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HIS - Conjunto Heliópolis Gleba G- CERTO
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Projeto de Arquitetura Universidade São FranciscoUniversidade São Francisco

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Resumo do Estudo de Caso: HIS - Conjunto Heliópolis Gleba G O estudo de caso do Conjunto Heliópolis Gleba G, projetado pelos arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian, abrange um projeto de habitação de interesse social localizado na Rua das Juntas Provisórias, no Ipiranga, São Paulo, Brasil. O projeto foi desenvolvido entre 2011 e 2014 e ocupa uma área construída de 31.329 m² em um terreno de 7.041 m², apresentando um coeficiente de aproveitamento (CA) de 2,21 e uma taxa de ocupação (TO) de 0,31. A análise do projeto inclui aspectos de inserção urbana, acessibilidade, ventilação, iluminação natural, implantação, modulação estrutural, áreas de circulação, instalações elétricas e hidráulicas, além de detalhes construtivos e vedações. Inserção Urbana e Acessibilidade A inserção urbana do Conjunto Heliópolis Gleba G é marcada pela proximidade com importantes vias e serviços, como a Rua Comandante Taylor, a Estação Tamanduateí e a Estação Sacomã, além de um corredor de ônibus e o Central Plaza Shopping. Essa localização estratégica facilita o acesso dos moradores a transporte público e comércio, promovendo a integração social. O projeto também considera a topografia do terreno, utilizando-a para otimizar a circulação vertical e horizontal, evitando a necessidade de elevadores e garantindo acessos a cada quatro apartamentos. Essa abordagem visa reduzir distâncias e melhorar a eficiência do espaço. Ventilação e Iluminação Natural A ventilação do conjunto habitacional é projetada levando em conta os ventos predominantes, que sopram do Sul e Sudeste, com rajadas mais intensas do Noroeste. A verticalização da construção e a topografia do terreno influenciam a direção do vento, proporcionando um desempenho térmico adequado. Em relação à iluminação natural, o projeto atende e supera os requisitos mínimos estabelecidos pela NBR 1575:2013, garantindo que os ambientes sejam bem iluminados e confortáveis para os moradores. Essa preocupação com a ventilação e a iluminação é fundamental para a qualidade de vida dos residentes. Estrutura e Sustentabilidade O Conjunto Heliópolis Gleba G foi construído utilizando a técnica de alvenaria estrutural com blocos de concreto, e as passarelas que conectam os edifícios são feitas de estrutura metálica. A gestão de áreas de circulação foi otimizada, evitando grandes percursos e promovendo acessos diretos. No que diz respeito às instalações elétricas e hidráulicas, o projeto prioriza a eficiência energética, com a utilização de lâmpadas de baixo consumo nas áreas comuns e a orientação aos moradores sobre o uso de aparelhos economizadores. Contudo, a gestão da água apresenta lacunas, como a falta de armazenamento temporário para águas pluviais, o que é um requisito para certificações sustentáveis, como o Selo Casa Azul. Essa questão ressalta a necessidade de uma abordagem mais rigorosa em projetos de habitação de interesse social, onde a gestão da água é frequentemente negligenciada. Conclusão O estudo de caso do Conjunto Heliópolis Gleba G revela a complexidade e os desafios enfrentados em projetos de habitação de interesse social. Embora o projeto tenha sido bem-sucedido em vários aspectos, como a inserção urbana e a eficiência na ventilação e iluminação, ele também expõe falhas significativas na gestão de recursos hídricos e na implementação de práticas sustentáveis. A análise deste projeto serve como um importante exemplo para futuras intervenções urbanas, destacando a necessidade de um planejamento mais integrado e sustentável que atenda às demandas sociais e ambientais. Destaques O Conjunto Heliópolis Gleba G é um projeto de habitação de interesse social localizado em São Paulo, com área construída de 31.329 m². A inserção urbana é estratégica, com fácil acesso a transporte público e comércio, promovendo a integração social. O projeto atende aos requisitos de ventilação e iluminação natural, garantindo conforto aos moradores. A construção utiliza alvenaria estrutural e estrutura metálica, mas apresenta falhas na gestão da água, essencial para certificações sustentáveis. A análise do projeto destaca a importância de um planejamento urbano que considere a sustentabilidade e a eficiência no uso de recursos.

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