Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

INTERNA 
 
 
 
 
Página 1 de 16 
Em Período de Análise Crítica Obrigatória 
Existe Padrão em Implantação 
 PE-1PBR-00214 – Versão 06.00 – Padrão Ativo 
MS - TRABALHOS EM ESPAÇO CONFINADO 
Aprovado por Gustavo Henrique Ribeiro Gomes (SMS/ECES/SEG) em 24/05/2023 | Gerido por SMS/DE&P/SEG-OFF 
 
1. OBJETIVO 
2. APLICAÇÃO 
3. DESCRIÇÃO 
4. REGISTROS 
5. DEFINIÇÕES 
 
1. OBJETIVO 
Estabelecer os requisitos mínimos de segurança para o trabalho em espaços confinados (EC). 
 
2. APLICAÇÃO 
Petróleo Brasileiro S.A. 
Este padrão se aplica às seguintes Gerências Executivas da DE&P, DDP e DC&L: 
E&P/AGP 
E&P/AGUP 
E&P/BUZIOS 
E&P/TAR 
E&P/EXP 
E&P/LIBRA 
E&P/GIA 
DP/POÇOS 
DP/SUB 
DP/PDP nos projetos de E&P 
DP/SRGE nos projetos de E&P 
C&L/LOEP 
 
3. DESCRIÇÃO 
3.1. PROCESSOS DE REFERÊNCIA 
Este padrão é vinculado aos processos "Gerir segurança ocupacional". 
. 
3.2. RESPONSABILIDADES 
3.2.1. Compete aos gestores da função SMS que atendem as áreas cobertas pelo item 2. 
Abrangência: 
INTERNA 
 
 
 
 
Página 2 de 16 
a. realizar desdobramento deste padrão para as respectivas áreas; 
b. cuidar da conformidade e zelar pela qualidade intrínseca do conteúdo deste padrão; 
c. revisar este padrão, quando necessário, em acordo com os gestores de SMS das demais 
áreas. 
 
3.2.2. Compete aos gestores incluídos na lista de distribuição deste padrão: 
a. realizar o desdobramento deste padrão para as instalações sob sua responsabilidade; 
b. zelar pelo cumprimento e fazer cumprir os requisitos deste padrão; 
c. definir os profissionais de sua gerência que devem ter conhecimento e que devem ser 
treinados neste padrão. 
 
. 
3.3. REGRAS DE OURO DA PETROBRAS 
Este padrão está relacionado às Regras de Ouro Permissão para Trabalho, Espaço 
Confinado, Atmosferas Explosivas, Isolamento de Energias e Trabalho em Altura: 
 
 
 
 
 
 
Nota: A Regra de Ouro Trabalho em Altura é aplicável quando, para 
acesso ao Espaço Confinado, o trabalhador se expor ao risco de queda 
conforme estabelece a NR-35. 
. 
3.4. ESTRUTURA DO PADRÃO 
Este padrão está organizado para direcionar a informação à força de trabalho, seguindo 
estrutura uniforme dos demais padrões referenciados no PE-1PBR-00208: 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00208/PE-1PBR-00208.docx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 3 de 16 
 
.. 
3.5. EPI 
3.5.1. Devem ser utilizados equipamentos de proteção respiratória, conforme Programa 
de Proteção Respiratória - PPR da unidade. 
3.5.1.1. Os equipamentos de proteção respiratória utilizados na execução 
do trabalho e em situações de emergência (ex.: máscaras de fuga) devem 
ser demostrados de forma prática para todos os executantes que irão 
trabalhar no EC. 
3.5.2. Para trabalhadores autorizados e membros da equipe de resgate deve ser 
previsto cinto de segurança tipo paraquedista, com dispositivo que possibilite o resgate 
do trabalhador em posição adequada e segura. 
Nota: Não é permitida a utilização de cinturão de segurança que possua 
apenas ponto de conexão para ancoragem dorsal. 
3.5.3. Quando forem utilizados sistemas de proteção respiratória por ar mandado, 
devem ser observados os requisitos básicos de segurança descritos no Anexo I. 
3.5.4. Em função do trabalho a ser executado, o profissional de segurança deve definir 
EPI complementar. 
.. 
3.6. FERRAMENTAS 
3.6.1. Antes da realização de qualquer trabalho, os equipamentos, ferramentas e 
acessórios a serem utilizados devem ser inspecionados, de modo a garantir que estejam 
em perfeitas condições de uso. 
3.6.2. Máquinas e ferramentas manuais, eletricamente alimentadas, podem ser usadas 
desde que possuam os seguintes itens: 
a. dispositivo de proteção de sobrecarga e curto circuito; 
b. dupla isolação; 
c. interruptor diferencial residual (DR) ou transformador isolador de 
segurança. 
3.6.2.1. Nos EC localizados em áreas classificadas ou onde haja impossibilidade de se 
assegurar 0 % do LIE/LII (Limite Inferior de Explosividade/Limite Inferior de 
Inflamabilidade), os equipamentos elétricos devem ser certificados para trabalho em 
áreas classificadas em zona 0 ou zona 1, atendendo a ABNT NBR IEC 60079 e N-2918. 
https://www.abntcolecao.com.br/default.aspx
http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-2918
INTERNA 
 
 
 
 
Página 4 de 16 
3.6.2.2. Para instalações marítimas, especificamente em serviços de pintura realizados 
no interior de EC, somente deve ser utilizada alimentação elétrica em extra-baixa tensão 
(EBT), conforme NR-34. 
3.6.2.3. Deve ser priorizado o uso de ferramentas pneumáticas como alternativa à 
utilização de ferramentas eletricamente alimentadas. 
3.6.3. Detectores de gases com sensores para O2, LIE/LII, CO e H2S devem atender ao 
PE-1PBR-00874, ser de leitura direta, intrinsecamente seguros, providos de alarmes 
(visual, sonoro e de vibração), protegidos contra emissões eletromagnéticas ou 
interferências de radiofrequência, aferidos e testados antes do uso. 
3.6.3.1. A quantidade destes detectores deve ser suficiente para manter o 
monitoramento contínuo de todas as frentes de trabalho no interior dos EC. 
3.6.4. Deve ser previsto kit de teste de resposta (kit de aferição/teste de funcionamento) 
com gás padrão, atendendo o padrão PE-1PBR-00874. 
3.6.5. Os equipamentos para resgate devem estar em perfeitas condições de uso, em 
local próximo, acessível e pronto para uso ao EC com trabalho em andamento. 
3.6.5.1. O Anexo A apresenta alguns exemplos destes equipamentos. 
3.6.6. Deve ser previsto rádio comunicador portátil para comunicação entre as equipes 
envolvidas (trabalhadores autorizados e resgate) nos casos onde os trabalhadores 
estejam fora do campo visual do vigia. 
3.6.7. Deve ser prevista lanterna portátil individual a ser utilizada para saída do EC em 
casos de emergência por falta de energia (black-out). 
3.6.8. Deve ser prevista iluminação em todo percurso e no local de execução do 
trabalho, de forma que o trabalhador não precise usar sua lanterna individual para 
realização do trabalho ou durante a locomoção. 
3.6.9. Quando aplicável, deve ser previsto cabo-guia desde a entrada primária do EC até 
o local de realização dos trabalhos, a ser utilizado em caso de evacuação do local. 
Nota: O cabo guia pode ser aplicável nas seguintes situações, com objetivos 
distintos: 
a. Para retirada e resgate da vítima de dentro do EC; 
b. Para situações em que pela configuração do EC não haja visão do vigia 
no local de trabalho, ou da saída pelos executantes, onde os 
deslocamentos sejam realizados por anteparas que separam 
compartimentos dentro do EC, aberturas no piso, elipses e outras 
passagens, servindo como comunicação e guia para saída da equipe do 
ambiente; 
c. Em deslocamentos verticais em altura, onde os acessos não possuam 
proteção contra quedas. Nesse caso deve ser atendido o PE-1PBR-00218. 
3.6.10. O sistema de ventilação deve ser selecionado e dimensionado de acordo com as 
características do EC, riscos do trabalho a ser realizado e presença de contaminantes 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00874/PE-1PBR-00874.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00874/PE-1PBR-00874.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00218/PE-1PBR-00218.docx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 5 de 16 
atmosféricos ou redução do teor de oxigênio, de forma a também garantir a renovação 
do ar para os executantes. O sistema de ventilação definido (insuflação, exaustão ou 
combinado) deve manter os limites ambientais para acesso, definidos na tabela 1, 
durante toda a duração do trabalho nointerior do EC. 
.. 
3.7. MATERIAIS 
3.7.1. Os requisitos de segurança para os materiais a serem utilizados nos serviços em 
espaços confinados devem estar contemplados no planejamento específico do trabalho. 
3.7.2. As FISPQ dos produtos a serem utilizados em cada trabalho (ex: limpeza química, 
pintura) devem ser consultadas conforme PE-1PBR-00227. As características dos 
produtos devem ser consideradas na análise de risco do trabalho para determinação das 
medidas de controle, ventilação e monitoramento. 
.. 
3.8. MÉTODOS 
3.8.1. O planejamento de entrada em qualquer EC deve atender aos requisitos da NR-
33, da norma Petrobras N-2637 e deste padrão, bem como possuírem as informações 
sobre os riscos e respectivas medidas de prevenção contempladas no PGR - Programa 
de Gerenciamento de Riscos, previsto na NR-01. 
3.8.2. A entrada no EC deve ser precedida de uma Permissão de Entrada e Trabalho 
(PET), que deve ser emitida pelo supervisor de entrada com assessoria do profissional 
de segurança. 
3.8.2.1. A validade da PET deve ser limitada a uma jornada de trabalho, 
podendo ser prorrogada quando cumprir os seguintes requisitos: 
a. estar relacionada às mesmas atividades e riscos; 
b. constar os intervalos de parada e retomada de todas as 
equipes de trabalho; 
c. relacionar os trabalhadores autorizados, vigias e supervisores 
de entrada; 
d. registrar a continuidade da atividade e a substituição da 
equipe a cada entrada e saída; 
e. estiver garantido o monitoramento contínuo de toda a 
atmosfera do espaço confinado e a manutenção das 
condições atmosféricas ou realizar nova avaliação da 
atmosfera a cada entrada; 
f. estiver garantida a presença contínua do vigia junto ou 
próximo à entrada do espaço confinado, inclusive durante as 
pausas e intervalos; e 
g. estiverem reavaliadas as medidas de prevenção descritas na 
PET a cada entrada. 
3.8.2.2. A validade da PET, incluindo as prorrogações, não pode exceder 
24h (vinte e quatro horas). 
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00227/PE-1PBR-00227.docx
http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-2637
INTERNA 
 
 
 
 
Página 6 de 16 
Nota: No Anexo D é apresentado o modelo da PET com o conteúdo 
mínimo estabelecido pela NR-33. 
3.8.3. O trabalho a ser executado no interior do EC deve ser precedido de autorização e 
planejamento, conforme o PE-1PBR-00210. 
3.8.3.1. A PET autoriza somente a entrada no EC, devendo ser anexada à 
PT ou PTT emitida especificamente para o serviço que será executado. 
3.8.3.2. A PET, a PT e seus documentos complementares devem ser 
arquivados por um período de 5 anos. 
3.8.4. O cadastro do EC é atribuição do responsável técnico. No Anexo B é 
apresentado o modelo para cadastro de EC. 
3.8.4.1. Conforme NBR-16577, o cadastro de determinado espaço 
confinado poderá ser ativado quando da realização de atividades, cujo 
riscos possam tornar a atmosfera perigosa/espaço confinado perturbado 
(ex.: atividades com geração de fumos metálicos ou aplicação de LP em 
cordão de solda em bases de vasos), ocasionando as 3 condições 
simultâneas para classificação de espaço confinado, conforme item 
definição no 5. 
3.8.4.2. Visando atender a NR-33 e NR-1, quanto ao fornecimento da 
informação relativa aos riscos e medidas de controle para as empresas 
contratadas, essa ação pode ser realizada através da entrega do cadastro 
do espaço confinado, individualmente durante a fase de planejamento do 
trabalho ou anexo à PT/PET sendo emitida. 
3.8.5. Os EC devem estar identificados e sinalizados com placas, adesivos ou pintura, 
de forma permanente, conforme modelo do Anexo C. 
3.8.6. Antes da entrada em qualquer EC, quando aplicável, deve ser elaborado e 
implementado Plano de Isolamento de Energias Perigosas conforme o PE-1PBR-
00212 e, onde aplicável, o PE-1PBR-00213. Quando necessário, deve ser processada a 
sua limpeza e descontaminação conforme procedimento operacional específico e tipo de 
produto. 
 
3.8.6.1. Em todas as tubulações que convergem para o espaço confinado deve 
ser aplicado o isolamento positivo com instalação de flange cego, raquete ou 
figura 8, o mais próximo possível do EC, para evitar o retorno de produtos ou 
entrada indevida de outras substâncias. 
 
3.8.6.1.1. Nos casos de inexistência de pontos onde possam ser instalados 
flanges cegos, raquetes ou figuras 8, deve ser criado um procedimento 
específico com base nas recomendações de análise de riscos. 
3.8.6.1.2. Excepcionalmente para os casos em que a aplicação do 
isolamento positivo acarrete maiores riscos aos executantes do que o 
trabalho no interior do EC isolado com bloqueio de válvulas, deve ser 
aplicado criteriosamente os requisitos do PE-1PBR-00212 para redução do 
padrão de isolamento, suportado por análise de risco com a justificativa 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00210/PE-1PBR-00210.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00212/PE-1PBR-00212.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00212/PE-1PBR-00212.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00212/PE-1PBR-00212.docx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 7 de 16 
aprovada pelo gerente de operação e o coordenador ou o supervisor da 
área. 
 
3.8.6.2. As condições do isolamento das energias e descontaminação do EC 
devem permanecer inalteradas desde o início da atividade até a sua conclusão. 
3.8.6.3. Não é recomendado aplicar isolamento por limite de bateria que 
contemple EC. Cada EC deve ser avaliado e isolado separadamente para maior 
controle dos riscos associados. 
3.8.6.4. Quando ocorrer qualquer alteração que interfira ou possa interferir no 
isolamento e bloqueio de energias e descontaminação do EC, o trabalho deve ser 
paralisado imediatamente e a PET, respectivas PT ou PTT, bem como o Plano de 
Isolamento deverão ser cancelados. Para a retomada das atividades no interior 
do equipamento, deverá ser emitida nova documentação revisada para a sua 
liberação, considerando a próxima entrada como o primeiro acesso ao espaço 
confinado. 
 
3.8.7. Devem ser realizadas avaliações ambientais antes de cada entrada dos 
trabalhadores autorizados no EC. 
 
3.8.7.1. A cada emissão da PET, antes de cada entrada, obrigatoriamente deve 
ser avaliada a atmosfera interna do EC quanto as concentrações de oxigênio, 
gases tóxicos e inflamáveis, independentemente se o trabalho está no início ou 
sendo continuado, devendo ser registrado os valores nos campos específicos da 
PET (avaliação inicial e após ventilação). 
3.8.7.2. No primeiro acesso, deve ser realizada avaliação completa, a partir da 
entrada, rotas de acesso e local de trabalho no interior do EC, incluindo pontos 
baixos e cantos "mortos" do espaço confinado que possam ser acessados pelos 
executantes. 
 
3.8.8. Os circuitos e equipamentos elétricos interligados ao EC devem ser 
desenergizados e devem ser adotadas medidas de bloqueio e sinalização de 
advertência (etiquetagem) que evitem o seu acionamento acidental ou inadvertido 
conforme PE-1PBR-00213. 
3.8.9. Trabalhos com perigo de geração ou acúmulo de eletricidade estática devem 
dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica (por ex. sistemas de 
aterramento temporário). 
3.8.10. O número de pessoas a entrar no EC deve ser limitado ao necessário para a 
execução do trabalho estabelecido no planejamento, sendo vedada a realização de 
qualquer trabalho de forma isolada ou individual. 
Nota: Nos casos em que as dimensões do EC somente permitam a entrada de 
uma pessoa, a permanência do vigia no acesso descaracteriza trabalho isolado 
ou individual. 
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00213/PE-1PBR-00213.docx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 8 de 16 
 
3.8.11. Deve haver proteçãoquanto aos cantos vivos, partes pontiagudas ou afiadas e 
desníveis que possam vir a lesionar o trabalhador. 
3.8.12. Os equipamentos de ventilação devem ser instalados em locais seguros, isentos 
de contaminantes e, assim como os equipamentos de exaustão, devem ser 
eletricamente aterrados. 
3.8.12.1. Não é permitida a ventilação de EC com oxigênio puro. 
3.8.13. Não devem ser introduzidos em EC conjuntos de oxi-corte ou cilindros de gases. 
Nos intervalos de paralisação dos trabalhos as mangueiras de oxigênio, acetileno e 
argônio devem ser retiradas do interior do EC e inspecionadas antes de novo 
adentramento. 
3.8.14. A condição de entrada no EC em função da concentração de O2 e da presença 
de gases e vapores inflamáveis no EC deve atender a tabela 1: 
Tabela 1 - Limites ambientais para acesso: 
Parâmetro Faixa Entrada 
Concentração de gases e 
vapores inflamáveis 
0 % do LIE/LII Permitida 
Entre 0 e 10 % do LIE/LII Permitida com restrições Nota 1 
Acima de 10 % do LIE/LII Entrada proibida 
Concentração de oxigênio 
Abaixo de 12,5 % Entrada proibida 
Entre 12,5 % e 19,5 % 
Permitida com proteção respiratória 
Nota 2 
Entre 19,5 % e 23 % Permitida sem proteção respiratória 
Acima de 23 % Entrada proibida 
Nota 1: Nos EC onde haja impossibilidade de se assegurar 0 % do LIE/LII, é aceito o limite de 10 % do 
LIE/LII para a entrada e a realização de trabalhos a frio conforme N-2637. 
Nota 2: Para ambientes com concentração de O2 entre 12,5 % e 19,5 % deve ser usada máscara 
autônoma de demanda com pressão positiva ou equipamento de proteção respiratória com linha de ar 
comprimido associada a cilindro auxiliar para escape. 
Nota 3: A NBR-16577 indica paras as situações de variação do percentual de oxigênio entre os limites de 
19,5 % a 23 % de VOL, que a causa da redução ou enriquecimento de O2 seja conhecida. 
. 
3.8.15. Deve-se monitorar constantemente o ambiente no ponto em que os 
trabalhadores estão executando as suas tarefas, quanto à presença de contaminantes 
atmosféricos, devendo o profissional de segurança indicar medidas de controle, quando 
necessário. 
3.8.16. Quando a condição da atmosfera for IPVS (contaminantes tóxicos e asfixiantes 
e/ou deficiência de oxigênio), a entrada no EC só pode ser realizada para atender 
situações de emergência, visando salvar vidas ou proteger as instalações. Neste caso, é 
obrigatório o uso de máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou respirador 
de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape. 
http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/nortec/frame.asp?cod=N-2637
https://www.abntcolecao.com.br/default.aspx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 9 de 16 
 
Nota: Esse item não é aplicável para atmosferas potencialmente explosivas 
(vapores inflamáveis acima de 10% do LII e/ou oxigênio acima de 23%) conforme 
indicado na tabela 1. Para essas situações a entrada é proibida. 
 
3.8.17. Nas plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71, 
para as atividades de substituição dos leitos fixos dos vasos de remoção de H2S e dos 
leitos fixos dos vasos de desidratação por peneira molecular, devido a condições do 
projeto, não se aplica o item 3.8.16 e a concentração mínima de oxigênio da tabela do 
item 3.8.14. Para essas atividades devem ser atendidos os seguintes requisitos: 
a. estabelecimento de procedimento específico em cada plataforma, com base no 
projeto do sistema, informações dos fornecedores e análise de risco das tarefas 
de substituição dos leitos fixos dos vasos de remoção de H2S e dos vasos de 
desidratação por peneira molecular; 
b. garantia de proteção respiratória (equipamento de proteção respiratória 
autônoma / ar mandado, com redundância e máscara com fixação do tipo anti-
pânico) para todos os envolvidos que possam se expor a atmosfera inertizada, 
com utilização obrigatória durante todo o tempo de exposição; 
c. garantia de manutenção das condições para evitar reação dos materiais e 
produtos empregados (condição de projeto); 
d. monitoramento permanente para garantia dos parâmetros de inertização e 
segurança; 
e. estabelecimento de procedimentos específicos de emergência e salvamento, 
com prontidão de recursos e equipes treinadas nos cenários acidentais. 
Notas: 
1) O requisito descrito neste item 3.8.17 também se aplicará a futuras 
plataformas que tiverem as mesmas condições de projeto com relação às 
atividades de substituição dos leitos fixos dos vasos de remoção de H2S e 
dos leitos fixos dos vasos de desidratação por peneira molecular; 
2) Na utilização de sistemas de proteção respiratória por ar mandado, 
observar os requisitos básicos de segurança descritos no Anexo I. 
3.8.18. Para avaliação da exposição ocupacional ao calor em espaços confinados, em 
atendimento à NR-09 e NR-15, devem ser observados os requisitos descritos no Anexo 
H. 
3.8.19. Na ocorrência de emergência em que seja necessário acionar a equipe de 
resgate, as demais frentes de trabalho em EC devem ser paralisadas. 
3.8.20. Para serviços em tanques de carga, lastro e slop de FPSO, FSO e FPU deve ser 
atendido o PE-1PBR-00215. 
3.8.21. Para serviços em casas de bombas de FPSO, FSO e FPU, onde e quando 
aplicável, deve ser atendido o PE-1PBR-00216. 
.. 
3.9. MÃO DE OBRA 
3.9.1. Devem ser formalmente indicados profissionais habilitados ou qualificados em 
segurança ocupacional como responsáveis técnicos pelo cumprimento da NR-33 no 
âmbito da unidade. 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00215/PE-1PBR-00215.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00216/PE-1PBR-00216.docx
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
INTERNA 
 
 
 
 
Página 10 de 16 
3.9.1.1. As empresas contratadas que possuam empregados que 
trabalham em EC devem designar formalmente o responsável técnico pelo 
cumprimento da NR-33. 
3.9.2. As equipes de resgate das instalações podem ser compostas por trabalhadores 
próprios ou terceirizados. 
3.9.2.1. A equipe de resgate deve realizar exercício simulado anual para os 
cenários de risco identificados para o EC. 
3.9.2.2. Os membros da equipe de emergência e salvamento devem ter 
participado de treinamento específico envolvendo os possíveis cenários 
apontados na análise de risco dos trabalhos em andamento, conforme 
NBR-16710 (ver item 3.9.9. Capacitação para EC). 
3.9.2.3. Estes simulados devem fazer parte do cronograma de simulados 
da instalação. 
3.9.2.4. Sempre que um membro da equipe de resgate for substituído, 
deve ser assegurado que o novo membro desta equipe esteja treinado. 
3.9.3. Cabe à unidade manter atualizada a matriz de treinamentos específicos sobre 
segurança em EC. 
. 
3.9.4. Atribuições do responsável técnico: 
a. estabelecer medidas preventivas de caráter técnico, administrativa e 
pessoal, bem como ações em casos de emergência e resgate, conforme 
NR-33; 
b. coordenar a identificação, sinalização e cadastramento dos EC e manter 
atualizado este cadastro; 
c. identificar os riscos relacionados a espaços confinados de sua unidade; 
d. providenciar a elaboração dos planos de emergência e resgate para os 
EC; 
e. fornecer às contratadas informação sobre os riscos nos EC onde 
desenvolverão suas atividades; 
f. revisar os procedimentos de entrada em EC quando ocorrer: entrada não 
autorizada no EC; acidente, incidente ou condição não prevista durante a 
entrada; qualquer mudança na atividade ou na configuração do EC; 
solicitação da CIPA; ou identificação de condição de trabalho mais segura. 
. 
3.9.5.Atribuições do supervisor de entrada: 
a. emitir a PET após prover as condições seguras para a execução do 
trabalho no interior do EC; 
b. assegurar que o pessoal designado para executar o trabalho possua os 
requisitos necessários (treinamento e aptidão física) para trabalhar em EC; 
c. estabelecer meios para restringir o acesso de pessoas não autorizadas 
ao EC; 
d. informar a equipe de resgate os locais das frentes de trabalho em EC. 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
INTERNA 
 
 
 
 
Página 11 de 16 
e. cancelar os procedimentos de entrada e a PET, quando necessário; 
f. implementar as medidas preventivas de caráter técnico, administrativa e 
pessoal, bem como ações em casos de emergência e resgate, conforme 
NR-33. 
g. encerrar a PET após o término dos serviços com registro de data e hora. 
. 
3.9.6. Atribuições do profissional de segurança da instalação: 
a. assessorar o supervisor de entrada quanto aos requisitos de segurança 
inerentes à execução do trabalho; 
b. quando solicitado, assessorar o responsável técnico na gestão de 
segurança e saúde dos trabalhadores, bem como na elaboração dos 
planos de emergência e resgate para os EC; 
c. efetuar as avaliações ambientais iniciais e de monitoramento; 
Nota: Observar as orientações do Anexo H para a exposição 
ocupacional ao agente calor. 
d. informar os trabalhadores sobre os riscos inerentes ao trabalho a ser 
executado e orientar quanto à utilização dos equipamentos de 
monitoramento permanente; 
e. verificar a montagem, integridade e funcionalidade dos equipamentos de 
entrada e resgate; 
f. realizar o teste de resposta (bump test) dos detectores de gás portáteis a 
serem utilizados na liberação e monitoramento do trabalho. 
Notas: 
1) Excepcionalmente nas Monobóias, em situações 
especiais, essas atribuições devem ser desempenhadas pelo 
supervisor de entrada; 
2) Entende-se por profissional de segurança da instalação 
aquele que esteja lotado na Instalação (ex.: profissional de 
segurança que embarca em determinada plataforma UEP); 
3) Profissionais de segurança lotados em UMS (Unidade de 
Manutenção e Segurança) somente podem realizar as 
atribuições do profissional da instalação UEP para liberação 
do EC, quando já estiverem embarcando rotineiramente na 
respectiva plataforma, tendo conhecimento do processo, de 
seus equipamentos e sistemas para assessorar sua 
liberação, bem como já estarem familiarizados com os 
responsáveis, liderança e equipes de resgate da respectiva 
instalação. 
. 
3.9.7. Atribuições do vigia: 
a. permanecer fora do EC, porém junto à sua entrada, até a saída do 
último trabalhador ou até que seja substituído por outro vigia; 
b. conhecer os riscos da atividade e as medidas de prevenção, incluindo 
os modos, sinais ou sintomas característicos do trabalho executado em 
condições adversas; 
c. manter o controle dos trabalhadores presentes no interior do EC. No 
Anexo G é apresentado modelo de planilha que pode ser utilizada para 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
INTERNA 
 
 
 
 
Página 12 de 16 
este controle; 
d. acompanhar as atividades no interior e no exterior do EC, certificando-se 
das condições de saúde e segurança dos trabalhadores; 
e. operar os movimentadores de pessoas em situação normal e de 
emergência; 
f. impedir a entrada de pessoal não autorizado ou que não esteja utilizando 
os equipamentos de proteção indicados; 
g. manter comunicação permanente com os trabalhadores que estejam no 
interior do EC e com a equipe de resgate; 
h. ordenar a saída imediata dos trabalhadores e, se necessário, acionar a 
equipe de resgate quando ocorrer: situação de emergência na instalação; 
impossibilidade de exercer suas atividades específicas e não houver 
alternativa para sua substituição; sintomas de mal estar ou indisposição 
manifestado pelos trabalhadores; identificação de substância tóxica, 
inflamável ou asfixiante no ambiente; ou atendimento de emergência em 
outra frente de trabalho em EC. 
. 
3.9.8. Atribuições dos trabalhadores autorizados: 
a. conhecer os riscos e as medidas de prevenção que possam encontrar 
durante a entrada, incluindo informações sobre o modo, sinais ou sintomas 
e consequências da exposição; 
b. usar adequadamente os equipamentos EPI e EPR indicados pela PT, 
PET e APN2; 
c. saber operar os recursos de comunicação para permitir que o vigia 
monitore as suas atuações e os alerte da necessidade de abandonar o 
espaço confinado; 
d. alertar o vigia sempre que reconhecer algum sinal de perigo ou sintoma 
de exposição a uma situação perigosa não prevista e sempre que detectar 
uma condição proibida; 
e. sair imediatamente do espaço confinado quando o vigia ou o supervisor 
de entrada ordenar, se reconhecer algum sinal de perigo ou sintoma de 
exposição a uma situação perigosa e se quaisquer alarmes forem 
acionados; 
f. informar à sua liderança caso não se sintam em condições de executar 
suas atividades no EC (por exemplo quando não estejam se sentindo-se 
bem). 
.. 
3.9.9. Capacitação para EC 
3.9.9.1. A carga horária e a periodicidade das capacitações dos responsáveis técnicos, 
supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e equipe de emergência e 
salvamento devem atender as tabelas 2 e 3 deste padrão. 
3.9.9.2. A carga horária da parte prática do treinamento inicial e periódico dos 
supervisores de entrada, vigias, trabalhadores autorizados e equipe de emergência e 
salvamento deve ser de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) da carga horária prevista 
as tabelas 2 e 3. 
INTERNA 
 
 
 
 
Página 13 de 16 
Tabela 2 - Capacitação para Planejamento, Liberação e Trabalho em EC 
Função Curso 
Carga 
Horária do 
Treinamento 
Inicial 
Periodicidade e 
Carga Horária da 
Reciclagem 
Responsáveis Técnicos das 
Unidades (Nota 2) 
Supervisor de Entrada 
em EC 
40 h 
Anual (Nota 2) 
8 horas 
Emitentes de PT e PET em EC, 
Coordenadores e Supervisores 
Supervisor de Entrada 
em EC (Nota 1) 
40 h 
Anual 
8 horas 
Profissionais de Segurança em 
atividade nas instalações (Nota 2) 
Supervisor de Entrada 
em EC 
40 h 
Anual (Nota 2) 
8 horas 
Executantes e Requisitantes de 
PT e PET em EC 
Vigia e Trabalhador 
Autorizado 
16 h 
Anual 
8 horas 
Nota 1: O treinamento do Supervisor de entrada (40h) contempla os itens da qualificação de 16h da NR-
33, portanto, a sua entrada como Trabalhador autorizado é permitida, mantida a reciclagem anual. 
Nota 2: Exclusivamente para os Profissionais de Segurança e Responsáveis Técnicos que sejam os 
próprios instrutores dos cursos de capacitação e reciclagem em EC, a reciclagem anual é facultativa, 
cabendo a respectiva Unidade estabelecer os critérios de aperfeiçoamento para estes profissionais. 
. 
3.9.9.3. Decorrido 1 ano da conclusão do treinamento inicial de 40 horas, caso os 
responsáveis técnicos e os profissionais de segurança necessitem entrar em EC, deve 
ser realizada a reciclagem anual do treinamento "Entrada em EC", com duração de 8 
horas, salvo a condição da Nota 2 da tabela 2 acima. 
3.9.9.4. O Anexo E apresenta um modelo de conteúdo programático para o Curso 
"Supervisor de Entrada em EC". 
3.9.9.5. O Anexo F apresenta um modelo de conteúdo programático para o Curso 
"Vigia e Trabalhador Autorizado". 
3.9.9.6. Apenas a capacitação do trabalhador autorizado (16h) ou a do supervisor de 
entrada (40h) não habilita estes profissionais a compor as equipes de emergência e 
salvamento. Para que os profissionais atuem como resgatistas deverão possuir seu 
respectivo treinamento (16 ou 40h) acrescidos da qualificação definida na tabela 3 e 
itens a seguir. 
Tabela 3 - Capacitação para Equipe de Emergência e Salvamento em EC 
Função Curso 
Carga Horária do 
Treinamento Inicial 
Periodicidadee 
Carga Horária da 
Reciclagem 
Profissionais 
Próprios ou 
Contratados que 
compões equipes de 
resgate em Altura e 
EC 
Resgate Técnico Industrial em 
Altura e Espaço Confinado 
NBR 16710-1 (Nota 1) 
Nível Profissional do 
Resgatista: Operacional 
(mínimo) 
24h 
Nível Operacional 
(mínimo) 
 
32h 
Bienal (a cada 24 
meses) 
24 ou 32 horas 
 
Recomenda-se a 
cada reciclagem 
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
INTERNA 
 
 
 
 
Página 14 de 16 
Níveis Líder e 
Coordenador (Nota 2) 
subir um Nível (Nota 
2) 
Nota 1: A NBR 16710 - Resgate Técnico Industrial em Altura e/ou Espaço Confinado - Parte 1: Diretrizes 
para qualificação do profissional, é a norma técnica nacional vigente que se relaciona diretamente com o 
Anexo III da NR-33; 
Nota 2: Para se chegar ao nível Coordenador, o profissional tem que passar pelos níveis anteriores; 
Nota 3: Conforme NBR-16577, cada membro do serviço de emergência salvamento também deve ser 
treinado para execução de trabalhos em espaços confinados (curso trabalhador autorizado ou supervisor). 
. 
3.9.9.7. Para as equipes compostas por profissionais de acesso por cordas, qualificados 
conforme NBR-15475, também deve ser aplicada a qualificação conforme NBR- 16710 - 
Parte 1. 
3.9.9.8. As instituições e instrutores selecionados para ministrar os treinamentos para as 
equipes de emergência e salvamento devem atender a NBR- 16710 - Parte 2: 
Requisitos para provedores de treinamento e instrutores para a qualificação do 
profissional. 
3.9.9.9. Os resgatistas devem participar de exercício simulado de emergência e 
salvamento em intervalo não superior a 12 meses, para avaliação do nível de 
desempenho exigido para as situações de emergência identificadas nos cenários 
acidentais dos EC em que possam atuar e de acordo com seus níveis de qualificação. 
3.9.9.9.1. Conforme a NR-33, deve ser avaliado o tempo resposta, 
preferencialmente durante o planejamento dos serviços em espaço 
confinado, visando definir ações e prontidão do atendimento, de acordo 
com a avaliação dos riscos do cenário. 
3.9.9.9.2. Quando os simulados anuais de emergência e salvamento não 
contemplarem os cenários do compartimento em determinados trabalhos 
(ex.: tanques de embarcação, torres), deve ser realizado um simulado 
específico antes do início dos trabalhos, sob orientação do Responsável 
Técnico da Unidade ou Instalação. 
Nota: Para registro dos simulados, as Unidades podem 
utilizar modelo de relatório definido no seu Plano de 
Emergência interno. 
. 
3.9.10. Avaliação de saúde para EC 
3.9.10.1. Os trabalhadores designados para executar trabalhos no interior de EC devem 
possuir Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), garantindo sua aptidão para esta 
atividade e apresentá-lo quando solicitado. 
3.9.10.2. Também deve ser feita avaliação dos sinais vitais do trabalhador antes da sua 
primeira jornada, devendo a reavaliação ser feita em periodicidade a critério do 
profissional de saúde, seguindo as orientações do PE-1PBR-00204. 
INTERNA 
 
 
 
 
Página 15 de 16 
.. 
3.10. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 
 
Condições específicas não previstas neste padrão devem ser encaminhadas aos Gestores da 
Função SMS de sua respectiva unidade para avaliação da pertinência de sua inclusão no MS. 
.. 
3.11. CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO 
 
3.11.1. Trabalhos em altura no interior de EC também devem atender o PE-1PBR-00218. 
3.11.2. Trabalhos em EC em áreas com presença de H2S também devem atender o PE-1PBR-
00217. 
 
4. REGISTROS 
Tabela 4 - Registros 
Identificação Armazenamento Classificação Recuperação Retenção Disposição 
PT, PET e 
documentos 
anexos: 
APN1, APN2, 
LVs, Plano de 
Isolamento 
etc. 
Sistema 
eletrônico de PT 
ou 
Físico (papel ou 
escaneamento) 
Interna 
Número e 
data da PT, 
APN-2, Plano 
de Isolamento 
ou da PET. 
Sistema 
eletrônico de 
PT: 
permanente 
Físico: 5 anos 
Critério pela 
Gestão da 
unidade 
 
 
5. DEFINIÇÕES 
Espaço Confinado (EC) - Qualquer área ou ambiente que atenda simultaneamente as 
seguintes condições: 
a. não ser projetado para ocupação humana contínua; 
b. possuir meios limitados de entrada e saída; e 
c. em que exista ou possa existir atmosfera perigosa. 
 
Atmosfera Perigosa - aquela em que estejam presentes uma das seguintes condições: 
a. deficiência ou enriquecimento de oxigênio; 
b. presença de contaminantes com potencial de causar danos à saúde do 
trabalhador; ou 
c. seja caracterizada como uma atmosfera explosiva. 
 
Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde (IPVS) - Qualquer condição que 
represente uma ameaça imediata à vida, que possa causar efeitos adversos 
irreversíveis à saúde ou que interfira com a habilidade dos indivíduos para escapar de 
um EC sem ajuda. 
PET: Permissão de Entrada e Trabalho em Espaço Confinado. 
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00218/PE-1PBR-00218.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00217/PE-1PBR-00217.docx
../../../MigradosComMetadados/Interna/PE-1PBR-00214/PE-1PBR-00217/PE-1PBR-00217.docx
INTERNA 
 
 
 
 
Página 16 de 16 
Responsável Técnico - Profissional habilitado para identificar os EC e elaborar as 
medidas técnicas, administrativas, pessoais e de emergência e resgate. 
Supervisor de Entrada - Empregado capacitado, que tem a responsabilidade de prover 
condições seguras para a execução de trabalho no interior de EC, antes de emitir a 
permissão de entrada. 
Trabalhador Autorizado - Profissional capacitado para entrar em EC, com 
conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes. 
Vigia - Trabalhador autorizado, que é designado a permanecer fora do EC com a 
responsabilidade de acompanhar o trabalho, manter a comunicação e ordenar aos 
trabalhadores no interior do EC o abandono do local. 
 
	1. OBJETIVO
	2. APLICAÇÃO
	3. DESCRIÇÃO
	4. REGISTROS
	5. DEFINIÇÕES

Mais conteúdos dessa disciplina