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Questão 1/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o seguinte excerto de texto:
“Após o século XIV, as relações do Mali com a África setentrional intensificaram-se, em consequência da célebre peregrinação do mansa Kanku Musa a Meca. A introdução maciça da cultura islâmica perturbou os costumes do país”.
Após esta avaliação: caso queira ver a imagem integralmente, ele está disponível em: SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013. p.451.
De acordo com a citação anterior e as considerações do livro-base História e Historiografia da África sobre o declínio do Reino do Mali que ocorreu a partir de uma forte crise na região, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O ataque dos berberes, dos tuaregues, do Império Songai e a grande diversidade do Reino influenciaram o declínio de Mali.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Para Marques (2008), a grande diversidade do Reino de Mali desencadeou seu declínio a partir do século XV. Enfrentamentos internos foram enfraquecendo e minando os poderes locais; ao mesmo tempo, inimigos externos do império estavam se formando na região do Sudão, além do gradual deslocamento do centro de riquezas do Mali para a costa atlântica. Mali começou a sofrer ataques dos berberes, dos tuaregues e do Império Songai. Cidades como Tombouctou, Walata, Nema, Djenné e Gao capitularam e perderam a influência do império no Sudão e no Sahel. Concomitantemente a esses acontecimentos, na região dos povos fulas, no norte do Sudão, se desenvolvia uma grande potência que tomou o controle das rotas de Mali que uniam o Ocidente e o Oriente africano, interrompendo o trajeto das caravanas do comércio de ouro, que foram obrigadas a desviar para a região do Rio Gâmbia, perto do litoral atlântico (Marques, 2008, p. 51). Enfraquecida, Mali foi perdendo seus territórios e suas rotas comerciais, até ser conquistada pelo Império Songai.” (livro-base, p. 87).
	
	B
	
	A queda do Reino de Mali relaciona-se com os conflitos religiosos entre católicos e islâmicos, após a chegada de portugueses na região.
	
	C
	
	Após os conflitos diplomáticos ocasionados por Sundiata Keita, durante sua passagem por Meca, ocorreu o declínio do Mali.
	
	D
	
	Com a perda de valor e, consequentemente, o declínio na comercialização do sal, advindo de Tagaza, Mali ficou enfraquecida e foi dominada posteriormente pelos sudaneses.
	
	E
	
	Com o crescimento do Reino de Gana na região do Sahel, a capital Kumbi Saleh se tornou mais rica que Niani, dominando o território Mali.
Questão 2/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Considere o extrato de texto:
“[...] com o marco da Carta Magna de 1988, que consolida a Nova República, multiplicaram-se as formas de ativismo negro. Resultados importantes foram o reconhecimento dos saberes e da erudição dessas populações, [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p.36.
Conforme a citação de texto e os conteúdos do livro-base História e Historiografia da África sobre as identidades negras reconhecidas como patrimônio cultural pela Constituição Brasileira de 1988 (chamada Constituição Cidadã), é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os seus artigos atentam para uma reformulação nas identidades afro-brasileiras, de modo que a cultura negra seja reconhecida como aculturada, informalizada e marginalizada.
	
	B
	
	A Constituição Cidadã estabeleceu o direito de acesso a uma história que reconheça a contribuição das diversas etnias e culturas na formação do Brasil, valorizando a representatividade das identidades negras.  
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque: “Trata-se da declaração de um direito já expresso na Constituição Federal de 1988 (Brasil, 1988) – de acesso a uma história que reconheça a contribuição das diversas etnias e culturas na formação do Brasil. Essa política de ação afirmativa reforça a possibilidade de começar a contar uma história que não foi divulgada, dessa vez com a participação de outras vozes.
O estudo histórico-cultural da África é fundamental para toda a sociedade brasileira e em especial para os afro-brasileiros, pois é o reconhecimento de que toda população merece ter representação e a valorização das identidades negras.” (livro-base, p. 24 e 25).
	
	C
	
	A partir da Carta Magna, o ativismo negro e as manifestações culturais brasileiras mantêm-se inviabilizadas.
	
	D
	
	Por meio da Constituição Cidadã e do ativismo negro, encontrou-se uma maneira de se interpretar o passado único e homogêneo, negando os diferentes traços culturais do país.
	
	E
	
	Com a intenção de distinguir as etnias brasileiras, a Carta Magna de 1988 caracterizou-se pela ausência das identidades afro-brasileiras em suas determinações civis.
Questão 3/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o seguinte excerto de texto:
“Depois de vinte e cinco dias chegamos a Taghaza, uma vila atraente, com o recurso curioso que as suas casas e mesquitas são construídas com blocos de sal, cobertas com peles de camelo. Não há árvores lá, nada além de areia.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: IBN BATTUTA. Travels in Asia and Africa, 1325-1354. London: Broadway House, 1929. p. 317.
O trecho anterior foi traduzido do livro Travels in Asia and Africa, escrito por Ibn Battuta, viajante e explorador berbere do século XIV, e consta no livro-base. Considerando esse texto e os conteúdos do livro-base  História e Historiografia da África sobre o Reino de Mali, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Durante a expansão do Reino de Mali, várias cidades africanas foram incorporadas, mas apenas Tagaza e Tadmekka demonstraram resistência e se mantiveram livres de Mali.
	
	B
	
	O reino de Mali teve grande expansão e incorporou inúmeras cidades africanas, inclusive Tagaza, a qual fornecia jazidas de sal, produto dos mais comuns nas rotas transaarianas.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Mali foi um dos maiores reinos da África Subsaariana. [...] Segundo Marques (2008), o reino ainda conquistou as jazidas de sal de Tagaza e as minas de cobre de Tadmekka, tendo sempre o Rio Níger para a circulação das riquezas. Em Silva (2012), há o relato de Ibn Batuta, viajante e explorador berbere do século XIV, que conheceu Tagaza e dizia que era uma “aldeia sem nada de bom, cuja singularidade consiste em suas casas e mesquitas serem construídas com blocos de sal e terem seus tetos de pele de camelo”. Afirma ainda que não havia árvores, somente areia e uma mina de sal, e que os escravos, ao escavar a areia, encontraram grandes placas de sal uma sobre as outras. Ali viviam somente os escravos da tribo Massufa, que sobreviviam de tâmaras, carne de camelo e anli (um tipo de milho úmido) levados por mercadores do país dos negros que iam para Tagaza comprar sal, que utilizavam como moeda de troca, como se fosse ouro e prata. Ibn ainda conta que passou dez dias na cidade, acrescentando ao relato o desconforto da água salobra e da praga de moscas (Silva, 2012). (livro-base, p. 82-84).
	
	C
	
	Como o sal destacou-se como um importante produto comercial, foi pouco utilizado dentro do Reino, dessa forma, quase sempre era enviado para a Ásia e Europa.
	
	D
	
	Diferente de outras civilizações da África, Mali se mantinha a partir dos tributos pagos pelas províncias e federações dominadas, a prática do comércio quase era inexistente durante a prosperidade do reino.
	
	E
	
	Como Tagaza se localizava ao norte de Niani, em uma região desértica e com dificuldade de acesso, o reino Mali nunca chegou a dominá-la.
Questão 4/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o texto a seguir:
O Mali foi(C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “No fim do século XIX, época em que a maior parte da África estava sendo colonizada por europeus, o exército de Menelik II bloqueou o intento de conquista dos italianos. Após a vitória, a Etiópia ficou conhecida como o reino africano que não pode ser conquistado e converteu-se em símbolo de resistência dos povos da África negra.[...] A história moderna da Etiópia está assolada pela seca e pela fome, mas historicamente as terras altas são como um grande armazém natural, com maior variedade de espécies do que qualquer outra parte do continente, e os etíopes comercializaram o incenso por mais de 2 mil anos do norte ao Mediterrâneo Oriental, junto com outras mercadorias e bens. [...]O Reino da Etiópia chegou ao fim em setembro do ano de 1976, quando um golpe militar depôs o Imperador Hailê Selassie, herdeiro de um dos reinos mais antigos do mundo, descendente de uma dinastia iniciada há mais de mil anos. A justificativa dada para o golpe militar foi a necessidade de modernização e reforma constitucional. Na atualidade, o país é uma república democrática. (livro-base, p. 57).
	
	D
	
	As relações entre países europeus e reinos/impérios africanos ficaram estremecidos após a morte de Melenik II, momento em que a Etiópia sucumbiu ao poderio italiano.
	
	E
	
	Em decorrência dos ataques italianos no fim do século XIX, ocorreu um golpe militar no Reino da Etiópia e o Imperador Hailê Selassie foi deposto.
Questão 10/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Considere o fragmento de texto:
“Atualmente, com 55% de sua população composta de pardos e negros, o Brasil pode ser considerado o segundo maior país de população originária da África, só perdendo o pódio para a Nigéria”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p.35.
Conforme as taxas apresentadas no trecho dado e os conteúdos do livro História e Historiografia da África, com relação aos estudos históricos e culturais das civilizações originárias do continente africano, pode-se afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A base étnica e cultural do país é caracterizada pela maioria da população descendente de povos europeus, por isso o ensino da história esteve sempre vinculado com a leitura clássica ibérica.
	
	B
	
	Conforme a história tradicional, o Brasil é miscigenado por diversas etnias, com prevalência nos traços europeus e indígenas.
	
	C
	
	Os principais personagens descritos na história brasileira tradicional têm origens diversas, tanto indígenas, quanto europeias e, primordialmente, africanas.
	
	D
	
	A maioria da população afro-brasileira mantém vivas suas origens étnicas e identitárias, pois teve a chance de manter contato com grande parte das linhagens de seus ancestrais africanos.
	
	E
	
	As origens identitárias africanas não devem ser ignoradas pela historiografia brasileira, pois fazem parte das bases étnicas e culturais de todas as regiões do país.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: "Segundo Emílio Sarde Neto, a resposta está certa porque: estudar a história da África tem como importância: [...] Na atualidade, cerca de metade da população brasileira é negra ou parda e 80% recebe até 2 salários mínimos (Georges, 2017). Podemos imaginar que, desde o século XVIII, as populações que se identificavam como negra e indígena se miscigenaram ao ponto de não mais referirem-se a si mesmas como tais ou foram dizimadas em razão de suas condições de vida.” (livro-base, p. 28).
“[...] Não é possível compreender a história da diáspora sem compreender a história africana. O ensino de história do Brasil está vinculado nas escolas à leitura clássica ibérica, uma visão que está assentada no pacto colonial, segundo o qual a África começou a fazer parte da história brasileira no momento em que a escravidão indígena deixou de dar conta da demanda por mão de obra da metrópole portuguesa.
[...] O estudo da história da África não envolve unicamente o negro brasileiro; muito além do número de afrodescendentes, é um conhecimento fundamental para compreendermos a história do Brasil. Cada região brasileira sofreu influência de determinados povos africanos: o Rio de Janeiro, do povo bantu de Angola; Minas Gerais, do Congo; a Bahia, da Nigéria; o Maranhão, de Benin e Gana”. (livro-base, p. 29)
Questão 1/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o seguinte excerto de texto:
“Acontecimentos decisivos ocorreram entre 1100 e 1500, como consequência da expansão de alguns grupos, [...]. O exemplo mais impressionante dessa expansão foi a formação de Estados territoriais importantes como as de Oyo, Benin e Ifé [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: NIANE, D. T. O Mali e a segunda expansão manden. In: NIANE, D. T. (Ed.). África do século XII ao XVI. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.153.
Conforme a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre o crescimento e a expansão territorial e cultural do Reino de Benin influenciaram o contato com povos europeus, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os primeiros contatos entre os povos de cultura iorubá e europeus se deram após a chegada dos espanhóis na região da Costa Oeste da África.
	
	B
	
	O contato entre africanos e europeus desencadeou uma relação comercial e diplomática que se baseou no respeito cultural entre os diversos povos.
	
	C
	
	Durante o apogeu do Reino de Benin, o contato com europeus foi mínimo, inexistindo relações com os portugueses até o século XIX.
	
	D
	
	No contato com o Benin, os europeus observaram que esta sociedade apenas traficava escravos, não comerciando outros produtos nem produzindo arte e artesanato.
	
	E
	
	Benin foi o primeiro Estado da costa africana ocidental que teve contato com os portugueses, o Brasil recebeu muitos africanos escravizados dessa região.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “O Benin foi o primeiro Estado da costa africana ocidental em que estiveram os portugueses, com quem logo estabeleceram tanto laços diplomáticos quanto comerciais. Localizado a sudoeste de Ifé, acredita-se que o Benin tenha se tornado reino bem cedo, talvez desde o século XII. [...] No final do século XIX, os europeus dominaram extensas áreas da África, saquearam Benin definitivamente e destruíram quase toda a cidade. A arte e a cultura iorubá influenciaram as culturas da Europa e da América – Brasil e Cuba estão entre os países mais influenciados, em razão da numerosa quantidade de africanos com essa identidade que chegou a esses países no final do século XVIII e durante quase todo o século XIX na condição de escravos. Originariamente sacerdotes, príncipes, líderes políticos, artistas e artesãos, os escravos foram empregados em trabalhos domésticos, plantações, mineração e ofícios urbanos.” (livro-base, p. 92-93).
Questão 2/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o seguinte excerto de texto:
Chade, também chamado de Tchade ou Tchad, oficialmente República do Chade, é um país sem acesso ao mar, localizado no centro-norte de África. A sua capital é N'Djamena.
Após esta avaliação caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DW.CHADE. https://www.dw.com/pt-002/sud%C3%A3o-e-sud%C3%A3o-do-sul-nova-amizade-no-horizonte/a-51263715. Acesso em 08 dez. 2019.
Considerando a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre a independência da República do Chade, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Após período de dominação feita pelos portugueses, disputas pela independência levaram jovens políticos a tomar o poder.
	
	B
	
	Liderado por Tombalbaye, a independência ocorreu após forte conflito militar com portugueses no ano de 1975.
	
	C
	
	As lideranças religiosas inflamaram a população no ano de 1979, conseguindo a libertaçãodas forças francesas no mesmo ano.
	
	D
	
	A independência de Chade ocorreu sem disputas militares, mas mantendo os interesses franceses na região.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Após o referendo de 28 de setembro de 1958, o Chade optou pelo estatuto de autonomia da comunidade centro-africana, cujo objetivo era abranger as ex-colônias em uma confederação. Em 1960, veio a onda de independências com acordos de cooperação garantindo os interesses da metrópole e as linhas de privilégio com Paris. A partir de então, tornou-se possível para o Estado do Chade se separar organicamente da metrópole, tomar em suas mãos sua economia e decidir sozinho sobre seus territórios.” (livro-base, p. 178) 
	
	E
	
	A República do Chade foi o primeiro país a se tornar independente após a Segunda Guerra Mundial.
Questão 3/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Observe o texto a seguir: 
“Existia uma fronteira oficial que separava o sul do norte, no entanto ela nunca foi claramente delineada nem demarcada e passava por territórios considerados sem valor.”
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes. 2018.
Conforme o texto sobre o Sudão e o livro-base História e Historiografia da África, em relação aos conflitos vividos na região e os motivos da rivalidade entre as regiões norte e sul do território, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	As diferenças entre as duas regiões sempre foram econômicas, pois o Sul, mais rico, comercializava matéria prima com regiões subsaarianas, enquanto o Norte era agrícola.
	
	B
	
	O Norte, mais organizado politicamente, rico e islamizado, mantinha influência nas terras do Sul, região com maioria cristã e animista, a qual não aceitava perder sua autonomia regional.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Existia uma fronteira oficial que separava o sul do norte, no entanto, ela nunca foi claramente delineada nem demarcada e passava por territórios considerados sem valor. Quando o Sudão se tornou independente em 1956, a fronteira entre as duas áreas foi levantada e o Sul ficou em posição extremamente desfavorável, não demorou muito para que começasse a brigar por um novo status (Ottaway; El-Sadany, 2012, p. 180).
É importante ressaltar que o norte tinha grande influência islâmica e se diferenciava culturalmente da parte sul desde o século XIV. As etnias do sul não sofreram essa interferência e tinham como principais influências o cristianismo e a cultura animista. Em razão dessa diferenciação, o sul exigia mais autonomia política e econômica para sua população.
O Norte, que governava o país inteiro, era extremamente instável politicamente. O poder era alternado entre governos de militares e civis, com orientação islamita ou de esquerda. O Sul se ressentia do norte dominante e era profundamente dividido, mais particularmente ao longo das fronteiras tribais. Essas divisões eram sistematicamente exploradas pelos governos do norte para enfraquecer os movimentos rebeldes do sul. Os conflitos ocorriam no centro do país nas fronteiras entre o norte e o sul. Para complicar, as áreas de fronteira não definidas são ricas em recursos estratégicos, como petróleo. ” (livro-base, p. 180) 
	
	C
	
	Apesar dos conflitos militares, a religião oficial do Sudão é o Islã, os conflitos religiosos ocorrem entre islâmicos e as religiões da antiguidade africana.
	
	D
	
	O Sul sempre teve domínio militar, dessa forma, controla as decisões políticas do Norte.
	
	E
	
	Como não existe uma fronteira determinada entre as duas regiões do Sudão, a passagem civil é livre, o que ocasionou os ataques militares.
Questão 4/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o fragmento a seguir:
“A corrida por colônias e os ressentimentos do passado levaram ao desenrolar da Segunda Guerra Mundial, quando o esgotamento e a dissolução dos poderosos impérios coloniais das potências europeias, sobretudo a Inglaterra e a França, transformaram o cenário mundial.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SARDE NETO, Emílio. História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes, 2019. p. 158.
Considerando a citação acima e o livro-base História e Historiografia da África, assinale a alternativa correta sobre a dominação fascista na região da Etiópia, em 1935:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Humberto II foi proclamado imperador da Etiópia e da Somália, permanecendo no poder até a guerra entre esses dois países, em 1960.
	
	B
	
	Os italianos dominaram e proclamaram um império na região da Etiópia, mas os italianos foram derrotados e expulsos pelo exército britânico.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “A Itália fascista, em seu esforço de guerra, buscou expandir seus discretos domínios na África a partir da Somália, já sob domínio italiano. A Etiópia, que até então conseguia heroicamente se manter independente, sucumbiu às investidas italianas no sul, na divisa com a Somália. O exército italiano avançou até o norte, na Eritreia, conquistando-a e formando a África Oriental Italiana, que proclamou seu então rei, Humberto II, como imperador da Etiópia e escolheu vice-reis para as províncias formadas. O império fascista durou pouco, uma vez que ameaçava a passagem de suplementos para os aliados pelo Canal de Suez, e acabou sendo duramente atacados em 1941 e, com isso, perdeu suas posições para os britânicos.” (livro-base, p. 158)
	
	C
	
	As forças fascistas dominaram a região até o início da Segunda Guerra Mundial, quando foram dominados pelos alemães.
	
	D
	
	A Itália sofreu um golpe dos rebeldes etíopes e a região se tornou independente antes mesmo da Segunda Guerra Mundial.
	
	E
	
	O domínio dos italianos na região da Etiópia foi apenas um pretexto para um crescimento de ideologias comunistas na região.
Questão 5/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“[...] se tivesse de apontar um critério minimamente unificador, eu diria que ele se localiza na esfera das relações de trabalho, isto é, no espaço em que se define a forma de aplicação do esforço humano na apropriação da natureza [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARDOSO, C. F; REDE, M. e ARAÚJO, S. R. R. de. Escravidão antiga e moderna. Tempo: Rio de Janeiro, vol. 3 – n. 6, dez. de 1998. https://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg6-1.pdf. Acesso em 08 dez 2019
Conforme a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre a escravidão no continente africano durante a Antiguidade, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A escravidão estava relacionada ao tom de pele e a origem do trabalhador não remunerado.
	
	B
	
	As religiões africanas influenciavam no trabalho escravo de muitos homens e mulheres, considerados apenas um produto para o trabalho.
	
	C
	
	Os escravos normalmente eram provindos de povos derrotados em guerras, os quais eram obrigados a trabalhar sem nenhum tipo de remuneração.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Na Antiguidade, civilizações em contínuo crescimento demandavam o aumento da produção de alimentos, estruturas urbanas e outras atividades. A saída encontrada à época para atender a essa demanda foi a subjugação de povos vizinhos. Assim, os povos derrotados nas guerras eram capturados pelos vitoriosos e obrigados a trabalhar. Entre as funções que executavam estão os trabalhos nas construções de estruturas arquitetônicas, nas plantações, nas minas, como guardas, como trabalhadores domésticos entre outros.” (livro-base, p. 103-104).
	
	D
	
	A escravidão de pessoas surgiu na África a partir do crescimento cultural e econômico dos egípcios.
	
	E
	
	Já existia um mercado de escravos sofisticado e lucrativo noperíodo do Egito antigo, no qual homens e mulheres aprisionados eram considerados produtos.
Questão 6/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Considere a citação: 
“No Brasil, com raras exceções, não se estuda História da África. A população majoritariamente descendente de africanos é incapaz de reconhecer [...] suas matrizes formadoras de sua identidade a não ser através de estereótipos, um continente exótico, primitivo, miserável, ignorante, violento, os famosos Ts (Tarzan, tribo e tambor)”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MONTEIRO, A. A África no imaginário social brasileiro. VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra, 16, 17 e 18 de set. 2004. p. 3. 
Considerando a citação e o texto-base Um olhar sobre a historiografia africana e afro-brasileira no que se refere ao eurocentrismo, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O eurocentrismo fundamenta-se na crença da superioridade do modo de vida e do desenvolvimento da Europa ocidental.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa é a correta, porque o eurocentrismo é uma “[...] estrutura mental de caráter provinciano pelo fato de o modelo de desenvolvimento econômico e social ser estritamente singular, europeu, o que foi exportado ideologicamente. Segundo o conjunto de ideias exportadas, inevitavelmente todas as sociedades caminhariam para o modelo de desenvolvimento europeu, o que tornou esse modelo um paradigma. Assim entendido, é hoje perceptível o quanto este eurocentrismo esteve presente nos textos clássicos que fundaram a historiografia moderna no Iluminismo, deturpando a visão dos europeus acerca dos demais povos do mundo. Estes eram vistos, então, na melhor das hipóteses, como crianças a serem educadas pelas luzes da razão”. (texto-base Um olhar sobre a historiografia africana..., p. 242). Além disso, “justamente nos documentos construídos graças aos viajantes e comerciantes que se fizeram presentes em regiões da África, incorporando nos seus estudos muito dos preconceitos que esses grupos acabaram registrando, principalmente a ideia de que a sociedade europeia prevalecia sobre a africana”. (texto-base, p. 241-242).
	
	B
	
	De acordo com o eurocentrismo, todas as sociedades deveriam caminhar para um modelo particular de desenvolvimento, não seguindo o europeu.
	
	C
	
	Desde antes do Iluminismo, os europeus consideravam e valorizavam a cultura e características dos demais povos do mundo.
	
	D
	
	Os chamados “historiadores modernos” se baseavam nos relatos de viajantes e comerciantes europeus que conheciam e valorizavam profundamente as particularidades da África. 
	
	E
	
	Os viajantes europeus consideravam de grande importância a história africana anterior à chegada dos europeus no continente.
Questão 7/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“O pensamento da decolonialidade vem na mesma tendência do pós-colonialismo e das epistemologias do sul, porém constatando que são reflexões sobre os subalternizados ainda pensada a partir do Norte, cujos intelectuais são naturais dos grandes países colonizadores - Inglaterra, Portugal e Estados Unidos.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SARDE NETO, Emílio. História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes, 2019. p. 147.
Considerando a citação acima e o livro História e Historiografia da África, assinale a alternativa correta sobre o pensamento decolonial:
Nota: 10.0
	
	A
	
	É uma metodologia crítica feita pelo dominante, aquele que visualiza os costumes de fora.
	
	B
	
	Julgamento de um costume ou tradição das sociedades africanas a partir do senso comum.
	
	C
	
	Pensa criticamente os estudos e as políticas propostas por pós-coloniais, tendo origem na América Latina, considerando a realidade local para sustentar seus pressupostos.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta, uma vez que: “O pensamento da decolonialidade vem na mesma tendência do pós-colonialismo e das epistemologias do sul, porém constatando que são reflexões sobre os subalternizados ainda pensada a partir do Norte, cujos intelectuais são naturais dos grandes países colonizadores - Inglaterra, Portugal e Estados Unidos. Com origem na América Latina, propõe uma visão crítica também aos pensamentos pós-coloniais e às políticas propostas como pós-coloniais. Pretende pensar sobre todas as coisas acontecidas nos países ocupados pela colonialidade, materiais e de saberes, e seus efeitos nos sujeitos tomando como base a realidade local.” (livro-base, p. 147)
	
	D
	
	Debate semelhante ao pós-colonialismo, perspectivas das relações culturais feitas pelos europeus.
	
	E
	
	Estudo e julgamento de raças e etnias existentes em uma região com o menosprezo aos atores locais.
Questão 8/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“Agências da ONU revelaram [...] que a fome na África voltou a crescer em 2017, atingindo 257 milhões de pessoas — 20% da população africana. Desse grupo, 237 milhões estão na região subsaariana do continente”.
Após esta avaliação: caso queira ler a carta integralmente, ele está disponível em: NAÇÕES UNIDAS BRASIL. 2019. FAO: 257 milhões de pessoas passam fome na África. https://nacoesunidas.org/fao-257-milhoes-de-pessoas-passam-fome-na-africa/. Acessado em 13 dez. 2019
De acordo com a citação dada e o livro-base História e Historiografia da África sobre as causas que contribuem para a persistência da pobreza existente na África, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Contribuem para este quadro a questão climática, um amparo ineficiente do direito internacional, a exploração promovida pelas indústrias transnacionais.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “O grande instrumento de exploração das riquezas são as empresas transnacionais, verdadeiros núcleos imperialistas que realizam numerosas inversões e, mediante o argumento da falsa ajuda, conseguem crédito, empréstimos, enviam assessores e especialistas para as empresas que controlam a energia elétrica, as estradas de ferro e as vias de comunicação. Muitas dessas transnacionais não têm a intenção de desenvolver o continente, mas buscam, acima de tudo, o caminho mais rápido para o controle económico. Outro fator que contribui para a pobreza crónica da África é o descrédito e o desrespeito das instituições políticas jurídicas internacionais [...] Além dos fatores históricos e económicos, os países africanos seguem sem um amparo eficiente do direito internacional. As mudanças climáticas são outro fator que faz retrocederem de forma substancial os avanços alcançados contra a pobreza e a segurança alimentar. Em várias regiões, é possível presenciar grandes períodos de seca, que dificultam a produção de alimentos e pioram as condições de vida da população em geral; nas temporadas de chuva, os rios transbordam, evidenciando um clima inconstante e novos desequilíbrios nas estações do ano.” (livro-base, p. 173, 174) 
	
	B
	
	A miséria e a pobreza refletem uma sociedade que não soube se preparar para os problemas ambientais e históricos após contato e assimilação da cultura europeia.
	
	C
	
	Apesar do amplo amparo do direito internacional, os países africanos recebem o mínimo de investimento externo, o que mantém os problemas econômicos sem solução.
	
	D
	
	Apesar do quadro de pobreza que assola muitos países do continente, ela não repercute em quase todos os campos da sociedade.
	
	E
	
	O fato climático, que começou a influir na pobreza no continente africano apenas após os processos de descolonização das potências europeias.
Questão 9/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia atentamente o fragmento a seguir:
“[...] depois da destruição da Europa pelas guerras mundiais, muitas coisas mudaram: a imagem da força do elemento civilizador e modernizadordas potências coloniais foi muito degradada, e os processos de independência abundaram depois da Segunda Guerra Mundial.”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SARDE NETO, Emílio. História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes, 2019. p. 160.
Considerando o fragmento e o conteúdo do Livro-base, assinale a alternativa que contextualiza corretamente as mudanças estruturais no continente africano a partir dos princípios estabelecidos na Carta do Atlântico, firmada em 1941 por Winston Churchill (Reino Unido) e Franklin D. Roosevelt (Estados Unidos): 
Nota: 10.0
	
	A
	
	A assinatura da Carta tinha como objetivo principal libertar o continente africano dos domínios nazistas, decretando independência imediata às colônias. 
	
	B
	
	A Carta garantiu, de forma vinculante, a liberdade popular em todos os territórios coloniais, obrigando as potências a conceder autonomia plena antes do fim da guerra.
	
	C
	
	O documento foi um apelo de união mundial para evitar a vitória alemã, sem mencionar questões ligadas à descolonização.
	
	D
	
	O texto da carta expressava o interesse em ampliar investimentos e o comércio entre países livres, apoiando a descolonização da África e da Ásia como caminho para a autonomia política de antigas colônias.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Em meio ao conflito, o britânico Winston Churchill, representante do maior império, e Franklin Delano Roosevelt, presidente do Estados Unidos, maior fornecedor de insumos para os aliados, se reuniram para discutir como seria o mundo do pós-guerra, e o resultado foi a elaboração da Carta do Pacífico, de 1941. Os Estados Unidos almejavam novos investimentos e acreditavam que negociar livremente com países livres seria mais vantajoso, por isso apoiaram veementemente a descolonização da África e da Ásia, introduzindo na Carta um apontamento de que as colônias imperiais ganhariam autonomia política.
As transformações políticas advindas das grandes guerras possibilitaram o fim da hegemonia europeia e a configuração de um mundo bipolar caracterizado pela Guerra Fria, protagonizada pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Para essas duas novas grandes potências, era muito importante a desfragmentação dos antigos impérios para a expansão das influências ideológicas dessas novas superpotências.” (livro-base, p. 160-161) 
	
	E
	
	O acordo anglo-americano defendia a anexação de regiões do “Terceiro Mundo”, incluindo territórios africanos, como forma de conter o nazismo. 
Questão 10/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia atentamente o fragmento a seguir:
“A Europa não apenas recolonizou o mundo durante o neocolonialismo, quando se apropriou da ideia de civilização, mas autonomeou-se e nomeou o resto do mundo por meio daquele que é talvez o lema fundamental da dominação ideológica ‘civilização ou barbárie’.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SARDE NETO, Emílio. História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes, 2019. p. 157.
Considerando o texto acima e o livro História e Historiografia da África, assinale a alternativa correta sobre o ideal de um ser civilizado sob o ponto de vista europeu:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A maneira como os povos africanos se organizavam.
	
	B
	
	Os povos do Norte, especificamente o branco e cristão.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: Essa alternativa está correta, uma vez que: “A Europa não apenas recolonizou o mundo durante o neocolonialismo, quando se apropriou da ideia de civilização, mas autonomeou-se e nomeou o resto do mundo por meio daquele que é talvez o lema fundamental da dominação ideológica 'civilização ou barbárie'. Para Sader (2012), nessa visão, o civilizado é o branco e cristão, mais propriamente os povos do norte; os protagonistas do colonialismo, da escravidão, do imperialismo e da globalização.” (livro-base, p. 157)
	
	C
	
	Os primeiros comerciantes nômades asiáticos.
	
	D
	
	As formas mais primitivas de agrupamento social.
	
	E
	
	O nativo americano, com sua relação sagrada com os elementos da natureza.um império africano que destacou pelo exército muito bem organizado; o controle de áreas de extração de ouro; a estrutura administrativa eficiente e o respeito pelas tradições e religiões de povos dominados. Durante a metade do século XV, conflitos determinaram sua queda e a ascensão de um novo centro de poder na região, o Império Songai.
Fonte: Texto elaborado pelo autor desta questão.
Considerando o texto dado e o livro-base História e Historiografia da África, identifique e relacione corretamente os impérios mencionados e suas características correspondentes:
1. Reino do Mali
2. Império Songai
(  ) Progrediu entre os séculos XIII ao XV, contava com grande quantidade de províncias e federações. No século XIII, os mandigas e o líder Sundiata Keita, adepto do islamismo, conquistou o território, intitulando-se mansa (imperador).
(  ) Foi o mais poderoso e o último dos impérios da África Ocidental.  No fim do século XV, sob o comando do general Áskia Mohammed construiu um poderoso exército regular, que dividiu o império em quatro vices-reinos.
(   ) Sua Mesquita de Sankoré, em Tombouctou foi um importante lugar de ensino e estudo do islamismo, com uma grande e excelente biblioteca.
Agora, assinale a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	1 – 2 – 2
	
	B
	
	1 – 1 – 2
	
	C
	
	1 – 2 – 1
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque:  “Mali foi um dos maiores reinos da África Subsaariana. Progrediu entre os séculos XIII ao XV e seus domínios se estendiam até o Oceano Atlântico, com extensão maior que o antigo Reino de Gana. Mali contava com uma grande quantidade de províncias, formando federações, com diversidade cultural e bagagem civilizacional muito grande. [...] No século XIII, os mandingas da África Ocidental, liderados pelo príncipe Sundiata Keita, expandiram suas fronteiras mais para o oeste e para leste, conquistando povoados e cidades. O príncipe seguia o islamismo e se autointitulou Mansa (imperador).  [...] A Mesquita de Sankoré em Tombouctou foi um importante lugar de ensino e estudo do islamismo, com uma grande e excelente biblioteca, um atrativo para estudiosos da Europa medieval e do norte da África. Muitos turistas visitam Tombouctou o ano inteiro para apreciar a estrutura de adobe da Mesquita de Sankoré.”  (Livro-base, p. 29-31). “Songai era de tradição islâmica e sua organização social era mais complexa que a do Mali. Foi o mais poderoso e o último dos impérios da África Ocidental, territórios que se estendiam do Mali até a Nigéria. [...] Em 1464, assume o poder Sonni Ali, o Grande, que impôs a derrota definitiva ao Império Mali. Com grande habilidade, mostrou-se grande general e apreciável administrador: determinou a construção de canais de irrigação e embarcações para dinamizar o comércio (Assumpção, 2008). Após sua morte, foi substituído pelo general do exército Áskia Mohammed, de origem sarakolê, que viajou até a cidade de Meca no fim do século XV e escolheu intelectuais do mundo islâmico para auxiliá-lo no governo. Foi sob seu comando que o Império Songai atingiu seu maior esplendor. Áskia Mohammed construiu um poderoso exército regular, dividiu o império em quatro vice-reinos, organizou o sistema de impostos e tornou as cobranças regulares, fortaleceu sua pequena frota no Rio Níger, uniformizou os pesos e medidas e deu continuidade à exploração das minas de Tagaza.” (livro-base, p. 88 e 89).
	
	D
	
	2 – 1 – 2
	
	E
	
	2 – 2 – 1
Questão 5/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia a passagem de texto:
“Nenhum orixá é completamente 'bom' ou 'mau'. Como os homens, com os quais se assemelham, eles são capazes do melhor e do pior, têm defeitos e qualidades [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MUSEU AFRO BRASIL. Candomblé. http://www.museuafrobrasil.org.br/pesquisa/indice-biografico/manifestacoes-culturais/candomble. Acesso em 28 nov 2019.
Considerando o texto anterior e os estudos do livro História e Historiografia da África referente à importância dos orixás na origem do Reino de Benin, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Podem ser considerados divindades religiosas africanas com aspectos ancestrais, as quais são relacionadas com os diversos fenômenos da natureza e tradições míticas.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “O reino seguiu o modelo da cidade de Ifé, formado por um grupo de povos edos, autóctones da região. Com alianças e conquistas, o território se unificou sob o domínio de um rei que era representante de uma divindade e governava com o título de obá e tinha que ir a Ifé para ter seu poder reconhecido pelo oni. (livro-base, p.94).
Na tradição iorubá, nos primórdios, o Orum (céu) era habitado por Olodu Marê e outros deuses; era o espaço sagrado dos orixás, entre eles Oduduwa. Abaixo de Orum existia apenas uma imensidão de água. Para criar a Aiyê (terra), Olodumaré concedeu a Oduduwa um punhado de terra e uma galinha, entre outras coisas. Oduduwa lançou-se no espaço e, ao chegar na parte de baixo, lançou a terra sobre a água e lançou a galinha, que ciscava e espalhava a terra para todos os lados. Em alguns lugares, caía mais terra que em outros, o que deu origem a montes e vales. Assim, a terra que passou a se chamar Ilê Ifé (terra que foi sendo ciscada) seria o lugar onde a terra jogada por Oduduwa teria caído e se espalhado, dando origem à primeira cidade do mundo.” (livro-base, p. 92 – nota de rodapé).
	
	B
	
	Considerados divindades de etnias africanas, os orixás na tradição iorubá eram representados pelos deuses Oduduwa e Olodu Marê, assimilados a partir do cristianismo.
	
	C
	
	Segundo algumas religiões africanas, orixás eram os reis dos povos africanos, fundadores de algumas cidades, como Toumbuctu e Walata.
	
	D
	
	As regiões de montes e vales africanos são conhecidos como Orum, pois foram regiões onde os orixás, enquanto governantes, estabeleceram seus ensinamentos.
	
	E
	
	Os reis e patriarcas dos povos originários da cultura Iorubá, como Ifé e o reino de Benin, eram conhecidos como orixás.
Questão 6/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“É conhecida a preponderância da agricultura na economia antiga; na África, durante o período romano, a terra era a principal fonte – e mais valorizada – de riqueza e prestígio social. Também é comum dizer que a África era o celeiro de Roma”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: Mahjoubi A., O período romano e pós-romano na África do Norte. In: MOKHTAR, G. (Ed.). A África Antiga. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.522.
Considerando o texto e o livro base História e Historiografia da África sobre o contato entre romanos e africanos durante o período da História Antiga, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os berberes dominaram economicamente os reinos do Sahel e da África Ocidental Subsaariana, após o contato e a assimilação da cultura romana em sua sociedade.
	
	B
	
	Os romanos necessitavam dos produtos africanos em grande quantidade, assim eram enviados para Europa escravos, açúcar e bois.
	
	C
	
	A dominação do Sahel pelos romanos ocorreu após a região se negar a comercializar ouro, marfim, sal e escravos com a Europa romana.
	
	D
	
	O comércio entre romanos e os povos do norte da África fez com que os berberes dominassem a cultural e a econômica da região. As ruínas de Leptis Magna, na Líbia, e Dougga, na Tunísia, exemplificam esse predomínio.
	
	E
	
	O comércio de ouro, marfim, sal e escravos fizeram parte do contato entre povos europeus e a África. Mas os romanos pouco sabiam das regiões além do deserto do Saara, incorporando apenas o Norte do continente.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: Esta alternativa é a correta, porque “Os romanos denominavam os povos africanos de berberes e incorporaram o norte do continente africano aos seus domínios. As lembranças do Império Romano ainda são visíveisnas monumentais ruínas de Leptis Magna, na Líbia, e Dougga, na Tunísia. Da África, chegavam ouro, marfim, sal e escravos, que abasteciam o Império Romano, além de animais selvagens capturados nas selvas africanas, levados para divertir as plateias dos anfiteatros do império. Entretanto, os romanos desconheciam os lugares da África de onde vinham essas riquezas, ignoravam o que existia para além do imenso deserto do Saara. ” (livro-base, p. 79).
Questão 7/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia a seguinte passagem de texto:
“As trocas comerciais e a mobilidade correlatada das populações foram os instrumentos da difusão das técnicas.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013. p.412.
Considerando o texto anterior e os conhecimentos livro-base História e Historiografia da África sobre a questão da mobilidade na África e o caso do Império do Zimbábue, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O contato entre os povos e tribos de diferentes regiões sul-africanas tem origem a partir da dominação europeia subsaariana.
	
	B
	
	As diversidades geográficas existente no continente africano influenciaram a demora na mobilidade populacional e comercial da região, como no Zimbábue.
	
	C
	
	A dispersão étnica e as disputas militares africanas tiveram início a partir da expansão comercial das civilizações do Oriente no sul do continente africano, como no Zimbábue.
	
	D
	
	Na África, a mobilidade era grande. No século XIV, a cidade do Zimbábue tinha cerca de 10 mil habitantes, resultante de uma migração do interior após o esgotamento de terras cultiváveis.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Para Silvério (2013), na África, a mobilidade era tão grande quanto em outras partes do mundo. No início do século XIV, a cidade do Zimbábue tinha por volta de 10 mil habitantes, concentração que resultava de uma migração do interior – a cidade provavelmente absorvera centenas de povoados, que, após o esgotamento das terras cultiváveis, voltaram para seus povoados. (livro-base, p.56).
	
	E
	
	O Zimbábue tinha dificuldades comerciais e não conseguia prosperar devido ao isolamento geográfico e incomunicabilidade com o litoral da costa oriental.
Questão 8/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a seguinte citação:
“Nas savanas meridionais, os reinos Luba e Lunda definiram-se precocemente. Essas formações estatais se desenvolveram perto dos lagos do Lualaba.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: VANSINA, J. A África equatorial e Angola: as migrações e o surgimento dos primeiros Estados. In: In: NIANE, D. T. (Ed.). África do século XII ao XVI. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.641.
Segundo o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História e Historiografia da África sobre os diferentes povos com origem Mbenbo e Luba e suas relações, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O império Lunda, juntamente com o império Luba, tiveram influência em suas regiões de origem até o período de dominação europeia no século XVIII.
	
	B
	
	O Reino de Lunda entrou em decadência quando líderes do reino Luba passaram a dominar a região comercial das savanas meridionais.
	
	C
	
	As inexistências de rivalidades intertribais contribuíram para o crescimento de vários povos africanos, assim o Império Lunda conviveu pacificamente com os povos de Luba e Mbembo.
	
	D
	
	O contato com os povos europeus fez com que muitos povos africanos desenvolvessem estratégias militares melhores, assim Lunda passou a dominar o Império de Luba e Tchokwe.
	
	E
	
	As rivalidades intertribais influenciaram na decadência de impérios africanos, e a disputa entre os povos de Lunda fez com que os Tchokwe absorvessem a região e as instituições do Império.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “O Império de Lunda foi constituído pelo povo mbungo e, segundo a tradição oral, suas origens datam de por volta do ano 1050. Com um sistema consuetudinário de passagem de governo centralizado desde a metade do século XI, a dinastia Lunda organizou o Estado, criou um sistema administrativo burocratizado e estabeleceu uma economia forte fundamentada na agricultura e no trabalho com ferro, cobre e tecidos por meio de escravos (Ngoyo, 2007).
No século XVIII, em meio ao grande desenvolvimento social e econômico do reino, as rivalidades intertribais dividiram os Lunda em Mbembo e Luba, que permaneceram nos mesmos lugares, e uma outra parte denominada Tchokwe, que migrou e passou a viver com mais mobilidade explorando tudo que pudesse ser comercializado com portugueses e outros europeus, como peles, marfim e borracha.
Os Tchokwe se expandiram para o sul, entraram em conflitos com outras tribos, estabeleceram fronteiras e territórios, conquistaram o grupo de Lunda e construíram um império absorvendo suas antigas instituições. (livro-base, p. 67, 68)
Questão 9/10 - História e Historiografia da África
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Atente para a citação:
“O Império Songai foi profundamente original quanto à organização política e administrativa. A forte estruturação do poder, a centralização sistemática e o absolutismo real são características que atribuíram uma coloração moderna [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CISSOKO, Sékéné Mody.Os Songhai do século XII ao XVI. In: NIANE, D. T. (Ed.). África do século XII ao XVI. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.218.
Conforme a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre as características econômicas e religiosas do Império Songai, pode-se afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Esse Império se destacou graças ao pouco contato com os viajantes e comerciantes europeus em decorrência de sua localização geográfica.
	
	B
	
	O Império Songai não se diferenciou de estruturas políticas europeias, mantendo-se firme com as regiões que controlava.
	
	C
	
	Gao foi declarada a capital do Império Songai pelo rei Dia Kossoi, primeiro líder a se converter ao islamismo. A organização social de Songai era mais complexa que a do Mali.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque: “Songai era de tradição islâmica e sua organização social era mais complexa que a do Mali. Foi o mais poderoso e o último dos impérios da África Ocidental, territórios que se estendiam do Mali até a Nigéria. Durante cerca de quatro séculos, foi um grande estado mercantil que pagava tributos para o Sudão ocidental e posteriormente para Mali. Segundo a tradição, a população era governada por um sacerdote que acumulava a função de líder político.
[...] Segundo Assumpção (2008), a origem do Império Songai está envolta em lendas. A principal delas conta que a cidade Gao foi conquistada pelo Império do Mali e libertada em 1337 por dois príncipes songais. Ainda no século XI, a cidade de Gao foi declarada a capital do reino por Dia Kossoi, o primeiro a se converter ao islamismo em 1009, 15º rei de sua dinastia. Mais tarde, no século XIV, Gao se igualava em importância à capital do Mali.” (livro-base, p. 88).
	
	D
	
	Um evento importante para a capital do Império Songai foi ato de negação do soberano Dia Kossoi ao Islã, o que manteve os traços culturais tribais vivos na região, sem nenhuma adaptação.
	
	E
	
	Tombuctu foi uma cidade com características militares, fundada pelos cristãos que dominaram grande parte do Estado Songai.
Questão 10/10 - História e Historiografia da África
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Considere o fragmento de texto:
“Seguramente a glória de Kush se reflete em certas lendas da África central e ocidental. [...] Os conhecimentos técnicos propagaram-se. Alguns povos, por exemplo, fundiam o bronze pelo método da cire perdue, como no reino cuxita.”
Apósesta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LECLANT, J. o Império de Kush: Napata e Méroe. In: MOKHTAR, G. (Ed.). A África Antiga. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.292.
Considerando a citação e o livro-base História e Historiografia da África sobre a imponente produção de ferro pelo Império da Núbia, assinale a afirmativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Mesmo com a melhora na utilização do ferro, a sociedade núbia não se tornou repleta de palácios, pirâmides e templos.
	
	B
	
	Por sua imponência e destaque na produção do ferro, a Núbia não chegou a ser alvo de ataque dos egípcios.
	
	C
	
	Apesar de poderosos e dominadores das técnicas de produção do ferro e de armamentos, os núbios nunca chegaram a conquistar seus vizinhos egípcios.
	
	D
	
	Os aprimoramentos das técnicas para a forja do ferro, durante os mil anos antes da Era Cristã, fizeram da Núbia um importante centro de fabricação do produto, com destaque para a cidade de Meroé.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque: “A Núbia foi inúmeras vezes atacada pelos faraós egípcios, que frequentemente incursionavam por suas terras.
[...] Ali floresceu uma grandiosa sociedade “egipcianizada”, que durou até aproximadamente o século IV a.C., tendo Nepata como capital religiosa e Meroé como entreposto de rotas de caravanas entre o Mar Vermelho, o Alto Nilo e o Chade, com grande disponibilidade de minérios de ferro para suas fundições. A sociedade era repleta de palácios, pirâmides e templos. No século II a.C., essa civilização sofreu influência da cultura grega e acabou sendo conquistada pelos romanos no ano 23 da era cristã (Mokhtar, 1983).
Para os historiadores, os núbios desenvolveram uma das mais antigas técnicas para forja de ferro da África no primeiro milênio a.C. Muitos arqueólogos acreditam que a arte de produção do ferro foi aperfeiçoada em Meroé e se espalhou pelo resto do continente. Essa cidade se transformou em um importante centro industrial da época, produzindo grande quantidade de ferro. ” (livro-base, p. 50).
	
	E
	
	Nepata foi a capital religiosa e comercial da Núbia após o período de dominação do Egito, na qual a produção do ferro prosperou.
Questão 1/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“O coltan é um minério nobre composto por dois elementos distintos: colômbio e tantalite. Deste último obtém-se o tântalo, um excelente condutor de eletricidade, maleável e extremamente resistente à corrosão [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DW. Coltan: peritos germânicos desenvolvem impressão digital para o "ouro cinzento". https://www.dw.com/pt-002/coltan-peritos-germ%C3%A2nicos-desenvolvem-impress%C3%A3o-digital-para-o-ouro-cinzento/a-6176095. Acesso em 09 dez. 2019.
A partir da reportagem e do livro-base História e Historiografia da África sobre a guerra, violência e escravidão a partir da exploração do coltan, a alternativa correta é:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A disputa por essa matéria prima ocorre na região de Serra Leoa, e é influenciada pela disputa entre o governo e Força Unida Revolucionária (FUR).
	
	B
	
	Disputas em Angola, no qual o grupo rebelde da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) controlava a maioria das regiões de coltan.
	
	C
	
	Extração de coltan levou a uma crise humanitária na Costa do Marfim, a qual utilizou mão de obra infantil na condição de escravo.
	
	D
	
	As extrações de coltan ocorrem em sua maioria na República Democrática do Congo, o que levou a disputas das minas entre o governo e grupos rebeldes.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Nessa nova fase colonialista, além dos antigos produtos explorados, como o ouro e os diamantes, a grande novidade de exploração é o conhecido coltan, metal composto de columbita e tantalita, utilizado na fabricação de baterias e capacitores eletrolíticos presentes em praticamente todos os aparelhos eletrônicos de última geração, incluindo armas e satélites. [...] As minas estão localizadas nas montanhas em uma região controlada pelo exército do Congo; no entanto, grupos guerrilheiros disputam a hegemonia da região e ocuparam alguns territórios. No meio da competição, quem mais sofre é o povo distribuído nas comunidades da região, sujeito a massacres, matanças e sequestros. Há também grande confusão em razão dos vários grupos étnicos divididos entre as fronteiras dos territórios”. (livro-base, p.39)
	
	E
	
	Em Burkina Fasso existe um forte tráfico de escravos infantis, os quais são utilizados para a exploração de coltan.
Questão 2/10 - História e Historiografia da África
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Leia o seguinte fragmento de texto: 
“O século XX assistiu a diversas revoluções nas historiografias que incidiram diretamente na questão documental, no que tange à escrita da história africana há que se considerarem algumas fontes fundamentais: a tradição oral, as arqueológicas e os diversos textos escritos por árabes e europeus”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, M. S. Movimentos na História: Notas sobre a Historiografia da Costa dos Escravos. Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana, ano III, n. 5, julho/2010. p. 97. Acesso em 20 set. 2018.
De acordo com o texto-base Memória histórica em África: historiografia e conflitos pela memória social, a partir das décadas de 1970 e 1980, a política nacionalista de países africanos incentivou pesquisas para o desenvolvimento de abordagens e métodos historiográficos novos. Sobre o assunto, é corretor afirmar:
Nota: 10.0
	
	A
	
	As pesquisas voltam-se para a depreciação e desvalorização do passado do continente.
	
	B
	
	A memória passa a ser construída a partir da memória dos europeus residentes na África.
	
	C
	
	A busca por materiais que comprovassem o passado colonial é o ponto de partida para a construção da historicidade africana.
	
	D
	
	As pesquisas no continente africano passam a valorizar as fontes históricas não escritas, tais como as tradições orais e os achados arqueológicos. 
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta, pois: “Fugindo aos padrões da historiografia européia, as pesquisas históricas no continente africano passam a valorizar as fontes históricas não escritas, tais como as tradições orais e os achados arqueológicos. Para que tais fontes pudessem ser utilizadas, a pesquisa histórica ganhou investimentos governamentais”. Além disso: “Quando nos voltamos para os métodos e as formas de abordagens há uma profunda alteração. Se a historiografia colonial propunha a filiação da história africana à européia e como continuação desta, nesta abordagem nacionalista o que se acentua é a dinâmica interna, buscando ressaltar as iniciativas endógenas. Ao passado negado se impõe sua exaltação. A memória é reescrita enfatizando as magníficas civilizações, ressaltando não uma população sem história, mas um passado glorioso.” (texto-base Memória histórica em África:..., p. 13, 14).
	
	E
	
	As pesquisas em História da África ficaram restritas aos departamentos de universidades europeias.
Questão 3/10 - História e Historiografia da África
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Considere a citação: 
“No Brasil, com raras exceções, não se estuda História da África. A população majoritariamente descendente de africanos é incapaz de reconhecer [...] suas matrizes formadoras de sua identidade a não ser através de estereótipos, um continente exótico, primitivo, miserável, ignorante, violento, os famosos Ts (Tarzan, tribo e tambor)”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MONTEIRO, A. A África no imaginário social brasileiro. VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra, 16, 17 e 18 de set. 2004. p. 3. 
Considerando a citação e otexto-base Um olhar sobre a historiografia africana e afro-brasileira no que se refere ao eurocentrismo, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O eurocentrismo fundamenta-se na crença da superioridade do modo de vida e do desenvolvimento da Europa ocidental.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa é a correta, porque o eurocentrismo é uma “[...] estrutura mental de caráter provinciano pelo fato de o modelo de desenvolvimento econômico e social ser estritamente singular, europeu, o que foi exportado ideologicamente. Segundo o conjunto de ideias exportadas, inevitavelmente todas as sociedades caminhariam para o modelo de desenvolvimento europeu, o que tornou esse modelo um paradigma. Assim entendido, é hoje perceptível o quanto este eurocentrismo esteve presente nos textos clássicos que fundaram a historiografia moderna no Iluminismo, deturpando a visão dos europeus acerca dos demais povos do mundo. Estes eram vistos, então, na melhor das hipóteses, como crianças a serem educadas pelas luzes da razão”. (texto-base Um olhar sobre a historiografia africana..., p. 242). Além disso, “justamente nos documentos construídos graças aos viajantes e comerciantes que se fizeram presentes em regiões da África, incorporando nos seus estudos muito dos preconceitos que esses grupos acabaram registrando, principalmente a ideia de que a sociedade europeia prevalecia sobre a africana”. (texto-base, p. 241-242).
	
	B
	
	De acordo com o eurocentrismo, todas as sociedades deveriam caminhar para um modelo particular de desenvolvimento, não seguindo o europeu.
	
	C
	
	Desde antes do Iluminismo, os europeus consideravam e valorizavam a cultura e características dos demais povos do mundo.
	
	D
	
	Os chamados “historiadores modernos” se baseavam nos relatos de viajantes e comerciantes europeus que conheciam e valorizavam profundamente as particularidades da África. 
	
	E
	
	Os viajantes europeus consideravam de grande importância a história africana anterior à chegada dos europeus no continente.
Questão 4/10 - História e Historiografia da África
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Atente para a citação:
“O pensamento da decolonialidade vem na mesma tendência do pós-colonialismo e das epistemologias do sul, porém constatando que são reflexões sobre os subalternizados ainda pensada a partir do Norte, cujos intelectuais são naturais dos grandes países colonizadores - Inglaterra, Portugal e Estados Unidos.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SARDE NETO, Emílio. História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes, 2019. p. 147.
Considerando a citação acima e o livro História e Historiografia da África, assinale a alternativa correta sobre o pensamento decolonial:
Nota: 10.0
	
	A
	
	É uma metodologia crítica feita pelo dominante, aquele que visualiza os costumes de fora.
	
	B
	
	Julgamento de um costume ou tradição das sociedades africanas a partir do senso comum.
	
	C
	
	Pensa criticamente os estudos e as políticas propostas por pós-coloniais, tendo origem na América Latina, considerando a realidade local para sustentar seus pressupostos.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta, uma vez que: “O pensamento da decolonialidade vem na mesma tendência do pós-colonialismo e das epistemologias do sul, porém constatando que são reflexões sobre os subalternizados ainda pensada a partir do Norte, cujos intelectuais são naturais dos grandes países colonizadores - Inglaterra, Portugal e Estados Unidos. Com origem na América Latina, propõe uma visão crítica também aos pensamentos pós-coloniais e às políticas propostas como pós-coloniais. Pretende pensar sobre todas as coisas acontecidas nos países ocupados pela colonialidade, materiais e de saberes, e seus efeitos nos sujeitos tomando como base a realidade local.” (livro-base, p. 147)
	
	D
	
	Debate semelhante ao pós-colonialismo, perspectivas das relações culturais feitas pelos europeus.
	
	E
	
	Estudo e julgamento de raças e etnias existentes em uma região com o menosprezo aos atores locais.
Questão 5/10 - História e Historiografia da África
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Leia o excerto de texto a seguir:
“O sucesso do empreendimento colonial dependia da criação e manutenção de uma percepção do mundo fundada em relações de identidade e alteridade, devidamente valoradas. Era preciso definir o status de cada pessoa na nova estrutura forjada pelo colonialismo.”
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: TRAJANO FILHO, Wilson; DIAS, Juliana Braz. O colonialismo em África e seus legados: classificação e poder no ordenamento da vida social.  Anuário Antropológico/2014 II, Brasília, UnB, v. 40, n. 2, p. 9-22, 2015. p. 11.  Disponível em: https://journals.openedition.org/aa/1371 Acesso em 10 jul. 2019.
Considerando a citação dada e os conteúdos da Aula 5 – Vídeo número 04 – Tema 03 – Domínio Colonial, da disciplina História e Historiografia da África, é possível afirmar sobre o domínio colonial europeu na África:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O objetivo de colonização do continente africano se restringiu a um processo de civilização e modernização dos povos africanos pelos europeus.
	
	B
	
	A Libéria e a Etiópia foram Estados africanos que conseguiram se manter independentes e não se tornaram colônias europeias.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: De acordo com a vídeoaula da Aula 5, vídeo número 04, tema 03 – Domínio Colonial, início em 1’30 até 4’00, a resposta correta é letra “b”, pois tanto a Etiópia (ligada ao antigo reino de Axum) quanto a Libéria (país fundado por ex-escravos retornados da América) conseguiram se manter independentes ao longo do processo de colonização europeia.
	
	C
	
	As fronteiras atuais dos países africanos já se encontravam delimitadas antes do domínio colonial europeu.
	
	D
	
	A colonização do Congo pelo Bélgica, do rei Leopoldo II, foi bastante humanitária e benéfica à região.
	
	E
	
	O processo de colonização europeu na África resultou na extinção de elites nas colônias.
Questão 6/10 - História e Historiografia da África
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Leia o seguinte fragmento de texto: 
“A África Atlântica entre o rio Senegal e a chamada ‘Serra Leoa’ foi denominada por ‘Guiné do Cabo Verde’, ‘Rios de Guiné do Cabo Verde’, ‘Rios de Guiné’ ou mesmo ‘Rios do Cabo Verde’ ou apenas ‘Cabo Verde’ e ‘Guiné’, significantes que podiam corresponder todos a uma mesma categoria de representação”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: HORTA, J. da S. “O nosso Guiné”: representações luso-africanas de espaço guineense (séculos XVI-XVII). Atas do Congresso Internacional Espaço Atlântico de Antigo Regime: poderes e sociedades.. Acesso em 03 set. 2018 
De acordo com o fragmento de texto e o texto-base A evolução da historiografia da África entre os séculos XVI e XVII a Guiné despertou muito interesse dos europeus, sobretudo de missionários e comerciantes. Sobre esses interesses em relação à Guiné, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O principal motor das atividades europeias na Guiné foi sempre a evangelização.
	
	B
	
	Os negociantes buscavam modificar a sociedade africana.
	
	C
	
	Os missionários sentiam-se obrigados a tentar alterar o que encontravam.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta, porque “o principal motor das atividades europeias na Guiné foi sempre o comércio”. (Texto base A evolução da historiografia da África, p.5). Além disso: “Enquanto os africanos forneciam as mercadorias que os europeus desejavam comprar, como era em geral o caso da Guiné, os negociantes não se sentiam impelidos a mudar a sociedade africana; eles se contentavam em observá-la. Os missionários, ao contrário, sentiam-se obrigados a tentar alterar o que encontravam e, nessas condições, um certo grau de conhecimento da históriada África poderia ser-lhes útil”. (Texto base, p.6).
	
	D
	
	Os missionários desprezavam o conhecimento sobre a África e sua história.
	
	E
	
	Os interesses da evangelização eram mais fortes que os comerciais.
Questão 7/10 - História e Historiografia da África
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Leia o extrato de texto:
“Uma tragédia ocorreu em 29 de novembro de 1781, quando o capitão Luke Collingwood ordenou que um terço da carga humana [...] fosse lançada ao mar do navio Zong. E o pior de tudo é o motivo para essa atrocidade: receber o seguro que possuía sobre a vida dos escravos”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: NOGUEIRA, A. O massacre de Zong: quando um capitão ganancioso orquestrou a morte de 133 escravos. UOL Aventuras na História, 2019. https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-massacre-de-zong-quando-um-capitao-ganancioso-orquestrou-morte-de-133-escravos.phtml. Acesso em 09 dez 2019
Por meio do texto dado e do livro-base História e Historiografia da África sobre as práticas efetuadas no tráfico de escravos, assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os europeus pouco adentravam no continente africano em busca de escravos, a maioria destes era adquirido a partir do comércio com os islâmicos.
	
	B
	
	Entre as potências europeias, a coroa britânica teve poucos ganhos econômicos com o tráfico escravocrata em decorrência dos movimentos abolicionistas.
	
	C
	
	Quem detinha o poder sobre a vida e morte dos escravos eram os reis europeus, os quais repassavam as ordens aos capitães e comerciantes.
	
	D
	
	A responsabilidade do transporte dos escravos era dos capitães, toda e qualquer ordem dentro do navio era considerada lei.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “A responsabilidade de transportar centenas de escravos era dos capitães, que gozavam de poder absoluto para fazer o que fosse necessário a fim de levar seu carregamento humano até o mercado e obter o máximo de lucro possível. Para ser considerado um capitão competente de navio negreiro, aquele que era respeitado pelos patrões e temido pela tripulação e escravos, suas ordens tinham de ser consideradas lei. Os métodos de castigos eram normalmente brutais.
Um fato que não passou despercebido foi o caso do navio britânico Zong, governado pelo capitão Luke Collingwood, que em 1781, ao se aproximar da ilha da Jamaica, se viu com as provisões de água potável quase esgotadas. Temendo que grande parte do seu carregamento perecesse antes de chegar a Kingston, Collingwood preferiu cobrar o dinheiro do seguro pelos cativos e deu a ordem de lançar ao mar 132 africanos mais fracos e doentes.
A notícia sobe a atrocidade do navio Zong chegou à Inglaterra e os abolicionistas tiveram conhecimento do fato, o que ascendeu o movimento contra a escravidão na Grã-Bretanha. Os proprietários do Zong foram julgados por fraude e pela primeira vez o povo britânico verdadeiramente ficou sabendo dos horrores dos barcos de escravos.” (livro-base, p. 112-113).
	
	E
	
	Para não perder o número do carregamento humano nos navios, os capitães e a tripulação evitavam utilizar métodos de castigo durante o translado.
Questão 8/10 - História e Historiografia da África
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Observe o texto a seguir: 
“Existia uma fronteira oficial que separava o sul do norte, no entanto ela nunca foi claramente delineada nem demarcada e passava por territórios considerados sem valor.”
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: História e Historiografia da África. Curitiba: Intersaberes. 2018.
Conforme o texto sobre o Sudão e o livro-base História e Historiografia da África, em relação aos conflitos vividos na região e os motivos da rivalidade entre as regiões norte e sul do território, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	As diferenças entre as duas regiões sempre foram econômicas, pois o Sul, mais rico, comercializava matéria prima com regiões subsaarianas, enquanto o Norte era agrícola.
	
	B
	
	O Norte, mais organizado politicamente, rico e islamizado, mantinha influência nas terras do Sul, região com maioria cristã e animista, a qual não aceitava perder sua autonomia regional.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Existia uma fronteira oficial que separava o sul do norte, no entanto, ela nunca foi claramente delineada nem demarcada e passava por territórios considerados sem valor. Quando o Sudão se tornou independente em 1956, a fronteira entre as duas áreas foi levantada e o Sul ficou em posição extremamente desfavorável, não demorou muito para que começasse a brigar por um novo status (Ottaway; El-Sadany, 2012, p. 180).
É importante ressaltar que o norte tinha grande influência islâmica e se diferenciava culturalmente da parte sul desde o século XIV. As etnias do sul não sofreram essa interferência e tinham como principais influências o cristianismo e a cultura animista. Em razão dessa diferenciação, o sul exigia mais autonomia política e econômica para sua população.
O Norte, que governava o país inteiro, era extremamente instável politicamente. O poder era alternado entre governos de militares e civis, com orientação islamita ou de esquerda. O Sul se ressentia do norte dominante e era profundamente dividido, mais particularmente ao longo das fronteiras tribais. Essas divisões eram sistematicamente exploradas pelos governos do norte para enfraquecer os movimentos rebeldes do sul. Os conflitos ocorriam no centro do país nas fronteiras entre o norte e o sul. Para complicar, as áreas de fronteira não definidas são ricas em recursos estratégicos, como petróleo. ” (livro-base, p. 180) 
	
	C
	
	Apesar dos conflitos militares, a religião oficial do Sudão é o Islã, os conflitos religiosos ocorrem entre islâmicos e as religiões da antiguidade africana.
	
	D
	
	O Sul sempre teve domínio militar, dessa forma, controla as decisões políticas do Norte.
	
	E
	
	Como não existe uma fronteira determinada entre as duas regiões do Sudão, a passagem civil é livre, o que ocasionou os ataques militares.
Questão 9/10 - História e Historiografia da África
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Leia o seguinte fragmento do texto:
“As cidades-Estado são, na verdade, reinos reduzidos às dimensões de uma cidade e seus arredores. As cidades hauçá e as cidades ioruba do Benin constituem os casos mais típicos, com instituições bastante elaboradas [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ver a imagem integralmente, ele está disponível em: SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013. p.424.
Considerando a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre a formação do reino de Benin, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O reino de Benin esteve localizado onde hoje é o Sudão e era constituído pelos antigos povos núbios.
	
	B
	
	Localizado na atual Nigéria, o reino de Benin foi um dos importantes reinos iorubás, que reuniu muitas cidades-Estado da costa africana ocidental.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “[...] A influência do Zimbábue e de seus estabelecimentos tributáveis se fazia sentir mais além das fronteiras imediatas e relativamente próximas ao Estado em si. A prosperidade de Kilma na costa da África seguiu de perto as flutuações do comércio de ouro sobre Sofala (Ryder, 1984), ambas cidades-Estado independentes". (livro-base, p. 56)
"O Reino de Benin atingiu seu apogeu no século XVI, na atual Nigéria. A cidade de Benin era protegida por uma vasta rede de fossos e muralhas com aproximadamente nove metros de altura e 6,4 mil km² de extensão. Era a capital da parte leste da Costa Oeste da África e foi um dos mais importantes reinos dos iorubás. Ficou conhecida como A Grande Cidade de Benin pelos europeus que ali passaram.” (livro-base, p. 92).
	
	C
	
	A capital do reino de Benin, Meroé destaca-se pelasantigas pirâmides que são a demonstração da união de diversas culturas.
	
	D
	
	A união de vários povos fez com que Benin tivesse destaque na região comercial saariana, mantendo um contato com povos do oriente e da Ásia.
	
	E
	
	A prosperidade da capital de Benin, Kilma fez com que ela dominasse várias cidades-Estado, entre eles Sofala, importante no comércio do ouro.
Questão 10/10 - História e Historiografia da África
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Leia o fragmento de texto:
“As condições de viagem dos negros, na chamada rota do meio, eram brutais. Amontoados nos compartimentos dos navios, cerca de 13 a 30% deles morriam a bordo [...] No Brasil e nas Índias ocidentais, os escravos eram obrigados a trabalhar até a exaustão e a morte depois substituídos”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: Uma História Concisa – 3ª edição – São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 273.
Considerando a citação anterior e o livro-base História e Historiografia da África sobre o trato dos escravos durante o período de comercialização, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os capturadores utilizavam um alto nível de violência e tortura como forma de controle dos cativos.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “As penas que sofriam os escravizados durante a viagem eram aterradoras: ficavam uns sobre os outros em pouco espaço, sufocante; o intenso calor produzido pelos corpos enfileirados criava um vapor espesso e úmido que dificultava a respiração, e muitos morriam pela falta de ar e por doenças facilmente propagadas em tal ambiente. Quando o clima permitia, os cativos eram levados para o convés e obrigados a dançar. Os algozes acreditavam que a dança dava força para os escravos, ajudando-os a não morrer; aqueles que não dançavam com entusiasmo eram chicoteados. ” (livro-base, p.47)
	
	B
	
	Muitos africanos sofriam forte repressão por cultuarem deuses diferentes dos europeus, por isso se tornavam escravos.
	
	C
	
	As fugas durante as caminhadas até os portos e durante as viagens eram comuns, assim inúmeras africanos conseguiram voltar para a sua região de origem.
	
	D
	
	Assassinar cativos durante o translado era uma desumanidade, pois os africanos, antes de tudo, eram considerados seres humanos.
	
	E
	
	Existiram muitas condenações aos europeus que utilizavam a tortura como forma de controle dos cativos.
Questão 1/10 - História e Historiografia da África
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Atente para a citação:
“O estudo dos meios de transporte também pode ajudar-nos a localizar melhor as rotas saarianas e atestar certas hipóteses”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SALAMA, P. O Saara durante a Antiguidade clássica. In: MOKHTAR, G. (Ed.). A África Antiga. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.581-583.
De acordo com o texto e os conteúdos do livro História e Historiografia da África, com relação aos meios de transportes e a atividade comercial existente nas rotas transaarianas ao longo do tempo, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O Saara foi uma barreira intransponível para o comércio entre a África acima e abaixo do deserto
	
	B
	
	Os povos africanos passaram a adquirir produtos de outras regiões, como Arábia e Ásia, durante a utilização de cavalos nas rotas comerciais.
	
	C
	
	O camelo foi um animal só recentemente utilizado nas rotas comerciais africanas. Com a utilização desse transporte, o contato das civilizações africanas com outras regiões se tornou possível nos dias de hoje.
	
	D
	
	O deserto do Saara é utilizado como rota de comércio há milhares de anos. Os mercadores, que utilizavam cavalos para deslizarem no deserto, tiveram mínimo contato com a cultura das civilizações africanas.
	
	E
	
	A utilização de camelos representou um impulso nas rotas comerciais africanas pelo Saara, porque transportavam inúmeras riquezas e as culturas das grandes civilizações.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: A alternativa é a correta, porque: “É preciso compreender também a imensidão do Saara, com seus aproximados 9 milhões de quilômetros quadrados frequentados por camelos convertidos em caravanas pelos mercadores e que com grande destreza deslizaram pelas rotas do deserto durante milhares de anos. Não se pode entender a África Subsaariana sem antes entender esse enorme bloco geográfico que é o deserto do Saara, berço de grande quantidade de civilizações, lugar por onde o islamismo entrou no continente. Foram os cameleiros nas rotas do Saara que transportaram inúmeras riquezas e as culturas das grandes civilizações. A cidade de Tombouctou, por exemplo, entre o Saara e o Sahel, no país de Mali, uma das mais antigas da África, conserva seus famosos registros históricos e outros aspectos peculiares de cultura em grandes bibliotecas”. (livro-base, p. 23).
Questão 2/10 - História e Historiografia da África
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Considere o fragmento de texto:
“Seguramente a glória de Kush se reflete em certas lendas da África central e ocidental. [...] Os conhecimentos técnicos propagaram-se. Alguns povos, por exemplo, fundiam o bronze pelo método da cire perdue, como no reino cuxita.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LECLANT, J. o Império de Kush: Napata e Méroe. In: MOKHTAR, G. (Ed.). A África Antiga. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.292.
Considerando a citação e o livro-base História e Historiografia da África sobre a imponente produção de ferro pelo Império da Núbia, assinale a afirmativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Mesmo com a melhora na utilização do ferro, a sociedade núbia não se tornou repleta de palácios, pirâmides e templos.
	
	B
	
	Por sua imponência e destaque na produção do ferro, a Núbia não chegou a ser alvo de ataque dos egípcios.
	
	C
	
	Apesar de poderosos e dominadores das técnicas de produção do ferro e de armamentos, os núbios nunca chegaram a conquistar seus vizinhos egípcios.
	
	D
	
	Os aprimoramentos das técnicas para a forja do ferro, durante os mil anos antes da Era Cristã, fizeram da Núbia um importante centro de fabricação do produto, com destaque para a cidade de Meroé.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque: “A Núbia foi inúmeras vezes atacada pelos faraós egípcios, que frequentemente incursionavam por suas terras.
[...] Ali floresceu uma grandiosa sociedade “egipcianizada”, que durou até aproximadamente o século IV a.C., tendo Nepata como capital religiosa e Meroé como entreposto de rotas de caravanas entre o Mar Vermelho, o Alto Nilo e o Chade, com grande disponibilidade de minérios de ferro para suas fundições. A sociedade era repleta de palácios, pirâmides e templos. No século II a.C., essa civilização sofreu influência da cultura grega e acabou sendo conquistada pelos romanos no ano 23 da era cristã (Mokhtar, 1983).
Para os historiadores, os núbios desenvolveram uma das mais antigas técnicas para forja de ferro da África no primeiro milênio a.C. Muitos arqueólogos acreditam que a arte de produção do ferro foi aperfeiçoada em Meroé e se espalhou pelo resto do continente. Essa cidade se transformou em um importante centro industrial da época, produzindo grande quantidade de ferro. ” (livro-base, p. 50).
	
	E
	
	Nepata foi a capital religiosa e comercial da Núbia após o período de dominação do Egito, na qual a produção do ferro prosperou.
Questão 3/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia o texto a seguir:
“Os povos bantos também já conheciam a tecelagem. Produziam panos de algodão de ótima qualidade [...]. Além de algodão, usavam as fibras de uma palmeira chamada ráfia para fabricar um tecido conhecido como pano de palha”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: MOJUBÁ. Ciência e tecnologia. http://antigo.acordacultura.org.br/mojuba/programa/ci%C3%AAncia-e-tecnologia. Acesso em 11 de mar de 2020.
Conformeo excerto dado e o livro base História e Historiografia da África sobre a origem e as características dos povos bantos na África, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os bantos se destacavam pelo nomadismo e a comercialização de ouro, marfim e escravos na região do Norte da África.
	
	B
	
	A partir da sedentarizarão no sudoeste do continente africano, os bantos influenciaram a formação de vários reinos e impérios na região, com relevância ao Reino do Congo.
Você assinalou essa alternativa (B)
Você acertou!
Comentário: Esta alternativa é a correta, porque “Grupos de língua banto tornaram-se sedentários no sudoeste do continente africano, dominaram a agricultura e o pastoreio, passaram a trabalhar com metais, ergueram cidades, formaram vários reinos e construíram impérios. Entre eles, o Reino do Congo se constituiu como uma grande civilização cristianizada na África e manteve intensa atividade comercial com os europeus, em especial os portugueses. Estima-se que origens do Reino do Congo remontem ao século XIV. A bacia do Rio Zaire, denominada Bacia do Congo pelos portugueses, era habitada desde longa data por grupos a (bundo, bacongo, luba e lunda). [...] (livro-base, p. 62)
	
	C
	
	Os grupos de língua banto dominaram o comércio e a mineração na África, por isso se alastraram por inúmeras regiões do continente.
	
	D
	
	O Reino de Congo foi constituído desde o princípio como uma civilização islamizada que manteve intensa atividade agrícola e comercial com os povos árabes até o período contemporâneo.
	
	E
	
	A cultura banta deu origem a inúmeras cidades e formaram vários reinos na África, os mais conhecidos foram os impérios Zulu e o de Bali.
Questão 4/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Leia a passagem de texto:
“Não se pode explicar o desenvolvimento do Estado do Kanem se ele for visto isolado do comércio transaariano.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: LANGE, D. Reinos e povos do Chade. In: NIANE, D. T. (Ed.). África do século XII ao XVI. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.218.
De acordo com a citação de texto e o livro-base História e Historiografia da África os estudos sobre o Império Kanem-Bornu, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A influência católica na região de Kanem, inflamou o comércio na região, fazendo com que esse reino fosse visitado por muitos portugueses no século XV.
	
	B
	
	As partir das rotas comerciais terrestres, o território de Kanem teve um aumento massivo de influência regional.
	
	C
	
	As rotas transaarianas ajudaram o povo Kanem-Bornu  a crescer economicamente e contactar com a religião islâmica, que se tornou oficial no século XI.
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Outro império importante foi o de Kanem-Bornu, cuja origem remonta ao século IX, provavelmente fundado pelo grupo étnico zagauaz, que habitava as margens do Lago Chade. Conhecido como Kanem, o império existiu durante os séculos XII a XIX. Iniciou a conversão ao islamismo no século XI e, no século seguinte, sua expansão para as comunidades da região.
O Império Kanem passou a controlar as rotas de comércio que rumavam para Trípoli e Egito e baseou seu poder nas rotas transaarianas. A partir do século XII, por meio de guerras, seu território se expandiu até onde hoje se localizam a Líbia e da Nigéria. O centro do império mudou para o oeste do Lago Chade durante o século XIII e, no século XIV, começou a deteriorar-se em função de condições climáticas.
[...] Entre seus líderes se destacou a imagem de Idres Alawma, religioso muçulmano que via sua ascensão ao poder como uma missão divina para expandir o islã na África e governou entre a segunda metade do século XVI e o início do século XVII.”. (livro-base, p. 68, 69)
	
	D
	
	Kanem-Bornu foi uma civilização que recebeu e teve contato com inúmeros povos diferentes, dessa forma a diversidade religiosa fez parte da sociedade durante os anos de grandiosidade.
	
	E
	
	Com sua origem a partir do comércio transaariano, o império de Kanem não enriqueceu pela tributação paga por povos renegados.
Questão 5/10 - História e Historiografia da África
  Ler em voz alta
Atente para a citação:
“É conhecida a preponderância da agricultura na economia antiga; na África, durante o período romano, a terra era a principal fonte – e mais valorizada – de riqueza e prestígio social. Também é comum dizer que a África era o celeiro de Roma”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: Mahjoubi A., O período romano e pós-romano na África do Norte. In: MOKHTAR, G. (Ed.). A África Antiga. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010. p.522.
Considerando o texto e o livro base História e Historiografia da África sobre o contato entre romanos e africanos durante o período da História Antiga, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	Os berberes dominaram economicamente os reinos do Sahel e da África Ocidental Subsaariana, após o contato e a assimilação da cultura romana em sua sociedade.
	
	B
	
	Os romanos necessitavam dos produtos africanos em grande quantidade, assim eram enviados para Europa escravos, açúcar e bois.
	
	C
	
	A dominação do Sahel pelos romanos ocorreu após a região se negar a comercializar ouro, marfim, sal e escravos com a Europa romana.
	
	D
	
	O comércio entre romanos e os povos do norte da África fez com que os berberes dominassem a cultural e a econômica da região. As ruínas de Leptis Magna, na Líbia, e Dougga, na Tunísia, exemplificam esse predomínio.
	
	E
	
	O comércio de ouro, marfim, sal e escravos fizeram parte do contato entre povos europeus e a África. Mas os romanos pouco sabiam das regiões além do deserto do Saara, incorporando apenas o Norte do continente.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
Comentário: Esta alternativa é a correta, porque “Os romanos denominavam os povos africanos de berberes e incorporaram o norte do continente africano aos seus domínios. As lembranças do Império Romano ainda são visíveis nas monumentais ruínas de Leptis Magna, na Líbia, e Dougga, na Tunísia. Da África, chegavam ouro, marfim, sal e escravos, que abasteciam o Império Romano, além de animais selvagens capturados nas selvas africanas, levados para divertir as plateias dos anfiteatros do império. Entretanto, os romanos desconheciam os lugares da África de onde vinham essas riquezas, ignoravam o que existia para além do imenso deserto do Saara. ” (livro-base, p. 79).
Questão 6/10 - História e Historiografia da África
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Leia o texto a seguir:
O Mali foi um império africano que destacou pelo exército muito bem organizado; o controle de áreas de extração de ouro; a estrutura administrativa eficiente e o respeito pelas tradições e religiões de povos dominados. Durante a metade do século XV, conflitos determinaram sua queda e a ascensão de um novo centro de poder na região, o Império Songai.
Fonte: Texto elaborado pelo autor desta questão.
Considerando o texto dado e o livro-base História e Historiografia da África, identifique e relacione corretamente os impérios mencionados e suas características correspondentes:
1. Reino do Mali
2. Império Songai
(  ) Progrediu entre os séculos XIII ao XV, contava com grande quantidade de províncias e federações. No século XIII, os mandigas e o líder Sundiata Keita, adepto do islamismo, conquistou o território, intitulando-se mansa (imperador).
(  ) Foi o mais poderoso e o último dos impérios da África Ocidental.  No fim do século XV, sob o comando do general Áskia Mohammed construiu um poderoso exército regular, que dividiu o império em quatro vices-reinos.
(   ) Sua Mesquita de Sankoré, em Tombouctou foi um importante lugar de ensino e estudo do islamismo, com uma grande e excelente biblioteca.
Agora, assinale a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	
	1 – 2 – 2
	
	B
	
	1 – 1 – 2
	
	C
	
	1 – 2 – 1
Você assinalou essa alternativa (C)
Você acertou!
Comentário: Esta é a alternativa correta porque:  “Mali foi um dos maiores reinosda África Subsaariana. Progrediu entre os séculos XIII ao XV e seus domínios se estendiam até o Oceano Atlântico, com extensão maior que o antigo Reino de Gana. Mali contava com uma grande quantidade de províncias, formando federações, com diversidade cultural e bagagem civilizacional muito grande. [...] No século XIII, os mandingas da África Ocidental, liderados pelo príncipe Sundiata Keita, expandiram suas fronteiras mais para o oeste e para leste, conquistando povoados e cidades. O príncipe seguia o islamismo e se autointitulou Mansa (imperador).  [...] A Mesquita de Sankoré em Tombouctou foi um importante lugar de ensino e estudo do islamismo, com uma grande e excelente biblioteca, um atrativo para estudiosos da Europa medieval e do norte da África. Muitos turistas visitam Tombouctou o ano inteiro para apreciar a estrutura de adobe da Mesquita de Sankoré.”  (Livro-base, p. 29-31). “Songai era de tradição islâmica e sua organização social era mais complexa que a do Mali. Foi o mais poderoso e o último dos impérios da África Ocidental, territórios que se estendiam do Mali até a Nigéria. [...] Em 1464, assume o poder Sonni Ali, o Grande, que impôs a derrota definitiva ao Império Mali. Com grande habilidade, mostrou-se grande general e apreciável administrador: determinou a construção de canais de irrigação e embarcações para dinamizar o comércio (Assumpção, 2008). Após sua morte, foi substituído pelo general do exército Áskia Mohammed, de origem sarakolê, que viajou até a cidade de Meca no fim do século XV e escolheu intelectuais do mundo islâmico para auxiliá-lo no governo. Foi sob seu comando que o Império Songai atingiu seu maior esplendor. Áskia Mohammed construiu um poderoso exército regular, dividiu o império em quatro vice-reinos, organizou o sistema de impostos e tornou as cobranças regulares, fortaleceu sua pequena frota no Rio Níger, uniformizou os pesos e medidas e deu continuidade à exploração das minas de Tagaza.” (livro-base, p. 88 e 89).
	
	D
	
	2 – 1 – 2
	
	E
	
	2 – 2 – 1
Questão 7/10 - História e Historiografia da África
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Leia o seguinte excerto de texto:
“Após o século XIV, as relações do Mali com a África setentrional intensificaram-se, em consequência da célebre peregrinação do mansa Kanku Musa a Meca. A introdução maciça da cultura islâmica perturbou os costumes do país”.
Após esta avaliação: caso queira ver a imagem integralmente, ele está disponível em: SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013. p.451.
De acordo com a citação anterior e as considerações do livro-base História e Historiografia da África sobre o declínio do Reino do Mali que ocorreu a partir de uma forte crise na região, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O ataque dos berberes, dos tuaregues, do Império Songai e a grande diversidade do Reino influenciaram o declínio de Mali.
Você assinalou essa alternativa (A)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Para Marques (2008), a grande diversidade do Reino de Mali desencadeou seu declínio a partir do século XV. Enfrentamentos internos foram enfraquecendo e minando os poderes locais; ao mesmo tempo, inimigos externos do império estavam se formando na região do Sudão, além do gradual deslocamento do centro de riquezas do Mali para a costa atlântica. Mali começou a sofrer ataques dos berberes, dos tuaregues e do Império Songai. Cidades como Tombouctou, Walata, Nema, Djenné e Gao capitularam e perderam a influência do império no Sudão e no Sahel. Concomitantemente a esses acontecimentos, na região dos povos fulas, no norte do Sudão, se desenvolvia uma grande potência que tomou o controle das rotas de Mali que uniam o Ocidente e o Oriente africano, interrompendo o trajeto das caravanas do comércio de ouro, que foram obrigadas a desviar para a região do Rio Gâmbia, perto do litoral atlântico (Marques, 2008, p. 51). Enfraquecida, Mali foi perdendo seus territórios e suas rotas comerciais, até ser conquistada pelo Império Songai.” (livro-base, p. 87).
	
	B
	
	A queda do Reino de Mali relaciona-se com os conflitos religiosos entre católicos e islâmicos, após a chegada de portugueses na região.
	
	C
	
	Após os conflitos diplomáticos ocasionados por Sundiata Keita, durante sua passagem por Meca, ocorreu o declínio do Mali.
	
	D
	
	Com a perda de valor e, consequentemente, o declínio na comercialização do sal, advindo de Tagaza, Mali ficou enfraquecida e foi dominada posteriormente pelos sudaneses.
	
	E
	
	Com o crescimento do Reino de Gana na região do Sahel, a capital Kumbi Saleh se tornou mais rica que Niani, dominando o território Mali.
Questão 8/10 - História e Historiografia da África
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Leia a seguinte passagem de texto:
“As trocas comerciais e a mobilidade correlatada das populações foram os instrumentos da difusão das técnicas.”
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013. p.412.
Considerando o texto anterior e os conhecimentos livro-base História e Historiografia da África sobre a questão da mobilidade na África e o caso do Império do Zimbábue, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	O contato entre os povos e tribos de diferentes regiões sul-africanas tem origem a partir da dominação europeia subsaariana.
	
	B
	
	As diversidades geográficas existente no continente africano influenciaram a demora na mobilidade populacional e comercial da região, como no Zimbábue.
	
	C
	
	A dispersão étnica e as disputas militares africanas tiveram início a partir da expansão comercial das civilizações do Oriente no sul do continente africano, como no Zimbábue.
	
	D
	
	Na África, a mobilidade era grande. No século XIV, a cidade do Zimbábue tinha cerca de 10 mil habitantes, resultante de uma migração do interior após o esgotamento de terras cultiváveis.
Você assinalou essa alternativa (D)
Você acertou!
Comentário: A alternativa está correta porque: “Para Silvério (2013), na África, a mobilidade era tão grande quanto em outras partes do mundo. No início do século XIV, a cidade do Zimbábue tinha por volta de 10 mil habitantes, concentração que resultava de uma migração do interior – a cidade provavelmente absorvera centenas de povoados, que, após o esgotamento das terras cultiváveis, voltaram para seus povoados. (livro-base, p.56).
	
	E
	
	O Zimbábue tinha dificuldades comerciais e não conseguia prosperar devido ao isolamento geográfico e incomunicabilidade com o litoral da costa oriental.
Questão 9/10 - História e Historiografia da África
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Leia a passagem de texto:
“O resultado dessa batalha [de Adowa], a maior vitória de um africano contra um exército europeu desde a época de Aníbal, teve profunda influência na história das relações entre a Europa e a África. A Etiópia ganhou prestígio, [...]”.
Após esta avaliação: caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: AKPAN, M.B; JONESA, B.; PANKHURST, R. Libéria e Etiópia, 1880-1914: a sobrevivência de dois Estados africanos. In: BOAHEN, A. A. África sob dominação colonial, 1880-1935. 2ª. ed. Ver. Brasília: UNESCO, 2010 p.307.
Conforme a citação anterior e livro-base História e Historiografia da África, em relação à frustrada tentativa de dominação da Etiópia pelas potências europeias no mundo contemporâneo, é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	
	A batalha de Adowa foi travada entre os etíopes e italianos, essa batalha ficou conhecida como um símbolo de dominação imperialista europeu na África, durante século XIX e XX.
	
	B
	
	A Etiópia era um país muito próspero, de planícies férteis e muita água, por causa disso ocorreu a invasão italiana no início do século XX.
	
	C
	
	O Imperador Menelik II evitou a invasão italiana na região da Etiópia, desse modo, o território se tornou um símbolo de resistência dos povos da África negra.
Você assinalou essa alternativa

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