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LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Aluna: Gláucia Giselly de Paiva Maia Matrícula: 2196261/Módulo: 2B ATIVIDADE INTEGRADORA I MARICÁ 2026 LICENCIATURA EM PEDAGOGIA ATIVIDADE INTEGRADORA I Aluna: Gláucia Giselly de Paiva Maia. Matrícula: 2196261 Módulo: 2B/ 2º semestre AÇÃO PEDAGÓGICA PARA A INCLUSÃO DE ALUNO COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO ENSINO FUNDAMENTAL · TEMA: Gestão Escolar Inclusiva: Ações pedagógicas e institucionais para a inclusão de um estudante com deficiência auditiva no Ensino Fundamental. 1. INTRODUÇÃO: A inclusão de estudantes com deficiência auditiva no Ensino Fundamental é um desafio e, ao mesmo tempo, um compromisso legal, ético e pedagógico da escola pública brasileira. Ao receber um aluno surdo, especialmente pela primeira vez, a instituição precisa reorganizar-se pedagógica e administrativamente para garantir o direito à educação inclusiva, com base na equidade, na democracia e no respeito à diversidade. Como espaço de formação e socialização, a escola deve mobilizar toda a comunidade escolar — gestores, docentes, estudantes, família e serviços de apoio — para assegurar acesso, permanência, participação e aprendizagem. Para isso, é fundamental considerar as especificidades linguísticas e culturais do estudante surdo e planejar ações pedagógicas intencionais, alinhadas à BNCC e à legislação vigente. 2. OBJETIVO: Sistematizar e analisar ações pedagógicas, administrativas e institucionais, fundamentadas nos conhecimentos construídos ao longo do Curso de Pedagogia, que assegurem a inclusão efetiva de um estudante surdo no Ensino Fundamental, considerando suas especificidades linguísticas, culturais e comunicacionais, por meio da implementação de práticas educacionais bilíngues, acessíveis e equitativas, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação educacional vigente, garantindo o direito à aprendizagem, à participação e à permanência no ensino regular. 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Os objetivos específicos consistem em promover uma cultura escolar inclusiva, sensível às diferenças individuais e à diversidade cultural, planejando e implementando práticas pedagógicas acessíveis e adaptadas às necessidades do estudante surdo, incluindo o uso de estratégias bilíngues em Libras e Língua Portuguesa e recursos visuais que favoreçam a aprendizagem. Busca-se fortalecer a formação continuada dos docentes, de modo a capacitá-los para atuar com alunos com deficiência auditiva, articulando teoria e prática pedagógica na gestão escolar e promovendo a integração entre professores, intérpretes e Atendimento Educacional Especializado. Além disso, visa-se assegurar o direito à aprendizagem com equidade, valorização da cultura surda e respeito às diferenças, bem como monitorar, avaliar e aprimorar continuamente o processo de inclusão, identificando avanços, ajustando estratégias pedagógicas e contribuindo para a construção de um ambiente escolar democrático, acolhedor e efetivamente inclusivo. 4. DESENVOLVIMENTO: Ação Pedagógica para a Inclusão de Aluno de 9 anos com deficiência auditiva. Ao planejar as práticas pedagógicas, recomenda-se a utilização de metodologias ativas e recursos visuais, como imagens, mapas conceituais, apresentações em slides, vídeos legendados e materiais concretos ou multimodais. Esses recursos ampliam a compreensão dos conteúdos e fortalecem as oportunidades de aprendizagem do estudante surdo. Além disso, devem ser realizadas aulas bilíngues em Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (Libras), respeitando o ritmo e as particularidades linguísticas do aluno, promovendo engajamento e participação ativa nas atividades escolares. No âmbito avaliativo, é importante adaptar os instrumentos de verificação, priorizando a assimilação dos conceitos em detrimento da produção escrita exclusiva, e conceder tempo adicional para a execução das atividades. Paralelamente, a organização do espaço físico deve favorecer a comunicação, com carteiras dispostas em círculo ou em “U”, permitindo que o estudante visualize o professor, o intérprete e os colegas. A articulação da equipe escolar é essencial: encontros periódicos entre docentes, Atendimento Educacional Especializado e, quando possível, o intérprete de Libras permitem definir estratégias pedagógicas eficazes. A colaboração entre todos garante que as ações sejam integradoras e respeitem diferentes estilos de aprendizagem. A escola também deve implementar ações contínuas de prevenção ao bullying e de promoção do respeito à diversidade, envolvendo todas as turmas e setores da comunidade escolar. Essas iniciativas ampliam o conhecimento sobre a cultura surda e fortalecem a construção de um ambiente mais justo, acolhedor e democrático. A valorização da identidade surda no cotidiano escolar pode ocorrer por meio de palestras, oficinas e momentos formativos conduzidos por pessoas surdas e especialistas, além de projetos interdisciplinares, dinâmicas pedagógicas e atividades de pesquisa, promovendo empatia, respeito e convivência cidadã. Por fim, é recomendada a realização de reuniões periódicas de monitoramento, para avaliar o progresso das ações, identificar avanços, reconhecer aspectos positivos e ajustar estratégias quando necessário, garantindo a melhoria contínua do processo de inclusão do estudante com perda auditiva. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A realidade dos estudantes com deficiência auditiva revela a necessidade do reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como elemento central do processo educativo, bem como da valorização da cultura surda enquanto expressão legítima da diversidade humana. Assim, a implementação de práticas pedagógicas bilíngues, o uso de recursos visuais, a adaptação curricular e a atuação articulada entre professores, intérpretes e o Atendimento Educacional Especializado configuram-se como estratégias indispensáveis para garantir o direito à aprendizagem, à participação e à permanência do aluno surdo na escola regular. Dessa forma, conclui-se que a gestão escolar desempenha papel fundamental na promoção de uma educação inclusiva, ao articular políticas públicas, formação continuada e práticas pedagógicas acessíveis. Ao reconhecer e respeitar as especificidades dos estudantes surdos, a escola contribui não apenas para o desenvolvimento acadêmico desses alunos, mas também para a construção de uma cultura escolar baseada no respeito, na equidade e na cidadania, alinhando-se aos princípios da Base Nacional Comum Curricular e aos direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. 6. REFERÊNCIAS: BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-normaatualizada-pl.html. Acesso em: 05 fev. 2025. RIZZO, Jakellinny G. de S.; BENITES, Karla. Inclusão escolar do aluno surdo: estudo que discute as condições da educação para estudantes surdos no contexto inclusivo e as práticas pedagógicas necessárias para sua efetiva participação na escola regular. EaD & Tecnologias Digitais na Educação, v. 7, n. 9, p. 73–84, 2019. DOI: 10.30612/eadtde.v7i9.10810. TATSUMI, M. E. I.; DIAS, N. O processo de construção da educação inclusiva para os estudantes surdos. Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas, 2023. SOARES, W. E. L. Educação inclusiva em ciências: revisão bibliográfica sobre o ensino de surdos. Repositório UFPE, 2019. image1.emf