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Resumo sobre a Inadequação do Termo Fisioterapia O artigo de Ricardo Wallace das Chagas Lucas discute a inadequação do termo "fisioterapia" em relação à sua origem etimológica e à prática profissional contemporânea. O autor questiona se a fisioterapia moderna representa fielmente as raízes da palavra, levantando preocupações sobre a identidade profissional e a percepção pública da fisioterapia. A análise sugere que o uso inadequado do termo pode comprometer a identificação do profissional e a compreensão do que a clientela realmente busca, levando a uma possível perda de identidade da profissão. A Origem e Definição do Conceito de Fisioterapia Para entender a problemática, o autor inicia com uma análise morfológica da palavra "fisioterapia", que deriva do grego "phýsis" (natureza) e "therapeía" (tratamento). Tradicionalmente, a fisioterapia é definida como o tratamento de doenças por meio de métodos físicos, como massagens e exercícios. No entanto, a popularização do termo, muitas vezes distorcido pela mídia, resulta em uma compreensão imprecisa que não reflete a essência da prática. O autor enfatiza que, embora os conceitos evoluam, a relação entre a origem da palavra e sua aplicação atual deve ser mantida, especialmente em uma área tão crítica como a saúde. A prática da fisioterapia remonta a 4000 a.C., sendo uma das mais antigas formas de tratamento humano, anterior à medicina moderna. No Brasil, a fisioterapia começou a ser reconhecida como profissão na década de 1950, com a criação de cursos e associações que regulamentaram a prática. A regulamentação da profissão em 1969 estabeleceu um marco importante, mas também trouxe à tona a questão da nomenclatura e da identidade profissional. O autor argumenta que a definição de "paciente" limita a atuação do fisioterapeuta, restringindo-o a um papel reativo em vez de proativo na promoção da saúde. A Evolução da Prática e a Necessidade de Mudança de Nomenclatura O artigo destaca a evolução da fisioterapia, que agora abrange não apenas a reabilitação, mas também a prevenção em níveis primário, secundário e terciário. Essa ampliação do escopo de atuação sugere que o termo "fisioterapia" é insuficiente para descrever a complexidade e a abrangência das práticas atuais. O autor propõe que a nomenclatura da profissão deve ser revista para refletir essa evolução, sugerindo que o termo "fisicologia" poderia ser mais apropriado, assim como "psicologia" se refere ao estudo da mente e do comportamento. Lucas argumenta que a mudança de nomenclatura é crucial para a identidade profissional e para a percepção pública da fisioterapia. Ele faz analogias com outras profissões da saúde, como a psicologia e a odontologia, que evoluíram em suas nomenclaturas para melhor refletir suas áreas de atuação. A proposta de um novo termo, como "fisicólogo", visa não apenas modernizar a profissão, mas também garantir que a prática da fisioterapia seja reconhecida em sua totalidade, abrangendo tanto a reabilitação quanto a promoção da saúde. Conclusão Em conclusão, o autor enfatiza que a evolução da nomenclatura profissional é um reflexo do amadurecimento da fisioterapia como campo de conhecimento e prática. A mudança proposta não é apenas uma questão de terminologia, mas uma necessidade de alinhar a identidade profissional com as demandas contemporâneas da saúde. A adequação do termo à realidade da prática fisioterapêutica é fundamental para garantir que os profissionais sejam reconhecidos e valorizados em sua totalidade, contribuindo assim para uma melhor compreensão e aceitação da fisioterapia na sociedade. Destaques O termo "fisioterapia" é considerado inadequado em relação à sua origem e à prática moderna. A fisioterapia abrange não apenas a reabilitação, mas também a prevenção em múltiplos níveis de saúde. A proposta de mudança de nomenclatura para "fisicologia" ou "fisicólogo" visa refletir a evolução da profissão. A identidade profissional pode ser comprometida pela inadequação do termo, afetando a percepção pública da fisioterapia. A mudança de nomenclatura é vista como essencial para o reconhecimento e valorização da prática fisioterapêutica contemporânea.