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Livro Digital Se voltarmos nossa atenção para uma reflexão sobre como foi a educação da humanidade desde os primórdios até os dias atuais, podemos concluir que o modelo atual pode estar retornando ao passado para adotar um caminho de maior eficiência. Retornar ao passado para um resgate não é necessariamente retroceder, mas ressignificar. Um exemplo prático é a valorização de receitas gastronômicas que durante algum tempo da história contemporânea deram lugar às comidas feitas quase que inteiramente por máquinas, entregues em tempos curtos e muitas vezes sem nenhum toque humano. A educação personalizada está passando pelo processo de tornar-se novamente mais humana e adaptada ao cardápio de necessidades de cada período do desenvolvimento humano. Uma aplicação muito prática que sustenta este pensamento pode ser a maneira como comunidades que não tem acesso aos modelos formais de educação ensinam as gerações mais jovens: por observação, aprendizado prático, experimentos e experiências. Figura 1 - Pai ensinando o filho a pescar em seu habitat natural Fonte: Mestyle, 2019. Os profissionais da educação em todo o mundo dirigem seus esforços para descobrir novas maneiras de ensinar. Os jovens estudantes que nasceram na era digital não conseguem acompanhar com atenção concentrada os ensinamentos baseados na educação tradicional, aquela em que o professor se posiciona em frente ao quadro ou projetor, e os alunos ficam distantes em suas mesas distribuídas em fileiras paralelas. Os ambientes de aprendizagem atuais devem se atentar aos diversos recursos tecnológicos que entram como ingredientes necessários para possibilitar as diferentes conexões do processo ensino aprendizagem das atuais gerações, não somente de alunos, mas também de professores. Desta forma, recursos como livros digitais, portal online, aplicativos para tablets e smartphones começam a fazer parte do processo de ensino. No cenário contemporâneo, por mais naturais que possam parecer, de acordo com AXT (2003), ainda precisamos destacar algumas razões para que ocorra a adoção, ou inclusão do uso das tecnologias digitais, em ambiente escolar, como: Despertar mais interesse e atenção dos alunos por promover mais engajamento e dinamicidade às apresentações de conteúdo. O simples variar de rotina, desperta a curiosidade na mente humana que busca resultados diferentes para experiências muitas vezes iguais; Auxiliar na percepção e resolução de problemas reais uma vez que pode aproximar um conteúdo estudado à realidade do aluno (vide exemplo do pai e filho aprendendo na natureza - Figura 1); Inserir os estudantes no debate social e contribuir para formação do senso crítico pela possibilidade de acesso a informações atualizadas e em tempo real. A atualização de um livro didático, por exemplo, envolve muitos processos (elaboração, impressão, distribuição), ao passo em que a informação atualizada pode promover uma inversão do papel passivo de receptor para ativo em querer protagonizar a busca da argumentação, senso crítico e desafios da vida social e acadêmica; Estimular o desenvolvimento da maturidade ou responsabilidade quanto ao uso da internet e dos recursos digitais uma vez que estes recursos fazem parte da vida dos jovens desde o nascimento. Regras de convivência e boas práticas de segurança em ambientes virtuais, bem como do uso dos equipamentos, podem ser aprendidos quando ensinados de maneira didática e transparente nos ambientes escolares; Democratizar o acesso ao ensino pelo uso de ferramentas e metodologias desenvolvidas com a finalidade de inclusão, então, recursos sonoros, visuais ou escritos podem oferecer mais autonomia aos estudantes portadores de deficiências, transtornos ou dificuldades de aprendizado; Oportunizar feedback imediato e constante aos professores, alunos e responsáveis, quando são utilizados ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) em que podem ser realizadas transferências de tarefas, avaliações de desempenho e consequente geração de dados para todos. Por uso destes recursos, a velocidade de intervenção ou direcionamento sobre estudos necessários ao melhor desenvolvimento do aluno, é mais ágil e eficaz; Traçar um plano de ensino adequado para cada aluno com as suas especificidades e particularidades. Como a tecnologia digital permite gerar dados e sua interpretação é cada dia mais simples, é possível identificar temas e conceitos de maior ou menor facilidade de compreensão para toda uma turma, como também o desempenho individual de cada aluno. A tecnologia digital como recurso para avaliação, proporciona uma velocidade de troca de informações e feedback , em relação ao desempenho e tende a aliar-se ao processo de ensino aprendizagem, como um micro-ondas, que não faz a comida sozinho, mas a aquece mais rápido, indiferente de deixá-la saborosa ou insossa. O sabor ao conteúdo e a forma como ele é apresentado para ser degustado pelos alunos, bem como todos os mais criativos ingredientes acrescentados, sempre será responsabilidade do educador, de acordo com a cultura educacional da instituição. Acompanhe a evoluação das tecnologias educacionais: < https://www.youtube.com/watch?v=tcLLTsP3wlo >. Conceitos, ferramentas e tendências da tecnologia digital Conceito De acordo com Ribeiro ([20--], online), “a tecnologia digital é um conjunto de tecnologias que permite, principalmente, a transformação de qualquer linguagem ou dado em números, isto é, em zeros e uns (0 e 1)”. Assim, imagens, sons, textos ou a sua soma, que podemos ver através de um dispositivo digital (celular, tablet , tela de computador, televisor), nada mais são do que códigos de sim e não sobrepostos. O surgimento das tecnologias digitais revolucionou a indústria, a economia e a sociedade do século XX. Armazenar e transmitir a informação modificou a relação das pessoas com a história. A propriedade intelectual, a originalidade, os direitos sobre qualquer criação se tornaram preocupações importantes e muito provavelmente eternas, uma vez que a velocidade de propagação e compartilhamento da informação é maior a cada dia. A informação que no passado era guardada em livros, manuscritos, bibliotecas e academias, muitas vezes distantes da maioria da população, passou a ser permitida e acessada, na medida em que é digitalizada e compartilhada. Ignorar a urgente necessidade de adequação de metodologias com o uso da tecnologia digital não é mais permitido em pleno século XXI e tornou-se mais do que necessária, uma vez que os desafios pandêmicos, resultantes da COVID-19, afastaram o aluno da sala física e o transportou, ou ao menos deveria, para o ambiente virtual. Ferramentas A tecnologia digital pode ser introduzida através de jogos, uso da internet, aplicativos, programas, músicas, exercícios virtuais, em que o aluno se conecta ao universo a ser aprendido, através de uma interface tecnológica, como computadores, notebooks , tablets , smartphones . Figura 2 - Educação por meio de uso de tecnologia Fonte: Freepik , 2020. De acordo com o portal Google , em 2017 foram realizadas 1,2 trilhões de pesquisas em todo o mundo. A cada segundo, mais de 40 mil consultas são realizadas e 3,5 bilhões de pesquisas foram traduzidas. O uso da rede mundial de computadores cresce de maneira exponencial em unidades de tempo, quase impossíveis de mensurar. Desta forma, com o compartilhamento e colaboração da internet novas formas de aprender e ensinar também são disponibilizadas a cada dia, desafiando escolas, estudantes e professores a fazer o melhor uso destas ferramentas. Para Santos (2020), são cinco as mais importantes ferramentas de tecnologia digital utilizadas na educação: Aplicativos de realidade virtual (VR) e gamificação: uso de jogos digitais e ambientes de realidade virtual para trabalhar diferentes conteúdos atualizados e adequados aos programas de educação ou práticas cotidianas; Learning analytics e aplicativos de gestão escolar: plataformas de auxílio para famílias e professores acompanharem o desenvolvimento dos estudantes (produção e frequência).Por esta ferramenta também é possível selecionar indicadores de alunos, turmas, colégios por objetivos estabelecidos e com isso adaptar o planejamento de conteúdo das aulas; G-Suite : pacote de serviços do Google disponíveis para qualquer professor ou aluno com conta na plataforma ( Gmail ). Este pacote permite o uso de metodologias ativas e colaborativas em sala de aula como elaboração de documentos e projetos online ; Google sala de aula: plataforma que permite gerenciar atividades, avaliações e conteúdo como uma sala de aula virtual. Partindo da criação de uma classe, é possível adicionar alunos por e-mail e elaborar tarefas, anexando links, arquivos, gerando prazos, enviando e recebendo trabalhos; Programa Google de Tecnologia: plataforma considerada como centro de treinamento voltado a instituições, estudantes e professores que querem desenvolver habilidades técnicas para a área da tecnologia e ciência da computação. Esta plataforma tem como objetivo maior, gerar conhecimento para garantir os profissionais do futuro. Tendências Entre as maiores tendências da tecnologia digital estão a internet 5G, os veículos autônomos, internet das coisas, computação em nuvem, blockchain e inteligência artificial. Moura (2020) afirma que as vivências e experiências possíveis na área da tecnologia da informação e que foram descritas como tendências para o ano de 2020 são: Multi Experiência: com a chegada das redes 5G, realidades como tênis e pulseiras conectadas, reconhecimento facial (já presente na China) e casas inteligentes ou smart home , assim como Google Home e Amazon Alexa , serão cada vez mais vividas; Inteligência Artificial (I.A.): como extensão natural da automação, a democratização tecnológica, a computação em nuvem e as interfaces de programação de aplicativos (APIs), nasceu a ferramenta que chamamos inteligência artificial. É pela IA que as empresas poderão obter mais insights de rede, beneficiando a segurança e disponibilizando agilidade geral nos negócios; Veículos autônomos: apesar de ainda não ser uma realidade presente, veículos sem motoristas farão parte da vida de todos, inicialmente pelos serviços de entrega de alimentos por robôs, e por drones, as entregas de encomendas; Computação em nuvem: o custo dos equipamentos de computador ou interfaces tecnológicas diminuem de tamanho na medida em que é possível armazenar dados na nuvem (supercomputadores profissionais localizados em diversos países); Blockchain: registro de transações de moedas virtuais em que estão contidas informações como a quantia de moedas transacionadas, quem enviou, quem recebeu, quando foi feita e onde está registrada. Este conjunto de informações é armazenado em blocos que são carimbados a cada 10 minutos, formando blocos de transações que se ligam ao bloco anterior. A cadeia de blocos, ou blockchain , forma uma tecnologia de informação perfeita e fidedigna. Acesse os endereços a seguir e conheça as ferramentas digitais, abordadas nesta unidade! < https://gsuite.google.com/ >. < https://classroom.google.com/ >. < https://edu.google.com/intl/pt-br/ >. Incorporação e Utilização em Sala de Aula Incorporação A adequação das metodologias para atender as demandas dos novos estudantes é obrigatória. Da mesma maneira como o pai ensina o filho a pescar no habitat natural, família e docentes devem trabalhar a educação das crianças e jovens nos ambientes tecnológicos, como seu novo habitat. A internet tornou-se um dos recursos mais utilizados no cotidiano das pessoas e é natural que este mecanismo, ou ferramenta, entre nas salas de aula. Com o advento da pandemia da COVID-19 a educação digital ou tecnológica assumiu uma velocidade muito além da planejada, ou prevista por qualquer empresa de tecnologia. Crianças e jovens que não se utilizavam do modelo de ensino a distância (EAD), bem como suas famílias e docentes, mudaram esta condição. Estes três atores do sistema de educação precisaram transformar-se, em um curto espaço de tempo, em conhecedores de recursos básicos para uma boa transmissão ( upload ) e recepção ( download ) de dados. O distanciamento social compulsório não apresentou outra saída, senão a transmissão das aulas, com recursos tecnológicos disponíveis, tanto para os docentes, quanto para os discentes, no formato online . De acordo com Moran (2017), existem inúmeras formas de o professor tornar suas aulas mais interativas, seja através da simples formação de grupos nas redes sociais, criação de blogs, ou do uso de plataformas e aplicativos específicos para a área educacional, que possibilitam desde o compartilhamento de informações e experiências até a confecção de livros, revistas, mapas conceituais e outros materiais para utilização por parte de professores e alunos. Se em 2017, ano da publicação de Moran, estas interações significavam uma inovação, no atual contexto passaram recursos essenciais, para promover a participação discente, no ambiente escolar virtual. Utilização em sala de aula Em uma pesquisa do movimento Todos pela Educação (2017), que teve o apoio de algumas empresas privadas publicada em 2017, denominada “O que pensam os professores brasileiros sobre a tecnologia digital em sala de aula”, foram ouvidos quatro mil professores dos ensinos fundamental e médio e também da educação de jovens adultos (EJA) da rede pública de ensino, em todo o Brasil. Os resultados desta pesquisa revelaram que, havendo ferramentas que auxiliassem no desenvolvimento de seu trabalho e em condições adequadas de uso, docentes estavam dispostos a usar a tecnologia digital no ambiente escolar. Na ocasião desta pesquisa, alguns discentes que responderam não adotar prontamente o uso de tecnologias digitais em sala de aula, atribuíram a estes posicionamentos à velocidade insuficiente da internet, à baixa quantidade de equipamentos, à sobrecarga de trabalho ou à ineficiência. Este fato nos leva a compreender que docentes estão abertos à utilização de recursos tecnológicos em sala de aula, desde que haja recursos mínimos aceitáveis, tanto em relação à infraestrutura, quanto em relação às habilidades necessárias. De acordo com Nogueira Filho (2017 apud ALEGRIA, 2017), observou-se três pontos para o avanço do uso das tecnologias em sala de aula: Ampliação e melhoria da oferta de formação e apoio específico ou qualificado; Propostas que possam auxiliar na rotina do trabalho do professor; Melhor entendimento sobre o potencial de impacto pedagógico no uso da tecnologia para a formação. Sobre rotina profissional, o Quadro 1 a seguir foi elaborado com os percentuais de resposta sobre os desafios no cotidiano docente, apresentando a média da somatória de respostas das cinco regiões brasileiras: Quadro 1 - Rotina Profissional Fonte: Elaborado pelo autor, com base no programa Todos pela Educação. Os itens de pesquisa, relacionados à formação e apoio, buscaram coletar dados sobre o conhecimento docente para uso das tecnologias digitais. O Gráfico 1, a seguir, mostra a participação na formação ou capacitação profissional, quanto ao uso de tecnologias digitais: Gráfico 1 - Participação em programas de formação e capacitação sobre uso de tecnologias digitais Fonte: Elaborado pelo autor, com base no programa Todos pela Educação. A temática da pesquisa relacionada a infraestrutura, talvez o ponto mais percebido durante o período de distanciamento social decorrente da pandemia, trouxe os resultados voltados aos equipamentos tecnológicos e internet. Os respondentes indicaram como o uso das tecnologias digitais foi afetada pelas restrições apresentadas no Gráfico 2: Gráfico 2 - Restrições para com o uso de tecnologias digitais Fonte: Autor, com base no programa Todos pela Educação. Quanto à última temática sobre a relação da tecnologia com a aprendizagem, foi possível avaliar o maior ou primeiro impacto positivo e o segundo maior quanto ao uso das tecnologias digitais, no processo ensino aprendizagem, como podemos visualizar no gráfico a seguir: Gráfico 3 - Impactos positivos quanto ao usode tecnologias digitais para a educação Fonte: Elaborado pelo autor, com base no programa Todos pela Educação. Com base nos dados apresentados da pesquisa, é possível compreender que o uso das tecnologias digitais é aceito por docentes e discentes e que as limitações, como equipamentos obsoletos ou não atualizados e internet fraca, são os pontos negativos de maior impacto. Estes fatos, com a chegada da tecnologia 5G é a comoditização dos equipamentos tecnológicos, se concretizam como o menor dos desafios no processo de incorporação e utilização de tecnologias digitais na sala de aula. A pesquisa citada neste tópico está disponível para análise e revela importantes, informações que fornecem elementos para uma maior aceitação, implantação e adoção das tecnologias digitais no ambiente escolar. Foram quatro os pilares da pesquisa: Rotina profissional, formação e apoio, infraestrutura e percepção de impacto. Acesse em: < https://bit.ly/2G7ddpO >. Equipamentos ou dispositivos móveis e experiências educativas O advento do computador proporcionou a automatização de grande parte das áreas profissionais. A internet promoveu a convergência tecnológica e alavancou a informatização global, o que trouxe mudanças expressivas no comportamento humano (SANTOS, 2017). A velocidade na transmissão e comunicação de informações em tempo real, que a extensão dos equipamentos móveis como notebooks , netbooks , tablets , smartphones e todas as suas tecnologias embarcadas, proporcionou a mobilidade e a facilitação das multitarefas do cotidiano. Ao pensar nestas tecnologias no ambiente escolar, muito mais do que discussões sobre desafios e uso mais pertinente, é necessário conscientizar que no contexto atual não há como abolir o seu uso. De acordo com Silva (2003), a inclusão digital na escola favorece o desenvolvimento de novas formas de aprender e ensinar, integrando professores/as e alunos/as para uma educação mais flexível e colaborativa, na qual o primeiro passa a desenvolver um papel de mediador e o segundo se torna mais autônomo, com objetivo de potencializar o aprendizado. O ser humano, por sua natureza curiosa não para de explorar suas potencialidades e está em constante aprendizado e desenvolvimento de mecanismos que o auxiliem no dia a dia. “É através do conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à construção e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade, que formamos a chamada tecnologia” (KENSKI, 2012b, p.18). Figura 3 - Cidadania digital Fonte: Aprendices, 2019. Dentre os muitos equipamentos que passaram a integrar o ambiente de sala de aula e que podem ser considerados como disruptivos, pois além de promoverem a mudança do modelo tradicional ainda trouxeram tecnologia – como o rádio, aparelho toca fitas ou toca discos, televisores de tubo, computadores em CPU, até as mais modernas e eficazes com acesso à internet, como televisores Smart , notebooks , tablets ou smartphones - que permitem maior mobilidade nas tarefas e maior acesso às informações, em tempo real ( BOTTENTUIT JUNIOR , 2012). O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) geraram transformações significativas também no âmbito educacional, maximizando e dinamizando o processo de ensino aprendizagem, criando uma cultura e modelo de sociedade (KENSKI, 2012a). Segundo Valente (1993), é papel docente identificar o que cada uma destas facilidades tecnológicas pode oferecer e de qual forma pode ser explorada, em diversos contextos educacionais, uma vez que podem oferecer diferentes aplicações a serem exploradas. Considerando que O acesso aos conteúdos multimídia deixou de estar limitado a um computador pessoal e estendeu-se também às tecnologias móveis, proporcionando um novo paradigma educacional, o mobile learning ou aprendizagem móvel, desenvolveram-se projetos de investigação pelo e-learning (MOURA, 2009, p.50). Nesta perspectiva, dentre as experiências educativas com o uso de aparelhos celulares em vários níveis de ensino estão as mensagens eletrônicas (SMS), para as atividades simples, como contextualização de conteúdos, até a promoção de desafios, como caça ao tesouro e tantas outras formas de uso de informações codificadas ou não. As máquinas fotográficas ou de vídeo são utilizadas para registro de atividades, tanto internas, quanto externas ao ambiente escolar, sendo que discentes podem ser motivados a acompanhar as estações do ano, crescimento de vegetais em uma horta e dentre tantas outras possibilidades. As gravações de áudio também podem ser utilizadas, tanto para contextualização de conteúdo, registros e relatos de experiências, como visitas a ambientes externos aos muros da escola. Ainda na abordando mídias de áudio, os podcasts com entrevistados de áreas de pesquisa ou produções acadêmicas se concretizam como experiências educativas significativas. A realidade virtual proporciona excursões interativas a museus, bibliotecas, ambientes em outros estados ou países, que poderiam nunca ser investigadas, presencialmente, mas proporcionam uma imersão positiva e aderente ao processo de ensino aprendizagem. Dentre as diversas possibilidades pedagógicas, para utilização dos dispositivos móveis pelos discentes, podem ser citadas a troca de mensagens, consulta ao dicionário, possibilidade de acesso a imagens, resolução de tarefas, ouvir conteúdo em formato de áudio, visualizar vídeos, acessar conteúdos curriculares, gravar arquivos em formato de áudio, tirar fotografias, marcar datas importantes em calendário eletrônico e até mesmo elaborar uma agenda de horários, consultando a previsão do tempo. Portanto, podemos constatar que a aprendizagem não é estanque e deixou de limitar-se a apresentação de conteúdos fechados. Esta abordagem educacional proporciona a gestão de conteúdos de forma personalizada e ainda oferece a possibilidade de desenvolvimento online, em tempos e espaços diferentes, atendendo às demandas discentes e docentes ( BOTTENTUIT JUNIOR , 2012). Já imaginou criar um podcast com ou para suas turmas? Entenda como, assistindo Como fazer um podcast: dicas para começar do zero | Hotmart Tips, acesse em < https://www.youtube.com/watch?v=rRPU42zctCg >. Blended learning e formações semipresenciais Blended Learning O termo blended learning tem origem no inglês, onde blend significa mistura ou composição, e learning se refere ao aprendizado. O blended learning , também conhecido como b-learning , é a combinação de práticas pedagógicas do ensino presencial e do ensino a distância, utilizando-se dos dois formatos de ensino, com o objetivo de potencializar o desempenho discente. Quando é adotado um modelo híbrido de educação composto por atividades presenciais e à distância, é necessário identificar as habilidades dos docentes que podem atuar nestas frentes, e ao mesmo tempo capacitar os demais. Talvez a maior vantagem do ensino híbrido seja a abertura de um espaço dinâmico para o desenvolvimento do pensamento crítico, uma vez que discentes passam a dominar assuntos a partir de aulas online, buscando mais aprofundamento quando se interessam pelo assunto. Diferente do que se pensa, o blended learning é uma prática antiga de ensino aprendizagem, que combina aulas dentro e fora do ambiente escolar, como o caso de excursão a um museu, visita a uma fábrica, passeio a um parque ou teatro ou acampamento temático, por exemplo. Atualmente, essa metodologia alia as tecnologias digitais ao ensino, não substituindo práticas, mas integrando e interagindo. Outra importante caraterística do b-learning é que as atividades podem ser estruturadas em situações em que docentes e discentes interagem em um mesmo momento (atividades síncronas) ou em momentos diferentes (atividades assíncronas). Carvalho (2016) indica que o b-learning utiliza a tecnologia não apenas para somar, mas transformar e engrandecer o processo de ensino aprendizagem. Formações semipresenciais As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC’s) proporcionaram mudanças significativasna educação à distância (EAD). Até o início dos anos 1980, a EAD utiliza como estratégia a elaboração e envio de material impresso, que foi sendo substituído a partir de tecnologias que permitiram a criação de diversas interações, potencializando a modalidade de ensino à distância, com diferentes formas de se combinar ensino à distância e atividades presenciais. A maior característica deste formato de ensino aprendizagem pode ser a sala de aula invertida ou flipped classroom , em que discentes buscam o conhecimento do conteúdo programático antes de entrarem em seu ambiente acadêmico, ou seja, o primeiro contato com o assunto a ser aprendido não vem pelo professor. Tendo estudado ou lido sobre o assunto previamente, é na sala de aula que vai aprender ativamente, realizando atividades de resolução de problemas ou projetos, discussões, laboratórios e maneira que o professor faça o apoio e os colegas aprendam de maneira colaborativa (VALENTE, 2014). Dentre os grandes desafios que o ensino superior enfrenta na atualidade, pode-se destacar a baixa aderência dos alunos às aulas, sendo por ausência ou por estar presente, realizando outras atividades. Isto gera um desgaste na relação docente-discente, uma vez que o planejado para aquele encontro possivelmente não será satisfatório. Outro desafio é a grande demanda de alunos que deseja ingressar no ensino superior e são impedidos por sua localização geográfica, impactando em seu deslocamento – horário de transporte, ausência de segurança. Tapscott e Williams (2010, p. 18-9) afirmam que: O atual modelo pedagógico, que constitui o coração da universidade moderna, está se tornando obsoleto. No modelo industrial de produção em massa de estudantes, o professor é o transmissor. [...]. A aprendizagem baseada na transmissão pode ter sido apropriada para uma economia e uma geração anterior, mas cada vez mais ela está deixando de atender às necessidades de uma nova geração de estudantes que estão prestes a entrar na economia global do conhecimento. O processo de ensino tradicional, em que o professor assume a postura ativa e os alunos a passiva, foi criticado por Dewey (1916) há mais de um século, como antiquado e ineficaz, sua proposta era baseada no fazer ou hands-on – talvez a expressão brasileira literal que mais se assemelha seja “mãos na massa”. Desta forma, nasceu a visão de que os alunos não fazem parte de um modelo industrial em que o resultado final é sempre igual para todos, mas que cada um, com suas vivências anteriores e culturas diferentes, pode ressignificar o conteúdo original. Esta teoria precisou de quase 100 anos para ser aceita e praticada, conforme aponta Davidson (2011), independente do conteúdo a ser trabalhado na sala de aula, a maneira como isso acontece tem como objetivo construir uma prática disciplinar voltada para a fábrica ou empresa, que mais tarde vai contratar os seus graduados. Para assimilação da origem da base do ensino semipresencial, podemos adotar dois exemplos distintos utilizados na Universidade de Harvard (Cambridge, Massachusetts) e no MIT-Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Ambos adotaram a estratégia da sala de aula invertida, explorando os avanços das tecnologias educacionais e minimizando a evasão e níveis de reprovação. A primeira, denominada Peer Instruction (PI) foi desenvolvida por Mazur (2009) e baseia-se no estudo prévio do conteúdo individualmente, resposta a um questionário online , formação de grupos para discussão das questões que tiveram maior número de erros, nova apresentação de respostas e então a discussão do professor sobre os temas de maior apresentação de erros, como é apresentado no esquema a seguir. Esquema 1: Método Peer Instruction – PI da Harvard University Fonte: Elaborado pelo autor. Este método propõe que os alunos formulem argumentos e avaliem o nível de compreensão sobre os conceitos, antes mesmo de deixar a sala de aula. O MIT desenvolveu o projeto Technology Enabled Active Learning (TEAL) que é aplicado aos alunos sempre que ingressam na universidade. Quando as aulas são presenciais, os alunos se agrupam em trios, sendo que em cada uma das treze mesas redondas dispostas em uma sala de aula, são organizadas em grupos. O centro desta arena indica a estação central de trabalhos do professor ou sua equipe e cada grupo conta com um computador para exibir slides das aulas, acessar informações e coletar dados de experimentos. Com a implantação do projeto TEAL, o MIT conseguiu bons resultados no aproveitamento dos alunos, reduzindo a taxa de reprovação nas disciplinas e aumentando a frequência no final do semestre, que era inferior a 50% (BELCHER, 2001). Com base nos modelos PI e TEAL, considerados semipresenciais, é possível compreender que seu formato agrega uma carga horária à distância e outra na modalidade presencial. Pela legislação brasileira, um curso pode ser considerado semipresencial quando oferece até 20% da carga horária total, para atividades à distância (MEC, 2004). As principais características dos cursos semipresenciais, de acordo com Aguiar, Ferreira e Garcia (2010) no Brasil são: Os cursos de origem são na modalidade presencial; Nem todas as disciplinas da graduação são oferecidas na modalidade semipresencial; Dependendo do projeto pedagógico o conteúdo é ensinado através do ambiente virtual de aprendizagem e em encontros presenciais; Os encontros presenciais ocorrem na própria instituição; Cada instituição define quantos encontros presenciais ocorrerão; As avaliações finais são feitas obrigatoriamente por encontros presenciais; É recomendada para alunos que queiram ou tenham condições de fazer uma graduação presencial e precisam de flexibilidade no processo de aprendizagem. Conheça mais sobre o MIT, acesse: < https://bit.ly/2HAHOwZ >. Construção coletiva na EAD Redes sociais e a EAD Os cursos de ensino à distância são cursos em que a maior parte das atividades se dá nos ambientes virtuais de aprendizagem. Sendo que em cursos de graduação, a legislação brasileira exige que os alunos participem de encontros presenciais, com periodicidade mensal ou semestral. A construção coletiva parte do princípio de que os alunos não só façam uso do ambiente virtual acadêmico, como também das redes sociais para compartilhamento de informações, estudos em grupo, divulgação de conteúdos pertinentes aos assuntos estudados, partilha de materiais e recursos (vídeos, arquivos, links) e no fortalecimento das relações entre os membros dos diferentes segmentos da instituição acadêmica. A informalidade permitida pelas redes sociais possibilita maior interação entre os atores envolvidos, mesmo que virtualmente. De acordo com Ribas (2015, p. 17), “às relações geradas a partir das redes sociais impactam diretamente no desempenho acadêmico dos alunos de EAD, isto é, contribuem positivamente como ferramenta no processo de geração do conhecimento”. Esta afirmação é corroborada pelas teorias de Vigotsky (1991), que indica que processos de socialização contribuem tanto para o desenvolvimento social e emocional, quanto para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Outros benefícios de utilização das redes sociais, no processo de ensino aprendizagem, são também destacados por Lorenzo (2013): Centralização das atividades de ensino; Aumento do senso de comunidade educativa para alunos e professores; Aumento da fluência e facilidade de comunicação entre professores e alunos, com participação maior de todos; Melhoria da eficácia do uso das TIC, aglutinando pessoas, recursos e atividades; Facilidade na coordenação e conexão com estudantes; Facilidade da comunicação e transmissão de informações entre docentes, discentes e familiares. Ao pensar na EAD com uma perspectiva comunicativa é necessário entender que um dos grandes problemas de exclusão social está relacionado à ausência de compartilhamento dos benefícios da ciência e tecnologia, que podem desempenhar um importante papel na redução das desigualdades sociais. Propagar ciência e tecnologia, por intermédio do trabalho de extensão ou propagação de conhecimentos,recebe um sentido transformador, quando o objetivo é gerar o envolvimento dos atores sociais interessados, para que estes conhecimentos possam ser multiplicados. A participação em curso à distância traz a inserção em ambientes nos quais a comunicação é o centro da leitura e interpretação de materiais alocados em diversos suportes como fóruns, chats , wikis ou blogs . Para Almeida (2003), estes ambientes integram os envolvidos em todo o processo de ensino aprendizagem, abarcando os seguintes objetivos: Conviver com a diversidade e a singularidade; Trocar ideias e experiências; Realizar simulações, Testar hipóteses; Resolver problemas. Este conjunto de objetivos é capaz de criar situações que se complementam ou culminam na construção coletiva de uma ecologia da informação em que valores, motivações, hábitos e práticas são compartilhados (ALMEIDA, 2003). Ainda dentro da linha da construção coletiva, destaca-se que discentes e docentes utilizam o espaço virtual, não somente para tratar assuntos voltados ao conteúdo programático ou acadêmico, mas também para marcar reuniões presenciais, trocar referências de obras e estimular colegas a permanecerem no curso. Sendo assim, relacionam-se diariamente e em vários momentos do dia, interagindo com pessoas de diversas partes do país e do mundo. Avaliação digital O modelo de avaliação de estudantes tem passado por algumas mudanças, de acordo com teorias defendidas por educadores, grupos educacionais e instâncias governamentais. Assim, os modelos mais tradicionais, baseados apenas em pontuações por erros, acertos e suas parcialidades, tem dado espaço aos conceitos, cumprimento de objetivos ou demonstração de aprendizado, em diferentes formas, mais adequadas à disciplina, docente e discente. Assim também, a avaliação digital encontra duas formas básicas que podem coexistir, seguindo os modelos adotados na educação tradicional. O modelo de notas exatas soa aos tecnicistas como mais simples, uma vez que conceitos não são exatos ou se somam, subtraem ou fazem a própria média. Entretanto, padrões tradicionais também estão dando espaço a novos critérios de classificação e aprovação. Superadas as barreiras e todos os desdobramentos da inclusão digital para a docência, as avaliações digitais utilizam ferramentas que privilegiam a utilização da avaliação como verificação do conhecimento, como os testes de múltipla escolha aliados a ferramentas que demonstram o potencial do aluno, por sua interação social nos chats e fóruns (CALDEIRA, 2004). Importante observar que ferramentas de comunicação e interação fazem parte das propostas de EAD, mas para fins de comprovação do processo de avaliação, o uso de instrumentos tradicionais de avaliação ainda são os mais utilizados, para compor de maneira matemática uma nota ou média final. A participação dos alunos em chats e fóruns ainda não é uma tarefa simples de ser realizada, pois a tecnologia disponível atualmente nos AVAs permite poucas interações simultâneas. Se a turma for grande, pode ser difícil perceber um aluno menos participativo, por ter compreendido o conteúdo. Desta forma, o modelo adotado por Harvard ou MIT, poderia servir como inspiração para as propostas de EAD no Brasil. Considerando a evolução da tecnologia e todas as formas de inteligência possíveis de criação de algoritmos para medir os formatos de participação dos alunos nas diversas interações virtuais, o papel docente transcende a mera transmissão de conteúdos e aferição. Verificar a assimilação dos saberes específicos é parte do processo de avaliação, mas ele não se esgota nesta dimensão. A avaliação não é um momento da proposta pedagógica de um curso, mas um de seus componentes constantes. É fundamental considerar a avaliação como parte de um processo dinâmico, que influencia, mas ao mesmo tempo é influenciado pelas respostas dos alunos, pela peculiaridade do contexto e do momento (CALDEIRA, 2004). O conteúdo das interações produzidas em cursos online - content analysis – é um vasto tema discutido atualmente, sendo possível identificar mais de seis milhões de resultados, somente no portal de buscas Google Acadêmico. Entre estas publicações disponíveis, muitos autores não diferenciam os conceitos entre participação e interação dos alunos, assumindo que toda mensagem gravada em uma plataforma já recebe a atribuição de ser interativa. Desta forma, o critério quantitativo pode ser considerado quanto ao número, tamanho e frequência das mensagens, que cada aluno registre no sistema. De acordo com Caldeira (2004), ainda são poucas as produções acadêmicas que tratam da natureza das interações e fazem uma análise qualitativa das mesmas. Ambientes virtuais de aprendizagem e estratégias pedagógicas Ambientes virtuais de aprendizagem passam por mudanças constantes. Assim como no passado era comum surgirem novos prédios de corporações educacionais, ou, em uma escala mais simplista, salas de aula eram reformadas para cada novo período letivo, assim também, os ambientes virtuais de aprendizagem passam por transformações. Silva (2003) definiu o conceito de sala virtual para designar um ambiente virtual de aprendizagem. Este conceito se complementa com o ambiente ser também um espaço online integrador e de uma diversidade de quatro dispositivos que possam possibilitar aos usuários uma maior comunicação com os demais integrantes de uma turma, com professor/tutor, com os conteúdos e com a realização das atividades disponibilizadas (ALVES, 2009). Desta forma, as plataformas de ensino à distância trazem um AVA como uma simulação de sala de aula, com uma qualidade semelhante a uma sala presencial, sendo necessário um conjunto harmonioso e em perfeito alinhamento a ferramentas digitais disponíveis. Indiferente se o processo de aprendizagem é à distância ou presencial, a necessidade discente por feedback e incentivos para o seu processo de ensino aprendizagem é latente. Este feedback está para além das notas das avaliações somativas ou do seu conceito final, ao contrário, deve fazer parte do cotidiano de aprendizagem, construindo essa relação com os alunos. Por isso, faz parte da estratégia pedagógica da EAD utilizar o ambiente virtual de aprendizagem como uma interface tecnológica que proporcione uma experiência de aprendizado, de forma a que garanta ao aluno: Realizar atividades programadas; Debater ideias; Acessar o conteúdo das disciplinas; Acompanhar o seu avanço pelo relatório de atividades. Figura 4 - Paralelo de ações possíveis ao aluno em AVA e uma sala de aula tradicional Fonte: Elaborado pelo autor. O ambiente virtual limita a interação pessoal do aluno, mas democratiza o acesso ao conhecimento, uma vez que possibilita a redução de custos, o tempo de deslocamento, a manutenção da edificação de ensino e outras variáveis como aquisição de material didático e alimentação. Entre as estratégias pedagógicas mais utilizadas para manter os alunos integrados estão os fóruns de discussão com moderação dos tutores ou administradores do curso, o estímulo ao debate, gerenciamento de brainstorms , o compartilhamento de conhecimento entre os participantes, de acordo com o planejamento e objetivos estratégicos de cada curso ou disciplina. Outra importante ferramenta é o calendário com prazos de entrega de trabalhos e eventos acadêmicos, que auxiliam na construção e manutenção de habilidades essenciais ao mundo do trabalho. As principais plataformas AVA utilizadas atualmente são: Moodle: uma das mais utilizadas por alunos de universidades públicas e privadas, apresentando interface fácil e design simples. Seu software é gratuito e não exige conhecimentos técnicos complexos, garantindo acessibilidade por ter código-fonte livre; LMS Estúdio: sistema de fácil gerenciamento com visual profissional. Plataforma voltada para criar, comercializar e ensinar cursos online . Entre seus recursos de ensino estão vídeos gravados e ao vivo, download de materiais e conteúdos didáticos e de avaliação; Teleduc: Desenvolvido pela Unicamp, tem como principal objetivo o suportea apoio aos professores para sua formação em informática para a educação; AulaNet: Desenvolvido pela PUCRJ, tem como principal objetivo a administração dos cursos à distância em ambientes colaborativos e educativos para usuários. Esta interatividade entre alunos e professores é a principal ferramenta deste ambiente, favorecendo um ambiente educativo eficiente e acessível; E-Proinfo: Desenvolvido pelo MEC, tem como finalidade o auxílio na complementação do aprendizado de aulas presenciais e ensino a distância. Mais utilizado por instituições de ensino público. Com a apresentação destas plataformas de AVA, encerramos o último capítulo deste conteúdo, voltado às tecnologias ativas para a educação. Espero que estes conhecimentos tenham agregado forma de relevante e que possamos nos encontrar em outra oportunidade. Nossa despedida será com um respeitoso abraço virtual! Conheça as principais plataformas virtuais, utilizadas no ensino à distância: < www.modle360.com.br >. < www.lmsestudio.com.br >. < www.teleduc4.multimeios.ufc.br >. < www.ftp.inf.puc-rio.br >. < http://e-proinfo.mec.gov.br >. Resumo Vimos que o perfil dos estudantes, por força de atores sociais e tecnológicos passa por modificações e, a cada geração novos paradigmas se impõe, o que exige de sistemas educacionais e professores novas metodologias. Novas gerações exigem novos métodos e uma postura mais ativa acompanha o discente, o que exige dos docentes uma atitude de inserção desse aluno, em uma atmosfera técnica e lúdica que o coloque como ator privilegiado no processo de aprendizado, isso inclui uma maior democratização do contraditório, da disseminação de ferramentas como games , internet, apps e gadgets que deem suporte a tais implementos. As tecnologias digitais de informação e comunicação representam um passo significativo na criação de uma esfera pública de debate e trocas informacionais de diversos níveis, e isso não muda quando a temática se encontra com processos de aprendizagem. Por isso, a educação não deve estar alijada desse processo, ao contrário, deve estar entre os segmentos que ponteiam essa revolução multi experiencial. Tendo em vista que a transformação digital deixou as histórias de ficção e já integra nossa realidade, e com ela toda uma gama de ações e pensares sociais, que está cada vez mais entremeada pela tecnologia. Atualmente, mais que reter conhecimento, se exige a interação, o debate e a experimentação de novo habitat digital, tão comum às novas gerações, mas que ainda representa para muitos um surpreendente terreno a ser desbravado. E por isso, aqui estamos! Referências BÁSICAS ALEGRIA, J. Os professores e a tecnologia na sala de aula . 2017. Disponível em: https://www.futura.org.br/os-professores-e-a-tecnologia-na-sala-de-aula/. Acesso em: 23 set. 2020. ALMEIDA, M. E. B. Educação a distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa , [S.L.], v. 29, n. 2, p. 327-340, dez. 2003. 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