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RDC 964_2025

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa 
2025 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em 
medicamentos e para a notificação, identificação e 
qualificação de produtos de degradação 
 
Guia n° 79/2025 – versão 1 
 
 
 
 
 
Este Guia expressa o entendimento da Anvisa sobre as melhores práticas com relação a 
procedimentos, rotinas e métodos considerados adequados ao cumprimento de requisitos técnicos 
ou administrativos exigidos pelos marcos legislativo e regulatório da Agência.1 
Trata-se de instrumento regulatório não normativo, de caráter recomendatório e não vinculante, 
sendo, portanto, possível o uso de abordagens alternativas às proposições aqui dispostas, desde 
que compatíveis com os requisitos relacionados ao caso concreto. A inobservância ao conteúdo 
deste documento não caracteriza infração sanitária, nem constitui motivo para indeferimento de 
petições, desde que atendidos os requisitos exigidos pela legislação. 
As recomendações contidas neste Guia produzem efeitos a partir da data de sua publicação no Portal 
da Anvisa e ficam sujeitas ao recebimento de sugestões da sociedade por meio de formulário 
eletrônico, disponível em http://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/985463?lang=pt-BR. 
As contribuições2 recebidas serão avaliadas e poderão subsidiar a revisão do Guia e a consequente 
publicação de uma nova versão do documento. Independentemente da decisão da área, será 
publicada análise geral das contribuições e racional que justifique a revisão ou não do Guia. 
 
 
 
1Portaria nº 162, de 12 de março de 2021, que dispõe sobre as diretrizes e os procedimentos para melhoria da qualidade 
regulatória na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
 
2A fim de garantir maior transparência ao processo de elaboração dos instrumentos regulatórios editados pela Anvisa, 
esclarecemos que os nomes dos responsáveis pelas contribuições (pessoas físicas e jurídicas) são considerados informações 
públicas e serão disponibilizados de forma irrestrita nos relatórios e outros documentos gerados a partir dos resultados deste 
Guia. Já o e-mail e o CPF dos participantes, considerados informações sigilosas, terão seu acesso restrito aos agentes 
públicos legalmente autorizados e às pessoas a que se referem tais informações, conforme preconiza o artigo 31, §1º, inciso 
I da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Outras informações que venham a ser consideradas sigilosas pelos 
participantes poderão ser apensadas em campo específico no formulário eletrônico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Copyright©2025. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. A reprodução parcial ou total 
deste documento por qualquer meio é totalmente livre, desde que citada adequadamente a fonte. A 
reprodução para qualquer finalidade comercial está proibida. 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em 
medicamentos e para a notificação, identificação e 
qualificação de produtos de degradação 
 
VIGENTE A PARTIR DE 16/04/2025 
 
Início do período de contribuições: 17/04/2025 
Fim do período de contribuições: 13/10/2025 
 
http://portal.anvisa.gov.br/guias#/
http://portal.anvisa.gov.br/guias#/
http://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/985463?lang=pt-BR
http://antigo.anvisa.gov.br/legislacao#/visualizar/446270
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. ESCOPO .................................................................................................. 5 
2. INTRODUÇÃO ......................................................................................... 5 
3. BASE LEGAL .......................................................................................... 8 
4. ASPECTOS PRÁTICOS RELACIONADOS À REALIZAÇÃO DO 
ESTUDO DE DEGRADAÇÃO FORÇADA ........................................................ 8 
4.1. Quando realizar e quando repetir o estudo de degradação .................................................8 
4.2. Quem deve realizar o estudo de degradação forçada ......................................................... 10 
4.3. Informações prévias ..................................................................................................................... 10 
4.4. Requisitos dos materiais a serem testados ........................................................................... 11 
4.5. Condução do estudo de degradação forçada ....................................................................... 13 
4.6. Parâmetros de degradação (endpoints) .................................................................................. 15 
5. REQUISITOS QUANTO AO MÉTODO DE ANÁLISE ............................ 18 
6. REQUISITOS QUANTO ÀS ESPECIFICAÇÕES E REPORTE DE 
RESULTADOS ................................................................................................ 19 
7. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS DE 
DEGRADAÇÃO FORÇADA ............................................................................ 21 
7.1. Avaliação de cromatogramas e obtenção de resultados ................................................... 21 
7.2. Balanço de massas ....................................................................................................................... 23 
7.3. Análise crítica dos resultados ................................................................................................... 27 
8. DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA PARA A ANVISA SOBRE 
ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA .................................................... 29 
9. PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE 
PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO.................................................................... 31 
9.1. Procedimentos para identificação de produtos de degradação ....................................... 32 
9.2. Procedimentos para qualificação de produtos de degradação ........................................ 32 
9.2.1. Uso de compêndios oficiais para qualificação de produtos de degradação ............ 33 
9.2.2. Qualificação de produtos de degradação por estudos de comparabilidade ............ 34 
9.2.3. Metabólitos, dados de literatura e estudos de toxicidade ............................................. 35 
10. RECOMENDAÇÕES PARA PRODUTOS PARA OS QUAIS A NORMA 
NÃO É APLICÁVEL ........................................................................................ 35 
10.1. Medicamentos em desenvolvimento clínico .......................................................................... 35 
10.2. Medicamentos contendo IFA obtidos por fermentação ...................................................... 36 
10.3. Medicamentos contendo IFA sintético em associação ....................................................... 37 
10.4. Medicamentos contendo IFAs enquadrados no inciso IV do Art. 3º da RESOLUÇÃO 
ANVISA nº 964, de 2025 ............................................................................................................................. 37 
 
 
 
 
 
10.5. Medicamentos contendo IFAV ................................................................................................... 40 
11. CONCLUSÃO ........................................................................................ 42 
12. LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS ................................................... 43 
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 45 
Anexo I - Avaliação de impacto da variabilidade analítica nos cálculos de 
balanço de massas via cálculos de propagação de erros .......................... 48 
 
 
 
 
1. ESCOPO 
Este Guia tem o objetivo de expor a opinião da Agência e demonstrar o melhor 
entendimento para o cumprimento da RESOLUÇÃO ANVISA nº 964, de 20 de fevereiro de 
2025 [1], denomina neste guia como “Resolução”, no que se refere à realização de estudos 
de degradação forçada em medicamentos e aos procedimentos para a notificação,recomenda-se que as amostras sejam, 
inicialmente, submetidas a condições de degradação em concentração e quantidade que 
permita uma posterior diluição para preparo conforme cada um dos métodos. 
 
Para cada uma das condições avaliadas, recomenda-se tabelar os resultados de cada 
produto de degradação, do total de produtos de degradação encontrados e da 
porcentagem de degradação do(s) IFA(s). Os resultados obtidos serão utilizados para fins 
de cálculos de balanço de massas, conforme descrito a seguir. 
 
 
 
 
23 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
7.2. Balanço de massas 
Conforme definido na Resolução, o balanço de massas é o processo de soma do teor e 
dos níveis de produtos de degradação em uma amostra estressada para verificar quão 
perto estes somam 100% do valor inicial (amostra não estressada), considerando a 
margem de variabilidade experimental [25]. 
 
Este conceito, que está baseado na lei da conservação da massa, é um guia científico útil 
para a avaliação dos dados, mas nem sempre pode ser atingido. Assim, o foco da análise 
não deve ser direcionado exclusivamente para a obtenção de resultados próximos de 
100%, devendo, também, avaliar a confirmação da seletividade do método, a investigação 
completa das vias de degradação e, se necessário, a identificação de produtos de 
degradação que possam servir de indicadores para avaliar a extensão da degradação por 
meio de uma via específica [26]. 
 
Entre outras razões, a avaliação do balanço de massas é útil para: 1) demonstrar que não 
são formados produtos de degradação significativos (e potencialmente tóxicos) que não 
estão sendo detectados; 2) auxiliar na demonstração do poder indicativo de estabilidade 
do método, ao indicar que quedas de teor são acompanhadas de aumento proporcional 
dos níveis de produtos de degradação; 3) entender melhor as diferentes vias de 
degradação do IFA [26]. 
 
O balanço de massas pode ser calculado e expresso de diferentes maneiras. A forma de 
cálculo selecionada deve ser documentada e cientificamente justificada [27]. A seguir são 
apresentadas algumas formas de cálculo de balanço de massas. 
 
Para fins de exemplo de cálculo, considere o seguinte exemplo hipotético: 
• Teor do IFA na amostra não degradada (Ti): 97,2% 
• Somatório de produtos de degradação na amostra não degradada (PDi): 0,3% 
• Teor do IFA na amostra após degradação (TD): 80,6% 
• Somatório de produtos de degradação na amostra após degradação (PDD): 5,7% 
 
1) Balanço de massas simples (não corrigido) 
 
O balanço de massa simples (BM) é calculado pela adição do teor do IFA na amostra após 
degradação ao somatório de produtos de degradação na amostra após degradação [27]. 
Matematicamente, pode ser expresso por: 
 
BM = TD + PDD 
 
No exemplo citado, o valor calculado seria 80,6% + 5,7% = 86,3%. 
 
Embora seja facilmente calculado, por não levar em consideração o teor do IFA na amostra 
inicial, o balanço de massas simples pode levar a interpretações errôneas sobre os 
resultados obtidos, especialmente nos casos em que o teor do IFA na amostra se distancia 
do resultado teórico esperado (100%). 
 
2) Balanço de massas absoluto 
 
O balanço de massa absoluto (BMA) é calculado corrigindo-se o valor de balanço de 
massas simples pelo valor de teor do IFA na amostra inicial (não degradada) [27]. 
Matematicamente, pode ser expresso por: 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
BMA = (TD + PDD)/ (Ti + PDi) 
 
No exemplo citado, o valor calculado seria (80,6% + 5,7%)/(97,2% + 0,3%) = 88,5%. 
 
Os valores de balanço de massas absolutos são, em geral, mais próximos de 100%. 
Embora seja a fórmula mais usualmente utilizada, é necessário cautela na intepretação, 
pois o uso de critérios absolutos, tais como “valores acima de X% são aceitáveis” podem 
gerar erros de interpretação, especialmente nos casos em que a queda de teor é menor e 
os produtos de degradação não são detectados. 
 
3) Deficiência absoluta de balanço de massas 
 
A deficiência absoluta de balanço de massas (DABM) é calculada pela diferença entre o 
balanço de massas absoluto e os 100% [27]. Matematicamente, pode ser expressa por: 
 
DABM = 100 - (TD + PDD)/ (Ti+ PDi) 
 
No exemplo citado, o valor calculado seria 100% - (80,6% + 5,7%)/(97,2%+0,3%) = 11,5%. 
 
A deficiência absoluta de balanço de massas permite uma avaliação mais adequada da 
distância entre os valores obtidos na prática e o valor de balanço de massas esperado na 
teoria (100%). Assim, como no caso do balanço de massas absoluto, é necessário cautela 
na intepretação, pois o uso de critérios absolutos, tais como “valores abaixo de X% são 
aceitáveis” podem gerar erros de interpretação, especialmente nos casos em que a queda 
de teor é menor e os produtos de degradação não são detectados. 
 
4) Balanço de massas relativo 
 
O balanço de massa relativo (BMR) é calculado pela relação percentual entre o aumento 
de produtos de degradação e a queda de teor [27]. Matematicamente, pode ser expresso 
por: 
 
BMR = 100 x (PDD - PDi)/ (Ti - TD) 
 
No exemplo citado, o valor calculado seria 100 x (5,7 – 0,3)/ (97,2 – 80,6)= 32,5%. 
 
Os valores de balanço de massas relativo são, em geral, mais distantes de 100% e 
permitem uma visão mais realista da capacidade do método de detectar os produtos de 
degradação. 
 
5) Deficiência relativa de balanço de massas 
 
A deficiência relativa de balanço de massas (DRBM) é calculada pela diferença entre o 
balanço de massas relativo e os 100% [27]. Matematicamente, pode ser expressa por: 
 
DRBM = 100 – [100 x (PDD - PDi)/ (Ti - TD)] 
 
No exemplo citado, o valor calculado seria 100% - [100 x (5,7 – 0,3)/ (97,2 – 80,6)] = 67,5%. 
 
Nos casos em que uma degradação mais pronunciada é observada, a deficiência relativa 
de balanço de massas permite uma avaliação mais adequada da distância entre os valores 
 
 
25 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
obtidos na prática e o valor do balanço de massas esperado na teoria (100%). Além disso, 
permite estimar quantos % dos produtos de degradação esperados não estão sendo 
detectados pelo método. No exemplo citado, por exemplo, pode-se dizer que 67,5% do 
que o método de produtos de degradação deveria detectar não está sendo detectado, 
indicando, inequivocamente, que a situação específica requer uma análise aprofundada. 
Nos casos em que a degradação observada é muito pequena (da ordem de 1 ou 2%), os 
resultados de balanço de massas relativo e deficiência relativa de balanço de massas 
estão sujeitos a maiores distorções e podem não representar adequadamente a situação 
real observada no estudo. 
 
Independente da fórmula selecionada pela empresa, espera-se que, para o cálculo do 
balanço de massas, os valores de teor e de níveis de produtos de degradação utilizados 
no cálculo sejam aqueles obtidos com os métodos que serão efetivamente empregados 
nos estudos de estabilidade. Ainda que o método de produtos de degradação seja capaz 
de mensurar o teor do IFA, se esse método não for utilizado para a quantificação do IFA 
nos estudos de estabilidade, o valor de teor obtido por esse método no estudo de 
degradação forçada não deve ser utilizado no cálculo. Caso a empresa utilize métodos 
diferentes para quantificação de teor e de produtos de degradação, recomenda-se que as 
mesmas amostras sejam avaliadas pelos dois métodos. Neste caso, os valores de teor 
utilizados para o cálculo de balanço de massas serão os extraídos do método de teor, e 
não os calculados pelo método de produtos de degradação. Nesta situação específica(quando são utilização métodos diferentes), o uso dos dados obtidos no estudo de 
degradação forçada para cálculos de teor pode dificultar ou até mesmo impossibilitar 
qualquer discussão relacionada à diferença entre resultados de teor e produtos de 
degradação. Ainda, resultados obtidos dessa maneira impedem que se obtenha 
conclusões assertivas sobre o poder indicativo de estabilidade do conjunto de métodos 
utilizados. 
 
A avaliação da necessidade de cálculo de balanço de massas deve ser realizada para 
cada condição de degradação estudada. Quando não for observada queda significativa de 
teor NEM aumento significativo nos produtos de degradação, o cálculo de balanço de 
massas não traz informações relevantes e não é necessário. Quando for observada queda 
significativa de teor OU aumento significativo nos produtos de degradação, o cálculo de 
balanço de massas deve ser realizado. 
 
As variações significativas descritas anteriormente são entendidas como aquelas que se 
sobressaem à variabilidade experimental esperada. Em geral, a variabilidade experimental 
esperada é descrita pelo parâmetro de desvio-padrão relativo, que é definido na 
elaboração do protocolo de validação analítica. Deve-se ter cuidado para que a 
variabilidade experimental não seja avaliada incorretamente (subestimada ou 
superestimada), de modo a comprometer a avaliação dos resultados dos estudos de 
degradação forçada. Por exemplo, em cenário em que a variabilidade analítica é 
subestimada, pequenas variações entre o teor da amostra inicial e da amostra degradada 
podem vir a ser contabilizadas como desvios de balanço de massa (em especial, desvio 
relativo de balanço de massas), que serão de difícil compressão pela empresa. Por outro 
lado, em um cenário onde a variabilidade analítica é superestimada, degradações 
importantes podem ser ignoradas e comprovação do poder indicativo de estabilidade do 
método pode ser comprometida. Isso ocorre especialmente nos casos em que a empresa 
não detecta degradações significativas em nenhuma das condições de degradação 
testadas. Neste caso, recomenda-se fortemente que, além da variabilidade experimental 
estimada, os parâmetros de degradação e as condições gerais de realização do estudo 
sejam revisados. 
 
 
26 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
Quando for observado um balanço de massa positivo ou negativo que se sobressaia à 
variação do método, a empresa deverá apresentar racional técnico-científico detalhado 
para os resultados obtidos. O racional técnico-científico é construído a partir de um 
processo de investigação das possíveis causas do desvio de balanço de massas 
observadas. Causas possíveis de desbalanço de massas são apresentadas na Figura 2. 
 
 
 
Figura 2 – Causas de desbalanço de massas. As categorias principais são indicadas nas 
caixas e os fatores contribuintes para cada categoria são indicados nas linhas de conexão 
(Adaptado de [28] por [27]). 
 
A depender das causas identificadas no processo de investigação dos desvios de balanço 
de massas observadas, é recomendável que seja realizada uma avaliação crítica sobre a 
adequabilidade de se justificar tecnicamente o resultado obtido ou de promover alterações 
no método. Por exemplo, é racional que se justifique tecnicamente uma situação em que 
o balanço de massas não foi obtido devido a degradações secundárias verificadas para o 
IFA, desde que o produto de degradação principal da via de degradação específica possa 
ser identificado e quantificado. Por outro lado, se for verificado que nenhum dos produtos 
de degradação de uma determinada via pode ser detectado devido a uma perda de 
cromóforo, é racional que um método mais adequado para detecção e quantificação dos 
produtos de degradação seja selecionado. 
 
Quando disponíveis, os resultados dos estudos de estabilidade podem ser utilizados para 
auxiliar nas discussões relacionadas a desvios de balanço de massas. Neste caso, pode-
se avaliar o aumento do(s) produto(s) de degradação quantificado(s) no estudo de 
estabilidade frente à redução do teor do IFA observada no mesmo estudo. 
 
Química não 
compreendida 
Baixa recuperação 
do produto de 
degradação 
Diferença de fator 
de resposta 
Problemas relacionados 
à cromatografia/ ao 
método 
Outros 
artefatos 
analíticos 
Insolubilidade 
Instabilidade ou 
perda mecânica 
durante a 
preparação da 
amostra 
Extração 
incompleta 
Volatilidade Resposta do detector ao 
produto de degradação é 
maior que a do IFA 
Resposta do detector ao 
produto de degradação é menor 
que a do IFA 
Produtos de degradação são 
quantificados/ integrados de 
maneira inadequada por causa de 
condições cromatográficas ruins 
(ex. alargamento de pico) 
Muitos produtos de degradação em baixo 
nível (abaixo do limite de detecção) 
Produtos de degradação 
com eluição tardia/ que 
não eluem 
Coeluição do IFA com 
os produtos de 
degradação 
Coeluição de picos com 
diferentes fatores de resposta 
O conhecimento das vias de 
degradação ajuda a antecipar 
produtos de degradação que 
podem não ser observáveis 
pelo método 
Mudança de massa 
não esperada durante a 
degradação (ex. reação 
com excipientes) 
Instabilidade do produto de 
degradação em solução 
Reações ou 
estequiometria 
desconhecidas 
Desbalanço 
de massas 
O detector não detecta o 
produto de degradação (ex. 
perda de grupo cromóforo) 
Degradação na coluna 
Impurezas estranhas (ex. 
impurezas de excipientes e 
lixiviáveis) 
Variações de teor 
 
 
27 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
No que se refere às considerações sobre os impactos da variabilidade experimental no 
cálculo de balanço de massas, entende-se que o principal foco da avaliação dos resultados 
deva ser garantir a especificidade do ensaio, a investigação completa das rotas de 
degradação e, se necessário, o uso dos produtos de degradação identificados, como 
indicadores da extensão de degradação via mecanismos específicos, conforme descrito 
anteriormente. Quando as justificativas apresentadas para desvios de balanços de massas 
forem exclusivamente baseadas na variabilidade do método, recomenda-se que o racional 
utilizado nesta avaliação seja apresentado. Um exemplo de avaliação de impacto da 
variabilidade analítica (desvio padrão relativo) nos cálculos de balanço de massas, por 
meio de avaliação de propagação de erros, é apresentado no Anexo I. Independente da 
abordagem utilizada, deve-se cuidar para que a variabilidade experimental não seja 
superestimada e para que a justificativa não seja utilizada inadvertidamente. 
 
Destaca-se que embora estejam disponíveis na literatura diretivas gerais para a 
investigação de desvios de balanço de massas, o racional a ser apresentado deve ser 
específico para o produto objeto de análise. Neste contexto, os conhecimentos sobre os 
mecanismos de degradação do IFA, obtidos na etapa de avaliação teórica prévia, são 
ferramentas muito úteis para justificar eventuais desvios de balanço de massas. 
Justificativas genéricas, que descrevem as causas gerais de desbalanço de massas, mas 
não se aprofundem sobre as causas específicas identificadas para o caso concreto não 
são consideradas adequadas. 
 
7.3. Análise crítica dos resultados 
A partir da análise dos resultados, espera-se que a empresa: 
a. identifique as principais vias de degradação para o(s) IFA(s); 
b. defina os principais produtos de degradação que devem ser monitorados nos estudos 
de estabilidade; 
c. avalie se o método analítico proposto é adequado para a detecção dos possíveis 
produtos de degradação do IFA; 
d. avalie os fatores que podem interferir de alguma forma na estabilidade do medicamentoe definir as estratégias para mitigação dos riscos de formação de produtos de 
degradação durante a fabricação e o armazenamento do produto; 
e. compare os resultados encontrados no estudo com resultados dos estudos de 
estabilidade do produto disponíveis, a fim se os produtos de degradação reais foram 
identificados adequadamente e se o método se mostrou adequado para quantificação 
dos principais produtos de degradação observados 
 
A identificação das principais vias de degradação e a definição dos produtos de 
degradação que serão monitorados ocorre por meio da definição do perfil de degradação 
potencial do medicamento. Para auxiliar na compreensão sobre o perfil de degradação do 
medicamento, considerar os exemplos a seguir: 
 
Exemplo 1: considere o produto hipotético X, para o qual todas as condições de 
degradação foram testadas no IFA e no produto acabado. Quando exposto à degradação 
ácida, o medicamento gera os produtos de degradação A e B (portanto, o perfil de 
degradação ácida deste produto é A+B). Quando exposto à degradação térmica, são 
gerados os produtos C e D (portanto, o perfil de degradação térmica deste produto é C+D). 
Suponha que as demais condições de estresse não geram nenhum produto de 
degradação. Então, o perfil de degradação potencial deste produto é A+B+C+D. 
 
 
 
28 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Exemplo 2: considere o produto hipotético Y, na forma farmacêutica sólida, para o qual 
todas as condições de degradação foram testadas no IFA e as condições de degradação 
em fase sólida foram testadas no produto acabado. Quando exposto à degradação 
oxidativa, o IFA gera o produto de degradação 1 (portanto, o perfil de degradação oxidativa 
deste IFA é 1). Quando exposto a condição de degradação fotolítica, o medicamento gera 
os produtos 2 e 3 (portanto, o perfil de degradação fotolítica deste produto é 2 e 3). 
Suponha que as demais condições de estresse não geram nenhum produto de 
degradação. Então, o perfil de degradação potencial deste produto é 1 + 2 + 3. Observa-
se que, nos casos em que o estudo de degradação em fase líquida não é realizado para o 
produto acabado, os produtos de degradação observados para o IFA devem ser 
considerados como parte do perfil de degradação potencial do medicamento. 
 
Além do estabelecimento do perfil de degradação do medicamento, a avaliação crítica 
inclui a conclusão sobre o poder indicativo de estabilidade do método. Para tanto, além 
das devidas comprovações relacionadas ao balanço de massas (ver item 7.2. Balanço de 
massas), é necessário que a seletividade e a capacidade de detecção da metodologia 
sejam demonstradas. No exemplo 1, é necessário que o método de análise (ou o conjunto 
de métodos utilizados) seja seletivo e capaz de detectar os produtos A, B, C e D. No 
exemplo 2, é necessário que o método de análise (ou o conjunto de métodos utilizados) 
seja seletivo e capaz de detectar os produtos 1, 2 e 3. 
 
Ainda, ao final da análise crítica, espera-se uma avaliação sobre as condições às quais o 
produto é particularmente sensível, considerando, entre outros fatores, o processo de 
fabricação proposto e a influência dos excipientes na rota de degradação. No exemplo 1, 
o produto é sensível ao aquecimento e a pH ácido. Portanto, o aquecimento do produto e 
o uso de pH ácido para a formulação devem ser avaliados com cautela. Já no exemplo 2, 
nota-se sensibilidade à oxidação e à fotólise. Neste caso, pode ser necessária uma 
reavaliação da formulação (por exemplo, a adição de antioxidantes à formulação pode ser 
considerada) e o uso de embalagens com maior potencial fotoprotetor e com menor 
permeabilidade ao oxigênio. Também é necessária uma avaliação crítica do processo 
produtivo e dos controles necessários durante a fabricação do medicamento. No exemplo 
2 é possível avaliar a necessidade de uso de nitrogênio em determinadas etapas do 
processo produtivo ou a necessidade manipulação em condições de iluminação específica. 
 
No que se refere à sensibilidade do produto, é importante comparar os resultados obtidos 
para o IFA e para o medicamento com os dados prévios de literatura, de modo a verificar 
a condução adequada do estudo e discutir os impactos da formulação proposta na 
estabilidade do IFA estudado. Por exemplo, quando descrito na pesquisa bibliográfica que 
o IFA objeto de avaliação é altamente fotossensível, caso a empresa não identifique essa 
fotossensibilidade nos estudos realizados para o IFA e para o produto acabado, é 
necessário que haja uma discussão sobre os fatores que podem estar protegendo o IFA 
da degradação. Aspectos relacionados às condições nas quais a sensibilidade foi 
identificada, às características específicas da matéria-prima utilizada e aos componentes 
da formulação, entre outros, podem auxiliar na compreensão dessas diferenças. 
 
Quando os resultados dos estudos de estabilidade já estiverem disponíveis, é possível 
revisitar o relatório do estudo de degradação forçada para estabelecer o perfil de 
degradação real do medicamento. Para o exemplo 1, considerando que o método 
comprovadamente detectava os produtos de degradação A, B, C e D, e supondo que no 
estudo de estabilidade apenas os produtos de degradação A e C tenham sido detectados, 
é possível estabelecer que o perfil de degradação real do produto é A+C. Observa-se que 
o método foi desenvolvido e validado para o pior cenário possível, que seria o possível 
 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
aparecimento de todos os produtos de degradação (o que não necessariamente ocorre na 
estabilidade). É importante ressaltar que o correto estabelecimento do perfil de degradação 
potencial é fundamental para o desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade, e 
passa não somente pela correta realização do estudo de degradação forçada, mas pela 
avaliação teórica prévia das possíveis rotas de degradação do IFA e do produto. 
 
Outra avaliação importante que pode ser realizada quando os resultados dos estudos de 
estabilidade já estiverem disponíveis é a avaliação do aumento de produto(s) de 
degradação nos casos em que ocorre redução do teor do IFA, consideradas as variações 
analíticas inerentes. Nos casos em que os métodos foram adequadamente desenvolvidos, 
é esperado que, nos estudos de estabilidade, a queda de teor do IFA seja acompanhada 
de aumento proporcional de produtos de degradação. Da mesma forma, não se espera 
que os produtos de degradação aumentem de maneira significativa sem que ocorra queda 
no teor do ativo. Reduções de teor do IFA nos estudos de estabilidade desacompanhadas 
de aumento de produtos de degradação podem indicar que alguma via de degradação do 
medicamento não está sendo adequadamente monitorada. Neste caso, pode ser 
necessário reavaliar o estudo de degradação forçada para verificar os resultados obtidos, 
avaliar as condições testadas e identificar possíveis vias de degradação não monitoradas 
por meio de estudos mais aprofundados. Nos casos em que há formação de produtos de 
degradação sem a queda correspondente do teor, uma análise mais aprofundada sobre 
itens como, por exemplo, a seletividade do método de teor e a perda de peso do produto 
(no caso de medicamento de base líquida) pode ser necessária. 
 
8. DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA PARA A ANVISA SOBRE ESTUDOS DE 
DEGRADAÇÃO FORÇADA 
Para cumprimento integral da Resolução, recomenda-se enviar à Anvisa o relatório do 
estudo de degradação forçada ou resumo em formato CTD contemplando, minimamente, 
as seguintes informações: 
a. resumo das informações prévias; 
b. resumo das condições de realização do estudo e indicação do(s) método(s) de análise 
aplicável(is); 
c. resumo dos resultadosexperimentais obtidos, incluindo cromatogramas 
representativos, avaliação de pureza de pico e resultados de balanço de massas; 
d. resumo da análise crítica dos resultados, e 
e. justificativas aplicáveis. 
 
Ainda que não enviadas à Anvisa, as informações completas relacionadas ao estudo de 
degradação forçada devem estar disponíveis na empresa e ser apresentadas à Anvisa nos 
casos em que esclarecimentos adicionais forem solicitados. 
 
No que se refere às condições de degradação, recomenda-se indicar os parâmetros de 
degradação (agente degradante, concentração, temperatura e tempo), incluindo, 
minimamente: 
i. os parâmetros que resultaram em degradação satisfatória para cada condição em 
que houve degradação significativa; 
ii. os parâmetros máximos utilizados quando não foi possível obter degradação 
significativa, e 
iii. as justificativas técnicas e referências para os parâmetros máximos selecionados; 
 
Para facilitar a visualização, recomenda-se que os resultados sejam apresentados na 
forma de tabela em que seja possível comparar a porcentagem de degradação do(s) 
 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
IFA(s), a porcentagem de aumento de produtos de degradação e os resultados dos 
cálculos de balanço de massas para cada uma das amostras testadas. 
 
Quanto aos cromatogramas representativos, recomenda-se enviar os cromatogramas 
do(s) IFA(s) isolado(s), do produto e do placebo, se aplicável, de cada uma das condições 
de degradação que resultaram em uma porcentagem adequada de degradação ou, se não 
foi possível obter degradação em alguma(s) condição(ões), da amostra que foi exposta 
aos parâmetros máximos utilizados. No caso das associações em dose fixa, recomenda-
se incluir, também, os cromatogramas dos ativos associados e na formulação. 
Recomenda-se enviar cada cromatograma em duas escalas. Uma que mostre 
completamente o pico principal (sugere-se uma escala fixada em 125% da altura do maior 
pico na amostra de referência) e outra que demonstre claramente os picos menores 
(sugere-se uma escala fixada em 5% da altura da escala anterior). Recomenda-se, ainda, 
que os cromatogramas contenham, pelo menos, os dados de tempo de retenção, área, 
resolução, eficiência da coluna (n° de pratos teóricos) e assimetria para cada pico, além 
dos dados de pureza de pico do(s) IFA(s) e de outros picos de interesse. Cromatogramas 
sobrepostos (overlay) para cada condição de degradação testada podem ser enviados em 
substituição aos cromatogramas isolados desde que a sobreposição não prejudique a 
visualização das informações relevantes. 
 
Na análise crítica, espera-se que seja apresentada discussão sobre os resultados de 
balanço de massas, sobre o perfil de degradação potencial do IFA, sobre o poder indicativo 
de estabilidade do método e sobre as condições especificas às quais o medicamento é 
sensível, conforme discutido na seção 7.3. Análise crítica dos resultados. 
 
As justificativas aplicáveis irão variar com o delineamento do estudo, conforme previsto na 
Resolução. Recomenda-se que todas as justificativas referentes aos estudos de 
degradação forçada sejam incluídas em uma mesma seção do relatório do estudo de 
degradação forçada ou incluídas em um único documento, em separado, de modo a evitar 
que informações importantes se percam e dirimir dúvidas no momento da análise técnica. 
 
Para protocolo da documentação, a empresa deverá enviar a documentação relacionada 
aos estudos de degradação forçada no item específico do checklist do assunto de petição, 
disponível no site da Anvisa ou na seção específica definida no Guia 24/2019 e suas 
atualizações [29]. Independente da forma de protocolo, todas as informações necessárias 
devem ser contempladas. Quando informações específicas (por exemplo, informações 
prévias) já estiverem apresentadas em outra seção da petição, não é necessário 
apresentar as informações novamente. Neste caso, recomenda-se a inclusão de um 
documento breve no item correspondente do checklist ou na seção correspondente do 
CTD ou, ainda, na seção regional do CTD descrevendo: a) a localização de cada um dos 
documentos, e b) as justificativas técnicas aplicáveis compiladas. 
 
Para petições pós-registro, quanto for necessária a adequação do produto em decorrência 
de uma mudança pós-registro ou quando um novo estudo de degradação forçada for 
necessário, a documentação comprobatória referente ao estudo de degradação forçada 
deve ser anexada aos documentos de instrução da petição. A ausência da documentação 
na petição inicial, sem justificativa, pode ensejar no indeferimento da petição por 
insuficiência de documentação técnica, conforme previsto na RDC 204/2005 [6]. 
 
Nos casos em que a Anvisa solicitar a realização do estudo de degradação forçada, a 
adequação deverá ser realizada mediante protocolo de petição com assunto específico, 
que somente deve ser utilizado se a adequação for realizada por solicitação da Anvisa. Se 
 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
ela for decorrente de uma mudança pós-registro, não é necessário protocolar o assunto. 
Para esta petição, os documentos requeridos são: 
a. Formulário(s) de petição devidamente preenchido(s); 
b. Comprovante de isenção do pagamento da Taxa de Fiscalização de Vigilância 
Sanitária - GRU Isenta; 
c. Descrição da situação atual do produto e do método de análise, indicando se 
alguma alteração pós-registro foi necessária para a adequação e precisa ser 
analisada em conjunto; 
d. Estudos do perfil de degradação forçada, conforme requisitos da Resolução; 
e. Estudos de estabilidade acelerado e de longa duração que demonstrem 
cumprimento do Art. 18 da Resolução. Os estudos a serem apresentados 
(acelerado, longa duração e/ou acompanhamento) serão discutidos com a empresa 
no caso específico, levando em consideração os motivos que levaram a Anvisa a 
solicitar a adequação. 
f. Dados de identificação dos produtos de degradação que superem os limites 
descritos no Anexo 1 da Resolução. 
g. Dados de qualificação dos produtos de degradação que superem os limites 
descritos no Anexo 1 da Resolução ou que se enquadrem no Art. 18, § 5º da 
Resolução. 
 
9. PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE 
DEGRADAÇÃO 
O aparecimento de determinado produto de degradação no estudo de degradação forçada, 
por si só, não enseja a necessidade de identificá-lo ou qualificá-lo. A empresa fica obrigada a 
fazê-lo dependendo dos resultados obtidos nos estudos de estabilidade formais e das 
especificações propostas para controle do produto na liberação e nos estudos de estabilidade. 
 
As especificações propostas e os resultados dos estudos de estabilidade formais devem ser 
avaliados conforme Tabela apresentada no Anexo I da Resolução. As informações contidas 
na Tabela são universais para todas as concentrações e formas farmacêuticas. 
 
Uma etapa relevante para determinação da necessidade ou não de identificação e 
qualificação dos produtos de degradação é a determinação da dose máxima diária do 
medicamento. A avaliação de produtos de degradação está relacionada com a avaliação de 
segurança do produto e, conforme pode ser verificada na Tabela, quanto maior a dose máxima 
diária estabelecida para o produto, menores os limites de notificação, identificação e 
qualificação. Isso porque, quanto maior a quantidade de medicamento administrada, maior 
será a quantidade de produtos de degradação administrada concomitantemente. 
 
Neste contexto, para medicamentos novos ou inovadores, é recomendável que a dose 
máxima diária do medicamento esteja claramente descrita no texto de bula do produto, 
conforme orientações da Resolução que trata da elaboração debula de medicamentos [30] e 
suas atualizações. Para medicamentos genéricos e similares, que devem ter seus textos de 
bula harmonizados com os textos de bula dos medicamentos de referência [30], nos casos 
em que a dose máxima não estiver claramente descrita, recomenda-se avaliação prévia 
criteriosa quanto à posologia do medicamento. Quando diversas doses forem recomendadas, 
a estratégia de pior caso (maior dose máxima diária) é a recomendada para o cálculo dos 
limites de produtos de degradação, a menos que haja um racional técnico-científico robusto 
para o uso de outro tipo de abordagem. 
 
 
 
32 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Para medicamento de uso tópico, a dose máxima, embora difícil, não é impossível de ser 
estimada (ver, por exemplo, a revisão elaborada por [31]). Procedimentos devidamente 
justificados e bem embasados podem ser aceitos. Outra opção, que pode ser utilizada como 
modelo do tipo "pior caso" seria considerar como dose máxima diária a utilização de todo o 
conteúdo da maior apresentação e maior concentração disponível do produto. 
 
Nos casos em que a dose máxima diária do medicamento é expressa por peso ou superfície 
corporal, dados populacionais (por exemplo, dados do IBGE ou tabelas padronizadas da 
OMS) são recomendadas para fins de cálculo de dose máxima. A estratégia de uso de peso 
médio adulto de 50 kg, utilizada no guia ICH Q3C [32] não é recomendada no cenário de 
cálculo de dose máxima para fins de avalição de limites de produtos de degradação. Isso 
porque os cálculos propostos nos guias são diferentes. No cenário de avaliação de PDE 
(limites máximos permitidos), a avaliação do limite da impureza é realizada de modo direto e 
quanto menor o peso proposto, menor o limite permitido. Assim, neste contexto, o uso de um 
peso baixo, de 50 kg, é uma abordagem conservadora. Por outro lado, para o cálculo de 
limites de produtos de degradação, a avaliação do limite permitido é realizada de modo direto 
e inversamente proporcional à dose máxima do IFA. Neste contexto, quanto menor o peso 
proposto, maior o limite permitido. Neste segundo cenário, o uso de um peso baixo, de 50 kg, 
é uma abordagem permissiva. Considerando a abordagem de uso de dados do IBGE, os 
valores recomendados para uso são os maiores valores medianos de altura e peso. Os dados 
mais recentes disponíveis para adultos, por exemplo, correspondem a 173 cm de altura e 72,7 
kg de peso1 [33]. 
 
9.1. Procedimentos para identificação de produtos de degradação 
A identificação dos produtos de degradação deve ser realizada nas situações previstas na 
Resolução de produtos de degradação. 
 
São métodos de identificação de um produto de degradação considerados aceitáveis: 
a. injeção de um padrão caracterizado ou farmacopeico de uma substância que tenha o 
mesmo tempo de retenção e o mesmo espectro de UV no método indicativo de 
estabilidade;0 
b. um mecanismo de degradação proposto que leve a uma estrutura confirmada com uma 
técnica espectroscópica de caracterização (espectros de massas, de RMN, 
infravermelho); 
c. caracterização conclusiva, realizada com pelo menos duas técnicas espectroscópicas 
diferentes (espectros de massas, de RMN, infravermelho). 
 
9.2. Procedimentos para qualificação de produtos de degradação 
A qualificação de um produto de degradação é uma ferramenta para estabelecer a segurança 
biológica e a avaliação de dados que atestam a segurança de uma impureza individual ou de 
um determinado perfil de impurezas especificado A qualificação dos produtos de degradação 
deve ser realizada nas situações previstas na Resolução. 
 
Quando a empresa optar por adotar abordagens analíticas para a qualificação das impurezas, 
previstas nos incisos II e V do Art. 19 da Resolução, recomenda-se seguir as orientações 
descritas a seguir, nos subitens 9.2.1 e 9.2.2. 
 
 
1 Estes dados deverão ser atualizados a partir da divulgação das informações coletadas por meio do Censo 
mais recente. 
 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
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No caso de avaliação de segurança para qualificação de impurezas é recomendado observar 
as orientações do subitem 9.2.3 e do Guia específico sobre o tema, publicado pela GESEF. 
 
9.2.1. Uso de compêndios oficiais para qualificação de produtos de degradação 
O inciso II do Art. 19 da Resolução considera qualificados os limites de aceitação propostos 
quando presentes em compêndios oficiais. Os compêndios aceitos pela Anvisa estão 
definidos na Resolução nº 511/2021 [34]. 
 
Conforme previsto na Resolução, este tipo de qualificação se aplica aos casos algum dos 
compêndios oficiais listados disponibiliza a monografia do produto objeto de análise (mesmo 
produto) na mesma forma farmacêutica, para a mesma via de administração proposta. Para 
tanto, o requerente deverá apresentar breve justificativa na petição de registro ou pós-registro 
para a utilização de tais limites, considerando as características de uso do produto, incluindo 
a forma farmacêutica e a via de administração proposta. As especificações descritas na 
monografia do produto acabado devem ser adotadas integralmente pela empresa. Pode ser 
aceita a inclusão de testes além dos especificados na monografia e a restrição dos limites 
propostos para os testes elencados na monografia. Recomenda-se a apresentação da cópia 
da monografia vigente na íntegra. Entende-se que impurezas advindas inicialmente do IFA, 
mas que também são esperadas no produto acabado em limites superiores aos limites de 
identificação e controle sugeridos pelos guias internacionais, estarão descritas na monografia 
do produto acabado. 
 
A qualificação de impurezas, incluindo produtos de degradação, presentes no produto 
acabado, com base em dados compendiais, é avaliada em conjunto com a análise de 
qualidade, de modo que tais dados devem compor a petição inicial de registro ou pós-registro 
do produto, não sendo necessário o envio do aditamento específico de qualificação de 
impurezas. 
 
Também conforme previsto na Resolução, a qualificação de produto de degradação que 
estiver de acordo com monografia vigente em compêndio oficial, referente ao IFA presente no 
medicamento objeto de análise ou referente a medicamento em forma farmacêutica diferente 
da proposta para registro ou em via de administração diferente da proposta para uso 
dependerá da apresentação de justificativa técnica acompanhada, se necessário, de dados 
experimentais adicionais, que demonstrem que os limites de qualificação propostos não 
resultam em incremento de risco para o paciente. No que se refere ao IFA, é importante 
esclarecer que a monografia do insumo se aplica apenas a ele, dado que outros fatores, que 
não só a entidade química em si, podem influenciar na formação de impurezas. A presença 
de impurezas, resíduos de catalisadores e solventes, a interação com os excipientes e o 
impacto das etapas posteriores da produção, dentre outros fatores, podem afetar a formação 
de impurezas no produto acabado. Da mesma forma, diferenças na rota de síntese podem ser 
de relevância no perfil de degradação, principalmente no caso de moléculas complexas com 
grande número de grupos funcionais. No que se refere a alterações de formas farmacêuticas, 
as alterações de processo produtivo e excipientes também podem impactar significativamente 
o perfil de degradação do produto. A via de administração é um item de relevância maior 
quando da avaliação da segurança do medicamento, uma vez que impurezas administradas 
por vias diferentes podem apresentar maior ou menor toxicidade, a depender de fatores 
toxicocinéticos tais como absorção, biodisponibilidade e efeito de primeira passagem. Assim, 
recomenda-se que essesfatores sejam levados em consideração na justificativa técnica 
apresentada. 
 
 
 
34 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
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Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Nos casos em que a qualificação de produtos de degradação com base na monografia do IFA 
ou monografia de um medicamento em forma farmacêutica diferente da proposta para registro 
ou em via de administração for justificada apenas por dados de qualidade, os dados devem 
compor a petição inicial de registro ou pós-registro do produto, não sendo necessário o envio 
do aditamento específico de qualificação de impurezas. Quando a justificativa envolver a 
apresentação de dados de segurança adicionais (por exemplo, avaliação de fatores 
toxicocinéticos, no caso de diferentes vias de administração), o aditamento de qualificação de 
impurezas, contendo todos os dados de segurança disponíveis e o racional da empresa 
deverá ser protocolado. 
 
9.2.2. Qualificação de produtos de degradação por estudos de comparabilidade 
Conforme estabelecido na Resolução, para medicamentos genéricos e similares, é possível 
qualificar os limites de produtos de degradação por meio da comparação da quantidade 
observada e do limite de aceitação proposto para um produto de degradação com os 
observados para um medicamento comparador que tenha sido previamente aprovado se 
adequado previamente aos requisitos da Resolução. Essa via de qualificação de produtos de 
degradação tem o objetivo de reduzir a necessidade de se realizar estudos em animais. No 
entanto, devido à implementação relativamente recente do requerimento de notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação (a partir de 2015 para registro e a 
partir de 2017 para pós-registro), nem todos os medicamentos registrados podem ser eleitos 
como medicamentos comparadores. 
 
Neste contexto, a primeira etapa para a verificação da possibilidade de uso desta via de 
qualificação é a verificação da existência de um medicamento comparador adequado. O 
medicamento comparador pode ser o medicamento de referência ou medicamento genérico 
ou similar ao produto objeto de análise. Independente do produto escolhido, o medicamento 
comparador deve ter sido aprovado previamente pela Anvisa e se adequado previamente aos 
requisitos da Resolução ou aos requisitos das normas a que se refere o art. 25 da Resolução, 
o que significa dizer que produto deve ter solicitado o registro ou mudança pós-registro que 
requeira adequação à RDC 53/2015 ou a RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 após os prazos de 
vigência estabelecidos na RDC 53/2015 [35]. A petição em que aconteceu a adequação deve 
ter sido analisada pela Agência. As informações sobre as petições protocoladas para cada 
produto e deferidas podem ser consultadas no Diário Oficial da União. Caso não haja 
medicamento (de referência, genérico ou similar) que se enquadre na situação descrita, esta 
via de qualificação de produtos de degradação não pode ser usada para o produto. 
 
Nos casos em que essa via de qualificação for aplicável, a avaliação levará em conta fatores 
como a similaridade de perfil de degradação entre os medicamentos comparados, e os limites 
e concentrações das impurezas que foram aprovados no registro do medicamento 
comparador em relação aos solicitados pelo medicamento comparado. Nesse caso, não é 
necessário o envio do aditamento de qualificação de impurezas e produtos de degradação. 
 
Para o estudo analítico comparativo, o perfil analítico do medicamento sob análise deve ser 
comparado ao perfil analítico do medicamento comparador usando um mesmo método 
analítico validado e comprovadamente indicativo de estabilidade (por exemplo, estudo 
comparativo de perfis cromatográficos, via HPLC). É recomendável que as amostras utilizadas 
nos estudos comparativos possuam “idade” semelhante para que a comparação seja 
significativa. O produto de degradação poderá ser considerado qualificado se a quantidade de 
produto de degradação identificada no medicamento sob análise for similar aos níveis 
observados no medicamento comparador e não for superior aos limites aprovados pela 
 
 
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Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Anvisa. Os limites do produto de degradação que está sendo qualificado devem ser ajustados 
com base nos limites de degradação observados no medicamento comparador [36, 37, 5]. 
 
Conforme esclarecido na Resolução, o limite máximo proposto para o produto de degradação 
qualificado no medicamento sob análise não poderá ser superior ao limite aprovado para o 
medicamento comparador. Considerando que não se espera que a empresa detentora do 
registro possua conhecimento da especificação aprovada para o medicamento comparador, 
caberá à Anvisa, durante a análise técnica da petição, verificar se as especificações propostas 
estão de acordo com os limites previamente aprovados. Caso o limite proposto pela empresa 
seja superior ao aprovado, conforme estabelecido na Resolução, será solicitado à empresa 
restrição do limite proposto, quando possível, ou qualificação dos produtos de degradação por 
meio de outro procedimento previsto na Resolução. A fim de facilitar a análise, recomenda-se 
que os resultados dos estudos realizados com o medicamento comparador sejam 
apresentados. 
 
9.2.3. Metabólitos, dados de literatura e estudos de toxicidade 
Mais informações sobre esses procedimentos para qualificação de impurezas podem ser 
encontradas no documento “Perguntas e Respostas: Fluxo de análise de qualificação de 
impurezas e produtos de degradação de medicamentos classificados como sintéticos e 
semissintéticos” [38]. 
/10/2017 
10. RECOMENDAÇÕES PARA PRODUTOS PARA OS QUAIS A NORMA NÃO É 
APLICÁVEL 
 
10.1. Medicamentos em desenvolvimento clínico 
A RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 não se aplica para medicamentos em etapas de 
desenvolvimento clínico. No entanto, a RDC 9/2015 [39], que dispõe sobre o Regulamento 
para a realização de ensaios clínicos com medicamentos no Brasil, menciona a necessidade 
de uso de métodos indicativos de estabilidade. Dessa forma, o cumprimento da RESOLUÇÃO 
ANVISA 964/2025 pode ser dividido em duas partes: 
a. cumprimento das especificações dispostas no Anexo I (limites de notificação, 
identificação, qualificação), e 
b. cumprimento dos requisitos relacionados ao desenvolvimento de método analítico 
indicativo de estabilidade, que envolve a realização dos estudos de degradação 
forçada. 
 
Para medicamentos na fase de registro, é indispensável o cumprimento das duas partes, que 
estão associadas à demonstração de eficácia, segurança e qualidade, fundamentais ao 
registro. Para um produto em investigação, que será submetido a um ensaio clínico, é 
desejável que se tenha uma confirmação em grau razoável da eficácia e segurança, para 
assegurar a segurança dos sujeitos de pesquisa, porém é plausível considerar que alguns 
atributos de qualidade ainda não estejam definidos de maneira conclusiva. Por isso, o 
cumprimento da primeira parte da RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 pode não ser totalmente 
atendido, desde que seja demonstrado que o produto pode ser administrado com segurança 
aos sujeitos. 
 
Entretanto, se o produto sob investigação não for submetido a estudo de estabilidade com 
método analítico adequado, haverá dificuldade em determinar, nas etapas seguintes, quais 
são, de fato, os atributos de qualidade fundamentais do medicamento. Mais especificamente, 
se o método utilizado no estudo de estabilidade do produto sob investigação não for indicativo 
 
 
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de estabilidade para produtos de degradação, não serápossível definir o perfil de degradação 
do medicamento, e disso surgirão dois problemas: 
a. a segurança aos sujeitos de pesquisa não poderá ser confirmada, visto que não é 
confirmada a identidade, qualidade e pureza do medicamento em investigação, e 
b. após o estudo, no momento do registro, poderá não haver dados suficientes para 
definição das especificações de produtos de degradação (por exemplo, caso 
determinado produto de degradação esteja acima do limite de qualificação, não será 
possível saber se o mesmo ocorreu com o produto no ensaio clínico). 
 
Neste contexto, embora o completo cumprimento dos atributos da RESOLUÇÃO ANVISA 
964/2025 possa não ser aplicável aos produtos objetos de ensaios clínicos, recomenda-se 
que a aplicabilidade de conceitos semelhantes aos desta norma seja avaliada pela área 
responsável pela avaliação de ensaios clínicos em cada estágio do desenvolvimento do 
medicamento. 
 
10.2. Medicamentos contendo IFA obtidos por fermentação 
Os medicamentos contendo IFA obtidos por fermentação e seus derivados semissintéticos 
estão isentos de cumprimento do disposto na Resolução. Conforme descrito no item anterior, 
a não aplicabilidade da Resolução aos medicamentos contendo os IFA elencados está 
associada aos limites determinados no Anexo I. Isso porque o processo de fermentação, 
quando comparado com o processo de síntese, é mais variável e menos controlável, de modo 
que o perfil de impurezas de um IFA cujo processo de fabricação envolve a fermentação pode 
ser mais complexo e menos previsível do que o de um produto obtido puramente por via 
sintética. 
 
O entendimento técnico é de que a comprovação do poder indicativo de estabilidade do 
método ainda precisa ser comprovada para esses medicamentos, de modo que o estudo de 
degradação forçada seja realizado para esses medicamentos, com o objetivo de comprovar a 
seletividade e o poder indicativo do método. 
 
Quanto à definição das especificações, para antibióticos obtidos por vias fermentativas, 
sugerimos consultar o documento “Guideline on setting specifications for related impurities in 
antibiotics” [40]. É importante ressaltar que a obtenção do IFA por via fermentativa não deve 
ser usada como justificativa única para o estabelecimento de especificações demasiado 
alargadas. Da mesma forma, é importante que haja uma compreensão adequada das etapas 
de síntese e purificação após a fermentação, visto que, quanto mais etapas sintéticas/ de 
purificação forem realizadas, mais puro será o IFA final. Como exemplo, o Guia da Agência 
Europeia de Medicamento (EMA), que foi citado anteriormente e recomenda-se ser seguido, 
orienta que limites idênticos aos estabelecidos na Resolução sejam adotados para IFAs 
semissintéticos. Conforme mencionado no guia, “etapas de purificação e etapas 
subsequentes de síntese tornam possível a obtenção de substâncias ativas com baixos níveis 
de impurezas. Em muitos casos, o “material de partida” designado para as etapas de síntese 
é um composto bem caracterizado e de boa pureza (por exemplo, 6-APA e 7-ACA)”. 
 
No caso de medicamentos à base de IFAs que podem ser obtidos por vias fermentativas ou 
sintéticas, como a amoxicilina, a Resolução se aplicará ao medicamento se o IFA for obtido 
pela via sintética. Para o IFA obtido por via fermentativa, recomenda-se seguir a estratégia 
descrita anteriormente. 
 
 
 
 
 
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10.3. Medicamentos contendo IFA sintético em associação 
Conforme definido no §2° do Art. 2°, no caso de medicamentos que tem vários ativos, alguns 
dos quais são isentos de cumprimento da Resolução, os conceitos da Resolução devem ser 
seguidos para todos os IFAs aos quais ela se aplica. 
 
Por exemplo, considere um medicamento à base de diclofenaco sódico associado a vitaminas 
e minerais: a Resolução se aplica integralmente ao diclofenaco sódico. Para as vitaminas e 
minerais, a Resolução, em especial os limites estabelecidos no Anexo I, não se aplicam. No 
entanto, conforme descrito anteriormente, será necessário demonstrar o poder indicativo de 
estabilidade do método para esses IFAs, para fins de cumprimento das Resoluções que tratam 
de validação analítica e estabilidade. 
 
10.4. Medicamentos contendo IFAs enquadrados no inciso IV do Art. 3º da 
RESOLUÇÃO ANVISA nº 964, de 2025 
Os medicamentos contendo IFAs enquadrados no inciso IV do Art. 3º da RDC nº XX, de XXX, 
são enquadrados, em sua maioria, como medicamentos específicos, conforme estabelecido 
na RDC 24/2011 [41] ou medicamentos de baixo risco, notificados conforme a RDC 576/2021 
[42]. Para esses medicamentos, a empresa deverá quantificar, nos estudos de estabilidade, 
todos os produtos de degradação listados na(s) monografia(s) farmacopeica(s) de produto 
acabado e do IFA, ainda que os métodos farmacopeicos não sejam os empregados no 
controle de qualidade do medicamento. 
 
Nos casos em que não houver monografia farmacopeica para o medicamento ou para o IFA 
e nos casos em que a(s) monografia(s) não incluir(em) o teste de substâncias relacionadas, o 
medicamento deve ser exposto a condições de degradação em ampla faixa de pH, de 
oxidação, de calor e de luz para comprovação da seletividade, durante a validação de 
metodologia analítica (ou verificação da adequabilidade do método farmacopeico) do método 
de teor, conforme previsto na RDC 166/2017 [43]. Após comprovação da seletividade do 
método e a obtenção dos resultados de estabilidade, a seguinte análise é recomendada: 
 
a. se a variação de teor do IFA nos estudos de estabilidade do medicamento for 
inferior às variações obtidas na precisão intermediária do método analítico, 
nenhum teste adicional é necessário, e 
b. se a variação de teor do IFA na estabilidade for superior à variação da precisão 
intermediária, a empresa deverá apresentar dados de literatura com a 
identificação das principais vias de degradação e dos principais produtos de 
degradação do IFA, sendo que: 
i. se o produto de degradação identificado na literatura não possuir 
toxicidade relevante, a empresa deverá apresentar justificativa técnica 
correlacionando o teor de IFA obtido ao final do estudo de estabilidade e 
a eficácia do medicamento e, sendo comprovado que o teor de IFA ao 
final do estudo de estabilidade ainda é elevado o suficiente para manter 
a eficácia do medicamento, nenhum teste adicional é necessário, e 
ii. se nenhum dado sobre a degradação do IFA estiver disponível ou os 
dados da literatura indicarem que o(s) produto(s) de degradação é(são) 
tóxico(s), a empresa deverá qualificar o(s) produto(s) de degradação, 
estabelecer os limites aceitáveis e quantificar o(s) produto(s) de 
degradação nos estudos de estabilidade subsequentes. 
GERÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS BIOLÓGICOS 
 
 
 
38 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Para o estabelecimento dos limites de produtos de degradação deve-se observar o seguinte: 
o dos limites de produtos de degradação deve-se observar o seguinte: 
a. quando a monografia farmacopeica se referir ao produto acabado, recomenda-
se que o limite a ser estabelecido seja idêntico ao fixado na monografia 
farmacopeica. Se houver limites diferentes fixados em diferentes monografias 
de farmacopeias reconhecidas pelas Anvisa, recomenda-se que o valor mais 
crítico seja adotado; 
b. caso o produto de degradação esteja listado apenas na monografia do IFA, é 
recomendável que a especificação de produtos de degradação do medicamento 
seja estabelecida pela empresa a partir de um racional que considere a 
quantidade de IFA adicionada ao medicamento; 
c. nos casos em produtos de degradação tóxicos forem identificados na literatura, 
as especificaçõesdevem ser definidas com base nos dados de toxicidade 
disponíveis para a substância que está sendo monitorada, e 
d. nos casos em que nenhum dado de literatura prévio estiver disponível, as 
especificações devem ser estabelecidas com base na qualificação do produto 
de degradação. 
 
É importante lembrar que, na mesma linha dos medicamentos aos quais a Resolução se 
aplica, para medicamentos abordados nessa seção, as impurezas de síntese do IFA não 
precisam ser incluídas na especificação do medicamento. 
 
Para medicamentos da categoria específicos ou notificados de baixo risco que contenham 
drogas ou derivados vegetais como IFA, recomenda-se observar, também, as orientações 
estabelecidas na seção 10.5 deste guia, que trata dos medicamentos contendo IFA vegetal 
(IFAV). Destaca-se que, conforme definição de derivado vegetal constante nas RDC 24/2011 
[41] e 26/2014 [44], os fitofármacos não estão compreendidos nessa seção. 
 
As informações descritas acima estão sumarizadas na Figura 3. 
 
 
39 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
Figura 3. Fluxograma para avalição de produtos de degradação em medicamentos 
específicos, de baixo risco (sujeitos a e de notificação simplificada) e contendo IFA(s) atípicos 
Há monografia farmacopeica 
para o medicamento ou IFA?
Há produto de 
degradação listado 
na monografia?
Monitorar o(s) produto(s) de 
degradação listado(s) 
conforme especificação 
farmacopeica do 
medicamento ou definir 
específicação conforme o 
teor do IFA no medicamento. 
Há na literatura algum 
produto de degradação 
descrito como tóxico?
Monitorar o(s) produto(s) de 
degradação descrito(s) na 
literatura e alinhar a 
especificação com os limites 
de segurança estabelecidos 
na literatura.
Nenhum teste 
adicional é 
necessário
A variação de teor do IFA nas amostras 
estressadas durante a validação do 
método analítico foi inferior aos limites 
estabelecidos na precisão intermediária?
Nenhum teste 
adicional é 
necessário
O teor do IFA ao final do estudo é 
inferior ao necessário para 
manter a eficácia do 
medicamento, ou não há dados 
sobre a degradação do IFA ou, 
ainda, foi identificado na literatura 
produto de degradação descrito 
como tóxico?
Monitorar o(s) produto(s) de 
degradação descrito(s) na 
literatura e alinhar a 
especificação com os limites 
de segurança estabelecidos 
na literatura.
Nenhum teste 
adicional é 
necessário.
Sim Não
Sim 
Sim 
Sim 
Não 
Não 
Não 
Não 
Sim 
 
10.5. Medicamentos contendo IFAV 
A necessidade de avaliação de produtos de degradação em fitoterápicos é avaliada caso a 
caso, conforme propostas descritas nos fluxogramas das Figuras 4 e 5 e detalhadas a seguir. 
Devido à complexidade existente na matriz vegetal, em geral, deve-se avaliar produtos de 
degradação que tenham relevância toxicológica, como as agliconas em IFAV contendo 
glicosídeos hidroxiantracênicos [45]. 
 
Para medicamentos contendo IFAV, quando houver produtos de degradação listados em 
monografia farmacopeia para a droga, o derivado ou para o produto acabado, estes devem 
ser quantificados nos estudos de estabilidade, ainda que a empresa não adote os métodos da 
farmacopeia para fins de controle de qualidade do IFAV ou do medicamento. 
 
Quando a monografia farmacopeica se referir ao produto acabado, o limite a ser estabelecido 
deve ser o fixado na monografia farmacopeica. Nos casos em que o produto de degradação 
estiver listado na monografia da droga ou do derivado, a especificação para o produto acabado 
deve ser estabelecida pela empresa e o racional para definição da especificação deve ser 
apresentado, considerando-se a quantidade de IFAV adicionada ao medicamento. Se houver 
limites diferentes fixados em monografias diferentes, o valor mais crítico deve ser adotado. 
 
Para as espécies vegetais que não possuem monografia farmacopeica, nem para o produto 
acabado, nem para a droga ou para o derivado vegetal, a empresa deverá verificar na 
literatura se há relatos de produtos de degradação descritos para a espécie que coloquem em 
risco a segurança de uso do produto utilizado. Neste caso, quando houver documentos 
recentes contendo revisões abrangentes sobre a espécie e seus constituintes, por exemplo, 
os “Assessment report” publicados pela EMA/HMPC, essas revisões podem ser apresentadas 
para cumprimento desse requisito. 
 
Nos casos em que não houver nenhum dado de literatura sobre a espécie, a empresa deverá 
realizar investigação sobre os principais constituintes fitoquímicos presentes e verificar a 
presença de compostos de relevância toxicológica, conforme dados prévios de literatura 
técnico-científica. 
 
No caso da existência de produtos descritos como de relevância toxicológica, suas 
especificações devem ser definidas com base nos dados de toxicidade disponíveis para a 
substância ou classe de substâncias descritas e devem ser monitorados nos estudos de 
estabilidade. 
 
As informações descritas acima estão sumarizadas nas Figuras 4 e 5. 
 
 
41 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
 
 
Figura 4. Proposta para avaliação da necessidade de quantificação de produtos de 
degradação nos casos em que há monografia farmacopeica (produtos contendo IFAV) 
 
 
Há monografia farmacopeica 
para o medicamento?
Há produtos de 
degradação listado 
na monografia?
Monitorar o produto de 
degradação listado. O limite 
do produto de degradação no 
medicamento deve estar de 
acordo com a especificação 
farmacopeica
Há na literatura algum 
produto de degradação 
descrito como tóxico e 
identificado para a espécie?
Monitorar o produto de 
degradação descrito. O limite do 
produto de degradação no 
medicamento deve estar de 
acordo com o limite de 
segurança do produto de 
degradação descrito na literatura
Nenhuma ação é 
necessária
Sim
Sim Não 
Sim 
Não 
 
 
42 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
Figura 5. Proposta para avaliação da necessidade de quantificação de produtos de 
degradação nos casos em que é realizada busca na literatura (produtos contendo IFAV) 
 
Para medicamentos dinamizados contendo tintura-mãe em concentração igual ou superior a 
1/10000, é recomendável adotar o mesmo procedimento descrito anteriormente para o IFAV. 
Para os medicamentos dinamizados de concentração inferior a 1/10000, não é necessária 
avaliação de produtos de degradação. OS 
RÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS BIOLÓGICOS 
Assunto: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 Edio 2.1 de 04/10/2017 
11. CONCLUSÃO 
 
O controle adequado dos produtos de degradação em medicamentos é fundamental para 
garantia da qualidade, da segurança e, em alguma medida, da eficácia desses produtos. 
Assim sendo, espera-se que as orientações dispostas nesse guia sejam úteis para garantir o 
adequado cumprimento da RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 e, em última análise, do disposto 
na Lei 6.360/1976, que determina que o medicamento deve possuir a pureza e inocuidade 
necessárias (Art. 16, inciso II, [4]) 
 
Há monografia 
farmacopeica para o 
medicamento?
Há monografia 
farmacopeica para a 
droga ou derivado? 
Monitorar o produto de 
degradação listado. O limite do 
produto de degradação no 
medicamento deve ser 
estabelecido de acordo com o 
teor do IFAV no medicamento
Há na literatura algum 
produto de degradação 
descrito como tóxico e 
identificado para a 
espécie?
Monitorar a substância ou classe 
descrita na literatura. O limite do 
produto de degradação no 
medicamento deve estar de 
acordo com o limite de segurança 
do produto de degradação 
descrito na literaturaHá dado de literatura 
sobre produto de 
degradação com 
potencial tóxico?
Monitorar o produto de 
degradação descrito. O limite do 
produto de degradação no 
medicamento deve estar de 
acordo com o limite de segurança 
do produto de degradação 
descrito na literatura
Nenhuma ação é 
necessária
Não
Sim Não 
Não Sim 
Sim 
Não 
 
 
43 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
12. LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS 
6-APA Ácido 6-aminopenicilânico 
7-ACA Ácido 7-aminocefalosporínico 
Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
AIBN Azobisisobutironitrila 
ACVA Ácido 4,4'-Azobis(4-cianovalérico) 
Art. Artigo 
BM Balanço de massas simples 
BMA Balanço de massas absoluto 
BMR Balanço de massas relativo 
CNLD Chemiluminescent nitrogen detector (Detector quimioluminescente de 
nitrogênio) 
CTD Common technical document (Documento técnico comum) 
GRU Guia de recolhimento da união 
DABM Deficiência absoluta de balanço de massas 
DAD Diiode Array Detector (detector de arranjo de diodos) 
DIFA Dossiê de insumo farmacêutico ativo 
DOU Diário Oficial da União 
DRBM Deficiência relativa de balanço de massas 
EMA European Medicines Agency 
ELSD Evaporative light scattering detector (Detector de dispersão evaporativa de luz) 
FDA U.S. Food and Drug Administration 
GESEF Gerência de Avaliação de Segurança e Eficácia 
HPLC High performance liquid chromatography (Cromatografia líquida de alta 
eficiência) 
HPMC Committee on Herbal Medicinal Products (European Medicines Agency) 
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica 
ICH International Council for Harmonisation of Technical Requirements For 
Pharmaceuticals for Human Use (Conselho Internacional para Harmonização 
de Requisitos Técnicos para Medicamentos de Uso Humano 
IFA Insumo farmacêutico ativo 
IFAV Insumo farmacêutico ativo vegetal 
IFDC International Forced Degradation Community 
MS Mass spectrometry (espectrometria de massas) 
NMP N-metil-pirrolidona 
OMS Organização Mundial da Saúde 
RDC Resolução de Diretoria Colegiada 
 
 
44 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
RID Refractive index detector (detector por índice de refração) 
RMN Ressonância Magnética Nuclear 
UV Ultravioleta 
 
 
 
45 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
[1] Anvisa, “Estabelece os critérios para a realização dos Estudos de Degradação Forçada 
em medicamentos contendo insumos farmacêuticos ativos sintéticos e semissintéticos 
e define os parâmetros para a notificação, identificação e qualificação de produtos 
de...,” RESOLUÇÃO ANVISA n° 964, de 20 de fevereiro de 2025, 2025. 
[2] ICH, “Impurities in New Drug Products,” Q3B(R2), 2006. 
[3] J. M. Campbell, C. Foti, C. Wang, N. Adams, L. R. Allain, G. Araujo, R. Azevedo, J. R. 
Franca, S. R. Hicks, S. Hostyn, Jansen, P. J, D. Kotoni, A. Kuemmell, S. Marden, G. 
Rullo, A. C. O. Santos, G. W. Sluggett, T. Zelesky e S. W. Baertschi, “Assessing the 
relevance of solution phase stress testing of solid dosage form drug products: a cross-
industry benchmarking study,” Journal of Pharmaceutical Sciences, vol. 111 , nº 2, pp. 
298-305, 2022. 
[4] BRASIL, “Dispõe sobre a Vigilância Sanitária a que ficam sujeitos os Medicamentos, as 
Drogas, os Insumos Farmacêuticos e Correlatos, Cosméticos, Saneantes e Outros 
Produtos, e dá outras Providências,” Lei n° 6.360, de 23 de setembro de 1976, 1976. 
[5] EMA, “Recommendation on the Assessment of the quality of medicinal products 
containing existing/ known active substances,” EMA/CHMP/CVMP/QWP/450653/2006, 
2009. 
[6] Anvisa, “Regulamenta o procedimento de petições submetidas à análise pelos setores 
técnicos da ANVISA e revoga a RDC nº 349, de 3 de dezembro de 2003,” RDC n° 204, 
de 6 de julho de 2005, 2005. 
[7] ICH, “Stability testing: photostability testing of new drug substances and products,” 
Q1B, 1996. 
[8] Anvisa, “Estabelece os critérios para a realização de Estudos de Estabilidade de 
insumos farmacêuticos ativos e medicamentos, exceto biológicos, e dá outras 
providências.,” Resolução - RDC nº 318, de 6 de novembro de 2019, 2019. 
[9] P. Harmon e G. Boccardi, “Oxidative susceptibility testing,” em Pharmaceutical Stress 
Testing, Informa Health Care, 2011. 
[10] OMS, “WHO Expert Commitee on Specifications for Pharmaceutical Preparations – 
Thirty-ninth Report,” WHO Technical Report Series 929, 2005. 
[11] S. Klick, P. J. Muijselaar, J. Waterval, T. Eichinger, C. Korn, T. K. Gerding, A. J. Debets, 
C. Sänger-van de Griend, C. van den Beld, S. G. W e G. J. De Jong, “Toward a Generic 
Approach for Stress Testing of Drug Substances and Drug Products,” Pharmaceutical 
Technology, 2005. 
[12] T. Zelesky, S. W. Baertschi, C. Foti, L. R. Allain, S. Hostyn, J. R. Franca, Y. Li, S. 
Marden, S. Mohan, U. M, Z. Huang, N. Adams, J. M. Campbell, P. J. Jansen, D. Kotoni 
e C. Laue, “Pharmaceutical Forced Degradation (Stress Testing) Endpoints: A Scientific 
Rationale and Industry Perspective,” Journal of pharmaceutical sciences, vol. 112, nº 
12, pp. 2948-2964, 2023. 
[13] P. Harmon e G. Boccardi, “Oxidative susceptibility testing,” em Pharmaceutical Stress 
Testing: Predicting, 2ª ed., CRC Press, 2011, pp. 168-191. 
[14] D. W. Reynolds, M. Galvani, S. R. Hicks, B. J. Joshi, S. A. Kennedy-Gabb, M. H. 
Kleinman e P. Z. Parmar, “The use of N-methylpyrrolidone as a cosolvent and oxidant in 
pharmaceutical stress testing.,” Journal of pharmaceutical sciences, vol. 2, pp. 761-776, 
2012. 
 
 
46 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
[15] S. Betigeri, A. Thakur e K. Raghavan, “Use of 2, 2′-azobis (2-amidinopropane) 
dihydrochloride as a reagent tool for evaluation of oxidative stability of drugs,” 
Pharmaceutical research, vol. 22, pp. 310-317, 2005. 
[16] M. Dion, W. Y. J. D. Bregante, W. Chan, N. Andersen, A. Hilderbrand, D. Leiske e C. M. 
Salisbury, “he Use of a 2, 2'-Azobis (2-Amidinopropane) dihydrochloride stress model 
as an indicator of oxidation susceptibility for monoclonal antibodies,” Journal of 
pharmaceutical sciences, vol. 107, nº 2, pp. 550-558, 2018. 
[17] E. D. Nelson, P. A. Harmon, R. C. Szymanik, M. G. Teresk, L. Li, R. A. Seburg e R. R. 
A. , “Evaluation of solution oxygenation requirements for azonitrile-based oxidative 
forced degradation studies of pharmaceutical compounds,” Journal of pharmaceutical 
sciences, vol. 95, nº 7, pp. 1527-1539, 2006. 
[18] E. D. Nelson, G. M. Thompson, Y. Yao, H. M. Flanagan e P. A. Harmon, “Solvent 
effects on the AIBN forced degradation of cumene: Implications for forced degradation 
practices,” Journal of pharmaceutical sciences, vol. 98, nº 3, pp. 959-969, 2009. 
[19] M. A. Watkins, S. Pitzenberger e P. A. Harmon, “Direct evidence of 2-cyano-2-propoxy 
radical activity during aibn-based oxidative stress testing in acetonitrile–water solvent 
systems,” Journal of Pharmaceutical Sciences, vol. 102, nº 5, pp. 1554-1568, 2013. 
[20] J. Werber, Y. J. Wang, M. Milligan, X. Li e J. A. Ji, “Analysis of 2, 2’-azobis (2-
amidinopropane) dihydrochloride degradation and hydrolysis in aqueous solutions,” 
Journal of pharmaceutical sciences, vol. 100, nº 8, pp. 3307-3315, 2011. 
[21] I. C. S. B. Y. B. J. D. A. R. Dioumaeva, “Understanding Orthogonality in Reversed-
Phase Liquid Chromatography for Easier Column Selection and Method Development,” 
AgilentTechnologies, 2010. 
[22] P. Marillier, N. Adams, S. W. Baertschi, J. M. Campbell, C. Foti, J. R. Franca, S. Hicks, 
D. Kotoni, C. Laue, S. Marden, L. Meng, A. C. O. Santos, M. Ultramari, A. V. Cleempoe, 
C. Wang, T. Zelesky e Z. Huang, “Liquid Chromatographic Peak Purity Assessments in 
Forced Degradation Studies: An Industry Perspective,” LCGC International, pp. 22-31, 
2024. 
[23] FDA, “Establishing Impurity Acceptance Criteria as Part of Specifications for NDAs, 
ANDAs, and BLAs Based on Clinical Relevance,” MAPP 5017.2, nº Rev. 1, 2020. 
[24] Anvisa, “Guia de Estudos de Estabilidade,” Guia n°28/2019, versão 1, 2019. 
[25] ICH, “Stability testing of new druf substances and products,” Q1A(R2), 2003. 
[26] M. A. Nussbaum, P. J. Jansen e S. W. Baertschi, “Role of "Mass Balance" in 
Pharmaceutical Stress Testing,” em Pharmaceutical Stress Testing, Informa Health 
Care, 2011. 
[27] S. Marden, J. M. Campbell, N. Adams, R. Coelho, C. Foti, J. R. Franca, S. Hostyn, Z. 
Huang, M. Ultramari, T. Zelesky e S. W. Baertschi, “Mass Balance in Pharmaceutical 
Stress Testing: A Review of Principles and Practical Applications,” The AAPS Journal, 
vol. 26, nº 5, 2024. 
[28] S. W. Baertschi, P. B. W. C. S. H. Hyzer e M. A. Nussbaum, “Assessing mass balance 
in pharmaceutical drug products: New insights into an old topic.,” Trends in Analytical 
Chemistry, vol. 49, 2013. 
[29] Anvisa, “Guia para organização do documento técnico comum (CTD) para o registro e 
pós-registro de medicamentos,” Guia 24/2019, versão 1, 2019. 
[30] Anvisa, “Estabelece regras para elaboração, harmonização, atualização, publicação e 
disponibilização de bulas de medicamentos para pacientes e para profissionais de 
saúde,” RDC nº 47, de 08 de setembro de 2009 , 2009. 
 
 
47 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
[31] R. K. Chang, A. Raw, R. Lionberger e L. Yu, “Generic development of topical 
dermatologic products: formulation development, process development, and testing of 
topical dermatologic products.,” The AAPS journal, vol. 15, nº 1, pp. 41-52, 2013. 
[32] ICH, “Impurities: guideline for residual solvents,” Q3C(R9), 2024. 
[33] IBGE, “Estimativas populacionais das medianas de altura e peso de crianças, 
adolescentes e adultos, por sexo, situação do domicílio e idade,” 2008. 
[34] Anvisa, “Dispõe sobre a admissibilidade de códigos farmacêuticos estrangeiros,” RDC 
nº 511, de 27 de maio de 2021, 2021. 
[35] Anvisa, “Estabelece parâmetros para a notificação, identificação e qualificação de 
produtos de degradação em medicamentos com substâncias ativas sintéticas e 
semissintéticas, classificados como novos, genéricos e similares, e dá outras 
providências.,” Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 53, de 4 de dezembro de 
2015, 2015. 
[36] OMS, “Annex 6 - Guidelines on submission of documentation for a multisource (generic) 
finished pharmaceutical product: quality part,” WHO Technical Report Series No. 986, 
2014. 
[37] FDA, “Guidance for Industry - ANDAs: Impurities in Drug,” 2010. 
[38] Anvisa, “Perguntas e Respostas: Fluxo de análise de qualificação de impurezas e 
produtos de degradação de medicamentos classificados como sintéticos e 
semissintéticos,” 1ª Edição, 2019. 
[39] Anvisa, “Dispõe sobre o Regulamento para a realização de ensaios clínicos com 
medicamentos no Brasil,” Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 9, de 20 de 
fevereiro de 2015, 2015. 
[40] EMA, “Guideline on setting specifications for related impurities in antibiotics,” 2012. 
[41] Anvisa, “Dispõe sobre o registro de medicamentos específicos,” Resolução da Diretoria 
Colegiada - RDC nº 24, de 14 de junho de 2011, 2011. 
[42] Anvisa, “Dispõe sobre a notificação de medicamentos de baixo risco,” Resolução RDC 
nº 576, de 11 de novembro de 2021, 2021. 
[43] Anvisa, “Dispõe sobre a validação de métodos analíticose dá outras providências,” 
Resolulção RDC nº 166, de 24 de julho de 2017, 2017. 
[44] Anvisa, “Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o registro e a 
notificação de produtos tradicionais fitoterápicos,” Resolulção - RDC nº 26, de 13 de 
maio de 2014, 2014. 
[45] EMA, “Guideline on specifications: test procedures and acceptance criteria for herbal 
substances, herbal preparations and herbal medicinal products/traditional herbal 
medicinal products,” EMA/CPMP/QWP/2820/00 Rev. 2/ EMA/CVMP/815/00 Rev. 2/ 
EMA/HMPC/162241/2005 Rev. 2, 2011. 
[46] D. O. Toginho Filho e A. C. Andrello, Catálogo de Experimentos do Laboratório 
Integrado de Física Geral, Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2009. 
[47] IFDC, “Evaluating Mass Balance,” ANVISA Workshop, 16 May 2022, 2022. 
[48] E. D. Nelson, P. A. S. R. C. Harmon, M. G. Teresk, L. Li, R. A. Seburg e R. A. Reed, 
“Evaluation of solution oxygenation requirements for azonitrile-based oxidative forced 
degradation studies of pharmaceutical compounds,” Journal of pharmaceutical 
sciences, pp. 1527-1539., 2006. 
 
 
 
48 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Anexo I - Avaliação de impacto da variabilidade analítica nos cálculos de balanço 
de massas via cálculos de propagação de erros 
 
Para a avaliação do impacto da variabilidade analítica nos cálculos de balanço de massas, 
recomenda-se que os valores de precisão intermediária sejam utilizados como referência. A 
avaliação apresentada a seguir considera que: 
 
• Para as somas e subtrações (𝑅 = 𝑎 ± 𝑏), a variança da resposta (𝜎𝑅) pode ser 
calculada pela seguinte equação [46]: 
 
(𝜎𝑅)
2
= (𝜎𝑎)2 + (𝜎𝑏)
2
 
 
Onde, (𝜎𝑎)2 e (𝜎𝑏)
2
 são as varianças de cada um dos parâmetros da equação. 
 
• Para as multiplicações e divisões (𝑅 = 𝑎 × 𝑏 ou 𝑅 = 𝑎 𝑏⁄ , a variança da resposta (𝜎𝑅) 
pode ser calculada pela seguinte equação [46]: 
 
(
𝜎𝑅
𝑅
)
2
= (
𝜎𝑎
𝑎
)
2
+ (
𝜎𝑏
𝑏
)
2
 
• Onde, 𝜎𝑎 e 𝜎𝑏 são os desvios padrão-relativos de cada termo da equação. 
 
Para aplicação das equações descritas acima, é necessário que os valores de desvio padrão 
relativo sejam convertidos em desvio-padrão. Tomando o exemplo descrito no item 7.2 deste 
guia, se considerarmos um desvio padrão relativo de ±2% para o método de teor e de ±10% 
para o método de determinação de produtos de degradação, as medidas podem descritas da 
seguinte forma: 
 
• Teor do IFA na amostra não degradada (Ti): 97,2% ± 1,9% 
• Somatório de produtos de degradação na amostra não degradada (PDi): 0,30% ± 0,03% 
• Teor do IFA na amostra após degradação (TD): 80,6% ± 1,6% 
• Somatório de produtos de degradação na amostra após degradação (PDD): 5,7%± 
0,6% 
 
 
Aplicado as equações descritas anteriormente, os valores de balanço de massas corrigidos 
pela variação analítica serão: 
 
• BM: 86,3% ± 2,2% 
• BMA: 88,5% ± 2,9% 
• DAMB: 11,5% ± 2,9% 
• BMR: 32,5% ± 3,3% 
• DRBM: 67,5% ± 3,3% 
 
Intervalos de confiança, com 95,4% de certeza (α=0,954) são obtidos quando a média se 
encontra no intervalo de ±2σ [46]: 
 
Assim, os intervalos de confiança (IC) calculados para os balanços de massas indicados 
acima serão: 
 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
• IC BM: (81,9% - 90,7) 
• IC BMA: (82,7% - 94,3%) 
• IC DAMB: (5,7% - 17,3%) 
• IC BMR: (25,9% - 39,1%) 
• IC DRBM: (60,9% - 74,1) 
 
É esperado que o intervalo de confiança do valor de balanço de massa (absoluto ou relativo) 
passe pelo 100%. Por outro lado, espera-se que os intervalos de confiança dos desvios de 
balanço de massas (absoluto ou relativo) passem pelo zero. 
 
É importante observaridentificação e qualificação de produtos de degradação. 
 
Este Guia abrange os seguintes temas: 
 
• Aspectos práticos relacionados à realização do estudo de degradação forçada; 
• Requisitos quanto aos métodos de análise; 
• Requisitos quanto às especificações e reporte de resultados; 
• Interpretação dos resultados dos estudos de degradação forçada; 
• Documentação a ser enviada para a Anvisa sobre perfil de degradação; 
• Procedimentos para identificação de produtos de degradação; 
• Procedimentos para qualificação de produtos de degradação, e 
• Recomendações para tratamento de produtos para os quais a Resolução não se 
aplica ou se aplica parcialmente. 
 
As definições adotadas neste guia são as mesmas utilizada no Art. 4° da RESOLUÇÃO 
ANVISA 964/2025 [1]. 
 
Cabe destacar que o Capítulo III da RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 [1] é o instrumento 
regulatório de internalização das informações de caráter mandatório estabelecidas no Guia 
ICH Q3B [2]. As recomendações adicionais estabelecidas na referência citadas estão 
incorporadas neste Guia, em especial nas seções 6 e 9. 
 
Os demais capítulos da RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 [1], em especial o capítulo II, 
trazem informações estabelecidas em outros Guias ICH ou em outras fontes bibliográficas 
sobre o desenvolvimento de métodos analíticos indicativos de estabilidade e sobre a 
melhores práticas para a condução dos estudos de degradação forçada. Da mesma forma, 
as informações de caráter mandatórios estão incorporadas no texto normativo, ao passo 
que as recomendações acerca do tema são apresentadas neste Guia. 
 
2. INTRODUÇÃO 
Conforme definido na RESOLUÇÃO ANVISA 964/2025 [1], o perfil de degradação é a 
descrição dos produtos de degradação observados no insumo farmacêutico ativo (IFA) ou 
no produto acabado [1, 2]. Os produtos de degradação, por sua vez, são definidos como 
impurezas resultantes de alterações químicas do IFA que surgem durante a fabricação 
e/ou armazenamento do medicamento pelo efeito de fatores como luz, temperatura, pH e 
água, ou pela reação com um excipiente e/ou com a embalagem primária [1, 2]. 
 
O perfil de degradação de um medicamento contempla os produtos de degradação 
observados no produto acabado [1, 2]. O perfil de degradação de maior interesse sanitário 
é aquele que inclui os produtos de degradação gerados nas condições às quais o 
medicamento é exposto ao longo da sua vida útil e corresponde ao obtido após a exposição 
do medicamento às condições de estabilidade de longa duração propostas para o produto, 
pelo tempo equivalente ao prazo de validade proposto. Para efeito deste guia, este perfil 
de degradação, de interesse sanitário, será definido como “perfil de degradação real” e 
contempla os produtos de degradação relevantes. 
 
Conforme definição da Resolução, produtos de degradação relevantes são aqueles 
observados nos testes realizados no controle de qualidade ou nos estudos de estabilidade 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
em concentrações superiores ao limite de notificação definido no Anexo I da Resolução. 
Também são produtos de degradação relevante os produtos de degradação incluído nas 
especificações do medicamento, mesmo que, nos estudos de estabilidade, sejam 
formados em níveis inferiores aos limites de notificação definidos no Anexo I da Resolução 
[1, 3]. 
 
Em estudos bem desenvolvidos, o perfil de degradação real está contido no perfil de 
degradação obtido no estudo de estabilidade acelerado. O perfil de degradação obtido a 
partir deste estudo, que é, primariamente, preditivo da estabilidade do medicamento, pode 
ser relevante em situações especiais, como nos casos de concessão de prazo de validade 
provisório. 
 
A validade dos resultados obtidos nos estudos de estabilidade acelerado e de longa 
duração e, em consequência, dos perfis de degradação obtidos nesses estudos, é 
diretamente dependente da qualidade dos métodos analíticos utilizados. Um método 
analítico indicativo de estabilidade para produtos de degradação é aquele capaz de 
detectar e quantificar todos os produtos de degradação relevantes do perfil de degradação 
real. Porém, na prática laboratorial, o desenvolvimento do método analítico ocorre antes 
da realização dos estudos de estabilidade, de modo que não é possível utilizar as amostras 
do tempo final do estudo de estabilidade de longa duração para desenvolver o método do 
estudo. Da mesma forma, o uso de amostras nas quais a degradação foi pouco significativa 
pode dificultar a identificação de produtos de degradação que, ainda que estejam em níveis 
baixos, sejam produtos de degradação relevantes para a segurança do paciente. 
 
A ausência de comprovação de que o método utilizado no estudo de estabilidade é 
indicativo de estabilidade pode resultar nos seguintes problemas durante a avaliação dos 
resultados dos estudos: 
a. caso seja observada uma ligeira redução no resultado de teor sem observação de 
produtos de degradação, não é possível saber se a ligeira redução se deve a uma 
variação intrínseca da análise ou se houve, de fato, degradação do IFA, com a geração 
de um produto de degradação que não está sendo detectado, e 
b. caso não seja observada variação de teor, não é possível saber se realmente não 
houve degradação do IFA ou se não há separação efetiva entre o pico do IFA e de seus 
produtos de degradação. 
 
Por estes motivos, é necessário que haja evidências de que o método é indicativo de 
estabilidade antes do início do estudo de estabilidade, a fim de garantir que o método 
analítico é adequado e assegurar a confiabilidade dos resultados dos estudos de 
estabilidade. Assim, o estudo de degradação forçada é realizado, com o objetivo de causar 
deliberadamente a degradação em maior escala do IFA ou medicamento, por meio da 
exposição da amostra, por um curto período, a condições de estresse mais vigorosas que 
aquela praticada no estudo de estabilidade de longa duração. O estudo de degradação 
forçada é, portanto, a ferramenta utilizada para o desenvolvimento de método indicativo 
de estabilidade. 
 
No entanto, é importante observar que, uma vez que o perfil de degradação depende das 
condições de estresse às quais se expõe o produto, o perfil obtido na degradação forçada 
não será igual aos obtidos nos estudos de estabilidade. Daí a necessidade da realização 
de degradação forçada em diversas condições, a fim de gerar, na medida do possível, 
todos os eventuais produtos de degradação relevantes, que poderão aparecer nos estudos 
de estabilidade de longa duração. Na prática, percebe-se que geralmente aparecem mais 
produtos de degradação no estudo de degradação forçada do que nos estudos de 
 
 
7 
 
Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
estabilidade. Portanto, o perfil do estudo de degradação forçada (denominado “perfil de 
degradação potencial”) é, em geral, maior que o perfil de degradação real. 
 
O perfil de degradação potencial pode ser diferente do real tanto qualitativamente 
(compostos diferentes) quanto quantitativamente (concentrações diferentes). Do ponto de 
vista qualitativo, para estudos de degradação forçada bem desenhados, espera-se que o 
perfil de degradação real esteja contido no perfil de degradação potencial, conforme 
demonstrado na Figura 1. Os perfis de degradação obtidos nos estudos de estabilidade 
acelerado e de longa duração também podem ser qualitativa e quantitativamente 
diferentes. 
 
 
Figura 1. Relação entre perfil de degradação potencial, obtido no estudo de degradação 
forçada, o perfil de degradação obtido no estudo de estabilidade acelerado e o perfil de 
degradação real, obtido no estudo de estabilidade de longa duração. 
 
Além da comprovação doque a contribuição relativa da variabilidade do teor para o cálculo de 
balanço de massas é maior quando o nível de degradação é baixo. Neste contexto, ainda que 
limites de degradação não sejam obrigatórios, o uso de amostras mais degradadas (por 
exemplo, na faixa de 5 a 20%), é considerado mais adequado para as investigações de 
desvios de balanço de massas [28], desde que, para atingir esses níveis de degradação não 
se faça necessário lançar mão de condições de degradação demasiadamente intensas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025poder indicativo de estabilidade do método analítico, o estudo 
de degradação forçada possui objetivos adicionais, que não devem ser desconsiderados 
quando da sua realização. O primeiro desses objetivos é a detecção de condições às quais 
o IFA ou o medicamento são particularmente sensíveis. A identificação dessas condições 
visa auxiliar o desenvolvimento farmacotécnico de produtos mais estáveis, visto que 
suscetibilidades relevantes podem ser tratadas por meio de uso de excipientes (por 
exemplo, antioxidantes) e embalagens mais adequados (por exemplo, embalagens 
primárias fotoprotetoras). Da mesma forma, essas informações são úteis na definição de 
cuidados específicos que devem ser tomados durante a manipulação e a conservação do 
medicamento (por exemplo, não expor o medicamento à luz, a altas temperaturas ou, 
ainda, à umidade excessiva), a fim de evitar a degradação do produto. Neste contexto, 
pode-se dizer que as informações obtidas dos estudos de degradação são fundamentais 
para o desenvolvimento de produtos seguros e com qualidade. 
 
Outro objetivo do estudo é a determinação, quando possível, dos principais produtos de 
degradação para uma determinada rota de degradação (por exemplo, de produtos que são 
típicos da degradação por calor, luz ou oxidação) para facilitar investigações de possíveis 
desvios da qualidade de produtos que venham a ocorrer ao longo do ciclo de vida do 
medicamento. 
Perfil de degradação 
potencial (degradação 
forçada)
Perfil de degradação 
da estabilidade 
acelerada
Perfil de degradação 
real (estabilidade de 
longa duração)
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Para atendimento da Resolução, é solicitada a apresentação do estudo de degradação 
forçada. Os estudos de degradação forçada são aplicáveis aos métodos de quantificação 
do teor do IFA e de quantificação de produtos de degradação no medicamento, utilizados 
nos estudos de estabilidade. 
 
A seguir são apresentadas discussões detalhadas que abrangem desde aspectos práticos 
relacionados à realização do estudo de degradação forçada até sugestões de formas de 
envio da documentação à Anvisa. Exemplos de justificativas já pacificadas pela área 
técnica como aceitáveis ou não aceitáveis também são incluídas no texto. Destaca-se que, 
embora expresse as opiniões técnicas da Agência sobre a melhor forma de cumprimento 
da Resolução, este documento possui caráter sugestivo. Outras abordagens podem ser 
aceitas, desde que possuam embasamento científico e que cumpram os requisitos 
preconizados na Resolução. 
 
Além de determinar a realização dos estudos de degradação forçada, a Resolução 
estabelece os limites para notificação, identificação e qualificação de produtos de 
degradação. Os limites, descritos no Anexo I da Resolução, estão harmonizados com a 
principal referência internacional que versa sobre o tema [2] e têm por principal objetivo 
garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos. Embora presentes em quantidades 
pequenas, os produtos de degradação podem possuir toxicidade relevante e resultar em 
efeitos indesejados para o paciente. Neste contexto, o objetivo primário do cumprimento 
dos requisitos estabelecidos na Resolução é garantir que o medicamento seja seguro, 
conforme estabelecido no inciso II, Art. 16 da Lei 6.360/1976 [4]. É preciso relembrar que 
as impurezas, incluindo os produtos de degradação, quando presentes no medicamento, 
representam um risco adicional desnecessário para o paciente. Neste contexto, o 
desenvolvimento do produto (incluindo, entre outros fatores, aspectos de formulação, 
processo e material de embalagem) deve visar à manutenção dos níveis mais baixos 
possíveis de impurezas [5]. 
 
3. BASE LEGAL 
RESOLUÇÃO ANVISA nº 964, de 20 de fevereiro de 2025, publicada no DOU de 24 de 
fevereiro de 2025 [1]. 
 
4. ASPECTOS PRÁTICOS RELACIONADOS À REALIZAÇÃO DO ESTUDO DE 
DEGRADAÇÃO FORÇADA 
 
4.1. Quando realizar e quando repetir o estudo de degradação 
Conforme previsto no Art. 2° da Resolução, o estudo de degradação forçada é aplicável a 
medicamentos contendo IFA sintético e/ou semissintético em sua composição, inclusive 
quando associado a outros IFAs 
 
Para os casos em que o estudo é aplicável, o estudo de degradação forçada deve ser 
realizado para: 
a. registro de medicamentos; 
b. inclusões de novas concentrações; 
c. alterações pós-registro em que é necessária a adequação do produto (Art. 23 da 
Resolução, e 
d. casos em que a Anvisa solicitar a adequação do produto (Art. 23, §3° da Resolução). 
 
 
 
 
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identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
O estudo de degradação forçada deve ser repetido: 
a. nas alterações pós-registro previstas nos incisos II e III do Art.22 da Resolução, e 
b. nos casos em que houver mudança do método analítico utilizado para realização 
dos estudos de estabilidade (Parágrafo único do Art. 22 da Resolução); 
 
É importante diferenciar claramente os casos que há necessidade de adequar os produtos 
que ainda não apresentaram o estudo de degradação forçada dos casos em que o estudo 
precisa ser repetido. Para os produtos em que o estudo de degradação forçada adequado 
aos termos desta Resolução (ou da RDC 53/2015) já foi apresentado previamente, seja no 
registro, seja em pós-registro de adequação, o estudo precisa ser repetido nos casos em 
que houver probabilidade de: a) alteração significativa do perfil de degradação do 
medicamento (casos previstos nos incisos II e III do Art. 22 da Resolução), ou b) mudança 
na capacidade de detecção do método (casos previsto no Parágrafo único do Art. 22 da 
Resolução). Quando o estudo de degradação forçada ainda não foi apresentado, a 
adequação do produto é necessária (casos previstos no Art. 23). 
 
Em alguns casos, a depender do conhecimento científico disponível, é possível justificar a 
ausência do estudo de degradação forçada (por exemplo, inclusão de nova concentração), 
da avaliação de amostras específicas (por exemplo, avaliação dos IFAs associados, para 
associação em dose fixa) ou de condições de degradação específicas (por exemplo, tipos 
de reação de oxidação que devem ser realizados). Independente do caso, a possibilidade 
de apresentar justificativas depende da qualidade das informações prévias disponíveis 
sobre o perfil de degradação e sobre o método, como também sobre a possibilidade de 
alteração do perfil de degradação potencial conhecido. 
 
Ressalta-se, portanto, que, se já existir um perfil de degradação potencial adequado, a 
empresa não precisa realizar novos estudos experimentais. Nesses casos, a empresa 
deverá apresentar justificativa técnica para a não execução dos testes, incluindo os 
motivos pelos quais considera que o perfil de degradação potencial é adequado. Estes 
motivos devem ser baseados em critérios técnico-científicos. A omissão completa do 
relatório de degradação forçada nas petições em que esse documento é requerido ou, 
ainda, a apresentação parcial do documento, sem a apresentação das justificativas 
técnicas, não é recomendada e pode ensejar no indeferimento da petição objeto de 
análise, nos termos do parágrafo único do Art. 2º da RDC 204/2005 [6]. 
 
Observe-se que o fato de um método estar descrito em monografia oficial, mesmo que em 
farmacopeia aceita pela Anvisa, não é considerada comprovação suficiente de que ele é 
indicativo de estabilidade e que o poder indicativo de estabilidade do método deve ser 
avaliado para o produto específico. 
 
Quanto à realização do estudo por risco sanitário, prevista no Art. 23, §3° da Resolução, 
esta poderá ser solicitada mesmo que não haja nenhuma mudança pós-registro em aberto 
para o produto. Exemplos de situações em que a solicitação pode ocorrer incluem:a. relatos de eventos adversos associados a um medicamento significativamente maiores 
que outros medicamentos de igual IFA, forma farmacêutica e concentração, que 
possam de alguma forma estar ligados à formação de produtos de degradação ou à 
redução no teor do IFA, e 
b. identificação, com critérios técnicos e científicos, de alta probabilidade de formação de 
um produto de degradação de toxicidade potencial mais elevada que o IFA, estando ou 
não associada a uma formulação específica, que possa colocar em dúvida a relação 
benefício/risco do medicamento. 
 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
Em qualquer caso, os motivos que levaram a Anvisa a solicitar a adequação serão 
apresentados e debatidos com a(s) empresa(s), e será estabelecido um prazo razoável e 
factível para a adequação do produto. 
 
4.2. Quem deve realizar o estudo de degradação forçada 
De um modo geral, o estudo de degradação forçada é realizado pelo fabricante do 
medicamento, porém, não há impedimento legal para terceirização do estudo. 
 
Quando ocorrer terceirização, é responsabilidade da empresa fabricante do medicamento 
obter o conhecimento e discutir acerca do produto que está sendo desenvolvido ou que 
faz parte do seu portfólio. Além disso, as normas vigentes quanto à terceirização, incluindo 
análises de controle de qualidade, se aplicável, devem ser cumpridas. Adicionalmente, o 
fabricante do medicamento deve se certificar de que: a) os estudos realizados pelo terceiro 
cumprem a Resolução; b) o mesmo método de análise é usado pelo fabricante do 
medicamento (ou pela empresa responsável pelos estudos de estabilidade, se aplicável) 
e pelo terceiro, e c) os dados de validação do método e/ou adequação do sistema do 
terceiro e do fabricante demonstrem que o método apresenta o mesmo desempenho, 
evidenciando tecnicamente, por exemplo, por meio da demonstração de que não há 
grandes diferenças no tempo de retenção, na eficiência da coluna e em outros parâmetros 
que podem impactar a seletividade, o potencial indicativo de estabilidade do método e 
capacidade de detecção e quantificação. 
 
Para medicamentos importados, não se considera necessário que o importador repita o 
estudo de degradação forçada desde que: a) os estudos realizados pelo fabricante do 
medicamento cumpram a Resolução; b) nos casos em que o estudo de estabilidade de 
acompanhamento seja realizado pelo importador, o mesmo método de análise seja usado 
pelo fabricante do medicamento e pelo importador, e c) os dados de validação do método 
e/ou adequação do sistema do importador e do fabricante do medicamento demonstrem 
que não há grandes diferenças no tempo de retenção, nas intensidades dos sinais, na 
eficiência da coluna e em outros parâmetros que podem impactar a seletividade e o 
potencial indicativo de estabilidade do método. 
 
O cumprimento do item “c” descrito nos parágrafos anteriores está condicionado à correta 
definição de testes necessário para avaliação de adequação do sistema. Por exemplo, 
para métodos em que a sensibilidade é crítica, é recomendável incluir soluções de 
verificação da relação sinal/ruído. Já para métodos em que a resolução é crítica ou que 
tem como característica uma variação muito grande dos tempos de retenção, é importante 
incluir soluções de verificação da resolução entre o ativo e o produto de degradação mais 
próximo, ou entre dois produtos de degradação muito próximos. 
 
4.3. Informações prévias 
Antes de iniciar a parte prática do estudo de degradação forçada, deve-se realizar uma 
pesquisa sobre o(s) IFA(s) e os excipientes utilizados na formulação. 
 
São fontes bibliográficas recomendadas para a pesquisa: 
a. Dossiê do Insumo Farmacêutico Ativo (DIFA), em especial as partes referentes ao perfil 
de impurezas e ao estudo de degradação forçada, realizado pelo fabricante do IFA; 
b. Literatura científica, em especial artigos que mencionem o desenvolvimento de 
métodos indicativos de estabilidade para o(s) IFA(s) envolvido(s), impurezas 
clinicamente relevantes e incompatibilidade com determinados excipientes, e 
 
 
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Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
c. Compêndios oficiais. 
 
Também podem ser utilizadas para a pesquisa informações técnicas de propriedade da 
empresa, resultados de estudos anteriores nos quais a degradação do IFA já tenha sido 
estudada, conhecimentos aprofundados de química orgânica e análises preditivas 
realizadas em softwares (análises in silico) que auxiliem na avaliação das prováveis rotas 
de degradação do IFA. 
 
No levantamento de informações, recomenda-se: 
a. identificar grupos funcionais do(s) IFA(s) mais suscetíveis a degradação ou interação 
com excipientes (por exemplo, ésteres ou aminas); 
b. identificar vias de degradação mais prováveis para o(s) IFA(s); 
c. avaliar se existem excipientes que devem ser evitados por potencial de interação 
química com o IFA; 
d. identificar se já há produtos de degradação do IFA descritos em literatura; 
e. avaliar quais seriam os produtos de degradação teoricamente possíveis, considerando 
as reações mais comuns dos grupos funcionais do(s) IFA(s); 
f. discutir se é provável que o grupo cromóforo ou outro grupo funcional responsável pela 
detecção do IFA seja degradado, formando impurezas que possam não ser 
eficientemente detectadas pelo método proposto; 
g. discutir se é provável que os produtos de degradação formados sejam detectados em 
comprimento de onda diverso do comprimento de onda de detecção do IFA ou possuam 
propriedades químicas que requeiram a detecção por metodologia específica. 
h. avaliar a possibilidade de formação de produtos de degradação com alerta estrutural 
para toxicidade e/ou mutagenicidade; 
i. identificar se há impurezas de síntese, que não precisam ser quantificadas no método, 
mas devem ser separadas de maneira eficiente de produtos de degradação; 
j. avaliar a adequabilidade do método analítico proposto para a detecção dos possíveis 
produtos de degradação do IFA, e 
k. avaliar os excipientes da formulação quanto a potenciais interações químicas com o(s) 
IFA(s). 
 
Nos casos em que a avaliação já tenha sido realizada (por exemplo, no caso de 
desenvolvimento de medicamentos novos em que o IFA foi desenvolvido pelo fabricante 
do medicamento ou nos casos em que foi realizada pesquisa extensa sobre o IFA para 
desenvolvimento do medicamento), o levantamento das informações prévias não precisa 
ser repetido. Nessas situações, recomenda-se que a empresa informe claramente, na 
petição objeto de análise, onde as informações prévias estão localizadas (por exemplo, na 
seção de impurezas do IFA, na seção de desenvolvimento do medicamento etc.). 
 
4.4. Requisitos dos materiais a serem testados 
Conforme determina a Resolução, o estudo de degradação forçada deve ser realizado em 
ao menos um lote do produto (que pode ser em escala laboratorial, piloto ou industrial). O 
estudo deve ser feito no medicamento, no IFA isolado e, se aplicável, nos IFAs associados. 
 
O(s) lote(s) do medicamento deve(m) ser representativo(s) do produto que se pretende 
registrar quanto ao perfil de degradação. Se houver qualquer diferença em relação ao 
produto que se pretende registrar, especialmente no que se refere a alterações 
quantitativas da formulação, essa deve ser discutida, de modo a demonstrar que a 
alteração não impacta no perfil de degradação do medicamento. Diferenças qualitativas e 
quantitativas significativas entre a formulação objeto de avaliação e a formulação utilizada 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
no estudo não são recomendadas. No entanto, quando for possível demonstrar que as 
alterações qualitativas e quantitativas não impactam no perfil de degradação do 
medicamento, poderá ser apresentada justificativa técnica para a execução do estudo em 
formulação quali e quantitativamente diferente da formulação objeto de análise. Este 
mesmo racional se aplica a alterações de excipientes. Mudanças de formulação que 
envolvem alterações qualitativas de excipientes ou alterações nas quais as proporções 
IFA/excipientes sejam significativamente alteradas, em geral, requerem realização de novo 
estudo de degradação forçada, a menos que seja tecnicamente comprovado que as 
alterações realizadas não impactam no perfil de degradação potencial. Embora não seja 
usualmente esperado, alterações quantitativas mais significativas (por exemplo, reduções 
drásticas no conteúdo de antioxidante da formulação) podem resultar em mudanças nas 
conclusões sobre o perfil de degradação potencial do medicamento e devem ser 
investigadas. Especificamente no que se refere às alterações de excipiente, quando a 
empresa optar não realizar um novo estudo, é recomendável que seja apresenta uma 
justificativa técnico-científica, na qual a empresa explique por que não considera que as 
alterações não impactarão de modo significativo no perfil de degradação potencial do 
produto. 
 
Um racional semelhante ao descrito no parágrafo anterior pode ser usado para avaliação 
da necessidade de realização do estudo de degradação forçada em diferentes 
concentrações de um mesmo produto, conforme descrito no § 1º do Art. 8° da Resolução. 
Exemplos de situações em que não se espera a realização de um perfil de degradação 
para cada concentração do medicamento incluem os casos de formulações 
completamente proporcionais (por exemplo, comprimidos e cápsulas, para os quais as 
diferentes concentrações resultam de compressão ou encapsulamento de diferentes 
quantidades de um mesmo bulk) ou formulações que se diferenciem exclusivamente pelo 
corante utilizado. Quando as concentrações não forem completamente proporcionais, é 
esperado que seja apresentado um racional para justificar a concentração selecionada 
para realização do estudo, conforme previsto no § 2º do Art. 8° da Resolução. Em alguns 
casos, essa justificativa pode estar relacionada à maior presença de IFA na formulação. 
Em outros, a presença de um excipiente com potencial impacto na degradação do IFA (por 
exemplo, excipiente higroscópico ou com alta concentração de peróxidos) pode justificar a 
realização do estudo na condição em que a concentração do excipiente seja maior. Nas 
situações em que não for possível determinar qual é o caso mais crítico a ser avaliado, 
recomenda-se que sejam avaliadas ao menos a maior a menor proporção IFA/excipiente. 
 
Na mesma, espera-se que a empresa avalie a necessidade de realizar novo estudo de 
degradação forçada quando diferentes rotas de síntese e/ou diferentes fabricantes de IFA 
são utilizados. Conforme previsto no parágrafo único do Art. 7° da Resolução, a justificativa 
deve ser sustentada por análise de risco tecnicamente embasada. Nestes casos, é 
importante avaliar o impacto da mudança de rota de síntese ou de fabricante de IFA no 
perfil de impurezas do IFA e o consequente impacto da alteração do perfil de impurezas 
no perfil de degradação potencial do medicamento. Por exemplo, deve-se avaliar o impacto 
de catalizadores usados na rota de síntese e não eliminados durante as etapas de 
purificação na formação de diferentes produtos de degradação. Recomenda-se que o 
estudo de degradação forçada seja realizado com os diferentes fabricantes de 
IFA/diferentes rotas de síntese do IFA sempre que a empresa evidenciar que há risco 
significativo de mudança do perfil de degradação do medicamento, em decorrência da 
mudança no IFA. 
 
Embora seja recomendado que o estudo no IFA e no medicamento sejam realizados em 
paralelo (ao mesmo tempo), esse não é um requisito obrigatório. Destaca-se, no entanto, 
 
 
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que a realização dos estudos em separado não exime a empresa de realizar uma avaliação 
crítica comparando os perfis de degradação forçada do IFA e do produto. É possível avaliar 
criticamente testes feitos em momentos diferentes e até mesmo por empresas diferentes 
(por exemplo, comparar o perfil de degradação do IFA feito antes com o do medicamento 
feito depois), desde que sejam utilizados os mesmos métodos e que as condições de 
degradação estejam muito bem definidas. A avaliação se torna mais fácil quando é feita 
com testes realizados em paralelo. É importante destacar que a avaliação descrita aqui se 
refere aos testes realizados para a avaliação do medicamento. 
 
Como regra geral, o aproveitamento de um estudo de degradação forçada do IFA isolado 
enviado em um DIFA não é recomendado. Em situações específicas, os dados gerados 
pelo fabricante do IFA podem ser utilizados quando: 
a) os mesmos métodos analíticos (ou métodos analíticos muito semelhantes) de teor do 
IFA e de quantificação produtos de degradação sejam empregados para o IFA e para 
o produto acabado, ou 
b) a empresa demonstre que as condições de realização do estudo de degradação 
forçada pela fabricante do IFA, a qualidade dos resultados obtidos e o nível de 
comparabilidade entre os métodos propostos para análise do IFA e do medicamento 
não impactam na avaliação do poder indicativo de estabilidade do(s) método(s) de 
análise do medicamento. 
 
Em ambos os casos descritos, de modo geral, não se espera que os estudos de 
degradação forçada do IFA sejam considerados suficientes para eximir a empresa de 
realizar os estudos de degradação forçada no medicamento. 
 
Quando o estudo de degradação forçada não está vinculado diretamente à comprovação 
da seletividade do método, na validação de metodologia analítica, não é obrigatória a 
utilização de padrões de referência (Substância Química de Referência Farmacopeica ou 
Substância Química de Referência Caracterizada) para a realização do estudo. Em 
contrapartida, se o estudo de degradação forçada também for utilizado para cumprimento 
da norma vigente de validação, isto é, se o estudo for utilizado como parte da avaliação de 
seletividade do método, deve ser cumprido o disposto na norma de validação analítica 
vigente quanto à utilização de substâncias químicas de referência. 
 
4.5. Condução do estudo de degradação forçada 
Para medicamentos contendo IFA isolado, é requerido que o estudo seja realizado no IFA 
e no medicamento, nas mesmas condições experimentais (com mesmos parâmetros de 
degradação, mesmo tratamento de amostras, mesmos métodos analíticos etc.). Embora 
não seja requerido pela Resolução, o estudo do placebo, nas mesmas condições 
experimentais, também é recomendado porque permite à empresa excluir da avaliação 
eventuais produtos de degradação que sejam originários da matriz (ver item “7. 
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA” 
para mais informações). 
 
Para medicamentos contendo IFAs associados, é requerido que o estudo seja realizado 
nos IFAs isolados, nos IFAs associados e no medicamento, nas mesmas condições 
experimentais. Quando houver dados que evidenciem que os IFAs associados não 
interagem entre si por via química ou física ou, ainda, quando a formulação proposta para 
registro promover separação física completa entre os IFAs, o estudo de degradação dos 
IFAs em associação poderá ser dispensado. Nesses casos, recomenda-se que sejam 
apresentados os dados disponíveis (por exemplo, estudos prévios, dados robustos de 
 
 
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literatura) que demonstram a ausência de interação físico-química entre os IFAs ou 
justificativa técnica capaz de demonstrar que a forma farmacêutica do produto não permite 
o contato entre os IFAs (por exemplo, grânulos separados em cápsulas). 
 
O delineamento do estudo de degradação forçada depende do IFA e da forma 
farmacêutica que estão sendo utilizados. Da mesma forma, as concentrações dos agentes 
degradantes, o tempo de exposição e as demais condições experimentais do estudo 
podem variar, a depender do material que está sendo testado. 
 
De modo geral, o estudo de degradação forçada deverá contemplar, minimamente, as 
seguintes condições experimentais no IFA e no produto acabado: 
 
I. Estudos em fase líquida: 
a. Degradação ácida, utilizando-se uma solução tampão em pH abaixo de 7,0 ou um ácido 
mineral (por exemplo, ácido clorídrico (HCl)); 
b. Degradação alcalina, utilizando-se uma solução tampão em pH acima de 7,0 ou um 
hidróxido de metal alcalino (por exemplo, hidróxido de sódio (NaOH)), e 
c. Oxidação, incluindo a auto-oxidação (por exemplo, usando iniciadores radicalares 
como azobisisobutironitrila (AIBN) e ácido 4,4'-azobis(4-cianovalérico) (ACVA)), a 
peroxidação (por exemplo, usando peróxido de hidrogênio (H2O2)) e oxidação 
catalisada por metais de transição (por exemplo, Fe+2 e Cu+2); 
 
II. Estudos em fase original 
a. Degradação térmica (seca), por aquecimento moderado sem aumento de umidade no 
ambiente, sem dissolver o produto; 
b. Degradação térmica úmida; por aquecimento moderado com aumento de umidade no 
ambiente, sem dissolver o produto, e 
c. Degradação fotolítica, por exposição das amostras à luz nas regiões do ultravioleta e 
do visível (conforme parâmetros estabelecidos no Guia ICH Q1B e na RDC 318/2019 
[7, 8]), variando a quantidade de lux hora e/ou watt hora por metro quadrado. 
 
Conforme estabelecido na Resolução, os estudos em fase líquida do produto acabado 
podem ser dispensados para medicamentos de forma farmacêutica sólida desde que os 
estudos realizados com o IFA, em fase líquida e em fase original, e o com o medicamento, 
em fase original, sejam adequados para comprovar o poder indicativo de estabilidade do 
método. Essa justificativa se aplica tanto para medicamentos que são administrados em 
fase sólida (por exemplo, comprimidos, cápsulas duras etc.), como para medicamentos 
que são acondicionados em fase sólida, mas administrados em fase líquida antes do uso 
(por exemplo, pós liofilizados para solução injetável, comprimidos efervescentes etc.). 
 
A aceitação da justificativa descrita no parágrafo anterior está baseada em dados de 
literatura que demonstraram que, para medicamentos sólidos, os produtos de degradação 
relevantes podem ser obtidos adequadamente por meio da avaliação conjunta dos dados 
de degradação forçada do IFA (em fase líquida e original) e do medicamento (em fase 
original) [3].Como os dados de literatura disponíveis se restringem a formas farmacêuticas 
sólidas, não se considera adequado extrapolar a justificativa técnica para outras formas 
farmacêuticas (por exemplo, semissólidos e líquidos), a menos que dados adicionais sejam 
apresentados. 
 
Além das justificativas gerais sobre a não aplicabilidade dos estudos em fase líquida para 
medicamentos em formas farmacêuticas sólidas, é possível justificar a não realização de 
alguma das condições de degradação forçada, em razão das características inerentes à 
 
 
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amostra, das propriedades físico-químicas do medicamento, do tipo de medicamento, dos 
resultados de estudos anteriores ou de outras considerações científicas. 
 
Considera-se que não é possível aplicar uma condição de degradação quando esta causa 
na amostra uma alteração que resulta em total inviabilidade técnica de realização da 
análise que não pode ser contornada. Em geral, a argumentação de que em condição de 
armazenamento e/ou de uso do produto não ocorre o referido estresse não é aceita como 
justificativa técnica para a não execução de determinada condição de degradação. Por 
exemplo, não se considera adequado justificar a não realização do estudo de degradação 
fotolítica com base na justificativa de que o produto será armazenado em embalagem 
fotoprotetora. 
 
Também se considera que não é aplicável a realização de uma condição de degradação 
quando: 
a. o produto exposto a esta condição não gera produtos de degradação relevantes ou 
outras informações importantes, visto que a exposição à condição resulta em mudança 
de estado físico e altera completamente os mecanismos de reação da mistura. Em 
geral, essa opção de não aplicabilidade pode ser usada para justificar a não realização 
de algumas condições no produto e no placebo, mas não deve ser generalizada; 
b. no caso de já haver sido realizado estudo de degradação forçada e ser necessário 
realizar um novo estudo, conforme Seção “3.1 Quando realizar e quanto repetir o 
estudo de degradação”, algumas condições podem não ser aplicáveis mediante 
justificativa e com o devido embasamento teórico de que não será gerado novo perfil 
de degradação. 
 
Outras justificativas técnicas podem ser aceitas, desde que possuam o devido 
embasamento científico. 
 
Quanto aos estudos de oxidação, é esperado que o estudo seja realizado em condições 
que permitam simular diferentes mecanismos de degradação oxidativa, de modo gerar o 
um perfil de degradação potencial adequado. Uma estratégia considerada adequada é a 
que prevê a realização dos estudos em três condições: peróxido de hidrogênio 
(simulações de reações nucleofílicas) + iniciador radicalar (simulação de reações 
radicalares) + metais de transição (simulação de reações que ocorrem por transferência 
de elétrons) [9]. 
 
Conforme previsto no § 4º do Art. 10, nos casos em que as três condições de oxidação 
não forem testadas, a empresa poderá apresentar justificativas técnicas para as condições 
de oxidação selecionadas para avaliação. Essas justificativas podem incluir informações 
prévias (dados de literatura, informações obtidas de ferramentas in silico, racional teórico 
fundamentado etc.) que demonstrem que a oxidação do IFA por determinado mecanismo 
de reação não é esperada ou, ainda, dados de estudos prévios, realizados em fase de 
desenvolvimento, que demonstrem em quais condições de degradação oxidativa o IFA é 
susceptível à degradação. 
 
4.6. Parâmetros de degradação (endpoints) 
As condições específicas utilizadas para degradação da amostra (parâmetros) deverão ser 
ajustadas com base no IFA específico e no tipo de forma farmacêutica a ser estudada. 
Esses parâmetros devem ser variados para que se atinja uma redução significativa da 
intensidade do pico principal (queda de teor do IFA), idealmente sem ocorrer geração de 
 
 
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produtos de degradação não relevantes para o estabelecimento do perfil de degradação 
potencial do IFA. 
 
De um modo geral, espera-se que parâmetros de degradação moderados e cientificamente 
justificados sejam testados. Os parâmetros selecionados devem ser intensos o suficiente 
para promover degradações efetivas do IFA que seriam possíveis de acontecer ao longo 
do prazo de validade do medicamento. No entanto, parâmetros demasiadamente intensos, 
que promovem degradações não realísticas do IFA, devem ser evitados. Quando não for 
observada degradação significativa do IFA após sua avaliação em condições de 
degradação com parâmetros moderados, a amostra testada pode ser considerada estável 
para a via de degradação que está sendo estudada e essa conclusão deve ser descrita na 
documentação enviada à Anvisa. 
 
Embora não haja umapadronização específica sobre os parâmetros (endpoints) a serem 
usados nos estudos de degradação forçada, dados de literatura (ex: [10, 11, 12]) podem 
ser utilizados para justificar os endpoints propostos. 
 
Não se espera que determinado endpoint seja considerado “melhor”, visto que diferentes 
conjuntos de parâmetros selecionados podem gerar resultados adequados [12]. Por outro 
lado, por se tratar de uma avaliação científica, é sempre recomendado ajustar o 
delineamento experimental de acordo com o material que está sendo testado. A 
experiência adquirida pelas indústrias e pela academia são essenciais para refinar as 
condições experimentais caso a caso. 
 
Como descrito anteriormente, os parâmetros do estudo devem ser variados para que a 
degradação aceitável seja atingida em cada condição ou até que se verifique a estabilidade 
do IFA isolado ou na formulação. Para estudos em fase líquida, os seguintes parâmetros 
podem ser variados, a critério da empresa e com base no racional por ela estabelecido: 
a. Tempo de exposição; 
b. Temperatura, e 
c. Concentração do agente degradante. 
 
Nas reações de oxidação iniciadas por peróxidos, não se recomenda que sejam realizadas 
variações de temperatura, visto que o aumento de temperatura resulta em clivagem do 
agente degradante, com formação de radicais livres e degradação do IFA por mecanismos 
de reação diferentes dos propostos para esse tipo de estudo, com frequente formação de 
produtos de degradação não relevantes [13]. 
 
Para a avaliação da auto-oxidação, os compostos azo (AIBN, ACVA e outros) 
frequentemente são utilizados como iniciadores radicalares. Nestas reações, os seguintes 
cuidados são recomendados: 
a. as concentrações do iniciador radicalar e do IFA devem ser adequadamente 
balanceadas e os solventes devem ser adequadamente selecionados. Isso porque, a 
geração do radical alcóxi pode levar a uma degradação excessiva do IFA e gerar um 
perfil de degradação irreal para o produto; 
b. a pressurização da reação pode ser avaliada, mas nem sempre é necessária; 
c. a necessidade de controle do pH da reação deve avaliada, em especial se o IFA possuir 
grupo amina, e 
d. a temperatura da reação deve ser controlada em um faixa que seja suficiente para gerar 
radicais metila (C·), mas evitar a geração de radicais peróxidos (geralmente 
temperaturas em torno de 40°C são recomendadas) [9, 12] 
 
 
 
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Como alternativa ao uso de peróxidos e iniciadores radicalares, a literatura descreve o 
sistema N-metil-pirrolidona (NMP) – água – ar – calor. Embora seja menos estudado, as 
informações disponíveis indicam se tratar de um sistema com boa capacidade de predição 
e com potencial para superar dificuldades práticas encontradas durante a execução de 
outras técnicas de degradação forçada por oxidação, incluindo o uso de peróxidos e 
iniciadores radicalares [14]. Outras referências que podem ser consultadas quanto à 
realização dos estudos de auto-oxidação incluem os trabalhos de Betigeri, Thakur e 
Raghavan [15], Dion et al. [16], Nelson et. al [17, 18], Watkins, Pitzenberger e Harmon [19], 
Werber et al. [20] e Zelesky et al. [12]. 
 
Quanto à oxidação iniciada por metais de transição, devido à característica catalisadora 
ou promotora desses íons metálicos, não se considera relevante a variação em sua 
concentração ou na temperatura da amostra. É recomendável que o teste seja feito apenas 
em uma condição padronizada. Caso não haja degradação após um curto período (em 
geral 1 a 3 dias), o IFA ou produto pode ser considerado estável para essa via de 
degradação [12, 13]. 
 
Caso a amostra não seja solúvel em água, se a empresa optar por utilizar solventes 
orgânicos para a diluição da amostra antes da degradação, recomenda-se uma avaliação 
criteriosa sobre a possibilidade de o solvente selecionado reagir com o produto, gerando 
produtos não compatíveis com condições reais. 
 
No que se refere ao uso de solventes orgânicos após a exposição ao agente degradante, 
na preparação da amostra que será submetida a análise, recomenda-se verificar sua 
miscibilidade na solução resultante do processo de exposição/neutralização. Deve-se 
notar que alguns solventes miscíveis em água, como acetonitrila, podem não o ser em 
soluções alcalinas ou salinas concentradas. 
 
Quanto às condições de preparo da amostra, recomenda-se que estudo de degradação 
do IFA, realizado paralelamente ao estudo do medicamento, seja usado para verificar se, 
ao final da preparação das amostras, não há precipitação do IFA ou de algum produto de 
degradação. Caso a amostra do IFA resulte em uma solução límpida em todas as 
condições de degradação, pode-se inferir que as condições de preparação da amostra 
estão adequadas. 
 
Para os estudos em solução, também é importante que seja observada a concentração 
final do agente degradante, após diluição, antes da degradação. A adição de quantidade 
muito pequena do agente degradante, ainda que concentrado, a uma quantidade muito 
grande da amostra pode resultar em solução muito diluída, que não promoverá 
degradação adequada da amostra. Por exemplo, a adição de 1 mL de uma solução de 
NaOH 1N a 9 mL de amostra resulta em uma solução cuja concentração do agente 
degradante é 0,1 N. Se a quantidade da amostra é aumentada para 99 mL, a concentração 
do agente degradante é reduzida para 0,01N. Problemas semelhantes podem ocorrer se 
a solução do IFA ou do medicamento foi muito diluída antes da adição do agente 
degradante. 
 
Para estudos de degradação térmica, recomenda-se que sejam utilizados temperaturas e 
tempos de exposição que possuam equivalência cinética com os estudos de estabilidade 
acelerados e de longa duração. Uma discussão detalhada sobre tempos e temperaturas 
com equivalência cinética aos estudos de estabilidade de longa duração, incluindo a zona 
IVb pode ser encontrada no trabalho de Zelesky et al. [12]. Destaca-se que a sugestão de 
aplicação da equivalência cinética nos estudos de degradação forçada não tem o objetivo 
 
 
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de prever o prazo de validade em um curto período. Ao contrário, a proposta é garantir 
condições de degradação térmica adequadas para a avaliação dos produtos de 
degradação significativos sem expor o produto a condições excessivas de degradação. No 
que se refere à umidade, em razão da zona climática brasileira, estudos com umidade 
igual ou superior a 75% são recomendados. 
 
Quanto aos estudos de fotólise, condições de degradação minimamente equivalentes a 
duas vezes as condições dos estudos de fotoestabilidade previstas pelo Guia ICH Q1B e 
pela RDC 318/2019 [7, 8] são recomendadas. Os estudos devem contemplar exposição à 
luz ultravioleta e à luz visível, conforme orientações do guia ICH Q1B e da RDC 318/2019 
[7, 8]. Nos casos em que a exposição às duas fontes de luz não for simultânea, a mesma 
amostra deve ser submetida às duas fontes de luz. 
 
5. REQUISITOS QUANTO AO MÉTODO DE ANÁLISE 
A técnica de análise recomendada para desenvolvimento de métodos de avaliação de 
produtos de degradação é Cromatografia Líquida de Alta Eficiência com Detector de 
Arranjo de Fotodiodo (HPLC-DAD). Depois de desenvolvido e validado em DAD, o método 
pode ser utilizado em equipamento com detector UV de comprimento de onda fixo ou de 
comprimento de onda variável. Outros detectores (como MS, RID, ELSD e CLND) e 
técnicas (como termogravimetria e eletroforese capilar) podem desempenhar um papel 
auxiliar importante, particularmente na investigação de grandes diferenças no fator 
resposta. 
 
Para avaliação da qualidade e eficiência da separação cromatográfica do método, 
recomendam-seos seguintes parâmetros: 
a. Resolução; 
b. Pureza do pico; 
c. Assimetria; 
d. Eficiência da coluna (n° de pratos teóricos), e 
e. Intensidade do sinal. 
 
É relevante que seja avaliada a pureza de pico do(s) IFA(s) e de outros picos de interesse, 
tais como picos atribuídos a impurezas e produtos de degradação utilizados no cálculo do 
teor do IFA e os picos atribuídos a metabólitos ativos. 
 
Não é recomendado avaliar a pureza de pico (teste de peak purity) em amostras 
degradadas nas quais a intensidade do pico estiver acima do limite máximo de 
quantificação. A diluição da amostra estressada pode ser utilizada como alternativa, desde 
que seja verificado que a razão de diluição proposta não resultará em diluição significativa 
dos produtos de degradação observados e que as informações obtidas são, de fato, 
adequadas para avaliação da ausência de coeluição. 
 
Nos casos em que a diluição descrita anteriormente não for possível e em outros casos 
nos quais não for possível demonstrar a pureza cromatográfica por meio do teste de pureza 
de pico (por exemplo, outros tipos de detecção forem utilizados), a empresa deverá 
assegurar que não há coeluição, por meio do uso de técnicas analíticas adequadas. Por 
exemplo, um método cromatográfico ortogonal (com seletividade completamente 
diferente) que avalie o número e a intensidade dos picos nos dois métodos pode ser 
utilizado. Para análises por HPLC, a alteração completa da seletividade para o 
desenvolvimento de métodos ortogonais costuma ser realizada por meio de alteração do 
modificador orgânico ou da fase estacionária [21, 22]. Não é esperado pela Agência que o 
 
 
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uso dessas técnicas seja frequentemente necessário. A avaliação de pureza 
cromatográfica por outros meios pode ser necessária particularmente quando forem 
usados detectores que não dispõem da ferramenta peak purity. 
 
O objetivo do teste de pureza de pico é assegurar que não há coeluição de algum produto 
de degradação com o IFA, o que acarretaria a não-detecção deste produto de degradação. 
A justificativa de balanço de massas dentro dos limites esperados, de modo isolado, não 
é considerada adequada para excluir a necessidade de se realizar o teste de pureza de 
pico. Isso porque um balanço de massas dentro de uma faixa aceitável pode ser obtido em 
situações nas quais ocorre coeluição, principalmente considerando a provável semelhança 
estrutural entre o produto de degradação e o IFA. Essa situação é mais relevante ainda 
para os métodos que preveem a utilização de método de quantificação por normalização 
de área, que consideram também o pico do IFA para quantificação dos produtos de 
degradação. O entendimento é de que as duas avaliações (pureza de pico e balanço de 
massas) são complementares. 
 
Ainda sobre a pureza de pico, é recomendável que a empresa faça uma avaliação crítica 
dos resultados obtidos, a fim de identificar eventuais resultados falsos positivos ou falsos 
negativos. Uma discussão aprofundada sobre a avaliação dos testes de pureza nos 
estudos de degradação forçada, incluindo a intepretação dos resultados, pode ser 
encontrada no trabalho publicado por Mariller et al. [22] 
 
Quando a empresa optar por utilizar métodos diferentes para quantificação de teor e 
produtos de degradação, o estudo de degradação forçada deverá ser conduzido para 
ambos os métodos. Nesses casos, recomenda-se que as mesmas amostras sejam 
testadas em ambos os métodos (ver o item 7. INTERPRETAÇÃO DOS 
RESULTADOS DOS ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO FORÇADA). Destaca-se que o teste 
de teor não está isento da comprovação da seletividade do método, conforme requisitos 
da normativa de validação analítica vigente. Da mesma forma, quando esse método é 
utilizado para fins de estabilidade, é requisitada comprovação de que se trata de um 
método indicativo de estabilidade, conforme requisitos da normativa de estabilidade 
vigente. Portanto, será necessário comprovar que o método é capaz de detectar mudanças 
na concentração do ativo (seletividade), exigindo, em geral, a condução do estudo de 
degradação forçada. 
 
6. REQUISITOS QUANTO ÀS ESPECIFICAÇÕES E REPORTE DE RESULTADOS 
Para determinação inicial das especificações, sugere-se seguir o Art. 18 da RESOLUÇÃO 
ANVISA 964/2025 como base, conforme segue: 
a. definir a especificação para produtos de degradação desconhecidos como menor 
que o limite de identificação; 
b. definir a especificação para produtos de degradação identificados (isto é, para os 
quais foi determinada uma estrutura química) sem alertas estruturais como menor 
que o limite de qualificação, e 
c. definir a especificação para produtos de degradação identificados com alertas 
estruturais como menor que o limite determinado após estudo de toxicidade. 
 
Quando não houver preocupações de segurança quanto aos produtos de degradação 
gerados, a orientação é de que o critério de aceitação para os produtos de degradação 
totais seja baseado nos dados gerados nos lotes de desenvolvimento nos quais foi utilizado 
o processo de fabricação proposto ou nos lotes piloto, sendo aceitável uma variação que 
permita lidar com as variações de fabricação e analíticas convencionais e com as 
 
 
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características de estabilidade do medicamento. No que se refere ao processo de 
fabricação, embora variações sejam esperadas, variações lote a lote significativas nos 
níveis de produtos de degradação podem indicar que o processo de fabricação do 
medicamento não está adequadamente controlado e validado [2]. 
 
Uma abordagem aceitável para definição de produtos de degradação totais, excluindo 
metabólitos ativos, é que o total não exceda a soma dos critérios de aceitação individuais 
de produtos de degradação especificados (identificados e não identificados). É 
recomendável que o critério de aceitação para metabólito ativo seja considerado 
separadamente. É recomendável, também, que seja verificado se a especificação de 
produtos de degradação totais proposta, incluindo os metabólitos ativos, não excede os 
limites que podem comprometer o teor/potência do medicamento ao longo do prazo de 
validade [23]. 
 
Sempre que necessário, especificações de liberação mais restritivas que as especificações 
de estabilidade podem ser estabelecidas para o medicamento [8]. Quando esse 
procedimento for adotado, é importante observar que as especificações de estabilidade 
(geralmente menos restritivas) não devem superar os limites estabelecidos no Anexo I da 
Resolução, a menos que dados de qualificação dos produtos de degradação sejam 
utilizados para justificar os limites propostos. Para mais informações sobre esse tema, 
recomendamos a leitura da Resolução e do Guia que tratam sobre estudos de estabilidade 
[8, 24]. 
 
Para os produtos para os quais a Resolução é aplicável, não se recomenda a adoção de 
especificação para produtos de degradação desconhecidos acima dos limites de 
identificação estabelecidos na Resolução, ainda que limites maiores estejam estabelecidos 
em compêndios oficiais reconhecidos pela Anvisa. Caso o desenvolvimento de uma 
especificação desse tipo seja essencial para o produto, recomenda-se o envio de 
justificativa técnica completa, incluindo referências adicionais, além do compêndio oficial, 
que demonstrem a manutenção da segurança do produto. 
 
Como regra, a adoção de limites superiores aos estabelecidos na Resolução não é 
recomendada e limites de produtos de degradação acima dos limites de qualificação 
previstos na norma devem ser justificados com base em estudos de segurança, conforme 
previsto no Art. 18 da Resolução. No entanto, situações específicas excepcionaispodem 
ser discutidas, com base no caso concreto e na relação benefício/risco do medicamento. 
Para esses casos, recomenda-se que a discussão seja realizada com a área técnica 
previamente à submissão da petição objeto de análise. Ressalta-se que qualquer 
justificativa técnica a ser proposta deve apresentar embasamento técnico-científico 
robusto. 
 
Além do disposto anteriormente, a definição das especificações deve levar em 
consideração a possível existência de produtos de degradação potencialmente tóxicos, 
conforme estabelecido no §5° do Art. 18 da Resolução. Estão incluídas aqui as substâncias 
com alertas para mutagenicidade/genotoxicidade e os compostos para os quais existam 
preocupações toxicológicas particulares, tais como os potenciais disruptores endócrinos e 
imunogênicos, que possuem essa ação mesmo em níveis considerados baixos. Tais 
potenciais podem ser inferidos, por exemplo, a partir de dados de estudos exploratórios (in 
vitro, in vivo) disponíveis na literatura técnico-científica. Quando estes produtos de 
degradação estiverem presentes, seus limites (e, consequentemente, as especificações 
de liberação e estabilidade) deverão ser estabelecidos com base na avaliação da 
segurança biológica. 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
 
Em casos específicos, é possível solicitar que o teste de produtos de degradação não faça 
parte da especificação de liberação do produto. Para este caso, recomenda-se enviar 
justificativa baseada não apenas em dados teóricos, mas, também, com dados históricos 
que demonstrem que não são formados produtos de degradação durante o processo de 
produção, contemplando a avaliação de vários lotes de produção. Em geral, os resultados 
dos três lotes submetidos ao registro não são considerados suficientes para esse tipo de 
solicitação. Além deve incluir a avaliação de vários lotes de produção é recomendável que 
os dados sejam subsidiados por uma validação robusta de processo produtivo. 
 
É recomendado que a especificação de produtos de degradação do medicamento inclua: 
a. cada produto de degradação identificado, se aplicável; 
b. cada produto de degradação não identificado, se aplicável; 
c. qualquer produto de degradação não especificado, com critério de aceitação igual 
ao limite de identificação, e 
d. produtos de degradação totais [2]. 
 
No que se refere ao reporte dos resultados, produtos de degradação acima do limite de 
notificação devem ter seus resultados declarados. Na especificação, estes produtos 
podem ser referidos como “desconhecidos” (unidentified). No entanto, nos resultados, 
recomenda-se que os produtos sejam designados de forma que possam ser reconhecidos 
e acompanhados durante o estudo de estabilidade e na liberação do produto. Quando sua 
estrutura não for conhecida, sugere-se designá-los pelos tempos de retenção relativos. 
 
Sempre que possível, sugere-se registrar todos os produtos de degradação encontrados, 
com seus resultados individuais. É obrigatória a especificação individual dos produtos de 
degradação cujos resultados estejam acima do limite de identificação. Alternativamente, 
quando houver muitos produtos de degradação, pode ser descrito o maior resultado, 
porém todos os produtos de degradação acima do limite de notificação devem fazer parte 
do cálculo total de produtos de degradação. Impurezas que não são produtos de 
degradação (por exemplo, impurezas de síntese do IFA, impurezas de excipientes), podem 
ser excluídas do cálculo de produtos de degradação totais do medicamento, desde que 
justificado [2]. 
 
Orienta-se que os resultados quantitativos dos produtos de degradação sejam 
apresentados numericamente e não em termos gerais, tais como “conforme”, “de acordo 
com o limite”, etc. Para valores abaixo de 1,0%, o recomendável é que os resultados sejam 
reportados até o número de casas aplicável ao limite de notificação (por exemplo, 0,06%). 
Para valores acima de 1,0% recomenda-se que sejam reportados com uma casa decimal 
(por exemplo, 1,3%). É recomendável que os resultados sejam de acordo com as regras 
de arredondamento convencionais [2]. 
 
7. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO 
FORÇADA 
 
7.1. Avaliação de cromatogramas e obtenção de resultados 
Os dados dos estudos de degradação forçada do medicamento devem ser avaliados em 
conjunto com os dados dos estudos de degradação forçada do IFA e, quando aplicável, 
do placebo. Os cromatogramas de cada condição de degradação do medicamento, do IFA 
e do placebo, se aplicável, devem ser comparados. No caso das associações em dose 
 
 
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Guia para realização dos estudos de degradação forçada em medicamentos e para a notificação, 
identificação e qualificação de produtos de degradação 
Guia nº 79/2025 – versão 1, de 28/03/2025 
fixa, recomenda-se que sejam também incluídos na comparação o(s) cromatograma(s) dos 
IFAs associados e da formulação completa. 
 
Quando o estudo do placebo for realizado, os picos presentes no cromatograma do 
placebo podem ser desconsiderados no cromatograma do produto, desde que não 
apareçam picos no mesmo tempo de retenção no(s) cromatograma(s) do(s) IFA) e os 
tamanhos dos picos nas amostras do placebo e do produto sejam de tamanhos 
equivalentes. Variações na ordem de ±20% em geral, são consideradas aceitáveis. 
Recomenda-se a apresentação de justificativa técnica para descartar picos com variação 
muito elevada entre o placebo e o medicamento. Nos casos nos quais o estudo do placebo 
não for realizado, não é aceita a justificativa de exclusão de picos sob a alegação de que 
se trata de picos de placebo. É importante esclarecer que a ausência de apresentação dos 
dados de degradação forçada do placebo pode dificultar a avaliação do estudo, 
principalmente se (1) existem picos do placebo e/ou se (2) aparecem produtos de 
degradação na formulação que não aparecem no fármaco. 
 
Além dos picos presentes no placebo, podem ser desconsiderados picos que resultem em 
uma porcentagem do total de área que não seja relevante para o resultado. Recomenda-
se que seja usado como limite de integração o limite de notificação, conforme no Anexo I 
da Resolução. A empresa pode utilizar outro limite, desde que devidamente justificado. 
 
Cada um dos picos não desconsiderados no cromatograma da condição de degradação 
que está sendo avaliada deve ter sua área quantificada. Inicialmente, cada pico pode ser 
quantificado pela porcentagem que sua área representa em relação à soma de todas as 
áreas, ou por comparação da área deste pico com a de um padrão do IFA injetado em 
concentração menor que na amostra. 
 
Caso seja necessário trabalhar com uma amostra na qual o IFA esteja em concentração 
acima do seu limite superior de quantificação, é possível utilizar um volume de injeção 
menor ou diluir a amostra a fim de avaliar a porcentagem de degradação do IFA. Neste 
caso, a amostra não diluída deve ser injetada nas condições do método para avaliar a 
porcentagem de impurezas. Uma alternativa à diluição, neste caso, seria utilizar outro 
método que seja comprovadamente indicativo de estabilidade para teor para analisar a 
mesma amostra degradada e, assim, avaliar a porcentagem de degradação do IFA. 
 
A determinação da porcentagem de degradação do(s) IFA(s) na(s) matéria-prima(s) ou no 
medicamento é calculada por meio da comparação com as amostras não degradadas do 
IFA ou do medicamento, respectivamente. Nos casos em que forem utilizados dois 
métodos diferentes para quantificação de teor e produtos de degradação, a orientação é 
que as mesmas amostras estressadas sejam avaliadas por meio dos dois métodos. Isso 
porque, quando o estudo é realizado em separado, a variável “amostra” pode dificultar ou 
até mesmo impossibilitar qualquer discussão relacionada à diferença entre resultados de 
teor e produtos de degradação. Nestas situações,

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