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ESTUDO DE CASO 1 – JUVENTUDE, USO DE DROGAS E FAMÍLIA DESAGREGADA Tema: Intervenção do Serviço Social diante da vulnerabilidade juvenil e uso abusivo de substâncias Contexto: Pedro, 16 anos, foi encaminhado ao CREAS após envolvimento em uma briga dentro da escola. Durante o atendimento, revelou fazer uso frequente de maconha e ter abandonado o curso técnico que frequentava. Vive com a mãe, que trabalha como diarista e passa o dia fora. O pai é ausente desde a infância e há histórico de uso abusivo de álcool na família. A escola relata que Pedro tem se isolado e apresenta baixo rendimento. O adolescente diz “não ver futuro” e evita comparecer a atividades do CRAS e do CAPS AD, para onde foi encaminhado anteriormente. Dilema profissional: A assistente social do CREAS precisa construir estratégias de aproximação com Pedro e sua família, fortalecendo o vínculo e promovendo sua reinserção escolar e social. Ao mesmo tempo, deve respeitar sua autonomia e lidar com a resistência ao acompanhamento. Desafios éticos: ● Garantir escuta sem julgamento moral sobre o uso de drogas. ● Respeitar o sigilo e a confidencialidade das informações. ● Atuar de forma integrada com a rede intersetorial (educação, saúde, assistência). Fundamentação legal: ● Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) ● Política Nacional sobre Drogas (Decreto nº 9.761/2019) ● PNAS e Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais Atividade do aluno: Elabore um plano de atendimento individual e familiar (PAIF) para Pedro, considerando objetivos, ações, articulação com rede e estratégias de vinculação do adolescente. ESTUDO DE CASO 2 – MULHER TRANSEXUAL E DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO Tema: Direitos humanos e inclusão da população LGBTQIA+ no mercado de trabalho Contexto: Luana, 29 anos, mulher transexual, procura o Centro de Referência em Direitos Humanos após ser demitida de uma empresa de limpeza, alegando que a nova chefia passou a tratá-la de forma hostil e a impedir o uso do nome social. Durante o atendimento, relata dificuldade em conseguir novo emprego por preconceito, mesmo com ensino médio completo. Vive em moradia compartilhada com outras mulheres trans e depende de trabalhos informais para sobreviver. Dilema profissional: A assistente social do Centro precisa orientá-la sobre os mecanismos de denúncia e proteção de direitos trabalhistas e humanos, ao mesmo tempo em que busca articulação com programas de empregabilidade e sensibilização de empresas parceiras. Desafios éticos: ● Garantir atendimento livre de discriminação e preconceito. ● Promover o respeito à identidade de gênero e ao nome social. ● Trabalhar a inclusão produtiva sem reproduzir estigmas. Fundamentação legal: ● Decreto nº 8.727/2016 (uso do nome social) ● Constituição Federal, art. 5º e art. 7º ● Resolução CFESS nº 489/2006 (ética e combate à LGBTfobia) Atividade do aluno: Produza um projeto de ação profissional voltado à inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, descrevendo diagnóstico, justificativa, público-alvo e parcerias institucionais. ESTUDO DE CASO 3 – FAMÍLIA EM SITUAÇÃO DE DESABRIGAMENTO POR DESASTRE AMBIENTAL Tema: A atuação do Serviço Social em situações de calamidade pública Contexto: Após fortes chuvas e deslizamentos, dezenas de famílias foram desabrigadas em um município do sul do país. Entre elas está a família de José e Ana, com três filhos menores, que perderam a casa e estão abrigados em uma escola municipal adaptada como abrigo emergencial. O casal demonstra angústia e incerteza quanto ao futuro. As crianças apresentam sintomas de ansiedade e medo. A equipe do abrigo, composta por assistente social, psicólogo e voluntários, enfrenta sobrecarga de atendimentos e escassez de recursos. Dilema profissional: A assistente social deve atender às necessidades emergenciais, garantindo abrigo, alimentação e documentação, ao mesmo tempo em que planeja ações de médio prazo para reconstrução de vínculos e reintegração habitacional. Desafios éticos: ● Garantir atendimento humanizado diante do sofrimento coletivo. ● Evitar práticas assistencialistas e promover a autonomia das famílias. ● Assegurar acesso igualitário aos benefícios e programas de apoio. Fundamentação legal: ● Lei nº 12.608/2012 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil) ● PNAS e LOAS (Lei nº 8.742/1993) ● Código de Ética do Assistente Social Atividade do aluno: Elabore um plano emergencial de atendimento social para famílias desabrigadas, com etapas, prioridades, articulações institucionais e princípios éticos norteadores. ESTUDO DE CASO 4 – DEFICIÊNCIA, ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO ESCOLAR Tema: Direitos da pessoa com deficiência e articulação intersetorial Contexto: Lara, 8 anos, tem paralisia cerebral e iniciou recentemente o 3º ano do ensino fundamental em escola pública. A mãe relata dificuldade de transporte até a escola e falta de cuidador durante o período escolar. A direção afirma não possuir recursos humanos suficientes e solicita apoio ao CRAS. Durante visita domiciliar, a assistente social identifica precariedade econômica da família e ausência de equipamentos de acessibilidade na residência. Dilema profissional: O desafio é articular o acesso de Lara à escola e aos serviços de saúde e assistência, respeitando o direito à educação inclusiva e o apoio necessário à família. Desafios éticos: ● Garantir o direito à acessibilidade e à participação plena. ● Superar a lógica da caridade e promover a cidadania da pessoa com deficiência. ● Trabalhar com escuta qualificada da família e da criança. Fundamentação legal: ● Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) ● Política Nacional de Educação Especial (Decreto nº 10.502/2020) ● PNAS Atividade do aluno: Construa um plano de articulação intersetorial (educação, saúde, transporte, assistência) para garantir os direitos de Lara, com foco na permanência escolar e apoio familiar. ESTUDO DE CASO 5 – MIGRAÇÃO, DIREITOS SOCIAIS E INSERÇÃO COMUNITÁRIA Tema: Imigrantes em situação de vulnerabilidade social Contexto: A família venezuelana de Manuel, 34 anos, chegou ao Brasil há oito meses e vive em um abrigo provisório administrado por uma organização social. Manuel e a esposa não falam português e têm dois filhos pequenos. Ele trabalhava como pedreiro em seu país, mas não consegue emprego formal por falta de documentação e dificuldade de comunicação. Durante o atendimento, relata discriminação em tentativas de trabalho e falta de acesso a serviços públicos. Dilema profissional: A assistente social da entidade precisa articular ações para inclusão social, regularização documental e acesso à rede de políticas públicas, respeitando as diferenças culturais e de idioma. Desafios éticos: ● Atuar com sensibilidade intercultural e sem preconceitos. ● Promover o acesso a direitos básicos (saúde, educação, trabalho, moradia). ● Evitar práticas de controle e tutela. Fundamentação legal: ● Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) ● PNAS ● Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) Atividade do aluno: Desenvolva um plano de intervenção comunitária para promover a integração de famílias migrantes na comunidade local, incluindo ações culturais, educacionais e de acesso a serviços. ESTUDO DE CASO 1 – JUVENTUDE, USO DE DROGAS E FAMÍLIA DESAGREGADA ESTUDO DE CASO 2 – MULHER TRANSEXUAL E DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO ESTUDO DE CASO 3 – FAMÍLIA EM SITUAÇÃO DE DESABRIGAMENTO POR DESASTRE AMBIENTAL ESTUDO DE CASO 4 – DEFICIÊNCIA, ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO ESCOLAR ESTUDO DE CASO 5 – MIGRAÇÃO, DIREITOS SOCIAIS E INSERÇÃO COMUNITÁRIA