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UNIVERSIDADE UNIGRANRIO 
JÂNNARA SILVA BRITO ROCHA 
0092183 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRIBUTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porto Velho, 2025
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 3 
2 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................................................... 4 
2.1 Conceito de tributo ...................................................................................................................... 4 
2.2 Classificação das Espécies Tributárias .......................................................................................... 5 
3. ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DO TRIBUTO.......................................................................................7 
4 CONCLUSÃO ........................................................................................................................................ 8 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo 
 
Este trabalho apresenta uma análise clara e objetiva do Direito Tributário como ramo 
indispensável do Direito Financeiro, responsável por regular a arrecadação estatal e 
proteger os direitos dos contribuintes. Com base na Constituição Federal de 1988 e 
no Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966), o estudo aborda a definição jurídica 
de tributo, evidenciando sua natureza obrigatória, não punitiva e fundamentada em 
lei. 
A pesquisa explora as espécies tributárias previstas no ordenamento brasileiro, como 
impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições especiais e empréstimos 
compulsórios, destacando exemplos práticos e situações de aplicação. Além disso, 
são apresentados os elementos que compõem a obrigação tributária — fato gerador, 
base de cálculo, alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo — fundamentais para a correta 
compreensão da relação jurídico-tributária. 
O estudo reforça que a tributação é essencial para o funcionamento do Estado, pois 
financia serviços públicos e políticas sociais, garantindo o interesse coletivo. Ao 
compreender esses conceitos, o estudante de Ciências Contábeis desenvolve uma 
base sólida para atuação profissional ética, técnica e alinhada à legislação vigente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 INTRODUÇÃO 
 
O campo do Direito Tributário é um componente fundamental do Direito 
Financeiro, encarregado de regular as interações jurídicas entre o Estado, atuando 
como arrecadador, e os contribuintes, que se posicionam como os sujeitos passivos. 
Sua função é criar diretrizes precisas para a criação, coleta e supervisão dos impostos, 
ao mesmo tempo em que restringe a autoridade do Estado e salvaguarda os direitos 
dos cidadãos. Com base nas normas do Código Tributário Nacional (CTN, Lei nº 
5.172/1966) e na Constituição Federal de 1988, especialmente no artigo 145 da CF e 
nos artigos 3º e 5º do CTN, este estudo pretende fornecer uma visão abrangente sobre 
o conceito de imposto, suas categorias (tipos tributários) e os elementos essenciais 
que constituem esta relação jurídico-tributária. O intuito é apresentar uma discussão 
estruturada, com exemplos práticos e fundamentos legais, a fim de cumprir os padrões 
de precisão requeridos pela área. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 DESENVOLVIMENTO 
 
2.1. Conceito de tributo 
 
Os tributos desempenham um papel fundamental na manutenção do Estado e 
no funcionamento dos serviços públicos. Eles representam valores pagos 
obrigatoriamente pelos cidadãos e pelas empresas para que o governo possa 
financiar áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social. 
A cobrança não depende da vontade do contribuinte, mas decorre da lei, o que garante 
legitimidade e segurança jurídica. 
 
O Código Tributário Nacional, por meio do artigo 3º, apresenta a definição 
jurídica de tributo nos seguintes termos: “Tributo é toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua 
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada” (BRASIL, 1966). Esse entendimento destaca elementos 
centrais: o pagamento deve ser em dinheiro, é obrigatório, depende de lei e não tem 
natureza punitiva. 
 
Na prática, isso significa que o tributo não surge como consequência de um ato 
ilegal, mas como uma obrigação comum a todos que se enquadram nas situações 
previstas na legislação. Além disso, sua cobrança deve seguir procedimentos 
administrativos definidos, sem espaço para arbitrariedade por parte do Estado. Dessa 
forma, os tributos não apenas sustentam financeiramente o poder público, mas 
também expressam a responsabilidade coletiva de contribuir para o bem-estar social 
e o desenvolvimento do país. 
 
 
 
 
 
 
 
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2.2 CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS 
 
De acordo com o artigo 5º do Código Tributário Nacional (CTN) e o artigo 145 
da Constituição Federal de 1988, os tributos se dividem em cinco espécies principais: 
 
a) Impostos – São tributos não vinculados, ou seja, sua cobrança não depende de 
uma contraprestação direta do Estado. 
Exemplos: 
IRPF – Imposto de Renda da Pessoa FísicaI 
RPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica 
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 
IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano 
IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores 
 
Taxas – Tributos vinculados a uma atuação específica do Estado, como a prestação 
de um serviço público. 
Exemplos: 
Taxa de coleta de lixo 
Taxa de emissão de documentos (ex.: passaporte, identidade) 
Taxa de fiscalização sanitária ou ambiental 
Taxa de funcionamento de estabelecimentos comerciais 
 
Contribuições de Melhoria – São tributos cobrados quando uma obra pública 
valoriza imóveis particulares. 
Exemplo: Cobrança de contribuição de melhoria pela pavimentação de ruas, 
instalação de rede de esgoto, ou urbanização de praças que valorizem imóveis 
vizinhos. 
 
 
 
 
 
 
 
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b) Contribuições Especiais 
 
Contribuições Sociais - Destinadas a financiar a seguridade social, que abrange 
saúde, previdência e assistência social. Exemplos: PIS/PASEP, COFINS, 
PIS/PASEP, COFINS, Contribuição Previdenciária (INSS) 
 
• CIDE: Permitir que o Estado intervenha em determinados setores da economia, 
corrigindo desequilíbrios ou incentivando atividades. Exemplo: CIDE - 
Combustíveis – aplicada sobre a importação e comercialização de petróleo e 
derivados para financiar pesquisa e infraestrutura energética. 
 
• Contribuições de Categorias Financiar as entidades representativas de classes 
profissionais, responsáveis por fiscalizar e regulamentar as atividades. 
Exemplos: Anuidades dos conselhos de classe como CRC (Contadores), OAB 
(Advogados), CRM (Médicos) e CREA (Engenheiros). 
 
 
c) Empréstimos Compulsórios 
 São tributos restituíveis, instituídos apenas em situações excepcionais, com a 
obrigação de o Estado devolver os valores posteriormente ao contribuinte. Podem ser 
criados em casos de guerra externa ou sua iminência, bem como em situações de 
calamidade pública. Um exemplo histórico é o empréstimo compulsório sobre 
combustíveis na década de 1980. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DOS TRIBUTOS 
 
A estrutura de um tributo é composta por elementos essenciais que formam a 
chamada obrigação tributária. 
 
• Fato Gerador: Acontecimento previsto em lei que dá origem à obrigação 
tributária. Ou seja, é o fato ou situação concreta que faz nascer o dever de 
pagar. 
• Base de Cálculo: Valor ou quantidade sobre a qual será aplicada a alíquota 
para determinaro valor do tributo. A base de cálculo é o valor total da renda 
anual do contribuinte. 
• Alíquota: A alíquota é o percentual ou valor fixo que incide sobre a base de 
cálculo, resultando no valor do tributo a ser pago. Ou seja, taxa de tributação. 
• Sujeito Ativo: É o ente público que tem competência legal para instituir e cobrar 
o tributo. É quem tem o direito de receber o pagamento. 
• Sujeito Passivo: É a pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento do tributo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 CONCLUSÃO 
 
O Direito Tributário constitui uma parte essencial da organização do Estado 
moderno, pois define como será feita a arrecadação de recursos para que o poder 
público cumpra suas funções. A concepção de tributo, definida no CTN, é clara ao 
exigir que se trate de obrigação pecuniária compulsória, instituída em lei, sem caráter 
de sanção, e com cobrança vinculada. A Constituição Federal, por meio do art. 145, 
delimita as espécies básicas que os entes federativos podem instituir (impostos, taxas 
e contribuições de melhoria), mas a prática e a doutrina expandem esse rol para as 
contribuições sociais, CIDE e empréstimos compulsórios em situações 
extraordinárias. 
O estudo das espécies tributárias demonstra que há tributos com finalidade 
geral (impostos), tributos vinculados a serviços ou fiscalização (taxas), tributos que 
decorrem de valorização (contribuições de melhoria) e tributos especiais destinados a 
financiar causas sociais, econômicas ou profissionais. Os empréstimos compulsórios, 
por sua vez, adicionam uma dimensão distinta por serem tributos sujeitados à 
restituição. 
Finalmente, conhecer os elementos fundamentais — fato gerador, base de 
cálculo, alíquota, sujeito ativo e sujeito passivo — é imprescindível para entender 
como se estrutura a obrigação tributária e garantir a segurança jurídica na relação 
entre Estado e administrados. Ao dominar esses conceitos, o estudante de Ciências 
Contábeis estará apto a interpretar legislação, planejar tributos e contribuir para o 
exercício ético e competente da contabilidade tributária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 06 
out. 2025. 
BRASIL. Código Tributário Nacional. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso em: 06 
out. 2025.

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