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Escrito 19 de março de 2026 15:05 – 19 de março de 2026 15:37Tentativa 1 de 2
Pontuação da tentativa
10 / 10 - 100%
Nota Geral (Maior tentativa)
10 / 10 - 100%
Pergunta 1
1 / 1 ponto
(ENADE, 2021)
As percepções sobre o termo liderança revelam uma configuração ainda precária da realidade brasileira no campo da gestão escolar. As pesquisas internacionais apresentam uma gama significativa de resultados sobre o tema há, pelo menos, mais de duas décadas. Vale lembrar que os estudos sobre escolas eficazes, na sua maioria, apontam o efeito da liderança do gestor como um dos principais fatores explicativos dessa equação. Um sobre voo nos dados da pesquisa Olhares Cotidianos sobre a Gestão Escolar (OCGE), realizada com gestores e professores de seis escolas de um município brasileiro, permite identificar, de forma geral, noções sobre o termo, ao se solicitar ao grupo algum tipo de caracterização mais precisa de liderança:
“Isso aí é uma coisa que se tem ou não se tem.” (Ana, Grupo Liderança). “O dom da palavra, do convencimento [...]” (Andrea, Grupo Liderança). “Carisma” (Cíntia, Grupo Liderança).
“A pessoa nasce com isso ou não.” (Adriana, Grupo Liderança).
COELHO, F. M. O Cotidiano da Gestão Escolar: o método de caso na sistematização de problemas. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 4, out./dez. 2015, p. 1.261-1.276 (adaptado).
Relacionando as ideias de liderança expostas pelas participantes da pesquisa sobre o exercício da gestão escolar, avalie as afirmações a seguir.
I. As respostas de Ana e Adriana reforçam as concepções defendidas pelas investigações científicas do campo educacional contemporâneo sobre liderança, que afirmam que nem todos podem ser gestores escolares e que é preciso ter a qualidade de empreendedor para ocupar esse cargo.
II. Ana e Cíntia expõem ideias que são coerentes com os estudos atuais sobre a prática da gestão escolar, pois enfatizam o estilo administrativo do gestor, que é um fator fundamental para se compreender a liderança e as suas relações com os objetivos educacionais das escolas.
III. Em suas respostas, Andrea e Cíntia expressa uma ideia de liderança a partir de um de seus aspectos, o interpessoal, embora outros fatores relevantes interfiram na gestão escolar, como o administrativo e/ou o pedagógico.
IV. As afirmações das participantes relacionam a liderança a uma capacidade de convencimento e a uma habilidade inata do líder, concepções já ultrapassadas pelas investigações educacionais sobre o tema no cenário contemporâneo.
É correto apenas o que se afirma em:
Opções de pergunta:
III e IV.
II e III.
I e IV.
I, II e III.
I, II e IV.
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Parabéns! Isso mostra que você identificou corretamente os aspectos interpessoais (III) e a crítica aos conceitos ultrapassados (IV), além de comparar as falas com os estudos contemporâneos de forma crítica.
A alternativa correta é III e IV.
Aqui está o porquê:
· I (Incorreta): Ana e Adriana defendem que liderança é algo que "se nasce com" ou "se tem ou não tem" (teoria do traço/inata). A investigação científica contemporânea não reforça isso; pelo contrário, entende que liderança pode ser desenvolvida e aprendida.
· II (Incorreta): As falas de Ana e Cíntia focam em características pessoais (dom, carisma) e não no "estilo administrativo" ou em "estudos atuais". Elas reproduzem visões baseadas no senso comum.
· III (Correta): Andrea (convencimento) e Cíntia (carisma) focam no aspecto interpessoal da liderança. O item está correto ao pontuar que a gestão escolar é mais complexa e exige também competências administrativas e pedagógicas.
· IV (Correta): As participantes descrevem a liderança como uma habilidade inata ("nasce com isso"), uma visão considerada ultrapassada pelas pesquisas atuais, que priorizam a liderança democrática, distribuída e situacional.
Pergunta 2
1 / 1 ponto
Qual das seguintes palavras é um homônimo perfeito?
Opções de pergunta:
Cinto (de acessório) e sinto (do verbo sentir).
Vela (de cera) e vela (de barco).
Sela (de cavalo) e cela (de cadeia).
Trás (de lugar) e traz (do verbo trazer).
Acento (de grafia) e assento (de sentar).
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Perfeito! "Vela" de cera e "vela" de barco são homônimos perfeitos, pois têm a mesma grafia e pronúncia, mas significados diferentes.
A alternativa correta é Vela (de cera) e vela (de barco).
Para uma palavra ser um homônimo perfeito, ela precisa ter a mesma grafia (escrita) e o mesmo som (pronúncia), mudando apenas o significado conforme o contexto.
Veja a diferença das outras opções:
· Vela / Vela: Escreve-se igual e fala-se igual. (Homônimo Perfeito)
· Cinto / Sinto: Som igual, mas escrita diferente (C/S). São homófonos.
· Sela / Cela: Som igual, mas escrita diferente (S/C). São homófonos.
· Trás / Traz: Som igual, mas escrita diferente (S/Z). São homófonos.
· Acento / Assento: Som igual, mas escrita diferente (C/SS). São homófonos.
Pergunta 3
1 / 1 ponto
A semântica ajuda a compreender como a linguagem reflete e interpreta o mundo ao nosso redor. Dessa maneira, aponte a opção que define corretamente o principal foco de estudo da semântica.
Opções de pergunta:
A pronúncia correta dos fonemas.
A estrutura gramatical das línguas.
O significado de palavras e frases.
A evolução histórica das palavras.
As variações regionais de um idioma.
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Parabéns! A semântica explora como os significados são construídos e interpretados na linguagem em palavras e frases.
A opção que define corretamente o foco de estudo da semântica é:
O significado de palavras e frases.
A semântica é o ramo da linguística que se dedica exclusivamente ao estudo do significado e do sentido das unidades linguísticas (palavras, expressões, frases e textos) em diferentes contextos.
Para distinguir das outras opções:
· Fonética/Fonologia: Estuda a pronúncia e os fonemas.
· Gramática/Sintaxe: Estuda a estrutura e as regras de combinação.
· Etimologia: Estuda a evolução histórica das palavras.
· Dialetologia: Estuda as variações regionais.
Pergunta 4
1 / 1 ponto
(ENADE, 2017)
Pechada
[...] — Aí, Gaúcho! — Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. Professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações? [...] O Jorge fez cara de quem não se entregara. Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
— O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O quê?
— O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
— Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo, explique para a classe o que aconteceu.
— Nós vinha...
— Nós vínhamos.
— Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o Jorge rindo daquele jeito. “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido:
Pechada.
— Aí, Pechada! — Fala, Pechada!
VERISSIMO, L. Pechada. Revista Nova Escola, maio, 2014. Disponível em: https://novaescola.org.br. Acesso em: 9 jul. 2017 (adaptado).
TEXTO 2
Todos sabem que existe um grande número de variedades linguísticas,mas, ao mesmo tempo em que se reconhece a variação linguística como um fato, observa-se que a nossa sociedade tem uma longa tradição em considerar a variação em uma escala valorativa, as vezes até moral, que leva a tachar os usos característicos de cada variedade como certo ou errado, aceitáveis ou inaceitáveis a variação numa escala valorativa, às vezes até moral, pitorescos, cômicos, etc.
TRAVAGLIA, L. C. Gramática e Interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez Editora, 2009 (adaptado).
Considerando a imagem apresentada, os sentidos estabelecidos pelo texto 1 e a reflexão provocada pelo texto 2, conclui-se que a professora:
Opções de pergunta:
Identifica o fenômeno de variação diafásica em nível lexical, ao compreender o contexto de uso dos vocábulos "sinaleira" e "auto".
Identifica "pechada" como um caso de estrangeirismo na fala de seu aluno, incorporado à língua portuguesa como empréstimo aceitável da língua espanhola.
Explica os diferentes modos de falar de seus alunos conforme a ocorrência de variações morfológica e sintáticas na fala de Rodrigo.
Evita, ao abordar as variedades linguísticas do português brasileiro, que o estudante Rodrigo sofra preconceito linguístico.
Ignora a possibilidade de discutir o tema do preconceito linguístico com relação ao uso de variações linguísticas diatópicas.
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Parabéns! Sua resposta demonstra compreensão da questão central. O texto revela que a professora, apesar de explicar as variações linguísticas regionais, não aproveita o contexto para abordar o tema do preconceito linguístico de forma explícita. Esse ponto reflete uma oportunidade não explorada de aprofundar a reflexão dos alunos sobre a valorização das diferentes formas de expressão no português brasileiro.
A análise dos textos indica que a professora, embora reconheça as variações linguísticas em teoria, falha em intervir no deboche da turma, resultando na negligência em discutir o preconceito linguístico sofrido pelo aluno Rodrigo [1.1]. O relato demonstra uma variação diatópica (regional) que, ao ser mal recebida pelos pares, transforma-se em alvo de estigma, evidenciando uma escala valorativa sobre os usos da língua [2.1]. A alternativa correta é: Ignora a possibilidade de discutir o tema do preconceito linguístico com relação ao uso de variações linguísticas diatópicas.
Pergunta 5
1 / 1 ponto
A arbitrariedade entre significante e significado é uma característica fundamental da linguagem, pois os signos são construídos por acordo social. Dito isso, por que a relação entre significante e significado é considerada arbitrária?
Opções de pergunta:
Porque o significado das palavras é idêntico em todas as línguas.
Porque a gramática estabelece essa relação automaticamente.
Porque todas as palavras têm apenas um significado universal.
Porque não há uma conexão lógica nem natural entre as palavras e os objetos que elas representam.
Porque cada palavra é diretamente ligada à sua forma física.
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Muito bem! A arbitrariedade reflete a convenção social, sem ligação lógica entre palavra e objeto.
A relação é considerada arbitrária porque não há uma conexão lógica nem natural entre as palavras e os objetos que elas representam.
Isso significa que não existe nada na natureza de uma "mesa", por exemplo, que obrigue o som /m/e/s/a/ a representá-la. A prova disso é que cada língua usa um conjunto de sons diferente para o mesmo objeto (table em inglês, mesa em português). Essa relação é puramente convencional, ou seja, fruto de um acordo cultural e social entre os falantes.
Estamos explorando os conceitos de Ferdinand de Saussure? Se precisar, posso detalhar a diferença entre significante (a imagem acústica) e significado (o conceito mental).
Pergunta 6
1 / 1 ponto
A ambiguidade ocorre quando uma expressão pode ter mais de um significado dependendo do contexto. [...] Os testes de ambiguidade propostos por Kempson (1977) ajudam a identificar e analisar ambiguidades no significado de palavras e frases. Qual das opções descreve melhor a utilidade dos testes de ambiguidade de Kempson?
Opções de pergunta:
Garantem que cada palavra tenha apenas um significado fixo.
Excluem a análise de contextos culturais e emocionais.
Limitam-se a corrigir erros ortográficos e gramaticais.
Permitem verificar se uma expressão admite múltiplas interpretações plausíveis.
Focam apenas na análise de ambiguidades em textos jurídicos.
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Muito bem! Os testes de Kempson ajudam a identificar múltiplos significados e interpretar ambiguidades.
A opção que descreve melhor a utilidade dos testes de ambiguidade de Kempson (1977) é:
Permitem verificar se uma expressão admite múltiplas interpretações plausíveis.
Os testes propostos por Ruth Kempson são ferramentas da semântica para distinguir a ambiguidade (quando uma palavra ou frase tem dois ou mais sentidos distintos e definidos) da vagueza (quando o sentido é apenas indeterminado ou impreciso).
Um dos testes mais conhecidos envolve o uso da conjunção "também" (teste de redução de coordenação). Se uma sentença puder ser interpretada de duas formas diferentes e, ao ser combinada com "também", obrigar a manutenção do mesmo sentido para ambas as partes (evitando o "zêugma" de sentidos), ela é considerada ambígua.
Pergunta 7
1 / 1 ponto
A palavra "impensável" é formada por quais processos morfológicos?
Opções de pergunta:
Derivação prefixal e sufixal.
Derivação regressiva.
Composição por justaposição.
Composição por aglutinação.
Aglutinação e derivação.
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Correto! "Impensável" é formada pela adição do prefixo "im-" e do sufixo "-ável" ao radical "pens", configurando derivação prefixal e sufixal.
Pergunta 8
1 / 1 ponto
Qual dos seguintes itens é essencial para a criação de um dicionário monolíngue moderno?
Opções de pergunta:
Classificação etimológica de todas as palavras.
Tradução entre duas línguas.
Coleta de sinônimos em todas as definições.
Uso de corpus digitais para definir palavras.
Definições baseadas exclusivamente em uso literário.
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Parabéns! Corpus digitais ajudam a definir palavras com base em como elas são realmente usadas em diferentes contextos, o que é essencial para dicionários modernos.
A palavra impensável é formada por derivação prefixal e sufixal.
Aqui está a decomposição do processo:
1. Radical/Verbo base: Pensar
2. Prefixo: im- (indicando negação ou oposição)
3. Sufixo: -ável (formador de adjetivo, indicando possibilidade ou capacidade)
Diferente da derivação parassintética (onde os dois elementos precisam ser colocados ao mesmo tempo), na derivação prefixal e sufixal as partes podem ser retiradas e a palavra ainda existe: se tirarmos o prefixo, temos "pensável"; se tirarmos o sufixo, temos "impensar" (forma menos comum, mas gramaticalmente possível como verbo).
Pergunta 9
1 / 1 ponto
Leia a tira abaixo:
A tirinha de Mafalda utiliza a expressão “veículo de cultura” em um contexto humorístico, explorando seu sentido literal e figurado. O uso criativo da linguagem evidencia o fenômeno da polissemia. Na tirinha, a expressão “veículo de cultura” é usada de forma ambígua.
Considerando os conceitos de polissemia e interpretação de significados no contexto, qual das opções abaixo descreve corretamente o fenômeno semântico apresentado?
Opções de pergunta:
O termo "veículo" é uma metáfora exclusiva para descrever meios de comunicação na tirinha.
A expressão "veículo de cultura" não apresenta polissemia, mas sim uma incoerência linguística.
"Veículo" é utilizado como um exemplo de homonímia, apresentando significados que não têm relação entre si.
A palavra "veículo" possui um único significado literal, que foi mal interpretado pelos personagens.
A palavra "veículo" temmúltiplos significados, podendo ser interpretada como meio de transmissão de algo ou como meio de transporte, dependendo do contexto.
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Parabéns! A tirinha explora a polissemia de "veículo", que pode significar tanto "meio de transporte" quanto "meio de comunicação", criando um efeito cômico.
A opção correta é: Uso de corpus digitais para definir palavras.
Na lexicografia moderna, o uso de corpora (grandes conjuntos de textos reais, falados e escritos, armazenados digitalmente) é essencial. Isso permite que os dicionaristas analisem como as palavras são realmente utilizadas na prática, identificando novos sentidos, frequências de uso e combinações comuns (colocações), em vez de dependerem apenas da intuição ou de textos literários antigos.
Para diferenciar das outras opções:
· Dicionário monolíngue: Não faz tradução (isso seria um dicionário bilíngue).
· Etimologia e sinônimos: São elementos comuns, mas não são o que define o método de criação moderno.
· Uso literário: Os dicionários modernos buscam abranger diversos registros (jornalístico, técnico, cotidiano), não apenas o literário.
Pergunta 10
1 / 1 ponto
As relações semânticas podem ser analisadas a partir de diferentes perspectivas, já que cada conceito destaca distintas dimensões do significado. Dentre as relações semânticas, aponte o conceito que se refere ao significado literal e objetivo de uma palavra.
Opções de pergunta:
Homonímia.
Polissemia.
Conotação.
Denotação.
Sinonímia.
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Ótimo! Denotação é o significado básico, sem implicações subjetivas.
A tirinha de Mafalda utiliza ironia para criticar a televisão como "veículo de cultura", contrastando a visão idealista do pai com o conteúdo fútil observado pela personagem. A charge avalia a interpretação de texto ao destacar como o contexto altera o sentido da palavra "veículo", ironizando a qualidade da comunicação de massa. Analise a questão em um portal de educação.
A opção que descreve corretamente o fenômeno semântico é:
A palavra "veículo" tem múltiplos significados, podendo ser interpretada como meio de transmissão de algo ou como meio de transporte, dependendo do contexto.
Na tirinha, o humor se baseia na polissemia da palavra "veículo":
1. Sentido Figurado (Meio de Transmissão): Quando se diz que a TV é um "veículo de cultura", refere-se à sua capacidade de difundir conhecimento e arte.
2. Sentido Literal (Meio de Transporte): Mafalda, ao observar o conteúdo de baixa qualidade ou a publicidade excessiva, ironiza a expressão tratando a TV como um "veículo" (carro/transporte) que, em vez de trazer cultura, a estaria "atropelando" ou levando para longe.
Diferente da homonímia (onde as palavras têm origens diferentes e sentidos sem relação, como "vela"), na polissemia os sentidos guardam uma conexão lógica de extensão de significado (o que transporta algo físico vs. o que transporta uma ideia).