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23/07/2019 1 1 Prof. Péricles Varella Gomes Desenho de Observação Aula 4 2 Programa: 3 Conversa Inicial 4 Nesta aula, veremos: A técnica da perspectiva 5 A capacidade de representar objetos e cenas tridimensionais numa folha de papel parece magia para muitos. Ao dominar a técnica da perspectiva, você poderá fazer desenhos muito realistas e rápidos, que podem comunicar de forma incrível aquilo que você enxerga e também suas novas ideias. Na fotografia a seguir, veja como ela transmite a ilusão de profundidade e de realismo O que é perspectiva? Perspectiva - exemplo de profundidade Crédito: Péricles Gomes 2017 6 23/07/2019 2 7 Teoria e prática da perspectiva 8 Você provavelmente já teve algum contato com desenhos incríveis de paisagens urbanas, de automóveis e mobiliários que parecem reais, ainda que sejam feitos a mão livre, (...) A teoria C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 7 (...) ou então visitou museus em que havia essa reproduções Quando um desenho apresenta qualidade de croquis, o desenhista usou a técnica da perspectiva cônica, com pontos de fuga e linha do horizonte 9 10 São desenhos que representam de forma eficaz e elegante a cena em questão. A teoria e a prática do desenho em perspectiva não são difíceis. (...) A cena C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 9 (...) Com um mínimo de esforço, qualquer pessoa pode desenhar bem, desde que use os seguintes princípios do desenho de observação: 1. Linha do horizonte 2. Ponto de fuga 11 12 Esta será nossa principal atividade nesta aula. Saber desenhar de forma rápida usando de forma intuitiva o nosso olho, tentando se concentrar ao máximo na cena que se apresenta Treinando o seu olho Procure paisagens e tente achar a LH e o Ponto de Fuga! 23/07/2019 3 13 Linha do horizonte 14 Veja a vista panorâmica da cidade de São Paulo: vista do alto, tem um caráter de imensidão. E a linha do horizonte está presente, ao longe, definindo o fim da terra e o início do céu Quanto maior for a altura do observador, mais terra se avista. Perceba que a linha do horizonte é meio irregular, pois tem montanhas no horizonte. Mesmo assim, ela esta lá A partir de agora, você terá de marcar esta linha quando for desenhar qualquer coisa: uma cidade, uma praia, uma cadeira ou uma casa. Simples assim 15 A LH define o enquadramento do desenho no papel, estabelece um ponto de partida para o croqui e facilita a vida para depois fazermos os pontos de fuga e todo o mais que irá compor o desenho LINHA DO HORIZONTE em primeiro lugar! C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 7 Quando olhamos da janela de um avião, a linha do horizonte (LH) pode parecer uma linha curva (dependendo da altitude do avião) Já quando estamos em uma cena urbana, a linha do horizonte fica meio enrustida. Mas, lembre-se da definição oficial da linha do horizonte: A LH é sempre a altura do olho do observador 16 17 Na figura a seguir, uma típica cena de rua. Veja que a linha do horizonte está bem escondida. Daí a importância de a definição estar bem memorizada pelo artista para que este não se perca no início do processo de estruturação da cena C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 8 18 Pontos de fuga 23/07/2019 4 19 Agora, vamos aprender a usar os pontos de fuga, importantes para a estruturação dos seus croquis. Um ponto de fuga pode ser definido como: Linhas paralelas no mundo real que convergem para pontos de fugas distintos O ponto de fuga 20 Quando você observa uma rua com árvores e postes iguais, à medida que se afasta deles, eles parecem ficar menores, ainda que sejam do mesmo tamanho. Eles parecem estar “fugindo de você” Foto de Elgson Gomes, acervo Péricles Gomes. Este mesmo efeito acontece num desenho sempre que elementos iguais se repetem na cena Janelas iguais num prédio, cadeiras iguais numa sala de aula, e assim por diante. A figura ao lado apresenta elementos iguais, mas que, fotografados, parecem que vão diminuindo na imagem 21 22 Lembre-se que arestas paralelas entre si no espaço tridimensional parecem convergir para um mesmo ponto Perceba, também, que as coisas iguais, à medida que se afastam do ponto de observação, parecem que vão ficando menores Podemos desenhar cenas complexas usando apenas um ponto de fuga, gerando uma excelente sensação de espaço, o que pode ser muito útil à medida que você avançar em sua aprendizagem Quando fotografamos, podemos posicionar a câmera de tal forma que o resultado fique com um ponto de fuga Sugerimos que você pegue o seu telefone celular 23 24 Desenhando uma caixa de sapatos 23/07/2019 5 25 Vamos desenhar uma caixa de sapatos com dois pontos de fuga. Não tente fazer o desenho copiando do computador ou celular Arranje uma caixa de sapatos, coloque-a em cima da mesa e tente fazer o desenho à mão livre, observando atentamente a cena. Use as instruções como guia, não como cola… Lembre-se sempre: quem cola não sai da escola! A caixa Enquadramento: observe e decida o que você deixa de fora e o que você considera importante incluir no campo visual Perspectiva: neste exercício, desenhe sua caixa de sapatos usando o método de LH e pontos de fuga. Basta observar atentamente que você consegue 26 27 Podemos encontrar as fugas quando desenhamos as linhas da parte de cima da caixa Os traços devem estar convergindo para um ponto fora do papel, para a esquerda e para a direita NÃO DESENHE PARALELO, pois assim você mata os pontos de fuga Achando a fuga Crédito: Péricles Gomes 2019 28 Para desenhar a tampa, você usa os pontos de fuga como referência para manter a mesma convergência e a mesma direção estabelecida antes Achando as proporções Crédito: Péricles Gomes 2019 29 Desenhando uma cadeira 30 Vamos desenhar uma cadeira com dois pontos de fuga FAÇA o desenho copiando do computador ou celular. Sério! Enquadramento: observe e decida o que você deixa de fora e o que você considera importante incluir no campo visual A geometria não muda! 23/07/2019 6 Perspectiva: Neste exercício, desenhe sua cadeira usando o método de LH e pontos de fuga. Basta observar atentamente que você consegue Posicione primeiro a linha do horizonte, depois as duas fugas e desenhe um cubo 31 32 Antes de tudo, analisar bem para desenhar a cadeira! Fotografia de uma cadeira. Péricles Gomes, 2019. 33 Inicie com a linha do horizonte Estrutura dos pontos de fuga Desenho já com a estrutura básica Crédito: Péricles Gomes 2019 34 Trabalhe bem as sombras e detalhes Detalhes de luz e sombra C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 9 35 Cadeira pronta! Quase um Van Gogh! C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 9 36 Na Prática 23/07/2019 7 37 Desenhar 4 versões do objeto da fotografia a seguir: Desenho de 10 minutos, olhando livremente o objeto e copiando igual à fotografia, sem luz e sombra Desenho de 20 minutos, fazendo o mesmo objeto sem pontos de fuga (ou seja tudo paralelo) Desenho de 30 minutos, marcando a linha do horizonte, os pontos de fuga como referência e finalizando o desenho com luzes e sombra Desenho de objeto Desenho de 30 minutos, fazendo o mesmo objeto com dois pontos de fuga, um para o lado esquerdo e um para o lado direito, incluindo as luzes e sombras C ré d it o : P é ri cl e s G o m e s 2 0 1 7 38 39 Finalizando 40 Temos duas categorias de perspectiva: a) Axonométrica ou cavaleira (objetiva) b) Linear, ou cônica (subjetiva). A perspectiva linear SEMPRE começa em seu olhar e acaba em uma folha de papel (se for um desenho) ou em uma imagem fotográfica Conclui-se que as técnicas e habilidades apresentadas impactam positivamente para a carreira do arquiteto, do artista e do designer, contribuindo para o desenvolvimento de suas habilidades de observar e representar o mundo em seu entorno 41 Referências 42 23/07/2019 8 BUCHAN, S. Claro e escuro(chiaroscuro). 2014. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2019. DOMINGUES, F. Croquis e perspectivas. Porto Alegre: Nobuko, 2011. 43 GOMES, P. V. Os dez mandamentos - na avaliação do Desenho de Observação. 2010. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. MOLLIERE, B. A perspectiva em urban skerching: truques e técnicas para desenhistas. 1. ed. São Paulo: Gustavo Gili, 2017. 44 MONTENEGRO, G. Desenho de projetos. São Paulo: Blucher, 2007. NOGUEIRA, L. Luz e sombra. 2018. Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. 45 OLEQUES, L. C. Renascimento. 2016. Disponível em: . Acesso em: 7 mar. 2019. ZAGONEL, B.; DORIA, L.; DIAZ, M. Metodologia do ensino em artes. Curitiba: Intersaberes, 2014. 46 47