Prévia do material em texto
CYAN VS Gráfica VS Gráfica MAG VS Gráfica YEL VS Gráfica BLACK AMBIEN TE CIBELE S CHWANKETECNOLOGIAS ORGANIZADORA AM BIENTE TECN O LO G IAS CIBELE SCHW ANKE AMBIENTE TECNOLOGIAS Idealizado com o intuito de oferecer os subsídios necessários para uma formação qualificada na área ambiental, Ambiente: tecnologias aborda temáticas fundamentais para a prática profissional, considerando as técnicas de análise e monitoramento ambiental, os principais aspectos dos processos produtivos e a evolução das tecnologias sustentáveis. Ambiente: tecnologias possui projeto gráfico dinâmico e inovador, contribuindo para o desenvolvimento do aluno de forma eficaz por meio de recursos que proporcionam o aprofundamento intelectual. Isso ocorre com o auxílio de exercícios práticos, leituras sugeridas e vídeos disponíveis em um exclusivo ambiente virtual de aprendizagem. Respaldado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), este lançamento da série Tekne é um instrumento pedagógico indispensável para alunos e professores dos cursos do eixo Ambiente e Saúde, previstos pelo Ministério da Educação. Conheça também AMBIENTE www.bookman.com.br/tekne CIBELE SCHWANKE ORGANIZADORA Estudante: Visite o ambiente virtual de aprendizagem Tekne em www.bookman.com. br/tekne para ter acesso a atividades interativas, vídeos e artigos. CYAN VS Gráfica VS Gráfica MAG VS Gráfica YEL VS Gráfica BLACK AM BIENTE CIBELE SCHW ANKE CO N H ECIM EN TO S E PRÁTICAS AMBIENTE AMBIENTE www.bookman.com.br/tekne Idealizado com o intuito de oferecer os subsídios necessários para uma formação qualificada na área ambiental, Ambiente: conhecimentos e práticas aborda temáticas fundamentais para o desenvolvimento profissional, especialmente no que diz respeito à capacidade de identificar, analisar e propor medidas de gestão que propiciem a utilização de recursos naturais com o compromisso ético de garantir a conservação e o desenvolvimento socioambiental. Ambiente: conhecimentos e práticas possui projeto gráfico dinâmico e inovador, contribuindo para o desenvolvimento do aluno de forma eficaz por meio de recursos que proporcionam o aprofundamento intelectual. Isso ocorre com o auxílio de exercícios práticos, leituras sugeridas e vídeos disponíveis em um exclusivo ambiente virtual de aprendizagem. Respaldado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), este lançamento da série Tekne é um instrumento pedagógico indispensável para alunos e professores dos cursos do eixo Ambiente e Saúde, previstos pelo Ministério da Educação. CIBELE SCHWANKE CONHECIMENTOS E PRÁTICAS ORGANIZADORA AMBIEN TE CIBELE S CHWANKETECNOLOGIAS ORGANIZADORA Conheça também Estudante: Visite o ambiente virtual de aprendizagem Tekne em www.bookman.com. br/tekne para ter acesso a atividades interativas, vídeos e artigos. AMBIEN TE CIBELE S CHWANKECONHECIMENTOS E PRÁTICAS ORGANIZADORA 45690 Ambientes - Conhecimentos e Praticas.indd 1 20/03/13 09:36 47270 Ambiente Tecnologias.indd 1 17/05/13 10:19 Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB10/2052 A492 Ambiente [recurso eletrônico] : tecnologias / Organizadora, Cibele Schwanke. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Bookman, 2013. Editado também como livro impresso em 2013. ISBN 978-85-8260-012-2 1. Meio ambiente. 2. Conservação e proteção. I. Schwanke, Cibele. CDU 502.1 232 A m b ie n te : te c n o lo g ia s O zoneamento urbano certamente é o mais difundido instrumento. Na definição de áreas destinadas à expansão urbana, é muito importante determinar o plano diretor que cada município irá adotar, de modo a articular os interesses de to- dos os agentes envolvidos no processo. Como instrumento de gestão territorial urbana, o plano diretor também é um instrumento de gestão ambiental urbana, talvez o principal deles, sobretudo, pelo fato de não haver uma tradição de política ambiental em nível municipal no Brasil. O documento do Ministério do Meio Ambiente para formulação e implementação de políticas públicas compatíveis com os princípios do desenvolvimento susten- tável definidos na Agenda 21 (CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 1992), intitulado Cidades sustentáveis, estabe- lece quatro estratégias de sustentabilidade urbana identificadas como priori- tárias para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras, duas das quais remetem diretamente ao plano diretor: 1. Aperfeiçoar a regulação de uso e ocupação do solo urbano e promover o or- denamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população, considerando a promoção da equidade, da eficiência e da qua- lidade ambiental. 2. Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a dimensão ambiental urbana e assegurando a efetiva participação da sociedade. Contudo, existe uma diferença muito grande entre os ideais existentes para a im- plantação de um plano diretor e o que é observado na prática. Na maioria dos ca- sos, esses desvios são induzidos pelo processo de especulação imobiliária e pelas mudanças de governo, o que induz a uma série de problemas ambientais de difícil resolução, sem o uso de alternativas mais drásticas de intervenção. Gestão ambiental organizacional O panorama atual de mercados em unificação e a globalização da competição, facilitada pela queda de barreiras alfandegárias, forçam as empresas a adotar uma nova visão quanto à amplitude de competidores em seu mercado. A atua- ção das empresas pode ser restrita, mas a competição é globalizada, porque, po- tencialmente, qualquer competidor é capaz de atender ao mercado em que uma ou outra empresa atua. Juntamente com esse panorama, a preocupação com os aspectos ambientais da produção, por parte dos governos e pela sociedade civil organizada, gerou uma nova demanda às empresas. Nesse contexto, o objetivo para a emissão de uma norma internacional para o gerenciamento ambiental visa a possibilitar que ela possa ser utilizada como ponto de referência, por meio do qual as empresas possam ser comparadas. Essas normas possuem também o potencial de estender e difundir as boas práticas am- bientais ao longo das fronteiras. Schwanke2_12_175x250.indd 232Schwanke2_12_175x250.indd 232 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 jpsantos Caixa de texto 233 c a p ít u lo 1 2 G e st ã o a m b ie n ta l A série de normas ISO 14000 vem ao encontro das necessidades das empresas de adotarem práticas gerenciais adequadas às exigências de mercado, universalizando os princípios e os procedimentos que permitirão uma expressão consistente de qua- lidade ambiental. Essa série de normas possui duas abordagens de avaliação: avalia- ção da organização e avaliação do produto, conforme apresentado na Figura 12.1. Normas da série NBR ISO 14.000 Avaliação da organização Sistema de gestão ambiental (ISO 14001 e 14004) Avaliação do produto Auditoriais ambientais (ISO 14010 e 1412) Avaliação de desempenho ambientais (ISO 14031) Rotulagem ambiental (ISO 14020 e 14025) Análise do ciclo de vida (ISO 14040 a 14049) Figura 12.1 Normas ISO 14000. A série de normas ISO 14000 é uma contribuição da International Organization for Standardization (ISO) ao campo do gerenciamento ambiental. Uma organização poderá decidir sobre a adoção dos requisitos ISO 14001 para sua gestão interna, bem como para a certificação ambiental, obtida a partir de auditorias de organis- mos de certificação, externos à empresa. Entre as vantagens de utilização de um sistema de gestão ambiental (SGA) norma- lizado e adotado internacionalmente, podemos destacar: • Diferencial competitivo: melhora da imagem, aumento de produtividade e con- quista de novos mercados. • Melhoria organizacional: gestão ambiental sistematizada,integração da qualida- de ambiental à gestão dos negócios da empresa, conscientização ambiental dos funcionários e relacionamento de parceria com a comunidade. • Minimização de custos: eliminação de desperdícios, conquista da conformidade ao menor custo e racionalização dos recursos humanos, físicos e financeiros. • Minimização dos riscos: segurança legal, segurança das informações, minimiza- ção dos acidentes e passivos ambientais, minimização dos riscos dos produtos e identificação de vulnerabilidade. Entre os principais objetivos de um SGA, podemos citar: • Fornecer ferramentas necessárias para alcançar metas ambientais e melhoria contínua do desempenho de uma empresa. Schwanke2_12_175x250.indd 233Schwanke2_12_175x250.indd 233 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 234 A m b ie n te : te c n o lo g ia s • Buscar a qualidade ambiental. • Avaliar a estratégia da empresa (fator de diferenciação no mercado). • Adotar medidas de prevenção da poluição. O sistema de gestão ambiental está fundamentado na adoção de medidas preven- tivas à ocorrência de impactos adversos ao meio ambiente e se baseia em cinco princípios: • Conhecer o que deve ser feito. Assegure o comprometimento da empresa e defi- na sua política de meio ambiente. • Elaborar o plano de ação para atender aos requisitos de sua política ambiental. • Assegurar condições para o cumprimento dos objetivos e das metas ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias. • Realizar avaliações qualitativas e quantitativas do desempenho ambiental da empresa. • Revisar e aperfeiçoar a política, os objetivos e as metas ambientais e as ações implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental da empresa. Norma internacional ISO 14001 A ISO 14001 no Brasil é editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), tendo sua última versão sido publicada em 31/12/2004 (2ª edição), com validade a partir de 31/01/2005. Essa norma especifica os requisitos relativos a um SGA, permitindo a uma organização formular política e objetivos que levem em conta os requisitos legais e as informações referentes aos impactos ambientais significativos. A finalidade da ISO 14001 é equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de po- luição com as necessidades socioeconômicas. Sua adoção não garante, por si só, resultados ambientais ótimos. Ela não aborda e não inclui requisitos relativos a aspectos de gestão de saúde ocupacional e de segurança do trabalho. A norma contém requisitos de sistema de gestão baseados no processo dinâmico e cíclico de planejar, executar, verificar e agir, o chamado PDCA: plan (planejar), do (executar), check (verificar), action (agir). O PDCA pode ser resumido conforme sugere a Figura 12.2: ASSISTA AO FILME Assista ao vídeo Vida Reciclada ISO 14001, disponível no ambiente de aprendizagem Schwanke2_12_175x250.indd 234Schwanke2_12_175x250.indd 234 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 235 c a p ít u lo 1 2 G e st ã o a m b ie n ta l Análise pela administração Verificação Implementação e operação Política ambiental Melhoria contínua Planejamento Figura 12.2 Subsistemas da norma NBR ISO 14001. Fonte: NBR ISO 14004 (2004b). A etapa de planejamento inclui identificação e classificação dos aspectos am- bientais, levantamento dos requisitos legais aplicáveis e definição de objetivos e metas ambientais. Os empresários precisam fazer as perguntas fundamentais re- lativas aos seus negócios: “Onde estamos e para onde queremos ir?”. Responder a essas perguntas envolve três passos. • Fazer avaliação ambiental inicial: compreender a posição ambiental atual da empresa, as exigências legais impostas, os aspectos ambientais relevantes, suas práticas e posturas; identificar os pontos fortes e fracos. • Obter uma visão clara do futuro próximo: compreender os prováveis aspectos e impactos ambientais futuros e suas implicações no futuro da empresa, a fim de identificar os riscos e as oportunidades ambientais. • Estabelecer uma política ambiental: definir como a empresa irá reagir às ques- tões ambientais atuais e futuras, antecipando-se a elas. A etapa de implantação e operação implica definição de estruturas e responsa- bilidades, treinamentos, comunicação, elaboração da documentação do sistema (incluindo a criação de procedimentos de controle operacional e atendimento das situações de emergência). Os colaboradores encarregados da implementação das ações devem definir responsabilidades e procedimentos, que devem ser aprova- dos pela alta direção. Nessa etapa, o levantamento das atividades, sua descrição, incluindo sua interação com o meio ambiente, é a parte principal. A partir daí é que as outras atividades dessa etapa se desenvolvem. Na etapa de verificação são executadas ações de monitoramento e medição, conforme padrões ou requisitos legais, sendo levantadas as não conformidades e gerados seus registros. Nessa etapa, geralmente faz-se uma auditoria do sistema para avaliação da eficácia da sua implantação. Esses resultados são analisados jun- to à direção da empresa, que promove uma análise crítica e determina mudanças de rumo quando necessário. Schwanke2_12_175x250.indd 235Schwanke2_12_175x250.indd 235 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 236 A m b ie n te : te c n o lo g ia s A empresa deve possuir instrumentos para responder à pergunta “Como estamos indo?”. Esses instrumentos de controle e monitoramento geralmente incluem re- latórios sobre desempenho ambiental e geração de resíduos (sólidos, líquidos e gasosos). Eles também incluem ações corretivas e preventivas. O objetivo dessa etapa é avaliar a real condição ambiental da empresa em relação às suas políticas definidas, bem como aos objetivos e às metas presentes no plano de ação. As etapas de análise pela administração e melhoria contínua se caracterizam por etapas de aperfeiçoamento do SGA. Deficiências ou imprevistos são identifica- dos e corrigidos. O plano de ação deve ser revisado e adaptado, e os procedimen- tos são melhorados ou reorientados, conforme a necessidade e a orientação da empresa. O emprego desse método propicia que a direção da organização iden- tifique as mudanças que podem ou devem ser feitas no SGA e se devem retornar à fase de planejamento para introduzir tais alterações na política ambiental e no plano de ação. O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos os níveis e funções, especialmente da alta administração. São elementos básicos do sistema de gestão ambiental (SGA): • política ambiental; • programa de gestão ambiental, considerando a avaliação ambiental inicial; • estrutura organizacional; • integração da gestão ambiental nas várias atividades de negócios da organização; • monitoramento, medição e registros; • ações corretivas e preventivas. • auditorias; • análises críticas; • treinamento; • comunicação interna/externa. Basicamente, uma política ambiental é a expressão do compromisso da direção da empresa de introduzir a gestão ambiental em suas rotinas. A política ambiental é uma declaração pública das intenções e dos princípios de ação da empresa. É justamente essa política que deve orientar a definição dos objetivos gerais que a organização quer alcançar em termos de relação com o meio ambiente. Um programa de gestão ambiental (ou plano de ação) pode se caracterizar como um conjunto de medidas que a empresa tomará na vigência do SGA. O pro- grama ambiental traduz a política ambiental da organização em objetivos e metas Schwanke2_12_175x250.indd 236Schwanke2_12_175x250.indd 236 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 237 e identifica as ações para atingi-los. Nesse sentido, define as responsabilidades dos colaboradores internos e aloca os recursos humanos e financeiros necessários para a sua implementação. Além disso, o programa deve levar em consideração os aspectos ambientais da organização, uma visão geral das exigências legais e outros requisitosaplicáveis. Um sistema de gestão ambiental deve determinar a estrutura organizacional, estabelecendo tarefas, delegando autoridades e definindo responsabilidades para implementar as ações. A integração do sistema de gestão ambiental com as operações comerciais inclui procedimentos para incorporar as medidas ambientais em outros aspectos das ope- rações da empresa, tais como saúde e segurança operacional, compras, desenvol- vimento de produtos, associações e aquisições, marketing, finanças, entre outras. Inclui também o desenvolvimento de procedimentos ambientais especiais, geral- mente especificados em manuais e outras instruções de trabalho, descrevendo me- didas e atitudes a serem tomadas na implementação do programa ambiental. Nesse sentido, devemos entender por procedimentos para monitoramento, medi- ção e manutenção de registros a atitude de documentar e monitorar os resultados de ações e programas específicos, assim como os efeitos globais das melhorias ambientais. Já as ações corretivas e preventivas têm por objetivo principal a eli- minação das causas reais ou potenciais de não cumprimento de objetivos, metas, critérios e especificações integrantes do programa ambiental. As auditorias para verificar a adequação, a eficiência e a implementação do siste- ma de gestão ambiental têm suas metodologias amplamente explicitadas na série de normas ISO 14000. A organização deve assegurar que as auditorias internas do sistema de gestão ambiental sejam conduzidas em intervalos planejados. Os objetivos da auditoria interna são: • Determinar se o sistema de gestão ambiental está em conformidade com os ar- ranjos planejados para a gestão, incluindo-se os requisitos da norma. • Avaliar se o sistema de gestão ambiental foi adequadamente implementado e se é mantido. • Fornecer informações à administração sobre os resultados das auditorias. Os procedimentos de auditoria devem ser estabelecidos, implementados e manti- dos a fim de tratar das responsabilidades e dos requisitos para planejar e conduzir as auditorias, relatar os resultados, manter registros associados, bem como para determinar os critérios de auditoria, escopo, frequência e métodos. A seleção de auditores e a condução das auditorias devem assegurar a objetivi- dade e a imparcialidade do processo. O auditor interno deve ser independente da área auditada. Também deve ser definida a periodicidade dos processos. Os DEFINIÇÃO Auditoria interna é uma atividade geralmente desempenhada pelo departamento de uma entidade, incumbido pela direção de efetuar verificações e de avaliar os sistemas e os procedimentos da entidade, com vistas a minimizar as probabilidades de fraudes, erros ou práticas ineficazes. A auditoria interna deve ser independente no seio da organização e se reportar diretamente à direção. DEFINIÇÃO DICA Leia o Capítulo 4 do livro Fundamentos da gestão ambiental, de Shigunov Neto, Campos e Shigunov (2009), e verifique como ocorre a integração dos sistemas de gestão. Schwanke2_12_175x250.indd 237Schwanke2_12_175x250.indd 237 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 238 auditores devem possuir qualificação, normalmente estabelecida pela própria organização. Ao término da auditoria deve ser elaborado um relatório. Análises críticas são realizadas periodicamente pela alta direção da organização, visando à adequação do sistema de gestão ambiental à luz das mudanças e circunstâncias, sejam elas organizacionais ou ambientais. Um importante elemento do sistema de gestão ambiental é o estabelecimento de rotinas de comunicação – entendi- do como o estabelecimento de um fluxo comunicacional das partes interessadas, internas e externas à organização. No nível externo, relações com a comunidade para comunicar a política e as metas ambientais da organização; no nível interno, todos os níveis hierárquicos devem ter acesso às informações de gerenciamento ambiental que lhes interessem. PARA SABER MAIS Consulte o site do INMETRO e verifique o histórico de certificações concedidas pelos Estados e as organi- zações credenciadas pelo INMETRO para certificação da norma NBR ISO 14001. PPARA SAB O estabelecimento de treinamentos é altamente necessário para assegurar que todos os colaboradores entendam onde estão inseridos no contexto do SGA e em relação a suas atividades de trabalho, além da conscientização a respeito das questões ambientais relevantes, da política ambiental, dos objetivos, das metas e do papel de cada colaborador no sistema de gestão ambiental da empresa. JUNTANDO TUDO! Realize uma busca na internet sobre a Conferência de Estocolmo em 1972. Essa pesquisa auxiliará você a entender o cenário mundial na década de 70 em relação ao controle da poluição industrial a partir dos sistemas de tratamento de poluentes, conhecido como end of pipe (fim de tubo). Além disso, ela poderá auxiliá-lo a compreender o processo de licenciamento ambiental, essencial para autorização dos projetos, construções/ampliações ou operação de processos produtivos industriais. Após pesquisar, pense sobre como é possível relacionar este processo com a gestão ambiental adotada pelas empresas atualmente? JJUNTAND Schwanke2_12_175x250.indd 238Schwanke2_12_175x250.indd 238 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 239 c a p ít u lo 1 2 G e st ã o a m b ie n ta l REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14000: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin- cípios sistemas e técnicas. 2. ed. Rio de Janeiro: ANBT, 2004a. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14004: sistemas de gestão ambiental: diretrizes gerais, prin- cípios sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ANBT, 2004b. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Diário Oficial da União, 5 out. 1988. Seção 1, n. 191-A, p. 1. BRASIL. Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980. Diário Oficial da União, 3 jul. 1980. Seção 1, n. 123, p. 585. BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Diário Oficial da União, 2 set. 1981. Seção 1, n. 167, p. 16509. CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO, 2., 1992, Rio de Janeiro. Agenda 21. Rio de Janeiro: [s.n.], 1992. CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE O MEIO AMBIENTE, 1., 1972, Estocolmo. Anais... Estocolmo: [s.n.], 1972. INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. Empresas certificadas ISO 14001. Rio de Ja- neiro: INMETRO, 2012. Disponível em: �http://www.inmetro.gov.br/gestao14001�. Acesso em: 22 nov. 2012. REIS, M. J. L. ISO 14000 gerenciamento ambiental: um novo desafio para a sua competitividade. São Paulo: Quali- tymark, 1996. SEIFFERT, M. E. B. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, 2010. SHIGUNOV NETO, A.; CAMPOS, L. M. S.; SHIGUNOV, T. Fundamentos da gestão ambiental. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2009. Schwanke2_12_175x250.indd 239Schwanke2_12_175x250.indd 239 10/05/13 15:3810/05/13 15:38 http://www.inmetro.gov.br/gestao14001 OBJETIVOS Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de: Reconhecer a estrutura das relações organizacionais na sociedade. Explicar a importância da administração na gestão de organizações. Identificar as diferentes etapas envolvidas nos processos gerenciais (ou administrativos). Reconhecer as competências profissionais necessárias para funções de liderança nas organizações. Caracterizar as ferramentas necessárias para planejar as atividades em organizações, destacando a importância do planejamento estratégico. Explicar as influências atuais da questão socioambiental nos processos de gestão das organizações, em especial das empresas. Gestão de organizações e sustentabilidade capítulo 13 Cláudio V. S. Farias Falar sobre gestão de organizações é uma tarefa bastante complexa, pois as organizações, por definição, possuem um comportamento complexo. Este capítulo lança alguns elementos iniciais necessários para a compreensão dos princípiosbásicos sobre como gerenciar organizações, sejam elas públicas, privadas, lucrativas, sem fins lucrativos, religiosas, etc. Como ponto de partida, abordaremos o papel dos indivíduos em uma sociedade que é cada vez mais regida pelas organizações. Em geral, as organizações servem para melhorar a vida dos seres humanos, mas isso é efetivamente constatado em todas as organizações da sociedade. As organizações possuem características, gerais e particulares, e em cada uma delas existem funções (gerais e específicas) atribuídas aos seus gestores. Desde sempre, mas de forma mais acentuada nesse momento, as organizações são governadas por princípios de racionalidade. Vamos aqui discutir até que ponto tais princípios são verdadeiros, apresentando quais as funções básicas da gestão e como se expressam nos diversos tipos de organização, introduzindo uma discussão-recente acerca da sustentabilidade como fator-chave nas organizações. Schwanke2_175x250.indb 241Schwanke2_175x250.indb 241 10/05/13 13:0710/05/13 13:07 242 Até que ponto estamos cercados por organizações Joana acorda pela manhã e, após realizar sua higiene matinal, toma café com sua família. Em seguida, vai à escola, ação que realiza todos os dias pela manhã. Nas terças e quintas à tarde, realiza trabalhos voluntários em uma organização não governamental (ONG) na área de educação ambiental. Nos sábados integra o grupo de escoteiros e, aos domingos, vai com sua avó ao culto de sua igreja, próxima à sua casa. Talvez a semana de Joana seja muito semelhante a sua, não no que se refere às ati- vidades em si, mas na presença marcante de organizações. Família, escola e igreja são exemplos de como as organizações estão presentes em nosso cotidiano. Mas afinal, o que vem a ser uma organização? Assim, uma organização é um conjunto de pessoas e recursos, que tem por fina- lidade atingir um objetivo comum, inatingível pelo esforço de uma única pessoa. PARA REFLETIR As organizações fazem parte de seu cotidiano? PPARA REF Organizações e sociedade Uma frase dita pelo filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778) serve para compreendermos a relação do homem com as organizações: “o homem nasce li- vre, mas está sempre acorrentado.” Essa frase aparece em seu livro O contrato so- cial, publicado em 1762, e se referia às amarras institucionais (em especial aquelas baseadas nas imposições religiosas e sociais) que oprimiam a maioria dos euro- peus no período que antecedeu a Revolução Francesa. PENSAMENTO CRÍTICO Você acredita, assim como Rousseau, que estamos “amarrados” às organizações? Pense sobre a atuali- dade da frase. PPENSAME DEFINIÇÃO As organizações são entendidas como uma combinação de esforços individuais que têm por finalidade realizar objetivos coletivos. Além de seus integrantes (as pessoas), as organizações empregam diversos outros recursos, tais como máquinas e equipamentos, dinheiro, tempo, espaço e conhecimentos. Schwanke2_175x250.indb 242Schwanke2_175x250.indb 242 10/05/13 13:0710/05/13 13:07 243 Na atualidade, nossas vinculações com as organizações modelam nossas vidas: nascemos em uma organização (hospital) e, quando morremos, somos enterrados ou cremados em outra organização (cemitério). E não nos deparamos com as organizações apenas no início e no fim de nossas vidas: passamos por escolas, universidades; trabalhamos em empresas; nos filia- mos a partidos políticos; nos associamos a clubes de lazer; temos nossos times de futebol de preferência; frequentamos festas, cinemas, restaurantes; frequentamos organizações que tratam de nossa espiritualidade (igrejas, sinagogas, mesquitas, entre outras). Todas essas organizações possuem pontos em comum: influenciam e são influen- ciadas pelas pessoas, além de possuirem rotinas e regras que orientam seus traba- lhos e objetivos. Ao longo da história do homem, as organizações foram evoluin- do, em forma e complexidade. Um tipo específico de organização são as empresas. Uma empresa é uma organização, privada ou pública, que tem por objetivo su- prir as pessoas com bens ou serviços necessários ou desejados. Essas empresas surgiram, nos moldes como conhecemos hoje, a partir da Revolução Industrial, em meados do século XVIII. O crescimento das empresas impôs o surgimento de técnicas e formas específicas de controlar a obtenção dos seus objetivos. Nascia, assim, oficialmente a gestão ou a administração, entendida como um pro- cesso de comunicação, coordenação e execução de ações visando à obtenção de objetivos comuns à empresa. A gestão, por sua vez, envolve atividades de articu- lação entre as ações internas de uma empresa, bem como sua relação externa. O gestor, para além de um profissional técnico, é também um especialista em articu- lar relações sociais, tanto entre si e com os outros como entre pessoas e processos organizacionais aos quais estão sujeitos. CURIOSIDADE A palavra “administrador” aparece pela primeira vez na obra de Shakespeare Sonho de uma noite de verão, escrita em meados de 1590. O autor aponta para um personagem como o “administrador do riso”. No entanto, para administrar o riso é necessário compreender as piadas, as quais são histórias bem humora- das, em geral muito contextualizadas. Essa ideia de contextualização é bastante atual e importante para compreender o papel desempenhado pelos gestores nos dias atuais. Assim, administrar (ou gerenciar) é estar à frente de algo, sendo responsável pelo fluxo de processos, adotando uma sistemática racional. Mas, afinal, o que isso sig- nifica? Significa que, ao adotar uma gestão racional, o administrador se ocupa de aplicar sistematicamente várias técnicas para alcançar uma determinada meta ou um objetivo. Schwanke2_175x250.indb 243Schwanke2_175x250.indb 243 10/05/13 13:0710/05/13 13:07 244 Portanto, os administradores sempre atuam como indivíduos que interpretam (ou seja, compreendem) clientes, fornecedores, funcionários, governo, etc. Além disso, os administradores devem fazer interpretações em ambientes com rápidas mu- danças, tais como os desejos dos consumidores, a tecnologia, o comportamento dos concorrentes, etc. É importante destacar que o trabalho do gestor requer compreensão, interpreta- ção, comunicação, persuasão, liderança, negociação, motivação, entre outras. Com isso, não se está dizendo que os administradores são os únicos que pensam nas empresas. O que se está dizendo é que as exigências sobre um administrador reca- em sobre habilidades cada vez mais compreensivas e analíticas, e menos manuais. Essas características ficarão mais claras ao longo da leitura deste capítulo. A administração pode ser considerada um processo? As pessoas acessam produtos e serviços porque existem organizações que se ocu- pam em fornecê-los, tais como serviços de saúde, de água e energia, alimentação, diversão, educação, entre outros. Também, é por meio das organizações que as pessoas obtêm seus meios de subsistência, tais como salários, abonos, lucros e outras formas de remuneração que lhes possibilitam adquirir bens e serviços de que necessitam ou desejam. Assim, ao vender produtos e pagar salários, por exemplo, as empresas movem as economias locais, regionais e nacionais. Para ter um bom desempenho de acordo com todas essas expectativas, as organizações precisam ser bem administradas. Essa visão de que as atividades de gestão assumem um formato “circular” diz res- peito ao entendimento que se tem da administração como um processo complexo com início, meio e fim. Além de uma atividade de feedback constante e múltiplas variáveis, por exemplo, tecnologia, meio ambiente, relações sociais, etc. A partir desse entendimento, vários pesquisadores de organizações, entre eles ad- ministradores, economistas, sociólogos, introduziram o conceito de “organizações complexas” para descrever o comportamento destas, bem como de seus mem- bros, inseridos em um mundo cada vez mais diverso e multifacetado. O que caracteriza uma organizaçãocomplexa? Diversos estudos vêm sendo de- senvolvidos, em especial a partir da década de 1960, tentando explicar e caracte- ASSISTA AO FILME Assista ao vídeo Organização do trabalho, produzido pela equipe técnica do SENAI de São Paulo e veja a importância da divisão do trabalho nas organizações. Disponível no ambiente virtual de aprendizagem: www. bookman.com.br/tekne. Schwanke2_175x250.indb 244Schwanke2_175x250.indb 244 10/05/13 13:0710/05/13 13:07 http://bookman.com.br/tekne. jpsantos Caixa de texto Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Capítulo 13 - Gestão de organizações e sustentabilidade