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Rudolf Eduard von Sinner e Tiago de Fraga Gomes
ESPIRITUALIDADE E 
DIÁLOGO ENTRE AS 
RELIGIÕES
Elisangela Pereira Machado
Espiritualidade é tudo aquilo que nos propor-
ciona transformação interior, é porque tocou 
no espírito.
2
c-Conheça o livro da disciplina
CONHEÇA SEUS PROFESSORES 3
Conheça os professores da disciplina. 
EMENTA DA DISCIPLINA 4
Veja a descrição da ementa da disciplina. 
BIBLIOGRAFIA DA DISCIPLINA 5
Veja as referências principais de leitura da disciplina. 
O QUE COMPÕE O MAPA DA AULA? 6
Confira como funciona o mapa da aula.
MAPA DA AULA 7
Links de artigos científicos, informativos e vídeos sugeridos. 
RESUMO DA DISCIPLINA 32
Relembre os principais conceitos da disciplina. 
AVALIAÇÃO 33
Veja as informações sobre o teste da disciplina. 
3
 Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do 
Rio Grande do Sul (2020) com período sanduíche (2017-2018) 
pela Ruhr-Universität Bochum - Alemanha. Mestre em Teologia 
pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015). 
Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio 
Grande do Sul (2012) e pela Pontificia Università Lateranense - 
Itália (2012). Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade 
Católica do Rio Grande do Sul (2007). Professor Adjunto da 
Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do 
Rio Grande do Sul, Coordenador do Programa de Pós-Graduação 
em Teologia, Coordenador da Especialização em Espiritualidade 
e Estudos da Consciência, Editor da Revista Teocomunicação, 
Prefeito de Estudos da Pontificia Università Lateranense - Itália, 
Perito da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional 
dos Bispos do Brasil e Pós-Doutorando pela Pontifícia Universidade 
Católica do Rio de Janeiro (2021-2022). Tem experiência na área 
de Teologia, com ênfase em Teologia Sistemática.
TIAGO DE FRAGA GOMES
Professor PUCRS
 Suíço naturalizado brasileiro, doutor em Teologia pela 
Universidade de Basileia e livre-docente em Teologia 
Sistemática pela Universidade de Berna, ambas na Suíça. De 
2003-19 foi professor de Teologia Sistemática, Ecumenismo e 
Diálogo Inter-religioso na Faculdades EST em São Leopoldo/
RS, pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e diretor fundador 
do Instituto de Ética. Desde 2019, é professor de Teologia 
Sistemática e coordenador do Programa de Pós-Graduação 
em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná 
(PUCPR). Professor extraordinário na Faculdade de Teologia 
da Universidade de Stellenbosch, África do Sul. Pesquisador 
bolsista de produtividade do CNPq e pesquisador reconhecido 
pela Fundação Nacional de Pesquisa da África do Sul (NRF). 
Ministro ordenado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no 
Brasil. Em ensino, pesquisa e extensão, atua principalmente na 
área da teologia pública, ética política, religião no estado laico, 
ecumenismo e diálogo inter-religioso e doutrina da Trindade. 
RUDOLF EDUARD VON SINNER
Professor Convidado
c-Conheça seus professores
4
Ementa da Disciplina
Espiritualidade como projeto e estilo de vida. Experiência e leitura plural da 
Revelação de Deus: proceder por aproximações interpretativas. O encontro entre 
as religiões como sinal dos tempos. Economia da Revelação divina e diálogo entre 
as religiões. O significado soteriológico e o valor mediador das religiões. Religiões 
do mundo e manifestação do Reinado de Deus. O paradoxo do exclusivismo 
religioso. A alteridade irredutível das religiões. Emergência de uma espiritualidade 
ecumênica planetária. O diálogo entre as religiões em prol de uma cultura e de 
uma espiritualidade de paz e não violência. Intolerância e violência religiosa como 
demonização do diferente. O outro visto como ameaça. Caminho para a paz e não 
violência à luz da cristologia. Resolução criativa e não violenta de conflitos. Ethos 
planetário de paz e não violência.
5
Bibliografia da Disciplina
As publicações destacadas têm acesso gratuito. 
Bibliografia básica
GOMES, T. F. O Logos hermenêutico em teologia: de uma racionalidade hermenêutica 
a uma leitura plural da economia da Revelação cristã. Porto Alegre: Edipucrs, 2021.
GOMES, T. F. O Logos dialógico em teologia: a economia do Logos encarnado e a 
questão do diálogo entre as religiões. Porto Alegre: Edipucrs, 2021.
GOMES, T. F. O Logos colaborativo em teologia: o diálogo entre as religiões em prol de 
uma cultura de paz e não violência. Porto Alegre: Edipucrs, 2021.
Bibliografia complementar
HAMMES, E.J. Mística e espiritualidade da paz e não violência. Pistis & Praxis, 
Curitiba, v. 7, n. 1, p. 65-82, Jan./Abr. 2015.
HAMMES, E.J.; GOMES, T.F. Cristologia e diálogo entre as religiões na busca da paz 
em Claude Geffré. Pistis & Praxis, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 703-727, Set./Dez. 2019.
MIRANDA, M.F. Religiões particulares e paz universal, a contribuição cristã. Atualidade 
Teológica, Rio de Janeiro,ano 10, n. 23,p. 177-194, Mai./Ago. 2006.
TEIXEIRA, F. Malhas da hospitalidade. Horizonte, Belo Horizonte, v. 15, n. 45, p. 18-39, 
Jan./Mar. 2017.
WOLFF, E. Elementos para uma espiritualidade do diálogo inter-religioso. Encontros 
Teológicos, Florianópolis, v. 31, n. 2, p. 295-308, Mai./Ago. 2016.
https://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/8254/2/Mistica_e_espiritualidade_da_paz_e_nao_violencia.pdf
https://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/8254/2/Mistica_e_espiritualidade_da_paz_e_nao_violencia.pdf
https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/18506
https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/18506
http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2017v15n45p18
http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2017v15n45p18
6
O que compõe o 
Mapa da Aula?
so
MAPA DA AULA
São os capítulos da aula, demarcam 
momentos importantes da disciplina, 
servindo como o norte para o seu 
aprendizado.
Frases dos professores que resumem 
sua visão sobre um assunto ou situação. 
DESTAQUES
Conteúdos essenciais sem os quais você 
pode ter dificuldade em compreender a 
matéria. Especialmente importante para 
alunos de outras áreas, ou que precisam 
relembrar assuntos e conceitos. Se você 
estiver por dentro dos conceitos básicos 
dessa disciplina, pode tranquilamente 
pular os fundamentos.
FUNDAMENTOS
Questões objetivas que buscam 
reforçar pontos centrais da disciplina, 
aproximando você do conteúdo de 
forma prática e exercitando a reflexão 
sobre os temas discutidos. Na versão 
online, você pode clicar nas alternativas.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Fatos e informações que dizem 
respeito a conteúdos da disciplina.
CURIOSIDADES
Conceituação de termos técnicos, 
expressões, siglas e palavras específicas 
do campo da disciplina citados durante 
a videoaula. 
PALAVRAS-CHAVE
Assista novamente aos conteúdos 
expostos pelos professores em vídeo. 
Aqui você também poderá encontrar 
vídeos mencionados em sala de aula. 
VÍDEOS
Inserções de conteúdos para tornar 
a sua experiência mais agradável e 
significar o conhecimento da aula. 
ENTRETENIMENTO
Apresentação de figuras públicas 
e profissionais de referência 
mencionados pelo(a) professor(a).
PERSONALIDADES
Neste item, você relembra o case 
analisado em aula pelo professor. 
CASE
A jornada de aprendizagem não 
termina ao fim de uma disciplina. Ela 
segue até onde a sua curiosidade 
alcança. Aqui você encontra uma lista 
de indicações de leitura. São artigos e 
livros sobre temas abordados em aula. 
LEITURAS INDICADAS
Aqui você encontra a descrição detalhada 
da dinâmica realizada pelo professor. 
MOMENTO DINÂMICA
7
Mapa da Aula
Os tempos marcam os principais momentos das videoaulas.
AULA 1 • PARTE 1
02:30
O livro mostra como a comunhão e as 
relações eternas de inclusão entre o Pai, 
o Filho e o Espírito Santo podem inspirar 
relações sociais mais participativas, 
igualitárias e includentes. Cada pessoa na 
medida em que vive em comunhão com os 
outros participa da comunhão trinitária.
Livro: Trindade e a sociedade
LEITURA INDICADAPERSONALIDADE
Foi um sacerdote católico romano, teólogo 
e filósofo espanhol, grande promotor 
do diálogo inter-religioso. Na visão de 
Panikkar, o diálogo requer como condição 
fundamental a atitude de “uma busca 
profunda, uma convicção de que estamos 
caminhando sobre um solo sagrado”. Há que 
se despir de preconceitos para acessar o 
mundo do outro. E essa viagem não é fácil.
Raimon Panikkar
03:24
07:01A partir do momento em que 
a gente se abre para uma 
outra experiência, começamos 
a repensar a nossa própria.
07:44 Como eu vejo as pessoas de 
outras religiões?
08:13O pior é preconceito. Porque o 
preconceito não se preocupa 
em descobrir quem é o outro, 
eu já sei.
8
10:37
Rudolf inicia a aula explicando que o diálogo, 
dentro das religiões, é um comportamento, 
uma ação, mas, também, uma atitude que 
precisa ser despida de qualquer preconceito. 
Já a espiritualidade não está embasada 
apenas em uma necessidade concreta e, 
sim, em uma perspectiva de pensar sobre 
as religiões, em quais locais de fé, formas, 
pensamentos e crenças Deus possibilitou 
para todos os seres humanos.
Introdução
15:00
Ialorixá: é designação da pessoa 
incumbida de gerenciar um terreiro 
de candomblé e a sua liturgia, de 
exercer toda autoridade sobre os 
membros de seu grupo, em qualquer 
nível da hierarquia.
PALAVRA-CHAVE
17:53
PERSONALIDADE
Foi teólogo, educador, tradutor, psicanalista 
e escritor brasileiro. Autor de livros de 
filosofia, teologia, psicologia e de histórias 
infantis.
Rubem Alves
PERSONALIDADE
Doutora em filosofia e teologia, feminista, fez 
parte da Congregação das Irmãs de Nossa 
Senhora - Cônegas de Santo Agostinho. 
Ela defende a ideia de que Deus é um 
mistério, uma força presente em tudo, e não 
uma figura masculina como é comumente 
representado. 
Ivone Gebara
19:11
24:01
Uma das etapas do pluralismo religioso é o 
reprimido. O docente aborda o pluralismo 
trazendo o fato histórico da descoberta 
do Brasil. Rudolf cita como a ausência das 
consoantes indicadas na língua tupi fez com 
que se entendesse que não existia “fé” nem 
“lei” nem “rei”, ou seja, nenhum traço de 
religião e, também, de civilização na época. 
O pluralismo de povos foi simplesmente 
negado, ignorado, mesmo tendo, na época, 
vozes e tendências a contrário. 
Os povos africanos foram “pluralizados” ao 
serem desenraizados, dispersos, separados, 
e escravizados. Suas religiões sobreviveram, 
adaptando-se à realidade nova, sob 
dissimilação, tendo sua existência negada e, 
por muitas vezes, combatida.
Pluralismo religioso reprimido
9
29:58
Dezenas de escravos negros se libertam das 
correntes e assumem o comando do navio 
negreiro La Amistad. Eles sonham retornar 
para a África, mas desconhecem navegação 
e se vêem obrigados a confiar em dois 
tripulantes sobreviventes.
Filme: Amistad
ENTRETENIMENTOContinuaçãop
No século XIX, o espaço abriu-se para a 
constituição do Candomblé, por exemplo. 
Ao mesmo tempo, a liberdade religiosa 
legalizada com a República não valia para as 
religiões afro, pois não foram consideradas 
religião, mas uma “superstição”, “magia” e 
“charlatanismo”.
Em relação aos protestantes, Pe. Agnelo 
Rossi diz que “o Brasil surgiu, cresceu e 
desenvolveu-se sob o signo auspicioso da fé 
católica. Não assim com o protestantismo. 
Sua aparição no cenário nacional é tardia...”
34:59
CURIOSIDADE
O Supremo Tribunal Federal rejeitou recurso 
de uma loja maçônica do Rio Grande do Sul 
que pedia imunidade tributária. Na decisão, 
o ministro Ricardo Lewandowski, relator do 
caso, foi seguido pelos ministro Ayres Britto, 
Dias Toffoli e Carmén Lúcia, ficando vencido 
o ministro Marco Aurélio. Acesse aqui. 
STF rejeita imunidade 
tributária para maçonaria
PERSONALIDADE
Crítico literário, professor de literatura, 
pensador, polígrafo e líder católico brasileiro 
nascido em Petrópolis, Estado do Rio de 
Janeiro, que sempre se envolveu com a 
política e as questões sociais.
Alceu Amoroso Lima
37:27
39:02
PERSONALIDADE
Foi um prelado católico brasileiro, décimo 
sexto bispo de São Paulo. Foi o brasileiro que 
mais alto subiu na hierarquia eclesiástica, 
sendo considerado o maior expoente da 
Igreja do Brasil, chegando a ser cardeal-
decano do Colégio Cardinalício.
Pe. Agnelo Rossi
https://www.conjur.com.br/2012-set-04/stf-maconaria-nao-religiao-rejeita-imunidade-tributaria#:~:text=A%20ma%C3%A7onaria%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20uma,Sul%20que%20pedia%20imunidade%20tribut%C3%A1ria.
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40:04
O professor Rudolf traz um panorama das 
conquistas religiosas em relação à cidadania. 
• 1810: anglicanos (estrangeiros) gozam de 
certa liberdade de culto;
• 1824: outras religiões são admitidas em 
âmbito doméstico ou privado, desde 
que seus locais de culto não aparentem 
templos. Porém: onde enterrar os 
mortos? Como registrar os batismos? 
Como casar legalmente?
• A partir de 1855: entrada de missionários 
do mundo anglo-saxão, forte anti-
catolicismo e pregação de uma moral 
contracultural.
• 1889: abolição do padroado e da igreja 
oficial - neocristandade.
A conquista da cidadania religiosa
O diálogo entre as religiões pode ser 
considerado(a):
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
AULA 1 • PARTE 2
CURIOSIDADE
É um grande tributo às principais figuras do 
movimento religioso que varreu a Europa 
no século XVI. A escultura mede 9 metros 
de altura por 100 de comprimento, e é 
composta por estátuas, baixos-relevos e 
inscrições. Elas foram construídas entre 1909 
e 1917 para celebrar o 400º aniversário do 
líder protestante João Calvino.
Muro dos Reformadores
03:54
05:21
Rudolf traz a perspectiva do pluralismo 
descoberto com um trecho de “Grande 
Sertão: Veredas”, escrito por Guimarães 
Rosa. Para contrapor, o docente discorre 
sobre o “subterrâneo religioso”, explicado 
por Oneide Bobsin com o romance Dona 
Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado. 
Segundo Bobsin, é preciso trabalhar com 
os dois mundos: com o racional e o mítico, 
o tradicional e o moderno, o existencial e 
o libertador, o oficial e o clandestino, sem 
esquecer das ambiguidades da vida tão bem 
presentes no religioso.
O pluralismo descoberto
11
PERSONALIDADE
Mais conhecido por Guimarães Rosa, foi um 
dos mais importantes escritores brasileiros 
do modernismo, além de ter seguido a 
carreira de diplomata e médico. O romance 
“Grande Sertão: Veredas” é sua obra prima.
João Guimarães Rosa
05:27
16:10
O professor Rudolf utiliza o samba-enredo 
da Imperatriz Leopoldinense (RJ), do 
Carnaval de 2010, para representar a quarta 
etapa do pluralismo:
“A imperatriz é um mar de fiéis
No altar do samba, em oração
É o Brasil de todos os deuses!
De paz, amor e união...
Num país da cor da miscigenação
De tanto Deus, tanta religião
Pro povo, feliz, cultuar
O índio dançou, em adoração
O branco rezou na cruz do cristão
O negro louvou os seus orixás...”
O pluralismo entronizado
21:14
O docente cita que o próprio Estado 
precisa conviver e construir uma nova 
presença das religiões no seu ordenamento 
jurídico. No momento, portanto, em que 
o Estado assume a liberdade religiosa, 
consequentemente, ele se constitui como 
laico. Há, assim, neutralidade em termos 
de religião. Outro ponto apresentado por 
Rudolf sobre a liberdade religiosa (positiva 
e negativa) como um direito fundamental 
da cidadania. Assim como a isonomia, 
a igualdade, quanto às religiões, sem 
distinções. Existe, deste modo, uma definição 
ampla do que é para ser religião.
O pluralismo repensado
25:00Normalmente as pessoas 
religiosas têm as mesmas leis 
as quais precisam obdecer.
26:03
CURIOSIDADE
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, 
subvencioná-los, embaraçar-lhes o 
funcionamento ou manter com eles ou seus 
representantes relações de dependência 
ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a 
colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinçõesentre brasileiros ou 
preferências entre si.
Artigo 19 da Constituição 
Federal de 1988
CURIOSIDADE
“Toda pessoa tem direito à liberdade de 
pensamento, de consciência e de religião; 
este direito implica a liberdade de mudar 
de religião ou de convicção, assim como 
a liberdade de manifestar a religião ou 
convicção, sozinho ou em comum, tanto em 
público como em privado, pelo ensino, pela 
prática, pelo culto e pelos ritos.”
Artigo 18 da Declaração 
Universal dos Direitos 
Humanos (DUDH) 
27:04
https://www.imperatrizleopoldinense.com.br/inicio
12
Em relação ao Estado e as religiões é 
correto afirmar:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
39:39 Lidamos hoje com uma situação 
muito nova que nos exige 
repensar o lugar da religião no 
espaço público.
43:47 Qual é a contribuição de cada 
religião para o bem comum?
AULA 1 • PARTE 3
05:32
PERSONALIDADE
Foi um defensor dos direitos humanos e 
rabino luso-americano radicado no Brasil.
No país em que se radicou serviu, por mais 
de 40 anos, como presidente do Rabinato 
da Congregação Israelita Paulista (CIP) 
quando, em outubro de 2007, se afastou 
formalmente.
Henry Sobel
06:50
O docente discorre sobre o que as religiões 
dizem umas sobre as outras e cita alguns 
pressupostos comuns, como: 
• as religiões são muito diversas 
internamente, pelo contexto (histórico, 
social, econômico, político), pela 
preferência dos(as) crentes, pela 
hermenêutica.
• há formas de ver a outra religião de 
forma exclusiva, inclusiva, igualitária ou 
pluralista.
• metáfora dos rios que se encontram num 
oceano.
• muito depende da percepção dos outros 
e de si mesmo. 
Religiões
14:03Não se aguenta, no 
fundamentalismo, ambiguidade, 
falta de clareza, mais perguntas 
do que respostas.
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18:08
Elie Wiesel narra suas memórias em um 
relato conciso, com uma linguagem direta 
que surpreende pela intensidade. Mas ele 
vai além, ao expressar a perda da inocência, 
a sensação de abandono quando deixa de 
acreditar em Deus e a vergonha de ter sua 
dignidade arruinada pela banalização do 
horror.
Livro: A noite
LEITURA INDICADA
18:35
O livro retoma os resultados anteriores do 
processo de pensamento do filósofo, a fim de 
apresentar uma tentativa de resposta a um 
problema moral muito específico, aquele do 
‘sentido’ do mal radical no seio de um mundo 
cujo valor ele compromete.
Livro: O Conceito de Deus Após 
Auschwitz
LEITURA INDICADA
29:27
Esta obra traz o mesmo espírito presente no 
texto da década de 1980: a de que a Bíblia 
pode ser um livro acessível a todos. Contudo, 
vivemos novos tempos e a Bíblia, livro mais 
traduzido e vendido no mundo, está nas 
mãos das pessoas. O autor proporciona uma 
obra revisitada e atualizada, não porque 
a antiga edição fosse ultrapassada, mas 
porque faz-se necessário dialogar com novos 
contextos.
Livro: Flor sem defesa
LEITURA INDICADA
31:02
Rudolf traz alguns versículos para embasar 
a explicação sobre o cristianismo, a sua 
pluralidade e a sua interpretação. 
Cristianismo
É incorreto afirmar que:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
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14
AULA 1 • PARTE 4
05:24
Está no Alcorão (Sura 2,257) que não se 
deve usar coerção em assuntos de religião, 
porém, segundo o docente, o próprio livro 
faz distinção entre ahl al-kitab, os povos do 
livro e as religiões politeístas. Aqueles que 
são tolerados precisa pagar impostos mais 
específicos. Há, portanto, divergência sobre 
a trindade, medo e reconhecimento.
Islã
11:34
Rudolf faz a interpretação de alguns 
versículos trazendo um panorama da história 
do judaismo. O professor cita um trecho 
do texto de Martinho Lutero, escrito na 
Alemanha, em 1543, que dizia: “Primeiro, 
tocar fogo nas sinagogas e escolas deles e 
enterrar e cobrir de sujeira tudo que não for 
queimado [...] Em segundo lugar, aconselho 
que as casas deles sejam arrasadas e 
destruídas. [...] Em terceiro aconselho que 
todos os seus livros de orações e escritos 
talmúdicos [...] sejam tirados deles. [...]. 
Quanto a vocês, meus caros cavaleiros 
amigos que são pastores e pregadores, 
quero lembrar fielmente do dever oficial de 
vocês, de modo que também admoestem 
seus paroquianos em relação ao dano eterno 
deles.”
Judaismo
12:05O ser humano por natureza é 
portador de direitos.
18:45
O docente discorre sobre a parábola do 
“O rei, o elefante e os cegos”. Perguntando 
sobre em quem se deveria acreditar, o Buda 
respondeu que não era para dar crédito 
ao “ouvir-dizer”, à “tradição”, às “opiniões 
do dia”, não à “autoridade de sagradas 
escrituras”, não à “argumentos da razão” 
e “conclusões lógicas”, não a “teorias 
inventadas” e “opiniões preferidas”, nem 
à “impressão de carismas pessoais” ou à 
“autoridade do mestre”. Antes, o teste é 
se a crença resulta em “cobiça”, “ódio” 
ou “deslumbramento”. Cada pessoa tem 
que achar sua resposta dentro destes 
parâmetros.
Budismo
O Elefante e o Reino dos Cegos 
“Certa vez o rei de um país onde só havia 
cegos ouviu falar de um animal fabuloso, 
que se chamava elefante. Ansioso por saber 
como era esse animal, enviou os quatro 
cegos mais sábios do reino ao lugar onde 
vivia o elefante para que o estudassem 
e o descrevessem com exatidão quando 
voltassem [...]”
Clique aqui para acessar o conto.
LEITURAS INDICADAS
19:46
24:40Uma religião tem uma 
consistência dentro dela que 
norteia a vida das pessoas e 
por isso ela é tão poderosa e 
complicada também.
https://olharbudista.com/2019/10/14/conto-o-elefante-e-o-reino-dos-cegos/
15
32:07
O longa-metragem de mais de 3 horas de 
duração conta a vida do advogado indiano 
Mahatma Gandhi a partir de 1893, quando 
policiais o jogam para fora de um trem por 
ele estar ocupando um compartimento 
exclusivo para brancos, e termina com seu 
assassinato, em 1948.
Filme: Gandhi
ENTRETENIMENTO
AULA 2 • PARTE 1
37:08
Vivendo numa sociedade e num tempo em 
que a paz está permanentemente sendo 
desafiada pela realidade da violência, ou 
seja, paz em meio à violência, as pessoas 
discípulas de Jesus Cristo são convocadas a 
compreender e superar a violência e a deixar 
sinais de paz no mundo. 
Livro: Paz em meio à violência
LEITURA INDICADA
02:45Há mais ou menos 10% de 
pessoas que não pertencem a 
nenhum grupo religioso.
05:06 Eu aprendo a me entender e a 
saber quem sou, muitas vezes 
ou quase que unicamente, no 
contato com outras pessoas.
05:16
Neurobiologia: é a ciência que 
se dedica a estudar as células do 
sistema nervoso, bem como, a 
organização dessas células para a 
formação de um dos tecidos mais 
complexos que constituem o corpo 
humano, o tecido nervoso.
PALAVRA-CHAVE
16
11:34
Rudolf inicia a parte 2 explanando sobre 
o conceito de espiritualidade em suas 
diversas linhas. Spiritualis vem do grego 
de pneumatikós como apresentado em 
1 Coríntios 2,14-3,3, onde o “espiritual” é 
contrastado com o “carnal”, distinguindo 
entre quem obedece a Deus e ao seu 
Espírito e quem obedece à “carne” e, nisso, 
ao espírito do mundo. 
O docente pontua que o próprio Deus se fez 
“carne” em Jesus Cristo e que é importante 
destacar que não se trata de contrastar 
corpo e espírito, mas as pertenças do ponto 
de vista religioso. Ele também explana sobre 
as duas principais linhas, desde o século 
XIX, ligadas à espiritualidade: a francesa e a 
anglo-saxã.
O que é a espiritualidade?
20:32
PERSONALIDADE
Foi um padre jesuíta espanhol, um dos 
fundadores da Companhia da Jesus, ordem 
religiosa criada para combater a expansão 
do protestantismo na Europa, por meio do 
ensino e expansão da fé católica.
Inácio de Loyola
PERSONALIDADE
Foi um dos pensadores mais prestigiados na 
introdução do hinduísmo no Ocidente. Uma 
das contribuições mais significativas para o 
mundo moderno é a sua interpretação da 
religião como uma experiência universal da 
Realidade transcendente, comum a toda a 
humanidade.
Swami Vivekananda
21:35
28:20Nós todos carregamos o 
divino dentrode nós.
28:35
PERSONALIDADE
Foi um sociólogo, jurista e economista 
alemão. O pensador é considerado um dos 
clássicos da sociologia por ter fundado um 
método de análise sociológica de extrema 
importância para o desenvolvimento da 
sociologia enquanto ciência autônoma e bem 
fundamentada. 
Max Weber
17
34:35
Nesta obra, o autor oferece aos leitores a 
oportunidade de aprofundar um tema atual 
e desafiador: a espiritualidade do diálogo 
inter-religioso. É ela que dá consistência às 
atitudes de acolhida, respeito e valorização 
da experiência religiosa do outro, às 
iniciativas de intercâmbio e cooperação entre 
as religiões.
Livro: Espiritualidade do diálogo 
inter-religioso
LEITURA INDICADA
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Sobre as duas principais linhas da 
espiritualidade é correto afirmar:
37:50
Tillich assumiu uma postura proponente, 
elegendo a Ética como a matéria que 
deveria dominar os discursos não somente 
no campo da Teologia, mas como disciplina 
fundamental para guiar os demais 
campos do conhecimento em direção ao 
restabelecimento da essência do Homem e 
da Sociedade. 
Livro: Teologia da Cultura 
LEITURA INDICADA
A religião pode ser definida, através 
da distinção de Elias Wolff, como:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
R
es
p
o
st
a 
d
es
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 p
ág
in
a:
 a
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e
rn
a
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 1
.
R
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ta
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ág
in
a:
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e
rn
a
ti
v
a
 3
.
18
AULA 2 • PARTE 2
00:07
PERSONALIDADE
Místico e poeta persa, Jalaluddin Rumi é uma 
das figuras mais luminosas do século XIII, 
tanto no Oriente quanto no Ocidente.
Jalaluddin Rumi
05:49 Precisamos assumir que não 
temos a perfeição. A gente 
procura a perfeição, mas, 
muitas vezes, fracassamos.
12:31 Esse mito da criação é muito 
importante para nos dizer 
quem somos como seres 
humanos.
14:56
Rudolf aponta que, em alguns casos, há 
diferentes religiões que podem conviver 
em uma só pessoa, o que o teólogo Raimon 
Panikkar denominou como diálogo “intra-
religioso”. Em outros, algumas pessoas 
e, também, religiões podem rejeitar por 
completo qualquer outra religião, ou 
seja, dificultando ou fechando qualquer 
possibilidade de diálogo. Ou existem as 
pessoas que procuram o diálogo em respeito 
à própria religião e à do/da outro/a, essa 
atitude pressupõe uma abertura, uma 
clareza, sobre aquilo que norteia o ser 
humano. E, por fim, o docente discorre sobre 
o discurso “É tudo o mesmo Deus”. Ele 
cita que a postura pode parecer simpática, 
adequada, mas questiona a veracidade em 
relação ao respeito a religião. 
Formas de (não) dialogar
27:54
O docente apresenta quatro pontos para o 
fechamento de possibilidades de diálogos 
entre as religiões. São eles:
• O desconhecido gera medo: se não 
há procura em saber, o desconhecido 
continua sendo desconhecido. É preciso 
abertura para aproximação.
• O discurso competitivo de algumas 
igrejas/religiões despreza, rejeita e até 
combate outras religiões e desestimula o 
diálogo.
• O fundamentalismo é exclusivista por 
definição e não espera poder aprender 
nada do outro.
• O indiferentismo: “que cada um se 
salve do seu jeito” (falado como apoio à 
tolerância por Frederico II, o Grande, da 
Prússia, 1740-1786).
Por que não se dialoga?
31:23A gente precisa poder 
conhecer as várias posições.
19
33:36
Existem, basicamente, três (quatro 
posicionamentos possíveis, segundo o 
docente:
1. Exclusivismo: somente minha religião é 
única e verdadeira.
2. Inclusivismo: minha religião é a mais 
verdadeira, mas há elementos da verdade em 
outras religiões.
3. Pluralismo: todas as religiões são 
verdadeiras.
4. “Exotismo”: a outra religião é melhor do 
que a minha.
Posicionamentos
34:53 Se uma religião viola o direito à 
vida ao invés de fomentá-lo, ela 
é altamente questionável.
36:56 Os tempos mudam e se 
descobre coisas novas.
AULA 2 • PARTE 3
00:25
Rudolf inicia a terceira parte desta aula 
trazendo a definição de diálogo inter-
religioso: trata-se de um tipo de integração 
entre pessoas pertencentes a diferentes 
religiões, que acontece nos mais diversos 
níveis, nem sempre de forma explícita. Esse 
diálogo pressupõe abertura, disposição, 
respeito, interesse pelo outro, querer 
aprender (ouvir), uma posição própria a 
compartilhar (falar) e confiança em Deus. 
Na sequência, passa a falar sobre confiança 
e convivência. A convivência é mais do que 
coexistência: segundo Theo Sundermeier, 
professor de teologia, é uma comunhão de 
aprendizagem, cooperação e celebração 
mútuas. Não há convivência sem confiança e 
a confiança cresce no encontro e no diálogo.
Diálogo inter-religioso
PERSONALIDADE
Paulo Freire (1921-1997) foi um educador e 
filósofo brasileiro. É patrono da educação 
brasileira e autor de “Pedagogia do 
Oprimido”. Conhecido pelo método de 
alfabetização de adultos que leva seu nome, 
desenvolveu um pensamento pedagógico 
que defende que o objetivo maior da 
educação é conscientizar o estudante.
Paulo Freire
PERSONALIDADE
22:48
20
23:29
Livro escrito por Rudolf Von Sinner, em 
que ele apresenta uma análise da igreja em 
perspectiva ecumênica, a autocompreensão 
eclesiológica do Conselho Mundial de Igrejas, 
a natureza e a missão da Igreja, sempre 
conjugando a unidade e a diversidade.
Livro: Confiança e Convivência
LEITURA INDICADA
AULA 2 • PARTE 4
00:25
Rudolf segue lecionando sobre o diálogo 
inter-religioso, sob a perspectiva de Raimon 
Panikkar. Na sequência, traz alguns casos 
práticos de diálogos inter-religiosos:
• Por ocasião da posse de um dos 
prefeitos de Porto Alegre estavam 
representadas quase uma dezena de 
entidades religiosas. Cada um tinha dois 
a três minutos para usar a palavra. No 
final, o líder das religiões afro convidou 
a todos que, de mãos dadas, rezassem o 
Pai-Nosso. A grande platéia atendeu ao 
convite;
• O banco de alimentos organizou uma 
festa na semana do Natal. Haveria, no 
início, uma celebração religiosa. Estavam 
presentes um sacerdote católico, um 
pastor luterano, um líder muçulmano 
e um judeu. O início atrasou muito, 
tanto que o sacerdote e o judeu foram 
embora, não sem pedir que o muçulmano 
e o pastor os representassem, falando 
também em seus nomes;
Diálogo inter-religioso II
05:14 Pela própria sobrevivência 
tanto da humanidade 
quanto da compreensão da 
humanidade onde estamos 
nesse mundo é preciso o 
conjunto das religiões.
Sobre o diálogo inter-religioso é 
incorreto afirmar:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
R
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p
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st
a 
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a:
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e
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.
21
• Programa na rádio, na semana de Natal, 
presentes um sacerdote católico, um 
rabino, um líder budista e um pastor 
luterano. O tema não poderia de ser 
outro: o significado do Natal e sua 
mensagem. Rapidamente se enveredou 
pelo tema paz em sentido mais geral, 
perdendo-se até a chance de falar do 
significado em sua origem e em seu 
aspecto teológico; e
• Programa na rádio na semana de Páscoa, 
presentes um sacerdote católico, um 
pastor luterano e um espírita. Houve 
espaço para expressar as visões quase 
opostas do sofrimento de Jesus. A 
discussão mais profunda ficou reservada 
para a saída. 
Ainda, o professor compartilha algumas 
orientações para eventos inter-religiosos, 
como:
1. Encoraja-se a criação de grupos de 
diálogo inter-religioso, com o objetivo 
de conhecer-se mutuamente, quebrar 
as barreiras do preconceito e do medo, 
criando um clima de respeito e confiança 
mútuos e de solidariedade; e
2. Incentiva-se aceitar convites para 
participação em celebrações inter-
religiosas públicas, observando-se: 
• Que seja garantida a liberdade de 
expressão de cada participante dentro 
de sua tradição religiosa;
• Que seja respeitada a identidade 
religiosa de cada participante, abstendo-
se de afirmações que venham a 
desprezá-la;
• Que não se torne um espaço de 
demonstração de superioridade ou um 
palco de auto-promoção, um “desfile de 
vaidades”;
• Que seja expressão de um objetivo 
comum (a paz, a justiça, a reconciliação, 
a integridade da criação, o bem da 
cidade etc.) e queeste esteja claro no 
momento do convite;
• Que não sugira a criação de uma religião 
sincretista uniformizante; e
• Que não seja um mero subterfúgio 
religioso.
07:10
Livro escrito por Raimundo Lúlio, em que 
ele traz uma parábola inter-religiosa sobre o 
encontro de um homem que não praticava 
nenhuma religião com três sábios - um judeu, 
o outro cristão e o terceiro muçulmano.
Livro: O Livro do Gentio e dos 
Três Sábios
LEITURA INDICADA
30:18 O diálogo inter-religioso é 
uma caminhada; são ações 
concretas, mas, também, é 
uma atitude e atitude, por 
sua vez, tem a ver com a 
espiritualidade.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
O diálogo inter-religioso pressupõe:
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 4
.
22
AULA 3 • PARTE 1
01:07
Em um primeiro momento, Tiago conceitua 
espiritualidade - em um sentido amplo, está 
relacionada à vida espiritual; e, em sentido 
estrito, significa o modo de viver, podendo 
ser concebida como uma atitude básica, 
prática ou existencial. Para Hans Urs von 
Balthasar, teólogo suíço, é a expressão de 
uma visão religiosa da existência. 
Para Gustavo Gutiérrez, teólogo peruano, 
considerado fundador da teologia da 
libertação, é um modo de viver, um 
methodos (“caminho para”), que indica um 
thelos (“uma finalidade”). Em uma visão 
bíblica veterotestamentária, é o ruah/
pneuma/spiritus (espírito) que nos move, 
também insuflado em nós como néfesh/
psyché/anima (alma). 
Assim, espiritualidade não tem sentido 
unívoco: possui dimensões e significados 
diversos, segundo o modo que nós a 
consideramos, na ordem da concepção 
da vida e da religião. É a conexão entre o 
espírito humano e tudo aquilo que o liga 
à transcendência através do culto, da arte 
e da ciência; tudo aquilo que é expressão 
da beleza e da verdade; tudo aquilo que 
manifesta a interioridade humana, o desejo 
de elevação moral e a busca da perfeição 
pessoal.
Na sequência, Tiago traz diferenciação 
bíblica, feita por São Paulo, na primeira carta 
aos Coríntios, capítulo 3, versículo I, entre 
ser humano espiritual e ser humano material: 
o primeiro julga as coisas à luz de Deus, 
enquanto o segundo guia-se por interesses 
puramente materiais.
Conectando espiritualidade ao pluralismo 
religioso, traz, também, entendimento 
de Faustino Teixeira, segundo o qual 
o pluralismo religioso é crescente no 
panorama mundial atual, o que desafia as 
próprias religiões a um exercício criativo 
da convivência, em que o diálogo é meio 
fundamental para a troca de experiências e o 
crescimento conjunto.
Espiritualidade
01:38 Espiritualidade tem muito a 
ver com aquilo que trazemos 
dentro do nosso coração, da 
nossa mente, das convicções 
mais profundas que movem a 
nossa vida.
02:16 Espiritualidade, no fundo, é 
aquilo que movimenta o ser 
humano.
03:00 No fundo, esta interioridade 
que nós chamamos 
espiritualidade traz esta 
dimensão de ligação profunda 
com a transcendência.
O Logos Hermenêutico em Teologia 
Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, 
publicado em 2021;
O Logos Dialógico em Teologia 
Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, 
publicado em 2022; e
O Logos Colaborativo em Teologia 
Livro de autoria de Tiago de Fraga Gomes, 
publicado em 2022.
LEITURAS INDICADAS
06:25
23
15:48
O pluralismo religioso, em confronto com 
a dimensão da espiritualidade, provoca o 
lançamento de um novo olhar sobre ela, para 
ampliar horizontes, ultrapassar fronteiras 
e romper paradigmas. Segundo o padre 
Jesus Hortal, no mundo contemporâneo, 
extremamente pluralista, a prática religiosa 
não é mais uma atividade hereditária, 
encontrando-se na ordem da opção - como 
fenômeno crescente, a fragmentação 
religiosa diminui a fidelidade às instituições 
tradicionais. Com efeito, hoje, o credo 
pessoal não se determina mais pela doutrina 
desta ou daquela religião, mas pela escolha 
pessoal, que nem sempre é totalmente 
coerente ou harmônica.
A espiritualidade traz inúmeras dimensões, 
que refletem o interior e o exterior, o 
vertical e o horizontal. A perspectiva 
horizontal é simbolizada como a dimensão 
humana, trazendo questões concretas; 
enquanto a vertical reporta-se aos anseios 
de uma realização que, muitas vezes, não 
são tematizados conceitualmente, mas 
expressam algo profundo. 
Tais anseios necessitam de uma tradução 
concreta - nesse sentido, emerge o papel 
das religiões. Para Claude Geffré, as 
religiões têm como missão a metanoia 
(mudança de mentalidade), que produz 
uma descentralização de si, ajudando o 
suejeito a crescer em sua humanidade, ao 
mesmo tempo em que busca o divino, o 
que, segundo o teólogo francês, pode ser de 
grande proveito tanto para o reino de Deus, 
como para o humano autêntico. 
Olhar
22:00
PERSONALIDADE
Claude Geffré foi um teólogo católico 
romano-francês. Especialista em 
hermenêutica e pluralismo religioso, atuou, 
também, como professor e escreveu diversos 
livros.
Claude Geffré
Como Fazer Teologia Hoje: 
Hermenêutica Teológica 
Livro de autoria de Claude Geffré, publicado 
em 1989;
Crer e Interpretar: A Virada 
Hermenêutica da Teologia
Livro de autoria de Claude Geffré, publicado 
em 2004; e 
De Babel a Pentecostes: Ensaios de 
Teologia Interreligiosa
Livro de autoria de Claude Geffré, publicado 
em 2013.
LEITURA INDICADA
23:14
24
24:45
De acordo com Claude Geffré, há múltiplas 
expressões do fenômeno religioso e essas 
múltiplas expressões concorrem, cada uma 
a sua maneira, para uma manifestação 
mais ampla da plenitude imensurável e 
inesgotável do mistério divino. Em sua 
teologia interpretativa, o teólogo francês 
entende que todo o teologizar sobre o 
mistério divino é sempre um refletir humano 
sobre Deus, nunca um conceito que esgota 
esse mistério.
Outro teólogo, Bruno Forte, traz a 
perspectiva histórica da manifestação 
do mistério - segundo ele, Deus se 
autocomunica economicamente, no 
dinamismo da história. Torres Queiruga 
também traz a dimensão da história como 
algo importante para a captação do 
mistério, processo esse que não ocorre sem 
pressupostos. A captação do mistério divino, 
em uma perspectiva cristã, sempre se dá a 
partir de um contexto e de categorias, com 
as quais interpretamos e expressamos a 
experiência do religioso.
A mensagem cristã tem uma vocação 
universal, mas precisa se encarnar na 
diversidade das culturas, para que possa 
ser compreendida pelo ser humano. Não há 
expressão da espiritualidade cristã que não 
seja encarnada. A fé cristã é, em essência, 
transcultural, mas só existe, de fato, vivida 
e transmitida em determinado veículo 
sociocultural.
Olhar II
PERSONALIDADE
Bruno forte é arcebispo metropolitano de 
Chieti-Vastro, na Itália, doutor em teologia e 
filosofia, e teólogo de renome internacional. 
Foi professor de teologia dogmática na 
Pontifícia Faculdade de Teologia da Itália 
Meridional. É autor de numerosas obras 
de grande sucesso, nas áreas de teologia, 
filosofia e espiritualidade, traduzidas em 
várias línguas.
Bruno Forte
26:09
PERSONALIDADE
Torres Queiruga é um teólogo galego. 
Foi professor de teologia fundamental no 
Instituto Teológico Compostelano e de 
filosofia da religião na Universidade de 
Santiago de Compostela. É membro da Real 
Academia Galega e foi um dos fundadores e 
diretor da revista Encrucillada.
Torres Queiruga
28:16
30:38
A partir deste momento da aula, Tiago 
passa a discorrer sobre a economia do logos 
encarnado. Segundo o evangelho de João, 
capítulo 1, versículos 1 a 18, o logos divino 
é ontologicamente dialógico - a palavra é 
comunicativa; ela age em toda a história 
humana e resgata a unidade do plano da 
salvação, abraçando a totalidade da história. 
Para Jean Daniélou, padre jesuíta e cardeal 
francês, é a partir da dinâmica dialógica da 
encarnação do logos que Deus convida a 
humanidade a participar da sua própria vida.
Olhar III
25
AULA 3 • PARTE 2
01:08
Para Claude Geffré, o encontro do 
cristianismo com outras expressões 
religiosas permite descobrir traços comuns 
da ação de Deus, em si e no outro,fazendo 
pensar naquilo que tem de original e 
naquilo que ele mesmo não consegue 
expressar. Nesse sentido, religiões não 
cristãs podem fornecer ao cristianismo uma 
interpretação enriquecedora do mistério 
de Deus e da relação do ser humano com a 
transcendência: o cristianismo, em diálogo 
com outras religiões, tem a possibilidade de, 
maieuticamente, dar à luz, a partir da sua 
experiência interior, a novas dimensões do 
próprio mistério de Cristo. 
Ainda, segundo o teólogo francês, o fim da 
ideologia universalista da cristandade teve 
como desfechos o dualismo (entre secular 
e religioso) e o messianismo (como crença 
utópica na transformação da história). 
Atendo-se à questão da prática religiosa 
nesse tempo em que o pluralismo impera e 
os sujeitos são responsáveis por alimentar a 
sua espiritualidade, Tiago traz entendimento 
do teólogo Faustino Teixeira: para ele, toda 
experiência religiosa autêntica precisa estar 
em sintonia com o tempo. Na visão de Torres 
Queiruga, Deus se manifesta enquanto ajuda 
a transformar o mundo e, por isso, nessa 
manifestação transformadora, o critério 
decisivo não é a ortodoxia (uma crença 
muito bem elaborada), mas a ortopráxis 
(uma prática que realmente transforma 
positivamente as realidades). 
Outro autor que ilumina o olhar ao contexto 
atual é Anthony Giddens. Para ele, o 
cristianismo terá condições de propor uma 
oferta de sentido consistente e relevante, na 
medida em que for capaz de propiciar uma 
abertura dialogal aos desafios emergentes 
no mundo globalizado contemporâneo.
Corroborando esse entendimento, Leonard 
Swidler afirma que é preciso estar disposto 
ao aprendizado da diversidade, que supõe 
alteridade e empatia, para a vivência da fé 
nesse âmbito plural.
Olhar IV
02:58 O diálogo, de forma alguma, 
limita ou me faz ser menos, 
mas ele amplia.
PERSONALIDADE
Maria Clara Bingemer é graduada em 
comunicação e em teologia pela PUC-Rio 
e doutora pela Universidade Gregoriana de 
Roma. É professora de teologia da PUC-Rio 
e decana do centro de teologia e ciências 
humanas da instituição.
Maria Clara Bingemer
03:14
CURIOSIDADE
Série de conferências realizadas entre 1962 e 
1965, convocadas pelo Papa João XXIII, com 
o objetivo de modernizar a Igreja e atrair os 
cristãos afastados da religião.
Concílio Vaticano II
12:00
26
13:49
A partir do Concílio Vaticano II, a igreja 
católica reconheceu o papel positivo das 
religiões no plano de salvação de Deus, 
enquanto portadoras de valores edificantes. 
O padre Mário de França Miranda traz dois 
aspectos fundamentais nesssa leitura dos 
fenômenos das religiões em uma perspectiva 
da história da salvação:
• A abertura fundamental do ser humano à 
transcendência; e
• A ação universal do espírito de Deus.
Tiago explica que há uma universalidade 
na ação de Deus em Cristo, ao mesmo 
tempo em que a religião cristã detém uma 
relatividade enquanto expressão histórica 
desse mistério universal. Essa universalidade 
salvífica de Deus se dá pela via do amor, 
que quebra a soberba de hermenêuticas 
soteriológicas sob a lógica da concorrência e 
dominação entre as religiões.
Para Torres Queiruga, assumir a perspectiva 
da alteridade é evitar o solipsismo 
exclusivista e integrista e praticar a lógica 
da gratuidade. À vista disso, Tiago conceitua 
exclusivismo, inclusivismo e pluralismo, 
apontando as diferenças entre eles e os 
problemas de cada um.
Segundo Cláudio Ribeiro, cada religião 
tem uma proposta salvífica que precisa 
ser respeitada e que pode se reinterpretar 
a partir do confronto dialógico e criativo. 
A conversão, enquanto simples mudança 
de religião, não é condição sine qua non 
para a salvação pessoal. Nesse sentido, 
Tiago chama a atenção ao fato de que 
é importante que a metanoia se torne 
ortopráxis (prática coerente) - a mudança 
de mentalidade tem que gerar uma prática 
concreta. 
Olhar V
34:19
O Logos encarnado é ícone de Deus; não 
reduz o elemento divino ao histórico - 
do contrário, seria um ídolo. A relação 
iconográfica de Jesus com o mistério divino 
abre possibilidade para outras formas 
possíveis de identificação com a realidade 
última do universo e desfaz posturas 
autocentradas e exclusivistas. Na lógica da 
encarnação, a transcendência divina não 
anula, nem absolutiza a imanência histórica 
em sua particularidade concreta e vice-versa. 
Por isso, Deus pode agir na relatividade 
histórica sem anulá-la ou dissolver-se nela. 
A ênfase no paradoxo da encarnação torna 
o cristianismo menos autossuficiente, 
preservando-o da tentação imperialista. 
Toda religião, enquanto circunstanciada, 
é marcada pela provisoriedade. Pensar 
positivamente no pluralismo religioso como 
algo que coincide com o querer misterioso 
de Deus é fazer uma opção teológica pela 
valorização da grandiosidade do mistério 
divino e das múltiplas possibilidades 
humanas de captá-lo. 
Segundo Torres Queiruga, uma vez 
afirmada a presença universal da salvação, 
é necessário equilibrar o respeito ao valor 
intrínseco das religiões e um olhar crítico que 
não sucumba a um relativismo igualitarista 
ou a um universalismo minimalista. 
Como exemplo da irredutibilidade das outras 
religiões, Tiago menciona a perenidade 
de Israel diante da igreja. Na sequência, 
passa a explorar o diálogo inter-religioso 
entre judeus e cristãos, destacando 
que antes de ser um ato de tolerância à 
verdade e à liberdade do outro, o diálogo 
entre as religiões é um ato de comunhão, 
cuja principal motivação é o respeito aos 
caminhos misteriosos de Deus. 
O diálogo com as outras religiões, antes de 
comprometer a soteriologia cristã, a amplia; 
traz grande otimismo quanto à possibilidade 
de salvação para além do cristianismo.
Olhar VI
27
41:18 A principal motivação do 
diálogo entre as religiões deve 
ser o respeito aos caminhos 
misteriosos de Deus.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Sobre pluralismo religioso, é correto 
afirmar:
Assinale a alternativa incorreta:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
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2
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 4
.
AULA 3 • PARTE 3
00:25
Tiago inicia a terceira parte da aula falando 
sobre a mediação salvífica de Cristo e 
das religiões. A partir de entendimentos 
de Claude Geffré, Papa Paulo Vi e outros 
autores, propõe uma reflexão acerca do 
papel nas religiões não cristãs na salvação 
de seus membros e da conexão entre a 
influência cósmica do espiríto e a ação 
universal do logos.
Em graus diferentes, as religiões podem 
ser consideradas legítimas, sendo possível 
às pessoas se salvarem dentro da religião 
acessível à sua condição histórica. As 
religiões podem ser consideradas como 
meios ou vias de salvação enquanto 
integram a dinâmica abrangente da história 
geral da salvação. 
Olhar VII
28
Embora o cristianismo possua a plenitude 
dos meios fornecidos pela economia 
especial da salvação, realizada em Cristo, 
não é uma via exclusiva. Dentro do único 
plano de Deus, há uma harmonia ou unidade 
orgânica entre cristianismo e religiões em 
ordem à salvação. Todas as vias de salvação 
convergem para a unidade final, na qual 
se consumarão todas as alianças que Deus 
firmou com a humanidade.
A Igreja é sacramento universal de salvação, 
mas não via exclusiva de salvação. A única 
mediação pertence ao mistério de Cristo 
que unifica as diversas vias salvíficas em 
uma única economia da salvação. Todas as 
religiões, a seu modo, colaboram de forma 
misteriosa para a manifestação do Reino de 
Deus.
PERSONALIDADE
Jacques Dupuis foi um padre jesuíta. 
Ingressou na Companhia de Jesus como 
noviço em 1941. Em 1997, publicou: “Toward 
a Christian Theology of Religious Pluralism” 
(Para uma Teologia Cristã do Pluralismo 
Religioso), em que sugeriu que a salvação 
poderia ser possível através de religiões 
não-cristãs, e que as religiões não-cristãs 
desempenharam um papel vital nas religiões 
cristãs. 
Jacques Dupuis
03:38
05:55
PERSONALIDADE
Karl Rahner foi um sacerdote católico 
jesuíta de origem germânica e um dos 
mais influentes teólogosdo século XX. É 
considerado representante de uma teologia 
querigmática e foi pioneiro na abertura da 
teologia católica ao pensamento do século 
XX. Sua teologia influenciou o Concílio 
Vaticano II, tendo Rahner trabalhado 
como especialista em sua a preparação e 
implementação. Rahner foi co-editor da 
segunda edição da enciclopédia católica 
Lexicon for Theology and Church e, portanto, 
teve um impacto em toda a teologia católica 
de língua alemã.
Karl Rahner
07:18 As religiões são, para os seus 
membros, expressão de uma 
ordem providencial divina e, 
por isso, são possíveis vias de 
salvação.
12:18
Tiago discorre sobre o reino de Deus e sua 
relação com Israel. No judaísmo tardio, há 
duas expectativas de reino de Deus:
• Política: Deus enviará um Rei Messias, 
filho de Davi, para restabelecer o reino 
de Israel, libertando-o de seus inimigos 
e tornando Jerusalém um lugar santo de 
culto; e
• Escatológica: restauração em sentido 
cósmico, IAHWEH, soberano não apenas 
de Israel, mas de todo mundo; salvação 
não está reservada a um povo.
Refletir
29
Em Jesus, o Reino de Deus é uma realidade 
teológica, carrega uma força escatológica 
impactante que incide na história. Jesus 
apresenta o Reino de Deus, sobretudo, 
em linguagem parabólica, como aberto 
à acolhida de todos; sem prever uma 
restauração das glórias passadas ou de um 
privilégio reservado ao povo de Israel.
22:31A religião tem como finalidade 
ser um instrumento do 
anúncio da realização do 
reinado de Deus.
24:13
Neste momento da aula, Tiago traz a 
dimensão de um cristianismo como religião 
não absoluta. A particularidade histórica 
de Jesus leva a refletir, em termos não 
totalitários, a relação entre o cristianismo 
e as outras religiões. Absolutizar uma 
origem contextualizada, significaria negar 
a relatividade e falsear o distanciamento 
humano em relação ao mistério divino.
O Deus triunitário pai, filho e espírito santo, 
constitui-se como unidade nas diferenças. A 
relação entre cristianismo e outras religiões 
tem como fundamento teológico a própria 
constituição diferencial arquetípica da 
comunhão trinitária, que incentiva a sair 
de si e ir ao encontro do outro. O desejo 
de dominação, mediado por um discurso 
totalitário, deturpa essa fundamentação.
Refletir II
37:21
Tiago passa a falar sobre o diálogo entre as 
religiões e a alteridade irredutível. O diálogo 
é percebido como prática da alteridade - é 
ato de coragem, no qual o cristão expõe sua 
identidade ao teste do julgamento do outro. 
O diálogo é uma passagem necessária para 
a realização do indivíduo e da comunidade 
humana. A disposição em deixar-se 
transformar pelo diálogo proporciona um 
intercâmbio de dons e o enriquecimento 
mútuo. Para que esse diálogo seja genuíno e 
edificante, há alguns requisitos:
• Justo equilíbrio, em que há uma visão 
crítica e acolhedora;
• Convicção pessoal, sinceridade e 
integralidade; e
• Abertura à verdade.
Refletir III
30
AULA 3 • PARTE 4
01:37
Tiago passa a falar sobre o ultrapasse à 
perpectiva apologética. Diferentes visões 
religiosas não se excluem, mas podem ser 
complementares, desde que se compreenda 
a gradiosidade e inefabilidade noumênica do 
fenômeno que referenciam. 
Atualmente é possível compreender as 
religiões mundiais melhor que em outras 
épocas, embora o convívio pacífico entre 
elas ainda seja um desafio, como se vê nos 
conflitos religiosos em várias partes do 
mundo.
Na sequência, traz a questão do ecumenismo 
planetário. Os progressos científicos e 
tecnológicos dos últimos anos conectaram 
todo o planeta. Há uma mundialização 
acelerada das informações. As pessoas 
desenvolveram uma consciência mais aguda 
dos laços que as unem entre si e com os 
outros seres vivos. A situação atual demanda 
sair dos pares conceituais. É fundamental um 
diálogo que integre todas as religiões, em 
suas identidades e diferenças.
O diálogo ecumênico planetário acontece 
em três níveis:
• Nível teológico monoteísta: judeus, 
cristãos e muçulmanos;
• Nível antropológico idealista: humano 
autêntico;
• Nível soteriológico teleológico: anseio 
direto ou indireto por salvação - 
libertação das limitações do eu e/ou do 
mundo. 
Há três condições para o diálogo autêntico 
entre pessoas de diversas tradições 
religiosas: o respeito ao outro em sua 
identidade própria; a fidelidade à própria 
identidade; e a necessidade de certa 
igualdade entre os interlocutores. Ainda, 
são disposições necessárias ao diálogo, a 
abertura e acolhida; o engajamento de fé; 
a abertura à verdade; e a convicção que o 
diálogo não enfraquece, mas aprofunda a fé, 
revelando-lhe novas dimensões. 
Viver
03:42
PERSONALIDADE
Foi um filósofo da religião e teólogo 
nascido na Inglaterra. Na teologia filosófica, 
fez contribuições nas áreas de teodiceia, 
escatologia e cristologia, e na filosofia da 
religião, nas áreas de epistemologia da 
religião e pluralismo religioso.
John Hick
18:35
Tiago chega ao último ponto da aula - o 
diálogo inter-religioso para a paz e não 
violência. O diálogo entre as religiões é uma 
dimensão fundamental para a construção 
de um caminho comum para a paz a nível 
planetário. 
O sentimento de pertença a um grupo 
pode desencadear atitudes de preconceito 
e intolerância aos que são de fora. Em 
momentos de tensão, sentimentos, muitas 
vezes adormecidos, podem se agravar e 
virem à tona, sendo ocasião de conflitos. O 
conflito é tão humano quanto a própria vida 
- ele não pode ser evitado, mas a violência 
pode ser prevenida. 
Dois fatores parecem predispor à violência, 
quando incorporados à fé religiosa: o 
sentido exacerbado de excepcionalidade e o 
missionarismo agressivo. O primeiro faz com 
que nós nos compreendamos de uma forma 
exclusivista, enquanto o segundo acaba 
considerando a persuasão, 
Viver II
31
até mesmo pela coerção violenta, como 
necessária para converter o outro a nossa 
perspectiva de fé.
Nesse cenário, emerge a necessidade de 
uma resolução não violenta dos confitos e 
o papel da religião frente a isso. O caminho 
da paz é exigente e comprometedor, além 
de importante para a plenificação da vida 
humana e do planeta. O pensamento de 
Jesus nos traz a dinâmica de não pagar 
violência com violência, mas procurar a 
resolução criativa e pacífica dos conflitos. De 
forma alguma as religiões poderão justificar 
a sua razão de ser, se, de fato, não adotarem 
a luta por justiça, a promoção dos direitos 
humanos e a defesa da vida em um sentido 
amplo como grandes causas da humanidade. 
Tiago chama a atenção à necessidade de 
um diálogo focado na prática, de especial 
candência humanitária, social e ecológica 
- mais do que ficar discutindo sobre 
teoria, é muito importante que o diálogo 
entre as religiões, de fato, estabeleça 
uma colaboração prática. Traz, por fim, a 
perspectiva do diálogo colaborativo entre 
as religiões em prol de uma cultura de paz 
e não violência como uma alternativa para 
edificar outro mundo possível.
Cristologia e diálogo entre as 
religiões na busca da paz em Claude 
Geffré.
O pluralismo religioso no horizonte 
de um ecumenismo planetário em 
Claude Geffré;
Diálogo ecumênico, promoção 
humana e busca da paz.
LEITURAS INDICADAS
39:55
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Para que o diálogo entre as religiões 
seja edificante, são requisitos:
Quanto ao diálogo inter-religioso, 
assinale a alternativa incorreta:
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
R
es
p
o
st
as
 d
es
ta
 p
ág
in
a:
 a
lt
e
rn
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ti
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a
s 
4
 e
 3
.
32
Resumo da disciplina
Veja, nesta página, um resumo dos principais conceitos vistos ao longo da disciplina. 
AULA 1
AULA 2
AULA 3
A disposição em deixar-se transformar 
pelo diálogo proporciona um intercâmbio 
de dons e o enriquecimento mútuo. 
As duas principais linhas, desde o 
século XIX, ligadas à espiritualidade 
são: a francesa e a anglo-saxã.
Espiritualidade, e um sentido amplo, está 
relacionada à vida espiritual; e, em sentido 
estrito, significa o modo de viver, podendo 
ser concebida como uma atitude básica,prática ou existencial. Em graus diferentes, as religiões podem 
ser consideradas legítimas, sendo possível 
às pessoas se salvarem dentro da religião 
acessível à sua condição histórica. 
O pluralismo de povos foi simplesmente 
negado, ignorado, mesmo tendo, na 
época, vozes e tendências a contrário. 
O próprio Estado precisa conviver 
e construir uma nova presença das 
religiões no seu ordenamento jurídico.
O diálogo, dentro das religiões, é um 
comportamento, uma ação, mas, também, 
uma atitude que precisa ser despida de 
qualquer preconceito.
Há diferentes religiões que podem 
conviver em uma só pessoa.
Diálogo inter-religioso trata-se de um tipo 
de integração entre pessoas pertencentes 
a diferentes religiões, que acontece nos 
mais diversos níveis, nem sempre de 
forma explícita.
33
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