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Fundamentos de Reabilitação Bucal II | CAMILA DE C. MENDES
ENDODONTIA
Responsável pelo estudo da polpa dentária, de todo o sistema de canais radiculares e dos tecidos periapicais, bem como pela prevenção e tratamento das doenças que os acometem.
REGIÃO APICAL E PERIAPICAL
Tecidos de sustentação do dente (cemento, ligamento periodontal e osso alveolar) 
O QUE É TRATAMENTO DE CANAL?
1. Realizar acesso ou cirurgia: Remoção de estruturas para ter visão dos instrumentos que vão acessar os canais/o canal.
2. PQM – Preparo químico mecânico: 
- Limpeza e ampliação das paredes através de instrumentos (Limas manuais ou rotatórios)
3. Soluções Irrigadoras
- Após a ampliação, a limpeza dos túbulos dentinários é realizada com hipoclorito de sódio / Clorexidina
- Utilização de aplicação de Medicação Intracanal (MIC)
4. Obturação
- Preencher com guta-percha 
5. Reabilitar a estrutura dental
Canal atrésico > Canal estreito
Nova reabsorção óssea após canal = Tratamento de sucesso
PRÉ-REQUISITOS PARA ENDODONTIA:
1. Conhecimento científico
2. Domínio técnico
3. Sensibilidade tátil
4. Concentração 
5. Paciência
HISTOFISIOLOGIA PULPAR E PERIAPICAL
Objetivo geral: Conhecer as características histofuncionais deste complexo tecido, que se mostram importantes para a compreensão dos eventos patológicos aos quais são submetidos.
Específicos: 
1- Definir da polpa
2- Compreender a íntima relação entre dentina e polpa
3- Conhecer os elementos estruturais do tecido pulpar e regiões histológicas da polpa e seus componentes.
4- Funções da polpa
5- Compreender as alterações fisiológicas decorrentes da idade que ocorrem no tecido pulpar
6- Componentes do tecido periapical.
COMPLEXO DENTINO-PULPAR
· Origem embrionária semelhantes
· Relação anatômica
· Relação fisiológica
DIVISÃO ANATÔMICA
Polpa radicular:
· Estão os canais radiculares
Dentina e polpa coronária 
· Está a câmara pulpar
Na coroa possui uma dentina chamada dentina coronária
Na polpa possui uma dentina chama dentina pulpar.
DENTINA
· 70% de material inorgânico – cristais e hidroxiapatita
· 12% de água
· 18% de matriz orgânica – colágeno do tipo I e proteínas não colagenosas.
· É mais flexível que o esmalte
· Dureza maior que o osso e menos que o esmalte.
· Fratura menos, ou seja, menos friável. 
· Amortece os impactos – devido aos fluidos e da água.
ESTÁGIOS:
· Desenvolvimento dental.
· Fase de botão
· Fase de capuz
· Fase de campânula
Ameloblastos – forma o esmalte
Odontoblastos – forma a dentina
Papila dentária – forma a Polpa
Os odontoblastos ficam na polpa e formam a dentina.
DENTINA DO MANTO
· Células que não são especializadas ainda, são generalizadas
· Primeira dentina a ser formada.
· Formada na fase de diferenciação de odontoblastos não maduros.
DENTINA CIRCUNPULPAR
· É a dentina propriamente dita
· Formada por odontoblastos maduros
· Maior parte da dentina
· Envolve toda câmara pulpar que rodeia a polpa
· É formada depois que a camada da dentina do manto tenha sido depositada e se constitui na maior parte em dentina primária e secundária
PRÉ-DENTINA
· Dentina não mineralizada.
· Entre a camada de odontoblastos e a dentina mineralizada
DENTINA INTRATUBULAR/PERITUBULAR
· Fica ao redor/externo do túbulo dentinário
· Tem uma dureza maior que a intertubular 
DENTINA INTERTUBULAR
· Dentina que fica entre um túbulo e outro
· Mais rígida que a dentina intratubular.
· Maior quantidade
TUBULOS DENTINÁRIOS
· Vai ficando mais espesso ao chegar na polpa
· Conformação cônica 
· Contém fluido dentinário, processos odontoblásticos, terminações nervosas, colágeno tipo I e outras proteínas, causando resposta a sensibilidade
· Permeabilidade e sensibilidade
· Teoria hidrodinâmica: Propõe que estímulos externos (térmicos, mecânicos, osmóticos) causam a movimentação do fluido dentro dos túbulos dentinários expostos. Esse movimento gera dor aguda
PERMEABILIDADE
· Área de difusão
· Espessura da dentina
· Proximidade com a polpa 
· Smear Layer – Ao desgastar os túbulos dentinários, as raspas de dentina vedam os túbulos.
SENSIBILIDADE
· Fluidos – Teorias hidrodinâmicas.
· Teorias hidrodinâmicas – devido aos movimentos. 
O diâmetro da dentina é maior próximo a polpa e menor próximo ao esmalte e o cemento.
TIPOS DE DENTINA
PRIMÁRIA
· É produzida durante o desenvolvimento do dente até o fechamento do ápice radicular.
· Constitui a principal parte da dentina no dente.
SECUNDÁRIA
· Formada por odontoblastos
· Depositada fisiologicamente, ou seja, não precisa de um estímulo negativo. 
· Após a raiz estar completamente formada.
· Diminuição do volume pulpar.
· Esse fenômeno ocorre até a vida final do paciente.
Quanto mais jovem o paciente é, menor a cavidade pulpar é.
TERCIÁRIA
· Formada a partir de estímulos e agentes patológicos externos: cáries, restaurações, traumas, abrasão. (Reacional ou reparadora)
Reacional – Formada por odontoblastos que sobreviveram a injúria. (Cárie, micro-organismos)
Reparadora – Os odontoblastos morreram, as células tronco-mesenquimais tomam o lugar dos odontoblastos e suas funções. 
· Túbulos mais tortuosos ou ausentes
· Barreira física rápida para proteger a polpa.
ESCLEROSADA
· Dentina que age formando fechando os túbulos dentinário pela idade, traumas crônicos (mastigação), diminuindo assim a passagem de micro-organismos
POLPA DENTÁRIA
· Tecido conjuntivo frouxo de origem ectomesenquimal, circundado por paredes inelásticas de dentinas denominadas câmara pulpar e canal radicular
· Altamente vascularizada.
· Possui resistência
· Pouca elasticidade
CÉLULAS QUE COMPÕEM A POLPA
· Odontoblastos – Forma dentina, mas o corpo da célula fica na polpa. 
- Altamente diferenciados; especializados na produção de dentina primária, secundária e terciária 
- Estímulos fisiológicos e moderados – Cárie de progressão lenta.
· Fibroblastos – Células predominantes da polpa; responsável pela produção, síntese e secreção da matriz extracelular e fibras colágenas tipo I e III 
- Tecido mais fibroso
- Células fusiformes ou estreladas com prolongamentos. 
- Maior número na polpa coronária
Polpa jovens: + Fibroblastos - Fibras
Polpa idosos: - Fibroblastos + Fibras (devido a diminuição da camada de defesa)
· Mesenquimais diferenciadas – Semelhantes aos fibroblastos 
- Localizadas ao redor dos vasos sanguíneos
- Diminuem com a idade, células de reserva. 
· Células de defesa – Histiócitos e monócitos: Tornam-se macrófagos que por sua vez, digerem materiais estranhos para o organismo.
Mastócitos – Regulação da permeabilidade vascular.
Neutrófilos: Ligadas ao processo inflamatório agudo.
Linfócitos tipo T e B – Relacionadas com a resposta imune. Defesa especializada.
· Matriz extracelular
Fibras: Mantém cada componente no tecido pulpar 
- Colágenas
- Reticulares
· Substância fundamental amorfa:
Situadas entre as fibras. Retenção de água e união das fibras.
· Vascularização - Microcirculação
- Capilares
- Arteríolas
- Vênulas
- Vasos linfáticos
· Fibras nervosas - Axônios
- Seguem o trajeto da vascularização e são principalmente fibras sensíveis.
- Fibras mielínicas – Delta-A (Maioria) e Beta-A: Dor rápida aguda e localizada (Quente, gelado)
- Fibras Amielínicas – Tipo C (Dor lenta, profunda e difusa)
EX: Se a polpa dói mais intensamente, não passa rápido, seria resposta de dor das fibras tipo C.
Se o paciente bebe algo gelado, o dente dói mas logo passa, é uma dor localizada seria resposta de dor das fibras tipo A.
Se origina do nervo trigêmeo e vai entrando pelos forames ocupando todos os espaços.
FUNÇÕES DA POLPA
OBS: Se há uma polpa com função e perde-se essa polpa, o dente perde a função. Mesmo assim, é ideal manter o elemento. 
Se realizar um tratamento endodôntico com uma alteração irreversível, em um paciente com rizogênese incompleta, ou seja, sem o dente estar totalmente formado, ele irá paralisar a formação de dentina. 
Então se tem um dente sem um ápice formado, com espaço grande para ser depositado dentina, não irá ter o órgão para depositar dentina, ficando com paredes finas. Porque não há mais odontoblastos nem células diferenciaisCausando dificuldade para o tratamento endodôntico, devido as paredes finas.
· Formadora: Formação de dentina. 
· Nutritiva: A vascularização pulpar fornece oxigênio e nutrientes, que são essenciais para a formação de dentina e para a própria sobrevivência pulpar.
· Defensiva: Odontoblastos, resposta inflamatória e imunológica.
· Sensorial: Teste térmico/estímulos. 
No paciente idoso, os testes, muitas vezes não respondem. Assim como pacientes com necrose. Então há necessidade de realizar um teste de cavidade
Teste de cavidade – o profissional remove todo tecido cariado, e ao chegar na câmara, pulpar não há sangramento nem dor, realizou o acesso, houve uma necrose.
Faz-se caso se caso o profissional estiver com dúvida se está com polpa necrosada ou com atresia, se deve fazer ou não o canal.
· Reguladora – Controla e regula o volume e velocidade do fluxo sanguíneo de determinada arteríola
· Indutora – Formação de esmalte
ZONAS ESTRUTURAIS DA POLPA
· Zona periférica ou camada odontoblástica – Primeira camada, formada por odontoblastos.
· Zona acelular (Z. de Weil) – Zona abaixo dos odontoblastos. Pobre em células ou acelular 
· Zona rica em células – Fibroblastos, células mesenquimais indiferenciadas, estruturas celulares
· Zona central (Vasos e nervos) – Parte mais centralizada da polpa. Células do tipo C. 
REGIÃO PERIRRADICULAR
· Cemento – Ocupa um espaço anatomicamente do dente onde não há dentina. 
Tecido conjuntivo fibroso avascular. 
· Osso alveolar – Importante para estrutura e formação. 
Prende as fibras do ligamento periodontal e fixa o dente.
· Ligamento periodontal – Espaço que amortece o dente. Quando há uma alteração, ocorre anquilose. 
A polpa se comunica com todo ligamento periodontal devido ao sistema de canais, túbulos, ramificações e comunicações ao longo da raiz.
O ligamento periodontal é constituído por tecido conjuntivo fibroso
Responde tudo que acontece entre o cemento e osso.
Responsável pelo periodonto de sustentação, estabelecendo a articulação entre o dente e o respectivo alvéolo. 
Também possui sensibilidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· Aula ministrada: LEMOS, I. P. L.;LEMOS, IRENILDA PEREIRA LINS 
· Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2026
· DE PÓS GRADUAÇÃO, Tese Apresentada ao Programa. ESTUDO TOPOGRÁFICO DA DE ORIGEM . Disponível em: . Acesso em: 28 jan. 2026.
· KATCHBURIAN, Eduardo; ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral: Texto, Altas, Correlações clínicas. Rio de janeiro. 2023. E-book
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