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Rudolf Eduard von Sinner e Tiago de Fraga Gomes ESPIRITUALIDADE E DIÁLOGO ENTRE AS RELIGIÕES Elisangela Pereira Machado Espiritualidade é tudo aquilo que nos propor- ciona transformação interior, é porque tocou no espírito. 2 c-Conheça o livro da disciplina CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3 Conheça os professores da disciplina. EMENTA DA DISCIPLINA 4 Veja a descrição da ementa da disciplina. BIBLIOGRAFIA DA DISCIPLINA 5 Veja as referências principais de leitura da disciplina. O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6 Confira como funciona o mapa da aula. MAPA DA AULA 7 Links de artigos científicos, informativos e vídeos sugeridos. RESUMO DA DISCIPLINA 32 Relembre os principais conceitos da disciplina. AVALIAÇÃO 33 Veja as informações sobre o teste da disciplina. 3 Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2020) com período sanduíche (2017-2018) pela Ruhr-Universität Bochum - Alemanha. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015). Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2012) e pela Pontificia Università Lateranense - Itália (2012). Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Professor Adjunto da Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Teologia, Coordenador da Especialização em Espiritualidade e Estudos da Consciência, Editor da Revista Teocomunicação, Prefeito de Estudos da Pontificia Università Lateranense - Itália, Perito da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Pós-Doutorando pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2021-2022). Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática. TIAGO DE FRAGA GOMES Professor PUCRS Suíço naturalizado brasileiro, doutor em Teologia pela Universidade de Basileia e livre-docente em Teologia Sistemática pela Universidade de Berna, ambas na Suíça. De 2003-19 foi professor de Teologia Sistemática, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso na Faculdades EST em São Leopoldo/ RS, pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e diretor fundador do Instituto de Ética. Desde 2019, é professor de Teologia Sistemática e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Professor extraordinário na Faculdade de Teologia da Universidade de Stellenbosch, África do Sul. Pesquisador bolsista de produtividade do CNPq e pesquisador reconhecido pela Fundação Nacional de Pesquisa da África do Sul (NRF). Ministro ordenado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Em ensino, pesquisa e extensão, atua principalmente na área da teologia pública, ética política, religião no estado laico, ecumenismo e diálogo inter-religioso e doutrina da Trindade. RUDOLF EDUARD VON SINNER Professor Convidado c-Conheça seus professores 4 Ementa da Disciplina Espiritualidade como projeto e estilo de vida. Experiência e leitura plural da Revelação de Deus: proceder por aproximações interpretativas. O encontro entre as religiões como sinal dos tempos. Economia da Revelação divina e diálogo entre as religiões. O significado soteriológico e o valor mediador das religiões. Religiões do mundo e manifestação do Reinado de Deus. O paradoxo do exclusivismo religioso. A alteridade irredutível das religiões. Emergência de uma espiritualidade ecumênica planetária. O diálogo entre as religiões em prol de uma cultura e de uma espiritualidade de paz e não violência. Intolerância e violência religiosa como demonização do diferente. O outro visto como ameaça. Caminho para a paz e não violência à luz da cristologia. Resolução criativa e não violenta de conflitos. Ethos planetário de paz e não violência. 5 Bibliografia da Disciplina As publicações destacadas têm acesso gratuito. Bibliografia básica GOMES, T. F. O Logos hermenêutico em teologia: de uma racionalidade hermenêutica a uma leitura plural da economia da Revelação cristã. Porto Alegre: Edipucrs, 2021. GOMES, T. F. O Logos dialógico em teologia: a economia do Logos encarnado e a questão do diálogo entre as religiões. Porto Alegre: Edipucrs, 2021. GOMES, T. F. O Logos colaborativo em teologia: o diálogo entre as religiões em prol de uma cultura de paz e não violência. Porto Alegre: Edipucrs, 2021. Bibliografia complementar HAMMES, E.J. Mística e espiritualidade da paz e não violência. Pistis & Praxis, Curitiba, v. 7, n. 1, p. 65-82, Jan./Abr. 2015. HAMMES, E.J.; GOMES, T.F. Cristologia e diálogo entre as religiões na busca da paz em Claude Geffré. Pistis & Praxis, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 703-727, Set./Dez. 2019. MIRANDA, M.F. Religiões particulares e paz universal, a contribuição cristã. Atualidade Teológica, Rio de Janeiro,ano 10, n. 23,p. 177-194, Mai./Ago. 2006. TEIXEIRA, F. Malhas da hospitalidade. Horizonte, Belo Horizonte, v. 15, n. 45, p. 18-39, Jan./Mar. 2017. WOLFF, E. Elementos para uma espiritualidade do diálogo inter-religioso. Encontros Teológicos, Florianópolis, v. 31, n. 2, p. 295-308, Mai./Ago. 2016. https://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/8254/2/Mistica_e_espiritualidade_da_paz_e_nao_violencia.pdf https://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/8254/2/Mistica_e_espiritualidade_da_paz_e_nao_violencia.pdf https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/18506 https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/18506 http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2017v15n45p18 http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2017v15n45p18 6 O que compõe o Mapa da Aula? so MAPA DA AULA São os capítulos da aula, demarcam momentos importantes da disciplina, servindo como o norte para o seu aprendizado. Frases dos professores que resumem sua visão sobre um assunto ou situação. DESTAQUES Conteúdos essenciais sem os quais você pode ter dificuldade em compreender a matéria. Especialmente importante para alunos de outras áreas, ou que precisam relembrar assuntos e conceitos. Se você estiver por dentro dos conceitos básicos dessa disciplina, pode tranquilamente pular os fundamentos. FUNDAMENTOS Questões objetivas que buscam reforçar pontos centrais da disciplina, aproximando você do conteúdo de forma prática e exercitando a reflexão sobre os temas discutidos. Na versão online, você pode clicar nas alternativas. EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Fatos e informações que dizem respeito a conteúdos da disciplina. CURIOSIDADES Conceituação de termos técnicos, expressões, siglas e palavras específicas do campo da disciplina citados durante a videoaula. PALAVRAS-CHAVE Assista novamente aos conteúdos expostos pelos professores em vídeo. Aqui você também poderá encontrar vídeos mencionados em sala de aula. VÍDEOS Inserções de conteúdos para tornar a sua experiência mais agradável e significar o conhecimento da aula. ENTRETENIMENTO Apresentação de figuras públicas e profissionais de referência mencionados pelo(a) professor(a). PERSONALIDADES Neste item, você relembra o case analisado em aula pelo professor. CASE A jornada de aprendizagem não termina ao fim de uma disciplina. Ela segue até onde a sua curiosidade alcança. Aqui você encontra uma lista de indicações de leitura. São artigos e livros sobre temas abordados em aula. LEITURAS INDICADAS Aqui você encontra a descrição detalhada da dinâmica realizada pelo professor. MOMENTO DINÂMICA 7 Mapa da Aula Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas. AULA 1 • PARTE 1 02:30 O livro mostra como a comunhão e as relações eternas de inclusão entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo podem inspirar relações sociais mais participativas, igualitárias e includentes. Cada pessoa na medida em que vive em comunhão com os outros participa da comunhão trinitária. Livro: Trindade e a sociedade LEITURA INDICADAPERSONALIDADE Foi um sacerdote católico romano, teólogo e filósofo espanhol, grande promotor do diálogo inter-religioso. Na visão de Panikkar, o diálogo requer como condição fundamental a atitude de “uma busca profunda, uma convicção de que estamos caminhando sobre um solo sagrado”. Há que se despir de preconceitos para acessar o mundo do outro. E essa viagem não é fácil. Raimon Panikkar 03:24 07:01A partir do momento em que a gente se abre para uma outra experiência, começamos a repensar a nossa própria. 07:44 Como eu vejo as pessoas de outras religiões? 08:13O pior é preconceito. Porque o preconceito não se preocupa em descobrir quem é o outro, eu já sei. 8 10:37 Rudolf inicia a aula explicando que o diálogo, dentro das religiões, é um comportamento, uma ação, mas, também, uma atitude que precisa ser despida de qualquer preconceito. Já a espiritualidade não está embasada apenas em uma necessidade concreta e, sim, em uma perspectiva de pensar sobre as religiões, em quais locais de fé, formas, pensamentos e crenças Deus possibilitou para todos os seres humanos. Introdução 15:00 Ialorixá: é designação da pessoa incumbida de gerenciar um terreiro de candomblé e a sua liturgia, de exercer toda autoridade sobre os membros de seu grupo, em qualquer nível da hierarquia. PALAVRA-CHAVE 17:53 PERSONALIDADE Foi teólogo, educador, tradutor, psicanalista e escritor brasileiro. Autor de livros de filosofia, teologia, psicologia e de histórias infantis. Rubem Alves PERSONALIDADE Doutora em filosofia e teologia, feminista, fez parte da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora - Cônegas de Santo Agostinho. Ela defende a ideia de que Deus é um mistério, uma força presente em tudo, e não uma figura masculina como é comumente representado. Ivone Gebara 19:11 24:01 Uma das etapas do pluralismo religioso é o reprimido. O docente aborda o pluralismo trazendo o fato histórico da descoberta do Brasil. Rudolf cita como a ausência das consoantes indicadas na língua tupi fez com que se entendesse que não existia “fé” nem “lei” nem “rei”, ou seja, nenhum traço de religião e, também, de civilização na época. O pluralismo de povos foi simplesmente negado, ignorado, mesmo tendo, na época, vozes e tendências a contrário. Os povos africanos foram “pluralizados” ao serem desenraizados, dispersos, separados, e escravizados. Suas religiões sobreviveram, adaptando-se à realidade nova, sob dissimilação, tendo sua existência negada e, por muitas vezes, combatida. Pluralismo religioso reprimido 9 29:58 Dezenas de escravos negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes. Filme: Amistad ENTRETENIMENTOContinuaçãop No século XIX, o espaço abriu-se para a constituição do Candomblé, por exemplo. Ao mesmo tempo, a liberdade religiosa legalizada com a República não valia para as religiões afro, pois não foram consideradas religião, mas uma “superstição”, “magia” e “charlatanismo”. Em relação aos protestantes, Pe. Agnelo Rossi diz que “o Brasil surgiu, cresceu e desenvolveu-se sob o signo auspicioso da fé católica. Não assim com o protestantismo. Sua aparição no cenário nacional é tardia...” 34:59 CURIOSIDADE O Supremo Tribunal Federal rejeitou recurso de uma loja maçônica do Rio Grande do Sul que pedia imunidade tributária. Na decisão, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso, foi seguido pelos ministro Ayres Britto, Dias Toffoli e Carmén Lúcia, ficando vencido o ministro Marco Aurélio. Acesse aqui. STF rejeita imunidade tributária para maçonaria PERSONALIDADE Crítico literário, professor de literatura, pensador, polígrafo e líder católico brasileiro nascido em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, que sempre se envolveu com a política e as questões sociais. Alceu Amoroso Lima 37:27 39:02 PERSONALIDADE Foi um prelado católico brasileiro, décimo sexto bispo de São Paulo. Foi o brasileiro que mais alto subiu na hierarquia eclesiástica, sendo considerado o maior expoente da Igreja do Brasil, chegando a ser cardeal- decano do Colégio Cardinalício. Pe. Agnelo Rossi https://www.conjur.com.br/2012-set-04/stf-maconaria-nao-religiao-rejeita-imunidade-tributaria#:~:text=A%20ma%C3%A7onaria%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20uma,Sul%20que%20pedia%20imunidade%20tribut%C3%A1ria. 10 R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 2 . 40:04 O professor Rudolf traz um panorama das conquistas religiosas em relação à cidadania. • 1810: anglicanos (estrangeiros) gozam de certa liberdade de culto; • 1824: outras religiões são admitidas em âmbito doméstico ou privado, desde que seus locais de culto não aparentem templos. Porém: onde enterrar os mortos? Como registrar os batismos? Como casar legalmente? • A partir de 1855: entrada de missionários do mundo anglo-saxão, forte anti- catolicismo e pregação de uma moral contracultural. • 1889: abolição do padroado e da igreja oficial - neocristandade. A conquista da cidadania religiosa O diálogo entre as religiões pode ser considerado(a): EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO AULA 1 • PARTE 2 CURIOSIDADE É um grande tributo às principais figuras do movimento religioso que varreu a Europa no século XVI. A escultura mede 9 metros de altura por 100 de comprimento, e é composta por estátuas, baixos-relevos e inscrições. Elas foram construídas entre 1909 e 1917 para celebrar o 400º aniversário do líder protestante João Calvino. Muro dos Reformadores 03:54 05:21 Rudolf traz a perspectiva do pluralismo descoberto com um trecho de “Grande Sertão: Veredas”, escrito por Guimarães Rosa. Para contrapor, o docente discorre sobre o “subterrâneo religioso”, explicado por Oneide Bobsin com o romance Dona Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado. Segundo Bobsin, é preciso trabalhar com os dois mundos: com o racional e o mítico, o tradicional e o moderno, o existencial e o libertador, o oficial e o clandestino, sem esquecer das ambiguidades da vida tão bem presentes no religioso. O pluralismo descoberto 11 PERSONALIDADE Mais conhecido por Guimarães Rosa, foi um dos mais importantes escritores brasileiros do modernismo, além de ter seguido a carreira de diplomata e médico. O romance “Grande Sertão: Veredas” é sua obra prima. João Guimarães Rosa 05:27 16:10 O professor Rudolf utiliza o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense (RJ), do Carnaval de 2010, para representar a quarta etapa do pluralismo: “A imperatriz é um mar de fiéis No altar do samba, em oração É o Brasil de todos os deuses! De paz, amor e união... Num país da cor da miscigenação De tanto Deus, tanta religião Pro povo, feliz, cultuar O índio dançou, em adoração O branco rezou na cruz do cristão O negro louvou os seus orixás...” O pluralismo entronizado 21:14 O docente cita que o próprio Estado precisa conviver e construir uma nova presença das religiões no seu ordenamento jurídico. No momento, portanto, em que o Estado assume a liberdade religiosa, consequentemente, ele se constitui como laico. Há, assim, neutralidade em termos de religião. Outro ponto apresentado por Rudolf sobre a liberdade religiosa (positiva e negativa) como um direito fundamental da cidadania. Assim como a isonomia, a igualdade, quanto às religiões, sem distinções. Existe, deste modo, uma definição ampla do que é para ser religião. O pluralismo repensado 25:00Normalmente as pessoas religiosas têm as mesmas leis as quais precisam obdecer. 26:03 CURIOSIDADE Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinçõesentre brasileiros ou preferências entre si. Artigo 19 da Constituição Federal de 1988 CURIOSIDADE “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.” Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) 27:04 https://www.imperatrizleopoldinense.com.br/inicio 12 Em relação ao Estado e as religiões é correto afirmar: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 39:39 Lidamos hoje com uma situação muito nova que nos exige repensar o lugar da religião no espaço público. 43:47 Qual é a contribuição de cada religião para o bem comum? AULA 1 • PARTE 3 05:32 PERSONALIDADE Foi um defensor dos direitos humanos e rabino luso-americano radicado no Brasil. No país em que se radicou serviu, por mais de 40 anos, como presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP) quando, em outubro de 2007, se afastou formalmente. Henry Sobel 06:50 O docente discorre sobre o que as religiões dizem umas sobre as outras e cita alguns pressupostos comuns, como: • as religiões são muito diversas internamente, pelo contexto (histórico, social, econômico, político), pela preferência dos(as) crentes, pela hermenêutica. • há formas de ver a outra religião de forma exclusiva, inclusiva, igualitária ou pluralista. • metáfora dos rios que se encontram num oceano. • muito depende da percepção dos outros e de si mesmo. Religiões 14:03Não se aguenta, no fundamentalismo, ambiguidade, falta de clareza, mais perguntas do que respostas. R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 13 18:08 Elie Wiesel narra suas memórias em um relato conciso, com uma linguagem direta que surpreende pela intensidade. Mas ele vai além, ao expressar a perda da inocência, a sensação de abandono quando deixa de acreditar em Deus e a vergonha de ter sua dignidade arruinada pela banalização do horror. Livro: A noite LEITURA INDICADA 18:35 O livro retoma os resultados anteriores do processo de pensamento do filósofo, a fim de apresentar uma tentativa de resposta a um problema moral muito específico, aquele do ‘sentido’ do mal radical no seio de um mundo cujo valor ele compromete. Livro: O Conceito de Deus Após Auschwitz LEITURA INDICADA 29:27 Esta obra traz o mesmo espírito presente no texto da década de 1980: a de que a Bíblia pode ser um livro acessível a todos. Contudo, vivemos novos tempos e a Bíblia, livro mais traduzido e vendido no mundo, está nas mãos das pessoas. O autor proporciona uma obra revisitada e atualizada, não porque a antiga edição fosse ultrapassada, mas porque faz-se necessário dialogar com novos contextos. Livro: Flor sem defesa LEITURA INDICADA 31:02 Rudolf traz alguns versículos para embasar a explicação sobre o cristianismo, a sua pluralidade e a sua interpretação. Cristianismo É incorreto afirmar que: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . 14 AULA 1 • PARTE 4 05:24 Está no Alcorão (Sura 2,257) que não se deve usar coerção em assuntos de religião, porém, segundo o docente, o próprio livro faz distinção entre ahl al-kitab, os povos do livro e as religiões politeístas. Aqueles que são tolerados precisa pagar impostos mais específicos. Há, portanto, divergência sobre a trindade, medo e reconhecimento. Islã 11:34 Rudolf faz a interpretação de alguns versículos trazendo um panorama da história do judaismo. O professor cita um trecho do texto de Martinho Lutero, escrito na Alemanha, em 1543, que dizia: “Primeiro, tocar fogo nas sinagogas e escolas deles e enterrar e cobrir de sujeira tudo que não for queimado [...] Em segundo lugar, aconselho que as casas deles sejam arrasadas e destruídas. [...] Em terceiro aconselho que todos os seus livros de orações e escritos talmúdicos [...] sejam tirados deles. [...]. Quanto a vocês, meus caros cavaleiros amigos que são pastores e pregadores, quero lembrar fielmente do dever oficial de vocês, de modo que também admoestem seus paroquianos em relação ao dano eterno deles.” Judaismo 12:05O ser humano por natureza é portador de direitos. 18:45 O docente discorre sobre a parábola do “O rei, o elefante e os cegos”. Perguntando sobre em quem se deveria acreditar, o Buda respondeu que não era para dar crédito ao “ouvir-dizer”, à “tradição”, às “opiniões do dia”, não à “autoridade de sagradas escrituras”, não à “argumentos da razão” e “conclusões lógicas”, não a “teorias inventadas” e “opiniões preferidas”, nem à “impressão de carismas pessoais” ou à “autoridade do mestre”. Antes, o teste é se a crença resulta em “cobiça”, “ódio” ou “deslumbramento”. Cada pessoa tem que achar sua resposta dentro destes parâmetros. Budismo O Elefante e o Reino dos Cegos “Certa vez o rei de um país onde só havia cegos ouviu falar de um animal fabuloso, que se chamava elefante. Ansioso por saber como era esse animal, enviou os quatro cegos mais sábios do reino ao lugar onde vivia o elefante para que o estudassem e o descrevessem com exatidão quando voltassem [...]” Clique aqui para acessar o conto. LEITURAS INDICADAS 19:46 24:40Uma religião tem uma consistência dentro dela que norteia a vida das pessoas e por isso ela é tão poderosa e complicada também. https://olharbudista.com/2019/10/14/conto-o-elefante-e-o-reino-dos-cegos/ 15 32:07 O longa-metragem de mais de 3 horas de duração conta a vida do advogado indiano Mahatma Gandhi a partir de 1893, quando policiais o jogam para fora de um trem por ele estar ocupando um compartimento exclusivo para brancos, e termina com seu assassinato, em 1948. Filme: Gandhi ENTRETENIMENTO AULA 2 • PARTE 1 37:08 Vivendo numa sociedade e num tempo em que a paz está permanentemente sendo desafiada pela realidade da violência, ou seja, paz em meio à violência, as pessoas discípulas de Jesus Cristo são convocadas a compreender e superar a violência e a deixar sinais de paz no mundo. Livro: Paz em meio à violência LEITURA INDICADA 02:45Há mais ou menos 10% de pessoas que não pertencem a nenhum grupo religioso. 05:06 Eu aprendo a me entender e a saber quem sou, muitas vezes ou quase que unicamente, no contato com outras pessoas. 05:16 Neurobiologia: é a ciência que se dedica a estudar as células do sistema nervoso, bem como, a organização dessas células para a formação de um dos tecidos mais complexos que constituem o corpo humano, o tecido nervoso. PALAVRA-CHAVE 16 11:34 Rudolf inicia a parte 2 explanando sobre o conceito de espiritualidade em suas diversas linhas. Spiritualis vem do grego de pneumatikós como apresentado em 1 Coríntios 2,14-3,3, onde o “espiritual” é contrastado com o “carnal”, distinguindo entre quem obedece a Deus e ao seu Espírito e quem obedece à “carne” e, nisso, ao espírito do mundo. O docente pontua que o próprio Deus se fez “carne” em Jesus Cristo e que é importante destacar que não se trata de contrastar corpo e espírito, mas as pertenças do ponto de vista religioso. Ele também explana sobre as duas principais linhas, desde o século XIX, ligadas à espiritualidade: a francesa e a anglo-saxã. O que é a espiritualidade? 20:32 PERSONALIDADE Foi um padre jesuíta espanhol, um dos fundadores da Companhia da Jesus, ordem religiosa criada para combater a expansão do protestantismo na Europa, por meio do ensino e expansão da fé católica. Inácio de Loyola PERSONALIDADE Foi um dos pensadores mais prestigiados na introdução do hinduísmo no Ocidente. Uma das contribuições mais significativas para o mundo moderno é a sua interpretação da religião como uma experiência universal da Realidade transcendente, comum a toda a humanidade. Swami Vivekananda 21:35 28:20Nós todos carregamos o divino dentrode nós. 28:35 PERSONALIDADE Foi um sociólogo, jurista e economista alemão. O pensador é considerado um dos clássicos da sociologia por ter fundado um método de análise sociológica de extrema importância para o desenvolvimento da sociologia enquanto ciência autônoma e bem fundamentada. Max Weber 17 34:35 Nesta obra, o autor oferece aos leitores a oportunidade de aprofundar um tema atual e desafiador: a espiritualidade do diálogo inter-religioso. É ela que dá consistência às atitudes de acolhida, respeito e valorização da experiência religiosa do outro, às iniciativas de intercâmbio e cooperação entre as religiões. Livro: Espiritualidade do diálogo inter-religioso LEITURA INDICADA EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Sobre as duas principais linhas da espiritualidade é correto afirmar: 37:50 Tillich assumiu uma postura proponente, elegendo a Ética como a matéria que deveria dominar os discursos não somente no campo da Teologia, mas como disciplina fundamental para guiar os demais campos do conhecimento em direção ao restabelecimento da essência do Homem e da Sociedade. Livro: Teologia da Cultura LEITURA INDICADA A religião pode ser definida, através da distinção de Elias Wolff, como: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 3 . 18 AULA 2 • PARTE 2 00:07 PERSONALIDADE Místico e poeta persa, Jalaluddin Rumi é uma das figuras mais luminosas do século XIII, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Jalaluddin Rumi 05:49 Precisamos assumir que não temos a perfeição. A gente procura a perfeição, mas, muitas vezes, fracassamos. 12:31 Esse mito da criação é muito importante para nos dizer quem somos como seres humanos. 14:56 Rudolf aponta que, em alguns casos, há diferentes religiões que podem conviver em uma só pessoa, o que o teólogo Raimon Panikkar denominou como diálogo “intra- religioso”. Em outros, algumas pessoas e, também, religiões podem rejeitar por completo qualquer outra religião, ou seja, dificultando ou fechando qualquer possibilidade de diálogo. Ou existem as pessoas que procuram o diálogo em respeito à própria religião e à do/da outro/a, essa atitude pressupõe uma abertura, uma clareza, sobre aquilo que norteia o ser humano. E, por fim, o docente discorre sobre o discurso “É tudo o mesmo Deus”. Ele cita que a postura pode parecer simpática, adequada, mas questiona a veracidade em relação ao respeito a religião. Formas de (não) dialogar 27:54 O docente apresenta quatro pontos para o fechamento de possibilidades de diálogos entre as religiões. São eles: • O desconhecido gera medo: se não há procura em saber, o desconhecido continua sendo desconhecido. É preciso abertura para aproximação. • O discurso competitivo de algumas igrejas/religiões despreza, rejeita e até combate outras religiões e desestimula o diálogo. • O fundamentalismo é exclusivista por definição e não espera poder aprender nada do outro. • O indiferentismo: “que cada um se salve do seu jeito” (falado como apoio à tolerância por Frederico II, o Grande, da Prússia, 1740-1786). Por que não se dialoga? 31:23A gente precisa poder conhecer as várias posições. 19 33:36 Existem, basicamente, três (quatro posicionamentos possíveis, segundo o docente: 1. Exclusivismo: somente minha religião é única e verdadeira. 2. Inclusivismo: minha religião é a mais verdadeira, mas há elementos da verdade em outras religiões. 3. Pluralismo: todas as religiões são verdadeiras. 4. “Exotismo”: a outra religião é melhor do que a minha. Posicionamentos 34:53 Se uma religião viola o direito à vida ao invés de fomentá-lo, ela é altamente questionável. 36:56 Os tempos mudam e se descobre coisas novas. AULA 2 • PARTE 3 00:25 Rudolf inicia a terceira parte desta aula trazendo a definição de diálogo inter- religioso: trata-se de um tipo de integração entre pessoas pertencentes a diferentes religiões, que acontece nos mais diversos níveis, nem sempre de forma explícita. Esse diálogo pressupõe abertura, disposição, respeito, interesse pelo outro, querer aprender (ouvir), uma posição própria a compartilhar (falar) e confiança em Deus. Na sequência, passa a falar sobre confiança e convivência. A convivência é mais do que coexistência: segundo Theo Sundermeier, professor de teologia, é uma comunhão de aprendizagem, cooperação e celebração mútuas. Não há convivência sem confiança e a confiança cresce no encontro e no diálogo. Diálogo inter-religioso PERSONALIDADE Paulo Freire (1921-1997) foi um educador e filósofo brasileiro. É patrono da educação brasileira e autor de “Pedagogia do Oprimido”. Conhecido pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, desenvolveu um pensamento pedagógico que defende que o objetivo maior da educação é conscientizar o estudante. Paulo Freire PERSONALIDADE 22:48 20 23:29 Livro escrito por Rudolf Von Sinner, em que ele apresenta uma análise da igreja em perspectiva ecumênica, a autocompreensão eclesiológica do Conselho Mundial de Igrejas, a natureza e a missão da Igreja, sempre conjugando a unidade e a diversidade. Livro: Confiança e Convivência LEITURA INDICADA AULA 2 • PARTE 4 00:25 Rudolf segue lecionando sobre o diálogo inter-religioso, sob a perspectiva de Raimon Panikkar. Na sequência, traz alguns casos práticos de diálogos inter-religiosos: • Por ocasião da posse de um dos prefeitos de Porto Alegre estavam representadas quase uma dezena de entidades religiosas. Cada um tinha dois a três minutos para usar a palavra. No final, o líder das religiões afro convidou a todos que, de mãos dadas, rezassem o Pai-Nosso. A grande platéia atendeu ao convite; • O banco de alimentos organizou uma festa na semana do Natal. Haveria, no início, uma celebração religiosa. Estavam presentes um sacerdote católico, um pastor luterano, um líder muçulmano e um judeu. O início atrasou muito, tanto que o sacerdote e o judeu foram embora, não sem pedir que o muçulmano e o pastor os representassem, falando também em seus nomes; Diálogo inter-religioso II 05:14 Pela própria sobrevivência tanto da humanidade quanto da compreensão da humanidade onde estamos nesse mundo é preciso o conjunto das religiões. Sobre o diálogo inter-religioso é incorreto afirmar: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 1 . 21 • Programa na rádio, na semana de Natal, presentes um sacerdote católico, um rabino, um líder budista e um pastor luterano. O tema não poderia de ser outro: o significado do Natal e sua mensagem. Rapidamente se enveredou pelo tema paz em sentido mais geral, perdendo-se até a chance de falar do significado em sua origem e em seu aspecto teológico; e • Programa na rádio na semana de Páscoa, presentes um sacerdote católico, um pastor luterano e um espírita. Houve espaço para expressar as visões quase opostas do sofrimento de Jesus. A discussão mais profunda ficou reservada para a saída. Ainda, o professor compartilha algumas orientações para eventos inter-religiosos, como: 1. Encoraja-se a criação de grupos de diálogo inter-religioso, com o objetivo de conhecer-se mutuamente, quebrar as barreiras do preconceito e do medo, criando um clima de respeito e confiança mútuos e de solidariedade; e 2. Incentiva-se aceitar convites para participação em celebrações inter- religiosas públicas, observando-se: • Que seja garantida a liberdade de expressão de cada participante dentro de sua tradição religiosa; • Que seja respeitada a identidade religiosa de cada participante, abstendo- se de afirmações que venham a desprezá-la; • Que não se torne um espaço de demonstração de superioridade ou um palco de auto-promoção, um “desfile de vaidades”; • Que seja expressão de um objetivo comum (a paz, a justiça, a reconciliação, a integridade da criação, o bem da cidade etc.) e queeste esteja claro no momento do convite; • Que não sugira a criação de uma religião sincretista uniformizante; e • Que não seja um mero subterfúgio religioso. 07:10 Livro escrito por Raimundo Lúlio, em que ele traz uma parábola inter-religiosa sobre o encontro de um homem que não praticava nenhuma religião com três sábios - um judeu, o outro cristão e o terceiro muçulmano. Livro: O Livro do Gentio e dos Três Sábios LEITURA INDICADA 30:18 O diálogo inter-religioso é uma caminhada; são ações concretas, mas, também, é uma atitude e atitude, por sua vez, tem a ver com a espiritualidade. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO O diálogo inter-religioso pressupõe: R es p o st a d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a 4 . 22 AULA 3 • PARTE 1 01:07 Em um primeiro momento, Tiago conceitua espiritualidade - em um sentido amplo, está relacionada à vida espiritual; e, em sentido estrito, significa o modo de viver, podendo ser concebida como uma atitude básica, prática ou existencial. Para Hans Urs von Balthasar, teólogo suíço, é a expressão de uma visão religiosa da existência. Para Gustavo Gutiérrez, teólogo peruano, considerado fundador da teologia da libertação, é um modo de viver, um methodos (“caminho para”), que indica um thelos (“uma finalidade”). Em uma visão bíblica veterotestamentária, é o ruah/ pneuma/spiritus (espírito) que nos move, também insuflado em nós como néfesh/ psyché/anima (alma). Assim, espiritualidade não tem sentido unívoco: possui dimensões e significados diversos, segundo o modo que nós a consideramos, na ordem da concepção da vida e da religião. É a conexão entre o espírito humano e tudo aquilo que o liga à transcendência através do culto, da arte e da ciência; tudo aquilo que é expressão da beleza e da verdade; tudo aquilo que manifesta a interioridade humana, o desejo de elevação moral e a busca da perfeição pessoal. Na sequência, Tiago traz diferenciação bíblica, feita por São Paulo, na primeira carta aos Coríntios, capítulo 3, versículo I, entre ser humano espiritual e ser humano material: o primeiro julga as coisas à luz de Deus, enquanto o segundo guia-se por interesses puramente materiais. Conectando espiritualidade ao pluralismo religioso, traz, também, entendimento de Faustino Teixeira, segundo o qual o pluralismo religioso é crescente no panorama mundial atual, o que desafia as próprias religiões a um exercício criativo da convivência, em que o diálogo é meio fundamental para a troca de experiências e o crescimento conjunto. Espiritualidade 01:38 Espiritualidade tem muito a ver com aquilo que trazemos dentro do nosso coração, da nossa mente, das convicções mais profundas que movem a nossa vida. 02:16 Espiritualidade, no fundo, é aquilo que movimenta o ser humano. 03:00 No fundo, esta interioridade que nós chamamos espiritualidade traz esta dimensão de ligação profunda com a transcendência. O Logos Hermenêutico em Teologia Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, publicado em 2021; O Logos Dialógico em Teologia Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, publicado em 2022; e O Logos Colaborativo em Teologia Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, publicado em 2022. LEITURAS INDICADAS 06:25 23 15:48 O pluralismo religioso, em confronto com a dimensão da espiritualidade, provoca o lançamento de um novo olhar sobre ela, para ampliar horizontes, ultrapassar fronteiras e romper paradigmas. Segundo o padre Jesus Hortal, no mundo contemporâneo, extremamente pluralista, a prática religiosa não é mais uma atividade hereditária, encontrando-se na ordem da opção - como fenômeno crescente, a fragmentação religiosa diminui a fidelidade às instituições tradicionais. Com efeito, hoje, o credo pessoal não se determina mais pela doutrina desta ou daquela religião, mas pela escolha pessoal, que nem sempre é totalmente coerente ou harmônica. A espiritualidade traz inúmeras dimensões, que refletem o interior e o exterior, o vertical e o horizontal. A perspectiva horizontal é simbolizada como a dimensão humana, trazendo questões concretas; enquanto a vertical reporta-se aos anseios de uma realização que, muitas vezes, não são tematizados conceitualmente, mas expressam algo profundo. Tais anseios necessitam de uma tradução concreta - nesse sentido, emerge o papel das religiões. Para Claude Geffré, as religiões têm como missão a metanoia (mudança de mentalidade), que produz uma descentralização de si, ajudando o suejeito a crescer em sua humanidade, ao mesmo tempo em que busca o divino, o que, segundo o teólogo francês, pode ser de grande proveito tanto para o reino de Deus, como para o humano autêntico. Olhar 22:00 PERSONALIDADE Claude Geffré foi um teólogo católico romano-francês. Especialista em hermenêutica e pluralismo religioso, atuou, também, como professor e escreveu diversos livros. Claude Geffré Como Fazer Teologia Hoje: Hermenêutica Teológica Livro de autoria de Claude Geffré, publicado em 1989; Crer e Interpretar: A Virada Hermenêutica da Teologia Livro de autoria de Claude Geffré, publicado em 2004; e De Babel a Pentecostes: Ensaios de Teologia Interreligiosa Livro de autoria de Claude Geffré, publicado em 2013. LEITURA INDICADA 23:14 24 24:45 De acordo com Claude Geffré, há múltiplas expressões do fenômeno religioso e essas múltiplas expressões concorrem, cada uma a sua maneira, para uma manifestação mais ampla da plenitude imensurável e inesgotável do mistério divino. Em sua teologia interpretativa, o teólogo francês entende que todo o teologizar sobre o mistério divino é sempre um refletir humano sobre Deus, nunca um conceito que esgota esse mistério. Outro teólogo, Bruno Forte, traz a perspectiva histórica da manifestação do mistério - segundo ele, Deus se autocomunica economicamente, no dinamismo da história. Torres Queiruga também traz a dimensão da história como algo importante para a captação do mistério, processo esse que não ocorre sem pressupostos. A captação do mistério divino, em uma perspectiva cristã, sempre se dá a partir de um contexto e de categorias, com as quais interpretamos e expressamos a experiência do religioso. A mensagem cristã tem uma vocação universal, mas precisa se encarnar na diversidade das culturas, para que possa ser compreendida pelo ser humano. Não há expressão da espiritualidade cristã que não seja encarnada. A fé cristã é, em essência, transcultural, mas só existe, de fato, vivida e transmitida em determinado veículo sociocultural. Olhar II PERSONALIDADE Bruno forte é arcebispo metropolitano de Chieti-Vastro, na Itália, doutor em teologia e filosofia, e teólogo de renome internacional. Foi professor de teologia dogmática na Pontifícia Faculdade de Teologia da Itália Meridional. É autor de numerosas obras de grande sucesso, nas áreas de teologia, filosofia e espiritualidade, traduzidas em várias línguas. Bruno Forte 26:09 PERSONALIDADE Torres Queiruga é um teólogo galego. Foi professor de teologia fundamental no Instituto Teológico Compostelano e de filosofia da religião na Universidade de Santiago de Compostela. É membro da Real Academia Galega e foi um dos fundadores e diretor da revista Encrucillada. Torres Queiruga 28:16 30:38 A partir deste momento da aula, Tiago passa a discorrer sobre a economia do logos encarnado. Segundo o evangelho de João, capítulo 1, versículos 1 a 18, o logos divino é ontologicamente dialógico - a palavra é comunicativa; ela age em toda a história humana e resgata a unidade do plano da salvação, abraçando a totalidade da história. Para Jean Daniélou, padre jesuíta e cardeal francês, é a partir da dinâmica dialógica da encarnação do logos que Deus convida a humanidade a participar da sua própria vida. Olhar III 25 AULA 3 • PARTE 2 01:08 Para Claude Geffré, o encontro do cristianismo com outras expressões religiosas permite descobrir traços comuns da ação de Deus, em si e no outro,fazendo pensar naquilo que tem de original e naquilo que ele mesmo não consegue expressar. Nesse sentido, religiões não cristãs podem fornecer ao cristianismo uma interpretação enriquecedora do mistério de Deus e da relação do ser humano com a transcendência: o cristianismo, em diálogo com outras religiões, tem a possibilidade de, maieuticamente, dar à luz, a partir da sua experiência interior, a novas dimensões do próprio mistério de Cristo. Ainda, segundo o teólogo francês, o fim da ideologia universalista da cristandade teve como desfechos o dualismo (entre secular e religioso) e o messianismo (como crença utópica na transformação da história). Atendo-se à questão da prática religiosa nesse tempo em que o pluralismo impera e os sujeitos são responsáveis por alimentar a sua espiritualidade, Tiago traz entendimento do teólogo Faustino Teixeira: para ele, toda experiência religiosa autêntica precisa estar em sintonia com o tempo. Na visão de Torres Queiruga, Deus se manifesta enquanto ajuda a transformar o mundo e, por isso, nessa manifestação transformadora, o critério decisivo não é a ortodoxia (uma crença muito bem elaborada), mas a ortopráxis (uma prática que realmente transforma positivamente as realidades). Outro autor que ilumina o olhar ao contexto atual é Anthony Giddens. Para ele, o cristianismo terá condições de propor uma oferta de sentido consistente e relevante, na medida em que for capaz de propiciar uma abertura dialogal aos desafios emergentes no mundo globalizado contemporâneo. Corroborando esse entendimento, Leonard Swidler afirma que é preciso estar disposto ao aprendizado da diversidade, que supõe alteridade e empatia, para a vivência da fé nesse âmbito plural. Olhar IV 02:58 O diálogo, de forma alguma, limita ou me faz ser menos, mas ele amplia. PERSONALIDADE Maria Clara Bingemer é graduada em comunicação e em teologia pela PUC-Rio e doutora pela Universidade Gregoriana de Roma. É professora de teologia da PUC-Rio e decana do centro de teologia e ciências humanas da instituição. Maria Clara Bingemer 03:14 CURIOSIDADE Série de conferências realizadas entre 1962 e 1965, convocadas pelo Papa João XXIII, com o objetivo de modernizar a Igreja e atrair os cristãos afastados da religião. Concílio Vaticano II 12:00 26 13:49 A partir do Concílio Vaticano II, a igreja católica reconheceu o papel positivo das religiões no plano de salvação de Deus, enquanto portadoras de valores edificantes. O padre Mário de França Miranda traz dois aspectos fundamentais nesssa leitura dos fenômenos das religiões em uma perspectiva da história da salvação: • A abertura fundamental do ser humano à transcendência; e • A ação universal do espírito de Deus. Tiago explica que há uma universalidade na ação de Deus em Cristo, ao mesmo tempo em que a religião cristã detém uma relatividade enquanto expressão histórica desse mistério universal. Essa universalidade salvífica de Deus se dá pela via do amor, que quebra a soberba de hermenêuticas soteriológicas sob a lógica da concorrência e dominação entre as religiões. Para Torres Queiruga, assumir a perspectiva da alteridade é evitar o solipsismo exclusivista e integrista e praticar a lógica da gratuidade. À vista disso, Tiago conceitua exclusivismo, inclusivismo e pluralismo, apontando as diferenças entre eles e os problemas de cada um. Segundo Cláudio Ribeiro, cada religião tem uma proposta salvífica que precisa ser respeitada e que pode se reinterpretar a partir do confronto dialógico e criativo. A conversão, enquanto simples mudança de religião, não é condição sine qua non para a salvação pessoal. Nesse sentido, Tiago chama a atenção ao fato de que é importante que a metanoia se torne ortopráxis (prática coerente) - a mudança de mentalidade tem que gerar uma prática concreta. Olhar V 34:19 O Logos encarnado é ícone de Deus; não reduz o elemento divino ao histórico - do contrário, seria um ídolo. A relação iconográfica de Jesus com o mistério divino abre possibilidade para outras formas possíveis de identificação com a realidade última do universo e desfaz posturas autocentradas e exclusivistas. Na lógica da encarnação, a transcendência divina não anula, nem absolutiza a imanência histórica em sua particularidade concreta e vice-versa. Por isso, Deus pode agir na relatividade histórica sem anulá-la ou dissolver-se nela. A ênfase no paradoxo da encarnação torna o cristianismo menos autossuficiente, preservando-o da tentação imperialista. Toda religião, enquanto circunstanciada, é marcada pela provisoriedade. Pensar positivamente no pluralismo religioso como algo que coincide com o querer misterioso de Deus é fazer uma opção teológica pela valorização da grandiosidade do mistério divino e das múltiplas possibilidades humanas de captá-lo. Segundo Torres Queiruga, uma vez afirmada a presença universal da salvação, é necessário equilibrar o respeito ao valor intrínseco das religiões e um olhar crítico que não sucumba a um relativismo igualitarista ou a um universalismo minimalista. Como exemplo da irredutibilidade das outras religiões, Tiago menciona a perenidade de Israel diante da igreja. Na sequência, passa a explorar o diálogo inter-religioso entre judeus e cristãos, destacando que antes de ser um ato de tolerância à verdade e à liberdade do outro, o diálogo entre as religiões é um ato de comunhão, cuja principal motivação é o respeito aos caminhos misteriosos de Deus. O diálogo com as outras religiões, antes de comprometer a soteriologia cristã, a amplia; traz grande otimismo quanto à possibilidade de salvação para além do cristianismo. Olhar VI 27 41:18 A principal motivação do diálogo entre as religiões deve ser o respeito aos caminhos misteriosos de Deus. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Sobre pluralismo religioso, é correto afirmar: Assinale a alternativa incorreta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st as d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a s 2 e 4 . AULA 3 • PARTE 3 00:25 Tiago inicia a terceira parte da aula falando sobre a mediação salvífica de Cristo e das religiões. A partir de entendimentos de Claude Geffré, Papa Paulo Vi e outros autores, propõe uma reflexão acerca do papel nas religiões não cristãs na salvação de seus membros e da conexão entre a influência cósmica do espiríto e a ação universal do logos. Em graus diferentes, as religiões podem ser consideradas legítimas, sendo possível às pessoas se salvarem dentro da religião acessível à sua condição histórica. As religiões podem ser consideradas como meios ou vias de salvação enquanto integram a dinâmica abrangente da história geral da salvação. Olhar VII 28 Embora o cristianismo possua a plenitude dos meios fornecidos pela economia especial da salvação, realizada em Cristo, não é uma via exclusiva. Dentro do único plano de Deus, há uma harmonia ou unidade orgânica entre cristianismo e religiões em ordem à salvação. Todas as vias de salvação convergem para a unidade final, na qual se consumarão todas as alianças que Deus firmou com a humanidade. A Igreja é sacramento universal de salvação, mas não via exclusiva de salvação. A única mediação pertence ao mistério de Cristo que unifica as diversas vias salvíficas em uma única economia da salvação. Todas as religiões, a seu modo, colaboram de forma misteriosa para a manifestação do Reino de Deus. PERSONALIDADE Jacques Dupuis foi um padre jesuíta. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em 1941. Em 1997, publicou: “Toward a Christian Theology of Religious Pluralism” (Para uma Teologia Cristã do Pluralismo Religioso), em que sugeriu que a salvação poderia ser possível através de religiões não-cristãs, e que as religiões não-cristãs desempenharam um papel vital nas religiões cristãs. Jacques Dupuis 03:38 05:55 PERSONALIDADE Karl Rahner foi um sacerdote católico jesuíta de origem germânica e um dos mais influentes teólogosdo século XX. É considerado representante de uma teologia querigmática e foi pioneiro na abertura da teologia católica ao pensamento do século XX. Sua teologia influenciou o Concílio Vaticano II, tendo Rahner trabalhado como especialista em sua a preparação e implementação. Rahner foi co-editor da segunda edição da enciclopédia católica Lexicon for Theology and Church e, portanto, teve um impacto em toda a teologia católica de língua alemã. Karl Rahner 07:18 As religiões são, para os seus membros, expressão de uma ordem providencial divina e, por isso, são possíveis vias de salvação. 12:18 Tiago discorre sobre o reino de Deus e sua relação com Israel. No judaísmo tardio, há duas expectativas de reino de Deus: • Política: Deus enviará um Rei Messias, filho de Davi, para restabelecer o reino de Israel, libertando-o de seus inimigos e tornando Jerusalém um lugar santo de culto; e • Escatológica: restauração em sentido cósmico, IAHWEH, soberano não apenas de Israel, mas de todo mundo; salvação não está reservada a um povo. Refletir 29 Em Jesus, o Reino de Deus é uma realidade teológica, carrega uma força escatológica impactante que incide na história. Jesus apresenta o Reino de Deus, sobretudo, em linguagem parabólica, como aberto à acolhida de todos; sem prever uma restauração das glórias passadas ou de um privilégio reservado ao povo de Israel. 22:31A religião tem como finalidade ser um instrumento do anúncio da realização do reinado de Deus. 24:13 Neste momento da aula, Tiago traz a dimensão de um cristianismo como religião não absoluta. A particularidade histórica de Jesus leva a refletir, em termos não totalitários, a relação entre o cristianismo e as outras religiões. Absolutizar uma origem contextualizada, significaria negar a relatividade e falsear o distanciamento humano em relação ao mistério divino. O Deus triunitário pai, filho e espírito santo, constitui-se como unidade nas diferenças. A relação entre cristianismo e outras religiões tem como fundamento teológico a própria constituição diferencial arquetípica da comunhão trinitária, que incentiva a sair de si e ir ao encontro do outro. O desejo de dominação, mediado por um discurso totalitário, deturpa essa fundamentação. Refletir II 37:21 Tiago passa a falar sobre o diálogo entre as religiões e a alteridade irredutível. O diálogo é percebido como prática da alteridade - é ato de coragem, no qual o cristão expõe sua identidade ao teste do julgamento do outro. O diálogo é uma passagem necessária para a realização do indivíduo e da comunidade humana. A disposição em deixar-se transformar pelo diálogo proporciona um intercâmbio de dons e o enriquecimento mútuo. Para que esse diálogo seja genuíno e edificante, há alguns requisitos: • Justo equilíbrio, em que há uma visão crítica e acolhedora; • Convicção pessoal, sinceridade e integralidade; e • Abertura à verdade. Refletir III 30 AULA 3 • PARTE 4 01:37 Tiago passa a falar sobre o ultrapasse à perpectiva apologética. Diferentes visões religiosas não se excluem, mas podem ser complementares, desde que se compreenda a gradiosidade e inefabilidade noumênica do fenômeno que referenciam. Atualmente é possível compreender as religiões mundiais melhor que em outras épocas, embora o convívio pacífico entre elas ainda seja um desafio, como se vê nos conflitos religiosos em várias partes do mundo. Na sequência, traz a questão do ecumenismo planetário. Os progressos científicos e tecnológicos dos últimos anos conectaram todo o planeta. Há uma mundialização acelerada das informações. As pessoas desenvolveram uma consciência mais aguda dos laços que as unem entre si e com os outros seres vivos. A situação atual demanda sair dos pares conceituais. É fundamental um diálogo que integre todas as religiões, em suas identidades e diferenças. O diálogo ecumênico planetário acontece em três níveis: • Nível teológico monoteísta: judeus, cristãos e muçulmanos; • Nível antropológico idealista: humano autêntico; • Nível soteriológico teleológico: anseio direto ou indireto por salvação - libertação das limitações do eu e/ou do mundo. Há três condições para o diálogo autêntico entre pessoas de diversas tradições religiosas: o respeito ao outro em sua identidade própria; a fidelidade à própria identidade; e a necessidade de certa igualdade entre os interlocutores. Ainda, são disposições necessárias ao diálogo, a abertura e acolhida; o engajamento de fé; a abertura à verdade; e a convicção que o diálogo não enfraquece, mas aprofunda a fé, revelando-lhe novas dimensões. Viver 03:42 PERSONALIDADE Foi um filósofo da religião e teólogo nascido na Inglaterra. Na teologia filosófica, fez contribuições nas áreas de teodiceia, escatologia e cristologia, e na filosofia da religião, nas áreas de epistemologia da religião e pluralismo religioso. John Hick 18:35 Tiago chega ao último ponto da aula - o diálogo inter-religioso para a paz e não violência. O diálogo entre as religiões é uma dimensão fundamental para a construção de um caminho comum para a paz a nível planetário. O sentimento de pertença a um grupo pode desencadear atitudes de preconceito e intolerância aos que são de fora. Em momentos de tensão, sentimentos, muitas vezes adormecidos, podem se agravar e virem à tona, sendo ocasião de conflitos. O conflito é tão humano quanto a própria vida - ele não pode ser evitado, mas a violência pode ser prevenida. Dois fatores parecem predispor à violência, quando incorporados à fé religiosa: o sentido exacerbado de excepcionalidade e o missionarismo agressivo. O primeiro faz com que nós nos compreendamos de uma forma exclusivista, enquanto o segundo acaba considerando a persuasão, Viver II 31 até mesmo pela coerção violenta, como necessária para converter o outro a nossa perspectiva de fé. Nesse cenário, emerge a necessidade de uma resolução não violenta dos confitos e o papel da religião frente a isso. O caminho da paz é exigente e comprometedor, além de importante para a plenificação da vida humana e do planeta. O pensamento de Jesus nos traz a dinâmica de não pagar violência com violência, mas procurar a resolução criativa e pacífica dos conflitos. De forma alguma as religiões poderão justificar a sua razão de ser, se, de fato, não adotarem a luta por justiça, a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida em um sentido amplo como grandes causas da humanidade. Tiago chama a atenção à necessidade de um diálogo focado na prática, de especial candência humanitária, social e ecológica - mais do que ficar discutindo sobre teoria, é muito importante que o diálogo entre as religiões, de fato, estabeleça uma colaboração prática. Traz, por fim, a perspectiva do diálogo colaborativo entre as religiões em prol de uma cultura de paz e não violência como uma alternativa para edificar outro mundo possível. Cristologia e diálogo entre as religiões na busca da paz em Claude Geffré. O pluralismo religioso no horizonte de um ecumenismo planetário em Claude Geffré; Diálogo ecumênico, promoção humana e busca da paz. LEITURAS INDICADAS 39:55 EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Para que o diálogo entre as religiões seja edificante, são requisitos: Quanto ao diálogo inter-religioso, assinale a alternativa incorreta: EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO R es p o st as d es ta p ág in a: a lt e rn a ti v a s 4 e 3 . 32 Resumo da disciplina Veja, nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. AULA 1 AULA 2 AULA 3 A disposição em deixar-se transformar pelo diálogo proporciona um intercâmbio de dons e o enriquecimento mútuo. As duas principais linhas, desde o século XIX, ligadas à espiritualidade são: a francesa e a anglo-saxã. Espiritualidade, e um sentido amplo, está relacionada à vida espiritual; e, em sentido estrito, significa o modo de viver, podendo ser concebida como uma atitude básica,prática ou existencial. Em graus diferentes, as religiões podem ser consideradas legítimas, sendo possível às pessoas se salvarem dentro da religião acessível à sua condição histórica. O pluralismo de povos foi simplesmente negado, ignorado, mesmo tendo, na época, vozes e tendências a contrário. O próprio Estado precisa conviver e construir uma nova presença das religiões no seu ordenamento jurídico. O diálogo, dentro das religiões, é um comportamento, uma ação, mas, também, uma atitude que precisa ser despida de qualquer preconceito. Há diferentes religiões que podem conviver em uma só pessoa. Diálogo inter-religioso trata-se de um tipo de integração entre pessoas pertencentes a diferentes religiões, que acontece nos mais diversos níveis, nem sempre de forma explícita. 33 Veja as instruções para realizar a avaliação da disciplina. Já está disponível o teste online da disciplina. O prazo para realização é de dois meses a partir da data de lançamento das aulas. Lembre-se que cada disciplina possui uma avaliação online. A nota mínima para aprovação é 6. Fique tranquilo! Caso você perca o prazo do teste online, ficará aberto o teste de recuperação, que pode ser realizado até o final do seu curso. A única diferença é que a nota máxima atribuída na recuperação é 8. Avaliaçãoca-- Conheça seus professores Conheça os professores da disciplina. Ementa da Disciplina Veja a descrição da ementa da disciplina. Bibliografia da Disciplina Veja as referências principais de leitura da disciplina. O que compõe o Mapa da Aula? Confira como funciona o mapa da aula. Mapa da Aula Links de artigos científicos, informativos e vídeos sugeridos. Resumo da disciplina Relembre os principais conceitos da disciplina. Avaliação Veja as informações sobre o teste da disciplina. Botão 252: Botão 253: Botão 254: Botão 255: Botão 257: Botão 258: Botão 259: Botão 260: Botão 272: Botão 273: Botão 274: Botão 275: Botão 277: Botão 278: Botão 279: Botão 280: Botão 287: Botão 288: Botão 289: Botão 290: Botão 327: Botão 328: Botão 329: Botão 330: Botão 312: Botão 313: Botão 314: Botão 315: Botão 292: Botão 293: Botão 294: Botão 295: Botão 297: Botão 298: Botão 299: Botão 300: Botão 302: Botão 303: Botão 304: Botão 305: Botão 307: Botão 308: Botão 309: Botão 310: