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UNOPAR – UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ 
SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA 
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cidade 
2020 
Cidade 
2020 
Cidade 
 
 
 
Itajaí 
2020 
ADRIANA CIPRIANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ENSINO 
EM LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
Itajaí 
2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ENSINO 
EM LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
Projeto de Ensino apresentado à UNOPAR-
Universidade Norte do Paraná, como requisito 
parcial à conclusão do Curso de Licenciatura em 
Educação Física. 
 
Docente supervisor: Prof. Bruno José Frederico 
Pimentel 
 
ADRIANA CIPRIANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 
1 TEMA ................................................................................................................... 4 
2 JUSTIFICATIVA.....................................................................................................6 
3 PARTICIPANTES..................................................................................................7 
4 OBJETIVOS...........................................................................................................8 
5 PROBLEMATIZAÇÃO...........................................................................................9 
6 REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................................11 
7 METODOLOGIA..................................................................................................17 
8 CRONOGRAMA..................................................................................................19 
9 RECURSOS........................................................................................................20 
10 AVALIAÇÃO........................................................................................................21 
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................22 
REFERÊNCIAS..........................................................................................................23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3
INTRODUÇÃO 
 
O presente Projeto de Ensino tem como principal objetivo discorrer sobre o 
trabalho do docente em Educação Física frente a criança autista. 
Durante um longo período da história brasileira, as pessoas que tinham algum 
tipo de deficiência foram privadas do convívio social, não tiveram acesso aos bens 
culturais e curriculares ofertados pelas escolas, eram “escondidas” por suas famílias, 
pois, ter um sujeito com deficiência em casa era motivo de vergonha. Inclusive haviam 
manicômios específicos para internação destes, sem se compreender a deficiência e 
a importância da interação social para seu desenvolvimento. 
Assim passaram por um processo de exclusão, discriminação, segregação, até 
adquirirem o direito de frequentar uma instituição escolar e ali ter acesso a todo 
conhecimento proporcionando pelos professores, respeitando suas limitações e 
especificidades. 
Foi a assinatura da Declaração de Salamanca em 1994, que tratou das 
Políticas Públicas Educacionais e Inclusivas, que trouxe à tona a importância do 
sujeito com deficiência ingressar o espaço escolar comum e ali ter acesso à 
aprendizagem, em todas as disciplinas, cabendo ao professor planejar e organizar 
suas ações, que atendam às suas necessidades. 
Para isso, o professor deve conhecer seus alunos, as deficiências que 
possuem, para daí realizar um trabalho significativo, adaptando-as se necessário. 
É sobre a criança que possui Autismo e o trabalho do professor de Educação 
Física frente a ele a temática específica deste artigo. 
O tema é de suma importância, pois o Autismo é uma deficiência que atinge 
cada vez mais crianças, e os professores precisam conhecer seu conceito, quais os 
graus de Autismo que existe, bem como a melhor forma de levar a esse sujeito a 
aprendizagem e o desenvolvimento que lhe é de direito, rompendo as correntes do 
tradicionalismo, deixando de lado as atividades desprovidas, repetitivas e 
proporcionar ao aluno conhecimento que o faça pensar, de forma problematizada, 
interagindo e socializando em todos os espaços da escola e com todos os alunos. 
Para alcançar os objetivos realizou-se uma pesquisa bibliográfica, que 
auxiliaram na fundamentação das ideias. 
 
 4
1 TEMA 
 
O presente projeto de ensino tem como norte central a importância do trabalho 
do professor de Educação Física frente aos alunos que possuem o Transtorno do 
Espectro Autista. 
Não é de hoje que a Educação Especial tem sido introduzida no contexto 
educacional brasileiro. Falar em educação inclusiva remete a pensar em políticas 
públicas educacionais e em formação docente, pois incluir criança com deficiência em 
uma classe regular de ensino vai muito além de matriculá-la, é fomentar suas dúvidas, 
dar a ela o conhecimento, proporcionar o desenvolvimento, respeitando suas 
limitações e especificidades, onde a escola esteja preparada em todos os seus 
espaços para recebê-la. 
Entre os vários tipos de deficiências encontradas no contexto escolar têm-se 
as crianças com TEA-Transtorno do Espectro Autista. 
Esse tema foi escolhido, pois, está ligado ao processo educativo e a atuação 
do profissional de Educação Física na escola. É de suma relevância porque pouco se 
conhece sobre a educação inclusiva, tampouco como realizar um trabalho significativo 
com a criança autista. 
Os cursos de formação de professores abordam de forma superficial a 
temática, com duas ou três disciplinas, que trazem à tona os direitos do sujeito com 
deficiência em adentrar um espaço escolar, porém não traz metodologias, 
ferramentas, não demonstra a forma de trabalhar frente a uma criança autista e este 
artigo traz à tona a necessidade de conhecer os graus do Transtorno do Espectro 
Autista, sendo eles leve, severo e moderado, bem como de que forma realizar um 
trabalho significativo com cada um deles. 
O tema contribui para a formação docente e para que o professor compreenda 
o seu papel enquanto mediador entre criança e conhecimento, pois, ali está para 
aplicar conhecimentos a todos os alunos, e deve planejar olhando para todos, 
adaptando as necessidades de cada um, analisando sobre sua prática, seu fazer 
pedagógico. 
Com a temática abordada é possível realizar a reflexão sobre o papel da escola 
no processo de inclusão. Não adianta o professor realizar seu fazer pedagógico com 
excelência, ter um olhar inclusivo, se a escola não está adaptada e preparada para 
atender tais alunos, se a gestão apenas matricula a criança e não dá ao corpo docente 
 5
o suporte necessário para auxiliar criança e professor em seu processo de ensino-
aprendizagem. 
Acredita-se que com a leitura deste artigo os professores de Educação Física 
terão mais conhecimento sobre a inclusão, conhecerão o Autismo, e, como podem 
realizar um trabalho significativo, valorizando a integridade de cada um, sem excluir, 
sem ser tradicional, estando aberto ao novo em sua missão de educar.
 6
2 JUSTIFICATIVA 
 
O Transtorno do Espectro Autista é um tema que já vem norteando o nosso 
pensamento docente e acadêmico desde o início do curso de Licenciatura em 
Educação Física. 
Durante os estágios realizados, foi possível presenciar nas aulas de Educação 
Física as deficiências que ali existem, o papel dos professores enquanto 
transmissores de conhecimento, quais atividades realizaram, se há adaptação para 
cada um deles, a postura frente aos alunos com deficiência, bem como a necessidade 
de se haver uma educação para todos. 
A cada dia que passa é possível evidenciar que surgem mais crianças com 
deficiência, principalmente autistas e o que se vê também sãoprofessores que não 
estão comprometidos com o processo inclusivo, não planejam vidando as 
necessidades e especificidades de todos os alunos, não adaptam atividades e muitas 
vezes deixam o aluno autista na sala de aula com a monitora, ou Agente de Apoio em 
Educação Especial enquanto aplicam suas aulas no ginásio da escola, ou 
simplesmente dão um desenho para estes colorir, sem abordar a temática 
contextualizada com os outros colegas da sala. É neste contexto que se justifica este 
projeto de ensino. 
Há muita preocupação por parte da autora deste trabalho em como trabalhar 
com a criança autista, de como surgiu a deficiência, sintomas, como realizar a 
interação destes com os espaços da escola, com seus colegas, bem como acontece 
a aprendizagem e o seu desenvolvimento. 
Se justifica também pela necessidade de se romper com o tradicionalismo que 
ainda insiste em afetar as escolas e os planejamentos docentes. O professor precisa 
ser inovador, acompanhar as mudanças, se adaptar as correntes filosóficas que são 
introduzidas no sistema educacional, como é o caso da Construtivista e Interacionista 
Sócio –Histórica. 
Ainda se justifica na importância de buscar novos conhecimentos, trabalhar a 
interação no dia-a-dia com todos, lidar com o preconceito frente aos alunos com 
deficiência, buscando maneiras de contribui com os professores de Educação Física, 
bem como para que a escola seja um espaço inclusivo, para que a criança autista se 
sinta acolhida, amada, respeitada, tornando as relações entre todos os integrantes da 
escola mais agradáveis, bem sucedida, cumprindo sua verdadeira função social. 
 7
3 PARTICIPANTES 
 
Este projeto de ensino se destina há vários públicos. Primeiramente aos 
profissionais de Educação Física, pois, a temática está voltada para sua atuação em 
todos os níveis da Educação Básica, ou seja, Educação Infantil, Ensino Fundamental 
e Ensino Médio. 
Se destina também aos gestores e outros profissionais da educação, que 
atuam diretamente com a educação inclusiva, para que possam auxiliar os 
professores na compreensão acerca do Autismo e de que forma realizar um trabalho 
significativo com eles. 
Por fim, se destina também aos pais, pois, já conhecem a deficiência de seus 
filhos, seus direitos, mas precisam também compreender a importância que o 
profissional e Educação Física possui frente a aprendizagem e desenvolvimento de 
seus filhos. 
 
 
 8
4 OBJETIVOS 
 
O objetivo principal deste projeto é mostrar a importância do trabalho docente 
em Educação Física frente a criança Autista. 
Tem como objetivos específicos conhecer o breve histórico da educação 
inclusiva no Brasil, analisar conceitos segundo autores, discorrer sobre o autismo e o 
papel que o professor possui neste contexto. 
 9
5 PROBLEMATIZAÇÃO 
 
A escola é um espaço de interação social, onde a criança tem a oportunidade 
de aprender, se desenvolver, ter acesso aos mais variados conhecimentos, bens 
culturais que foram acumulados pela humanidade com o decorrer do processo 
histórico, onde se troca experiências e vivências, sendo indispensável para qualquer 
sujeito. 
O convívio com a diversidade é necessário para a construção integral de um 
sujeito, no entanto, esse convívio social não é fácil, pode ser desafiador para todos os 
integrantes do processo. 
A deficiência é algo que vai acompanhar uma pessoa por toda sua vida, 
aprendendo a conviver com ela e ao adentrar no espaço escolar é desafiada a encarar 
o convívio social com o diferente e de ter acesso ao conhecimento proporcionado 
pelos docentes. 
Desafio também por parte do professor, que muitas vezes não conhece os tipos 
de deficiências que existem, qual postura tomar frente a esses alunos, que prática 
pedagógica realizar, principalmente para o profissional de Educação Física, pois suas 
aulas são mais práticas que teóricas, e, dependendo da deficiência que a criança 
possui, esta não poderá frequentar o ginásio, tornando-se desafiador o processo 
inclusivo, como é o caso da criança Autista severa. 
O Transtorno do Espectro Autista é uma deficiência que possui como principais 
características a interação social, comunicação e comportamento, afetando em 
determinados casos gravemente o cognitivo do sujeito. O trabalho pedagógico frente 
ao aluno Autista precisa ser diferenciado, quando leve e até moderado consegue 
acompanhar as atividades propostas pelo professor, incomodando-se muitas vezes 
decorrente do barulho, que pode ser solucionado pelo professor, interagindo com a 
turma, solicitando menos barulho, por exemplo, no entanto, com o autista severo esse 
fazer pedagógico se torna diferenciado. 
O autista severo tem bastante comprometimento nas três áreas, interação, 
comportamento e comunicação, então as aulas de Educação Física se tornam 
complexas para esse sujeito e para o professor que tem que adaptar as atividades 
visando as necessidades e especificidades do aluno. 
É neste contexto que se problematiza este projeto. Durante os estágios, bem 
como nos anos de estudos do curso, foi possível perceber como as crianças que 
 10
possuem Autismo são introduzidas nas aulas de Educação Física, quais as atividades 
que são adaptadas para elas, se os professores cumprem sua função de planejar e 
aplicar para todos, ou se a criança autista fica sentada nas escadas do ginásio como 
se ali nem estivesse, fingindo que está inclusa no espaço escolar. 
Sendo assim, a problemática abordada neste projeto é qual a importância do 
fazer pedagógico do Professor frente a criança com Autismo? Analisando assim as 
possibilidades de trabalho frente aos alunos autistas. 
 
 
 11
6 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Incluir crianças com deficiência nas classes regulares de ensino se tornou uma 
realidade no país. Recorrendo a história brasileira é possível evidenciar que o sujeito 
que possuía algum tipo de deficiência foi discriminado, excluído da sociedade, não 
tinha acesso aos bens culturais, sendo vergonhoso para as famílias ter um 
“defeituoso” em casa. Aos poucos a deficiência foi sendo compreendida como 
doença, surgindo espaços hospitalares para tratar desse novo público, inclusive a 
sociedade civil se uniu para lutar pelos direitos do sujeito com deficiência, como é o 
caso das APAEs –Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. 
Na década de 80 as crianças que tinham deficiência adquiriram o direito de 
frequentar um ambiente escolar, mas deveriam se adaptar a escola, se não se 
adaptassem não participariam, sendo um processo de segregação. Com a assinatura 
pelo Brasil da Declaração de Salamanca, em 1994, que tratava das políticas públicas 
e educacionais inclusivas, o direito da criança em frequentar uma classe regular 
comum e ali ter acesso a todo conhecimento passou a ser evidenciado, mas foi a Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 e a Política Nacional de 
Educação Especial que trouxe na prática esse direito, bem como o atendimento de 
profissionais especializados e formação de professores. 
Com o processo inclusivo veio ao espaço escolar crianças com diversas 
deficiências, algumas mais comuns, outras nem tanto. Uma delas é o TEA –
Transtorno do Espectro Autista. 
A expressão Autismo foi utilizado pela primeira vez em 1911 por Bleuler e no ano 
de 1943 por Kanner, quando realizou uma pesquisa com crianças, onze ao total, que 
apresentavam determinadas características comuns, sendo elas a dificuldade de se 
relacionar e de demonstrar afetividade, sendo reconhecida a patologia apenas em 
1994. (ROTTA; OHLWEILER; RIESGO, 2005). 
O Autismo não é percebido nos primeiros anos de vida da criança. Normalmente 
seus sintomas são diagnosticados dos três anos de idade em diante, quando começa 
a ter problemas com a socialização, comportamento e comunicação. Dependendo da 
criança, é apenas quando entra na escola, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, 
que o pedagogo vai fazer a avaliação diagnóstica eperceber as dificuldades de 
aprendizagem, para através da sondagem e da atuação do profissional do 
Atendimento Educacional Especializado encaminhá-lo para diagnóstico médico. 
 12
Foi LornaWing que em 1988 descreveu primeiramente o Autismo, estando 
associado ao desenvolvimento cognitivo, e que variam, dependendo deste 
comprometimento, podendo ser grave quando está diretamente ligada também a 
deficiência intelectual, com sintomas de ausência de linguagem, movimentos 
repetitivos, déficit na interação social, não suportando barulhos, podendo agir de 
forma agressiva. Já o autista leve e moderado não estão associados a deficiência 
intelectual, há pouca ou ausente problema na linguagem e na interação, sem 
movimentos repetitivos, tendo apenas momentos de estresse e desorientação. (AMA, 
2014, apud LEHMKUHL, 2014). 
O Autismo ou TEA –Transtorno do Espectro Autista faz parte dos Transtornos 
Globais do Desenvolvimento, possuem influência genética, sendo causados por 
defeitos em partes do cérebro. Conforme Facion (2007, p.27) 
O Autismo é uma síndrome, portanto um conjunto de sintomas, presente desde 
o nascimento e que se manifesta invariavelmente antes dos três anos de idade. 
Ele é caracterizado por respostas anormais a estímulos auditivos e/ou visuais 
e por problemas graves na compreensão da linguagem oral. A fala custa a 
aparecer e, quando isso acontece, podemos observar a ecolalia (repetição das 
palavras), o uso inadequado de pronomes, estrutura gramatical imatura e 
grande inabilidade para usar termos abstratos. 
 
As características do sujeito com Autismo são visíveis, dificuldade na fala, em 
expressar seus sentimentos, quer ficar isolado, vivem em um mundo só seu, não 
suporta barulho, não gosta de estar perto, nem ter contato com os colegas, tem 
padrões repetitivos e movimentos estereotipados. É muito comum ficarem dando 
voltas ou balançando o corpo para frente e para trás. 
O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo 
estudado pela ciência há quase seis décadas, mas sobre o qual ainda 
permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes 
questões por responder. [...] atualmente, embora o autismo seja bem mais 
conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda 
surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo 
fato de, na maioria das vezes, a criança que tem autismo tem uma aparência 
normal. (MELLO, 2005, p.11) 
 
Pereira (2010, p.12-14), afirma que o Transtorno do Espectro Autista possui 
três níveis, que são Transtorno Autista, Asperger e Transtorno Invasivo do 
Desenvolvimento sem Outras Especificações, cada um com suas limitações e 
especificidades. 
O Transtorno Autista (TA), é o autista comumente encontrado nos espaços 
escolares inclusivos. É aquele em que prevalecem os prejuízos sociais, não se 
comunica, não interage, pode ter ausência na voz, ser agressivo, apresenta 
 13
movimentos repetitivos, gostam do isolamento, não suportam barulho nem mudança 
de rotina. 
Transtorno de Asperger, que passou recentemente a ser apenas um Transtorno 
Global de Desenvolvimento, é um Autismo mais leve, moderado. O sujeito com 
Asperger continua tendo comprometimento na interação social, não gosta de fazer as 
atividades, possui dificuldades de linguagem, porém, o seu cognitivo não é afetado. 
Inclusive são eles que se destacam em determinadas tarefas, normalmente no 
desenho. 
Por fim, o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento sem Outras Especificações 
(TIO-SOE), sendo caracterizado por prejuízos graves, severos na interação social, 
comunicação e nos comportamentos repetitivos, estereotipados. É agressivo com os 
outros e consigo mesmo. Se agride de forma constante, machucando-se. 
É conhecendo cada um dos graus e áreas do Autismo, que o professor saberá 
qual atividade realizar, se poder haver barulho ou não, se a atividade pode ser 
realizada no ginásio com eco, ou em espaços abertos. Conhecer é indispensável para 
se realizar um trabalho significativo, onde o aluno tenha acesso ao conhecimento 
contextualizado e problematizado. 
Ainda sobre os conhecimentos acerca do Autismo, como já se destacou, são 
em três áreas o comprometimento do autista, e que devem ser observadas pelo 
professor, para depois realizar um planejamento que atenda às suas necessidades. 
Essas áreas são a comunicação, comportamento e a interação social. 
Entre as áreas a que mais traz dificuldades no cotidiano da criança autista é a 
interação social, levando a criança a se isolar, criar seu próprio mundo, não participar, 
socializar, interagir com seus pais, professores, colegas de sala. 
Sobre essas áreas, Pereira (2010, p.22) discorre: 
Interação social: cada grau do Autismo apresenta diferentes formas de 
interação, alguns graves, outros leve. O grave fica isolado, balançando a cabeça, o 
corpo. Já o leve anda entre os colegas, às vezes chegam perto, mas interagem com 
dificuldade. 
Comunicação: a crianças com TEA apresentam problemas na comunicação 
verbal, linguagem, tendo dificuldades em entender gestos, símbolos, emoções, 
metáforas. 
Comportamento: os comportamentos podem ser variados. Comportamentos 
motores estereotipados e repetitivos, como pular, balançar, fazer movimentos com os 
 14
dedos, fazer careta, bater palmas, balançar cabeça, entre outros e comportamentos 
disruptivos, como rituais e rotinas, interesses restritos, aderência rígida a uma regra, 
sem falar no comportamento agressivo. 
Agora que já se trouxe o conhecimento sobre o Autismo, suas características, 
há de se abordar sobre o papel docente frente aos alunos que possuem TEA, como 
realizar um trabalho significativo, possibilidades. 
Antes de tudo é preciso saber que a criança com deficiência, com TEA possui 
direito garantido em lei de adentrar o espaço escolar e infantil e ali ter acesso a toda 
aprendizagem e conhecimento ofertado pelos professores. 
A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema 
educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a 
vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus 
talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas 
características, interesses e necessidades de aprendizagem (BRASIL, 2015, 
Art.27). 
 
A criança com Autismo é um sujeito histórico, social, cultural, de direitos e com 
possibilidades de aprendizagem. 
Infelizmente é muito comum, ainda nos dias de hoje, presenciar profissionais 
da educação dizerem que a criança com deficiência deveria ficar numa escola 
específica só para elas, pois não aprendem numa classe regular comum, pelo 
contrário, aprendem e se desenvolvem muito. Acontece que a aprendizagem é mais 
lenta, e, só o fato de estar ali socializando e interagindo com as diferenças já traz 
muitos benefícios para a criança autista. 
O aluno com autismo não é incapaz de aprender, mas possui uma forma 
peculiar de responder aos estímulos, culminando por trazer-lhe um 
comportamento diferenciado, que pode ser responsável tanto por grandes 
angústias como por grandes descobertas, dependendo da ajuda que ele 
receber (CUNHA, 2014, p. 68). 
 
É compreensível, até certo ponto, a recusa de alguns professores em ter 
crianças com autismo ou qualquer outra deficiência em suas salas regulares de 
ensino. Muitas se formaram antes dos anos de 2005, onde não tinham em seu curso 
de formação disciplinas específicas sobre a Educação Inclusiva, o que não justifica, 
visto que existe a formação continuada, pós-graduações que abordam 
especificamente as deficiências e principalmente a internet, onde se encontram muitas 
informações e conhecimento acerca da Educação Inclusiva, do Autismo, e como 
realizar um fazer pedagógico inclusivo, com cada um deles, respeitando a sua 
integralidade e ofertando-lhes o ensino que lhes é por direito. 
 15
O autista não deve ser visto como um coitadinho, que peninha que nasceuassim, mas sim como uma criança que ali está para aprender, se desenvolver, com 
possibilidades de aprendizagem e para isso o professor tem um papel de suma 
importância e frente à Educação Física não é diferente. 
A Educação Física é uma disciplina voltada para a educação do corpo, onde o 
aluno aprende a exercitar o corpo, movimentar, adquire conhecimentos relacionados 
à alimentação saudável, entre outros aspectos relacionados ao corpo. Oliveira (2007, 
p.14) afirma que “Educação Física compreende o conjunto dos exercícios cuja prática 
racional e metódica é suscetível de fazer o homem atingir o mais alto grau de 
aperfeiçoamento físico, compatível com a sua natureza”. 
É uma disciplina muito mais prática que teórica. No entanto, quando o professor 
fizer atividades de cunho teórico, deve adaptar as atividades para compreensão de 
todos. Com o aluno Autista, primeiramente, deve realizar uma rotina. O Autista precisa 
de rotina, saber com antecedência que atividades realizará durante a aula. 
Então adaptar as atividades para melhor compreensão deles. A utilização de 
imagens ampliadas, objetos que fazer parte do cotidiano da criança são alguns dos 
recursos a serem utilizados. A criança associa melhor quando a imagem é ampliada 
e que o desenho seja mais próximo da realidade possível. Por exemplo: se o professor 
de Educação Física está trabalhando alimentação saudável, a imagem deve ser de 
uma maça real, não o desenho de uma maça. Se possível, trazer a maça para criança 
ver, tocar, sentir, trabalhando a sensorialidade é outra forma de trazer o conhecimento 
a eles. 
Pereira (2010, p.19) destaca que: 
Não é difícil desenvolver um trabalho adaptado às especificidades de cada 
aluno, basta apenas o professor assumir a postura de educador igualitário e 
transformador. A sua prática deve ser inovadora, com métodos e estratégias 
de ensinos diferenciados, que forneçam ao aluno com necessidades 
educativas especiais novas formas de aprender, favorecendo a sua 
aprendizagem e comunicação. 
 
Ou seja, o professor deve ter olhar inovador, igualitário, compreendendo o seu 
papel frente ao aluno. Como já se abordou o professor de Educação Física deve 
buscar conhecimento sobre as deficiências, conhecê-las, para depois planejar e 
executar um trabalho significativo. 
Com a criança que possui autismo severo o trabalho se torna mais desafiador. 
Uma de suas características é ficar isolado e não gostar de barulho. 
Se a escola possui uma quadra aberta o professor pode optar em realizar as 
 16
aulas de Educação Física lá, pois o barulho é menor e não afetará tanto o aluno 
Autista. No ginásio o eco que os sons causam podem incomodar e muito o aluno. 
Todas as atividades realizadas com os alunos autistas devem estar dentro do 
contexto realizado em sala de aula. 
É muito comum tristemente presenciar as crianças autistas andando pela 
escola, sentadas na sala, na biblioteca durante as aulas de Educação Física, não 
estando incluída, como se não fosse parte da turma. 
O professor de Educação Física deve ter postura inclusiva, estimular as 
possibilidades e potencialidades da criança autista, fazendo inclusive uso de 
brinquedos, jogos e atividades lúdicas adaptadas às suas necessidades, e sempre 
dentro do contexto abordado com os outros alunos. 
Se está ensinando a turma a fazer arremesso de basquete, com o aluno autista 
deve colocar uma cesta mais baixa, em menor distância pedindo-o para lançar a bola. 
Este é um dos exemplos de adaptação. 
O trabalho frente ao seu desenvolvimento psicomotor também é ponto chave 
neste contexto. A psicomotricidade de certa forma é afetada e o educador físico pode 
focar seu trabalho frente ao aluno autista visando desenvolver essa habilidade, 
fazendo uso de instrumentos que possui em sua própria sala, tais como bambolês, 
pequenos obstáculos, materiais que ele possa segurar, manipular, bolas de tamanhos 
e espessuras diferentes, fazer lançamentos de bolas em várias direções. 
Atividades no chão também podem ser evidenciadas. O colchonete é um 
recurso que deve ser utilizado para a criança deitar, rolar, fazer pequenos 
movimentos, alongamento, que são conteúdo da disciplina de Educação Física e que 
são recursos de trabalho frente a criança autista. 
O educador físico possui recursos, competência e habilidade para executar um 
trabalho significativo, inclusivo, basta apenas romper com as correntes tradicionais e 
ter um olhar inovador, pesquisar, adaptar, garantir o direito de exercício de cidadania 
de seus alunos, planejamento para todos. 
 
 
 
 
 
 
 17
7 METODOLOGIA 
 
O conhecimento é de suma importância para qualquer pessoa. Desde os 
tempos primordiais é possível evidenciar a busca constante pelo conhecer, quando o 
homem foi descobrindo instrumentos de sobrevivência. 
Conhecimento sobre o Autismo e o papel do professor de Educação Física 
frente a esse contexto é o que se buscou adquirir com a realização deste Projeto de 
Ensino. 
Para adquirir esse conhecimento foi preciso realizar uma pesquisa. O tema já 
tinha sido escolhido há muito tempo por ser um tema de interesse, porém, a pesquisa 
iniciou-se recentemente. 
A pesquisa é a busca por respostas, o alcance de objetivos. Autores como Asti 
Vera (1979, p.09) destacam que a pesquisa enquanto palavra não está muito clara, 
pois cada campo do conhecimento possui o seu próprio conceito em relação à 
pesquisa. Ele ainda destaca que o ponto principal de partida da pesquisa encontra-se 
no Problema que se pretende definir e analisar criticamente, para daí sim buscar uma 
solução. 
Já Ander-Egg (1978, p.28) destaca que a pesquisa é “um procedimento 
reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, 
relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento. 
Por sua vez Marconi & Lakatos (2011, p.02) “um procedimento formal, com 
método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui 
no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais”. 
O tipo de pesquisa realizada foi a bibliográfica, ou seja, a leitura em livros, 
artigos, monografias, jornais, periódicos que auxiliaram na fundamentação das ideias 
propostas. 
Markoni & Lakatos (2011, p. 42) destacam que: 
A pesquisa bibliográfica trata-se do levantamento, seleção e documentação 
de toda bibliografia já publicada sobre o assunto que está sendo pesquisado, 
em livros, revistas, jornais, boletins, monografias, teses, dissertações, 
material cartográfico, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato 
direto com todo material já escrito sobre o mesmo. 
 
Com o tema já em mãos começou-se a realizar a pesquisa, quais livros e artigos 
seriam utilizados e lidos, bem como as experiências que foram presenciadas durante 
os estágios realizados, as vivências dos colegas de trabalho, amigos, familiares que 
 18
atuam frente a instituição escolar e diariamente são desafiados a realizarem um fazer 
pedagógico inclusivo, a conhecer as deficiências existentes e adaptar os conteúdos e 
atividades de uma forma que atenda às necessidades de todos. 
Pesquisou-se na internet livros que pudessem ser baixados ou lidos de forma 
online, alguns artigos, teses, que trouxessem mais conhecimento sobre o próprio 
autismo, pois, não adianta buscar entender o trabalho do profissional de Educação 
Física frente a criança autista se não se conhece a deficiência, quais suas 
características e os danos que ela trouxe a comunicação, interação e comunicação 
do sujeito. 
Após adquirir o conhecimento relacionado ao Autismo, separar as citações e 
fazer as leituras buscou-se conhecer as formas de trabalhar frente com a criança 
autista, fazendo uso inclusive dos próprios materiais que o professor possui em sua 
sala de Educação Física. 
Realizou-se leitura de artigos e de experiências vivenciadas por professores de 
Educação Física que atuam frente a educação inclusiva, quais os desafios queencontram ao trabalhar com as deficiências, principalmente com as crianças autistas 
e o “medo”, incerteza de não estão estar fazendo o correto em seu fazer pedagógico. 
Com as leituras foi possível construir o projeto de ensino alinhando as ideias já 
pré-estabelecidas, a fim de realizar uma pesquisa qualitativa, pois a qualidade nas 
informações são essenciais e de suma importância na construção de qualquer artigo, 
ou de uma fundamentação teórica. 
 
 19
8 CRONOGRAMA 
 
Realizar um planejamento de pesquisa é de suma importância para qualquer 
pesquisador e para construir esse projeto de ensino não foi diferente. 
Organizou-se a realização do Projeto durante os meses de agosto a novembro, 
apesar de que o tema já vinha acompanhando o fazer pedagógico e a vida acadêmica 
há anos, onde já vinham sendo realizadas leituras e vivências protagonizadas por 
conhecidos que atuam diretamente frente a educação inclusiva e a criança autista. 
 Sendo assim já se tinha a temática, que seria voltada para o Autismo, no 
entanto não havia o título tema, onde escolheu-se focar no fazer pedagógico, sua 
importância para a vida da criança autista. 
Neste sentido, desde a escolha certeira da temática escolhida, a pesquisa dos 
livros a serem lidos, procura dos artigos, leituras, seleção de citações que 
fundamentassem as ideias propostas e a montagem do projeto, como especificado no 
cronograma abaixo: 
 
 
ETAPAS DO PROJETO 
 
AGO 
 
SET 
 
OUT 
 
NOV 
Pesquisa das obras a serem utilizadas x 
Pesquisa dos artigos x 
Leitura do material escolhido x x 
Seleção de citações que estavam de 
acordo com as ideias propostas 
 x 
Montagem do projeto X 
Entrega do projeto x 
 
 
 
 20
9 RECURSOS 
 
Pode-se dizer que poucos foram os recursos utilizados para a construção deste 
artigo. 
Por ser uma pesquisa bibliográfica necessitou-se mais de recursos matérias 
que humanos propriamente dito. 
Os poucos recursos humanos utilizados foram eu mesma, pois fiz uso das 
experiências que já havia adquirido durante os estágios, bem como as conversas 
casuais com conhecidos e familiares que já atuam frente ao ambiente escolar 
inclusivo, com crianças autistas também. 
Utilizou-se o computador para baixar os livros e artigos científicos a serem 
utilizados para a construção do Projeto, bem como para construção do mesmo. 
Outro recurso utilizado foi a impressora e o papel sulfite, onde imprimiu-se as 
partes mais importantes das obras escolhidas. 
Outros recursos materiais utilizados foram caderno, borracha, lápis, caneta, 
marcador de livro e celular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 21
10 AVALIAÇÃO 
 
A avaliação do processo de ensino e aprendizagem é realizada de forma 
contínua, processual, com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem do 
aluno, em relação à programação curricular, identificando os conhecimentos 
construídos e as dificuldades surgidas, no entanto, com o decorrer deste projeto a 
avaliação é realizada de forma diferente. 
A avaliação do projeto de ensino se dará através da promoção de reflexão 
acerca da temática proposta. É preciso enquanto professores ou ainda acadêmicos e 
futuros educadores refletir acerca da prática docente de forma constante, inclusive a 
própria Proposta Curricular de Santa Catarina aborda a questão da do professor auto 
reflexivo. 
Objetiva-se conscientizar os docentes de forma reflexiva acerca de suas 
atuações no ambiente escolar, sua postura frente a inclusão, valorização e respeito 
ao sujeito autista, oportunizando este a aprender e se desenvolver, respeitando as 
suas necessidades, adaptando, inovando, adaptando as mudanças educacionais, a 
fim de proporcionar uma aprendizagem qualitativa para todos. 
A avaliação ainda se faz como uma forma de pressionar as escolas a 
cumprirem o seu papel social, pois muitas vezes há um professor de Educação Física 
inclusivo, mas não há inclusão por parte dos outros profissionais da escola, inclusive 
espaços que nem adaptados são para que o aluno possa circular por todos os espaços 
da escola. 
 
 
 
 22
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A Escola é um espaço destinado as mais variadas aprendizagens e como tal 
deve cumprir sua função social, estando organizada para todos, com espaços 
adaptados a todas as necessidades dos alunos, e o professor, por sua vez, adaptando 
um currículo que leve em consideração todos os alunos, independentemente de cor, 
etnia, religião, classe social, gênero. 
A escola inclusiva é uma tendência que veio para ficar, pois é direito da criança 
com deficiência ingressar numa escola e ali receber todos os conhecimentos 
necessários para seu dia a dia, e com a criança que possui Autismo não tem sido 
diferente. 
O Autismo é uma deficiência que afeta em sua grande maioria meninos e tem 
como principais características o comprometimento da fala, interação social e no 
comportamento, variando dependendo do grau da deficiência. 
Ao ingressar a escola, a criança autista vai buscar conhecimento, interagir, 
socializar e o professor de Educação Física precisa estar preparado para atendê-los, 
planejando e aplicando suas aulas de forma que atenda às necessidades destes 
alunos e de todos os outros, por isso o planejar deve ser para todos, conhecendo e 
espeitando as especificidades de cada um. 
Com a realiza deste projeto de ensino foi possível compreender qual o papel 
do profissional e Educação Física frente a criança autista e sua importância na 
aprendizagem e desenvolvimento deste sujeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 23
REFERÊNCIAS 
 
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trabalhos sociais. Buenos Aires: Huanitas, 1978. 
ASTI VERA, Arnaldo. Metodologia da Pesquisa Cientifica. 5ª ed. Porto Alegre: 
Globo, 1979. 
BRASIL. Lei Federal nº 13.146/2015, institui a Lei Brasileira de Inclusão da 
Pessoa com Deficiência. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm Acesso em: 
02. Nov. 2020. 
FACION, J. R. Transtornos do desenvolvimento e do comportamento. 3 ed. 
Curitiba: Ibpex, 2007. 
CUNHA, Eugênio. Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na 
escola e na família. Rio de Janeiro: Wak, 2014. 
LEHMKUHL, L. F. F. Autismo e a escola: desafio para os educadores. 2014. 15f. 
Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Educação Especial) – 
Universidade Leonardo da Vinci, Polo Presencial da FADESC, Palhoça, 2014. 
MARKONI. Maria de Andrade LAKATOS. Eva Maria. Técnicas de Pesquisa. 7ª ed. 
São Paulo: Atlas, 2011. 
MELLO, A. M.S. R. Autismo: guia prático. 4. Ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 
2005. 
OLIVEIRA, Vitor Marinho de. O Que é Educação Física? 79ª Ed. Brasília: Editora 
Brasiliense, 2007. 
PEREIRA, E. Autismo: o significado como processo central. Lisboa: Secretariado 
de Reabilitação e Interação das Pessoas com Deficiência. 2010. 
ROTTA, N. T.; OHLWEILER, L.; RIESGO, R. Rotinas em neuropediatria. Porto Alegre: 
Artmed, 2005.

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