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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP EDUARDA MACIEL DE FREITAS JULIANA BARRETO DA SILVA NICOLE GEOVANNA SARACENI TENORIO NURA GHAZZAOUI MOURAD RAFAELA CARVALHO BERGO PERCEPÇÃO – ESTÍMULO VISUAL São Paulo 2025 EDUARDA MACIEL DE FREITAS JULIANA BARRETO DA SILVA NICOLE GEOVANNA SARACENI TENORIO NURA GHAZZAOUI MOURAD RAFAELA CARVALHO BERGO PERCEPÇÃO – ESTÍMULO VISUAL Trabalho apresentado para a disciplina de Processos Psicológicos básicos, do Curso de Psicologia da Universidade Paulista-UNIP, sob a orientação da Professora Tatiana Arten. São Paulo 2025 RESUMO O presente estudo tem como objetivo apresentar coleta de dados sobre a percepção de jovens com idades entre 20 e 35 anos ao analisarem imagens com duplo significado, observando o tempo necessário para identificar ambas as interpretações. Para isso, será conduzida uma pesquisa que cronometrará o período que cada participante leva para reconhecer as duas imagens. Como estímulo visual, será utilizada a famosa ilustração “Minha Esposa e Minha Sogra”, e a ilustração “Pato e Coelho”, amplamente empregada em estudos de psicologia da percepção para demonstrar como a mente humana pode alternar entre diferentes interpretações de um mesmo estímulo visual. Palavras-chave: Percepção; estímulo visual. SUMÁRIO Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 4 2. OBJETIVO ................................................................................................................................... 6 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................................................... 6 3. MÉTODO .................................................................................................................................... 7 3.1 PARTICIPANTES ................................................................................................................................ 7 3.2 INSTRUMENTOS ............................................................................................................................... 8 3.3 PROCEDIMENTOS ............................................................................................................................. 8 3.4 ANÁLISE DOS DADOS ......................................................................................................................... 9 3.5 RESSALVAS ÉTICAS ......................................................................................................................... 10 4. RESULTADOS ............................................................................................................................. 12 4.1 DISCUSSÃO GERAL ......................................................................................................................... 14 5. CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 15 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................. 16 4 1. INTRODUÇÃO A percepção é um dos processos psicológicos básicos mais importantes para a compreensão do comportamento humano, pois envolve a forma como o indivíduo interpreta os estímulos recebidos do ambiente. Por meio da percepção, os sentidos captam informações que são organizadas e transformadas em experiências conscientes, permitindo que o ser humano reconheça objetos, pessoas e situações ao seu redor. Esse processo não ocorre de maneira passiva, mas sim de forma ativa, na qual o cérebro interpreta e atribui significado aos estímulos sensoriais. A percepção visual é o resultado da interação entre aquilo que o indivíduo vê e a maneira como seu cérebro organiza essas informações. Assim, perceber não é apenas registrar uma imagem, mas interpretar o que é visto a partir de experiências, expectativas e contextos. Esse funcionamento é evidenciado por figuras que possuem duplo sentido, capazes de provocar diferentes interpretações em um mesmo observador. Entre os exemplos clássicos utilizados nos estudos de percepção estão as imagens “Mulher e a Senhora” e “Pato e Coelho”. A primeira permite que uma pessoa perceba, em um mesmo desenho, ora o rosto de uma mulher jovem olhando para o lado direito, ora o de uma senhora idosa olhando para frente. A segunda figura possibilita a alternância entre a visão de um pato e de um coelho, dependendo de como o cérebro organiza as formas e os contornos. Essas imagens mostram que a mente humana pode modificar a interpretação de um mesmo estímulo visual, sem que ele seja alterado fisicamente. Essas ilusões visuais demonstram que a percepção é influenciada por diversos fatores, como atenção, contexto e experiência prévia. Isso significa que, diante de uma mesma figura, duas pessoas podem enxergar coisas diferentes ou alternar suas interpretações em momentos distintos. Esse fenômeno revela que a mente humana busca constantemente coerência e significado, ajustando o modo como percebe as informações de acordo com aquilo que já conhece ou espera ver. 5 Nas páginas do material também é explicado que a percepção envolve dois tipos de processamento: o ascendente e o descendente. O processamento ascendente ocorre quando o cérebro organiza as informações a partir dos estímulos sensoriais recebidos, construindo a percepção com base nos dados que chegam pelos sentidos. Já o processamento descendente acontece quando o cérebro utiliza conhecimentos prévios, experiências e expectativas para interpretar o que é percebido. Esses dois processos atuam de forma conjunta e contínua, permitindo que o ser humano compreenda o mundo de maneira dinâmica e adaptável. Ao observar as figuras ambíguas como o “Pato e Coelho” e “Mulher e a Senhora”, é possível perceber claramente a atuação desses dois tipos de processamento. Em um primeiro momento, o observador identifica o que está diante de si a partir das informações visuais disponíveis (processamento ascendente). Em seguida, suas experiências e expectativas passam a influenciar a interpretação, fazendo com que o significado da imagem possa mudar (processamento descendente). Esses fenômenos mostram que a percepção é um processo ativo, construtivo e subjetivo, no qual o cérebro organiza as informações de modo a formar uma compreensão coerente da realidade. Assim, estudar como as pessoas percebem imagens ambíguas contribui para compreender melhor como o ser humano interpreta o mundo e como fatores internos e externos interferem na construção da experiência perceptiva. 6 2. OBJETIVO Analisar como jovens adultos percebem e interpretam as figuras ambíguas “Mulher e a Senhora” e “Pato e Coelho”, identificando o processo de alternância entre as diferentes interpretações possíveis. 2.1 Objetivos Específicos • Investigar o tempo que cada participante leva para reconhecer as duas interpretações presentes nas imagens ambíguas. • Observar se fatores como atenção, contexto visual e experiência prévia influenciam na percepção inicial das figuras. • Realizar a comparação das entrevistas, buscando interligar as respostas dos participantes e observar de que forma fatores como idade e sexo podem influenciar as percepções. 7 3. MÉTODO A pesquisa foi realizada com jovens adultos na faixa etária de 20 a 35 anos, sendo composta por 10 mulheres e 10 homens.Optou-se por conduzir as entrevistas em um ambiente calmo e reservado, como uma sala silenciosa, a fim de evitar ruídos externos e possíveis distrações. As entrevistas ocorreram de forma individual, garantindo privacidade e melhor qualidade nas respostas. Cada integrante do grupo ficou responsável por entrevistar dois homens e duas mulheres, mantendo assim o equilíbrio na coleta de dados. 3.1 Participantes A população-alvo desta pesquisa compreende jovens adultos com idades entre 20 e 35 anos, sendo composta por 10 homens e 10 mulheres. A escolha dessa faixa etária e da distribuição igual entre os sexos teve como objetivo analisar as possíveis semelhanças e divergências na percepção visual entre homens e mulheres do mesmo grupo etário. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: • Ser homem ou mulher; • Estar na faixa etária entre 20 e 35 anos; • Concordar em participar voluntariamente da pesquisa. Os critérios de exclusão compreendem: • Pessoas fora da faixa etária definida (menores de 20 ou maiores de 35 anos); • Participantes que não concordarem em participar ou que desistirem antes da conclusão da coleta de dados. As pesquisas foram realizadas de forma presencial, em um ambiente calmo e reservado, especificamente em uma sala silenciosa, a fim de evitar ruídos externos e distrações durante as entrevistas. O local foi escolhido para garantir concentração e 8 conforto aos participantes, favorecendo a qualidade das respostas e a confiabilidade dos resultados obtidos. 3.2 Instrumentos O instrumento utilizado para a realização da pesquisa constituiu em uma ficha de identificação e consentimento, com informações como: Sexo, Idade, Data, Local e Entrevistador(a), seguido de um termo, TCLE, Termo de consentimento livre e esclarecido, combinado a uma entrevista individual, e um, questionário com duas perguntas. As questões tinham como objetivo identificar qual imagem o participante percebia primeiro nas figuras apresentadas: se a Velha ou a Moça, e se o Pato ou o Coelho. Foram utilizadas as imagens “ Pato-Coelho”, de Joseph Jastrow, e “ A Jovem e a Velha”, do autor W.E.Hill. Durante a aplicação, o tempo de resposta de cada participante foi devidamente cronometrado, buscando observar a rapidez na identificação das figuras. Esses dados foram registrados diretamente no questionário durante a aplicação. 3.3 Procedimentos O conteúdo bibliográfico utilizado no experimento foi selecionado com base em referências teóricas relevantes ao tema da percepção visual. Foi consultado o autor Robert Stephen Feldman, e seu livro "Introdução á Psicologia", em que aborda a organização da percepção. O material contribuiu para a fundamentação teórica do estudo e para a construção dos instrumentos de coleta de dados. A partir dessa revisão, foi elaborado um questionário aplicado aos indivíduos contendo perguntas objetivas voltadas á identificação das imagens perceptivas. O texto explica que o ser humano não interpreta os estímulos de forma passiva, mas que o cérebro organiza e interpreta as informações para formar uma visão coerente da realidade. Um dos principais fundamentos apresentados é a teoria da Gestalt, que propõe leis de organização perceptual, como fechamento, proximidade, semelhança e simplicidade. Essas leis descrevem que o cérebro tende a completar 9 figuras, agrupar elementos semelhantes e preferir formas mais simples e organizadas, também destaca a percepção como um processo ativo e construtivo, influenciado tanto pelos estímulos externos quanto por fatores internos, como experiência e expectativas. Outro ponto abordado pelo autor é o processamento ascendente e processamento descendente. O primeiro, parte dos detalhes sensoriais até formar a percepção do todo, enquanto o segundo utiliza conhecimentos prévios e o contexto para interpretar. O processo de coleta de dados foi conduzido por todas as participantes do grupo, sendo 5 integrantes, onde cada uma foi responsável por entrevistar quatro voluntários de forma individual, em uma sala silenciosa, com a utilização do questionário para anotar cada resposta. No começo do procedimento, foi apresentado aos participantes o propósito do estudo, esclarecendo que a intenção era realizar uma análise comparativa entre gêneros no que diz respeito à percepção em ilusões visuais, baseada nos princípios da Gestalt. Previamente á entrevista, cada participante assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foi orientado de que a figura seria apresentada, que responderia a perguntas sobre sua percepção e que suas respostas seriam devidamente registradas. Dessa forma, o procedimento garantiu a organização, a padronização da atividade e a coleta precisa dos dados, contribuindo para a confiabilidade dos resultados do estudo. 3.4 Análise dos dados A análise dos dados foi realizada a partir da comparação das respostas obtidas nos questionários aplicados aos entrevistados. Foram organizadas e classificadas as informações referentes à percepção das figuras, considerando o tempo de reconhecimento e a figura identificada inicialmente. Com base nesses resultados, foi elaborado um gráfico comparativo que apresenta a relação entre gênero e percepção, e mostra as diferenças entre as respostas de homens e mulheres, possibilitando uma visualização clara dos padrões observados. Foram analisadas as médias de tempo e observada a frequência de qual figura foi vista primeiro por cada gênero. Essa 10 abordagem permitiu identificar possíveis diferenças ou semelhanças entre os grupos, fornecendo uma interpretação comparativa dos dados coletados. A apuração teve como propósito compreender de que forma o gênero pode influenciar na percepção visual. 3.5 Ressalvas Éticas Para garantir a integridade ética e o respeito aos participantes, a pesquisa foi conduzida em conformidade com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 10/2005), especialmente no que se refere ao princípio do sigilo profissional, conforme previsto no Art. 9º, que estabelece que o psicólogo tem o dever de resguardar o sigilo das informações obtidas em razão de sua atividade profissional, assegurando que os dados pessoais não sejam divulgados sem o consentimento do participante. Com o intuito de manter a ética e a confidencialidade, foi utilizado um sistema de identificação numérica, no qual cada participante recebeu um ID (número de identificação) de 01 a 20, sem que seus nomes fossem mencionados em qualquer etapa da análise ou divulgação dos resultados. Participaram da pesquisa 10 mulheres e 10 homens, todos dentro da faixa etária de 20 a 35 anos, que aceitaram participar de forma voluntária. No momento da coleta de dados, as entrevistadoras apresentaram e leram detalhadamente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), esclarecendo o objetivo do estudo, a metodologia empregada e a forma de uso das informações obtidas. O TCLE também explicitou os benefícios e riscos da participação. Entre os benefícios, destacou-se a oportunidade de contribuir para o avanço do conhecimento científico acerca da percepção de jovens adultos diante de estímulos visuais, bem como a reflexão sobre a forma como diferentes perspectivas podem influenciar a interpretação de imagens e contextos. Quanto aos riscos, considerou-se a possibilidade de desconforto leve, diante da exposição às imagens e da reflexão pessoal sobre suas percepções e julgamentos. 11 No entanto, foi assegurado que, em qualquer momento, o participante poderia interromper sua participação, sem qualquer prejuízo ou constrangimento. Além disso, garantiu-se o acolhimento ético e o suporte necessário caso houvesse qualquer desconforto decorrente da atividade. Dessa forma, o estudo manteve rigor ético, científico e metodológico, respeitando a privacidade,a autonomia e o bem-estar dos participantes, conforme orienta o Código de Ética Profissional do Psicólogo, reafirmando o compromisso da Psicologia com o respeito à dignidade humana e à confidencialidade das informações obtidas em pesquisa. 12 4. RESULTADOS A primeira etapa da análise teve como objetivo descobrir qual figura ambígua chamou mais atenção dos participantes no início. O Gráfico 1 apresenta a porcentagem de pessoas que perceberam primeiro cada figura. Figura 1 – Percepção da Primeira Imagem em Figuras Ambíguas Fonte: Elaboração Própria Observa-se que a maior parte dos participantes perceberam primeiro a mulher (37,5%) e o pato (30%), enquanto a velha (12,5%) e o coelho (20%) foram menos identificados de imediato. Isso sugere que elementos visuais mais evidentes ou culturalmente familiares, como o rosto feminino e a forma do pato, chamam atenção mais rapidamente. Esses resultados reforçam a ideia de que o cérebro tende a priorizar padrões conhecidos e de maior contraste, facilitando a percepção. 13 Em seguida, analisamos o tempo que os participantes levaram para identificar a segunda figura de cada par (mulher/velha e pato/coelho). Os resultados estão apresentados no Gráfico 2. Figura 2 – Tempo médio para identificação da segunda imagem nas Figuras Ambíguas Fonte: Elaboração Própria Percebe-se que a imagem mulher/velha exigiu mais tempo para que a segunda figura fosse reconhecida, enquanto a imagem pato/coelho foi identificada de forma mais rápida. Isso acontece porque a mulher e a velha possuem traços sutis que exigem maior atenção e processamento cognitivo, enquanto o pato e o coelho têm contornos mais simples e simétricos, facilitando a percepção. 14 Esses resultados se conectam com teorias clássicas da percepção, como a abordagem da Gestalt, que explica como a interpretação de estímulos ambíguos depende de atenção, familiaridade e organização visual. 4.1 Discussão Geral De modo geral, os resultados mostram que a percepção de imagens ambíguas varia bastante entre as pessoas. Figuras com maior familiaridade ou contraste tendem a ser percebidas primeiro, enquanto aquelas com detalhes sutis exigem mais tempo e esforço cognitivo. Dessa forma, fica evidente que a percepção visual não é apenas um processo sensorial, mas envolve aspectos cognitivos e interpretativos, que dependem da experiência e das expectativas de cada indivíduo. Esses achados confirmam os objetivos do estudo, mostrando como a percepção visual seletiva se manifesta em situações de figuras ambíguas e como o esforço cognitivo varia de acordo com características visuais e familiaridade cultural. 15 5. CONCLUSÃO Este trabalho mostrou como a percepção de figuras ambíguas vai muito além de simplesmente olhar para uma imagem. Através da análise das respostas de 20 participantes (10 homens e 10 mulheres, entre 20 e 35 anos) às figuras clássicas "Pato-Coelho" e "A Jovem e a Velha", ficou claro que a forma como interpretamos essas imagens depende de fatores cognitivos, experiências anteriores e características individuais. Os resultados comprovaram que o processamento ascendente e o descendente trabalham juntos quando percebemos estímulos ambíguos. O primeiro capta as informações visuais que estão diante dos nossos olhos, enquanto o segundo faz com que experiências passadas, expectativas e cultura influenciem o que acabamos vendo. Essa combinação está ligada aos princípios da Gestalt, mostrando que a organização perceptual depende tanto do estímulo visual quanto do nosso repertório pessoal. A diferença no tempo de resposta entre os participantes reforçou que a percepção visual é um processo ativo. Imagens com elementos mais conhecidos ou contrastes marcantes foram identificadas mais rapidamente, enquanto interpretações alternativas demandaram mais esforço cognitivo. Diante disso, conseguimos compreender melhor como mecanismos perceptivos e cognitivos funcionam juntos na interpretação de estímulos visuais complexos. 16 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10520, responsável pela apresentação das citações em documentos. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.normasabnt.org/nbr-10520/ Acesso em 08 Out. 2025. BOTOMÉ, S. P. Onde falta melhorar a pesquisa em psicologia no Brasil sob a ótica de Carolina Martuscelli Bori. Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, v. 23, n. spe, 2007. (http://www.scielo.br/pdf/ptp/v23nspe/05.pdf) CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília: CFP, 2005. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp- content/uploads/2005/07/codigo_etica.pdf. Acesso em: 09 out. 2025. FELDMAN, R. S. Introdução à Psicologia. 10ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2015, cap.3. Mod. 8.) LENT, Roberto. Cem bilhões de neurônios: Conceitos fundamentais de neurociência. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2010. UNIP. Biblioteca da Universidade Paulista. Guia de normalização para apresentação de trabalhos acadêmicos da Universidade Paulista: ABNT / Biblioteca da Universidade Paulista - UNIP - 2021. 52p. Disponível: https://www.unip.br/servicos/biblioteca/guia.aspx