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BACHAREL EM DIREITO CAMPUS MARQUÊS PERÍODO: NOTURNO ADVALDO PEREIRA DOS SANTOS (N7654H7), ANDREZA GONÇALVES DE OLIVEIRA (T079DE6), DEBORAH REGINA VALJAO (G45AGA9), INÁRIA MENDES MAIA (N753390) e ISABELLA MEYER BRUSCAGIN (G463EG4). DETERMINAÇÕES LEGAIS PARA A PRODUÇÃO DE PROVAS TESTEMUNHAIS E PERICIAIS. SÃO PAULO 2023 ADVALDO PEREIRA DOS SANTOS, ANDREZA GONÇALVES DE OLIVEIRA, DEBORAH REGINA VALJAO, INÁRIA MENDES MAIA e ISABELLA MEYER BRUSCAGIN DETERMINAÇÕES LEGAIS PARA A PRODUÇÃO DE PROVAS TESTEMUNHAIS E PERICIAIS. Atividade Prática Supervisionada (APS) apresentado ao curso de Bacharelado em Direito da Universidade Paulista - 3º Semestre - UNIP Campus Marquês. Orientadora Específica: Prof. Fernanda Doretto. SÃO PAULO 2023 AGRADECIMENTOS Agradecemos a todos do Corpo Docente que nos instruíram e auxiliaram na produção desta Atividade Prática Supervisionada (APS) SUMÁRIO Resumo………………………………………………………………………………..05 Abstract.……………………………………………………………………………….06 Lista de Abreviações e Sigla ………………………………………………………. eu 07 1.Introdução..…………………………………………………………………………08 2. Desenvolvimento..…………………………………………………………..09 a 13 2.1 Situação Fática..…………………………………………………………………09 2.2 Resolução ...………………………………………………………………..10 a 13 3.Conclusão .…………………………………………………………………………14 Referências Bibliográficas ...………………………………………………….15 e 16 RESUMO Em um litígio, ora, conflito de interesses, em que há uma relação de consumo, sendo a Parte Autora é o consumidor que alega ter sido lesado ao adquirir um produto com defeito e ter a reparação do dano recusada pelo vendedor Pedro (Réu), a qual é o proprietário da empresa que lhe vendeu o produto, arrolou uma testemunha, Sra. Rosana, por ser uma especialista em tecnologia e presta serviços para a empresa que está processando o Vendedor (Parte Contraria), já que pode identificar o possível defeito no produto vendido, entretanto, o arrolamento da possível testemunha é contestada pelo advogado do Parte Ré. O motivo da contestação é devido a testemunha em questão ser uma ex-cônjuge do Sr. Pedro (Réu) e, por sua vez, pode ter um possível interesse de prejudicá-lo durante o decorrer do processo. Através das legislações cabíveis e de recursos jurídicos, como a jurisprudência, será determinado se o Autor poderá usar a Sra. Rosana como sua testemunha ou se será ilegítima para essa função durante a resolução da LIDE, entre o parte Autora (Consumidor) e a parte Ré (Vendedor). Palavras chaves: Testemunha, Autor, Réu, Ex-cônjuge, LIDE. ABSTRACT In a litigation, where the plaintiff is a consumer, who alleges to have been harmed by purchasing defective products and having the repair of the damage refused by the seller (defendant), a witness called by the plaintiff is contested by the defendant's lawyer. The reason for the challenge is because the witness in question is an ex-spouse of the defendant and, in turn, has an interest in harming the seller during the process. Through the applicable laws and legal resources, such as jurisprudence, it will be determined whether the plaintiff will be able to use Rosana as his witness, or whether she will be illegitimate for this function during the resolution of the lawsuit, between the consumer and the seller. Keywords: Witness, Plaintiff, Defendant, Ex-spouse, Lawsuit. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CF/88 Constituição da República Federativa do Brasil - 1988. APS Atividade Prática Supervisionada. LIDE Pretensão Resistida. CPC Código de Processo Civil – 2015. CC/2002 Código Civil - 2002 1. INTRODUÇÃO Em todo processo para a resolução de uma LIDE (pretensão resistida), sendo de qualquer área de interesse para o Direito, deve-se, de forma primordial, ter as decisões proferidas de maneira imparcial e justas, não causando danos a nenhuma das partes envolvidas no litígio, respeitando assim o princípio da imparcialidade. Deste modo, ambas as partes poderão utilizar todos os meios cabíveis, inclusive produção de provas, para defender os seus interesses, desde que, os meios usados sejam legalmente válidos. No caso em comento desta Atividade Prática Supervisionada (APS), iremos analisar uma situação que tramita em um Processo Civil, em que a parte autora tem a legitimidade da sua testemunha (Sra. Rosana) contestada pelo réu (Sr. Pedro). O motivo do questionado quanto veracidade do testemunho da Sra. Rosana se dá mediante a um antigo relacionamento consensual entre o réu (Pedro) e a possível testemunha, sendo presumido que, pode haver um possível interesse pessoal da Sra. Rosana no litígio, podendo, portanto, causar algum dano ao Sr. Pedro, ora réu. Fundamentando-se no que dissertam as legislações, a Constituição da República Federativa do Brasil, Código Civil, Código de Processo Civil e o conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos Tribunais Superiores (Jurisprudência) adaptada ao caso exposto, iremos compor a defesa para garantirmos que o testemunho da Sra. Rosana não seja procedente, evidenciando de maneira clara os preceitos legais que a tornam suspeita, conforme disposto no Art. 447 do Código de Processo Civil. 2. DETERMINAÇÕES LEGAIS PARA A PRODUÇÃO DE PROVAS TESTEMUNHAIS E PERICIAIS. 2.1 SITUAÇÃO FÁTICA Pedro e Rosana namoraram durante 8 anos e viveram juntos durante 2 desses anos. Agendaram a data do casamento para atender a expectativa da família e dos amigos, mas, às vésperas da cerimônia romperam o relacionamento porque Rosana descobriu que Pedro tinha um relacionamento afetivo com outra pessoa. Ele saiu da residência que eles compartilhavam e levou seus objetos pessoais. Dois anos mais tarde, Pedro foi processado por um cliente de sua loja de informática, acusado de ter vendido produto defeituoso e ter se recusado a substituir quando o consumidor solicitou. Rosana foi arrolada como testemunha do cliente porque ela é especialista em tecnologia e presta serviços para a empresa que está processando Pedro. O conhecimento técnico de Rosana sobre informática e o trabalho de programação que ela realiza foi a razão pela qual o cliente de Pedro a indicou como testemunha, porém, os advogados de Pedro contestaram a indicação, sob alegação de que ela teria motivos para querer prejudicar seu ex-companheiro. A partir da leitura da situação hipotética acima, o grupo deverá pesquisar sobre as determinações legais para produção de prova testemunhal e pericial. O grupo deverá redigir um texto em que apresente a conclusão se Rosana pode ou não ser testemunha nesse caso. 2.2 RESOLUÇÃO DO CASO. Um dos princípios fundamentais do ordenamento jurídico brasileiro é o do contraditório e ampla defesa, conforme o Art. 5ª, LV da Constituição Federal: Art. 5°, LV - Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; Considerando este princípio, a parte contrária tem o direito de expor a outra parte a sua versão dos fatos, apresentando contestação sobre a lide e produzindo um conjunto probatório mediante a apresentação de documentos, oitivas de testemunhas e realização de provas periciais. No caso apresentado, foi arrolada como testemunha a Sra. Rosana, especialista em tecnologia e prestadora de serviços do cliente, para elucidar sobre o defeito do objeto que o Sr. Pedro, proprietário da loja de informática, que se recusou a substituir quando o consumidor o solicitou. Com base nas determinações legais para produção de prova testemunhal e pericial temos como fundamento o Art. 442 do Código de Processo Civil: Art. 442. A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo diverso.” Sua admissibilidade aplicar-se-á, quando não houver impeditivos legais para sua utilização. Quanto a legitimidade do depoimento da Sra. Rosana como testemunha no processo, se dará de acordo com o exposto no Art. 447: Art. 447. Podem depor comotestemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas. § 1º São incapazes: I - O interdito por enfermidade ou deficiência mental; II - O que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo em que ocorreram os fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que deve depor, não está habilitado a transmitir as percepções; III - O que tiver menos de 16 (dezesseis) anos; IV - O cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. § 2º São impedidos: I - O cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse público ou, tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito; II - O que é parte na causa; III - O que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que assistam ou tenham assistido as partes. § 3º São suspeitos: I - O inimigo da parte ou o seu amigo íntimo; II - O que tiver interesse no litígio. § 4º Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas menores, impedidas ou suspeitas. § 5º Os depoimentos referidos no § 4º serão prestados independentemente de compromisso, e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. É valido evidenciar que a boa-fé processual discorre no tocante a todos os que constituem o processo, como apresentado no Art. 5 do CPC: Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé. Salientando que, a contradita do testemunho da Sra. Rosana, apresentada pelo advogado Pedro, ora Réu, coloca-a como suspeita conforme § 3° do Art. 447 CPC, alegando o fato dela ser sua ex-companheira, e ter motivos para querer lhe prejudicar, concomitante no Art. 457 do CPC: Art. 457. Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarará ou confirmará seus dados e informará se tem relações de parentesco com a parte ou interesse no objeto do processo. § 1º É lícito à parte contraditar a testemunha, arguindo-lhe a incapacidade, o impedimento ou a suspeição, bem como, caso a testemunha negue os fatos que lhe são imputados, provar a contradita com documentos ou com testemunhas, até 3 (três), apresentadas no ato e inquiridas em separado. Que sustenta o requerimento do advogado do Sr. Pedro, interpondo o testemunho da Sra. Rosana, comprovado por neste artigo que a mesma tem interesse mesmo que indiretamente em lesar o Sr. Pedro pela forma como transcorreu o término do relacionamento. Obstante a colocação da Sra. Rosana como testemunha, poderá o Juiz(a) anexar ao processo o seu depoimento como informante, prestando informações técnicas e relevantes para o esclarecimento sobre os defeitos do produto, objeto da ação fundamentado pelo Art. 457 § 2º do CPC: § 2º Sendo provados ou confessados os fatos a que se refere o § 1º, o juiz dispensará a testemunha ou lhe tomará o depoimento como informante. Adjunto ao Art. 457 do CPC temos o preceito da motivação das decisões judiciais, que tem como objetivo atingir uma aí decisão fundamentada e imparcial do juiz de competência, como descrito no art. 11 do CPC Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. As informações prestadas tanto pela testemunha quanto do informante são relevantes para a resolução da lide, entretanto a testemunha terá um compromisso com a verdade estando sob juramento e podendo responder por crime de falso testemunho, já o informante apenas prestará as informações solicitadas 3. CONCLUSÃO Nesta Atividade Prática Supervisionada (APS), dispomos como principal objetivo o entendimento se a Sra. Rosana poderia ou não atuar como testemunha, dado que no caso, o seu ex-companheiro, Sr. Pedro, foi processado por um cliente da sua de loja de informática, acusado de ter vendido um produto defeituoso e ter se recusado a substituí-lo, contudo, a Sra. Rosana foi arrolada como testemunha do cliente (Parte Autora), por ser especialista em tecnologia e prestar serviços para a empresa que está processando o Sr. Pedro (Réu), entretanto, os advogados do Sr. Pedro contestaram essa indicação, visto que a possível testemunha teve um relacionamento consensual com a Parte Ré (Pedro). Como disposto no Art.447, S3, inciso I, colocam Sra. Rosana, como suspeita, sendo inimiga da parte, sendo o principal motivo, o antigo relacionamento da possível testemunha com o Sr. Pedro, podendo causar danos ao Réu, uma vez que, mesmo de maneira indireta possa ter interesse no litígio, portanto, não deverá ser arrolada como testemunha pela parte Autora. Todavia, se for o entendimento do Juiz(a), como fundamenta o Art. 457, § 2º do CPC, poderá anexar o depoimento da Sra. Rosana como informante, prestando-lhe exclusivamente informações técnicas e de relevância para esclarecer os defeitos do produto, objeto da ação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Código Civil 2002 Código de Processo Civil Constituição Federal http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://www.pontotel.com.br/prova-testemunhal/#:~:text=%C3%89%20a%20prova%20obtida%20por,todos%20envolvidos%20durante%20o%20processo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm https://andradense.jusbrasil.com.br/artigos/296285003/a-prova-testemunhal-no-novo-cpc https://www.migalhas.com.br/depeso/292312/a-figura-do-informante-e-seu-valor-probatorio-no-processo-do-trabalho https://www.projuris.com.br/novo-cpc/art-1-a-12-do-novo-cpc/#:~:text=do%20Novo%20CPC-,(1)%20O%20art.,garantir%20a%20imparcialidade%20dos%20julgamentos. https://www.jfpe.jus.br/images/stories/docs_pdf/biblioteca/livros_on-line/novo_cpc_quadro_comparativo_1973-2015.pdf ttps://www.tjrs.jus.br/novo/noticia/caso-kiss-entenda-a-diferenca-entre-testemunha-e-informante/#:~:text=Tanto%20a%20testemunha%20quanto%20o,enquanto%20que%20a%20segunda%2C%20n%C3%A3o. https://delmirofarias.jusbrasil.com.br/artigos/377809695/qual-a-diferenca-entre-testemunha-e-informante https://www.conjur.com.br/2016-set-15/senso-incomum-limites-juiz-producao-prova-oficio-artigo-370-cpc https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788530968823/epubcfi/6/22[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter01]!/4/202/1:539[rop%2Cost] https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788530968823/epubcfi/6/30[%3Bvnd.vst.idref%3Dchapter05]!/4 https://direitoreal.com.br/artigos/prova-testemunhal-novo-cpc https://murilolimanogueira.jusbrasil.com.br/artigos/803006931/da-prova-testemunhal-no-novo-codigo-de-processo-civ 2 image1.png