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1/3 Material Teórico Introdução Estamos frente a mudanças significativas em nossas dinâmicas de ensino e de aprendizagem, de estudo e de pesquisa. Mudanças? Do que estamos falando aqui? Consideramos o que é conhecimento a ser produzido e quais os agentes dessa produção. Conhecimento? Agentes de produção? conhecimento, a sua natureza, os propósitos das ciências estão em causa. Desde as Revoluções Industriais (séculos XVIII e XIX), as sociedades valorizaram as especializações; de fato, a especialização tem direta relação nos avanços que experimentamos neste período histórico. Elas nos serviram, no entanto, ao longo do século XX, o cenário mudou e nos demos conta de que, apesar da relevância e do papel da especialização, há maiores avanços quando combinamos os campos de conhecimento, quando compartilhamos nossos saberes, quando as ciências trocam saberes e metodologias, conceitos e experimentos. Aprendemos da pior forma que a ciência realizada sem a observância das dimensões morais e éticas é falha, ela nos permite avançar e, no mesmo passo, cria problemas. que isso representa para a maneira de produzirmos conhecimento? Igualmente importante, nos dias de hoje, é dotar campo de conhecimento a capacidade de interferir positivamente na vida da sociedade, na qualidade das relações entre territórios e natureza, vida e biodiversidade. Noutros momentos, o conhecimento necessário para a construção de prédio ou de usina hidrelétrica, por exemplo, desconsideravam os impactos das edificações nos entornos. Acreditava-se que não havia que se preocupar com o tipo de material, a energia consumida, áreas alagadas, nada importava, apenas a edificação em si. Ao longo do século passado, construímos e reconstruímos nossos espaços e a natureza ao nosso redor sem nos darmos conta de consequências não consideradas em nossos projetos. Dito de outra forma, fizemos ciência sem saber se havia consequência para nós e planeta no qual moramos. Hoje, há mudança sensível, nos demos conta de que construímos melhor e com responsabilidadequando fazemos engenharia com valores morais, isto é, preocupada com a vida, preocupada com o território no qual as edificações serão edificadas. Dessa forma, garantimos desenvolvimento que a todos nós e os outros, a natureza e o planeta beneficia. Eis aí o que significa falar de ciência e de ética, ciência e vida sustentável. A preocupação com a vida passou ao primeiro plano. Até meados da metade do século XX, não havia, por exemplo, vocabulário que exprimisse tais preocupações com a qualidade de vida; não havia, porque a nossa maneira de produzir conhecimento não tinha tal preocupação, considere a palavra sustentabilidade, hoje, ela faz sentido e indica que a nossa sociedade prefere caminho de desenvolvimento que valorize e proteja a vida em todas as suas manifestações. A ética, sem dúvida, nas últimas décadas, passou a integrar os nossos campos de conhecimento todas as nossas ciências afinal, a ciência deve servir às nossas sociedades, oferecendo meios e ferramentas para uma vida melhor. Outrora, por exemplo, a construção de fábrica em área de mata fechada era considerada sinal de progresso, hoje, aprendemos que precisamos dizer sim à fábrica e, também, à mata. Combinar a importância da fábrica e os produtos que abastecem a sociedade, e, ao mesmo tempo, valorizar e cuidar para que o meio ambiente nos ofereça água e conforto. Não é dizer sim a um e não ao outro, mas sim aos dois e encontrar posição que garanta que ambos atendam aos desejos da sociedade de desenvolvimento sustentável. As ciências estão a mudar para atender aos novos tempos, às responsabilidades que nossas sociedades colocaram em primeiro plano eis o momento que estamos vivendo. Neste tópico, em particular, vamos considerar aspectos de tais mudanças a partir das tecnologias digitais. Mudam as ciências, e, também, os nossos espaços de ensino e de aprendizado; mudanças que são gestadas e criadas em ambientes virtuais e a partir de documentos em formatos eletrônicos. Vivemos na era digital, estamos envolvidos por comunicações eletrônicas e espaços de virtualidades, imersões e projeções. Vivemos em uma sociedade dedicada à formação de cidadãos e, a educação, é chamada a criar dinâmicas de ensino e de aprendizagem que nos permitam atender aos perfis, aos diferentes tempos de aprendizado, às necessidades especiais de cada um de nossos alunos. Vamos aprender nesta unidade como as nossas reflexões sobre as dinâmicas em questão ajudam a moldar um mundo novo. Preparado (a) para estudar o tema? Vamos começar lembrando o que são estudos síncronos e assíncronos; que eles têm a ver com o nosso tema? Antes de mais nada, lembremos que fazem parte de nossas dinâmicas de ensino e de estudos há tempos, são, portanto, anteriores às revoluções digitais.Estudos Síncronos Os estudos síncronos estão na mesma linha de tempo, isto é, acontecem simultaneamente. Considere, por exemplo, a sala de aula de sua escola. A dinâmica estabelecida entre professores e alunos em sala é única no sentido de todos estarem presentes e tomando parte do momento de estudos. A dinâmica da aula está circunscrita a determinado momento, determinado tempo; ela começa e termina, podemos dizer, pense no relógio, ele marca o início da aula, o (a) professor (a), os alunos entram para tomar parte da dinâmica do dia etc. Há simultaneidade das ações, há interações que são irrepetíveis, quando muito, se intencionalmente repetidas, podem ser assemelhadas, mas não as mesmas. Nos estudos síncronos, estamos todos presentes e interagindo ao mesmo tempo. Quando leio o livro e realizo as minhas atividades em sala de aula, eu as faço naquela linha de tempo, durante a aula. Figura 1 - sala de aula Fonte: Getty Images#ParaTodosVerem: fotografia. Sala de aula tradicional, vemos a mesa dos professores e dos alunos. Fim da descrição. Estudos Assíncronos Estão noutra linha de tempo, isto é, não são simultâneos. Tome o exemplo dado acima da sala de aula. Imagine que a aula foi gravada e transformada em um arquivo eletrônico, considere que o aluno, por alguma razão, não estava presente, mas tem interesse naquilo que foi tratado. nosso aluno ausente pode assistir ao que aconteceu em razão de nossas tecnologias digitais. Dessa forma, a gravação da aula reproduz aquilo que aconteceu em ambiente de estudos síncronos. Quando eu assisto à aula do nosso exemplo, no entanto, eu faço uso de dinâmica assíncrona, ou seja, em tempo diferente daquele em que o conhecimento foi pensado e criado. Os ambientes virtuais podem colocar ao alcance de um clique as janelas para a nossa formação escolar. Considere, agora, a aula dada em um ambiente virtual, acessamos a plataforma digital localização dos dispositivos de ensino e participamos da aula junto com os nossos colegas de sala; estamos todos conectados na rede, estamos em lugares, casas e cidades diferentes, mas, graças aos meios informacionais, estamos interagindo. Mas, espere? Se a aula ocorre em espaço virtual e estamos conectados, estamos falando de estudos síncronos ou assíncronos? Estamos falando de estudos síncronos, pois, estamos conectados ao mesmo tempo. Considere agora que, após as aulas na plataforma, os professores indicaram leituras e atividades a serem realizadas e, para tanto, leremos determinadas unidades e assistiremos audiovisuais carregados na plataforma. Ações que acontecerão em linhas de tempo próprias de cada aluno. Estamos falando de estudos assíncronos, que acontecem em linhas de tempo singulares.Figura 2 Sala de aula virtual Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: jovem sentada à mesa de estudos, tem à sua frente computador. A tela mostra a pessoa com que ela está interagindo. Fim da descrição. Considere, agora, aula gravada carregada na plataforma. Síncrona ou assíncrona? Assíncrona, em razão dela estar carregada e ser assistida de acordo com a entrada dos alunos. Eu a assisto no momento adequado, de acordo com os meus compromissos. Posso assistir à aula gravada, pausar para fazer anotações ou realizar busca em minha apostila. Na dinâmica assíncrona, eu administro o tempo, pausar, reiniciar, retornar a assistir são algumas das possibilidades de tal modalidade. Assisti à aula de nosso exemplo, li a apostila, comunico-me com o professor pedindo esclarecimento a respeito de passagem da aula. professor lhe responde e propõe atividades para que você possa refletir a respeito e construir o seu entendimento sobre a aula. Tudo isso acontece em mais de uma linha de tempo: a do aluno, a do professor e a dos colegas. Mais de uma linha de tempo? Sim, observe que não são simultâneas, isto é, não acontecem ao mesmo tempo.Digamos que você acessou a sala de aula e postou a sua questão após o almoço, e o professor entrou na sala, no mesmo dia, seis horas mais tarde. Há comunicação entre os participantes de nossa sala de aula virtual, no entanto, estão em linhas temporais próprias, em razão de estarem em cidades diferentes ou de disponibilidade de estudos próprias. Mas isso não é um problema ou uma dificuldade, as salas são pensadas e criadas para que comportem várias linhas de comunicação e de tempo. As salas de aulas virtuais redimensionam as nossas práticas de ensinar e de estudar, multiplicando os ambientes e as ferramentas; a tecnologia de educação, temos ciência disso, segue em expansão alargando as possibilidades e recursos. É Possível Combinar Estudos Assíncronos e Síncronos? Os chamados estudos síncronos e assíncronos são parte de nossa formação, estão entre nós há tempos; o grande salto ocorrido no século XX foram as tecnologias eletrônicas e digitais. Se os estudos assíncronos existem há décadas, lembremos, por exemplo, dos cursos oferecidos em nível nacional a partir de apostilas impressas, modernamente, reconfiguramos os cenários, criamos, em razão de novos meios de comunicação digital, os chamados ambientes virtuais. Considere os cursos de ensino à distância, bem conhecidos de todos nós, as salas e os ambientes virtuais permitem que alunos estudem de acordo com os seus horários, as suas possibilidades e os seus interesses. Estudar e realizar as atividades, assistir vídeos de professores que estão alocados em ambientes que podem ser visitados a qualquer hora e de qualquer lugar desde que se disponha dos meios eletrônicos adequados. Você percebeu que as dinâmicas - síncrona e assíncrona oferecem vantagens a todos. Não é 0 caso de se buscar o melhor formato, mas sim perceber as maneiras como ambas atendem aos nossos propósitos e objetivos e, a depender da circunstância e do lugar, escolher em qual momento uma ou outra a dinâmica síncrona e a assíncrona nos serve ou se ambas ao mesmo tempo.Saiba Mais ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) foi primeiro computador construído. pedido do Exército dos Estados Unidos da América, ENIAC ficou pronto em 1946 e pesava mais de 30 mil quilos e ocupava uma área de quase 200 metros quadrados. Aprender a Linguagem e as Culturas Digitais uso adequado dos recursos das tecnologias digitais pede aprendizado por parte de nosso estudante, isto é, precisamos acrescentar aos aprendizados escolares o manuseio de linguagens de computador. As linguagens digitais dizem respeito ao uso das máquinas, das ferramentas tecnológicas, da rede internacional de computadores (Internet), o manuseio dos recursos e, sobretudo, o domínio crescente dos recursos colocados à nossa disposição, ou seja, as chamadas TDICs (Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação). Do aprendizado digital, do funcionamento de máquinas e de protocolos de navegação resultam alunos alfabetizados na linguagem digital. Em razão da relevância que os meios eletrônicos e digitais têm em nosso tempo, tais processos de aprendizagem de linguagens começam ainda nos primeiros anos da educação básica, e parte razoável dos estudantes iniciam o aprendizado ainda nos seus ambientes familiares, compreensível tamanha a presença de tais em recursos em nosso dia a dia. A sociedade brasileira, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2018 e 2019, passou de 79, 1% para 82,7% de lares com acesso à rede internacional de computadores (Internet). São números expressivos para falar do grau de digitalização e, também, verificarmos a extensão do número de lares não incluídos ainda na revolução tecnológica em curso no país. Quanto ao número de celulares inteligentes, ainda de acordo com o IBGE, em 2022, eram aproximadamente 242 milhões; a população brasileira no mesmo ano era de 214 milhões de habitantes, havia, portanto, àquela altura, mais de um celularinteligente por habitante. É fato que tais números não são garantia de que todos os brasileiros disponham de aparelho que lhes permita navegar, mas indica, tal como no caso da pesquisa de lares com acesso à rede, que há expressivos números de acessos em toda a sociedade brasileira. A partir de tais dados, verificamos que o alcance nacional da tecnologia de rede internacional de computadores (Internet) é extenso e justifica as nossas reflexões acerca da tecnologia entre nós e em nossa educação, não esquecendo, é claro, que há caminho a percorrer para que a nossa inclusão digital seja completa. Vivemos uma imersão em um mundo de linguagens e criações eletrônicas e digitais, hoje, nossas crianças conhecem os meios de acessar telas ao toque dos dedos. É fato que há preocupação em tamanha presença em razão, sabemos todos, dos riscos e abusos provocados pelo mau uso e por ações mal-intencionadas. A democratização de acessos e de linguagens, isto é, a capacidade de acesso à rede e o carregamento de dados livres de quaisquer filtros podem trazer consequências perigosas. Considere, por exemplo, postagem danosa a crianças em formação por apresentar linguagem violenta. De fato, os usos das redes ainda estão por ser equacionados de forma responsável, de maneira a garantir que as postagens valorizem a vida em sociedade e não ofereçam riscos à formação, à cidadania e à vida. Leitura Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSEAmbientes Virtuais Nos últimos cinquenta anos, revolucionamos nossas comunicações e nossos registros de dados. Não faz muito tempo que os computadores pessoais surgiram, e, passo seguinte, transformamos os nossos celulares, que, por si só, já eram uma mudança telefônica gigante, em telefones inteligentes. Hoje, levamos em nossos bolsos e bolsas computadores pessoais sob formato de celulares. Vivemos em uma revolução informacional que reinventa a nossa sociedade. Dispomos de recursos e tecnologias que nos permitem acessar salas de aula virtuais, ouvir podcast, criar redes de leituras, visitar em passeios (imersão virtual) sítios arqueológicos e tudo mais que nossa imaginação ousar e a tecnologia permitir. Todos temos algum nível de familiaridade com tais recursos tecnológicos, no caso das escolas o que exatamente muda com os chamados ambientes virtuais? Considere, por exemplo, um curso de ensino à distância. Falamos de cursos que combinam visitas às escolas e visitas aos ambientes virtuais.Figura 3 Um universo de informações está ao nosso alcance Fonte: Getty Images do lado direito do quadro, surge uma mão que toca rede de pontos luminosos. A rede de pontos luminosos lembra as sinapses de um cérebro ou constelação dos céus. A imagem sugere que, ao toque de nossos dedos, o universo de informações está ao nosso alcance. Os ambientes virtuais, isto é, aqueles que estão em formatos eletrônicos e digitais transformam-se rapidamente, ampliam-se as possibilidades e os recursos, e modificam-se as maneiras de estudar e de aprender. As dinâmicas de ensino e de estudos ocorriam em espaços escolares, hoje, isso mudou. Não deixamos os espaços escolares para trás, eles ainda são parte, no entanto, a sala de aula, a biblioteca e os espaços de interações alargaram-se. Ainda dispomos de espaços físicos para as bibliotecas, todavia, acrescentamos as bibliotecas virtuais com as obras em formatos eletrônicos. Estão aqui as bibliotecas da própria instituição de ensino frequentada, isto é, a biblioteca de nossa faculdade e, também, bibliotecas e arquivos de qualquer parte do mundo. Você, a partir de seu acesso à rede, ao ler que está em sua apostila, pode navegar na rede e buscar livros que estão em outra língua em biblioteca que está do outro lado do Oceano Atlântico. De fato, nosso exemplo fala de uma biblioteca, mas considere os espaços que existem em ambientes virtuais e compare-os com os da escola física. Pense na mesa de estudos da biblioteca quando estudantes trazem as suas leituras e as suas dúvidas, agora, pense que nossos alunos estão em rede e compartilham as suas atividades com alunos que estão distantes. Há inúmeros novos espaços virtuais, e, sabemos, estamos em expansão, estamos a inventar novas e novas situações de acordo com o que as tecnologias nos oferecem. As rodas de conversas e de interações entre alunos ganharam espaços, foram sensivelmente ampliadas com as redes e os ambientes virtuais de interação, de discussões sobre os temas de estudos. A distância física deixou de ser empecilho, a era digital a desfez e criou aproximações entre professores, estudantes, e colocou materiais de ensino e de pesquisa ao alcance em escala inédita. Dito de outra forma: nunca tivemos acesso a informações em tão larga escala. Outro aspecto a ser considerado: os sistemas de busca são empresas, isto é, o seu faturamento monetário é a busca e a resposta; diferentes empresas de busca oferecem soluções com as suasmarcas, com os seus negócios. que isso quer dizer? Que a empresa de buscas responde às suas perguntas de acordo com os modelos que ela elaborou e a quem ela vende serviços. ambiente virtual amplia e pede relações e raciocínios adequados às linguagens de janelas e de hipertextos. Estabelecer relações entre dados e análises, justapor registros de maneira cada vez mais rápida e eficiente. Falamos de espaços virtuais alocados em plataformas que são sobrepostas e a navegação sugerida pelos professores dos ambientes virtuais pode ser adequada aos seus horários, à sua disponibilidade, às suas necessidades. A troca e o diálogo com os colegas, de igual maneira, acontecem graças à rede e em razão da velocidade de dados. Telas, janelas, salas de interação (diálogos), links, hipertextos indicam arquitetura espacial e cognitiva inéditas. Passamos de uma tela a outra, fluxo criado abre páginas e ambientes em velocidade, fácil navegar? Todos estamos familiarizados, ao menos em parte, com nomes e conceitos que não param de crescer, não cessam de nos oferecer dinâmicas e possibilidades. Da sala passa-se a audição de gravação (podcast) que contextualiza e sugere caminhos, de roteiro de leitura que orienta a aproximação, de filme que suscita conversas e reflexões. Agora, considere tais linguagens para as escolas e os estudos: os ambientes virtuais, de forma criativa, colocam recursos em movimento que permitem a formulação de modelos de ensino e de aprendizagem, de cooperação de estudos e de produção de conhecimento em escala inédita. Décadas atrás, pesquisar materiais de estudo demandava localizar o que procurávamos, precisamos nos deslocar fisicamente ir à biblioteca ou ao arquivo, por exemplo hoje, há sistemas de busca em nossos equipamentos digitais que procuram que desejamos. Procuram e listam. Você já os usou e percebeu que sistema pode listar registros que não que você procura, precisamos filtrar, vamos refinar a busca, buscar palavras-chave que tornem preciso resultado. Lembremos que além das questões próprias da busca, os conteúdos carregados em formatos eletrônicos são parte do conhecimento que produzimos ao longo de gerações, não está tudo em uma nuvem de dados, apenas uma parte. Mas o que isso significa? Quer dizer que que temos à nossa disposição, carregada em formatos eletrônicos, uma parte pequena de tudo quanto produzimos e criamos., por mais que sejamos capazes de digitalizar e de criar linguagens eletrônicas.Considere, por exemplo, uma exposição em um museu, não faz muito passaram a ser comuns as projeções e imersões, isto é, podemos caminhar por entre imagens pintadas séculos atrás, de fato, não estamos entre as obras pintadas, entre as obras originais, estamos a visitar projeções que nos permitem experiência de descoberta. Será que a nossa visita ao museu e às suas linguagens eletrônicas nos causaria a mesma experiência se visitássemos as obras originais? Há lugar, em nosso tempo, para as duas descobertas: a da linguagem eletrônica que reproduz, no caso de nosso exemplo, e a da obra original. A sala de aula (física e virtual) conecta-se às outras salas da escola, e às salas de aula da cidade, e, mesmo, de cidades de outros países e continentes. Do que estamos falando? As pesquisas ampliam-se e, modernamente, elas podem reunir instituições de diferentes partes do mundo. Graças às redes de computadores, é possível criar dinâmicas e pesquisas que incluam estudantes de diversos lugares, é possível coordenar ações, combinar relatórios e propor experimentos. o trabalho compartilhado a várias mãos e escolas cria sinergia extensa, rica em possibilidades. No final das contas, o que realizamos, aqui, na qualidade de professor (a) e de aluno (a), dialoga com as ações de alguém que conheço em ambientes virtuais. Salas de aulas virtuais, bibliotecas em formatos eletrônicos, podcast, audiovisuais, aulas gravadas, bate-papo, murais, conversas em rede são algumas das dinâmicas existentes, que, num par de anos ou meses, mudará, criaremos outras situações, mais ou menos imersivas, de avatares ou de holografias, etc. Estamos em situação na qual não estamos certos dos recursos disponíveis e dos ambientes que vamos criar nos próximos meses em virtude das inovações eletrônicas e computacionais aceleradas. Importante: a sala de aula física ou a biblioteca de estantes e de livros não deixou de existir, a dinâmica presencial não foi deixada de lado, apenas multiplicamos algumas vezes os ambientes e as possibilidades à nossa disposição. Sim, o livro está digitalmente exposto na tela de nosso celular, mas estão em formato eletrônico tudo quanto há para conhecermos? Não, o que há em ambientes virtuais é parte, fração de tudo quanto há para conhecermos. material digitalizado é um recurso importante, mas que não nos permite ignorar ou deixar de lado a visita e o estudo em nossas bibliotecas reais. Entre os materiais colocados à nossa disposição pelo MEC, está a Plataforma MEC de Recursos Escolares Digitais. De fato, são materiais de cursos realizados em parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e o MEC, em 2015. Dividido em módulos:Formação de Educadores na Era Digital; Gestão para integração das TDIC ao Currículo; Tecnologias Assistivas; Prática Docente na Educação Infantil na TDIC; Educação Física e TDIC. Os materiais em questão foram pensados para o estudo de docentes, coordenadores, diretores e equipes pedagógicas. Importante: são materiais de estudo que pedem a sua contribuição, que pedem que você os avalie e empregue de acordo com as suas necessidades, e, ao mesmo tempo, contribua para o debate, oferecendo as suas experiências. Necessário lembrar que regularmente precisamos repassar nossos conceitos e métodos, há recursos em movimento, tecnologias digitais pedindo passagem que subvertem nossas maneiras de fazer, de viver. As metodologias e os protocolos pedem constante adequação, de igual maneira, a linguagem eletrônica em expansão está entre nós e permanecerá, ela é parte, hoje, de nossa geração e das próximas, vivemos em uma era digital. A maneira como aprendemos e ensinamos definitivamente não é assemelhada ao da geração anterior. Saiba Mais Tecnologia Assistiva: Recursos, práticas e ferramentas empregadas para auxiliar a inclusão de alunos.Autonomia e Protagonismo (Metodologias Ativas) As chamadas metodologias ativas alteram, de forma sensível, a posição dos alunos, em razão de ganharem autonomia e protagonismo. Metodologias ativas? que são? Chamamos assim as ferramentas e conceitos que garantam mudanças do perfil de alunos, que garantam autonomia e protagonismo; autonomia visto que os estudos assíncronos e os ambientes virtuais lhes dão chance de assumir compromissos frutos de seus planejamentos pessoais e necessidades, e protagonismo, visto que a autonomia redimensiona as relações e as posições no interior das cooperações de ensino e de aprendizagem, de estudo e de pesquisa. Importante: os alunos (as) em ambientes síncronos, de igual maneira, assumem os compromissos e planejamentos destacados acima, a diferença trazida pelo ambiente virtual é a ampliação de tais situações. A autonomia e o protagonismo possibilitados pelos novos recursos atendem, aliás, às expectativas de ensino presentes na Base Nacional Comum Curricular, no Plano Nacional de Educação e nas Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação. Há que se realizar na História e nas Ciências Humanas, de uma forma geral, as dinâmicas de cooperação que incluem estudantes de diferentes instituições em escala crescente de colaboração. Dessa forma, mais e mais, assumir papel de destaque e de responsabilidade torna- se possível e ao alcance de nossos alunos. Ao assumirem a organização e 0 compromisso de estudos em ambientes virtuais, ganham reconhecimento à medida que cumprem atividades e interagem. De fato, crescem e assumem lugares e papéis adequados aos seus esforços. A ambiência digital traz consequência que há muito tempo é preocupação de educadores: ensino e aprendizagem adequados a cada aluno. Adequados a cada aluno? Do que estamos falando? Sabemos, pela nossa experiência como alunos, que todos nós sempre somos, que se aprende de forma diferente. Em grupo, por exemplo, de vinte alunos, haverá vinte ritmos de aprendizado próprios, afinal, falamos de vinte indivíduos, cada qual com o seu interesse e desejo. Os ritmos de aprendizado não podem ser qualificados como melhores ou piores, mas sim, de que os ritmos são adequados às personalidades e aos perfis de cada aluno. Estamos, graças ao enorme desenvolvimento das práticas assíncronas possibilitadas pelas revoluções informacionais, em condições de garantir que cada aluno observe o seu próprio ritmo e de acordo com a sua particularidade. Há muitos professores que procuram metodologias e práticas que lhes garantam recursos para tanto, as revoluções informacionais responderam a tais expectativas.Lembro-me da professora do ensino básico que gostava de falar de uma certa Teoria da Pipoca. Dizia a sábia professora que alunos eram como as pipocas: 'estouram em momentos diferentes na sala de A imagem nos serve para falar dos tempos de aprendizado de cada estudante, tempos que em ambientes de tecnologias digitais encontram possibilidades de aprendizado adequadas às suas personalidades, formação e necessidades. Ao falarmos de estudantes de diferentes perfis, nos referimos a todos os tipos de modalidades e de situações existentes. ensino e a aprendizagem, em ambientes virtuais, ganham recursos que garantem a inclusão em escala crescente, em razão da combinação de ensinos assíncronos e síncronos, e, sobretudo, de nossa capacidade de elaborar materiais adequados aos perfis dos alunos, materiais que respeitem momentos cognitivos e interacionais. Estamos frente a situação há muito esperada: oferecer meios e recursos adequados individualmente; cada aluno terá em mãos aquilo de que precisa e como precisa. Em razão do momento que vivemos, os espaços virtuais e as imersões dão saltos e fornecem recursos que tempos atrás eram impensáveis. Necessário, portanto, dar-se conta de que as metodologias ativas estão a mudar de forma constante e exercício da profissão de professor (a) pede que nos atualizemos e exercitemos constantemente os recursos digitais. As linguagens empregadas hoje serão, em breve, suplantadas por outras, os ambientes virtuais, em breve, em nada serão parecidos com o que experimentamos nos dias atuais. Professores e Profissionais de Tecnologia da Informação (TI) Familiarizados com a questão das linguagens digitais na educação, chegamos a um momento em que pode surgir a pergunta: Quem as desenvolve? Quem cria o que é veiculado nos ambientes virtuais? Falamos aqui de dois profissionais, dois campos distintos que trabalharão de forma conjunta. Aos professores, caberá o planejamento de conteúdos e a escolha das linguagens a serem usadas, por exemplo, se produzirá vídeo sobre o tema da História ou se criará sala virtual para leitura e discussão, se produzirá série de áudios (podcast) ou experiência imersiva. profissional de Tecnologia da Informação o ajudará a escolher a linguagem entre as disponíveis, e será, de igual maneira, desenvolvedor. As percepções de professores em sala com os seus alunos resultarão na identificação dos perfis e das demandas, e, passo seguinte, em colaboração com oprofissional de Tecnologia da Informação, a elaborar ambientes virtuais adequados, que respondam de forma satisfatória ao planejamento e às necessidades de formação dos alunos. Para tanto, percebe-se, é fundamental que ambos os profissionais assumam compromisso de desenvolver trabalho adequado e que se arrisquem ao criar, que estejam preparados para refazer e refazer. Entre os mais importantes recursos colocados à nossa disposição está a possibilidade de criar materiais e espaços virtuais adequados aos perfis, que respondam de forma pontual às demandas pedagógicas de nossos alunos. Figura 4 - Processo de compartilhamento entre as pessoas Fonte: Freepik #ParaTodosVerem: em espaço retangular, estão desenhados quatro braços que partem de lados diferentes da figura de fundo. Roupas de diferentes cores