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Custos
GUILHERME JULIANI DE CARVALHO
1ª Edição | Junho | 2014
Impressão em São Paulo / SP
Coordenação Geral
Nelson Boni
Coordenação de Projetos
Leandro Lousada
Professor Responsável
Msc. Guilherme Juliani 
de Carvalho
Catalogação elaborada por Glaucy dos Santos Silva - CRB8/6353
Copyright © EaD KnowHow 2011
Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida por 
qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.
Projeto Gráfico, Capa 
e Diagramação
Marilia Lopes
Revisão Ortográfica
Elisete Teixeira
1a Edição: Junho de 2014
Impressão em São Paulo/SP
Custos
C331c Carvalho, Guilherme Juliani de.
 Custos. / Guilherme Juliani de Carvalho. - São Paulo : 
 Know How, 2014.
 156 p : 21 cm.
	 Inclui	bibliografia
 ISBN: 978-85-8065-254-3
 1. Contabilidade de custos. 2. Gerenciamento de custos.
 I. Título. 
 CDD – 657.42
Apresentação
Prezado aluno,
Começamos aqui os estudos sobre Contabilida-
de de Custos. Nesta disciplina, iremos estudar desde 
a evolução da Contabilidade de Custos, passando 
pelos conceitos atribuídos à gestão de custos, chegan-
do aos métodos de custeio e formação de preço, com 
base em custos. O objetivo é fazer um estudo intro-
dutório sobre a gestão de custos, suas metodologias e 
sua influência na gestão empresarial. 
Mas, por que estudar Contabilidade de Custos 
e sua influência sobre os resultados empresariais? 
Os custos são fatores significativos nas finanças em-
presariais e fazem com que as empresas obtenham 
sucesso ou fracasso, dependendo da forma como sua 
gestão é feita. Muitos custos passam despercebidos aos 
olhos dos gestores, mas ao final podem representar 
um impacto significante sobre o balanço empresa-
rial. Estudar custos é entender a gestão e produção 
de uma organização, é saber atribuir responsabili-
dade a departamentos e gestores, é ter bases sólidas 
para analisar e melhorar o desempenho na empresa 
é entender a dinâmica do mercado consumidor. 
Este material foi desenvolvido com termos de 
fácil entendimento, divido em quatro unidades, 
sendo a primeira sobre a evolução da Contabilidade 
Custos, a segunda fala sobre os conceitos utilizados 
na gestão de custos, a terceira apresenta formas de 
gestão de custos, terminando com a quarta que fala 
sobre os métodos de custeio dentro das organizações. 
Ao final de cada unidade, você encontrará alguns 
exercícios que consolidarão o seu conhecimento. 
Ao final da apostila, será apresentado um premia-
do estudo de caso sobre custos, onde vocês poderão 
compreender a aplicabilidade da gestão de custos 
nas empresas. Não deixem de consultar a lista de 
referências utilizadas para o desenvolvimento deste 
material, que contribuirá de forma mais detalhada, 
para melhor aproveitamento do curso. 
Bons estudos!
Sumário
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À 
CONTABILIDADE DE CUSTOS
1.1. Contabilidade de Custos - Apresentação
1.2. Terminologias em Contabilidade de Custos
UNIDADE 2 - CONCEITOS DE CUSTOS
2.1. Custos diretos e indiretos
2.1.1. Custos diretos
2.1.2. Custos indiretos
2.2. Custos mistos, total e unitário
2.3.	Custos	fi	xos	e	variáveis
2.4. Custos controláveis e não controláveis
2.5. Custos primários e de transformação
UNIDADE 3 - GERENCIAMENTO 
DE CUSTOS
3.1. Custo de produção por período e custo 
de produção acabada
3.1.1. Custo de produção acabada
3.2. Custo de produto e mercadoria vendidos
3.3. Formação de preço de venda com base 
nos custos
3.4. PEPS e UEPS
9
23
43
Sumário
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO À 
CONTABILIDADE DE CUSTOS
1.1. Contabilidade de Custos - Apresentação
1.2. Terminologias em Contabilidade de Custos
UNIDADE 2 - CONCEITOS DE CUSTOS
2.1. Custos diretos e indiretos
2.1.1. Custos diretos
2.1.2. Custos indiretos
2.2. Custos mistos, total e unitário
2.3.	Custos	fi	xos	e	variáveis
2.4. Custos controláveis e não controláveis
2.5. Custos primários e de transformação
UNIDADE 3 - GERENCIAMENTO 
DE CUSTOS
3.1. Custo de produção por período e custo 
de produção acabada
3.1.1. Custo de produção acabada
3.2. Custo de produto e mercadoria vendidos
3.3. Formação de preço de venda com base 
nos custos
3.4. PEPS e UEPS
9
23
43
9
43UNIDADE 3 - GERENCIAMENTO 
UNIDADE 4 - SISTEMAS DE ACUMU-
LAÇÃO DE CUSTOS E MÉTODOS DE
CUSTEIO
4.1. Sistemas de Acumulação de Custos
4.1.1. Acumulação de Custos por ordem
4.1.2. Acumulação de Custos por processo
4.1.3. Acumulação de Custos previsionais
4.1.4. Acumulação de Custos por atividades
4.1.5. Acumulação de Custos por responsabili-
dade
	4.2.	Classifi	cação	de	modelos	de	produção
 4.3. Bases para sistema de Acumulação de 
Custos
4.4. Principais Métodos de Custeio
4.4.1. Métodos de Custeio
4.4.1.1. Custeio por absorção
4.4.1.2. Aplicabilidade do modelo por absorção
4.4.1.3. Custeio por atividade - ABC
4.4.1.4. Custeio UEP – Unidade de Esforço de 
Produção
4.4.1.5. Custeio Variável ou Direto (Marginal)
4.4.1.6. Custeio Padrão
4.4.1.7. Custeio Pleno
4.4.1.8. Custeio Meta
ESTUDO DE CASO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
67
113
137
UNIDADE 4 - SISTEMAS DE ACUMU-
LAÇÃO DE CUSTOS E MÉTODOS DE
CUSTEIO
4.1. Sistemas de Acumulação de Custos
4.1.1. Acumulação de Custos por ordem
4.1.2. Acumulação de Custos por processo
4.1.3. Acumulação de Custos previsionais
4.1.4. Acumulação de Custos por atividades
4.1.5. Acumulação de Custos por responsabili-
dade
	4.2.	Classifi	cação	de	modelos	de	produção
 4.3. Bases para sistema de Acumulação de 
Custos
4.4. Principais Métodos de Custeio
4.4.1. Métodos de Custeio
4.4.1.1. Custeio por absorção
4.4.1.2. Aplicabilidade do modelo por absorção
4.4.1.3. Custeio por atividade - ABC
4.4.1.4. Custeio UEP – Unidade de Esforço de 
Produção
4.4.1.5. Custeio Variável ou Direto (Marginal)
4.4.1.6. Custeio Padrão
4.4.1.7. Custeio Pleno
4.4.1.8. Custeio Meta
ESTUDO DE CASO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
67
113
137
113ESTUDO DE CASO
Lista de Figuras
Figura 1: Fatores de contabilidade de custos 
em produto
Figura 2: Distribuição de custos
Figura 3: Matéria-prima direta
Figura 4: Custos diretos e indiretos
Figura 5: Resumo de custos
Figura 6: Cliente insatisfeito
Figura 7: Produtos
Figura 8: Mercadorias
Figura 9: Acumulação de custos
Figura 10: Acumulação por atividade
Figura 11: Custeio ABC
Figura 12: Custeio por absorção
Figura 13: Custo unitário de compra
Figura 14: Consumo por unidade
Figura 15: Ponto de equilíbrio
Figura 16: Ponto de equilíbrio geral
Figura 17: Margem de contribuição
Quadros e Gráficos
Quadro	1:	Custos	fi	xos
Quadro 2: Custos variáveis
Quadro 3: Comparativo entre sistemas 
de acumulação
Quadro 4: Comparativo entre metodo-
16
17
26
30
31/32
37
53
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Lista de Figuras
Figura 1: Fatores de contabilidade de custos 
em produto
Figura 2: Distribuição de custos
Figura 3: Matéria-prima direta
Figura 4: Custos diretos e indiretos
Figura 5: Resumo de custos
Figura 6: Cliente insatisfeito
Figura 7: Produtos
Figura 8: Mercadorias
Figura 9: Acumulação de custos
Figura 10: Acumulação por atividade
Figura 11: Custeio ABC
Figura 12: Custeio por absorção
Figura 13: Custo unitário de compra
Figura 14: Consumo por unidade
Figura 15: Ponto de equilíbrio
Figura 16: Ponto de equilíbrio geral
Figura 17: Margem de contribuição
Quadros e Gráficos
Quadro	1:	Custos	fi	xos
Quadro 2: Custos variáveis
Quadro 3: Comparativo entre sistemas 
de acumulação
Quadro 4: Comparativo entre metodo-
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30
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71
logias de custeio
Quadro 5: Custo unitário do picolé
Quadro 6: Margem de contribuição
Quadro 7: Resultado projetado
Quadro 8: participação das linhas na 
margem de contribuição total do período.
Gráfi	co:	Custos	fi	xos	e	variáveis
102
121
124
124
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35
logias de custeio
Quadro 5: Custo unitário do picolé
Quadro 6: Margem de contribuição
Quadro 7: Resultado projetado
Quadro 8: participação das linhas na 
margem de contribuição total do período.
Gráfi	co:	Custos	fi	xos	e	variáveis
102
121por ordem
Acontece, na melhor forma, quando uma 
empresa tem sua linha produtiva baseada em 
encomendas. Este sistema é mais indicado para 
empresas que não têm um modelo produtivo re-
petitivo, que trabalha com linhas de produtos ex-
clusivas e diferenciadas. Como o modelo de pro-
dução é mais detalhado, o custo da mão de obra 
e da matéria-prima são alocados a cada produto 
70
antes de sua finalização, e os custos indiretos são 
pré-estabelcidos. Exemplo de organização que 
melhor se adapta a este modelo são produções 
caseiras (uma boleira, por exemplo), um carro 
personalizado, móveis planejados. Este sistema 
custeia o produto. (CREPALDI, 2005)
4.1.2. Acumulação de Custos por processo
É mais utilizado em empresas em que o pro-
cesso produtivo é realizado em série, contínuo 
e sem intervalos. Neste caso, é sugerido que o 
controle de custos seja feito pelas etapas da pro-
dução e ao final dividir o custo pela quantida-
de produzida naquele período. Neste modelo de 
acumulação, os custos são acumulados a cada fase 
da produção e alocados aos produtos finais. Um 
exemplo de empresa que esta acumulação fun-
ciona bem é com indústrias de geladeiras, carros, 
móveis padronizados. Este sistema custeia o pro-
cesso produtivo. (LEONE, 1997) 
É possível que se estabeleça um paralelo en-
tre estes dois modelos de acumulação de custos 
apresentados até momento: 
Quadro 3: comparativo entre sistemas de 
Acumulação de Custos.
71
Aspecto Ordem Processo
Produção Determinada pelo 
cliente
Determinada pelo 
fabricante
Mercado Segmentado Massa
Estoque Específico Permanente
Prazo Médio/Longo Curto
Custo por unidade Específico Média operacional
Produto Especificado	pelo	
cliente
Especificado	pelo	
fabricante
Fonte: Adaptado de Leone, 1997.
Pode-se perceber no mercado atual, que a 
produção por encomenda tem aumentado muito, 
isso porque os consumidores estão dispostos a 
pagar mais, esperar mais para a entrega, mas re-
ceberem exclusividade. Desta forma, o modelo de 
Acumulação de Custos por ordem tem ganhado 
bastante destaque no cenário empresarial. 
4.1.3. Acumulação de Custos previsionais
Neste modelo de acumulação, a organização 
deve prever os custos e despesas que ocorrerão 
em um determinado período de produção. Para 
isso, é necessário que o gestor de custos estabele-
ça um gerenciamento de custos padronizado para 
toda a organização. (LEONE, 1997) 
72
4.1.4. Acumulação de Custos por atividades
Conhecido também como modelo ABC, este 
modelo faz a Acumulação de Custos baseado em 
cada uma das atividades que a empresa desem-
penha para a produção de um bem. Os recursos 
utilizados durante a produção são atribuídos ao 
objeto final que deve ser custeado, e considera 
os custos diretos e indiretos envolvidos no pro-
cesso. Atividades, neste modelo de custeio, são 
processos que consomem recursos para a produ-
ção de bens para venda. Brismon (1996, pág. 36) 
afirma que atividades “descrevem o modo como 
uma empresa emprega seu tempo e recursos para 
alcançar os objetivos empresariais”. 
As atividades, para este modelo de custeio, 
podem ser classificadas em primárias (fins) e se-
cundárias (suporte). As atividades fins são aque-
las que estão diretamente ligadas à atividade pro-
dutiva da organização, que se relacionam com a 
produção dos bens de consumo para geração de 
resultados operacionais. Já, atividades de suporte 
são aquelas que servem de sustento, apoio para as 
atividades fins, como por exemplo, a administra-
ção, o RH, o Marketing. 
“O modelo ABC permite que os custos de 
produção sejam, isoladamente, alocados a cada 
um dos centros de custos por atividade, envolvi-
73
dos e aloca estes custos à quantidade de recursos 
utilizados para a produção unitária. A vantagem 
deste modelo é permitir que o gestor identifique 
produtos supercusteados e subcusteados, e ainda, 
mostrar que as operações empresariais podem ser 
dividas em atividades isoladas em relação ao cus-
to (CREPALDI, 2005). O que difere os custeios 
ABC dos métodos tradicionais de custeio é que 
este modelo não apenas faz o rateio de despesas 
e custos indiretos com base nos custos diretos (o 
que gera distorções no custo real), mas sim, ana-
lisa o comportamento dos custos por atividade, 
fazendo com que relações reais entre as ativida-
des e o consumo de recursos sejam estabeleci-
das. Para Cooper e Kaplan (1998, pág. 98), este 
modelo “permite a identificação dos fatores que 
levam a instituição a incorrer em custos nos seus 
processos de oferta de produtos e de atendimen-
to a mercado e clientes”. 
Alguns especialistas defendem que o modelo 
ABC peca em sua eficácia por fornecer muitas in-
formações ligadas ao passado, à produção já feita, 
ignorando que para tomar decisões estratégicas, 
os gerentes necessitam de previsões futuras e ten-
dências de custos. 
74
CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS
Atividade 1 Atividade ‘N’
Produto Final
Figura 10: Acumulação de Custos por atividades
Fonte: adaptado de Cooper e Kaplan, 1998..
4.1.5. Acumulação de Custos 
por responsabilidade
Neste caso, a Acumulação de Custos está 
diretamente ligada à figura de um responsável 
pelo centro de custos, departamento ou setor da 
empresa. Os custos são identificados, diretamen-
te e indiretamente pelo responsável, que devem 
ter autonomia de decisão, estar motivados, ter 
planejamento das atividades do seu setor e inte-
ração com os demais setores da empresa, e ter 
total controle das atividades que acontecem no 
departamento que está sob sua responsabilidade. 
(CREPALDI, 2005) 
Outro modelo de Acumulação de Custos, 
pouco utilizado no Brasil, mas que merece atenção 
é o modelo de Custos Conjuntos – Co-produtos 
75
e Subprodutos. Este modelo de custos é adotado 
quando a partir de uma mesma matéria-prima é 
possível retirar diferentes produtos finais. Nes-
te caso, os custos tornam-se indivisíveis, ou seja, 
não identificados em cada produto retirado da-
quela matéria- prima. Tomemos como exemplo 
um frigorífico. Ao entrar na linha de abate, um 
bovino poderá fornecer como produto final: a 
carne, o couro, a queratina, o sebo. Até que estes 
produtos sejam separados na linha de produção, 
não é possível que o custo de produção de cada 
um deles seja identificado. Já, ao produto final, 
é possível acumular determinados custos especí-
ficos de cada um. Um produto é classificado em 
sub quando seu valor comercial é muito baixo, 
como no exemplo acima o sebo e a queratina, já 
produtos com valores mais altos, como a carne 
e o couro, são chamados de co-produtos. Vale 
enfatizar, que subprodutos não podem ser con-
fundidos com sucatas. O primeiro está na linha 
de produção, tem venda contínua e está no pla-
no de receita operacional da empresa, apesar de 
seu baixo valor comercial. Já, a sucata são restos 
da produção que são vendidos esporadicamente 
e a receita oriunda da venda de sucata é sempre 
lançada como outras receitas na demonstração de 
resultados, enquanto os subprodutos são lança-
dos como receita operacional. 
76
4.2. Classificação de modelos 
de produção 
O modelo de produção pode ser classificado 
em simples e complexo, dependendo da quanti-
dade de etapas envolvidas na transformação da 
matéria-prima no produto final. A fabricação 
simples requer apenas uma fase de transforma-
ção e utiliza-se apenas de um departamento pro-
dutivo. Desta forma, o sistema de custeio mais 
utilizado na produção simples é o por processo. 
Já, a fabricação complexa utiliza-se de vários de-
partamentos da produção e passa por diferentes 
fases de transformação, até se tornar um produto 
para venda. Neste caso, a cada departamento de 
produção pelo qual o produto passa, os custos, 
também, são transferidos, e utiliza-se mais o mo-
delo de custeio por atividade. (CREPALDI, 2005) 
Por exemplo:
Um produto passa por duas fases de trans-
formação e o custo total da produção é de R$ 
24.000,00. A empresa está produzindo 800 uni-
dades para venda direta e mais 160 para estoque, 
totalizando 960 unidades. Desta forma,na pri-
meira etapa de transformação temos que o preço 
unitário é calculado da seguinte forma:
77
R$ 24.000,00/960 = R$ 25,00 por unidade pro-
duzida.
Na segunda fase de transformação, o custo 
da produção de venda será calculada por:
800 unidades x R$ 25,00 = R$ 20.000,00 de 
custo de produção para venda.
Já, os produtos em estoque podem ser calcu-
lados da seguinte forma:
200 unidades x R$ 25,00 = R$ 4.000,00
4.3. Bases para sistema de Acu-
mulação de Custos 
Um sistema de Acumulação de Custos pode 
ser desenvolvido com base na departamentalização 
empresarial, na departamentalização produtiva e nos 
centros de custos. (LEONE, 1997) 
A departamentalização empresarial é a divisão 
da empresa em áreas administrativas distintas, e des-
ta forma, busca compreender melhor a estrutura ad-
ministrativa, seus processos, sua dinâmica e a parti-
cipação efetiva de cada departamento nas operações 
da empresa. Estes departamentos representam os 
custos indiretos sobre a produção.
Já, a departamentalização produtiva são os de-
partamentos que estão diretamente envolvidos na 
78
transformação/produção da matéria-prima no pro-
duto	final.	Exemplos	destes	departamentos	em	uma	
linha de produção são: a montagem, a pintura, o aca-
bamento, o teste de qualidade. Na departamentaliza-
ção produtiva, surgem os departamentos auxiliares, 
que são aqueles departamentos que dão suporte à 
linha de produção. São exemplos de departamentos 
auxiliares aos departamentos produtivos, o estoque, 
a manutenção, os suprimentos. 
Tendo	definidos	os	departamentos	da	organi-
zação e sua efetiva participação na linha de produ-
ção, aparecem os centros de custos. Os centros de 
custos são departamentos, onde os custos indiretos 
e produção serão alocados para posterior rateio ao 
produto	final.	Para	LEONE	 (1997),	 os	 centros	de	
custos são sistemas organizacionais, organizados, 
que alocam custos para posterior rateio à produção 
final,	 gerando	melhor	 distinção	 da	 participação	 de	
cada departamento na produção de um bem. 
Veja este exercício:
Na relação de custos abaixo estão incluídos to-
dos os gastos gerais de fabricação do segundo tri-
mestre de 2002, ocorridos na empresa Comércio & 
Indústria Ltda:
Seguro contra incêndio incorrido R$ 2.100,00
Imposto predial R$ 2.400,00
Iluminação do prédio R$ 2.100,00
79
Depreciação do edifício R$ 2.400,00
Mão de Obra Direta R$ 2.400,00
Mão de Obra indireta R$ 2.100,00
Encargos sociais do período R$ 0,00
Com base nas informações acima, pode-se di-
zer que o valor dos gastos gerais de fabricação na 
conta Produtos em Processo foi de (em R$):
a) 9.000,00
b) 9.900,00
c) 11.100,00
d) 12.000,00
e) 13.500,00
Resolução:
Gastos gerais podem ser considerados como os 
custos indiretos, pois os custos diretos são os gastos 
específicos.	Assim	sendo,	devemos	separar	os	custos	
diretos dos indiretos.
CUSTOS INDIRETOS:
Seguro contra incêndio R$ 2.100
Imposto predial R$ 2.400
Iluminação do prédio R$ 2.100
Depreciação do edifício R$ 2.400
Mão de Obra Indireta R$ 2.100
Total R$ 11.100,00
80
Logo, a alternativa correta é a alternativa “C”.
Ainda, considerando o exemplo acima, suponha-
mos que neste período tenham sido produzidas 2.500 
peças para venda. Qual será, então, o valor dos gastos 
gerais por unidade produzida? Qual será o preço de 
venda	final,	se	o	custo	direto	for	de	R$	1,75	por	uni-
dade e a margem de lucro pretendida for de 30%? 
Para se calcular o gasto geral por unidade pro-
duzida, basta dividirmos o total de gastos gerais pela 
quantidade de unidades produzidas, assim sendo:
11.100,00 / 2.500 = R$ 4,44 foi o valor gasto 
por unidade produzida.
Já,	para	calcularmos	o	preço	final	de	venda	so-
mamos o valor de gasto geral por unidade produzida 
ao valor de custo direto:
R$ 4,44 + R$ 1,75 = R$ 6,19
E, em seguida, multiplicamos pela margem de 
lucro pretendida:
R$ 6,19 x 30% = R$ 1,86
Logo,	o	preço	de	venda	final	será	de:	
R$ 6,19 + R$ 1,86 = R$ 8,05.
81
4.4. Principais Métodos de Custeio 
4.4.1. Métodos de Custeio 
Para iniciarmos este tópico, devemos sempre 
lembrar a importância de se gerenciar os custos 
de uma organização. Como já visto anteriormente 
vários	tipos	de	custos	–	fixos,	variáveis,	diretos,	in-
diretos, unitários e gerais – incidem sobre os bens 
produzidos para venda e saber gerenciar estes custos 
contribui para melhor competitividade da organiza-
ção, otimização de resultados, melhores resultados 
operacionais. Empresas que não têm controle sobre 
seus custos estão fadadas ao desperdício, a falta de 
qualidade, a baixos índices de lucratividade. (OLI-
VEIRA e PEREZ, 2000) 
Por isso, existem algumas formas de se alocar 
os custos empresariais, que são procedimentos espe-
cíficos	conhecidos	como	métodos	de	custeio.	Méto-
dos de custeio é um vocábulo oriundo da junção dos 
termos meta (resultado pretendido) e Hodós (cami-
nho a ser percorrido), é, desta forma, o caminho que 
a empresa deve percorrer para alcançar os seus obje-
tivos. E custeio é mesmo que alocar valor a um bem 
ou	serviço.	As	bases	dos	métodos	de	custeio	são	a	fi-
cha técnica para custos variáveis e o rateio de custos 
para	os	custos	fixos.	(OLIVEIRA	e	PEREZ,	2000)		
Para se determinar qual o método de custeio 
que será utilizado pela organização é necessário que 
82
o	 profissional	 de	 custos	 tenha	 total	 conhecimento	
da linha de produção, da margem de lucro, do ponto 
de equilíbrio. Um método de custeio que apresenta 
bons resultados em uma organização, não, neces-
sariamente, irá apresentar resultados positivos em 
outra instituição. Para cada dinâmica empresarial é 
adotado um tipo de método de custeio. 
Autores	da	área	de	custos	classificam	os	méto-
dos de custeio em tradicionais e contemporâneos. 
As metodologias de custeio tradicionais tiveram suas 
bases na mão de obra direta e na matéria-prima uti-
lizada na produção, o que focava o custeio na linha 
de produção. Os custos indiretos, de forma geral, 
eram distribuídos por unidade produzida levando-se 
em consideração o volume produzido em um deter-
minado	período.	Cooper	 (1194)	 afirma,	 então,	que	
os modelos de custeio tradicionais estão baseados 
principalmente no volume de produção. Este mes-
mo autor aponta uma falha neste sistema de custeio 
que acaba por sobrecarregar os departamentos liga-
dos a linha de produção e isentando outros departa-
mentos	dos	custos	finais.	Já,	os	custeios	tidos	como	
contemporâneos, de forma geral, além do cálculo de 
custos do produto acabado contribuem para melhor 
competitividade das empresas, pois fornecem além 
do custo, informações gerenciais e mercadológicas 
mais precisas que os modelos de custeio tradicionais, 
porque	incluem	no	cálculo	dos	custos	as	influências	
83
dos custos indiretos na fabricação do produto. Estes 
custeios, tidos como contemporâneos, preocupam-
-se não apenas com os custos de produção, mas con-
sideram todo o processo produtivo em si, incluindo 
os fatores indiretos, como por exemplo, os custos 
de marketing, estoque, logística, administração geral. 
Vale ressaltar, porém, que uma estratégia de custeio 
não	é	mais	 eficaz,	ou	mais	 indicada	que	a	outra,	 e	
nem podem ser encaradas isoladamente, mas sim, 
devem ser adotadas após criteriosa análise, de qual 
a melhor metodologia para aquela empresa, aquela 
linha de produção. Todos os métodos apresentam 
vantagens	e	desvantagens,	e	o	profissional	de	custos	
deve equilibrar os benefícios e custos ao adotarem 
um método de custeio, uma vez que a adoção de um 
método não apropriado para aquele modelo de pro-
dução da empresa pode gerar informações errôneas, 
imprecisas e com desvios de custos reais.
Hoje, os principais métodos de custeio utiliza-
dos pelas empresas são: 
- Absorção e suas variações (tradicional)
- ABC (Custeio por Atividades) (Contemporâneo); 
- UEP (Unidade de Esforço de Produção) 
(Contemporâneo);
- Variável ou direto (Marginal) (Tradicional);
- Custeio Padrão (Tradicional) 
84
- Custeio Pleno (Contemporâneo) e
- Custeio Meta (Contemporâneo). 
4.4.1.1.Custeio por absorção 
O custeio por absorção, que também pode ser 
definido	como	custeio	integral	leva	em	consideração	
todos	os	custos	diretos	e	indiretos,	fixos	e	variáveis	
que incorrem durante a produção. Florentino (1983, 
pág. 37) aponta que:
O custeio por absorção busca descarregar, ao máximo, 
todos os custos existentes na empresa, mas tem foco 
principal na linha de produção, e muitas vezes, não 
leva em consideração os gastos da administração geral.
De forma geral, o custeio por absorção consiste 
em apropriar os custos de produção envolvidos na 
fabricação de bens para venda, distribuindo todos 
os gastos oriundos do esforço de fabricação pelos 
produtos acabados. De acordo com Crepaldi (2002) 
todos os custos são divididos pelo estoque de pro-
dutos acabados. No Brasil, este é o único método de 
custeio	aceito	pela	legislação	fiscal.	
Para	realizar	o	custeio	por	absorção	o	profissio-
nal de custos deve considerar a proporção de cus-
tos diretos, a proporção de mão de obra direta, a 
85
quantidade produzida, o uso das máquinas, o custo 
da matéria-prima. Podem-se apontar algumas vanta-
gens e desvantagens do custeio por absorção. Den-
tre as principais vantagens destacamos:
- Este é o único método de custeio que está den-
tro da legislação nacional, pois é baseado nos Prin-
cípios Fundamentais da Contabilidade, fornecendo 
informações importantes para a tomada de decisão;
-	Os	 custos	 fixos	 da	 produção	 aparecem	 pri-
meiro neste custeio, tornando-se mais ágil e direto a 
divisão dos custos;
- Todos os custos envolvidos na produção podem 
ser alocados ao custo unitário do produto acabado;
-	O	custo	fixo	alocado	no	produto	acabado	tor-
na-se resultado no momento da venda;
- É capaz de fornecer informações sobre a 
prioridade de consumo de insumos para produção;
-	Por	não	separar	custos	fixos	dos	variáveis,	sua	
implementação é mais barata. 
Por outro lado, este modelo de custeio também 
apresenta algumas desvantagens, que merece a aten-
ção dos gestores:
- Por incorporar, também, os custos indiretos 
fixos	ao	estoque	acaba	gerando	uma	supervaloriza-
ção do estoque de produtos acabados. Os custos in-
86
diretos, segundo vários autores, deveriam estar alo-
cados no custo de produção por período e não ao 
estoque	final.	
- Apresenta determinada arbitrariedade no 
rateio de custos, e por serem rateados os custos 
por cada unidade produzida, indiretamente, in-
centiva a superprodução.
- Para se reduzir o custo unitário, acaba forçan-
do o aumento da produção, e isso, gera estoque sem 
giro,	que	significa	mais	custos	para	a	empresa.
-	O	custo	unitário	acaba	inflado	já	que	conside-
ra custos indiretos de forma não proporcional;
- A margem de contribuição de cada produção 
não pode ser calculada de forma exata e isso pode 
contribuir para preços menos competitivos. 
4.4.1.2. Aplicabilidade do modelo 
por absorção
Suponhamos uma empresa Z que fabrica três 
produtos distintos. Para base, vamos seguir o quadro 
abaixo:
Produto A B C
Quantidade 
produzida
50.000 60.000 80.000
Custo 
direto
220.000 180.000 165.000
Despesa 
direta
36.000 28.000 19.000
Preço final 
de venda
10,50 9,00 7,00
87
Considerando, ainda hipoteticamente, que o 
custo indireto total da produção é de R$ 415.000,00, 
considere as informações abaixo:
Produto A B C
Quantidade 
produzida
50.000 60.000 80.000
Proporção 
de rateio
48% 22% 30%
Rateio Mo-
netário
199.200 91.300 124.500
Vejamos,	 então,	 como	fica	 o	 resultado	opera-
cional deste exemplo:
Produto A B C
Produção 50.000 60.000 80.000
Preço de 
venda
10,50 9,00 7,00
Receita Bruta 525.000 540.000 560.000
Custo Direto 220.000 180.000 165.000
Custo indireto 199.200 91.300 124.500
Despesa direta 36.000 28.000 19.000
Resultado 
(lucro parcial) 
69.800 240.700 251.500
88
Lembramos, ainda, que existam as despesas in-
diretas, que somam um valor de R$ 98.550,00. Neste 
caso,	o	resultado	final	da	produção	será:
Resultado	final	=	somatória	de	resultados	por	
produto – despesas indiretas
RF = R$ 69.800,00 + R$ 240.700,00 +
 R$ 251.500,00 – R$ 98.550,00
RF = R$ 463.450,00
Em	percentuais,	 podemos	 afirmar	que	o	pro-
duto A tem margem de contribuição de 12% sobre 
os resultados empresariais, o produto B tem margem 
de contribuição de 43% sobre os resultados e o pro-
duto C tem margem de contribuição de 45% sobre 
os resultados. Lembrando que este resultado consi-
derado é antes do desconto das despesas indiretas. 
E se quisermos descobrir o custo unitário de cada 
produto com base no lucro parcial basta dividir o lucro 
parcial de cada linha de produto pela quantidade produ-
zida, e desta forma, teríamos o custo por unidade acaba:
Produto A: 69.800/50.000 = R$ 1,40 por unida-
de acabada. 
Produto B: 240.700/60.000 = R$ 4,01 por unida-
de acabada.
Produto C: 251.500 / 80.000 = R$ 3,14 por uni-
dade acabada.
89
4.4.1.3. Custeio por atividade – ABC
O método de custeio por atividade busca apri-
morar a falha de outros modelos que rateia de forma 
não proporcional os custos indiretos. Para realização 
de método de custeio é necessário que a organização 
seja dividida em atividades, descrevendo de forma 
detalhada o que acontece em cada atividade realizada 
na linha de produção e na empresa – o que é feito? 
Quanto tempo gasta? Quais os tipos e quantidade de 
recursos utilizados? 
Estudos realizados por Crepaldi (2002) mos-
tram que enquanto o custeio por absorção gera o ra-
teio do custo no produto acabado, o custeio por ati-
vidade faz o “rastreamento” de cada custo envolvido 
na linha de produção ao longo de todo o processo 
produtivo. O que faz do ABC um método de custeio 
bem	útil	é	que	ao	final	do	processo	fornece	informa-
ções	gerenciais	e	não,	apenas,	relatórios	financeiros	
aos gestores, além de considerar proporcionalmente 
os	custos	indiretos	ao	custo	unitário	final,	pois	men-
sura os custos ao longo de todo o processo, podendo 
apontar as atividades com melhor desempenho, mais 
economia, menos desperdício. Desta forma, alguns 
autores	classificam	o	método	ABC	como	um	mapa	
econômico das despesas e lucros organizacionais. 
Outra diferença do método de custeio ABC 
em relação ao modelo por absorção é que o modelo 
90
ABC consiste em analisar os custos organizacionais 
a partir de uma perspectiva horizontal. Enquanto a 
absorção percebe os custos na linha vertical (quan-
tidade produzida, números de horas trabalhadas) 
e	 os	 absorve	 ao	 produto	 finalizado,	 considerando	
apenas o papel de cada atividade no processo pro-
dutivo, o modelo ABC faz uma análise horizontal, 
considerando o conjunto de atividades envolvidas 
na produção de bens, alocando o real papel de cada 
departamento/atividade no processo produtivo. Em 
linhas gerais, o custeio ABC analisa mais ao fundo 
os custos de produção. (GOMES, GOMES e AL-
MEIDA, 2002)
RECURSO ATIVIDADE PRODUTO
Figura 11: Custeio ABC.
Fonte: autor da apostila.
RECURSO
MÃO DE 
OBRA
HORAS 
TRABALHADAS DEPRECIAÇÃO
PRODUTO
Figura 12: Custeio por Absorção.
Fonte: autor da apostila.
91
Algumas vantagens do Custeio ABC:
-	Identifica	custos	através	do	processo	produti-
vo, e não apenas pela quantidade produzida;
- Leva em consideração a proporcionalidade 
dos custos indiretos em cada atividade para o cálcu-
lo	do	custo	final;	
- Aponta as atividades mais lucratividades, mais 
ágeis,	com	melhor	desempenho	e	facilita	a	identifi-
cação dos desperdícios;
- Busca a redução dos custos indiretos, e não 
dos diretos;
- Consegue dividir a empresa em atividades 
para melhor gestão;
- Faz rastreamento dos custos ao longo do pro-
cesso	e	não	apenas	um	rateio	à	produção	final;
- Aponta quais atividades não agregam valor 
ao produto.
Algumas desvantagens do modelo ABC:
- O processo exige muita informação, dedicação e 
um investimento considerável para sua implementação;
- Nem sempre os gestores terão controle sobre 
todas as atividades envolvidas no processo produtivo;
- Alto nível de controle interno para sua realização;
- Não envolve os funcionários operacionaisde 
forma direta;
- Necessidade de padronização dos processos;
- Resistência de alguns setores, por apresentar 
92
a real participação de cada departamento do pro-
cesso produtivo. 
O custeio ABC comparado ao custeio tradicio-
nal (absorção)
O custeio ABC tem seu foco principal no ras-
treamento	dos	custos	diretos,	indiretos,	fixos	e	vari-
áveis ao longo do processo produtivo e faz a aloca-
ção destes a cada atividade empresarial envolvida no 
processo. Enquanto no modelo tradicional os custos 
são acumulados e controlados de forma totalitária, 
não fazendo a divisão por atividade, por cada depar-
tamento. O modelo tradicional de custeio baseia-se 
na diferenciação de custos diretos e indiretos duran-
te a fabricação do produto, o que gera um rateio se-
guindo a quantidade de horas, máquinas e homens 
utilizados, o volume de produção e outros, e isso 
acaba gerando uma distorção na alocação dos custos 
indiretos por unidade acabada. Quando se divide o 
processo	em	fases	ou	atividades	é	mais	fácil	identifi-
car desperdícios, os custos incorridos em cada ativi-
dade	e	o	custo	final	do	produto	acabado.
4.4.1.4. Custeio UEP (Unidade de
 Esforço de Produção)
Este modelo de custeio tem como objetivo 
principal eliminar a arbitrariedade do rateio de cus-
93
tos adotado pelo modelo de custos por absorção, 
para isso, sua ferramenta básica é transformar to-
dos os recursos utilizados durante a produção em 
uma única unidade de medida, desta forma, divi-
dindo a organização em postos produtivos e seus 
respectivos esforços durante a produção. O esforço 
de produção, razão do nome deste custeio, são os 
resultados da soma de todos os esforços parciais ao 
longo da produção. 
Segundo Allora (1996, pág. 57), “para cada 
posto operativo – PO calculam-se os custos valores 
dos seus esforços de produção unitários e, assim, 
fixam-se	estes	esforços	em	custo-valor/hora,	deno-
minados de “foto-índice do posto operativo” ou 
somente “FIPO”. Todos estes em um determinado 
instante no tempo.”
Outra prática adotada por este modelo de 
custeio é o princípio do Valor Agregado, já que o 
método UEP está focado em mensurar o custo de 
transformação de cada produto, ou seja, o esfor-
ço necessário para transformar a matéria-prima em 
um produto acabado. Segundo Gomes, Gomes e 
Almeida (2002, pág. 125):
A noção do Esforço de Produção está diretamente 
associada aos diversos esforços imprescindíveis para a 
fabricação dos produtos, quais sejam: Os Esforços Sala-
riais (representados pelos salários, provisões e encargos 
94
sociais que fazem parte do total de remunerações de um 
trabalhador); o Esforço Material (representados pelos 
materiais de consumos e ferramentas consumidos gastas 
pelo posto operativo no processo produtivo); o Esforço 
de Capital (aqui representado pelo valor das máquinas e 
equipamentos, transformado em depreciação); os Esfor-
ços de Utilidades (compreende vapor, gás, ar comprimi-
do); o Esforço de Energia Elétrica (aqui representado 
pelo valor da energia elétrica consumida pela potência 
elétrica do posto operativo), além de todos os esforços 
indiretos como manutenção, ferramentaria e outros. 
Algumas vantagens deste modelo são:
- A homogeneização da unidade de medida de 
custos;
- A possibilidade de comparação efetiva entre 
os postos operacionais;
 - A aplicação do benchmarking interno entre 
os postos operacionais;
- Maior integração entre as partes envolvidas 
no processo produtivo. 
E as desvantagens, principais, aplicáveis ao mo-
delo é:
- Considera, em linhas gerais, apenas os custos 
de transformação e a matéria-prima para cálculo do 
custo unitário;
95
- Os esforços auxiliares a produção são repassa-
dos aos esforços primários, e em seguida aos produ-
tos, o que pode gerar distorção no valor real;
- Não faz controle de desperdício de cada posto 
operacional. 
4.4.1.5. Custeio Variável ou Direto (Marginal)
O custeio variável considera, de acordo com 
Allora	(1996),	para	cálculo	de	custo	do	produto	final,	
apenas os custos que partirem diretamente da produ-
ção. Neste modelo, os custos variáveis são rateados 
ao	custo	do	produto	e	os	custos	fixos	são	alocados	ao	
produto durante o período em que foram produzidos. 
O que difere este modelo de custeio de outros que 
adotam o rateio é que, apenas, os custos dos produtos 
vendidos no período são levados em conta para o cál-
culo do custo variável. Outro fator que o difere, tam-
bém, é o fato de os custos diretos não serem alocados 
como custo de produção, porém na prática, são variá-
veis porque para este modelo é necessário considerar 
o volume de produção e o faturamento no período, 
enquanto	os	custos	fixos	se	mantêm	isolados	do	pre-
ço por unidade produzida e só aparecem no resultado 
final	do	período	operacional.	
O foco maior do custo direto é entender o que 
é	gasto	durante	a	produção	e	não	calcular	o	custo	fi-
nal unitário de produção, mas permite que os custos 
96
variáveis sejam mais transparentes e melhores explo-
rados pelos gestores. Em suma, o custeio direto está 
ligado ao que é vendido no período, não importando 
se o bem foi produzido hoje, gerou custo de pro-
dução hoje, e foi para estoque. Enquanto não for 
vendido e retirado do estoque não se calcula custo 
através deste modelo. Por esta razão, o custeio vari-
ável	não	é	aceito	pelo	fisco	no	Brasil,	já	que	não	se	
é permitido lançar os custos totais de produção, se 
uma	parte	fica	em	estoque	para	geração	de	receita.	
Apresentamos algumas vantagens do modelo 
de custeio direto/variável: 
- O custeio direto adapta-se melhor aos orça-
mentos solicitados;
- A mensuração do custo de produto é mais ob-
jetiva,	por	não	sofrer	rateios	de	custos	fixos;
- As informações necessárias para realização 
deste modelo são facilmente obtidas;
-	O	cálculo	do	preço	final	do	produto	não	sofre	
interferência de gastos gerais;
- O lucro a ser alcançado independe de entrada 
e saída de produtos no estoque;
- Apresenta, claramente, a margem de contri-
buição de cada produto ao custo de produção;
- Aponta quais produtos são mais rentáveis 
com base nos custos variáveis. 
97
Já, as desvantagens deste modelo de custeio são:
-	A	exclusão	dos	custos	fixos	pode	causar	uma	
subavaliação	do	preço	final	do	produto;
- Contribui, de forma geral, apenas para proces-
so decisório de curto prazo;
-	Ter	que	separar,	fidedignamente,	os	custos	fi-
xos dos variáveis por linha de produção. 
4.4.1.6. Custeio Padrão
O custeio padrão é uma metodologia que per-
mite a organização pré-determinar um custo meta 
que deve ser alcançada para um determinado período 
de	produção.	Padoveze	(1994)	afirma	que	o	custeio	
padrão é uma técnica que permite avaliar e substituir 
o custo real dos produtos acabados. O objetivo prin-
cipal do método de custeio padrão é estabelecer um 
padrão de comportamento para os custos, melhor 
dizendo, este método visa determinar qual o custo 
máximo que determinado produto ou serviço pode 
atingir	e	ao	final	do	período	de	produção.	Ao	se	apu-
rarem esses custos, é possível fazer um comparativo 
com os custos reais de produção. 
Bornia (2002) diz que a metodologia de custeio 
padrão exige que os gestores determinem um custo 
padrão como referência para a análise de custos, em 
seguida, façam os cálculos dos reais custos de pro-
dução, para logo após comparar o custo padrão ao 
98
custo real, e obter informações que mostrem onde o 
custo padrão não está semelhante ao custo real. 
Para se determinar o custo padrão é necessário 
considerar a mão de obra direta envolvida, para que 
estes estejam envolvidos no processo de custo padrão, 
trabalhando para que o custo real seja igual ao padrão. 
Vale lembrar que um custo padrão muito difícil de ser 
atingido, ou seja, fora da realidade da linha de produção 
pode gerar desconforto aos funcionários envolvidos, 
resistência ao processo de custeio e não gerar os resul-
tados esperados. Percebe-se, então, que o custo padrão 
pode	ser	definido	como	um	custo	 ideal	 e	pretendido	
pela organização.Entenda por custo ideal aquele menor 
custo, quando a empresa está em plenas condições de 
produção,	trabalho	no	máximo	de	eficiência	e	eficácia.	
Vantagens da metodologia de custeio padrão:
- Proporciona a possibilidade de controlar e re-
duzir custos com base na comparação custo padrão 
x custo real;
-	 Identificação	 de	 linhas	 de	 produtos	 com	
maior custo;
- Pode-se estabelecer padrões para todos os de-
partamentos;
- Possibilidade de previsão de custos; 
- Possibilita projeções;
- Possibilidade de cálculo de preço de venda an-
tes do início da produção;
99
- Facilita o envolvimento de toda a equipe no 
processo.
Desvantagens do custeio padrão:
- A chance de padrões virarem burocracia e en-
gessar a gestão da empresa;
- A constante necessidade de alteração dos pa-
drões de acordo com fornecedores, mercado e ou-
tros custos;
- Padrões considerados inatingíveis desmoti-
vam os funcionários, principalmente, os envolvidos 
diretamente na produção. 
4.4.1.7. Custeio Pleno
Metodologia de custeio originada na Alema-
nha pode ser encontrada em alguns livros como 
Método de Custeio RKW. Esta metodologia con-
siste	em	ratear	 todos	os	custos	ao	produto	final,	
sejam eles diretamente da linha de produção, ou 
seja, despesas da administração geral. Assim sen-
do, no custeio pleno todos os custos sofrem um 
processo de rateio aos produtos acabados. Este 
modelo de custeio fornece informações geren-
ciais amplas e abrangentes, porém não apresenta 
os	custos	de	forma	específica.	Esses	custos	consi-
derados pelo custeio pleno incluem custos diretos 
e	 indiretos,	 fixos	 e	 variáveis,	 de	 comercialização,	
100
de distribuição, de administração em geral, da es-
trutura física da organização. Apesar de não servir 
para	bases	fiscais	no	país,	o	custeio	pleno	facilita	
onde podem ser minimizados os custos totais ao 
final	do	período.	Guerreiro	(1995,	pág.	855)	quan-
do	define:	“O	custeio	por	absorção	total	é	como	
uma metodologia de custeio, onde todos os custos 
e despesas operacionais são rateados às unidades 
individuais de serviços”.
Agora, serão apresentadas algumas vantagens 
do custeio pleno:
- Leva em consideração todos os gastos, sem 
exceção, da empresa;
- Fornece informações amplas e abrangentes;
- Baixo gasto para implementação. 
Algumas desvantagens do custeio pleno:
-	Não	faz	distinção	entre	os	custos	fixos	e	va-
riáveis;
- Pode mascarar algum produto que não dê lu-
cro satisfatório e fontes de desperdícios;
- Não considera o preço da concorrência;
-	Só	é	possível	calcular	o	preço	unitário	ao	final	
do	período	de	produção	(rateio	dos	custos	fixos);
- Não considera o aumento/diminuição da pro-
dução	e	sua	interferência	no	preço	final;
101
4.4.1.8. Custeio Meta
Com surgimento datado dos anos 90, o cus-
teio meta consiste em no estabelecimento de um 
custo máximo permitido para determinado pro-
duto ou serviço. Nesta metodologia, os gestores 
não consideram os custos ao determinar o preço 
de	venda,	a	filosofia	do	custeio	meta	baseia-se	no	
fato de que o preço é que determinam os custos, e 
não o contrário, ou seja, quanto maior o preço de 
venda, automaticamente, maiores serão os custos 
com produção - qualidade, agilidade, exclusividade. 
(OLIVEIRA e PEREZ, 2000)
O custeio meta, segundo Cogan (2005) deve 
acompanhar o produto durante todo o seu ciclo de 
vida e sazonalidade, aumentando ou diminuindo o 
custo máximo tolerável de acordo com a dinâmica 
do mercado, e, desta forma, pode-se inferir que o 
custeio meta tem um viés mercadológico bem acen-
tuado. Esta metodologia está focada em atender o 
preço que o mercado deseja pagar, e por isso pode 
ser expressa através da seguinte fórmula:
CUSTO META = Pm – Ld
Em	que	o	Pm	significa	o	preço	que	o	mercado	de-
seja pagar e o Ld corresponde ao lucro que a empresa 
deseja obter com a venda de um produto ou serviço. 
Para melhor aproveitamento do custeio meta é 
necessário saber quais as tarefas estão envolvidas na 
102
produção, qual a matéria-prima, qual a quantidade 
de horas necessárias para a produção. De forma ge-
ral, é necessário que se conheça todos os componen-
tes envolvidos direta e indiretamente na produção 
de um bem. Essas informações devem vir desde o 
momento de planejamento e desenvolvimento do 
produto, passando por sua inserção no mercado, 
acompanhando o período de maturidade e o perío-
do	de	declínio	do	produto,	e	ao	final,	perceber	se	é	
vantajoso manter o produto no mercado ou retirá-lo 
(decisão esta que deve estar embasada nos custos), 
e, desta forma, vimos a importância do custeio meta 
acompanhar todo o ciclo de vida do produto. 
Quadro 4: comparativo entre os métodos de 
custeio.
MÉTODO Gastos atribuí-
dos
Métodos de alo-
cação de custos 
indiretos.
Absorção
Custos	fixos	e	
variáveis, diretos 
e indiretos.
ABC
Custos e des-
pesas	fixas	e	
variáveis, diretos 
e indiretos.
RKW
Custos e des-
pesas	fixas	e	
variáveis, diretos 
e indiretos, in-
cluindo despesas 
financeiras.
Métodos de 
custeio variável 
e direto.
Custeio Direto
 e Variável.
Custos e despe-
sas variáveis.
Fonte: adaptada de Oliveira e Perez, 2000. 
103
A	definição	do	método	de	custeio	a	ser	adotada	
pela organização deve ser analisada, criteriosamente, 
pelo gestor, levando em consideração qual modelo 
melhor irá atender as necessidades e características 
da empresa. O tamanho da empresa, o seu fatura-
mento, quantidade de linhas de produtos e volume 
de produção por período, seu planejamento estraté-
gico e outros fatores devem estar muito alinhados a 
metodologia de custeio e que organização irá adotar. 
Cada metodologia aponta os custos unitários 
da produção acabada, a partir de um ângulo de visão 
empresarial.	Considera	diferentes	fatores	que	influen-
ciam nestes custos e fornecem informações gerenciais 
pertinentes aos objetivos e interesses do gestor. Não é 
porque uma metodologia de custeio foi bem sucedida 
na empresa X, que ela também será bem sucedida na 
empresa	Y.	Cada	caso	é	um	caso	no	momento	de	im-
plementar um método de custeio na sua organização.
Em um mercado cada vez mais competitivo, 
concorrido é fato que as empresas necessitam buscar 
e atingir altos níveis de excelência, focando na qua-
lidade, na produtividade, eliminando desperdícios, 
atendendo as exigências do mercado e de forma ge-
ral, reduzindo custos. Para isso o custeio, indiferente 
da	metodologia	adotada,	deve	fazer	parte	da	filosofia	
organizacional, para que informações atualizadas e 
precisas sejam fornecidas aos gestores que poderão 
tomar decisões mais corretas. 
104
Conclusão 
Nesta	unidade,	identificamos	e	entendemos	os	
diferentes métodos de Acumulação de Custos e Mé-
todos de Custeio. Vimos que o objetivo do Siste-
ma	de	Acumulação	de	Custos	é	 identificar,	coletar,	
processar, armazenar e produzir informações refe-
rentes aos custos operacionais capazes de embasar 
as decisões estratégicas dos gestores. E Métodos de 
Custeio são metodologias adotadas por cada empre-
sa para alocar custos na produção acabada. 
Estudamos as principais formas de Acumulação 
de Custos e vimos que podem ser por ordem, processo, 
previsional, responsabilidade e atividade. A acumula-
ção por ordem acontece quando uma empresa tem sua 
linha produtiva baseada em encomendas. A acumula-
ção por processo é mais utilizado em empresas em que 
o processo produtivo é realizado em série, contínuo e 
sem intervalos. Já, a acumulação previsional é quando 
existe um gerenciamento de custos padronizado para 
toda a organização. E a acumulação por atividade faz a 
acumulação de custos baseado em cada uma das ativi-
dades que a empresa desempenha para a produção de 
um bem. No caso da acumulação por responsabilidade 
há	a	figura	de	um	responsável	pelo	centro	de	custo,	
departamento ou setor da empresa.
Nos métodos de custeio descobrimos que podem 
ser tradicionais ou contemporâneos. As metodologias 
105
de custeio tradicionais tiveram suas bases na mão de 
obra direta e na matéria-prima utilizada na produção, o 
que focava o custeiona linha de produção. Já, os custeios 
tidos como contemporâneos, de forma geral, além do 
cálculo de custos do produto acabado contribuem para 
melhor competitividade das empresas, pois fornecem 
além do custo informações gerenciais e mercadológicas 
mais precisas que os modelos de custeio tradicionais, 
porque	incluem	no	cálculo	dos	custos	as	influências	dos	
custos indiretos na fabricação do produto.
Os métodos de custeio são: absorção (que le-
vam em consideração todos os custos diretos e indi-
retos,	fixos	e	variáveis	que	incorrem	durante	a	pro-
dução); custeio por atividade (divisão da organização 
em atividades); custeio UEP (resultados da soma de 
todos os esforços parciais ao longo da produção); 
custeio variável (apenas os custos que partirem di-
retamente da produção); custeio padrão (permite à 
organização pré-determinada um custo meta que 
deve ser alcançada para um determinado período de 
produção); custeio RKW (consiste em ratear todos 
os	custos	ao	produto	final);	custeio	meta	(não	consi-
dera os custos ao determinar o preço de venda). 
Por	fim,	foi	informado	que	a	definição	do	mé-
todo de custeio a ser adotada pela organização deve 
ser analisada, criteriosamente, pelo gestor, levando 
em consideração qual modelo que melhor irá aten-
der as necessidades e características da empresa. 
106
Ao	fim	desta	unidade,	os	alunos	concluem	seus	
estudos sobre Custos e estão preparados para assu-
mirem cargos pertinentes a esta disciplina, pois além 
da história da Contabilidade de Custos, aprenderam 
os conceitos utilizados, a diferenciação dos tipos de 
Custos, a formação de preço de venda, e conheceram 
os principais métodos de Acumulação de Custos e 
Metodologias de Custeio para que possam analisar a 
linha de produção e a dinâmica de gestão adotadas 
em suas empresas, e adotarem a melhor estratégia 
de	custos	para	se	tornarem	cada	vez	mais	eficientes,	
eficazes	e	competitivas	no	mercado.	
107
Exercícios comentados
1. Qual o método de custeio que demonstra os 
saldos dos estoques, o custo de produção por período 
e permite apurar a situação patrimonial no balanço?
a) ABC
b) Variável
c) Absorção
d) Padrão
Vimos que existem diferentes métodos de cus-
teio, mas aquele que apresenta um relatório de esto-
que o custo de produção por período e a situação 
patrimonial é o custo por Absorção, a alternativa 
correta, então é a C. No Custeio por Absorção os 
custos	fixos	são	alocados/rateados	aos	produtos,	as-
sim as quantidades produzidas que, ainda, não foram 
vendidas vão para o estoque, consequentemente es-
taremos	estocando	custos	fixos.
2. Para fazer frente aos seus gastos, as empresas 
devem contar apenas com:
a) Faturamento bruto
b) Faturamento líquido
c) Lucro bruto
d) Imposto de renda
108
Para este exercício, temos como alternativa cor-
reta a alternativa A, pois o faturamento bruto é a so-
matória de todas as receitas geradas pela empresa em 
um determinado período. É do faturamento bruto 
que são deduzidos os gastos, despesas e custos ocor-
ridos em um período. O faturamento bruto, menos 
os gastos resultam no faturamento líquido. 
QUESTÕES
1. Escolha três modelos de custeio vistos, nesta 
unidade, e disserte sobre cada um deles. 
2. Para uma indústria que produz sabão em pó, 
podemos	afirmar	que	o	melhor	método	de	Acumu-
lação de Custos é o por ordem. Verdadeiro ou falso? 
Justifique	sua	resposta.	
3. Para a mesma indústria de sabão em pó, qual 
seria o melhor método de custeio a ser adotado? 
4. Quais são os modelos de custeio tradicio-
nais? Quais são os contemporâneos? Apresente a 
diferença entre eles. 
109
5.	Defina	o	custeio	ABC	e	apresente	suas	prin-
cipais vantagens e desvantagens. Em que este mode-
lo é melhor que o modelo por absorção? 
113
ESTUDO DE CASO
APLICABILIDADE DA 
GESTÃO DE CUSTOS 
Análise Custo/Volume/Lucro aplicada em em-
presa de pequeno porte: estudo de caso em indústria 
de sorvetes.
Rodney Wernke 
Marcelo Meurer 
Reginaldo M. Bitencourt 
Brasil
Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL 
Palavras-chave: Análise Custo/Volume/Lucro, 
Pequena Empresa, Aplicação.
1. INTRODUÇÃO
As pequenas empresas têm grande importân-
cia social no Brasil, principalmente pelo aspecto de 
geração de empregos, como atestam diversas esta-
tísticas. Contudo, díspares estudos revelam também 
que as empresas deste porte costumam encontrar 
dificuldades	 para	 superar	 um	 ano	 de	 existência,	 e	
muitas deixam de existir com poucos meses de fun-
cionamento. Vários fatores podem ser apontados 
114
como causadores desta realidade e, dentre estes, 
pode ser mencionada a pequena utilização de técni-
cas de gerenciamento consistentes. Quer por desco-
nhecimento, quer por preconceitos, quanto ao grau 
de	dificuldade	para	 implementá-las,	 poucos	 são	os	
empresários que empregam nas suas micro e peque-
nas empresas ferramentas como a Análise Custo/
Volume/Lucro (CVL). Porém, ao contrário do que 
possam pensar tais empreendedores, os conceitos 
necessários ao adequado entendimento da Análise 
de Custo/Volume/Lucro são relativamente fáceis de 
serem compreendidos, bastando apenas um conhe-
cimento contábil mínimo. Suas vantagens em termos 
da oferta de informações gerenciais são inegáveis e 
todo gestor deveria conhecer em profundidade os 
conceitos que a mesma abrange. Se adequadamente 
utilizadas. A Análise CVL pode constituir-se de im-
portante subsídio aos administradores, fundamen-
tando	decisões	corretas	e	em	bases	técnicas	confiá-
veis, reduzindo ou minimizando os riscos inerentes 
ao processo decisório cotidiano.
Em função de tal importância, este artigo obje-
tiva demonstrar a aplicabilidade desta técnica numa 
empresa de pequeno porte, que fabrica e comercia-
liza alimentos congelados (picolés e sorvetes). Para 
tanto, inicialmente, são apresentados brevemente os 
conceitos da Análise Custo/Volume/Lucro que fo-
ram empregados no estudo de caso, ora relatados. 
115
Posteriormente, descrevem-se os procedimentos re-
alizados e os resultados obtidos, bem como as infor-
mações de cunho decisorial que puderam ser alcan-
çadas por intermédio da metodologia empregada.
2. CONCEITOS UTILIZADOS 
(REVISÃO DA LITERATURA) 
No estudo de caso realizado, foram empregados 
os conceitos relacionados com a Análise de Custos/
Volume/Lucro, que são enfatizados neste tópico.
Kaplan e Atkinson (1989) mencionam que di-
versas decisões gerenciais requerem a análise atenta 
do comportamento de custos e lucros em função das 
expectativas do volume de vendas. No curto prazo 
(menos que um ano), a maioria dos custos e preços 
dos produtos da empresa, podem, em geral, serem 
determinados. A principal incerteza não está relacio-
nada com custos e preços dos produtos, mas com a 
quantidade que irá ser vendida. A Análise de Custo/
Volume/Lucro aponta os efeitos das mudanças nos 
volumes de vendas na lucratividade da organização.
Horngren et al (1999) citam que a Análise de Cus-
to/Volume/Lucro é uma das mais básicas ferramen-
tas de avaliação utilizadas pelos gerentes. Esta análise 
examina o comportamento das receitas e custos totais, 
dos resultados das operações decorrentes de mudan-
ças ocorridas nos níveis de saídas (vendas), de preços 
116
de	venda,	custos	variáveis	por	unidade	ou	custos	fixos.	
Em geral, os administradores usam esta análise como 
uma ferramenta para ajudá-los a responder questões 
que envolvam expectativas quanto ao que acontecerá 
com	o	lucro,	se	houverem	modificações	nos	preços	de	
venda, nos custos e no volume vendido.
A Análise Custo/Volume/Lucro abrange os 
conceitos de Margem de Contribuição, Ponto de 
Equilíbrio e Margem de Segurança. O conceito de 
Margem de Contribuição que consta da obra do 
CRC-SP (2000) menciona que esta representa o va-
lor com que cada unidade de um produto fabricado 
e comercializado contribui para cobrir os custos de 
operação	(fixos)	da	empresa.	Obtém-se,	portanto,	a	
Margem de Contribuição pela dedução dos custos 
diretos (ou variáveis) do valor de venda. 
Quanto ao Ponto de Equilíbrio,De Rocchi 
(1997)	argumenta	que	este	é	definido	como	o	nível	
de atividade, no qual o valor das vendas totais iguala 
os custos totais, e a entidade não forma lucros nem 
sofre prejuízos. O Ponto de Equilíbrio é, portanto, o 
volume de operações que gera rédito nulo.
Em relação à Margem de Segurança, Bornia 
(2002) aduz que consiste no excedente das vendas 
da empresa sobre as vendas no ponto de equilíbrio. 
Consequentemente representa o quanto as vendas 
podem cair sem que haja prejuízo para a empresa.
117
A seguir, comentam-se os principais aspectos 
do estudo de caso em lume.
3. ESTUDO DE CASO
As próximas seções evidenciam o estudo de 
caso realizado numa empresa que comercializa ali-
mentos congelados, onde se efetuou a aplicação dos 
conceitos pertinentes à Análise Custos/Volume/Lu-
cro com o intuito de obter informações gerenciais. 
Neste sentido, são apresentados os procedimentos 
executados para obter os dados necessários, os cál-
culos pertinentes à análise efetuada e as informações 
oriundas da pesquisa.
3.1. Descrição da empresa estudada
O estudo ora relatado ocorreu numa empresa 
que tem como atividade principal a produção e co-
mercialização de alimentos congelados. Adotando o 
nome de fantasia Reran Sorvetes, tal entidade está si-
tuada na cidade de Armazém (sul de Santa Catarina), 
distante aproximadamente 200 km de Florianópolis.
Pelas suas características pode ser considerada 
uma microempresa, contando com o trabalho dos 
dois sócios e de apenas um funcionário, ocupando 
área física de apenas 81(oitenta e um) metros qua-
drados. A produção abrange um rol de cerca de qua-
118
renta produtos distintos, dispersos nas linhas “Pico-
lés”, “Sorvetes”, “Potes 2 litros”, “Potes 750 ml” e 
“Potes 10 litros”. 
A seguir são apresentados os procedimentos 
executados para efetuar a análise de custos visada.
3.2. Procedimentos realizados
Para executar a Análise de Custos/Volume/
Lucro desejada foram empregados procedimentos 
visando o levantamento dos dados necessários. Nes-
ta direção, após exame dos controles internos e de 
entrevistas com os responsáveis pelos setores da em-
presa, foram coligidas as seguintes informações: 
a) custo de compra das matérias-primas;
b consumo de cada matéria-prima por unidade 
de cada tipo de produto fabricado;
c) custo total com matérias-primas por unidade 
de cada produto;
d) determinação dos percentuais incidentes so-
bre o preço de venda, como tributos, comissões etc;
e) obtenção dos preços de vendas praticados 
por produto comercializado.
Em seguida, passou-se ao cálculo dos fatores 
envolvidos na Análise CVL, ou seja, calculou-se a 
119
margem de contribuição unitária dos produtos, a 
margem de contribuição total em função do volume 
mensal comercializado, o ponto de equilíbrio (em 
unidades e em valor) e a margem de segurança. As 
seções seguintes abordam os detalhes das etapas se-
guidas para a conclusão do estudo.
3.2.1. Cálculo do custo de compra das 
matérias-primas
O cálculo do custo da matéria-prima funda-
mentou-se	nos	valores	consignados	nas	notas	fiscais	
de compra das mesmas. Para obter o valor de cus-
to de cada matéria-prima foi considerada a equação 
constante	da	figura	13.
(+) Custo na NF (valor da mercadoria)
(-) Impostos recuperáveis fiscalmente
(+) Impostos não recuperáveis fiscalmente
(-) Descontos obtidos
Em função das características jurídicas da em-
presa pesquisada, nem todos os fatores da equação 
acima foram empregados. Por exemplo: uma caixa 
com 25 kg do insumo denominado “Liga Neutra” 
é comprada por R$ 109,00. Contudo, sobre tal pro-
duto não incidem impostos recuperáveis ou não 
Figura 13: Custo unitário de compra.
120
recuperáveis, bem como não há o gasto relativo ao 
transporte do material (frete). Logo, o custo unitário 
é R$ 4,36 (R$ 109,00 / 25 unidades).
Após determinar o custo de compra do rol de 
matérias-primas envolvidas na fabricação, passou-se 
à coleta de dados relativos ao consumo destes mate-
riais pelos diversos produtos fabricados. Tal proce-
dimento é enfocado na próxima seção. 
3.2.2. Consumo de matérias-primas
 por unidade fabricada
A quantidade consumida de insumos por uni-
dade	produzida	foi	obtida	pela	ficha	de	formulação	
do produto (também conhecida na empresa como 
“receita”). Tal informação já constava dos controles 
internos da empresa, o que facilitou o trabalho de 
coleta para os responsáveis pela pesquisa.
Para facilitar o entendimento, reproduzem-se 
na	figura	14	as	quantidades	de	matérias-primas	utili-
zadas na produção de um picolé de fruta.
Insumo Unidade Quantidade por 
produto
Açúcar kg 0,011607
Liga Neutra kg 0,000357
Cristalizado kg 0,000535
Água lit 0,053571
Palito pç 1,0
Caixa de Papel Pic pç 0,03400
Saquinho Bopp pç 1,0
121
Obtido o custo das matérias-primas envolvidas 
e o consumo exigido pela produção de uma unidade, 
calcula-se o custo total de matérias-primas. Tal pro-
cedimento é descrito no tópico seguinte.
3.2.3. Determinação do valor do custo 
total com matérias-primas
Na sequência do estudo realizado, foi calculado 
o valor total que cada unidade de produto consome 
de matérias-primas. Para determinar o custo unitário 
da matéria-prima de cada produto fabricado, mul-
tiplicou-se a quantidade de matéria-prima pelo seu 
custo	unitário	de	compra,	conforme	exemplificado	
no quadro 5.
 
Quadro 5: Custo unitário de fabricação - Pi-
colé de fruta. 
Matéria-prima Quantida-
de (a)
Custo Uni-
tário (b)
Custo total 
(a x b)
Açúcar 0,011607 1,190000 0,013812
Liga neutra 0,000357 4,360000 0,001557
Cristalizado 0,000535 10,80000 0,005778
Água 0,053571 0,002440 0,000131
Palito 1,000000 0,004300 0,004300
Caixa de 
Papel 0,432000 0,034000 0,014688
Saquinho 
Bopp 1,000000 0,030000 0,027500
Custo total 0,067766
122
Conforme	se	verifica	pelo	exemplo	acima,	um	
picolé de fruta custa R$ 0,067766 em termos de 
matérias-primas envolvidas no processo de fabri-
cação. Posteriormente, passou-se a coligir infor-
mações sobre os preços e quantidades vendidas do 
mix ofertado pela empresa estudada, conforme en-
focado nas próximas seções.
3.2.4. Preços de venda praticados e
 percentuais incidentes
Os	 preços	 de	 venda	 praticados	 são	 influen-
ciados pelo custo da matéria-prima, complexidade 
de produção e mercado consumidor. Picolés de 
produção	simplificada,	como	os	picolés	de	frutas,	
são vendidos por R$ 0,27. Por outro lado, pico-
lés cremosos, que necessitam de matérias-primas 
mais caras têm preços de venda maiores (em torno 
de R$ 0,35). Além disso, para produtos mais ela-
borados o preço pode atingir até R$ 1,00 (como é 
o caso do picolé “Rerano”), enquanto que na linha 
de sorvetes, um pote de 10 litros é vendido por R$ 
22,00. Tais dados foram obtidos na lista de preços 
praticados pela empresa pesquisada.
Para obtenção da Margem de Contribuição 
é necessário considerar no cálculo os percentuais 
incidentes	sobre	o	preço	de	venda.	Pela	configura-
ção jurídica atual a empresa é tributada pelo regime 
123
“Simples”	(legislação	tributária	específica	para	mi-
cro e pequenas empresas), enquadrando-se na faixa 
mínima de contribuição 3% (três por cento). 
Em função da estruturação comercial vigen-
te na entidade pesquisada não há o pagamento de 
comissões	sobre	vendas.	Verificou-se	também,	que	
não existem outros fatores (percentuais) incidentes 
sobre o faturamento.
Com os dados já disponíveis, foi executado o 
cálculo da margem de contribuição, mencionado 
no próximo tópico.
3.3. Cálculo da Margem de Contribuição 
(unitária, percentual e total)
Como mencionado, anteriormente, a Análise 
Custos/Volume/Lucro envolve principalmente os 
conceitos de margem de contribuição, ponto de 
equilíbrio e margem de segurança. O ponto de par-
tida é a determinação do valor da margem de con-
tribuição e a forma como se realizou tal cálculo é 
exemplificada	no	quadro	6.
Quadro 6: cálculo da margem de contribuição 
- Picolé de fruta. 
124
Preço de Venda por unidade R$ (a) 0,27000
Custo de Matéria-prima por unidade 
R$(b) 0,10027
Percentuais incidentes s/ Preço de 
Venda R$ (c = a x 3%) 0,00810
Margem de Contribuição em R$ por 
unidade (d = a - b- c) 0,16163
Margem de Contribuição Percentual 
por unidade (e=[d/a] x100) 59,86 %
Unidades vendidas por mês (f) 2 870
Margem de Contribuição Total R$ 
(g=d x f) 463,89
Ou seja, para obter o valor da margem de con-
tribuição unitária de todos os produtos (item “d” 
do quadro acima), do preço de venda (item “a”) foi 
deduzido o custo de matérias-primas (item “b”) e 
o valor dos percentuais incidentes sobre o preço de 
venda unitária de cada mercadoria (item “c”). 
Em seguida, dividiu-se a margem de contri-
buição unitária em reais (item “d”) pelo preço de 
venda do produto (item “a”) para estipular a mar-
gem de contribuição percentual (item “e”). Ainda, 
foi calculada a margem de contribuição total em 
reais,	que	significa	o	quanto	cada	produto	gerou	de	
margem de contribuição no período em virtude do 
volume vendido. Tal informação é obtida pela mul-
tiplicação das unidades vendidas (item “f ”) pela 
Margem de Contribuição unitária em reais (item 
125
“d”). Neste cálculo, foi considerado o volume de 
vendas efetivo no período de pesquisa.
Por questão de espaço, apenas foi exempli-
ficado	 cálculo	 da	margem	de	 contribuição	 de	 um	
produto. Entretanto, a margem de contribuição 
total, englobando todos os produtos comercializa-
dos pela empresa no período de estudo, foi de R$ 
5.858,29 (cinco mil oitocentos e cinquenta e oito 
reais e vinte e nove centavos). Para tanto, o volu-
me total de vendas no período pesquisado foi de 
11.445 (onze mil quatrocentos e quarenta e cinco 
unidades).	Com	isso,	o	picolé	de	frutas	exemplifi-
cado na tabela 2 representa 7,92% da margem de 
contribuição total e 25,08 % das vendas em unida-
des do período.
Após obter os valores relativos à margem de 
contribuição, passou-se ao cálculo do ponto de 
equilíbrio, conforme enfocado na próxima seção. 
 
3.4. Determinação do Ponto de Equilíbrio 
(unitário em R$ e unitário em unidades)
A determinação do ponto de equilíbrio em 
unidades, para um “mix” de produtos é dividida 
em duas etapas. Primeiro é necessário encontrar o 
ponto de equilíbrio total, obtido pela fórmula men-
cionada	na	figura	15.	
126
PE Unidade Mix =______________
 (∑ MCUi x Xi ) / (∑ Xi)
Custos Fixos
Figura 15 – Fórmula do Ponto de Equilíbrio Mix em 
unidades.
As variáveis envolvidas na referida fórmula são:
a) Custos fixos: neste se considera os custos 
fixos	 (gastos	 que	 não	 variam	 em	 função	 do	 volu-
me produzido) da empresa no período abrangido. 
Saliente-se que neste estudo de caso, para efeito de 
simplificação,	 foram	 considerados	 como	 custos	fi-
xos fatores que, ao rigor da literatura, poderiam ser 
enquadrados como despesas. Entretanto, tal pro-
cedimento não prejudica a análise desenvolvida. O 
levantamento realizado evidenciou que empresa es-
tudada gasta, em média, o montante de R$ 2.515,00 
(dois mil, quinhentos e quinze reais) neste quesito. 
Tais valores são oriundos de rubricas como “Salá-
rios”, “Pro labore”, “Energia Elétrica”, “Água”, 
“Assinatura de Periódicos”, “Telefone”, “Combus-
tíveis”, “IPTU”, dentre outros fatores;
b) ∑ MCUi x Xi: neste item, insere-se o so-
matório (∑) valor da margem de contribuição total 
do	 período,	 onde	 “MCUi”	 significa:	 “Margem	 de	
contribuição unitária de cada produto” e “Xi” re-
presenta a quantidade vendida de cada produto. As-
sim, multiplicando “MCUi” por “Xi”, encontra-se 
127
a Margem de Contribuição Total em reais;
c) ∑ Xi:	significa	o	somatório	(∑)	do	volume	
vendido no período (Xi). 
Considerando os dados coletados, para a em-
presa em estudo o PE Unidade Mix foi calculado 
conforme	a	figura	16.
Figura 16: – Cálculo do Ponto de Equilíbrio 
Mix em Unidades da Empresa Pesquisada.
PE Unidade Mix = Custos Fixos
(∑ MCUi x Xi ) / (∑ Xi)
= R$ 2.587,00 
R$ 5.858,29 / 11.445 unidade.
= 5.054 unidade. 
Obtido o número total de unidades, calcula-se 
quanto desse total refere-se a cada produto indivi-
dualmente. Para isso, basta aplicar o percentual das 
vendas de cada produto sobre o PE Unidade Mix. 
Por exemplo, o picolé de frutas representa 25,08% 
do volume vendido, logo seu ponto de equilíbrio 
em unidades corresponde a 1.267,38 unidades. 
Para obter o Ponto de Equilíbrio Mix em Re-
ais basta multiplicar o Ponto de Equilíbrio Mix em 
Unidades de cada produto pelo respectivo Preço de 
Venda em Reais. No caso do picolé de frutas utili-
zado nos exemplos anteriores, o PE Mix em Reais 
é de R$ 342,19 (trezentos e quarenta e dois reais e 
dezenove centavos).
128
Convém ressaltar que a análise do ponto de 
equilíbrio pode ser moldada conforme o interesse 
informativo do administrador. Com isso, cabe que 
o modelo original seja adaptado para obtenção de 
outras informações gerenciais requisitadas, como 
o Ponto de Equilíbrio “Financeiro” e o Ponto de 
Equilíbrio “Econômico”. 
No caso do Ponto de Equilíbrio Financeiro, 
calcula-se	o	nível	de	atividades	suficientes	para	pa-
gar	 os	 custos	 e	 despesas	 variáveis,	 os	 custos	 fixos	
(excetuada a depreciação) e outras dívidas vincendas 
no	período	(como	empréstimos	ou	financiamentos	
bancários). Para calculá-lo, na fórmula apresentada 
na	figura	3,	basta	acrescentar	aos	custos	fixos	o	valor	
das dívidas que se almeja saldar no período e deduzir 
o valor relativo às depreciações (que não represen-
tam desembolso).
No que tange ao Ponto de Equilíbrio Econômi-
co, determina-se a quantidade de vendas necessárias 
para alcançar o lucro desejado para certo período. 
Em termos de alterações na fórmula do ponto de 
equilíbrio, somente é necessário acrescentar ao valor 
dos	custos	fixos	o	montante	desejado	de	lucro	para	
o período em questão, ou outros itens que se deseje 
inserir (como o custo do capital próprio ou de ter-
ceiros, por exemplo).
129
3.5. Cálculo da Margem de Segurança 
(em R$ e em unidades)
A Margem de Segurança em Unidades pode 
ser entendida como o volume das vendas que su-
pera o Ponto de Equilíbrio em Unidades. Como 
demonstrado anteriormente, o volume total ven-
dido pela empresa no período-base da pesquisa foi 
de 11.445 unidades e o ponto de equilíbrio calcu-
lado foi de 5.054 unidades. Logo, a empresa apre-
senta uma venda superior ao seu ponto de equilí-
brio em 6.391 unidades, sendo esta a sua margem 
de segurança em unidades atualmente. Tal cálculo 
também pode ser realizado para cada produto, 
obtendo-se a Margem de Segurança em unidades 
individualizada dos itens comercializados.
Para calcular a Margem de Segurança em Re-
ais de cada produto, basta multiplicar a Margem 
de Segurança em Unidades pelo preço de ven-
da respectivo. No caso, a margem de segurança 
total da empresa no período estudado foi de R$ 
5.142,63 (cinco mil cento e quarenta e dois reais e 
sessenta e três centavos). Além dos fatores men-
cionados, o estudo realizado possibilitou projetar 
o resultado mensal da empresa, conforme enfati-
zado no tópico seguinte. 
130
3.6. Projeção da Demonstração
 do Resultado
Os dados coletados para implementar a Análi-
se Custos/Volume/Lucro possibilitaram que fosse 
projetada uma Demonstração do Resultado Mensal. 
Para tal projeção foram deduzidos do faturamento 
bruto da empresa (R$ 9.209,51) os custos e des-
pesas variáveis (R$ 3.351,22) e os custos indiretos 
(R$ 2.587,00). O saldo desta equação (R$ 3.271,29) 
representa o resultado mensal obtido pela empresa. 
Tal cálculo pode ser efetuado com base nas vendas 
realizadas num determinado período ou com o vo-
lume projetado. 
O quadro 7 apresenta, resumidamente, a projeção 
do resultado mensal da empresa no período de estudo.
Demonstração Do 
Resultado Projetado
VALOR R$ % DO TOTAL
Faturamento Bruto 
(Vendas)
9.209,51 100,00%
Custos E Despesas 
Variáveis
3.351,22 -36,39%
Margem Contribuição 5.858,29 63,61%
Custos Indiretos Men-
sais
2.587,00 -28,09%
Resultado Mensal 3.271,29 35,52%
Quadro 7: demonstração do resultado projetado.
131
Os valoresmencionados na tabela 3 eviden-
ciam a participação de cada componente do resul-
tado mensal da empresa e indicam que o resultado 
do período foi de R$ 3.271,29 (três mil duzentos e 
setenta e um reais e vinte e nove centavos), impli-
cando num percentual de 35,52% do faturamento. 
Constatou-se, ainda, que o percentual de margem 
de contribuição total foi de 63,61%, denotando 
uma alta rentabilidade, se considerados, apenas, os 
fatores envolvidos diretamente com a fabricação e 
venda dos produtos. 
A próxima seção traz uma lista de informa-
ções que puderam ser obtidas com base na Análise 
Custos/Volume/Lucro ora comentada.
3.7. Outras informações oriundas da 
Análise Custos/Volume/Lucro efetuada
Em relação aos benefícios informativos oriun-
dos dos relatórios elaborados e apresentados, resu-
midamente, nas seções anteriores, cabe que sejam 
salientadas também outras informações gerenciais 
importantes, provenientes do estudo realizado.
Ao confrontar a margem de contribuição 
proporcionada por cada produto fabricado com o 
respectivo tempo de produção, foi possível aferir a 
“Rentabilidade do produto pelo fator de restrição 
(tempo gasto)”. Ou seja, considerando como fator 
132
de restrição da capacidade produtiva o tempo de 
fabricação de cada unidade determinaram-se quais 
os produtos deveriam ser produzidos prioritaria-
mente em cada linha comercializada.
A	figura	17	mostra	o	relatório	que	evidencia	a	
rentabilidade de cada produto em função do tempo 
gasto para fabricar os produtos da linha “Sorvetes”.
PRODUTOS MCunit.R$ Tempo Prod. MC/Fator 
Restritivo
Rerano 0,56193 30”/unid. 0,018731
Sundae (Morango) 0,48818 27,5”/unid. 0,017752
Sundae (Flocos) 0,49246 27,5”/unid. 0,017908
Sundae 
(Chocolate) 0,40399 27,5”/unid. 0,014690 
Sorvetinho
 (Morango) 0,26830 18,33”/unid. 0,014637
Sorvetinho 
(Chocolate) 0,22980 18,33”/unid. 0,012537 
Figura 17: margem de Contribuição por Fator Restritivo.
Para facilitar o entendimento, considere-se que 
o produto Rerano tem Margem de Contribuição 
unitária de R$ 0,56193 e leva 30 segundos para fabri-
car uma unidade. Assim, sua rentabilidade por fator 
restritivo é de 0,018731 (R$ 0,56193/30 segundos). 
Tal cálculo pode ser utilizado para estabelecer a or-
dem de prioridade de produção, pois os produtos 
que rendem mais por unidade de tempo empregada 
na sua fabricação é que devem ser priorizados.
133
Outra informação importante obtida foi a par-
ticipação de cada linha comercializada no montante 
da margem de contribuição do período pesquisado. 
Pelo somatório das margens de contribuição totais de 
cada produto, apurou-se a margem de contribuição 
total em reais de cada linha de comercialização. Com 
isso, estabeleceu-se o percentual que as linhas têm do 
valor vendido mensalmente. Essa participação pode 
ser melhor visualizada no quadro 8, a seguir.
RENTABILIDADE 
TOTAL 
DAS LINHAS
VALOR R$ % DO TOTAL
Picolés 1.961,71 33,49%
Sorvetes 840,90 14,35%
Potes 2 Litros 615,49 10,51%
Potes 750 Ml 347,77 5,94%
Potes 10 Litros 2.092,42 35,72%
Quadro 8: participação das linhas na margem
 de contribuição total do período.
Pelo	 exposto,	 verifica-se	 que	 da	 Margem	 de	
Contribuição Total em reais obtida pela empresa 
no período enfocado, a linha de “Potes 10 Litros” 
possui a maior participação (com 35,72% do total), 
seguida pela linha de “Picolés” (com 33,49%), “Sor-
vetes” (com 14,35%), “Potes 2 Litros” (10,51%) e 
“Potes 750 ml” (com 5,94%).
A próxima seção traz um resumo das informa-
ções proporcionadas pela análise de custos efetuada.
134
3.8. Síntese das informações 
proporcionadas pelo trabalho realizado
Dentre os benefícios proporcionados à empre-
sa pela Análise de Custos/Volume/Lucro, convém 
ressaltar as seguintes contribuições:
a) Cálculo do custo de compra de todas as ma-
térias-primas;
b)	Elaboração	da	ficha	técnica	dos	produtos,	ou	
seja, o consumo efetivo de cada matéria-prima por 
tipo de produto;
c) Determinação do custo total de matéria-pri-
ma de cada produto comercializado;
d) Análise de rentabilidade dos produtos vendi-
dos através da margem de contribuição unitária em 
R$ ou %, bem como da margem de contribuição to-
tal de cada produto;
e) Simulações quanto ao ponto de equilíbrio em 
unidades e em valor;
f) Determinação do volume necessário de ven-
das para atingir determinado lucro (ponto de equilí-
brio econômico);
g) Cálculo do volume de vendas suficiente 
para pagar as contas mensais (ponto de equilíbrio 
financeiro);
h) Determinação da margem de segurança em 
unidades e em reais (diferença entre vendas efetivas e 
o ponto de equilíbrio);
135
i) Simulação de cenários quanto a aumentos ou 
diminuições	 de	 custos	 fixos	 e	 variáveis,	 preços	 de	
venda e volumes comercializados, bem como a res-
pectiva	influência	no	lucro	do	período;
j) Projeção do resultado mensal, com base nas 
vendas previstas;
k) Determinação do resultado mensal em fun-
ção das vendas efetivas realizadas no período.
Na sequência são mencionadas as considera-
ções	finais	do	estudo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme atestam diversas estatísticas, cons-
tantemente, veiculadas na imprensa brasileira, há 
uma grande “mortalidade” de pequenas empresas 
poucos meses após o início das atividades. Talvez 
uma das causas para esta indesejada realidade nacio-
nal, seja a baixa utilização de ferramentas gerenciais, 
em	especial	na	área	financeira.
Dentre as possibilidades disponíveis na seara 
da contabilidade gerencial encontra-se a Análise de 
Custos/Volume/Lucro enfocada neste artigo. Tal 
ferramenta gerencial há muito vem sendo conside-
rada pela literatura técnica pertinente como pródi-
ga em ofertar subsídios decisoriais consistentes aos 
gestores. Conforme evidenciado, sua aplicabilidade 
é perfeitamente possível também em organizações 
136
industriais de pequeno porte, como a empresa men-
cionada nesta pesquisa.
Assim, é pertinente que os administradores e 
contadores ligados às empresas de pequeno porte 
tentem entender e aplicar os conceitos abrangidos 
pela Análise Custos/Volume/Lucro em tais organi-
zações, como forma de otimizar o desempenho das 
mesmas. Assim, terão melhores condições para evi-
tar	ou	diminuir	as	dificuldades	de	gerenciamento	das	
atividades	financeiras	que	levam	diversas	empresas	à	
falência pouco tempo depois de iniciadas.
137
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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140
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rencial: um enfoque em sistema de informação con-
tábil. 7.ª ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
PADOVEZE, Clóvis Luís. Curso Básico Ge-
rencial de Custos. São Paulo: Pioneira Thomson Le-
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PADOVEZE, Clovis Luiz. Contabilidade Ge-
rencial. 4.ª ed. São Paulo: Atlas, 1994. 
PASSARELLI, João; BOMFIM, Eunir de 
Amorim. Orçamento Empresarial: como elaborar e 
analisar. São Paulo: IOB. 2003. 
GABARITO
QUESTÕES – UNIDADE 1
1. “Dois dos principais marcos do surgimento 
da Contabilidade de Custos foram a 3.ª Revolução 
Industrial e o surgimento do modelo Fordista de 
Produção.”	Comente	esta	afirmação	a	luz	da	mudan-
ça do modelo fabril da época e a necessidade de um 
gerenciamento mais adequado.
O aluno deverá abordar nesta questão a mu-
dança do modelo fabril de artesanal para indus-
trial, que foi fortalecido pela Revolução Industrial 
e surgimento do modelo fordista de produção. O 
aumento da produtividade, consequentemente, 
exigiu um gerenciamento mais rigoroso de entra-
da e saída de produtos nas fábricas. 
2.	Defina	Contabilidade	de	Custo,	 sua	 impor-
tância e seus benefícios para a organização.
A contabilidade de custos é, em suma, um ramo 
da contabilidade que se destina a produzir informa-
ções para diversos níveis gerenciais. A contabilidade 
de	 custos	 coleta	 classifica	 e	 registra	os	dados	ope-
racionais das diversas atividades da empresa. Desta 
forma, permite melhor gerenciamento, competitivi-
dade e atenção ao mercado. 
3. Diferencie custo, gasto e despesa e dê um 
exemplo de cada:
- Custo: é um tipo de gasto aplicado à utiliza-
ção de um bem ou serviço (matéria-prima) para a 
produção	do	produto	final	oferecido	pela	empresa.	
Por exemplo: a compra de um tecido que será trans-
formado em tapete por uma tapeçaria. O valor gasto 
com o tecido é um custo de produção. 
- Gasto: o gasto é uma compra de qualquer pro-
duto ou serviço que gere, imediatamente, impacto 
no balanço patrimonial da empresa. Por exemplo: o 
tecido comprado por uma tapeçaria é um gasto (co-
locado em estoque), que ao ser utilizado na linha de 
produção vira um custo. 
- Despesa: a despesa também é uma forma de 
gasto que gera redução, imediata nas riquezas da or-
ganização. A despesa para Assef (1999) é um gas-
to necessário para a obtenção de receitas, mas que 
não está diretamente ligada à produção de um bem 
ou serviço. Por exemplo: a comissão do vendedor é 
uma despesa, necessária para a geração de receita, 
mas não interfere no custo produtivo. 
4. Nas palavras de Ferreira (2013), custo é o 
consumo de um fator de produção, medido em ter-
mos monetários para a obtenção de um produto. 
Discorra	sobre	esta	afirmação.
O	autor	quer	mostrar	que	podem	ser	 classifi-
cados como custos todos aqueles despendimentos 
financeiros	 realizados	pela	organização	para	a	pro-
dução do bem/produto/serviço que será vendido 
para a geração de receita. 
5. A comissão de venda paga a um vendedor é 
um	custo,	despesa	ou	gasto?	Justifique.
É	 uma	 despesa.	 Ela	 influencia	 na	 geração	 de	
receitas, mas não está diretamente ligada à linha de 
produção de um produto para venda. 
QUESTÕES – UNIDADE 2
1. O que são custos diretos? O que são custos 
indiretos? Cite um exemplo de cada um destes cus-
tos em uma empresa que produz chocolates. 
Custos diretos são aqueles custos que interfe-
rem	diretamente	no	custo	final	do	produto	e	po-
dem	ser	claramente	identificados,	não	necessitan-
do de rateio. Por exemplo: o cacau utilizado pela 
fábrica. Já, custos indiretos são aqueles que gerem 
custo para o produto acabado, mas não podem ser 
diretamente associados ao produto, o que necessi-
ta de um rateio, como por exemplo, o aluguel do 
espaço físico da fábrica. 
2. “Os custos podem adquirir diferentes e simul-
tâneas	classificações	ao	longo	do	processo	produtivo	
de uma empresa.” Esta informação é verdadeira ou 
falsa?	Justifique	citando	um	exemplo	prático.	
Esta	é	uma	afirmação	verdadeira,	pois	dentre	as	
diferentes	classificações	de	um	custo,	deve-se	desta-
car que elas são complementares e não substitutivas. 
Por exemplo, em uma indústria de calçado, o couro 
utilizado	pode	ser	classificado	como	direto	e	contro-
lável,	ou	ainda,	como	direto,	controlável	e	fixo.	
3. “Os custos variáveis podem aumentar de 
acordo	com	o	aumento	da	produção,	mas	ao	final,	
o preço de produto pode cair de acordo com o au-
mento	da	quantidade	produzida.”	Esta	é	uma	afir-
mação	verdadeira.	 Justifique	utilizando	argumentos	
desta unidade de estudo. 
Os	custos	variáveis	fazem	com	que	o	custo	final	
do produto acabado seja alterado. Em um determi-
nado período da produção, estes custos podem gerar 
aumento	ao	produto,	mas	ao	final	da	produção,	estes	
custos podem ser divididos entre a produção total, e 
logo o custo unitário diminuirá, quanto maior for a 
produção total, menor o custo unitário. 
4. Nas palavras de Ferreira (2013), custo é o 
consumo de um fator de produção, medido em ter-
mos monetários para a obtenção de um produto. 
Discorra	sobre	esta	afirmação.
O autor quer mostrar que tudo aquilo que está 
envolvido na linha de produção para a obtenção de 
um produto para venda, e consequente, geração de 
receita para a organização deve ser transformado em 
uma unidade monetária para cálculo de custos inci-
dentes sobre a produção. 
5. Diferencie custos primários de custos de 
transformação. Qual exerce maior impacto sobre o 
processo produtivo? 
Custos primários são os custos que apresentam 
a soma do custo da mão de obra e da matéria-prima 
aplicadas diretamente sobre a produção. Custo de 
transformação é a somatória dos custos indiretos e 
da mão de obra utilizada na linha de produção. O de 
maior impacto é o primário, pois inclui os custos que 
geram um impacto direto e variável sobre a linha de 
produção. 
QUESTÕES – UNIDADE 3
1. Apresente a diferença entre produto e 
mercadoria. Em sua opinião, são nos produtos ou 
nas mercadorias que os custos são mais fáceis de 
serem reduzidos?
O produto é o resultado de uma linha de produ-
ção própria que pode ser vendido a um consumidor 
final	(sem	intermediários	de	venda	entre	produtor	e	
consumidor) e a mercadoria é um produto adquirido 
por um intermediário para que possa ser feita a ven-
da	para	o	consumidor	final.	Os	custos	nos	produtos	
são mais fáceis de serem reduzidos, porque não têm 
os custos embutidos do intermediário. 
2. O custo de produção acabada e custo de pro-
dução por período são momentos diferentes da apu-
ração de custos. Disserte, sucintamente, sobre cada 
um deles. 
As organizações dividem suas produções por 
períodos, para que possam melhor administrar a 
mão de obra, a supervisão, a legislação trabalhista, 
o estoque. Muitas indústrias dividem seus perío-
dos produtivos por turnos, por dias, por horas, e 
até mesmo por semana. Este espaço de tempo em 
que são mensurados os custos da produção é cha-
mado de Custo por Período de Produção. Custo 
de Produção no Período é a soma dos custos di-
retos, indiretos, gerais e matéria-prima utilizados, 
incorridos durante um determinado período de 
produção. Além do período produtivo da empre-
sa, visto acima,124
124
133
35
9
UNIDADE 1
Introdução à Contabilidade
 de Custos
Caro(a) aluno(a)
Nesta unidade, iremos estudar a história, 
evolução e aplicação da contabilidade de custos e 
a terminologia adotada pelos gestores. O objetivo 
deste estudo é compreender a importância, a apli-
cação e os impactos da contabilidade de custos 
nas	organizações.	Ao	final	desta	unidade,	o	aluno	
conseguirá entender a importância da contabilida-
de de custos e estará apto a diferenciar os vários 
movimentos	financeiros	de	uma	empresa	(gastos,	
custos, despesas, investimentos).
Conteúdos da Unidade
Nesta unidade, será apresentado o conceito, a 
evolução e aplicação da Contabilidade de Custos, 
bem como os termos que são utilizados na gestão 
de custos e que serão, amplamente, citados no de-
correr deste material. 
10
1.1. Contabilidade de Custos 
Apresentação
Segundo Gesbanha (2007), os primeiros re-
gistros de Contabilidade estão datados do período 
Medieval, onde o estudo de matemática, pesos e 
medidas começaram a surgir. A invenção do moi-
nho de vento, o aperfeiçoamento da bússola foram 
marcos na produção industrial da época, já que o 
moinho facilitava a produção e o aperfeiçoamento 
da bússola, abria novos horizontes aos navegado-
res. Com o crescimento do comércio exterior, im-
pulsionado pelas navegações, veio a necessidade de 
se controlar os lucros dos comerciantes, e, assim, 
surgiu o livro caixa. 
O aperfeiçoamento da Ciência Contábil, ain-
da de acordo com Gesbanha (2007), aconteceu 
nos séculos XII e XIII, com o advento do Ca-
pitalismo. E no século XIV, com a formalização 
das navegações e comércio com outros continen-
tes foram necessários que os custos começassem 
a ser registrados, como por exemplo, o custo de 
aquisição, o custo de mão de obra e transporte. Os 
custos eram contabilizados (ou registrados) a cada 
fase do processo de venda, desde a aquisição, pas-
sando pelo tingimento de tecidos, até a entrega ao 
comprador. Datam destes períodos os primeiros 
registros da Contabilidade de Custos. 
11
Após as três revoluções industriais (que resul-
tou no uso da energia elétrica como fonte de força 
para a produção) e o surgimento do modo fordista 
de produção (produção em massa que visa à redu-
ção de custos para tornar produtos acessíveis a di-
versas classes sociais), o mercado evoluiu e paralelo 
ao crescimento populacional e urbano – as pessoas 
começaram a migrar do campo para as cidades em 
busca de melhores condições de vida – surgiu o 
modelo de produção denominado fabril, que subs-
tituiu o modelo doméstico ou familiar de produção, 
predominante até então. 
“O modelo de produção fabril começou a nascer 
quando o antigo intermediário do sistema doméstico 
começou a perceber que o sistema doméstico não era 
bastante ágil e produtivo para atender o crescimento 
acelerado de centros urbanos e a demanda produtiva, e 
passou a introduzir mudanças radicais na estrutura da 
organização produtiva. Levantando vultosos capitais, 
inventou a fábrica: tirou o artesão e seus ajudantes de 
casa, transformou-os em simples assalariados, pondo-os 
a trabalhar nas instalações e com equipamentos de sua 
propriedade. Agora, o mestre artesão, bem conceituado 
e independente, transformou-se em feitor ou supervi-
sor de fábrica.” (PASSARRELLI et al, 2003, pág.10)
12
E, desta forma, nasceu a Contabilidade de Cus-
tos, que, segundo Padoveze (2003), pode-se associar 
o seu nascimento ao surgimento do Capitalismo in-
dustrial,	e	o	autor	ainda	afirma,	que	a	Contabilida-
de de Custos tornou-se uma ferramenta de geren-
ciamento de relevante destaque para as empresas, 
fornecendo informações que embasem decisões 
estratégicas e auxiliem os gestores nos investimen-
tos,	redução	de	custos	operacionais,	precificação	de	
produtos e serviços e outros. 
A Contabilidade de Custos, de acordo com Pa-
doveze (2003), é um sistema contábil que analisa e 
fornece informações internas (gestores, diretores, 
conselho administrativo), ao contrário da Contabili-
dade Geral que visa fornecer dados e relatórios para 
atender necessidades externas (acionistas, governo, 
fornecedores). Para a construção de relatórios ge-
renciais em Contabilidade de Custos é possível que 
dados físicos ou monetários sejam pesquisados nas 
empresas. Chamamos de dados físicos unidades 
produzidas em determinado tempo, quantidade de 
horas trabalhadas, demanda de estoque. E de dados 
monetários valores pagos a funcionários, fornece-
dores, custo de produção. A empresa que adota a 
Contabilidade de Custos em sua gestão tem mais 
facilidade para controlar estoques, apurar custos de 
produção, preço por unidade e valor de venda, em-
basar orçamentos e projeções de longo prazo. 
13
Para Vasquez (1971), a Contabilidade de custos 
é uma subdivisão da contabilidade geral que foca nos 
gastos realizados e necessários para que seja possível a 
comercialização de um produto ou serviço. A Contabi-
lidade de Custos, ainda segundo o autor, registra toda a 
movimentação dos fatores de produção que geram al-
gum tipo de custo. Dentre suas vantagens pode-se des-
tacar que auxilia nas ações de melhorias operacionais 
das organizações, a determinação de custos por perí-
odo de produção, ações de redução de custos, melhor 
alocação de recursos e embasar decisões estratégicas. 
A Contabilidade de Custos é, em suma, um ramo 
da contabilidade que se destina a produzir informações 
para diversos níveis gerenciais. A Contabilidade de Cus-
tos	coleta	classifica	e	registra	os	dados	operacionais	das	
diversas atividades da empresa. Na maioria das vezes, 
estes dados são internos, mas em algumas situações, 
para adequações mercadológicas, podem ser dados ex-
ternos que serão comparados aos dados da organiza-
ção. Estes dados podem ser históricos, estimados, pa-
dronizados	ou	produzidos	pelo	profissional	de	custos.	
1.2. Terminologias em Contabilidade 
de Custos
Antes da continuação do estudo da Contabilida-
de	de	Custos	e	sua	influência	dentro	das	organizações	
é necessário que se conheça alguns termos utilizados 
14
pelos	profissionais	da	área.	Em	muitos	casos,	as	pes-
soas fazem confusão sobre estes termos, em que, por 
exemplo, custo e despesa não são sinônimos. 
- Contabilidade: é o ato de contabilizar, con-
trolar e averiguar dados empresariais. Para Bierman 
Jr. (apud LEONE, 1195, pág.3) é a linguagem do 
negócio em relatórios e dados gerenciais. 
- Custo: é um tipo de gasto aplicado à utiliza-
ção de um bem ou serviço (matéria- prima) para a 
produção	do	produto	final	oferecido	pela	empresa.	
Por exemplo: a compra de um tecido que será trans-
formado em tapete por uma tapeçaria. O valor gasto 
com o tecido é um custo de produção. 
- Gasto: o gasto é uma compra de qualquer 
produto ou serviço que gere, imediatamente, im-
pacto no balanço patrimonial da empresa. Por 
exemplo: o tecido comprado por uma tapeçaria é 
um gasto (colocado em estoque), que ao ser uti-
lizado na linha de produção vira um custo. Assef 
(1999, pág. 26) diz: “que gastos são os sacrifícios 
financeiros	de	uma	empresa,	que	podem	se	tornar	
investimentos, custos ou despesas. 
- Investimento: o investimento é quando o 
gasto tende a gerar melhorias para a organização. 
O investimento para Assef (1999, pág. 26) são os 
processos de melhorias empresariais visando agilida-
de, aumento da capacidade produtiva e aumento da 
15
qualidade. Para exemplo de investimento pode-se a 
aquisição de uma nova máquina ou treinamento da 
equipe de produção. 
- Despesa: a despesa também é uma forma de 
gasto que gera redução, imediata nas riquezas da or-
ganização. A despesa para Assef (1999) é um gas-
to necessário para a obtenção de receitas, mas que 
não está, diretamente, ligada à produção de um bem 
ou serviço. Por exemplo: a comissão do vendedor é 
uma despesa, necessária para a geração de receita, 
mas não interfere no custo produtivo. 
A diferenciação entre custos e despesas é de 
relevante importância para Contabilidade de Cus-
tos, pois os custos estão incorporadostoda organização deve estabelecer 
um ciclo de produção. O ciclo de produção com-
preende vários períodos, ou seja, a indústria de 
automóveis utilizada, hipoteticamente, no exem-
plo acima estabelece um ciclo produtivo semanal. 
Desta forma, a cada sete dias encerra-se um ciclo 
produtivo que compreende 21 períodos (3 perío-
dos por dia multiplicado por sete dias). Para este 
ciclo, também, é calculado um custo, chamado de 
custo de produção acabada. 
3.	Apresente	os	principais	fatores	que	influen-
ciam na formação de preço de um produto. 
Os custos, o mercado, a concorrência, a eco-
nomia, margem de lucro, giro de estoque, oferta e 
demanda. 
4. Disserte sobre como os sistemas PEPS e 
UEPS podem gerar um super lucro ou sublucro para 
a organização. 
Sistema de preço de venda com base no es-
toque apresenta duas vertentes: o first in, first 
out, e o first in, last out. O primeiro consiste em 
vender primeiro os produtos que foram com-
prados/produzidos primeiro. E o segundo, vai 
ao caminho contrário, vende primeiro o que foi 
comprado/produzido por último. O PEPS pode 
gerar um sublucro, caso o preço de venda do pri-
meiro a entrar esteja abaixo do mercado atual, e o 
UEPS pode gerar um superlucro, caso o preço de 
venda do último produto a entrar em estoque es-
teja bem acima do custo do estoque já existente. 
5. Por que pode ser perigoso determinar o pre-
ço de um produto com base, apenas, na concorrên-
cia? 
Não se sabe ao certo qual a prática adotada pela 
concorrência, se existe um produto que “paga” os 
custos do outro. Um concorrente pode criar pro-
moções que a sua empresa não está pronta para en-
frentar e arcar com os custos da mesma. Apesar de 
ter que levar em conta as práticas da concorrência, 
é necessário que se analise os reais custos da sua or-
ganização, pois se o seu preço está muito acima do 
mercado, isso pode ser um erro de produção ou ad-
ministração, que está gerando aumento dos custos 
diretos e indiretos. Por outro lado, se o preço está 
muito abaixo do mercado, pode parecer como de-
preciador para o consumidor, e seus lucros e resul-
tados operacionais podem estar comprometidos. A 
concorrência deve servir como um norte, mas não 
como um fator decisivo.
QUESTÕES – UNIDADE 4
1. Escolha três modelos de custeio, vistos nesta 
unidade, e disserte sobre cada um deles. 
Os métodos de custeio escolhidos são: absor-
ção (leva em consideração todos os custos diretos e 
indiretos,	fixos	e	variáveis,	que	 incorrem	durante	a	
produção); custeio por atividade (divisão da organi-
zação em atividades); custeio UEP (resultados da soma 
de todos os esforços parciais ao longo da produção).
2. Para uma indústria que produz sabão em pó 
podemos	afirmar	que	o	melhor	método	de	acumu-
lação de custos é o por ordem. Verdadeiro ou falso? 
Justifique	sua	resposta.	
É	uma	afirmação	 falsa.	Acumulação	por	or-
dem é quando a empresa trabalha sob encomenda, 
com pedidos personalizados. Em uma fábrica de 
sabão em pó, a acumulação mais apropriada é a 
por processo. 
3. Para a mesma indústria de sabão em pó qual 
seria o melhor método de custeio a ser adotado? 
Não	se	pode	afirmar	qual	o	melhor	método	de	
custeio para uma empresa, sabendo-se, apenas, so-
bre o produto gerador de receita. Para se responder 
a esta questão seria necessário entender o modelo de 
produção, o sistema de gestão e o giro de estoque.
4. Quais são os modelos de custeio tradicio-
nais? Quais são os contemporâneos? Apresente a 
diferença entre eles. 
As metodologias de custeio tradicional tiveram 
suas bases na mão de obra direta e na matéria-prima 
utilizada na produção, o que focava o custeio na li-
nha de produção. Já, os custeios tidos como contem-
porâneos, de forma geral, além do cálculo de custos 
do produto acabado contribuem para melhor com-
petitividade das empresas, pois fornecem além do 
custo, informações gerenciais e mercadológicas mais 
precisas que os modelos de custeio tradicionais, por-
que	incluem	no	cálculo	dos	custos	as	influências	dos	
custos indiretos na fabricação do produto.
- Absorção e suas variações (tradicional)
- ABC (Custeio por Atividades) (Contemporâ-
neo); 
- UEP (Unidade de Esforço de Produção) 
(Contemporâneo);
- Variável ou direto (Marginal) (Tradicional);
- Custeio Padrão (Tradicional) 
- Custeio Pleno (Contemporâneo) e
- Custeio Meta (Contemporâneo). 
5.	Defina	o	custeio	ABC	e	apresente	suas	prin-
cipais vantagens e desvantagens. Em que este mode-
lo é melhor do que o modelo por absorção? 
O custeio por atividade faz o “rastreamento” 
de cada custo envolvido na linha de produção, ao 
longo de todo o processo produtivo. O que faz do 
ABC	um	método	de	custeio	bem	útil	é	que	ao	final	
do processo, fornece informações gerenciais e não, 
apenas,	relatórios	financeiros	aos	gestores,	além	de	
considerar, proporcionalmente, os custos indiretos 
ao	 custo	 unitário	 final,	 pois	mensura	 os	 custos	 ao	
longo de todo o processo, podendo apontar as ati-
vidades com melhor desempenho, mais economia, 
menos desperdício. Desta forma, alguns autores 
classificam	o	método	ABC	como	um	mapa	econô-
mico das despesas e lucros organizacionais. Algumas 
vantagens do Custeio ABC:
-	Identifica	custos	através	do	processo	produti-
vo, e não apenas pela quantidade produzida;
- Leva em consideração a proporcionalidade 
dos custos indiretos em cada atividade para o cálcu-
lo	do	custo	final;	
- Aponta as atividades mais lucratividades, mais 
ágeis,	com	melhor	desempenho	e	facilita	a	identifi-
cação dos desperdícios;
- Busca a redução dos custos indiretos, e não 
dos diretos;
- Consegue dividir a empresa em atividades 
para melhor gestão;
- Faz rastreamento dos custos ao longo do pro-
cesso	e	não	apenas	um	rateio	à	produção	final;
- Aponta quais atividades não agregam valor ao 
produto.
Algumas desvantagens do modelo ABC:
- O processo exige muita informação, dedi-
cação e um investimento considerável para sua 
implementação;
- Nem sempre os gestores terão controle sobre 
todas as atividades envolvidas no processo produtivo;
- Alto nível de controle interno para sua realização;
- Não envolve os funcionários operacionais de 
forma direta;
- Necessidade de padronização dos processos;
- Resistência de alguns setores, por apresentar a 
real participação de cada departamento do processo 
produtivo.no produto 
(gerador de receita) e as despesas estão diretamen-
te ligadas ao resultado do exercício operacional. 
O custo é relativo ao bem ou serviço utilizado na 
produção de outro bem ou serviço, o que chama-
mos de insumos de bens de capitais ou serviços 
efetuados para a produção de determinados ob-
jetos (MARTINS, 2001). Nas palavras de Ferreira 
(2013): custo é o consumo de um fator de produ-
ção, medido em termos monetários para a obten-
ção de um produto. 
- Perda: é todo o gasto no qual a empresa incor-
re quando certo bem ou serviço é consumido de ma-
16
neira que foge ao controle da organização. As perdas 
são irrecuperáveis e não são reutilizáveis. 
- Desperdício: é um gasto que a empresa tem 
pela má utilização dos recursos de produção. Estes 
recursos podem se perder ao longo da produção ou 
não serem utilizados de forma apropriada. O des-
perdício aumenta muito o custo unitário do produto 
acabado.
 
Custo Despesa
s 
Gasto
s 
Investimento 
Figura 1: Fatores da contabilidade de custos em um produto
Fonte: autor da apostila
Perceba	na	figura	1	que	os	conceitos	estudados	
até aqui, são necessários para a sobrevivência da orga-
nização. O custo que o tapete gera para ser produzido 
é uma forma de gerar receita, bem como as despesas 
e	gastos	na	produção	do	produto	final.	Sem	o	custo,	
as despesas e os gastos não existirá produção, e os in-
vestimentos, se fazem necessários para agilizar a linha 
produtiva, aprimorar a qualidade dos produtos, e, con-
17
sequentemente, ampliar a participação no mercado, 
gerando mais receita. Para Andrade e Martins (2001): 
é inaceitável, que nos dias de hoje, uma empresa não 
saiba seus reais custos, despesas, gastos e investimen-
tos. Para os autores, este controle deve estar alinhado 
a toda linha produtiva, logística e administrativa da 
organização, para que os melhores resultados merca-
dológicos sejam alcançados. Ainda, os pesquisadores 
afirmam	 que	 a	 Contabilidade	 de	 Custos	 deve	 estar	
estruturada de forma a embasar decisões gerenciais, 
aprimorando o planejamento estratégico e tornando 
a empresa, cada vez mais, competitiva.
CUSTOS 
Gastos necessários para a fabri-
cação do produto para venda
DIREITOS 
Estão diretamente ligados à produção
INDIRETOS - São apropriados ao 
produto final por meio de rateio
VARIÁVEIS
Variam de acordo com quantidade produzida
FIXOS - Não variam de acordo com 
quantidade de produção
GASTOS
DESPESAS
Gastos relativos ao funcionamento da empresa
FIXAS
Acontece independente do volume de vendas
VARIÁVEIS
Variam de acordo com volume de venda
 Figura 2: distribuição 
de Custos.
18
Conclusão
Nesta unidade, conhecemos o surgimento e a 
evolução da Contabilidade de Custos e alguns con-
ceitos utilizados nela. Vimos que os primórdios da 
Contabilidade de Custos datam do período Medieval 
com a invenção do moinho de vento e com o aprimo-
ramento da bússola. As revoluções industriais e o sur-
gimento do modelo Fordista de produção, além do 
aumento	populacional	nas	cidades	fizeram	com	que	
a indústrias passassem a produzir mais para atender 
a demanda de consumo. Mais produção acarreta em 
mais funcionários, mais insumos, maiores estruturas 
e consequentemente mais custos. Assim, as organiza-
ções	da	época	necessitavam	profissionalizar	o	contro-
le de custos das organizações, pois a concorrência foi 
surgindo e elas tinham que acompanhar a dinâmica 
de custos e preços do mercado. Isso porque a Con-
tabilidade de Custos tem por objetivo analisar, infor-
mar e ajudar os gestores no planejamento de custos e 
venda de seus produtos. 
Vimos, ainda, que alguns termos são de vital 
importância para a compreensão e aplicação da Con-
tabilidade de Custos. Através dos termos estudados 
pudemos perceber que custos são o desprendimen-
to que uma empresa sofre para produzir um bem ou 
serviço, que o difere de gasto que é uma compra de 
qualquer produto ou serviço que gere, imediatamen-
19
te, impacto no balanço patrimonial da empresa. Já, 
despesa consiste em tudo aquilo que a empresa retira 
de sua riqueza, mas não está diretamente ligado à pro-
dução, e investimentos são ações para melhorias nos 
processos organizacionais.
Desta forma, após estudo desta unidade e realiza-
ção	dos	exercícios	de	fixação,	vocês	estão	preparados	
para as próximas unidades, pois já têm conhecimento 
dos conceitos, aplicação e uso da Contabilidade de 
Custos e também conhecem os termos mais utiliza-
dos	pelos	profissionais	da	área.	
20
Exercício comentado
As informações de preços e custos dos produtos 
deverão ser contidas:
a)	Nos	relatórios	da	contabilidade	financeira
b) Nos relatórios da contabilidade gerencial
c) Em ambos os relatórios
d) Nos relatórios estratégicos
Sabemos que informações que envolvem os 
preços e custos são bases para tomada de decisões 
estratégicas, para futuros investimentos, adequações 
mercadológicas e suporte para os gestores decidirem 
o futuro das organizações. Desta forma, as informa-
ções de preços e custos devem estar tanto nos relató-
rios	financeiros	para	dar	 suporte	aos	 investimentos,	
precificação	de	produtos	e	redução	de	custos,	quanto	
nos relatórios gerenciais para embasar as decisões dos 
gestores sobre o futuro da organização. Desta forma, 
a alternativa correta é a letra C. 
QUESTÕES
1. “Dois dos principais marcos do surgimento 
da Contabilidade de Custos foram: a 3.ª Revolução 
Industrial e o surgimento do modelo Fordista de Pro-
dução.”	Comente	esta	afirmação	à	luz	da	mudança	do	
21
modelo fabril da época e a necessidade de um geren-
ciamento mais adequado.
2.	Defina	Contabilidade	de	Custos,	 sua	 impor-
tância e seus benefícios para a organização.
3. Diferencie custo, gasto e despesa e dê um 
exemplo de cada.
4. Nas palavras de Ferreira (2013): Custo é o 
consumo de um fator de produção, medido em ter-
mos monetários para a obtenção de um produto. Dis-
corra	sobre	esta	afirmação.
5. A comissão de venda paga a um vendedor é 
um	custo,	despesa	ou	gasto?	Justifique.
23
UNIDADE 2
CONCEITOS DE CUSTOS
Caro(a) aluno(a)
Vamos continuar nossos estudos! Após compre-
endermos a importância da contabilidade de custos 
e diferenciarmos os termos utilizados na gestão de 
custos,	iremos,	agora,	estudar	as	diferentes	classifica-
ções atribuídas aos custos. O objetivo, desta unidade, 
é fazer com que o aluno entenda os diferentes custos 
que incidem sobre a produção de um bem ou serviço. 
Ao	final	da	unidade,	o	aluno	estará	apto	a	diferenciar	
e separar os custos de uma linha de produção.
Conteúdos da Unidade
Nesta unidade, os conteúdos que iremos estu-
dar	 são	 as	 classificações	 atribuídas	 aos	 custos.	 Por	
isso, estão explicitados, neste material, os custos di-
retos	e	indiretos,	os	custos	fixos	e	variáveis,	os	custos	
controláveis e não controláveis, os custos primários 
e de transformação. 
24
2.1. Custos diretos e indiretos 
Para melhor entender a importância do estu-
do dos custos de uma organização e sua influên-
cia no retorno financeiro da venda de produtos, 
é necessário saber qual a relação que o custo es-
tabelece com o produto fabricado, ou seja, é de 
grande relevância que o gestor saiba se o custo 
tem influência direta ou indireta com o objeto de 
custeio (NAKAGAWA, 2010). Quando se fala 
em finanças, o conceito de custos diretos e indi-
retos é fundamental para o cálculo dos resultados 
organizacionais. De acordo com Bacic (2011), o 
profissional de custos deve ter a ciência que desde 
o cafezinho diário dos funcionários até a contra-
tação de um serviço marketing para determinado 
produto geram custos à empresa, e é necessário 
que se diferencie cada um destes custos para me-
lhor formação do preço de venda e obtenham-se 
melhores resultados financeiros. 
O que faz um custo ser direto ou indireto, ba-
sicamente, é a razão pela qual acontecem. Os custos 
diretos ocorrem, exclusivamente, para um determi-
nado projeto, já os custos indiretos podem estar as-
sociados a diferentes projetos simultaneamente.
 
25
2.1.1. Custos diretosCustos diretos são aqueles que podem ser iden-
tificados,	 claramente,	 durante	 a	 produção,	 ou	 seja,	
está diretamente relacionado a um produto, serviço 
ou função, e pode ser atribuído a um centro de custo 
da empresa. Para que esta atribuição aconteça, no 
custo direto, é desnecessário que haja rateio de cus-
to,	uma	vez	que	o	custo	direto	representa	influência	
isolada em cada produto e são passíveis de serem 
incluídos,	 integralmente,	no	cálculo	do	preço	final,	
e podem ser mensurados ao longo da produção por 
unidade produzida. (PADOVEZE, 2010) 
Alguns exemplos de custo direto: 
- Profissional especializado para o desenvolvi-
mento de um determinado projeto: uma empresa 
decide criar uma web site e para isso necessita con-
tratar	uma	web	designer.	Este	profissional	está	en-
volvida, exclusivamente, com a criação do site, en-
tão, é um custo direto para o projeto.
- Mão de obra: é possível alocar a quantidade de 
horas trabalhadas por cada funcionário para a pro-
dução de uma unidade do produto. Por exemplo: um 
profissional	da	pintura	de	lataria	de	um	carro	gasta	
45	minutos	para	finalizar	seu	serviço,	 logo	o	custo	
deste	profissional	por	carro	produzido	é	de	0,75	ho-
ras trabalhadas. 
26
- Embalagens:	 para	 cada	 produto	 finalizado	
na linha de produção é necessário uma embalagem, 
logo o custo da embalagem pode ser, diretamente, 
alocado	ao	custo	final	do	produto.	
- Matéria-prima: o desenvolver um produto 
a organização deve calcular qual a quantidade de 
matéria-prima para a produção do mesmo. Uma pa-
nificadora,	por	exemplo,	calculou	que	para	o	cento	
de pão francês produzido são necessários 4 quilos 
de farinha de trigo, logo, cada pãozinho produzido 
consome 40 gramas de farinha de trigo. 
Couro 
Borracha 
Linha Tela 
protetora 
 
Figura 3: matéria-prima direta de um produto.
Fonte: autor da apostila
Veja o exemplo acima:
Toma-se como base que uma bola de futebol 
(figura	 2),	 para	 ser	 fabricada,	 necessite	 apenas	 de	
couro, linha de costura, tela de proteção da borra-
cha e borracha. Uma indústria esportiva é capaz de 
determinar a quantidade necessária de cada matéria- 
prima para a produção da bola. Como por exemplo, 
27
1 metro de couro, 30 metros de linha de costura, 6 
metros de tela de proteção e 2 quilos de borracha. 
Podem ser incluído, ainda, como custo direto de 
uma	bola,	o	profissional	contratado	para	fazer	a	arte	
(decoração,	cores,	imagens)	da	bola,	ainda	o	profis-
sional que está na linha de produção e a embalagem 
do	produto	final.	
2.1.2. Custos indiretos 
Custos indiretos, por sua vez, são aqueles cus-
tos que não estão alocados, exclusivamente, em um 
projeto. Os custos indiretos são atribuídos ao pro-
duto	final	em	forma	de	rateio	(formas	de	rateio	de	
custos serão vistas mais adiante neste material), uma 
vez que são considerados custos indiretos, todos 
aqueles custos necessários para o funcionamento 
de uma organização, mas que não estão associados, 
unicamente, a uma linha de produto ou projeto da 
empresa (PADOVEZE, 2010). Os custos indiretos 
são aqueles que, embora necessários para a produ-
ção, representam basicamente a estrutura produtiva 
da empresa, servindo para a produção de diversos 
bens e, por isso, não podem ser relacionados a um 
produto	 específico,	 em	 exceção,	 no	 caso	de	 a	 em-
presa produzir um único produto. A alocação dos 
custos indiretos é um processo que permite que este 
custo seja atribuído aos produtos.
28
Alguns exemplos de custos indiretos:
- Aluguel do espaço físico: alugar um espaço 
para instalar uma indústria representa um custo indi-
reto, uma vez que, aquele espaço será utilizado pela 
administração, produção de diferentes objetos, esto-
que de produtos a serem vendidos e matéria- prima. 
Ou seja, o aluguel deve ser dividido por tudo que 
ocupa o espaço físico, e não apenas alocado em uma 
única linha de produto.
- Energia Elétrica: a energia elétrica de uma 
empresa é fornecida para máquinas de produção, 
computadores da administração, iluminação das sa-
las	e	outros,	e	por	isso	é	classificada	como	um	custo	
indireto. 
- Mão de obra não envolvida na produção: ad-
ministradores, gerentes, supervisores, recepcionistas 
e outras funções, que estão envolvidas com todo o 
funcionamento da organização, também, são consi-
derados custos indiretos, pois não estão associados 
em	nenhum	projeto	em	específico.	
- Depreciação de maquinário: computado-
res, máquinas, carros, caminhões e outros equipa-
mentos sofrem uma depreciação de 10% ao ano, 
segundo a Receita Federal do Brasil. Esta depre-
ciação é considerada um custo indireto, pois o uso 
dos equipamentos está envolvido em diferentes 
projetos da organização. 
29
O Conselho de Contabilidade do Estado de São 
Paulo	(1995)	afirma	que	os	custos	indiretos	“obriga-
toriamente devem passar por um sistema de rateio 
para que sejam alocados de forma, objetiva, segura, ao 
custo	final	geral	da	produção”.	Martins	(2001)	mostra	
que a análise dos custos indiretos deve ser criteriosa 
e minuciosa, uma vez que não estão claramente de-
finidos	sobre	o	produto	final,	e	que	um	rateio	feito	
de forma aleatória e incorreta pode gerar resultados 
distorcidos e prejudicar a organização em seu planeja-
mento	financeiro	e	nos	resultados	operacionais.
Considerando o exemplo da produção da bola 
de futebol, utilizado nos custos diretos, podem ser 
citados como custos indiretos da produção da bola: 
o aluguel da fábrica, o salário da equipe administra-
tiva, a energia elétrica, o salário do supervisor de 
produção, a depreciação do caminhão utilizado no 
transporte	do	produto	final.	
Após entender os conceitos de custos diretos 
e indiretos pode-se perceber que alguns custos são 
alocados diretamente ao produto, e outros não, de-
vendo	 estes	 ser	 rateados	 no	 produto	 final.	Alguns	
custos podem desempenhar função direta ou indi-
reta dependendo da forma como são utilizados pela 
empresa. O salário de um funcionário da linha de 
produção, por exemplo: se este funcionário desem-
penhar apenas uma função, ligada a um único pro-
duto – um colaborador é responsável pela pintura da 
30
lataria de carros de grande porte de uma montadora, 
e desenvolve apenas esta função – é um custo dire-
to. Mas, se este mesmo colaborador for responsável 
pela pintura de todos os carros desta montadora, 
não levando em consideração o tamanho do veículo 
e o tempo gasto na pintura, o custo da mão de obra 
torna-se indireto. 
CUSTOS 
INDIRETOS
RATEIO DE 
CUSTOS
DIRETOS
PRODUTO 
PRODUTO 
PRODUTO 
Figura 4: Percebam, na figura acima (figura 3), que os 
custos indiretos, antes de serem alocados ao produto 
final passam por um rateio, já os custos diretos, não 
necessitam serem rateados e já são, diretamente, atri-
buídos ao produto específico.
Fonte: autor da apostila.
31
2.2. Custos mistos, total e unitário 
Custos mistos: são aqueles que apresentam cer-
ta variação em função do nível de produção, mas que 
também	têm	uma	parte	fixa	mensal.	Esta	parte	fixa	
deverá ser paga mesmo que nada seja produzido, 
como, por exemplo, a energia elétrica e o material de 
uso indireto na produção. 
Custo total e Custo unitário: o custo total de 
produção corresponde a todos os elementos que 
participaram do processo produtivo. É constituído 
por materiais usados no processo industrial, mão 
de obra e custos indiretos. Já, o custo unitário é o 
resultado da divisão do custo total pela quantidade 
de produtos acabados. Este cálculo de custo unitário 
não pode ser utilizado para o cálculo de custo de 
produção por encomenda.
MÃO DE 
OBRA DIRETA
MATÉRIA-
 PRIMA 
Podem ser alocados em 
centro de custos, produtos, e 
são facilmente identificados 
por unidade produzida.
Matéria-prima que pode ser 
associada por unidade produ-
zida, por exemplo, embalagem 
de cada produto. 
Custo do funcionário que 
trabalha diretamente na pro-
dução de determinado bem 
CUSTO 
DIRETO
32
CUSTO 
INDIRETO DE 
PRODUÇÃO
Não pode ser alocado a um 
item específico da empresa. 
E são apropriadosao final 
da produção. 
Todo custo envolvido na 
produção e que não pode ser 
alocado individualmente a 
cada unidade produzida
CUSTO 
INDIRETO
Figura 5: Resumo de custos diretos e indiretos
Fonte: adaptado de Gusmão e Almeida, 2009.
2.3. Custos fixos e variáveis
Os custos podem adquirir diferentes e simultâ-
neas	classificações	ao	longo	do	processo	produtivo	
de uma empresa. Quanto ao volume de produção 
Gusmão	e	Almeida	(2009)	classificam	os	custos	em	
fixos	e	variáveis.
Custos	fixos,	para	o	autor	são	aqueles	que	per-
manecem inalterados em caso de aumento ou dimi-
nuição da quantidade produzida, ou seja, indiferen-
te	do	nível	operacional	da	indústria,	os	custos	fixos	
permanecem os mesmos. Gusmão e Almeida (2009) 
dizem	que	os	custos	fixos	irão	ocorrer	todos	os	me-
ses para a organização, quer a empresa produza quer 
não. Se uma empresa tem uma folha de pagamento 
salarial de R$ 25.000,00 por mês, indiferente de pro-
duzir 1.000 ou 2.000 unidades a serem vendidas, a 
sua folha salarial continuará a mesma. Porém, deve-
33
-se ter ciência que quanto mais unidades forem pro-
duzidas,	menor	será	o	custo	fixo	por	unidade	vendi-
da. Veja o exemplo no quadro 
Tem-se	 como	 exemplo	 de	 custo	 fixo:	 salários,	
aluguel, limpeza. Vale ressaltar que os custos, mesmo 
sendo	fixos,	sofrem	alteração	de	valor	em	algum	mo-
mento do processo, como por exemplo, o aumento de 
aluguel,	o	aumento	anual	de	salários.	Os	custos	fixos,	
normalmente, são associados aos custos indiretos. 
Uma indústria paga, mensalmente, R$ 10.000,00 de alu-
guel pelo seu espaço físico. Esta indústria produz uma única 
linha de produtos, que é um modelo de armário para cozi-
nha. Se a indústria produzir 2.000 peças no mês de feverei-
ro, logo o valor do aluguel ficará em R$ 5,00 por unidade 
produzida. Porém, no mês seguinte a empresa irá produzir 
2.500 armários, e logo, o valor do aluguel por unidade pro-
duzida ficará em R$ 4,00. 
Desta forma, pode-se inferir que o custo fixo é indiretamente 
proporcional à quantidade produzida. 
Os custos variáveis, por sua vez, representam 
aqueles custos que irão variar de acordo com a quan-
tidade produzida, assim sendo, Gusmão e Almeida 
(2009) dizem que os custos variáveis são aqueles 
que variam proporcionalmente ao número de uni-
dades	produzidas.	Estes	custos,	 ao	fim	do	período	
Quadro 1: relação entre custos fixos e unidades produzidas.
34
de produção, representarão um acréscimo de valores 
ao processo produtivo para mais, caso a produção 
tenha aumentado, ou para menos, caso a produção 
tenha diminuído. São exemplos de custos variáveis: 
matéria-prima, energia, comissão de vendas, investi-
mento em marketing para um determinado produto, 
embalagem. Os custos variáveis pertencem ao grupo 
dos custos diretos. Veja o exemplo abaixo (quadro).
Uma fábrica de chocolates consome diariamente 30 quilos 
de pasta de cacau para fabricar seus produtos. Cada quilo 
custa R$ 10,00 e cada quilo produz 50 bombons. Ao final 
do dia, a fábrica a um custo direto de R$ 300,00 produziu 
1.500 unidades de bombons. No período da Páscoa a fábri-
ca necessita aumentar sua produção para 4.000 unidades 
ao dia, logo necessitará aumentar seus custos e sua utiliza-
ção de matéria-prima. Assim sendo, para produzir os 4.000 
bombons, a fábrica utilizará 80 quilos de pasta de cacau e 
terá um custo de R$ 800,00.
Desta forma, pode-se inferir que o custo variável aumenta 
de acordo com aumento da produção ou diminui de acordo 
com queda da produção, assim sendo os custos variáveis são 
diretamente proporcionais a quantidade produzida. 
Uma	 terceira	 classificação	 dos	 custos,	 porém,	
pouco utilizada nas organizações é o custo semiva-
riável. Estes custos são representados por aqueles 
que têm uma parcela diretamente proporcional a 
Quadro 2: relação entre custos variáveis e unidades produzidas.
35
quantidade produzida e outra parcela indiretamente 
proporcional a quantidade produzida. Um exemplo 
de custo semivariável é o caminhão de entrega dos 
produtos. A depreciação causada pelo uso é um cus-
to	fixo,	seja	transportando	1	ou	1.000	unidades,	a	de-
preciação acontecerá. Por outro lado, o consumo do 
combustível do caminhão é um custo variável, pois 
quanto mais entregas a empresa tiver que fazer, mais 
combustível será consumido, aumentando assim o 
custo por unidade produzida. 
Vejam,	agora,	o	gráfico	que	representa	os	custos	
fixos	e	variáveis	em	uma	linha	de	produção.	A	linha	
verde	representa	o	custo	fixo	e	a	 linha	vermelha	o	
custo variável. Percebam que o produto ao entrar na 
linha	de	produção	já	acumula	um	custo,	que	é	o	fixo,	
vindo de aluguel, salários e outros. E o custo variável 
começa do zero, a partir do início da produção. 
Custo
Quantidade 
produzida
Custos Fixos
Custos variáveis
Figura 7Custos fixos e variáveis
Fonte: autor da apostila.
36
2.4. Custos controláveis e não controláveis 
Deve-se sempre lembrar que custo é todo gas-
to relativo ao processo de produção de um bem em 
uma	 empresa,	 que	 gere	 resultados	 financeiros,	 ou	
seja, tudo aquilo que é produzido para venda. Os 
custos	além	de	fixos	e	variáveis,	diretos	e	indiretos,	
também	podem	ser	classificados	como	controláveis	
e não controláveis.
Iudícibus (1993, pág. 250) diz que: “custos 
controláveis são aqueles custos passíveis de serem 
influenciados	 diretamente	 pelo	 gestor,	 durante	 um	
determinado período”. Melhor dizendo, custos con-
troláveis	 são	 aqueles	 que	 podem	 ser	 influenciados	
por uma decisão gerencial ao longo do processo 
produtivo. Exige-se bastante conhecimento do pro-
cesso produtivo, realismo e sensatez do gestor ao in-
terferir em um custo controlável. Catelli e Guerreiro 
(1992) apontam que os custos controláveis, normal-
mente, pertencem ao grupo de custos variáveis e, 
também, citam como exemplo de custos controlá-
veis, matéria-prima, combustível, energia, estoque.
Já, os custos não controláveis, pertencem, em 
sua	maioria,	ao	grupo	dos	custos	fixos,	e	não	inter-
ferem diretamente nas decisões tomadas pelos ges-
tores. Os custos não controláveis não podem sofrer 
qualquer	influência	da	gerência.	Pode-se	citar	como	
exemplos de custos não controláveis, a depreciação 
37
do maquinário, o aluguel do espaço físico, impostos. 
Apesar de não interferirem diretamente nas decisões 
gerenciais os custos não controláveis devem ser alo-
cados	ao	produto	final	para	que	a	venda	destes	pa-
gue a operacionalização da empresa. Algumas orga-
nizações, por descuido, atribuem ao preço de venda 
apenas os custos controláveis, e acabam tendo preju-
ízo	ao	final	do	processo.	Outro	fator	que	influencia	
nos	resultados	operacionais	e	está	classificado	como	
um custo não controlável é a devolução de produtos 
por falta de qualidade, por isso, o gerenciamento da 
qualidade da produção e a entrega de produtos em 
perfeitas condições de venda e uso são ações que a 
empresa deve tomar para reduzir os custos não con-
troláveis oriundos da insatisfação do cliente. 
Figura 6: cliente insatisfeito.
38
Um cliente insatisfeito, mesmo que seja a mino-
ria	(figura	6),	significa	custo	não	controlável	para	a	
organização, isso porque o produto é devolvido, não 
pode ser reutilizado ou revendido, o cliente deixa de 
fazer novas compras e a credibilidade da empresa 
passa a ser questionada. 
2.5. Custos primários e de transformação 
Uma	classificação,	bem	comum,	dada	aos	cus-
tos	é	a	classificação	de	custo	primário.	Custos	pri-
mários são os custos que apresentam a soma do 
custo da mão de obra e da matéria-prima aplicados 
diretamente sobre a produção. De forma geral, cus-
tos primários incluem: matéria-prima, embalagens, 
mão de obra direta. Assim sendo, os custos primá-
rios podem ser expressos através da fórmula CP = 
MP + MOD. Porém, não é um custo totalmente 
confiável,	uma	vez	que	não	leva	em	consideração	a	
depreciação das máquinas e outros gastos que po-
dem ser considerados diretos.
Outra	 classificação	 muito	 importante	 e	 com	
constante	citação	pelos	autoresé	a	classificação	de	
custos de transformação. Custo de transformação é 
a somatória dos custos indiretos e da mão de obra 
utilizada na linha de produção. Assim sendo, só é 
possível	 calcular	 o	 custo	 de	 transformação	 ao	 fim	
da produção, ou seja, só se obtém o custo de trans-
39
formação da produção acabada. De forma geral, o 
custo geral é a soma de todo o esforço realizado na 
transformação de matéria-prima em produto aca-
bado. Estão incluídos no custo de transformação: 
mão de obra direta e indireta, energia. Embalagens e 
matéria-prima são exemplos de custos que não são 
incluídos em custos de transformação.
Conclusão 
Nesta unidade, vimos que os custos podem as-
sumir	diferentes	e	simultâneas	classificações	dentro	
de uma organização. Existem os custos diretos e in-
diretos: o que faz um custo ser direto ou indireto, ba-
sicamente, é a razão pela qual acontecem. Os diretos 
são	aqueles	que	podem	ser	claramente	identificados	
no decorrer do processo produtivo e não precisam 
de rateio. Por exemplo, a embalagem, a mão de obra 
especializada. Já, os custos indiretos são aqueles que 
não estabelecem relação direta com a produção e são 
rateados	ao	produto	final	acabado.	São	exemplos	de	
custos indiretos, os salários de gestores, os gastos 
com o espaço físico, a energia. 
Vimos, também, que os custos podem ser 
classificados em fixos e variáveis, quando o fator 
levado em consideração para classificação é o vo-
lume. Custos fixos são aqueles que não variam de 
acordo com aumento ou diminuição da produção 
40
e custos variáveis são aqueles que podem variar 
de acordo com a quantidade produzida. Salários, 
aluguel, manutenção são exemplos de custos fi-
xos e matéria- prima, energia, embalagem são 
exemplos de custos variáveis. Uma terceira clas-
sificação dos custos, porém, pouco utilizada nas 
organizações é o custo semivariável. Estes custos 
são representados por aqueles que têm parcelas 
diretas e indiretamente proporcionais à quantida-
de produzida.
Apontamos, ainda, os custos controláveis e não 
controláveis, sendo que os primeiros são aqueles nos 
quais os gestores podem interferir a qualquer mo-
mento, como, por exemplo, o estoque. Já, custos não 
controláveis	significam	que	não	podem	ser	controla-
dos diretamente pelos gestores, como, por exemplo, 
o valor do aluguel das instalações físicas da empresa.
E, por último, vimos os custos primários e 
de transformação. Custos primários são os custos 
que apresentam a soma do custo da mão de obra 
e da matéria-prima aplicados diretamente sobre a 
produção. Custo de transformação é a somatória 
dos custos indiretos e da mão de obra utilizada na 
linha de produção.
Ao	final	desta	unidade,	vocês	estão	preparados	
para distinguir os custos que interferem na linha de 
produção,	 identificá-los,	filtrá-los	e	 fazer	a	associa-
ção	direta	ou	o	rateio	final	ao	produto	acabado.	
41
Exercício comentado
Nos casos a seguir, aponte qual a alternativa 
que	se	enquadra	na	classificação	de	custos	mistos:
a) Embalagens e materiais diretos
b) Energia elétrica e telefone da fábrica
c) Mao de obra direta e matérias-primas
d) Água e material indireto
Vimos que custos mistos são aqueles que são 
compostos	por	uma	parcela	de	custos	fixos	e	outra	
parcela variável. Ou seja, acontecem mensalmente 
nas organizações, mas podem sofrer variações de 
acordo com o volume de produção. Desta forma, 
temos que a única alternativa que apresenta fatores 
que	estão	 ligados	 à	produção	e	 são	fixos,	mas	po-
dem variar de acordo com o volume produzido, é a 
alternativa D. A energia elétrica também é um cus-
to misto, mas o telefone da fábrica não interfere na 
produção.
QUESTÕES
1. O que são custos diretos? O que são custos 
indiretos? Cite um exemplo de cada um em uma em-
presa que produz chocolates. 
42
2. “Os custos podem adquirir diferentes e simul-
tâneas	classificações	ao	longo	do	processo	produtivo	
de uma empresa.” Esta informação é verdadeira ou 
falsa?	Justifique	citando	um	exemplo	prático.	
3. “Os custos variáveis podem aumentar de 
acordo	com	o	aumento	da	produção,	mas	 ao	final	
da	produção,	o	preço	do	produto	final	pode	cair	de	
acordo com o aumento da quantidade produzida.” 
Esta	é	uma	afirmação	verdadeira.	Justifique	utilizan-
do argumentos desta unidade de estudo. 
4. Nas palavras de Ferreira (2013): Custo é o 
consumo de um fator de produção, medido em ter-
mos monetários para a obtenção de um produto. 
Discorra	sobre	esta	afirmação.
5. Diferencie custos primários de custos de 
transformação. Qual exerce maior impacto sobre o 
processo produtivo? 
43
UNIDADE 3
GERENCIAMENTO DE CUSTOS
Caro(a) aluno(a)
Agora que você já conhece todos os conceitos li-
gados	às	movimentações	financeiras	de	uma	empresa	e	
sabe	que	os	custos	apresentam	diferentes	classificações	
durante o processo produtivo, iremos partir para o es-
tudo	de	algumas	formas	eficazes	de	gerenciar	os	cus-
tos. O objetivo, desta unidade, é apresentar diferentes 
formas de como o custo pode incidir sobre a produção 
e a formação de preço com base nestes modelos. Ao 
final	desta	unidade,	o	aluno	terá	conhecimento	do	ge-
renciamento de estoque, do cálculo de preço por uni-
dade produzida e como formatar um preço adequado 
ao mercado, ao produto e às necessidades da empresa.
Conteúdos da Unidade
Nesta unidade, o aluno terá contato com diferen-
tes formas de gerenciamento de custos, formação de 
preço e interferência do estoque em formação de preço 
e gerenciamento de custos. Para isso, serão apresenta-
dos os custos de produção por período, o custo de pro-
dução	acabada,	o	sistema	de	estoque,	fatores	influentes	
na formação de preço, a diferença entre produto e mer-
cadoria, e o custo de produto/mercadoria vendidos.
44
3.1. Custo de Produção por período de 
Custo de produção acabada
As organizações dividem suas produções por 
períodos, para que possam melhor administrar a 
mão de obra, a supervisão, a legislação trabalhista, 
o estoque. Muitas indústrias dividem seus períodos 
produtivos por turnos, por dias, por horas, e até mes-
mo por semana. Este espaço de tempo em que são 
mensurados os custos da produção é chamado de 
Custo por Período de Produção. Custo de Produção 
no Período é a soma dos custos diretos, indiretos, 
gerais e matéria-prima utilizados, incorridos durante 
um determinado período de produção. 
CPP = MATÉRIA-PRIMA + MOD + CUS-
TOS GERAIS OU
CPP = CUSTOS DIRETOS + CUSTOS 
INDIRETOS
Por exemplo, em uma indústria automobilística 
que divide seu período produtivo por turnos (nor-
malmente, três turnos diários), sendo o primeiro tur-
no de 8 da manhã às 16 horas, o segundo turno de 16 
horas às 24 horas e o terceiro turno de meia noite às 
8 da manhã. Calcular o custo período consiste em ao 
fim	de	cada	 turno,	nesta	 indústria,	um	profissional	
responsável mensure o estoque, contabilize a quan-
45
tidade produzida, os gastos gerais e indiretos, que 
incorreram durante o seu turno produtivo e, desta 
forma, calcular o custo de produção por período. E 
qual a vantagem de se calcular o custo de produção 
a cada período? Desta forma, a empresa pode con-
trolar quais os períodos estão sendo mais lucrativos, 
eficientes	e	eficazes,	em	qual	período	é	possível	au-
mentar a quantidade produzida e, também, em qual 
período ocorre maior desperdício de matéria-prima. 
Veja o esquema básico para cálculo de custo de 
produção por período:
Estoque Inicial de Matéria-Prima (Ei)
( + ) Compra de Matéria-Prima (CmD)
(	-	)	Estoque	final	de	Matéria-Prima	(Ef)
( = ) Matéria-Prima Consumida ( Md)
( + ) Mão de obra direta (MoD)
( + ) Custos indiretos (Ci)
( = ) CUSTO DE PRODUÇÃO POR PERÍ-
ODO (CPP)
Desta forma, percebe-se que o custo de pro-
dução por período abrange três esferas dos custos 
empresarias: a matéria-prima consumida no período, 
a mão de obra direta e os gastos gerais de fabricação.
46
3.1.1. Custo de produção acabada 
Além do período produtivo da empresa, visto 
acima, toda organização deve estabelecer um ciclo 
de produção. O ciclo de produçãocompreende vá-
rios períodos, ou seja, a indústria de automóvel utili-
zada, hipoteticamente, no exemplo acima estabelece 
um ciclo produtivo semanal, desta forma, a cada sete 
dias encerra-se um ciclo produtivo que compreen-
de 21 períodos (3 períodos por dia multiplicado por 
sete dias). Para este ciclo, também, é calculado um 
custo, chamado de custo de produção acabada. 
O Custo de Produção Acabada é a soma dos 
custos incidentes na produção acabada de deter-
minado período. Vale ressaltar que caso algum 
produto comece a ser produzido no período X, 
mas	 seja	 considerado	finalizado	no	período	Y,	 o	
seu Custo de Produção Acabada será acrescido 
ao	período	Y,	uma	vez,	unidades	que	começaram	
a ser produzidas em um período anterior, porém 
só	 foram	finalizadas	no	período	seguinte,	devem	
ter seus custos acrescidos ao último período de 
sua produção, ou seja, no período em que foram 
finalizadas.	Para	se	calcular	o	Custo	de	Produção	
Acabada, o coordenador de período pode elabo-
rar	 a	 cada	 período	 finalizado	 fichas	 com	 as	ma-
térias-primas utilizadas, quantidades de pessoas 
e horas trabalhadas, quantidade produzida e uma 
47
ficha	com	média	de	custos	 indiretos.	Vale	ressal-
tar que o Custo de Produção Acabada considera, 
apenas,	unidades	finalizadas	em	determinado	pe-
ríodo.	A	unidade	não	finalizada	será	custeada	pelo	
período seguinte, e entrará no custo de produção 
acaba que incluir este período. Em suma, o Custo 
de Produção Acabada consiste na somatória dos 
custos de produção do período, mais o custo de 
produção de produtos acabados em períodos an-
teriores. Todo bem pronto para venda está asso-
ciado ao Custo de Produção Acabada. 
Veja este esquema de cálculo de Custo de Pro-
dução Acabada:
Estoque Inicial de produtos em linha de pro-
dução (Eilp)
( + ) Custo de Produção do Período (CPP)
(	-	)	Estoque	Final	de	produtos	não	finalizados	
( = ) CUSTO DE PRODUÇÃO ACABADA 
Ao se calcular o Custo de Produção Acabada, 
a empresa, dentre vários benefícios, consegue: elimi-
nar gargalos de matéria-prima, horas de trabalho e 
desperdícios	gerais,	aprimorar	qualidade,	identificar	
canais de perda, elaborar projetos com mais preci-
são, realocar recursos, quando necessário, e investir 
em melhorias na produção.
 
48
3.2. Custo de produto e mercadoria 
vendidos 
Toda a produção de uma empresa quando 
é vendida gera uma despesa para a organização. 
Estas despesas são conhecidas como Custo de 
Produto Vendido (CPV) e Custo de Mercadoria 
Vendida (CMV)
Deve-se considerar que o Custo de Produto 
Vendido é a somatória de todos os custos acumu-
lados na fabricação de produtos em um determina-
do período de tempo. Segundo Iudícibus e Marion 
(2007), o Custo de Mercadoria Vendida está dire-
tamente ligado ao estoque de produtos acabados e 
matéria-prima, uma vez para a produção acontecem 
baixas no estoque de matéria-prima e para a venda 
acontecem baixas no estoque de produtos acabados, 
ou seja, quanto maior a produção e a venda, maior 
será a baixa do estoque. O CPV e o CMV devem es-
tar bem apresentados na Demonstração de Resulta-
dos, e é considerado como uma despesa, porque na 
demonstração de resultados estão expostos apenas 
despesas e receitas, e não custos. 
O CMV deve ser contabilizado a cada venda 
feita pela organização, debitando o CMV e creditan-
do o estoque. Uma forma de se calcular o CMV é, ao 
final	de	um	período,	fazer	a	diferença	entre	o	estoque	
existente e o estoque inicial. Com base nos argumen-
49
tos de Martins et. al. (2010): o estoque existente no 
início do período é acrescido pela contabilização das 
compras.	Quando	 se	verifica	 a	quantidade	de	cada	
item no estoque e o seu valor na última compra, é 
possível calcular o CMV, pois este cálculo é o resul-
tado da diferença entre o estoque inicial e o estoque 
final	acrescido	da	contabilização	das	compras.	
Veja o exemplo de CMV
Uma empresa X tem R$ 50,00 de estoque ini-
cial (EI), durante o mês compra R$ 300,00 de mer-
cadoria	(COMPRAS),	e	no	final	do	período	de	con-
tabilização	de	vendas	identifica	um	estoque	restante	
de R$ 70,00 (EF). Neste caso, o custo da mercadoria 
vendida da empresa é de R$ 280,00 (50 + 300 – 70), 
ou seja, o CMV pode ser calculado através da fór-
mula:
CMV = EI + COMPRAS – EF.
E ainda, caso esta empresa tenha algum outro 
gasto durante a compra de mercadorias, como por 
exemplo, frete, este valor deve entrar na fórmula, 
como pode ser visto logo abaixo:
CMV = EI + COMPRAS + FRETE – EF.
50
Para que se consiga entender o estoque inicial e 
final	existe	uma	técnica	chamada	de	inventário,	que	
contabiliza a mudança de estoque. Para o cálculo da 
CMV existem duas formas de se elaborar este inven-
tário: o inventário periódico e o permanente.
- Inventário Periódico: de acordo com Martins 
et. al. (2010); esta modalidade de inventário consiste 
em fazer um levantamento físico do estoque de mer-
cadorias disponíveis para venda (inicial) e o estoque 
final	em	um	determinado	período.	Neste	caso,	não	
existe um controle paralelo de vendas e estoque no 
decorrer do processo de comercialização. O contro-
le	só	existe	ao	final	do	período	registrado.	
- Inventário Permanente: neste caso, o esto-
que é controlado de forma contínua dando baixa em 
cada venda efetuada durante determinado período. 
Ou seja, vende mercadoria, dá baixa no estoque e faz 
a	diferença	entre	o	estoque	final	e	inicial.	
No inventário permanente é possível a utilização 
de uma Ficha de Controle para se saber a situação do 
estoque. Já, no caso do inventário periódico só é pos-
sível conhecer a situação do estoque com averiguação 
física das mercadorias disponíveis para venda. 
Diante disto, pode-se concluir que a apuração 
do	CPV	é	a	última	etapa	que	o	profissional	respon-
sável pelo gerenciamento de custos deve calcular nos 
custos empresariais, pois além de incluir os estoques 
iniciais	 e	finais	 inclui,	 também,	os	 insumos	utiliza-
51
dos na produção e a mão de obra direta aplicada nos 
produtos vendidos. É necessário que para isso sejam 
separados custos de despesas, custos diretos dos in-
diretos, e seja feito o rateio de custos de produção. 
Desta forma, a fórmula utilizada para cálculo 
do CPV é:
CPV = EI + (Insumos + Mão de obra direta + 
gastos gerais de fabricação) – EF.
Os gastos gerais de fabricação são os custos in-
diretos, como aluguel, energia, depreciação, mão de 
obra indireta e outros, que devem ser rateados por 
unidade produzida. 
Veja este exemplo de CPV
Uma empresa denominada BOM SUCESSO 
apresenta os seguintes dados para um período con-
tábil de um ano. Considere que os valores são aleató-
rios,	apenas	com	fins	de	exemplificação
Item Valor
Estoque Inicial R$ 100.000,00
Compras de Mercadorias R$ 550.000,00
ICMS R$ 85.000,00
Frete R$ 20.000,00
Mão de Obra Direta R$ 370.000,00
Gastos Gerais de fabricação R$ 415.000,00
Estoque Final R$ 95.000,00
52
Desta forma, temos que o CPV será:
EI + COMPRAS + FRETE – ICMS + MAO DE 
OBRA DIRETA + GASTOS GERAIS DE FA-
BRICAÇÃO – ESTOQUE FINAL.
Ou seja, o Custo de Produto Vendido da em-
presa BOM SUCESSO será de R$ 1.275.000,00. 
Caso esta empresa tenha comercializado 25.000 uni-
dades ao longo do ano em questão, pode-se inferir 
que o custo unitário de produto vendido (CuPV) é 
de: R$ 51,00 por unidade vendida. 
CuPV = CPV/quantidade de produtos
 comercializadas.
Mas,	afinal,	o	que	difere	a	mercadoria	de	produ-
to? O produto é o resultado de uma linha de produção 
própria	que	pode	ser	vendido	a	um	consumidor	final	
(sem intermediários de venda entre produtor e con-
sumidor) e a mercadoria é um produto adquirido por 
um intermediário para que possa ser feita a venda para 
o	consumidor	final.	Por	exemplo,	uma	montadora	de	
carro, ao vender veículos para uma concessionária, está 
negociando produtos, mas se esta mesma montadora 
resolve fazer um feirão de vendas diretas ao consumi-
dor	final,	está	negociando	mercadorias	(ver	figuras	Z	
e	Y).	Percebam	que	um	mesmo	bem	sendo	vendido,	
pode desempenhar o papel de produto ou serviço,de-
pende da forma como está sendo negociado. 
53
Confeiteiro
Produto
Lojas Revendedoras
Figura7: Produtos 
Fonte: Autor do Livro
54
Confeiteiro
Produto
Consumidor Final
Figura 8: Mercadorias
Fonte: Autor do Livro
55
3.3. Formação de preço de 
venda com base nos custos 
Determinar o preço de um produto é uma 
tarefa que exige muito conhecimento, atenção e 
sintonia	do	profissional	com	o	mercado,	com	a	or-
ganização e a realidade econômica do país. O pre-
ço de um produto deve levar em conta o custo de 
produção, o preço estabelecido pela concorrência, 
o custo de fornecedores. O estabelecimento dos 
preços de venda dos produtos da empresa é que 
podem contribuir para o sucesso, rentabilidade e 
lucratividade de uma organização, ou gerar prejuí-
zos,	altos	custos	e	problemas	financeiros.	
Santos	(1995)	sugere	que	fixar	preço	de	produ-
tos deve levar em consideração algumas variáveis, 
tais como: custo de produto e custo de produto 
vendido, a margem de lucro pretendida, a projeção 
de vendas em um determinado período, os custos 
indiretos, o preço da concorrência, a percepção de 
valor do consumidor. Porém, o autor ressalta que 
nenhuma variável deve ser levada em conta isolada-
mente, e sim em conjuntos detalhadamente estuda-
dos e analisados. 
Kotler (2006) já dizia que o preço de um produ-
to	deve	ser	suficientemente	alto	para	gerar	lucro	para	
a empresa, mas não alto o tanto que desestimule a 
compra e destoe da concorrência. Ainda, o preço de 
56
um produto, para o autor, deve ser baixo para esti-
mular o consumo, mas não tão baixo que deprecie a 
qualidade e o valor da marca e acabe gerando preju-
ízos à empresa. 
Uma das formas mais comuns utilizadas pelas 
empresas para determinar seu preço de venda é o 
método de Mark Up. Esta metodologia consiste em 
somar ao preço de custo de produção do produto 
uma margem de lucro desejada. Vejam o exemplo:
Vamos tomar por base uma empresa que pro-
duz talheres e paga pela chapa de aço (custo) R$ 
1,00. Soma-se a este valor o ICMS de 18%, O PIS e 
COFINS de 4,65%. Ainda, deve-se somar ao custo 
total a comissão de venda de 2,5%, custos indiretos 
de 6% e pretende ter uma margem de lucro de 20%.
O preço de venda inicial é de 100% do valor total. 
Assim sendo, temos:
Preço de venda: 100%
- ICMS: 18%
- PIS E CONFINS: 4,65%
- COMISSÃO DE VENDA: 2,5%
- CUSTOS INDIRETOS: 6%
- LUCRO DESEJADO: 20%
Ao	 final,	 temos	 que	 o	 Custo	 Total	 de	 Venda	
(CTV) é de 51,15%.
57
Para se calcular o Mark Up, utiliza-se a se-
guinte fórmula:
MkUp = (PV – CTV) / 100
Neste caso do exemplo, temos, então, que:
100 – 51,15 / 100 =
48,85/100 =
0,4885
Ou seja, o fator de Mark Up, neste exemplo, 
é de 0,4885 sobre o custo total. Ou seja, se o custo 
total de produção de cada talher for R$ 0,85 por uni-
dade, o preço de venda do produto será de R$ 1,26. 
Este valor é chamado de preço base, e pode ser 
modificado	 quando	 se	 leva	 em	 conta	 o	 preço	 dos	
concorrentes, o volume de vendas, o prazo de pro-
dução, entrega, a qualidade, a situação econômica, o 
perfil	do	consumidor.	
Algumas formas de se calcular o preço de venda 
com base nos custos podem ser feitas da seguinte forma:
- Preço com base no custo pleno: nesta situa-
ção, os preços são estabelecidos levando-se em con-
sideração os custos integrais do produto (diretos e 
indiretos) e a margem de lucro que se deseja obter;
- Preço com base no custo de transformação: 
custo de transformação é aquele que não envolve a 
matéria-prima direta utilizada na produção, apenas a 
58
mão de obra direta e os custos indiretos. Neste caso, 
a formação do preço não leva em consideração o 
rateio da matéria-prima.
- Preço com base no custo marginal: custo 
marginal	significa	aquele	custo	de	um	produto	que	é	
acrescido através de análise econômica do segmento 
em que se está inserido. A Lei da Oferta e da Procura 
é uma forma de custo marginal. 
Para se formar o preço de uma forma correta, 
alguns	autores	apontam	que	os	profissionais	da	área	
devem:
- Considerar os aspectos da economia nacional 
e poder de consumo do público-alvo;
- Planejar as projeções de venda para cada pe-
ríodo, não ignorando os períodos de sazonalidade;
- Ter noção clara da margem de lucro, de renta-
bilidade e lucratividade pretendidas;
- Investir em diferenciais para conquistar o con-
sumidor, e não simplesmente ir abaixando o preço 
de acordo com a concorrência; 
- Minimizar custos com estoques e linha de 
produção;
- Aumentar o giro de mercadoria, a qualidade e 
a	eficiência	produtiva.
Muitas vezes, as empresas aumentam ou dimi-
nuem seus preços de acordo com a concorrência e 
isso pode ser perigoso. Apesar de ter que levar em 
59
conta as práticas da concorrência, é necessário que 
se analise os reais custos da sua organização, pois se 
o seu preço está muito acima do mercado, isso pode 
ser um erro de produção ou administração, que está 
gerando aumento dos custos diretos e indiretos. Por 
outro lado, se o preço está muito abaixo do mercado, 
pode parecer como depreciador para o consumidor, 
e seus lucros e resultados operacionais podem estar 
comprometidos. A concorrência deve servir como 
um norte, mas não como um fator decisivo. É neces-
sário que se crie valor agregado ao produto, aumente 
a percepção de valor por parte do público-alvo, crie 
diferenciais para que sua organização e suas linhas 
de produtos estejam sempre em evidência. Preço, 
na atualidade, não é um fator decisivo para compra. 
As pessoas estão dispostas a pagar mais, desse que 
tenham qualidade, cumprimento de prazos, assistên-
cia, bom atendimento. 
No	dicionário	Aurélio,	consta	que	fixar	signifi-
ca	determinar	ou	estabelecer,	e,	ainda,	define	preço	
como “quantidade monetária necessária para a aqui-
sição de um bem ou serviço”, e saber equilibrar estes 
fatores	é	um	desafio	do	profissional	de	custos	e	fi-
nanças. E o estabelecimento do preço de um produ-
to, afeta diária e diretamente a dinâmica empresarial, 
e isso independe do seu porte, segmento ou setor 
econômico de atuação. Um erro na formação do 
preço pode custar caro para a organização, afetando 
60
toda sua cadeia produtiva, comprometendo os resul-
tados operacionais, gerando prejuízos que podem le-
var à falência. Logo sendo, como dito no início desta 
unidade,	fixar	preço	é	uma	questão	de	compreender	
o conjunto, o todo da empresa, desde os custos in-
diretos,	variáveis,	fixos	e	diretos,	até	o	mercado	em	
que se está inserido e o público que pretende atingir. 
3.4. PEPS ou FIFO, UEPS ou LIFO
A gestão de custos para cálculo do preço de 
mercadoria vendida com base em estoque deve levar 
em consideração dois sistemas dinâmicos de logísti-
ca do estoque, conhecidos como PEPS e UEPS.
O PEPS ou FIFO, de acordo com Iudícibus 
(2007), é um sistema logístico que na língua ingle-
sa é conhecido como first in first out, ou seja, o 
primeiro que entra é o primeiro que sai. Na prática 
este sistema logístico consiste em vender primeiro 
os produtos que foram comprados primeiro. Neste 
caso, a mercadoria é vendida pelo preço inicial de 
formação do estoque, por exemplo, se um estoque 
de carros tem 10 automóveis no dia 02/05/20xx, a 
um preço de venda de R$ 35.000,00 cada, ainda que 
o mercado sofra alterações de preço a partir desta 
data, estes veículos serão vendidos a este preço, pois 
foram os primeiros a entrar no estoque antes da al-
teração do mercado, e devem sair antes da entrada 
61
de novos automóveis com preço alterados. Neste 
caso, quem dita o preço de venda é o primeiro item 
a entrar em estoque. Neste caso, o novo preço só 
será praticado a partir do novo lote de produção que 
entrar no estoque. Uma das desvantagens mais visí-
veis deste modelo é o fato que o gestor terá que ter 
controle sobre vários lotes de produções diferentes 
ao	mesmo	tempo	e,	muitas	vezes,	devido	à	inflação,	
existe um custo real da produção que não pode ser 
repassado ao produto através da metodologia PEPS.
Já, o UEPS, com base na obra de Martins 
(2010) faz o contráriodo sistema anterior. Vendem, 
primeiro, as últimas peças que entraram em esto-
que. Em inglês, este termo quer dizer last in first 
out. Considerando o exemplo anterior de estoque 
de automóveis, se após formação do estoque inicial 
com preço de venda de R$ 35.000,00, uma altera-
ção	mercadológica	fizesse	com	que	os	novos	veícu-
los fossem para estoque para serem vendidos a R$ 
38.000,00, todos os veículos deveriam ser vendidos 
ao preço de 38 mil, mesmo aqueles que já estavam 
em estoque, porque quem dita o preço é o último a 
entrar. Este método, porém, não é permitido pela 
legislação brasileira, por poder gerar superlucro para 
as	 empresas.	 Já,	 o	UEPS	 pode	 dificultar	 o	 cálculo	
real do preço unitário de produto acabado, uma vez 
que o aumento de preço de diferentes lotes deve ser 
rateado entre os lotes já existentes. 
62
Na contabilização de resultados, o UPES pode 
apresentar um custo maior e menor margem de lu-
cro, mas o PEPS pode apresentar uma margem mui-
to alta, que não corresponde à realidade da empresa 
e do mercado. 
Conclusão
Nesta unidade, estudamos forma de gerenciar 
os custos da produção. Vimos que o custo de pro-
dução por período é a soma dos custos diretos, in-
diretos, gerais e matéria-prima utilizados incorridos 
durante um determinado período de produção e que 
a utilização desta forma de gerenciar é mais detalha-
da, mais precisa, porém demanda mais trabalho do 
gestor de cada período. 
Estudamos, também, o Custo de Produção 
Acabada	que	consiste	em	calcular	o	custo	ao	final	de	
cada período estabelecido pela organização para a 
produção terminada. Em outras palavras, o Custo de 
Produção Acabada é a soma dos custos incidentes 
na produção acabada de determinado período.
Já, os Custos de Produtos e Mercadorias Vendi-
das, também, foram estudados nesta unidade. Deve-
-se considerar que o Custo de Produto Vendido é a 
somatória de todos os custos acumulados na fabri-
cação de produtos em um determinado período de 
tempo. Já, o Custo de Mercadoria Vendida está dire-
63
tamente ligado ao estoque de produtos acabados e 
matéria-prima, uma vez para a produção acontecem 
baixas no estoque de matéria-prima e para a venda 
acontecem baixas no estoque de produtos acabados, 
ou seja, quanto maior a produção e a venda, maior 
será a baixa do estoque.
Ainda, nesta unidade, vimos um fator muito 
importante no gerenciamento de custos que é a 
formação de preço de venda. Concluímos que o 
preço de um produto deve levar em conta o custo 
de produção, o preço estabelecido pela concor-
rência, o custo de fornecedores e que um fator 
bastante utilizado na determinação do preço é o 
Mark up, um fator numérico que expressa a mar-
gem de lucro pretendida. 
E	por	fim,	vimos	um	sistema	de	preço	de	venda	
com base no estoque e apresenta duas vertentes: o 
first in, first out, e o first in, last out. O primeiro 
consiste em vender primeiro os produtos que fo-
ram comprados/produzidos primeiro. E o segun-
do vai ao caminho contrário, vende primeiro o que 
foi comprado/produzido por último. Assim sendo, 
após o término do estudo, desta unidade, os alunos 
estarão preparados para gerir os custos organizacio-
nais, entendendo a dinâmica de mercado, concor-
rência e cálculo de custos de produção. 
64
Exercícios comentados
1. Se uma determinada empresa adquirir 1.000 
unidades de matérias-primas para a industrializa-
ção, pagando o preço de R$ 10.000,00 ao fornece-
dor, com ICMS de 18% sobre no preço, além de R$ 
1.000,00 pelo transporte e R$ 400,00 pelo tingimen-
to, o custo unitário será:
a) R$ 11,40
b) R$ 10,00
c) R$ 9,60
d) R$ 6,60
Sabemos que o custo unitário é o custo total, 
dividido pela quantidade produzida em determinado 
período. O custo total desta empresa é:
Custo total = 10.000 (matéria-prima) + 1.000 
(frete) + 400 (transformação)
Custo total = R$ 11.400,00
Custo unitário = custo total / quantidade 
Custo unitário = 11.400 / 1.000
Custo unitário = R$ 11,40
Logo, a alternativa correta é a A. Percebam que 
o problema cita o ICMS, mas cita que os 18% de 
ICMS estão no preço, ou seja, os R$ 10.000,00 já es-
65
tão somados ao ICMS, por isso esta informação não 
é levada em conta na solução. 
2. As atividades de uma agência de propaganda, 
uma clínica e um escritório de advocacia teriam seus 
custos acumulados:
a) Por cliente atendido
b) Por processo
c) Por período
d) Por continuidade
Vimos que os custos podem ser acumulados 
por diferentes formas, e uma delas é a acumulação 
por ordem, quando uma empresa calcula a acumula-
ção de custos com base nos pedidos individualizados 
de	cada	cliente.	Desta	forma,	podemos	afirmar	que	
uma agência de publicidade, uma clínica e um es-
critório de advocacia não trabalham por processo e 
nem por período, atendendo de forma individualiza-
da e exclusiva cada cliente, sendo assim a alternativa 
correta é a alternativa A, pois cada cliente atendido é 
uma ordem de serviço.
QUESTÕES
1. Apresente a diferença entre produto e 
mercadoria. Em sua opinião, são nos produtos ou 
66
nas mercadorias que os custos são mais fáceis de 
serem reduzidos? 
2. O custo de produção acabada e custo de 
produção por período são momentos diferentes da 
apuração de custos. Disserte, sucintamente, sobre 
cada um deles. 
3.	Apresente	os	principais	fatores	que	influen-
ciam na formação de preço de um produto. 
4. Disserte sobre como os sistemas PEPS e 
UEPS podem gerar um superlucro ou sublucro para 
a organização. 
5. Por que pode ser perigoso determinar o preço 
de um produto com base, apenas, na concorrência?
67
UNIDADE 4
Sistemas de Acumulação de 
Custos e Métodos De Custeio
Caro(a) aluno(a)
Seja bem-vindo(a) à nossa última unidade da 
disciplina. 
Nesta unidade, iremos analisar os métodos de 
custeio utilizados pelas organizações. Viemos de es-
tudos	de	conceitos,	 técnicas,	classificações	e,	agora,	
iremos estudar como uma empresa pode fazer o cus-
teio de sua linha de produção. O objetivo desta unida-
de é apresentar as principais metodologias de rateio, 
custeio,	divisão	de	custos	para	cálculo	do	custo	final	
e	do	preço	do	produto	acabado.	Ao	final	desta	uni-
dade, o aluno estará apto a analisar os diferentes mé-
todos de custeio e acumulação de custos, bem como 
terá capacidade de analisar qual o método de custeio 
mais apropriado para cada tipo de organização. 
Conteúdos da Unidade
Nesta unidade, estão descritos os principais 
métodos de acumulação de custos e os principais 
métodos de custeio, que possibilitará ao aluno uma 
compreensão geral da disciplina.
68
4.1. Sistemas de Acumulação de Custos
O Sistema de Acumulação de Custos tem rela-
ção com o ambiente em que acontecem e operam os 
sistemas e o custeio, nas suas diferentes formas (LE-
ONE, 1997). O objetivo do Sistema de Acumulação 
de	Custos	é	identificar,	coletar,	processar,	armazenar	
e produzir informações referentes aos custos opera-
cionais capazes de embasar as decisões estratégicas 
dos gestores. Cada empresa pode adotar uma forma 
de Sistema de Acumulação de Custos, isso vai de-
pender do bem produzido, do modelo de gestão e 
do processo produtivo adotado. De forma geral, o 
Sistema de Acumulação de Custos corresponde ao 
registro ou escrituração dos dados relativos aos cus-
tos de produção e venda. (CREPALDI, 2005)
Existem diferentes modelos de sistema de cus-
tos	que	podem	ser	classificadas	quanto:
- ao modelo de processo produtivo e, 
- ao modelo de gestão empresarial.
Para	um	fidedigno	sistema	de	custos	é	necessá-
rio	que	o	profissional	conheça	todo	o	modelo	pro-
dutivo da organização, para que possa decidir qual 
o melhor modelo de custeio para a empresa. Veja a 
figura	abaixo:
69
Critérios de Acumulação de Custos
Ordem Processo Atividade Previsionais Responsabilidade
Ordem
Produto Produto
Figura 9: Acumulação de custos
Fonte: Autor do Livro
No esquema acima, podemos perceber os 
critérios de acumulação de custos, que podem 
ocorrer por ordem, processo, atividade, previsio-
nal ou responsabilidade.
4.1.1. Acumulação de Custos

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