. 
1.3.2. Objectivos específicos 
 Identificar os principais factores causadores da degradação ambiental ao longo 
da bacia hidrografica do rio Nhandar; 
4 
 
 
 Descrever a relação existente entre as formas de uso e ocupação do solo ao 
longo do rio Nhandar e a degradação ambiental ao longo da bacia hidrografica 
do rio Nhandar; 
 Destacar os principais impactos ambientais na bacia Hidrográfica do rio 
Nhandar, relacionando os diversos tipos de utilização da água; 
1.4. Hipóteses 
Hipótese primária 
 
 A dinâmica sócio-económica expressa pela forma de uso-ocupação do solo 
associada às características físicas constituem os principais factores 
condicionantes da degradação ambiental na área da bacia do rio Nhandar na 
Localidade de Tambarara.. 
Hipóteses secundárias 
 Talvez com o crescimento da população, as formas tradicionais da agricultura 
familiar de subsistência, com manejo primitivo, conduzem à diminuição da 
cobertura vegetal e à degradação dos solos por erosão hídrica; 
 É provavel que a falta de conhecimentos relacionados com o processo de 
degradação da bacia hidrográfica do rio Nhandar por parte da população leva a 
impactos ambientais, tanto locais como regionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
CAPITULO II: Fundamentação teórica 
2.1. Bacias hidrográficas 
A bacia hidrográfica é o resultado de uma série de interações de ordem natural, onde a 
água e outros recursos como: materiais de origem, topografia, clima e vegetação atuam 
desde a sua gênese acompanhando por todo seu processo de modelação. A delimitação 
de uma bacia hidrográfica pode ser dada por uma área limitada por meio de um divisor 
de águas, separando a das bacias adjacentes e servindo de captação natural da água de 
precipitação através das superfícies vertentes (Brigante & Espíndola, 2003). 
Nesse sentido, a função do relevo, também pode ser compreendida como agente 
captador das águas advindas das precipitações pluviométricas por meio das superfícies 
vertentes. Assim, as redes de drenagem de uma determinada bacia são formadas por 
cursos d’água que obedecem ao sentido de escoamento para a secção de exutório, ou 
seja, seu único ponto de saída. (Idem) 
A análise do ciclo hidrológico em sua fase terrestre engloba a infiltração e o escoamento 
superficial, sendo assim, as bacias hidrográficas são importantes elementos na 
compreensão dessas dinâmicas, como também para a maioria das actividades humanas, 
já que dependendo de sua capacidade, dispõe de uma grande oferta de recursos hídricos. 
As actividades humanas desenvolvidas nas áreas de influência das bacias hidrográficas 
atendem a diversos fins, porém, visam em sua maioria, atender as demandas dos 
principais centros urbanos. Obviamente, pela disponibilidade de recursos e ainda pela 
necessidade, os centros urbanos, buscam suprir suas demandas e lançar resíduos, em 
áreas próximas a rios e lagos, exercendo grande pressão sobre esses sistemas, 
carregando desde sua origem um grande passivo ambiental (Silva; et al. 2017). 
A interferência da acção antrópica no canal fluvial afeta não apenas o canal em si, mas 
uma série de outros factores, como a morfologia do terreno, vegetação, uso e ocupação 
do solo e até mesmo o equilíbrio no ciclo hidrológico através do uso irracional dos 
recursos hídricos. Qualquer actividade antrópica exercida sobre a superfície terrestre 
interfere na dinâmica e nas características de um determinado geossistema e, por fluxos 
de energia, sobre os aspectos de cada elemento particular.Os geossitemas representam a 
organização espacial e resultam da interação dos componentes físicos da natureza 
6 
 
 
(sistemas), entre eles: clima, topografia, rochas, águas, vegetações e solos, dependendo 
ou não da presença de todos os componentes (Christofoletti, 2001). 
As actividades humanas situadas nas proximidades das bacias hidrográficas afectam 
directamente a oferta e qualidade dos recursos hídricos, desta forma é necessário 
preservar o meio ambiente atentando para a conservação da fauna, flora e mais as 
encostas, pois estas são indicadoras da degradação ambiental de um rio. (Idem) 
 A exposição de raízes nas encostas indica a erosão, como também a perturbação do 
fluxo do rio, uma vez que seu leito e margens regulam a velocidade do fluxo das águas 
através da fricção. Os solos mais desproctegidos sofrem a maximização das acções 
erosivas, assim como outros elementos possam vir a prejudicar a qualidade ambiental 
por meio da intensificação da ordem natural. (Ibdem) 
O assoreamento é considerado um problema de grande relevância nos ambientes 
fluviais, assim, a ocorrência desse processo pode indicar a intervenção antrópica no 
meio natural. O assoreamento deve ser entendido como um quadro de desequilíbrio 
ambiental, que composto de caracteres geomorfológico, pelo facto de estar associado a 
um conjunto de processos de modelado do relevo; pedológico porque o assoreamento 
possui relevante papel nos processos erosivos, transformando fisicamente e 
quimicamente os solos e ainda hidrológico pelo fato de todos os processos alterarem 
significativamente no comportamento hídrico dos terrenos, sobretudo, nas taxas de 
escoamento superficial e de infiltração (Silva; et al. 2017). 
Os aspectos de degradação ocasionados por esse processo advêm da ocupação e 
degradação dos recursos naturais (solos e águas) intensificadas essencialmente pelas 
acções antrópicas em solos urbanos e rurais. Essas alterações consistem, sobretudo, 
pelas atividades de mineração, construção civil, urbanização e agrícola. Os efeitos 
colaterais provocados pelas actividades consumidoras de recursos ambientais 
comprometem a qualidade ambiental e o potencial produtivo nas áreas impactadas. 
(Idem) 
2.2. Uso e ocupação do solo 
O solo e água formam o binômio básico da sustentabilidade do homem, seja como 
componente essencial ou como elementos representativos de valores sociais, culturais e 
de produção de bens de consumo (Christofoletti, 1990) 
7 
 
 
O uso e ocupação do solo de uma bacia hidrográfica influencia na qualidade e 
quantidade dos recursos hídricos, sendo imprescindível o estudo integrado dessas duas 
áreas de conhecimento com o intuito de obter um resultado mais completo, que garanta 
a manutenção do sistema através do planeamento, manejo e gestão eficiente (Ribeiro, 
2001). 
Oliveira, et al. (2012) analisaram a interação entre a qualidade da água e o uso do solo 
para identificar os possíveis causadores de contaminação das águas da bacia 
Hidrográfica, concluindo que houve um aumento das concentrações da maioria dos 
parâmetros de qualidade da água, dentre eles: o pH, a turbidez, a DQO e os sólidos 
totais, de um ponto para outro devido ao uso e ocupação do solo sendo o primeiro ponto 
possuindo características de ocupações rurais e o segundo de ocupações urbanas. Além 
disso, foi constatado que a degradação das matas ciliares colaborou para a contaminação 
dos rios por usos agrícolas. 
A relação entre a qualidade e quantidade da água com o uso e ocupação do solo. Ao 
analisar as concentrações e as cargas transportadas de alguns parâmetros físicos, 
químicos e biológicos para diferentes usos e ocupações do solo na bacia hidrográfica de 
um rio, constatou que a qualidade da água piorava da nascente a foz, uma vez que essa 
última sofre influência de toda área de drenagem. (Idem) 
Além disso, identificou-se que as áreas que provinham de regiões com a vegetação mais 
preservada possuíam água de melhor qualidade em comparação com áreas menos 
preservadas evidenciando a importância da presença da vegetação na manutenção da 
qualidade da água. (Ibdem) 
O uso e ocupação do solo define o comportamento de uma bacia, influenciando no seu 
ciclo hidrológico. Solos com maior cobertura vegetal apresentam uma taxa de 
infiltração maior que solos desprotegidos por vegetação, além disso uma maior proteção 
resulta em menores taxas de escoamento superficial, diminuindo o assoreamento dos 
rios, devido a minimização dos processos erosivos. Vale ressaltar também que “a 
cobertura vegetal permite que elevada quantidade de água seja devolvida ao ambiente 
através da evapotranspiração e amortece o impacto das gosta da chuva ao solo” 
(Ribeiro, 2001). 
8 
 
 
Bacias hidrográficas desproctegidas por matas e que são predominadas por pastagem, 
decorrente de actividades a pecuária, possuem menores taxas da infiltração e possuem 
maior compactação do solo pela acção da energia das gotas de chuva. Estão, também, 
mais susceptíveis a processos erosivos, que conduzem partículas do solo, sementes, 
adubos e agrotóxicos para os lagos e rios que deságuam nos mananciais de 
abastecimento, o que contribui para a perda de biodiversidade e a contaminação da 
água. (Idem) 
As actividades pecuárias são responsáveis por causar a degradação da qualidade da 
água, contribuindo para o aumento da concentração de DBO e coliformes 
termotolerantes (Altmann, et al. 2009). 
A determinação do uso e cobertura do solo permite identificar as actividades humanas 
sobre uma bacia hidrográfica, que são potenciais geradores de impactos sobre os 
elementos naturais. (Idem) 
Silva et al. (2017) afirmam em seu estudo sobre avaliação da cobertura do solo como 
indicador de gestão de recursos hídricos, em algumas sub-bacia, que as técnicas de 
geoprocessamento foi uma poderosa ferramenta na construção de indicadores 
ambientais para avaliação da ocupação da sub-bacia. 
A mudança o uso da terra é consequência do impacto humano acelerado e subsequente 
expansão da terra agrícola. Sendo identificado que a principal mudança no uso da terra 
nesta região foi a dinâmica da conversão de florestas para uso intensivo de terras, tais 
como terras agrícolas. (Idem) 
2.3. Degradação ambiental em bacias hidrograficas 
Para Cunha e Guerra (1998), a degradação ambiental é causada pelo homem, que, na 
maioria das vezes, não respeita os limites impostos pela natureza. A degradação 
ambiental é mais ampla que a degradação dos solos, pois envolve não só a erosão dos 
solos, mas também a extinção de espécies vegetais e animais, a poluição de nascentes, 
rios, lagos e baías, o assoreamento e outros impactos prejudiciais ao meio ambiente e ao 
próprio homem. 
A expressão degradação ambiental qualifica os processos resultantes dos danos ao meio 
ambiente-qualquer lesão ao meio ambiente causada por acção de pessoa, seja ela física 
9 
 
 
ou jurídica, de direito público ou privado, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas 
de suas propriedades, tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos 
ambientais. (Idem) 
A partir dos conceitos anteriormente expostos, é possível notar que o termo degradação 
ambiental é utilizado de forma genérica para se referir às intervenções antrópicas no 
ambiente. Alterações ocorridas em bacias hidrográficas, podem ter suas causas 
associadas a fenómenos naturais. Todavia, nos últimos anos, o ser humano tem 
participado como um agente acelerador dos processos que modificam e desequilibram a 
paisagem (Cunha; Guerra, 1998). 
Ressalta-se que acções pontuais e isoladas em bacias hidrográficas na tentativa de 
recuperar a qualidade ambiental são em certos casos ineficazes tendo em vista que os 
processos de degradação ambiental constituem-se em problemas sistêmicos. Outro 
aspecto a ser ressaltado é que embora exista, na forma de lei uma definição tanto para o 
termo degradação ambiental como para o termo impacto ambiental,os mesmos certas 
vezes são utilizados como sinónimos. (Idem) 
A degradação ambiental é um fenómeno exclusivamente adverso enquanto o termo 
impacto ambiental pode se referir tanto a um aspecto positivo como a um aspecto 
negativo. A frequência, bem como a tipologia da degradação ambiental que o planeta 
vem sofrendo, tem aumentado e diversificado muito no decorrer da história da 
humanidade. (Branco, 1989) 
O meio ambiente foi concebido durante muito tempo, de forma genérica, como sendo a 
ecosfera, da qual o homem faz parte biologicamente e cuja racionalidade/relações 
sociais, não foi levada em consideração na abordagem dos estudos de carácter 
ambientalista. (Idem) 
Christofoletti (2001), comenta que o ser humano ao agir na natureza para produzir seus 
meios de existência, por meio do trabalho, gera consequências geológico-
geomorfológicas em três níveis de abordagem: na modificação do relevo e alterações 
fisiográficas (relevos tectogênicos), em alterações da fisiologia das paisagens (criação, 
indução, intensificação ou modificação do comportamento dos processos de dinâmica 
externa) e na criação de depósitos superficiais correlativos, constituindo-se em marcos 
estratigráficos. 
10 
 
 
As actividades agrícolas e pastoris são responsáveis pela transformação paisagística em 
amplas áreas. Iniciam substituindo a cobertura vegetal e modificam o ritmo das relações 
entre as plantas e os solos. (Idem) 
Todas as sociedades causam algum tipo de degradação ambiental, não importando sua 
condição sócio-econômica, seu modo de produção, bem como o local onde se situam, 
ou seja, no meio urbano ou no meio rural a degradação existe conforme o tipo e a 
intensidade das atividades realizadas. (Ibdem) 
Sobre a degradação ambiental consta neste documento que a pobreza e a degradação do 
meio ambiente estão estreitamente relacionadas. Enquanto a pobreza tem como 
resultado determinados tipos de pressão ambiental, as principais causas da deterioração 
ininterrupta do meio ambiente mundial são os padrões insustentáveis de consumo e 
produção, especialmente nos países industrializados. (AGENDA 21, 2001) 
Cunha e Guerra (1998) apontam para o facto de que a degradação ambiental é, por 
definição, um problema social. Depreende-se, portanto, que a degradação dos recursos 
naturais é um problema que compete a todas as pessoas que compõem a sociedade o 
tratarem de maneira ética, séria e com comprometimento social, com o intuito de 
promover a melhoria da qualidade de vida das populações. 
2.4. Principais problemas associados a degradação de bacias hidrograficas 
Grande parte dos impactos ambientais actuais é resultado de um crescimento 
descontrolado de urbanização, industrialização e mau uso dos recursos naturais. O que 
já tem acarretado em grandes desequilíbrios ambientais e mudanças no ecossistema. A 
desarmonia de um dos componentes do meio ambiente resulta, invariavelmente, no 
desequilíbrio de outros componentes, o que será notado com maior ou menor rapidez 
em função da forma com que o homem atue nesse meio em busca de benefícios (Silva, 
et al. 2017). 
2.4.1 Erosão dos Solos 
A erosão é um processo de degradação do solo e remoção de partículas deste que ocorre 
por consequência da acção da chuva, do vento, do gelo e de organismos (plantas e 
animais). A resistência do solo a erosão depende de propriedades físicas, como textura, 
11 
 
 
estrutura, permeabilidade e densidade, e das propriedades químicas, mineralógicas e 
biológicas. (Idem) 
Como factores de degradação do solo têm-se o desmatamento da vegetação natural, o 
super-pastejo, actividade agrícola com uso excessivo ou ineficiente de fertilizantes, uso 
de água de baixa qualidade para irrigação, exploração intensa da vegetação para fins 
domésticos e actividades industriais ou bioindustriais que causam a poluição do solo. 
(Ibdem) 
O mesmo autor refere ainda que atrelado a alguns desses factores, os elementos que 
podem intensificar o processo erosivo são a chuva, o desmatamento, contato abrupto de 
solo-rocha, descontinuidades litológicas e pedológicas e declividade das encostas. 
Como consequência desse fenômeno, ocorre assoreamento de rios que deixa a água 
turva e gera um grande acumulo de sedimentos. (Idem) 
2.4.2 Poluição dos Recursos hídricos 
De acordo co Moraes (2016), a degradação descontrolada da natureza atinge 
sobremaneira os recursos hídricos. Utilizados largamente como destino para os resíduos 
gerados pelo homem, os mananciais de água potável se tornam cada dia mais escassos e 
os poluentes que lhes atingem possuem diversas origens. Os principais agentes 
poluidores que atingem os recursos hídricos são: 
Resíduos domésticos ou industriais: O rápido crescimento da humanidade gerou um 
descompasso entre a estrutura de muitas cidades e o número de habitantes. Como 
reflexo, têm-se a precariedade dos sistemas de saneamento e a falta destes torna 
necessário o despejo de efluentes industriais e domésticos em corpos de água. 
Lixo: A disposição inadequada faz com que esse resíduo encerre o seu ciclo de vida em 
canais, mares, rios e galerias gerando problemas de ordem ambiental e saúde pública. 
Particularmente em períodos de chuva, pode ocorrer a contaminação de águas 
subterrâneas por percolado que é a mistura do chorume, líquido proveniente do lixo, 
com a água da chuva. (Moraes, 2016). 
Agricultura e Pecuária: Essas duas actividades também são responsáveis por uma 
quantidade considerável de resíduos que poluem os recursos hídricos. O aumento na 
demanda de alimentos resultou no uso desenfreado de fertilizantes e pesticidas causando 
12 
 
 
maior degradação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas. Ademais, a 
deposição final inadequada de embalagens de produtos agrícolas também causa 
impactos ambientais. (Idem) 
No que concerne a pecuária, o mesmo autor afirma que esta actividade é responsável 
por despejo de grande quantidade de detritos orgânicos de origem animal enquanto que 
a armazenagem de forragem é responsável pela liberação de líquidos que apresentam o 
valor de demanda biológica de oxigênio (DBO) muito maior do que as águas dos 
esgotos urbanos. 
2.5. Impactos ambientais resultantes da degradação da bacia hidrográfica 
O conceito de bacia hidrográfica como unidade de planeamento e gestão ambiental é 
resultante do conhecimento das relações entre as características físicas de uma bacia de 
drenagem e quantidade e qualidade das águas que chegam ao corpo hídrico; por outro 
lado, as características de um corpo hídrico reflectem as de sua bacia de drenagem. 
Levando também em consideração todas as suas características químicas e biológicas do 
corpo hídrico. (Pires et al, 2002). 
Neste contexto, a metodologia de adoptar a bacia hidrográfica como unidade 
geoambiental de estudo dos processos de degradação ambiental é a mais apropriada no 
caso da contaminação difusa de corpos hídricos. Portanto, importante se faz monitorar 
os teores de substâncias orgânicas, como os agrotóxicos, e inorgânicas como os ânions 
nitrato, cloreto, sulfato e fosfato, mercúrio, arsênio capazes de afetar a qualidade das 
águas superficiais e subterrâneas. (Hemond & Fechener, 2000). 
Os impactos na qualidade da água e do solo devido ao uso de agroquímicos estão 
associados a diversos factores tais como o ingrediente activo da formulação, 
contaminantes existentes como impurezas dos processos de fabricação, aditivos que são 
misturados (agentes molhantes, diluentes ou solventes, adesivos, conservantes e 
emulsificantes). (Idem) 
Os produtos resultantes da degradação química, microbiológica ou fotoquímica dos 
ingredientes activos, constituem-se em motivos de grande apreensão, pois estes 
metabólicos possuem atividade ecotoxicológica muitas vezes mais intensa que a 
molécula original. (Ibdem) 
13 
 
 
Por outro lado, a ocupação antrópica das terras através de usos múltiplos indica a 
complexidade e dificuldadena elaboração de propostas para a gestão territorial, tanto 
em nível local como regional. Especificamente o uso da terra, que se destaca, por 
afectar directamente a agricultura, que têm sido objecto de interesse de instituições e 
órgãos governamentais voltados ao planeamento e à adopção de políticas agrícolas 
viável ao desenvolvimento sem agressão ambiental. (Hemond & Fechener, 2000). 
Desses problemas pode-se indicar a ocupação inadequada das terras, diminuição da 
matéria orgânica, compactação, impermeabilização, salinização, desabamento de terras, 
contaminação, desmatamento das matas ciliares, crescimento demográfico desordenado, 
queimadas, irrigação, mineração, erosão, desertificação (forma mais grave de 
degradação ambiental), perda da fauna e da flora, resultam na rápida perda da 
biodiversidade da região afectada, acelerada pela acção antrópica e as alterações 
climáticas, em conjunto com fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes, 
como: erupções vulcânicas, terremotos, inundações, tornados, furacões, maremotos, 
também têm efeitos negativos ao meio ambiente. (Idem) 
A erosão, ou seja, a erosão hídrica, que é causada pela água das chuvas, é identificada 
como a principal causa do empobrecimento do solo. Neste processo, a estrutura do solo 
é destruída pelo impacto da chuva que atinge a superfície do terreno e, em seguida o 
material solto, rico em nutrientes e matéria orgânica, é removido do local e depositado 
nas depressões no interior das vertentes e no fundo dos vales. A intensidade de acção 
deste processo erosivo depende, além do clima, da resistência do solo e da presença de 
diversas condições ligadas ao manejo do solo e água e da natureza da comunidade 
vegetal presente, (Bahia, 1992). 
Outros impactos de grande degradação é o desmatamento, as técnicas agrícolas 
inadequadas, o mau uso dos recursos naturais e o emprego de agroquímicos, levam à 
contaminação dos corpos hídricos e do solo. A agricultura tradicional possui importante 
papel na economia devido à geração de empregos no campo e distribuição de renda. 
(Idem) 
Entretanto, muitas vezes ela é conduzida por indivíduos que não possuem consciência 
da necessidade da conservação do meio onde vivem, principalmente quando a prática da 
14 
 
 
cultura ocorre em áreas de grande sensibilidade como as próximas às nascentes de 
corpos hídricos e nas bordas de fragmentos florestais. (Idem) 
A ocupação desordenada das terras, o crescimento demográfico e a escassez de terras 
férteis, determinam a necessidade de se gerar fundamentações, estratégias, atividades e 
diretrizes que proporcionem aptidão dos ecossistemas com sistemas de ocupação, 
capazes de certificar produções sustentáveis em longo prazo. (Ibdem) 
2.6. Medidas para redução de impactos ambientais 
Neste tópico serão demonstrados alguns modelos e métodos desenvolvidos e aplicados 
para redução e minimização dos impactos ambientais. Além das metodologias físico-
químicas, serão ressaltadas campanhas de preservação ambiental, fiscalização, coletiva 
selectiva, entre outros. 
2.6.1 Erosão do solo 
Para a redução dos efeitos da erosão sobre o solo existem diversas medidas que podem 
ser implantadas de modo que os problemas possam ser satisfatoriamente resolvidos, 
nomeadamente: a) Utilizar mantas de controle de erosão; b) Evitar a remoção de 
vegetação nativa, sempre que possível; c) Evitar revolvimento intensivo do solo; d) 
Instalar sistema de drenagem para evitar aumento do escoamento superficial; e) Manter 
baixa a velocidade de fluxo da água; f) Procteger as áreas destruídas com cobertura 
vegetal de crescimento rápido; g) Construir sistemas de drenagem e bernas para 
interceptar as águas de taludes íngremes e das áreas destituídas de vegetação; h) 
Construir bacias de sedimentação para conter a desagregação do solo, evitando o seu 
deslocamento para áreas adjacentes. (Tangerino et al. (2006). 
2.6.2 Poluição dos Recursos Hídricos 
Processos biológicos: Eles são sem dúvida muito eficientes e largamente utilizados, 
uma vez que transformam compostos tóxicos a custos relativamente baixos. São 
processos muito usados para o tratamento de efluentes industriais e domésticos devido à 
multiplicidade de compostos organoclorados que podem ser encontrados neles. Esse 
tipo de processo se utiliza de bactérias e fungos e pode ser subdividido em processos 
aeróbios e anaeróbios. (Idem) 
15 
 
 
Processo físico: Esse tipo de processo é caracterizado pela separação de fases, transição 
de fases, transferência de fases e separação molecular. Dentro deste tipo de processo 
está enquadrada a Filtração em Múltiplas Etapas (FiME) que é uma tecnologia versátil, 
de custo de implantação compatível com a realidade nacional, passível de se adaptar a 
mudanças de qualidade da água e não necessita de operação e manutenção 
especializadas. Esse método representa uma especialização do processo de filtração 
lenta e é particularmente eficiente na remoção de bactérias e vírus, além de já terem sido 
feitos testes para a remoção de algas e cianobactérias como resultados satisfatórios. 
(Tangerino et al., 2006). 
Processos químicos: O tratamento químico se apresenta como uma forma eficiente e 
versátil de eliminação de cor e turbidez, odor, ácidos, álcalis, metais pesados e óleos. 
(Tangerino et al., 2006). 
2.6.3. Agricultura e Agropecuária 
No que tange a pecuária, a questão dos matadouros preocupa muito devido ao alto nível 
de poluição gerado pelos seus resíduos. Frente a isso, os processos biológicos são os 
mais indicados para tratar esse tipo de efluente. Podem ser citados os seguintes 
tratamentos: Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos ativados e suas 
variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos (Scarassati et al., 
2003). 
Outro factor de grande preocupação são os dejetos animais que poluem o solo, o ar e os 
recursos hídricos. O procedimento é feito da seguinte maneira: a) Unidade de 
peneiramento: separação da fase sólida e líquida, b) Unidade de secagem: a parte sólida 
separada é introduzida em um secador contínuo, c) Unidade de tratamento: visa remover 
poluentes e adequar o efluente final para uso na unidade de produção e às exigências da 
Legislação ambiental. Este procedimento encontra-se em adaptação, mas os resultados 
obtidos já foram satisfatórios. (Idem) 
A agricultura gera a poluição de solos e águas devido ao uso de agrotóxicos. Para o 
tratamento de águas poluídas podem ser utilizados os métodos já citados anteriormente 
e no caso dos solos a fitorremediação (uso de plantas como agentes despoluidores) é 
uma técnica que está se tornando cada dia mais popular e vem trazendo bons resultados. 
(Scarassati et al., 2003). 
16 
 
 
2.7. Aplicações da metodologia do Diagnóstico Físico-Conservacionista (DFC) de 
Bacias hidrograficas 
Os estudos realizados em áreas de bacias hidrográficas utilizam-se das mais variadas 
metodologias para fins de diagnósticos e caracterização dos elementos do meio físico e 
antrópico, dentre estas e considerando o objectivo desta tese, focar-se-á no diagnóstico 
físico conservacionista. 
O Diagnóstico Físico Conservacionista (DFC) tem como objectivo determinar o 
potencial de degradação ambiental de uma bacia hidrográfica a partir de factores 
naturais, (Carvalho, 2013). 
Baracuhy et al., (2003) acrescenta que o diagnóstico conservacionista para avaliar a 
deterioração ambiental deve ser a primeira fase na elaboração de um planeamento para 
uma bacia, sub-bacia ou microbacia hidrográfica. 
O estado ambiental da bacia, identificado após aplicação do DFC, constitui um subsídio 
básico para programas de extensão rural e/ou projetos que visem à recuperação 
ambiental da área, pois fornece indicativos para a racionalização do uso e manejo dos 
recursos (Ferreti, 2003). 
A proposta do DFC teve suas bases em trabalhos desenvolvidos pelo Centro 
Interamericano de Desenvolvimentode Águas e Terras (CIDIAT) na Venezuela. O 
CIDIAT trabalha com diagnósticos definidos a partir da integração de factores físicos, 
socioeconômicos, fauna, dentre outros (Beltrame, 1994). 
Beltrame (1994) se destaca na aplicação desta metodologia, aplicando-a na Bacia 
hidrografica. Tendo em vista a abrangência dos factores abordados, a autora supracitada 
opta pela utilização de factores de ordem física, determinando quatro destes como 
grandes factores potenciais de degradação física. 
O primeiro factor é a vegetação, considerada sob dois aspectos: grau de semelhança 
entre a cobertura vegetal actual e a cobertura vegetal original, definindo assim o 
parâmetro (CO). 
O segundo factor é o clima, levando em consideração dois aspectos: erosividade da 
chuva, que define o parâmetro E, e o balanço hídrico, definido como parâmetro (BH). 
17 
 
 
No terceiro grande fator são colocadas as características geológicas e pedológicas, 
considerando dois aspectos: a susceptibilidade da textura à erosão, associada à 
declividade, que corresponde ao parâmetro PE, e a densidade de drenagem, parâmetro 
(DD). E por fim, as características do relevo, tendo por base a declividade média, 
parâmetro (DM), como também são observados a geomorfologia, a curva hipsométrica, 
a altura média, o coeficiente de massividade e o coeficiente orográfico. 
Como é destacado por Beltrame (1994), bacias com área até 7.000 ha são adequadas 
para a realização de diagnósticos do meio físico. A autora aponta que o DFC, que tem 
como base os factores naturais, necessita estar integrado a outros diagnósticos mais 
específicos, como socioeconômico, de qualidade da água, fauna, entre outros, que 
poderão compor um diagnóstico mais detalhado, o que é denominado Diagnóstico 
Integral de Bacias Hidrográficas (DIBH). 
Ainda sobre a replicabilidade do DFC, Carvalho (2004), Baracuhy et al. (2003), entre 
outros pesquisadores, utilizaram o DFC em diversas regiões, nestas pesquisas, 
conclusivamente é possível evidenciar a eficiência da metodologia para estudos 
ambientais em bacias hidrográficas. 
Neves (2012) que aplicou a metodologia para analisar a degradação ambiental na Bacia 
Hidrográfica, considerando que tal metodologia mostrou-se eficiente para a análise da 
degradação ambiental na bacia, acrescentando que “não se trata apenas de uma questão 
de simples aplicação, mas sim de acréscimo e aperfeiçoamento de soluções para a 
aquisição dos índices dos parâmetros”. 
Chueh & Santos (2005) utilizaram a mesma fórmula descritiva, com adaptações, 
proposta por Beltrame (1994) para aplicar o DFC na Bacia Hidrográfica. Como previsto 
pelos autores, a metodologia foi eficiente na avaliação da degradação física da bacia 
hidrográfica. 
A mesma fórmula descritiva foi utilizada por Paz (2013) e Carvalho (2004) ao 
desenvolver suas pesquisas e identificar o estado ambiental das bacias hidrográficas. De 
acordo com esses autores, o DFC foi eficiente para diagnosticar os principais factores 
potenciais de degradação dos recursos naturais nas bacias hidrográficas supracitadas. 
18 
 
 
Carvalho (2013) comparou e adaptou duas metodologias diferentes de avaliação de 
qualidade ambiental: a do “Diagnóstico Físico-Conservacionista - DFC”. A pesquisa 
foi desenvolvida em quatro bacias hidrográficas, com o intuito de construir um modelo 
cartográfico mais limpo e de fácil interpretação. A autora observou que a aplicação da 
metodologia de Fragilidade ambiental, revelou um ambiente mais fragilizado do que o 
real, e que adaptando o modelo numérico para o cartográfico do DFC, o resultado 
gerado foi bem detalhado, tendo em vista que vista que o modelo abrange diversos 
indicadores. 
A aplicação de diagnósticos ambientais pode acontecer de forma mais ampla, 
analisando elementos que vão além das características físicas naturais da bacia 
hidrográfica, como o que foi realizado por Santos (2009), que objectivou fazer o 
diagnóstico físico-econômico-ambiental, de uma bacia hidrográfica, levantando dados 
da intervenção e ocupação antrópica da área, visando sua sustentabilidade ambiental. O 
DFC foi uma das metodologias utilizadas com o intuito de orientar a distribuição 
espacial das terras considerando sua aptidão para a agricultura, pecuária e/ou 
florestamento. 
Mendonça (2005) também aplicou o DFC para caracterizar o uso da terra numa 
microbacia hidrográfica, por meio da determinação do Coeficiente de Rugosidade 
(Ruggdeness Number – RN), parâmetro que classifica o potencial da terra para o uso 
com a agricultura, pastagem e/ou florestamento. Além do DFC, o autor utilizou também 
outros diagnósticos como o socioeconômico e ambiental (direccionado para identificar 
os principais elementos poluentes diretos do meio ambiente). 
Brito & Leite (2015) aplicaram apenas um dos parâmetros usualmente utilizados no 
DFC, que se refere ao “Potencial erosivo do solo (PE)”, para avaliar o potencial natural 
da bacia hidrográfica. Os autores concluíram que a pesquisa rendeu resultados 
satisfatórios, uma vez que permitiu caracterizar o potencial erosivo dos solos em 
diferentes paisagens da microbacia estudada. 
Como pode ser constatado nas discussões, o DFC possibilita ser aplicado de acordo com 
os objectivos de cada pesquisador, bem como pode ser adaptado e utilizado outros 
parâmetros que representem melhor a bacia hidrográfica ora analisada. 
19 
 
 
Beltrame (1994) diz que outras sugestões e adequações podem vir a enriquecer e 
aproximar cada vez mais da realidade para a qual irá servir a proposta de metodologia 
do DFC. 
CAPÍTULO III- Metodologia pesquisa 
3.0. Desenho da Pesquisa 
3.1 Tipo de Pesquisa 
A pesquisa científica leva em consideração um conjunto de procedimentos sistemáticos, 
que se apoia no raciocínio lógico e usa métodos científicos para encontrar soluções, ou 
discorrer sobre, algum problema de interesse. 
3.1.1 Do ponto de vista da abordagem do problema 
Pesquisa de campo 
Por sua vez, a pesquisa de campo se caracteriza pelas investigações realizadas por meio 
da colecta de dados junto às pessoas, somando à pesquisa bibliográfica e/ou 
documental. Para tanto, depende da junção de recursos de diferentes tipos de pesquisa, 
como, por exemplo, a pesquisa ex-post-facto, pesquisa-açcão, pesquisa participante, 
entre outras. 
3.1.2 Quanto aos níveis de investigação 
Estudo de caso único 
Segundo Lakatos & Marconi, (2009), o estudo de caso é caracterizado pelo estudo 
profundo e exaustivo dos factos objectos de investigação, permitindo um amplo e 
pormenorizado conhecimento da realidade e dos fenómenos pesquisados. 
Foi realizado um estudo de caso unico visto que a pesquisa está focalizada na percepção 
dos factores relacionados com as actividades desenvolvidas ao longo do da bacia 
hidrografica do rio muda que leva a degradação ambiental do mesmo e os diferentes 
impactos que destes advém. 
20 
 
 
3.1.3 Quanto aos objectivos 
Pesquisa exploratória 
Segundo Lakatos & Marconi, (2009), a pesquisa exploratória é usada em casos nos 
quais é necessário definir o problema com maior precisão. O seu objectivo é prover 
critérios e compreensão. Tem as seguintes características: informações definidas ao 
acaso e o processo de pesquisa flexível e não-estruturado. A amostra é pequena e não-
representativa e a análise dos dados é qualitativa. As constatações são experimentais e o 
resultado, geralmente, seguido por outras pesquisas exploratórias ou conclusivas. 
Nesta pesquisa foram explorados varios aspectos relacionados com as actividades 
desenvolvidas pelas comunidades que levam a degradação ambiental da bacia 
hidrográfica do rio Nhandar. 
3.1.4 Quanto aos procedimentos de colecta de dados 
As técnicas de colecta de dados são um conjunto de regras ou processosutilizados por 
uma ciência, ou seja, corresponde à parte prática da colecta de dados (Lakatos & 
Marconi, 2009). 
Durante a colecta de dados, diferentes técnicas foram empregues,sendo mais utilizados: 
a entrevista, o questionário, a observação e a pesquisa documental. 
a. Observação 
Segundo Lakatos & Marconi, (2009), observar é aplicar atentamente os sentidos físicos 
a um amplo objecto, para dele adquirir um conhecimento claro e preciso. Para esses 
autores, a observação é vital para o estudo da realidade e de suas leis. 
O processo de observação directa dos factos ocorreu em simultâneo com o inquérito, 
onde se procurou observar como sao desenvolvidas as actividades ao longo da bacia 
hidrografica de Nhandar. 
b. Revisão bibliográfica 
De acordo com Lakatos & Marconi, (2009), este método é um procedimento reflectivo 
sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos factos ou dados, relações 
21 
 
 
ou leis, em qualquer campo de conhecimento. Esta técnica é desenvolvida com base em 
material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos 
publicados e textos retirados da internet. 
Este método serviu de base para buscar elementos textuais em manuais, artigos, revistas 
que pudessem ajudar a análise do tema em estudo, como é o caso da definição de 
conceitos e teorias que sustentam o tema em apreço. Deste modo, foram usado obras 
dos autores que abordam sobre os pressupostos inerente a tematica em estudo. 
3.2. Métodos de Pesquisa 
O método é a escolha de procedimentos sistemáticos para a descrição e a explicação de 
fenômenos. Esses procedimentos se assemelham ao método científico que consiste em 
delimitar um problema, realizar observações e interpretá-las com base nas relações 
encontradas, fundamentando-se nas teorias existentes. (Gil, 2010) 
3.2.1. Método de Abordagem 
Hipotetico-dedutivo 
O Método hipotético-dedutivo consiste na construção de conjecturas, ou seja, premisas 
com alta probabilidade e que a construção seja similar, baseada nas hipóteses, isto é, 
caso as hipóteses sejam verdadeiras, as conjecturas também serão. (Gil, 2010) 
Por isso as hipóteses devem ser submetidas a testes, os mais diversos possíveis, à crítica 
intersubjectiva, ao control mútuo pela discussão crítica, à publicidade (sujeitando o 
assunto a novas críticas) e ao confronto com os factos, para verificar quais são as 
hipóteses que persistem como válidas resistindo às tentativas de falseamento, sem o que 
seriam refutadas. 
É um método com consequências, que leva a um grau de certeza igual ao das hipóteses 
iniciais, assim o conhecimento absolutamente certo e demonstrável é dependente do 
grau de certeza da hipótese. 
3.2.2. Método de Procedimento 
Estudo Qualitativo-Quantitativo 
22 
 
 
Segundo Malhotra (2001), a pesquisa qualitativa proporciona umamelhor visão e 
compreensão do contexto do problema, enquanto a pesquisaquantitativa procura 
quantificar os dados e aplica alguma forma da análise estatística. A pesquisa qualitativa 
pode ser usada, também, para explicar osresultados obtidos pela pesquisa quantitativa. 
Segundo Lakatos & Marconi, (2009), a pesquisa quantitativa é caracterizada pelo 
emprego da quantificação, tanto nas modalidades de colecta de informações quanto no 
tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. 
Foi usado este tipo de estudo para a presente pesquisa de modo a obter a informações 
qualitativas a partir de diferentes teorias e da observação serão recolhidos estes 
elementos e quantitativas a partir das entrevistas realizadas a população residente nas 
proximidades do rio Nhandar e utente do mesmo rio. 
3.3. Técnicas de colecta de dados 
3.3.1. Entrevista 
De acordo com Gil (2010), a entrevista é uma das técnicas de colecta de dados mais 
utilizados nas pesquisas sociais. Esta técnica de colecta de dados é bastante adequada 
para a obtenção de informações acerca do que as pessoas sabem, crêem, esperam e 
desejam, assim como suas razões para cada resposta. 
A entrevista serviu realizada a membros da comunidade com vista a perceber a como e 
tratada a questão da exploração dos recursos naturais nas proximidades do rio que 
levaria a degradação ambiental ao longo do rio Nhandar. 
3.3.2. Questionário 
Segundo Gil (2010), questionário é uma técnica de colecta de informações sobre um 
determinado assunto, directamente solicitada aos sujeitos pesquisador. Trata-se, 
portanto de uma interacção entre o pesquisador e o pesquisado através de uma série de 
questões a serem respondidas individual ou por grupo. Com esta técnica foram 
elaboradas uma série de perguntas em papel aos membros da comunidade residente e 
utentes do rio Nhandar. 
23 
 
 
3.4. Amostragem 
Segundo Gil (2010) define amostra como um subconjunto do universo ou da população, 
por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou 
população. 
 Para a presente pesquisa foram seleccionados como amostra 25 membros da 
comunidade e utilizadores dos recursos naturais que levam a degradacao da degradação 
da bacia do rio Nhandar, na Localidade de Tambarara. 
3.4.1. Amostragens não-probabilísticas 
De acordo com Malhotra (2001), a amostragem não-probabilística confia no julgamento 
pessoal do pesquisador e não na chance de selecionar os elementos amostrais. O 
pesquisador pode, arbitrária ou conscientemente, decidir quais serão os elementos a 
serem incluídos na amostra. 
As amostras não-probabilísticas podem oferecer boas estimativas das características da 
população, mas não permitem uma avaliação objectiva da precisão dos resultados 
amostrais. Como não há maneira de determinar a probabilidade de escolha de qualquer 
elemento em particular para inclusão na amostra, as estimativas obtidas não são 
estatisticamente projectáveis para a população. 
Para a presente pesquisa foram seleccionados como amostra 25 membros da 
comunidade e utilizadores dos recursos naturais que levam a degradação da bacia do rio 
Nhandar, na Localidade de Tambarara. 
3.5. Técnicas de análise de dados 
A análise dos dados é uma das fases mais importantes da pesquisa, pois, apartir dela, é 
que serão apresentados os resultados e a conclusão da pesquisa,conclusão essa que 
poderá ser final ou apenas parcial, deixando margem para pesquisas posteriores 
(Marconi & Lakatos, 2009). 
Malhotra (2001), recomenda o uso de múltiplas fontes de evidências para tornar as 
conclusões do estudo de caso mais acuradas do que se utilizada apenas uma fonte única 
de informação. 
24 
 
 
O processo de triangulação, consistiu no cruzamento entre as informações teóricas 
obtidas a partir de diferentes literaturas que abordam sobre a temática em estudo e os 
dados obtidos a partir das informações obtitas das entrevistas com base nos inquéritos 
feitos a população residente em Lamego e praticantes de diferentes actividades ao longo 
do rio Nhandar. 
CAPITULO IV: Análise e interpretação dos resultados 
Neste capítulo foram expostos os resultados, as análises e as reflexões sobre a pesquisa 
feita para identificar e compreender sobre as actividades desenvolvidas pelos membros 
da comunidade e outros actores utentes do rio Nhandar que levam a degradação 
ambiental e os impactos que advem das suas actividades para o rio. 
Os resultados das entrevistas realizadas com os representantes das categorias população 
residente e utentes do rio Nhandar, e pessoas influentes no Distrito de Gorongosa são 
apresentados considerando: Perfil socioeconômico; Percepção relacionada com o meio 
ambiene e atitude a tomar na prevenção e degradação ambiental no rio Nhandar. 
4.1. Perfil socio-económico 
O levantamento do perfil socioeconômico é importante para a caracterização dos 
diferentes actores sociais que atuam de formas diversas na área de estudo, sendo este 
estudo dividido em: sexo, faixa etária, tempo de residencia, actividades que pratica e 
tempo que pratica a actividade. 
a) Sexo dos entrevistados 
Tanto na população no geral quanto entre as pessoas influentes o maior número de 
entrevistados foi de pessoas do sexo masculino, representando 48%masculinos e 52% e 
do sexo feminino, de acordo com o gráfico abaixo apresentado. 
25 
 
 
Gráfico 01: Sexo dos entrevistados 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
b) Distribuição etária 
Quanto à distribuição etária dos entrevistados, a maioria tem idade entre 18 e 30 anos 
(39%), 35% tem idades compreendidas entre os 31 a 40 anos, 17% entre 41 a 50 anos e 
9% tem maior que 50 anos. 
Grafico 02: Distribuição etária dos entrevistados 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
c) Tempo reside no local 
Dos entrevistados, 43% residem na localidade desde o nascimento, 16% residem entre 1 
a 5 anos, 20% entre 6 a 10 anos, 13% residem entre 11 a 20 anos e apenas 8% residem 
a área de estudo a mais de 30 anos, de acordo com o grafico abaixo apresentado. 
26 
 
 
Grafico 03: Há quanto tempo reside no local 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
 
d) Actividades que pratica nas proximidades do rio 
A maioria dos entrevistados 80% disse que pratica a agricultura, 12% da população 
disse que realiza outras actividades e não soube descrever, mas de acordo com a 
observacao feita no campo pode se ver que estes usam a agua do rio para lavagem de 
meios circulantes como motorizadas, higiene pessoal e lavagem de roupa (vide 
fotografia 1: a,b, c) apenas 8% da população absteve em responder, de acordo com o 
gráfico abaixo apresentado. 
Grafico 04: Actividades que pratica nas proximidades do rio 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
27 
 
 
Fotografia 01: Actividades praticadas nas margens e ao longo do rio Nhandar 
 
 
Fonte: Imagens tiradas pela autora na area de estudo (2023) 
A partir dos dados acima apresentados no gráfico e as imagens apresentadas pode-se 
dizer que várias são as actividades que são desenvolvidas ao longo das margens do rio, 
estas podendo de certa forma contribuir para a degradação ambiental ao longo do rio 
Nhandar. 
e) Tempo de pratica da actividade 
Quanto ao tempo de pratica de actividades ao longo do rio Nhandar, a maioria dos 
entrevistados 33% referiram que praticam entre os 4 a 6 anos, 29% entre 7 a 9 anos, 
21% referiram entre 1 a 3 anos e apenas 17% realizam a actividade a mais de 10 anos. 
28 
 
 
Grafico 05: Tempo de prática essa actividade 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
4.2. Percepção dos problemas ambientais nas comunidades proximas do rio 
A análise da percepção dos entrevistados visou verificar como as transformações 
socioeconômicas e ambientais são reconhecidas pelos diferentes atores sociais na área 
de estudo, de forma a colaborar para propostas futuras que visem à adopção de práticas 
sustentáveis. 
a) Existência de vegetação nativa 
Quando questionados sobre a existência da vegetação ao longo do rio, no inicio do 
desenvolvimento das suas actividades, a maioria da população, cerca de 82% disse que 
existia, 12% da população disse que na existia e apenas 6% se absteve em responder a 
questão, de acordo com o grafico abaixo apresentado. 
Gráfico 06: Existencia de vegetação no local da pratica das actividades (margens do 
rio) 
 
29 
 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
Fotografia 02: Vista parcial da vegetação nativa ao longo do rio Nhandar 
 
Fonte: Imagens tiradas pela autora na area de estudo (2023) 
b) Principais factores que levam a degradação ambiental no rio Nhandar 
Quando perguntados sobre os principais factores que levam a degradação ambiental no 
rio Nhandar, a maioria dos entrevistados da população 33% referiu o desmatamento, 
22% disseram alteração da qualidade da água, 21% disseram que é o uso e ocupação do 
solo, 15% disseram o processo de extracção de areia; 6% disseram que eram outros 
factores e apenas 3% se absteve em responder a questão, de acordo com o gráfico 
abaixo apresentado. 
Gráfico 07: Factores que levam a degradação ambiental no rio Nhandar 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
30 
 
 
Fotografia 03: Vista parcial da alteração da qualidade da água e erosão dos solos no rio 
Nhandar 
 
 
 
Fonte: Imagens tiradas pela autora na área de estudo (2023) 
 
c) Formas de degradação ambientais 
Quando questionados as formas de degradação ambiental, várias foram as posições da 
população, com destaque para: 16% disseram o assoreamento dos rios 19% destruição 
da vegetação nativa , 10% a erosão dos solos 12% contaminação dos solos, 6% desvio 
do leito dos rios, 19% a poluição da água, 9% surgimento de micro climas e 3% 
absteve-se em responder. 
31 
 
 
Grafico 08: Formas de degradação ambientais 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
Fotografia 04: Vista parcial das formas de degradação ambientais no rio Nhandar 
 
 
Fonte: Imagens tiradas pela autora na area de estudo (2023) 
4.3. Atitude da população em relação a degradação ambiental do rio Nhandar 
Ao considerar as atitudes dos entrevistados, foi possível verificar suas posturas frente à 
problemática ambiental na área de estudo e desta forma elaborar planos futuros de 
conservação baseados nas acções, condutas e escolhas dos atores sociais envolvidos 
neste trabalho. 
a) Protecção do meio ambiente a nivel da bacia hidrografica do rio Nhandar 
32 
 
 
Quando questionados em relação a protecção e conservação dos recursos naturais 
existente ao longo do rio Nhandar, 80% dos entrevistados da população referiu que é 
responsabilidade de todos cuidarem a area, 11% disseram que é responsabilidade dos 
moradores da area, apenas 9% absteve-se em responder a questão, de acordo com o 
grafico abaixo apresentado. 
Gráfico 09: Responsabilidade de protecção da área 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
b) Estratégias de mitigação 
Após a descrição dos diferentes aspectos relacionados com as actividades que levam a 
degradação ambiental no rio Nhandar, foram questionados se conhecem algumas 
estratégias para a mitigacao dos diferentes impactos ao que 100% dos entrevistados 
disseram que nao conhecem nenhuma estratégia, de acordo com o gráfico abaixo 
apresentado. 
33 
 
 
Gráfico 10: Conhecimentos sobre mitigação dos impactos 
 
Fonte: Elaborado pela autora 2023 
4.4. Análise sobre as melhores práticas para conservação das Bacias Hidrográficas 
do Rio Nhandar 
A fim de aplicar os processos de tratamento em medidas que possam reduzir os 
impactos ambientais sobre os recursos hídricos, analisaram-se os casos específicos de 
Bacias do rio Nhandar, e as respectivas poluições que as atingem. A ideia consiste em 
tratar as fontes poluidoras para que os rios possam ser recuperados aos poucos. 
Ao longo de seu percurso, a Bacia é utilizada para o abastecimento humano, recepção 
de efluentes domésticos. Os principais usos do solo são: ocupação urbana; áreas 
cultivadas com cana-de-açúcar; policultura e áreas de Mata.. 
O Quadro abaixo lista os principais problemas recorrentes da poluição na bacia e 
algumas medidas de minimização desses impactos. 
Quadro 1: Problemas de degradação ambiental da Bacia do rio Nhandar e Propostas de 
medidas redutoras 
 
Problemas 
 
Medidas redutoras da Poluição 
 
Efluentes 
Processos biológicos; Fiscalização; Campanhas de preservação; 
Processos químicos 
Uso de agrotóxicos nos plantios de cana-
de-açúcar localizados às margens dos rios 
 Fitorremediação; Combinação dos processos químicos e 
Fiscalização. 
 
Desmatamento Fiscalização; Campanhas de preservação; Reflorestamento. 
34 
 
 
Erosão do Solo 
 Procteger as áreas destruídas com cobertura vegetal de 
crescimento rápido; Evitar a remoção de vegetação nativa, 
sempre que possível; Campanhas de preservação, Fiscalização 
e Construir bacias de sedimentação para conter a desagregação 
do solo, evitando o seu deslocamento para áreas adjacentes. 
Poluição por agrotóxicos, decorrente 
de actividades agrícolas 
Processos químicos combinados com biológicos; 
Fitorremediação e Fiscalização 
Poluição por oleos Processos químicos combinados com biológicos e Fiscalização 
Fonte: Elaborado pela autora 2023

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