Prévia do material em texto
ALUNO(A) ____________________________________________________________ DISCIPLINA: Língua Portuguesa PROFESSORA: PROVA DE BLOCO – 3º BIMESTRE – 7ºANO O LIVRO MÁGICO Há muito tempo, numa época em que as letras ainda falavam, existia um livro mágico carregado de surpresas e aventuras. Nele, todas as letras viviam felizes, porque aguardavam a grande assembleia. Consoantes e vogais se reuniam anualmente para formar novas palavras. Era uma alegria sem tamanho! Afinal, todas as palavras que existem hoje vieram daqueles encontros dentro do livro mágico. Chegou o grande dia esperado por todas, o dia em que elas ganhariam novas combinações e formariam novas palavras para a nossa língua. Todas estavam ansiosas, menos a letra W que se considerava desnecessária, pois pouco era usada. Mas para formar novas palavras, as letras precisavam dar uma volta ao redor do mundo, a fim de realizar descobertas e fazer novas amizades. E assim foi feito. Quando chegou a hora de retornar para o livro mágico, todas estavam felizes, pois haviam concretizado seus desejos e feito novas amizades. Inúmeras palavras foram criadas naquele dia. Entretanto, uma delas sentiu a falta do W, ele não havia retornado. Então as letras resolveram fazer uma busca pelo mundo, foram em todos os lugares onde acreditavam que o W poderia estar. Foram ao Brasil, ao Chile, à Espanha, e nada. Finalmente, já no fim do dia, a letra T o encontrou numa pequena ilha, muito triste, no Tawian. O T foi logo perguntando: __ Por que você não foi com a gente de volta para o livro mágico? Enfaticamente a letra W respondeu: __ Sou desnecessário, pois sou pouco usado, as palavras não gostam de me utilizar, e quando me usam, é somente para substituir a letra U ou a letra V. __ Você é importante – retrucou o T, o alfabeto só se torna completo com as 26 letras, sem você, estaríamos truncados e tristes. Volte conosco, precisamos de você! A letra W pensou muito no que a letra T havia dito. Resolveu então voltar para o livro mágico e jurou diante de todo o alfabeto que algum dia encontraria uma palavra importante que fosse conhecida por todos os seres humanos. 01- A finalidade do texto é: a) informar. b) descrever. c) convencer. d) entreter. e) N.D.A. 02- O texto: a) conta a história das letras que se reuniam para discutir sobre o livro mágico. b) narra as aventuras dos livros mágicos e de suas letras cheias de surpresas. c) conta a história empolgante de um livro mágico que pertencia ao mundo das letras. d) narra a história de um livro mágico e de uma letra que vivia triste. e) N.D.A. 03- Pode-se deduzir que a letra W: a) chamava a atenção das palavras. b) se considerava importante. c) era importante no livro mágico. d) estava animado com a assembleia. e) N.D.A. 04- O desfecho do texto gira em torno de: a) uma aventura. b) uma promessa. c) um pacto. d) uma descoberta. e) N.D.A. O homem e seu cachorro Eis uma história que me contaram há muito tempo. Se é mentira, fica por conta de quem me contou, porque não conheci o homem nem o seu cachorro. Mas gosto da história que me contaram, muito humana e muito pura. É verdade que narrada assim, numa prosa sem colorido, perde toda a sua pureza e toda a sua humanidade. Havia um homem que possuía um cachorro. Coisa, aliás, muito simples. Porque o destino dos cachorros é esse mesmo de se tornarem propriedade dos homens. Mas neste caso a coisa era diferente. Aquele homem não tinha mulher, não tinha filhos, não tinha amigos. Vivia só com seu cachorro. Se era um cão de raça. Sabido como aqueles que figuram nas páginas das revistas populares americanas, eu não sei. Mas sei que era o companheiro inseparável daquele solitário. Aliás, ele passou a ser chamado o homem do cachorro, tanto se confundiam os destinos das duas criaturas. Um dia, o homem olhou para o céu e viu que não haveria chuva. Esperou com pouca esperança e muita resignação. Até que a seca se declarou. Quando já não podia viver na terra natal, arrumou os trastes, amarrou o cachorro e se fez no caminho para a grande jornada. Nesse tempo, o trem chegava até Quixadá. E o homem atravessou o sertão, sempre com o seu cachorro. Viu muita tristeza, as criancinhas morrendo de fome, velhas esqueléticas, corpos descompostos atirados aos urubus. E não esmoreceu, andava sempre. Tinha um vago pressentimento de que chegaria a algum lugar. Não atinava bem para onde ia. Aliás, o caso bem pensado, ele não ia mesmo não. Apenas saía. Saía da sua casa, onde sempre vivera solitário. Poderia ter ficado esperando a morte pacientemente, e talvez não morresse. Vivia só, só não, porque tinha o seu cachorro. Afinal fugira e agora penava por aquelas estradas desertas. Muita fome ia sentindo. Não havia dinheiro, não havia água, não havia alimento. Uma noite sentiu que as pernas lhe fraquejavam. Caiu à beira do rio seco. Dormiu um bom tempo. E sonhou. O que o homem sonhou nunca me contaram, mas me disseram que quando ele abriu os olhos o cachorro estava deitado pacientemente a seu lado, velando aquele sono agoniado e faminto. Foi assim que o homem chegou a Quixadá. Não tinha dinheiro para a passagem. Procurou então a comissão de socorro. Deram-lhe um pouco pra comer, cigarros para fumar e a passagem para embarcar no dia seguinte. Era bem cedinho quando chegou à estação. Acomodou-se na calçada com o companheiro a seus pés. Na hora da partida, o chefe da estação mandou que ele parasse, e ele parou. Não podia tomar o trem. Só se fosse sem o cão. O homem olhou o papel da passagem. Olhou para o chefe da estação. Olhou o trem. E olhou a estrada também. Aí segurou com muita força a corda do seu cachorro e saiu andando por cima dos trilhos. 05- Logo no início da crônica, o autor faz uma advertência sobre: a) a simplicidade da história. b) a veracidade da história. c) a beleza da história. d) a importância da história. e) N.D.A 06- Segundo as palavras do autor, a história, depois de narrada por ele: a) perde completamente a sua pureza e a sua humanidade; b) ficou cheia de pureza e humanidade. c) não poderia tocar os corações puros e humanos. d) poderia perder toda a sua pureza e humanidade. e) N.D.A 07- Ao chegar a Quixadá, a personagem procurou a comissão de socorro a fim de que, através dela: a) conseguisse matar a fome. b) conseguisse trabalho em Quixadá. c) conseguisse dinheiro. d) pudesse seguir viagem. e) N.D.A Leia o texto abaixo e resolva a questão: 08- O que torna esse texto engraçado é o fato de: a) o boné do sorveteiro ter saído de sua cabeça. b) o homem ter chamado o sorveteiro para perguntar as horas. c) os olhos do sorveteiro terem ficado arregalados. d) os sorvetes que estavam no carrinho terem caído pelo caminho. e) N.D.A 09- No último quadrinho, a expressão do sorveteiro demonstra que ele está: a) machucado. b) irritado. c) cansado. d) assustado. e) N.D.A 10- Preencha com s, x e z com o mesmo som: gravide__, coloni__ar, ou__adia, e__ato, e__ame, a) Z - Z - S - X - X b) Z - S - S - X - S c) S - Z - X - X - X d) Z - X - S - Z - Z e) N.D.A image1.png image2.jpeg image3.png