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5 5 KEURY THAÍS PEREIRA DE OLIVEIRA Relação entre o Sistema Nervoso e a Neurobiologia das Emoções PORTO VELHO 2025 KEURY THAÍS PEREIRA DE OLIVEIRA RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA NERVOSO E A NEUROBIOLOGIA DAS EMOÇÕES Trabalho acadêmico realizado por aluno de psicologia com objetivo de informar e descrever sobre relações entre o sistema nervoso e a Neurobiologia das emoções Em São Lucas- Universidade de Porto Velho, Rondônia. Orientador: Professor Ana Paula Disciplina: neuroantomia Curso psicologia 3 período Porto Velho 2025 RESUMO Esse trabalho tem como objetivo informar e explorar a relação entre o sistema nervoso e a Neuro biologia das emoções e como o comportamento e a regulação das emoções é influenciado pelo sistema nervoso e as demais funções cerebrais bem como o resultado dessas funções cerebrais e como são afetadas ao longo da vida. A importância dos neurotransmissores, como dopamina e serotonina, na modulação do humor, prazer, motivação e bem-estar é enfatizada. Desequilíbrios nesses sistemas neuroquímicos podem levar a alterações emocionais e transtornos. A neuroplasticidade cerebral é apresentada como a capacidade do cérebro de se adaptar em resposta a experiências, aprendizados e até mesmo traumas, moldando as respostas emocionais ao longo da vida. Emoções intensas e repetidas podem gerar alterações duradouras nas conexões sinápticas, influenciando o comportamento e a sensibilidade emocional. Por fim, a conclusão reafirma a complexa interação entre o sistema nervoso e a neurobiologia das emoções, ressaltando o papel integrado de estruturas cerebrais, neurotransmissores e a plasticidade neural na fundamentação da vida emocional humana. Assim quando há uma compreensão da relação dessas atividades neural com atividade de emoções envolvendo todo o estudo na Db é possível ter uma compreensão mais abrangente sobre como sentimos interagimos biologicamente e emocionalmente. Palavras chaves: sistema.emoções.neurobiologia.nervoso. INTRODUÇÃO Introdução: O sistema nervoso funciona como a central de controle do corpo humano, ele controla desde as funções automáticas ou involuntárias do organismo até pensamentos e sentimentos, é responsável pela comunicação do cérebro com o resto do corpo, a Neurobiologia desempenha um papel fundamental no estudo de organizações das células e as suas funções cerebrais bem como circuitos que processo a informação passada que modelo o comportamento. As emoções são respostas complexas a eventos, envolvendo sentimentos, expressões e mudanças corporais, cruciais para adaptação e comunicação. Elas se originam e são processadas por redes neurais no sistema nervoso central (amígdala, hipotálamo, córtex, etc.) e periférico (sistema nervoso autônomo), com a modulação de neurotransmissores e hormônios. Essa intrínseca ligação entre o cérebro e o corpo é fundamental para a experiência emocional e seu impacto no comportamento. Indo mais avante a Neurobiologia das emoções é uma área de estudos que tem como objetivo explorar as funcionalidades do cérebro em relação ao funcionamento das emoções bem como sua regulação, envolvendo estruturas cerebrais. Para a psicologia, o entendimento dessa arquitetura neural das emoções é essencial. Ele oferece uma perspectiva biológica para compreender as raízes de transtornos mentais, como a ansiedade e a depressão, e as sequelas de experiências traumáticas. Ao incorporar os avanços da neurociência, a psicologia pode refinar suas abordagens diagnósticas, desenvolver estratégias de intervenção mais direcionadas e promover uma compreensão mais aprofundada da complexidade da mente humana. A pesquisa nessa área revela a notável capacidade do cérebro de se adaptar e modificar as respostas emocionais, o que abre caminhos promissores para a promoção do bem-estar psicológico e o desenvolvimento de recursos emocionais ao longo da vida. Em última análise, a integração entre o estudo do Sistema Nervoso e a neurobiologia das emoções fortalece o campo da psicologia, proporcionando uma visão mais abrangente e fundamentada da experiência humana. . O conceito de emoção ainda é objeto de discussão entre pesquisadores deste campo (Adolphs et al., 2019). Porém, muitos concordam que a emoção pode ser compreendida como respostas a estímulos relevantes em termos motivacionais resultando em experiência afetiva, atividade fisiológica e comportamento (Mauss et al., 2005). Estas respostas têm um caráter adaptativo e de sobrevivência (Gazzaniga et al., 2019). No entanto, uma resposta emocional que se mostrou adaptativa no passado pode se tornar disfuncional em um novo contexto. Por outro lado, os humanos através da linguagem têm a possibilidade de formas de aprendizagem de respostas emocionais através de regras que descrevem contextos que o organismo nunca foi exposto e até contextos inexistentes ou falsos (Catania et al., 1982; Cameron et al., 2016) Dessa forma é interessante ressaltar que as emoções são um conjunto de processos relacionados ao sistema nervoso, respostas emocionais conscientes e inconsciente do cérebro, já a instabilidade emocional que estão presente em transtornos como ansiedade estresse vem como vários transtorno de personalidade são resulta lado de interações, mas que também tem parte das emoções e se relaciona com o sistema nervoso, por esse motivo a neurobiologia se faz tão importante, essa área estuda o sistema nervoso e como ele se relaciona com o comportamento humano além de que a neurobiologia envolvendo as emoções que investiga como esses mecanismos do nosso sistema nervoso se relacionam com a experiência emocional humana, o que se faz mais presente ainda a regulação emocional pois é ideal para a interação social e também influencia o comportamento e a expressão emocional do indivíduo. 1 Desenvolvimento O sistema nervoso é o centro de controle principal do nosso corpo ele é uma rede complexa de células e fibras responsável por receber e transmitir as informações do cérebro até os demais órgãos e membros do corpo humano Composições: Neurônios: são as células do sistema nervoso responsáveis por fazer a transmissão de informações por sinais elétricos e químicos, formado pelo corpo celular dendrito e axônio. Células Da Glia: células que fornecem a nutrição e proteção dos neurônios Ele é formado por dois grandes sistemas o sistema nervoso central (SNC) que inclui o cérebro e a medula espinhal, ele é responsável pelo controle o processamento das informações e o sistema nervoso periférico (SNP) formado por nervos e gânglios ele conecta o sistema nervoso central ao restante do corpo como os órgãos permitindo a livre circulação da comunicação entre o cérebro e todo corpo. As emoções elas são reguladas por uma complexa rede de interações entre estruturas do sistema nervoso que desempenham papéis fundamentais, as principais estruturas envolvidas na regulação emocional são: 1. Córtex pré-frontal: como diz o nome é localizado na parte frontal do cérebro, atua como centro de controle, permitindo inibir o modular as respostas emocionais de acordo com o contexto, o que poderia ser inadequado tal situação é pensado podendo ser inibido ou estimulado, um exemplo gritar em um hospital onde precisa de completo silêncio, essas ação por mais que seja pensada é inibida pelo córtex pré frontal, essa região está responsável por planejamento e tomada de decisões eles também está relacionado a capacidade de sentir empatia, essa área do cérebro é uma das últimas a se desenvolver ao longo da vida embora haja várias variações individuais ela ocorre durante o fim da adolescência e o início da vida adulta aproximadamente aos 25 anos de idade. 2. Sistemalímbico: é um conjunto de estruturas que são ligadas, localizadas profundamente no cérebro além de outros sistemas que são bem definidos anatomicamente ele é como uma rede diárias que se inter conectam e que colabora no processamento de formação de memórias (especialmente as emocionais) e de emoções, e em alguns casos a motivação. 3. Amígdala: uma estrutura pequena localizada nos lobos temporais do cérebro e é responsável principalmente na forma como respondemos às emoções funciona como uma espécie de sistema de alerta que funciona rapidamente especialmente em situações que possam parecer ameaçadoras para o cérebro o que possam significar algo emocionalmente. 4. Hipotálamo: estabelece uma conexão direta entre o sistema nervoso e o sistema endócrino pois ele está ligado às respostas fisiológicas do corpo que resultam do estado emocional, ao receber informações do cérebro transmitidas ocorre um processamento emocional em que o hipotálamo trabalha com uma série de ajustes emocionais, além de influenciar no sistema nervoso autônomo gerenciando movimentos involuntários com aceleração de batimentos cardíacos, a pressão arterial para ações de grande excitação emocional ou também para o relaxamento, ele libera hormônios que desencadeiam novas reações e novos hormônios para o resto do corpo, como por exemplo o cortisol em situações de estresse. Os neurotransmissores são mensageiros químicos que transmitem sinais através do cérebro e do sistema nervoso, influenciando praticamente todos os aspectos do nosso comportamento e bem-estar emocional. Compreender como essas substâncias químicas afetam nossas emoções é essencial para otimizar nossa saúde mental e nosso estado emocional geral. O equilíbrio dos neurotransmissores em nosso cérebro é vital para manter a harmonia emocional e a saúde mental. Cada neurotransmissor tem um papel único, influenciando desde a sensação de felicidade e satisfação até o gerenciamento do estresse e da ansiedade. Rachid, I. (s.d.). Como os neurotransmissores influenciam as emoções. Recuperado em 03 de maio de 2025 de https://dritalorachid.com.br/neurotransmissores-e-emocoes/ "A alteração da ação de neurotransmissores no cérebro, afeta pensamentos, sentimentos, saúde e comportamentos. Os níveis deles aumentam ou diminuem, mudando as emoções. Quando os neurotransmissores se encontram em equilíbrio, sentimentos e emoção apresentam se equilibrados para cada ocasião." (Catelan-Mainardes, n.d.) (Catelan-Mainardes, R. (s.d.). Neurotransmissores: o que são, tipos, funções e importância. Recuperado de https://www.google.com/search?q=https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-sao-neurotransmissores.htm). Por este motivo os negros transmissores de desempenham papéis fundamentais relacionados ao nosso cérebro fazendo a liberação ou inibição de hormônios e facilitando a comunicação em todas as partes do nosso corpo quando há uma perda do equilíbrio há uma desregulação emocional que afeta todos os sistemas e pode-se demonstrar dos mais variados sintomas e ações Os neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, desempenham papéis cruciais na modulação e experiência das emoções. Dopamina: * Frequentemente associada ao prazer e à recompensa, a dopamina é um neurotransmissor vital no sistema de recompensa do cérebro. Ela é liberada durante atividades prazerosas e desempenha um papel fundamental na motivação e no foco. (Paulo Gala / Economia & Finanças, 2024) * Níveis balanceados de dopamina contribuem para o bem-estar e o equilíbrio emocional. (Paulo Gala / Economia & Finanças, 2024) * Baixos níveis de dopamina podem resultar em falta de motivação, sentimentos de apatia e até mesmo distúrbios depressivos. (Rachid, n.d.) * A dopamina também está relacionada a emoções como o aumento da libido e a euforia. (Tua Saúde, n.d.) Serotonina: * A serotonina auxilia na regulação do humor, do sono, da capacidade de atenção e proporciona sensação de bem-estar. (Einstein, 2023) * Níveis adequados de serotonina são essenciais para sentir-se bem e evitar a depressão. (Policlínica Neurocor, 2024) * Baixos níveis de serotonina estão associados à depressão, ansiedade e outros distúrbios emocionais, além de poderem causar mau humor, dificuldade para dormir e aumento de sensações ruins como a tristeza. (Einstein, 2023; Rachid, n.d.) * A serotonina também desempenha um papel na calma e no descanso. (Tua Saúde, n.d.) Em resumo, tanto a dopamina quanto a serotonina são mensageiros químicos no cérebro que influenciam diretamente nosso estado emocional. O equilíbrio adequado desses neurotransmissores é fundamental para a saúde mental e o bem-estar emocional. Desníveis podem contribuir para diversas condições psiquiátricas e alterações no humor, motivação e prazer. Dessa forma a mediação pelo qual os neutros transmissores se comunicam estabelecendo uma grande rede de comunicação é a base para a Neuroplasticidade do cérebro, que é a capacidade de se modificar a sua estrutura e suas funções em resposta a acontecimentos, aprendizados ou lesões que possam ocorrer ao longo da vida. Além de que as experiências ao longo da vida influenciam na capacidade de estruturas e funções do cérebro assim como também moldam a capacidade do cérebro de se adaptar a grandes mudanças e situações o que muda também a respostas que são processadas envolvendo em emoções. Emoções intensas ou até mesmo as repetidas podem levar alterações duradouras nas conexões sinápticas do cérebro desde memórias longas e que influenciam no comportamento até mesmo experiências traumáticas, especialmente desta forma os traumas eles fortalecem comunicações com a amígdala (responsável pela reação do medo) e outras regiões cerebrais que tornam o indivíduo mais sensível a fatores que afetem o seu estado emocional. O medo intenso ativa o sistema nervoso simpático e o eixo HPA (hipotálamo-hipófise-adrenal), liberando hormônios do estresse como o cortisol e a adrenalina, que podem alterar a função do hipocampo, uma região crucial para a memória." (LE DOUX, 2015, p. 182) "A exposição prolongada a emoções negativas intensas pode levar a alterações neuroplásticas no cérebro, tornando-o mais sensível ao estresse e dificultando a regulação emocional." (SCHORE, 2003, p. 48) Exemplos práticos: Uma mulher de 38 anos, sofrendo de depressão moderada com marcante anedonia (perda de prazer), iniciou um programa de ativação comportamental. Inicialmente, sentia pouca motivação para realizar atividades, mas com o apoio terapêutico, começou a se engajar em pequenas tarefas diárias, como caminhar no parque e reencontrar uma amiga. Embora no início não sentisse prazer, a repetição dessas atividades gradualmente levou a um aumento da sua energia e a um ressurgimento do interesse em passatempos que antes apreciava. Ao longo de semanas, seu humor melhorou significativamente, a anedonia diminuiu e ela relatou uma maior sensação de bem-estar. Este caso demonstra como a ativação comportamental pode estimular circuitos de recompensa no cérebro, promovendo a neuroplasticidade e a melhora do humor. Nesse caso podemos observar como a Neuro biologia atua influenciando no comportamento a partir do entendimento do sistema nervoso e como ele está atuando referente às emoções e aos demais funções cerebrais, e como com a depressão afetou as amigas dela do sistema límbico e muitas partes essenciais do cérebro mais como já foi citado o cérebro ele possui uma grande Neuroplasticidade que faz com que ele possa se readaptada a partir de que haja o envolvimento e o reaprendido por parte do indivíduo fazendo com que ele possa se modificar várias vezes ao longo da vida o que possibilita que o indivíduo possa fazer tratamentos quando há perturbação do equilíbrio relacionado ao sistema nervoso e aos Neurotransmissores CONCLUSÃO A intrincada teia que conecta o sistema nervoso à neurobiologia das emoções desvenda a sofisticada organização que alicerça nosso universo afetivo. O sistema nervoso central, liderado pelo cérebro, rege uma complexa interação de reações fisiológicas ecomportamentais diante de estímulos carregados de emoção. Áreas cerebrais como a amígdala, o hipotálamo e o córtex pré-frontal atuam de maneira integrada, processando, interpretando e ajustando as emoções que vivenciamos. A amígdala, frequentemente associada ao medo, assume um papel essencial na identificação de perigos e no desencadeamento de respostas imediatas. O hipotálamo, por sua vez, modula as respostas autonômicas ligadas às emoções, como as variações no ritmo cardíaco, na pressão arterial e na produção de suor. Concomitantemente, o córtex pré-frontal, centro do raciocínio complexo, exerce um controle sobre as reações emocionais mais instintivas, possibilitando uma avaliação mais racional e adaptada das circunstâncias. A neurobiologia das emoções também nos instrui acerca dos complexos circuitos neurais e dos neurotransmissores que intermediam nossos estados afetivos. Substâncias como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina estão profundamente ligados à experiência de alegria, contentamento, tristeza e apreensão. Desequilíbrios nesses sistemas neuroquímicos podem contribuir para distúrbios do humor e ansiedade, evidenciando a relevância de uma regulação neural apropriada para o bem-estar mental. Adicionalmente, a maleabilidade do sistema nervoso permite que nossas vivências emocionais continuamente modelem a estrutura e o funcionamento do cérebro, influenciando a maneira como percebemos e interagimos com o ambiente que nos cerca. Em síntese, a neurobiologia das emoções nos proporciona uma perspectiva cativante sobre o fundamento biológico de nossa vida emocional, revelando a interação entre o cérebro, o corpo e o mundo em que existimos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Referências (ABNT): LE DOUX, Joseph E. O cérebro emocional: os misteriosos alicerces da vida emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. SCHORE, Allan N. Affect regulation and the repair of the self. New York: W. W. Norton & Company, 2003. SIEGAL, Daniel J. Mindfulness e o cérebro em transformação: a neurociência da atenção e da consciência. São Paulo: Palas Athena, 2012. VAN DER KOLK, Bessel A. O corpo guarda as marcas: cérebro, mente e corpo na cura do trauma. Rio de Janeiro: Sextante, 2014. SIQUEIRA, S. D. (2018). A neurobiologia das emoções e sua integração com a cognição em crianças no ambiente escolar LEDOUX, J. E. (1991). Emotion and the brain. In: A. Gale & M. W. Eysenck (Eds.), Handbook of human cognition and emotion (pp. 109-127). Chichester: John Wiley & Sons.