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EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
RESENHA DE DIREITO TRIBUTÁRIO 
A TRIBUTAÇÃO COMO FORMA DE CONTROLE SOCIAL 
 
 
Domingos Amândio Eduardo1 
Alexandre de Carvalho Ayres 2 
 
RESUMO 
Fundamentado na obra de do grande mestres do Direito Tributário brasileiro, Alexandre 
de Carvalho Ayres, intitulada A INEXIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA NOS CRIMES 
TRIBUTÁRIOS: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA UTILIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO 
FISCAL PARA FINS PENAIS COMO FORMA DE EXECUÇÃO FISCAL POR VIA 
TRANSVERSA, de relevante valor, o presente artigo visa abordar o tema do capítulo 1 
- A Tributação Como Forma De Controle Social, de forma concisa, objetiva e prática 
para que possa servir de instrumento acadêmico para as áreas das Ciências Sociais 
aplicadas, como o Direito e a Administração de Empresas e, também, às graduações 
tecnológicas na área de negócios, como Gestão Financeira, Gestão de Recursos 
Humanos, Logística e outras. 
 
Palavras chaves: Direito tributário, Função Social, Responsabilidade Social Tributária 
 
 
 
 
 
1 Acadêmico de Direito da Faculdade CNEC de Joinville 2016-2021. 
 
2 Mestre em Direito de Empresa e Tributação pela Universidade Cândido Mendes (UCAM - 2018). 
Especialista em Direito Público e Privado pelo Instituto Superior do MPERJ (ISMP - 2012), Possui 
Especialização em Prática de Direito Tributário (UNESA - 2008), possui curso de atualização em Direito 
Societário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RIO - 2010), graduado em Direito pela Universidade 
Estácio de Sá (UNESA - 2007.1), professor de Direito Tributário da Faculdade CNEC Lemos Cunha 
(CNEC - Ilha do Governador), professor de Direito Tributário e Planejamento Tributário dos cursos de Pós-
Graduação da UNIGRANRIO, professor de Direito Tributário e Planejamento Tributário e Penal Tributário 
dos cursos de Pós-Graduação da UCAM, Advogado Tributarista e de Penal Econômico e Tributário, sócio 
fundador do escritório Ayres e Masullo Assessoria Jurídica Empresarial. 
EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A sociedade é um conjunto de pessoas que vive sob um mesmo pacto, 
um acordo, um contrato, um sistema onde todos cedem parte dos seus direitos 
em benefício da coletividade. 
 Segundo AYRES3, a história da tributação está diretamente ligada à 
história da organização das sociedades, haja vista que sempre foram 
necessários recursos para manter a vida. Neste sentido, a nobreza impunha 
tributo aos plebeus e seus súditos. 
 Nos tempos antigos quando aconteciam guerras entre tribos e reinos, aos 
perdedores era imposto o dever de pagar tributos. A história cristã descrita nos 
evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João faz menção à cobrança de tributos, 
quando apresenta a história de Jacó, o coletor tributos eram igualmente 
impostos. Em determinada ocasião quando se questionavam sobre a 
necessidade de pagarem ou não tributos ao império, Jesus Cristo ensinou os 
seus discípulos sobre a necessidade de pagarem os impostos ao rei, dizendo-
lhes para “dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. 
 MAQUIAVÉL4 (2001) Apud AYRES (2018), defendeu, em seus 
ensinamentos para conquistar outros reinos, e alguns deles passavam pela 
tributação. 
1.2 O CONTROLE SOCIAL 
Max Webber (Apud AYRES, 2018) assemelhou o conceito de controle 
social ao de dominação, pois ao se colocarem sob as regras estabelecidas pelo 
Estado também permitiam o controle de suas vidas. 
 
3 AYRES, Alexandre de Carvalho. A Inexibilidade de conduta diversa nos crimes tributários: uma análise 
crítica da utilização da representação fiscal para fins penais como forma de execução fiscal por via 
transversa, Florianópolis: Editora Habitus, 2019, p. 31. 
4 MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe, São Paulo: Editora Martins Fontes, 2001. 
EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
O pensamento de Webber, apesar de descrito em 1964, esboça o 
desenho político para a garantia do controle social até os dias de hoje. Neste 
sentido ele afirmou: 
Além desses interesses econômicos diretos, que naturalmente existem 
em toda parte entre as camadas que vivem do exercício do poder 
político, a luta pelo prestígio concerne a todas as estruturas específicas 
de dominação e, portanto, a todas as estruturas políticas. Essa luta não 
é idêntica simplesmente ao “orgulho nacional” — falaremos disso mais 
adiante — e não é idêntica ao simples orgulho das qualidades 
excelentes, reais ou imaginárias, da nossa comunidade política ou pela 
simples posse dessa estrutura. Esse orgulho pode estar muito 
desenvolvido, como ocorre entre os suíços e noruegueses, e não 
obstante pode ser, na prática, rigorosamente isolacionista e isento de 
pretensões de prestígio político5. 
A vida em sociedade só é possível quando existir controle social, e este é 
realizado por intermédio da lei. Nos dias atuais, em razão do sistema republicano 
e do regime democrático, pode-se afirmar que o controle social passou a ser feito 
pela participação popular. 
De acordo com AYRES6 apesar da visão moderna de controle social, é 
mister não abandonar em definitivo a visão de Thomas Hobbes (Apud AYRES)7 
para regular a maldade humana através da imposição da lei. 
Thomas Hobbes foi intransigente no seu raciocínio, tanto é que para ele, 
quer alguém tivesse conhecimento ou não da lei, se a infringisse, o cidadão 
deveria ser punido. 
1.3. A TRIBUTAÇÃO COMO FORMA DE CONTROLE SOCIAL 
O direito tributário é um ramo do direito público que tem como propósito 
regular como ocorre a cobrança de tributos pelo Estado das pessoas naturais e 
jurídicas. A função do direito tributário dentro do ordenamento jurídico brasileiro 
é analisar a natureza dos tributos, avaliando se os tributos criados têm previsão 
legal, destino amplamente indicado e se são constitucionais. O espectro de 
 
5 WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Ed. Guanabara: Rio de Janeiro, 1981. p. 103. 
6 Ibdem, p. 31 
7 HOBBES, Thomas. O Leviatã. 2ᵃ ed. São Paulo: Editora Martin Claret, 2008. 
EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
estudo desse ramo do direito, então, começa na criação dos tributos e acaba na 
efetiva arrecadação deles pelo Estado, que os cobra da sociedade. 
O direito tributário controla uma sociedade fiscalizando se a aplicação dos 
tributos que o Estado aponta está sendo realizada de forma correta. Todos nós, 
enquanto pessoas dentro de uma sociedade, estamos sujeitos à tributação. 
Isso ocorre diariamente nas atividades profissionais, na relação de 
compra e venda, no consumo de bens duráveis e não-duráveis, na manutenção 
da infraestrutura da onde moramos, enfim, em todos os aspectos da nossa vida 
em sociedade. O direito tributário estuda a legalidade e a devida aplicação 
desses tributos, levando em consideração os princípios da legalidade, da 
isonomia e da capacidade contributiva, por exemplo, é importantíssimo para 
evitar uma ação autoritária sobre a economia da sociedade. 
Segundo AYRES8, apesar de existirem vozes dissonantes quanto a 
necessidade do Estado, poucos são aqueles que realmente defendem com 
coerência a sua extinção. Para que um Estado exista e se sustente, é necessário 
que ele busque recursos para a sua manutenção. 
Desde os tempos antigos foi assim. Apôs a vitória da guerra, o Estado 
vencedor submetia o povo do Estado derrotado ao pagamento de tributos muito 
severos, para celebrar sua vitóriae também para manutenção da paz (ou, estado 
de não beligerância). Ainda em épocas de paz quando algum viajante cruzasse 
feudos, era obrigado pelo proprietário ao pagamento de impostos na ida e no 
seu regresso, mantendo as pessoas sob o jugo dos nobres. 
As estradas eram vigiadas por exércitos privados, e por esse motivo os 
proprietários delas sujeitavam quem por lá trafegasse, ao pagamento de 
impostos, a fim de garantir-lhes a segurança de suas vidas e mercadorias. 
Assemelha-se hoje ao pedágio, apesar das diferenças proporcionais. Quem 
 
8 Ibdem, p. 32 
EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
optasse por não pagar os impostos arriscava-se a ser assaltado, saqueado e 
morto por bandidos que abundavam os lugares desprotegidos. 
De acordo com Aliomar Baleeiro9 Apud AYRES10 a tributação é uma 
atividade do Estado exercido por meio de coação, que através deste meio 
mantem o controle sobre determinada sociedade. Digno de realce, AYRES 
(2018) descreve o ato de tributar como algo benéfico à sociedade, nos seguintes 
termos: 
Em um estado social, o qual prima pelo bem-estar de toda coletividade, 
a arrecadação tributária tem como justificativa a manutenção das 
escolas, hospitais, segurança, estradas e tudo o que for necessário 
para que todos os cidadãos, do mais rico ao mais podre, possam 
acessar o mínimo existencial, haja vista que o Estado representa tudo 
aquilo que pertence a todos, tudo o que é público. 
O STF convencionou as cinco espécies tributárias, quais sejam: Os 
impostos, as taxas, os empréstimos compulsórios, as contribuições de melhorias 
e as contribuições especiais. O imposto é a espécie responsável pela maior 
arrecadação do Estado. 
Os impostos não têm vinculação ao fato gerador originário da obrigação 
tributária. Mesmo assim, tal objeto da arrecadação deve obedecer às leis 
orçamentárias, e direcionar o fruto da arrecadação às necessidades essenciais 
da sociedade. Mas tal não ocorre. Tributar tem sido apenas instrumento para 
reprimir e controlar a sociedade. 
De acordo com AYRES11 para haver equilíbrio entre a atividade de 
arrecadação que mantém vivos os interesses do Estado e o do cidadão, faz-se 
necessário tributar com razoabilidade, o que acontecerá com observância de 
uma séria fiscalização antes mesmo de se aplicar o Direito penal. De acordo com 
e Manoel Pedro Pimentel12 o Direito tributário caracteriza-se pela dos interesses 
 
9 BALEEIRO, Aliomar. Uma Introdução à Ciência das Finanças. 15 ed. Rio de Janeiro: 
Editora Forence, 2001. p. 187-188. 
10 Ibdem , p. 33 
11 Ibdem, p. 34 
12 PIMENTAL, Manoel Pedro. Direito Penal Econômico. São Paulo: Editora Revista do Tribunais, 1973. 
p.1 
EDUARDO, Domingos Amândio. Resenha sobre Tributação como forma de controle social. 
JOINVILLE SC – Brasil. Junho de 2021. 
Estatais, conexos à arrecadação tributária, diante de grave ofensa a esses 
interesses.

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