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Capítulo 5 1 Coagulação Resumo Este procedimento tem por finalidade o estudo da remoção de substâncias coloidais, materiais sólidos em suspensão, por coagulação/floculação. Essa operação é normalmente considerada como um pré-tratamento que objetiva o condicionamento do efluente para o tratamento subsequente. Através da análise visual de um efluente submetido ao tratamento por agentes floculantes, será possível observar a influência do pH e da ordem de execução do tratamento sobre o efluente. 5.1 Objetivos O objetivo dessa prática é realizar a coagulação de um efluente e determinar qual a melhor forma do mesmo ser tratado. 5.2 Introdução De forma geral, cor nas águas pode resultar dos processos de decomposição da matéria orgânica, da presença de íons metálicos naturais como o ferro e o manganês, bem como do lançamento de diversos tipos de despejos industriais. Até recentemente não eram associados inconvenientes sanitários à presença de cor na água, porém com a comprovação no final da década de setenta que os materiais dissolvidos, causadores da cor, são precursores de substâncias potencialmente carcinogênicas, atenção crescente passou a ser dispensada a sua remoção. Geralmente a primeira etapa do tratamento de efluentes contendo metais pesados é a coagulação química a qual, provavelmente, influencia significativamente as etapas de tratamento subsequentes. Dada a importância desde processos de separação é fundamental estudos do comportamento dos agentes coagulantes nesta etapa. 5.3 Fundamentação Teórica As impurezas contidas na água podem encontrar-se em: Suspensão; Dissolvidas; As suspensões podem ser: Grosseiras: facilmente capazes de flutuar ou decantar, quando a água estiver em repouso (ex: folhas, sílica, restos vegetais, etc.); Finais: turbidez, bactérias, plankton, etc. Coloidais: emulsões (CO2), ferro e manganês oxidado, etc. As impurezas dissolvidas são: A dureza (sais de cálcio e magnésio); Ferro; Manganês não oxidados; A coagulação tem por objetivo aglomerar as impurezas que se encontram em suspensões finais (ou em estado coloidal) e algumas que se encontram dissolvidas, em partículas maiores que possam ser removidas por decantação ou filtração. Este fenômeno de aglomeração ocorre devido à duas ações distintas: Uma de desestabilidade onde, por adição de produtos químicos, se neutralizam as forças elétricas superficiais e se anulam as forças repulsivas (coagulação). Uma aglomeração dos colóides “descarregados” até a formação de flocos que sedimentam a uma velocidade adequada. Esta aglomeração é facilitada pela agitação suave. 5.4 Materiais e Métodos 5.4.1 Materiais Efluente sintético; Solução de sulfato de alumínio 1% m/m e 2% m/m (faixa de pH: 5≤pH≤6); Solução de sulfato de ferro 3 1% m/m (faixa de pH: 5≤pH≤11); Jar test; Fita de pH; Solução de ácido sulfúrico 20% v/v; Solução de hidróxido de cálcio 1M. Métodos Prepare o efluente para 1 L de água nos 6 jarros do jar test e ajuste o pH do meio com a solução ácida e/ou básica. Faça a caracterização visual do efluente preparado e mantenha uma agitação de aproximadamente 20 rpm. Regule o pH dos tanques para que pelo menos dois dos seis apresentem um pH básico e/ou ácido. Ligue a iluminação, adicione o primeiro coagulante no primeiro jarro (pH ácido e/ou básico) de modo que se tenha 500ppm de coagulante na solução e verifique o que acontece até o início da coagulação. Anote o que acontece fazendo as devidas considerações e observações. Repetia o procedimento para os outros jarros de modo que cada um dos coagulantes seja testado em um jarro ácido e um básico. 5.5 Coleta de Dados Tabela 5.1 – Ajuste de pH Jarro 1 2 3 4 5 6 pH inicial Solução de ácido sulfúrico 20% adicionada (gotas) pH final Tabela 5.2 – Quantidades de coagulantes Jarro 1 2 3 4 5 6 Sulfato de ferro 3 Sulfato de alumínio 5.6 Discussões Descrever as propriedades dos coagulantes utilizados e os fatores que podem influenciar a coagulação (tipo de coagulante, quantidade de coagulante, pH, tempo de mistura, temperatura, agitação). Discutir os resultados obtidos, qual o melhor coagulante, a melhor quantidade, o fator econômico, a utilização do jar test e discutir possíveis erros. Avaliando os fatores citados anteriormente, qual coagulante você indicaria? Como avaliar o tempo de sedimentação? Que tratamentos subsequentes devem ser aplicados nos jarros? Fale sobre o potencial Zeta. Qual a sua relação com a temperatura? Fale sobre a lei de Stokes. Qual a sua relação com a temperatura? Além dos itens apresentados neste tópico, o aluno deve abordar as problemáticas levantadas pelo professor durante a realização do experimento no laboratório de aula. 5.7 Referências Leal, F. & Libânio, M., 2002. Engenharia Sanitária e Ambiental, s.l.: s.n. Pavanelli, G., 2001. Tese de Mestrado, São Carlos: Escola de Engenharia de São Carlos. Santos, F. A., 2007. Tese de Mestrado, Porto Alegre: Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Schramm, L., 1992. Petroleum emulsions: Basic Principles. Em: ACS, ed. Emulsions: Fundamentals and applications in the petroleum industry. Washington: Advanced Chemistry Series 231, pp. 79-129. Silva, F. J. A. D., Souza, L. M. M. & Magalhães, S. L., 2003. XXII Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, Joinvile: s.n.