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ChA vE Me str A Infantis - Primários 2º trimestre de 2026 86 Crescer no que cremos 2 Chave Mestra Ideias e projetos para desenvolver com crianças e adolescentes. Diretora: Vicky de Caviglione E-mail: llave.maestra@adventistas.org.ar INFANTIS – PRIMÁRIOS 2° Trimestre de 2026 Ano A Redatoras: Lindsay Sirotko Bebês e Iniciantes Cuca Lapalma Infantis e Primários Paola Ramírez Pré-adolescentes Luz del Alba Núñez Adolescentes Trabalhos manuais: Gisela Stecler de Mirolo Revisão e assessoria: Beatriz W. de Juste Designer: Arturo Krieghoff E-mail: artkcreativa@gmail.com É proibida a reprodução total ou parcial desta publicação da Divisão Sul-Americana (texto, imagens e design), sua manipulação eletrônica e transmissão por via eletrônica, mecânica, fotocópia ou outros meios. Esta revista é produzida com o apoio da Divisão Sul-Americana. Q uando consultei no Dicioná- rio Oxford o que é identidade, obtive a seguinte resposta: “conjunto de características que dis- tinguem uma pessoa ou coisa e pelas quais é possível individualizá-la”. Ou- tros dicionários definem identidade como “o conjunto de característi- cas que fazem com que uma pessoa seja única e reconhecível”. E, de fa- to, essas definições ajudam a com- preender um tema simples, mas ao mesmo tempo desafiador. Para os cristãos, o conceito de identidade tem características es- peciais que não apenas sustentam a fé, mas também ajudam na esta- bilidade emocional, na formação da confiança, no autoconhecimento, na definição de papéis e nos propósitos de vida. A identidade não é apenas um número de documento que compro- va quem somos. É a nossa história de vida, o nosso registro nas páginas do tempo, o nosso legado. Ao escre- ver estas linhas, recuperei um pou- co da minha história; lembrei-me da minha infância no campo onde cres- ci, da minha origem simples, dos costumes familiares, de como fui criada, da formação cultural e espiri- tual que os meus pais me deram, da origem ucraniana da minha família... Tantas lembranças que perduram até hoje! Quantas perguntas interes- santes podem iniciar a exploração da identidade pessoal e religiosa. Que tal fazer o mesmo com os mais jovens? Nesta edição da revista Chave Mestra, você encontrará artigos que o farão refletir sobre como se constrói a identidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Eles farão você pensar na importância de contar a história dos pioneiros aos filhos da igreja, para que conheçam sua origem, e refletir sobre os seis grandes pilares bíblicos que sustentam nossa fé, pois cada um deles tem a resposta para a pergunta: “Quem somos?”. Recomendo o artigo “Quem sou eu?”, do Dr. Adolfo Suárez, para descobrir as seis doutrinas. A cosmovisão cristã adventista nos ajuda a definir com segurança nossa identidade, e isso tem um forte im- pacto para toda a vida. E, conforme é aconselhado nas histórias bíblicas, especialmente nos livros de Deutero- nômio (capítulos 6 e 11) e Josué (capí- tulo 4), repetir aos filhos as histórias das providências de Deus e Suas leis é perpetuar Seus ensinamentos, a fé e a dependência de Deus no coração e na mente das novas gerações. Qual é a resposta bíblica para quem é você, com base nas seis doutrinas adventis- tas? Ficou curioso? Leia cada página desta edição e você encontrará orien- tações sobre este tema precioso. GLÁUCIA CLARA KORKISCHKO, diretora do Ministério da Criança e do Ministério do Adolescente da Divisão Sul-Americana. Identidade COMUNHÃO E MISSÃO 3 Sol, calor, sede e solidão. Uma combinação desfavorável para qualquer pessoa e em qualquer lugar. Mas, para ela, era uma combinação ainda pior, pois acrescentava o tempero o medo de ser vista pela comunidade. Ela sabia quem era — ou pelo menos achava que era alguém — mesmo que sua presença no bairro trouxesse consigo portas tranca- das, janelas hermeticamente fe- chadas por fora, mas abertas por dentro para espiar o lado de fora, e a impossibilidade de socializar com as mulheres do quarteirão. Sua identidade não correspon- dia ao que se supunha que qual- quer pessoa que morasse al i deveria ter. Era como se lhe fal- tasse algo que a identificasse po- sitivamente, ou que lhe desse um objetivo claro, uma missão. Ela estava tão imersa em seus pensamentos e ações que não percebeu a presença de um es- trangeiro sentado, sob o calor do meio-dia, à beira do antigo poço. Estava acostumada a caminhar sem ser vista — e a caminhar sem olhar. Mas, desta vez, o homem estava com sede e lhe pediu água, algo tão simples e, ao mesmo tem- po, tão necessário. O “dom de Deus”: assim se cha- mava a água na antiguidade. Agora Jesus, o verdadeiro “Dom de Deus”, estava ali, diante dela, pedindo-lhe água. Que perguntas Jesus faz para nos despertar! No fim, a necessidade huma- na de Jesus passou a refletir a ver- dadeira necessidade de todo ser humano: o dom de Deus na vi- da. Esse dom de Deus que derruba barreiras, une esperanças e ado- ração ao Único que dá às pessoas identidade real e que oferece um propósito de vida. Porque ter identidade não é ape- nas ter acesso a certos lugares ou oportunidades. Ter identidade es- tá ligado a um objetivo, a uma mis- são. É compartilhar o Dom de Deus que refresca a alma, dá sentido à vida, oferece salvação e perdão, e permite viver em Jesus sem fra- cassos, sem medo do futuro, com a certeza de que esta Água — este Dom de Deus — estará disponível para nós a cada minuto do dia. Sol. Calor. Cansaço. A sede já não importa. É hora de beber a Água da Vida e compartilhar essa água com nossas crianças e adolescentes, an- tes que outros os façam beber algo que distorça sua verdadeira identi- dade, antes que se levantem muros que os isolem do Salvador e os im- peçam de ser verdadeiros procla- madores do Dom de Deus. VICKY DE CAVIGLIONE, diretora do Ministério da Criança e do Ministério do Adolescente da União Argentina. Identidade “Dom de Deus” INSPIRAÇÃO 4 Em um mundo cada vez mais segmentado por idades e expe- riências, o culto intergeracio- nal surge como resposta ao anseio por unidade e comunhão na família de Deus. Esse formato de adoração en- volve ativamente crianças, adolescen- tes, adultos e idosos, permitindo que cada geração contribua com seus dons e aprendizados para o corpo de Cris- to. Compreender e promover esse mo- delo significa semear desde a infância uma visão de igreja inclusiva, colabo- rativa e enriquecida pela diversidade de histórias de vida. Por que é importante? A Bíblia oferece múltiplos exem- plos de interdependência entre ge- rações. Em Deuteronômio 11:19, 20, o Senhor instrui os pais a ensina- rem seus filhos diariamente: “Ensi- nem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas [...] quando se deita- rem e quando se levantarem. Escre- vam-nas nos batentes das portas de suas casas […]”. O Salmo 145:4 proclama: “Uma ge- ração contará à outra a grandiosida- de dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos”. Ambos os tex- tos ressaltam a necessidade de trans- mitir a fé de uma geração para outra, não como um ato passivo, mas como um diálogo vivo. No Novo Testamento, Paulo descre- ve a igreja como um corpo com mem- bros diversos (1 Coríntios 12), onde a função de cada um é essencial. Um culto intergeracional reflete esse cor- po: crianças que cantam com espon- taneidade, jovens que contribuem com criatividade, adultos que ofere- cem estabilidade doutrinária e idosos que compartilham testemunhos ma- duros. Todos são necessários. Quando uma igreja não valoriza os benefícios do culto intergeracional, costuma surgir um distanciamen- to entre jovens e adultos: cada grupo passa a acreditar que não há como se entender mutuamente e se comuni- ca apenas com seus pares. Assim, os jovens sentem que suas inquietações não são ouvidas, e os adultos acredi- tam que as novas gerações carecem de maturidade espiritual. Essa falta de diálogo gera des- motivação, isolamento de talentos e enfraquecimento daunidade da con- gregação, pois se perde a riqueza das experiências compartilhadas e se im- pede que a fé se fortaleça por meio do apoio mútuo entre diferentes fai- xas etárias. Benefícios do culto intergeracional Enquanto refletia sobre o tema, comecei a pensar nos benefícios que essa convivência traz ao ado- rar a Deus: os mais velhos transmi- tem sabedoria, e os pequenos trazem frescor e entusiasmo. Assim, enri- quece-se o senso de pertencimento, aprofunda-se o aprendizado mútuo, e garante-se a continuidade da fé em toda a comunidade. Outros benefícios: ◾ As relações pessoais se apro- fundam quando participantes de diferentes idades colaboram e se conhecem. ◾ Ao demonstrar unidade e amor fraternal, a congregação se tor- na um testemunho autêntico da mensagem de reconciliação de Cristo diante da sociedade. ◾ Cada geração possui habilidades particulares: domínio da tecno- logia, criatividade na comuni- cação, profundidade teológica e experiência de vida. ◾ Ao envolver as crianças desde a mais tenra infância, promo- ve-se o senso de pertencimen- to e compromisso de longo pra- zo com a igreja. Ideias de como incluir diferentes gerações Estas ideias não apenas fortale- cem a dinâmica da Escola Sabatina, mas também podem ser aplicadas em diversos momentos de convi- vência dentro da igreja: desde o culto principal e as reuniões de Pequenos Grupos até os projetos de serviço e os encontros informais. Envolver crianças, jovens, adultos e idosos em cada atividade cria um ambiente de unidade e aprendizado mútuo que transcende as paredes da classe e en- riquece toda a vida comunitária. 1. Convide adultos de confian- ça para colaborar em momen- Culto Intergeracional ESPECIAL PARA PROFESSORES 5 quanto aos conselhos e à sabedoria, e o ancião ao adolescente em busca de auxílio e simpatia!” (Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 746). Anime- -se a cultivar espaços em que crian- ças, jovens, adultos e idosos se apoiem mutuamente, garantindo que a fé se- ja transmitida e renovada de geração em geração! CUCA LAPALMA. igreja, incentivando o diálogo e o respeito entre as gerações. 5. Prepare dinâmicas em grupo que integrem pessoas de dife- rentes gerações. Um culto intergeracional torna- -se o reflexo vivo do corpo de Cris- to quando cada geração se reconhece como necessária e valiosa. Como diz Ellen G. White: “Há uma bênção no convívio dos velhos com os moços. Estes podem iluminar o coração e a vida dos idosos. Aqueles cujos liames da vida se estão enfraquecendo, ne- cessitam o benefício do contato com a esperança e a lepidez da juventude. E os moços podem ser auxiliados pela sabedoria e a experiência dos velhos. […] Como é comovente ver a moci- dade e a velhice dependendo uma da outra, o jovem olhando ao idoso tos específicos, como contar a curiosidade ou notícia missio- nária, dirigir a oração ou ajudar a representar a história bíblica. 2. Organize, junto com as crian- ças e os jovens, visitas aos ido- sos da igreja para levar carinho, compartilhar orações e apren- der com suas experiências. 3. Promova a participação das crianças em ministérios nos quais elas se sintam à vontade, por exemplo: receber os irmãos na entrada (Ministério da Re- cepção), colaborar com um diá- cono na coleta das ofertas (Dia- conato) ou dirigir os cânticos com a equipe de música (Minis- tério da Música). 4. Permita que as crianças entre- vistem um idoso para conhecer seu testemunho de fé, experiên- cias missionárias ou histórias da Shutterstock . “Há uma bênção no convívio dos velhos com os moços. Estes podem iluminar o coração e a vida dos idosos.” 6 Em diversas ocasiões, voltei à mi- nha cidade natal, Guayarame- rín, Bolívia. No entanto, a visita de 2010 foi muito especial. Passei al- guns dias com minha família. Numa tarde quente, calcei sandálias e saí pa- ra caminhar. Percorri ruas onde está parte da minha história de vida. Vi- sitei a escola católica Imaculada Con- ceição, onde estudei até o quinto ano. Caminhei pelo porto, onde pelo me- nos uma vez por semana eu sabore- ava uma deliciosa “salteña”, um pastel típico boliviano. Passeei pelo merca- do da cidade, que costumava visitar quase todos os dias dos 7 aos 17 anos. Parei em frente ao edifício onde fun- cionava a principal rádio AM da mi- nha adolescência. No fim da tarde, fui ao cemitério visitar o túmulo do meu pai, senhor Joaquim, que faleceu aos 34 anos. Para encerrar o dia, passei alguns minutos observando algumas pessoas jogando futebol no campo on- de muitas vezes eu havia jogado, par- ticipando de campeonatos locais. O que é identidade? Todos nós — individualmente — te- mos nossa história, que é muito pre- ciosa. Se as cenas que compõem nossa vida fossem apagadas da memória, o que restaria de nós? Restariam páginas em branco, livros sem letras. Restaria uma vida sem identidade. E que é “identidade”? O Dicionário da Língua Espanhola a define assim: “Conjunto de traços próprios de um indivíduo ou de uma coletividade que os caracterizam em relação aos demais. Consciência que uma pes- soa ou coletividade tem de ser ela mesma e distinta das outras” (ht- tps://dle.rae.es/identidad?m=form). Hilton Japiassú, em seu Dicionário Bá- sico de Filosofia, diz que identidade é “essência, o ser”. A Baker Encyclope- dia of Psychology afirma que “em ter- mos gerais, identidade refere-se à resposta de uma pessoa à pergunta ‘Quem sou eu?’. Erik Erikson, o pensa- dor mais conhecido nessa área, propôs que a identidade envolve um senso de singularidade pessoal, continuida- de e identificação com ideais de gru- po.” (Gassin, E. A., 1999. Identity. In D. G. Benner & P. C. Hill [Orgs.], Baker En- cyclopedia of Psychology & Counseling, 2nd ed. p. 604, Baker Books). Tomemos alguns aspectos dessas definições para esclarecer o conceito: A identidade é um conjunto de carac- terísticas próprias de um indivíduo ou grupo; essas características permitem que nos diferenciemos dos demais. A identidade implica um senso de sin- gularidade. A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) também tem sua identidade, formada por pessoas, ações e even- tos, mas, acima de tudo, composta por crenças — pois as crenças, a teologia, determinam e sustentam nossa iden- tidade como movimento profético. A identidade da IASD Os adventistas se definem com es- tas palavras no Tratado de Teologia: “A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma corporação mundial de mais de 22 milhões de cristãos que guardam o sábado do sétimo dia e aguardam a breve volta de Jesus. [...] Os adventis- tas são uma comunidade protestante e conservadora de cristãos evangéli- cos cuja fé, baseada na Bíblia e cen- trada em Cristo, enfatiza a morte expiatória do Salvador, Seu ministé- rio no santuário celestial e Seu breve retorno para redimir os fiéis. Os ad- ventistas são conhecidos por obser- var o sábado, enfatizar a conservação da saúde como parte do dever reli- gioso e por realizar atividades mis- sionárias em todo o mundo.” (Nancy J. Vyhmeister, “Quem são os Adventistas do Sétimo Dia?”, em Raoul Dederen, org., Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, Tatuí, SP: Casa Publi- cadora Brasileira, 2011, p. 1.) Depois dessas breves con- siderações conceituais, surgem algumas perguntas: Se a iden- tidade é um conjunto de traços específicos de um indivíduo ou comunidade que os caracteriza em relação aos outros, qual é a nossa essência como adventis- ESPECIAL PARA PAIS Quem sou eu? A identidade adventista 7 Nesse sentido, cada família deve- ria assumir o compromisso de contar às novas gerações as histórias dos pio- neiros, incutindo na mente de crian- ças e adolescentes a admiração por aqueles que nos antecederam e, aci- ma de tudo, cultivando um senso de gratidão por tudo o que Deus fez por nossa igreja. Assim como fizeram Josué e seus amigos fizeram (Josué 4:1–7), os pais de hoje deveriam tomar medidas para manter vivos na mente de seus filhos os grandes eventos do passadoque compõem nossa identidade. Não de- vemos permitir que as gerações futu- ras se esqueçam da liderança de Deus e do que Ele fez em favor da IASD (Francis D. Nichol, org., The Seventh- -day Adventist Bible Commentary, vol. 2, p. 190–191, Review and Herald Pu- blishing Association, 1976). Dr. ADOLFO SUÁREZ, decano do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT) e diretor do Espírito de Profecia da Divisão Sul- Americana. 6. DOUTRINA DOS ÚLTIMOS EVEN- TOS: Quem somos nós? Somos pessoas que vivem à luz da espe- rança da volta de Cristo. Conhecer para se identificar Está claro que a identidade insti- tucional da IASD e a identidade in- dividual de cada adventista não se limitam a um conjunto de doutrinas e crenças. Afinal, as crenças são vivi- das pelas pessoas. Assim, a identida- de da IASD é mais bem compreendida quando estudamos a história da igreja e de seus pioneiros — homens e mu- lheres que estruturaram uma deno- minação extraordinária, com bases sólidas e referências firmes, permi- tindo que a IASD seja o que é hoje. Graças ao legado dos pioneiros, po- demos afirmar que “o adventismo promoveu práticas educativas e de estilo de vida saudável únicas, que moldaram e continuam a moldar o movimento de novas formas e dinâ- micas” (Michael W. Campbell, Christie Chui-Shan Chow, David F. Holland, De- nis Kaiser e Nicholas P. Miller, orgs., The Oxford Handbook of Seventh-Day Adventism, Nova York: Oxford Univer- sity Press, 2024, p. 2). tas? Em outras palavras: Quais são os aspectos da nossa singularidade que nos distinguem dos outros? Uma boa resposta está no livro Nis- to Cremos. Cada uma das nossas seis doutrinas, desdobradas em 28 cren- ças, responde a questões fundamen- tais da existência humana e, por isso mesmo, podem ser vistas como pi- lares da identidade adventista, com impacto em todas as áreas da vi- da. Vejamos uma versão didática dos seis pilares da identidade adventista, com uma resposta rápida à pergunta: “Quem somos nós?” 1. DOUTRINA DE DEUS: Quem so- mos nós? Somos adoradores que amam a Deus. 2. DOUTRINA DO SER HUMANO: Quem somos nós? Somos seres criados por Deus. 3. DOUTRINA DA SALVAÇÃO: Quem somos nós? Somos pessoas per- doadas e redimidas por Deus. 4. DOUTRINA DA IGREJA: Quem so- mos nós? Somos o remanescen- te de Deus. 5. DOUTRINA DA VIDA CRISTÃ: Quem somos nós? Somos pesso- as que vivem como Deus deseja. 8 tal. Ele pode ajudar a criança a perceber a Jesus em cada doutrina, a aplicar cada ensinamento à sua vida e a se prepa- rar para tomar decisões com conheci- mento e convicção. Quando o professor estuda com antecedência e ensina com paixão, torna-se um poderoso canal na formação de discípulos firmes. Além disso, nesta idade, as crianças da clas- se dos Infantis começam a expressar o desejo de ser batizadas. Esse é um momento decisivo — a etapa em que elas podem compreen- der, dentro de sua capacidade, o signi- ficado de aceitar Jesus como Salvador pessoal, amar Sua Palavra e compro- meter-se com Sua igreja. Por isso é tão importante que elas conheçam o que cremos! As 28 cren- ças fundamentais não são um con- teúdo pesado ou inacessível para as crianças; ao contrário, podem ser apresentadas com linguagem sim- ples, ilustrações, exemplos e experiên- cias que façam sentido dentro do seu mundo infantil. Um currículo feito sob medida O currículo Vivos em Jesus foi cui- dadosamente elaborado por e pa- ra adventistas. A cada sábado, de maneira natural e progressiva, ele introduz uma ou mais crenças fun- damentais, integradas a histórias Crescer no que cremos TREINAMENTO PARA PROFESSORES Q uando falamos sobre ensinar as crianças, geralmente nos concentramos em histórias, valores e comportamentos. Mas há um passo mais profundo e essencial: ensiná-las no que cremos como Igreja. Isso dá à criança um verdadeiro senso de identidade e pertencimento. No mundo, muitas vozes compe- tem para moldar sua mente e seu co- ração. Conhecer as verdades bíblicas que sustentam nossa fé lhes dá es- tabilidade, propósito e direção. Mais do que conhecimento teórico, nos- sas crenças estão presentes em tudo o que fazemos: quando oramos, canta- mos, abrimos a Bíblia, pregamos; na maneira como falamos, nos vestimos e até no que comemos. Tudo isso re- flete nossa identidade como adventis- tas do sétimo dia. Mas não basta viver essas práti- cas de forma automática; as crianças precisam compreender consciente- mente que essas atitudes expressam uma fé que é delas, que as conecta a uma comunidade mundial, a uma missão especial e a um futuro cheio de esperança. Quais são essas crenças? As 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia estão organizadas em seis grandes doutri- nas ou níveis doutrinários, que aju- dam a compreender a fé adventista de forma integral. Essas crenças não são apenas en- sinamentos teológicos; são verdades bíblicas que definem nossa identida- de, missão e esperança como igreja. O papel do professor Nesse processo, o professor da Esco- la Sabatina tem um papel fundamen- A primeira doutrina, “Deus”, abrange as crenças 1 a 5: As Escrituras Sagradas, A Trindade, O Pai, O Filho e O Espírito Santo. A segunda, “O homem”, inclui as crenças 6 e 7: A Criação e A Natureza da Humanidade. A terceira doutrina, “A salvação”, abrange as cren- ças 8 a 11: O Grande Conflito, Vida, Morte e Res- surreição de Cristo, A Experiência da Salvação e Crescimento em Cristo. A quarta, “A Igreja”, compreende as crenças 12 a 16: A Igreja, O Remanescente e Sua Missão, Uni- dade no Corpo de Cristo, O Batismo e A Ceia do Senhor. A quinta doutrina, “A vida cristã”, vai da crença 17 à 23: Dons e Ministérios Espirituais, O Dom de Profecia, A Lei de Deus, O Sábado, A Mordomia, Conduta Cristã e O Casamento e a Família. Por fim, a sexta doutrina, “Eventos Finais/Res- tauração”, inclui as crenças 24 a 28: O Ministério de Cristo no Santuário Celestial, A Segunda Vinda de Cristo, Morte e Ressurreição, O Milênio e o Fim do Pecado, e A Nova Terra. S hu tt er st o ck . 9 bíblicas, atividades práticas e mo- mentos de reflexão. O objetivo não é encher de informações, mas gerar identificação com Cristo e Sua igre- ja. Assim, cada lição se torna uma oportunidade de discipulado e afir- mação espiritual. No manual ou guia do professor, no início de cada lição, é possível ver quais crenças funda- mentais serão abordadas por meio daquela história. Mais ideias Existe um material especialmen- te elaborado para ajudar crianças e adolescentes a conhecerem e se apropriarem das 28 crenças funda- mentais da Igreja Adventista do Séti- mo Dia: trata-se de Deus me ama de 28 maneiras, de Charles Mills e Lin- da Koh. Este recurso apresenta cada doutrina em uma linguagem sim- ples, afirmativa e visual, com frases como “Eu creio que…”, facilitando pa- ra que a criança não apenas compre- enda, mas também expresse sua fé na primeira pessoa. O material pode ser utilizado na Escola Sabatina, nas classes batis- mais ou no culto em família. É uma excelente ferramenta para fortalecer a identidade adventista desde a in- fância. Apresentaremos ideias prá- ticas para que o professor trabalhe com este livro em sala de aula, inte- grando-o ao currículo Vivos em Jesus e a experiências significativas para as crianças. 1. MURAL DAS CRENÇAS Crie um mural com seis seções (uma para cada nível doutriná- rio). A cada sábado, adicione de- senhos ou frases que represen- tem a(s) crença(s) estudada(s). Você pode usar: As crianças devem encontrar o par correto. É ideal para revisão ou para trabalhar em estações. 4. DRAMATIZAÇÃO DAS CRENÇAS Convide pequenos grupos pa- ra representar cenas curtas que ilustrem uma crença (por exemplo, a Segunda Vinda, a Criação, o Batismo). Podem usar fantasias simples ou mímica. 5. “MEU PASSAPORTE DA FÉ” Entregue um “passaporte” em que as crianças recebam um carimbo ou adesivo cada vez que estudarem e compreende- rem uma crença. Ao completá- -lo, podem receberum certifi- cado simbólico de “Embaixa- dores da Fé”. Aqui estão alguns exemplos: 1. Deus (Crenças 1–5) ◾ Bíblia aberta → Escrituras Sagradas. ◾ Imagens de revistas, dese- nhos e adesivos. ◾ Fotos das crianças encenan- do os conceitos. 2. MINILIVRO “NISTO EU CREIO” Entregue a cada criança um ca- derninho em branco dividido em 28 páginas. Em cada lição, elas completam uma página com: ◾ O número e o nome da crença. ◾ Um desenho e uma frase pessoal. ◾ Um versículo-chave. No final do trimestre, terão seu próprio “livrinho da fé”. 3. JOGO DA MEMÓRIA DOUTRINÁRIA Prepare cartões com pares: Cartão 1: Número e título da crença. Cartão 2: Imagem ou frase re- sumo. S hu tt er st o ck . 10 6. CONVIDADO ESPECIAL Convide um jovem batizado ou um adulto firme na fé para con- tar brevemente como conhecer as doutrinas o ajudou a tomar decisões ou o fortalece hoje. Is- so serve como testemunho e exemplo. Crescer no que se crê é mais do que conhecer ideias: é formar cará- ter, identidade e compromisso com Jesus e com Sua Igreja. Cada crença ensinada com amor e propósito tor- na-se uma semente de fé que flores- cerá no tempo certo. Que possamos ajudar nossas crianças não apenas a aprender o que cremos, mas a cres- cer profundamente nisso. Fonte: https://es.adventist.org/creencias/ CUCA LAPALMA. 5. A vida cristã (Crenças 17–23) ◾ Caixa de presente → Dons espirituais. ◾ Rolo ou pergaminho → Dom de profecia. ◾ Tábua de pedra → Lei de Deus. ◾ Relógio → Sábado. ◾ Moeda ou saco de sementes → Mordomia. ◾ Camiseta modesta → Condu- ta cristã. ◾ Coração com família → Casa- mento e família. 6. Restauração final (Crenças 24–28) ◾ Arco-íris → Promessas cum- pridas. ◾ Nuvem com trombeta → Se- gunda Vinda. ◾ Brotos saindo da terra → Morte e ressurreição. ◾ Cadeado aberto → Fim do pe- cado. ◾ Paisagem celestial → Nova Terra. ◾ Triângulo → Representa a Trindade (Divindade: Pai, Fi- lho e Espírito Santo). ◾ Coração com cruz → Deus Pai, que ama. ◾ Cruz → Deus Filho, nosso Sal- vador. ◾ Pomba → Deus Espírito San- to, que nos guia. 2. A humanidade (Crenças 6 e 7) ◾ Planta ou árvore → Criação e origem. ◾ Espelho → Natureza humana (imagem de Deus e necessi- dade de redenção). 3. A salvação (Crenças 8–11) ◾ Espada quebrada → Grande conflito entre o bem e o mal. ◾ Tumba vazia → Ressurreição de Cristo. ◾ Presente → Salvação como dom gratuito. ◾ Pegadas → Crescer em Cristo, caminhar com Ele. 4. A Igreja (Crenças 12–16) ◾ Peça de quebra-cabeça → Unidade no corpo de Cristo. ◾ Tocha ou vela → Remanes- cente que leva a luz. ◾ Gota de água → Batismo. ◾ Pão e suco → Santa Ceia. ◾ Igreja → Comunidade de fé. USE O SEGUINTE CÓDIGO PARA ACESSAR MOLDES IMPRIMÍVEIS E FOTOS EXTRAS. PROPOSTA TRIMESTRAL ABRIL MAIO JUNHO ◾ Planejar as Classes Bíblicas. ◾ Realizar a Feira da Saúde com as crianças. ◾ Realizar a Semana Santa das Crianças. ◾ Preparar o Sábado da Criança Adventista e o Dia do Aventureiro. ◾ Realizar o Sábado da Criança Adventista e o Dia do Aventureiro. ◾ Ter as Classes Bíblicas. ◾ Planejar a Escola Cristã de Férias “Aventuras no Deserto”. ◾ Ter as reuniões pré-trimestrais. ◾ Planejar alguma atividade sobre a identidade adventista (como “Eu conheço minha história”). ◾ Planejar reuniões com o material “Crescendo em Cristo”, versão para crianças. 11 Um novo trimestre... e uma nova etapa! Se você abriu esta revista esperando encontrar o de sempre, prepare-se para uma boa surpresa! Desde janeiro de 2026, as classes da Escola Sabatina das crianças estão passando por uma transformação muito esperada: o currículo Vivos em Jesus chegou. ORGANIZANDO A CLASSE Nesta seção especial da Chave Mestra, queremos continuar acompanhando você neste processo de adaptação, trazendo ideias claras, práticas e contextualizadas para aproveitar ao máximo esta nova proposta. Por que a Chave Mestra agora inclui Infantis e Primários juntos? Com o lançamento do novo currículo Vivos em Jesus, também houve uma reorganização das classes e dos materiais. Até o ano passado, a Chave Mestra vinha em duas versões: uma para Rol do Berço e Jardim da Infância, e outra para Primários. Mas agora, Infantis (de 4 a 6 anos) e Primários (de 7 a 9 anos) trabalham a mesma história bíblica a cada sábado, adaptada com abordagens metodológicas diferentes para cada faixa etária. Isso não significa que as classes devam ser unificadas, mas representa uma vantagem para as igrejas que, por necessidade, optam por fazê-lo. Além disso, facilita a preparação dos professores e enriquece a experiência familiar, já que irmãos de idades diferentes podem conversar sobre o mesmo relato bíblico em casa. Por isso, a partir do primeiro trimestre deste ano, a Chave Mestra oferece conteúdos integrados para Infantis e Primários, ajudando você a ensinar com recursos variados e contextualizados para cada grupo. Histórias bíblicas dos Infantis e Primários ANO A —SEGUNDO TRIMESTRE: “Deus sempre está comigo”. Semana INFANTIS PRIMÁRIOS 1 Isaque e Rebeca. O ensopado do direito de primogenitura. 2 A bênção do direito de nascer. Jacó engana Isaque. 3 Jacó encontra o seu Salvador. A escada do céu. 4 Jacó em Harã. Jacó trabalha para o tio Labão. 5 Os irmãos se reencontram. Jacó e a luta da meia-noite. 6 O sonhador. O manto e os sonhos de José. 7 Vendido! José e seus irmãos. 8 Uma nova vida no Egito. José: escravo no Egito. 9 Milagres na prisão. José: da prisão ao palácio. 10 O novo governador. José: governador do Egito. 11 Uma reunião familiar! Uma família reunida. 12 Brilhando em terras distantes. Rute e Noemi. 13 Bem-vindos à família. Rute e Boaz. ELO DA GRAÇA VIVOS EM JESUS Nomes das classes, idades e ciclo Rol do Berço (0–3 anos) Bebês (O-12 meses) Uma história por mês. Ciclo de 2 anos. Uma história trimestral. Ciclo anual. Iniciantes (1-3 anos) Ciclo de 3 anos. Jardim da Infância (4–6 anos) Ciclo de 2 anos. Infantis (4 a 6 anos) Ciclo de 3 anos. Primários (7–9 anos) Ciclo de 4 anos. Primários (7-9 anos) Ciclo de 3 anos. Intermediários (10– 12 anos) Ciclo de 4 anos. Objetivo Apresentar às crianças o plano de Deus para suas vidas. Guiar as crianças e os adolescentes no crescimento espiritual, desenvolvendo uma relação profunda e pessoal com Jesus Cristo por meio dos ensinamentos bíblicos e dos princípios morais. Pilares ◾ Graça (Deus me ama). ◾ Adoração (Amo a Deus). ◾ Comunidade (Nós nos amamos). ◾ Serviço (Jesus também me ama). ◾ Graça ◾ Caráter ◾ Missão Forma de ensinar A lição é apresentada no sábado, e durante a semana as crianças revisam o conteúdo aprendido. As crianças estudam a lição durante a semana e, no sábado, o professor aprofunda o estudo com base na ideia principal da lição (como acontece na Escola Sabatina para adultos). Onde aprender mais sobre o novo currículo Vivos em Jesus e buscar recursos para as lições? https://www.aliveinjesus.info/ (você pode traduzir em tempo real pelo seu navegador) https://www.adventistas.org/pt/criancas/projeto/ vivos-em-jesus/ https://www.adventistas.org/es/ninos/ proyecto/curso-de-liderazgo/ (todo o nível 8 é dedicado ao novo currículo) F re ep ik . 12 Ao final do trimestre, levarão para casa uma lembrança cheia de mensagens bíblicas. ◾ Continue utilizando duas caixas decoradas: a “Caixa das surpresas secretas” e a “Caixa dos exploradores bíblicos”. Ambas trazem dinamismo, expectativa e um sentido de aventura espiritual. ◾ Um som suave e distintivo — como um sino, um guizo ou um xilofone — marcará os momentos especiais da classe: o início da lição bíblica, a oração ou o recolhimento das ofertas. O uso repetido ajuda as crianças a anteciparem o que vem a seguir e a se prepararem emocionalmente. Primários Um planejamento cuidadoso transforma a Escola Sabatina em uma experiência significativa e atraente para as crianças. O Guia do Professor oferece orientações práticas para organizar a classe, criar um ambiente acolhedor e aplicarestratégias dinâmicas que reforcem os valores bíblicos do currículo Vivos em Jesus. O programa da classe de Primários está estruturado da seguinte maneira: Partes do programa Descrição Tempo estimado Minutos prévios Assim que as crianças chegam, são recebidas com atividades que despertam seu interesse e as preparam para a lição do dia. Essas atividades incluem jogos de mesa, quebra- cabeças bíblicos e trabalhos manuais relacionados ao tema, proporcionando um ambiente interativo e especial. 10 minutos antes do início da Escola Sabatina. Atividades prévias Este momento começa com boas-vindas, cânticos e oração. É um momento curioso sobre a Bíblia. Também se recolhe a oferta e se saúdam as visitas e os aniversariantes da semana. 10 minutos. Contextuali- zando O objetivo aqui é conectar a lição bíblica com a vida real das crianças. O professor utiliza objetos, histórias ou vídeos que relacionem o tema da lição com experiências diárias, incentivando a discussão e a reflexão sobre o assunto. 5 minutos História bíblica Momento de contar a história bíblica do sábado. 15 minutos Exploração da história Perguntas para refletir sobre a história. 5 minutos. Encerramento Verso para memorizar. Também é o momento de recolher a oferta missionária e lançar o desafio missionário. Encerra-se com cântico ou oração. 20 minutos Infantis Para realizar a Escola Sabatina dos Infantis, é necessário seguir todas as orientações apresentadas no Guia do Professor. Durante a sessão da Escola Sabatina, o professor deverá considerar as seguintes partes: Partes do programa Descrição Tempo estimado Minutos prévios Esta seção serve para dar as boas-vindas às crianças assim que chegam à sala. Inclui jogos ou atividades iniciais que começam a envolver as crianças de maneira lúdica e descontraída, preparando-as para o programa do dia. 10 minutos antes do início da Escola Sabatina. Boas-vindas e cânticos Em geral, inclui uma saudação de boas- vindas e um cântico de bom dia. Também é o momento de celebrar aniversários e cumprimentar as visitas. 5 minutos. Oferta, oração, verso para memorizar Um momento para ensinar generosidade com a oferta, fortalecer a comunhão com Deus por meio da oração e ajudar as crianças a memorizar um verso bíblico de forma significativa. 6 minutos. Caixa de surpresas secretas (preparação para a história) Parte do programa onde o tema do dia é introduzido de forma mais concreta, frequentemente utilizando objetos, imagens ou atividades interativas para que as crianças possam visualizar e compreender melhor o contexto bíblico. 7 minutos. História bíblica A primeira parte da história bíblica do dia, geralmente com os personagens e o cenário. Nessa seção, são apresentados os elementos principais da narrativa. 10 minutos. Caixa de exploradores bíblicos (análise da história) Continuação da história, onde se explora o conflito ou o ponto central da narração. 5 minutos. História missionária / da natureza A cada semana, uma história missionária ou uma história da natureza será usada para reforçar o ponto principal da lição. As histórias serão intercaladas. 3 minutos. Trabalhos manuais Esta é a seção final, onde se revisam todos os elementos do programa. Pode incluir uma atividade manual, um desafio missionário e uma oração. 15 minutos. Preparação da sala ◾ A decoração continua sendo uma aliada poderosa. Em vez de encher as paredes com muitos elementos, escolha uma abordagem mais intencional: um mural principal com a imagem sugerida pelo Vivos em Jesus e a frase do trimestre — “Deus está sempre comigo” — em letras grandes e visíveis. Essa frase deve ser repetida com as crianças a cada sábado, ajudando-as a interiorizar essa verdade. ◾ Prepare, desde o primeiro sábado, uma sacolinha identificada com o nome de cada criança, onde serão guardados os cartões semanais. Você pode dizer que estão formando um “registro de momentos com Deus”. Shutterstock . 13 Mesmo assim, queremos que os professores saibam e compartilhem de maneira simples que, neste trimestre, parte das ofertas mundiais ajudará concretizar os seguintes projetos na Divisão Africana Centro-Oriental, uma região rica em culturas, desafios e oportunidades para pregar o evangelho: 1. Um megacentro multimídia com o Hope Channel, a Rádio Mundial Adventista, um centro de evangelismo em redes sociais e uma central de atendimento telefônico em Kinshasa, República Democrática do Congo. 2. Uma escola de enfermagem na Universidade Adventista de Lukanga, em Lubero, República Democrática do Congo. 3. Um posto médico em Buganda, Burundi. 4. Uma creche comunitária adventista em Merisho, Quênia. 5. Apoio ao Posto Médico Adventista de Zanzibar, Tanzânia. A Divisão Africana Centro-Oriental é composta por uma lista extensa e diversa de países, que inclui: Burundi, Eritreia, Etiópia, Quênia, República Democrática do Congo, Ruanda, Somália, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e Djibuti. Nesta região, vivem centenas de milhões de pessoas, muitas das quais ainda não ouviram que Deus está sempre com elas. Por isso, cada moeda, cada oração e cada gesto missionário contam. Motivemos nossas crianças a trazerem suas ofertas todos os sábados e a compartilharem Jesus com aqueles ao seu redor. Elas também podem fazer parte de uma grande missão que começa exatamente onde estão! Para entender melhor Preciso decorar a sala com um tema relacionado ao destino das ofertas? Embora o momento missionário seja breve, você pode enriquecê-lo com um flanelógrafo, mural ou espaço visual dedicado à Divisão Africana Centro-Oriental, a fim de despertar o interesse e incentivar um espírito de gratidão e generosidade. Inclua imagens de animais emblemáticos como a girafa, o elefante, o ocapi, o flamingo e outros que aparecem nas Preparação da sala ◾ Na parede principal da sala — aquela para a qual as crianças estarão voltadas durante boa parte do programa — coloque um mural com uma das imagens sugeridas pelo currículo Vivos em Jesus. Acompanhe a imagem com a frase do trimestre, “Deus está sempre comigo”, escrita em letras grandes e visíveis. Essa mensagem será essencial em cada história: desde Jacó fugindo para Harã até José no Egito ou Rute em terra estrangeira — todos aprenderam que Deus nunca os deixou sozinhos. Essa verdade deve ser repetida e reforçada semana após semana. ◾ Durante a narração da história bíblica, você pode utilizar os slides de PowerPoint disponíveis no site https:// aliveinjesus.info/. Faça pausas para conversar sobre as emoções expressas nos rostos dos personagens, os lugares distantes onde os fatos ocorreram e as decisões difíceis que precisaram tomar. Essas imagens ajudam as crianças a se conectarem profundamente com cada história e a lembrarem melhor o que aprenderam. ◾ Você também pode representar os relatos com bonecos, dramatizações simples ou com a participação ativa das crianças, usando objetos que despertem sua atenção: uma túnica colorida para representar José, espigas de trigo para Rute, pedras para o sonho de Jacó, etc. No Guia do Professor, você encontrará todos os elementos sugeridos para enriquecer sua narração e torná-la significativa. ◾ Para a memorização do verso bíblico, há cartões imprimíveis que as crianças poderão colecionar. Esses cartões, juntamente com a frase do trimestre, as ajudarão a construir uma memória espiritual baseada na confiança de que Deus está presente em cada passo de suas vidas. Momento missionário Este momento missionário apresenta um enfoque diferente do que conhecíamos. Já não apresentamos mais a missão global de forma tão abrangente como antes; o objetivo agora é que as crianças compreendam o valor da missão local: ajudar aqueles que as cercam, compartilhar Jesus com a família, os vizinhos e os amigos, e participar de iniciativas solidárias em sua própria comunidade. F re ep ik . MEU NOME: 14 2. O lago mais comprido do mundo.O Lago Tanganica atravessa dois países dessa Divisão: Burundi e Tanzânia. É um dos lagos mais profundos e longos do mundo. Quase parece um mar! E abriga mais de 300 espécies de peixes. 3. Algumas crianças caminham quilômetros para ir à igreja ou à Escola Sabatina. Em áreas rurais de Ruanda e da Etiópia, muitas crianças caminham mais de cinco quilômetros para chegar à igreja. O amor por Jesus é o que as motiva! 4. Um país com mais de 120 grupos étnicos. A República Democrática do Congo possui uma impressionante diversidade de culturas e idiomas. É como uma grande família com muitas maneiras de louvar a Deus! 5. Os adventistas cuidam da saúde em áreas remotas. Em muitos desses países, os postos médicos adventistas são os únicos centros de saúde nas zonas rurais. Médicos e enfermeiros missionários levam esperança e cura! 6. O gorila-das-montanhas vive aqui... e está em perigo de extinção. Esse majestoso animal, que habita as montanhas entre Uganda, Ruanda e Congo, nos lembra que devemos cuidar e respeitar a criação de Deus. 7. Cantos com tambores e harmonias tradicionais. Em muitas igrejas adventistas da África, ritmos locais suaves são usados com tambores e coros harmoniosos. A música é alegre, reverente e celebra a unidade em Cristo. 8. O elefante africano: um gigante inteligente e sensível. O elefante africano, o maior animal terrestre do mundo, vive em savanas e florestas. Mas, além de seu tamanho, é conhecido por sua memória e empatia: cuida da família e pode chorar quando perde um ente querido. Um reflexo do amor de Deus na natureza! 9. Em alguns lugares, as pessoas vivem sem eletricidade nem internet. Embora seja difícil imaginar, milhares de adventistas dessa região adoram a Deus sem tecnologia moderna... e com muita fé! 10. Tecidos coloridos. Em muitos países desse território, usam-se tecidos de cores vivas e desenhos marcantes, que frequentemente contam histórias ou representam valores importantes da comunidade. São utilizados para decoração, embrulhos, celebrações e como símbolo de identidade. São uma expressão de criatividade e beleza na cultura local! 11. Comidas feitas com banana- da-terra, mandioca e milho. Os pratos típicos utilizam ingredientes naturais. Muitos adventistas dessa região promovem a alimentação vegetariana, usando produtos locais como o ugali (mingau de milho) ou o matoke (purê de banana-da-terra verde). 12. O ocapi: um animal único criado por Deus. O ocapi, que vive apenas nas florestas do Congo, parece uma mistura de zebra e girafa, mas é uma espécie única. Foi curiosidades semanais. Você também pode usar um mapa-múndi ou um mapa da África (impresso ou em formato de globo) para mostrar às crianças onde se localiza essa Divisão. A cada 15 dias, revisem juntos os projetos missionários, reforçando o senso de propósito e envolvimento com a missão. Coletor de ofertas Neste trimestre, escolha um coletor chamativo e fácil de fazer. Sugerimos esta divertida zebra, que não apenas ajudará a recolher as ofertas a cada sábado, mas também reforçará os valores da generosidade e da participação ativa. MATERIAIS: ◾ Tubos de papelão (como os de papel-toalha, latas de batata, etc.); ◾ Papel branco e preto; ◾ Tesoura, cola e marcador preto; ◾ Molde ou desenho simples de uma cabeça de zebra para recortar e decorar. Cubra o tubo com papel branco e decore com listras pretas para simular o corpo da zebra. Depois, feche a parte inferior para que as ofertas não caiam. Cole a cabeça da zebra na parte superior do tubo, deixando uma abertura no alto, por onde as crianças poderão depositar as ofertas. 13 curiosidades da Divisão Africana Centro- Oriental A partir do primeiro trimestre de 2026, o novo currículo já não inclui uma história missionária semanal como antes. Como o tempo dedicado à missão global foi reduzido, agora são apresentadas 13 curiosidades ou notícias breves sobre a Divisão que recebe as ofertas do trimestre. Essas curiosidades podem ser lidas antes da coleta das ofertas. Elas servem para despertar o interesse das crianças, ampliar sua visão sobre a missão e fortalecer o sentido de pertencimento a uma igreja global. De acordo com a curiosidade de cada semana, você pode mostrar uma imagem impressa, um objeto representativo (como uma miniatura de animal, um tecido típico, etc.) ou marcar o local em um mapa missionário. Isso tornará a experiência mais vívida, concreta e memorável para as crianças. 1. A girafa: pescoço comprido e coração forte. A girafa vive em muitas regiões da África Oriental e tem um pescoço que pode medir até dois metros. Mas o mais impressionante é que seu coração é tão forte que consegue bombear sangue até a cabeça sem que ela fique tonta. Um design perfeito do Criador! S hu tt er st o ck . G is el a S te cl er . MEU NOME: 15 oportunidade de participar ativamente e sentir-se parte da adoração. No entanto, sempre que possível, incentive as famílias a entregarem dinheiro físico aos filhos para que eles mesmos o tragam. Ofertar é parte da adoração, e as crianças também podem vivenciar esse momento com propósito e significado. Incentivo de presença Chegar pontualmente à Escola Sabatina é uma forma de honrar a Deus e demonstrar que estamos prontos para ouvir Sua voz. Quando as crianças chegam no horário, sentem-se acolhidas e iniciam o sábado prontas para aprender e participar. Neste trimestre, usaremos um incentivo especial: a mochila das histórias bíblicas. No primeiro sábado do trimestre, cada criança receberá, ao chegar, uma folha A4 dobrada ao meio como se fosse um livrinho. Na capa, será colada a imagem de uma mochila, onde a criança poderá escrever seu nome. Ao abrir, haverá espaço para colar os 13 elementos simbólicos que representarão cada história bíblica do trimestre. Depois de contar a lição bíblica, o professor pode dizer: Quem chegou cedo pôde colar uma nova lembrança em sua mochila. descoberto pelos cientistas somente no século XX. A criação de Deus sempre nos surpreende! 13. Os flamingos-rosados se reúnem aos milhares nos lagos africanos. Lagos alcalinos, como o Lago Natron (próximo à Tanzânia), recebem milhares de flamingos todos os anos. Sua cor rosa intensa vem de sua alimentação. Mais uma demonstração da beleza e do design divino! Incentivo de ofertas Além do incentivo visual e participativo que você encontrará na página oficial do Vivos em Jesus, neste trimestre, você pode usar a imagem de uma girafa em preto e branco, dividida em duas folhas A4 que se unem pelo centro (ou em formato A3, se desejar uma versão maior). Cada vez que o alvo de ofertas for alcançado, uma criança poderá colorir aproximadamente cinco manchas da girafa. Assim, se conseguirem atingir a meta a cada sábado, ao final do do trimestre, a girafa estará completamente colorida! No primeiro sábado do trimestre, escolham juntos um valor como meta semanal de oferta. Depois, a cada semana, uma criança será responsável por anotar o valor arrecadado no espaço correspondente e pintar as manchas conquistadas. E se já não usamos dinheiro em espécie? Vivemos uma realidade em que muitas famílias já não utilizam dinheiro físico. Há pais e mães que devolvem seus dízimos e ofertas digitalmente pelo aplicativo 7me — e isso é ótimo! No entanto, para as crianças, ofertar com dinheiro em espécie ainda é uma parte essencial do aprendizado. Colocar uma moeda na caixa ou no envelope das ofertas deixa uma marca visual e emocional que as ajuda a compreender o ato de doar, desapegar- se e confiar. Uma ideia para equilibrar o digital e o tangível é usar cartões de participação. No início do trimestre, as crianças podem confeccioná-los em casa, ou você pode entregar a cada uma vários cartões pequenos com frases como: ◾ “Já dei minha oferta no 7me!” ◾ “Minha família ofertou no 7me esta semana.” ◾ “Dou minha oferta com alegria em casa.” A cada sábado, as crianças podem colocar um desses cartões no momento da oferta, como símbolode que a oferta foi entregue em casa — mesmo que não a tragam fisicamente. Isso também lhes dá a Qual foi esse elemento? Como ele se relaciona com a história?” Assim, o momento da presença se conecta diretamente com o estudo da Bíblia de forma significativa e visual. Elementos simbólicos por sábado 1. Frasco de água ou cântaro – Representa Rebeca e o ato de servir com alegria. 2. Prato fumegante – O ensopado de Esaú, símbolo de decisões precipitadas. 3. Escada – O sonho de Jacó, lembrando que Deus está perto. 4. Ovelha – Pelo trabalho de Jacó em Harã, cuidando do rebanho. 5. Coração partido e costurado – Pelo reencontro dos irmãos: perdão e restauração. Gise la Stec ler. G is el a S te cl er . 16 Talvez, em sua igreja, apenas uma classe seja responsável por conduzir o programa, ou talvez todas as classes infantis e juvenis participem juntas. Em ambos os casos, é uma bela oportunidade para que as crianças desenvolvam seus dons, se sintam parte ativa da igreja e se integrem com outras gerações em um culto significativo. Neste trimestre, ao preparar esse momento, é importante lembrar que o mais valioso que podemos compartilhar é a Palavra de Deus. Por isso, encorajamos você a enfatizar a principal história bíblica do trimestre, ou aquela que mais impactou as crianças, destacando o que elas aprenderam sobre como Deus está sempre conosco. Algumas ideias do que você pode fazer com sua classe de Primários: ◾ Breve dramatização de uma história do trimestre (José, Jacó, Rute...), com narrador e personagens simples. ◾ Apresentação do destino missionário com mapas, bandeiras, imagens de animais e crianças da África Centro-Oriental. Uma criança pode compartilhar a curiosidade que mais chamou sua atenção durante o trimestre. ◾ Leitura coral de versículos-chave do trimestre, com cartazes grandes ou na tela. Que tal desafiar as crianças a recitarem os versículos de memória?Aproveite para ensinar- lhes que, ao repetir, devem fazê-lo de maneira clara, lenta e audível para que todos entendam. A postura ereta com a cabeça levemente erguida faz muita diferença! ◾ Canto especial da música que mais gostaram ou uma música temática sobre a fidelidade de Deus. ◾ Desfile das “mochilas” com os elementos que as crianças coletaram no incentivo de presença. ◾ Apresentação de fotos ou vídeo curto com imagens das classes, atividades e aniversários do trimestre. ◾ Momento de entrega simbólica da oferta missionária com uma cesta especial decorada para representar a cultura africana. Encerrar o trimestre não é apenas marcar o fim de uma sequência de histórias, mas celebrar tudo o que Deus semeou no coração das crianças: memórias, ensinamentos, canções, orações e valores eternos. Seja por meio da missão global, dos incentivos semanais ou da participação especial no 13º sábado, cada parte do programa contribui para formar uma fé viva e significativa. Que a revisão das lições, a criatividade nas dinâmicas e o entusiasmo em compartilhar a missão continuem sendo uma ferramenta poderosa para levar cada criança a declarar com confiança: “Deus está sempre comigo”. 6. Túnica colorida – De José, símbolo de identidade e propósito. 7. Bolsa com moedas – Venda de José, decisões difíceis e dolorosas. 8. Correntes quebradas – José como escravo, mas livre em sua fé. 9. Chave dourada – José na prisão, mas com fé nas promessas de Deus. 10. Trigo ou espiga – Tempo de abundância e fome. 11. Casa ou tenda – Reencontro da família: restauração e lar. 12. Feixe de espigas – Rute colhendo; fidelidade e cuidado divino. 13. Anel ou buquê – Rute e Boaz: uma nova família sob a bênção de Deus. Visitas Cada criança que visita nossa classe é uma bênção que merece ser lembrada. Neste trimestre, em vez de um simples cartão, vamos registrar sua visita em um mural muito especial: “Você passou por aqui... e Deus também esteve com você”. A proposta é que cada visitante escreva seu nome, a data e o local de onde veio sobre uma pegada de animal africano, como elefante, zebra ou girafa. Depois, ele colará sua pegada em um mural decorado com paisagens e animais africanos, lembrando-nos de que a missão une crianças de todo o mundo e de que a amizade em Cristo não tem fronteiras. Você pode acompanhar essa atividade com uma frase- chave: “Cada passo que você dá com Jesus deixa uma marca de amor por onde passa”. IDEIA EXTRA: Ao final do trimestre, tirem uma foto em grupo junto ao mural e enviem-na para quem visitou a classe ou incluam-na em uma apresentação especial no 13º sábado. Aniversários Celebrar um aniversário é muito mais do que assoprar velas ou receber abraços. É reconhecer que a vida é um presente de Deus e que cada pessoa — seja aluno ou professor — é parte importante de nossa classe da Escola Sabatina. Incentivamos você a continuar usando as ideias compartilhadas na revista do primeiro trimestre de 2026 ou a manter esses belos costumes que cada professor implementou com carinho em seu grupo. O importante é que, de alguma forma, cada aniversário seja um reflexo do amor de Jesus em nossa classe. 13° sábado Em muitas igrejas, o último sábado do trimestre é uma data especial. As crianças saem de suas salas para compartilhar com toda a congregação um pouco do que viveram durante esses três meses. É um momento de alegria, testemunho e união. S hu tt er st o ck . S hu tt er st o ck .