Logo Passei Direto
Buscar

Esse resumo é do material:

RESUMO 5 - LONDRES E PARIS NO SÉCULO XIX; O ESPETÁCULO DA POBREZA
10 pág.

História Contemporânea Universidade Estácio de SáUniversidade Estácio de Sá

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Resumo sobre Londres e Paris no Século XIX: O Espetáculo da Pobreza O século XIX foi um período de profundas transformações urbanas e sociais em Londres e Paris, marcado pela industrialização e pela formação de grandes multidões nas cidades. A autora Maria Stella Martins Bresciani, em sua obra "Londres e Paris no Século XIX: O Espetáculo da Pobreza", explora como a vida urbana se tornou um espetáculo contínuo, onde a identidade individual foi substituída por uma identidade coletiva. Walter Benjamin, um dos pensadores citados, argumenta que a experiência da multidão transforma a vida cotidiana em um espetáculo, repleto de incertezas e novas descobertas a cada esquina. As ruas, durante o dia, eram dominadas por operários, enquanto à noite, o cenário mudava para um espaço habitado por vagabundos, criminosos e prostitutas, revelando a heterogeneidade das classes sociais que coexistiam. A industrialização trouxe consigo um aumento populacional significativo, atraindo imigrantes em busca de melhores condições de vida. No entanto, essa migração resultou em problemas de infraestrutura e desemprego, transformando Londres, antes vista como um modelo de civilização, em um "inferno" de miséria e degradação. A cidade, que abrigava uma população de 2,5 milhões de habitantes, enfrentou uma crise de emprego e condições de vida, levando a revoltas e saques por parte dos desempregados. A imagem do londrino se deteriorou, com muitos apresentando características de "doente, pálido e magro", reflexo da falta de oportunidades e da exploração a que eram submetidos. A frase "Não à caridade, sim ao trabalho" ecoava entre os manifestantes, que buscavam dignidade e condições de trabalho justas. Bresciani também destaca a relação entre a pobreza e a política, especialmente em Paris, onde a miséria era vista como uma ameaça à ordem social. A revolução de 1789 e as subsequentes revoltas operárias refletiam o desejo da população por liberdade e melhores condições de vida. A autora menciona que a pobreza não era apenas uma questão econômica, mas também uma questão moral e política, onde os pobres eram frequentemente criminalizados e tratados como uma classe perigosa. O medo da revolta popular levou a uma repressão das manifestações, mas também a uma crescente conscientização sobre a necessidade de abordar as questões sociais de forma mais equitativa. A obra de Bresciani revela como a industrialização e a urbanização transformaram as cidades em espaços de conflito e desigualdade, onde a multidão se tornou um símbolo da luta por direitos e dignidade. A autora argumenta que, apesar das mudanças, as questões de pobreza e exclusão social permanecem relevantes até os dias atuais, refletindo uma continuidade nas lutas sociais. A análise crítica da autora nos convida a refletir sobre as condições de vida nas grandes cidades contemporâneas e a importância de reconhecer a humanidade dos que vivem à margem da sociedade. Destaques O século XIX em Londres e Paris foi marcado pela industrialização e pela formação de grandes multidões urbanas. A vida cotidiana se transformou em um espetáculo, onde a identidade individual foi substituída por uma identidade coletiva. A migração em busca de melhores condições de vida resultou em problemas de infraestrutura e desemprego, levando a revoltas e saques. A pobreza era vista como uma questão moral e política, com os pobres frequentemente criminalizados e tratados como uma classe perigosa. A obra de Bresciani destaca a continuidade das lutas sociais e a relevância das questões de pobreza e exclusão na sociedade contemporânea.

Mais conteúdos dessa disciplina