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RELATÓRIO DE PRÁTICA VIRTUAL IDENTIFICAÇÃO 1. Acadêmico: Antônia Nairla do Nascimento Silva 2. Matrícula: 6218567 3. Curso: Enfermagem 4. Turma:FLD6782782SAU 5. Disciplina: Assistência de Enfermagem em Terapia Intensiva 6. Tutor(a) Externo(a): Romulo Herlon Vidal de Negreiros DADOS DA PRÁTICA 1. Título: Punção e Manutenção de Cateter Totalmente Implantado 2. Semestre: VII Semestre 3. Data: 03/03/2026 INTRODUÇÃO O cateter venoso totalmente implantado, conhecido como Port-a- Cath, é um dispositivo utilizado para proporcionar acesso venoso central de longa permanência. Esse sistema é implantado cirurgicamente sob a pele, geralmente na região torácica, e conectado a uma veia central, permitindo a administração segura de medicamentos, soluções intravenosas, hemoderivados e nutrição parenteral. Esse tipo de cateter é amplamente utilizado em pacientes que necessitam de tratamentos prolongados, como quimioterapia, antibioticoterapia de longa duração e terapias intravenosas frequentes. Sua utilização reduz a necessidade de punções venosas repetidas, proporcionando maior conforto ao paciente e menor risco de lesões vasculares. A punção e manutenção adequada do cateter totalmente implantado são procedimentos que exigem técnica asséptica rigorosa e conhecimento específico por parte dos profissionais de enfermagem, a fim de prevenir complicações como infecção, obstrução e extravasamento de medicamentos. Além disso, o cateter totalmente implantado apresenta diversas vantagens em comparação com outros dispositivos de acesso venoso, como maior durabilidade, menor risco de contaminação e melhor qualidade de vida para o paciente. Por estar localizado sob a pele, ele permite que o paciente realize atividades cotidianas com mais conforto e segurança, sem a presença constante de um dispositivo externo. CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - Outro aspecto relevante é a importância do treinamento adequado da equipe de saúde para a manipulação desse dispositivo. O conhecimento sobre a técnica correta de punção, manutenção e cuidados com o cateter é fundamental para garantir sua funcionalidade e reduzir o risco de complicações associadas ao seu uso. A atuação da equipe de enfermagem é essencial nesse processo, pois esses profissionais são responsáveis pela avaliação do local de inserção, pela realização da punção, pela administração de medicamentos e pela manutenção da permeabilidade do cateter. Dessa forma, é necessário que o enfermeiro e a equipe de enfermagem estejam capacitados para identificar possíveis sinais de complicações e agir de forma rápida e eficaz. Por fim, a adoção de protocolos institucionais e boas práticas assistenciais contribui significativamente para a segurança do paciente e para a qualidade da assistência prestada. A correta punção e manutenção do cateter totalmente implantado são medidas indispensáveis para garantir o sucesso do tratamento e promover melhores resultados clínicos. MATERIAIS ➢ Agulha 30x10; ➢ Agulha de Huber; ➢ Álcool 70°; ➢ Ampola de soro; ➢ Bandeja; ➢ Campo limpo; ➢ Caneta marcadora; ➢ Clorexidina 0,5 %; ➢ Descarte perfurocortante; ➢ Equipo; ➢ Gaze; ➢ Jaleco; ➢ Luvas de procedimento; ➢ Máscara; Medicação quimioterápica; ➢ Óculos; ➢ Papel toalha; ➢ Seringa de 10 mL ➢ Seringa de 5 mL; ➢ Suporte para soro; ➢ Touca. ➢ Realizar o acesso venoso central com a finalidade de possibilitar a coleta de amostras sanguíneas, bem como a administração de soluções intravenosas, medicamentos quimioterápicos e transfusões de hemoderivados. ➢ Permitir a administração segura de medicamentos e soluções em grandes volumes, incluindo substâncias com variações extremas de pH e osmolaridade, como quimioterápicos antineoplásicos, nutrição parenteral, eletrólitos e antibióticos. ➢ Garantir uma via de acesso venoso estável e segura para pacientes que necessitam de terapias intravenosas prolongadas. ➢ Reduzir a necessidade de múltiplas punções venosas periféricas, contribuindo para maior conforto e segurança do paciente. ➢ Facilitar o monitoramento clínico e o manejo terapêutico em pacientes que demandam cuidados intensivos ou tratamentos complexos. OBJETIVOS METODOLOGIA A prática foi realizada em ambiente clínico/laboratorial com demonstração da técnica de punção e manutenção do cateter totalmente implantado. Inicialmente, realizou-se a higienização das mãos e a preparação do material necessário para o procedimento. Em seguida, o paciente foi posicionado em decúbito dorsal para facilitar o acesso ao dispositivo implantado. Após a identificação e palpação do reservatório do cateter, realizou-se a antissepsia da pele com solução de clorexidina, respeitando o tempo de ação do antisséptico. Posteriormente, utilizando técnica asséptica, introduziu-se a agulha de Huber perpendicularmente à pele, até atingir o reservatório do dispositivo. Após a punção, foi realizada a aspiração para verificar o retorno sanguíneo, confirmando a posição correta do cateter. Em seguida, realizou- se a lavagem do sistema com soro fisiológico 0,9% (flush) para garantir a permeabilidade do cateter. Por fim, conectou-se o equipo ou sistema de infusão, fixou-se a agulha com curativo estéril transparente e realizou-se a orientação quanto aos cuidados com o dispositivo. CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - RESUL Durante a realização da prática, foi possível observar a importância da técnica asséptica rigorosa na punção e manutenção do cateter totalmente implantado. A utilização adequada da agulha de Huber mostrou-se essencial para evitar danos à membrana do reservatório do dispositivo. A confirmação do retorno sanguíneo antes da administração de soluções intravenosas é um passo fundamental para garantir que o cateter esteja corretamente posicionado e funcionando adequadamente. Além disso, a realização do flush com soro fisiológico contribui para prevenir a obstrução do cateter. A prática também permitiu discutir as principais complicações associadas ao uso do dispositivo, como infecção, trombose, obstrução e extravasamento de medicamentos. Dessa forma, destaca-se o papel fundamental da equipe de enfermagem na vigilância e manutenção adequada do cateter, garantindo a segurança do paciente e a continuidade do tratamento. Observou-se também que a correta preparação dos materiais e a organização do ambiente antes da realização do procedimento contribuem significativamente para a redução de riscos durante a punção. A utilização de equipamentos estéreis e a higienização adequada das mãos são medidas indispensáveis para evitar contaminação e possíveis infecções relacionadas ao cateter. Além disso, durante a prática foi possível compreender a importância da comunicação entre os profissionais de saúde e o paciente, fornecendo orientações sobre os cuidados necessários com o dispositivo. A educação do paciente quanto à observação de sinais de complicações, como dor, vermelhidão, edema ou febre, é fundamental para a detecção precoce de problemas e para a manutenção da segurança durante o tratamento. TADOS E DISCUSSÕES CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - REGISTRO FOTOGRÁFICO CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - REFERÊNCIAS Bonassa EMA. Administração de antineoplásicos. In: Bonassa EMA, Santana TR. Enfermagem em terapêutica oncológica. 3ª ed. São Paulo (SP): Atheneu; 2005. DE OLIVEIRA, Thais Fernandes; RODRIGUES, Maria Cristina Soares. Enfermagem na prevenção de infecção em cateter totalmente implantado no paciente oncológico.Cogitare Enfermagem, v. 21, n.2, 2016. GOMES AR, Sá SPC. Perfil dos pacientes e cateteres venoso central totalmente implantado de um hospital de oncologia. Rev enferm UFPE online. 2014. HONÓRIO, Rita Paiva Pereira; CAETANO, Joselany Áfio; ALMEIDA, Paulo César de. Validação de procedimentos operacionais padrão no cuidado de enfermagem de pacientes com cateter totalmente implantado.Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, p. 882-889, 2011. VASQUES, Christiane Inocêncio; REIS, Paula Elaine Diniz dos; CARVALHO, Emília Campos de. Manejo do cateter venoso central totalmente implantado em pacientes oncológicos: revisão integrative. Acta Paulista de Enfermagem, v. 22, p. 696-701, 2009. CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA -