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Vínculo Paterno e Autoestima

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Centro Universitário de Brasília - UniCEUB 
Faculdade de Ciências da Educação e Saúde - FACES 
Curso de Psicologia 
Estágio Básico II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O VÍNCULO PATERNO COMO MEDIADOR 
DA RELAÇÃO ENTRE A ADULTIZAÇÃO PRECOCE E A AUTOESTIMA 
 
 
 
Taylar Valéria Freire Guimarães 
(22408839) 
 
 
 
 
 
 
 
 Brasília 
 Dezembro, 2025 
2 
INTRODUÇÃO 
 As transformações sociais, culturais e familiares recentemente têm alterado de 
forma significativa a maneira como as crianças e adolescentes vivenciam sua própria 
infância. Em muitos contextos, se observa uma tendência crescente à adultização precoce, em 
que meninas e meninos assumem responsabilidades e papéis que são típicos da vida adulta, 
antes do tempo adequado. Uma realidade que aparece não apenas em relatos familiares, mas 
também em fenômenos divulgados pela mídia, como a pressão estética, a erotização da 
infância e a exposição de crianças a rotinas e comportamentos adultos nas redes sociais e 
também na televisão. 
 Esse cenário tem despertado a preocupação de educadores, psicólogos e familiares, 
pois entendem a infância como uma fase essencial para o desenvolvimento emocional e 
social (Piaget, 1952). Quando as experiências adultas são antecipadas, existe um sério risco 
de prejuízos psicológicos, como ansiedade, baixa autoestima e dificuldades na construção da 
identidade (Erikson, 1950). 
 Apesar da adultização precoce ser um fenômeno crescente e preocupante na 
sociedade contemporânea, se torna evidente que afastar completamente crianças e 
adolescentes das influências do mundo adulto é uma tarefa inviável. Embora seja impossível 
isolá-los desse universo, é relevante investigar fatores que possam atenuar ou potencializar os 
efeitos da adultização, pois compreender esses elementos permite identificar mecanismos de 
proteção e de risco que influenciam diretamente o desenvolvimento emocional e social dos 
jovens. Além disso, será possível orientar intervenções psicológicas, educativas e familiares 
mais eficazes, voltadas à promoção da saúde mental. 
A literatura mostra que a qualidade das interações parentais, cuidado, sensibilidade e 
suporte emocional está fortemente associada a melhores resultados emocionais e 
3 
comportamentais na infância e adolescência, e que, quando comprometida, aumenta o risco 
de problemas como ansiedade, depressão e baixa autoestima (Bowlby, 2002). 
 No entanto, grande parte das pesquisas históricas se concentraram na maternidade e 
nos efeitos da saúde mental materna sobre o filho, (Lamb, 2010), por razões históricas (um 
foco tradicional na mãe como cuidadora principal). Isso gerou evidências sobre influência 
materna, mas também deixou lacunas sobre outros atores familiares. Entre eles o nível de 
envolvimento paterno durante a infância e adolescência. 
 Ao mesmo tempo , o envolvimento paterno que historicamente recebeu menos 
atenção nas pesquisas, vem sendo reconhecido como fator importante na promoção do 
equilíbrio emocional e no suporte afetivo durante a infância e adolescência. 
 Estudos específicos sobre a paternidade ( Lamb, 1997; Stern, Bailey, Costello & 
Allen. 2024) começam a revelar resultados consistentes e interessantes: maior envolvimento e 
proximidade paterna têm sido associados a melhor ajustamento psicológico, maior autoestima 
e menor risco de problemas emocionais em adolescentes e jovens adultos, efeitos que se 
mantêm mesmo quando se controlam variáveis familiares e contextuais. Essas evidências 
sugerem que o pai não é apenas um coadjuvante no processo de socialização, mas um agente 
que pode proteger ou, dependendo da qualidade do vínculo, agravar impactos adversos. 
Apesar desses achados promissores, a pesquisa sobre paternidade ainda é 
proporcionalmente menor, com medidas e definições de “envolvimento paterno” variadas, 
faltando também estudos longitudinais robustos. Por isso, é necessário aprofundar 
investigações que avaliem especificamente como o vínculo com o pai pode atenuar ou 
potencializar os efeitos da adultização precoce sobre a autoestima em jovens adultos. 
Neste contexto, surgem algumas lacunas que precisam ser preenchidas para a 
Psicologia: Qual o impacto do vínculo paterno na relação entre a adultização precoce e a 
autoestima de jovens adultos? 
4 
 Para compreender essa relação de maneira mais aprofundada, é muito importante 
revisitar o próprio conceito de paternidade e suas transformações ao longo do tempo. A 
paternidade pode ser compreendida como um fenômeno que envolve dimensões biológicas, 
sociais, afetivas e simbólicas. Tradicionalmente, o papel paterno foi associado à provisão 
financeira e à autoridade dentro da família. No entanto, ao longo das últimas décadas, a noção 
de paternidade passou por profundas transformações, acompanhando as mudanças sociais, 
culturais e de gênero. Atualmente, entende-se que ser pai vai além do exercício da função de 
provedor, se trata de um papel relacional, que envolve cuidado, afeto, presença e 
responsabilidade emocional no desenvolvimento dos filhos. 
Esse papel relacional também é conhecido como o envolvimento paterno, que se 
refere ao grau e a qualidade da participação do pai na vida cotidiana, emocional e educativa 
dos filhos. Tempo e qualidade das atividades diretas entre pai e filho, como: brincar, 
conversar ou ajudar nas tarefas; disponibilidade física e emocional do pai, mesmo quando não 
está interagindo diretamente; compromisso em garantir o bem-estar e o desenvolvimento da 
criança, como decisões sobre educação, saúde e valores familiares (Lamb,1987). 
 Mais recentemente, Pleck (2010) acrescentou que o envolvimento paterno não se 
limita a uma presença física, mas envolve responsividade emocional, sensibilidade e apoio 
afetivo. Ou seja, pais que se mostram atentos às necessidades emocionais dos filhos e se 
comunicam de forma empática fortalecem o vínculo e promovem um desenvolvimento 
psicológico mais saudável. 
 Pesquisas têm demonstrado de forma consistente que o envolvimento paterno 
exerce impacto positivo e duradouro no desenvolvimento infantil e juvenil. A presença 
afetiva do pai está associada a maior autoestima, melhor desempenho escolar e menor 
probabilidade de envolvimento em comportamentos de risco durante a adolescência (Flouri & 
Buchanan, 2003). 
5 
 Além dos benefícios emocionais, a qualidade do vínculo com o pai contribui para 
o desenvolvimento de autonomia, segurança e resiliência. Crianças e adolescentes que 
percebem o pai como uma figura de apoio tendem a desenvolver maior capacidade de 
enfrentar desafios e lidar com frustrações (Diniz, 2021). Por outro lado, a ausência ou o baixo 
envolvimento paterno pode gerar vulnerabilidades emocionais; como insegurança afetiva, 
baixa autoestima e dificuldades de relacionamento. 
Além de tamanho prejuízo para o desenvolvimento da criança e do adolecsente, 
existem ainda outros fatores que parecem se atenuar ainda mais nessa fase, como um 
processo chamado de adultização precoce, que é um fenômeno psicossocial que ocorre 
quando crianças e adolescentes passam a assumir papéis, responsabilidades ou 
comportamentos típicos da vida adulta antes do tempo adequado ao seu desenvolvimento 
(Erikson, 1968; Jurkovic, 1997). Esse processo pode se manifestar de forma explícita por 
meio da exposição a conteúdos, padrões estéticos e funções sociais adultas, ou de maneira 
sutil, quando o meio familiar e social impõe expectativas de maturidade emocional e 
autonomia para as quais a criança ainda não está preparada (Postman, 1994; Cook & Kaiser, 
2004). 
 Segundo Ariès (1981), a ideia de infância como uma fase protegida e distinta da 
vida adulta é uma construção histórica relativamente recente. Com o avanço da modernidadee das transformações culturais, os limites entre infância e vida adulta se tornaram mais 
difusos, o que contribui para o surgimento de comportamentos e experiências precocemente 
adultas. Portanto,a adultização precoce não se restringe a uma questão individual, mas se trata 
de mudanças sociais e culturais mais amplas. 
A adultização precoce pode ocorrer por meio de muitos fatores interligados, que 
incluem tanto aspectos familiares quanto socioculturais. No contexto familiar, pode surgir 
quando a criança é levada a assumir responsabilidades emocionais ou práticas que caberiam a 
6 
um adulto, como cuidar de irmãos, apoiar emocionalmente os pais ou contribuir 
financeiramente (Papalia & Feldman, 2013). Esse fenômeno é conhecido como 
parentificação, e tende a gerar uma inversão de papéis que interfere na vivência saudável da 
infância. 
No campo social, a adultização também é promovida por meios de comunicação e 
redes sociais, que expõem crianças a padrões estéticos, linguagens e comportamentos adultos. 
Programas de televisão, publicidade e conteúdos digitais muitas vezes incentivam a 
sexualização precoce e a busca por uma identidade adulta como sinônimo de aceitação social 
(Postman, 1999; Silva & Zanella, 2020). Também, fatores econômicos e culturais, como a 
precarização das condições de vida e a ausência de figuras parentais presentes, podem 
acelerar esse processo, levando crianças a amadurecer antes do tempo para lidar com 
adversidades. 
Os efeitos da adultização precoce podem ser profundos e duradouros no 
desenvolvimento emocional, cognitivo e social. A antecipação de papéis adultos tende a 
comprometer o processo de construção da identidade, levando à insegurança, baixa 
autoestima e dificuldades em lidar com emoções complexas (Erikson, 1968; Bee, 1997). 
Crianças que vivenciam responsabilidades excessivas podem desenvolver um senso de 
autonomia artificial, que mascara vulnerabilidades emocionais e cria expectativas irreais de 
autossuficiência. 
Do ponto de vista psicológico, pesquisas apontam correlações entre adultização 
precoce e sintomas de ansiedade, depressão, esgotamento emocional e dificuldades 
relacionais (Hendrick & Hendrick, 2002; Silva & Zanella, 2020). Além disso, a exposição 
prematura a contextos adultos especialmente aqueles ligados à erotização e à pressão estética 
pode contribuir para problemas de autoimagem e distorções corporais, afetando diretamente a 
autoestima e o bem-estar na vida adulta (Moreno & Sastre, 2018). 
7 
Autores como Susan Harter (2012) investigaram o desenvolvimento da autoestima 
na infância e na adolescência. Tratando da autoestima como a avaliação subjetiva que o 
indivíduo faz de si mesmo, envolvendo sentimentos de valor pessoal, autoconfiança e auto 
aceitação. Se trata de um componente central da personalidade e do funcionamento 
psicológico, influenciando a forma como as pessoas se percebem, se relacionam e enfrentam 
desafios. 
Ela é construída gradualmente desde a infância, a partir das vivências de aprovação, 
reconhecimento e afeto recebidos no ambiente familiar e social. É um processo dinâmico e 
contínuo, sujeito a mudanças conforme o indivíduo amadurece e se depara com novas 
situações de vida. 
A autoestima exerce influência significativa sobre a saúde mental, o comportamento 
e as relações sociais. Baixa autoestima está frequentemente associada a ansiedade, depressão, 
sentimentos de culpa e autodepreciação, além de contribuir para comportamentos de evitação 
social e dificuldade em lidar com críticas (Orth & Robins, 2013). 
 Em contextos de adultização precoce, a autoestima pode ser diretamente afetada, uma 
vez que a criança ou adolescente é exposta a expectativas adultas para as quais ainda não 
possui recursos emocionais suficientes. 
Um estudo feito por Scher e Sharabany (2005), buscou compreender como padrões 
de parentificação e responsabilidades assumidas precocemente influenciam o funcionamento 
psicológico na vida adulta. A pesquisa, de caráter correlacional, avaliou jovens que relataram 
níveis variados de adultização durante a infância, mensurando posteriormente indicadores de 
baixa autoestima e sobrecarga emocional. Os resultados mostraram que níveis elevados de 
adultização, especialmente quando relacionados a demandas emocionais dos pais, estavam 
associados a menor autoestima e maior vulnerabilidade psicológica. Os autores concluíram 
8 
que a adultização precoce atua como um estressor crônico, afetando negativamente a 
percepção de valor pessoal. 
Já Flouri e Buchanan (2003), em seu estudo, tinham como objetivo examinar se o 
envolvimento paterno se associa ao bem-estar psicológico em adolescentes (14–18 anos), 
controlando o envolvimento materno e outros fatores de risco e proteção. Foi analisada uma 
amostra de 2.722 adolescentes britânicos, medindo a participação dos pais (mãe e pai) em 
atividades de cuidado/interação e correlacionando com índices de bem-estar psicológico, 
relatados pelos próprios adolescentes. Nos resultados, tanto o envolvimento paterno quanto o 
materno contribuíram de modo significativo e independente para a felicidade e bem-estar dos 
jovens. Algo que chamou a atenção foi o efeito do pai como mais forte do que o da mãe. 
A conclusão da pesquisa foi que o pai exerce um papel central e talvez subestimado 
no bem-estar psicológico dos adolescentes, não apenas como coadjuvante da mãe, mas como 
um agente com efeito independente e robusto. Isso reforça a necessidade de considerar o 
vínculo paterno nas intervenções de saúde mental e políticas familiares. 
Embora pesquisas como estas já tenham sido realizadas e apresentem dados sólidos, 
as variáveis abordadas no presente estudo, autoestima, adultização e envolvimento paterno, 
não foram ligadas de forma direta. Analisando esse fenômeno, a Psicologia pode contribuir 
para identificar fatores de risco e de proteção que influenciam o equilíbrio emocional e a 
formação da identidade, e também compreender de que modo o suporte afetivo familiar pode 
atenuar os efeitos negativos da adultização sobre a autoestima e a saúde mental. Pesquisar 
esse tema também permite sensibilizar educadores, familiares e profissionais da saúde mental 
para a importância de preservar o espaço simbólico da infância, garantindo condições 
adequadas para o desenvolvimento integral. 
Portanto, o presente estudo tem como objetivo mensurar o grau de moderação do 
envolvimento paterno na relação entre adultização precoce e autoestima em jovens adultos. 
9 
Tendo como Hipótese principal, que o envolvimento paterno modera a relação entre 
adultização precoce e autoestima, de modo que jovens adultos com maior envolvimento 
paterno apresentarão menor impacto negativo da adultização precoce sobre a autoestima. 
MÉTODO 
Participantes 
A amostra será composta por jovens adultos brasileiros, com idades entre 18 e 29 
anos, recrutados por conveniência por meio de divulgação online em redes sociais e grupos 
universitários. A participação será voluntária e realizada de forma remota, com um tamanho 
amostral mínimo de 150 pessoas. 
Serão coletadas informações demográficas como idade, gênero, escolaridade e 
estado civil, com o objetivo de caracterizar a amostra e controlar possíveis variáveis de 
confusão. Será utilizada amostragem não probabilística do tipo bola de neve, permitindo que 
participantes compartilhem o link da pesquisa com outras pessoas. Como critérios de 
exclusão, serão desconsideradas respostas incompletas e participantes que não se enquadrem 
na faixa etária estipulada. 
Instrumentos 
Como instrumentos de coleta serão utilizados 3 escalas, sendo elas: Escala de 
Adultização Precoce (PQ), Jurkovic e Thirkield (1998); a escala mede níveis de 
parentificação por meio de afirmações retrospectivas avaliadas em formato Likert. 
Estruturalmente, o instrumento apresenta dois fatores principais (responsabilização 
emocional e responsabilização instrumental),com itens que variam entre experiências de 
cuidado, resolução de conflitos familiares e suporte emocional aos pais. As respostas são 
dadas em escala de 5 pontos, refletindo frequência ou intensidade das experiências. 
10 
Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES; 1965) que possui 10 itens distribuídos 
em um único fator, com afirmações positivas e negativas sobre si mesmo. As respostas são 
dadas em escala Likert de 4 pontos, indicando o grau de concordância. 
E a Escala de Envolvimento Paterno que será elaborada para essa pesquisa, baseada 
na escala também criada e usada na pesquisa de Flouri e Buchanan (2003) nos quais os 
jovens adultos irão relatar com que frequência o pai realizava determinadas atividades com 
eles. Também serão respondidos em escala Likert de 5 pontos. 
Procedimentos 
A pesquisa será realizada de forma online por meio de um formulário digital. Após 
acessar o link, os participantes serão primeiramente apresentados ao Termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido (TCLE). Aqueles que concordarem prosseguirão para o questionário, 
começando com os dados sociodemográficos, Escala de Adultização Precoce, Escala de 
Autoestima e Escala de Envolvimento Paterno. 
Será utilizada análise de correlação de Pearson para verificar a relação entre 
adultização precoce e autoestima. Também será conduzida uma análise de moderação; 
regressão múltipla hierárquica, na qual será testado se a variável adultização e a variável 
autoestima podem sofrer influência de uma terceira variável, o envolvimento paterno. As 
variáveis serão operacionalizadas pelos escores das escalas aplicadas aos participantes. 
 
11 
REFERÊNCIAS 
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