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Resumo sobre Administração e sua Evolução A administração, conforme descrito por Chiavenato (2000), é uma prática essencial que visa interpretar os objetivos de uma organização e transformá-los em ações concretas. Este processo é realizado por meio de quatro funções principais: planejamento, organização, direção e controle. A teoria geral da administração teve suas raízes na ênfase nas tarefas executadas pelos operários, sendo inicialmente moldada pela administração científica de Frederick Taylor. Cada organização, independentemente de seu tamanho ou setor, requer decisões estratégicas, coordenação de atividades, liderança de pessoas e avaliação de desempenho, sempre com foco em objetivos previamente estabelecidos. A administração não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar eficiência e eficácia, permitindo que as organizações operem de maneira otimizada e com custos reduzidos. As organizações que se destacam tendem a crescer e expandir suas atividades, seja em termos de recursos, mercados ou volume de operações. A administração é, portanto, uma atividade crucial em uma sociedade pluralista, fundamentada no esforço cooperativo dos indivíduos por meio de suas organizações. Historicamente, a administração recebeu influências da filosofia desde a Antiguidade, mas ao longo dos séculos, essa conexão se perdeu à medida que o campo filosófico se distanciou dos problemas organizacionais. As normas administrativas e os princípios de organização pública foram transferidos de instituições estatais, como Atenas e Roma, para a Igreja Católica e organizações militares, refletindo a evolução das estruturas sociais e organizacionais. A Revolução Industrial, que começou no século XIX, trouxe mudanças significativas para a administração. Essa revolução pode ser dividida em quatro fases: a mecanização da indústria e da agricultura, a aplicação da força motriz à indústria, o desenvolvimento do sistema fabril e, finalmente, um aceleramento notável nos transportes e comunicações. A partir de 1860, a segunda fase da Revolução Industrial foi marcada por inovações como o processo de fabricação do aço, o aperfeiçoamento do dínamo e a invenção do motor de combustão interna. Essas inovações tecnológicas, juntamente com a crescente legislação para proteger a saúde dos trabalhadores, tornaram a administração e a gerência das empresas industriais uma preocupação central para os proprietários. No final do século XVIII, as teorias dos economistas clássicos, como Adam Smith e David Ricardo, começaram a ganhar aceitação, mas a partir da segunda metade do século XIX, o liberalismo econômico começou a perder força à medida que o capitalismo se expandia, com o surgimento de grandes magnatas como DuPont, Rockefeller e Morgan. Karl Marx, assim como seus predecessores, argumentava que o valor das mercadorias era determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessário para produzi-las. O século XIX foi um período de inovações e mudanças significativas no cenário empresarial, criando as condições para o surgimento da teoria administrativa. Antes de 1850, as empresas eram pequenas e não necessitavam de administradores em tempo integral. No entanto, entre 1880 e 1890, as indústrias começaram a controlar suas matérias-primas através de departamentos de compras, adquirindo fornecedores e controlando a distribuição para vender diretamente aos varejistas ou consumidores finais. Destaques A administração transforma objetivos organizacionais em ações por meio de planejamento, organização, direção e controle. A teoria administrativa evoluiu da ênfase nas tarefas operacionais, influenciada pela administração científica de Taylor. A Revolução Industrial trouxe inovações que mudaram a forma como as empresas eram geridas e administradas. O liberalismo econômico perdeu influência no século XIX com o crescimento do capitalismo e a ascensão de grandes magnatas. A estrutura administrativa das empresas evoluiu, exigindo serviços de administração em tempo integral à medida que as indústrias se expandiam.