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Crise suicida - Botega
348 pág.

Psicologia Universidade Federal FluminenseUniversidade Federal Fluminense

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Resumo sobre Crise Suicida: Avaliação e Manejo A obra "Crise Suicida: Avaliação e Manejo", escrita por Neury José Botega, aborda a complexidade do suicídio e a necessidade de uma abordagem cuidadosa e informada na avaliação e manejo de pacientes em crise. O autor, um psiquiatra com vasta experiência, enfatiza que a medicina é uma ciência em constante evolução, e que as informações contidas no livro devem ser confirmadas com fontes confiáveis, especialmente no que diz respeito ao uso de medicamentos. A obra é um esforço para sistematizar a experiência clínica do autor, contribuindo para o aprimoramento da prática psiquiátrica no Brasil, onde a prevenção do suicídio ainda está em desenvolvimento. A Natureza da Crise Suicida Botega define a crise como um momento decisivo que pode ser tanto doloroso quanto útil, dependendo da gravidade da situação enfrentada pelo indivíduo. Ele distingue entre crises vitais, que ocorrem naturalmente ao longo do desenvolvimento humano, e crises circunstanciais, que surgem de eventos extraordinários e incontroláveis. A crise suicida é caracterizada por uma exacerbação de doenças mentais ou por uma turbulência emocional que leva o indivíduo a um colapso existencial, resultando em dor psíquica intolerável e, em alguns casos, ao desejo de acabar com a própria vida. O autor destaca que, durante uma crise, a capacidade do paciente de controlar sua vida pode ser severamente reduzida, o que exige uma intervenção profissional imediata. A avaliação do risco de suicídio é um aspecto crucial na prática clínica. Botega argumenta que a percepção do profissional de saúde sobre a possibilidade de suicídio é fundamental para uma avaliação eficaz. Ele menciona que muitos profissionais enfrentam dificuldades em abordar o tema do suicídio devido a preconceitos, medos e a falta de serviços adequados. A relação entre o profissional e o paciente é descrita como um campo intersubjetivo, onde a confiança e a empatia são essenciais para uma boa avaliação clínica e para o estabelecimento de uma aliança terapêutica, que é um fator de proteção contra o suicídio. Atitudes e Perspectivas Culturais sobre o Suicídio O autor também explora como diferentes culturas e períodos históricos moldaram as atitudes em relação ao suicídio. Desde a Antiguidade greco-romana, onde o suicídio era visto com uma certa tolerância, até a Idade Média, onde era considerado um pecado mortal, as concepções sobre o ato de tirar a própria vida variaram amplamente. Botega destaca que, em sociedades primitivas, o suicídio era muitas vezes ritualizado e carregado de significados sociais e espirituais. Ele menciona que, em algumas culturas, o suicídio era visto como uma forma de evitar desonra ou como um ato de honra, especialmente entre guerreiros. A obra também discute a importância de reconhecer e refletir sobre as próprias atitudes em relação ao comportamento suicida. O autor sugere que a consciência sobre como reagimos ao suicídio pode influenciar nossa capacidade de oferecer apoio empático aos pacientes. Ele conclui que, para lidar efetivamente com a crise suicida, é necessário um entendimento profundo das dimensões psicológicas, sociais e culturais que cercam o ato de suicídio, além de um compromisso com a formação contínua e a atualização das práticas clínicas. Destaques A obra enfatiza a importância de confirmar informações sobre medicamentos e terapias com fontes confiáveis, dada a evolução constante da medicina. A crise suicida é definida como um colapso existencial que pode resultar de doenças mentais ou eventos traumáticos, exigindo intervenção profissional. A relação entre o profissional de saúde e o paciente é crucial para a avaliação do risco de suicídio, sendo a empatia e a confiança fatores determinantes. As atitudes em relação ao suicídio variam ao longo da história e entre culturas, influenciando a forma como o comportamento suicida é abordado na prática clínica. A consciência das próprias atitudes em relação ao suicídio pode levar a uma abordagem mais empática e eficaz no manejo de pacientes em crise.

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