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INSTITUTO BÍBLICO PENTECOSTAL
SEMINÁRIO TEOLÓGICO – CURSO BÁSICO
TADEU AUGUSTO DE AZEVEDO VASCONCELOS SILVA
ESTUDO SOBRE O PECADO E A GRAÇA
Trabalho apresentado como requisito parcial de aprovação na disciplina Teologia Sistemática II, ministrada pelo professor Pr. Renato Esteves.
Rio de Janeiro,
Dezembro de 2025
I. SOBRE O PECADO
É de conhecimento geral, dentro do ambiente cristão, que uma das doutrinas bases da Igreja é de que o pecado é um dos principais responsáveis por afastar a humanidade do Deus Criador, sendo algo de ruim que rompe a ligação entre o Eterno e os homens. 
Com efeito, o conceito de pecado transmite a ideia de transgressão, falha, quebra de mandamento, desobediência, violação de regra, desobediência, desvio de conduta e coisas afins. E é importante destacar que o pecado traz sempre consigo consequências cujos efeitos atingem, não somente quem o cometeu mas também a terceiros.
Quando o primeiro casal é inserido no Jardim do Éden recebe algumas ordens do Eterno Deus, dentre as quais, a proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles foram advertidos de que caso comessem morreriam (Gn 1:16-17). Certo dia, optaram por ceder a tentação e desobedeceram a ordem de Deus e receberam suas sentenças. A consequência da atitude errada dos dois primeiros seres humanos reverbera até os dias de hoje sobre toda a humanidade. E podemos afirmar, sem medo de errar, que o pecado é herdado de modo hereditário de pais para filhos, pois já está inserindo na natureza humana a pré-disposição para a transgressão das divinas ordenanças.
O pecado causou, portanto, a ruptura na linda relação harmoniosa que havia entre o Criador e sua obra-prima e cada vez mais passou a atuar com mais força entre os seres humanos sendo responsável pelo desequilíbrio em diversos aspectos como nas esferas espiritual, teológica, sociológica, psicológica, científica, tecnológica, cultural, ecológica, de tal modo que podemos afirmar que todos os problemas existentes na humanidade estão em sua origem ligados justamente ao pecado.
Pode ser que, porventura, alguém ache que Deus, sendo criador do Universo, seja também o autor do pecado e da maldade. Porém, é preciso trazer à baila que a origem do pecado e do mal está diretamente ligada à Satanás, outrora conhecido como Lúcifer. Por certo, conforme o capítulo 28 do livro do profeta Ezequiel, Satanás, o Diabo, apresentado como rei de Tiro, era um belo querubim com posição privilegiada na esfera celestial e um dos principais na hierarquia angelical, contudo em seu coração se achou iniquidade ao tentar usurpar o lugar de Deus, pelo que foi precipitado dos céus e condenado juntamente com todos que o seguiram.
Ele, desde sua queda, vem tentando aniquilar a humanidade incitando-a desde o Éden a se rebelar contra Deus; - Jesus declarou que Satanás veio senão para matar, roubar e destruir (João 10:10) - este é, pois, o seu grande objetivo. 
Entretanto, cabe salientar que o Diabo não obriga ninguém a pecar, apenas incita. A decisão final de cometer ou não o ato de transgressão é de inteira responsabilidade humana. Caim, antes de matar seu irmão Abel, foi advertido pelo próprio Deus que cabia a ele ter o domínio sobre o desejo de pecar, porém optou pelo erro e sofreu as consequências (Gn 4:6-16). José, por sua vez, diante da tentação, optou por fugir e foi abençoado posteriormente. Logo, o ser humano possui o livre arbítrio de decidir pela obediência ou pela desobediência às leis de Deus.
II. SOBRE A GRAÇA
O senso comum trata o conceito de graça como algo que é dispensado sem custo para quem dela faz o usufruto. Ela também pode ser vista como um favor, uma mercê. Tais assertivas trazem certas similaridades com a perspectiva cristã sobre a temática, contudo faz-se necessário incrementar mais elucidações ao tema.
Com efeito, como estudado nas aulas, o ponto de vista teológico compreende a graça como “um favor imerecido ofertado por Deus e algo fundamental para que a humanidade alcance a salvação e possa, então, se reconciliar com Deus”.
Por certo, conforme a epístola do apóstolo Paulo aos cristãos de Roma, no trecho que compreende os versos 12 a 21 do quinto capítulo, o pecado de um só homem causou a transgressão dos mandamentos e a separação entre Deus e a humanidade. A graça, por sua vez, atua como um antídoto aos efeitos e sobre o próprio pecado. De fato, o sacrifício perfeito de Jesus na cruz do calvário possibilitou a todos os homens alcançarem a salvação, através na crença nEle como Senhor e Salvador do mundo, além de permitir a justificação dos seres humanos.
Logo, através da graça divina, disponibilizada após o sacrifício de Cristo, o homem tem seus pecados perdoados e não recebe, da parte de Deus, o que realmente deveria receber por causa das suas transgressões.
Se, por um lado, através do pecado os homens recebem a morte, por outro lado, por meio da graça os humanos recebem a vida, por intermédio de Jesus Cristo, Ele mesmo sendo a própria Vida (João 14:6).
A graça tem poder de atuar de modo muito mais eficaz, eficiente e efetivo em circunstâncias onde outrora o pecado dominava. Deste modo, ela transforma a vida de todos aqueles que decidem por obedecer com um coração sincero à Cristo Jesus, pois o poder que o pecado exercia antes na vida deles, agora já não tem mais efeito, pois o poder de Cristo se torna mais forte na vida de todos que são justificados por Ele.

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