Prévia do material em texto
Relatório Técnico: Gerenciamento de Resíduos Líquidos e Efluentes Relatório Técnico Relatório de Gerenciamento de Resíduos Líquidos e Efluentes 1. Informações sobre a estação de tratamento de efluentes (ETE) do EAD Center Shopping Razão social: EAD Center Empreendimentos Comerciais Ltda. Nome fantasia: EAD Center Shopping Endereço: Avenida Central, nº 1500, Bairro Centro, Cidade Exemplo – UF Área útil do empreendimento: 25.000 m² Representante legal: João da Silva Nº da Licença de Operação: LO nº 12345/2026 Data do relatório: 04 de fevereiro de 2026 2. Características do empreendimento 2.1 Localização Zona urbanax Zona rural 2.2 Tipo de área: Industrial Residencial Comercial x Mista x Outra Especificar _______________________________ 2.3 Há residência(s) no entorno do empreendimento? Simx Não 3. Informações sobre a geração de efluentes 3.1 Vazão de efluentes gerados por estabelecimento do EAD Center Shopping Efluentes sanitários (m³/mês): 1.500 Efluentes de lavagem de veículos (m³/mês): 300 Efluentes de lavanderia (m³/mês): 200 Vazão total de efluentes do EAD Center Shopping (m³/mês): 2.000 4.1 Nome do corpo hídrico: Rio Verde 4.2 Classificação do corpo hídrico: Classe 2 (conforme Resolução Conama nº 357/2005) 5. Descrição das etapas de tratamento dos efluentes líquidos Descreva as etapas do tratamento de efluentes conforme indicado pela figura esquemática (figura 1) e pelo fluxograma (figura 2) da ETE do EAD Center Shopping: O processo de tratamento de efluentes líquidos na ETE do EAD Center Shopping é realizado em diversas etapas, conforme indicam a figura esquemática e o fluxograma da estação. Inicialmente, os efluentes chegam à estação por uma caixa de entrada, onde são submetidos ao gradeamento, uma etapa que remove resíduos sólidos grosseiros, como plásticos, folhas e papéis. Em seguida, os efluentes passam por uma caixa de gordura, que retém óleos e graxas flutuantes, e por um desarenador (ou caixa de areia), que remove partículas pesadas, como areia e pequenos detritos minerais. Essas três primeiras etapas correspondem ao tratamento preliminar, essencial para evitar danos aos equipamentos e melhorar a eficiência dos processos seguintes. Após o pré-tratamento, o efluente segue por tubulações para um medidor de vazão, que quantifica o volume de esgoto a ser tratado. Em seguida, é conduzido ao decantador primário, onde ocorre a sedimentação do lodo primário — a fração mais densa dos sólidos em suspensão. O líquido clarificado avança para o reator biológico, um tanque onde microrganismos aeróbios realizam a degradação da matéria orgânica, convertendo-a em substâncias mais simples e menos nocivas ao meio ambiente. Depois do reator, o efluente passa para o decantador secundário, onde o lodo biológico (formado pelos microrganismos e matéria orgânica residual) é separado. Parte desse lodo é recirculada para o reator, mantendo o processo biológico ativo, enquanto o excedente é encaminhado ao sistema de tratamento de lodo.A etapa final do processo ocorre no tanque de contato, onde o efluente passa por desinfecção, geralmente com o uso de cloro, eliminando patógenos antes de seu lançamento no corpo hídrico receptor — no caso, o Rio Verde. Todo o sistema é interligado por tubulações, conta com sala de controle operacional, e possui uma área específica para o tratamento e desaguamento do lodo, feita com filtro prensa. Figura 2 – Fluxograma da Estação de tratamento de efluentes (ETE) do EAD Center Shopping 6. Gerenciamento de resíduos sólidos e lodo gerados na ETE do EAD Center Shopping O gerenciamento dos resíduos sólidos e do lodo gerado na ETE do EAD Center Shopping é realizado com base nos princípios da responsabilidade ambiental e da destinação adequada. Os resíduos sólidos removidos durante o pré-tratamento — como plásticos, papeis, areia e materiais flutuantes — são coletados e armazenados temporariamente em caçambas localizadas em área coberta e segura. Esses resíduos são, então, encaminhados a empresas licenciadas para destinação final adequada, como aterros sanitários ou centros de triagem e tratamento. O lodo primário e o lodo biológico excedente, gerados nas etapas de decantação, são encaminhados para o sistema de desaguamento por filtro prensa, onde ocorre a separação da parte líquida e sólida. O líquido resultante do processo retorna ao início do tratamento, contribuindo para a economia de água e o reaproveitamento do sistema. Já o lodo desidratado é armazenado temporariamente em recipientes apropriados e, posteriormente, transportado por veículo licenciado para aterro industrial ou coprocessamento em fornos de cimento, conforme normas ambientais vigentes. Esse gerenciamento adequado visa minimizar os impactos ambientais e garantir o cumprimento das exigências legais para o funcionamento da ETE. 7. Referências BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Diário Oficial da União, Brasília, 18 mar. 2005. CETESB. Manual de Gerenciamento de Estações de Tratamento de Esgoto. São Paulo: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 2011. SABESP. Tratamento de Esgotos. Disponível em: https://www.sabesp.com.br. Acesso em: 04 fev. 2026. ANA – Agência Nacional de Águas. Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Verde. Brasília: ANA, 2020. ABNT NBR 10004:2004. Resíduos sólidos – Classificação. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2004. 1 EAD Center: Escolhas conscientes, resultados sustentáveis. www.eadcenter.com.br image1.jpeg image2.png image3.jpeg image4.png image5.png image6.jpeg image7.png image8.png