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Idealizado com o intuito de oferecer os subsídios 
necessários para uma formação qualificada na 
área ambiental, Ambiente: tecnologias aborda 
temáticas fundamentais para a prática profissional, 
considerando as técnicas de análise e monitoramento 
ambiental, os principais aspectos dos processos 
produtivos e a evolução das tecnologias sustentáveis.
Ambiente: tecnologias possui projeto gráfico dinâmico 
e inovador, contribuindo para o desenvolvimento 
do aluno de forma eficaz por meio de recursos que 
proporcionam o aprofundamento intelectual. Isso 
ocorre com o auxílio de exercícios práticos, leituras 
sugeridas e vídeos disponíveis em um exclusivo 
ambiente virtual de aprendizagem.
Respaldado pelo Instituto Federal de Educação, 
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), 
este lançamento da série Tekne é um instrumento 
pedagógico indispensável para alunos e professores 
dos cursos do eixo Ambiente e Saúde, previstos pelo 
Ministério da Educação.
Conheça também
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Estudante: Visite o 
ambiente virtual de 
aprendizagem Tekne em 
www.bookman.com.
br/tekne para ter acesso 
a atividades interativas, 
vídeos e artigos.
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Idealizado com o intuito de oferecer os subsídios 
necessários para uma formação qualificada na área 
ambiental, Ambiente: conhecimentos e práticas aborda 
temáticas fundamentais para o desenvolvimento 
profissional, especialmente no que diz respeito à 
capacidade de identificar, analisar e propor medidas 
de gestão que propiciem a utilização de recursos 
naturais com o compromisso ético de garantir a 
conservação e o desenvolvimento socioambiental.
Ambiente: conhecimentos e práticas possui projeto 
gráfico dinâmico e inovador, contribuindo para o 
desenvolvimento do aluno de forma eficaz por meio 
de recursos que proporcionam o aprofundamento 
intelectual. Isso ocorre com o auxílio de exercícios 
práticos, leituras sugeridas e vídeos disponíveis em 
um exclusivo ambiente virtual de aprendizagem.
Respaldado pelo Instituto Federal de Educação, 
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), 
este lançamento da série Tekne é um instrumento 
pedagógico indispensável para alunos e professores 
dos cursos do eixo Ambiente e Saúde, previstos pelo 
Ministério da Educação.
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Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB10/2052
A492 Ambiente [recurso eletrônico] : tecnologias / Organizadora, 
 Cibele Schwanke. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
 Bookman, 2013.
 Editado também como livro impresso em 2013.
 ISBN 978-85-8260-012-2
 1. Meio ambiente. 2. Conservação e proteção. 
 I. Schwanke, Cibele.
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O zoneamento urbano certamente é o mais difundido instrumento. Na definição 
de áreas destinadas à expansão urbana, é muito importante determinar o plano 
diretor que cada município irá adotar, de modo a articular os interesses de to-
dos os agentes envolvidos no processo. Como instrumento de gestão territorial 
urbana, o plano diretor também é um instrumento de gestão ambiental urbana, 
talvez o principal deles, sobretudo, pelo fato de não haver uma tradição de política 
ambiental em nível municipal no Brasil.
O documento do Ministério do Meio Ambiente para formulação e implementação 
de políticas públicas compatíveis com os princípios do desenvolvimento susten-
tável definidos na Agenda 21 (CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO 
AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 1992), intitulado Cidades sustentáveis, estabe-
lece quatro estratégias de sustentabilidade urbana identificadas como priori-
tárias para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras, duas das quais 
remetem diretamente ao plano diretor:
 1. Aperfeiçoar a regulação de uso e ocupação do solo urbano e promover o or-
denamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida 
da população, considerando a promoção da equidade, da eficiência e da qua-
lidade ambiental.
 2. Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade 
de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a 
dimensão ambiental urbana e assegurando a efetiva participação da sociedade.
Contudo, existe uma diferença muito grande entre os ideais existentes para a im-
plantação de um plano diretor e o que é observado na prática. Na maioria dos ca-
sos, esses desvios são induzidos pelo processo de especulação imobiliária e pelas 
mudanças de governo, o que induz a uma série de problemas ambientais de difícil 
resolução, sem o uso de alternativas mais drásticas de intervenção.
Gestão ambiental organizacional
O panorama atual de mercados em unificação e a globalização da competição, 
facilitada pela queda de barreiras alfandegárias, forçam as empresas a adotar 
uma nova visão quanto à amplitude de competidores em seu mercado. A atua-
ção das empresas pode ser restrita, mas a competição é globalizada, porque, po-
tencialmente, qualquer competidor é capaz de atender ao mercado em que uma 
ou outra empresa atua. Juntamente com esse panorama, a preocupação com os 
aspectos ambientais da produção, por parte dos governos e pela sociedade civil 
organizada, gerou uma nova demanda às empresas.
Nesse contexto, o objetivo para a emissão de uma norma internacional para 
o gerenciamento ambiental visa a possibilitar que ela possa ser utilizada como 
ponto de referência, por meio do qual as empresas possam ser comparadas. Essas 
normas possuem também o potencial de estender e difundir as boas práticas am-
bientais ao longo das fronteiras.
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A série de normas ISO 14000 vem ao encontro das necessidades das empresas de 
adotarem práticas gerenciais adequadas às exigências de mercado, universalizando 
os princípios e os procedimentos que permitirão uma expressão consistente de qua-
lidade ambiental. Essa série de normas possui duas abordagens de avaliação: avalia-
ção da organização e avaliação do produto, conforme apresentado na Figura 12.1.
Normas da série
NBR ISO 14.000
Avaliação da organização
Sistema de gestão ambiental
(ISO 14001 e 14004)
Avaliação do produto
Auditoriais ambientais
(ISO 14010 e 1412)
Avaliação de desempenho 
ambientais (ISO 14031)
Rotulagem ambiental
(ISO 14020 e 14025)
Análise do ciclo de vida
(ISO 14040 a 14049)
Figura 12.1 Normas ISO 14000.
A série de normas ISO 14000 é uma contribuição da International Organization for 
Standardization (ISO) ao campo do gerenciamento ambiental. Uma organização 
poderá decidir sobre a adoção dos requisitos ISO 14001 para sua gestão interna, 
bem como para a certificação ambiental, obtida a partir de auditorias de organis-
mos de certificação, externos à empresa.
Entre as vantagens de utilização de um sistema de gestão ambiental (SGA) norma-
lizado e adotado internacionalmente, podemos destacar:
 • Diferencial competitivo: melhora da imagem, aumento de produtividade e con-
quista de novos mercados.
 • Melhoria organizacional: gestão ambiental sistematizada,integração da qualida-
de ambiental à gestão dos negócios da empresa, conscientização ambiental dos 
funcionários e relacionamento de parceria com a comunidade.
 • Minimização de custos: eliminação de desperdícios, conquista da conformidade 
ao menor custo e racionalização dos recursos humanos, físicos e financeiros.
 • Minimização dos riscos: segurança legal, segurança das informações, minimiza-
ção dos acidentes e passivos ambientais, minimização dos riscos dos produtos e 
identificação de vulnerabilidade.
Entre os principais objetivos de um SGA, podemos citar:
 • Fornecer ferramentas necessárias para alcançar metas ambientais e melhoria 
contínua do desempenho de uma empresa.
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 • Buscar a qualidade ambiental.
 • Avaliar a estratégia da empresa (fator de diferenciação no mercado).
 • Adotar medidas de prevenção da poluição.
O sistema de gestão ambiental está fundamentado na adoção de medidas preven-
tivas à ocorrência de impactos adversos ao meio ambiente e se baseia em cinco 
princípios:
 • Conhecer o que deve ser feito. Assegure o comprometimento da empresa e defi-
na sua política de meio ambiente.
 • Elaborar o plano de ação para atender aos requisitos de sua política ambiental.
 • Assegurar condições para o cumprimento dos objetivos e das metas ambientais 
e implementar as ferramentas de sustentação necessárias.
 • Realizar avaliações qualitativas e quantitativas do desempenho ambiental da 
empresa.
 • Revisar e aperfeiçoar a política, os objetivos e as metas ambientais e as ações 
implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental 
da empresa.
Norma internacional ISO 14001
A ISO 14001 no Brasil é editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT), tendo sua última versão sido publicada em 31/12/2004 (2ª edição), com 
validade a partir de 31/01/2005. Essa norma especifica os requisitos relativos a 
um SGA, permitindo a uma organização formular política e objetivos que levem 
em conta os requisitos legais e as informações referentes aos impactos ambientais 
significativos.
A finalidade da ISO 14001 é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de po-
luição com as necessidades socioeconômicas. Sua adoção não garante, por si só, 
resultados ambientais ótimos. Ela não aborda e não inclui requisitos relativos a 
aspectos de gestão de saúde ocupacional e de segurança do trabalho.
A norma contém requisitos de sistema de gestão baseados no processo dinâmico 
e cíclico de planejar, executar, verificar e agir, o chamado PDCA: plan (planejar), 
do (executar), check (verificar), action (agir). O PDCA pode ser resumido conforme 
sugere a Figura 12.2:
 ASSISTA AO FILME
Assista ao vídeo Vida 
Reciclada ISO 14001, 
disponível no ambiente de 
aprendizagem
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Análise pela
administração
Verificação Implementação e
operação
Política ambiental
Melhoria contínua
Planejamento
Figura 12.2 Subsistemas da 
norma NBR ISO 14001.
Fonte: NBR ISO 14004 (2004b).
A etapa de planejamento inclui identificação e classificação dos aspectos am-
bientais, levantamento dos requisitos legais aplicáveis e definição de objetivos e 
metas ambientais. Os empresários precisam fazer as perguntas fundamentais re-
lativas aos seus negócios: “Onde estamos e para onde queremos ir?”. Responder a 
essas perguntas envolve três passos.
 • Fazer avaliação ambiental inicial: compreender a posição ambiental atual da 
empresa, as exigências legais impostas, os aspectos ambientais relevantes, suas 
práticas e posturas; identificar os pontos fortes e fracos.
 • Obter uma visão clara do futuro próximo: compreender os prováveis aspectos 
e impactos ambientais futuros e suas implicações no futuro da empresa, a fim de 
identificar os riscos e as oportunidades ambientais.
 • Estabelecer uma política ambiental: definir como a empresa irá reagir às ques-
tões ambientais atuais e futuras, antecipando-se a elas.
A etapa de implantação e operação implica definição de estruturas e responsa-
bilidades, treinamentos, comunicação, elaboração da documentação do sistema 
(incluindo a criação de procedimentos de controle operacional e atendimento das 
situações de emergência). Os colaboradores encarregados da implementação das 
ações devem definir responsabilidades e procedimentos, que devem ser aprova-
dos pela alta direção. Nessa etapa, o levantamento das atividades, sua descrição, 
incluindo sua interação com o meio ambiente, é a parte principal. A partir daí é 
que as outras atividades dessa etapa se desenvolvem.
Na etapa de verificação são executadas ações de monitoramento e medição, 
conforme padrões ou requisitos legais, sendo levantadas as não conformidades e 
gerados seus registros. Nessa etapa, geralmente faz-se uma auditoria do sistema 
para avaliação da eficácia da sua implantação. Esses resultados são analisados jun-
to à direção da empresa, que promove uma análise crítica e determina mudanças 
de rumo quando necessário.
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A empresa deve possuir instrumentos para responder à pergunta “Como estamos 
indo?”. Esses instrumentos de controle e monitoramento geralmente incluem re-
latórios sobre desempenho ambiental e geração de resíduos (sólidos, líquidos e 
gasosos). Eles também incluem ações corretivas e preventivas. O objetivo dessa 
etapa é avaliar a real condição ambiental da empresa em relação às suas políticas 
definidas, bem como aos objetivos e às metas presentes no plano de ação.
As etapas de análise pela administração e melhoria contínua se caracterizam 
por etapas de aperfeiçoamento do SGA. Deficiências ou imprevistos são identifica-
dos e corrigidos. O plano de ação deve ser revisado e adaptado, e os procedimen-
tos são melhorados ou reorientados, conforme a necessidade e a orientação da 
empresa. O emprego desse método propicia que a direção da organização iden-
tifique as mudanças que podem ou devem ser feitas no SGA e se devem retornar 
à fase de planejamento para introduzir tais alterações na política ambiental e no 
plano de ação.
O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos os níveis e funções, 
especialmente da alta administração. São elementos básicos do sistema de gestão 
ambiental (SGA):
 • política ambiental;
 • programa de gestão ambiental, considerando a avaliação ambiental inicial;
 • estrutura organizacional;
 • integração da gestão ambiental nas várias atividades de negócios da organização;
 • monitoramento, medição e registros;
 • ações corretivas e preventivas.
 • auditorias;
 • análises críticas;
 • treinamento;
 • comunicação interna/externa.
Basicamente, uma política ambiental é a expressão do compromisso da direção 
da empresa de introduzir a gestão ambiental em suas rotinas. A política ambiental 
é uma declaração pública das intenções e dos princípios de ação da empresa. É 
justamente essa política que deve orientar a definição dos objetivos gerais que a 
organização quer alcançar em termos de relação com o meio ambiente.
Um programa de gestão ambiental (ou plano de ação) pode se caracterizar 
como um conjunto de medidas que a empresa tomará na vigência do SGA. O pro-
grama ambiental traduz a política ambiental da organização em objetivos e metas 
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e identifica as ações para atingi-los. Nesse sentido, define as responsabilidades 
dos colaboradores internos e aloca os recursos humanos e financeiros necessários 
para a sua implementação. Além disso, o programa deve levar em consideração 
os aspectos ambientais da organização, uma visão geral das exigências legais e 
outros requisitosaplicáveis.
Um sistema de gestão ambiental deve determinar a estrutura organizacional, 
estabelecendo tarefas, delegando autoridades e definindo responsabilidades para 
implementar as ações.
A integração do sistema de gestão ambiental com as operações comerciais inclui 
procedimentos para incorporar as medidas ambientais em outros aspectos das ope-
rações da empresa, tais como saúde e segurança operacional, compras, desenvol-
vimento de produtos, associações e aquisições, marketing, finanças, entre outras. 
Inclui também o desenvolvimento de procedimentos ambientais especiais, geral-
mente especificados em manuais e outras instruções de trabalho, descrevendo me-
didas e atitudes a serem tomadas na implementação do programa ambiental.
Nesse sentido, devemos entender por procedimentos para monitoramento, medi-
ção e manutenção de registros a atitude de documentar e monitorar os resultados 
de ações e programas específicos, assim como os efeitos globais das melhorias 
ambientais. Já as ações corretivas e preventivas têm por objetivo principal a eli-
minação das causas reais ou potenciais de não cumprimento de objetivos, metas, 
critérios e especificações integrantes do programa ambiental.
As auditorias para verificar a adequação, a eficiência e a implementação do siste-
ma de gestão ambiental têm suas metodologias amplamente explicitadas na série 
de normas ISO 14000. A organização deve assegurar que as auditorias internas do 
sistema de gestão ambiental sejam conduzidas em intervalos planejados.
Os objetivos da auditoria interna são:
 • Determinar se o sistema de gestão ambiental está em conformidade com os ar-
ranjos planejados para a gestão, incluindo-se os requisitos da norma.
 • Avaliar se o sistema de gestão ambiental foi adequadamente implementado e 
se é mantido.
 • Fornecer informações à administração sobre os resultados das auditorias.
Os procedimentos de auditoria devem ser estabelecidos, implementados e manti-
dos a fim de tratar das responsabilidades e dos requisitos para planejar e conduzir 
as auditorias, relatar os resultados, manter registros associados, bem como para 
determinar os critérios de auditoria, escopo, frequência e métodos.
A seleção de auditores e a condução das auditorias devem assegurar a objetivi-
dade e a imparcialidade do processo. O auditor interno deve ser independente 
da área auditada. Também deve ser definida a periodicidade dos processos. Os 
 DEFINIÇÃO
Auditoria interna é uma 
atividade geralmente 
desempenhada pelo 
departamento de uma 
entidade, incumbido 
pela direção de efetuar 
verificações e de 
avaliar os sistemas 
e os procedimentos 
da entidade, com 
vistas a minimizar 
as probabilidades 
de fraudes, erros ou 
práticas ineficazes. A 
auditoria interna deve ser 
independente no seio da 
organização e se reportar 
diretamente à direção.
DEFINIÇÃO
 DICA
Leia o Capítulo 4 do livro 
Fundamentos da gestão 
ambiental, de Shigunov 
Neto, Campos e Shigunov 
(2009), e verifique como 
ocorre a integração dos 
sistemas de gestão.
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auditores devem possuir qualificação, normalmente estabelecida pela própria 
organização. Ao término da auditoria deve ser elaborado um relatório. Análises 
críticas são realizadas periodicamente pela alta direção da organização, visando à 
adequação do sistema de gestão ambiental à luz das mudanças e circunstâncias, 
sejam elas organizacionais ou ambientais. Um importante elemento do sistema 
de gestão ambiental é o estabelecimento de rotinas de comunicação – entendi-
do como o estabelecimento de um fluxo comunicacional das partes interessadas, 
internas e externas à organização. No nível externo, relações com a comunidade 
para comunicar a política e as metas ambientais da organização; no nível interno, 
todos os níveis hierárquicos devem ter acesso às informações de gerenciamento 
ambiental que lhes interessem.
 PARA SABER MAIS
Consulte o site do INMETRO e verifique o histórico de certificações concedidas pelos Estados e as organi-
zações credenciadas pelo INMETRO para certificação da norma NBR ISO 14001.
PPARA SAB
O estabelecimento de treinamentos é altamente necessário para assegurar que 
todos os colaboradores entendam onde estão inseridos no contexto do SGA e 
em relação a suas atividades de trabalho, além da conscientização a respeito das 
questões ambientais relevantes, da política ambiental, dos objetivos, das metas e 
do papel de cada colaborador no sistema de gestão ambiental da empresa.
 JUNTANDO TUDO!
Realize uma busca na internet sobre a Conferência de Estocolmo em 1972. Essa pesquisa auxiliará você 
a entender o cenário mundial na década de 70 em relação ao controle da poluição industrial a partir dos 
sistemas de tratamento de poluentes, conhecido como end of pipe (fim de tubo).
Além disso, ela poderá auxiliá-lo a compreender o processo de licenciamento ambiental, essencial para 
autorização dos projetos, construções/ampliações ou operação de processos produtivos industriais. Após 
pesquisar, pense sobre como é possível relacionar este processo com a gestão ambiental adotada pelas 
empresas atualmente?
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REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14000: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin-
cípios sistemas e técnicas. 2. ed. Rio de Janeiro: ANBT, 2004a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14004: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin-
cípios sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ANBT, 2004b.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Diário Oficial da União, 5 out. 1988. Seção 1, n. 
191-A, p. 1.
BRASIL. Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980. Diário Oficial da União, 3 jul. 1980. Seção 1, n. 123, p. 585.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Diário Oficial da União, 2 set. 1981. Seção 1, n. 167, p. 16509.
CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 2., 1992, Rio de Janeiro. 
Agenda 21. Rio de Janeiro: [s.n.], 1992.
CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTE, 1., 1972, Estocolmo. Anais... Estocolmo: [s.n.], 
1972.
INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. Empresas certificadas ISO 14001. Rio de Ja-
neiro: INMETRO, 2012. Disponível em: �http://www.inmetro.gov.br/gestao14001�. Acesso em: 22 nov. 2012.
REIS, M. J. L. ISO 14000 gerenciamento ambiental: um novo desafio para a sua competitividade. São Paulo: Quali-
tymark, 1996.
SEIFFERT, M. E. B. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, 2010.
SHIGUNOV NETO, A.; CAMPOS, L. M. S.; SHIGUNOV, T. Fundamentos da gestão ambiental. Rio de Janeiro: Ciência 
Moderna, 2009.
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http://www.inmetro.gov.br/gestao14001
OBJETIVOS
Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de:
 Reconhecer a estrutura das relações organizacionais na sociedade.
 Explicar a importância da administração na gestão de organizações.
 Identificar as diferentes etapas envolvidas nos processos gerenciais (ou 
administrativos).
 Reconhecer as competências profissionais necessárias para funções de 
liderança nas organizações.
 Caracterizar as ferramentas necessárias para planejar as atividades em 
organizações, destacando a importância do planejamento estratégico.
 Explicar as influências atuais da questão socioambiental nos processos 
de gestão das organizações, em especial das empresas.
Gestão de organizações 
e sustentabilidade
capítulo 13
Cláudio V. S. Farias
Falar sobre gestão de organizações é uma tarefa bastante complexa, pois as organizações, 
por definição, possuem um comportamento complexo. Este capítulo lança alguns elementos 
iniciais necessários para a compreensão dos princípiosbásicos sobre como gerenciar 
organizações, sejam elas públicas, privadas, lucrativas, sem fins lucrativos, religiosas, etc.
Como ponto de partida, abordaremos o papel dos indivíduos em uma sociedade que é 
cada vez mais regida pelas organizações. Em geral, as organizações servem para melhorar 
a vida dos seres humanos, mas isso é efetivamente constatado em todas as organizações 
da sociedade. As organizações possuem características, gerais e particulares, e em cada 
uma delas existem funções (gerais e específicas) atribuídas aos seus gestores.
Desde sempre, mas de forma mais acentuada nesse momento, as organizações são 
governadas por princípios de racionalidade. Vamos aqui discutir até que ponto 
tais princípios são verdadeiros, apresentando quais as funções básicas da gestão e 
como se expressam nos diversos tipos de organização, introduzindo uma 
discussão-recente acerca da sustentabilidade como 
fator-chave nas organizações.
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Até que ponto estamos 
cercados por organizações
Joana acorda pela manhã e, após realizar sua higiene matinal, toma café com sua 
família. Em seguida, vai à escola, ação que realiza todos os dias pela manhã. Nas 
terças e quintas à tarde, realiza trabalhos voluntários em uma organização não 
governamental (ONG) na área de educação ambiental. Nos sábados integra o 
grupo de escoteiros e, aos domingos, vai com sua avó ao culto de sua igreja, 
próxima à sua casa.
Talvez a semana de Joana seja muito semelhante a sua, não no que se refere às ati-
vidades em si, mas na presença marcante de organizações. Família, escola e igreja 
são exemplos de como as organizações estão presentes em nosso cotidiano. Mas 
afinal, o que vem a ser uma organização?
Assim, uma organização é um conjunto de pessoas e recursos, que tem por fina-
lidade atingir um objetivo comum, inatingível pelo esforço de uma única pessoa.
 PARA REFLETIR
As organizações fazem parte de seu cotidiano?
PPARA REF
Organizações e sociedade
Uma frase dita pelo filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778) serve para 
compreendermos a relação do homem com as organizações: “o homem nasce li-
vre, mas está sempre acorrentado.” Essa frase aparece em seu livro O contrato so-
cial, publicado em 1762, e se referia às amarras institucionais (em especial aquelas 
baseadas nas imposições religiosas e sociais) que oprimiam a maioria dos euro-
peus no período que antecedeu a Revolução Francesa.
 PENSAMENTO CRÍTICO
Você acredita, assim como Rousseau, que estamos “amarrados” às organizações? Pense sobre a atuali-
dade da frase.
PPENSAME
 DEFINIÇÃO
As organizações são 
entendidas como uma 
combinação de esforços 
individuais que têm por 
finalidade realizar objetivos 
coletivos. Além de seus 
integrantes (as pessoas), 
as organizações empregam 
diversos outros recursos, 
tais como máquinas e 
equipamentos, dinheiro, tempo, 
espaço e conhecimentos.
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Na atualidade, nossas vinculações com as organizações modelam nossas vidas: 
nascemos em uma organização (hospital) e, quando morremos, somos enterrados 
ou cremados em outra organização (cemitério).
E não nos deparamos com as organizações apenas no início e no fim de nossas 
vidas: passamos por escolas, universidades; trabalhamos em empresas; nos filia-
mos a partidos políticos; nos associamos a clubes de lazer; temos nossos times de 
futebol de preferência; frequentamos festas, cinemas, restaurantes; frequentamos 
organizações que tratam de nossa espiritualidade (igrejas, sinagogas, mesquitas, 
entre outras).
Todas essas organizações possuem pontos em comum: influenciam e são influen-
ciadas pelas pessoas, além de possuirem rotinas e regras que orientam seus traba-
lhos e objetivos. Ao longo da história do homem, as organizações foram evoluin-
do, em forma e complexidade. Um tipo específico de organização são as empresas.
Uma empresa é uma organização, privada ou pública, que tem por objetivo su-
prir as pessoas com bens ou serviços necessários ou desejados. Essas empresas 
surgiram, nos moldes como conhecemos hoje, a partir da Revolução Industrial, 
em meados do século XVIII. O crescimento das empresas impôs o surgimento de 
técnicas e formas específicas de controlar a obtenção dos seus objetivos.
Nascia, assim, oficialmente a gestão ou a administração, entendida como um pro-
cesso de comunicação, coordenação e execução de ações visando à obtenção de 
objetivos comuns à empresa. A gestão, por sua vez, envolve atividades de articu-
lação entre as ações internas de uma empresa, bem como sua relação externa. O 
gestor, para além de um profissional técnico, é também um especialista em articu-
lar relações sociais, tanto entre si e com os outros como entre pessoas e processos 
organizacionais aos quais estão sujeitos.
 CURIOSIDADE
A palavra “administrador” aparece pela primeira vez na obra de Shakespeare Sonho de uma noite de verão, 
escrita em meados de 1590. O autor aponta para um personagem como o “administrador do riso”. No 
entanto, para administrar o riso é necessário compreender as piadas, as quais são histórias bem humora-
das, em geral muito contextualizadas. Essa ideia de contextualização é bastante atual e importante para 
compreender o papel desempenhado pelos gestores nos dias atuais.
Assim, administrar (ou gerenciar) é estar à frente de algo, sendo responsável pelo 
fluxo de processos, adotando uma sistemática racional. Mas, afinal, o que isso sig-
nifica? Significa que, ao adotar uma gestão racional, o administrador se ocupa de 
aplicar sistematicamente várias técnicas para alcançar uma determinada meta ou 
um objetivo.
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Portanto, os administradores sempre atuam como indivíduos que interpretam (ou 
seja, compreendem) clientes, fornecedores, funcionários, governo, etc. Além disso, 
os administradores devem fazer interpretações em ambientes com rápidas mu-
danças, tais como os desejos dos consumidores, a tecnologia, o comportamento 
dos concorrentes, etc. 
É importante destacar que o trabalho do gestor requer compreensão, interpreta-
ção, comunicação, persuasão, liderança, negociação, motivação, entre outras. Com 
isso, não se está dizendo que os administradores são os únicos que pensam nas 
empresas. O que se está dizendo é que as exigências sobre um administrador reca-
em sobre habilidades cada vez mais compreensivas e analíticas, e menos manuais. 
Essas características ficarão mais claras ao longo da leitura deste capítulo.
A administração pode ser 
considerada um processo?
As pessoas acessam produtos e serviços porque existem organizações que se ocu-
pam em fornecê-los, tais como serviços de saúde, de água e energia, alimentação, 
diversão, educação, entre outros. Também, é por meio das organizações que as 
pessoas obtêm seus meios de subsistência, tais como salários, abonos, lucros e 
outras formas de remuneração que lhes possibilitam adquirir bens e serviços de 
que necessitam ou desejam.
Assim, ao vender produtos e pagar salários, por exemplo, as empresas movem as 
economias locais, regionais e nacionais. Para ter um bom desempenho de acordo 
com todas essas expectativas, as organizações precisam ser bem administradas.
Essa visão de que as atividades de gestão assumem um formato “circular” diz res-
peito ao entendimento que se tem da administração como um processo complexo 
com início, meio e fim. Além de uma atividade de feedback constante e múltiplas 
variáveis, por exemplo, tecnologia, meio ambiente, relações sociais, etc.
A partir desse entendimento, vários pesquisadores de organizações, entre eles ad-
ministradores, economistas, sociólogos, introduziram o conceito de “organizações 
complexas” para descrever o comportamento destas, bem como de seus mem-
bros, inseridos em um mundo cada vez mais diverso e multifacetado.
O que caracteriza uma organizaçãocomplexa? Diversos estudos vêm sendo de-
senvolvidos, em especial a partir da década de 1960, tentando explicar e caracte-
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Assista ao vídeo 
Organização do trabalho, 
produzido pela equipe 
técnica do SENAI de São 
Paulo e veja a importância 
da divisão do trabalho nas 
organizações. Disponível 
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	Capítulo 13 - Gestão de organizações e sustentabilidade

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