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Armbrust IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS ERP NO SETOR PÚBLICO: LIÇÕES APRENDIDAS COM O CASO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Brasília - DF 2019 Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação Autor: João Batista de Freitas Orientador: Prof. Dr. Eduardo Amadeu Dutra Moresi JOÃO BATISTA DE FREITAS IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS ERP NO SETOR PÚBLICO BRASILEIRO - LIÇÕES APRENDIDAS COM O CASO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação. Orientador: Prof. Dr. Eduardo Amadeu Dutra Moresi Brasília 2019 DEDICATÓRIA À DEUS, a melhor herança deixada por meus pais, a minha querida esposa Mônica, as minhas filhas, vocês completam minha felicidade. E meus pais (Jefferson e Maria Aparecida, Carlos e Niusdete) vocês são muito importantes para mim. AGRADECIMENTOS Não teria sido possível escrever esta dissertação de mestrado sem a ajuda e apoio das pessoas tão gentis a minha volta. No entanto, eu creio que o Deus Todo- Poderoso esteve comigo durante a minha caminhada. Sou muito grato à Mônica, minha querida esposa, que me deu grande apoio, me encorajou e com muito amor teve paciência e compreensão durante todo o tempo que o mestrado exigiu, e às minhas filhas Beatriz e Letícia. Meus sinceros agradecimentos. Ao meu orientador, professor Dr. Eduardo Amadeu Dutra Moresi, pela orientação valiosa, que além de me dar autonomia, também abriu um horizonte de novas perspectivas do conhecimento, pelo que sou muito grato. Gostaria de agradecer à Universidade Católica de Brasília e ao Programa de Pós-graduação pela assistência durante todo o mestrado. Além disso, sou grato ao pessoal acadêmico, administrativo e colegas de sala de aula. A Caixa Econômica Federal, essa nobre instituição, nas pessoas de seus gestores, pela oportunidade de realização dessa pesquisa e estudo de caso. Destaco as valiosas contribuições que recebi diretamente dos gestores Elói Donizete, Evandro Avellar, Gilberto Cavalim, Guilherme Ribeiro, Helena Kaminsk e o Victor André. Não poderia deixar de agradecer os demais colegas da CAIXA e da Capgemini, especialmente aos envolvidos neste projeto, ora pela contribuição preciosa na realização da pesquisa ora por compartilhar seus conhecimentos durante o tempo que trabalhamos juntos, meu muito obrigado. RESUMO Referência: FREITAS, João Batista de. Implantação de Sistemas ERP no Setor Público Brasileiro - Lições aprendidas com o caso da Caixa Econômica Federal. 2019. 157f. Dissertação (Mestrado) em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação - Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília, DF, 2019. Os sistemas Enterprise Resource Planning (ERP) e os diferentes impactos causados pela sua implantação têm tido um espaço significativo na literatura. No entanto, grande parte das publicações que tratam das implicações, benefícios e problemas decorrentes da incorporação dos ERP’s abordam exaustivamente as empresas do setor privado, os quais estudam quase sempre a fase de implementação, mas não é tão significativa a quantidade de estudos que exploram a fase de pós-implantação. Com a crescente migração das organizações públicas na utilização dessas soluções, bem como o evidente interesse comercial dos fornecedores de aplicações empresariais nesse setor, entende-se a grande importância de aumentar o conhecimento sobre esse assunto. O estudo teve como objetivo descrever as dimensões que podem influenciar o processo de estabilização da implementação do sistema de gestão empresarial numa grande instituição financeira do setor público brasileiro, tomando por base o modelo Technology, Organization and Environment (TOE), que explicam a adoção e a implementação de uma inovação tecnológica por parte das organizações em três perspectivas: o contexto tecnológico, o contexto organizacional e o contexto ambiental. A pesquisa foi conduzida de maneira a responder à seguinte questão: Como está ocorrendo a fase de pós-implantação do sistema ERP em uma instituição financeira pública e quais dimensões podem influenciar a sua estabilização? Utilizando a estratégia de pesquisa estudo de caso de uma implementação de larga escala de um ERP no setor público, o Projeto CAIXA/GEPEM, analisou-se as dimensões inerentes da sua estabilização, para obtenção de conhecimento mais aprofundado a respeito. Como resultados, o estudo identificou, em que grau as dimensões estabelecidas influenciaram a estabilização do sistema na fase de pós-implantação, quais variáveis chancelaram maior ou menor nível de qualidade ao projeto como um todo e por fim constatou os benefícios envolvendo a organização estudada. Palavras-chave: ERP (Enterprise Resource Planning). Pós-implantação. Setor público. ABSTRACT The Enterprise Resource Planning (ERP) systems and the different impacts caused by your their deployment have held an enormous place in the literature. However, most of of the publications dealing with the implications, benefits and problems of incorporating ERP systems address private sector firms, which almost always study the implementation phase, but the number of studies they explore is not a significant as the post-implantation phase of these systems. With the increasing migration of public organizations in the use of such systems, as well as the evident commercial interest of enterprise applications vendors in this sector, the great importance of increasing knowledge on this subject is understandable. The study aimed to describe the dimensions influencing the process of stabilization of the implementation of the business management system in a large financial institution of the Brazilian public sector, based on the model Technology, Organization and Environment (TOE), which explain the adoption and implementation of a technological innovation by organizations in three perspectives: the technological context, the organizational context and the environmental context. The research was conducted in order to answer the following question: How is the post-implantation phase of the ERP system in a public financial institution occurring and what dimensions can influence its stabilization? Using the research strategy case study of a large-scale implementation of an ERP system in the public sector, the CAIXA/GEPEM project analyzed the inherent dimensions of its stabilization, in order to obtain more in-depth knowledge about it. As a results, the study identified the extent to which the established dimensions influenced the stabilization of the system in the post-implantation phase, which variables had a higher or lower quality level to the project as a whole and, finally, verified the benefits involving the organization studied Keywords: ERP (Enterprise Resource Planning). Post-deployment. Public sector. https://en.wikipedia.org/wiki/Enterprise_application LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Distribuição por assuntos das dissertações selecionadas ..................................................... 24 Figura 2 - Distribuição das palavras chaves recuperadas da base Scopus. .......................................... 25 Figura 3 - Resultados bibliométricos da pesquisa bibliográfica na base Scopus ................................... 26 Figura 4 - Visualização da coocorrênciamais citadas, ele agrega conhecimento ao contexto dessa pesquisa. Os autores investigaram o impacto do ERP nas Organizações do Setor Público usando duas perspectivas da estrutura de medição de desempenho do Balanced Scorecard, a visão financeira e a visão do cliente. Evidências empíricas mostram que os usos do sistema ERP em órgãos públicos resultaram em um desempenho financeiro positivo e proporcionaram melhores serviços ao cidadão (FERNANDEZ;ZAINOL;AHMAD, 2017). 1.3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA As instituições públicas, seguindo a tendência mundial, estão adotando sistemas ERPs, não obstante ser uma decisão difícil e um desafio carregado de incertezas. Consideram que os riscos fazem parte do jogo como um todo e assim seguem suas estratégias de implantação. Esse contexto tem sido extensivamente estudado durante os últimos anos (ZHU et al., 2010). Como muitos projetos dessa natureza falharam por excederem os custos e os prazos estabelecidos ou por outros motivos, muitas implementações não conseguiram ser finalizadas com sucesso, os altos investimentos normalmente consumidos pelo projeto são alvo constante de dúvidas e críticas pela alta administração (MARNEWICK;LABUSCHAGNE, 2005;ESTEVES;CARVALHO;SANTOS, 2000). Este é um dos motivos pelo qual atualmente muitos projetos de implantação estão sendo feitos com maior rigor corporativo, com mais cuidado na definição de estrutura e gestão, de equipes internas, contando com profissionais cada vez mais conhecedores do negócio e de tecnologia da informação, com orçamentos flexíveis e austera seleção de consultorias e ou consultores externos. Dessa maneira, a jornada de implantação, que envolveu muitos recursos, tempo e desgaste, em muitos casos é finalizado depois de poucos anos, dependendo do volume e da complexidade de processos a serem contemplados, a maioria das adversidades foram vencidas, e a liberação em ambiente produtivo foi realizada. A partir desse ponto se inicia uma nova fase de interesse, não menos importante, mas igualmente desafiante, a fase de pós-implantação, onde se espera a estabilização do sistema implantado para obter os benefícios tão esperados, ou seja, ter ou utilizar o 32 ERP em pleno funcionamento, colhendo todos bons resultados que ele pode propiciar, como a aceleração continua da melhoria dos negócios (DOANE, 2012). É tarefa complexa estabilizar o ERP implantado, porque além de lidar com a grandeza das integrações envolvidas através de suas inúmeras operações empresariais, tem-se considerar uma série de adversidades relacionadas, como por exemplo, defeitos no software, erros de configurações, inserção de informações erradas, além de tratar as mudanças provocadas pelo mundo dos negócios, mudanças para atendimento de legislação, também tem que avaliar o represamento das melhorias paralisadas pela longa duração do programa, entre outros desafios oriundos da própria característica das organizações do setor público. Portanto, não se sabe ao certo, sob o ponto de vista da etapa de pós- implementação, que elementos podem contribuir para estabilizar com sucesso o sistema ERP (ZHU et al., 2010), sendo assim, foi formulado o problema de pesquisa: Como está ocorrendo a fase de pós-implantação do sistema ERP em uma instituição financeira pública e quais dimensões podem influenciar a sua estabilização? 1.4. OBJETIVOS 1.4.1. Objetivo Geral Esse trabalho teve como objetivo geral: descrever como está ocorrendo a pós-implantação do sistema ERP em uma instituição financeira pública federal e identificar quais dimensões condicionam a sua estabilização técnica-funcional. 1.4.2. Objetivos Específicos Foram elaborados os seguintes objetivos específicos: 1. Identificar, através de aspectos organizacionais, tecnológicos e externos, quais e como as dimensões relevantes contribuem ou dificultam a estabilização do sistema ERP implementado; 2. Verificar a percepção dos empregados de uma instituição pública em lidar com a estabilização do sistema ERP na fase de pós-implantação; 33 3. Analisar a percepção dos colaboradores externos contratados pela instituição financeira pública no projeto de implantação do sistema ERP na fase de pós-implantação; 4. Apontar a existência de práticas e padrões ocorridos na implantação que influenciaram a estabilização da fase de pós-implantação. 1.5. RELEVÂNCIA DO ESTUDO Como observado nos itens anteriores da revisão de literatura, os estudos que cobrem o tema implantação ERP em órgãos públicos são escassos na literatura cientifica e, portanto, este trabalho pretende contribuir neste sentido. A CAIXA é uma grande instituição pública, com mais de 87 mil empregados, com enorme relevância social e econômica e tem como responsabilidade a utilização racional e transparente dos recursos públicos, que mantem aplicando seus recursos sob os propósitos para os quais foi constituída (CAIXA, 2018a;CAIXA, 2017). O interesse da CAIXA pela utilização da ERP, como parte do escopo de um projeto maior, tem como propósito aumentar a eficiência, a responsividade, maior transparência, efetividade e, portanto, maior cuidado com a coisa pública. (CAPGEMINI, 2013). Este estudo será útil, uma vez que contêm informações e dados que podem servir de subsídio na avaliação da implantação de outras ferramentas ou até mesmo na ampliação do escopo de processos empresariais, aumentando, assim, as chances de sucesso de empreitadas semelhantes. Diversos estudos mostram que implantações de Sistemas ERP, podem aumentar a possibilidade de maior agilidade nas tomadas de decisão, maior integração de funcionários e informações para atividades críticas ou não, também a diminuição de custos, portanto, iniciativas como essas, que propositam a melhoria da eficiência dos processos em empresas da esfera pública acabam, indiretamente, beneficiando o cidadão (BORDIGNON, 2003; FERNANDEZ;ZAINOL;AHMAD, 2017). O projeto da aquisição e uso do sistema ERP na CAIXA foi concluído, mas caminho a ser percorrido para a sua estabilização técnica-operacional segue priorizado na agenda da instituição. Embora todo o cuidado que é realizado no processo de aquisição, implementação e uso do sistema ERP, complementado com estudos e profunda 34 análise por parte dos implementadores, manter a estabilização é desafiante aos órgãos da administração pública. Portanto identificar e compreender os fatores e conhecer as lições aprendidas pela experiência desse caso pode muito em seus efeitos auxiliar outras iniciativas correlatas, até mesmo outros órgãos da administração pública no entendimento da utilização do ERP, especialmente a partir do olhar na fase de pós-implementação. 1.6. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Esta dissertação está organizada em seis capítulos, da seguinte forma: O capítulo 1 – Introdução, apresenta uma contextualização do tema, traz um panorama do uso da tecnologia nas organizações, da implementação de Sistemas ERP em seus aspectos positivos e suas dificuldades, com destaque ao seu uso no setor público. Apresenta o problema de pesquisa, objetivos, bem como a relevância do assunto e pôr fim a revisão da literatura. O capítulo 2 - Referencial Teórico, vai apresentar os principais pressupostos teóricos utilizados como base para o desenvolvimento do presente trabalho. Primeiramente sintetiza acerca dos conceitos de Sistemas de Informação, depois conceitua-se os Sistemas ERP, trazendo inclusive um panorama histórico e os seus aspectos mais relevantes intersecionados com tema e por fim elaborou-se sobre o sistema ERP da empresa SAP. O capítulo 3 descreve o mapeamento da classificação da pesquisa, em termos da sua natureza, meio e fins. O protocolo de pesquisa, a escolha do método adotado, delimitação do universo e amostra dos dados. Neste capítulo são descritos ainda os instrumentos e processos de coletade dados, a técnica de análise, unidade de análise. O capítulo 4 apresenta o estudo de caso, onde é explorado especificamente a entidade objeto de análise, com a descrição da empresa contratada para o programa de implementação do sistema estudado e os detalhes do projeto, como o escopo, cronograma, equipe e metodologia de implantação utilizada. O capítulo 5 apresenta a análise dos dados obtidos, com uma análise descritiva e faz uma caracteriza da amostra selecionada, além de apresentar a frequência de todas as variáveis estudadas. 35 Por fim, o capítulo 6 apresenta as devidas conclusões do estudo e as principais constatações feitas, são referidas algumas limitações subjacentes aos mesmos e sugestões que possam orientar futuros trabalhos relacionados. 36 2. REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo apresenta-se as principais referências teóricas a qual se baseia este trabalho. Portanto, versa-se aqui sobre Sistemas de Informação, são conceituados os Sistemas ERP e posteriormente resume-se a respeito do Modelo TOE. E por fim, explora-se sobre a principal tecnologia que foi utilizada no projeto objeto deste estudo, o sistema SAP ERP. 2.1. SISTEMAS E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO De acordo com Houaiss (2001), complexo é definido como o conjunto, tomado como um todo mais ou menos coerente, cujos componentes funcionam entre si em numerosas relações de interdependência ou de subordinação, de apreensão muitas vezes difícil pelo intelecto e que geralmente apresentam diversos aspectos. Um sistema é um todo complexo, cujo funcionamento depende de suas partes e da interação entre essas partes. A definição de complexidade e a de um sistema demonstram que eles compartilham características semelhantes. A definição de um sistema implica que, em qualquer sistema, a complexidade é inata, o que é produzido como resultado da relação entre as várias partes (MOHLAKWANA, 2012). O próprio conceito de informação constitui o mais importante mecanismo de interação de uma organização com o seu meio. Por essa razão a organização tem necessidade de recolher, armazenar, processar e distribuir informação. Este fato permite-nos considerar a organização também como um Sistema de Informação (O’NEILL, 2008). Portanto as diferentes conceituações referentes aos sistemas de informação procedem da própria definição de sistema. De acordo com Bertalanffy (1977, p.84 apud VALENTE, 2004, p.17): “Um sistema pode ser definido como um complexo de elementos em interação.” Albertão (2005) conceitua sistema como sendo um conjunto de elementos ou mesmo de componentes que interagem entre si, na busca de um só objetivo, uma necessidade ou uma função específica, visando atender a missão da organização. Ainda em suas considerações, Albertão (2005) define Sistema de Informação como sendo uma série de elementos inter-relacionados, que dentro de uma certa 37 ordem, coletam (entrada), manipulam, armazenam (processamento) e disseminam (saídas) de dados e informações e ainda podem fornecer um feedback (retroalimentação). Tais informações são usadas para tomada de decisão, veja figura 7. Na perspectiva de gestão organizacional, um Sistema de Informação, pode ser definido como um conjunto de componentes inter-relacionados que trabalham juntos para coletar, processar, armazenar e distribuir informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, planejamento, a coordenação e o controle de uma organização (LAUDON, K.C.;LAUDON, J.P., 2007). Figura 6 - Componentes de um sistema de informação Fonte: (ALBERTÃO, 2005). É sabido que o avanço da tecnologia trouxe grandes mudanças na forma como as organizações conduzem seus negócios. Com o uso de sistemas de informação, a tomada de decisão e a gestão como um todo dentro das organizações ficaram muito mais fáceis. Portanto, o papel estratégico que a Tecnologia da Informação (TI), abarcando não só Sistemas de Informação, mas todas as suas arquiteturas, desempenha atualmente foi claramente percebido em diversos setores da economia, em países 38 desenvolvidos e em desenvolvimento, mesmo diante de tanta complexidade (PEPPARD;WARD, 2003; LAUDON, K.C.;LAUDON, J.P., 2007; LAURINDO, 2001). A TI está associada e é interdependente em relação a estratégia empresarial, fornecendo ferramentas para administrar os dados e informações, a transmissão de dados dentro e fora da empresa e a comunicação através das redes de computadores. Surge, então, novas formas de relacionamentos entre o meio envolvente e as organizações (COSTA, 2002; BARNABÉ, 2007). Assim, muitas empresas entenderam a importância e os impactos positivos nos negócios causados pelos “sistemas e tecnologias da informação”, terminologia mais utilizada para área de tecnologia ou computação, e passaram a investir na sua aquisição, implementação e manutenção (LAUDON, K.C.;LAUDON, J.P., 2007). No início dos anos de 1990, muitas organizações direcionaram significativos e volumosos recursos de investimentos no desenvolvimento de seus próprios sistemas integrados, quando paralelamente surgia na indústria as primeiras gerações de “sistemas empresariais” (SANTOS, 2013), termo mais aceito no mundo dos negócios. 2.2. ERP - OS SISTEMAS EMPRESARIAIS O termo ERP aparece pela primeira vez no início da década de 1990 introduzido inicialmente pelo Gartner Group, definido como uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma organização, possibilitando a automatização e o armazenamento de todas as informações de negócios num único sistema, garantindo a acessibilidade, a visibilidade e a consistência dos dados introduzidos no sistema (AZEVEDO, 2012). Os ERPs, que são um tipo de sistemas de informação ou soluções corporativas, são abrangentes e configuráveis, projetados para automatizar rotinas operacionais, integrar e compartilham informações na cadeia de processos dentro e através das áreas funcionais de uma organização, proporcionando uma visão compreensiva dos negócios a partir de uma única arquitetura de Tecnologia da Informação (COLANGELO FILHO, 2001), (KLAUS, ROSEMANN e GABLE, 2000), (ZHU et al., 2010), (SANTOS, 2013). 39 São muitos os fabricantes-fornecedores de sistemas ERP no mercado, os maiores são: SAP AG, Oracle, JD Edwards, PeopleSoft e Baan, SAGE, WorkDay, Infor, Microsoft (GARTNER, 2018;STATISTA, 2018). A figura 8 exibe um gráfico que mostra a distribuição do Market Share (por fornecedor) do mercado desse tipo de sistema corporativos no mundo. Um fato comum que ocorre nesse mercado é a junção de empresas fornecedoras de soluções de TI, por exemplo, a provedora PeopleSoft, importante empresa do ramo, adquiriu a empresa JD Edwards e mais recentemente, a Oracle adquiriu a PeopleSoft (Oracle, 2006). Em alguns casos as soluções de sistemas ERP das empresas absorvidas foram integradas, mas em outros, mantiveram-se individualizadas. Figura 7 - Participação do mercado de software ERP em todo o mundo, a partir de 2016. Fonte: (STATISTA, 2018). 2.2.1. Conceituação e Características dos Sistemas ERP Dado a sua complexa arquitetura técnica, com abrangência diversificada e de possibilidade de aplicação em diferentes industrias, para corporações pequenas, medias e grandes e sua evolução tecnológica no tempo, dificilmente teremos amplamente aceito um conceito definitivo e inquestionável do que seja um ERP – Enterprise Resources Planning (COLANGELO FILHO, 2001). 40 De maneira literal, a sigla ERP (Enterprise Resource Planning) significa “Planejamento dos Recursos Empresariais”. Todavia, essa tradução não está alinhada ao que um sistema ERP realmente é, ou que seja capaz de realizar. Outras denominações são bastantes conhecidas para esse termo, como Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, Sistemas de Gestão Empresarial ou Sistemas Integrados deGestão. No que diz respeito às funções de um Sistema ERP, Colangelo Filho (2001) sintetiza o que eles podem fazer às empresas: a) automatizar e integrar parcela substancial de seus processos de negócios, abrangendo finanças, controles, logística (suprimentos, fabricação e vendas) e recursos humanos, esquematizado (ver Quadro 5); b) compartilhar dados e uniformizar processos de negócios; c) produzir e utilizar informações em tempo real De acordo com Klaus, Rosemann e Gable (2000) o conceito de ERP pode ser visto sob três principais perspectivas: primeiro, ele é uma mercadoria, um produto na forma de software de computador. Em segundo lugar, e fundamentalmente, o ERP pode ser visto como um desenvolvimento que tem por objetivo o mapeamento de todos os processos e dados de uma empresa em uma estrutura integrativa abrangente. E terceiro, o sistema ERP pode ser visto como o elemento-chave de uma infraestrutura que fornece uma solução tecnológica para os negócios. O ERP também pode ser definido como sendo um software da categoria dos aplicativos de gerenciamento de negócios, normalmente um conjunto de aplicativos integrados, abrangentes e padronizados, que uma organização de qualquer tamanho e indústria pode usar para dar suporte, ou seja, coletar, armazenar, gerenciar e interpretar dados oriundos das diversas atividades operacionais corporativas (DAVENPORT, 1998; NICOLA, 1999;KLAUS, ROSEMANN; GABLE, 2000). Sistema Integrado de Gestão Empresarial também tem a finalidade organizar, padronizar e integrar as informações transacionais que circulam pelas organizações, segundo afirma Davenport (1998). O ERP tem a proposta de ofertar uma visão integrada e continuamente atualizada dos principais processos de negócios usando bancos de dados comuns mantidos por um sistema de gerenciamento de banco de dados. Os sistemas ERP rastreiam os recursos de negócios - caixa, matéria-prima, capacidade de produção - e 41 o status dos compromissos comerciais: pedidos, ordens de compra e folha de pagamento. Os aplicativos que compõem o sistema compartilham dados em vários departamentos (fabricação, compras, vendas, contabilidade, etc.) que fornecem os dados. O ERP facilita o fluxo de informações entre todas as funções de negócios e gerenciar as conexões com as partes interessadas externas. Quadro 5 - Áreas de aplicação dos Sistemas ERP Finanças e Controles Operações e Logísticas Recursos Humanos Contabilidade financeira Suprimentos Recrutamento e Seleção de Pessoal Contas a Pagar Administração de Materiais Treinamento Contas a Receber Gestão de Qualidade Benefícios Tesouraria Planejamento e Controle de produção Desenvolvimento de Pessoal Ativo Imobilizado Custos de produção Medicina e segurança do trabalho Orçamento Previsão de Vendas Remuneração (salários) Contabilidade gerencial Entrada de Pedidos Folha de Pagamentos Custos Faturamento Analise de Rentabilidade Fiscal Gestão de Projetos Fonte: (COLANGELO FILHO, 2001, p. 19). Para Gibson et al. (1999) os sistemas ERP são um complexo sistema de informação multidimensional e multitarefas que lideram a integração de TI nas organizações, os quais podem ser definidos como um conjunto integrado de programas que providenciam suporte às principais atividades organizacionais, como produção, logística, compras, finanças, contabilidade, controladoria, vendas, marketing e gestão de recursos humanos, apud (BARNABÉ, 2007). Já Blevis (1994) afirma que os sistemas ERP também podem ser conceituados como uma estrutura abrangente de planejamento e controle, que evoluiu ao longo de um período de trinta anos. Durante esse período, a tentativa e erro e o pensamento criativo dos inovadores desenvolveram lenta, mas progressivamente, a estrutura como a conhecemos hoje. A arquitetura de um sistema ERP é esquematizada na figura 8, mostra que o seu cerne é uma base de dados central que recebe e fornece dados na forma de 42 registros oriundas de diversas funcionalidades que suportam as mais variadas operações de uma organização (DAVENPORT, 1998). Na última citação, o autor reforça o aspecto essencial que caracteriza os ERPs, o banco de dados único e centralizado, por meio do qual as diversas áreas da empresa compartilham as informações. Veja figura 9. Figura 8 - Arquitetura funcional de um sistema ERP Fonte: (DAVENPORT, 1998). A figura 10 fornece uma outra visão do ERP, onde está descrita as principais funcionalidades mais comuns existentes em uma organização. A quantidade e a denominação de cada módulo ou componente do sistema, poder evidentemente variar (SHEHAB;SHARP;SUPRAMANIAM, 2004). 43 Figura 9 - Módulos funcionais de um sistema ERP Fonte: (SHEHAB, SHARP e SUPRAMANIAM, 2004). Em termos de abrangência, a maioria dos aspectos das necessidades de informação de uma organização são compreendidos pelos sistemas integrados ERP. No entanto, as organizações necessitam entender e organizar os seus processos de negócios antes de procederem à sua implementação (DAVENPORT, 1998). A padronização e a automatização de processos são as duas das razões mais proeminentes para a adopção de sistemas ERP. Atravessando a empresa, automatizam e estruturam um processo de negócio organizacional, proporcionando modelos de referência de processos, conferindo-lhes a capacidade para disseminar informação em tempo-real, podendo assim melhorar substancialmente o processo de tomada de decisão (KUMAR;HILLEGERSBERG, 2000;O’LEARY, 2000; KLAUS et al., 2000; BINGI et al., 1999) apud (BARNABÉ, 2007). As principais características desses sistemas são, primeiro lugar a integração dos dados em tempo real, disponibilizado as informações para toda a empresa, 44 segundo a adaptabilidade, que é explorada por meio de processos de configuração e por último a utilização de um único banco de dados (COLANGELO FILHO, 2001). De Souza e Zwicker (2000, p. 12) relata diversas características dos sistemas ERP, que podem inclusive diferencia-los dos outros tipos de sistemas comerciais e também dos sistemas desenvolvidos internamente nas organizações, que são: • Sistemas ERP são software comerciais; • Sistemas ERP são desenvolvidos a partir de modelos-padrão de processos; • Sistemas ERP são integrados; • Sistemas ERP têm grande abrangência funcional; • Sistemas ERP utilizam um único banco de dados e • Sistemas ERP requerem procedimentos de ajuste. O referido autor aponta que essas características são importantes para a avaliação dos benefícios e das dificuldades relacionados com a utilização dos sistemas ERP e com os aspectos relativos ao sucesso de sua implementação. Na perspectiva da primeira característica, a utilização de pacotes comerciais tem sido adotada pelas empresas em alternativa ao desenvolvimento interno, especialmente por ser mais viável em termos de dos prazos, comumente mais extensos e custos mais altos (SOUZA;ZWICKER, 2000). Os ERPs são projetados a partir de modelos-padrão de processos de negócios com objetivos claros de atender os requisitos de negócios de um maior número possível de empresas, de forma a conseguir o ganho de escala em seu desenvolvimento. As fabricantes fazem isto por meio da experiência acumulada no histórico de implementações realizadas (SOUZA; ZWICKER, 2000). A dificuldade decorrente da utilização do modelo-padrão ou best practices (melhores práticas), termo utilizado pela comunidade que envolve os fabricantes, fornecedores revendedores e consultores de sistemas ERP, reside no fato de que, conforme acentua Davenport (1998) a definição do que é “melhor” ser definida pelo fabricante e não pelo cliente que esta implantando a ferramenta. Esse fato por si só pode desencadear situações nas quais os pressupostos do próprio sistema acabem indo de encontro aos interesses da empresa. Então, o sistema, ao invés decontribuir com os propósitos da organização, pode impedi-la de atuar de acordo com as práticas próprias do seu ramo de atuação, conforme citado por Valente (2004). 45 Keller e Teufel (1998, p. 809) já comentava a respeito da integração contida no sistema ERP, que eles chamavam à época de Integrated Information System, diziam que o “Sistema Integrado de Informação [...] que, numa estrutura definida, permite centralizar e organizar a estrutura de uma empresa”. 2.2.2. Panorama histórico do ERP Albertão (2005, p. 17) afirma que: As raízes do ERP, que é uma nova filosofia de administração de empresas, estão centradas no M.R.P. (Material Requirements Planning) e no M.R.P. II (Manufacturing Resources Planning) [...] processo com o qual a empresa enxerga seu negócio e interage com o mercado. [...] o sistema MRP deixou de atender somente aos cálculos de necessidades de materiais, passando a ter a abrangência também sobre os recursos de manufatura. Na década de 1960, Jacobs e Weston (2007, p. 358) defenderam que, o custo era o principal fator de competitividade entre as organizações, o que resultava em estratégias de fabricação focadas na produção de alta escala além das condições econômicas estáveis. A introdução desses sistemas do tipo reabastecimento informatizado (ROP) criou um ambiente propício para o desenvolvimento de sistemas do tipo Planejamento e Controle de Produção (MPC) que atuava nesse contexto de controle de custos. O aparecimento de novas linguagens de programação, com destaque à linguagem COBOL (Common Business Oriented Language) que surgiu em meados de 1961 de uma reunião de vários fabricantes de computadores (IBM, BURROUGHS, RCA, UNIVAC e GE) com apoio do DOD (Departamento de Defesa Americano) facilitou a criação de aplicações comerciais para suportar a expansão econômica e a disseminação computacional (CARVALHO, 1991). No final dos anos 1960 surge os sistemas MRP (Material Requirement Planning), que eram sistemas de controle de estoque e produção, apropriados para apoiar o planejamento da manufatura, calculando a quantidade de um determinado tipo de material necessário, utilizando como base a quantidade de pedidos realizados e previstos na empresa. Na época, essas aplicações comerciais eram o que se tinha de mais moderno para planejamento e programação de manufatura complexa. Versões anteriores de sistemas de PCP computadorizados (por exemplo, o sistema de controle de produção https://pt.wikipedia.org/wiki/Material_Requirement_Planning https://pt.wikipedia.org/wiki/Material_Requirement_Planning 46 e inventário "IBM PICS") usaram o único meio de armazenamento disponível em grande escala - fita magnética (JACOBS;WESTON, 2007). Um modelo para o desenvolvimento de um sistema de informações integrado foi proposto em 1969, mas não foi possível viabilizar a construção um sistema com as características do ERP, que atendesse a amplitude organizacional, baseado nesse flamework devido ao formato do mercado comercial e a complexidade técnica associada, que exigia avançados recursos tecnológicos à época (BLUMENTHAL, 1969;SANTOS, 2013). Seguindo a linha evolutiva, a década de 1980 marcou o início das redes de computadores ligadas a servidores – mais baratos e fáceis de usar que os mainframes – e a revolução nas atividades de gerenciamento de produção e logística. O MRP se transformou em MRP II (que significava Manufacturing Resource Planning ou planejamento dos recursos de manufatura), que agora também controlava outras atividades como mão-de-obra e maquinário. Os sistemas MRP II evoluíram, passaram a executar além das funções de planejamento de produção e controle de estoque, começaram a atender o processo financeiro, orçamentário e de custo global. A estes foram adicionadas novas funções de controle de produtos vendidos e sua distribuição. Estes sistemas não totalmente integrados, propiciando uma proliferação de programas de contabilidade, folha de pagamento, fluxo de caixa, administração de projetos, contas a receber, contas a pagar, entre outros (ALBERTÃO, 2005). Na prática, o MRP II já poderia ser chamado de ERP pela abrangência de controles e gerenciamento. Porém, não se sabe ao certo quando o conjunto de sistemas ganhou essa denominação. O próximo passo, já na década de 1980, serviu tanto para agilizar os processos quanto para estabelecer comunicação entre essas “ilhas” departamentais. Foram então agregados ao ERP novos sistemas, também conhecidos como módulos do pacote de gestão. As áreas contempladas seriam as de finanças, compras e vendas e recursos humanos, entre outras, ou seja, setores com uma conotação administrativa e de apoio à produção ingressaram na era da automação. Portanto o sistema ERP evoluiu para um sistema de informação com características próprias, também chamados de pacotes comerciais, com centenas de transações técnicas-comerciais pré-configuradas, que trazem um conjunto de funcionalidades padronizadas e carregam milhares de programas e relatórios prontos https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1980 https://pt.wikipedia.org/wiki/Rede https://pt.wikipedia.org/wiki/Computador https://pt.wikipedia.org/wiki/Servidor https://pt.wikipedia.org/wiki/Mainframe https://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica https://pt.wikipedia.org/wiki/MRP https://pt.wikipedia.org/wiki/MRP_II https://pt.wikipedia.org/wiki/Manufatura https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3o-de-obra https://pt.wikipedia.org/wiki/MRP_II https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1980 https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%B3dulo_de_um_sistema https://pt.wikipedia.org/wiki/Recursos_Humanos https://pt.wikipedia.org/wiki/Automa%C3%A7%C3%A3o 47 para utilizar (DAVENPORT, 1998). Na figura xx observa-se a evolução das aplicações corporativas sob o ponto de vista Com a utilização de um sistema ERP é possível gerenciar quase todas as transações de forma integrada e não repetitivas em tempo real, ou seja, após o input de informações, por exemplo pelo setor comercial, o mesmo dispara necessidades de compra e produção, podendo utilizar ferramentas de workflow, além de informações pertinentes a várias áreas da empresa, como compras, vendas, estoque, finanças, contabilidade, custos entre outros. Um sistema dito ERP tem a pretensão de suportar todas as necessidades de informação para a tomada de decisão gerencial de um empreendimento como um todo, ou seja, tendo em vista um sistema ERP bem estruturado facilita o monitoramento da gestão e a como consequência, traz a redução dos processos gerenciais (CORRÊA, 2014). 2.2.3. Arquitetura tecnológica Cliente-Servidor Vários conceitos estão presentes na arquitetura técnica dos principais sistemas ERP conhecidos atualmente, como o modelo de sistemas abertos e a arquitetura cliente-servidor doravante a tendência do desenvolvimento e produção de ferramentas projetadas com foco ao ambiente web. Em termos gerais, o modelo cliente-servidor é um modelo de computação em rede, em que um sistema em questão é dividido em duas partes, uma é usada por um usuário individual, também denominado de cliente ou front-end, que é executada no sistema do usuário final, e outra parte que é usada por todos os usuários, mas na máquina servidora (back-end do servidor) (KELLER;TEUFEL,1998;COLANGELO FILHO, 2001). A ideia desde modelo é disponibilizar o melhor uso possível dos recursos do sistema envolvido. A integração das vantagens dos computadores host multiusuário (computadores departamentais e computadores centrais) ao modelo cliente / servidor permite que as funções individuais de uma aplicação sejam executadas pelo sistema de forma mais adequado para essa tarefa. O resultado é o máximo desempenho, flexibilidade e economia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Computa%C3%A7%C3%A3o 48 Essa divisão de funções em um aplicativoem peças solicitantes de serviço (clientes) e peças (servidores) prestadoras de serviços, no entanto, é invisível para o usuário. As funções disponíveis no sistema servidor (por exemplo, servidor de banco de dados, servidor de impressão, servidor de comunicação) podem ser chamadas por clientes diferentes (KELLER;TEUFEL, 1998, p. 9). Outro aspecto da arquitetura tecnológica é o fato de que, sua construção utiliza-se de um conjunto de ferramentas especiais de desenvolvimento, muitas vezes proprietárias (COLANGELO FILHO, 2001). Muitas implementações de sistemas ERP utilizam uma arquitetura cliente- servidor de três camadas, conforme mostrado na figura 10. A primeira camada é de apresentação, residente no desktop ou no microcomputador, que contém instalado programa apropriado para a interação do usuário com o sistema. As interfaces com o usuário geralmente são gráficas. A camada de apresentação é composta por diversos clientes, cada um deles corresponde a um usuário do sistema. A segunda camada é a de aplicação, baseada na parte funcional do ERP. O software de aplicação normalmente é instalado em um ou mais computador (es) central (ais). A terceira camada é a camada do gerenciado do banco de dados (COLANGELO FILHO, 2001;KELLER;TEUFEL, 1998). Figura 10 - Arquitetura cliente-servidor em três camadas. Fonte: (COLANGELO FILHO, 2001). 49 2.2.4. Conceitos relacionados ao ambiente de sistemas ERP No contexto de implantação de sistemas ERP, tanto na sua perspectiva de caracterização como de utilização em uma empresa, traz consigo um conjunto de terminologias próprias. Essas nomenclaturas são baseadas nos principais ERPs conhecidos no mercado, portanto pode variar sua utilização de sistema para sistema. Funcionalidade: diz respeito ao conjunto de funções embutidas no sistema ERP, seus atributos e suas diferentes possibilidades de uso. O termo também é normalmente utilizado para representar o conjunto total de diferentes situações que podem ser contempladas e diferentes processos que podem ser executados no sistema (VALENTE, 2004). Módulos: são as unidades num nível de funções, que podem ser adquiridos, dependendo do produto ou do fabricante, separadamente, considerando determinados requisitos de negócio. Os módulos tem a perspectiva de dividir o sistema em áreas de processos-funcionais de negócios dentro das organizações (contabilidade, compras, vendas, custos etc). É importante salientar que essa divisão é técnica-conceitual e, na maioria dos casos é definida pelo fabricante do sistema. Esse é um tema que envolve muita confusão nas empresas, porque algumas tem seus processos orientados a departamentos, que nem sempre coincidem com a modularização embutida na solução integrada. Transação: diz respeito ao conjunto de funções embutidas no sistema ERP, seus atributos e suas diferentes possibilidades de uso. O termo também é normalmente utilizado para representar o conjunto total de diferentes situações que podem ser contempladas e diferentes processos que podem ser executados no sistema. Parametrização: significa o processo de adequação da funcionalidade de um sistema ERP a uma determinada empresa através da definição dos valores de parâmetros já disponibilizados no próprio sistema. De acordo com De Souza e Zwicker (2000, p.17): o ERP deve ter uma boa possibilidade de parametrização é a chave para (1) fazer com que eles se adaptarem às organizações com um mínimo de demandas de necessidade de mudança técnicas-funcionais e (2) diminuir custos de manutenção e adaptação. 50 Os autores ainda ressaltam que, quanto mais parametrizáveis, maior o número de possibilidades de realização de processos contemplados pelo mesmo sistema sem necessidades de alteração e desenvolvimentos posteriores e, por conseguinte, maiores as possibilidades de ganho para o fornecedor. O autor ressalta, entretanto, que a parametrização só pode ser realizada se as funcionalidades alternativas já estiverem embutidas no sistema. Configuração: é representada pelo conjunto total de parâmetros do sistema após a sua definição, englobando o conjunto das opções de funcionamento das diferentes funções de um sistema ERP. Customização: corresponde à modificação de um sistema ERP para adequá- lo a situações empresariais específicas, inviáveis de serem reproduzidas por meio dos parâmetros preexistentes no sistema. Lembrando que essas customizações podem ser realizadas pelo próprio fornecedor, modificando o código dos programas standards6 do sistema, ou pelas empresas usuárias do sistema, construindo programas ou módulos que se comunicam com o sistema principal, de modo a complementar a funcionalidade necessária (SOUZA;ZWICKER, 2000). Apesar de qualquer tipo de customização poder ser feita para adaptar um sistema integrado às necessidades imediatas do negocio, quanto maior for a quantidade de customizações realizadas, mais o sistema utilizado se afasta do modelo de sistema padrão do ERP e mais se aproxima do modelo de desenvolvimento interno de aplicações (SOUZA;ZWICKER, 2000). Decorrem daí dois grandes problemas que as empresas que customizam acabam tendo de enfrentar: primeiro, a elevação dos custos de manutenção, visto que, o aumento das modificações realizadas a um pacote provoca o respectivo aumento nos custos de sua implementação, pelo fato de, rotinas altamente customizadas normalmente não receberem o suporte dos fornecedores. O segundo grande problema aparece quando das atualizações do sistema, pois, a cada implementação de uma nova versão, a empresa deverá rever todo o trabalho das customizações já realizadas, refazendo-as ou adaptando-as para a utilização adequada da nova versão implementada (LAUDON, K.C.;LAUDON, J.P., 2007). 6 Programas Standards é uma denominação muito aceita nos projetos de ERP apropriadas para caracterizar os programas-fontes originais dos sistemas na forma original desenvolvida pelo próprio fabricante. 51 A maioria das organizações quando estão desenvolvendo um projeto de implantação do ERP tendem comumente a realizar muitas tarefas de modificações no sistema e depois descobrem que tais atividades demandam muito esforço para manter. Além disso, o fornecedor-fabricante muitas vezes desenvolve novas versões para o sistema, que certa maneiras que invalidam as alterações realizadas anteriormente (SOUZA;ZWICKER, 2000). Para evitar um nível alto de customizações no projeto de implantação, as organizações por vezes acabam adotando a norma implícita de adaptar a empresa ao ERP ao invés de buscar que o sistema em questão se adapte à organização. Localização: corresponde à adaptação – realizada por meio de parametrizações ou customizações - dos sistemas ERP desenvolvidos em determinado país para utilização em outro, a fim de adequá-lo às leis e procedimentos comerciais locais, como: impostos, taxas, legislações específicas. Atualização de versões: compreende o processo por meio do qual o fornecedor ou fabricante do ERP disponibiliza novas versões de melhoria na funcionalidade do sistema ao mesmo tempo em que fornece correções de problemas e erros da versão atual. Templates Templates são modelos que estabelecem uma configuração padrão de um sistema, normalmente direcionado à um tipo de indústria ou ramo de negócios. Eles são projetados para facilitar a troca de dados e informações entre sistemas, aplicações e a disseminação de conhecimento técnico de outras implementações. (HUBER;ALT;OSTERLE, 2000). 2.2.5. Ciclo de vida dos Sistemas ERP Um projeto de implantação de um sistema ERP em uma organização é dividido em fases, denominado de ciclo de vida, que podem ser estruturadas assim, fase de pré-implantação: 1) decisão; 2) seleção, onde se escolhe o produto e o fornecedor; fase de implantação: 3) implementação do sistema, etapa ondesão executadas as atividades de projeto, como as especificações, configurações, customizações, adaptações, testes e treinamento de usuários; e a última fase, pós-implantação: 4) 52 utilização, que é fase apropriada para a estabilização7 técnica-funcional do componente instalado e materialização dos benefícios (SOUZA;ZWICKER, 2000), (COLANGELO FILHO, 2001;ZHU et al., 2010). Alguns autores denominam esse processo de implementação como um todo de ciclo de vida, ou seja, as etapas pelas quais passa um serviço de construção ou implantação do sistemas de informação (STAIR, 1996;SOUZA;ZWICKER, 2000). Na perspectiva organizacional o ciclo de vida depende do tipo de sistema de informação a ser adotado na organização. No caso de desenvolvimento interno de aplicações o processo de desenvolvimento de sistemas é denominado ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas (STAIR, 1996). Souza e Zwicker (2000) apresentam um modelo de ciclo de vida de sistemas ERP que compreende todas as etapas de um projeto de implantação em uma organização, denominado de “ciclo de vida do sistema” Os sistemas ERP apresentam diferenças em seu ciclo de vida em relação aos sistemas comerciais tradicionais (ZWICKER; SOUSA, 2003) e também aos sistemas, em muitos casos sistemas especialistas, construídos internamente na companhia. O Quadro 6 apresenta uma síntese que relaciona as diferenças. Souza e Zwicker (2000) apresentam um modelo específico para o ciclo de vida destes sistemas e que compreende as etapas de decisão e seleção, implementação e utilização. Esse modelo, utilizado como referência para a realização dos estudos de caso. Veja a figura 11. 2.2.5.1. Fase de decisão ou de adoção Na etapa de “decisão e seleção” as organizações decide implantar um sistema ERP como solução integradas de Tecnologia da Informação e inicia um processo de seleção do fornecedor-fabricante do software. Muitas questões que devem ser levadas em conta nesta fase do processo, Davenport (1998) por exemplo, analisa a decisão sob o ponto de vista da compatibilidade entre a organização e as características dos sistemas. 7 Estabilização do ERP se diz respeito ao status do sistema implantado com um nível muito baixo de solicitações (demandas) de suporte ou helpdesk relacionados, com as funcionalidades implantadas respondendo de maneira satisfatória à companhia (COLANGELO FILHO, 2001). 53 Quadro 6 - Os ciclos de vida dos sistemas Autores Denominação do ciclo Fases Esquema STAIR, 1996 Ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas 1 avaliação 2 analise 3 projeto 4 Implementação 5 Manutenção e revisão DE SOUZA e ZWICKER, 2000 Ciclo de vida dos sistemas ERP 1 decisão 2 seleção 3 implementação 5 utilização Fonte : elaborado pelo autor. Figura 11 - Ciclo de Vida do ERP Fonte: (SOUZA ; ZWICKER, 2000). 54 Outros critérios que podem fazer parte desse processo, adequação da funcionalidade do sistema frente aos requisitos de negócios da organização, a arquitetura tecnológica do produto, o custo de consultoria com implementação, a qualidade ou existência do suporte pós-venda, até mesmo a estrutura financeira do fabricante do sistema. Nesta fase os gestores devem questionar a necessidade de um novo sistema de informação que melhor pode responder aos desafios críticos do negócio, visando melhorar a estratégia organizacional. A definição dos requisitos de negócio que o novo sistema deverá atender são discutidos nessa fase, bem como os seus objetivos e benefícios e análise do impacto (ESTEVES;CARVALHO; SANTOS, 2000). Os executivos, gestores ou diretores da alta administração tomam esse caminho com base em diversos estudos realizados, muitos desses estudos feitos com apoio de empresas de consultoria externa, muitas vezes num ambiente sob pressão do público interno e externo. O processo de seleção de fornecedor de ERP , tanto no setor privado, quanto no setor público é realizado com base em diversos estudos e a decisão do board ou da alta gerencia é geralmente feita com base em estudos de viabilidade financeira, na capacidade do fornecedor entregar um produto compatível ao negócio, nas necessidades técnicas e funcionais e compatibilidade com as estratégicas da organização. Várias questões devem ser consideradas nesta etapa (ZWICKER;SOUSA, 2003) o quadro 7 descreve um resumo dessas questões. Quadro 7 - Questões a serem consideradas na fase de decisão Autores (DAVENPORT, 1998) (ZWICKER e SOUSA, 2003) Analisa a decisão sob o ponto de vista da compatibilidade entre a organização e as características dos sistemas ERP Adequação da funcionalidade do pacote aos requisitos da empresa, a arquitetura técnica do produto, o custo de implementação, a qualidade do suporte pós-venda, a saúde financeira e a visão de futuro do fornecedor Fonte : elaborado pelo autor. 2.2.5.2. Fase de Aquisição 55 Na fase de aquisição a seleção do produto é iniciada, com o intuito de determinar a melhor solução que melhor se adapta aos requisitos estratégicos e de negócio da organização (ESTEVES; CARVALHO; SANTOS, 2000). Desta forma, deverá minimizar as necessidades de customização. Normalmente, uma empresa de consultoria é também selecionada, e em muitos casos a fornecedora do software indica um parceiro implementador para ajudar nas fases seguintes do ciclo de vida do sistema ERP, especialmente, na fase de implementação conforme citado por Esteves, Carvalho e Santos (2000). Os valores a serem desembolsados, formação de pessoal e o detalhamento dos serviços de implantação e de manutenção são analisados aqui também. 2.2.5.3. Fase de Implantação ou implementação Geralmente a fase de implementação é realizada através de um projeto específico, ou como é chamado nos órgãos públicos um programa, constitui-se na terceira etapa do ciclo de vida de sistemas ERP, embora o termo seja normalmente utilizado para representar o ciclo de vida completo, deve realizada levando-se em consideração os requisitos técnicos e funcionais. A fase de implementação é mais trabalhosa, é nesta fase que os módulos funcionais do sistema serão implementados na perspectiva do desenho e ou processo de negócio. Na implementação são realizadas diversas tarefas: customização ou personalização de funcionalidades, que pode envolver programação e ou configuração do sistema, as quais foram julgadas não aderentes ao sistema ERP em questão, configuração do hardware e software de suporte, treinamento de usuários. Como observam Zwicker e Sousa (2003) esta etapa do ciclo de vida do sistema, ou como comumente é denominado no mercado “fase do projeto”, considera que se inicia após as tarefas de término da elaboração do plano de implementação até o momento do início da operação do sistema pronto para operar em produção Geralmente um programa de governo tem um escopo bem definido no plano de projeto, através de um conjunto elaborado de processos de negócios que irão ser cobertos pelo novo sistema. Este tema dentro dos projetos, em termos de gestão, é tratado pela equipe de gerenciamento de projetos, nesta fase, que se reflete no cronograma detalhado das tarefas diversas a serem cumpridas pela equipe designada. 56 No advento da tratativa do assunto em questão é discutido e apresentado junto ao cliente ou a organização que está implantando o sistema as funcionalidades relacionadas que deverão ser implementadas. Desse encontro, que geralmente envolve consultores externos, usuários chaves do projeto, gestores de diferentes níveis do cliente, gerentes e coordenadores de projeto, equipe de gestão de mudança, analistas de sistemas e outros atores relacionados ao assunto. Em termos de atendimento dos processos de negócio da empresa em questão é apresentado a funcionalidadecorrespondente no Sistema ERP, que via de regra, são entregues de maneira pré-configurado de fábrica (chamadas de funcionalidades standard), que são julgadas como aderentes ou não, estas tais são conhecidas comumente por gap. Portanto, o projeto de implantação como um todo, do ponto de vista de execução das atividades de implementação das aplicações, administra diversas tarefas, as quais dependem de serviços específicos (ver Quadro 8). O desenvolvimento, customização ou implementação de cada funcionalidade do sistema ERP vai exigir algum tipo de serviço (ver Quadro 9). Quadro 8 – Principais Serviços desenvolvidos na fase de implementação de um ERP Serviços Responsável Tarefas principais envolvidas Parametrização Standard Equipe de Consultoria e/ou Equipe do Cliente 1) Parametrizar ou configurar o sistema ERP para adequar à determinada funcionalidade. 2) Criar ou atualizar documentação Customização ou personalização (GAP) Equipe de Consultoria e/ou Equipe do Cliente 1) Levantamento de requisitos de negócio. 2) Especificação funcional e ou de Especificação desenvolvimento 3) Programação/desenvolvimento 4) Criar ou atualizar documentação Testes (diversos tipos de testes) Equipe de Consultoria e/ou Equipe do Cliente 1) Execução de testes. 2) Criar ou atualizar documentação Carga de Dados ou Migração Equipe de Consultoria ou Equipe do Cliente 1) Execução 2) Criar ou atualizar documentação Fonte : elaborado pelo autor. 57 Como exemplo, se uma funcionalidade se refere à um requisito de negócio na empresa, e no projeto tenha este item no escopo, e o sistema ERP em questão tenha essa funcionalidade totalmente aderente e/ou aceita pelo representante da organização, apenas os serviços análise, parametrização no sistema ERP standard e testes seriam demandado nesta fase do projeto. Dependendo de escopo e tamanho do projeto, metodologia, equipe , tipo de empresa , obviamente outras atividades podem ser incluídas aqui, como por exemplo atividades relacionadas com sistema legado, desenho de processos BPM, gestão de mudanças organizacionais, gestão de mudanças técnicas, segurança/governança, arquitetura e infraestrutura de TI. Quadro 9 – Atividade de serviços realizados na fase de implementação Escopo Serviços / Tarefas Funcionalidade 1 (Standard) Funcionalidade 2 (Standard + GAP) Funcionalidade 3 (Standard + GAP) Funcionalidade 4 (GAP) Analise X X X X Parametrização X X Customização X X X Especificação funcional e/ou técnica X X X Desenvolvimento/codificação X X X Testes unitários/integrados X X X X Homologação ou Validação X X X X Fonte : elaborado pelo autor. Essa fase também é conhecida, na prática empresarial, como “desenho da solução”. As funcionalidades do novo sistema são habilitadas, testadas e validadas pelos usuários. Uma vez finalizado todas as atividades da fase de implementação do sistema e todos os testes integrados realizados, o sistema está pronto para entrar em produção (CANGI, 2015). 2.2.5.4. Fase de utilização ou pós-implantação A partir do momento que o sistema implantado é liberado e executado em ambiente real, comumente descrito como ‘entrada em produção’ (SOUZA;ZWICKER, 58 2000) denomina essa fase de utilização ou pós-implantação (COLANGELO FILHO, 2001). É uma fase bastante crítica, pois nela que muitos ajustes de configuração e desenvolvimento (customização) são realizados e a expectativa da comunidade relacionada é grande, ou seja, se espera que tudo funcione conforme desenhado e planejado em tempo de projeto (ESTEVES;CARVALHO;SANTOS, 2000). Segundo Colangelo (2001) de modo geral, as organizações tem reconhecido que a entrada em produção não é o fim da jornada. Há duas razoes para esse entendimento, em primeiro lugar, a concretização dos benefícios previstos não se da automaticamente, de maneira que após o sistema ter sido implementado, o ambiente deve permanecer em manutenção evolutiva, em operação assistida, para correção de erros, defeitos, atendimentos de melhorias essenciais para garantir o retorno dos investimentos. Em segundo lugar, o ambiente corporativo é dinâmico e passível de muitas mudanças. A fase de pós-implantação não possui etapas bem definidas, mas algumas atividades aparecem com maior frequência, como a estabilização e materialização dos benefícios, instalações de aplicações complementares integradas ao sistema ERP implantado e atualizações do software (COLANGELO FILHO, 2001). Nesta fase, organização que implantou ERP ou uma tecnologia similar, deve definir uma estratégia de suporte de sustentação técnica e funcional ao sistema, para fornecer apoio contínuo e assistência aos usuários do sistema. A maior parte das organizações reconhece a importância que este assunto requer, porem subestimam as necessidades relacionadas (COLANGELO FILHO, 2001). 2.2.6. Projeto de implantação de um sistema ERP A maioria dos projetos de implantação de sistemas ERP solicitaram o apoio de empresas especializadas, no mercado são chamadas de consultorias. Grande parte dessas empresas são altamente especializadas e atuam nas diversas frentes em um serviço de implementação de soluções de TI, principalmente no gerenciamento do projeto, na configuração e customização, na transferência de conhecimento técnico e funcional sobre o produto e na orientação metodológica. 59 É importante observar que a escala e a complexidade que envolve esses projetos provaram ser um desafio para todos os envolvidos na jornada de implementação e no gerenciamento de negócios relacionados, em termos de identificar e coordenar as mudanças essenciais para obter os benefícios desses investimentos (PEPPARD;WARD, 2003). Dependendo da empresa que irá implementar o sistema, a metodologia a ser empregada no projeto em questão, o esforço para a realização das atividades de projeto, orientados pelo cronograma e plano de projeto, a equipe é distribuída conforme as seguintes frentes de trabalho: 1) A equipe de infraestrutura tecnológica – essa equipe é responsável pela coordenação dos meios físicos para operação do sistema (preparação de servidores, sistemas operacionais, testes de redes, canais de comunicação e interfaces e etc.), os procedimentos para sua operação, controle e manutenção e avaliação de de softwares necessários para complementar a funcionalidade do sistema de ERP; 2) A equipe de desenvolvimento – equipe composta por desenvolvedores, podendo ser consultores contratados ou profissional interno com conhecimento adequado da ferramenta. Será responsável pelo desenvolvimento de aplicações diversas no projeto, como interfaces, programas de conversão de dados, relatórios, adaptações e complementos para o sistema de ERP. 3) A equipe de funcional – composta por consultores funcionais e usuários chaves das empresas. Essa equipe é responsável pela realização do desenho dos processos de negócio a serem cobertos, conforme escopo do projeto, bem como a realização de especificações técnicas e funcionais e configuração do sistema. 4) A equipe de gerenciamento de mudança organizacional é a equipe que tratará da integração do time de trabalho e da resolução de problemas interpessoais, do plano de comunicação, da elaboração e execução do treinamento, da revisão da estrutura organizacional. Também devem ser capazes de tratar das expectativas e ansiedades dos principais Stakeholders afetados pelo projeto. 5) A equipe de gerenciamento de riscos – nem todos os projetos podem contar com essa equipe, geralmente projetos maiores. Quando definida em um projeto, esse grupo será responsável por identificar e gerenciar os riscos associados às mudanças de processo sugeridas e às interfaces com outros sistemas. Especificará e implementaráos mecanismos de controle de acesso do sistema de 60 modo a garantir o respeito a normas de aprovação de documentos e a segregação de funções entre funcionários. 6) A equipe de Segurança – como exemplo da equipe descrita anteriormente, nem todos os projetos irão definir essa equipe, projetos de grandes instituições geralmente sim. Essa frente de trabalho tratará dos controles de acesso do sistema de modo a garantir a governança e normas estabelecidas pela organização. 7) A equipe de Integração – Essa equipe, como o próprio nome diz, deve tratar da qualidade de integração entre as diversas soluções propostas e garantir que a integridade funcional entre os módulos do sistema seja mantida. Geralmente essa equipe, em alguns projetos está unificada à equipe de riscos. Ela é de suma importância, pois deve acompanhar o desenvolvimento das atividades das frentes de trabalho anteriores, no aspecto das melhores práticas na implantação de sistemas de ERP. Avaliará também o grau de cumprimento das tarefas e da qualidade da documentação do projeto e acompanhará a evolução de indicadores de qualidade do projeto, fornecendo subsídios para decisões da gerência de projeto. 8) Gerência de projeto - responsável pela gestão e ou coordenação dos recursos do projeto de modo a concluir as tarefas necessárias com qualidade, no prazo e no custo estimados. Garantirá também a integração e o sincronismo das tarefas das demais equipes. 2.3. O SISTEMA INTEGRADO SAP ERP O objetivo dessa seção é abordar as principais características e recursos relacionados ao ERP da empresa SAP, que é o sistema que foi selecionado pela empresa objeto desta pesquisa. 2.3.1. Breve histórico da companhia e primeiros produtos SAP é uma empresa de tecnologia de origem alemã, iniciou suas atividades como desenvolvedora de aplicações empresariais. Ao longo de quatro décadas, a SAP evoluiu de uma empresa pequena e regional na cidade de Walldorf a uma https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha https://pt.wikipedia.org/wiki/Administra%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Walldorf_%28Baden%29 61 organização multinacional. Hoje, a SAP mantém a liderança global de mercado em soluções TI para negócios colaborativos e multi-empresas (HURST;NOWAK, 2000). Ela começou suas atividades em 1972, na cidade de Walldorf, Alemanha, quando cinco engenheiros, ex-funcionários da IBM: Dietmar Hopp, Hans-Werner Hector, Hasso Plattner, Klaus Tschira e Claus Wellenreuther, decidiram criar sua própria empresa de desenvolvimento de sistemas: a SAP AG. Tinham a visão de desenvolver um aplicativo padrão para processos de negócios em tempo real. O nome da empresa era temporariamente uma abreviação de Systeme, Anwendungen und Produkte in der Datenverarbeitung (em alemão) (em inglês: Systems, Applications and Products in Data Processing, em português: Sistemas, Aplicativos e Produtos para Processamento de Dados) (HURST;NOWAK, 2000). Em meados de 1973 a companhia SAP projetou, desenvolveu e concluiu o seu primeiro produto, o software foi batizado de R/1 e tinha uma denominação técnica de YSR. Esse sistema era uma solução especifica para administração de contabilidade financeira, essa funcionalidade corporativa foi denominada de RF. Esse componente usava o computador IBM System / 360 com sistema operacional DOS (OROSZ, 2011;SAP, 2017a). Os primeiros clientes da SAP foram a Imperial Chemical Industries (ICI) tradicional grupo britânico fabricante de tintas e outros produtos químicos, também a fabricante de cigarros Rothändle, em Lahr, e a indústria farmacêutica Knoll, em Ludwigshafen (SAP, 2017a). Em 1974, a SAP demonstrou sua flexibilidade pela primeira vez quando trocou o sistema operacional DOS para OS em oito semanas. A Lista de clientes nesses dois anos e meio após a sua fundação, pulou para 40 clientes. No ano subsequente, um novo módulo foi concluído, chama-se RM e atendia compras, gerenciamento de estoque e verificação de faturas (SAP, 2017a). A sede da empresa mudou-se da cidade de Weinheim para Walldorf em 1977, ano que a empresa deu os primeiros passos no exterior, pela primeira vez, a SAP também instala seu sistema para clientes fora da Alemanha. Nettingsdorfer Papierfabrik, fabricante de papeis, foi a primeira empresa na Áustria a utilizar o produto desenvolvido pela SAP (APA-OTS, 2001). Em 1978, o desenvolvimento do módulo de contabilidade de ativos é concluído. Também nesse ano a SAP lança sua primeira versão traduzida para empresas francesas. https://pt.wikipedia.org/wiki/IBM https://pt.wikipedia.org/wiki/Dietmar_Hopp https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hans-Werner_Hector&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hans-Werner_Hector&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hasso_Plattner&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Klaus_Tschira https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Claus_Wellenreuther&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa 62 Orosz (2011) esclarece que o sistema R/01 foi substituído pelo R/2 no final da década de 1970. O SAP R/2 era baseado em um conjunto de aplicações de negócios baseado plataforma mainframe que teve muito sucesso nos anos 80 e início dos anos 90. Era particularmente popular entre as grandes empresas multinacionais europeias que necessitavam de aplicativos de negócios em tempo real, com recursos multi- moedas e multilíngues embutidos. Com o advento da computação distribuída cliente-servidor (KELLER; TEUFEL, 1998, p. 9), a SAP AG lançou uma versão cliente-servidor do sistema chamado SAP R/3 (o “R” era para “processamento de dados em tempo real” e 3 era para o 3 nível). Essa nova arquitetura é compatível com várias plataformas e sistemas operacionais, como o Microsoft Windows ou o UNIX. Isso abriu a SAP para uma base de clientes completamente nova. O SAP R/3 foi lançado oficialmente em 6 de julho de 1992, de certa maneira descontinuando o sistema R/2. Em 2003 passaram a chama-lo de SAP ERP e mais tarde ECC (ERP Central Component). A figura 13 sintetiza o histórico da empresa, na perspectiva do seu produto ERP. Figura 12 - Evolução da SAP ao longo do tempo Fonte: (MURALI;DUGUID, 2008). 63 Portanto a SAP passou a dominar o mercado de grandes aplicativos de negócios nos últimos anos. O SAP ECC 5.0 ERP é o sucessor do SAP R/3 4.70. A versão mais recente do pacote é o SAP ERP 6.0 - o caminho para o SAP Business Suite (OROSZ, 2011). Hoje a SAP AG é a maior empresa de soluções de ERP do mundo, tem mais de 93.000 clientes, destes com 116.500 instalações de seus softwares, com aproximadamente 13 milhões de usuários espalhados em mais de 120 países. 2.3.2. Características do sistema SAP ERP O sistema da SAP, como apresenta Doane (2012, p. 28) é composto por diversos módulos de aplicações integrados, como finanças, vendas e distribuição, administração de materiais, entre outros conforme mostrado na figura 14. Figura 13 - Módulos funcionais do ERP SAP Fonte: SAP. O sistema corporativo contempla de maneira integrada os principais processos de negócio de uma companhia. Os módulos ou aplicações mais conhecidos do sistema são listados a seguir (KELLER;TEUFEL, 1998): 64 ▪ Módulo Financeiro (FI - Financial) que contempla a administração de Finanças, tesouraria, contabilidade, contas a pagar, contas a receber, administração de ativo fixos e investimentos; ▪ Módulo Vendas e Distribuição (SD - Sales and Distribution) especifico para controlar toda operação de comercial, da captação de ordens de vendas, faturamento, controle de entregas e logística de transporte; ▪ Módulo de Custos (Controlling) – faz todo o gerenciamento de custos da empresa, desde os custos gerais até os custo de produção e de análise de rentabilidade;▪ Módulo de Materiais (MM Materials Management) – esse controla todo o fluxo de do processo de aquisição de bens e serviços, desde MRP (planejamento de compras), requisições, cotações, ordens e licitações, inclusive o controle de estoque e inventários; ▪ Módulo de planejamento de Produção (PP Production Planning) – esse componente controla, como o próprio nome diz, o planejamento do processo de produção; ▪ Componente HR – A Gestão de Recursos Humanos ou a área de Recursos Humanos é dividida nas áreas de Planejamento e Desenvolvimento de Pessoal (HR-PD) e Administração de Pessoal e Folha de Pagamento (HR- PA). O Planejamento e Desenvolvimento de Pessoal apoia o uso estratégico do pessoal, fornecendo funcionalidade que possibilita que uma empresa gerencie os recursos humanos de forma sistemática e qualitativa. A Administração de Pessoal e a Contabilização da Folha de Pagamentos combina todas as tarefas administrativas e operacionais da gestão de recursos humanos. As funcionalidades são executadas no sistema através de um objeto técnico denominado de transação de negócio. Essas transações são objetos desenvolvidos em ABAP, a linguagem de programação proprietária da empresa. Cada módulo é responsável por mais mil processos de negócios, baseado em práticas do dia a dia de cada empresa, o sistema é configurado para atender a necessidade de cada determinado processo, onde mais de 10 mil tabelas administram em tempo real as informações integradas na corporação. O componente técnico-aplicativo está dividido em 3 (três) camadas: https://pt.wikipedia.org/wiki/ABAP 65 1) Aplicação: Nesta camada temos o software ERP com as suas funcionalidades, processos, cadastros (formulários divido em campos) e demais dados necessários para a operação da empresa; 2) Banco de Dados: Os dados gerados na camada Aplicação devem ser armazenados de forma lógica no Banco de Dados (possivelmente algum ERP tenha que acessar o banco de dados por um mecanismo de conexão, não sendo uma conexão nativa); 3) Framework: Todo ERP deve ter uma camada onde é possível configurar ou parametrizar o sistema e também customizar o ERP, para isso é necessária uma camada de construção de novo código-fonte e sua compilação, para que assim, estas novas funcionalidades desenvolvidas, fora do ERP padrão, estejam disponíveis na aplicação. Obviamente o sistema operacional, essencial para que o ERP seja executado. 2.3.3. Metodologias de implantações da SAP Essa seção é dedicada à esclarecer as metodologias elaboradas e propostas pela fabricante SAP aos seus clientes. São elas, a metodologia Convencional, a ASAP e a SAP Activate, são três metodologias de implementação usadas para apoiar a implantação do sistema SAP ERP. 2.3.3.1. A metodologia SAP Procedure Model (convencional). A metodologia SAP Procedure Model da SAP (WATSON;ROSEMANN ;STEWART, 1999), também conhecida como convencional, foi o primeiro modelo de procedimentos para implantação proporcionada pela SAP. Ela foi fortemente utilizada nas primeiras implantações. Esse modelo de procedimento de projetos abrange o ciclo de vida de uma implementação do sistema SAP ERP nas seguintes quatro fases: organização e projeto conceitual, projeto e implementação detalhados, preparação para produção e operação produtiva (WATSON;ROSEMANN;STEWART, 1999). O Modelo de Procedimento do R/3, outra denominação aceita, é a estrutura metodológica não só para os processos de implementação, mas para se aplicava a 66 atualização, oferecendo suporte para todas as etapas do processo de implementação (SAP, 2017b). Já a metodologia ASAP fornece uma excelente visão do projeto, conteúdo, ferramentas e conhecimento com base em milhares de implementações já realizadas pela SAP e de seus parceiros. O ASAP consiste em um roteiro que define as cinco fases do processo de implementação e apoia estas etapas com um plano de projeto abrangente (SHARMA, 2012). Os itens a seguir exploram as etapas sequenciais da metodologia, também chamadas de fases de projeto, utilizada no programa como um todo: Fase 1: Preparação do Projeto - Esta fase fornece planejamento inicial e preparação para a implementação que inclui o plano do projeto, o escopo do projeto e a organização da equipe do projeto. Nisso fase inicial do projeto SAP ERP, que inclui as metas gerais, os planos de tarefas detalhados, e processos é formalmente anunciado para a empresa. Principais atividades na preparação do projeto fase incluem uma reunião inicial e reunião padrão da equipe do projeto, que inclui os seguintes tarefas: • Define as declarações de missão do projeto que reflitam os objetivos e a visão gerais da empresa no contexto do projeto de implementação. • Identifique os objetivos específicos da organização e os direcionadores de negócios, prevendo uma implementação como melhor rotatividade de estoques, redução de custos, qualidade no serviço ao cliente; • Identifique as métricas chaves para medição e documenta as metas a serem alcançadas na implementação. Esses tarefas de medição medem o andamento de sucesso do projeto; Fase 2: Business Blueprint – também denominada de Modelo de Negócio, nesta fase, o escopo da implementação é documentado e definido. O Business Blueprint é uma documentação detalhada que contém os requisitos de negócio da empresa. Esse documento é feito consultores funcionais juntamente com a equipe de processo e negocio da companhia, após chegarem um entendimento alinhado sobre como a empresa pretende administrar seus negócios dentro do sistema. Os principais marcos do projeto na fase do plano de negócios são: 67 • Workshops para levantamento de requisitos de negócios empresariais com os usuários principais definidos pelo cliente. Quando esses usuários não possuem o conhecimento aprofundado do item de negócio em questão eles acionam seus pares correspondentes na organização ou em outras unidades na Matriz; • Criação do documento business blueprint 8do projeto; • Determinação de mudanças no escopo inicial do projeto e cronograma (se aplicável); • Revisão da fase do projeto e aprovação do cliente. Fase 3: Realização - Nesta fase, todos os requisitos de negócios e processos reunidos no Business Blueprint são implementados. A configuração do sistema é então iniciada. Os consultores validam e atualizam a configuração, fazem demonstração das soluções à luz do atendimento dos processos empresariais definidos. A equipe de gestão do projeto atualiza o plano e atividades de trabalho (cronograma, processos de processos de negócios); Os principais marcos da fase de Realização na metodologia SAP convencional são: • Instalação e personalização de aplicativos com base no plano de negócios desenvolvido; • Desenvolvimento de Migração de dados dos sistemas legados (caso seja aplicável naquele projeto); • Verificação, validação da configuração do sistema e suas documentações correspondentes; • Planejamento, controle e execução de Teste unitários, testes integrados, testes de regressão e demais testes aplicáveis do sistema; Fase 4: Preparação Final - Nesta fase, o teste e o treinamento do usuário final são concluídos, o gerenciamento das atividades do sistema devem ser finalizados para entrada em produção. Além disso, a fase de preparação final serve para resolver todos as pendências críticas em aberto. Após a conclusão bem-sucedida, as 8 O SAP Blueprint é uma descrição detalhada dos processos de negócios e dos requisitos do sistema de uma empresa. É um documento chave de implementação. O documento SAP Blueprint mostra toda a configuração importante para adaptar o ERP às necessidades da empresa. 68 seguintes tarefas devem ser garantidas nesta fase para o sucesso nesta fase do projeto: • Anunciar oficialmente a todas as partes interessadas o planode treinamento e de transição (cutover) e o cronograma; • Validar e certificar de que cada usuário envolvido esteja participando do treinamento correspondente. Os principais marcos da fase de preparação final são: • Treinamento de usuários-chave e administradores; • Prontidão do sistema para entrada e produção (elaboração do plano de cutover); • Conclusão de atividades de transição (atividades do plano de cutover); Fase 5: Entrada em Produção e Suporte - Esta é a última fase , e deve alcançar todas as atividades de projeto como concluídas , para que o ambiente de produção possa estar apto para a plena operação de produção. O funcionamento e suporte nessa fase consiste em duas subfases distintas. Primeiro, o projeto é completado com o fechamento formal do projeto. Assim, é liberado para que as operações do dia-a-dia seja feita em ambiente produtivo, os problemas relevantes e críticos devem ser priorizados, a transição de responsabilidade da gestão é realizada para a equipe de suporte, e o conhecimento da ferramenta foi transferido para a organização. Posteriormente à fase de entrada em produção, inicia-se a etapa de melhoria contínua ou evolução da plataforma instalada. Essa subfase começa durante o momento em que equipe de sustentação técnica e funcional fornece suporte contínuo e assistência para a pós-implementação. Abrange soluções para as atividades que são padrão em um ambiente produtivo: mudanças nos negócios; mudanças tecnológicas; ou mudanças no usuário comunidade. Para o sucesso nesta fase do projeto, são necessários os seguintes pontos de atenção: • Envolvimento do comitê de direção executiva em reunião de encerramento do projeto, juntamente com todos os usuários-chaves funcionais do projeto; • Monitore como os usuários finais trabalham para garantir o uso correto e consistente da ferramenta. 69 2.3.3.2. A metodologia SAP Activate. SAP Activate é a a metodologia mais recente da SAP foi lançada em 2017 juntamente com a nova plataforma S/4 HANA. A adoção dessa metodologia , veja a figura 15, ocorre através de três cenários empresariais: novas implementações - para Empresas que não possuem o sistema ERP ou outras soluções da empresa, conversão de sistemas - conversão das soluções do sistema SAP Business Suite (versão anterior) para o S/4 HANA e Landscape Transformation - Para organizações que desejam transformar diferentes instâncias do ambiente ERP SAP em uma nova solução baseada na nova plataforma (SAP, 2017b). Figura 14 - Metodologia SAP Activate Fonte: (SAP, 2017b). Essa metodologia combina três conceitos, a própria ideia de metodologia, as melhores práticas do fabricante, denominada de Best Practices, com configuração guiada, que junto com o produto SAP Solution Manager propositam a simplificação e aceleram a adoção dos produtos SAP na nova plataforma S/4HANA. 70 2.4. O MODELO TEÓRICO TOE 2.4.1. Delimitação do Conceito Tornatzky e Fleischer (1990) desenvolveram o modelo Technology, Organization and Environment (TOE) para explicar a adoção de uma inovação tecnológica por parte das empresas. Essa teoria identifica três aspectos do contexto de uma organização que influenciam o processo pelo qual ela adota e implementa uma inovação tecnológica: o contexto tecnológico, o contexto organizacional e o contexto ambiental, demostrado na figura 15 (OLIVEIRA ; MARTINS, 2011). Figura 15 - Modelo TOE - Estrutura de tecnologia, organização e ambiente Fonte: (TORNATZKY ; FLEISCHER, 1990). De Araujo e Zilber afirmam que neste modelo o ambiente externo é definido pelas “características da indústria e estrutura de mercado, infraestrutura tecnológica de suporte e regulamentação do governo”, já o contexto da organização, os autores apontam que ele é “definido por estruturas de ligação formais e informais, processos 71 de comunicação, seu tamanho e flexibilidade”, por fim o aspecto de tecnologia “é definida pela sua disponibilidade e características”. O aspecto Organizacional também diz sobre alinhamento estratégico, alinhamento de TI com as necessidades de TI da organização, portanto os aspectos são bem integrados. Fala também sobre as habilidade da organização no uso de computadores e internet e suas atitudes com relação à TI como um todo. No início alguns estudos usaram essa teoria para pesquisar a adoção de Sistemas de Informação, com o passar do tempo, os pesquisadores começaram a aplicar esta teoria também para examinar a questão pós-implementação (ZHU et al., 2010). Zhu et al. (2010) enfatiza que a teoria TOE em essência, afirma que a assimilação de um Sistemas de Informação em uma organização (incluindo a adoção, implementação e pós-implementação do sistema) é afetado por fatores relacionados à aspectos de tecnologia, da própria organização, e o ambiente envolvido. O aspecto tecnológico principalmente descreve as características que podem afetar a absorção de um Sistema (TORNATZKY;FLEISCHER, 1990). Essas características facilitarão a assimilação do Sistema, e estabelecerá as bases para a captação dos benefícios para a organização. O aspecto tecnológico foi relatado para mostrar a capacidade de previsão na adoção ou pós-implementação de Sistemas (ZHU et al., 2010). Ainda sobre o aspecto tecnológico, o contexto tecnológico descrito delineia as tecnologias internas e externas relevantes para a empresa, isso inclui as práticas e equipamentos atuais utilizados pela organização, bem como o conjunto de tecnologias disponíveis no mercado (OLIVEIRA; MARTINS, 2011). O aspecto organizacional refere-se a características mais evidentes, como tamanho da organização e sua estrutura gerencial, bem como características não triviais de uma organização, como por exemplo a prontidão organizacional para aproveitar o sistema e um clima favorável para incorporar o sistema (CHAU; TAM, 1997; TORNATZKY; FLEISCHER, 1990 apud ZHU et al., 2010, p.267) Adicionalmente, o contexto organizacional também refere-se a medidas descritivas sobre a organização, como objetivos, tamanho e estrutura de gestão (OLIVEIRA;MARTINS, 2011). 72 A preparação organizacional é muito importante para a adoção do Sistema de Informação, porque a organização precisa estar em uma condição favorável para que o sistema implantado funcione efetivamente (ZHU et al., 2010). O aspecto ambiental do modelo TOE indica que organizações externas podem afetar a absorção do sistema dentro da organização. Como um Sistema de Informação envolve toda a organização, a implantação de tal sistema geralmente é complicada e requer conhecimento profundo; no entanto, a organização adotante pode não possuir tais ativos de conhecimento a respeito do sistema que está sendo implantado. A esse respeito, organizações externas com experiência em implantação de sistemas podem desempenhar papéis importantes no processo de assimilação. Pesquisas anteriores descobriram que organizações externas podem ajudar a organização focal a melhorar as ligações corporativas com o mundo externo (CHWELOS et al., 2001; ZHU; KRAEMER, 2005 apud ZHU Et al., 2010. p.267). Contexto ambiental é a arena na qual uma empresa conduz seus negócios - sua indústria, concorrentes e relacionamento corporativo com o governo (TORNATZKY;FLEISCHER, 1990). Os três aspectos acima mencionados com base no estudo de Zhu et al. (2010) abrangem perspectivas distintas e se complementam para explicar a absorção de um sistema na organização, os adotantes e os recursos auxiliares que podem ajudar na implantação. Desta forma, a teoria TOE é apropriada para estudar a absorção dos sistemas que podem exercer grandes impactos em toda a organização. 2.4.2. Resumos de alguns estudos baseados no modelo O modelo TOE como apresentado originalmente e posteriormente foi adaptado em alguns estudos de adoção de Tecnologia, fornecede termos resultantes ............................................................. 27 Figura 5 - Laboratório de dados do Gephi contendo indicadores bibliométricos .................................... 28 Figura 6 - Componentes de um sistema de informação ......................................................................... 37 Figura 7 - Participação do mercado de software ERP em todo o mundo, a partir de 2016. ................... 39 Figura 8 - Arquitetura funcional de um sistema ERP.............................................................................. 42 Figura 9 - Módulos funcionais de um sistema ERP ................................................................................ 43 Figura 10 - Arquitetura cliente-servidor em três camadas. ..................................................................... 48 Figura 11 - Ciclo de Vida do ERP ........................................................................................................... 53 Figura 12 - Evolução da SAP ao longo do tempo................................................................................... 62 Figura 13 - Módulos funcionais do ERP SAP ......................................................................................... 63 Figura 14 - Metodologia SAP Activate .................................................................................................... 69 Figura 15 - Modelo TOE - Estrutura de tecnologia, organização e ambiente ......................................... 70 Figura 16 - Resumo da Classificação da Pesquisa ................................................................................ 75 Figura 17 - Plano metodológico.............................................................................................................. 76 Figura 18 - Escopo da Pesquisa ............................................................................................................ 77 Figura 19 - Técnicas de coletas de dados empregadas a pesquisa....................................................... 78 Figura 20 - Unidades CAIXA relacionadas no estudo ............................................................................ 81 Figura 21 - Estruturação do instrumento de coleta de dados conforme temas ...................................... 85 Figura 22 - Questionário disponibilizado na Internet .............................................................................. 86 Figura 23 - Organograma do conglomerado CAIXA ............................................................................... 89 Figura 24 - Metodologia de Implementação ASAP................................................................................. 91 Figura 25 - Estrutura organizacional do programa GEPEM ................................................................... 92 Figura 26 - Estrutura do escopo do programa GEPEM .......................................................................... 93 Figura 27 - Estrutura de projetos técnicos e funcionais .......................................................................... 94 Figura 28 - Cronograma macro do programa GEPEM ........................................................................... 94 Figura 29 – Volumetria para dimensionamento do sistema ERP ........................................................... 96 Figura 30 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – mudança organizacional ............................ 103 Figura 31 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – clima organizacional (B) ............................ 104 Figura 32 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – treinamento de usuários ............................ 105 Figura 33 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – liderança .................................................... 105 Figura 34 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – dificuldades ................................................ 106 Figura 35 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – experiencia do usuário ................................... 108 Figura 36 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – suporte técnico ............................................... 109 Figura 37 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – projeto de implantação ................................... 110 Figura 38 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - consultoria ............................................... 112 Figura 39 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - Fabricante do ERP .................................. 113 Figura 40 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - Governo ................................................... 114 Figura 41 – Relação de classificação de Coeficiente de Correlação: ................................................... 115 Figura 42 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (A) ................................. 152 Figura 43 – Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (B) ................................ 152 Figura 44 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (C) ................................ 153 Figura 45 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (D) ................................. 153 Figura 46 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (E) ................................. 154 Figura 47 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (F) ................................. 154 Figura 48 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (G) ................................ 155 Figura 49 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (H) ................................. 155 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Razões para a Implementação do ERP nas Organizações Públicas ................................... 19 Quadro 2 – Alguns órgãos públicos que implantaram ou estão implantando ERP no Brasil ................. 20 Quadro 3 - Benefícios e Problemas advindos da incorporação de Sistemas ERPs ............................... 21 Quadro 4 - Dissertações com o termo da pesquisa estudada ................................................................ 23 Quadro 5 - Áreas de aplicação dos Sistemas ERP ................................................................................ 41 Quadro 6 - Os ciclos de vida dos sistemas ............................................................................................ 53 Quadro 7 - Questões a serem consideradas na fase de decisão ........................................................... 54 Quadro 8 – Principais Serviços desenvolvidos na fase de implementação de um ERP ........................ 56 Quadro 9 – Atividade de serviços realizados na fase de implementação .............................................. 57 Quadro 10 - Pesquisas onde foram aplicadas a teoria TOE .................................................................. 73 Quadro 11 - Estrutura da pesquisa bibliográfica da dissertação ............................................................ 79 Quadro 12 - Valores das respostas na escala Likert para a pesquisa ................................................... 85 Quadro 13 - Quantidades de profissionais alocados no projeto ............................................................. 95 Quadro 14 - Aspectos e dimensões relacionadas ao projeto de implantação do ERP......................... 101 Quadro 15 - Sistemas legados da CAIXA impactados pelo programa: ................................................ 136 Quadro 16 – Publicações recuperadas na Base Scopus ..................................................................... 147 Quadro 17 - Os Macroprocessos da frente Logística cobertos pelo programa e seus componentes .. 157 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Documentos com maior número de citações ........................................................................ 28uma estrutura analítica útil que pode ser usada para estudar a adoção e absorção de diferentes tipos de inovação de Tecnologia, inclusive de ERP (OLIVEIRA;MARTINS, 2011). Segundo Oliveira e Martins (2011) o modelo TOE é eficientemente capaz de explicar a adoção de inovação da tecnologia na empresa. Eles consideram esse modelo mais completo, por possuir uma base teórica sólida, suporte empírico consistente (ver Quadro 10) e o potencial de aplicação aos domínios de inovação de Sistemas de Informação, embora os fatores específicos identificados nos três contextos possam variar em diferentes estudos. 73 Quadro 10 - Pesquisas onde foram aplicadas a teoria TOE Pesquisador(es) Aspecto Tecnológico Aspecto Organizacional Aspecto Ambiental Chau and Tam (1997) Benefícios percebidos, barreiras percebidas, importância percebida da conformidade de normas. Complexidade da infraestrutura de TI, satisfação com os sistemas existentes, formalização da gestão. Incerteza do mercado Thong (1999) Percepção dos atributos do Sistema de Informação Características do Executivo principal, tamanho do negócio, conhecimento dos funcionários ; competição Chwelos et al. (2001) Benefícios percebidos Prontidão da organização Pressão externa Kuan and Chau (2001) Benefícios diretos percebidos, Benefícios indiretos percebidos Custo financeiro percebido, percepção de competência técnica Pressão da indústria percebida, pressão do governo percebida Lertwongsatien and Wongpinunwatana (2003) Benefícios percebidos, percepção de compatibilidade Tamanho, suporte de gestão superior, existência de departamento de TI Competitividade Zhu and Kraemer (2005) Competência tecnológica Tamanho, escopo internacional, comprometimento financeiro Pressão competitiva, regulamentar, Apoio, suporte Oliveira e Martins (2008) Contexto tecnológico prontidão tecnológica; integração tecnológica; aplicações de segurança. benefícios percebidos da correspondência eletrônica; Programas de treinamento de TI; acesso ao sistema de TI Pressão competitiva do site Fonte : (ZHU, LI, et al., 2010). 74 3. METODOLOGIA DA PESQUISA Nesse capítulo, apresenta-se a classificação metodológica da pesquisa quanto à natureza, à abordagem, à tipologia, aos procedimentos técnicos e a técnica de coleta de dados que foram utilizados. Posteriormente é apresentado o plano metodológico seguido na presente pesquisa. 3.1. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA Esse estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, notadamente porque envolve a obtenção de dados descritivos sobre um grupo de pessoas , em um lugar e processos interativos relacionados, pelo contato direto do pesquisador com a situação ora pesquisada (GODOY, 1995). A pesquisa qualitativa, segundo a autora, é identificada pelos seguintes aspectos: a) A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; b) A pesquisa qualitativa é descritiva; c) O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são a preocupação essencial do investigador; d) Pesquisadores utilizam o enfoque indutivo na análise de seus dados. Para classificar essa pesquisa quanto ao objetivo e quanto aos procedimentos técnicos, tomou-se como base a taxionomia apresentada por Vergara (1998) que a qualifica consoante a esses dois aspectos: a) Quanto aos fins – trata-se de uma pesquisa descritiva. Essa pesquisa tem um caráter descritivo na perspectiva de que, “busca o entendimento do fenômeno como um todo, na sua complexidade” (GODOY, 1995, p. 63). b) Quanto aos meios – trata-se de uma pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo e aplicação de um estudo de caso. A pesquisa descritiva tem como proposito principal apresentar as características de uma determinada população (GIL, 2010), identificando possíveis relações entre as variáveis. 75 Portanto tem-se aqui uma pesquisa descritiva pois este estudo pretende descrever determinadas características e aspectos de um projeto de implantação de sistemas ERP ocorrido em uma instituição financeira pública na fase de estabilização, buscando estabelecer uma correlação entre as variáveis desenvolvidas neste contexto. A pesquisa bibliográfica também é adotada, pois se recorrerá ao uso de diversos materiais acessível ao público, em geral como livros, artigos e revistas, embora estes sejam apresentados de forma excessivamente agregada (VERGARA , 1998). Quanto às técnicas de coletas de dados, foram realizadas uma análise documental e aplicação de um questionário. Na Figura 16 apresenta-se um resumo da classificação da presente pesquisa. Figura 16 - Resumo da Classificação da Pesquisa Fonte: Elaborado do autor. 76 3.2. PLANO METODOLÓGICO DA PESQUISA O processo de pesquisa como um todo seguido neste trabalho tomou-se como base uma adaptação dos elementos requeridos num projeto de pesquisa propostos por Gil (2008). Na Figura 17 apresenta-se o plano metodológico adotado. Figura 17 - Plano metodológico Fonte: elaborado pelo autor. 77 Nas seções seguintes, detalham-se as etapas utilizadas nesse plano metodológico. 3.3. ETAPA DE PLANEJAMENTO DA PESQUISA Nesta etapa foi feito um levantamento teórico relacionado as tecnologias ERP em órgãos públicos. Identificou-se motivos que levam uma organização a adotar o sistema ERP, assim como, problemas envolvidos nos projetos de implementação. Durante o levantamento bibliográfico foi possível identificar as dimensões envolvidas no programa de implementação de tecnologias ERP em uma organização pública federal brasileira. E foi determinado a utilização do modelo TOE que explica difusão tecnológica, com foco no processo de inovação organizacional, como base para estruturar a abordagem pesquisada. Assim, foi definido o foco do trabalho, que é descrever as dimensões que podem contribuir ou dificultar a estabilização do sistema ERP em uma organização pública brasileira, tomando como modalidade de pesquisa um estudo de caso. Também foi definido que essa pesquisa está delimitada ao limites da utilização dos componentes envolvidos na tecnologia de sistema ERP, especificamente relativa aos processos de negócios cobertos pela abrangência de um programa de implementação em uma instituição financeira federal, nas unidades as quais foram objetos do espoco do projeto. Nesta etapa de planejamento também foi definido o escopo da pesquisa em termos de fase do projeto de implantação da tecnologia ERP, que é ilustrado na Figura 18. Figura 18 - Escopo da Pesquisa Fonte: elaborado pelo autor. 78 3.4. ETAPA COLETA DE DADOS DA PESQUISA Nessa seção são apresentados os procedimentos técnicos adotados para esta pesquisa. Foram empregados os procedimentos de pesquisa bibliográfica e documental, somados ao emprego do procedimento de pesquisa estudo de caso. Na Figura 19, apresentam-se os procedimentos de pesquisa selecionados. Figura 19 - Técnicas de coletas de dados empregadas a pesquisa Fonte: elaborado pelo autor. 3.4.1. Pesquisa Bibliográfica e Documental A pesquisa bibliográfica também foi adotada afim de dar subsídios sobre o conhecimento tratado nessa dissertação. Foi realizado um levantamento em bases de dados científicas e materiais impressos. O quadro 11 mostra como foi estruturada esta pesquisa. Esta pesquisa, para fundamentação teórica, explorou a área de Tecnologia da Informação a partir de 4 grandes temas: Sistemas de Informação e Sistemas ERP – abordando, sua perspectiva conceitual e histórica, explorando suas fases de implantação. Sistemas SAP ERP – por ser o sistema adotado e implantado na organização, foi destacado seus principais conceitos, incluindo um panorama histórico e suas características relevantes. Ainda buscou-se destacar o Framework TOE- Technology, Organization and Environment para construir um pilar explicativo de como se da a adoção de uma inovação tecnológica por parte das organizações. 79 Quadro 11 - Estrutura da pesquisa bibliográfica da dissertação Pesquisa bibliográfica Proposito Justificativa Sistemas de Informação Trazer os conceitos mais aceitos. Referência teórica para o sistema ERP, objeto desta pesquisa Sistemas ERP Identificar os conceitos proeminentes. Explorar as vertentes relacionadas com o tema proposto. Tema central da Dissertação. Modelo TOE Estabelecer a definição da teoria com a qual o tema se apoia. Referência teórica de apoio a questão de pesquisa. Fonte: elaborado pelo autor. A pesquisa documental realizada consistiu na análise de documentos técnicos do projeto, como o Planejamento executivo do projeto, Cronograma corporativo do programa, Documentação de business blue print e documentação de BPM. 3.4.2. Estudo de Caso O estudo de caso é um método de pesquisa que investiga um fenômeno contemporâneo em seu ambiente natural ou real (YIN, 2015), adotando múltiplas fontes de evidência sobre uma ou poucas entidades, sem o uso de manipulação ou controle. A opção pelo estudo de caso é pertinente quando o conhecimento existente sobre o fenômeno é pequeno, quando as teorias disponíveis para explica-lo não são apropriadas. Pelo estudo de caso é possível ter uma visão detalhada de um fenômeno, incluindo seu contexto (OLIVEIRA;MAÇADA;GOLDONI, 2006). Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, dentro da abordagem da pesquisa qualitativa, o método de pesquisa estudo de caso, que é uma estratégia preferida quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos, onde, a partir de fontes internas e levantamento feito in loco, são apresentadas informações aprofundadas sobre a empresa participante da amostra. O estudo de caso como método pode, além de ser adotado quando a necessidade é de explorar uma situação que não está muito bem definida (OLIVEIRA, MAÇADA; GOLDONI, 2006), também permite a conservação de características 80 holísticas e significativas de acontecimentos da vida real tais como processos organizacionais e administrativos. O estudo de caso pode ser utilizado para descrever uma situação no seu contexto, gerar hipóteses e testar teorias. Suas principais características: fenômeno examinado em seu contexto; dados coletados por múltiplas fontes; poucos elementos sendo examinados; sem utilização de muitos controles ou manipulação de dados; questão de pesquisa do tipo “por quê?” ou “como?”; foco em um evento contemporâneo; os resultados dependem fortemente da capacidade de integração do pesquisador (GODOY, 1995; OLIVEIRA; MAÇADA; GOLDONI, 2006; YIN, 2015;). Claramente, o método de pesquisa de estudo de caso é particularmente adequado para a pesquisa de SI, já que o objeto de nossa disciplina é o estudo de sistemas de informação em uma organização (MYERS, 1997; MORESI, 2003). A identificação e descrição dos dados correspondentes serão realizados com o apoio teórico do modelo Technology–Organization–Environment (TOE) (TORNATZKY;FLEISCHER, 1990). O interesse dessa pesquisa é estudar o funcionamento do sistema ERP, na fase de utilização, implantado em uma instituição bancaria pública, portanto diante do que foi exposto permite-nos considera-lo como um estudo de caso (GIL, 2009). Neste trabalho, o caso é o Caixa Econômica Federal, instituição financeira pública. A unidade de análise definida foi o Programa Plataforma de Gestão Integrada GEPEM. 3.4.2.1. Universo e Amostragem da Pesquisa Segundo Vergara (1998) é preciso definir toda a população e a população amostral. Entenda-se aqui por população não o número de habitantes de um local, como é largamente conhecido o termo, mas um conjunto de elementos, que possuem as características que serão objeto de estudo. População amostral ou amostra é uma parte do universo, escolhida segundo algum critério de representatividade. O universo da pesquisa é a área que compreende as unidades da CAIXA que estão envolvidas com a utilização ou foram impactadas pelos processos envolvidos com a implantação do componente de sistema ERP em questão. A figura 17 destaca as unidades de TI, de logística e de Administração de Pessoas da instituição financeira, estruturas participantes direta ou indiretamente do estudo. 81 Figura 20 - Unidades CAIXA relacionadas no estudo Fonte: elaborado pelo autor. A Caixa Econômica Federal, empresa selecionada para a pesquisa, adotou um projeto de implantação de um sistema ERP como parte de um complexo de sistemas de informação de um programa denominado GEPEM, que começou a ser incorporado em 2013. O critério de acessibilidade foi o motivo da escolha dessa empresa para o presente estudo, por ser uma empresa pública e pelo fato do autor ter sido contratado pela empresa vencedora do certame para prestar o serviço de implementação do sistema e pelo motivo desse projeto ter apresentado as características relevantes para o estudo em questão. A amostra deste estudo está classificada como não probabilística, selecionadas por acessibilidade e por tipicidade. No contexto de acessibilidade entende-se por longe de qualquer procedimento estatístico, seleciona os elementos pela facilidade de acesso a eles. Por tipicidade, é constituída pela seleção de elementos que o pesquisador considere representativos da população alvo, o que requer profundo conhecimento dessa população (VERGARA , 1998). 82 Tabela 2 - Caracterização da População e amostra da Pesquisa Caracterização da População Universo Amostra Empregado CAIXA 68 26 Coordenador ou Gerente Técnico ou Funcional 6 8 Suporte Tec. da CAIXA 10 6 Usuário chave 22 11 Usuário final 30 1 Empregado Externo (Empresa de Consultoria Contratada) 54 27 Consultor Funcional ERP 30 15 Consultor Técnico ERP 26 11 Gerente Técnico 4 1 Total Geral 128 53 Fonte: Elaborado pelo autor. A amostra para o desenvolvimento do estudo foi composta nas unidades de negócio envolvidas com o projeto de implantação e utilização do componente em questão, nos setores de TI, de logística e de administração de pessoas. Os participantes da pesquisa foram membros da equipe de projeto diretamente envolvidos no programa de implantação do ERP na empresa, que são os empregados da empresa CAIXA, gestores e usuários do sistema em questão e consultores externos, funcionários contratados pela empresa responsável pela implantação e estabilização dos componentes técnicos. 3.4.2.2. Determinação do número de caso Segundo Yin (2015) a pesquisa de estudo de caso inclui tantos estudos de caso único quanto múltiplos, o que determina qual dos dois aplicar são os fatores relacionados à pesquisa. Este trabalho é classificado em termos de quantidade de casos, valendo-se da descrição de Gil (2009, p. 51), como um estudo de caso único, por se referir à uma organização especifica. 3.4.2.3. Limitação da Pesquisa Este trabalho amplia o entendimento de como ocorre a estabilização de um sistema ERP em uma instituição pública e que fatores podem contribuir ou afetar essa estabilidade. Sendo assim, uma perspectiva mais aprofundada da 83 sustentabilidade técnica-funcional do sistema deve ser avaliada sob outros pontos de vista. Da mesma forma, considerando que os ERP’s possuem um ciclo de vida útil e finito dentro de uma organização, este estudo não tem como proposito identificar todas as nuances no ciclo de vida da implementação de ERP. Sendo assim, visões mais restritas, mais específicas ou mais amplas de partes desta pesquisa podem ser requeridas no futuro, a fim de validar aspectos levantados neste estudo para melhor analisar sucessivas implementações de plataformas ERP’s em uma mesma organização. Da mesma forma, considerandoque este trabalho é um estudo de caso, as limitações são evidentemente coerentes com a metodologia aplicada aqui. O Estudo de caso apresenta, por um lado, o aprofundamento do estudo dos fenômenos de interesse, dando acesso ao conhecimento gerado na abordagem, por outro lado, impede que as conclusões obtidas sejam generalizadas para outros casos (GIL, 2010). Tal dificuldade existe não só pelo fato de se trabalhar com uma amostra reduzida, mas também por não ser possível isolar o objeto estudado no ambiente onde ele opera. Portanto, o principal objetivo é identificar o fenômeno pesquisado e verificar de que forma permite responder à questão da pesquisa. 3.4.2.4. Coleta de Dados Os instrumentos de pesquisa são procedimentos que o pesquisador deve utilizar para direcionar de forma lógica e sistêmica, o processo de coleta, análise e interpretação de dados (RAUPP; BEUREN 2003). O procedimento de coleta de dados para este estudo de caso levou-se em consideração os princípios apontados por Yin (2015), o uso de múltiplas fontes de evidência, tais como, documentos e registros de arquivos. Ter uma base de dados do estudo de caso – refere-se à maneira de organizar e documentar os dados coletados para os estudos de caso. A documentação consiste comumente em duas coletas separadas: a dos dados ou base comprobatória e o relato do pesquisador. Manter o sequenciamento encadeado das evidências correspondentes – intentando aumentar a confiabilidade dos dados no estudo de caso. Cuidar no uso de dados de fontes 84 digitais – a riqueza da informação pode confundir o pesquisador. Portanto todo cuidado é importante. Sendo assim as técnicas de coleta de dados empregadas no presente trabalho serão: a) pesquisa bibliográfica em livros, artigos, teses, dissertações, internet e periódicos especializados; e b) outra forma de coleta de dados escolhida para esta pesquisa é a aplicação de um questionário, disponível em um endereço eletrônico na internet, criado especificamente para esta finalidade, facilitando assim a consolidação e recuperação e consulta dos dados para a análise. Na perspectiva de garantir a exatidão e a confiabilidade dos dados, foram utilizados esses instrumentos diversos, sobre a mesma amostra, afim de minimizar a subjetividade. Foi aplicado um questionário, (ver Apêndice B) como instrumento de coleta de dados, que é constituído por uma certa quantidade de perguntas ordenadas a respeito de variáveis ou construtos que se deseja medir ou descrever e que deve ser encaminhado para potenciais participantes da pesquisa (MARCONI;LAKATOS, 2010). A elaboração de um questionário deve ser feita levando em consideração o cumprimento de certas regras, propositando aumentar sua eficácia e validade. Na construção das questões deve levar em conta os tipos, a ordem, os grupos de perguntas, entre outros detalhes (MARCONI;LAKATOS, 2010). A estrutura do questionário foi dividida em duas partes e seções: a primeira parte contém questões apropriadas para levantar informações sobre o perfil dos participantes e a segunda parte para obter as percepções correspondentes. A segunda parte, composta de 32 assertivas fechadas, as quais foram estruturadas com base nos pressupostos teóricos do framework TOE - Technology, Organization and Environment (TORNATZKY;FLEISCHER, 1990), o qual identifica três aspectos do contexto de uma empresa que influenciam o processo pelo qual ela adota e implanta uma inovação tecnológica: o contexto tecnológico, o contexto organizacional e o contexto ambiental. A construção das questões foi inspirada em publicações anteriores que utiliza temas semelhantes, a Figura 18 apresenta essa estruturação. 85 Figura 21 - Estruturação do instrumento de coleta de dados conforme temas Fonte: Elaborado pelo autor. O formato das questões é identificado como de múltiplas alternativas, baseado na escala Likert, que segundo Martins e Theóphilo (2009) é amplamente utilizada em pesquisas nas ciências sociais aplicadas. Essa escala exige que os participantes indiquem um grau de concordância ou de discordância com cada uma de uma série de afirmações relacionadas com os objetos de estímulo (MALHOTRA, 2001, P.255). Para fazer a análise, atribuiu-se a cada afirmação um escore numérico variando de 1 a 5, conforme demonstrado no quadro 12. Quadro 12 - Valores das respostas na escala Likert para a pesquisa Alternativa Descrição Valor 1 Concordo totalmente 5 ponto 2 Concordo em partes 4 pontos 3 Não concordo e nem discordo 3 pontos 4 Discordo em partes 2 pontos 5 Discordo totalmente 1 pontos Fonte: elaborado pelo autor. O formulário com as questões, foi disponibilizado na Internet entre 12 de setembro e 30 de novembro de 2018 (veja Figura 22) que foi aplicado ao time de profissionais envolvidos na implantação, sustentação e na utilização do sistema 86 implementado, formado pelos consultores externos e pelos empregados de diferentes níveis organizacionais da instituição financeira, objeto desta pesquisa. Figura 22 - Questionário disponibilizado na Internet Fonte: Elabora pelo autor. Através desse procedimento, 50 questionários foram recolhidos da população de participantes relacionados no escopo da pesquisa. Ao Nível de Confiança de 95%, chegou-se a uma margem de erro de 5,00%. 87 4. ESTUDO DE CASO - A IMPLANTAÇÃO DO ERP NA CAIXA 4.1. CARACTERIZAÇÃO E CONTEXTO DA EMPRESA A CAIXA é instituição financeira do setor público, que foi criada em 12 de janeiro de 1861 pelo Imperador Dom Pedro II com o nome Caixa Econômica da Corte. Seu propósito era incentivar a poupança e conceder empréstimos sob penhor, com a garantia do governo imperial. Esta característica diferenciava a instituição de outras da época, que agiam no mercado sem dar segurança aos depositantes ou que cobravam juros excessivos dos devedores. Deste modo, a Caixa rapidamente passou a ser procurada pelas camadas sociais mais populares, incluindo os escravos, que podiam economizar para suas cartas de alforria. Controlada pelo governo federal brasileiro a sua missão é atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do País, como agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado brasileiro. Tem patrimônio próprio e autonomia administrativa com sede em Brasília-DF e com filiais em todo o território nacional. Integrando o sistema financeiro nacional a CAIXA auxilia a política de crédito do Governo Federal, submetendo-se às suas decisões e à disciplina normativa ao Ministro da Fazenda, e à fiscalização do Banco Central do Brasil. Conta em caráter excepcional com serviços bancários autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Suas contas e operações estão sujeitas a exame e a julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU). A CAIXA é o maior banco genuinamente público da América Latina, focada também em grandes operações comerciais, mas ainda assim não perdendo seu lado social, uma vez que é centralizadora de operações como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Integração Social (PIS) e Habitação popular (Programa de Arrendamento Residencial - PAR, Carta de Crédito, FGTS, entre outros). É agente pagador também do Bolsa Família, programa de complementação de renda do Governo Federal e do Seguro-desemprego. A arquitetura organizacional da CAIXA conta com aproximadamente 87.500 empregados, 12 vice-presidências e 25 diretorias. A figura 23 mostra-nos o organograma do conglomerado CAIXA. https://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_janeiro https://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_janeiro https://pt.wikipedia.org/wiki/1861 https://pt.wikipedia.org/wiki/Dom_Pedro_II https://pt.wikipedia.org/wiki/Poupan%C3%A7a https://pt.wikipedia.org/wiki/Penhor https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_de_alforriahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_%28Brasil%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%ADlia https://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito_Federal_%28Brasil%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_financeiro_do_Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_Central_do_Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Monet%C3%A1rio_Nacional https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_de_Contas_da_Uni%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribunal_de_Contas_da_Uni%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_p%C3%BAblica https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_Latina https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_de_Garantia_do_Tempo_de_Servi%C3%A7o https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_de_Garantia_do_Tempo_de_Servi%C3%A7o https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Integra%C3%A7%C3%A3o_Social https://pt.wikipedia.org/wiki/Habita%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa_Fam%C3%ADlia https://pt.wikipedia.org/wiki/Aux%C3%ADlio-desemprego 88 O modelo de gestão da CAIXA é flexível para permitir a adoção de estratégias de mercado, investir em novas tecnologias e inovação, permitindo seu alinhamento tecnológico com as tendências do cenário mundial, e assim manter-se de certa forma preparada para novos enfrentamentos, incluindo a entrada de novos players na concorrência do seu negócio. O advento das fintechs9, que está alterando rapidamente o cenário global dos negócios bancários, se encontra nesta nova perspectiva como resultado da inovação disruptiva, num movimento mundial que vem crescendo a cada dia, e está no centro de uma grande questão a ser discutida pelas instituições financeiras, inclusive as públicas, o desenvolvimento de soluções para os gargalos nos mecanismos financeiros tradicionais (HODER et al., 2016). Esse investimento em inovadoras aplicações tecnológicas teve a expectativa de ser compatível com a missão e objetivos da empresa, que através da contratação de um abrangente programa de governo para implementação, deveria trazer novos conhecimentos, sustentar essa perspectiva de crescimento e reforçar controles de gestão, compliance, governança e operação interna. 4.2. A ÁREA DE LOGÍSTICA CAIXA A área de Logística da CAIXA, mostrada no destaque na figura 23, representada pela GILOG (Gerência de Filial de Logística) como unidade operacional, vinculada à VILOP (Vice-Presidência de Logística e Operações) e DELOP (Diretoria de Logística e Operações), é uma área organizacional responsável pela gestão dos processos operacionais de logística da companhia. 9 Fintechs são uma nova modalidade de empresas especializadas em tecnologia financeira que desenvolvem e mantem soluções para os gargalos dos mecanismos financeiros tradicionais. (HODER et al., 2016). 89 Figura 23 - Organograma do conglomerado CAIXA Fonte: (CAIXA 2018a). Os principais processos da área de Logística da CAIXA são: ▪ Administrar compras e contratos; ▪ Instalar e manter infraestrutura (ambientes físicos); ▪ Prestar serviços de apoio à operação; ▪ Suprir a empresa de materiais e serviços; ▪ Prestar serviços administrativos e de logística; ▪ Prestar serviços de apoio à gestão; Os processos são executados em 12 unidades filiais conhecidas como GILOG, atendendo aos 26 estados da União, sob a gestão e apoio das demais unidades que compõem a VILOP na matriz em Brasília DF. 90 A área conta com um portal de compras denominado Sistema Licitações Caixa, que possibilita realizar compras em qualquer uma das modalidades previstas em Lei (licitação, pregão, compra direta, etc.). Os requisitos do sistema, além de estarem aderentes ao cumprimento dos aspectos legais, disponibilizam um conjunto de soluções e inovações para uma melhor gestão e acompanhamento dos processos de compras públicas (CAIXA, 2018b). Esse sistema busca aperfeiçoar os resultados vinculados à melhoria de processos internos, redução de prazos e custos, melhoria dos canais de comunicação com os públicos externo e interno, além de propiciar integridade e transparência dos processos de contratação eletrônica (CAIXA, 2018b). A logística da CAIXA é responsável pela contratação, administração e pagamento de diversos contratos de fornecimento de bens e serviços para a instituição. As contratações de serviços abrangem um espectro de atividades que incluem desde o controle e gestão de imóveis, a negociação de convênios com transporte de empregados, a contratação de passagens aéreas, até à licitação de serviços de TI para manutenção e desenvolvimento dos sistemas de informação. 4.3. O PROGRAMA DE IMPLANTAÇÃO GEPEM 4.3.1. O Fornecedor-fabricante do sistema ERP A fornecedora de ERP escolhida foi a empresa SAP, que é uma organização multinacional de grande porte, com sede na cidade de Walldorf - Alemanha. Atualmente a SAP mantém a liderança global de mercado em soluções de TI para negócios colaborativos e multi-empresas (HURST; NOWAK, 2000;STATISTA, 2018). 4.3.2. A empresa de consultoria contratada para implantação A empresa contratada para a execução do projeto de implantação foi a Capgemini através da subsidiaria CPM Braxis S/A (CAIXA, 2013). O Grupo Capgemini conta com mais de 190 mil profissionais, em 44 países, e apresentou uma receita global de 12,5 bilhões € em 2016. A sede da Capgemini Brasil situa-se na cidade de Barueri, possuindo operações em Campinas (SP), Araraquara (SP), Brasília https://pt.wikipedia.org/wiki/Walldorf_%28Baden%29 https://pt.wikipedia.org/wiki/%E2%82%AC https://pt.wikipedia.org/wiki/Capgemini#cite_note-1 91 (DF), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Blumenau (SC). Em conjunto com seus clientes, a Capgemini cria e entrega soluções de negócios, de tecnologia e digitais, que atendem às suas necessidades, permitindo que conquistem inovação e competitividade. Como uma empresa essencialmente multicultural, a Capgemini desenvolveu seu modo próprio de trabalhar, o Collaborative Business ExperienceTM, com base no Rightshore®, seu modelo de entrega mundial. Em setembro de 2010 foi anunciada a compra de 55% das ações da CPM Braxis. O acordo garante à Capgemini a opção de compra do restante da companhia brasileira. No Brasil a empresa compete com empresas como IBM, Accenture, TIVIT, TCS, Indra e outras. 4.3.3. A Metodologia de Implantação adotada no programa A metodologia de implantação do sistema integrado na CAIXA foi baseada na metodologia ASAP (Acelered SAP) , que foi desenvolvida pela própria fabricante do sistema no ano de 1996 e é uma metodologia que contém um grupo completo de processos que estabelecem um amplo roteiro de procedimentos a serem cumpridos para implementar o sistema de gestão empresarial da SAP em uma organização. A figura 24 é uma representação da metodologia citada. O projeto, além de utilizar essa metodologia citada, incorporou, sempre quando foi possível algumas adaptações próprias da característica da empresa (CAIXA, 2013). Figura 24 - Metodologia de Implementação ASAP. Fonte: adaptado de (DOANE, 2012). https://pt.wikipedia.org/wiki/IBM https://pt.wikipedia.org/wiki/Accenture https://pt.wikipedia.org/wiki/TIVIT https://pt.wikipedia.org/wiki/Tata_Consultancy_Services 92 4.3.4. O Projeto de implantação da tecnologia O projeto de implantação se deu através do programa GEPEM (CAIXA, 2013) que foi estruturado para implantar as aplicações em três frentes da gestão de corporativa da companhia: Gestão de Pessoas, usando componente específico para atender a administração de Pessoal, envolvendo o controle de recursos e desenvolvimentos humanos, a Gestão Logística, que envolve toda a cadeia de suprimentos, de compras, estoques, patrimônios, serviços , licitação até o pagamento (purchase to pay) e a Gestão de Agronegócios (plataforma de crédito), este baseado num sistema apropriado para gerir negóciosbancários, conforme estrutura do programa exibido na figura 21. Os processos de negócios da empresa previstos na implantação dessas soluções no ambiente de Sistema de informação em questão, que foram contemplados no escopo do programa acompanham a estrutura organizacional correspondente (CAIXA, 2013), veja na figura 25. Além desses projetos funcionais, o escopo do programa conta com a implantação de projetos técnicos (CAIXA, 2013), que envolve outras ferramentas de apoio, tais como o Sistema de gestão de soluções, testes, mudanças e de documentação do programa e contou ainda com áreas apropriada para implantação e gestão de BPM e de Business Inteligente, conforme se observa na figura 26. Figura 25 - Estrutura organizacional do programa GEPEM Fonte: (CAPGEMINI, 2013). 93 O programa GEPEM se estruturou com uma equipe de aproximadamente 200 pessoas diretas, entre empregados, coordenadores e gerentes da CAIXA e consultores externos funcionários da empresa de consultoria contratada para a implementação e transferência de conhecimento. Os projetos funcionaram em um mesmo edifício na cidade de Brasília-DF, para facilitar a integração de toda equipe. Figura 26 - Estrutura do escopo do programa GEPEM Fonte: (CAPGEMINI, 2013). Os projetos de implantação de novos sistemas nas organizações são vastamente tratados na literatura, e são conceituados como processos complexos, que envolve uma tarefa complexa a ser objetivada, com equipe enorme de pessoas, com prazos determinado. O programa GEPEM como um todo foi oficialmente inaugurado na companhia em agosto de 2013, veja o cronograma macro de implantação na figura 28. A CAIXA criou uma estrutura corporativa denominada GEPEM, responsável pela gestão do programa, que foi dividido em três grandes projetos, com empregados especialistas oriundos das áreas de conhecimento correspondente. 94 Figura 27 - Estrutura de projetos técnicos e funcionais Fonte: (CAPGEMINI, 2013). Figura 28 - Cronograma macro do programa GEPEM Fonte: (CAPGEMINI, 2013). O projeto, por sua vez foi dividido em frentes de negócio, cada frente contendo um empregado caixa líder (usuário-chave) e demais colaboradores participantes. O Quadro 13 exibe as quantidades de profissionais alocados no projeto. 95 Quadro 13 - Quantidades de profissionais alocados no projeto Projeto (Frente de Negocio) CAIXA Externos Outros (Apoio) Gestão de Pessoas 121 33 2 Gestão de Logística 109 27 3 Agronegócio 50 13 1 Gestão do Programa/Administrativo 10 27 4 Projetos Técnicos 10 10 10 Total 190 100 10 Fonte: CAIXA Dada a magnitude do programa na instituição e seus impactos organizacionais, observa-se o quanto é fundamental a definição de uma estrutura multidisciplinar para fazer a gestão de informações e conhecimento, atribuída à estrutura organizacional da empresa para dar continuidade e sustentação funcional aos processos empresariais implantados. A CAIXA, como uma das maiores empresas públicas, ainda não tinha implementado nenhum sistema com tamanha magnitude de integração de processos de negócio (ver Apêndice D) e com essa volumetria (ver figura 29). A implantação deste programa, além de entregar a utilização de transações e funcionalidades para administração das operações, as ferramentas ora ofertadas trouxeram um arcabouço de poderosas aplicações funcionais para a gestão do projeto, para a gestão de documentação e para a gestão de testes. Apesar de CAIXA possuir uma larga expertise em Tecnologia da Informação e consequentemente dominar diversas ferramentas e metodologias, a adotada para o projeto foi a SAP Accelerated, que é a metodologia ofertada pelo fabricante do sistema, obviamente com adaptações inerentes à características da companhia. Dessa forma, foram aportados representantes do negócio para especificar as funcionalidades, apoiados por representantes da área contábil, orçamentária e tributária, além da equipe de TI da CAIXA, criando uma equipe multidisciplinar e com ampla visão sistêmica dos processos da empresa. A fim de operacionalizar a solução adotada no contexto do escopo do programa, com performance adequada ao volume de negócios da organização e sua estratégia geral, foram estimados os quantitativos descritos na tabela 3. 96 Figura 29 – Volumetria para dimensionamento do sistema ERP Fonte: (CAIXA, 2013). Tabela 3 - Quantidade de Perfis com acesso ao Sistema PERFIS LOGÍSTICA PESSOAS ADMINISTRADOR Usuários que utilizam as facilidades dos processos de negócio 466 13.680 FINAL Usuários que alimentam dados próprios, consultam informações, utilizam funcionalidades. 2.361 93.493 COLABORADOR Usuários prestadores de serviço que atuam no ambiente e executam alguma atividade relacionada 265 15.066 GESTOR Usuários com total acesso aos processos de negócio para serviços de definição e customização. 49 125 TI Usuários com acesso irrestrito para serviços de desenvolvimento, parametrização e suporte; 8 14 EXTERNO Usuários que atuam fora do ambiente CAIXA 30.369 365 SUPORTE CEATI Usuários que prestam serviço de suporte 1º nível aos usuários 13 64 Fonte: (CAIXA, 2013). 97 Além da quantidade expressiva de atividades de projeto, através da diversidade de processos de negócios a serem contemplados, outro desafio foi a quantidade de sistemas corporativos legados impactados, especialmente em interfaces, veja no Apêndice C a relação dos sistemas legados envolvidos. 4.3.5. Transferência de Conhecimento A transferência de conhecimento, no âmbito desse programa, consistiu-se no provimento por parte da empresa de consultoria contratada de todos os subsídios de conhecimentos técnicos e funcionais a serem repassados para a CAIXA, afim de que a mesma obtenha capacidade necessária para a entendimento pleno sobre a Solução implantada, sobre a sua instalação, configuração, execução, parametrização, customização, gerenciamento e operação. O Plano de Treinamento para a transferência de conhecimento ocorreu durante a execução do projeto, ministrado pelos próprios consultores de implementação da solução, veja tabela 4. Tabela 4 - Organização de turmas de treinamento de equipe Descrição do Treinamento Turmas Qtde Dias por Turma Qtde alunos por Turma Público- alvo SAP ERP Simulation Game - Distribution 1 1 15 Negócio SAP Overview 1 3 15 Negócio Solução de RH – Multiplicadores 2 5 15 Negócio Solução de Logística – Multiplicadores 6 5 15 Negócio Solução de RH – Key-users 5 2 15 Negócio Solução de Logística – Key-users 5 2 15 Negócio SAP Netweaver Application Server - 1 3 15 TI SAP Netweaver Portal fundamentals 1 3 15 TI SAP Administration AS ABAP 1 1 5 15 TI SAP Administration AS Java 7.0 1 5 15 TI SAP Netweaver AS – Security 1 3 15 TI SAP Netweaver Portam System Administration 1 5 15 TI SAP Netweaver Identity Management 1 5 15 TI SAP Netweaver Integration Technology 1 3 15 TI SAP Netweaver Process Integration 1 5 15 TI Fonte: (CAIXA, 2013). 98 5. ANÁLISES DOS DADOS 5.1. ANALISE DESCRITIVA DOS DADOS O conjunto de dados aqui apresentados retrata o estudo sobre a implantação do sistema ERP da Caixa Econômica Federal, cujo objetivo é identificar a visão dos envolvidos no processo. Os dados foram obtidos através de respostas do questionário que foi disponibilizado à população da pesquisa e foram recolhidos de uma amostra de 53 pessoas conforme descrito no item 4.3 da pesquisa. Em Nível de Confiança de 95%, chegou-se a um a margem de erro de 5,00%. A Tabela 4 resume a distribuição da amostra, conforme empresa e área de atuação. Tabela 4 - Caracterização da População e amostra da Pesquisa Caracterização da População Universo Amostra Empregado CAIXA 48 26 Gerente Técnico 4 5 Suporte Tec. da CAIXA 10 6 Usuáriochave 22 11 Usuário final 12 4 Empregado Externo (Empresa de Consultoria Contratada) 54 27 Consultor Funcional ERP 30 13 Consultor Técnico ERP 20 11 Gerente Técnico 4 3 Total Geral 102 53 Fonte: Elaborado pelo autor. Para possibilitar uma melhor compreensão dos dados e ainda uma melhor visão do perfil dos participantes, apurou que os pesquisados são na maioria (71,70 %) do sexo masculino (ver tabela 5), situando-se maioritariamente na faixa etária entre 30 e 40 anos (51%) (ver tabela 6), com 68% tendo nível educacional de especialização ou MBA (ver tabela 7). A tabela 8 apresenta as frequências por tipo de empregado. Tabela 5 - Frequência dos respondentes do questionário, por sexo. Rótulos de Linha Soma de Amostra Percentual Percentual Valido Percentual Acumulado Feminino 15 71,70% 71,74 71,74 Masculino 38 28,30% 28,26 100,00 Total Geral 53 100,00 100,00 Fonte: elaborado pelo autor. 99 Tabela 6 - Frequência dos respondentes do questionário, por faixa de idade. Faixa da Idade Frequência Percentual Percentual Valido Percentual Acumulado Menos de 30 anos de Idade 4 8% 8% 8% Entre 30 e 40 anos 27 51% 51% 58% Entre 41 e 50 anos 14 26% 26% 85% Acima de 50 anos 8 15% 15% 100% Total 53 100% 100% Fonte: elaborado pelo autor. Tabela 7 - Frequência dos respondentes do questionário, por nível educacional. Nível Educacional Frequência Percentual Percentual Valido Percentual Acumulado Especialização ou MBA 36 68% 68% 68% Graduação 15 28% 28% 96% Mestrado ou doutorado 2 4% 4% 100% Total 53 100% 100% Fonte: elaborado pelo autor. Tabela 8 - Frequência dos respondentes do questionário, por tipo de empregado Tipo de Empregado Frequência Percentual Percentual Valido Percentual Acumulado Empregado CAIXA 26 49% 49% 49% Empregado Externo (Consultoria Contratada) 27 51% 51% 100% Total 53 100% 100% Fonte: elaborado pelo autor. As demais variáveis do questionário possuem comportamento diferenciado. Trata-se de "julgamentos" feitos pelos empregados das empresas envolvidas no projeto, sobre as características do programa de implantação do sistema ERP na CAIXA. Estes julgamentos estão diretamente associados à percepção de cada indivíduo participante, variando de forma crescente de "discordo totalmente" a "concordo totalmente". Foi calculado os escores para cada variável, com o intuito de ordená-Ias e assim, avaliar quais variáveis obtiveram melhor ou pior julgamento por parte dos respondentes. Adicionalmente, utilizou-se uma análise de frequência, por categorias de seleção das questões na escala Likert apresentadas, para as 32 variáveis. A Tabela 9 apresenta os valores de frequência para cada variável. 100 Tabela 9 - Frequência de resposta, por categoria Likert, na visão dos respondentes Frequências Variável 5 4 3 2 1 V1 18 26 6 1 2 V2 26 19 1 6 1 V3 12 23 8 7 3 V4 26 12 6 7 2 V5 22 19 1 7 4 V6 36 13 2 2 0 V7 19 23 4 6 1 V8 9 24 10 10 0 V9 23 24 3 2 1 V10 7 17 4 8 8 V11 10 21 8 12 2 V12 18 17 8 10 0 V13 19 14 5 10 5 V14 15 22 8 6 2 V15 7 21 7 13 5 V16 13 25 4 10 1 V17 9 16 10 11 7 V18 35 11 6 0 1 V19 16 18 9 8 2 V20 18 18 5 8 4 V21 10 27 6 9 1 V22 11 23 7 10 2 V23 12 18 10 11 2 V24 14 25 5 4 5 V25 13 21 8 6 5 V26 29 14 7 3 0 V27 10 25 11 4 3 V28 9 8 21 6 9 V29 10 17 17 5 3 V30 2 10 12 4 2 V31 3 4 2 4 4 V32 3 5 2 2 5 Soma 484 580 223 212 92 Fonte: elaborado pelo autor. As variáveis equivalentes às linhas da Tabela 9, são correspondentes às questões do questionário (Anexo 3), relativas a algumas características do projeto na perspectiva do modelo TOE. 101 Com relação à soma das frequências obtidas para cada categoria da escala, uma observação a ser feita é que, a categoria de menor frequência é a de número 1, que corresponde, na escala, à opção "Discordo totalmente". E a categoria de maior frequência é a número 4, "Concordo em partes", seguida da categoria de número 5, "Concordo Totalmente". De uma maneira geral, os valores apresentados tendem a indicar um julgamento consistente, por parte dos respondentes, das variáveis estudadas. As questões do instrumento de pesquisa se representam aqui pelas variáveis e são agrupadas e analisadas nas respectivas dimensões dos aspectos organizacional, tecnológicos e de ambiente externo com base no modelo TOE, conforme demonstrado no quadro 14. Quadro 14 - Aspectos e dimensões relacionadas ao projeto de implantação do ERP Aspectos Dimensões Variáveis Organizacional (1) Redesenho e Mudança Organizacional V1, V4 e V11 (2) Cultura ou Clima organizacional V6 e V9 (3) Treinamento ou capacitação de usuários V2 e V3 (4) Liderança ou gestão V8 e V10 (5) Características da Empresa V5 e V7 Tecnológico (6) Experiência do usuário V12,V13,V14 e V15 (7) Prontidão e Suporte técnico V17,V18,V20 e V23 (8) Qualidade do projeto de implantação V16,V19,V21 e V22 Ambiente Externo (9) Consultoria externa V24, V25,V26 e V27 (10) O Fabricante do ERP V28 e V29 (11) Influência do Governo no programa V31 e 32 Fonte: elaborado pelo autor. 5.1.1. Análise das dimensões do aspecto Organizacional Na análise das questões relacionadas com o aspecto organizacional, onde se presume que certos fatores venham atuar na estabilização do sistema na empresa (ZHU et al., 2010), a partir dos dados extraídos do questionário, incluiremos a média dos valores obtidos nas respostas. Para facilitar a descrição das observações, agregamos às respostas obtidas os valores 1 (Discordo Totalmente), com as de valor 2 (Discordo em partes) e as de valor 4 (Concordo em partes) com as de valor 5 (Concordo Totalmente), veja tabela 10. 102 Tabela 10 - Estatísticas descritivas e de frequências – Aspectos organizacionais Questões MÉDIA Discordo em partes ou Discordo totalmente 1 / 2 Não concordo e nem discordo 3 Concordo totalmente ou Concordo em partes 4 / 5 1) A utilização de Reengenharia de processos de negócios 4,08 6% 11% 83% 2) Importância do Treinamento de usuários no ERP. 4,19 13% 2% 85% 3) O treinamento de usuários condizente às necessidades 3,64 19% 15% 66% 4) A equipe de GMO atuante e efetiva 4,00 17% 11% 72% 5) Empresa pública naturalmente tem suas dificuldades 3,91 21% 2% 77% 6) O bom clima organizacional, forte integração e comprometimento. 4,57 4% 4% 92% 7) Complexidade e grandeza da empresa 4,00 13% 8% 79% 8) Garantiu a continuidade do gestor no programa. 3,60 19% 19% 62% 9) Empenho dos empregados no projeto 4,25 6% 6% 89% 10) A alta administração alocar os recursos suficientes 3,13 30% 25% 45% 11) A realização das mudanças organizacionais 3,47 26% 15% 58% Fonte: Elaborado pelo autor. Todas as variáveis construídas a partir do aspecto organizacional, foram valorizadas na percepção dos inquiridos com o sentido positivo de concordância, isto é, a porcentagem de respostas com valores 1, 2 e 3, foi bem inferior à porcentagem total de respostas com valores 4 e 5. Destaca-se o nível da influência que integração da equipe e comprometimento com os objetivos, tem em promover a estabilização do sistema (questão 6 - O bom clima organizacional, forte integração e comprometimento) com 92% de concordância. O empenho dos empregados (questão 9), obteve 89% das respostas em concordando totalmente ou concordando em partes, evidência positivamente a importância desse fator comportamental no contexto pesquisado. Nos próximos itens exibe-se uma representação gráfica e a análise de todas as variáveis agrupadas nas dimensões do aspecto organizacional. 5.1.1.1. Redesenho e Mudança Organizacional Com relação à dimensão redesenho e mudança organizacional, foram definidas três variáveis (questões 1, 4 e 11). Verifica-se uma clara predominância da 103 percepção dos participantesque responderam, que concordam em parte ou concordam totalmente, com o fato que a utilização de BPM provoca um maior nível de qualidade ao projeto (83%), e que as mudanças organizacionais estão sendo feitas adequadamente (59%) e sobre a importância efetiva de GMO no projeto, 72% responderam que, de alguma maneira, concordam (veja Figura 30). Figura 30 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – mudança organizacional Fonte: Elaborado pelo autor. Desta análise é possível concluir que, a dimensão em torno de utilização de redesenho de processos ou BPM, assim como GMO atuante, efetiva e coordenando as mudanças adequadamente assinalou um maior nível de qualidade ao projeto e portanto facilitou a estabilização do sistema. 5.1.1.2. Clima organizacional As questões 6 e 9 foram agrupadas à dimensão clima organizacional, que foi entendido pelo respondentes como sendo um fator importante, que de alguma maneira relaciona diretamente com a estabilização do sistema (veja Figura 31). 104 Clima organizacional, obteve uma média de 4,57 ou seja, a maior dentre os 11 temas analisados no aspecto organizacional. Figura 31 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – clima organizacional (B) Fonte: Elaborado pelo autor. Verifica-se uma clara predominância dos participantes, quase 92%, que responderam que concordam (total ou parcialmente) com o fato que um bom clima organizacional, forte integração e comprometimento propicia a estabilização do sistema, ao fato que os usuários se empenharam para que o projeto fosse bem sucedido, os que concordam em parte e concordam totalmente foram 88%. 5.1.1.3. Treinamento ou capacitação de usuários As questões 2 e 3 se consolidam relativamente em Treinamento de usuários, que foi percepcionado significativamente pelos participantes, com alta porcentagem de importância e que, naturalmente se relaciona com a estabilização do sistema (veja Figura 32). 105 Figura 32 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – treinamento de usuários Fonte: Elaborado pelo autor. Observa-se a ascendência das respostas dos participantes em concordar, totalmente ou partes, que os usuários finais foram treinados no ERP e que a capacitação foi condizente às necessidades da empresa para o uso efetivo do ERP, com 85% e 66% respectivamente. 5.1.1.4. Liderança ou gestão Pelas respostas observadas, existe uma noção clara da importância da liderança da empresa em favor à fase de estabilização do sistema, verificada nas respostas dos participantes em concordar em parte ou concordar totalmente, veja figura 33. Figura 33 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – liderança Fonte: Elaborado pelo autor. 106 Nota-se que 62% dos respondentes concordam em parte ou concordam totalmente que a empresa garantiu a continuidade dos gestores comprometidos com os objetivos do programa. De outra forma, do total de participantes da pesquisa, 32% concordam em parte que a alta administração ofertou as condições adequadas para a estabilização do sistema, um quarto dos respondentes (25%) responderam com neutralidade. 5.1.1.5. Características da Empresa Foram escolhidas duas variáveis para analisar as dificuldades que a empresa tem para estabilizar o sistema, relacionadas à características da empresa. As respostas para as questões 5 - Por ser uma grande empresa pública e 7 - Possuir sua própria complexidade, tiveram reposta dos que concordam em parte ou concordam totalmente somando 78% e 79% respectivamente (ver figura 34). Indicando fortemente a positividade das assertivas em questão. Figura 34 - Visão gráfica dos aspectos organizacionais – dificuldades Fonte: Elaborado pelo autor. 5.1.2. Análise das dimensões do aspecto Tecnológico Essa seção trata da análise das variáveis relacionadas com o aspecto tecnológico, que estão vinculadas de alguma forma com estabilização do sistema na organização (ZHU, LI, et al., 2010). Assim, as variáveis foram integradas no questionário através das questões 12 a 23 (veja a Tabela 11). 107 Tabela 11 – Estatísticas descritivas e de frequências - aspectos tecnológicos Questões MÉDIA Discordo em partes ou discordo totalmente 1 / 2 Não concordo e nem discordo 3 Concordo totalmente ou concordo em partes 4 / 5 12 A insatisfação dos usuários com a maneira de o ERP atender as tarefas. 3,81 19% 15% 66% 13 As características do sistema têm impactado a adaptação do ERP 3,60 28% 9% 62% 14 O processo de governança e segurança estão adequadamente geridos. 3,79 15% 15% 70% 15 Sobre a navegabilidade do ERP, o sistema implantado é de fácil operação 3,23 34% 13% 53% 16 O ERP implantado atende plenamente os requisitos da empresa em seus processos. 3,74 21% 8% 72% 17 Prontidão na resolução de problemas enfrentados estão sendo resolvidos 3,17 34% 19% 47% 18 A equipe de gerenciamento usa as melhores práticas do fornecedor do software 4,49 2% 11% 87% 19 Escopo e plano trabalho do projeto foram bem esclarecidos e divulgados. 3,72 19% 17% 64% 20 Foi definido uma estrutura de atendimento competente e com conhecimentos 3,72 23% 9% 68% 21 As configurações, customização e migração de dados foram bem feitas. 3,68 19% 11% 70% 22 Foram realizados testes rigorosos e suficientes para as entregas do programa. 3,58 23% 13% 64% 23 O fluxo de processo e atividades estão sendo executados precisa e adequadamente. 3,51 25% 19% 57% Fonte: elaborado pelo autor. Tais variáveis apresentam claramente a percepção dos inquiridos para o sentido de concordância plena ou em partes, evidenciado pela porcentagem de respostas dos valores 4 e 5, sendo superior na totalidade em comparação à percentagem de respostas dos outros valores. 5.1.2.1. Experiência do usuário Com relação à experiência do usuário, tema que envolve a utilização pratica do sistema, foram estabelecidas três variáveis (questões 12, 13, 14 e 15). É observado a predominância da percepção dos participantes que responderam, que concordam em parte ou concordam totalmente, que a dificuldade de estabilizar o sistema se dá também pela insatisfação na experiencia do usuário com o sistema (questão 12) com 66%, e entre aqueles que entendem que o sistema não é “amigável” (questão 13) são 62%, veja figura 35. 108 Destaca-se que 70% dos respondentes estão de acordo (responderam que concordam em parte ou concordam totalmente) que o processo de controle de acesso ao sistema esta gerido de forma satisfatória. Por outro lado, quando questionado sobre a navegabilidade do sistema ERP, em termos se ele é de fácil operação para efetivar as tarefas do dia-a-dia (questão 15) 53% concordam em parte ou concordam totalmente, sendo que 25% discordam em parte da afirmação. Figura 35 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – experiencia do usuário Fonte: elaborado pelo autor. 5.1.2.2. Prontidão e Suporte técnico Neste item de análise, que foram usadas as questões 17,18,20 e 23, verifica- se que também uma grande porcentagem de indivíduos, que percepcionam concordando em parte ou plenamente com as assertivas propostas nesta dimensão (veja figura 36). 109 Figura 36 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – suporte técnico Fonte: elaborado pelo autor. Os inquiridos foram questionados se “prontidão na resolução de problemas enfrentados na pós-implantação do ERP estão sendo resolvidos na velocidade adequada”, cuja resposta cravou positivamente menos da metade dos respondentes, 47%. Mas as pessoas que discordam (34%), o que poderá indicar que este item mereça ser avaliado em maior profundidade. Destaca-se que, a assertiva “Equipe de suporte usa as melhores práticas do fornecedor do software” obteve a maior média (4,49) no aspecto tecnológico. A maioriados participantes da pesquisa (87%) responderam que concordam em parte ou concordam totalmente que a equipe de suporte esta trabalhando alinhada com as melhores práticas do fornecedor, indica fortemente que este fator é preponderante na estabilização do sistema na fase de pós-implantação. É nítido a importância da definição de uma estrutura eficiente de atendimento na fase de Pós-implantação (captada pela questão 20) com um fluxo de processo e atividades sendo executados de forma precisa e adequada (questão 23), notadamente evidenciada nas respostas dos participantes em concordar em parte ou concordar totalmente 68% e 57% respectivamente. 110 5.1.2.3. Qualidade do projeto de implantação Obviamente o que foi planejado, projetado e executado durante a fase de implantação tem impactos diretos na fase pós-implantação. Isso é evidenciado nas porcentagens das respostas das questões 16, 19, 21 e 22, que atingiram uma grande proporção de indivíduos concordando em parte ou plenamente com as assertivas propostas (veja figura 37). Figura 37 - Visão gráfica dos aspectos tecnológicos – projeto de implantação Fonte: elaborado pelo autor. Para a variável “O ERP implantado atende plenamente os requisitos da empresa em seus processos” temos uma indicação de que o produto implantado é satisfatório em termos de aderência à companhia, pois foi respondida positivamente com 72%, ou seja, quase 1/3 dos inquiridos concordam em parte ou concordam totalmente. Apenas 21% dos inquiridos discordam da proposição em questão. Nota-se um alto índice de respondentes que pontuaram de forma neutra (17%) para a assertiva “Escopo e plano trabalho do projeto foram bem esclarecidos e divulgados”. 111 Para a variável “As configurações, customização e migração de dados foram bem feitas” há um claro entendimento de que as tarefas do projeto foram plenamente executadas, segundo os respondentes, temos 70% de colaboradores que concordam em parte ou concordam totalmente. Na mesma tendência, 64% concordam que os testes da aplicação foram adequados. 5.1.3. Análise das dimensões do aspecto Ambiente externo A análise das respostas relacionadas com o aspecto do ambiente externo envolve algumas variáveis para as empresas parceiras no projeto e também o governo, com as respectivas ações impactantes na estabilização do sistema. As questões relacionadas do questionário compreende as 24 até a 32 (veja a Tabela 12). Tabela 12 - Estatísticas descritivas e de frequências - Aspectos ambiente externo Questões MÉDIA Discordo em partes ou discordo totalmente 1 / 2 Não concordo e nem discordo 3 Concordo totalmente ou concordo em partes 4 / 5 24 A consultoria contratada para implementação do ERP foi adequada para a conclusão do projeto. 3,74 17% 9% 73% 25 A falta de conhecimento de alguns consultores dificultou o avanço em certas áreas. 3,58 21% 15% 64% 26 A transferência de conhecimento, foi adequada para que a empresa hoje pudesse estabilizar o sistema. 4,30 6% 13% 81% 27 A empresa entende o valor consultoria externa na incorporação do ERP 3,66 13% 21% 66% 28 O fabricante do ERP deu assistência diferenciada que favoreceram o projeto 3,04 28% 40% 32% 29 As dificuldades na estabilização tem relação com a consultoria prestada pelo do fabricante do ERP 3,43 15% 32% 51% 30 O fabricante do ERP esta fornecendo parceira adequada na pós-implantação 1,91 11% 23% 25% 31 A mudança de governo causou a descontinuidade dos patrocinadores do projeto. 1,00 15% 4% 15% 32 As intervenções do governo, que ocorre habitualmente em empresas do SP, causou impactos no projeto 1,02 13% 4% 17% 112 5.1.3.1. Consultoria externa Para identificar os fatores que contribuem ou dificulta a estabilização do sistema envolvidos com este item de análise, foram estabelecidas as variáveis V24, V25, V26 e V26 , correspondem às questões apontadas. A quantidade de respostas dessas questões mostra uma grande percentagem de indivíduos, concordando em parte ou plenamente com as assertivas apresentadas (veja figura 38). Figura 38 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - consultoria Fonte: elaborado pelo autor. Destaca-se o fato de que a transferência de conhecimento dos consultores externos foi adequada para que a empresa pudesse estabilizar o sistema, ao que 73% concordam totalmente ou concordam em partes, evidenciando a importância deste quesito no projeto de implantação para a estabilização do sistema. De outro lado, a falta de conhecimento de alguns de alguns consultores dificultou o avanço em certas áreas de negócio previstas no projeto, sendo que 65% dos respondentes concordam com essa afirmativa. 113 De um modo geral, identifica-se uma predominância da percepção dos participantes que responderam, que concordam em parte ou concordam totalmente, com o fato que a transferência de conhecimento dos consultores externos para a empresa, foi adequada e eficiente para que ela hoje pudesse estabilizar o sistema após a implementação (81%), e que apesar do grande desafio e dificuldades para consultoria externa, a empresa entende seu valor na incorporação do ERP como um todo, 66%. 5.1.3.2. O Fabricante do ERP Quanto à dimensão fabricante do ERP, foi estabelecido as variáveis V28, V29 e V30 para avaliar três presumíveis influências do fabricante do ERP no projeto (veja figura 39). Figura 39 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - Fabricante do ERP Fonte: elaborado pelo autor. Sobre a dimensão Fabricante do ERP verifica-se o alto índice de pontuação neutra por partes dos respondentes da pesquisa, 40%, 34% e 63% respectivamente. 114 As pessoas que não concordam nem discordam apresentam uma percentagem bastante elevada, o que poderá indiciar algum desconhecimento sobre o assunto, falta de interesse por ser questões de cunho político ou ainda ser fadiga, pelo fato de essas questões se encontrarem no final do questionário. 5.1.3.3. Influência do Governo no programa A análise das variáveis relativas à presumível influência do governo no projeto assume alguma dificuldade. Para medirmos que, possivelmente a mudança de governo causou descontinuidade dos patrocinadores do projeto e que as intervenções do governo causaram impactos, os participantes tiveram que responder as questões 31 e 32 (veja figura 40). Figura 40 - Visão gráfica dos aspectos ambiente externo - Governo Fonte: elaborado pelo autor. Os inquiridos responderam as duas últimas dimensões desse aspecto com elevadas percentagens de neutralidade, ou seja não concordam e nem discordam das assertivas propostas no questionário, indicando desconhecimento do assunto ou simplesmente por acharem as questões irrelevantes. 5.2. ANÁLISE DA MATRIZ DE CORRELAÇÕES ENTRE TODAS AS VARIÁVEIS Como estamos lidando com diversos dados, seria importante aplicar uma técnica que analisasse todos dados para verificar se existe relação entre as variáveis. A matriz de Correlação mede a associação linear entre as variáveis, por meio do coeficiente de correlação de Pearson (FÁVERO, BELFIORE, et al., 2009). 115 Segundo esses autores, o cálculo da matriz de correlação das variáveis em estudo, tem como proposito a verificação do grau de associação entre as variáveis, duas a duas. Casos a análise das correlações entre todas as variáveis envolvidas tenham valores baixos, talvez a analise não seja indicada. E ainda se a inspeção visual da matriz de correlação não indicar um número substancial de valores superiores a 0,30, provavelmente sua utilização não seja apropriada (ver tabela 13 no Apêndice F). A valorização dos coeficientes de correlação linear nessa análise dos valores das variáveis estudas levou-se em consideração a tabela de classificação de Coeficiente decorrelação proposta por Santos (2007), conforme figura 41. Figura 41 – Relação de classificação de Coeficiente de Correlação: Fonte: (SANTOS, 2007). Analisando as variáveis relativas ao questionário proposto, podemos verificar que são muitas as correlações existentes. Com base nos coeficientes de correlação gerados, é possível ver na tabela 13, que muitas correlações são significativas, ou seja, valores acima de 0,5 . As figuras 37, 38, 39 e 40 mostram graficamente essas correlações entre as variáveis estudadas (ver Apêndice E). A seguir estão destacados as mais significativas correlações entre as variáveis: • A variável V1 tem forte correlação com todas as variáveis, exceto com as variáveis V28, V32 e V31. 116 • Ainda com relação a variável V1, a matriz de correlação revelou que a associação mais forte foi entre ela e a variável V9 (Empregados CAIXA se empenharam para que o projeto fosse bem sucedido), que foi muito significativa (0,97). Já a associação mais fraca foi com a variável V1 foi (-0,72). • A tabela de correlações mostrou que a variável V2 tem forte correlação com as variáveis V21, V23, V3, V14, V25, V22, V19, V24, V16, V12, V9, V7, V18, V6, V26, V4, V20, V13, V5, V2, e diminui o grau de relação com as demais variáveis. • As correlações com a variável V3 (treinamento de usuários condizente à necessidade da companhia) com a variável V25 (falta de conhecimento de alguns consultores), tem grau elevadíssimo de correlação (0,99), indicando pela percepção do respondente, que o usuário percebeu a importância desta relação. • A variável V4 (Gestão de mudanças atuante) com a variável V25 (falta de conhecimento de alguns consultores), tem grau elevado de correlação com V26 – transferência de conhecimento da consultoria e V6 – bom clima organizacional. • A variáveis relacionadas com as características da empresa (V5 e V7) estão bem correlacionadas com suporte técnico (V20). • A variáveis relacionadas com liderança da empresa (V8 e V10) estão bem correlacionadas com o adequado processo de mudança dentro da perspectiva do projeto realizado (V11). • A dimensão Experiência do usuário (V12,V13, V14 e V15) esta correlacionada com treinamento (V2,V3) e com liderança (V8). • Com relação à dimensão Projeto de implantação (V16,V19, V21 e V22) tem algo grau de correlacionada com treinamento (V3), com as dificuldades inerentes à características da empresa (V7), liderança (V8) e mudanças organizacionais (V11). • As variáveis das dimensões relativas aos fatores externos, como fabricante do sistema e governo, não tiveram correlações positivas significativas, mas diversas correlações negativas. 117 5.3. (INTER)DEPENDÊNCIA ENTRE AS DIMENSÕES PESQUISADAS Avalia-se nesta seção a interdependência entre as onze dimensões constituídas. Os dados foram analisados usando o software SPSS Statistics (Statistical Package for the Social Sciences, versão 20). A tabela 13 apresenta a matriz de correlação de Pearson. A maioria das correlações calculadas são estatisticamente significativas e com magnitude maioritariamente elevada. As magnitudes moderadas estão entre 0,243 e 0,371, as baixas são as entre 0,100 e 0,243, as elevadas, acima de 0,371, segundo a classificação de Cohen (1988). As dimensões cultura organizacional, treinamento de usuários e características da empresa, relativas ao aspecto organizacional, apresentam correlações consideráveis com as dimensões experiência do usuário, suporte técnico e qualidade do projeto. As correlações mais fracas podem ser observadas entre fabricante do ERP, Influência do Governo no programa com as demais dimensões. Tabela 13 - Tabela de Correlações de Pearson das dimensões 1 10 11 2 3 4 5 6 7 8 9 (1) Mudança Organizacional 1 (10) O Fabricante do ERP 0,018 1,000 (11) Influência do Governo - 0,269 0,953 1,000 (2) Cultura organizacional 0,907 - 0,135 - 0,355 1,000 (3) Treinamento de usuários 0,993 - 0,091 - 0,375 0,913 1,000 (4) Liderança 0,679 0,395 0,125 0,315 0,644 1,000 (5) Características da Empresa 0,974 - 0,200 - 0,470 0,931 0,993 0,561 1,000 (6) Experiência do usuário 0,969 - 0,023 - 0,314 0,800 0,965 0,764 0,940 1,000 (7) Suporte técnico 0,973 0,000 - 0,255 0,965 0,962 0,516 0,954 0,911 1,000 (8) Qualidade do projeto 0,902 0,047 - 0,252 0,645 0,899 0,892 0,858 0,964 0,787 1,000 (9) Consultoria externa 0,973 0,124 - 0,174 0,849 0,963 0,750 0,932 0,926 0,914 0,904 1,000 118 6. CONCLUSÕES Neste ambiente globalmente competitivo, as organizações ainda estão investindo muito para melhorar constantemente seus negócios, processos e desempenho. Desde a década de 1990, mais e mais organizações estão mirando suas atenções e investimentos em inovações e tecnologia, especialmente para substituir ou modernizar tecnologias e processos obsoletos. Quanto aos projetos de implantação, são inúmeros problemas e desafios que afetam diretamente o retorno esperado pelas companhias. E apesar de existir vasto conhecimento e informações sobre gestão, projetos, ferramentas, processos, modelos e tecnologia, os projetos falham consideravelmente. Portanto realizar a execução dos programas de implementação corretamente pode colocar a organização em novos patamares tecnológicos, além de altas taxas de ROI (retorno sobre investimento), e no caso de setor público, entregar um produto com excelência agregada ao contribuinte. Desta maneira, fica claro a importância do cuidado em todas as fases, incluso a pós-implementação, pois a falta de cuidando corporativo nessa fase pode desperdiçar todo esforço e recursos dedicados. A partir desse entendimento, essa pesquisa tratou desse cenário crítico como uma oportunidade, apresentando um estudo de um projeto dentro de uma instituição financeira pública, tendo o problema de pesquisa questionando quais dimensões, nos aspectos organizacionais, tecnológicos e de ambiente externo, podem contribuir ou dificultar a gestão da estabilização da pós-implantação. A resposta à essa questão visou objetivamente identificar as dimensões relevantes, verificar a percepção dos empregados e consultores externos em lidar com a estabilização do sistema, analisar a percepção das pessoas envolvidas no projeto de implantação do sistema ERP e apontar a existência de práticas e padrões ocorridos na implantação que influenciaram a fase de pós-implantação. Apesar do sucesso dessa implantação em algumas áreas como um todo, se destaca o não aprofundamento do uso do sistema, especialmente em alguns módulos e foi detectado também algumas deficiências relacionadas a problemas na parametrização do sistema, no treinamento de algumas frentes especificas de negócio e o fato da definição de um escopo reduzido em algumas áreas operacionais da organização. 119 Como são raros os estudos sobre a implementação de sistemas ERP em instituições financeiras do setor público no Brasil, portanto, não havia condições para buscar alguma comparação com estudos de caso semelhantes. Esta pesquisa identificou, na perspectiva dos aspectos organizacionais, tecnológicos e externos, as dimensões relacionadas que contribuíram e dificultaram a estabilização do sistema ERP implementado, deixando um lastro de lições aprendidas com a fase de pós-implementação do ERP da SAP na CAIXA. Essas contribuições foram identificadascom base na análise documental e de experiencia empírica do autor e de relatos do time de profissionais envolvidos na área de suporte à ferramenta, denominada de Operação Assistida. Portanto para trabalho futuros, seria prudente obter outras pesquisas semelhantes em outras empresas públicas para checar se tais resultadas concordam com os resultados deste trabalho. Em termos da abrangência ao qual se objetivou esta pesquisa, a implementação foi considerada bem-sucedida pois diversas áreas da organização já estão utilizando o sistema e a área responsável pela gestão, articulação, manutenção e operação do sistema está garantindo a estabilização do sistema ERP implantado. Constatou-se que, relativamente às dimensões do aspeto organizacional, que a alocação das equipes devem ser completas já na fase de mobilização, para que elas estudem a ferramenta a ser implementada no seu formato standard, assim facilitaria a comunicação com a empresa contratada, permitiria uma visão mais crítica das funcionalidades existentes, mitigando customizações desnecessárias. Conforme verificado nos documentos da organização e através da pesquisa realizada, observou-se que, quanto à dimensão Liderança e Gestão, a importância de se garantir a existência de stakeholder10 comprometido, mesmo nas trocas de administração, tão comuns no serviço público. A definição de uma equipe de GMO – Gestão de Mudança Organizacional efetivamente atuante, junto aos gestores e áreas afetadas pela plataforma é de suma importância, pois neste projeto seu papel foi fundamental. Os gestores da organização precisam perceber a importância do seu envolvimento em todos os aspectos dessa fase, para articular a sustentação e 10 Stakeholder é um termos utilizados em diversas áreas para referenciar às partes interessadas que devem estar de acordo com as práticas de governança corporativa executadas por uma empresa. 120 desenvolvimento das soluções de forma mais adequada possível, fornecendo recursos apropriados, e resolvendo gaps no caminhar desta jornada. Ainda em torno da dimensão organizacional, se revelou importante monitorar as mudanças de processos ocorridas após os desenhos iniciais (BPM), pois é comum a movimentação de pessoas saindo da equipe de implementação ou das áreas operacionais de negócio, acarretando perda de parte do conhecimento gerado. Verificou-se que, relativamente às dimensões do aspeto tecnológico, que a equipe de construção de soluções para os processos de negócios como um todo, em tempo de projeto, deve ter em perspectiva que, desenvolver grandes personalizações trazem riscos à integração sistêmica existente e conquistada. Salvo quando a real necessidade e definição técnica, devem ser feitas levando em consideração a filosofia de integração, tão presente nesse tipo de sistema. A equipe de suporte e gerenciamento da fase pós-implementação deve trabalhar alinhada com as melhores práticas (best practices) do fornecedor do software, sob pena de construir soluções não duradouras e não plenamente integradas, acarretando dificuldades na estabilização, especialmente nas evoluções do próprio negócio, mudança na legislação tributária e nas trocas de versões do aplicativo. Novas soluções técnicas nos processos de negócios envolvidos com o sistema devem ser desenvolvidas levando em conta a adoção de metodologias atuais, convergentes, sob pena de oferecer aplicações discordantes para a organização. A governança e controle de segurança de acesso deve trabalhar alinhada com a equipe funcional e colocar as necessidades desenvolvidas na perspectiva da organização. Pois o travamento de acesso por si só, sem entendimento claro e definitivo do processo, permitirá a desaceleração das rotinas e não facilita a agilidade da operação. Averiguou-se relativamente as dimensões do aspecto “ambiente externo”, que a composição da equipe do projeto deve prever o convívio harmonioso entre equipe interna e equipe de consultores externos para busca e transferência continua de conhecimento das ferramentas e tecnologias implementadas, a fim de dar sustentação técnica certificada e otimizada para a companhia. Cabe ressaltar que existem alguns elementos no processo estudado que podem ter influenciado nos resultados desta pesquisa. O processo de transferência 121 de conhecimento da equipe de consultores externos para os funcionários da organização estudada pode não ter ocorrido de forma plena ou efetiva porque nem sempre os interesses e estratégias da contratante e contratada estão totalmente alinhado. O foco principal para a prestadora de serviço é o resultado da conclusão do projeto na data acordada, seguindo conforme o contrato, que nem sempre permite que coincida com o time da transferência de conhecimento necessária. Ou seja, a organização estudada procurou se esforçar em aprender sobre os diversos aspectos que envolve a complexidade do sistema ERP, contudo, a estratégia da consultoria não tem em primeiro plano a transferência de conhecimento, obviamente isto se dá pela dinâmica do projeto. Por outro lado, há que se considerar que a organização estudada é uma instituição financeira pública, possui um sistema corporativo-organizacional próprio, que historicamente não possui uma cultura de integração entre os sistemas, o que prejudica, de certa forma, o desenho da solução do projeto de implantação do ERP. Além disso, a própria falta de experiência das consultorias para atender o mercado de empresas governamentais tem reflexo no dia a dia do projeto e consequentemente na estabilização técnica-funcional. Com relação as limitações deste trabalho, evidenciou-se algumas dificuldades, o fato de não poder extrapolar os resultados, por tratar-se de um Estudo de Caso único, não foi possível utilizar de informação, considerada, além de reservada por questões de natureza do negócio, confidenciais à instituição. A dinâmica das mudanças de alocação dos recursos humanos que atuavam mais diretamente no projeto, além de o próprio setor público ser uma área muito abrangente e as suas organizações nem sempre se guiarem pelos mesmos processos e culturas de funcionamento foram outras barreiras à pesquisa. Nota-se que as observações estão restritas ao cenário de uma única organização, para a qual as conclusões desse trabalho se validam. Assim sendo, para que se possa atestar a universalidade de sua aplicabilidade, deve-se aumentar o campo de observações, testando-as em um número maior de organizações, inclusive de outras esferas da administração pública. Este, sem dúvida, pode ser objeto de outros estudos. Incorporar o sistema ERP na organização foi o início de uma grande jornada, que durou aproximadamente cinco anos, dependendo dos próximos passos 122 corporativos, ele poderá se tornar uma base de conhecimento e de sustentabilidade técnica-operacional para as demais operações da instituição. Se esse caminho for bem gerido, poderá agregar um novo padrão de excelência à organização e ainda harmonizar o uso das melhores práticas desse mercado na instituição. Por fim, como sugestão de trabalhos futuros, ainda dentro da temática do setor público, recomenda-se complementar este estudo através da análise de outros aspectos da implantação do ERP, como por exemplo os aspectos estratégicos das organizações, retorno sobre investimento ou mesmo comparando essa implementação com outras. Seria interessante a utilização de projetos semelhantes em outros países, como estudos de caso comparativos. 123 REFERÊNCIAS ALBERTÃO, S. E. ERP: Sistemas de Gestão Empresarial: metodologia para avaliação, seleção e implantação:para pequenas e medias empresas. 2. ed. São Paulo: Iglu, 2005. ALLEN, D.; KERN, T.; HAVENHAND, M. ERP critical success factors: an exploration of the contextual factors in public sector institutions,Tabela 2 - Caracterização da População e amostra da Pesquisa .......................................................... 82 Tabela 3 - Quantidade de Perfis com acesso ao Sistema ...................................................................... 96 Tabela 4 - Organização de turmas de treinamento de equipe ............................................................... 97 Tabela 5 - Frequência dos respondentes do questionário, por sexo. ..................................................... 98 Tabela 6 - Frequência dos respondentes do questionário, por faixa de idade. ...................................... 99 Tabela 7 - Frequência dos respondentes do questionário, por nível educacional. ................................. 99 Tabela 8 - Frequência dos respondentes do questionário, por tipo de empregado ............................... 99 Tabela 9 - Frequência de resposta, por categoria Likert, na visão dos respondentes ......................... 100 Tabela 10 - Estatísticas descritivas e de frequências – Aspectos organizacionais .............................. 102 Tabela 11 – Estatísticas descritivas e de frequências - aspectos tecnológicos ................................... 107 Tabela 12 - Estatísticas descritivas e de frequências - Aspectos ambiente externo ............................ 111 Tabela 13 - Tabela de Correlações de Pearson das dimensões .......................................................... 117 Tabela 14 - Matriz de correlação entre os resultados apurados .......................................................... 156 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APF – Administração Pública Federal BI – Business Inteligence CAIXA – Caixa Econômica Federal CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CEF – Caixa Econômica Federal CIS – Complex Information Systems CRM - Customer Relationship Management ERP – Enterprise Resource Planning GEPEM – Gerencia Nacional Plataforma de Gestão Empresarial IT – Information tecnology (tecnologia da informação) MRP - Material Requirement Planning MRP II - Manufacturing Resourse Planning SAP - Fornecedor do Sistema ERP SAP/R3 SI – Sistemas de Informação SRM – Suply Relationship Management TCU - Tribunal de Contas da União TI - Tecnologia da Informação TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação TOE - Technology, Organization and Environment https://pt.wikipedia.org/wiki/Material_Requirement_Planning https://pt.wikipedia.org/wiki/Material_Requirement_Planning SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 17 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO ............................................................................... 17 1.2. REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................... 23 1.3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA ....................................... 31 1.4. OBJETIVOS ................................................................................................ 32 1.4.1. Objetivo Geral ........................................................................................................... 32 1.4.2. Objetivos Específicos .............................................................................................. 32 1.5. RELEVÂNCIA DO ESTUDO ........................................................................ 33 1.6. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ................................................................ 34 2. REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................... 36 2.1. SISTEMAs e TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO....................................... 36 2.2. ERP - OS SISTEMAS EMPRESARIAIS ...................................................... 38 2.2.1. Conceituação e Características dos Sistemas ERP ............................................ 39 2.2.2. Panorama histórico do ERP .................................................................................... 45 2.2.3. Arquitetura tecnológica Cliente-Servidor.............................................................. 47 2.2.4. Conceitos relacionados ao ambiente de sistemas ERP ...................................... 49 2.2.5. Ciclo de vida dos Sistemas ERP ............................................................................ 51 2.2.5.1. Fase de decisão ou de adoção .................................................................................. 52 2.2.5.2. Fase de Aquisição ...................................................................................................... 54 2.2.5.3. Fase de Implantação ou implementação ................................................................... 55 2.2.5.4. Fase de utilização ou pós-implantação ..................................................................... 57 2.2.6. Projeto de implantação de um sistema ERP ......................................................... 58 2.3. O SISTEMA INTEGRADO SAP ERP........................................................... 60 2.3.1. Breve histórico da companhia e primeiros produtos .......................................... 60 2.3.2. Características do sistema SAP ERP .................................................................... 63 2.3.3. Metodologias de implantações da SAP ................................................................. 65 2.3.3.1. A metodologia SAP Procedure Model (convencional). ............................................. 65 2.3.3.2. A metodologia SAP Activate. ..................................................................................... 69 2.4. O MODELO TEÓRICO TOE ........................................................................ 70 2.4.1. Delimitação do Conceito ......................................................................................... 70 2.4.2. Resumos de alguns estudos baseados no modelo ............................................. 72 3. METODOLOGIA DA PESQUISA ................................................................ 74 3.1. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ............................................................... 74 3.2. PLANO METODOLÓGICO DA PESQUISA ................................................. 76 3.3. Etapa de Planejamento da Pesquisa ........................................................... 77 3.4. Etapa Coleta de Dados da Pesquisa ........................................................... 78 3.4.1. Pesquisa Bibliográfica e Documental .................................................................... 78 3.4.2. Estudo de Caso ........................................................................................................ 79 3.4.2.1. Universo e Amostragem da Pesquisa ....................................................................... 80 3.4.2.2. Determinação do número de caso ............................................................................. 82 3.4.2.3. Limitação da Pesquisa ............................................................................................... 82 3.4.2.4. Coleta de Dados ......................................................................................................... 83 4. ESTUDO DE CASO - A IMPLANTAÇÃO DO ERP NA CAIXA ................... 87 4.1. CARACTERIZAÇÃO e contexto DA empresa .............................................. 87 4.2. A ÁREA DE LOGÍSTICA CAIXA .................................................................. 88 4.3. O PROGRAMA DE IMPLANTAÇÃO GEPEM .............................................. 90 4.3.1. O Fornecedor-fabricante do sistema ERP............................................................. 90 4.3.2. A empresa de consultoria contratada para implantação .................................... 90 4.3.3. A Metodologia de Implantação adotada no programa......................................... 91 4.3.4. O Projeto de implantação da tecnologia ...............................................................2002. 227. ALVES, M. C. G.; MATOS, S. I. A. An investigation into the Use of ERP Systems in the Public Sector. Journal of Enterprise Resource Planning Studies, 2011. 1-5. Disponivel em: http://www.ibimapublishing.com/journals/JERPS/jerps.html. APA-OTS. APA-OTS Economia. 15 anos de SAP na Áustria, 2001. 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Gerente da CAIXA Sr. Evandro Avellar Prezado Sr. Gerente, Sob a orientação cientifica do Prof. Dr. Eduardo Dutra Moresi, estou desenvolvendo uma pesquisa sobre o processo de implementação de Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (ERP), cujo objetivo principal é identificar que fatores contribuem ou dificultam a estabilização técnica-funcional do sistema ERP na instituição. Para viabilizar esta pesquisa usaremos o método de estudo de caso que utiliza de investigação em materiais documentais, entrevistas com os empregados que participam desse cenário empresarial e de observação participante Além de não identificar nenhum empregado na pesquisa, todas as informações serão exclusivamente para fins acadêmicos. Nós termos apresentados, solicito a V.Sa. a anuência para desenvolver este trabalho de pesquisa. Atenciosamente, João Batista de Freitas Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação Universidade Católica de Brasília 133 Apêndice B - Questionário de pesquisa Questionário de pesquisa Este questionário teve como objetivo coletar dados sobre as principais características da Empresa. Todas as informações prestadas nesta entrevista foram consideradas estritamente confidenciais. Dados identificação do respondente 1. Data da entrevista: 2. funcionário CAIXA ou Externo à empresa: 3. Idade: 4. Qual a sua formação? ( ) ensino superior ( ) MBA ( ) pós-graduação especialização ( ) pós-graduação mestrado ( ) pós-graduação doutorado 5. Qual a sua diretoria (operações logísticas, finanças, governo)? 6. Qual a sua posição na hierarquia funcional da organização (Direção / Gerência / Supervisão / Coordenação / Operacional)? 7. Qual a sua função? 8. Quais são suas responsabilidades no projeto? 9. Há quanto tempo atuou no projeto? 10. Profissional de negócios ou TI? Dados relacionados ao sistema ERP Aspectos Organizacionais 1 A utilização de Reengenharia de processos de negócios ou BPM, propiciou a qualidade do projeto. 2 Os usuários finais dos processos implantados foram treinados ou instruídos sobre o ERP e seus aplicativos. 3 O treinamento de usuários foi condizente às necessidades da empresa na perspectiva de uso integral do sistema. 4 A equipe de GMO – Gestão de Mudança Organizacional – atuante e efetiva junto aos gestores e áreas afetadas pela plataforma é de suma importância. 5) A expansão do uso do sistema ERP é dificultado na CAIXA por ela ser uma empresa pública (burocracia e documentação extensa etc). 134 6 A Forte integração da equipe e comprometimento com os objetivos são fatores que promovem a estabilização do ERP. 7 A própria complexidade e grandeza da empresa dificulta a expansão ou disseminação dos processos ERP 8 Não foi garantido gestor de comando (Diretores/Superintendentes ou altas gerências) comprometidos com o objetivos, mesmo nas trocas de administração tão comuns no serviço público. 9 Empregados CAIXA na gestão do projeto se empenharam para que o projeto ou programa fosse bem sucedido. 10 A alta administração/direção alocou recursos suficientes e adequados para a estabilização do ERP na fase de pós-implementação. 11 As mudanças organizacionais propostas pelo novo modelo integrado foram ou estão sendo realizadas adequadamente. 12 A insatisfação dos usuários com a maneira de o sistema ERP atender as tarefas operacionais do dia a dia dificulta estabilizar o sistema. Aspectos Tecnológicos 13 O sistema por ser padronizado, "não amigável" e "complicado" para alguns usuários tem impactado a adaptação e a expansão do ERP na empresa 14 O processo de governança e segurança em termos de perfil de acesso às funcionalidades estão adequadamente geridos. 15 Sobre a navegabilidade do ERP, podemos afirmar que o sistema implantado é de fácil operação para efetivar as tarefas 16 O ERP implantado (incluindo a customização e configuração) atende plenamente os requisitos da empresa em seus processos implantados. 17 Prontidão na resolução de problemas técnicos e de legislação enfrentados na pós- implantação do ERP estão sendo resolvidos na velocidade adequada ao negocio. 18 A equipe de suporte e gerenciamento da fase pós-implementação deve trabalhar alinhada com as melhores práticas do fornecedor do software 19 Para o programa de implantação do ERP foi estabelecido um escopo e um plano trabalho claro e os dados do projeto foram divulgados à equipe. 20 A CAIXA definiu uma equipe de Gerência de Projetos competente, comprometidos com os objetivos 135 21 Com relação à configuração e à customização (novas funcionalidades) do sistema em termos gerais foram bem feitas, entregue, testada e homologada. 22 Testes rigorosos (unitários e integrados) e suficientes foram realizados para todas as entregas do programa ERP 23 As Atividades de projeto como Especificações, Desenvolvimentos, configuração e Migração de Dados dos sistemas legados foram executados de forma precisa e adequada. Aspectos do ambiente externo 24 A consultoria contratada para implementação do ERP foi adequada (tamanho da equipe, know-how e gestão) para a conclusão do projeto. 25 A falta de conhecimento de muitos consultores externos sobre os processos empresariais ou mesmo especificos de orgãos publicos foram evidentes no fraco avanço em algumas frentes de trabalho 26 O apoio dos consultores externos , inclusive fazendo a transferência de conhecimento, na fase de pós-implementação facilitar a estabilização do sistema ERP 27 O bom funcionamento do sistema na fase pos-implementação é resultado da boa consultoria externa recebida durante o projeto. 28 O fornecedor-fabricante do ERP forneceu uma assistência diferenciada e valiosa na implementação do ERP. 29 As dificuldades na fase de estabilização do sistema ERP estão relacionadas com a qualidade das entregas do projeto realizadas pela consultoria. 136 Apêndice C - Sistemas legados corporativos impactado pelo programa Quadro 15 - Sistemas legados da CAIXA impactados pelo programa: Sistemas Que Suportam Os Processos Recursos Humanos: SIGLA Nome Objetivo SIGDP Sistema de Gestão do Desempenho de Pessoas – Módulo Promoção por Mérito Realizar avaliação para Promoção por Mérito dos empregadosda Caixa, inclusive os empregados liberados e cedidos. Implantado em ambiente de produção centralizado. SIGDP Sistema de Gestão do Desempenho de Pessoas – Módulo Competências – Projeto Ferramenta utilizada para mapeamento de competências dos empregados da Caixa. Utilizado para registro de resposta às avaliações. Visa, por meio de relatórios gerenciais, exibir os gap dos empregados com cargos técnicos e comissionados, registrar feedback e planejar o desenvolvimento individual do empregado (PDI). Em desenvolvimento SISRS Sistama de Recrutamento e Seleção Automatizar as etapas, fases e estágios do PSI, objetivando o controle e acompanhamento e gestão do citado processo. Implantado em ambiente de produção centralizado SITDE Sistema de Treinamento e Desenvolvimento (UCC) Viabiliza a educação corporativa na CAIXA (Intranet e Internet), na formação de profissionais, focadas na natureza do negócio, orientando, facilitando e provendo processos de educação continuada. Implantado em ambiente de produção centralizado SIGED Sistema Gerenciamento Gerenciar o treinamento, desenvolvimento e processo Em desativação. 137 de Treinamento e Desenvolvimento seletivo interno dos empregados da CAIXA, gerando informações para o currículo do empregado. AUTORH Intranet Disponibilizar na Intranet as opções do Auto-RH: • Adiantamentos; • Beneficiários; • Comprovante de Rendimentos Anual; • Consulta Isenção IR • Demonstrativo de pagamento mensal; • Alteração de Endereço, raça, ticket, nome, apelido, email e outros. Implantado em ambiente de produção centralizado SIICO UNIDADES Sistema de Informações Corporativas – UNIDADES Controle e cadastramento das Unidades da Caixa, durante o ciclo de vida da Unidade. Implantado em ambiente de produção centralizado SIICO EMPREGADOS Sistema de Informações Corporativas – EMPREGADOS Disponibilizar as informações de empregados para os demais sistemas. Implantado em ambiente de produção centralizado SIPON Sistema de Ponto Eletrônico Registrar freqüência, controlar hora extra e fornecer as informações do ponto do empregado para a folha de pagamento. Implantado em ambiente de produção centralizado SISRH Sistema de Recursos Humanos Contempla informações necessárias para o processamento da folha de pagamento dos empregados CAIXA, bem como o registro de informações cadastrais e o registro e acompanhamento da vida funcional dos empregados, suas promoções, transferências, Implantado em ambiente de produção centralizado 138 afastamentos, férias e demais ocorrências administrativas. SISAD Sistema de Gestão de Admissões Gerenciar as admissões dos empregados aprovados em concurso público. Implantado em ambiente de produção descentralizado SIPEX Sistema de Gerenciamento do Extra Quadro (Projeto) Disponibilizar um sistema que auxilie a Caixa gerenciar o pessoal extraquadro - estagiários, menores, adolescentes aprendizes, bancários temporários e prestadores de serviço. Implantado em ambiente de produção SIAMS Sistema de Assistência Médica Supletiva Agregar informações referentes aos beneficiários do Plano de Assistência Médica Supletiva dos empregados da CAIXA. Implantado em ambiente de produção centralizado SIANS Sistema de Assistência Médica Supletiva Enviar informações relativas ao Saúde Caixa para a ANS. Em Homologação SICEC Sistema de Controle de Eleições CIPA Gerenciar a realização das Eleições de Representante de CIPA Implantado em ambiente de Produção descentralizado SIVOL Sistema de Voluntariado O projeto SIVOL – Sistema de Gestão do Voluntariado tem como objetivo controlar o cadastro de candidatos e voluntários, bem como ONG e Entidades assistenciais, e institucionalizar mecanismos de reconhecimento e registro funcional da participação do empregado da CAIXA em ações Implantado em ambiente de Produção 139 de Cidadania alinhadas com o Programa de Voluntariado, de forma a perenizar essa atitude como um valor organizacional. SIGRH Sistema de Informações Gerenciais de Recursos Humanos Datamart da área de RH, que contém dados referentes ao SIGED, SISRH e SIAMS. Implantado em ambiente de produção centralizado SIPCL Sistema de Pesquisa de Clima Fazer a pesquisa e gestão do clima organizacional na Caixa. Implantado em ambiente de produção descentralizado SIROE Sistema de Gestão da Ética Manter os registros de ocorrências éticas e efetuar a gestão da Ética na Caixa. Em desenvolvimento. Sistemas que atendem ao processo LOGÍSTICA: SIGLA Nome Objetivo Portal de Compra e Venda Construção de nova solução para efetuar compras e vendas de produtos e serviços para a Caixa e Instituições Governamentais Em desenvolvimento SIMAT Sistema de Material Permanente Registrar e controlar os suprimentos, cadastramentos, movimentações, estoques, utilização e inventários dos materiais permanentes nas diversas localizações de unidades da Caixa. Produção (Em adequação da aplicação para uso pela área gestora) SIWOC Sistema de Workflow Pregão Outros Compradores Portal de Compras disponibilizado pela CAIXA para prefeituras, instituições governamentais, universidades, etc., cujo objetivo final Em produção. 140 é a oportunidade de novos negócios com esses clientes. SIMAC Sistema de Material de Consumo Registrar e controlar as movimentações, estoques e consumos de materiais de consumo, verificados nos almoxarifados e nas diversas localizações das unidades da Caixa. Em produção. SIPEH Sistema de Passagens, Eventos e Hospedagem Atender à necessidade de controle dos processos de aquisição de passagens aéreas, infra-estruturas de eventos e hospedagens. Elaboração. SUGIL Sistema de Gerenciamento de Insumos Lotéricos Gerenciar a logística de pedidos e distribuição de bobinas, volantes e loterias instantâneas para os lotéricos. Em produção. SIHEX Sistema de extratos para base de arquivo Disponibilizar extratos on line para agências. Em Desenvolvimento. SIENG Sistema de Engenharia e Arquitetura Gestão de contratos de prestação de serviços técnicos de engenharia e arquitetura necessários à administração, conservação e manutenção em imóveis patrimoniais de uso da CAIXA. Em Desenvolvimento SIPAT Sistema de Administração de Imóveis Patrimoniais e de Terceiros Gestão do patrimônio imobilizado, de uso e de não uso da CAIXA, próprios e de terceiros, incluindo o controle de obras, locação e contabilização do patrimônio. Implantado em ambiente de Produção SIGRN Sistema de Gestão de Sistematizar o controle de consumo e dispêndio dos recursos naturais, Homologação. 141 Recursos Naturais com a finalidade de integrar e contabilizar os custos associados, bem como manipular as informações e fornecer indicadores para gestão dos insumos. SICMA Sistema de Gestão de Chamados de Manuntenção Painel para controle de SLA e níveis de serviço de chamados de manutenção de infraestrutura. Iniciação. SIPSA Sistema de Gestão de Pequenos Serviços de Infraestrutura Painel para controle de SLA e níveis de serviço de chamados de manutenção de infraestrutura. Iniciação. SIPAG Sistema de Pagamento a Fornecedores O projeto tem o objetivo de garantir pagamentos a fornecedores, garantir que os desembolsos ocorram mediante existência de dotação orçamentária,subsidiar o controle de fluxo de caixa da Empresa e fornecer informações para o processo de controles contábeis e tributários. Desenvolvimento SICLA Sistema de Licitação e Contratações Controlar fluxo de demandas de licitações e contratações Produção SIGES Sistema de Gestão de Contratos Registrar e controlar contratos, mantendo cadastro dos bens e serviços contratados, e interagindo com o SIWFM fornecendo-lhe subsídio ou armazenando os dados Produção 142 relativos à parte de contratação. SIWFM Sistema de Workflow de Materiais Automatizar o processo de suprimento de bens e serviços, desde a solicitação, gerenciando contratações e licitações (via SITE CAIXA), entregas, pagamento. Produção SICLG Sistema de Contratação Licitação e Gestão Gerar informações que propiciem transparência interna e externa dos processos geridos pela SUCOT, possibilitando o acompanhamento das demandas, informando as mudanças de etapas, e ser uma ferramenta de gestão que permita consultas, emissão de relatórios e o estabelecimento de métricas. Produção SIASL Sistema de Ateste de Serviços de Limpeza Permitir ateste de execução para pagamento dos serviços de limpeza Iniciação. SIMOV Sistema Venda de Imóveis Cadastrar imóveis tomados pela CAIXA e prover os necessários controles gerenciais da situação financeira destas unidades providenciando o controle do saldo devedor de avaliação, impostos, condomínios, taxas, valor de mercado e valor de venda do Imóvel, além dos registros das licitações, propostas e contratos até a efetivação da venda. Produção SIWAR Sistema de Gerenciar as atividades dos Produção 143 Workflow de Arrendamento Residencial processos referentes ao PAR, gerar e manter uma base de dados dos candidatos e 143 arrendatários e seus contratos do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e das informações a eles pertinentes. SIWFA Sistema de Workflow de Alienação Promover o controle operacional das atividades inerentes as unidades GILIE –Administração dos imóveis e alienação, relativos à base de dados do SIMOV. Produção SIMCA Sistema de Manutenção de Canais Alternativos Ferramenta de apoio para gerenciar as vistorias e atividades de manutenção preventiva realizadas nos canais alternativos da CAIXA (lotéricos, PAE e Correspondentes Bancários) Produção SIFOR Sistema de Homologação de Fornecedores Lotéricos Permitir cadastramento e validação de fornecedores de mobiliário e sinalização para as lotéricas CAIXA, disponibilizando, via intranet e internet, a consulta e impressão da relação de fornecedores homologados. Produção SIEVJ Sistema de Exposição Virtual de Jóias Criação de site internet para visualização dos lotes de jóias que constam nas licitações. Produção SIGMA Departamental. Sistema de controle de demandas da gestão formal. Produção e sem solicitações para evoluções SICOP Departamental. Sistema anterior ao Em produção e 144 SICLG: dados dos pré-licitar e acompanhamento das contratações. em desativação migrando para o SICLG SICVE Sistema de Compras e Vendas Novo Portal de Compras e Vendas Em desenvolvimento utilizando a tecnologia Iprocess e ferramenta de portal SIOES Sistema de Ordem de Execução de Serviço Sistema de gestão que permita, além da emissão, acompanhamento e controle das OES, garantir a conformidade e a transparência do processo, através da observância das cláusulas contratuais e da correta precificação dos serviços prestados, mediante acesso via internet ao sistema pelas pelas terceirizadas de engenharia, como forma de reduzir o fluxo de papéis entre estas e as filiais de infra- estrutura. Produção SIARP Sistema de Registro de Preço Departamental – Gestão de atas de registro de preço, uma modalidade de contratação prevista na lei de licitações. Produção SICAU SILOG Sistema de Monitoramento Logístico AD007 – Distribuição de Documentos e/ou Objetos e Transporte de Malotes. Piloto em SC e RS. SIMAP Sistema de Gestão de Material Permanente Gestão de material permanente Desativado com a implantação do SIMAT SIREG 145 SIFCT Sistema de Ateste de Faturas dos Correios O sistema permite às unidades CAIXA usuárias realizarem a conferência e ateste mais rápido, de modo formal e com a devida conformidade, permitindo o acompanhamento das despesas por unidade, por serviço, quantidade, valor despendido, bem como o batimento com as notas fiscais apresentadas para pagamento. Em produção e evolução do 2º módulo que terá integração com o SINAF Sistemas que atendem ao processo de CONTROLADORIA e TRIBUTOS: SIGLA Nome Objetivo SICOF Sistema de Contabilidade de Fundos e Programa Registro contábil das operações das Entidades Sociais Administradas e da EMGEA Implantado SICOT Sistema Integrado de Contabilidade e Tributos Melhorar a estruturação e extração de dados, disponibilidade de informação e tempestividade no atendimento ao demandante por meio de solução tecnológica integrada de Contabilidade e Tributos para a CAIXA, empresas controladas e entidades administradas. Suspenso após a fase de iniciação SICTB Contabilidade CAIXA Sistema de contabilidade da CAIXA, atualizado diariamente com as informações econômica e financeira de todas as unidades contábeis e consolidado da CAIXA. Implantado SIGIP Sistema de gerenciamento de impostos municipais Sistema para o controle dos tributos municipais recebidos pela CAIXA. Implantado SIICO – Sistema de Administrar as informações dos Implantado 146 produtos informações corporativas – produtos produtos da CAIXA, Viabilizando por meio de compartilhamento, a integração de informações entre os sistemas. SIMCN Conciliação Contábil Auxilia as unidades no controle dos saldos e correção dos registros pendentes de conciliação. Implantado SINAF-PCU Sistema de interface da área financeira Sistema de gerenciamento da Base Única de dados da controladoria, composto pelas tabelas de lançamentos contábeis, saldos e quantidade operacional, planos de contas, eventos e roteiros contábeis. Implantado SINAF WEB Sistema de interface financeira – entrada de dados Gerir lançamentos contábeis e de custos nas retaguardas dos Pontos de Venda,GICETs GIFUG e Matriz. Gera informações para processamento do SINAF/PCU. Implantado SINAT Arrecadação Nacional de Tributos Sistema de arrecadação e repasse de tributos federais Implantado SIPLO Sistema de planejamento econômico financeiro Controlar e Acompanhar o processo de Execução Orçamentária das despesas e investimentos da CAIXA Implantado SIRCL Sistema de apuração de resultados clientes Apurar a margem de contribuição visando prospectar e alavancar os negócios com o cliente Implantado SIVSA Sistema de variação de saldo de subcontas Acompanhar a variação mensal das subcontas contábeis Suspenso Fonte: (CAIXA, 2013). 147 Apêndice D – Levantamento bibliográfico na base Scopus Na tabela abaixo podem ser visualizados as referências das 60 publicações recuperadas na base de dados Scopus Quadro 16 – Publicações recuperadas na Base Scopus Autores Titulo da Publicação Ano Cit. Palavras chaves Tipo Allen D., Kern T., Havenhand M. 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Preparing for transformational change: A framework for assessing organisational change readiness 2017 Behaviour change; Business transformation; ERP; Organisational behaviour; Organisational change; Organisational readiness; Readiness for Conference Paper 150 change; Strategy; Technology project Kemmoona B. Sequence of contracts as a means of planning in ERP-systems 2016 Contracts; Enterprise resource planning; Planning support; Public sector Conference Paper Coelho T.R., Cunha M.A., De Souza Meirelles F. The client-consultant relationship in the implementation of ERP in government: Exploring the dynamic between power and knowledge. 2015 Client-consultant relationship; ERP implementation in government; Power/Knowledge Interplay; Power/Knowledge Mechanisms Conference Paper [No author name available] 21st International Conference on Information and Software Technologies, ICIST 2015 2015 Conference Review Bitsini N., Seymour L. 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The role of management consultants in long-term ERP customization trajectories: A case from the italian local government 2013 Book Chapter [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 6 2012 Conference Review [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 3 2012 Conference Review [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 5 2012 Conference Review 151 [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 1 2012 Conference Review [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 4 2012 Conference Review Campagnolo G.M. The role of management consultants in long-term ERP customization trajectories: A case from the Italian Local Government 2012 Book Chapter [No author name available] 18th Americas Conference on Information Systems 2012, AMCIS 2012, Volume 2 2012 Conference Review Balzli C.E. Empirical study of the profiles of accountants working in a public administration and using an integrated financial system (ERP) 2012 Accountant profiles; Educational background; ERP; Integrated financial system; Public sector Conference Paper Kraljić A., Delismajlović D., Kraljić T. ERP implementation's risk factors in state owned company in post-socialist transitioning country 2011 Critical Risk Factors (CRFs); (ERP); owned company; post socialist transitioning country Conference Paper Anwar S., Mohsin R. ERP project management in public sector - Key issues and strategies 2011 Conference Paper Campagnolo G.M., Ducati S. 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Enterprise Resource Planning systems for public institutions 2009 Competencies; DSS; ERP; HEI; Knowledge; Roles Conference Paper Fonte: Elaborado pelo autor. 152 Apêndice E – Gráficos da análise de correlação Figura 42 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (A) Fonte: elaborado pelo autor. Figura 43 – Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (B) Fonte: elaborado pelo autor. 153 Figura 44 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (C) Fonte: elaborado pelo autor. Figura 45 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (D) Fonte: elaborado pelo autor. 154 Figura 46 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (E) Fonte: elaborado pelo autor. Figura 47 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (F) Fonte: elaborado pelo autor. 155 Figura 48 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (G) Fonte: elaborado pelo autor. Figura 49 - Gráfico da Análise de correlação entre das variáveis estudadas (H) Fonte: elaborado pelo autor. 156 Apêndice F – Análise de correlação das variáveis estudadas Tabela 14 - Matriz de correlação entre os resultados apurados Varia -veis V1 V2 V3 V4 V5 V6 V7 V8 V9 V10 V11 V12 V13 V14 V15 V16 V17 V18 V19 V20 V21 V22 V23 V24 V25 V26 V27 V28 V29 V30 V31 V32 V1 1,00 V2 0,80 1,00 V3 0,94 0,64 1,00 V4 0,66 0,96 0,45 1,00 V5 0,88 0,97 0,76 0,87 1,00 V6 0,64 0,94 0,39 0,98 0,84 1,00 V7 0,96 0,91 0,90 0,78 0,97 0,74 1,00 V8 0,74 0,38 0,91 0,22 0,51 0,10 0,69 1,00 V9 0,98 0,91 0,89 0,77 0,96 0,75 1,00 0,67 1,00 V10 0,57 0,24 0,73 - 0,05 0,45 - 0,09 0,54 0,69 0,53 1,00 V11 0,74 0,44 0,91 0,27 0,58 0,14 0,73 0,98 0,70 0,76 1,00 V12 0,77 0,89 0,70 0,89 0,85 0,80 0,87 0,62 0,84 0,18 0,64 1,00 V13 0,69 0,97 0,55 0,94 0,94 0,90 0,85 0,34 0,83 0,22 0,43 0,88 1,00 V14 0,91 0,65 0,99 0,48 0,76 0,39 0,89 0,94 0,88 0,70 0,95 0,76 0,59 1,00 V15 0,63 0,39 0,83 0,19 0,54 0,06 0,67 0,92 0,62 0,84 0,97 0,55 0,42 0,88 1,00 V16 0,91 0,75 0,96 0,57 0,86 0,49 0,94 0,87 0,92 0,74 0,91 0,79 0,71 0,97 0,88 1,00 V17 0,65 0,20 0,86 0,00 0,37 - 0,11 0,57 0,96 0,55 0,81 0,95 0,40 0,15 0,87 0,92 0,79 1,00 V18 0,66 0,92 0,40 0,96 0,82 0,99 0,73 0,09 0,75 - 0,11 0,11 0,76 0,85 0,38 0,01 0,47 - 0,11 1,00 V19 0,92 0,70 0,97 0,57 0,78 0,48 0,91 0,92 0,90 0,59 0,91 0,83 0,63 0,99 0,82 0,96 0,81 0,48 1,00 V20 0,91 0,97 0,80 0,86 1,00 0,83 0,98 0,57 0,98 0,45 0,63 0,88 0,92 0,81 0,57 0,89 0,43 0,81 0,83 1,00 V21 0,81 0,50 0,95 0,30 0,65 0,20 0,80 0,96 0,77 0,83 0,98 0,63 0,47 0,97 0,96 0,95 0,94 0,18 0,93 0,70 1,00 V22 0,81 0,66 0,91 0,50 0,76 0,38 0,86 0,91 0,82 0,72 0,96 0,79 0,66 0,96 0,94 0,97 0,84 0,34 0,94 0,80 0,96 1,00 V23 0,72 0,55 0,86 0,43 0,64 0,28 0,77 0,94 0,72 0,63 0,97 0,77 0,57 0,93 0,94 0,91 0,85 0,23 0,92 0,69 0,94 0,98 1,00 V24 0,95 0,74 0,95 0,53 0,87 0,50 0,94 0,76 0,94 0,79 0,80 0,67 0,67 0,92 0,78 0,96 0,73 0,49 0,89 0,88 0,89 0,87 0,76 1,00 V25 0,94 0,65 1,00 0,47 0,78 0,40 0,91 0,91 0,90 0,74 0,91 0,71 0,57 0,99 0,84 0,97 0,86 0,40 0,97 0,82 0,96 0,93 0,87 0,96 1,00 V26 0,69 0,95 0,46 0,99 0,87 0,99 0,78 0,19 0,79 - 0,06 0,22 0,84 0,90 0,47 0,13 0,55 - 0,03 0,99 0,56 0,86 0,27 0,44 0,35 0,54 0,47 1,00 V27 0,89 0,46 0,96 0,28 0,59 0,23 0,77 0,90 0,78 0,68 0,86 0,56 0,33 0,93 0,75 0,85 0,88 0,26 0,91 0,65 0,90 0,80 0,77 0,86 0,95 0,31 1,00 V28 - 0,06 - 0,42 - 0,08 - 0,34 - 0,45 - 0,27 - 0,30 - 0,04 - 0,24 - 0,37 - 0,21 - 0,28 - 0,59 - 0,15 - 0,40 - 0,35 - 0,02 - 0,17 - 0,10 - 0,39 - 0,22 - 0,39 - 0,31 - 0,29 - 0,12 - 0,24 0,17 1,00 V29 0,59 0,18 0,66 0,16 0,22 0,10 0,44 0,73 0,45 0,16 0,60 0,46 0,03 0,66 0,40 0,48 0,65 0,16 0,70 0,30 0,57 0,48 0,55 0,41 0,63 0,19 0,79 0,61 1,00 V30 0,40 - 0,16 0,62 - 0,29 - 0,03 - 0,37 0,22 0,79 0,22 0,48 0,70 0,13 - 0,27 0,61 0,59 0,43 0,85 - 0,33 0,58 0,05 0,66 0,48 0,57 0,38 0,59 - 0,27 0,77 0,48 0,84 1,00 V31 - 0,73 - 0,47 - 0,58 - 0,44 - 0,47 - 0,51 - 0,57 - 0,33 - 0,63 - 0,06 - 0,23 - 0,43 - 0,26 - 0,48 - 0,03 - 0,40 - 0,25 - 0,60 - 0,55 - 0,52 - 0,32 - 0,24 - 0,18 - 0,51 - 0,55 - 0,55- 0,67 - 0,56 - 0,71 - 0,37 1,00 V32 - 0,23 - 0,12 - 0,49 0,02 - 0,24 0,19 - 0,33 - 0,71 - 0,26 - 0,68 - 0,79 - 0,33 - 0,24 - 0,59 - 0,89 - 0,60 - 0,73 0,27 - 0,51 - 0,26 - 0,72 - 0,75 - 0,80 - 0,43 - 0,51 0,14 - 0,39 0,56 - 0,12 - 0,42 - 0,41 1,0 0 Fonte : Elaborado pelo autor. 157 Apêndice G – Macroprocessos do programa . Quadro 17 - Os Macroprocessos da frente Logística cobertos pelo programa e seus componentes Frente de Negocio Processo Componentes do sistema ERP envolvidos Logística Gerir Compras de Material/Serviços MM-Pedidos Gerir Contratos prest. Serviços/materias MM-Contratos Gerir Controle de Estoque MM-Estoque Recebimento físico e fiscal MM-RE Gerir Interface Contábil e conciliação FI-GL Contabilidade Gerir Pagamentos FI-AP Contas a Pagar Gerir Tributos Municipais e Federais Localização, MM, FI Gerir Orçamento FM Gerir de Ativos Imobilizados AA Ativo Fixo Gerir de Imóveis RE Gerir manutenção da planta PM Gerir projetos de engenharia PS Administrar Portais de Compras SRM Controlar Dados mestres de Fornecedores BP, MM, FI Administrar viagens de negocio FI-GL, FI-TV Fonte: Dados da Pesquisa. 1. INTRODUÇÃO 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO 1.2. REVISÃO DE LITERATURA 1.3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA 1.4. OBJETIVOS 1.4.1. Objetivo Geral 1.4.2. Objetivos Específicos 1.5. RELEVÂNCIA DO ESTUDO 1.6. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1. SISTEMAs e TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 2.2. ERP - OS SISTEMAS EMPRESARIAIS 2.2.1. Conceituação e Características dos Sistemas ERP 2.2.2. Panorama histórico do ERP 2.2.3. Arquitetura tecnológica Cliente-Servidor 2.2.4. Conceitos relacionados ao ambiente de sistemas ERP 2.2.5. Ciclo de vida dos Sistemas ERP 2.2.5.1. Fase de decisão ou de adoção 2.2.5.2. Fase de Aquisição 2.2.5.3. Fase de Implantação ou implementação 2.2.5.4. Fase de utilização ou pós-implantação 2.2.6. Projeto de implantação de um sistema ERP 2.3. O SISTEMA INTEGRADO SAP ERP 2.3.1. Breve histórico da companhia e primeiros produtos 2.3.2. Características do sistema SAP ERP 2.3.3. Metodologias de implantações da SAP 2.3.3.1. A metodologia SAP Procedure Model (convencional). 2.3.3.2. A metodologia SAP Activate. 2.4. O MODELO TEÓRICO TOE 2.4.1. Delimitação do Conceito 2.4.2. Resumos de alguns estudos baseados no modelo 3. METODOLOGIA DA PESQUISA 3.1. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA 3.2. PLANO METODOLÓGICO DA PESQUISA 3.3. Etapa de Planejamento da Pesquisa 3.4. Etapa Coleta de Dados da Pesquisa 3.4.1. Pesquisa Bibliográfica e Documental 3.4.2. Estudo de Caso 3.4.2.1. Universo e Amostragem da Pesquisa 3.4.2.2. Determinação do número de caso 3.4.2.3. Limitação da Pesquisa 3.4.2.4. Coleta de Dados 4. ESTUDO DE CASO - A IMPLANTAÇÃO DO ERP NA CAIXA 4.1. CARACTERIZAÇÃO e contexto DA empresa 1.1. 1.1. 1.1. 4.2. A ÁREA DE LOGÍSTICA CAIXA 4.3. O PROGRAMA DE IMPLANTAÇÃO GEPEM 4.3.1. O Fornecedor-fabricante do sistema ERP 4.3.2. A empresa de consultoria contratada para implantação 4.3.3. A Metodologia de Implantação adotada no programa 4.3.4. O Projeto de implantação da tecnologia 4.3.5. Transferência de Conhecimento 5. ANÁLISES DOS DADOS 5.1. ANALISE DESCRITIVA DOS DADOS 5.1.1. Análise das dimensões do aspecto Organizacional 5.1.1.1. Redesenho e Mudança Organizacional 5.1.1.2. Clima organizacional 5.1.1.3. Treinamento ou capacitação de usuários 5.1.1.4. Liderança ou gestão 5.1.1.5. Características da Empresa 5.1.2. Análise das dimensões do aspecto Tecnológico 5.1.2.1. Experiência do usuário 5.1.2.2. Prontidão e Suporte técnico 5.1.2.3. Qualidade do projeto de implantação 5.1.3. Análise das dimensões do aspecto Ambiente externo 5.1.3.1. Consultoria externa 5.1.3.2. O Fabricante do ERP 5.1.3.3. Influência do Governo no programa 5.2. Análise da Matriz de Correlações entre todas as variáveis 5.3. (Inter)dependência entre as dimensões pesquisadas 6. CONCLUSÕES REFERÊNCIAS Apêndice A - Carta de Solicitação de Autorização à CAIXA Apêndice B - Questionário de pesquisa Apêndice C - Sistemas legados corporativos impactado pelo programa Apêndice D – Levantamento bibliográfico na base Scopus Apêndice E – Gráficos da análise de correlação Apêndice F – Análise de correlação das variáveis estudadas Apêndice G – Macroprocessos do programa92 4.3.5. Transferência de Conhecimento ............................................................................ 97 5. ANÁLISES DOS DADOS ............................................................................ 98 5.1. ANALISE DESCRITIVA DOS DADOS ......................................................... 98 5.1.1. Análise das dimensões do aspecto Organizacional .......................................... 101 5.1.1.1. Redesenho e Mudança Organizacional ................................................................... 102 5.1.1.2. Clima organizacional ................................................................................................ 103 5.1.1.3. Treinamento ou capacitação de usuários ................................................................ 104 5.1.1.4. Liderança ou gestão ................................................................................................. 105 5.1.1.5. Características da Empresa ..................................................................................... 106 5.1.2. Análise das dimensões do aspecto Tecnológico .............................................. 106 5.1.2.1. Experiência do usuário ............................................................................................. 107 5.1.2.2. Prontidão e Suporte técnico ..................................................................................... 108 5.1.2.3. Qualidade do projeto de implantação ...................................................................... 110 5.1.3. Análise das dimensões do aspecto Ambiente externo ..................................... 111 5.1.3.1. Consultoria externa .................................................................................................. 112 5.1.3.2. O Fabricante do ERP ............................................................................................... 113 5.1.3.3. Influência do Governo no programa ........................................................................ 114 5.2. Análise da Matriz de Correlações entre todas as variáveis ........................ 114 5.3. (Inter)dependência entre as dimensões pesquisadas ................................ 117 6. CONCLUSÕES ......................................................................................... 118 REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 123 Apêndice A - Carta de Solicitação de Autorização à CAIXA ............................. 132 Apêndice B - Questionário de pesquisa ............................................................. 133 Apêndice C - Sistemas legados corporativos impactado pelo programa ........ 136 Apêndice D – Levantamento bibliográfico na base Scopus ............................. 147 Apêndice E – Gráficos da análise de correlação ............................................... 152 Apêndice F – Análise de correlação das variáveis estudadas......................... 156 Apêndice G – Macroprocessos do programa .................................................... 157 17 1. INTRODUÇÃO Neste capítulo apresenta-se o contexto no qual se insere essa dissertação, revisão de literatura, problema de pesquisa, o objetivo geral e específicos, a relevância do tema pesquisado e, por fim, a organização dos capítulos seguintes. 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO A revolução tecnológica, concentrada nas tecnologias da informação, ocorrida nas últimas décadas, o advento da Globalização da economia e demais avanços da ciência, entre outros fatores, têm acrescentado significativamente nas organizações, inclusive as do setor público, novos elementos desafiantes no enfrentamento pela sobrevivência (CASTELLS, 1997; MOLNÁR, 2011). Além disso, elas passaram a lidar com uma concorrência nunca vista, com o crescente aumento das exigências por serviços e produtos de alta qualidade e com maior cobrança por governança por parte da sociedade, em ambientes complexos, sendo elas compelidas a buscar novas estratégias e alternativas tecnológicas para reforçar suas vantagens competitivas e sua sobrevivência de forma sustentada. Neste cenário de mudanças em ritmo acelerado onde a única certeza é a incerteza (TAKEUCHI; NONAKA, 2008) torna-se evidente que os mecanismos e instrumentos de gestão, bem como a tomada de decisão não podem mais ser adequadamente construídos e geridos com a abordagem tradicional (KELLER; TEUFEL, 1998). Por isso, cada vez mais as organizações têm buscado, intensivamente, serem bem-sucedidas para dar conta de produzir produtos e serviços cada vez melhores, com custo baixos e qualidade superior. Poucas organizações têm realmente demonstrado, de maneira efetiva, a capacidade de adaptar-se à velocidade das mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas à sua volta, e quando alcançam o sucesso, percebem que mantê-lo nunca foi tão frágil (TAKEUCHI; NONAKA, 2008; WOOD JUNIOR, 2010). Nas últimas décadas, um ecossistema econômico global e integrado se formou, num ciclo que, por um lado as empresas de um modo geral sendo induzidas a melhorar seus controles e suas operações, seus recursos, e por outro lado e paralelamente a revolução da tecnologia da informação, que por meio dos progressos substanciais, disponibilizando periodicamente novos sistemas (CASTELLS, 1997). 18 Os sistemas empresariais começaram a ter maior evidência nas últimas três décadas, época em que alguns fornecedores desenvolveram sistemas integrados e já estruturados na arquitetura cliente/servidor (KELLER; TEUFEL, 1998) que se tornaram uma tendência geral e comum (MOLNÁR, 2011), inclusive impondo uma lógica na própria estratégia das organizações. Esses sistemas passaram a ser chamados por Enterprise Resource Planning (ERP). Nas últimas décadas muitas empresas adotaram sistemas ERPs, especificamente porque eles se apresentam inicialmente como uma proposta aderente ao negócio, prometendo melhorar a eficiência e a eficácia das operações, agregando novos modelos e integração de processos, controle e redução de custos, melhoria no uso da informação, no apoio na tomada de decisões, na fidelização de cliente, no aumento de lucratividade e na produtividade (HSIEH;WANG, 2007; ZHU, Yan, et al., 2010; MAAS; FENEMA; SOETERS, 2012). O setor público brasileiro, além de pressionado por maior transparência, governança, compliance, eficiência e efetividade, também estão enfrentando problemas técnicos-estruturais de tecnologia da informação, com seus sistemas de informação que, em muitos casos, são sistemas grandes, lentos, descentralizados, não amigáveis, não integrados e em muitos casos obsoletos. E ainda estão diante de grandes questões, a exemplo de como aperfeiçoar mais rapidamente a gestão de seus processos de negócios (BANNISTER, 2001; SENA;GUARNIERI, 2015). Por esse motivo, empresas públicas, semelhantes as empresas privadas, mesmo diante de recorrentes recessões econômicas passaram a adotar os sistemas integrados como uma forma de responder mais rapidamente as demandas já citadas, comprovando assim essa tendência mundial (WAGNER;ANTONUCCI, 2004; ALVES;MATOS, 2011; MAAS;FENEMA;SOETERS, 2012). Diversos autores estudaram o fenômeno de adoção e implementação de sistemas ERP nas organizações públicas (COSTA,2002;KUMAR, MAHESHWARI;KUMAR, 2002;RAYMOND, 2006) e as principais razões que as levaram a tomar essa decisão foram analisadas. Uma síntese dos motivos está esquematizada no quadro 1. Diversos órgãos públicos brasileiros fizeram a opção por contratar um sistema ERP (ver o Quadro 2). Desses projetos, alguns previam somente programas de implantação envolvendo o produto ERP, e em outros casos o escopo da implementação conta não apenas com o componente em questão, mas com um 19 complexo de ferramentas tecnológicas, que envolvem outras soluções de mercado, tais como Business Inteligence (BI)1, CustomerRelationship Management (CRM)2 entre outros. Articular um programa para implementar esses sistemas integrados de forma consistente, não apenas requer que as organizações empregue grandes esforços, tempo e enormes quantias como também vai exigir que elas tenham um plano de gestão de riscos de TI e de negócios, o que se justifica pelos altos custos de licenças, implementação e manutenção dos aplicativos correspondentes (DAVENPORT, 1998;BIANCOLINO, 2010). Ademais, a administração pública também tem sido influenciada a implantar ERP por conta de acompanhar a mesma dinâmica empresarial do setor privado e pela sua inserção do próprio modelo público no contexto organizacional similar às empresas privadas (CATELLINO;BOTTER;ITELVINO, 2009). Quadro 1 - Razões para a Implementação do ERP nas Organizações Públicas Motivos Autor Integração de informação e de sistemas aplicativos (COSTA, 2002) Maior demanda por informações em tempo real Geração de informação para tomada de decisão Reengenharia de processos de negócios Mudanças legislação, governança e compliance Concorrência Redução de custos Informações integradas (KUMAR;MAHESHWARI; KUMAR, 2002) Melhoria na administração em geral Gestão baseada em resultados Integrar suas tecnologias de informação (TI) (RAYMOND, 2006) Trazer maior eficiência de processos Melhorar a orientação à suas estratégias Fonte: Elaborado pelo autor. Apesar das empresas fabricantes de ERP possuírem produtos bem definidos ao Setor Público (BANNISTER, 2001) desde 1999, a adoção nos órgãos públicos ainda é considerada tímida. Primeiro porque a estratégia dos fornecedores de não os 1 Business intelligence (BI) – são sistemas não-transacionais que combinam coleta e armazenamento de dados e gerenciamento de conhecimento com ferramentas analíticas para apresentar informações complexas internas e competitivas para planejadores e tomadores de decisão (NEGASH, 2004). 2 Customer relationship management (CRM) - são sistemas não-transacionais que administram dados de relacionamento e gerenciamento do cliente (PEPPARD, 2000). 20 priorizava (ALVES;MATOS, 2011) e segundo porque os investimentos relacionados são muito altos e por último, sua implantação tem efeito extremado em muitos aspectos operacionais (KRONBICHLER;OSTERMANN ;STAUDINGER, 2010). Quadro 2 – Alguns órgãos públicos que implantaram ou estão implantando ERP no Brasil Denominação da empresa ou órgão público Ramo de atuação BNDS Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (MURPHY e JAMMULAMADAKA, 2017) Finanças BRB - Banco Regional de Brasília (BRB, 2015) Finanças Casa da Moeda do Brasil (BRASIL e TCU, 2018) Moedas e cédulas CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (COSTA, 2002) Energia elétrica CORREIOS - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (CALDEIRA, 2016); Logística ELETRONORTE - Centrais Elétricas do Norte S/A (ELETRONORTE, 2017) Energia elétrica EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA, 2017) Pesquisa MJ – Ministério da Justiça Brasileira (SENA;GUARNIERI, 2015) Poder judiciário PETROBRAS S.A. (CALDEIRA, 2016) Petróleo TELEBRÁS TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A (TELEBRAS, 2015) Telecomunicações Fonte: Elaborado pelo autor. É evidente que o sistema ERP pode trazer muitos benefícios (DAVENPORT, 1998) mas incorpora-lo na organização é um trabalho tanto complexo quanto arriscado (COSTA, 2002), que além de envolver um complicado processo de aquisição, geralmente com alto custo, planejamento minucioso, definição de equipes de projetos (ZHU et al., 2010), metodologias, gestão dos recursos, também há de se lidar com uma das questões mais complicadas, os impactos organizacionais (HALL et al., 2017). No entanto, depois de terem investido muito tempo e recursos na implementação de sistemas ERP, muitas organizações públicas e privadas perceberam que o projeto de implantação ou o componente adquirido e instalado não foi tão bem sucedido como o esperado. O Quadro 3 sintetiza os principais benefícios e problemas advindos da incorporação dos sistemas ERPs nas organizações (ZHU et al., 2010;TESTA;LUCIANO; NADLER, 2009). Apesar do fato de implementar sistemas integrados no setor público seja uma tarefa desafiadora, arriscada e haver consideráveis discussões sobre as falhas envolvidas nesses projetos, ainda assim diversas instituições públicas adotaram ERP, como foi o caso da CAIXA - Caixa Econômica Federal (CAIXA, 2013). https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_el%C3%A9trica https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_el%C3%A9trica 21 A CAIXA investiu na aquisição de um CIS (Complex Information Systems), termo utilizado por Hsieh e Wang (2007) ou complexo de sistemas corporativos integrados, incluindo o ERP da empresa alemã SAP, como parte de seus planos para seguir mantendo-se competitiva no mercado bancário e fortalecer a sua posição de gestora de serviços delegados do Governo Federal (CAIXA, 2013). Quadro 3 - Benefícios e Problemas advindos da incorporação de Sistemas ERPs Benefícios Problemas - Resultados financeiros consolidados, de todas as divisões do empreendimento, independente da localidade, de forma precisa e on-line; - Chance de melhor coordenação dos processos de negócios da cadeia de valor da empresa; - Prospecto de apresentar um serviço global padronizado para clientes globais; - Probabilidade de redução dos custos de TI; - Padronização das práticas de negócios; - Acessibilidade em vários países com a possível aplicação de várias línguas e moedas; - Permite padronização de arquitetura empresarial, incluindo plataformas de TI globais; - Implementação e prazo de execução mais curtos do que o de um sistema transnacional desenvolvido internamente; - Dificuldade para criar um modelo padrão do sistema para operar nas diferentes regiões; - Complexidade do projeto de implementação, tendo em vista sua extensão e número de equipes trabalhando em paralelo; - diversas características dos diferentes sistemas legados, número de plantas, extensão geográfica e número de divisões, pode forçar o uso de diferentes estratégias de implementação - Dificuldade para acomodar diferenças nos conceitos e práticas de negócios no mesmo sistema; - Dificuldades para ajustar os modelos de “melhores práticas” Fonte: (MOLNÁR, 2011). Essa iniciativa vem reforçar o fato de que, os investimentos em sistemas de informação ou tecnologia da informação, a serem implementados terão mais sucesso nas organizações, quando fazem parte de uma estratégia mais global de desenvolvimento (LA ROVERE, 1999). Objetivando a atualização de aplicações de controle internos, de processos operacionais de logística, gestão de pessoas entre outras, levando em consideração a magnitude das transações de negócios correspondentes foram alguns dos motivos que levou a CAIXA decidir e selecionar um novo sistema dentro de um contexto de aquisição de uma nova Solução Integrada de Gestão Empresarial (CAIXA, 2018b). Muitas corporações que implantaram ERP tiveram muitas adversidades, o caso das gigantes Boeing, Whirlpool e Banco do Brasil são bons exemplos (ZHU et al., 2010;QUEIROZ, 2014). Depois de terem implantado o sistema, muitas 22 organizações, além de não contarem com todas as funcionalidades integralmente ativas em produção, outras não conseguiram êxito na ativação de determinados módulos, também há aquelas que estão diante do desafio de estabilização do sistema, ou seja, manter a plataforma tecnológica que foi implementada durante o programa. Pois bem, esse tema de um modo geral é bastante estudado (DAVENPORT, 1998), (SOUZA;ZWICKER, 2000), mas poucos estudos exploraram a implantação desses sistemas no setor público (BARNABÉ, 2007), (ALVES;MATOS, 2011). Além do mais, os trabalhoscientíficos têm sido fortemente marcados por estudos que focam as fases de decisão a implantação (ZHU et al., 2010), em contraste à fase de pós-implantação. Em linhas gerais, atuar com esse conjunto de adversidades apontadas é por demais exigente para as organizações. Isto é especialmente verdadeiro para instituições públicas. Ao contrário de empresas privadas, que além de usar muitos processos padronizados, requisitos de legislação semelhante, organizações públicas ainda lhes faltam a experiência com esses sistemas e consequentemente, terão mais dificuldades para lidar com eles (ALVES;MATOS, 2011). Diante desse cenário, entende-se como importante estudar que fatores contribuem ou dificultam para que as organizações que implantaram sistemas ERP consigam estabilizar o sistema na fase de pós-implementação3. Essa lacuna acaba por motivar-nos a aprofundar o assunto. Por fim, o fato de o pesquisador ter sido relacionado como profissional terceirizado, contratado pela empresa responsável pela implantação em um programa de implementação de ERP de uma instituição financeira pública, desde o início das atividades de projeto, em meados de agosto de 2013, levou a procurar aproveitamento desse enorme manancial de informação e experiências, muitas já colhidas, procurando traduzi-los e delimita-los num projeto de pesquisa em contribuição à academia. 3 Segundo Colangelo Filho (2001) a pós-Implementação é a etapa que a organização passa a conviver com o novo sistema ERP implantado, percebendo os acertos e eventuais erros cometidos durante as etapas de pré-implantação e implantação. 23 1.2. REVISÃO DE LITERATURA A revisão sistemática da literatura foi realizada levando em consideração a seguinte pergunta: “O que já foi publicado sobre o tema “enterprise resources planning in the Public Sector?” (sistemas integrados no setor público?). Assim, em meados de setembro de 2017 foi realizado dois levantamentos, um no Portal de Periódicos da CAPES restringindo apenas trabalho de dissertação de mestrado, com o intuito de descobrir o que já foi estudado nessa perspectiva sobre o assunto e outra na base de dados de publicações Scopus. No Portal de Periódicos da CAPES foram encontrados 557 registros. Tais trabalhos continham o tema “enterprise resources planning” e suas variantes, destes 557 registros apenas 10 (dez) abordam o assunto “ERP” ou suas variantes especificas no contexto do “setor público”, conforme se verifica no quadro 4. Quadro 4 - Dissertações com o termo da pesquisa estudada Ano Autor Titulo 2005 Catellino, Giovanni Gerson Análise da implantação de projetos de sistemas de gestão integrada no setor público militar. 2010 Yoshino, Cristina Kazumi Nakata Fatores críticos de sucesso como antecedentes da aceitação de um sistema de informação em uma Universidade Federal. 2014 Ferreira, David Luiz Silva Sistemas ERP uma contribuição ao estudo do ciclo de vida em uma instituição federal de ensino superior. 2015 Coronado, Simone Arantes Análise dos impactos intangíveis na implantação de um Sistema Integrado de Gestão em uma Instituição Federal de Ensino Superior' 2015 Elihimas, Julliane Cristinne Magero Fatores Críticos De Sucesso Na Aderência De Processos De Negócio De Erp As Organizações Do Setor Público 2016 Macedo, Karina Alessandra Pinto Aplicando A Gestão De Incertezas No Planejamento Da Implantação De Sistemas Erp: Um Estudo De Caso No Setor Público' 2016 Zago, Marcelo Luiz Fatores Críticos de Sucesso na Implantação de Sistemas ERP: Um Estudo de Caso em Instituição Pública de Ensino' 2017 Belinki, Alex Andre Fatores de resistência à mudança na implantação de sistemas ERP: um estudo de caso no IFSC 2017 Evangelista, Jean Lucio Santos Fatores críticos de sucesso na implementação de sistemas no setor público: um estudo de caso do Sistema Siga Adm modulo protocolo no Instituto Federal do Sertão Pernambucano 2017 Figueira, Raimundo Lucivaldo Cruz O uso de BPM e Design Thinking na Implantação de Sistemas ERP: um Estudo de caso no Setor Público' Fonte: Portal de Periódicos CAPES. 24 A Figura 1 apresenta a distribuição dos temas estudados nas dissertações de mestrado selecionadas, destaca-se o maior número de estudos no tema “fatores críticos de sucesso”. Conforme se observa, existe muito pouca frequência de estudo em dissertações de mestrado acerca do tema desse estudo. E nenhum trabalho focou estudo dessa natureza tendo instituição bancaria pública como base. Escolheu-se realizar a pesquisa de publicações sobre o tema ERP na base SCOPUS, porque, além de ser muito abrangente em termos de volume, entende-se que essa base concentra a maioria das publicações científicas relativas ao assunto deste projeto, possui resumos da literatura de pesquisa e fontes de qualidade. Ela fornece cobertura completa de citação desde 1996. A Scopus abrange 27 milhões de resumos, 230 milhões de referências e 200 milhões de páginas da web (SCOPUS, 2018). Figura 1 - Distribuição por assuntos das dissertações selecionadas Fonte: elaborado pelo autor. Primeiramente executou-se uma pesquisa na base de dados Scopus passando como parâmetro o termo “enterprise resources planning”, que retornou 12.450 referências. A Figura 2 apresenta a distribuição das principais palavras chaves desta primeira pesquisa. Em seguida, foi realizado um recorte com o propósito de recuperar apenas registros pertinentes ao escopo deste projeto. Então foi formulada uma nova 25 expressão para a pesquisa: (“enterprise resource planning” OR “Information Systems”) AND (“public sector” OR "government sector" OR "Public firm" OR "Public organization" OR "government firm"), entre 2001 até 2018. O resultado obtido desta segunda pesquisa foi a recuperação de 60 registros (ver Apêndice D). Inicialmente foi observado, de maneira geral, que o volume de publicações com a temática de uso ou implantação de sistemas integrados de gestão empresarial (ERP) no setor público é bastante pequeno (ALVES;MATOS, 2011), e observando apenas o Brasil, nota-se que quantidade de pesquisas acadêmica envolvidas neste contexto é muito baixo também. Figura 2 - Distribuição das palavras chaves recuperadas da base Scopus. Fonte : elaborado pelo autor. A Figura 3 apresenta alguns indicadores bibliométricos tais como a evolução dos quantitativos de publicações no período de 2001 a 2018; filiação dos autores, as publicações por países e as áreas de pesquisa. Pode-se observar que o pico dos quantitativos de publicações ocorreu em 2012 com 13 documentos e o país que mais publicou a respeito do tema foi o Estados Unidos da América. A análise da rede de coocorrência no Software Gephi permite identificar os principais termos de cada classe de modularidade (BASTIAN, HEYMANN, JACOMY, 26 2009). A partir do grafo importado do VOSviewer4, em formato GML, obteve-se uma rede com 113 nós, 1787 arestas e 9 classes de palavras-chave, que é visualizada na Figura 4. O software Gephi5 permite que a exploração dos resultados seja feita pelo Laboratório de Dados, o qual apresenta uma planilha com diversos indicadores bibliométricos, apresentada na Figura 5, incluindo: grau; centralidades de intermediação, de proximidade e de autovetor (RUHNAU, 2000), PageRank, entre outras. Figura 3 - Resultados bibliométricos da pesquisa bibliográfica na base Scopus Fonte: Scopus. 4 O VOSviewer é um aplicativo de computador que foi desenvolvido para criar, visualizar e explorar mapas bibliométricos de publicações científicas. 5 Gephi é um software de código aberto para análise de gráficos e redes. Ele exibe grandes redes em tempo real e acelerar a exploração. Uma arquitetura flexível e multitarefas traz novas possibilidadespara trabalhar com conjuntos de dados complexos e produzir resultados visuais valiosos. 27 Foi organizada uma rede de coocorrência em 9 classes de modularidade, observa-se que a classe 7 (cor lilás) possui 20,19% das palavras-chave, seguida pelas classes 8 (cor verde escuro) com 17,31%, 3 (cor azul claro) com 12,5%, 1 (cor preta) com 11,54 %, e 6 (cor laranja) com 9,62%, 4 (cor rosa) com 8,65% , 0 (cor verde) e 5 (vermelho) com 7,69% e 2 (cor amarelo) com 4,81. Figura 4 - Visualização da coocorrência de termos resultantes Fonte: Software Gephi. Por meio dessa bibliometria conseguimos explorar as publicações mais citadas. A seguir serão analisadas as publicações mais relevantes dentro dos limites desse tema de trabalho, na tabela 1 está esquematizado o ranking dos documentos com maior número de citação que compõe esta amostra. O artigo “Dismantling the silos: Extracting new value from IT investments in public administration” escrito por Frank Bannister é o que contém o maior número de citações, com 108. 28 Figura 5 - Laboratório de dados do Gephi contendo indicadores bibliométricos Fonte: Software Gephi. Tabela 1 - Documentos com maior número de citações Artigo Autor(es) Nr. citações Dismantling the silos: Extracting new value from IT investments in public administration Bannister, F. 108 ERP systems implementation: Best practices in Canadian government organizations Kumar, V., Maheshwari, B., Kumar, U. 71 ERP critical success factors: An exploration of the contextual factors in public sector institutions Allen, D., Kern, T., Havenhand, M. 57 Learning to use ERP technology: A causal model Boudreau, M.C. 52 Information security threats in ERP enabled E- governance: Challenges and solutions Sahi, G., Madan, S. 33 Motivation to implement ERP in e-government: An analysis from success stories Raymond, L., Uwizeyemungu, S., Bergeron, F. 29 Analyzing ERP implementation at a public university using the innovation strategy model Siau, K., Messersmith, J. 27 Public sector enterprise resource planning Gulledge, T.R., Sommer, R.A. 26 Developing e-government integrated infrastructures: A case study Themistocleous, M., Irani, Z., Love, P.E.D. 24 The impact of organisational culture on ERP systems implementation: Lessons from Jordan Rabaa'i, A.A. 19 Fonte: (SCOPUS, 2018) https://www-scopus.ez97.periodicos.capes.gov.br/record/display.uri?eid=2-s2.0-0035609393&origin=resultslist&sort=cp-f&src=s&st1=%22enterprise+resources+planning%22+AND+%28%22public+sector%22+OR+%22government+sector%22+OR+%22Public+firm%22+OR+%22Public+organization%22+OR+%22goverment+firm%22%29&nlo=&nlr=&nls=&sid=1fe312b52500b5a57d139a294e25cb90&sot=b&sdt=cl&cluster=scosubjabbr%2c%22BIOC%22%2cf%2c%22CENG%22%2cf%2c%22AGRI%22%2cf%2c%22MEDI%22%2cf&sl=153&s=TITLE-ABS-KEY%28%22enterprise+resources+planning%22+AND+%28%22public+sector%22+OR+%22government+sector%22+OR+%22Public+firm%22+OR+%22Public+organization%22+OR+%22goverment+firm%22%29%29&relpos=0&citeCnt=108&searchTerm= 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organizacional e operacional no setor público a partir da pressão para se obter melhor valor dos investimentos em TI. Além de apresentar o fato de que converter os sistemas não integrados, os quais ele chama de “sistemas de silos”, desenvolvidos no setor público em geral, em sistemas integrados que possam servir ao público de maneira eficiente e efetiva é o principal desafio neste contexto da administração pública (BANNISTER, 2001). Os autores do artigo “ERP systems implementation: Best practices in Canadian government organizations” (KUMAR;MAHESHWARI;KUMAR, 2002) afirmam que implantar sistemas ERP em organizações governamentais é um exercício complexo de inovação e de gerenciamento de mudanças. Organizações públicas decidiram adotar ERPs por vários motivos: informações integradas, melhoria na administração em geral e gestão baseada em resultados. Não obstante, as organizações governamentais, devido às suas responsabilidades sociais e legislativas, enfrentam muitos desafios específicos na transição para sistemas empresariais. No artigo “ERP critical success factors: an exploration of the contextual factors in public sector institutions” (ALLEN;KERN;HAVENHAND, 2002) os autores afirmam que qualquer implementação de um ERP no setor público requer extensiva reengenharia de processos de negócios e alinhamento de processos aos modelos do sistema. Além disso, desafia muitos valores tradicionais e causa muitos confrontos culturais. Saber quais são os fatores críticos de sucesso estratégico e tático que as instituições do setor público devem considerar antes de implementar um sistema ERP, é a questão implícita de gestão para implementações de ERP no setor público. No artigo “Learning to use ERP technology: A causal model” o autor aponta que uma implementação tecnicamente bem-sucedida de uma ferramenta complexa nem sempre tem resultados com uso efetivo. Ele propõe um modelo de implementação com base na análise de estudos de caso relacionados a um projeto de ERP em uma organização pública. Esse modelo, desenvolvido indutivamente, revela os principais fatores que levam ao conceito de "qualidade de uso". Isso sugere que a inclusão de fatores relacionados à aprendizagem permite entender melhor porquê a "qualidade de uso" pode variar entre usuários do sistema (BOUDREAU, 2003). Sahi e Madan (2012) no artigo “Information security threats in ERP enabled E- governance: Challenges and solutions” fizeram uma proposta de relacionamento do governo eletrônico com o Enterprise Resource Planning (ERP), indicando a https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0740624X02000928 https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0740624X02000928 30 combinação de funções do governo com um sistema único e integrado, na perspectiva de que o governo se tornou mais dependente de tecnologias modernas e tem o potencial de criar um governo transparente, responsivo e centrado no cidadão. Raymond et al (2006) afirmam que diversos setores da administração pública investiram em Enterprise Resource Planning com propósito de apoiar um governo mais eficiente e melhores serviços aos cidadãos. Eles caracterizaram as reais motivações que levam à adoção de sistemas ERP no governo. Os resultados do seu trabalho indicam que algumas organizações governamentais adotam sistemas ERP principalmente para integrar suas tecnologias de informação (TI), enquanto outras buscam maior eficiência de processos ou por conta de melhor orientar suas estratégias. Segundo Siau e Messersmith (2003) nem todas as implementações do ERP atendem às expectativas, apesar de ser bem-sucedido em muitas operações. Uma forma das empresas conseguirem aumentar as taxas de sucesso é abraçar a criatividade e a inovação em suas implementações integrada às soluções de negócios. Tendo como estudo de caso a implantação de sistema ERP no Departamento de Defesa dos EUA (DoD) os autores do artigo “Public sector enterprise resource planning” (GULLEDGE;SOMMER, 2003) apontam os desafios das empresas do setor público e como ela pode ser alterada, eles afirmam que implementações do setor privado de alguma maneira aumenta a eficácia e eficiência das organizações do setor público. Esse estudo de caso fornece elementos sobre a transição para uma empresa moderna integrada do setor público. Themistocleous et al (2005) argumentam que muitos órgãos da administração pública, na perspectiva do governo eletrônico, encontraram dificuldades em criar um ambiente de TI favorável em fornecer uma visão comum e compartilhada de suas informações e de seus serviços, dessa maneira recorreram à adoção dos pacotes de software como o ERP (Enterprise Resource Planning) para melhorar a prestação de seus serviços. Rabaai (2009) analisa os impactos da cultura organizacional nas implementações de ERP. As percepções encontradas entre o setor público e privado mostrou poucas diferenças no seu estudo de caso, os benefícios aferidos no contexto do seu trabalho ficaram aquém das reivindicações feitas para a tecnologia ERP em outras culturas. 31 Embora o artigo “The impacts of ERP systems on public sector organizations” não esteja na lista das publicações