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Diante do poder de controle exercido pelo empregador no ambiente de trabalho

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MAPA - DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E SEGURANÇA 
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 (21) 99887-9815 
ASSESSORIA NOS SEUS TRABALHOS 
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A TUTELA JURISDICIONAL DA HONRA E DA INTIMIDADE DOS 
TRABALHADORES 
 
 
 
Diante do poder de controle exercido pelo empregador no ambiente de 
trabalho, especialmente por meio de práticas fiscalizatórias que expõem o 
trabalhador, surge um conflito delicado entre a proteção do patrimônio 
empresarial e a preservação dos direitos fundamentais do empregado. Assim, 
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em que medida o exercício desse poder pode ultrapassar seus limites legais e 
atingir a honra, a intimidade e a dignidade da pessoa humana, transformando 
a fiscalização em uma prática abusiva passível de responsabilização civil? 
 
O poder empregatício, embora legítimo e necessário à organização da 
atividade empresarial, não é absoluto e deve ser exercido em consonância 
com os direitos de personalidade do trabalhador. A relação de emprego é 
marcada pela hipossuficiência do empregado, o que exige a atuação do 
Estado na tutela de direitos mínimos, como a intimidade, a honra e a vida 
privada. Quando o empregador adota medidas de controle que violam os 
critérios de generalidade, impessoalidade e respeito à dignidade humana 
ocorre abuso do poder fiscalizatório. Nessas situações, a intervenção do 
Poder Judiciário torna-se essencial para coibir tais práticas e assegurar a 
efetividade da dignidade da pessoa humana, fundamento basilar do Estado 
Democrático de Direito. 
 
Essa tensão entre o poder de controle do empregador e a proteção dos 
direitos de personalidade do trabalhado gera muitos debates, e para melhor 
compreensão leia os seguintes textos: 
 
 
 
Texto 1: REVISTA ÍNTIMA DE FUNCIONÁRIO GERA INDENIZAÇÃO POR 
DANOS MORAIS EM SÃO PAULO: Para desembargadores, prática é um 
desrespeito aos critérios de generalidade e impessoalidade da empregada 
 
03/12/2021 - A Décima Sétima Turma do Tribunal do Trabalho da 2ª Região (SP) 
manteve sentença que condenou o empregador, uma companhia de comércio 
varejista, ao pagamento de danos morais no valor de R$ 3 mil por revista 
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íntima de uma funcionária. Os magistrados consideraram a prática um 
desrespeito aos critérios de generalidade e impessoalidade da empregada. 
 
Nos autos, ficou comprovado que a revista aos funcionários era feita na 
presença de clientes e que, durante a prática, os empregados eram obrigados 
a retirar os pertences das bolsas, um por um, e colocá-los em cima de uma 
mesa. Além disso, uma vez por mês, os armários eram revistados. 
 
“Não há norma que proíba a revista pessoal. A vedação legal existente é 
quanto a revista íntima (artigo 373-A, VI, da CLT). Contudo, no presente caso, 
a autora demonstrou o desrespeito aos critérios de generalidade e 
impessoalidade que devem permear tal procedimento. Nesse trilhar, cabível a 
condenação ao pagamento de indenização”, afirmou o relator do acórdão, o 
desembargador Álvaro Alves Nôga. 
 
Em sentença, o juízo de 1º grau considerou que o ato configurou lesão à 
intimidade e privacidade, em grave e abusiva exposição à imagem, com 
violação aos direitos da personalidade e abuso do poder fiscalizatório do 
empregador. E que, por expor o empregado ao público externo, ficou 
maximizado o grau de publicidade da ofensa, intensificando o sofrimento e 
humilhação, com graves reflexos sociais e pessoais. 
 
 
 
Fonte: https://www.csjt.jus.br/web/csjt/noticias3/-
/asset_publisher/RPt2/content/id/9735587. Acesso em: 15 jan. 20206 
 
 
 
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Texto 2: OS DIREITOS DE PERSONALIDADE DOS TRABALHADORES E A 
TUTELA JURISDICIONAL DA HONRA E DA INTIMIDADE DOS 
TRABALHADORES 
 
Nas relações de emprego, empregado e empregador despontam como atores 
principais do desenvolvimento da prestação de serviços, de um lado, e do 
gerenciamento da empresa, do outro. Diante da existência de uma relação 
hipossuficiente entre os atores, considerando que o empregado na grande 
maioria das vezes aparece em situação consideravelmente inferior do ponto 
de vista negocial, é necessário que os direitos mínimos desses trabalhadores 
sejam protegidos pelo Estado. Por outro lado, o empregador, ao adentrar na 
seara empresarial, assume não apenas o bônus, mas também os riscos que 
podem resultar do seu empreendimento. Assim, a ele é conferido o Poder 
empregatício, que lhe garante a possibilidade de gerenciar a prestação de 
serviços, exercendo, dentre outros, o poder de controle. 
 
Alia-se a tais constatações a introdução de novas tecnologias na seara 
laboral, que, muitas vezes, são utilizadas como meio de fiscalização dos 
empregados. Diante de tal cenário, é importante estudar os direitos de 
personalidade, ressaltando a sua evolução e importância, principalmente no 
mundo atual, destacando os direitos à intimidade, à honra e à vida privada, e a 
importância da sua tutela jurisdicional inibitória. 
 
Percebemos, então, que em muitas situações há uma colisão entre os direitos 
de personalidade dos empregados e as ações dos empregadores através do 
exercício do poder de controle empresarial, que deve ser limitado por aqueles 
direitos, de forma a preservar um dos fundamentos do Estado Democrático de 
Direito em que vivemos: a dignidade da pessoa humana. 
 
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Fonte: ROXO, T. B. S. B. de S. Os direitos de personalidade dos trabalhadores 
e a tutela jurisdicional da honra e da intimidade dos trabalhadores: os novos 
instrumentos de vigilância e controle dos atos do empregado. Revista Jus 
Laboris, out. 2012. Disponível em: 
https://juslaboris.tst.jus.br/handle/20.500.12178/164311. Acesso em: 15 jan. 
2026. 
 
 
 
Texto 3: DIREITOS FUNDAMENTAIS E O PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA 
PESSOA HUMANA 
 
O princípio da dignidade da pessoa humana está expressamente consagrado 
na Constituição Federativa do Brasil, em seu art. 1º, inciso III. Referido 
dispositivo legal afirma que este princípio é um dos fundamentos no Estado 
Democrático de Direito. Dessa forma, o Estado reconhece sua existência em 
função da pessoa humana, uma vez que esta constitui a finalidade precípua e 
não o meio da atividade estatal. (Saslet, 2009, p. 74). 
 
Pode-se afirmar que o princípio da dignidade da pessoa humana é o norte de 
todo o Estado Democrático de Direito e o fundamento dos direitos 
fundamentais. Nessa esteira é o entendimento do jurista Luís Roberto 
Barroso. 
 
A dignidade, portanto, é um princípio jurídico de status constitucional. Como 
valor e como princípio, a dignidade humana funciona tanto como justificação 
moral quanto como fundamento normativo para os direitos fundamentais. Na 
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verdade, ela constitui parte do conteúdo mínimo dos direitos fundamentais. 
(grifa-se). (Barroso, 2014, p. 285). 
 
 A relação entre o direito fundamental e o princípio da dignidade da pessoa 
humana é algo indissociável, de forma que é imprescindível o conteúdo ou a 
projeção da dignidade nestes direitos. Partilhando do mesmo entendimento, 
tem-se o doutrinador Ingo Sarlet: A dignidade da pessoa humana, na 
condição de valor (e princípio normativo) fundamental que “atrai o conteúdo 
de todos os direitos fundamentais”, exige e pressupõe o reconhecimento e 
proteção dos direitos fundamentais de todas as dimensões (ou gerações, se 
assim preferirmos). Assim, sem que se reconheçam à pessoa humana os 
direitos fundamentais que lhe são inerentes, em verdade estar-se-á negando-
lhe a própria dignidade. (Sarlet, 2009, p. 94). 
 
Como bem se observa, o princípio da dignidade da pessoa humana deve ser o 
fundamento normativo para os direitos fundamentaisde forma que ao analisar 
cada direito é imprescindível que se observe o conteúdo da dignidade da 
pessoa humana. É bem verdade que as dimensões dos direitos fundamentais 
já existentes não utilizaram o princípio da dignidade da pessoa humana como 
precursor de sua existência; todavia, atualmente este princípio deve ser 
incorporado na hermenêutica de cada direito fundamental. 
 
 
 
Fonte: LONCHIATI, F. A. B.; MOTA, I. D. Reflexões Acerca Da Teoria Dos 
Direitos Fundamentais e o Princípio Da Dignidade Da Pessoa Humana No 
Direito Educacional. Revista Jurídica. v. 4, n. 45, Curitiba, 2016, p. 14-15. 
Disponível em: chrome-
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page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produt
os/bibli_informativo/bibli_inf_2006/Rev-Juridica-
UNICURITIBA_n.45.01.pdf. Acesso em: 15 jan 2026. 
 
 
 
PROBLEMÁTICA: 
 
Joana atua como agente de controle de acesso em uma empresa de 
segurança privada responsável pela vigilância de um centro logístico. Após 
uma denúncia anônima sobre suposto desvio de materiais, a supervisão 
determinou que Joana fosse submetida a uma revista pessoal em local aberto, 
na presença de colegas de trabalho, acompanhada de comentários que 
colocavam em dúvida sua honestidade e sua conduta profissional. 
 
Mesmo não sendo encontrada qualquer irregularidade, a suspeita passou a 
circular informalmente entre os funcionários e em grupos internos de 
mensagens, afetando a reputação profissional da trabalhadora. A empresa não 
instaurou procedimento formal de apuração nem adotou medidas para 
preservar a imagem e a integridade moral de Joana, justificando sua conduta 
sob o argumento da proteção do patrimônio e da segurança do serviço. 
 
 
 
Considere que você atua na empresa e foi designado para integrar uma equipe 
interdisciplinar, composta por profissionais da área de segurança e de 
segurança e saúde no trabalho, com a finalidade de analisar o ocorrido e 
propor soluções institucionais. 
 
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Com base na situação apresentada, elabore um PLANO DE AÇÃO para a 
empresa, justificando juridicamente suas propostas, contemplando 
obrigatoriamente os seguintes elementos: 
 
1) Descrição objetiva dos fatos, identificando as condutas praticadas e os 
principais problemas jurídicos envolvidos. 
 
2) Análise crítica e juridicamente fundamentada (indicar referência de artigos, 
textos etc.) sobre a importância da preservação da dignidade do empregado, 
relacionando-a aos direitos da personalidade e aos direitos humanos de 
primeira dimensão. 
 
3) Proposta de medidas práticas institucionais, indicando, pelo menos dois, 
procedimentos que poderiam ser adotados pela empresa para apurar 
suspeitas de forma legítima, sem violar a honra, a imagem e a integridade 
moral do trabalhador. 
 
 
 
Observação: a resposta desta atividade deverá ser realizada em um modelo de 
arquivo padrão do WORD, o qual está disponível no ícone de MATERIAL DA 
DISCIPLINA, dentro da página da disciplina, lateral direita da tela. Abra essa 
ferramenta, baixe o arquivo de Formulário padrão para responder o MAPA, 
salve em seu computador e comece respondendo diretamente nele. 
 
 
 
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Orientações adicionais: 
 
- Baixar o Formulário Padrão para resposta da atividade MAPA, no "Material da 
Disciplina". 
 
- O uso do Formulário Padrão para resposta é obrigatório. 
 
- Ler atentamente a situação hipotética e as informações apresentadas. 
 
- Responda todos os itens solicitados, conforme apresentado no formulário 
padrão. 
 
- Fundamentar sua resposta com citações específicas da lei e de doutrina, não 
se esquecendo de colocar corretamente a referência. 
 
- Siga as normas da ABNT, utilizando letra Arial ou Times New Roman 12, com 
espaçamento 1,5 entre linhas e alinhamento das margens justificado. 
 
- Salvar o formulário padrão, com todos os itens solicitados. 
 
- Anexar seu arquivo no espaço da atividade MAPA. 
 
- Certifique-se de que o arquivo a ser enviado é o correto, no momento do 
envio. 
 
- Clique em "Responder". 
 
 
 
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Bons estudos! 
 
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