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Dentição dos Equinos
Profª Fernanda Brandão
▪Heterodontes: possuem categorias de
dentes de diferentes formatos.
Dentição dos Equinos - anatomia
✓ Incisivos: corte e apreensão dos 
alimentos.
✓ Caninos: defesa e combate com outros 
machos.
✓ Pré – molares e molares: esmagam e trituram os alimentos. 
Equinos
Os dentes caninos estão quase sempre presentes nos 
machos e são pequenos ou não ocorre a sua erupção nas 
fêmeas.
Os dentes pré-molares e molares, com as suas superfícies 
irregulares, trituram os alimentos, através de movimentos 
de lateralidade da mandíbula, permitidos pelas 
articulações temporomandibulares e pelo ângulo de 10º a 
15º formado entre a maxila e a mandíbula.
Os cavalos mastigam durante longos períodos de tempo, 
através de movimentos laterais e verticais da mandíbula, 
acompanhados de uma profusa salivação. Como não têm 
rúmen, a erva e o feno que ingerem têm de ser reduzidos a 
partículas com menos de 1,6 cm antes de serem deglutidas
• https://www.youtube.com/watch?v=fiElg5h0JSE 
• https://www.youtube.com/watch?v=krsAs10Q7HA
https://www.youtube.com/watch?v=fiElg5h0JSE
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https://www.youtube.com/watch?v=krsAs10Q7HA
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INCISIVOS
P = pinça
M = médio
C = canto
Ca = CANINOS
Dentição dos Equinos - anatomia
• 12 incisivos - sendo seis incisivos mandibulares e seis incisivos 
maxilares. 
• Funções a apreensão e corte de forragem. Cavalos confinados e que não têm 
acesso ao pastoreio não usam seus dentes incisivos para cortar a forragem e 
isto pode tornar esses dentes muito mais longos que o padrão normal, devido 
à falta de atrito 
• O primeiro pré-molar (PM1) conhecido como dente de lobo, 
geralmente está presente e localizado nas arcadas superiores, 
variando na forma (desde vestigial até dimensões consideráveis).
• Juntamente com os incisivos inferiores, os caninos inferiores servem 
de suporte para a língua no cavalo relaxado.
✓Difiodontes = duas dentições
 1ª) temporários, decíduos ou de leite
 2ª) permanentes ou definitiva 
 
▪ Na dentição permanente os dentes 
incisivos e pré – molares temporários são 
substituídos por outros dentes com os 
mesmos nomes!
Caninos , molares 
e 1º PM : 
Permanentes
Dentição dos Equinos - anatomia
Identificação
dentição
1) sistema anatômico: nomeia o dente de 
acordo com sua função (ex: incisivos, pré-
molares
2) sistema numérico: Sistema de Triadan 
modificado, identifica cada dente com um 
número particular. O conhecimento da 
época e seqüência de erupção é 
importante para o entendimento dos dois 
sistemas (LOWDER, 1998). 
Sistema de Triadan modificado 
• Mais usado para nomenclatura dental dos eqüinos. 
• Este sistema utiliza três dígitos, com a vantagem de 
que uma única numeração é usada para identificar 
cada dente. 
• O primeiro dígito refere-se ao quadrante da cabeça. 
• 1 quadrante superior direito, 
• 2 superior esquerdo
• 3 inferior esquerdo 
• 4 inferior direito. 
• O segundo e terceiro dígitos identificam um dente 
específico. 
• Por exemplo; o segundo pré-molar superior-direito 
permanente é o 106, e o terceiro molar inferior 
esquerdo é o 311. 
• Para dentes decíduos o número “cinco” é usado para o 
quadrante superior direito, “seis” para o superior 
esquerdo, “sete” para o inferior esquerdo e “oito” para 
o inferior direito. 
▪Hipsodontes: uma raiz curta e uma coroa longa (7 – 10 cm) , que cresce 2 a 3 mm 
por ano durante toda a vida do cavalo. (elodontia) 
Dentição dos EquinosDentição dos Equinos - anatomia
Essas características (hipsodonte e elodontia) permitem que o eqüino se alimente por até 18 horas diárias com uma dieta 
composta de forragens abrasivas à superfície dentária, devido aos seus constituintes como sílica, hemi-celulose, celulose e 
lignina 
Amarela = Raiz
Vermelha = Coroa de reserva
Verde = Coroa funcional 
2 anos
23 anos
Dentição dos Equinos - anatomia
▪ Diferenciação dos dentes definitivo e de leite:
▪ Formato do canto superior (relação comprimento/largura):
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
Até 10 anos Acima de 10 anos
Dentição dos Equinos – determinação da idade
5 – 9 anos: Oval
▪ Alterações de formato da superfície oclusal (mesa) dos incisivos inferiores:
10 - 15 anos: 
Redondo
16 anos em 
diante: Triangular
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪ Infundíbulo invaginação esmaltada com mais de 1 cm 
▪ Cavidade formada por esmalte torna-se marrom escura pelo 
depósito de alimentos, é conhecida como “copo” 
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
▪ Desaparecimento da cavidade infundibular (copo):
Cavidade marrom escura = copo
5 – 6 anos = desparece das pinças
7 anos = desaparece nos médios
8 anos = desaparece nos cantos
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
▪ Aparecimento da estrela dentária:
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
5 anos = pinças
6 anos = médios
7 - 8 anos = cantos
Começa em forma de linha, 
tornando-se ovalada e por último 
arredondada. 
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
▪ Aparecimento e posição do sulco de Galvayne:
É uma depressão longitudinal sobre a superfície labial dos cantos superiores, atinge o comprimento total com 20 
anos (toda extensão do dente).
▪ Aparecimento da cauda de andorinha:
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
▪ Pode aparecer aos 7 anos e 
desaparecer ao 9 anos.
▪ Pode aparecer aos 11 anos e 
desaparecer ao 13 anos.
Sua presença inconsistente torna-se esse indicador pouco útil 
na determinação da idade.
▪ Projeção da arcada dentária:
Aspectos dentários que auxiliam 
na determinação da idade
A arcada dentária de animais jovens 
é em formato de semi-círculo (180 
graus), com o avançar da idade, a 
arcada projeta-se para frente em 
ângulo agudo (120 ou menos) e, 
consequentemente, acarreta 
mudança progressiva na forma da 
mesa dentária. 
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/denticao/id/4a.jpg
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/denticao/id/4a.jpg
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/denticao/id/4a.jpg
http://www.gege.agrarias.ufpr.br/livro/denticao/id/obl.jpg
Dentição dos Equinos: Fórmula dentária
A variação dentária deve-se a dois aspectos: 
Ao dimorfismos sexual = caninos ( )
A presença ocasional do “dente de lobo” (P1)
Incisivos Caninos Pré - 
molares
Molares
Superior 
(2x)
3 0 3 0
Inferior 
(2x)
3 0 3 0
Incisivos Caninos Pré - 
molares
Molares
Superior 
(2x)
3 1 3 ou 4 3
Inferior 
(2x)
3 1 3 ou 4 3
Dentes decíduos = 24 dentes Dentes permanentes = 36 a 44 dentes
▪A determinação da idade é divida em 4 fases que retratam todas 
as mudanças que acontecem na dentição dos equídeos:
▪1) Erupção dos decíduos. 
▪2) Desgaste dos decíduos.
▪3) Erupção dos permanentes.
▪4)Desgaste dos permanentes.
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪1ª fase – Erupção dos dentes decíduos 
Dentição dos Equinos – determinação da idade
1ª semana = pinças
1ª mês = médios
6 a 10 meses = cantos 
2ª semana =2º, 3º e 4º pré – molares
5 a 6 meses = 1ª pré – molar
9 – 12 meses = 1º molar
▪2ª fase – Desgaste dos dentes decíduos 
Dentição dos Equinos – determinação da idade
O desgaste nos cantos 
ainda é pouco marcado
Estrela dentária visível 
nas pinças e nos médios 
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪2ª fase – Desgaste dos dentes decíduos 
2 anos = estrela dentária visível 
nas pinças, médios e nos cantos
1 ano = estrela dentária visível nas 
pinças e nos médios 
1º 
Molar contato parcial 
dos cantos
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪3ª fase – Erupção dos dentes permanentes 
2,5 anos a 3 anos = 
presença das pinças definitivas 
3,5 anos = 
presença das pinças e 
dos médios 
▪ 2º e 3º PM 
definitivo 
▪ 2º e 3º Molar
▪ 4º PM definitivo
dentes 
mais 
largos 
que os 
dentes 
decíduos
ainda não teve 
a muda dos 
cantos
Dentição dosEquinos – determinação da idade
▪ 3ª fase – Erupção dos dentes permanentes 
4, 5 anos = presença das pinças, médios e cantos
5 anos = dentição permanente está completa
Os cantos 
são mais 
largos do 
que que 
altos
As pinças já apresentam desgastes é possível ver a estrela dentária.
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪ 3ª fase – Erupção dos dentes permanentes 
Mudas: 2 a 5 anos
2 anos = erupção 2º M
2,5 anos = erupção das pinças permanentes e 2º PM
3 anos = 3º PM
3,5 anos = erupção dos médios e 3ºM
4 anos = erupção 4ºPM
4,5 anos = erupção dos cantos
4,5 – 5 anos = erupção dos caninos
5 anos = dentição completa 
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪4ª fase – Desgaste dos dentes permanentes 
6 anos = rasamento das pinças
7 anos = rasamento dos médios, 
aparecimento da cauda de 
andorinha nos cantos superiores
Rasamento = desgaste da 
cavidade dentária externa
Dentição dos Equinos – determinação da idade
6
anos
5
anos
▪ Ocorreram todas as mudas
▪ Cantos = formato retangular 
▪ Estrela dentária = pinças
▪ Copos = resquícios nos médios, 
enquanto que os cantos 
apresentam copos bem 
definidos 
▪ Surgimento da cauda de 
andorinha
▪ Mesa = oval
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪ Os cantos são quadrados e 
ainda apresentam cauda de 
andorinha
▪ Copos desaparecem dos 
incisivos
▪ Mesa dentária das pinças 
começa a ficar arredondada
7
anos
8
anos
Dentição dos Equinos – determinação da idade
9
anos
10
anos
▪ Pinças superiores, menores e 
menos largas que os médios
▪ Caudas de andorinha 
desaparecem
▪ Início do sulco de Galvayne 
▪ Estrela dentária, resquícios 
do copo nos cantos
▪ Mesa = arredondada 
▪ Pinças superiores 
discretamente menores 
que os médios
▪ Sulco de Galvayne 
▪ Estrela dentária 
(próximo ao centro dos 
dentes)
▪ Mesa = arredondada nos 
incisivos e as pinças 
triangulares
12
anos
Dentição dos Equinos – determinação da idade
11
anos
Dentição dos Equinos – determinação da idade
15
anos13
anos
▪ As pinças superiores 
começam a exibir redução 
do seu tamanho em 
comparação aos médios
▪ Sem caudas de andorinha
▪ Sulco de Galvayne (1/3)
▪ Estrela dentária 
(arredondas e próximo ao 
centro dos dentes)
▪ Mesa = triangular
15 anos = mudanças discretas
Dentição dos Equinos – determinação da idade
▪ Pinças superiores 
menores que os médios
▪ Sulco de Galvayne (3/4)
▪ Estrela dentária 
(arredondas e próximo 
ao centro dos dentes)
▪ Mesa = triangular
17 
anos
20 
anos
Gnatostomatas - possuem mandíbula móvel. 
Os equinos são animais de pastoreio contínuo, em condições 
naturais ele passa 75% do tempo mastigando.
Identificando problemas na boca e nos dentes
Falta de pastoreio - 
não usam os seus 
incisivos para corte e 
isso pode torna-los 
demasiadamente 
longos, devido a 
ausência de atrito e 
desgaste. 
Identificando problemas na boca e nos dentes
Desgaste oclusal anormal muito 
mais angulado, o que é 
nominado como “boca em 
tesoura” 
Identificando problemas na boca e nos dentes
1. Dificuldade para mastigar ou engolir;
2. Salivação excessiva durante a 
mastigação;
3. Queda da forragem parcialmente 
mastigada durante a mastigação;
4. Movimentos com a língua de torcer 
ou girar;
5. Volume na bochecha (acúmulo de 
forragem);
6. Grandes fragmentos de forragens ou 
grãos inteiros nas fezes;
Identificando problemas na boca e nos dentes
Identificando problemas na boca e nos dentes
1. Odor fétido na boca ou nas narinas;
2. Corrimento nasal sanguinolento, 
purulento ou pútrido;
3. Mastigar, morder ou reagir a 
embocadura;
4. Movimentos de sacudir, balançar, 
inclinar, levantar e abaixar a cabeça;
5. Resistência ao comando pela 
embocadura para virar ou parar;
6. Arrancadas repentinas.
Individual
• Fazer um resumo no “caderno” 
da identificação cronológica dos 
equinos segundo a dentição. 
Sextou!
	Slide 1: Dentição dos Equinos
	Slide 2
	Slide 3: Equinos
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8: Identificação dentição
	Slide 9: Sistema de Triadan modificado 
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	Slide 11
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	Slide 26
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	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44
	Slide 45: Individual
	Slide 46: Sextou!