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FICHA DE EXERCÍCIOS SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS LÍNGUA PORTUGUESA – 6º ANO TEXTO I 4 imagens que vão te ajudar a nunca mais confundir algumas variações linguísticas! Disponível em: https://descomplica.com.br/blog/portugues/4-imagens-que-vao-te-ajudar-a-nunca-mais-confundir-as- variacoes-linguisticas/. Acesso em: 2.fev.2022. ITEM 01. O texto I apresenta exemplos de alguns tipos de variações linguísticas. Após sua análise, responda ao que se pede. Cada imagem representa um tipo de variação linguística. Identifique cada uma delas e escreva os respectivos nomes. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ TEXTO II https://descomplica.com.br/blog/portugues/4-imagens-que-vao-te-ajudar-a-nunca-mais-confundir-as-variacoes-linguisticas/ https://descomplica.com.br/blog/portugues/4-imagens-que-vao-te-ajudar-a-nunca-mais-confundir-as-variacoes-linguisticas/ Disponível em: http://zoeiradiscreta.blogspot.com.br/2016/04/piadas-curtas-engracadas.html. Acesso em: 2.fev.2022. ITEM 02. Após a leitura do texto III, responda ao que se pede. A) Qual é a linguagem predominante: formal ou informal? Justifique. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ B) Qual tipo de variação linguística está presente no texto II? ____________________________________________________________________________ TEXTO III Leia o texto e responda às questões 03 e 04. Disponível em: http://preconceitos-linguisticos.blogspot.com/2012/04/chico-bento.html. Acesso em: 2.fev.2022. http://zoeiradiscreta.blogspot.com.br/2016/04/piadas-curtas-engracadas.html ITEM 03. Baseando-se na leitura do texto III e nos estudos sobre variações linguísticas, julgue as opções em (C) para certo e (E) para errado. A. (C) (E) Pode-se identificar, no segundo quadrinho, um dialeto caipira, exemplo de variação linguística geográfica. Do ponto de vista linguístico, essa fala é considerada errada e não é aceita. B. (C) (E) A professora utiliza a linguagem formal, o português de acordo com a norma-padrão. C. (C) (E) Chico Bento faz uso da linguagem informal, também conhecida como coloquial. D. (C) (E) O produtor da tira usou a variação histórica. E. (C) (E) Embora Chico Bento não falem de acordo com as normas da gramática, compreendemos o que ele diz. ITEM 04. No texto III, qual linguagem foi utilizada: verbal, não verbal ou mista? Justifique a resposta. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ TEXTO IV Leia o cartaz a seguir e responda à questão 05. ITEM 05. Com base na leitura do texto IV, assinale a opção correta quanto à variação linguística utilizada. A) Situacional. B) Histórica. C) Geográfica. D) Sociocultural. TEXTO V Leia o texto e responda às questões 06 e 07. Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/317996423670112073/. Acesso em: 2.fev.2022. ITEM 06. Baseando-se na leitura do texto V e nos estudos sobre variações linguísticas, julgue as opções em (C) para certo e (E) para errado. A. (C) (E) A placa faz uso da linguagem não padrão, também conhecida por linguagem coloquial. B. (C) (E) A variação linguística presente na placa é a geográfica. C. (C) (E) O modo de falar da placa é característico de um estado da Região Sudeste. Além disso, o autor da placa utilizou um dialeto caipira. D. (C) (E) A língua sofre uma variação linguística devido às diferenças de lugar ou de região, cultural e de situação. E. (C) (E) A linguagem utilizada no texto V não é importante para o nosso país. ITEM 07. Com base no texto V, pode-se concluir que A) Existem regras para a escrita, mas essas regras não podem gerar preconceito pela fala, porque a escrita surgiu como representação da fala, mas cada uma contém as suas características específicas. B) O texto V foi escrito conforme pessoas de determinada região falam, por isso esse modo de falar é considerado errado. C) Os sons da fala são facilmente representados pela escrita. D) Todas as pessoas falam da mesma maneira que escrevem. TEXTO VI Sítio Gerimum Este é o meu lugar [...] Meu Gerimum é com g Você pode ter estranhado Gerimum em abundância Aqui era plantado E com a letra g Meu lugar foi registrado. OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88, fev. 2013 (fragmento). ITEM 08. (Enem 2017) Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra “Gerimum” grafada com a letra “g” tem por objetivo A) Valorizar usos informais caracterizadores da norma nacional. B) Confirmar o uso da norma-padrão em contexto da língua poética. C)Enfatizar um processo recorrente na transformação da língua portuguesa. D)Registrar a diversidade étnica e linguística presente no território brasileiro. E) Reafirmar discursivamente a forte relação do falante com seu lugar de origem. Leia o texto VII e responda às questões 09 a 15. TEXTO VII A Língua de Eulália — Parece que a Eulália é mesmo muito prendada — comenta Sílvia. — Prendada? Essa é boa! — ri Irene. — Menina, em que século passado você nasceu? Sílvia fica corada. — Para dizer a verdade — prossegue Irene —, a Eulália é um poço sem fundo de conhecimento e sabedoria. Todo dia aprendo uma coisa nova com ela. [...] — Pode até ser — comenta Emília enquanto as quatro se sentam em um grande banco de madeira sob um caramanchão. — Mas ela fala tudo errado. Isso para mim estraga qualquer sabedoria. — Eu tive que me segurar para não rir quando ela disse aquelas coisas na mesa — acrescenta Sílvia. — Que coisas? — quer saber Vera. [...] — Eu me lembro — adianta-se Emília. — Ela disse “os probrema”, “os fósfro”, “môio ingrês”... — É mesmo — confirma Sílvia —, e a mais engraçada foi: “percurá os hôme”... Sílvia ri, e Emília a imita. Irene fica séria por alguns instantes. [...] — Muito bem — diz Irene. — Vocês não entenderam o verso de Dante que eu citei há pouco porque era italiano. Mas e se eu disser assim: “No mundo non me sei parelha, mentre me for’ como me vay, ca já moiro por vos – e ay!”? — Esse dá quase para entender, afinal é espanhol — diz Sílvia. — Não, senhora — corrige Irene. — É português. — Português?! — espanta-se Emília. — Português, sim, só que do século XII, Idade Média. [...] A fala de Eulália não é errada: é diferente. É o português de uma classe social diferente da nossa, só isso — explica Irene. — Para mim é errado — diz Emília. — É errado dentro das regras da gramática que se aplicam ao português que você fala — diz Irene. — Mas na variedade não padrão falada pela Eulália essas regras não funcionam. — Variedade não padrão? Que coisa é essa, tia? — pergunta Vera. Irene dá um suspiro, sorri e diz: — Essa é uma história comprida, Vera, e não sei se dá para resumir aqui, no jardim, nesta tarde fria de julho, depois de ter comido tanto no almoço. BAGNO, Marcos. A língua de Eulália – Novela sociolinguística. São Paulo: Contexto, 2000, p. 13-15. (com adaptações). ITEM 09. Do ponto de vista da norma-padrão, pode-se afirmar que Eulália fala errado? Justifique sua resposta. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ITEM 10. Vera não sabe o que é variedade não padrão. Como você definiria variedade não padrão para ela? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ITEM 11. Baseando-se no texto VII e nos estudos linguísticos, julgue os itens em (C) para certo e (E) para errado. A. (C) (E) As classes mais prestigiadas da população utilizam a norma-padrão da língua por serem a única classe que tem acesso à gramática. B. (C) (E) A língua portuguesa é uma língua morta, que não evolui, pois não sofre mudanças. C. (C) (E) O português não padrão corresponde a uma única variedade de português, falada pelos habitantes das cidades do interior do país, como é o caso de Eulália. D. (C) (E) As diferenças entre a variedade padrão e a variedade não padrão só ocorrem no nível da escrita, como demonstram os exemplos citados por Emília (“os probrema”, “os fósfro”, “môio ingrês”). E. (C) (E) O português não padrão é mais utilizado pelos falantes quando estão em um contexto informal. ITEM 12. Irene e Eulália utilizam o mesmo tipo de variedade linguística: norma-padrão e norma não padrão? Justifique a resposta. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ITEM 13. Como ficariam as palavras ditas por Eulália, se elas fossem reescritas de acordo com a norma-padrão? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ITEM 14. Assinale a opção correta, segundo o diálogo encontrado no texto VII, no qual o autor revela que A) existe uma crença de que as variedades não padrão do português violam certas regras gramaticais. B) o português padrão sofreu poucas mudanças desde a Idade Média até os dias atuais. C) jovens escolarizadas não devem utilizar palavras nem expressões antigas, sob pena de serem repreendidas. D)Eulália inventou uma nova língua. ITEM 15. São várias as diferenças linguísticas entre as diversas regiões e as diferentes camadas sociais do Brasil. Todas, porém, fazem parte de nossa realidade e são compreensíveis por seus falantes. Como exemplo disso, pode-se verificar as variantes linguísticas para as palavras “tangerina” e “mandioca”. Considerando essas informações acerca das variações linguísticas da língua portuguesa, assinale a opção correta. A) As palavras “tangerina” e “mexerica” são sinônimas, assim como “mandioca” e “macaxeira”. B) São corretas apenas as formas “mandioca” e “tangerina”, uma vez que são palavras mais aceitas na língua culta que “macaxeira” e “mexerica”. C) O uso das palavras “aipim” e “macaxeira” não é correto, pois fazem parte da língua indígena do Nordeste do país. D) Os brasileiros falam o português mais corretamente na região Sul do que na região Nordeste. Bons estudos!