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06
Mulher, Designer,
Empreendedora
Histórias e insights de mulheres que empreendem no design
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
permissão.
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permissão.
Mulher, Designer, 
Empreendedora 
Histórias e insights de mulheres que 
empreendem no design
Direção: Victor Zanini
Edição: Stefani Ceolla
Copyright © 2025 por Editora Brauer 
Brauer é uma marca registrada pela Editora Brauer Meios de Comunicação, LTDA. 
Todos os direitos desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610 de 
10/02/1998. Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida ou transmitida 
sem autorização por escrito do autor, sejam quais foram os meios: fotográficos, 
eletrônicos, mecânicos, gravação e/ou quaisquer outros.
ISBN: 978-65-83390-12-7 
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Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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Entendemos que um livro é uma jornada, tanto para quem 
escreve quanto para quem lê. Nosso compromisso é 
fazer desta experiência algo profundamente envolvente e 
enriquecedor. 
Em um mundo cada vez mais complexo e globalizado, 
queremos ser um porto seguro de autenticidade e 
profundidade, a fim de amplificar a voz e a potência do 
Design brasileiro. É nosso desejo não apenas celebrar, mas 
também projetar a potência criativa do Brasil, colocando 
nossos talentos como referência no cenário de Design 
internacional.
Obrigado por escolher a Brauer. Sua jornada conosco é 
também a nossa, e estamos empolgados para explorar 
novos horizontes literários juntos.
Esta e outras publicações estão disponíveis no nosso site: 
editorabrauer.com.br
Boa leitura! 
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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Andressa Siegel é estrategista de negócios e designer 
com mais de dez anos de experiência na criação, escala 
e gestão de produtos digitais e serviços em indústrias 
como e-commerce, educação, saúde, beleza e moda. Pós-
graduada em Design Centrado no Usuário, liderou equipes 
multidisciplinares e atuou como especialista em startups 
em estágio inicial, scale-ups e consultorias. Já trabalhou 
para empresas como Olist, Isaac, Rumo Logística e WGSN. 
É especialista em construir processos e experiências de 
vendas. 
Consultora e mentora de mulheres, Andressa ajuda 
empreendedoras a criar e escalar negócios digitais ou 
físicos, atraindo clientes ideais e fortalecendo conexões. 
Desde 2017, compartilha seu conhecimento como mentora 
e professora. Andressa acredita no poder transformador 
do design para simplificar o complexo, criar experiências 
memoráveis e conectar pessoas a ideias que importam. 
Andressa Siegel 
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
permissão.
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Sumário
Introdução................................................................................................................ 12
Lia Jacob .................................................................................................................... 15
Natalia Kaupa............................................................................................................ 23
Isa Bonfitto .............................................................................................................. 29
Conte sua história ................................................................................................... 37
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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11— Introdução
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Introdução
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12 — Introdução
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Introdução
Se você é designer ou uma mulher criativa que sente aquele chamado para 
criar algo próprio — seja um projeto paralelo ou mergulhar de cabeça no em-
preendedorismo — este livro é para você. Aqui, apresento diversas histórias 
para inspirar quem deseja transformar ideias em ação, além de fazer uma 
introdução ao tema empreendedorismo criativo liderado por mulheres. 
Como uma grande adepta da cocriação, senti que este conteúdo seria ainda 
mais interessante se eu trouxesse outras experiências. Porque não existe ver-
dade absoluta ou fórmula mágica: são diferentes habilidades, óticas, contex-
tos socioeconômicos. Cada história traz uma peça única para o quebra-ca-
beça do empreendedorismo. Por isso, vou compartilhar histórias inspiradoras 
de pessoas que, em diferentes momentos da vida e da história do Design no 
Brasil, ousaram dar o próximo passo. 
Minha intenção aqui é refletir sobre a realidade atual e as diferenças do em-
preender de designers de diferentes gerações, conectando contextos. 
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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13— Introdução
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Entre as histórias que você vai ler a seguir, algumas empreenderam sozinhas; 
outras se uniram em projetos colaborativos com mais sócios; há quem tenha 
encontrado sua sócia ideal em uma amizade. Algumas aproveitaram redes 
de networking já estabelecidas, outras investiram em estratégias de vendas 
no meio digital. Algumas sempre tiveram interesse por empreendedorismo, 
enquanto outras foram levadas a isso quase sem perceber. Entre elas, há as 
que começaram há mais de dez anos, quando “tudo era mato”: o acesso à 
internet era limitado e o Design ainda não tinha o espaço de hoje. E também 
há quem iniciou recentemente, enfrentando maior concorrência, sem grandes 
investimentos iniciais.
Espero que seja uma leitura enriquecedora para você. Que inspire, provoque 
reflexões e gere novas ideias sobre como o Design e o empreendedorismo 
podem caminhar juntos. 
Como sozinha eu não conseguiria entrevistar todas as mentes brilhantes es-
palhadas neste Brasil, ao final deste livro tenho um convite especial para você. 
Meu desejo é que conte mais sobre sua própria história e trajetória. 
Boa leitura!
Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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15— Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Lia Jacob
Lia Jacob é designer gráfica brasileira, 
formada na Fundação Armando Alvares 
Penteado (Faap), onde encontrou sua 
vocação em trabalhos artísticos e na 
criação de identidades visuais. 
Em meados dos anos 1980, começou a trabalhar no escritório Cauduro/
Martino, que se tornaria sua principal escola de Design por quase 18 anos. 
Reconhecido pelas criações de marcas e sistemas de identidade visual, o 
escritório também desenvolveu projetos icônicos, como o Metrô e a Ave-
nida Paulista, em São Paulo. 
Após anos de carreira solo, atualmente Lia inicia um novo escritório de De-
sign: a Casa Criadora, que adota uma abordagem criativa e colaborativa. 
Confira a entrevista com a designer:Este livro pertence a Jenifer Gonçalves (jenifermarquesgoncalves@gmail.com). Proibida a redistribuição e cópia sem
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16 — Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Como foi o início da sua jornada? Teve um momento específico que te deu 
vontade de empreender?
Depois que eu saí da Cauduro, fui empreender. Eu tinha uma empresa 
chamada Sabino Design. Muita gente se interessava pelo trabalho, e nós 
éramos em poucos especialistas, porque era uma área emergindo naquela 
época. Existia a Cauduro e mais dois, três escritórios, não eram tantos. 
Começamos a trajetória solo porque amigos pediam o nosso serviço.
Dá para dizer que você foi puxada para o empreendedorismo?
Sim, depois não quis mais voltar para CLT. 
Quando você foi empreender, qual foi sua maior dificuldade? 
A parte comercial, para mim, sempre foi muito difícil. Eu também explorei 
pouco minha imagem. Era muito retraída, com vergonha, não queria apa-
recer. Mas depois que você faz 60 anos, você pensa assim: “tudo certo, 
bora lá! Que bobagem”. 
Qual era a dificuldade específica na parte comercial?
Sempre tive dificuldade em cobrar. Até porque muitas vezes em que fiz 
trabalhos e a pessoa dizia “tá difícil agora”, eu respondia: “vamos fazer o 
seguinte? Vamos fazer”. Todos pagaram. Tive um cliente que foi um bara-
to. Ele negociou, negociou, e disse assim: “você é muito careira”. Pensei: 
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17— Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
“vou fazer um trabalho que esse cara nunca mais vai esquecer”. Foi o me-
lhor trabalho que eu já fiz. Quando levei para ele, eram pranchas que você 
montava. Levei tudo montado com uma luva. Quando ele viu, se levantou 
e foi lavar as mãos. Ele voltou, abriu o pacote com cuidado, olhou todas 
as marcas que eu fiz para ele e ficou encantado. Chamou a fábrica inteira 
para ver. Na hora que eu estava saindo, ele parou e falou: “Lia, quanto foi 
que você tinha cobrado a primeira vez? Eu vou te pagar aquele tanto”.
Você disse que nunca chegou a trabalhar muito a sua imagem, a sua mar-
ca pessoal, e que agora que tem olhado para isso. O que despertou essa 
necessidade? 
Sempre trabalhei pelo “quem indica”. Assim foi minha rede de clientela. 
Mas os 60 anos foram uma data marcante. Se tem uma hora é agora! Pre-
ciso revisar essa entrada de clientes.
Fazer 60 anos foi um marco para você. Dá para dizer que a partir de agora 
você ignora ruídos externos de julgamento?
Sim, é isso! Fazer 60 anos é isso. Você não liga mais. Você olha para o que 
deixou de fazer e pensa que é uma grande bobagem. Tive épocas difíceis 
de trabalho, tensas, que exigiam tanto e eu não sabia quanto eu estava 
ganhando naquela hora em tantos aspectos. Eu não tinha maturidade para 
isso. Eu reclamava tanto.
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18 — Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Você tem uma característica muito forte de ir atrás, ser proativa, dona de 
si. Quais características você sente que te diferenciam no mercado e te aju-
dam como empreendedora?
A diversidade de coisas que fiz. Quando entrou a tecnologia, a internet, eu 
me envolvi muito, fiquei fascinada. Tenho parceiros desde aquela época. 
Eu entrava nas gráficas para ver o trabalho de cabo a rabo. Participava de 
todas as etapas do trabalho. Foi ali que comecei a ter participação na em-
presa. Eu tinha zelo com a empresa. Isso eu fiz em todas as áreas. A área 
gráfica sempre me encantou. Quando entro na gráfica não sinto cheiro de 
tinta, sinto o perfume. É comum eu encontrar impressores mais antigos 
que falam: “Lia, é você?!”.
Mesmo sendo introspectiva você fez conexões que leva até hoje. O quanto 
isso impacta no seu próprio funil?
Isso é um impacto genial. Tem donos de fábrica amigos até hoje, há mais 
de 30 anos. Desde a faculdade já fui ver gráfica. Sempre gostei muito de 
fazer embalagens, livros, trabalhar com papel. Papel e pessoas. Criei boas 
relações. Tenho fornecedor de acrílico desde a Telesp Celular. 
Que dicas você dá para quem está começando a empreender?
Manter relações pessoais. Nós temos que tratar fornecedores como 
parceiros. É fundamental. Isso constrói um bom trabalho. Todo mundo 
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19— Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
trabalha com prazer. Entender os preços, entender o que é justo para cada 
um, para ninguém trabalhar achando que não está ganhando. Essa é uma 
das maiores propostas da Casa Criadora. Boas relações são tudo. A venda 
do peixe não é feita apenas na hora do trabalho. 
Networking é a 
todo momento. 
Se você gosta 
daquilo que faz, 
você mostra 
naturalmente 
para as pessoas. 
O networking flui 
naturalmente. É só 
mostrar o que você 
faz.
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20 — Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Como você indica que as pessoas vendam seu peixe?
Hoje é outra forma de vender o peixe, é pelo lado digital. Mas o pessoal é 
o melhor dos dois. Você pode vender digital, mas o olho no olho, ver quem 
está contratando, é muita conversa. É também ter clareza do que você 
quer fazer. Ter transparência e mostrar o racional por trás. Por que aquela 
imagem? Por que aquela identidade foi construída? É fazer isso junto com 
o cliente para ele se sentir participando. É muito importante. Não é para 
você, é para ele. 
Mulheres que vão empreender pela primeira vez podem ter dificuldade em 
ver valor nelas mesmas e caírem na dificuldade da precificação. Qual sua 
opinião sobre isso?
Até hoje não sei se eu sei precificar bem. Tudo tem que ter um preço. 
Você tem vida, tem que pagar aluguel. Você precisa fazer um preço/hora. 
Quantas horas vai trabalhar no projeto? Qual o custo da sua vida? Vão ter 
pessoas que vão cobrar mais ou menos, mas o preço tem que ser bom 
para você. Não adianta ser um trabalho que você não ganha nada, isso não 
dá prazer. Tem que ter prazer em fazer. Pense em um preço justo frente 
a você. Não tem como olhar a tabela. Se eu trabalhar com isso, paga as 
contas? Depois vem mais um. Então você começa a ter um fluxo e come-
ça a gradualmente a aumentar sua precificação. As pessoas começam a 
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21— Lia Jacob
— Mulher, Designer, Empreendedora 
perceber que você entrega seu trabalho, e elas têm um grau de confiança 
e aceitam pagar mais. 
Você empreendeu em momentos diferentes de vida, idades, contex-
tos de mundo, de Design, de tecnologia. Quais são as grandes diferen-
ças que você vê?
Não existia computador! Era tudo feito à mão. Nanquim, compasso. Na 
diagramação, você tinha que fazer lauda. Régua de corpo, tamanho. Artes 
finais era tudo com cola benzina, saía todo mundo torto no final do dia. Era 
outra vida. Hoje é tudo mais fácil. 
Quando vamos empreender temos dificuldade em nos especializar. Como 
foi essa escolha? O que te ajudou a refinar as ideias?
Agora pegamos um projeto que foi me mostrando que a gente precisava 
de trabalhos colaborativos. Chamar um expert em algo. É que nem a Me-
dicina. Antes era clínico geral, agora tem o oftalmo, o pneumo, todas as 
especialidades. O designer hoje também é assim. Tem especialistas para 
tudo. É preciso ter clareza do que sabe fazer e do que não sabe para você 
poder pedir e entregar para o cliente o que ele espera. Por isso a ideia da 
Casa Criadora: juntar profissionais para poder atender vários segmentos. 
Nós temos uma entrega muito melhor. Desde os mais jovens até os mais 
velhos. 
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22 
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Tomei cuidado no livro (Crie. Reinvente. Empreenda.) para não romantizar 
o empreendedorismo porque sabemos que tem seus altos e baixos. Em mo-
mentos de baixa, como você se mantém motivada?
A única palavra que posso dizer é acreditar. Agora, recentemente, passei 
por isso. Comecei tudo do zero, praticamente. Tem que acreditar. Quando 
faz um bom trabalho não tem jeito, vai dar certo. 
Se você pudesse voltar no tempo, qual conselho você daria?
Saber dar valor a tudo. Tudo tem valor. Às vezes a gente não enxerga, va-
mos ver apenas anos depois. Não reclamar. Tem um porquê. Fiz as coisas 
com a consciência que eu tinha na época. Curta muito. É uma vida linda. 
Design é maravilhoso. Ele traz coisas boas na vida de todo mundo. Bora 
lá. Tem horas que é chato fazer o trabalho, mas tem que curtir a jornada, 
porque tudo passa. Nada é etéreo. 
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23— Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Natalia Kaupa
Natalia Kaupa é designer e 
coordenadora do curso Future Studies 
no Istituto Europeo di Design (IED) São 
Paulo. 
Como sócia da WKS, Natalia é uma observadora perspicaz e boa ouvinte, 
habilidades que utiliza para imaginar e construir novas narrativas de futu-
ros. Foi coordenadora na Eise, primeira escola de inovação em serviços 
do Brasil, levando expertise para os projetos da WKS. Confira a entrevista:
Quando você começou a empreender?
Conversando com minha sogra, que era gerente de produção em uma 
fábrica de uniformes, e vendo as pesquisas, eu me apaixonei por pano 
de prato com estampas diferentes. Fui apresentando isso para ela e ela 
disse: “Nati, vamos! Eu te ajudo”. Comecei a empreender com panos de 
prato, que foi meu MVP [mínimo produto viável]. Meu marido foi um dos 
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24 — Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
primeiros funcionários da Livework aqui no Brasil. Era fim de semana tra-
balhando, uma consultoria com grande nome, mas começou pequena, e 
eu participava muito desses momentos com eles. Eu ia para lá e fazia 
outras coisas. Nessa época, um dos chefes queria me apoiar: “Muito legal 
seus panos de prato, eu te mentoro, coloco uma grana e você vai”. Foi meu 
primeiro olhar empreendedor. Ao mesmo tempo, ele falou: “nós estamos 
fazendo uma escola, vem pra cá”. Comecei a trabalhar na Eise, primeira 
escola de inovação e serviços. Dentro da Eise conheci várias pessoas que 
tinham esse viés de empreender mais latente. Foi um momento muito es-
pecial, porque era 2012. Quando conheci esse pessoal, era a crista da onda 
do Design chegando no Brasil. Era tudo muito novo. Participar deste movi-
mento com quem movimentava isso foi muito especial. Nós fundamos um 
coletivo que tinha o propósito de ajudar empresas pequenas olhando para 
o processo de inovação. O coletivo se formou com 20 pessoas. Fomos ver 
quais clientes iriam entrar e fomos organizando a equipe de acordo com 
habilidade, talento e vontade. Mas dentro tinham pessoas que trabalha-
vam em grandes empresas, por isso nosso primeiro cliente foi a Latam. 
Foi o momento certo, na hora certa, com as pessoas certas. Foi um mo-
vimento de rede. 
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25— Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Como foi a experiência de conciliar a gravidez, o empreendedorismo e a 
pandemia?
Eu engravidei em 2020. Fábio [Amado] tocando WKS, eu fazendo investi-
das em futuros. Fábio falou: “vamos entender se é o melhor caminho. Nós 
dois empreendendo, você grávida”. Navegar na incerteza, com um neném 
na barriga, é diferente de navegar na incerteza quando é a gente pela gen-
te. Nós sempre recebemos propostas de emprego por conta dessa rede 
de relacionamento, que é nosso principal diferencial, porque na Wake foi 
isso que garantiu a gente funcionar. A coisa foi acontecendo. Nesse pro-
cesso, o Fábio falou: “vou buscar emprego. Quero certezas, estabilidade. 
Se você quer continuar no empreendedorismo, você pode ficar, mas den-
tro do casal acho bom ter um pé na estabilidade”. Ele saiu da WKS, mas 
a WKS continuou existindo, tinham projetos ainda rodando, eu fazendo 
freelas de futuro, falei: “vou ajudar”. Entrei de gaiato na empresa. Ele tinha 
apoio da Lorena [Gonçalves], que agora é minha sócia. 
Como foi para você, como mulher, adentrar no empreendedorismo?
Eu não tive esse mesmo movimento de falar “vou empreender”. Tive apoio 
de muitos homens nesse processo, e faz muita diferença. Infelizmente, o 
mercado tem mais reconhecimento e confiança. Até hoje o Fábio traz mui-
tos clientes porque procuram ele como fundador da WKS. É complicado. 
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26 — Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Eles cobram mais, nós cobramos menos. Nós passamos por muitas situ-
ações misóginas. 
Como a maternidade influenciou sua dinâmica de trabalho?
Em 2024 tive minha segunda filha, que nasceu em abril. Como empreen-
dedora, não posso ficar fora. É uma mão de obra a menos, um contato 
a menos. Em quatro meses, já estava rolando meio período. Foi legal a 
abertura dos clientes. Sempre têm mulheres nas reuniões. Tem uma reu-
nião em particular que estava a Rosa com a mãozinha aparecendo, eu 
amamentando, e o pessoal viu e começou a comentar. As mulheres co-
mentando. Rolou sororidade. Rola uma rede de apoio, empatia. Nessa hora 
já estreita laços. É vivendo a vida como ela é, mostrando pormenores. 
Quem reconhece, vai fortalecer laços, quem não reconhece, não vou in-
sistir, já é um sinal. 
Quando você começou, teve algum momento que se sentiu desencorajada 
a empreender? 
Bastante. Com a empresa do pano de prato, em 2010, ainda não exis-
tia Microempreendedor Individual (MEI). Para vender um produto mais 
caro, artesanal, tinha que pagar o contador todo mês, um baita imposto de 
nota fiscal. Minha sogra ficava no operacional. Eu tinha que construir rede 
de relacionamento, fazer venda, estratégia de marketing, era muita coisa 
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27— Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
para uma pessoa só. Isso estava cansando. É legal e empolgante falar 
com mulheres empreendedoras porque nem sempre tem rede de apoio, 
o trabalho sufoca muito. Você pode se sentir incapaz, não vou dar conta 
de tudo, isso sem filhos. Agora em outra fase de ser mulher com filhos, é 
outro esquema. 
Você chegou a pensar sobre marca pessoal intencionalmente? Como é para 
você o posicionamento no digital?
Essa parte é difícil para mim porque eu sou low profile. Tenho até o ego 
meio fragilizado. Não sou adepta das redes sociais, sou super tímida, te-
nho dificuldade em me posicionar, mil traumas. Sempre quis passar o mais 
despercebida possível. Dentro do mercado corporativo, ou você cacareja, 
ou ninguém te vê. Eu tenho um bom equilíbrio com a minha sócia, que é 
formada em Publicidade, então ela trabalha bastante essa estratégia. Eu 
estou na frente do comercial, mas é algo orgânico. 
Pessoas criativas podem se interessar por vários assuntos e, às vezes, uma 
das dificuldades como empresa é definir seu escopo. Como foi para você 
definir o que faria?
Às vezes até me perco, porque não foi uma escolha. O Fábio fundou, saiu, 
eu vi a oportunidade e fui lá. Foi, na verdade, uma escolha de oportunida-
de, porque a coisa já estava rolando, projetos acontecendo. Eu entrei na 
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28 — Natalia Kaupa
— Mulher, Designer, Empreendedora 
oportunidade de sustentar o que já estava acontecendo. O que eu vejo de 
ideal seria escolher por propósito, o que gosto de fazer, mas quando chega 
na realidade não é bem assim. Fica como secundário. É um ponto de apoio, 
mas não o que faz a escolha. O cliente chegou? Nós fomos abraçando. 
Nem sempre é onde eu gostaria de estar, mas vamos nos ancorando. 
Empreender tem altos e baixos. Em momentos de baixa, o que te mantém 
motivada?
Momentos de baixa são difíceis. Em 2024 veio nossa segunda filha e uma 
mentalidade de escassez grande, porque temos mais compromissos. En-
volve um vínculo grande. Dá muita ansiedade. Eu tenho privilégios, por-
que o Fábio tem uma renda certa. Querendo ou não, fico mais tranquila 
para navegar no empreendedorismo. Tenho apoio dentro da minha família. 
Como eu posso controlar a minha ansiedade se eu não tenho a menor 
previsão do que irá acontecer para o ano que vem? 
Quais conselhos você daria para você do passado?
Eu demorei muito tempo para pensar de forma profissional. Quando es-
távamos na Wake, estávamos muito envolvidos emocionalmente com as 
pessoas. Era a garota boazinha que tem medo de conflito e de lidar com 
conversas difíceis. Agora flui melhor com a Lorena. Estou mais prática e 
voltada para o negócio. Sou mais objetiva e menos emocional.
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29— Isa Bonfitto
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Isa Bonfitto
Isabella Bonfitto é formada em Arte/
Educação pela Universidade Estadual 
Paulista (Unesp), com pós-graduação 
em Marketing pela Universidade de São 
Paulo (USP) e graduanda em Gestão 
Comercial. 
Já capacitou mais de 6 mil empreendedores em cursos online e presen-
ciais. Com mais de oito anos de experiência no empreendedorismo, é 
apaixonada por educação e comunicação, e se dedica a democratizar o 
conhecimento para pequenos negócios, ajudando-os a crescer de forma 
estratégica, humanizada e acessível. Leia a entrevista:
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30 — Isa Bonfitto
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Como foi sua decisão de empreender?
A vida foi me levando para isso. Desde pequena eu brinco de empreen-
der. Venho de uma família humilde, classe trabalhadora, fui criada prin-
cipalmente pela minha mãe, na periferia, e cresci nesse mundo onde as 
coisas eram escassas, poucos recursos. Para trazer dinheiro para casa eu 
vendia trufas na escola. Eu trazia isso para minhas brincadeiras, em que 
eu era dona de escola, dona de restaurante. Isso se consolidou quando 
fui para minha primeira faculdade de Tecnologia da Informação [TI], que 
não concluí, mas entrei para a Liga de Empreendedorismo, a empresa jú-
nior da faculdade. Comecei a andar com o pessoal e gostar do tema, me 
apaixonar pela área, e a partir disso procurei um curso de empreendedo-
rismo criativo. Era 2013, eu tinha 20 anos. Me apaixonei pela área e fui para 
Artes Visuais na faculdade. Fiz bacharelado e licenciatura, e me apaixonei 
pela educação. Foi na faculdade que tive essas experiências mais reais de 
empreendedorismo, criei meu primeiro negócio, que era uma marca de ca-
dernos artesanais. A decisão de empreender veio de forma natural, como 
oportunidade de melhorar minha vida e da minha família. A partir disso, 
como artesã, produtora de cadernos, que enxerguei as necessidades de 
pequenos empreendedores. Com meus antigos sócios, criei a Rede Pivo, 
e quando eles saíram mudei o nome para Flui. Isso foi se transformando 
conforme a demanda. Pediam para ensinar como nós crescemos no Ins-
tagram, como fazer conteúdo, foto. Em 2019, criamos o primeiro curso 
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31— Isa Bonfitto
— Mulher, Designer, Empreendedora 
presencial em uma loja colaborativa. Lotou a primeira turma, e a segunda 
também. A partir disso, entramos mais na área da educação. A decisão de 
empreender não foi uma decisão, foi um caminho que se apresentou e eu 
vi como oportunidade. Eu não me via em uma carreira.
Você começou a empreender bem nova e com poucos recursos. Quais fo-
ram os maiores medos ou dúvidas que teve?
Quando comecei, tinha todas as dúvidas possíveis. Em 2014 não tinha nem 
de perto o número de cursos que tem hoje, informações sobre empreen-
dedorismo. Eu ia atrás do que tinha, que eram palestras e cursos do Se-
brae, coisas gratuitas, porque eu não tinha dinheiro para investir em curso. 
Fui caçando informações soltas. Eu não sabia como administrar. Só tinha 
feeling para criar, por conta da faculdade de artes, então eu não era limita-
da na parte criativa. Isso eu fazia muito bem. Como eu tinha dúvida sobre 
tudo isso, me obriguei a estudar por conta. Comprava livros, frequentava 
palestras, buscava cursos acessíveis. Aprendi sozinha desde fotografia 
até marketing. Eu tinha muitas dúvidas técnicas, mas não tinha tempo 
para ter medo. Óbvio que temia que não desse certo, que é o medo que 
todo mundo tem, mas tirando isso, eu não tinha tempo. Aquilo tinha que 
dar certo. Era questão de sobrevivência. Eu já morava sozinha na época. O 
medo ficava em segundo plano por conta da necessidade. 
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— Mulher, Designer, Empreendedora 
Você já se sentiu desencorajada em empreender? Como conseguiu 
contornar?
Antes de participar de feiras eu não tinha contato com o empreendedo-
rismo de outras pessoas, foi um processo solitário. A única referência que 
tive foram meus sogros, que são comerciantes. Eu tinha essa referência 
de quem empreendeu e deu certo. Já na minha família, meu pai nunca me 
desencorajou, mas tinha receio que eu gastasse tempo com algo que não 
garantisse sustento. Como meus pais não tinham para prover para mim, 
era uma preocupação para eles. Isso com certeza desencoraja, essa co-
brança da família de “e aí, está tudo certo?”, que nem acredito que seja 
com a intenção ruim, mas vira pressão. “Quanto você está ganhando?”, 
“Está dando para se sustentar?”. Porque às vezes você está passando 
por perrengue e a pessoa vem perguntar. O meu maior desencorajamento 
foi o social. Eu via o quanto pessoas que tinham recursos que eu nunca 
tive cresciam muito mais rápido do que eu, e isso era uma dor, porque eu 
sabia que não tinha o que fazer a respeito. Não é no sentido de vitimismo, 
mas uma constatação de que você vai olhar para o lado e ver um colega 
que começou depois, e tinha uma família para bancar, conseguia ir mais 
longe por ter recursos que você não tem. Às vezes menos talento ou ideias 
inovadoras, mas chegaram mais longe com os recursos. Isso pegava mais. 
O que mais me desencorajou foi pertencer a uma classe social na qual os 
recursos eram escassos, e você tem que fazer o dobro de esforço. Isso 
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— Mulher, Designer, Empreendedora 
me desanimava e hoje, como educadora, vejo minhas alunas passando por 
isso. Foi nesse sentido que criei a Flui com preços mais acessíveis, pro-
grama de bolsas, justamente porque sei que a parte social é o que mata 
no final das contas. Vi colegas próximos a mim desistindo porque era mais 
fácil arrumar emprego do que seguir tentando com poucos recursos. 
Acredito que essa parte de gestão de negócios, organizar as ideias e as 
ações é o calcanhar de Aquiles das criativas. Você tem sugestões do que 
funcionou para você?
Sim! É meu assunto favorito. Nós começamos a empreender a partir do 
que gostamos e sabemos fazer, partedo criar, mas o administrar, o gerir, 
só descobrimos quando começamos o negócio. Acredito que meu negó-
cio começou de fato a funcionar, ser rentável, quando comecei a me pla-
nejar. Estudei muito sobre planejamento. Consegui fazer pós na época da 
pandemia e isso fez diferença. Aprendi ferramentas que não conhecia. 
As coisas começaram a funcionar de verdade graças ao planejamento. 
O que funcionou para mim foi ter um método. O que aconteceu é que 
testei vários métodos que não cabiam no meu negócio, por ser pequeno. 
Várias ferramentas não funcionavam para minha empresa. O que eu via 
no Sebrae era insuficiente para dar conta da gestão. Conhecendo o que 
tinha no mercado, eu fui desenvolvendo meu próprio método. Foi isso que 
funcionou para mim. Comecei a aplicar com pessoas que me procuravam. 
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34 — Isa Bonfitto
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Via que funcionava para elas. Criei o curso para ensinar o método e foi o 
que virou a chave. Gestão é o que faz diferença no dia a dia da empre-
endedora criativa. A parte de criar nós damos conta, mas a parte de gerir 
precisamos aprender. É preciso sentar, estudar e aplicar. Inclusive, na Flui, 
eu falo que não existe regra, cada uma empreende do seu jeito, mas existe 
uma exceção que é o planejamento. Toda empresa, seja ela uma “eupresa” 
ou com equipe pequena, precisa de planejamento estratégico, se não ela 
não vai para frente. Foi o que me fez mudar minha vida. Metas de vendas, 
tarefas e projetos definidos a cada vez. Tudo bem se no começo ficar 
bambo o planejamento, você ajusta no caminho. O que fez a diferença 
foi fazer disposta a errar. Planejar é importante, mas executar no dia a dia 
também, e sem mudar de ideia o tempo todo, porque isso é um perigo.
No livro “Crie. Reinventa. Empreenda.” eu conto sobre minha experiência 
com marca pessoal porque comecei a empreender do zero em um nicho 
novo, no qual ninguém me conhecia e era algo que eu nem pensava quando 
trabalhava para outro CNPJ. Eu vejo de fora o quão forte a Flui é. A pessoa vê 
um post seu e sabe que tem sua digital ali. A Flui tem pilares, valores? Como 
foi para você chegar nessa essência?
Ter um alicerce é muito importante para qualquer empresa. Se você quer 
criar algo, precisa partir de um ponto. O branding é o ponto de partida 
de qualquer empresa. No começo eu fazia tudo de modo muito intuitivo. 
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35— Isa Bonfitto
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Quando fiz o branding da Flui, eu refiz tudo com muito mais experiência. 
Por isso ficou uma identidade visual fechada. Hoje tenho pilares bem de-
finidos dos valores da marca, atributos, o que é para ela ser, o que é para 
ela não ser. O escopo definido facilita na tomada de decisão. Até decidir 
quem será nossa parceira, quem não será, parte dessas raízes. Para che-
gar na essência, recorri a um processo intuitivo sobre meus valores pes-
soais. O que quero para o mundo, para outras empreendedoras, minhas 
clientes, o impacto que eu quero gerar. Mais do que pensar em lucro, o que 
está em alta, eu recorri às minhas crenças para montar essa estrutura da 
empresa. Por isso sou tão apaixonada pelo que faço, porque partiu de algo 
que acredito. Sobre marca pessoal, eu comecei a pensar muito depois da 
Flui, pensar na Isabella fundadora, porque a Flui foi uma empresa que eu 
sempre quis criar descolada da minha imagem. Não totalmente, mas não 
dependente da minha imagem pessoal. Foi para ser autossuficiente. Mes-
mo se eu me retirar, ela permanece. Estou começando a trabalhar agora 
minha marca pessoal. Acredito que há espaço para empresas não vincu-
ladas à imagem da dona. É mais difícil de fazer, mas tem suas vantagens, 
liberdades. Fica mais fácil de expandir. São decisões estratégicas.
Qual conselho você daria para si mesma no início da jornada?
Quando você vem de uma realidade em que as coisas não vieram de ban-
deja, é difícil não se comparar e achar que nossas ideias valem menos. 
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— Mulher, Designer, Empreendedora 
Duvidamos muito de nós mesmas. Lá no início eu diria para confiar na 
minha capacidade, no meu instinto, na minha intuição. Olhar menos para 
os outros e focar mais no que eu quero fazer. Sinto que, na minha jornada, 
perdi muito tempo olhando para os outros. Pensava “já estão fazendo, por 
que eu vou fazer?”. Fui aprendendo que existe espaço para todo mundo. 
Podemos fazer enquanto o outro está fazendo, mesmo que seja de uma 
forma diferente. O importante é fazer o que está no nosso coração, da 
forma que a gente deseja. Olhe menos para fora, mais para dentro. Seguir 
confiando, fazendo, faz diferença. Cada pessoa tem sua jornada, um pon-
to de partida, e tudo isso é válido.
Outro conselho é que planejar é bom, 
mas é preciso executar. Fazer sem 
planejar pode dar problema, mas se 
planejar sem fazer, nada acontece. 
Até quem não planeja e executa tem 
mais resultado do que quem planeja 
demais e não faz nada. Sair da zona de 
pensamento. Se obrigar a agir. Não ficar 
só no plano mental. 
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37— Conte sua história
— Mulher, Designer, Empreendedora 
Conte sua história
No último ano, tive o privilégio de conversar com centenas de mulheres 
empreendedoras. Essas conversas não foram apenas sobre desafios e es-
tratégias; foram encontros de coragem, troca e inspiração. Descobri que, 
ao compartilhar nossas jornadas, nós encontramos força umas nas ou-
tras. É por isso que este livro existe: para celebrar as histórias de quem ou-
sou dar o próximo passo e, ao mesmo tempo, criar uma trilha para quem 
deseja seguir.
Como empreendedora, você precisa falar sobre o seu trabalho, mostrar 
seus méritos, seus resultados e o quanto o seu conhecimento impacta 
vidas. Não é esnobe reconhecer o valor do que você faz.
Por isso, eu vou te propor o seguinte: 
Desafio #MulherDesignerEmpreendedora
Chegou a hora de abrir os bastidores e mostrar como o Design e o empre-
endedorismo feminino podem transformar vidas e negócios.
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38 — Conte sua história
— Mulher, Designer, Empreendedora 
O livro Mulher, Designer, Empreendedora nasceu da vontade de dar palco 
às histórias que merecem ser contadas. Este desafio é sua chance de 
mostrar a força de mulheres de todos os cantos do país e inspirar uma 
nova geração de criativas.
Como funciona?
1 - Desafie-se a compartilhar seu impacto: Faça um post no LinkedIn 
contando os bastidores de um resultado incrível que você alcançou 
como empreendedora. Apresente dados quantitativos, se possível, 
e compartilhe um aprendizado que possa ajudar outras pessoas. 
2 - Leve criatividade e conexão para sua história:
• Comece com algo inesperado, por exemplo: “Eu quase desisti, 
mas…”; “Quem diria que um rascunho poderia…”; “Foi com café 
frio e uma ideia improvável que…”.
• Detalhe o contexto, a estratégia e o impacto, mas de um jeito 
autêntico, que só você sabe contar.
• Finalize com o aprendizado: Qual foi a maior lição desse 
projeto?
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39— Conte sua história
— Mulher, Designer, Empreendedora 
3 - Inspire outras mulheres a participar: No final do seu post, con-
vide outra empreendedora para entrar no desafio, marcando-a no 
seu conteúdo.
4 - Amplifique seu alcance: No LinkedIn, use a hashtag
#MulherDesignerEmpreendedora e marquea Editora Brauer e 
Andressa Siegel.
5 - Dica extra: Seja criativa na forma de contar sua história. Um 
carrossel visual ou um vídeo curto podem chamar a atenção e en-
gajar ainda mais quem lê ou assiste.
Se tem algo que aprendi como empreendedora é a importância de boas 
histórias e, principalmente, compartilhar com quem precisa ouvir. Dei-
xar a vergonha de lado te ajuda a se conectar com possíveis clientes e 
parcerias. 
Nós vamos selecionar histórias inspiradoras para compartilhar no nosso 
blog, conectando ainda mais mulheres com o seu trabalho. Cada história 
publicada amplia a força do Design e do empreendedorismo feminino.
Poste agora e use a hashtag #MulherDesignerEmpreendedora.
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Estude sobre 
Empreendedorismo e Design
Escrito para mulheres criativas, designers e empreendedoras que 
querem transformar ideias em negócios, este livro reúne anos de 
experiência, insights e metodologias para quem deseja construir 
seu próprio caminho no empreendedorismo.
Crie. Reinvente. Empreenda, é um convite para agir, testar, apren-
der e se reinventar ao longo da jornada. Com capítulos que vão 
do autoconhecimento a estratégias digitais e impacto sustentável, 
esta leitura oferece um olhar realista e inspirador sobre empreen-
der como mulher no mundo do design.
Se você sente o chamado do empreendedorismo, mas não sabe 
por onde começar, este livro é para você.
Mais informações em: 
www.editorabrauer.com.br
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