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MODELOS DE GESTÃO Identificar o tipo de estrutura organizacional, o modelo de gestão e o modo como se dá o processo de tomada de decisão favorece a atuação dos gestores. Desse modo, eles desenvolvem habilidades e competências que viabilizam a maximização dos resultados organizacionais. Também vai ver como as habilidades dos gerentes se relacionam com as funções administrativas. Bons estudos! AULA 04 – FUNÇÕES, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Neste capítulo, você vai ver como as funções administrativas são aplicadas à estrutura organizacional. Por fim, vai conhecer as competências necessárias ao desenvolvimento das organizações Ao final deste texto, para poder alcançar esses conhecimentos, são objetivos desta aula: • Aplicar as funções administrativas na estrutura organizacional. • Relacionar as habilidades dos gerentes com as funções administrativas. • Reconhecer as competências necessárias ao desenvolvimento das organizações. 4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVA NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Uma estrutura organizacional forma os aspectos formais de uma organização. Está sempre presente porque é importante para a empresa. As instituições, por outro lado, são organizações que compartilham aspectos administrativos. De uma perspectiva global, eles constituem, em última instância, processos de gestão. As fases do processo de gestão são planejamento, organização, gestão e controle. Agora vamos conhecer cada um. 4.1 Planejamento O planejamento é a primeira função gerencial que fundamenta as demais funções e antecipa os objetivos a serem alcançados (CHIAVENATO, 2014a). Planejar, portanto, significa determinar metas futuras e como alcançá-las de maneira econômica. Observe na Figura 1 a importância do planejamento no processo de gestão. Figura 1 – Planejamento no processo administrativo Fonte: Chiavenato (2014a. p.156) O planejamento pode ser desenvolvido nos níveis estratégico, tático e operacional. Veja a seguir. Planejamento estratégico Segundo Oliveira (2003), o planejamento estratégico é um processo de gestão que fornece suporte metodológico para determinar a melhor direção a ser seguida por uma empresa. Essa direção deve ser inovadora e diferenciada. Um plano estratégico é um processo contínuo de tomada de decisão desenvolvido ao longo do tempo. Envolve toda a empresa e consiste em seis etapas: 1. Análise de todas as condições ambientais; 2. Análise organizacional; 3. Alternativas estratégicas; 4. Planejamento estratégico; 5. Planejamento tático e operacional, por meio do qual o planejamento estratégico é implantado. Planejamento tático No nível intermediário, temos um plano estratégico e um plano operacional. Consiste em decisões que afetam aspectos como sociedades de responsabilidade limitada, pequenas divisões e níveis hierárquicos inferiores da organização. De acordo com Oliveira (2003), o planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores. Sua principal finalidade é a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada. Além disso, ele considera as políticas orientativas para viabilizar o processo decisório da empresa. Planejamento operacional O planejamento de operações lida com o que e como fazer. Refere-se às atividades realizadas no nível operacional. O plano operacional corresponde a um conjunto homogêneo de partes do plano tático. Segundo Oliveira (2003), todo plano operacional deve incluir: 1 Os recursos necessários para o seu desenvolvimento e a sua implantação; 2 Os procedimentos básicos a serem adotados; 3 Os produtos ou resultados esperados; 4 Os prazos estabelecidos; os responsáveis por sua execução e sua implantação. Organização A principal função da estrutura organizacional é alcançar os objetivos delineados. De acordo com Child (2012), organizar é o processo de ordenar o esforço coletivo de forma a obter um resultado potencialmente superior àquele de indivíduos que agem ou trabalham sozinhos. Para as diversas hierarquias surgirão para que as metas sejam governadas e supervisionadas, com alguns especialistas liderando o caminho. Segundo Child (2012), essas manifestações da atividade gerencial são comumente referidas como 'organizações', como na expressão 'organização da Corporação XYZ'. O termo implica que o tipo de organização que uma empresa usa tem sido visivelmente persistente, pelo menos por algum tempo. Como você pode ver na Figura 1, as organizações têm características processuais, estruturais e de demarcação. Tabela 1 – Componentes da organização Fonte: Adaptado de Child (2012, p.6) As organizações podem apresentar as estruturas a seguir. • Estrutura linear: autoridade linear ou única, linhas formais de comunicação, centralização das decisões e aspecto piramidal. • Estrutura funcional: autoridade funcional ou dividida, linhas diretas de comunicação, descentralização das decisões, ênfase na especialização. • Estrutura linha-staff: serviços, consultoria, monitoramento, planejamento e controle. Direção Segundo Chiavenato (2014b), o estilo de liderança depende das suposições que os gestores fazem sobre o comportamento humano dentro de uma organização. Na década de 1960, o economista Douglas McGregor distinguiu entre duas visões da natureza humana e criou a Teoria X e a Teoria Y. Chiavenato (2014b) explica ainda que a Teoria X é baseada em várias ideias e suposições errôneas e distorcidas sobre a natureza humana. O homem é indolente e preguiçoso por natureza. Ele evita o trabalho ou trabalha o mínimo possível em função de recompensas salariais. Falta-lhe ambição, não gosta de assumir responsabilidades e prefere ser dirigido e sentir-se seguro. • O homem é fundamentalmente egocêntrico e seus objetivos individuais opõem-se, em geral, aos objetivos da empresa. Sua natureza o leva a resistir à s mudanças, procurar segurança e não assumir riscos que o ponham em perigo. • A dependência do homem o torna incapaz de autocontrole e autodisciplina. Ele precisa ser dirigido e controlado. Segundo a teoria Y: • A administração é responsável por organizar os recursos da empresa (financeiros, materiais, equipamentos e recursos humanos) para o benefício exclusivo de seus objetivos econômicos; • Sem a intervenção ativa da direção, as pessoas podem ser passivas ou mesmo resistentes às necessidades da empresa. Suas atividades devem ser padronizadas e alinhadas com os objetivos e necessidades da empresa. • As pessoas são motivadas principalmente por incentivos econômicos (salários), então as empresas devem usar as recompensas como prêmios (para bons funcionários) ou punições (para funcionários que não se dedicam ao trabalho). Controle O controle objetiva medir, corrigir e regular o desempenho para assegurar a realização dos objetivos e planos das etapas anteriores, de planejamento, organização e direção. Controle estratégico Conforme Chiavenato (2003), o controle estratégico é caracterizado pelo seu aspecto cíclico e repetitivo. O primeiro passo é estabelecer padrões e objetivos a serem alcançados. Existem vários tipos de padrões para avaliar e controlar os diferentes recursos da organização, como você pode ver a seguir. • Padrões de quantidade: números de colaboradores, etc. • Padrões de qualidade: padrões de qualidade da produção, etc. Padrões de tempo: permanência média do colaborador na organização, etc. • Padrões de custo: custo de estocagem de matérias-primas, etc. Controle tático Envolve aspectos menos globais, é orientado a médio prazo e é decidido a nível intermediário. Controle operacional. É mais específico e orientado a curto prazo, atuando sobre a execução das tarefas e atividades a nível operacional. 4.2 Os gerentese as funções administrativas Algumas habilidades estão associadas ao sucesso da liderança. Com o tempo, os gerentes devem aprimorá-los para atingir todos os objetivos. No entanto, ao olhar para as competências de liderança, Mintzberg (2010) mostra que apenas pensar nas competências que o gestor necessita não é suficiente. É preciso levar em conta o que ele chamou de pensamento administrativo. A mentalidade gerencial é a forma como um gestor percebe, interpreta e lida com o ambiente em que está inserido. Mintzberg (2010) propõe uma estrutura que permite uma gestão eficaz e contextual. Essa estrutura representa cinco vertentes que podem ser compreendidas como uma forma de pensar a gestão. Esses fios são representados na Figura 2 pelo nível individual, que se conecta ao nível social, e pelo nível conceitual (o fio reflexivo), que se conecta ao nível concreto (o fio positivo). Portanto, ao analisar a eficácia do gestor no contexto de trabalho, precisamos entender a conexão desses fios e a correlação ou integração entre todos os fios da estrutura. Figura 2 – Eficácia gerencial em contexto Fonte: Adaptado de Child (2012, p.6) No mundo contemporâneo, o contexto empresarial exige dos gestores habilidades que vão além da interligação dos fios. Ele exige que os profissionais desenvolvam e aprimorem pessoas. Na era informacional e tecnológica, as pessoas devem ser vistas como um patrimônio intangível. Elas precisam ser constantemente motivadas e reconhecidas para que possam transformar o conhecimento em recursos tangíveis para a organização (STADLER, 2014). A empresa e os gestores devem perceber os profissionais como parceiros do negócio. É preciso gerenciar com as pessoas por meio de uma gestão participativa, reconhecendo e motivando os profissionais que conduzem a organização no dia a dia. Mas, afinal, de que forma os gestores podem aplicar as suas habilidades no dia a dia da empresa? A seguir, você pode ver algumas respostas a essa pergunta No mundo de hoje, no contexto dos negócios, os gerentes devem possuir habilidades além conexão de fio. Os profissionais são necessários para desenvolver e melhorar os recursos humanos nos tempos tanto informacional quanto tecnicamente, as pessoas devem ser vistas como ativos intangíveis. Preciso de você sempre motivado e reconhecido para que o conhecimento se transforme em recursos específicos da organização (STADLER, 2014). Empresas e executivos precisam reconhecer profissionais como parceiro de negócios. É preciso gerir com pessoas na gestão participativa, Reconhecimento e motivação dos profissionais que conduzem as organizações no dia a dia. Mas afinal o que Como os gerentes podem usar suas habilidades em seu trabalho diário? Você pode ver abaixo algumas respostas para esta pergunta: • Remoção da antiga estrutura organizacional: precisamos acabar com a rigidez, desburocratizar as organizações, eliminar a comunicação formal e tornar as empresas mais flexíveis para trabalhar melhor. • Mudança na cultura organizacional: praticando o espírito democrático, dando mais suporte aos profissionais e motivando as equipes, você pode construir uma nova cultura. • Trabalhando de portas abertas: a gestão deve ser transparente, incorporando os profissionais nas tomadas de decisão. É preciso ter coerência entre discurso e prática. • Eliminando o desnecessário: o gestor deve ser objetivo e direcionar o seu tempo para questões importantes e prioritárias, que gerem resultados. Mudando: mudanças são processos constantes nas organizações, principalmente diante de mercados tão competitivos. • Trabalho em equipe: você deve saber como votar. Os gerentes devem escolher sua própria equipe e gerenciar com ela. Equipes exigem comprometimento, colaboração e dedicação. • Liderando: ao liderar pessoas, é importante decidir que tipo de liderança usar para que metas e objetivos sejam alcançados e todos os membros da equipe sejam recompensados por seus esforços e dedicação. Mas você sabe quais são os três tipos de liderança mais utilizados pelos gestores? Veja a seguir. • Liderança autocrática: de acordo com Chiavenato (2014b), o líder fixo as diretrizes sem qualquer participação do grupo e impõe as ordens para a execução das tarefas. • Liderança liberal: nesse estilo de liderança, os subordinados têm completa liberdade para tomar decisões e muitas vezes as atividades se desenvolvem de forma pouco produtiva. • Liderança democrática: o líder envolve o grupo na tomada de decisões, apoia, orienta e explica. 4.3 Competências necessárias ao desenvolvimento das organizações Recursos por si só não fornecem resultados para uma organização. Para ter sucesso, deve ser aplicado por profissionais que atuem de forma correta e competente. Fleury (2002, p. 55) sugere que competência consiste em “[...] saber agir com responsabilidade e o que é percebido pelos outros”. Requer saber mobilizar, integrar e transferir conhecimentos, recursos e competências para “[…] […] agregar [um] valor econômico às organizações e […] valor social aos indivíduos. […] agregar”. Carbone (2013) confirma: as competências são entregues por indivíduos que mobilizam uma combinação de recursos ou insumos. Para ele, as pessoas são competentes quando produzem entregáveis como resultado da aplicação conjunta de conhecimentos, habilidades e atitudes. A Figura 3 mostra que a aplicação sinérgica de atitudes, habilidades e conhecimento acaba levando a um bom desempenho no trabalho, que por sua vez leva a um comportamento produtivo no ambiente de trabalho. Figura 3 – Fontes de valor para o indivíduo e para a organização. Fonte: Adaptado de Fleury (2002). 4.4 Competências essenciais As competências essenciais, de acordo com Chiavenato (2014b), apresentam quatro características básicas. Veja a seguir. 1. Fornecer uma forte vantagem competitiva que impulsione os negócios da empresa e a diferencie de outros concorrentes. 2. Constituem um fator chave para o sucesso do negócio. Um elemento crítico é aquele que, sem sua presença, impossibilita o sucesso. 3. Único, específico e específico da empresa. Eles definem o que uma empresa faz melhor do que outras. Ou seja, caracterizam e identificam a empresa no mercado. 4. É difícil para outras empresas imitar. A sua complexidade decorre do facto de serem criados, desenvolvidos, integrados e articulados de forma única. É difícil para outras empresas imitar. A colocação também é única para cada empresa. Quando uma competência atende diretamente às necessidades de várias partes interessadas, ela é considerada uma competência necessária ou essencial. O impacto das competências essenciais se manifesta em três aspectos competitivos de uma organização, descritos a seguir. 1. Valor percebido: As competências essenciais são o que nos permite oferecer nossos serviços essencial para seus clientes. Eles representam o valor de um produto ou serviço na qual é o comprador se sim, quanto mais ele está disposto a pagar para ter acesso aos benefícios? A hierarquia de valor que um cliente tem em relação aos serviços prestados. benefícios básicos Nem sempre é notado, pois os clientes procuram benefícios adicionais, como: descontos ou promoções 2. Diferenciação dos concorrentes: As competências essenciais são sempre únicas e concursos. Isso permite que as empresas se distanciem ou se diferenciem de seus concorrentes. Isso mesmo marca, patrimônio, serviços adicionais, curva de aprendizado, acesso ou controle exclusivo parâmetros da indústria. 3. Capacidade de expansão: As competências essenciais permitem que a empresa comece com sucesso novo segmento de produto/serviço. Oferece novas oportunidades para a empresa. Competitividade que permite a oferta de novos produtos e serviços. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARBONE, P. P. Gestão por competências, caminho certopara o sucesso. 2013. CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. São Paulo: Manole, 2014. CHIAVENATO, I. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações. 5. ed. São Paulo: Manole, 2014. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevir, 2003. CHILD, J. Organização: princípios e pratica contemporâneos. São Paulo: Saraiva,– 2012. FLEURY, M. T. L. A gestão de competência e a estratégia organizacional. In: FLEURY, M. T. (Coord.). As pessoas na organização. São Paulo: Gente, 2002. MINTZBERG, H. Managing: desvendando o dia a dia da gestão. Porto Alegre: Bookman, 2010. OLIVEIRA, D. P. R. Estrutura organizacional: uma abordagem para resultados e competitividade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014. OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologias e práticas. 19. ed. São Paulo: Atlas, 2003. STADLER, A. Gestão de pessoas: ferramentas estratégicas de competitividade. Curitiba: InterSaberes, 2014.