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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI 
 
2. MUDANÇAS GLOBAIS (AQUECIMENTO GLOBAL) 
 
2.1. Introdução 
 
Um fenômeno típico do final do século XX e inicio do séc. XXI é a percepção de mudanças ambientais 
globais. Contribuem para isto de um lado, o avanço tecnológico (radares, satélites e supercomputad
outro a crescente interferência humana sobre os sistemas terrestres.
 
Existem complexas interdependências entre os sistemas ambientais. Mudanças ambientais
parte da Terra podem ter efeito em outra.
reações entre as mudanças iniciais e os resultados finais. Algumas mudanças são irreversíveis como a extinção de 
espécies o desmatamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI – ECOLOGIA – ENG. PARA A SUSTENTABILIDADE
2. MUDANÇAS GLOBAIS (AQUECIMENTO GLOBAL) 
Um fenômeno típico do final do século XX e inicio do séc. XXI é a percepção de mudanças ambientais 
globais. Contribuem para isto de um lado, o avanço tecnológico (radares, satélites e supercomputad
outro a crescente interferência humana sobre os sistemas terrestres. 
Existem complexas interdependências entre os sistemas ambientais. Mudanças ambientais
outra. As respostas não são lineares. Há grandes incertezas ao se prever as 
reações entre as mudanças iniciais e os resultados finais. Algumas mudanças são irreversíveis como a extinção de 
PARA A SUSTENTABILIDADE - CAPÍTULO N° 2- 2011 
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Um fenômeno típico do final do século XX e inicio do séc. XXI é a percepção de mudanças ambientais 
globais. Contribuem para isto de um lado, o avanço tecnológico (radares, satélites e supercomputadores) e do 
 
Existem complexas interdependências entre os sistemas ambientais. Mudanças ambientais em uma 
. Há grandes incertezas ao se prever as 
reações entre as mudanças iniciais e os resultados finais. Algumas mudanças são irreversíveis como a extinção de 
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI 
 
 
Segundo o National Reaserch Council (Acade
Futuro Comum” da ONU, incluiriam: 
 
 
TRÊS "MUDANÇAS GLOBAIS" SEGUNDO NATIONAL RESEARCH COUNCIL QUE ULTIMAMENTE 
ASSUMIRAM GRANDE DESTAQUE INTERNACIONAL.
 
• Mudanças no Equilíbrio Radioativo da Terra (
• Mudanças no Influxo de Radiação ultravioleta (Buraco do Ozônio)
• Desflorestamento e Redução do N.º de Espécies Vivas (Biodiversidade)
 
Neste capítulo iremos tratar do primeiro item
 
2.2. Equilíbrio Radioativo da Terra
 
2.3 Os Que são o Efeito Estufa? 
Explicação dos motivos que levam ao Aquecimento Global 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI – ECOLOGIA – ENG. PARA A SUSTENTABILIDADE
Segundo o National Reaserch Council (Academia Nacional de Ciências dos EUA) e no relatório ”Nosso 
TRÊS "MUDANÇAS GLOBAIS" SEGUNDO NATIONAL RESEARCH COUNCIL QUE ULTIMAMENTE 
ASSUMIRAM GRANDE DESTAQUE INTERNACIONAL. 
Mudanças no Equilíbrio Radioativo da Terra (Potencialização do Efeito Estufa) 
Mudanças no Influxo de Radiação ultravioleta (Buraco do Ozônio) 
Desflorestamento e Redução do N.º de Espécies Vivas (Biodiversidade) 
Neste capítulo iremos tratar do primeiro item, ou seja: 
Terra (Gases Estufa e Mudanças Climáticas) 
motivos que levam ao Aquecimento Global 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARA A SUSTENTABILIDADE - CAPÍTULO N° 2- 2011 
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mia Nacional de Ciências dos EUA) e no relatório ”Nosso 
TRÊS "MUDANÇAS GLOBAIS" SEGUNDO NATIONAL RESEARCH COUNCIL QUE ULTIMAMENTE 
 
 CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI 
 
Diagrama do que é o efeito de estufa. O que acontece em A, B, C, e D. 
 
A: A luz solar é irradiada através do espaço para a atmosfera da Terra. 
B: A luz solar penetra na atmosfera terrestre. Parte desta energia, formada pelos raios luz 
infravermelho vai aquecer a Terra.
C: Parte dos raios infravermelho refletidos pela
D: A luz Infravermelha que é remetida novamente para a terra e a esquenta
 
Algum desses gases existe 
modo a terra se mantém aquecida o bastante para vida humana. Este fenômeno é conhecido desde 1896. O 
problema é que nós, o humano está
queimando combustíveis fósseis e biomassa. Nós também acrescentamos dois novos grupos de gases de estufa: 
os óxidos nitrosos (Nos) e os CFC (
impossibilitadas que as florestas retirem o gás carbônico do ar
 
AQUECIMENTO GLOBAL 
O efeito estufa é um fenômeno natural. Sem ele, a superfície da Terra seria, em média, 33 °C mais fria. 
Graças ao efeito estufa, a vida pôde surgir no planeta.
 
 O "EFEITO ESTUFA" NORMAL 
1. Radiação solar entra na atmosfera
2. Parte da radiação solar é refletida pela atmosfera e volta para o espaço
3. Parte da radiação solar também é refletida pela Terra
4. A maior parte da radiação solar é absorvida pela superfície terrestre e aquece o planeta
5. Superfície da Terra emite raios infravermelhos (calor)
6. Parte dos raios infravermelhos deixa a atmosfera
7. Outra parte é absorvida e impedida de sair pelo vapor de água e por outros gases, em especial o 
dióxido de carbono (CO2), presentes na atmosfera
 
O "EFEITO ESTUFA" POTENCIALIZADO (CAUSA DO AUMENTO DA TEM
8. A queima excessiva de combustíveis fósseis _ petróleo e derivados e carvão _ pelas atividades 
humanas e a destruição de florestas pelo fogo aumentam a concentração dos gases
Esse aumento intensifica a retenção do calor pelo
Fonte: Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Universidade de Cambridge
 
2.3. O que são os “Gases-Estufa”?
 
Embora possam existir dúvidas sobre as causas de uma seca ou enchente, não há nenhuma 
controvérsia sobre alguns fatos básicos de nossa atmosfera. Gases como o vapor de água, o dióxido de carbono, 
o metano, os clorofluorcarbonos, o ozônio troposférico e o óxido nitroso criam um efeito estufa, que aprisionam o 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI – ECOLOGIA – ENG. PARA A SUSTENTABILIDADE
Diagrama do que é o efeito de estufa. O que acontece em A, B, C, e D. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
z solar é irradiada através do espaço para a atmosfera da Terra. 
B: A luz solar penetra na atmosfera terrestre. Parte desta energia, formada pelos raios luz 
Terra. O calor é absorvido provocando o aquecimento. 
refletidos pela atmosfera são “capturados” pelos gases
que é remetida novamente para a terra e a esquenta
 naturalmente na atmosfera como os gases carbônicos
modo a terra se mantém aquecida o bastante para vida humana. Este fenômeno é conhecido desde 1896. O 
o humano está acrescendo cada vez mais gás carbônico e outros gases na atmosfera, 
biomassa. Nós também acrescentamos dois novos grupos de gases de estufa: 
CFC (s). Além disso, estamos cortando milhares e milhares de 
que as florestas retirem o gás carbônico do ar 
O efeito estufa é um fenômeno natural. Sem ele, a superfície da Terra seria, em média, 33 °C mais fria. 
Graças ao efeito estufa, a vida pôde surgir no planeta. 
1. Radiação solar entra na atmosfera 
fletida pela atmosfera e volta para o espaço 
3. Parte da radiação solar também é refletida pela Terra 
4. A maior parte da radiação solar é absorvida pela superfície terrestre e aquece o planeta
5. Superfície da Terra emite raios infravermelhos (calor) 
arte dos raios infravermelhos deixa a atmosfera 
7. Outra parte é absorvida e impedida de sair pelo vapor de água e por outros gases, em especial o 
(CO2), presentes na atmosfera 
O "EFEITO ESTUFA" POTENCIALIZADO (CAUSA DO AUMENTO DA TEMPERATURA)
8. A queima excessiva de combustíveis fósseis _ petróleo e derivados e carvão _ pelas atividades 
humanas e a destruição de florestas pelo fogo aumentam a concentração dos gases
Esse aumento intensifica a retenção do calor pelo efeito estufa, elevando a temperatura global
Fonte: Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Universidade de Cambridge
”? 
Embora possam existir dúvidas sobre as causas de uma seca ou enchente, não há nenhuma 
ontrovérsia sobre alguns fatos básicos de nossa atmosfera. Gases como o vapor de água, o dióxido de carbono, 
o metano, os clorofluorcarbonos, o ozônio troposférico e o óxido nitroso criam um efeito estufa, que aprisionam o 
PARAA SUSTENTABILIDADE - CAPÍTULO N° 2- 2011 
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B: A luz solar penetra na atmosfera terrestre. Parte desta energia, formada pelos raios luz 
O calor é absorvido provocando o aquecimento. 
atmosfera são “capturados” pelos gases estufa. 
que é remetida novamente para a terra e a esquenta mais. 
naturalmente na atmosfera como os gases carbônicos e metano. Este é o 
modo a terra se mantém aquecida o bastante para vida humana. Este fenômeno é conhecido desde 1896. O 
acrescendo cada vez mais gás carbônico e outros gases na atmosfera, 
biomassa. Nós também acrescentamos dois novos grupos de gases de estufa: 
Além disso, estamos cortando milhares e milhares de árvores 
O efeito estufa é um fenômeno natural. Sem ele, a superfície da Terra seria, em média, 33 °C mais fria. 
4. A maior parte da radiação solar é absorvida pela superfície terrestre e aquece o planeta 
7. Outra parte é absorvida e impedida de sair pelo vapor de água e por outros gases, em especial o 
PERATURA) 
8. A queima excessiva de combustíveis fósseis _ petróleo e derivados e carvão _ pelas atividades 
humanas e a destruição de florestas pelo fogo aumentam a concentração dos gases-estufa na atmosfera 
efeito estufa, elevando a temperatura global 
Fonte: Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Universidade de Cambridge 
Embora possam existir dúvidas sobre as causas de uma seca ou enchente, não há nenhuma 
ontrovérsia sobre alguns fatos básicos de nossa atmosfera. Gases como o vapor de água, o dióxido de carbono, 
o metano, os clorofluorcarbonos, o ozônio troposférico e o óxido nitroso criam um efeito estufa, que aprisionam o 
 
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calor perto da superfície terrestre e as concentrações de destes gases estão aumentando na atmosfera. Por causa 
deste aumento, espera-se que estes gases aprisionem mais energia na superfície e na atmosfera, o que, por sua 
vez, provocaria elevações na temperatura, alterações nos padrões d
imprevistas no clima do mundo . 
O princípio do efeito estufa explica o clima frio de Marte (onde o vapor 
eficiente, é virtualmente ausente), o clima quente de Vê
carbono e as condições são tão quentes que a vida, como a conhecemos, não sobreviveria) e o clima moderado 
aqui na Terra. Os cientistas sabem há décadas que um acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera p
aquecer o clima do planeta. 
Sabem também que somente as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, aumentaram 
aproximadamente 25 por cento desde que carvão, petróleo e gás passaram a ser as principais fontes de energia 
para alimentar a Revolução Industrial. 
As concentrações de dióxido de carbono no momento estão aumentando aproximadamente 0,4 por 
cento ao ano. Depois do vapor de água, o dióxido de carbono e o gás
naturalmente, mas também é produzido 
particularmente o carvão. 
Quando o combustível é queimado, seu carbono é oxidado em dióxido de carbono é 
de carbono também é liberado quando florestas são desmatadas e o m
apodrecer. Estas atividades humanas estão injetando quase 
cada ano. Ao comparar este número com o aumento real da concentração de dióxido de carbono 
(aproximadamente três bilhões de toneladas anualmente), os cientistas presumem que quase metade do carbono 
injetado na atmosfera e absorvida pelos oceanos e pela vida vegetal e a outra metade permanece na atmosfera. 
Foi só na ultima década que os cientistas descobriram que outr
modo importante para o aquecimento global. Sabe
naturalmente, mas há concordância e geral de que as atividades humanas estão colaborando para o aumento 
atual. Molécula por molécula, os gases a seguir absorvem radiação infravermelha muito mais eficientemente do 
que o dióxido de carbono. Devido ao fato de
do dióxido de carbono, o efeito isolado de cada
provavelmente igual ou maior do que o efeito do dióxido de carbono sozinho.
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FEI – ECOLOGIA – ENG. PARA A SUSTENTABILIDADE
re e as concentrações de destes gases estão aumentando na atmosfera. Por causa 
se que estes gases aprisionem mais energia na superfície e na atmosfera, o que, por sua 
vez, provocaria elevações na temperatura, alterações nos padrões de precipitação e outras mudanças ainda 
O princípio do efeito estufa explica o clima frio de Marte (onde o vapor - d’água
eficiente, é virtualmente ausente), o clima quente de Vênus (onde a atmosfera tem abundância de dióxido de 
carbono e as condições são tão quentes que a vida, como a conhecemos, não sobreviveria) e o clima moderado 
aqui na Terra. Os cientistas sabem há décadas que um acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera p
Sabem também que somente as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, aumentaram 
aproximadamente 25 por cento desde que carvão, petróleo e gás passaram a ser as principais fontes de energia 
ução Industrial. 
As concentrações de dióxido de carbono no momento estão aumentando aproximadamente 0,4 por 
cento ao ano. Depois do vapor de água, o dióxido de carbono e o gás-estufa mais abundante e eficaz. Ele ocorre 
também é produzido em grande quantidade durante a queima de combustíveis fósseis, 
Quando o combustível é queimado, seu carbono é oxidado em dióxido de carbono é 
de carbono também é liberado quando florestas são desmatadas e o material orgânico é queimado ou deixado 
apodrecer. Estas atividades humanas estão injetando quase seis bilhões de toneladas de carbono na atmosfera a 
cada ano. Ao comparar este número com o aumento real da concentração de dióxido de carbono 
bilhões de toneladas anualmente), os cientistas presumem que quase metade do carbono 
injetado na atmosfera e absorvida pelos oceanos e pela vida vegetal e a outra metade permanece na atmosfera. 
Foi só na ultima década que os cientistas descobriram que outros gases-estufa podem também contribuir de 
modo importante para o aquecimento global. Sabe-se que as concentrações de muitos destes gases variam 
naturalmente, mas há concordância e geral de que as atividades humanas estão colaborando para o aumento 
Molécula por molécula, os gases a seguir absorvem radiação infravermelha muito mais eficientemente do 
que o dióxido de carbono. Devido ao fato de suas concentrações na atmosfera serem muito menores do que as 
do dióxido de carbono, o efeito isolado de cada um deles e muito menor. O efeito 
provavelmente igual ou maior do que o efeito do dióxido de carbono sozinho. 
PARA A SUSTENTABILIDADE - CAPÍTULO N° 2- 2011 
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re e as concentrações de destes gases estão aumentando na atmosfera. Por causa 
se que estes gases aprisionem mais energia na superfície e na atmosfera, o que, por sua 
e precipitação e outras mudanças ainda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
d’água, gás-estufa altamente 
nus (onde a atmosfera tem abundância de dióxido de 
carbono e as condições são tão quentes que a vida, como a conhecemos, não sobreviveria) e o clima moderado 
aqui na Terra. Os cientistas sabem há décadas que um acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera poderia 
Sabem também que somente as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, aumentaram 
aproximadamente 25 por cento desde que carvão, petróleo e gás passaram a ser as principais fontes de energia 
As concentrações de dióxido de carbono no momento estão aumentando aproximadamente 0,4 por 
estufa mais abundante e eficaz. Ele ocorre 
em grande quantidade durante a queima de combustíveis fósseis, 
Quando o combustível é queimado, seu carbono é oxidado em dióxido de carbono é liberado. O dióxido 
aterial orgânico é queimado ou deixado 
bilhões de toneladas de carbono na atmosfera a 
cada ano. Ao comparar este número com o aumento real da concentração de dióxido de carbono 
bilhões de toneladas anualmente), os cientistas presumem que quase metade do carbono 
injetado na atmosfera e absorvida pelos oceanos e pela vida vegetal e a outra metade permanece na atmosfera. 
estufa podem também contribuir de 
se que as concentrações de muitos destes gases variam 
naturalmente, mas há concordância egeral de que as atividades humanas estão colaborando para o aumento 
Molécula por molécula, os gases a seguir absorvem radiação infravermelha muito mais eficientemente do 
suas concentrações na atmosfera serem muito menores do que as 
um deles e muito menor. O efeito combinado, , todavia, é 
 
Fonte: IPCC 
 
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 GRAFICO - AUMENTO DA TEMPERATURA MÉDIA GLOBAL
 
 
ALÉM DO CO2 EXISTEM MAIS TRÊS IMPORTANTES GASES E
METANO (CH4). 
 
O metano, também conhecido como gás natural, é produzido pela atividade bacteriana em charcos e 
plantações de arroz e nos aparelhos digestivos de animais ruminantes e insetos como o cupim. Grande parte do 
metano na atmosfera vem de fontes biológicas. Ele está
uma taxa de aproximadamente 1,1 porcento ao ano. Análises de bolhas de gases presas no gelo glacial mostram que 
o aumento nos níveis do metano acompanha o crescimento
mais eficaz do que o dióxido de carbono na apreensão de calor.
 
CLOROFLUORCARBONOS (CFCs) . 
 
Os clorofluorcarbonos são um grupo de compostos sintéticos usados em refrigeração, isolamento, 
espumas e outros processos industriais. Afora seu papel como gás
estratosfera, eles liberam cloro, que depois catalisa a decomposição o ar a nível da camada protetora que protege a 
Terra da radiação ultravioleta. Os CFCs com maior 
vezes mais capacidade do que o dióxido de carbono de prender calor, e o CFC 
capacidade. Ambos os compostos têm vida longa e estão aumentando na atmosfera uma velocidade de
O Protocolo de Montreal, um acordo internacional adotado em 1987 para limitar a produção de CFCs, diminuirá mas 
não eliminará a velocidade aumento. 
São também considerados como gases estufa pelo protocolo de kyoto os hidrofluorocarbonos (HFCs)
perfluorocarbonos (PFCs), e o hexafluoreto de enxofre (SF6).
OXIDO NITROSO (N2O). 
 
O óxido nitroso e produzido naturalmente pela agricultura. queima de madeira, a decomposição de 
resíduos de colheitas e a queima de combustíveis fósseis. O uso, na agr
nitrogênio presumivelmente acelera sua taxa de liberação. As concentrações atmosféricas de óxido nitroso estão 
aumentando aproximadamente 0,25 por cento ao ano. Seu tempo de residência na atmosfera e longo e, 
suas concentrações aumentariam por mais de 200 anos ainda, mesmo que as taxas de emissão ficassem congeladas 
nos níveis atuais. Os cientistas acreditam que os níveis de oxido nitroso no ano 2030 serão aproximadamente 34 por 
cento mais altos do que os níveis do período pré
que o dióxido de carbono de apreender calor.
 
 
2.4. A Resposta do Clima aos Gases
 
Usando modelos matemáticos tridimensionais do sistema climático, os cient
inferências sobre as condições do mundo no futuro. Os resultados de literalmente milhões de medições e cálculos 
durante o século passado indicam que a Terra está para sofrer 
décadas. Os modelos prevêem que por causa do dióxido de carbono e de outros gases que estão se acumulando 
na atmosfera desde 1860, a Terra provavelmente já está comprometida com um aumento de 0,5°C a 1,5°C na 
sua temperatura média. “Se as atuais emissões continuarem, o efeito estufa combinado de todos estes gases 
 
 
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AUMENTO DA TEMPERATURA MÉDIA GLOBAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXISTEM MAIS TRÊS IMPORTANTES GASES ESTUFA :
O metano, também conhecido como gás natural, é produzido pela atividade bacteriana em charcos e 
plantações de arroz e nos aparelhos digestivos de animais ruminantes e insetos como o cupim. Grande parte do 
e fontes biológicas. Ele está atualmente no nível de 1,7 partes por milhão
uma taxa de aproximadamente 1,1 porcento ao ano. Análises de bolhas de gases presas no gelo glacial mostram que 
o aumento nos níveis do metano acompanha o crescimento da população humana. Por molécula; ele é 25 vezes 
mais eficaz do que o dióxido de carbono na apreensão de calor. 
 
Os clorofluorcarbonos são um grupo de compostos sintéticos usados em refrigeração, isolamento, 
os processos industriais. Afora seu papel como gás -estufa, quando os CFCs sobem para a 
estratosfera, eles liberam cloro, que depois catalisa a decomposição o ar a nível da camada protetora que protege a 
Terra da radiação ultravioleta. Os CFCs com maior predominância são os CFC-12, que por molécula, tem 20.000 
vezes mais capacidade do que o dióxido de carbono de prender calor, e o CFC -11, com 17.500 vezes mais 
capacidade. Ambos os compostos têm vida longa e estão aumentando na atmosfera uma velocidade de
O Protocolo de Montreal, um acordo internacional adotado em 1987 para limitar a produção de CFCs, diminuirá mas 
São também considerados como gases estufa pelo protocolo de kyoto os hidrofluorocarbonos (HFCs)
perfluorocarbonos (PFCs), e o hexafluoreto de enxofre (SF6). 
O óxido nitroso e produzido naturalmente pela agricultura. queima de madeira, a decomposição de 
resíduos de colheitas e a queima de combustíveis fósseis. O uso, na agricultura, de fertilizantes minerais que contêm 
nitrogênio presumivelmente acelera sua taxa de liberação. As concentrações atmosféricas de óxido nitroso estão 
aumentando aproximadamente 0,25 por cento ao ano. Seu tempo de residência na atmosfera e longo e, 
suas concentrações aumentariam por mais de 200 anos ainda, mesmo que as taxas de emissão ficassem congeladas 
nos níveis atuais. Os cientistas acreditam que os níveis de oxido nitroso no ano 2030 serão aproximadamente 34 por 
e os níveis do período pré-industrial. Por molécula, este gás tem 250 vezes mais capacidade 
que o dióxido de carbono de apreender calor. 
2.4. A Resposta do Clima aos Gases-Estufa 
Usando modelos matemáticos tridimensionais do sistema climático, os cientistas conseguem fazer várias 
inferências sobre as condições do mundo no futuro. Os resultados de literalmente milhões de medições e cálculos 
durante o século passado indicam que a Terra está para sofrer uma significativa mudança climática nas próximas 
. Os modelos prevêem que por causa do dióxido de carbono e de outros gases que estão se acumulando 
na atmosfera desde 1860, a Terra provavelmente já está comprometida com um aumento de 0,5°C a 1,5°C na 
“Se as atuais emissões continuarem, o efeito estufa combinado de todos estes gases 
Fonte IPCC,1997
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STUFA : 
O metano, também conhecido como gás natural, é produzido pela atividade bacteriana em charcos e 
plantações de arroz e nos aparelhos digestivos de animais ruminantes e insetos como o cupim. Grande parte do 
atualmente no nível de 1,7 partes por milhão o e aumenta a 
uma taxa de aproximadamente 1,1 porcento ao ano. Análises de bolhas de gases presas no gelo glacial mostram que 
humana. Por molécula; ele é 25 vezes 
Os clorofluorcarbonos são um grupo de compostos sintéticos usados em refrigeração, isolamento, 
estufa, quando os CFCs sobem para a 
estratosfera, eles liberam cloro, que depois catalisa a decomposição o ar a nível da camada protetora que protege a 
12, que por molécula, tem 20.000 
11, com 17.500 vezes mais 
capacidade. Ambos os compostos têm vida longa e estão aumentando na atmosfera uma velocidade de 5 % ao ano. 
O Protocolo de Montreal, um acordo internacional adotado em 1987 para limitar a produção de CFCs, diminuirá mas 
São também considerados como gases estufa pelo protocolo de kyoto os hidrofluorocarbonos (HFCs), 
O óxido nitroso e produzido naturalmente pela agricultura. queima de madeira, a decomposição de 
icultura, de fertilizantes minerais que contêm 
nitrogênio presumivelmente acelera sua taxa de liberação. As concentrações atmosféricas de óxido nitroso estão 
aumentando aproximadamente 0,25 por cento ao ano. Seu tempo de residência na atmosfera e longo e, portanto, 
suas concentrações aumentariam por mais de 200 anos ainda, mesmo que as taxas de emissão ficassem congeladas 
nos níveis atuais. Os cientistas acreditam que os níveis de oxido nitroso no ano 2030 serão aproximadamente 34 por 
industrial. Pormolécula, este gás tem 250 vezes mais capacidade 
istas conseguem fazer várias 
inferências sobre as condições do mundo no futuro. Os resultados de literalmente milhões de medições e cálculos 
uma significativa mudança climática nas próximas 
. Os modelos prevêem que por causa do dióxido de carbono e de outros gases que estão se acumulando 
na atmosfera desde 1860, a Terra provavelmente já está comprometida com um aumento de 0,5°C a 1,5°C na 
“Se as atuais emissões continuarem, o efeito estufa combinado de todos estes gases 
Fonte IPCC,1997 
 
 
 
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seria igual a uma duplicação efetiva dos níveis de dióxido de carbono” - ponto em que o dióxido de carbono e 
outros gases-estufa combinados apreende a mesma quantidade de energia que o dióxido de carbono sozinho 
aprisionaria se sua concentração dobrasse com relação ao nível pré-industrial - já em 2030. Apesar de os 
modelos climáticos serem intricados e exigirem maciças quantidades tempo junto ao computador, eles são 
representações bastante simplificadas das realidades complexas do sistema climático propriamente dito. É difícil, 
por exemplo, incluir as nuvens nos modelos, muito embora estas possam ampliar ou moderar o efeito estufa. A 
maioria dos modelos não inclui adequadamente a dinâmica da circulação dos oceanos, um determinante essencial 
das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera. Os modelos também não conseguem incorporar toda a 
gama de incertezas sobre as respostas em potencial do sistema terrestre - a possibilidade, por exemplo, de que 
um aumento da temperatura possa alterar a cobertura de nuvens ou aumentar a velocidade com que as 
bactérias do solo decompõem materiais orgânicos inanimados e conseqüentemente acelerar a contribuição 
biológica do dióxido de carbono para atmosfera ou a possibilidade de que uma mudança no clima possa 
desencadear uma virada dramática na circulação dos oceanos, o que alteraria completamente a temperatura e os 
padrões de precipitação. 
 
2.5. Perguntas e respostas sobre o aquecimento global 
 
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O AQUECIMENTO GLOBAL 
1. A Terra está ficando mais quente? 
Sim. As temperaturas médias na superfície terrestre subiram entre 0,3 °C e 0,6 °C desde 1860 (data de início do 
registro). Especialistas atribuem parte desse aumento ao 'efeito estufa'. Os dez anos mais quentes do século 
aconteceram desde 1980 e há indícios de que os anos 90 estão sendo ainda mais quentes 
2. A elevação será de quantos graus? 
Segundo o Painel Intergovernamental sobre a Mudança do Clima (IPCC), órgão ligado à ONU que reúne cerca de 
2.000 cientistas, a temperatura média global da superfície terrestre subirá entre 1 °C e 3,5 °C até o ano 2100, se a 
emissão de gases não for controlada 
3. O que acontecerá com o clima da Terra? 
Ficará mais quente e mais úmido, mas não em todos os lugares. Cientistas dizem que haverá acréscimo nas chuvas 
e enchentes mais freqüentes em algumas áreas. Outras regiões poderão sofrer secas crônicas. Haverá um 
acréscimo no número de dias de verão extremamente quentes, mas a temperatura subirá mais durante o inverno 
em altas latitudes do hemisfério Norte 
4. O aquecimento global vai afetar o nível do mar? 
O calor provoca a expansão do volume da água. Se as geleiras continuarem a derreter, como tem acontecido, o 
nível do mar pode subir ainda mais. A projeção é de que a elevação média no ano 2100 será de cerca de 50 
centímetros, podendo variar de 15 cm a 90 cm. Se o nível do mar subir 1 metro, 17,5% das terras de Bangladesh, 
por exemplo, ficarão submersas 
5. O aquecimento afetará a saúde humana? 
Especialistas em saúde pública estão preocupados com a possibilidade de a elevação da temperatura facilitar a 
ocorrência de infecções e de doenças provocadas por insetos. De acordo com um estudo, os casos de malária 
podem aumentar em 80 milhões 
6. Haverá conseqüências negativas para a agricultura? 
O aquecimento poderá resultar em queda na produção de algumas áreas, mas, em compensação, poderá permitir a 
agricultura em regiões que hoje são muito frias 
7. A concentração de gases na atmosfera cresceu muito? 
Em 1750, época da Revolução Industrial, a concentração de CO2 na atmosfera era de aproximadamente 280 partes 
por 1 milhão (PPM). Agora, está próxima a 360 ppm, um acréscimo de cerca de 30%. O IPCC estima que, se as 
emissões continuarem nos níveis de 1994, a concentração de CO2 em 2100 será de 550 ppm. A humanidade joga 
cerca de 7 bilhões de toneladas de CO2na atmosfera todos os anos, o que representa acréscimo anual de cerca de 
1% na concentração de gases 
8. O que contribui para a elevação da temperatura e como evitá-la? 
A queima de combustíveis fósseis, principalmente petróleo e seus derivados e carvão, e de florestas. É preciso 
restringir os níveis atuais das emissões de gases-estufa. Para isso, é necessário desenvolver tecnologias que 
economizem energia e reduzam a emissão de poluentes. Também é preciso racionalizar as atividades industriais e 
de transportes e impedir a queima de florestas e áreas agrícolas 
Fonte: Folha de São Paulo 
 
 
 
2.6. Cronologia 
 
 
 
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CRONOLOGIA DO COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL 
Década de 70 
Durante a década de 70, começaram a surgir as primeiras revelações que apontavam para o aumento da 
concentração de CO2 na atmosfera. Cientistas e ambientalistas começaram a exigir medidas contra o aquecimento 
global. Nos anos seguintes, o assunto ganhou importância 
 
1988 
É criada a UNFCCC- Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas 
É criado o Painel Intergovernamental sobre Mudança no Clima (IPCC), reunindo 2.000 cientistas de todo o mundo, 
por determinação da Organização das Nações Unidas e da Organização Meteorológica Mundial. O objetivo é 
investigar a possibilidade de a Terra estar caminhando para um aquecimento global e quais as conseqüências que 
o fenômeno traria. 
É criada a UNFCCC- Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas 
 
1990 
Conferência de Genebra Suíça - É publicado o primeiro relatório do IPCC, que previu que os níveis de CO2 
dobrariam nos próximos cem anos. Como resultado, a temperatura global aumentaria de 1,5 °C a 4,5 °C. O 
trabalho também alertou para a possibilidade de o nível do mar subir e previu a ocorrência de grandes enchentes e 
secas, que poderiam ameaçar o suprimento de comida e água 
 
1992 
Chefes de Estado de diversos países do mundo reúnem-se no Rio de Janeiro para a primeira conferência de cúpula 
sobre a Terra. A Convenção do Clima, assinada durante a reunião, rejeitou cortes obrigatórios nas emissões de 
CO2, mas sugeriu às nações que reduzissem voluntariamente seus níveis de poluição aos de 1990. O ano 2000 foi 
o prazo estipulado para o início do controle 
 
1993 
O presidente norte-americano, Bill Clinton, declarou-se favorável à redução das emissões dos Estados Unidos de 
acordo com o proposto pela conferência do Rio. Logo ficou claro que os EUA, assim como a maioria dos países 
desenvolvidos, não conseguiriam reduzir suas emissões aos níveis de 1990 
 
1995 
COP-1: Berlim (Alemanha), 28/3 a 7/4 de 1995 
Na primeira Conferência das Partes, da qual participaram 117 países, estabeleceu-se o Mandato de Berlim como 
resultado consensual sobre a necessidade de se criar medidas efetivas para reduzir a emissão de GEEs, conforme 
os objetivos propostos pela CQMC (Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas) Ali foi feita a primeira 
revisão de adequação referente ao compromisso assumido pelos países desenvolvidos e da Europa Central e do 
Leste, listados no Anexo I da Convenção, de mitigar aos níveis de 1990 a emissão de GEEs até o ano 2000. A 
partir dessa revisão, chegou-se a conclusão de que tal compromisso não seria suficiente para o cumprimento das 
metas da CQMC, sendo necessária a elaboraçãode um documento, a ser apresentado em 1997, que tornasse 
oficial o comprometimento dos países do Anexo I em reduzir a emissão de GEEs. Documento este que resultou na 
criação do Protocolo de Kyoto. Ficou decidido também o desenvolvimento de um programa de implementação 
conjunta de atividades (Atividades Implementadas Conjuntamente, AIC) para facilitar e garantir o cumprimento 
das metas estabelecidas de mitigação da emissão de GEEs. As AICs são feitas entre um país do Anexo I e outro 
que não precisa cumprir as metas do Protocolo de Kyoto, tendo em vista a implantação de projetos em comum a 
partir de suporte e transferência de tecnologia. 
 
1997 
COP-3: Kyoto (Japão), 1 a 10/12 de 1997 
A terceira Convenção das Partes representou um importante passo no combate à mudança do clima, desde a 
criação da CQMC. Ali, diante da participação de 159 países, ficou decidida a adoção do Protocolo de Kyoto, que 
entraria em vigor a partir da ratificação de no mínimo 55 países, que juntos fossem responsáveis por 55% das 
emissões de GEEs. 
O Protocolo de Kyoto determina que as partes do Anexo I devem mitigar pelo menos 5,2% de suas emissões 
deGEEs nos níveis de 1990. O Japão assumiu o compromisso de reduzir 6%; a União Européia concordou em 
diminuir 8%; num primeiro momento, os Estados Unidos se comprometeram em reduzir 7%. Alguns países do 
Anexo I, como Rússia e Ucrânia, não assumiram compromissos. 
 
2001 
 
COP-7: Marrakesh (Marrocos), 29/10 a 9/11 de 2001 
 
 
 
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Algumas das regras estabelecidas na sétima COP incluem definição dos mecanismos de flexibilização; limitação 
para o uso e transferência de créditos originários de florestas, vendidos pelos países com maior potencial de 
geração de créditos de carbono (sobretudo Brasil, China e Índia) aos países do Anexo I; permissão para a adoção 
de programas unilaterais de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) sem que haja a participação de uma 
nação do Anexo I; e o estabelecimento de fundos internacionais de ajuda aos países subdesenvolvidos para que se 
adaptem às conseqüências das mudanças do clima. 
Em março, o recém-eleito presidente George W. Bush jogou um balde de água fria sobre a comunidade 
ambientalista do planeta: declarou que os Estados Unidos não ratificariam o Protocolo de Kyoto. O mundo reagiu 
com vigor e acusou a administração Bush de ser "isolacionista" e de converter-se em títere dos interesses 
energéticos e automobilísticos norte-americanos. 
 
 2002 
 
30.05 - União Européia ratifica o Protocolo de Kyoto 04.06 - Japão ratifica o Protocolo de Kyoto 
 
2005 
 
 16.02 – Após a ratificação da Rússia, entra em vigor o Protocolo de Kyoto sem a participação dos EUA 
 
2007 
 
(UNFCCC - COP 13),Bali. Os delegados reunidos na conferência climática da ONU em Bali concordou em incluir a 
conservação da floresta em futuras discussões sobre um tratado novo do aquecimento global 
 
 
 
Fontes: O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, PNUMA , Aguaonline, TierraAmérica,UNFCCC 
 
2.7. Primeiras Propostas para a Redução do Efeito Estufa 
(Taxas Sobre o Carbono ou Créditos Estufa) 
 
 “Ainda que no caso dos CFCs essas questões sejam complicadas e dispendiosas, serão 
infinitamente mais difíceis no caso dos gases estufa. Esta e uma das razoes para considerar, como parte 
integrante de qualquer acordo sobre mudanças climática, algum mecanismo que impeça os países de 
produzir gases estufa e ao mesmo tempo transfira dinheiro daqueles que estão dispostos a pagar para os 
que precisam ser subornados. Alguns acadêmicos já imaginaram programas para uma taxa internacional do 
dioxido de carbono produzido por cada pais, sendo a arrecadação utilizada para ajudar os países mais 
pobres a se adaptar, e licenças negociáveis a nível internacional para a produção de gases estufa, cuja 
distribuição visaria penalizar alguns países e subornar outros. Os instrumentos econômicos tem duas 
funções úteis nos tratados internacionais .Em primeiro lugar, oferecem um mecanismo de transferencia de 
recursos dos virtusos para os potencialmente perversos. 
Em segundo lugar, mantém baixo o custo de controle dos poluentes mundiais. O custo dessas 
medidas sempre produzirão um determinado beneficio ambiental a um custo baixo para sociedade do que 
a regulamentação estrita. A mera fixação, para cada pais, de uma meta de redução de sua emissão de 
CFCs, dióxido de carbono e outros gases nocivos será um método mais - talvez muito mais - dispendioso do 
que usar um mecanismo que leve em conta os custos da redução. Isto é duplamente importante para 
poluentes mundiais como os gases estufa. 0 que importa , em termos ambientais, não é quanto cada país 
em si produz, mas o total geral do planeta. Para o planeta, portanto, mais do que qualquer outro objetivo 
global fixado pelo acordo, o método mais eficiente será permitir que alguns países reduzam menos e 
outros mais. Estabelecer um objetivo constante para cada país digamos estabilização aos níveis de 1990 no 
final do século - (como propõe os EUA) pode parecer justo, mas na a verdade será profundamente 
ineficiente A taxa seria fixada ao mesmo nível para todos os países ,mas as receitas seriam revertidas por 
meio de alguma forma para subornar os não cooperadores. Estes poderiam ser os países em 
desenvolvimento. ou os grandes produtores de energia.” 
Cairncross,Frances - Meio Ambiente Custos e Benefícios Ed.Nobel 1991 
 
 
 
 
 
 
 
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2.8. Seqüestro de Carbono 
 
Os reservatórios de CO2 na terra e nos oceanos são maiores que o total de CO2 na atmosfera. 
Pequenas mudanças nesses grandes reservatórios podem causar efeitos significativos na concentração 
atmosférica. A liberação de 2% de carbono estocado nos oceanos, por exemplo, poderá dobrar a quantidade de 
dióxido de carbono na atmosfera As formas de seqüestrar carbono florestal podem ser simplificadamente 
classificadas em três tipos: 
a) preservação do estoque de carbono nas florestas já existentes através de ação protetora; 
b) aumento do estoque de carbono florestal por meio de uma ação combinada de práticas de manejo florestal 
sustentável, regeneração florestal e reflorestamento em áreas degradadas, ou introdução de atividades 
agroflorestais em áreas de agricultura; 
c) substituição de combustíveis fósseis por produtos de biomassa vegetal sustentáveis. 
Há muita polêmica sobre a retenção de carbono nas árvores. Enquanto a opinião mais aceita é a de 
que a maior incorporação de carbono ocorre durante a fase de crescimento das árvores (reflorestamento ou 
regeneração), que praticamente se estabiliza em uma floresta adulta (preservação de mata nativa). 
Outro ponto que coloca em questão a eficiência da retenção de carbono em florestas – o limite de 
temporalidade para essa retenção – é o de que um dia, finalmente, essa madeira será decomposta, e o carbono 
será então liberado novamente para a atmosfera. 
Há, ainda, outro aspecto que limita o alcance do seqüestro de carbono, de difícil previsão e 
contabilização, 
 
2.9. Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima: 
 
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 1992 foi assinada por mais 
de 150 Estados assinaram na "Cúpula da Terra", no Rio. Reconhecendo, assim, a mudança do clima como "uma 
preocupação comum da humanidade". Eles se propuseram a elaborar uma estratégia global "para proteger o 
sistema climático para gerações presentes e futuras". Os Governos que se tornaram Partes da Convenção 
tentarão atingir o objetivo final de estabilizar "as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível 
que impeça uma interferência antrópica (provocada pelo homem) perigosa no sistema climático." 
A Convenção fornece um "quadro" dentro do qual os governos podem trabalharjuntos para 
desenvolver novas políticas e programas que terão grande implicação na forma como as pessoas vivem e 
trabalham. É um texto detalhado, negociado com cuidado, que reconhece as preocupações especiais de 
diferentes grupos de países. 
A Convenção enfatiza que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pelas emissões 
históricas e atuais, devendo tomar a iniciativa no combate à mudança do clima; que a prioridade primeira de 
países em desenvolvimento deve ser o seu próprio desenvolvimento social e econômico, e que a sua parcela de 
emissões globais totais deve aumentar à medida que eles se industrializam; que estados economicamente 
dependentes de carvão e petróleo enfrentarão dificuldades se a demanda de energia mudar; e que países com 
ecossistemas frágeis, como pequenos países insulares e de terreno árido, são especialmente vulneráveis aos 
impactos previstos da mudança do clima. 
Ao tornarem-se Partes da Convenção, tanto os países desenvolvidos quanto os em 
desenvolvimento assumiram certo número de compromissos. Entre eles: 
● Submeter para apreciação informações sobre as quantidades de gases de efeito estufa que eles emitem, por 
fontes, e sobre seus "sumidouros" nacionais (processos e atividades que absorvem gases de efeito estufa da 
atmosfera, em especial, florestas e oceanos). 
● Desenvolver programas nacionais para a mitigação da mudança do clima e adaptação a seus efeitos. 
● Fortalecer a pesquisa científica e tecnológica e a observação sistemática do sistema climático e promover o 
desenvolvimento e a difusão de tecnologias relevantes. 
● Promover programas educativos e de conscientização pública sobre mudança do clima e seus efeitos prováveis. 
Os países desenvolvidos assumem certo número de compromissos adicionais que cabem somente 
a eles. Os mais importantes são: 
● Adotar políticas destinadas a limitar suas emissões de gases de efeito estufa e proteger e aumentar seus 
"sumidouros" e "reservatórios" de gases de efeito estufa. Eles se comprometeram a retornar suas emissões aos 
níveis de 1990 até o final desta década. Também submeterão informações detalhadas sobre seu progresso. A 
Conferência das Partes revisará a implementação geral e a adequação desse compromisso pelo menos duas 
vezes durante a década de 90. 
 
 
 
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● Transferir recursos tecnológicos e financeiros para países em desenvolvimento além da assistência que já seja 
por eles oferecida, e apoiar os esforços desses países no cumprimento de suas obrigações sob a Convenção. 
● Ajudar países em desenvolvimento que sejam particularmente vulneráveis aos efeitos adversos da mudança do 
clima para fazer frente aos custos de adaptação. 
 
 
Para fazer download completo do texto da convenção acesse ao 
site: http://www.mct.gov.br/clima/convencao/texto.htm 
 
2.10. Conferência sobre Mudanças Climáticas de Kyoto 
 
Em Dezembro de 1997 realizou-se em Kyoto no Japão uma conferência das partes contratantes da 
“Convenção do Clima”. A conferência adotou uma série de decisões importantes relativas ao aquecimento global. 
Estas decisões estão refletidas no “Protocolo de Kyoto”. O texto do Protocolo pode ser acessado em 
www.UNFCCC.int 
O Protocolo de Kyoto estabelece regras mais rígidas de redução de gases que causam o efeito estufa - 
os chamados GEE - do que aquelas previstas na Convenção Quadro da ONU sobre Mudança do Clima A redução 
será feita apenas por países industrializados em cotas diferenciadas de até 8%, entre 2008 e 2012. O documento 
estabelece que os países desenvolvidos - os inseridos no anexo I da Convenção - terão a obrigação de reduzir a 
quantidade de seis gases que provocam o efeito estufa em pelo menos 5%, em relação aos níveis de 1990. 
Para sua entrada em vigor, o Protocolo necessita ser ratificado por pelo menos 55 partes da Convenção, 
incluindo os países desenvolvidos que eram responsáveis por pelo menos 55% das emissões totais de dióxido de 
carbono em 1990. 
Sua ratificação e conseqüente entrada em vigor por parte dos países signatários, só ocorreu devido à 
ratificação do tratado pela Rússia. Mesmo com a recusa dos EUA em ratificá-lo. Apesar de serem responsáveis 
por cerca de 25% da emissão de GEEs no mundo, uma coalizão dos demais países, viabilizou a entrada em vigor 
do protocolo. Foi preciso reunir 55% dos "poluidores mundiais" para que o Protocolo passasse a ter força de lei 
internacional a partir de dezesseis de fevereiro de 2005. Atualmente já estão garantidos mais de 43.9% + 17.4% 
(da Rússia) = 61,39 % das emissões. 
Em março de 2001, o presidente George W. Bush saiu unilateralmente do acordo, alegando que este 
estaria equivocado e que seu cumprimento prejudicaria a economia americana. Essa posição trouxe um clima 
pessimista para a viabilidade do acordo multilateral, porém, paradoxalmente, também serviu para unir os demais 
países na necessidade de consenso. A fim de salvar o acordo, de não deixar que se perdessem dez anos de longa 
e árdua negociação e de defender uma solução de cooperação multilateral para o aquecimento global 
Mesmo sem os EUA, as reduções das emissões dos gases vão acontecer em várias atividades 
econômicas. O Protocolo estimula os países a cooperarem entre si através de algumas ações básicas: 
● reformar os setores de energia e transportes 
● promover o uso de fontes energéticas renováveis 
● eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção 
● limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos 
● proteger florestas e outros sumidouros de carbono 
A evolução das discussões nas Convenções das Partes (COPs) – tanto a COP1, de 1995, em Berlim, 
quanto a COP2, de 1996, em Genebra – culminou no Protocolo de Kyoto (PK) e na COP3 em Kyoto, em 1997, 
quando foi firmado um termo de compromisso de redução média de 5,2% na emissão de Gases de Efeito Estufa 
(GEE) aos níveis de 1990, entre 2008 e 2012, para os países do Anexo I. 7 O Protocolo de Kyoto, além de 
estabelecer os compromissos de redução, também estabelece três mecanismos de flexibilização, com o objetivo 
de permitir maior eficiência econômica na mitigação do efeito estufa. O Protocolo de Kyoto, prevê, ainda, além 
das medidas necessárias ao cumprimento dos compromissos da Convenção, três mecanismos de flexibilização a 
serem utilizados para o cumprimento das metas, quais sejam: 
a) a Implementação Conjunta - Joint Implementation (JI) - consiste na possibilidade de um país do 
Anexo I receber Unidades de Emissão Reduzida (UER), quando ajuda a desenvolver projetos que provoquem 
redução de emissão em outros países do Anexo I, de forma suplementar às ações domésticas (art. 6 do 
Protocolo); Dá maior flexibilidade aos países do Anexo I para investirem entre si no cumprimento de seus 
compromissos de redução; 
b) o Comércio de Emissões - Emission Trading (ET) - consiste na possibilidade de que países do 
Anexo I, compromissados em reduzir emissões de GEE, possam comercializar as unidades de emissão evitada 
com outras partes, com o objetivo de incrementar a eficiência econômica na redução de emissões (art.17 do 
 
 
 
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Protocolo); O Mercado Internacional das Emissões (International Emissions Trading), possibilita aos países do 
Anexo I comercializarem entre si as quotas de emissão e os créditos adquiridos através do MDL em países em 
desenvolvimento. O artigo 12 do PK define MDL somente em termos de “redução de emissões”, referindo-se, em 
princípio, à transferência de tecnologias limpas dos países industrializados para os países em desenvolvimento, a 
fim de que os últimos também passem a controlar as emissões, num esforço comum de mitigação do efeito 
estufa no longo prazo. Pela insistência dos EUA, as negociações evoluíram na equiparaçãodos conceitos de 
“redução das emissões de carbono” e “seqüestro de carbono emitido”, abrindo a possibilidade de incluir o 
seqüestro de carbono florestal nos MDLs. Os opositores a essa inclusão argumentavam que os projetos florestais 
não reduzem as emissões mas apenas as capturam 
c) o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) - Clean Development Mechanism (CDM) - que permite 
aos países industrializados financiar projetos de emissão evitada em países em desenvolvimento e receber 
créditos por assim agirem, como forma de suprir parte de seus compromissos (art. 12 do Protocolo). 
Os dois primeiros mecanismos são de exclusividade dos países que compõem o Anexo I e o terceiro (MDL) 
possibilita os países em desenvolvimento auxiliarem na preservação do equilíbrio climático global. 
 
2.6.1. Os MDL(s) – Mecanismos de Desenvolvimento Limpo 
 
Também foi aprovado a criação, de um “Fundo de Desenvolvimento Limpo” proposto pelo Brasil, para 
facilitar a transferência de tecnologias aos países em desenvolvimento e permitir que eles cresçam sem repetir o 
padrão de uso de derivados de petróleo e de carvão dos países industrializados. 
É a parte mais controvertida do Acordo de Kyoto pois permite às nações comprar direitos de poluição de 
outras nações. As licenças de quotas de emissões são apresentadas como solução de "livre de mercado" para 
problemas ambientais. 
Os MDL(s), Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, criados no artigo 12 do Protocolo diz que: "o 
objetivo do mecanismo de desenvolvimento limpo deve ser assistir às Partes não incluídas no anexo I para que 
atinjam o desenvolvimento sustentável e contribuam para o objetivo final da Convenção e assistir às Partes 
incluídas no anexo I para que cumpram seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões". 
Mais à frente, o documento estabelece que as Partes não incluídas no anexo I poderão se beneficiar "de 
atividades de projetos que resultem em reduções certificadas de emissões"; e as Partes incluídas no anexo I 
"podem utilizar as reduções certificadas de emissões, resultantes de tais atividades de projetos, para contribuir 
com o cumprimento de parte de seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões".Ou seja, 
fica criada assim a possibilidade de países desenvolvidos (os do anexo I) negociarem com países não-anexo I 
(normalmente, os países em desenvolvimento) a redução de emissões de GEEs nestes últimos. Iso pode ser feito, 
por exemplo, através do financiamento de projetos de substituição de energia fóssil por energia renovável, ou de 
atividades de redução de gases nocivos na atmosfera - como o seqüestro de carbono. Este mercado em potencial 
é o que mais tem recebido atenção dos ambientalistas e, principalmente, dos países desenvolvidos que não 
querem diminuir suas atividades produtivas, o que levaria à diminuição dos GEEs. O mecanismo possibilita a 
elaboração, por países em desenvolvimento, de projetos voltados à redução das emissões de CO² causadas pela 
queima de carvão e de derivados de petróleo. Com base nesses projetos, seus países receberiam certificados 
chancelados de quotas em toneladas de carbono, correspondentes às reduções propostas, que poderiam ser 
vendidos a países com metas de redução de emissões. O fluxo estimado de capitais em CDM pode chegar a US$ 
17. 
Esta permissão para poluir não deverá exceder a capacidade de absorção do ecossistema. Em outras 
palavras, alguém tem que determinar a quantidade total de poluição que o ecossistema pode tolerar, o que 
dificilmente poderá ser exeqüível. Outro problema seria a alocação e distribuição dos recursos financeiros 
gerados, (direitos para poluir). Eles devem ser inicialmente distribuído a vários setores (indivíduos, firmas, ou 
nações, por exemplo)? Como efetuar distribuição justa? Devem estes direitos serem considerados propriedade 
pública ? Devem passar por uma licitação? Ou simplesmente devam vendidos por um preço predeterminado? 
Questiona-se também se ao plantar uma árvore agora e daqui a alguns anos ela for queimada ou 
cortada, os países que investiram terão direito ao dinheiro de volta. 
Outro principio bastante questionável é da “adicionalidade”. Onde estaria a adicionalidade de um plantio 
de eucalipto para uma empresa de papel e celulose? Se a adicionalidade está no plantio em relação a uma área 
de pastagem pré-existente. Mas essas empresas precisam plantar eucalipto para produzir celulose e papel, uma 
vez que não existe o "ato nobre" de se preocupar com o meio ambiente. Muito pelo contrário. Todos sabem dos 
problemas causados pelas grandes áreas ocupadas com eucalipto. 
Visando a aproveitar a possibilidade de negociar certificados de emissão de carbono, as nações ricas já 
estão atentas a projetos implementados em países em desenvolvimento: mesmo sem o Protocolo de Kyoto estar 
 
 
 
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vigorando. Os projetos que se voltam para a diminuição dos GEEs na atmosfera que tenham se iniciado a partir 
de 2000 poderão ser aproveitados e considerados como MDL(s), quando o Protocolo entrar em vigor de acordo 
com o artigo 12 "reduções certificadas de emissões obtidas durante o período do ano 2000 até o início do 
primeiro período de compromisso podem ser utilizadas para auxiliar no cumprimento das responsabilidades 
relativas ao primeiro período de compromisso." 
É o caso, por exemplo, da recém-implementada iniciativa da Prefeitura de Palmas, Tocantins. Divulgada 
como o primeiro projeto de seqüestro de gás carbônico em área urbana no mundo, a intenção é que se absorva 
anualmente 16 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, totalizando 246.110 toneladas em 15 
anos. A novidade prevê a preservação de 3.700 hectares de áreas não degradadas, o reflorestamento de 1.500 
hectares de áreas degradadas e a implantação de 300 hectares de praças e jardins até 2005. 
Neste contexto em que as atenções recaem sobre o futuro "mercado de 
carbono" e - em menor escala - sobre a troca de energias fósseis por renováveis, problemas não deixam de ser 
apontados no modelo que pode surgir a partir daí. O primeiro deles é que, com, os países negociando ao bel-
prazer financiamento de projetos que diminuam a emissão de gases, a questão - essencialmente ambiental e de 
desenvolvimento - pode vir a se reduzir a um assunto econômico uma que este fator tem sido decisivo para que 
países ratifiquem ou não o Protocolo - afinal, aqueles que não querem diminuir sua produção são os que têm se 
recusado a reafirmar o documento. Além disso, outro risco iminente é que a possibilidade de usar o MDL seja um 
pretexto para que países desenvolvidos continuem poluindo da forma que sempre fizeram. 
O comércio de carbono pode muito bem passar a ser uma das maiores indústrias do século 21. 
Estimativas baseadas no potencial do comércio de carbono nos Estados Unidos e Europa indicam que poderá ser 
avaliado entre 30 e 100 bilhões quando estiver funcionando em sua plenitude. 
O preço de compensação de mercado para o comércio de carbono completo no Estados Unidos pode 
alcançar de US$ 30 a US$ 40 por tonelada, e de US$ 70 a US$ 80 por tonelada no mercado europeu e japonês 
Protocolo de Kyoto, em seu art. 12.5, estabelece algumas condições básicas para que as reduções de 
emissões de GEE resultantes de um projeto ou de uma atividade de projeto obtenham Certificado de Redução de 
Emissões. Tais condições demonstram que nem todos os projetos que resultem em redução de emissões serão 
elegíveis, ou seja, para que seja reconhecida a elegibilidade de um projeto o mesmo deve apresentar requisitos 
básicos para candidatar-se como um projeto de MDL, quais sejam: 
a) Benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo relacionados com a mitigação do clima; 
b) Reduções de emissões que sejam adicionais às que ocorreriam na ausência da atividade certificada de projeto; 
c) Participação voluntária e promoção do desenvolvimentosustentável. 
Assim, para que os projetos sejam considerados elegíveis é necessário que atendam integralmente as 
três condições acima mencionadas, estabelecidas no art. 12, item 5 do Protocolo de Kyoto. Portanto, pode haver 
projetos que eventualmente apresentem redução de emissões de GEE, porém não promovam o desenvolvimento 
sustentável, ou vice-versa, o que os torna inelegíveis. 
Há várias empresas especializadas no desenvolvimento de projetos que reduzem o nível de gás 
carbônico na atmosfera e na negociação de certificados de emissão do gás. Preparam-se para negociar contratos 
de compra e venda de certificados que conferem aos países desenvolvidos o direito de poluir. 
Os MDL s são alternativas que implicam em assumir uma responsabilidade para reduzir as emissões de 
poluentes e promover o desenvolvimento sustentável. Trata-se de um mecanismo de investimentos, pelo qual 
países desenvolvidos podem estabelecer metas de redução de emissões e de aplicação de recursos financeiros 
em projetos como reflorestamentos, produção de energia limpa. As empresas, por exemplo, ao invés de utilizar 
combustíveis fósseis, que são altamente poluentes, passariam a utilizar energia produzida em condições 
sustentáveis, como é o caso da biomassa. 
De fato, os reflorestamentos – ou a regeneração das florestas – apenas capturam o carbono já 
emitido. Porém, os defensores contra-argumentavam que as ações que concorrem para evitar o desmatamento 
ou a degradação das florestas existentes apresentam também o efeito de reduzir emissões. De qualquer forma, 
a inclusão ou exclusão das florestas no MDL não depende tanto de uma leitura legalista do Protocolo, mas de 
uma decisão negociada entre as partes. Aliás, essa questão foi uma das mais polêmicas, marcando as diferenças 
de posições entre os blocos de países nas últimas Conferências de Clima. 
 
2.11. A Posição dos Países Industrializados 
 
Uma vez ratificado o PK, o compromisso dos países industrializados em reduzir as emissões de 
carbono será transferido para as empresas intensivas em emissão nesses países, por meio de uma política que 
regulamentará as obrigações de redução contra as emissões das respectivas empresas. Na realidade, a posição 
dos países industrializados nas convenções mundiais sobre o clima (somam-se a estes os países produtores de 
 
 
 
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petróleo) apresenta fortes lobbies das empresas intensivas em emissão. Cada vez mais, as grandes corporações 
poluidoras, principalmente as geradoras de energia e do setor de transporte, estão se antecipando a essa 
política, adotando planos de redução das emissões. 
A lógica subjacente a essa estratégia é a de que quanto antes às empresas agirem, mais estará se 
garantindo diante de barreiras futuras, prevenindo-se contra custos maiores e criando possibilidades de fontes 
de receitas. Em outras palavras, agindo antes, as empresas transformam uma ação defensiva em uma ofensiva 
inteligente. 
Diante desse novo mercado em formação, as empresas que não buscarem oportunidades e 
alternativas correm o risco de ficar para trás e terem de pagar altos preços pelos certificados de carbono quando 
o regulamento para a emissão global estiver em vigor. Enfim, uma melhor colocação nessa corrida traduz-se na 
capacidade de competição da empresa no futuro. 
É nesse contexto que se afiguram as alternativas do MDL de eficiência energética, recursos 
renováveis, preservação florestal, reflorestamento e manejo sustentável de florestas, que refletem uma variação 
ampla de possibilidades, custos e riscos, bem como de níveis de sincronização e de oportunidades. A 
racionalidade empresarial tende sempre a perseguir a alternativa menos custosa. E, ao serem comparadas as 
várias opções, percebe-se que as tecnologias para eficiência energética são as mais caras, e as do seqüestro de 
carbono florestal, as mais baratas. 
Nesse sentido, é indiscutível que é muito mais custoso para uma empresa geradora de energia 
termelétrica num país industrializado desenvolver tecnologia de ponta para aperfeiçoar sua eficiência do que 
investir em florestas para capitular carbono – preferencialmente em países em desenvolvimento, onde os custos 
são comparativamente menores em relação aos países do primeiro mundo. 13 Além disso, o seqüestro de 
carbono florestal pode constituir uma oportunidade de renda para as empresas e de reconhecimento pelo serviço 
ao meio ambiente. 
A racionalidade econômica encara com muita objetividade a questão da mudança do clima global. Sob 
esse ponto de vista, é inegável que a economia global está transformando o clima global, porém, por sua vez, 
também está sendo transformada pela mudança climática. 
Um mercado significativo está emergindo, resultante das alternativas para reduzir e estocar/ 
seqüestrar carbono. 
Estima-se que, com o compromisso de redução da emissão de carbono estipulado no PK, estar-se-ia 
criando um mercado global de redução de aproximadamente um bilhão de toneladas ao ano em 2012, com valor 
de investimentos entre US$ 30 e US$ 100,00 bilhões anuais, uma vez em plena operação. Há prognósticos que 
indicam que o mercado de carbono será a maior indústria do século XXI, fato que explica as iniciativas das 
grandes corporações de se adiantarem, e dos governos nacionais14 de se empenharem na corrida da construção 
e definição de sistemas de troca das emissões para poder levar maior vantagem. 
As companhias de seguros oferecem um bom indício da perspectiva desse mercado, pois estão 
cobrando taxas cada vez mais elevadas e reduzindo a cobertura de áreas propensas a riscos. É como se a 
racionalidade econômica do sistema de produção capitalista se apercebesse de que é mais barato prevenir ou 
reduzir emissões do que arcar com os altos custos de desastres climáticos. O processo de “esverdeamento do 
capital” se acerca e incorpora a questão ambiental de variadas formas, pelo lado da produção, de novos 
mercados, da competição e da rentabilidade. Infelizmente, esse processo, que é regido estritamente pela 
racionalidade técnico-econômica, deixa de longe a indissociável questão social. 
 
2.12. Comércio de Créditos de Carbono 
 
Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As 
agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de 
enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem 
no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. As empresas recebem bônus 
negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de 
poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar 
certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa 
estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados 
através das Bolsas de Valores e de Mercadorias e os contratos na bolsa dos EUA. (Emission Trading - Joint 
Implementation). 
Trata-se de um mecanismo de investimentos, pelo qual países desenvolvidos podem estabelecer metas 
de redução de emissões e de aplicação de recursos financeiros em projetos como reflorestamentos, produção de 
energia limpa. As empresas, por exemplo, ao invés de utilizar combustíveis fósseis, que são altamente poluentes, 
 
 
 
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passariam a utilizar energia produzida em condições sustentáveis, como é o caso da biomassa. Existe, enfim, 
uma gama enorme de projetos ambientais e operações de engenharia financeira que podem ser desenvolvidos no 
Brasil, proprietário das sete matrizes ambientais. (água, energia, biodiversidade, madeira, minério, reciclageme 
controle de emissão de poluentes - água, solo e ar) 
As trocas de créditos de cotas entre países desenvolvidos que estabelecem limitem de “direitos de 
poluir” (Joint Implemetation e Emission Trading), pode ser transformada em títulos comercializáveis em mercados 
de balcão (contratos de gaveta - side letters), ou em mercados organizados (Bolsas, Interbancários, 
Intergovernamentais, etc). Mas afirmar que poluição é mercadoria é um absurdo conceitual e chamá-la de 
“commodity ambiental” é uma contradição. 
Existe o risco dos certificados de carbono serem transformadas apenas numa operação financeira para 
dar lucros aos seus investidores e acabar não gerando nenhuma vantagem para o meio ambiente. Isto é, se os 
instrumentos econômicos forem uma promessa de capturar carbono no futuro. 
 
2.13. GHG Protocol 
 
O Greenhouse Gas Protocol (GHG Protocol) é uma ferramenta contábil utilizada por grandes empresas 
e governos para compreender, quantificar e gerenciar as emissões de gases de efeito estufa. É resultado da 
parceria entre o World Resources Institute (WRI) e o World Business Council for Sustainable Development 
(WBCSD). O GHG Protocol visa trabalhar com empresas, governos e grupos ambientalistas em todo o mundo dar 
credibilidade e eficácia aos programas de combate às mudanças climáticas. 
O GHG Protocol Initiative surgiu quando WRI e WBCSD perceberam que uma norma internacional de 
contabilidade de GEEs e relatórios corporativos seria necessária em função da evolução da política de mudanças 
climáticas. O programa conta com grandes parceiros corporativos, tais como a British Petroleum, General Motors 
e a Monsanto. 
O GHG Protocol tornou-se o padrão coorporativo, com o desenvolvimento uma suíte de ferramentas 
de cálculo de modo a facilitar às empresas o calculo de suas emissões de gases de efeito estufa, além da 
elaboração de documentos com orientações adicionais. 
Em 2006, a International Organization for Standardization (ISO) aprovou a Norma Corporativa como 
base para quantificação de gases de efeito estufa são elas: 
 
ABNT NBR ISO 14064 – Parte 1 – Especificação e orientação a organizações para a quantificação e elaboração 
de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa; 
ABNT NBR ISO 14064 – Parte 2 – Especificação e orientação a projetos para quantificação, monitoramento e 
elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa; 
ABNT NBR ISO 14064 – Parte 3 – Especificação e orientação para validação e verificação de declarações 
relativas a gases de efeito estufa.. 
A ISO, WBCSD e WRI assinaram um protocolo de entendimento em dezembro de 2007 para promover 
em conjunto os dois padrões globais. 
O GHG Protocol é a ferramenta mais utilizada para a realização de inventários de gases de efeito estufa 
(GEE). O método é compatível com as normas do ISO e com as metodologias de qualificações do Painel 
Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). A aplicação da metodologia GHG Protocol no Brasil acontece 
de modo adaptado ao contexto nacional e tem como foco o Corporate Standard, que é o padrão para inventário 
e relatório corporativos de GEEs. 
O inventário de emissões é uma espécie de raios-X que se faz em uma empresa, grupo de empresas, 
setor econômico, cidade, estado ou país para se determinar fontes de gases de efeito estufa (GEE) nas 
atividades produtivas e a quantidade de GEE lançada à atmosfera. Fazer a contabilidade em GEE significa 
quantificar e organizar dados sobre emissões com base em padrões e protocolos e atribuir essas emissões 
corretamente a uma unidade de negócio, empresa, país ou outra entidade. 
No caso dos inventários corporativos, esses objetivos são alcançados pela aplicação de cinco passos básicos: 
1- definir os limites operacionais e organizacionais do inventário. 
2- coletar dados das atividades que resultam na emissão de GEE. 
3- calcular as emissões. 
4- adotar estratégias de gestão, como aumento de eficiência, projetos para créditos de carbono, introdução de 
novas linhas de produtos, mudança de fornecedor etc. 
5 - relatar os resultados. 
 
 
 
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Um inventário de emissões deve ser estabelecido como um processo contínuo, que permita identificar a 
evolução dos esforços de mitigação de uma instituição ou região e aprimorar essas medidas progressivamente. 
Para colocar em prática um inventário de emissões, é importante adotar metodologias ou protocolos 
reconhecidos, como é o caso do GHG Protocol. Para que o inventário seja bem sucedido, sua elaboração deve 
seguir os cinco princípios que fazem parte do padrão GHG Protocol Corporate Standard e da norma ISO 14064-
1: relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. 
 
2.14. REDD - Reducing Emissions from Deforestation and Degradation (Redução de Emissões por 
Desmatamento e Degradação Florestal). 
 
O conceito básico é simples: governos, empresas ou proprietários de florestas nos países em 
desenvolvimento, devem ser recompensados por manter as suas florestas, em vez de derrubá-las. O REDD é 
um mecanismo criado para incentivar os países a proteger e melhorar a gestão dos seus recursos florestais, 
contribuindo assim na luta global contra as mudanças climáticas. Os programas de REDD visam agregar valor à 
“floresta em pé”, dando valor financeiro ao carbono armazenado nas árvores. Uma vez que o carbono for 
avaliado e quantificado poderá transformar-se em créditos de carbono. O objetivo REDD é direcionar a 
econômia em favor de uma gestão sustentável das florestas, de modo a gerar benefícios ambientais 
economicos e sociais para as comunidades do entorno, ao mesmo tempo em que contribua para manter a 
biodiversidade das florestas e redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. 
Permitirá aos países desenvolvidos receber créditos de carbono pelo financiamento de projetos de 
conservação que reduzam o desmatamento nos países em desenvolvimento. Segundo a proposta, países 
desenvolvidos que financiarem projetos de proteção florestal em países como o Brasil poderiam obter créditos 
pelo carbono que deixar de ser emitido. 
A idéia de fazer pagamentos para evitar o desmatamento e a degradação florestal foi discutida nas 
negociações do Protocolo de Quioto, mas acabou por ser rejeitada. O mecanismo de REDD foi desenvolvido a 
partir de uma proposta em 2005 por um grupo de países que se autodenominam da Coalizão para Florestas 
Tropicais. Dois anos mais tarde, a proposta foi retomada na Conferência das Partes na Convenção em Bali 
(COP-13). 
 
2.15. REDD Plus 
 
Serão utilizados para atividades voltadas para as comunidades locais, povos indígenas. Portanto, envolve 
reforçar as florestas existentes e aumentando a cobertura florestal. Para o acionamento dos mecanismos de 
REDD plus há a necessidade da mobilização de recursos financeiros dos países desenvolvidos. O Acordo prevê 
o compromisso coletivo dos países desenvolvidos, através de instituições internacionais da ordem de 30 bilhões 
de dólares até 2012. 
 
Links sobre o assunto 
http://www.redd-oar.org/ 
http://www.forumredd.org 
http://www.un-redd.org/ 
 
2.16. Atividades do capítulo 
 
1. O que são mudanças globais? 
2. Quais são os principais gases estufas e suas respectivas fontes emissoras? 
3. Como contabilizar a participação dos diversos países em termos da emissão de gases estufa? 
4. Quais as principais propostas discutidas na Conferência Sobre Mudanças Climáticas de Kyoto? 
5. O que significa “ seqüestro” de carbono? 
6.O que são os MDLs ? Quais os seus prós e contras? 
7. No que consistem os inventários de carbono ? 
8. O que são mecanismos de REDD?

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