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JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA PARA O TERCEIRO PERÍODO DE ESTUDOS DE SEGUNDA-
FEIRA 
 
OJ 82 da SDI-I DO TST: AVISO PRÉVIO. BAIXA NA CTPS. 
A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do término do prazo do 
aviso prévio, ainda que indenizado. 
 
A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, 
em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja 
quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso 
essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, 
bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado. [STF. RE 590.415. 
Rel. Min. Roberto Barroso. j. 30/04/2015] 
 
SÚMULA 91 DO TST: SALÁRIO COMPLESSIVO. 
Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para 
atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. 
 
SÚMULA 330 DO TST: QUITAÇÃO. VALIDADE. 
A quitação passada pelo empregado, com assistência de entidade sindical de sua 
categoria, ao empregador, com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do 
art. 477 da CLT, tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente 
consignadas no recibo, salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado 
à parcela ou parcelas impugnadas. 
I - A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e, 
consequentemente, seus reflexos em outras parcelas, ainda que estas constem desse 
recibo. 
II - Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato 
de trabalho, a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no 
recibo de quitação. 
 
SÚMULA 171 DO TST: FÉRIAS PROPORCIONAIS. CONTRATO DE TRABALHO. EXTINÇÃO. 
Salvo na hipótese de dispensa do empregado por justa causa, a extinção do contrato 
de trabalho sujeita o empregador ao pagamento da remuneração das férias 
proporcionais, ainda que incompleto o período aquisitivo de 12 (doze) meses (art. 147 
da CLT). 
 
SÚMULA 451 DO TST: PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. RESCISÃO 
CONTRATUAL ANTERIOR À DATA DA DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS. PAGAMENTO 
PROPORCIONAL AOS MESES TRABALHADOS. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 
Fere o princípio da isonomia instituir vantagem mediante acordo coletivo ou norma 
regulamentar que condiciona a percepção da parcela participação nos lucros e 
resultados ao fato de estar o contrato de trabalho em vigor na data prevista para a 
distribuição dos lucros. Assim, inclusive na rescisão contratual antecipada, é devido o 
pagamento da parcela de forma proporcional aos meses trabalhados, pois o ex-
empregado concorreu para os resultados positivos da empresa. 
 
SÚMULA 380 DO TST: AVISO PRÉVIO. INÍCIO DA CONTAGEM. ART. 132 DO 
CÓDIGO CIVIL DE 2002. 
Aplica-se a regra prevista no "caput" do art. 132 do Código Civil de 2002 à contagem 
do prazo do aviso prévio, excluindo-se o dia do começo e incluindo o do vencimento. 
 
OJ 238 DA SDI-I DO TST: MULTA. ART. 477 DA CLT.PESSOA JURÍDICA DE DIREITO 
PÚBLICO. APLICÁVEL. 
Submete-se à multa do artigo 477 da CLT a pessoa jurídica de direito público que não 
observa o prazo para pagamento das verbas rescisórias, pois nivela-se a qualquer 
particular, em direitos e obrigações, despojando-se do "jus imperii" ao celebrar um 
contrato de emprego. 
 
SÚMULA 388 DO TST: MASSA FALIDA. ARTS. 467 E 477 DA CLT. INAPLICABILIDADE. 
A Massa Falida não se sujeita à penalidade do art. 467 e nem à multa do §8º do art. 
477, ambos da CLT. 
 
SÚMULA 462 DO TST: MULTA DO ART. 477, § 8º, DA CLT. INCIDÊNCIA. 
RECONHECIMENTO JUDICIAL DA RELAÇÃO DE EMPREGO. 
A circunstância de a relação de emprego ter sido reconhecida apenas em juízo não tem 
o condão de afastar a incidência da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT. A referida 
multa não será devida apenas quando, comprovadamente, o empregado der causa à 
mora no pagamento das verbas rescisórias. 
 
As dispensas coletivas realizadas de maneira maciça e avassaladora, somente seriam 
juridicamente possíveis em um campo normativo hiperindividualista, sem qualquer 
regulamentação social, instigador da existência de mercado hobbesiano na vida 
econômica, inclusive entre empresas e trabalhadores, tal como, por exemplo, 
respaldado por Carta Constitucional como a de 1891, já há mais de um século superada 
no país. Na vigência da Constituição de 1988, das convenções internacionais da OIT 
ratificadas pelo Brasil relativas a direitos humanos e, por consequência, direitos 
trabalhistas, e em face da leitura atualizada da legislação infraconstitucional do país, é 
inevitável concluir-se pela presença de um Estado Democrático de Direito no Brasil, de 
um regime de império da norma jurídica (e não do poder incontrastável privado), de 
uma sociedade civilizada, de uma cultura de bem-estar social e respeito à dignidade 
dos seres humanos, tudo repelindo, imperativamente, dispensas massivas de pessoas, 
abalando empresa, cidade e toda uma importante região. Em consequência, fica 
fixada, por interpretação da ordem jurídica, a premissa de que a negociação coletiva é 
imprescindível para dispensa em massa de trabalhadores. (TST. SDC. RODC-309/2009-
000-15-00.4. Rel. Mauricio Godinho Delgado, j. 10/08/2009). 
 
STF 
O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 638 da repercussão geral, negou 
provimento ao recurso extraordinário, vencidos os Ministros Marco Aurélio (Relator), 
Nunes Marques e Gilmar Mendes. Por maioria, foi fixada a seguinte tese: "A 
intervenção sindical prévia é exigência procedimental imprescindível para a dispensa 
em massa de trabalhadores, que não se confunde com autorização prévia por parte da 
entidade sindical ou celebração de convenção ou acordo coletivo", vencidos, em parte, 
os Ministros Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Rosa Weber. Nesta assentada, o 
Ministro Alexandre de Moraes reajustou seu voto para acompanhar a divergência. O 
Ministro André Mendonça, sucessor do Ministro Marco Aurélio, não votou no mérito, 
mas proferiu voto quanto à tese de repercussão geral. Redigirá o acórdão o Ministro 
Edson Fachin. Impedido o Ministro Luiz Fux (Presidente). Presidiu o julgamento a 
Ministra Rosa Weber (Vice-Presidente). Plenário, 8.6.2022. 
 
Os planos de dispensa incentivada permitem reduzir as repercussões sociais das 
dispensas, assegurando àqueles que optam por seu desligamento da empresa 
condições econômicas mais vantajosas do que aquelas que decorreriam do mero 
desligamento por decisão do empregador. É importante, por isso, assegurar a 
credibilidade de tais planos, a fim de preservar a sua função protetiva e de não 
desestimular o seu uso. [STF. RE 590.415. Rel. Min. Roberto Barroso. j. 30/04/2015] 
 
SÚMULA 441 DO TST: AVISO PRÉVIO. PROPORCIONALIDADE. 
O direito ao aviso prévio proporcional ao tempo de serviço somente é assegurado nas 
rescisões de contrato de trabalho ocorridas a partir da publicação da Lei nº 12.506, em 
13 de outubro de 2011. 
 
OJ 83 DA SDI-I DO TST: AVISO PRÉVIO. INDENIZADO. PRESCRIÇÃO. 
A prescrição começa a fluir no final da data do término do aviso prévio. Art. 487, § 1º, 
da CLT. 
 
OJ 367 DA SDI-I DO TST: AVISO PRÉVIO DE 60 DIAS. ELASTECIMENTO POR NORMA 
COLETIVA. PROJEÇÃO. REFLEXOS NAS PARCELAS TRABALHISTAS. 
O prazo de aviso prévio de 60 dias, concedido por meio de norma coletiva que silencia 
sobre alcance de seus efeitos jurídicos, computa-se integralmente como tempo de 
serviço, nos termos do § 1º do art. 487 da CLT, repercutindo nas verbas rescisórias. 
 
SÚMULA 10 DO TST: PROFESSOR. DISPENSA SEM JUSTA CAUSA. TÉRMINO DO ANO 
LETIVO OU NO CURSO DE FÉRIAS ESCOLARES. AVISO PRÉVIO. 
O direito aos salários do período de férias escolares assegurado aos professores (art. 
322, caput e § 3º, da CLT) não exclui o direito ao aviso prévio, na hipótese de dispensa 
sem justa causa ao término do ano letivo ou no curso das férias escolares. 
 
SÚMULA 44 DO TST: AVISO PRÉVIO. 
A cessaçãoda atividade da empresa, com o pagamento da indenização, simples ou em 
dobro, não exclui, por si só, o direito do empregado ao aviso prévio. 
 
SÚMULA 163 DO TST: AVISO PRÉVIO. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA. 
Cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência, na forma do 
art. 481 da CLT. 
 
SÚMULA 276 DO TST: AVISO PRÉVIO. RENÚNCIA PELO EMPREGADO. 
O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de 
cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo comprovação 
de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego. 
 
SÚMULA 305 DO TST: FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO. INCIDÊNCIA 
SOBRE O AVISO PRÉVIO. 
O pagamento relativo ao período de aviso prévio, trabalhado ou não, está sujeito a 
contribuição para o FGTS. 
 
SÚMULA 348 DO TST: AVISO PRÉVIO. CONCESSÃO NA FLUÊNCIA DA 
GARANTIA DE EMPREGO. INVALIDADE. 
É inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego, ante a 
incompatibilidade dos dois institutos. 
 
SÚMULA 371 DO TST: AVISO PRÉVIO INDENIZADO. EFEITOS. 
SUPERVENIÊNCIA DE AUXÍLIO-DOENÇA NO CURSO DESTE. 
A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio 
indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-
aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias. No caso de concessão de auxílio-
doença no curso do aviso prévio, todavia, só se concretizam os efeitos da dispensa 
depois de expirado o benefício previdenciário. 
 
OJ 14 DA SDI-I DO TST: AVISO PRÉVIO CUMPRIDO EM CASA. VERBAS RESCISÓRIAS. 
PRAZO PARA PAGAMENTO. 
Em caso de aviso prévio cumprido em casa, o prazo para pagamento das verbas 
rescisórias é até o décimo dia da notificação de despedida. 
 
SÚMULA 230 DO TST: AVISO PRÉVIO. SUBSTITUIÇÃO PELO PAGAMENTO DAS HORAS 
REDUZIDAS DA JORNADA DE TRABALHO. 
É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho, no aviso prévio, pelo 
pagamento das horas correspondentes. 
 
 
 
SMARTS-ARTS E TABELA SELECIONADAS PARA O TERCEIRO PERÍODO DE ESTUDOS DE 
TERÇA-FEIRA 
 
 
 
 
 
 
Benefício Suspenso Benefício Cancelado 
 
Admissão em outro emprego 
 
 
Recusa de emprego condizente com sua 
qualificação e remuneração anterior 
 
D
ir
ei
to
 a
o
 S
eg
u
ro
-D
es
em
p
re
go
Trabalhador dispensado sem 
justa causa
Recebimento de salários 
relativos a 
pelo menos 12 dos últimos 18 
meses na 1ª solicitação
pelo menos 9 dos últimos 12 
meses, na 2ª solicitação
cada um dos 6 meses 
anteriores, a partir da 3ª 
solicitação
Não recebimento de 
benefício previdenciário de 
prestação continuada, exceto
auxílio-acidente
auxílio suplementar da Lei 
6367/76
abono de permanência
Não recebimento de auxílio-
desemprego
Não ter renda própria ou 
condição de subsistência
Matrícula e frequência, 
quando aplicável
curso de formação inicial e 
continuada
curso de qualificação 
profissional
Máximo de 3 a 
5 parcelas
de forma 
contínua ou 
alternada
a cada período 
aquisitivo
contados da 
data da 
dispensa
 
Percepção de benefício de prestação 
continuada da Previdência, exceto 
auxílio-acidente, auxílio suplementar e 
abono de permanência 
 
Comprovação de falsidade nas 
informações necessárias à habilitação 
 
Percepção de auxílio-desemprego 
 
Comprovação de fraude visando à 
percepção indevida do benefício 
 
Recusa injustificada por parte do 
trabalhador em participar de ações de 
recolocação de emprego 
 
Morte do segurado 
 
 
TABELA, JURISPRUDÊNCIA E SMARTS-ARTS SELECIONADAS PARA 
O TERCEIRO PERÍODO DE ESTUDOS DE QUARTA-FEIRA 
 
Formas de Estabilidade e Dispensa abusiva 
 
Será abusiva a dispensa do(a) trabalhador(a) que desrespeite as normas sobre 
estabilidade provisória, as quais ocorrem das seguintes formas: 
 
 
Cipeiro 
(Representante dos 
Empregados) 
 
Art. 10, II, a, do ADCT: (...) fica vedada a dispensa arbitrária ou 
sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de 
comissões internas de prevenção de acidentes, desde o registro 
de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 
 
Art. 165 da CLT: Os titulares da representação dos empregados 
nas CIPA (s) não poderão sofrer despedida arbitrária, 
entendendo-se como tal a que não se fundar em motivo 
disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. 
Parágrafo único: Ocorrendo a despedida, caberá ao 
empregador, em caso de reclamação à Justiça do Trabalho, 
comprovar a existência de qualquer dos motivos mencionados 
neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o 
empregado. 
Comissão de 
Representação dos 
Empregados 
 
Art. 510-D, §3º, da CLT: Desde o registro da candidatura até um 
ano após o fim do mandato, o membro da comissão de 
representantes dos empregados não poderá sofrer despedida 
arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundar em 
motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. 
Representante dos 
Empregados nas 
Comissões de 
Conciliação Prévia 
 
Art. 625-B, §1º, da CLT: É vedada a dispensa dos representantes 
dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia, 
titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo 
se cometerem falta grave, nos termos da Lei. 
Dirigente Sindical 
 
Art. 8º, VIII, da CR/88: é vedada a dispensa do empregado 
sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que 
suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer 
falta grave nos termos da lei. 
 
Art. 494 da CLT: O empregado acusado de falta grave poderá ser 
suspenso de suas funções, mas a sua despedida só se tornará 
efetiva após o inquérito e que se verifique a procedência da 
acusação. 
Parágrafo único: A suspensão, no caso deste artigo, perdurará 
até a decisão final do processo. 
 
Art. 495 da CLT: Reconhecida a inexistência de falta grave 
praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a 
readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito 
no período da suspensão. 
 
Art. 543, §3º, da CLT: Fica vedada a dispensa do empregado 
sindicalizado (...) a partir do momento do registro de sua 
candidatura a cargo de direção ou representação de entidade 
sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final 
do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo 
se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta 
Consolidação. 
 
Empregada 
Gestante 
 
Art. 10, II, b, do ADCT: (...) fica vedada a dispensa arbitrária ou 
sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação 
da gravidez até cinco meses após o parto. 
Empregado 
Acidentado 
 
Art. 118 da Lei 8.213/91: O segurado que sofreu acidente do 
trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de doze meses, a 
manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a 
cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de 
percepção de auxílio-acidente. 
 
Representante dos 
Trabalhadores no 
Conselho Nacional 
de Previdência 
Social 
 
Art. 3º, §7º, da Lei 8.213/91: Aos membros do CNPS, enquanto 
representantes dos trabalhadores em atividade, titulares e 
suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da 
nomeação até um ano após o término do mandato de 
representação, somente podendo ser demitidos por motivo de 
falta grave, regularmente comprovada através de processo 
judicial. 
 
Representante dos 
Trabalhadores no 
Conselho Curador 
do FGTS 
 
Art. 3º, § 9º, da Lei do FGTS: Aos membros do Conselho Curador, 
enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e 
suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da 
nomeação até um ano após o término do mandato de 
representação, somente podendo ser demitidos por motivo de 
falta grave, regularmente comprovada através de processo 
sindical. 
Empregado Diretor 
de Cooperativa 
Art. 55 da Lei 5.764/71: Os empregados de empresas, que sejam 
eleitosdiretores de sociedades cooperativas pelos mesmos 
criadas, gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes 
sindicais pelo art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 
 
O registro do sindicato junto ao MTE tem o intuito único de assegurar a 
este órgão o controle da unicidade sindical, tendo características meramente 
declaratórias da constituição da pessoa jurídica em questão, de modo que a ausência 
de tal registro não afasta o reconhecimento da estabilidade sindical desde a assembleia 
de formação do sindicato. O artigo 8º, VIII, da Constituição Federal deve ser 
interpretado com filtro em sua finalidade normativa, que é exatamente garantir aos 
trabalhadores o direito constitucional de sindicalização, de modo a impedir retaliações 
patronais em razão de tais atos. (TST. 5ª Turma. RR - 342-80.2010.5.12.0008, Rel. Min. 
Guilherme Augusto Caputo Bastos, Data de Julgamento: 21/08/2013) 
 
Dirigente Sindical 
 
TST 
Súmula 369, I: É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, 
ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja 
realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao 
empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. 
Súmula 369, V: O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical 
durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a 
estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis 
do Trabalho. 
 
SÚMULA 197 do STF: O empregado com representação sindical só pode ser despedido 
mediante inquérito em que se apure a falta grave. 
 
SÚMULA 379 do TST: O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta 
grave mediante a apuração em inquérito judicial, inteligência dos arts. 494 e 543, § 3º 
da CLT. 
 
Súmula 369, II, do TST: O art. 522 da CLT foi recepcionado pela 
Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 
543, § 3º, da CLT, a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes. 
 
 
 
Membro de Conselho Fiscal e Delegado Sindical 
 
OJ 365 DA SDI-I: ESTABILIDADE PROVISÓRIA. MEMBRO DE CONSELHO FISCAL DE 
SINDICATO. INEXISTÊNCIA. Membro de conselho fiscal de sindicato não tem direito à 
estabilidade prevista nos arts. 543, § 3º, da CLT e 8º, VIII, da CF/1988, porquanto não 
representa ou atua na defesa de direitos da categoria respectiva, tendo sua 
competência limitada à fiscalização da gestão financeira do sindicato (art. 522, § 2º, da 
CLT). 
OJ 369 DA SDI-I: ESTABILIDADE PROVISÓRIA. DELEGADO SINDICAL. INAPLICÁVEL. O 
delegado sindical não é beneficiário da estabilidade provisória prevista no art. 8º, VIII, 
da CF/1988, a qual é dirigida, exclusivamente, àqueles que exerçam ou ocupem cargos 
de direção nos sindicatos, submetidos a processo eletivo. 
 
 
 
 
 
Empregado 
eleito dirigente 
sindical
Empregado 
eleito dirigente 
sindical
titular ou 
suplente
titular ou 
suplente
até o limite 
de 7 cada
até o limite 
de 7 cada
tem garantia 
provisória de 
emprego
tem garantia 
provisória de 
emprego
desde o 
registro da 
candidatura
desde o 
registro da 
candidatura
até 1 ano 
após o fim do 
mandato
até 1 ano 
após o fim do 
mandato
Empregado de Categoria Diferenciada 
 
Súmula 369, III, do TST: O empregado de categoria diferenciada eleito 
dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente 
à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. 
 
Extinção da Atividade Empresarial 
 
Súmula 369, IV, do TST: Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base 
territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. 
 
Cipeiro 
 
 
 
SÚMULA 339 DO TST: CIPA. SUPLENTE. GARANTIA DE EMPREGO. CF/1988. 
I - O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, "a", do ADCT 
a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. 
II - A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia 
para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em 
atividade a empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, 
sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. 
 
Empregada Gestante 
 
ADCT 
 
Art. 10, II, b: (...) fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada 
gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. 
CLT 
 
Art. 391-A. A confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de 
trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante 
Empregado 
eleito para a 
CIPA
Empregado 
eleito para a 
CIPA
Estabilidade 
provisória
Estabilidade 
provisória
Do registro da 
candidatura
Do registro da 
candidatura
Até 1 ano após 
o fim do 
mandato
Até 1 ano após 
o fim do 
mandato
à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 
10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 
 
SÚMULA 244 DO TST: GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. 
I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao 
pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT). 
II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante 
o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais 
direitos correspondentes ao período de estabilidade. 
III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, 
inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na 
hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. 
 
É inaplicável ao regime de trabalho temporário, disciplinado pela Lei n.º 6.019/1974, a 
garantia de estabilidade provisória à empregada gestante, prevista no art. 10, II, "b", 
do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Tese fixada em Incidente de 
Assunção de Competência. (TST. IAC-5639-31.2013.5.12.0051. Pleno. j. 18/11/2019). 
 
LC 150/2015 
Art. 25: (...). 
Parágrafo único. A confirmação do estado de gravidez durante o curso do contrato de 
trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante 
à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea “b” do inciso II do 
art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 
 
Renúncia à Estabilidade e Homologação 
 
OJ 30 DA SDC: ESTABILIDADE DA GESTANTE. RENÚNCIA OU TRANSAÇÃO DE DIREITOS 
CONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. 
Nos termos do art. 10, II, b, do ADCT, a proteção à maternidade foi erigida à hierarquia 
constitucional, pois retirou do âmbito do direito potestativo do empregador a 
possibilidade de despedir arbitrariamente a empregada em estado gravídico. Portanto, 
a teor do artigo 9º da CLT, torna-se nula de pleno direito a cláusula que estabelece a 
possibilidade de renúncia ou transação, pela gestante, das garantias referentes à 
manutenção do emprego e salário. 
 
1. O único pressuposto para que a empregada tenha reconhecido seu direito à 
estabilidade provisória (ou à sua conversão em indenização) é a gravidez no momento 
da rescisão do contrato de emprego. Objetiva-se, em última análise, a tutela do 
nascituro. 2. Trata-se, pois, de direito irrenunciável até mesmo pela mãe. 3. Ao fazê-lo, 
a norma constitucional estabelece a responsabilidade objetiva do empregador pelos 
salários e garantias inerentes ao contrato de emprego durante todo o período de 
estabilidade. 4. A jurisprudência do TST perfilha o entendimento de que a recusa à 
proposta de retorno ao emprego não pode ser admitida como ato válido de renúncia 
à estabilidade. 5. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento (TST, 
4ª Turma, RR-1088-32.2013.5.09.0652, Rel. Min. João Oreste Dalazen, j. 28.09.2016,DEJT 07.10.2016). 
 
Tratando-se de empregada gestante, detentora de estabilidade provisória, a validade 
do pedido de demissão está condicionada à assistência do respectivo Sindicato ou da 
autoridade do Ministério do Trabalho, nos termos do artigo 500 da CLT, de modo a 
afastar qualquer incerteza quanto à vontade livre e consciente do trabalhador de 
rescindir o seu contrato de trabalho. Decisões de todas as Turmas neste sentido. 
Recurso de embargos conhecido e provido. (TST, SDI-I, E-ARR – 603-
26.2015.5.03.0071, Rel. Min.: Hugo Carlos Scheuermann, Data de Julgamento: 
19/10/2017, DEJT 27/10/2017). 
 
Empregado acidentado 
 
SÚMULA 378 DO TST: ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO 
TRABALHO. ART. 118 DA LEI Nº 8.213/1991. 
I - É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8.213/1991 que assegura o direito à 
estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao 
empregado acidentado. 
II -São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias 
e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a 
despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do 
contrato de emprego. 
III -O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da 
garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. 
OJ 41 DA SBDI-I DO TST: ESTABILIDADE. INSTRUMENTO NORMATIVO. 
VIGÊNCIA EFICÁCIA. 
Preenchidos todos os pressupostos para a aquisição de estabilidade decorrente de 
acidente ou doença profissional, ainda durante a vigência do instrumento normativo, 
goza o empregado de estabilidade mesmo após o término da vigência deste. 
 
OJ 31 DA SDC DO TST: ESTABILIDADE DO ACIDENTADO. ACORDO HOMOLOGADO. 
PREVALÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO ART. 118, DA LEI Nº 8.213/91. 
Não é possível a prevalência de acordo sobre legislação vigente, quando ele é menos 
benéfico do que a própria lei, porquanto o caráter imperativo dessa última restringe o 
campo de atuação da vontade das partes. 
 
Representante dos Trabalhadores no CNPS: 
 
 
 
Empregado Diretor de Cooperativa: 
 
OJ 253 DA SBDI-I DO TST: ESTABILIDADE PROVISÓRIA. COOPERATIVA. LEI 
Nº 5.764/71. CONSELHO FISCAL. SUPLENTE. NÃO ASSEGURADA. 
O art. 55 da Lei nº 5.764/1971 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados 
eleitos diretores de Cooperativas, não abrangendo os membros suplentes. 
 
READMISSÃO E REINTEGRAÇÃO 
 
CLT 
 
Art. 165. Os titulares da representação dos empregados nas CIPA(s) (...). 
Representantes dos trabalhadores empregadosRepresentantes dos trabalhadores empregados
Titulares e SuplentesTitulares e Suplentes
Mandato de 2 anosMandato de 2 anos
Estabilidade até 1 ano após o fim do mandatoEstabilidade até 1 ano após o fim do mandato
Só podem ser dispensados mediante comprovação judicial de falta graveSó podem ser dispensados mediante comprovação judicial de falta grave
Parágrafo único. Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de 
reclamação à Justiça do Trabalho, comprovar a existência de qualquer dos motivos 
mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado. 
(...) 
 
Art. 495. Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, fica o 
empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria 
direito no período da suspensão. 
 
Art. 496. Quando a reintegração do empregado estável for 
desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, 
especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal do trabalho poderá 
converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte. 
(...) 
Art. 659. Competem privativamente aos Presidentes das Juntas, além das que lhes 
forem conferidas neste Título e das decorrentes de seu cargo, as seguintes atribuições: 
X - conceder medida liminar, até decisão final do processo, em reclamações 
trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado, suspenso ou 
dispensado pelo empregador. 
 
DESPEDIDA OBSTATIVA 
 
“(...) a chamada despedida obstativa, (...) corresponde àquela realizada pelo empregador 
com o fito de impedir ou fraudar a aquisição de um direito pelo empregado. (...) 
verificam-se, muitas vezes, dispensas obstativas da ação sindical (...)”. (Curso de Direito 
do Trabalho. Maurício Godinho Delgado. Pág. 1381/1613). 
 
CLT 
Art. 499. (...). 
§ 3º A despedida que se verificar com o fim de obstar ao empregado a aquisição de 
estabilidade sujeitará o empregador a pagamento em dobro da indenização prescrita 
nos arts. 477 e 478. 
 
JURISPRUDÊNCIA E ORIENTAÇÃO DA CONAFRET SELECIONADAS 
PARA O TERCEIRO PERÍODO DE ESTUDOS DE QUINTA-FEIRA 
 
Tema 550 – Competência para processar e julgar controvérsia a envolver relação 
jurídica entre representante e representada comerciais. 
Tese fixada: "Preenchidos os requisitos dispostos na Lei 4.886/65, compete à Justiça 
Comum o julgamento de processos envolvendo relação jurídica entre representante e 
representada comerciais, uma vez que não há relação de trabalho entre as partes." 
Publicação DJE: 14/10/2020. 
 
ORIENTAÇÃO 6 DA CONAFRET 
Contratação de empregado por meio da formalização de contrato simulado de natureza 
civil entre pessoas jurídicas. ‘Pejotização’ e trabalho autônomo. Contratação de 
empregado por meio da formalização de contrato simulado. Representação Comercial. 
1) A contratação de trabalhador mediante a formalização de contrato simulado, de 
natureza civil, entre pessoas jurídicas, quando houver desvirtuamento de modo a 
desaparecer a autonomia, configura fraude que visa burlar a incidência de direitos 
trabalhistas, aplicando-se o disposto no artigo 9º da CLT, devendo o Ministério Público do 
Trabalho priorizar a atuação no combate a essa modalidade de fraude. 
2) Havendo desvirtuamento da modalidade contratual de representação comercial, com 
o desaparecimento da autonomia do representante, forma-se o vínculo empregatício 
entre as partes contratantes, ensejando a atuação do Ministério Público do Trabalho na 
defesa de interesses coletivos, difusos ou individuais homogêneos. 
 
JURISPRUDÊNCIA SELECIONADA PARA O TERCEIRO PERÍODO DE 
ESTUDOS DE SEXTA-FEIRA 
 
STF 
EMENTA: HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. INJÚRIA RACIAL (ART. 140, § 3º, DO 
CÓDIGO PENAL). ESPÉCIE DO GÊNERO RACISMO. IMPRESCRITIBILIDADE. DENEGAÇÃO DA 
ORDEM. 1. Depreende-se das normas do texto constitucional, de compromissos 
internacionais e de julgados do Supremo Tribunal Federal o reconhecimento objetivo do 
racismo estrutural como dado da realidade brasileira ainda a ser superado por meio da 
soma de esforços do Poder Público e de todo o conjunto da sociedade. 2. O crime de 
injúria racial reúne todos os elementos necessários à sua caracterização como uma das 
espécies de racismo, seja diante da definição constante do voto condutor do julgamento 
do HC 82.424/RS, seja diante do conceito de discriminação racial previsto na Convenção 
Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. 3. A 
simples distinção topológica entre os crimes previstos na Lei 7.716/1989 e o art. 140, § 
3º, do Código Penal não tem o condão de fazer deste uma conduta delituosa diversa do 
racismo, até porque o rol previsto na legislação extravagante não é exaustivo. 4. Por ser 
espécie do gênero racismo, o crime de injúria racial é imprescritível. 5. Ordem de habeas 
corpus denegada. (HABEAS CORPUS 154.248 DISTRITO FEDERAL RELATOR: MIN. EDSON 
FACHIN; JULGADO EM 28/10/2021).

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