Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Ergonomia
Fundação oficial: Reunião de cientistas e pesquisadores na Inglaterra, em 12 de
julho de 1949, criou-se o termo Ergonomia, derivado do grego: 
Ergon: trabalho. 
Nomos: regras, leis naturais
Definição: Conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem
necessários para conceber projetos de sistemas operacionais, envolvendo
máquinas, equipamentos, ferramentas, postos e ambientes de trabalho,
bem como estudar o desempenho do homem no trabalho (Allan Wisner).
 
Relação da Ergonomia com as pessoas, harmonizando a interação entre
elas, atendendo suas necessidades, suas habilidades e suas limitações
(International Ergonomics Association – IEA).
Objetivos: 
Adequar o trabalho, a máquina e o ambiente ao homem, respeitando as
suas características físicas, psicológicas e cognitivas, de forma
cientificamente estudada. 
Adequar as condições de trabalho e o sistema produtivo aos limites e às
capacidades físicas, psicológicas e cognitivas do trabalhador/colaborador.
Resultados obtidos 
Humanização do trabalho: satisfação pessoal, autorrealização, bem-estar,
saúde física e psicológica e qualidade de vida. 
Eficiência e eficácia: produtividade, qualidade do serviço prestado e/ou do
produto fabricado.
Abrangência do estudo ergonômico
1.O homem: capacidades, limitações, habilidades e necessidades. 
2.A máquina (ajuda material no trabalho): equipamentos, ferramentas,
instrumentos, mobiliário, instalações, EPIs, EPCs, dispositivos de proteção
e segurança
3.O ambiente (microclima no ambiente de trabalho): temperatura, ruído,
iluminação, vibrações, gases tóxicos, cores etc. 
4. A informação (interface homem x máquina): comunicação e inter-relação
entre o homem, a máquina, o ambiente e o sistema de produção.
5.A Organização do Trabalho: planejamento adequado do trabalho para
produzir os resultados desejados: normas, métodos, processos, horários,
tarefas realizadas, trabalho em turnos, trabalho noturno, trabalho em
equipe, ritmos de trabalho, sobrecarga de trabalho físico e cognitivo,
esforços físicos, incorreções posturais e biomecânicas etc. 
6.As consequências do trabalho em condições inadequadas: fadiga
muscular, estresse, doenças ocupacionais, erros de operação, acidentes,
baixa produtividade, custos altos, ineficiência, insatisfação no trabalho
etc. 
Ergonomia nos dias atuais 
Iniciativas empresariais (aplicação prática): 
 Implantação de programas de qualidade de vida e de prevenção de
doenças ocupacionais (LER/DORT, lombalgias, redução da capacidade
auditiva e surdez, entre outras), implantação de programas de qualidade
total e de produtividade, implantação de programas de prevenção de
acidentes etc. 
Produção de produtos de qualidade ergonômica para oferecer conforto e
segurança. 
Acessórios e equipamentos ergonômicos para suprir deficiências em
mobiliários e equipamentos. 
Indústria do mobiliário se mobilizando para criação de normas para
produção de mobiliário ergonomicamente adequado.
Aplicações da Ergonomia
Na indústria/construção 
Melhorar as condições de trabalho para otimizar a produtividade e a
qualidade das operações nos postos de trabalho. 
Proporcionar qualidade de vida no trabalho e reduzir erros e acidentes. 
Adequação do sistema homem x máquina (posto de trabalho, máquinas,
equipamentos, ferramentas etc.). 
 Adequação da organização do trabalho e das condições de trabalho. 
Adequação das condições ambientais. 
Uso de EPI adequados e suficientes. 
Alimentação adequada. 
Ergonomia II
Na mineração e na agricultura 
 Melhorar as condições de trabalho para reduzir a fadiga física, os acidentes de trabalho e
as doenças ocupacionais. 
Proporcionar qualidade de vida no trabalho e reduzir acidentes. 
Máquinas, equipamentos e ferramentas adequadas. 
Uso de EPIs adequados e suficientes. 
 Adequação da organização do trabalho e das condições de trabalho. 
Alimentação adequada. 
Serviços Bancos, escritórios informatizados, comércio e outros: 
Proporcionar conforto e segurança para melhorar a eficiência, a produtividade e a
qualidade de vida no trabalho. Reduzir o absenteísmo provocado por problemas
musculoesqueletais, especialmente LER/DORT e lombalgias.
Na vida diária: 
Proporcionar meios de transportes mais cômodos e seguros, móveis mais confortáveis e
duráveis, aparelhos eletrodomésticos mais eficientes e seguros, equipamentos e locais
adequados para deficientes físicos etc. 
O organismo humano
Funções que influem no desempenho do trabalho: 
1. Função neuromuscular. 
Forças do organismo: exercidas por contrações musculares. 
 Músculos: comandados pelo sistema nervoso central. 
Sistema nervoso central: cérebro e medula espinhal. 
O sistema nervoso central é equipado para receber, interpretar e processar as
informações recebidas, transformando-as em movimentos musculares como: gesto, fala,
movimento dos olhos etc. 
Músculos: responsáveis por todos os movimentos do corpo. 
Transformam a energia química armazenada no corpo em contrações e, portanto, em
movimentos.
2. Coluna vertebral. 
3. Metabolismo. 
4. Visão, audição e senso cenestésico.
Antropometria
Origem grega Anthropo: homem. Metry: medida. 
Determina aspectos referentes ao corpo humano.
Ao se estudar Ergonomia não há como não recorrer à Antropometria uma vez que esta é
o estudo das dimensões físicas e das proporções do corpo humano. 
Um ponto que não se pode esquecer é que não é possível padronizar tudo, a exemplo
temos a diferença antropométrica entre etnias.
Com o mundo globalizado busca-se estabelecer padrões mundiais considerando variáveis
como culturas, religiões e etnias. Consideram-se três tipos básicos para constituição física
humana. 
Ectomorfo – tipo físico de formas alongadas. 
Mesomorfo – tipo físico musculoso. 
Endomorfo – tipo físico de formas arredondadas.
Mas como é fácil observar, a maioria das pessoas não se enquadra rigorosamente em
nenhuma dos três tipos, e sim em uma mistura entre as características dos três. 
Também há diferenças antropométricas significativas entre os sexos, tanto nas
dimensões absolutas como nas proporções entre os diversos segmentos corporais. 
Estatisticamente, pode-se dizer que o homem é 25% mais alto que a mulher e essa
proporção também se aplica no comprimento dos braços. 
Já na largura do abdome, pode-se observar que, no caso de mulheres grávidas, há um
aumento de 80% na largura do abdome e, entre o tipo físico endomorfo e ectomorfo, a
diferença chega a 210%.
Outro fator importante que também tem influência nas formas e nas proporções do
homem é a idade. 
Na fase da infância até a adolescência essas mudanças são mais visíveis e pode-se
observar três aspectos importantes, sendo: A velocidade de crescimento de cada parte
do corpo é diferente onde as extremidades tem um crescimento mais rápido. As
proporções entre as diversas partes do corpo vão se alterando conforme a idade, devido
a diferença de velocidade de crescimento. A taxa de crescimento anual é diferente para
cada pessoa.
Iida (2005) e Panero e Zelink (2006), Felisberto e Paschoarelli, em seus estudos,
consideraram 29 variáveis antropométricas.
Esses conhecimentos se tornam essências no desenvolvimento dos projetos, para
considerar as dimensões adequadas a cada situação, uso, finalidade etc. 
Também são fundamentais nos ambientes de trabalho desde a contratação, a atribuição
de atividades, as orientações, os treinamentos etc
Antropometria dinâmica 
Mede o alcance dos movimentos corporais. 
Entender e conhecer a abrangência dos movimentos corporais. 
Para projetar e dimensionar espaços, ferramentas e produtos
Movimentos durante as atividades laborais tendem a ser maiores do que
o normal. 
Em situações em que há um conjunto de movimentos sendo executados
simultaneamente, em atividades que vão se tornando mais complexas, é
preciso um estudo mais detalhado, procurando entender as necessidades
dos movimentos dentro da tarefa executada e, assim, buscar uma
harmonia melhor entre o corpo e a atividade, estudando a funcionalidade
de todo conjunto. 
Os movimentos executados pelo corposão tridimensionais.
Para boas análises, utilizar-se de métodos que registrem os movimentos
executados ao longo da tarefa executada é ferramenta que auxilia muito
a sua análise
Projetos
 De postos de trabalho que possam atender da melhor forma as
necessidades da atividade a se executar.
A biomecânica ocupacional
Estuda a interação entre o homem e o trabalho, sob o ponto de vista dos
movimentos musculoesqueletais envolvidos na realização das tarefas. 
Os conhecimentos da biomecânica ocupacional nos permite realizar
análise das posturas corporais, avaliar a aplicação de forças e
movimentos repetitivos na realização das tarefas. 
O objetivo da biomecânica ocupacional no estudo ergonômico é
diagnosticar as situações de trabalho em que são realizadas tarefas e
atividades cujos movimentos são biomecanicamente inadequados, com
posturas incorretas e com sobrecarga muscular estática e dinâmica. 
Medidas de prevenção
Adequação ergonômica do posto de trabalho: 
Envolvendo: máquinas, equipamentos, mobiliários, dispositivos,
ferramentas, ambiente etc. 
A adequação biomecânica na realização dos movimentos corporais é de
fundamental importância para evitar o desenvolvimento de doenças
ocupacionais (especialmente as LER/DORT), para tanto, faz-se
necessária a adequação ergonômica do posto de trabalho, levando em
consideração os aspectos antropométricos, os alcances físicos e visuais,
as posturas de trabalho, os movimentos dos segmentos corporais
(braços, pernas, mãos etc.). 
Aspectos relacionados à biomecânica ocupacional
Principais problemas de origem postural: 
Deformidades da coluna vertebral. 
 Dificuldade de irrigação sanguínea. 
Compressão dos órgãos internos. 
Dores generalizadas. 
Fadiga muscular (sobrecarga muscular estática)
Deformações da coluna: 
 A coluna é um dos pontos mais fracos do organismo. Sendo uma peça
delicada, está sujeita a deformações. Elas podem ser congênitas (desde o
nascimento). 
Conforme as posições adotadas e a movimentação da coluna, a
compressão ou a descompressão produzidas sobre os discos produzirão
cargas e distribuições diferentes sobre os discos. 
Os estudos que existem sobre esta matéria revelam-nos que quando é
necessário levantar um peso de 25 kg, verticalmente e utilizando
corretamente o método cinético, é possível que a região das 4a e 5a
vértebras lombares atinjam uma carga de cerca de 150 kg. 
Se o trabalhador curvar ligeiramente o dorso, essa carga eleva-se para
valores da ordem dos 150 kg e se arredondar o dorso, esse valor pode
atingir os 550 kg. 
O esforço exercido sobre as pernas, permanecendo o tronco direito e os
braços estendidos, origina uma distribuição igual da pressão sobre os
discos. 
 Levantamento de um peso de 50 kg, estando o carregador com as costas
curvadas 45º (esquerda) e com as costas direitas (direita).
Ergonomia II
Regras relativas ao levantamento manual de cargas consistem no seguinte: 
Aproximar a carga do corpo. 
Suportar a carga com o esqueleto. 
Carregar o corpo simetricamente. 
Transportar a carga com o corpo direito. 
 Utilizar meios auxiliares de carregamento.

Mais conteúdos dessa disciplina