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DIREITO DO CONSUMIDOR 
por Concu rsei ro Fora da Caixa 
RESUMO 
Direito do Consumidor 
C o n c u r s e i r o F o r a d a C a i x a 
concurseiroforadacaixa.com.br | 01 
Sumário 
Dos Direitos do Consumidor ......................................................................................................................................................... 2 
Disposições Gerais ....................................................................................................................................................................................... 2 
Política Nacional de Relações de Consumo (PNRC) ................................................................................................................................ 2 
Objetivos da PNRC ................................................................................................................................................................................... 2 
Instrumentos da PNRC ............................................................................................................................................................................ 2 
Princípios da PNRC .................................................................................................................................................................................. 3 
Direitos Básicos do Consumidor ................................................................................................................................................................ 4 
Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos ...................................................................................... 5 
Responsabilidade por Vício e por Fato do Produto ou Serviço .......................................................................................................... 5 
Decadência e Prescrição .......................................................................................................................................................................... 6 
Desconsideração da Personalidade Jurídica ........................................................................................................................................ 7 
Práticas Comerciais ..................................................................................................................................................................................... 7 
Disposições Gerais ................................................................................................................................................................................... 7 
Oferta ......................................................................................................................................................................................................... 7 
Publicidade ............................................................................................................................................................................................... 8 
Práticas Abusivas ..................................................................................................................................................................................... 8 
Cobrança de Dívidas ................................................................................................................................................................................ 9 
Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores .................................................................................................................................. 9 
Proteção Contratual .................................................................................................................................................................................... 9 
Disposições Gerais ................................................................................................................................................................................... 9 
Cláusulas Abusivas .................................................................................................................................................................................. 9 
Dos Contratos de Adesão ...................................................................................................................................................................... 11 
Sanções Administrativas .......................................................................................................................................................................... 11 
Da Defesa do Consumidor em Juízo........................................................................................................................................... 12 
Disposições Gerais ..................................................................................................................................................................................... 12 
Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços .................................................................................................... 13 
Coisa Julgada .............................................................................................................................................................................................. 13 
Da Convenção Coletiva de Consumo ......................................................................................................................................... 13 
Principais Súmulas de Direito do Consumidor ......................................................................................................................... 14 
Extra – Exercícios (TEC) ............................................................................................................................................................. 15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR 
DIS POS I ÇÕ ES G ER AI S 
 
PO LÍTI CA N A CIO NA L DE R EL A ÇÕ ES DE CONSU MO (PN R C) 
OBJE TIVO S DA P NR C 
Objetivos da PNRC (art. 4º, caput): 
1. Atendimento das necessidades dos consumidores 
2. Respeito à sua dignidade, saúde e segurança 
3. Proteção de seus interesses econômicos 
4. Melhoria da sua qualidade de vida 
5. Transparência e harmonia das relações de consumo 
 
INSTR UM ENT OS DA PNR C 
Conforme o art. 5º, o Poder Público contará com os seguintes instrumentos para execução da PNRC: 
 Manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor CARENTE 
 Concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor 
 Instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do MP 
 Criação de delegacias de polícia especializadas para atender vítimas de infrações penais de consumo 
 Criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo 
 Instituição de núcleos de conciliação e mediação de conflitos oriundos de superendividamento. 
 
Instituição de mecanismos de prevenção e tratamento extrajudicial e judicial do superendividamento e de proteção 
do consumidor pessoa natural 
DEFINIÇÕES
Consumidor (art. 2º)
Toda PF ou PJ que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.
Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que
haja intervindo nas relações de consumo.
Fornecedor (art. 3º, caput)
Toda PF ou PJ, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes
despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação,
construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização.Produto (art. 3º, §1º)
Qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial
Serviço (art. 3º, §2º)
Qualquer atividade fornecida no mercado, mediante remuneração, inclusive de
natureza bancária, financeira, crédito e securitária, SALVO as relações trabalhistas.
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PRI N CÍPI OS DA PNR C 
Princípios da PNRC (art. 4º, incisos): 
 Racionalização e melhoria dos serviços públicos 
 Estudo constante das modificações do mercado de consumo 
 Coibição e repressão de abusos, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de 
inventos, criações, nomes e signos, que possam causar prejuízos aos consumidores 
 Reconhecimento da VULNERABILIDADE1 do consumidor no mercado de consumo 
 Educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres 
 Fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores 
 Prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social do consumidor 
 Incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, 
assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo 
 Harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor 
com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, sempre com base na boa-fé e equilíbrio. 
 Ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: 
a) Por iniciativa direta 
b) Por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas 
c) Pela presença do Estado no mercado de consumo 
d) Pela garantia dos produtos e serviços com padrões de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho 
 
 
1Em relação à VULNERABILIDADE do consumidor, o STJ a divide em quatro tipos: 
1. Técnica: consumidor não possuis conhecimentos específicos sobre produto ou serviço. 
2. Jurídica / Científica: falta de conhecimento jurídico, contábil, econômico, matemático-financeiro. 
3. Econômica / Fática: vulnerabilidade real diante do parceiro contratual. Posição de superioridade. 
4. Informacional: dados insuficientes sobre o produto ou serviço capazes de influencia o processo de compra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAIS COBRADOS 
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DI REI TOS B ÁSI COS DO CON SUM I DO R 
São direitos básicos do consumidor (art. 6º): 
 
 
Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão SOLIDARIAMENTE pela reparação dos danos previstos nas normas de 
consumo (art. 7º, §único). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D
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Informação adequada e clara, com especificações corretas, bem como sobre os riscos que apresentem
Efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos
Acesso aos órgãos judiciários e adm., assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos
necessitados
Facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no
processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente
Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como
contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços
Modificação das cláusulas que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão por fatos
supervenientes que as tornem excessivamente onerosas
Proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e
serviços considerados perigosos ou nocivos
Educação e divulgação sobre o consumo adequado
Adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
Garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e tratamento do
superendividamento, preservado o mínimo existencial, por meio da revisão e da repactuação da dívida
Preservação do mínimo existencial, nos termos da regulamentação, na repactuação de dívidas e na concessão
de crédito
Informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, por litro, por metro ou
por outra unidade, conforme o caso.
M
A
IS CO
BR
A
D
O
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QUALI DADE DE P RO DU TOS E SE RVI ÇOS, DA PR EV EN ÇÃO E DA RE PAR AÇÃO DOS DANO S 
RES PON SA BIL I DA DE PO R VÍ CIO E PO R FATO DO P RO DU TO OU SE RVI ÇO 
VÍCIO FATO 
É a INADEQUAÇÃO do produto ou serviço para os fins a 
que se destina. Trata-se de falha ou deficiência que 
compromete aspectos como quantidade, qualidade, etc. 
 
Está relacionado às circunstâncias que geram 
INSEGURANÇA do produto ou serviço. Tem relação com o 
acidente de consumo, também denominado defeito. 
Atinge o produto / serviço em si (intrínseco) Atinge o consumidor ou terceiro (extrínseco) 
Sujeito ao prazo DECADENCIAL (30 ou 90 dias) Sujeito ao prazo PRESCRICIONAL (5 anos) 
Responsabilidade do comerciante: SOLIDÁRIA Responsabilidade do comerciante: SUBSIDIÁRIA 
Exemplo: João compra um veículo com problemas no 
motor de partida. 
 
Exemplo: o veículo tem vazamento de óleo, que provoca 
superaquecimento com posterior incêndio, matando João. 
 
FATO 
 
No caso de PRODUTOS: 
 
 
 
O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar (art. 12. §3°): 
1. Que NÃO colocou o produto no mercado 
2. Que, embora haja colocado o produto no mercado, o DEFEITO INEXISTE 
3. Culpa EXCLUSIVA do consumidor ou de terceiro 
Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, 
segundo sua participação na causação do evento danoso (art. 13, §único). 
 
Para SERVIÇOS: 
• O fornecedor de serviços responde de forma OBJETIVA (art. 14, caput) 
• Responsabilidade pessoal dos profissionais liberais é SUBJETIVA (art. 14, §4º) 
• O fornecedor só não será responsabilizado quando provar (art. 14. §3°) 
1) Que, tendo prestado o serviço, o defeito INEXISTE 
2) Culpa EXCLUSIVA do consumidor ou de terceiro 
 
 
 
 
 
Fabricante, produtor, construtor e importador
Responsabilidade 
SOLIDÁRIA e OBJETIVA (art. 12)
Comerciante
Responsabilidade 
SUBSIDIÁRIA (art. 13)
Consumidor
Qualquer vítima do 
evento (art. 17)
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VÍCIO 
 
No caso de PRODUTOS: 
• A responsabilidade é SOLIDÁRIA entre todos os fornecedores, inclusive comerciante (art. 18, caput) 
• Não sendo o vício sanado em 30 dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha (art. 18, §1º): 
1) SUBSTITUIÇÃO do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso 
2) RESTITUIÇÃO imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos 
3) ABATIMENTO proporcional do preço 
 
Para SERVIÇOS: 
O fornecedor de serviços responde pelos vícios, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha(art. 20): 
1) REEXECUÇÃO dos serviços, sem custo adicional e quando cabível (por conta e risco do fornecedor - §1º) 
2) RESTITUIÇÃO imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos 
3) ABATIMENTO proporcional do preço 
DE CADÊN CI A E P RE SCRI ÇÃO 
Decadência (art. 26): 
 
Tipo de produto 
ou serviço 
Prazo 
Início da contagem 
Vícios aparentes ou de fácil constatação Vícios ocultos 
DURÁVEL 90 
dias Entrega efetiva do produto ou do término 
da execução dos serviços 
No momento em que ficar 
evidenciado o defeito 
NÃO DURÁVEL 30 
dias 
 
Obstam (impedem) a decadência: 
1. Instauração de inquérito CIVIL, até seu encerramento. 
2. RECLAMAÇÃO comprovadamente formulada até a resposta negativa, que deve ocorrer de forma inequívoca. 
 
Prescrição (art. 27): 
 
5 
anos 
Prazo para a pretensão à reparação pelos danos causados por FATO do produto ou do serviço, iniciando-se a 
contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. 
 
STJ (REsp 1.948.463): O policial militar é equiparado a consumidor em casos de acidente com arma de fogo 
defeituosa, aplicando-se o prazo prescricional quinquenal do Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
 
 
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DES CON SI DE RA ÇÃO DA P E RSON ALI DA DE JU RÍ DI CA 
JUIZ poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver (art. 28): 
1. Abuso de direito 
2. Excesso de poder 
3. Infração da lei 
4. Fato ou ato ilícito 
5. Violação dos estatutos ou contrato social 
6. Falência, insolvência, encerramento ou inatividade da PJ por má administração 
7. Obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores 
Para a desconsideração da personalidade jurídica, temos duas teorias: 
Teoria Maior ou Subjetiva (art. 50, Código Civil) 
Para a desconsideração exige-se 2 requisitos: 
1. Abuso de Personalidade (desvio ou confusão) 
2. Prejuízo ao credor 
X 
Teoria Menor ou Objetiva (art. 28, §5º do CDC) 
Exige-se apenas 1 requisito, qual seja: 
1. Prejuízo ao credor (consumidor) 
 
Outros pontos importantes: 
o Sociedades integrantes de grupos e controladas: SUBSIDIARIAMNETE responsáveis 
o Sociedades consorciadas: SOLIDARIAMENTE responsáveis 
o Sociedades coligadas: só responderão por CULPA 
PR ÁTI CAS COM ER CI AIS 
DIS POS I ÇÕ ES G ER AI S 
 Equiparam-se a consumidores TODAS as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas (art. 29) 
 Fornecedor é SOLIDARIAMENTE responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos (art. 34) 
OFERT A 
Informações 
 
 Toda informação ou publicidade suficiente precisa OBRIGA o fornecedor a dela se utilizar e integra o contrato (art. 30) 
 A oferta deve conter informações corretas, claras e precisas, em português, sobre as características e riscos (art. 31) 
 No caso de produtos refrigerados, as informações deverão ser indeléveis = não se apagam (art. 31, §único) 
Peças de Reposição 
 
Enquanto houver fabricação / importação do produto, deve-se assegurar a oferta de componentes e peças de reposição. Ainda 
que CESSADA, a oferta deve ser mantida por tempo razoável (art. 32 cc §único). 
 
 
 
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PUB LI CI DADE 
 
 O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina (art. 38). 
 PROIBIDA a publicidade por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor (art. 33, §único). 
PR ÁTI CAS AB USIV AS 
 
Publicidade 
Ilícita
ENGANOSA (art. 37, §§ 1º e 3º)
Publicidade, inteira ou parcialmente FALSA, ou, mesmo por omissão, capaz de induzir
em ERRO a respeito de quaisquer dados sobre produtos e serviços. Também é
enganosa quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
ABUSIVA (art. 37, §2º)
Dentre outras a publicidade:
1. Discriminatória de qualquer natureza
2. Incite à violência,
3. Explore o medo ou a superstição
4. Se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança
5. Desrespeita valores ambientais
6. Induz o consumidor a comportamento prejudicial à sua saúde / segurança
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9)
Condicionar o fornecimento ao fornecimento de outro, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos
Recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e,
ainda, de conformidade com os usos e costumes
Enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto / fornecer serviço. Se enviado, será
considerado como amostra grátis, sem obrigação de pagamento.
Prevalecer-se da fraqueza ou ignorância, tendo em vista idade, saúde, conhecimento ou condição social
Exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva
Executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as
decorrentes de práticas anteriores entre as partes
Repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos
Colocar, no mercado, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas técnicas específicas ou da
ABNT ou entidade credenciada no Conmetro
Recusar a venda, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os
casos de intermediação regulados em leis especiais
Elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços
Deixar de estipular prazo para cumprir obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério
Aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido.
Permitir o ingresso em estabelecimentos de um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade
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CO BR AN ÇA DE DÍV I DAS 
 
Consumidor NÃO será exposto ao ridículo, nem submetido a constrangimento ou ameaça (art. 42). Se 
cobrado em quantia indevida, ele tem direito à repetição de indébito, por valor igual a 2x o excesso + 
correção monetária + juros, SALVO engano justificável (§único). 
BAN COS DE DA DOS E CA DAST RO S DE CO NSUMI DOR ES 
O consumidor terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados 
sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes (art. 43). 
1. Cadastros e dados não podem conter informações negativas relativas a período superior a 5 anos. 
2. Abertura de cadastro / ficha deverá ser comunicada por escrito1 ao consumidor, quando não solicitada por ele. 
3. Havendo inexatidão, consumidor poderá exigir imediata correção. A correção será comunicada em 5 dias úteis aos 
destinatários das informações incorretas. 
 
4. Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são 
CONSIDERADOS entidades de caráter público. 
 
1STJ (REsp 2.158.450): É válida a comunicação escrita, conforme prevê o art. 43, § 2º, do CDC, enviada por carta ou e-mail, para 
fins de notificação do consumidor acerca da inscrição de seu nome em cadastro de inadimplentes, desde que os dados do 
consumidor sejam fornecidos pelo credor ao órgão mantenedor do cadastro de inadimplentes. 
 
 
Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serãofornecidas, 
pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou 
dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. 
 
PR OTE ÇÃO CONT R A TUA L 
DIS POS I ÇÕ ES G ER AI S 
 
Desistência do Contrato – Direito ao Arrependimento (art. 49) 
• Contratação ou fornecimento FORA do estabelecimento, especialmente por telefone ou a domicílio 
• Prazo de 7 dias a contar da assinatura ou ato de recebimento 
• Valores pagos durante o prazo de reflexão serão devolvidos de imediato, monetariamente atualizados 
 
Garantia Contratual (art. 50) 
o COMPLEMENTAR à garantia legal e será conferida mediante termo escrito 
o Termo deve ser padronizado e detalhar a forma, o prazo, o lugar, etc. do seu exercício 
CLÁ USU LAS A BUS IV AS 
 Qualquer consumidor pode requerer ao MP que ajuíze ação para declarar nulidade de cláusula abusiva (art. 51, §4º) 
 A nulidade de uma cláusula abusiva NÃO invalida o contrato, exceto se da sua ausência ocorrer ônus excessivo a uma 
das partes (art. 51, §2º) 
 
 
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São NULAS de pleno direto as cláusulas que (art. 51): 
 
 Subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga 
 Transfiram responsabilidades a terceiros 
 Estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor 
 Determinem a utilização compulsória de arbitragem 
 Imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor 
 Deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor 
 Permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral 
 Autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor 
 Obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação, sem que igual direito lhe seja conferido 
 Autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração 
 Infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais 
 Estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor 
 Possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias 
 Condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos órgãos do Judiciário 
 Estabeleçam obrigações iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam 
incompatíveis com a boa-fé ou a equidade 
 Impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios ou impliquem renúncia ou disposição 
de direitos. Nas relações entre o fornecedor e consumidor PJ, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis 
 Estabeleçam prazos de carência em caso de impontualidade das prestações mensais ou impeçam o restabelecimento 
integral dos direitos do consumidor e de seus meios de pagamento a partir da purgação da mora ou acordo com credores 
 
Outorga de Crédito ou Fornecimento de Financiamento (art. 52) 
 
Fornecedor deve informar previamente: 
1. Preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional 
2. Montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros 
3. Acréscimos legalmente previstos | MULTA de mora = máximo 2% do valor da prestação 
4. Soma total a pagar, com e sem financiamento 
5. Número e periodicidade das prestações | consumidor pode liquidar débito antecipadamente, com redução 
proporcional dos juros e acréscimos 
 
Parcelamento e Alienações Fiduciárias em Garantia (art. 53) 
 
É nula de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão 
do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. 
 
 
 
 
 
 
 
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DO S CO NTR AT OS DE A DE SÃ O 
 
Cláusulas aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo 
fornecedor, sem que o consumidor possa discuti-las ou modificá-las substancialmente (art. 54). 
• Inserção de cláusula no formulário NÃO desfigura a natureza de adesão 
• Admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao consumidor 
• Redigidos em termos claros e caractere ostensivos e legíveis 
• Cláusulas que impliquem limitação de direito deverão ser redigidas com destaque 
SAN ÇÕES ADMINIS T RAT IV AS 
A competência normativa relativa à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços é 
CONCORRENTE entre a União, os Estados e o DF (art. 55). 
Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem 
informações sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o segredo industrial (art. 55, §4º) 
 
Sanções Administrativas (art. 56) 
Serão aplicadas pela autoridade administrativa, PODENDO ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, 
antecedente ou incidente de procedimento administrativo. 
 
Sobre o produto / serviço 
1. Apreensão do produto 
2. Inutilização do produto 
3. Cassação do registro 
4. Proibição de fabricação 
5. Suspensão de fornecimento 
Sobre a empresa 
1. Multa 
2. Suspensão temporária de atividade 
3. Revogação de concessão ou permissão de uso 
4. Cassação de licença do estabelecimento ou de atividade 
5. Interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade 
6. Intervenção administrativa 
7. Imposição de contrapropaganda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DA DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO 
DIS POS I ÇÕ ES G ER AI S 
A defesa dos interesses e direitos poderá ser exercida INDIVIDUALMENTE ou a título COLETIVO (art. 81, caput). A defesa 
COLETIVA será exercida quando se tratar de interesses ou direitos (art. 81, §único): 
 
DIFUSOS 
Os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares 
pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. 
 
COLETIVOS 
Os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, 
categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica base. 
INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
Assim entendidos os decorrentes de origem comum. 
• MP, se não ajuizar, atuará sempre como fiscal da lei (art. 92) 
• Procedência do pedido: condenação genérica, fixando a responsabilidade do réu pelos danos (art. 95) 
• Execução: pode ser promovida pela vítima / sucessores e pelos legitimados no art. 82 9 (art. 97) 
• Competência para execução (art. 98, §2º): 
 Execução individual: Juízo da liquidação da sentença ou da ação condenatória 
 Execução coletiva: juízo da ação condenatória 
 
Legitimados CONCORRENTES para a defesa coletiva (art. 82): 
1. Ministério Público. 
2. União, Estados / DF e Municípios. 
3. Entidades e órgãos da Adm. Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados 
à defesa dos interesses e direitos protegidos pelo CDC (ex: Procon). 
 
4. Associações legalmente constituídas há pelo menos 1 ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos 
interesses e direitos protegidos pelo CDC, dispensada a autorização assemblear. 
 
Nas ações COLETIVAS (art. 87) 
o NÃO haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e outras despesas; 
o NÃO haverá condenaçãoda associação em honorários de advogados, custas e despesas, SALVO má-fé, caso em que a 
associação e os diretores responsáveis pela propositura responderão solidariamente por honorários + 10x as custas. 
 
Ações com objeto obrigação de FAZER ou NÃO FAZER (art. 84) 
o Juiz concederá tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente. 
o Para obtenção do resultado, juiz pode determinar medidas como busca e apreensão, remoção, requisição policial, etc. 
o Conversão em perdas e danos: SE optar o autor OU impossível tutela específica ou obtenção do resultado prático. 
o Indenização por perdas e danos: será feita sem prejuízo da multa. 
o LÍCITO ao juiz conceder tutela liminarmente ou após justificação prévia, podendo impor multa diária, 
independentemente de pedido do autor. 
NÃO induzem 
litispendência para 
as ações individuais. 
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AÇÕ ES DE R ES PONS ABI LI DA DE DO FO R NE CE DOR DE PR O DU TOS E SE RVI ÇOS 
 
A ação de responsabilidade civil do fornecedor PODERÁ ser proposta no domicílio do AUTOR (art. 101, I) 
 
O réu que houver contratado seguro de responsabilidade: 
 PODERÁ chamar ao processo o segurador 
× VEDADA a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do brasil (IRB) 
CO ISA JU LGA DA 
Nas AÇÕES COLETIVAS, a sentença fará coisa julgada (art. 103): 
 
 
DA CONVENÇÃO COLETIVA DE CONSUMO 
 
 
Convenção Coletiva: regula relações de consumo com objetivo de estabelecer condições de preço, 
qualidade, quantidade, garantia, reclamação e composição do conflito de consumo (art. 107). 
o Torna-se OBRIGATÓRIA a partir do registro do instrumento no cartório 
o SOMENTE obrigará os filiados às entidades signatárias 
o O fornecedor que se desligar da entidade após registro, NÃO se exime de cumpri-la. 
 
 
 
 
 
 
Coisa 
Julgada
ERGA OMNES
EXCETO se julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer
legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na
hipótese de interesses ou direitos DIFUSOS.
 Efeito da coisa julgada não prejudica interesses e direitos individuais
ULTRA PARTES
LIMITADAMENTE ao grupo, categoria ou classe, SALVO improcedência por insuficiência de
provas, nos termos do inciso anterior, quando interesses ou direitos COLETIVOS.
 Efeito da coisa julgada não prejudica interesses e direitos individuais
ERGA OMNES
APENAS no caso de PROCEDÊNCIA do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus
sucessores, na hipótese de interesses ou direitos INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS.
 Improcedência: interessados que não foram litisconsortes poderão propor ação individual.
Efeitos não beneficiam autores das ações individuais, se não for requerida sua suspensão 
no prazo de 30 dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. 
 
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PRINCIPAIS SÚMULAS DE DIREITO DO CONSUMIDOR 
 
 
As súmulas se restringem àquelas aprovadas pelo STJ, não sendo encontradas súmulas relevantes 
exaradas pelo STF. 
 
Súmula 130: A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu 
estacionamento. 
Súmula 286: A renegociação de contrato bancário ou a confissão da dívida não impede a possibilidade de discussão sobre 
eventuais ilegalidades dos contratos anteriores. 
Súmula 297: O CDC é aplicável às instituições financeiras. 
Súmula 302: É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado. 
Súmula 322: Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em conta corrente, não se exige a prova do 
erro. 
Súmula 323: A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito por até o prazo máximo 
de cinco anos, independentemente da prescrição da execução. 
Súmula 356: É legítima a cobrança da tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa. 
Súmula 359: Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a notificação do devedor antes de proceder à 
inscrição. 
Súmula 381: Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas. 
Súmula 385: Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito não cabe indenização por dano moral, quando 
preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. 
Súmula 404: É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu 
nome em bancos de dados e cadastros. 
Súmula 407: É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de usuários e as faixas de consumo. 
Súmula 412: A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional do Código Civil. 
Súmula 469: Aplica-se o CDC aos contratos de plano de saúde. 
Súmula 477: A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos sobre cobrança 
de taxas, tarifas e encargos bancários. 
Súmula 479: As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraude 
e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias. 
Súmula 532: Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do 
consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa. 
Súmula 543: Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda de imóvel submetido ao CDC, deve ocorrer 
a imediata restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador – integralmente, em caso de culpa exclusiva do 
promitente vendedor/construtor, ou parcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento. 
Súmula 548: Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de inadimplentes no prazo 
de 5 dias úteis, a partir do integral e efetivo pagamento do débito. 
Súmula 563: O CDC é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não incidindo nos contratos 
previdenciários celebrados com entidades fechadas. 
Súmula 595: As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos danos suportados pelo aluno/consumidor 
pela realização de curso não reconhecido pelo MEC, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação. 
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Súmula 597: A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para utilização dos serviços de assistência médica 
nas situações de emergência ou de urgência é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24h contado da data 
da contratação. 
Súmula 601: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais 
homogêneos dos consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público. 
Súmula 602: O CDC é aplicável aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas. 
Súmula 608: Aplica-se o CDC aos contratos de plano de saúde, salvo os administrados por entidades de autogestão. 
Súmula 609: A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente, é ilícita se não houve a exigência de 
exames médicos prévios à contratação oua demonstração de má-fé do segurado. 
STJ (Súmula 675): É legítima a atuação dos órgãos de defesa do consumidor na aplicação de sanções administrativas 
previstas no CDC quando a conduta praticada ofender direito consumerista, o que não exclui nem inviabiliza a atuação do 
órgão ou entidade de controle quando a atividade é regulada. 
 
EXTRA – EXERCÍCIOS (TEC) 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2oJrA 
 
 
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