Prévia do material em texto
Autor: Prof. Luis Rodolfo Marques de Oliveira Colaboradores: Profa. Elisangela Monaco de Moraes Prof. Roberto Macias Prof. Fábio Vieira do Amaral Princípios de Sistemas de Informação Professor conteudista: Luis Rodolfo M. de Oliveira Técnico em Eletrônica pela ETEP SJC, formado em 1990. Engenheiro Eletrônico formado pela Universidade Paulista – UNIP em 2000 e pós-graduado em Gestão Empresarial (MBA) pela Fundação Getulio Vargas São Paulo em 2010. Capacitado em gerenciamento de projetos e serviços de telecomunicações: desenvolvimento, acompanhamento e gerência de projetos de redes de telecomunicações via satélite; gerenciamento de serviços de homologação de produtos e licenciamento de estações terrenas junto à ANATEL; gerenciamento e desenvolvimento de novos parceiros de tecnologia para manutenção e reparo de equipamentos de telecomunicações no Brasil e suporte técnico para equipe de marketing/pré-vendas. Atualmente trabalha como Gerente de Serviços e Projetos em empresa de telecomunicações líder de mercado na prestação de serviços via satélite para o mercado corporativo e como professor/coordenador universitário de cursos tecnológicos de curta duração na UNIP. Ministra aulas dos cursos tecnológicos de EAD da UNIP e é professor conteudista. © Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) O43 Oliveira, Luis Rodolfo Marques de Princípios de Sistemas de Informação. / Luis Rodolfo Marques de Oliveira - São Paulo: Editora Sol. 2011. 176 p. il. Notas: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2-029/11, ISSN 1517-9230. 1.Tecnologia da Informação 2.Sistemas de Informação 3.Computadores I.Título CDU 681.3 Prof. Dr. João Carlos Di Genio Reitor Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora de Unidades Universitárias Prof. Dr. Yugo Okida Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez Vice-Reitora de Graduação Unip Interativa – EaD Profa. Elisabete Brihy Prof. Marcelo Souza Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar Prof. Ivan Daliberto Frugoli Material Didático – EaD Comissão editorial: Dra. Angélica L. Carlini (UNIP) Dra. Divane Alves da Silva (UNIP) Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR) Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT) Dra. Valéria de Carvalho (UNIP) Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto Revisão: Aileen Nakamura Amanda Casale Sumário Princípios de Sistemas de Informação APRESENTAÇÃO .....................................................................................................................................................7 INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7 Unidade I 1 O COMPUTADOR .................................................................................................................................................9 1.1 O hardware do computador ............................................................................................................. 10 1.1.1 Dispositivos de entrada ........................................................................................................................ 10 1.1.2 Dispositivos de saída ..............................................................................................................................11 1.1.3 Unidade Central de Processamento (UCP) ....................................................................................11 1.2 Conceito de bit e byte ........................................................................................................................ 15 1.3 Memória principal ou primária ....................................................................................................... 19 1.4 Peopleware .............................................................................................................................................. 23 1.4.1 Ergonomia e acessibilidade ................................................................................................................. 24 1.4.2 Principais doenças ocupacionais ...................................................................................................... 24 1.4.3 Equipamentos ergonômicos ............................................................................................................... 25 1.4.4 Algumas recomendações para se prevenir a LER ...................................................................... 28 2 VISÃO SISTÊMICA E CONCEITO DE SISTEMAS ...................................................................................... 29 2.1 Classificação e tipos de sistemas ................................................................................................... 31 Unidade II 3 SOFTWARES E SUAS FAMÍLIAS – APLICATIVO ...................................................................................... 40 3.1 Softwares aplicativos .......................................................................................................................... 40 3.1.1 Softwares proprietários ........................................................................................................................ 41 3.1.2 Software de prateleira .......................................................................................................................... 42 3.1.3 Softwares aplicativos de funcionalidades gerais ....................................................................... 43 4 SOFTWARES E SUAS FAMÍLIAS - SISTEMAS ......................................................................................... 61 4.1 Softwares de sistema .......................................................................................................................... 61 4.1.1 Sistemas operacionais ........................................................................................................................... 62 Unidade III 5 REDES DE DADOS E TELECOMUNICAÇÕES ........................................................................................... 79 5.1 Comunicação ......................................................................................................................................... 79 5.1.1 Modos de transmissão .......................................................................................................................... 80 5.2 Telecomunicações ................................................................................................................................ 81 5.3 Redes de computadores .................................................................................................................... 83 5.3.1 Tipos de transmissão ............................................................................................................................. 83 5.3.2 Topologias de rede .................................................................................................................................. 84 5.3.3 Meios de transmissão ............................................................................................................................ 88 5.3.4 Protocolos de redes ................................................................................................................................ 96 5.3.5 A internet ................................................................................................................................................... 98 5.3.6de saída, são dispositivos por onde é possível apresentar, imprimir, projetar, ouvir, assistir ou armazenar as informações, processadas pela unidade central de processamento, para serem utilizadas pelo usuário ou sistema. II. Os conceitos de bit e byte: • O bit é a menor unidade computacional e representa um estado lógico de ativo ou inativo. Trata-se de uma abreviação da palavra BInary digiT e é uma informação basicamente digital, com apenas dois estados (0 e 1). • Os bits podem ser agrupados em número de oito e são chamados de byte. 1. Formação • Cada bit tem seu valor posicional dado por 2n da direita para a esquerda. • No sistema binário, cada um dos oito bits que compõem o byte tem seu peso posicional o que permite, portanto, a representação de 256 valores identificados de 0 a 255. 2. Cálculos de conversão Começando da esquerda para a direita, cada um dos bits tem seu peso posicional, dado por 2n, onde “n” varia de 0 a 7, representados por: 128 64 32 16 8 4 2 1 27 26 25 24 23 22 21 20 35 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Desta forma, a sequência binária 00101011 representa: 0x128 + 0x64 + 1x32 + 0x16 + 1x8 + 0x4 + 1x2 + 1x1 = 43 3. Unidade de medidas Ao agrupamos mais e mais bytes, lançamos mãos de unidades de medidas para representar uma grande quantidade de bytes. As unidades kilo, mega, giga etc. representarão milhares, milhões e bilhões de bytes, respectivamente, como mostra a tabela a seguir: Tabela 2 Nome Prefixo Tamanho Kilo K 210 = 1.024 Mega M 220 = 1.048.576 Giga G 230 = 1.073.741.824 Tera T 240 = 1.099.511.627.776 Peta P 250 = 1.125.899.906.842.624 Exa E 260 = 1.152.921.504.606.846.976 Zetta Z 270 = 1.180.591.620.717.411.303.424 Yotta Y 280 = 1.208.925.819.614.629.174.706.176 III. Tipos de Memória: 1. Principal • Memória que reside internamente à UCP; • Memórias não voláteis: ROM, PROM, EPROM e EEPROM; • Memórias voláteis: RAM (memória de trabalho da UCP). Armazena os dados coletados provenientes dos dispositivos de entrada e as informações processadas pela UCP para envio aos dispositivos de saída. Também é função da RAM armazenar os programas em execução pela UCP. 2. Auxiliar • As memórias auxiliares são, na sua grande maioria, mais lentas e de menor custo, além de possuírem maior capacidade e não serem voláteis quando comparadas à memória principal. Têm a função de armazenar programas, arquivos e grandes capacidades de dados. São exemplos de memórias auxiliares: disco rígido, fitas magnéticas, dispositivos óticos e cartão de memória. 36 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 IV. Conceitos de Sistemas: um sistema trabalha recebendo dados e produzindo saídas (resultados) baseadas em mecanismos de processamento e transformação destes dados de entrada, retroalimentados para garantir o controle do sistema. • Entrada: coleta, captação, monitoração e aquisição de dados ou insumos que serão inseridos no sistema para processamento ou transformação. • Processamento: procedimentos e processos que se interagem usando os insumos de entrada, transformando-os em produtos acabados, bens e serviços. • Saída: resultado do processamento ou transformação dos insumos de entrada. • Realimentação: monitoração do processo de transformação, analisando os resultados desta transformação e garantindo que o produto de saída esteja como o planejado. V. Conceitos de realimentação Os processos de realimentação automonitoram ou autorregulam o sistema, pois atuam no processo de transformação de acordo com a análise dos resultados de saída, de forma a garantir a qualidade desejada do processo. • Positiva: a saída em relação à entrada (amplifica a saída) • Negativa: inibe a saída em relação à entrada (atenua a saída). VI. Classificação e tipos de sistemas Os sistemas dependem de recursos humanos, de hardware, software, dados e tecnologias de rede de comunicações para coletar, transformar e disseminar informações em uma organização. Os sistemas podem ser classificados em diversos tipos com relação à sua quantidade de elementos, complexidade, capacidade de mudanças, interação com o ambiente interno e externo e tempo de vida. A tabela a seguir mostra um quadro com o resumo da classificação de sistemas. 37 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Quadro 3 Classificação de sistemas e suas características básicas Simples Complexo Aberto Fechado Estável Dinâmico Adaptativo Não adaptativo Permanente Temporário Exercícios Questão 1. Nos últimos tempos, parece que virou moda o diagnóstico de L.E.R. (Lesões por Esforços de Repetição), uma doença também chamada de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), para as pessoas que usam com frequência o computador. Qualquer dorzinha que apareça nos braços ou nas mãos faz com que muitos imaginem que estão sofrendo dessa doença que causa lesões definitivas e deixa diversas sequelas, o que não deixa de ser um equívoco. Isso acontece porque o tema está cercado de mal-entendidos. Sob o rótulo de L.E.R. e sem qualquer fundamento científico, enquadra-se um conjunto de problemas ortopédicos que envolvem nervos, tendões e músculos e cujo tratamento demanda diagnóstico preciso e equipe multidisciplinar. L.E.R. não é uma doença. Drauzio – O que é realmente L.E.R.? Rames Mattar – L.E.R. envolve mecanismos de agressão que incluem desde esforços de repetição até outros mecanismos relacionados a algumas atividades de trabalho, como vibração e postura inadequada, ocasionando em nosso corpo uma série de problemas que poderiam ser evitados. A grande confusão, porém, está em considerar L.E.R. uma doença. Às vezes, o próprio paciente colabora para isso quando declara “sou portador de L.E.R.”. No entanto, não há descrição da entidade L.E.R. em nenhum livro de medicina como uma doença com fisiopatologia própria, ou seja, um mecanismo causador de quadro anatomopatológico, de um tecido alterado de determinada forma. Essa confusão ocorre em muitos países e gera uma interpretação errônea nos pacientes, na área médica e paramédica e até do ponto de vista judicial. Fonte: Adaptado de: L.E.R. Entrevista realizada pelo médico Drauzio Varella com o médico Dr. Rames Mattar, professor de Ortopedia da Universidade São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão. . Acesso em: 20. abr. 2011. O texto descreve um problema que deve ser enfrentado por quem utiliza o computador como ferramenta para realizar suas atividades diárias. Qual o nome da disciplina que reúne os estudos aplicados para adaptar o trabalho às características do ser humano, permitindo que este possa realizar suas atividades profissionais sem riscos para a sua saúde física e mental? 38 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A) Ciência de adaptação do homem ao computador. B) Engenharia dos fatores do computador. C) Ergonomia. D) Tendinite. E) Computernomia. Resposta correta: alternativa C. Análise das alternativas: A) Alternativa incorreta. Justificativa: o que se espera é a adaptação do computador ao ser humano, e não o contrário. B) Alternativa incorreta. Justificativa: a alternativa poderia ser válida se o termo fosse engenharia dos fatores humanos. C) Alternativa correta. Justificativa: ergonomia corresponde à disciplina que reúne os estudos aplicados para adaptar o trabalho às característicasdo ser humano. D) Alternativa incorreta. Justificativa: tendinite significa inflamação do tendão. E) Alternativa incorreta Justificativa: o termo Computernomia não existe. Questão 2. Um Sistema de Informação (SI) pode ser definido, tecnicamente, como um conjunto de componentes inter-relacionados que coletam (recuperam), processam, armazenam e distribuem informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização. PORQUE Pode-se definir Tecnologia da Informação (TI) como todo software e todo hardware de que uma empresa necessita para atingir seus objetivos organizacionais. Fonte: Processo Seletivo Público Edital Petrobras - 1/2010. . Analista de Sistemas Júnior – Processos de Negócios. Prova 07. Acesso: em 21. abr. 2011. A esse respeito, conclui-se que: A) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. B) As duas afirmações são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. 39 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 C) A primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa. D) A primeira afirmação é falsa e a segunda é verdadeira. E) As duas afirmações são falsas. Resolução desta questão na plataforma. 40 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Unidade II 3 SOFTWARES E SUAS FAMÍLIAS – APLICATIVO Os softwares podem ser divididos em dois grandes grupos com relação ao seu tipo e função: os de aplicativos e os de sistemas. A figura 3.1 apresenta os tipos de softwares e suas ramificações. Software Software aplicativo Software de sistemas Programas aplicativos para finalidades gerais Programas aplicativos de prateleira Programas aplicativos proprietários Programas de gerenciamento de sistemas Programas de desenvolvimento de sistemas Figura 16 – Visão geral do software. 1 3.1 Softwares aplicativos Os softwares aplicativos ou de aplicação estão voltados, basicamente, às necessidades específicas dos usuários e das organizações e às suas finalidades gerais. Estes softwares podem se apresentar em formas de pacotes de solução (como programas aplicativos para finalidades gerais) ou individualmente, quando realizam uma função específica a que foi projetado para atender a uma demanda computacional de um processo ou sistema (programas aplicativos específicos). Os softwares de aplicação, quando específicos, podem atender às necessidades de uma organização ou de um indivíduo e apoiar toda uma estrutura de negócios, agregando valor a ela. Estes softwares normalmente são projetados para funções organizacionais específicas e alinhadas aos anseios de gestão e negócios da empresa. Por exemplo: existem softwares de aplicação desenvolvidos especificamente para apoiar práticas gerencias, analisar e controlar processos produtivos, dar suporte à decisão, controlar estoque, mapear oportunidades e chances de fechamento de um negócio por meio de radar de vendas, além de realizar análise de investimentos, programas de pesquisas e desenvolvimento industrial. 1Adaptado de: O’Brien (2004), p. 104. 41 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Existem dois tipos de software de aplicação: o software proprietário e o software de prateleira ou de mercado. 3.1.1 Softwares proprietários O software proprietário é aquele desenvolvido para atender a uma necessidade computacional específica da organização. Pode ser desenvolvido internamente (pelos profissionais de TI) ou por empresas externas/terceirizadas gabaritadas para este fim. O desenvolvimento dos softwares proprietários, quando ocorre internamente na organização, via de regra, permite um maior controle sobre os processos de desenvolvimento e, consequentemente, sobre os resultados e as características deste software, garantindo que ele execute exatamente o que se pretende e moldando os processos, comandos e funções a que ele se destina. Outro ponto importante de se mencionar relativo ao desenvolvimento interno de software proprietário é a flexibilidade que a organização possui de efetuar modificações, adaptações e melhorias mais rápidas e precisas, de forma a se adaptar à realidade atual da empresa. Por exemplo, a movimentação da concorrência exige que a empresa lance um novo produto no mercado, o qual deve ser diferente dos produtos atuais da empresa e necessitará ser produzido e administrado de forma particular. Neste exemplo, os softwares dos sistemas produtivos, de vendas, faturamento e expedição precisam ser adaptados a esta nova realidade. Entretanto, o desenvolvimento interno de softwares proprietários pode consumir tempo e recursos significativos dos profissionais de TI para desenvolver todas as características e requisitos solicitados. Sem mencionar que a demanda por alterações e adaptações nestes softwares poderão ser frequentes, uma vez que os outros departamentos (usuários dos softwares aplicativos proprietários) entendem que os recursos de desenvolvimento do software estão presentes na organização e que poderão atendê-los a qualquer momento. O desenvolvimento externo dos softwares aplicativos proprietários também é uma possibilidade e um ponto importante a se analisar. O uso de empresas externas demandará menos recursos dos profissionais de TI da organização, pois estes não participarão do desenvolvimento e escrita do código-fonte em si. Entretanto, participarão de todas as etapas como definição de requisitos e funcionalidades, acompanhamentos das fases de desenvolvimentos, testes de homologação e testes-piloto. Uma preocupação importante da organização (normalmente dos profissionais de TI) ao optar pelo desenvolvimento de softwares proprietários por empresas terceirizadas é se certificar de que o parceiro- fornecedor escolhido possui competência técnica para fazê-lo, além de estrutura organizacional que permita o desenvolvimento preciso e dentro dos prazos pré-estabelecidos, presença atuante no mercado (fornecer ou ter fornecido serviços para empresas do mesmo ramo ou setor) e solidez financeira que garanta a perenidade da empresa de forma que ela possa prestar suporte, manutenção e adaptação no software fornecido. 42 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A escolha do parceiro-fornecedor no desenvolvimento do software proprietário é vital para futuro dos negócios da empresa. Qualquer falha nos processos descritos anteriormente pode ser fatal para a organização. Outro ponto muito importante quando se opta pelo desenvolvimento de softwares proprietários é com relação à documentação deste desenvolvimento. A documentação garante que qualquer profissional de TI possa entender as características e funcionalidades do software desenvolvido e atuar em correções, modificações e adaptações que se fizerem necessárias quando o software estiver em produção. Uma documentação bem feita e precisa garante que o conhecimento seja difundido entre os profissionais de TI da organização e não esteja restrito a um ou outro profissional. 3.1.2 Software de prateleira O software de prateleira, como o próprio nome diz, é aquele adquirido diretamente da prateleira da loja. Empresas especializadas em diversos setores da organização e necessidades do mercado desenvolvem soluções-padrão e pré-formatadas com as melhores práticas e costumes das organizações para apoio aos processos de negócios. A opção pelo uso dos softwares de prateleira requerdo profissional de TI e da organização uma análise detalhada das funcionalidades e das características do software a se adquirir versus a necessidade e as solicitações das diversas áreas e dos setores da organização. O profissional de TI também terá que estar atento com relação à adaptabilidade do software de prateleira aos recursos computacionais da empresa (hardware e sistema operacional), se o que será adquirido está super ou subdimensionado com relação às necessidades da organização. Também é preciso avaliar a relação custo-benefício da solução a ser adquirida no que tange aos custos de aquisição, instalação e manutenção em comparação com os benefícios que o software trará para a organização, além de avaliar a solidez da empresa parceira que fornecerá a solução de forma a se certificar que existirá suporte e manutenção para o software a ser adquirido. O uso de softwares de prateleira tem custo inicial menor desde que corretamente escolhido e implantado. Suas funcionalidades normalmente já foram testadas pelo mercado, uma vez que vários outros usuários/clientes já testaram e ajudaram na identificação de falhas, garantindo, portanto, um produto com menos erros. Entretanto, os softwares de prateleiras podem não trazer todas as necessidades e características exigidas pela organização, de modo que terão que ser adaptados ou modificados, consumindo recursos humanos, custos com as alterações e tempo dos diversos setores para os testes de validação. É comum a organização contratar empresas consultoras para adaptar estes softwares às características e necessidades da empresa. Vamos imaginar um software aplicativo de prateleira que tenha sido escrito para atender às necessidades do departamento financeiro de uma organização 43 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 padrão que fabrica e vende produtos alimentícios. É de se imaginar que os processos do departamento financeiro de várias organizações deste setor sejam os mesmos. Entretanto, sua organização tem uma necessidade específica num determinado item de tributação e cálculo de imposto, pois está alocada num sistema de tributário diferente das demais empresas de mercado. Caso o software de prateleira não esteja adaptado para atender a esta demanda, uma consultoria externa deverá ser contratada para auxiliar a organização na adaptação do sistema à sua realidade. Outra questão é com relação à compatibilidade do software aos processos de trabalho da organização. Muitos softwares de prateleiras não admitem modificações em sua estrutura de funcionamento, situação na qual a empresa paga um preço alto na modificação de seus processos internos para se adaptar à rigidez do software. Esta questão, portanto, precisa ser muito bem avaliada pelo profissional de TI, pois alterará os processos da organização, alteração esta que não poderá afetar a estratégia de negócios da empresa. Lembrete Os softwares aplicativos podem ser divididos em: - Softwares Proprietários; - Softwares de Prateleira; - Softwares de Funcionalidades Gerais. 3.1.3 Softwares aplicativos de funcionalidades gerais De uma maneira geral, segundo O’BRIEN (2004), a tendência dos softwares é rumo a pacotes para múltiplas finalidades, com capacidade para uso em rede, auxílio especializado com linguagem natural e interfaces gráficas com o usuário. A figura 17 apresenta os estilos de software da 1ª a 5ª geração e sua tendência. Primeira geração Segunda geração Terceira geração Quarta geração Quinta geração Programas escritos pelo usuário Linguagens de máquina Programas em pacotes Linguagens simbólicas Sistemas operacionais Linguagens de alto nível Sistemas de gerenciamento de banco de dados Linguagens de quarta geração Pacotes para microcomputador Linguagem natural e linguagem orientada a objetos pacotes multiuso Interface gráfica Capacidade para uso em redes e ajuda especializada Tendência: Rumo a pacotes de aplicativos fáceis de utilizar, para múltiplas finalidades, com capacidade para uso em redes para produtividade e colaboração Tendência: Rumo a linguagens e ferramentas visuais e de conversação Figura 17 – Tendências em Software.2 2 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 105. 44 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 De acordo com a figura, os softwares aplicativos de finalidades gerais são uma tendência. A quinta geração apresenta softwares aplicativos de linguagem natural e orientada a objetos e pacotes multiuso. Com capacidade de interface gráfica, uso em redes e ajuda especializada, os pacotes de software serão a grande tendência. Define-se como softwares aplicativos de finalidades gerais aqueles que executam tarefas comuns de processamento de informações para os usuários finais e organizações. O pacote Microsoft Office, assim como o BrOffice, é um exemplo de pacote de softwares de finalidades gerais. Traz na bagagem programas de processamento de texto, planilhas eletrônicas, aplicativos gráficos de apresentação, banco de dados e gerenciadores de informações pessoais e correios eletrônicos. Estes, quando agrupados, têm a capacidade de aumentar a produtividade dos usuários finais e das organizações das quais fazem parte. Navegadores de rede são outro exemplo de softwares aplicativos de finalidades gerais, pois executam uma função comum de acesso à internet. Alguns exemplos de navegadores de rede: Internet Explorer (Microsoft), Chrome (Google), Netscape Navigator (Netscape), Firefox (Mozilla), entre outros. Quadro 4 – Pacote de Software – Microsoft Office Softwares Aplicativos Pacote Microsoft Office Processador de Textos Microsoft Word Planilhas Eletrônicas Microsoft Excel Geradores de Apresentação Microsoft Power Point Banco de Dados Microsoft Access Correio Eletrônico Microsoft Outlook 3.1.3.1 Processadores de texto Como um dos softwares aplicativos mais populares, os editores/processadores de texto permitem que os usuários criem, editem, revisem e imprimam textos com aparência profissional por meio da disponibilização de diversas ferramentas de criação e formatação de frases, expressões e parágrafos. Os processadores de textos mais populares atualmente são o Microsoft Word, da Microsoft, e o Writer, da BrOffice. Por meio de recursos avançados como corretores ortográficos, os processadores de textos identificam e corrigem erros de grafia, sugerem formação de frases e melhorias no texto redigido, além de implementarem correções gramaticais e de pontuação. A maioria dos processadores de textos permite que o usuário crie documentos com gráficos, formas, imagens e figuras criadas e diagramadas a partir dos recursos de ilustração próprio processador de texto ou importadas de outros processadores. A figura 18 apresenta estes comandos no processador de textos Microsoft Word 2007. 45 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Figura 18 – Funções de ilustração de um processador de textos Para usuários que têm o costume de utilizar o computador para escrever relatórios, cartas, monografias ou quaisquer outros arquivos de texto, as aplicações de processamento de textos podem ser indispensáveis. Para facilitar, a maioria dos computadores pessoais em uso atualmente já vem com aplicações de processamento de textos instaladas. (STAIR & REYNOLDS, 2006) Os processadores de textos têm funções de formatação básicas que permitem alterar tamanho e modelo de letra, negritar letras (X) e palavras, implementar funções de sobrescrito (x2) e subscrito (x2), formatar letras em itálico (itálico), tachar palavras ou frases(tachar), alterar cores de letras, marcadores de texto (marcador), sublinhar textos (sublinhar), entre outras funções (1). Frases e parágrafos podem ser formatados de acordo com seu posicionamento em relação à margem (recuos), pode-se definir o alinhamento de texto (direita, centro, esquerdo e justificado), o espaçamento entre linhas, marcadores, numeração, sombreamento, formatação de bordas, entre outras funções (2). (1) (2) Figura 19 – Funções de formatação de um processador de textos A figura 19 mostra os comandos básicos de formatação de letras e parágrafos do processador de texto Microsoft Word 2007. Os documentos processados por um processador de textos podem conter número de páginas, textos de cabeçalho e rodapés, data e hora e marcas d’água. Podem conter também hiperlinks para outros documentos importantes e referências cruzadas para textos, ilustrações e tabelas. 3As figuras 18, 19, 20 e 21 foram retiradas do Microsoft Word 2007. 46 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 As versões mais atuais permitem criar páginas Web que poderão ser convertidos para o formato HTML para publicação de documentos na Internet. Outra função importante dos processadores de texto atuais é o gerenciamento de fontes bibliográficas e notas de rodapé. Por meio desses recursos a montagem da bibliografia do trabalho se torna uma atividade rápida e fácil de ser executada. Com comandos simples, todas as obras consultadas na elaboração do documento podem ser cadastradas para posterior montagem do índice bibliográfico, utilizando para isso apenas um comando. As notas de rodapés e citações também podem ser inseridas de forma simples e ágil, facilitando a ação do usuário e permitindo criar documentos com aspecto profissional. Figura 20 – Funções de referência bibliográfica e notas de rodapé de um processador de textos Outra funcionalidade interessante dos processadores de texto é a criação de correspondências, malas diretas, envelopes e etiquetas. Com esta função é possível criar listas de distribuição, utilizar lista de destinatários existentes, vincular com os contatos do correio eletrônico, entre outras opções. Figura 21 – Funções de mala direta de um processador de textos Portanto, classificados como software de aplicação de uso pessoal, os processadores de textos estão cada vez mais modernos e atualizados, de modo a proporcionar ao usuário doméstico ou corporativo uma gama de funções e facilidades na editoração, criação, montagem e formatação de textos em geral. Seu uso em larga escala permite que os fabricantes criem funcionalidades cada vez mais aderentes às necessidades do usuário a um custo baixo. 47 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 3.1.3.2 Planilhas eletrônicas Como um dos softwares aplicativos mais populares no mundo corporativo, as planilhas eletrônicas têm se mostrado um grande aliado na montagem de modelagem, no planejamento e na análise de negócios que requerem cálculos diretos e interdependentes, com apresentação de resultados gráficos, tendências, objetivos etc. As planilhas eletrônicas mais populares atualmente são o MS Excel, da Microsoft, e o Calc, da BrOffice, as quais possuem o formato de colunas e linhas – intersecção que recebe o nome de célula. Os dados são inseridos cada um em uma célula específica (que possui uma correspondente identificação de coluna versus linha) e são manipulados, agrupados, somados e submetidos à aplicação de fórmulas diversas que poderão apresentar resultados estatísticos, tendência de valores e muito mais. Figura 22 – Formato de colunas e linhas A célula A1 desta planilha representa a intersecção da coluna A com a linha 1. Da mesma forma, outras células como B1, C2, D3, A4, entre outras, também são formadas pela intersecção de suas respectivas colunas e linhas. As células se relacionam entre si quando são criadas fórmulas que as unem por cálculos dependentes. Por exemplo, seja a célula B1 o número de horas trabalhadas na manutenção de servidores (68h) de um datacenter e a célula B2 a quantidade de manutenções realizadas (20). Figura 23 – Formato de colunas e linhas 4As figuras 22, 23, 24, 26, 27, 28, 29, 30 e 31 foram retiradas do Microsoft Excel 2007. 48 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Quer se saber, na célula B3, a média de horas trabalhadas na manutenção dos servidores. Neste caso, a célula B3 conterá uma fórmula que dividirá o número de horas trabalhadas da célula B1 pelo número de manutenções da célula B2, obtendo-se, assim, em B3, o valor médio de horas trabalhadas na manutenção dos servidores (3,4 h). Fórmula que relaciona as células B1 e B2 Figura 24 – Formato colunas e linhas À medida que os dados são inseridos e as fórmulas são criadas formando um relacionamento entre células, é possível criar uma planilha eletrônica que faça cálculos automáticos conforme alguns valores principais (valores de entrada da planilha) sejam alterados pelo usuário. Por exemplo: vamos imaginar que o profissional de TI foi solicitado a fazer uma planilha eletrônica para que a área de vendas avalie o ponto de equilíbrio com relação à venda de dispositivos bluetooth. A planilha foi montada pelo profissional e estruturada da seguinte forma: Tabela 3 Custo fixo total R$ 19.000,00 Custo variável por unidade R$ 3,00 Preço médio de venda R$ 17,00 Ponto de equilíbrio R$ 1.357,00 Dispositivo bluetooth Unidades vendidas 0 679 1357 2036 2714 Receita R$ 0,00 R$ 11.536,00 R$ 23.071,00 R$ 34.607,00 R$ 46.143,00 Custo fixo R$ 19.000,00 R$ 19.000,00 R$ 19.000,00 R$ 19.000,00 R$ 19.000,00 Custo variável 0 R$ 2.036,00 R$ 4.071,00 R$ 6.107,00 R$ 8.143,00 Custo total R$ 19.000,00 R$ 21.036,00 R$ 23.071,00 R$ 25.107,00 R$ 27.143,00 Lucros/perdas (R$ 19.000,00) (R$ 9.500,00) (R$ 0,00) R$ 9.500,00 R$ 19.000,00 49 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 R$ 50.000 R$ 45.000 R$ 40.000 R$ 35.000 R$ 30.000 R$ 25.000 R$ 20.000 R$ 15.000 R$ 10.000 R$ 5.000 R$ 0 Re ai s ( m ilh ar es ) Receita Custo fixo Custo Total Unidade vendidas Análise de ponto de equilíbrio 0 679 1357 2036 2714 Figura 25 – Análise de ponto de equilíbrio A partir desta planilha pode-se observar que, uma vez estruturada, os dados de saída como receita, custo variável, custo total e lucros/perdas são automaticamente calculados à medida que a linha “Unidades vendidas” é alterada ou se forem alterados os valores de custo fixo total, custo variável por unidade e preço médio de vendas. O gráfico também é montado automaticamente e expressa visualmente os resultados calculados. Observe que o ponto de equilíbrio se dá no cruzamento das retas de receita com custo total; ou seja, quando as receitas se igualarem ao custo total, encontra-se aí o ponto de equilíbrio que, no caso, ocorre com a venda de 1357 unidades de dispositivos bluetooth. O importante é entender que as planilhas eletrônicas oferecem ao usuário um grande potencial de cálculos, formatações e gráficos, de forma a auxiliar uma tomada de decisão, uma análise de processo, uma avaliação de tendências, bem como o cumprimento de metas pré-estabelecidas. A seguir apresentaremos as principais funcionalidades das planilhas eletrônicas, usando como base o aplicativo Microsoft Excel 2007. Semelhantemente aos processadores de textos, as planilhas eletrônicas possuem funções de formatação que permitem alterar tamanho e modelo de letra, negritarletras (X) e palavras, formatar letras em itálico (itálico), alterar cores de letras, preenchimento de fundos com cores diversas, sublinhamento de textos (sublinhar), entre outras funções. Frases e parágrafos podem ser formatados de acordo com seu posicionamento em relação à margem (recuos), alinhamento de texto (direita, centro, esquerdo e justificado) etc. 5 Adaptado de: Laundon & Laundon (2004), p. 205 50 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Figura 26 – Funções de formatação de uma planilha eletrônica Por meio de recursos avançados como corretores ortográficos, as planilhas eletrônicas, assim como os processadores de textos, identificam e corrigem erros de grafia, sugerem formação de palavras, implementam correções gramaticais e de pontuação, apresentam sinônimos para palavras selecionadas e traduz termos para outros idiomas. Uma das funcionalidades mais importantes de uma planilha eletrônica é a capacidade de formatação gráfica dos dados em análise. A grande maioria das planilhas de mercado são apresentadas por meio de gráficos do tipo colunas, linhas, pizza, barras, área, dispersão e outros mais variados tipos, os quais permitem que o usuário faça uma análise visual das informações ali contidas de forma a rapidamente identificá-las e, assim, partir para uma tomada de decisão imediata. Figura 27 – Tipos de gráfico de planilhas eletrônicas A escolha do gráfico a ser utilizado depende muito do tipo da informação a ser manipulada. Um gráfico de colunas, por exemplo, é mais adequado quando se quer representar a variação de um fenômeno ou processo, ao passo que um gráfico de pizza compara a divisão ou a porcentagem de contribuição de um evento em relação ao todo. Por exemplo, um gráfico de colunas representa a variação de temperatura durante as horas do dia, enquanto que um gráfico de barras mostra a contribuição de cada produto do total de vendas no mês. 51 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 35 Te m pe ra tu ra (e m ºC ) 30 25 20 15 10 5 0 06 :00 07 :00 08 :00 09 :00 10 :00 11 :00 12 :00 13 :00 14 :00 15 :00 16 :00 17 :00 18 :00 Variação de temperatura Hora do dia Vendas por tipo de produto Produto 1 20% Produto 2 29% Produto 3 44% Produto 4 7% Figura 28 – Aplicação dos tipos de gráfico A maioria dos editores permite que o usuário crie planilhas com formas, imagens e figuras criadas e diagramadas a partir dos recursos de ilustração do próprio programa ou importadas de outros editores de texto, de planilhas ou de apresentações. A figura 29 apresenta estes comandos na planilha eletrônica do Microsoft Excel 2007. Figura 29 – Função de ilustração de planilhas eletrônicas 52 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 As fórmulas e funções representam uma das partes mais importantes de um software aplicativo de planilha eletrônica. Existe uma infinidade de fórmulas e funções nas mais diversas áreas de aplicação. Planilhas eletrônicas normalmente apresentam conjuntos de fórmulas e funções para atender cálculos financeiros e de lógica, texto, data e hora, pesquisas e referências, matemática e trigonometria, estatística, entre outras funções. Figura 30 – Fórmulas e funções de planilhas eletrônicas A tabela a seguir apresenta algumas fórmulas e funções empregadas em planilhas eletrônicas: Quadro 5 – Funções e fórmula de uma planilha eletrônica Área Fórmulas ou Funções Descrição Financeira VPL Retorna o valor líquido atual de um investimento com base em uma taxa de desconto e uma série de pagamentos futuros e renda. Lógica E Verifica se os argumentos são verdadeiros e retorna “verdadeiro” se todos os argumentos forem verdadeiros. Texto DIREITA Retorna o número de caracteres especificado do final de uma sequência de caracteres de texto. Data e hora HOJE Retorna a data de hoje formatada como data. Pesquisa e Referência PROCV Procura um valor da primeira coluna à esquerda de uma tabela e retorna um valor na mesma linha de uma coluna especificada. Matemática e Trigonometria RAIZ Retorna a raiz quadrada de um número. Estatística DESVPAD Calcula o desvio padrão a partir de uma amostra. Outra função das planilhas eletrônicas é a manipulação dos dados. Estes podem ser obtidos a partir da digitação pelo próprio usuário ou externamente por meio da importação de dados de outros aplicativos como outras planilhas, assim como de base de dados, de textos, da internet, entre outras opções (1). As funções de classificação e filtro também estão disponíveis em todas as planilhas eletrônicas e atuam na classificação dos dados selecionados, podendo organizá-los de forma crescente ou decrescente, entre outros métodos. A função de filtragem atua tanto em números quanto em textos. Os números podem ser filtrados com relação a igualdade, diferença, se é maior, se é menor, se está entre um intervalo, se está acima ou abaixo da média etc. Já os textos podem ser filtrados com relação a igualdade, diferença, se contém, começa ou termina com determinadas letras ou palavras etc. Normalmente 53 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 as funções de filtro possuem comandos personalizados que o próprio usuário pode utilizar para definir o filtro desejado (2). Outras ferramentas como remover duplicatas, validação de dados, consolidação e teste de hipóteses são igualmente importantes e interessantes de serem utilizadas nas planilhas eletrônicas. Em resumo, a função “remover duplicatas” exclui linhas duplicadas em uma planilha; a função “validação de dados” impede que dados inválidos sejam digitados na célula; a função “consolidar” combina valores de vários intervalos em um novo intervalo e a função “teste de hipóteses”, como o próprio nome já diz, testa diversos valores para fórmulas existentes na planilha (3). Ainda com relação à manipulação de dados, o Microsoft Excel, assim como outros editores de planilhas eletrônicas, traz a função de agrupamento e subtotal dos dados. Com estas funções o usuário pode recolher ou expandir um intervalo de células ou apresentar subtotais parciais para grupos de células selecionadas (4). (1) (2) (3) (4) Figura 31 – Funções de manipulação de dados em planilhas eletrônicas As planilhas eletrônicas também são muito populares entre os usuários domésticos, que cada vez mais utilizam estes recursos para seu planejamento financeiro familiar, orçamentos, controle de gastos em viagens, de obras, das notas dos filhos na escola e de horas dos empregados domésticos. Ou seja, as planilhas eletrônicas estão cada vez mais presentes na vida do usuário comum e já é uma ferramenta vital para o usuário corporativo. 3.1.3.3 Geradores de apresentação Os softwares aplicativos geradores de apresentação são muito populares e importantes no mundo corporativo, uma vez que os geradores de apresentação têm se mostrado um grande aliado na montagem de apresentações, as quais exigem recursos multimídia como gráficos, fotos, animações, imagens e videoclipes. Os geradores de apresentação mais populares atualmente são o Microsoft Power Point, da Microsoft, e o Impress, da BrOffice. A maioria dos geradores de apresentação possui recursos gráficos de apresentação que permite que o usuário crie apresentações gráficas de qualidade profissional. (LAUNDON & LAUNDON, 2004) De acordo com O’Brien (2004), em relação aos dados numéricos, não somente os gráficos e as apresentações em multimídiasão passíveis de maior facilidade de compreensão e de comunicação. Os 54 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 demonstrativos em múltiplas cores e mídias podem enfatizar mais facilmente pontos-chave, diferenças estratégicas e importantes tendências nos dados. Os gráficos de apresentação têm se mostrado mais eficazes do que as apresentações de dados numéricos em tabelas para relatar e comunicar nas mídias de propaganda, relatórios administrativos ou outras apresentações nas empresas. Normalmente os softwares aplicativos geradores de apresentação se apresentam em formatos de “slides”, os quais são a área de trabalho do usuário. Assim com em uma prancheta de desenho, o usuário poderá montar sua apresentação utilizando todos os recursos gráficos e de multimídia disponibilizados pela ferramenta. Por meio dessas funções, o usuário pode criar novas apresentações ou lançar mão de apresentações pré-definidas (sugeridas) para modelar seus dados. A seguir apresentaremos as principais funcionalidades dos geradores de apresentação, usando como base o aplicativo Microsoft Power Point 2007. Como dito anteriormente, os geradores de apresentação se apresentam em formatos de slides. Esses slides funcionam como a área de trabalho do usuário, organizados sequencialmente de forma que a apresentação tenha uma cadência única, lógica e própria. Essa sequência pode ser alterada de acordo com a necessidade do usuário. Novos slides podem ser inseridos assim como os já existentes podem ser excluídos a qualquer momento, permitindo ao usuário uma facilidade na manipulação das informações e na ordem com que a apresentação é montada. Os slides podem ter layouts pré-definidos ou definidos pelo usuário, ou seja, podem ser em branco, com título e texto, somente com texto, com texto e figura, duas figuras, entre outras opções. Observe a Figura 32: Figura 32 – Slides dos geradores de apresentação De forma semelhante aos processadores de textos, os geradores de apresentação têm funções de formatação que permitem alterar tamanho e modelo de letra, negritar letras (X) e palavras, implementar funções de sobrescrito (x2) e sub-escrito (x2), formatar letras em itálico (itálico), tachar palavras ou frases 6As figuras 32 a 39 foram retiradas do Microsoft Power Point 2007. 55 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 (tachar), alterar cores de letras, alterar espaçamento entre caracteres, criar sombreamento em textos (sombra), sublinhar textos (sublinhar), entre outras funções (1). Frases, parágrafos e figuras podem ser formatados de acordo com seu posicionamento em relação à margem (recuos), alinhamento de texto (direita, centro, esquerdo e justificado), espaçamento entre linhas, marcadores, numeração, divisão do texto em colunas, entre outras funções (2). A figura 33 apresenta as principais funções de formatação dos geradores de apresentação. (1) (2) Figura 33 – Funções de formatação em geradores de apresentação Uma ampla gama de funções permite ao usuário inserir formas, caixas de textos, setas, balões de comentários, entre outros, formatando estilos e formas para a montagem de uma apresentação mais dinâmica e profissional. O usuário pode definir cores e estilos de preenchimento da forma, contornos da forma e efeitos de forma, além de poder organizar a forma com que os objetos se apresentam. A figura 34 apresenta as principais funções de desenho dos geradores de apresentação. Figura 34 – Funções de desenho em geradores de apresentação Como pode ser observado na figura 35 a seguir, os geradores de apresentação permitem que o usuário insira em suas apresentações figuras, imagens, formas, tabelas e gráficos nativos da ferramenta ou importados de outros aplicativos como processadores de texto, planilhas eletrônicas, gerenciadores de banco de dados e processadores de imagens. Permitem, também, filmes, videoclipes e som, de modo a fazer uso de recursos multimídia nas apresentações. É possível também a inserção de hiperlinks para documentos importantes e websites da Internet. Os recursos de inserção e manipulação de textos permitem a inclusão de caixas de texto, cabeçalhos e rodapés, data e hora, numeração de slides, símbolos diversos e objetos importados de vários outros tipos de software aplicativos, sem contar o famoso recurso de re-estilização de texto WordArt. 56 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Figura 35 – Funções de inserção em geradores de apresentação Conforme já comentado anteriormente, o usuário pode lançar mão de formatações pré- definidas de slides de forma a dar ao documento a ser apresentado um aspecto mais profissional. Naturalmente, tais formatações pré-definidas são apenas sugestivas e podem ser alteradas de acordo com a necessidade e a forma de apresentação a ser definida pelo usuário. Elas são aplicadas a todos os slides, entretanto o usuário pode defini-las slide a slide. Neste caso, o aspecto visual da apresentação pode ser comprometido com uma poluição de cores e formas diferentes. Observe a Figura 36: Figura 36 – Funções de design em geradores de apresentação Uma das funções mais interessantes dos geradores de apresentação são os recursos de animação, os quais, da mesma maneira que as formatações pré-definidas, podem ser definidos slide a slide ou para toda a apresentação. Os recursos de apresentação têm como finalidade chamar a atenção da plateia ou público para informações importantes constantes nos slides e proporcionar certa dinamização da apresentação. Os geradores de apresentação normalmente disponibilizam animações de slides do tipo desvanecimento, entrada de texto pela direita, entrada de texto pela esquerda, de cima para baixo, de baixo para cima, granularização, efeito persiana vertical e horizontal, entre outros. Observe na figura 37 que o usuário pode definir, além do tipo de animação, as velocidades de transição entre elas, os sons envolvidos nas transições e a forma com que os slides avançam na apresentação, seja pelo clique do mouse, seja por um tempo pré-definido. Resumindo, o usuário tem controle total sobre como a apresentação irá ocorrer. Figura 37 – Funções de animação em geradores de apresentação Entretanto, o uso demasiado de animação pode causar cansaço visual nos ouvintes e consequente desinteresse pela apresentação. Cabe ao usuário fazer uso racional destes recursos de forma a montar uma apresentação de aspecto profissional e interativa na medida em que desperte a atenção e a curiosidade dos ouvintes. 57 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A apresentação dos slides pode ser programada da melhor forma pelo usuário, ou seja, é possível iniciar do primeiro slide ou de qualquer outro que se deseje, assim como ordená-los da maneira que for mais conveniente, criando uma apresentação personalizada. O usuário tem ainda possibilidade de gravar narrações, testar intervalos, alterar a resolução da apresentação, ocultar slides e inserir uma trilha sonora que será reproduzida durante a apresentação. A figura 38 apresenta os recursos de apresentação do Microsoft Power Point 2007. Figura 38 – Funções de apresentação de slides em geradores de apresentação Por meio de recursos avançados de revisão de textos como corretores ortográficos, os geradores de apresentação, assim como os processadores de textos e as planilhas eletrônicas, identificam e corrigem erros de grafia, sugerem formaçãode palavras, implementam correções gramaticais e de pontuação, apresentam sinônimos para palavras selecionadas e traduz palavras para outros idiomas. Veja a figura 39 a seguir: Figura 39 – Funções de revisão de textos em geradores de apresentação 3.1.3.4 Gerenciadores de banco de dados Embora os programas de planilhas eletrônicas sejam poderosas ferramentas para manipulação de dados quantitativos, o software gerenciador de banco de dados é mais adequado para criar e manipular listas e combinar informações extraídas de arquivos diferentes. Os pacotes de gerenciamento de bancos de dados para PCs em geral têm capacidades para criar arquivos e banco de dados e para armazenar, modificar e manipular grandes quantidades de dados para relatórios e consultas. (LAUNDON & LAUNDON, 2004) Entre os gerenciadores de banco de dados mais populares atualmente estão o Microsoft Access, da Microsoft, e o MySQL. Os bancos de dados podem ser utilizados no controle de informações de horário de entrada e saída dos profissionais da organização, dados cadastrais de cada profissional, como nome, 58 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 RG, funcional, departamento, área, nome do gerente direto e ramal, entre outras informações. Voltado aos negócios de uma organização, os bancos de dados podem ser utilizados para ajudar a processar pedidos de venda e compra, controles de estoque, de expedição, financeiro, de folha de pagamentos, entre outros. Uma base de dados também pode ser apenas uma ferramenta para manipulação e processamento de dados para outras aplicações, além de servir como uma interface, processando dados de vendas e os estratificando de modo a serem exportados para planilhas eletrônicas, ou como geradores de apresentação para avaliação, análise, tomada de decisão ou então simplesmente uma comunicação para os vendedores. De forma semelhante a uma planilha eletrônica, os dados são organizados em tabelas que agrupam registros de um mesmo fim e que podem ser manipulados, inter-relacionados e reorganizados de forma a produzir a informação desejada. A maioria dos gerenciadores de banco de dados pode realizar quatro tarefas básicas: Quadro 6 – Tarefas básicas de um gerador de base de dados7 Tarefa Descrição Desenvolvimento do Banco de Dados Definir e organizar o conteúdo, relações e estrutura dos dados necessários para montar um banco de dados, incluindo “hiperlinks” para dados em páginas de rede. Consulta ao Banco de Dados Acessar os dados em um banco de dados para exibir informações em uma multiplicidade de formatos. Os usuários finais podem seletivamente recuperar e exibir informações e produzir formulários, relatórios e outros documentos, entre os quais páginas de rede. Manutenção do Banco de Dados Adicionar, apagar, atualizar e corrigir dados em um banco de dados, inclusive dados em “hiperlinks” nas páginas da rede. Desenvolvimento de Aplicação Desenvolver protótipos de páginas de rede, consultas, formulários, relatórios e etiquetas para uma proposta de aplicação empresarial, ou utilizar uma linguagem de quarta geração incorporada ou geradora de aplicações para programar a aplicação. Saiba mais Para mais informações sobre o gerenciamento de banco de dados, conferir o capítulo 5 do livro: O’Brien, J. A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da Internet, 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 7Adaptado de: O’Brien (2004), p. 109. 59 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 3.1.3.5 Correio eletrônico O correio eletrônico (e-mail) revolucionou a forma de relacionamento e de comunicação interpessoal, seja no ambiente de trabalho, seja nos relacionamentos com amigos e colegas. Esta ferramenta de comunicação tem permeado a sociedade de tal forma que uma grande parcela da população que tem acesso à internet possui ao menos um endereço de e-mail hospedado em provedores gratuitos como Gmail, Yahoo!, Hotmail, IG, BOL etc. Os e-mails são armazenados em servidores que trocam mensagens entre si por meio da internet, possibilitando assim que as mensagens sejam trocadas entre pessoas que estejam física e geograficamente distantes. Cada provedor possui um ou mais servidores que armazenam as caixas de correio dos usuários, as quais são acessadas por meio de navegadores na internet a qualquer hora e de qualquer lugar, de forma a poder exibir, redigir, responder e apagar mensagens eletrônicas. Tais mensagens são endereçadas aos destinatários a partir de endereços de e-mail definidos e configurados para cada usuário. O processo é seguro e sigiloso, de modo que somente o proprietário da caixa de correio pode acessar e gerenciar suas mensagens eletrônicas. Além da troca de mensagens, os e-mails possibilitam envio de arquivos de texto, planilhas eletrônicas e arquivos multimídia anexados. Os gerenciadores de correio eletrônicos mais populares, como Microsoft Outlook, da Microsoft, além de gerenciar o envio e recebimento das mensagens, permite que estas mensagens sejam organizadas em pastas por assunto, data, tipo de mensagem, remetente etc. Possibilita também que o usuário armazene, organize e recupere informações como contatos pessoais, agenda telefônica de contatos, gerenciamento de reuniões, diários e tarefas. No ambiente organizacional, o correio eletrônico tem sido um grande aliado na troca de mensagens entre os integrantes da corporação e contatos externos, como fornecedores, parceiros e clientes. Por exemplo, a equipe de vendas pode responder à solicitação de proposta de um cliente com um simples comando de anexar arquivos numa mensagem eletrônica. O departamento de recursos humanos pode enviar uma mensagem eletrônica para todos os funcionários da organização comunicando um fato importante de interesse comum. Estas e outras aplicações fazem do correio eletrônico uma ferramenta básica e essencial seja no âmbito das organizações, seja no âmbito dos usuários domésticos, dada sua capacidade de abrangência e conectividade. 3.1.3.6 Navegadores de rede Os navegadores de rede, ou comumente chamados de browser, são os softwares mais populares entre os usuários domésticos e dos usuários das organizações. Sua função principal é permitir 60 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 ao usuário navegar pela rede mundial de computadores – Internet – e ter acesso a um vasto conteúdo disponível em inúmeras páginas web ao clique de um link. De acordo com O’Brien (2004), outrora limitados a surfar na rede, os navegadores estão se tornando a plataforma de software universal na qual os usuários iniciam suas buscas de informações, enviam e recebem correio eletrônico (e-mail), transferem arquivos de multimídia, participam de grupos de discussão e utilizam muitas outras aplicações de internet, intranet e extranet. Isto sem falar em aplicações que permitem assistir a um vídeo (no YouTube, por exemplo), fazer um telefonema (no Skype), baixar softwares da internet (o extinto LimeWare, por exemplo) e fazer videoconferências (utilizando um comunicador como o MSN). Dessa forma, os navegadores estão se tornando o grande portal de acesso à internet, com recursos cada vez mais avançados, de forma que o usuário passa a ter uma única interface entre ele e todas as necessidades computacionais que demandar. Não é à toa que um mercado outrora dominado apenas pela Microsoft, com seu Internet Explorer, agora cede lugar para outras empresas como Google, com seu navegador Chrome, Mozilla, com o Firefox, Apple, com o Safari, entre outros. A figura 40 mostra a divisão do mercado em Outubro de2009. Divisão do mercado de navegadores Outubro, 2009 Divisão total de mercado 64,64% - Microsoft Interner Explorer 24,07% - Firefox 4,42% - Safari 3,58% - Chrome 2,17% - Opera 0,35% - Opera Mini 0,59% - Other 65%24% 1% 0% 2% 4% 4% Figura 40 – Market Share dos navegadores de rede8 3.1.3.7 Outros softwares de negócios As organizações são grande demandante de softwares aplicativos. Sua estrutura organizacional é complexa e cheia de particularidades, processos e demandas que requerem uma infinidade de aplicativos para suportar sua operação. Os softwares aplicativos dão suporte a usos administrativos e operacionais, tais como controle de matéria-prima, logística, produção, gerenciamento de relacionamento com o cliente, gerenciamento de cadeia de suprimentos, entre outros. 8Adaptado de: . Acesso em: 30 mai. 2011. 61 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 O quadro 7 apresenta uma relação de necessidades de softwares aplicativos no âmbito empresarial: Quadro 7 – Exemplos de software de aplicação empresarial Contas a receber Pedidos de vendas Contas a pagar Entrada de pedidos Operações de transportes aéreos Folha de pagamentos Sistemas de caixa eletrônico automático Gerenciamento de recursos humanos Análise de fluxo de caixa Processamento de cheques Administração de cartões de crédito e débito Preparação e planejamento de impostos Controle de manufatura Recebimentos Controle de distribuição Gerenciamento de restaurantes Livro-caixa Operações de varejo Gerenciamento de ações Pedidos Depósitos e investimentos Embarques Controle de estoques Contabilidade de ativos fixos Todos os sistemas integrados, além de permitirem a sistematização dos processos administrativos e operacionais, são fontes de informação de extrema importância para apoio à tomada de decisão empresarial. Fazem parte deste sistema integrado os softwares aplicativos de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), de planejamento de recursos empresariais ou sistemas integrados de gestão (ERP), de gerenciamento de cadeia de suprimentos (SCM) e de e-commerce, que veremos mais adiante nos próximos capítulos. 4 SOFTWARES E SUAS FAMÍLIAS - SISTEMAS 4.1 Softwares de sistema Os softwares de sistema estão intimamente ligados à administração e gerência do hardware e apóiam operações de sistemas e de redes de computadores, além de fazerem a interface entre o software aplicativo e o hardware. Ao gerenciar e controlar as atividades do computador, tais softwares são denominados sistemas operacionais. (LAUNDON & LAUNDON, 2004, p. 197) Segundo Stairs & Reynolds (2006), software de sistemas é o conjunto de programas projetado para coordenar as atividades e as funções do hardware e diversos programas pelo sistema computacional. 9Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 139. 62 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A figura 41 apresenta a interface entre o software de sistemas e aplicativo entre usuários finais e o hardware. Hardware > software de sistemas > software aplicativo > usuários finais Usuários finais Software aplicativo Software de sistemas Hardware Figura 41 – Tipos de softwares10 Segundo O’Brien (2004), os softwares de sistemas podem ser agrupados em duas categorias principais: • Programas de gerenciamento de sistemas: programas que gerenciam recursos de hardware, software, rede e dados de computador; • Programas de desenvolvimento de sistemas: programas de auxílio aos usuários no desenvolvimento de programas e em procedimentos de sistemas de informações para funcionamento em computador. 4.1.1 Sistemas operacionais O sistema operacional é um conjunto de programas escritos com o intuito de realizar controles diversos, como o do hardware do computador, dos recursos de entrada e saída, de armazenagem dos programas e de dados, além do controle da interface com os softwares aplicativos. A produtividade de um sistema computacional está intimamente ligada à atuação do seu sistema operacional sobre o hardware, já que tem como função gerenciar a entrada e a saída de dados, os recursos de memória do sistema, a gravação e a recuperação de arquivos, os arquivos que serão enviados para impressão, a interface com o usuário e o acesso aos recursos de redes e do sistema. Parte do sistema operacional roda sobre a memória RAM, portanto, ao ligá-lo, os programas normalmente armazenados em disco são carregados e inicializados. Uma vez carregado, o SO passa a interagir com os outros sistemas do computador de forma a gerenciar seus recursos. 10Adaptado de: O’Brien (2004), p. 115 63 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 De acordo com O’Brien (2004), pode-se agrupar em cinco funções básicas todas as tarefas e atribuições, listadas anteriormente, atribuídas aos sistemas operacionais. Observação Tarefas atribuídas aos sistemas operacionais: • Interface com o usuário; • Gerenciamento de recursos; • Gerenciamento de tarefas; • Gerenciamento de arquivos; • Utilitários e outras funções. Interface com o usuário Entre uma das mais importantes funções dos sistemas operacionais, a interface com o usuário permite que os recursos computacionais do sistema possam ser acessados pelos usuários de modo que ele possa carregar programas, acessar arquivos e realizar tarefas de forma cada vez mais simples e amigável. Décadas atrás, o acesso aos sistemas computacionais era realizado na forma de linha de comandos, diretamente ao núcleo do sistema operacional. Quando o usuário tinha a necessidade de copiar um determinado arquivo, o comando copy era digitado informando a origem e o destino do arquivo em cópia. Atualmente, os sistemas operacionais já não mais trabalham com os recursos de linha de comando. Estas deram lugar a interfaces gráficas elaboradas que permitem que o usuário acesse os recursos do sistema com apenas um clique em um botão que representa uma determinada função. Esta interface gráfica, também chamada de GUI (Graphical User Interface ou Interface Gráfica do Usuário), apresenta as funções em forma de ícones (desenhos representativos de uma função) e em formas de menus. Cada ícone ou opção de menu executa uma função no sistema computacional de forma transparente para o usuário. Por exemplo, o ícone da função impressão é representado por um pequeno desenho de uma impressora em um botão. Acessando esta função por meio do acionamento deste botão, o arquivo que se está editando é automaticamente impresso. Da mesma forma, o arquivo é salvo na memória sempre que o ícone de salvar (representado por um disquete, por exemplo) é acionado. Observe que tais ações não requerem conhecimentos avançados de linhas de comando ou de programação, uma vez que o entendimento das funções de cada ícone é intuitivo. Outro ponto importante a ser ressaltado é o fato de os ícones serem acionados por dispositivos indicadores, como mouse ou touchpad, e as telas dos aplicativos serem baseadas no uso de janelas que se sobrepõem na tela. Isto facilita a alternância entre os diversos aplicativos que estão sendo 64 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 manipulados pelo usuário. Um dos sistemas operacionais pioneiros neste tipo de interface é o Windows, da Microsoft. Gerenciamento de recursos Os gerenciadores de recursos do computador controlam diversas partes do hardwaree do software, como os dispositivos de redes, os dispositivos de entrada e saída, a CPU, a memória e os dispositivos de armazenamento secundários. Os gerenciadores de memória controlam seus acessos de leitura e escrita e possuem o mapeamento exato da posição de cada dado em cada registro. Dessa forma, podem atuar na recuperação de um determinado dado quando solicitado por um software aplicativo. Além dessa função, os gerenciadores de memória controlam a memória virtual, que é a utilização de parte dos discos rígidos para armazenagem de parte dos programas que estão sendo utilizados pelo sistema operacional, complementando a capacidade funcional da memória RAM. A utilização da memória virtual traz um ganho significativo de performance para o sistema operacional, pois passa a contar com uma massa de memória maior que a disponível nos circuitos integrados (CIs), podendo assim intercambiar programas entre os dispositivos de memória e disco. Os gerenciadores de entrada e saída controlam todo tipo de dispositivos de entrada e saída do sistema computacional. Desde portas de interface serial, portas de interface paralela, portas USB, até monitores, teclado e mouse, os gerenciadores de recursos realizam o controle de entrada e saída de dados por meio destes dispositivos. Os dispositivos de rede, sejam as portas de LAN, sejam conexões Wi-Fi, bluetooth ou conexões óticas, são controlados pelos gerenciadores de recursos que gerenciam o acesso a rede e o fluxo de dados nos diversos meios. Gerenciamento de tarefas Imagine o seguinte cenário: você liga seu computador pessoal, o sistema operacional é carregado e os primeiros ícones e atalhos aparecem em sua área de trabalho. Automaticamente, outros programas como correio eletrônico, antivírus, mensagens instantâneas e navegador de rede são inicializados no sistema e entram em funcionamento à medida que são inicializados. Cada aplicativo executará uma tarefa diferente no computador e ocupará espaço em memória e tempo de processamento da CPU para que opere corretamente. É exatamente neste ponto que entram os gerenciadores de tarefas. Segundo Stair & Reynolds (2006), os gerenciadores dão a cada tarefa uma parte do tempo de processamento da CPU, dando a impressão ao usuário de que o sistema processa simultaneamente todas as tarefas. De fato, a CPU processa as tarefas cada qual em seu tempo e de uma forma tão ágil que o usuário percebe o sistema como multitarefa. Um sistema operacional com recursos de multitarefa permite que o usuário execute mais de uma aplicação ao mesmo tempo. 65 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Esta característica de compartilhamento do tempo, quando aplicada em computadores de médio e grande porte, permite que vários usuários utilizem o sistema computacional simultaneamente, cada qual com suas aplicações e softwares aplicativos. A CPU trata um usuário específico a cada fração de tempo. Como o tempo de processamento é muito curto, o usuário tem a impressão de que as requisições de todos os usuários são processadas de forma simultânea pelo sistema computacional. Os microprocessadores modernos e sistemas computacionais cada dia com mais memória RAM e memória virtual permitem a uma única máquina se comportar como diversos sistemas computacionais independentes. Entretanto, obviamente para tudo existe um limite. O número de programas que podem ser executados concomitantemente depende da quantidade de memória disponível e da quantidade de processamento que cada tarefa demanda. (O’BRIEN, 2004, p. 116) Gerenciamento de arquivos Os gerenciadores de arquivos controlam e mantém a localização e as características de cada arquivo em um disco rígido ou dispositivo de armazenamento secundário, de forma que possam ser acessados sempre que solicitados pelos usuários. Como os sistemas operacionais permitem processamento compartilhado multitarefa e multiusuário, eles demandam dos gerenciadores de arquivos uma política de acesso a estes arquivos. Normalmente cada usuário tem acesso de leitura e escrita aos arquivos por ele mesmo criados. Existem casos em que um determinado usuário poderá ter apenas acesso de leitura a um arquivo de outro usuário - desde que por ele previamente autorizado - ou então em que ambos têm acesso de leitura e escrita a um mesmo arquivo, de modo a acessar, alterar e gravar de forma compartilhada e colaborativa. Mesmo em computadores pessoais isolados, com apenas um usuário, o gerenciamento de arquivos é necessário para o acompanhamento de suas informações, como onde os arquivos estão localizados, qual o seu tamanho, quando eles foram criados e quem os criou. (STAIR & REYNOLDS, 2006) Utilitários e outras funções Muitos sistemas operacionais já trazem na bagagem utilitários importantes para auxílio na monitoração de desempenho do sistema, gerenciadores de energia, monitores de segurança etc. Os monitores de desempenho do sistema têm a função de monitorar, ajustar e melhorar o desempenho dos sistemas computacionais de forma a trabalhar na máxima eficiência. 66 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Os gerenciadores de energia são utilitários que possuem a função de economizar energia e poupar dispositivos de desgastes desnecessários do computador, como desligar monitores após certo tempo de inatividade, desacelerar discos rígidos quando não acessados por longos períodos de tempo, colocar o sistema em estado de espera quando não são utilizados, entre outras funções. Outros utilitários importantes que normalmente fazem parte do sistema operacional são os monitores de segurança, que alertam acessos indevidos ao sistema e guardam registros de uso indevido por usuários não autorizados, os serviços de backup de dados, recuperação de dados, desfragmentação de arquivos, entre outros. 4.1.1.1 Sistemas operacionais de mercado Dentre os sistemas operacionais mais populares de mercado para uso doméstico podemos destacar o Windows da Microsoft, o Mac OS da Apple e as várias distribuições Linux. Todos com grandes atrativos, prós e contras, estes poderosos sistemas operacionais revolucionaram a forma com que os computadores pessoais são utilizados pelos usuários domésticos. A figura 42 apresenta a distribuição de mercado dos sistemas operacionais mais populares, de acordo com a W3Counter de Novembro de 2010. Distribuição de mercado - Nov/10 Windows XP Windows 7 Windows Vista Mac OS X iPhone OSX Linux Windows 2003 Android Windows 2000 WAP 38,14% 29,46% 12,16% 8,97% 2,57% 1,41% 0,15% 0,85% 0,15% 0,11% Figura 42 – Distribuição de mercados dos sistemas operacionais11 11 Adaptado de: . Acesso em: 30 mai. 2011. 67 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Windows Tendo como origem o sistema operacional DOS (Disk Operating System) e criado pela empresa Microsoft, o Windows foi o sistema operacional mais utilizado durante muitos anos. A figura a seguir apresenta as janelas da versão 3.0 do Windows. Figura 43 – Versão 3.0 do sistema operacional Windows12 Esta primeira versão do sistema operacional foi sucedida pelo Windows 95, o qual superou as limitações de monousuário e monotarefa do DOS. Com uma interface gráfica avançada, o Windows 95 foi apresentado como um sistema multitarefa, de acesso a redes de dados e multimídia, e possibilitou o acesso à rede mundial de computadores, de modo a permitir o recebimento e envio de e-mails e fax. Além disso, introduziu a tecnologia plug and play, com a qual os usuáriospoderiam instalar facilmente novos dispositivos de hardware. A atualização seguinte do Windows foi o Windows 98, seguido das versões Windows ME (Millennium Edition) em 2000, Windows XP, Windows Vista e, mais recentemente, pelo poderoso e versátil Windows 7. A característica revolucionária de apresentação dos aplicativos em janelas fez do Windows um sistema simpático e fácil de usar, de modo que esse tipo de navegação traz ao usuário comum um conforto maior na alternação de um aplicativo para outro, sem a necessidade de se fechar o arquivo em uso. 12 Disponível em: . Acesso em: 14 dez. 2010. 68 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Figura 44 – Janela do Windows 7 Para o ramo empresarial, a Microsoft lançou em 1995 o Windows NT (New Technology), sistema esse instalado em servidores que necessitavam de grande poder computacional e que, pelo fato de ser multitarefa e multiusuário, tornou-se o sistema operacional ideal para servidores que disponibilizavam serviços cliente-servidor. Foi substituído pelo Windows 2000, seguido pelo Windows Server 2003, o qual se apresenta nas versões Web Edition, Enterprise Edition, Standard Edition e Datacenter Edition. Observação A versão 3.0 do sistema operacional Windows foi lançada em 22 de Maio de 1990 e foi o primeiro sucesso de fato do Windows. Mac OS O sistema operacional Mac OS também teve suas evoluções ao longo dos anos. Muito popular no campo editorial, educacional, de artes gráficas, música, cinema e mídia, o sistema operacional Mac OS X trouxe grandes avanços em relação ao seu antecessor, o Mac OS 9. Na versão X, traz uma interface gráfica totalmente diferente, denominada “Aqua”, com botões, barra de rolagens e janelas de aspecto luminoso e semitransparente. De um modo geral, trata-se 69 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 de um poderoso sistema operacional equipado com recursos de multitarefa e multimídia e feito para rodar em iMacs e em outros computadores Macintosh. Figura 45 – Sistema Operacional Mac OS X13 Observação O sistema operacional Mac OS foi desenvolvido exclusivamente para os computadores Macintosh da Apple. Para o ramo empresarial, a Apple lançou o MacOS Server, o qual oferece gerenciamento de processos e alocação dinâmica de memória para os serviços, protegendo a estabilidade do sistema. O software trabalha com o conceito de multitarefa pré-alocada de modo a garantir que cada processo tenha seu tempo apropriado de processamento pela CPU. Linux O sistema operacional Linux é um software de código aberto, ou seja, seu código-fonte está disponível para todos os usuários que quiserem fazer uso de alterações, adaptações e novos desenvolvimentos. Por se tratar do núcleo do sistema operacional que controla o hardware em si, o Linux pode ser revestido de soluções gráficas e de aplicativos diversos que proporcionem uma melhor interatividade com os usuários. Este “revestimento” é desenvolvido por várias empresas que distribuem diversas versões deste sistema operacional. 13 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 70 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Entretanto, importante dizer, ser um software de código-fonte livre não significa que seja gratuito para os usuários. As empresas que o desenvolvem cobram pela sua distribuição e pelo seu desenvolvimento. Figura 46 – Exemplo de GUI do Linux14 No ramo empresarial, a Red Hat, empresa de desenvolvimento de aplicações com base em Linux, possui um sistema operacional de mesmo nome para servidores IBM de grande porte. Com isto, passa a estar presente em grande parte, senão em todos, os dispositivos computacionais, desde pequenos organizadores pessoais até computadores de grande porte. O desenvolvimento do Linux é constante. É grande a quantidade de profissionais que contribuem com correções, novas aplicações e características que dão robustez e um desenvolvimento sustentável ao software. Justamente pela sua característica de código-fonte aberto e por estar em constante atualização e desenvolvimento, o número de grandes organizações que têm aderido a este sistema operacional é nitidamente crescente. Lembrete Código-fonte livre não é sinônimo de software gratuito. 14 Disponível em: . Acesso em: 12 dez. 2010. 71 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Unix O Unix é um sistema operacional robusto e estável. Desenvolvido pela AT&T inicialmente para minicomputadores, atualmente se faz presente em plataformas diversas, desde computadores pessoais até estações de trabalho a sistemas de grande porte. Este sistema é dividido basicamente em duas partes: o kernel (ou núcleo) e os programas de sistema. O kernel, que é a parte do sistema operacional que se relaciona diretamente com o hardware – CPU e seus periféricos –, possui função de gerenciamento de memória e dos processos, além de controle de acesso a arquivos e a dispositivos de hardware (por meio de drivers). O acesso ao kernel é feito por chamadas de sistema, que são funções fornecidas pelo núcleo. Tais funções são disponibilizadas para as aplicações por bibliotecas de sistema C (libc).15 Os programas de sistema são as diversas aplicações que fazem a interface entre o usuário e o kernel. É composto de: • Conjunto de bibliotecas C (libc); • Shell: ambiente para digitação de comandos; • Programas utilitários diversos: usados para manipular arquivos, controlar processos etc. • GUI (Graphics User Interface): utilizado para criar uma interface gráfica amigável entre o usuário e o sistema. A figura47 apresenta uma imagem esquemática da estrutura do Unix. Shell Servidor X Unix Kernel Outras aplicações Figura 47 – A estrutura do Unix16 Várias versões do sistema operacional foram desenvolvidas por uma gama de fabricantes, dentre as quais: • HP/UX: Hewlett-Packard; • Unix System V: Unix Systems Lab; 15 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 16 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 72 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Solaris: Sun Microsystems; • AIX: IBM; • SCO: Santa Cruz Operations. Um dos sistemas Unix mais populares do mercado é o Solaris, da Sun Microsystems, o qual trabalha tanto com sistemas de pequeno porte como de grande porte. Podendo trabalhar com microprocessadores Intel ou Sparc, da própria Sun, o Solaris tem capacidade de gerenciar servidores de até 64 processadores e de agrupar até oito destes servidores como se fosse um, razão pela qual este sistema operacional é muito utilizado por provedores de conteúdo, portais e sites de busca na internet. O Unix, apesar de sua robustez, é um sistema de operação complexa. As linhas de comando para acesso aos arquivos, verificação de processos ativos, parada de processos, edição de textos, entre outras funcionalidades, são complexas para um usuário comum. Para se ter uma ideia, os arquivos de configuração de endereços IPs e de configuração do sistema são editados por meioA intranet .................................................................................................................................................100 5.3.7 A extranet ................................................................................................................................................100 6 CULTURA DA INFORMAÇÃO ......................................................................................................................101 6.1 A importância da informação .......................................................................................................101 6.2 Dados x informação x conhecimento ........................................................................................102 6.3 O papel da informação na organização ....................................................................................104 6.4 Qualidade da informação................................................................................................................105 6.5 Informação estratégica ....................................................................................................................106 6.6 A informação como vantagem competitiva ...........................................................................108 6.7 A informação como patrimônio e segurança na rede ........................................................ 112 Unidade IV 7 VISÃO GERAL DA TI E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO......................................................................... 119 7.1 Infraestrutura de TI ............................................................................................................................ 119 7.1.1 Recursos de hardware .........................................................................................................................119 7.1.2 Recursos de software ......................................................................................................................... 120 7.1.3 Recursos de dados ................................................................................................................................121 7.1.4 Recursos de telecomunicações e redes ....................................................................................... 123 7.1.5 Internet .................................................................................................................................................... 124 7.2 Comércio e negócios eletrônicos .................................................................................................125 7.2.1 Estágios de um serviço de e-commerce ..................................................................................... 127 7.2.2 Tendências do e-commerce ............................................................................................................. 128 7.3 Definição de sistemas .......................................................................................................................130 7.4 Definição de sistemas de informação ........................................................................................130 7.4.1 Componentes de um sistema de informação .......................................................................... 130 7.4.2 Papéis fundamentais de um sistema de informação ............................................................ 132 7.5 Níveis de informação ........................................................................................................................133 7.5.1 Decisões de nível estratégico .......................................................................................................... 133 7.5.2 Decisões de nível tático ou gerencial .......................................................................................... 134 7.5.3 Decisões de nível operacional ......................................................................................................... 134 7.6 Tipos de sistemas de informação .................................................................................................135 7.6.1 Sistemas de apoio às operações .................................................................................................... 135 7.6.2 Sistemas de apoio gerencial ............................................................................................................ 137 7.6.3 Sistemas especialistas ........................................................................................................................ 146 7.6.4 Business Intelligence (BI) .................................................................................................................. 148 7.7 Inteligência artificial .........................................................................................................................150 8 CONCEITOS DE CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS E SISTEMAS ERP ...................151 8.1 Principais fases ....................................................................................................................................152 8.2 Técnicas ..................................................................................................................................................153 8.2.1 O modelo em cascata ......................................................................................................................... 154 8.2.2 A prototipagem .................................................................................................................................... 154 8.2.3 A Abordagem em espiral ................................................................................................................... 156 8.2.4 O desenvolvimento rápido ............................................................................................................... 156 8.3 Papéis e responsabilidades .............................................................................................................157 8.4 Sistemas ERP ........................................................................................................................................158 7 APRESENTAÇÃO A Unidade I tem como objetivo apresentar a você uma visão básica dos conceitos e dos componentes de um computador, seus dispositivos de entrada e saída, unidades de processamento e conceito e tipos de memórias. Apresenta ainda o conceito de bit e byte e os cálculos necessários para conversão binário- decimal-binário. A unidade traz ainda conceitos de ergonomia e dá uma introdução à visão sistêmica. A Unidade II está organizada de forma a proporcionar a você a familiaridade, os conceitos e as características dos vários tipos de software aplicativos e softwares de sistema tão importantes e vitais para o projeto, a implementação e a manutenção de um sistema de informação. Já a Unidade III apresenta o papel das redes de dados e das telecomunicações para os sistemas de informação. Seus diversos tipos, topologias, meios de transmissão e características que darão o formato como os sistemas estarão interligados e em comunicação. A unidade apresenta ainda um conceito abrangente da cultura da informação, discorrendo sobre suas diferenças básicas, sua qualidade, seu papel na organização e sua importância para os negócios de uma empresa como vantagem competitiva e estratégica para seu crescimento. Por fim, a Unidade IV aborda os conceitos de tecnologia da informação (TI) e sistemas de informação (SI). Em TI, apresenta os diversos recursos necessários e que precisam ser observados para que a infraestrutura esteja aderente e adequada aos sistemas e necessidades dos usuários. Em SI, apresenta seus componentes e papéis, bem como os tipos de sistemas normalmente implementados pelo mercado. Adicionalmente, discorre sobre os ciclos de desenvolvimento de sistemas, suas diversas fases e tipos, além de apresentar os conceitos de sistemas de gestão de empresas, os famosos ERPs. INTRODUÇÃO O constante avanço tecnológicodo editor “vi”, que possui uma lista de comandos para edição de arquivos Unix. Entretanto, as empresas desenvolvedoras do Unix, sensíveis a esta complexidade, têm desenvolvido interfaces gráficas elaboradas para acesso ao sistema operacional. A partir destas interfaces gráficas os usuários excursionam pelas funcionalidades do sistema operacional sem a complexidade de envio de linhas de comandos. Dessa forma, os parâmetros de sistema e endereços IPs podem ser editados e alterados por meio da própria interface gráfica, sem a necessidade de uso de editores especiais. Como exemplos de interfaces gráficas desenvolvidas, temos o Open Look, da Sun Microsystems, e a Motif, da Open System Foundation. Leia a seguir um pequeno texto17 a respeito dos diretórios de Unix mais comuns: Um sistema Unix é orientado a arquivos, ou seja, quase tudo nele é arquivo. Seus comandos são, na verdade, arquivos executáveis, os quais são encontrados em lugares previsíveis em sua árvore de diretórios. A árvore de diretórios do Unix é dividida em várias ramificações menores e pode variar de uma versão para outra. Os diretórios mais comuns são os seguintes: / – diretório raiz: este é o diretório principal do sistema. Dentro dele estão todos os diretórios do sistema. /bin – contém arquivos, programas do sistema, que são usados com frequência pelos usuários. /boot – contém arquivos necessários para a inicialização do sistema. /dev – contém arquivos usados para acessar dispositivos (periféricos) existentes no computador. 17 Disponível em: . Acesso em: 14 dez. 2010. 73 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 /etc – arquivos de configuração de seu computador local. /home – diretórios contendo os arquivos dos usuários. /lib – bibliotecas compartilhadas pelos programas do sistema e módulos do núcleo. /mnt – diretório de montagem de dispositivos. /mnt/cdrom – subdiretório onde são montados os CDs. Após a montagem, o conteúdo do CD se encontrará dentro deste diretório. /proc – sistema de arquivos do núcleo. Usado por diversos programas, trata-se de um diretório que não é real. /root – diretório do usuário root. /tmp – diretório para armazenamento de arquivos temporários criados por programas. /usr – contém maior parte de seus programas. Normalmente acessível somente como leitura. /var – contém maior parte dos arquivos que são gravados com frequência pelos programas do sistema. A figura 48 apresenta a interface gráfica com o usuário (GUI) do Unix Solaris. Figura 48 – GUI do Solaris18 Netware Desenvolvido pela Novell para ser utilizado em computadores ligados em rede de forma a facilitar o controle de redes complexas, o Netware tem como vantagem rodar em ambiente Windows, Linux e Solaris (Unix). Entretanto, por ser um sistema operacional tipicamente de redes, não roda outros aplicativos, tais como base de dados. 18Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 74 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Leia o artigo a seguir como complementação de estudo. Pesquisa indica que custa menos usar Macs do que PCs nas empresas Uma pesquisa feita pela Enterprise Desktop Alliance, uma empresa de integração e aprimoramento do uso da plataforma Mac em ambientes Windows, indicou que os Macs são mais baratos de manter do que os PCs. Em categorias como resolução de problemas, treinamento de usuários e ajudas por telefone, foi constatado que os Macs custam até três vezes menos. A pesquisa foi feita com 260 administradores de tecnologia da informação de diversas empresas que usam Macs e PCs em seu cotidiano, entre os dias 15 de dezembro de 2009 a 15 de janeiro de 2010. Cerca de 29% citaram como fato decisivo para o uso de computadores da Apple nas empresas o baixo valor dos softwares proprietários. Mais de 45% citaram o valor dos softwares e a facilidade de suporte técnico para justificar o uso de Macs em suas companhias. “Os administradores das empresas que possuem tanto Macs como PCs possuem mais experiência para afirmar que os Macs são mais baratos no geral”, disse T. Reid Lewis, CEO do Group Logic e presidente da Enterprise Desktop Alliance. Os participantes da pesquisa também afirmaram que, somando todos os problemas relacionados a computadores, os Macs custam 20% a menos do que os PCs em sua vida útil. Fonte: . Saiba mais Para saber mais sobre o Netware e seus conceitos básicos de redes, NDS, estrutura de árvore de diretório, segurança de rede, bloqueios de direitos, backups entre outros, acesse o link abaixo: Resumo Nesta unidade você viu: I. Softwares e suas famílias: os softwares podem ser divididos em dois grandes grupos com relação ao seu tipo e função: os de aplicativos e os de sistemas. 1. Software aplicativo: os softwares aplicativos ou de aplicação estão voltados, basicamente, às necessidades específicas dos usuários e 75 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 das organizações e às suas finalidades gerais. Estes softwares podem se apresentar em formas de pacotes de solução (como programas aplicativos para finalidades gerais) ou individualmente, quando realizam uma função específica a que foi projetado para atender a uma demanda computacional de um processo ou sistema (programas aplicativos específicos). 2. Software de sistema: estão intimamente ligados à administração e gerência do hardware e apoiam operações de sistemas e de redes de computadores, além de fazerem a interface entre o software aplicativo e o hardware. 3. Softwares aplicativos de funcionalidades gerais: executam tarefas comuns de processamento de informações para usuários finais e para empresas. • Processadores de texto: permitem aos usuários criar, editar, revisar e imprimir textos com aparência profissional por meio de diversas ferramentas de criação e formatação de frases, expressões e parágrafos. Os processadores de textos mais populares atualmente são o Microsoft Word, da Microsoft, e o Writer, da BrOffice. • Planilhas eletrônicas: as mais populares atualmente são o MS Excel, da Microsoft, e o Calc, da BrOffice, as quais possuem o formato de colunas e linhas, intersecção esta que recebe o nome de célula. Os dados são inseridos cada um em uma célula específica (que possui uma correspondente identificação de coluna versus linha) e são manipulados, agrupados, somados e submetidos à aplicação de fórmulas diversas que poderão apresentar resultados estatísticos, tendência de valores etc. • Geradores de apresentação: são muito populares e importantes no mundo corporativo, uma vez que têm se mostrado um grande aliado na montagem de apresentações, as quais exigem recursos multimídia como gráficos, fotos, animações, imagens e videoclipes. Os geradores de apresentação mais populares atualmente são o Microsoft Power Point, da Microsoft, e o Impress, da BrOffice. • Geradores de banco de dados: o software gerenciador de banco de dados é adequado para criar e manipular listas e combinar informações extraídas de arquivos diferentes. Os pacotes de gerenciamento de bancos de dados para PCs em geral têm capacidades para criar arquivos e banco de dados e para armazenar, modificar e manipular grandes quantidades de dados para relatórios e consultas. Entre os gerenciadores de banco de dados mais populares atualmente estão o Microsoft Access, da Microsoft, e oMy SQL. 76 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Correio eletrônico: mensagens eletrônicas endereçadas aos destinatários a partir de endereços de e-mail definidos e configurados para cada usuário. • Navegadores de redes: os navegadores de rede ou browser são os softwares mais populares entre os usuários domésticos e dos usuários das organizações. Sua função principal é permitir ao usuário navegar na rede mundial de computadores – Internet – e ter acesso a um vasto conteúdo disponível ao clique de um link que dê acesso a uma página web. • Outros softwares de negócios: os softwares aplicativos dão suporte a usos administrativos e operacionais, tais como controle de matéria-prima, logística, produção, gerenciamento de relacionamento com o cliente, gerenciamento de cadeia de suprimentos, entre outros. 4. Softwares proprietários: é aquele desenvolvido para atender a uma necessidade computacional específica da organização. Pode ser desenvolvido internamente (pelos profissionais de TI) ou por empresas externas/terceirizadas gabaritadas para este fim. 5. Softwares de prateleiras: como o próprio nome diz, é aquele adquirido diretamente da prateleira da loja. Empresas especializadas em diversos setores da organização e necessidades do mercado desenvolvem soluções-padrão e pré-formatadas com as melhores práticas e costumes das organizações para apoio aos processos de negócios. 6. Softwares de sistema: segundo Stairs & Reynolds (2006), trata-se do conjunto de programas projetado para coordenar as atividades e as funções do hardware e diversos programas pelo sistema computacional. • Conceitos de sistemas operacionais: conjunto de programas escritos com o intuito de realizar controles diversos, como o do hardware do computador, dos recursos de entrada e saída, de armazenagem dos programas e de dados, além do controle da interface com os softwares aplicativos; • Sistemas operacionais de mercado: dentre os sistemas operacionais mais populares de mercado para uso doméstico podemos destacar o Windows da Microsoft, o Mac OS da Apple e as várias distribuições Linux. Todos com grandes atrativos, prós e contras, estes poderosos sistemas operacionais revolucionaram a forma com que os computadores pessoais são utilizados pelos usuários domésticos. 77 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Exercícios Questão 1. Um agente de viagens atende quatro amigas que trabalham em uma consultoria de informática no interior do Mato Grosso. Todas querem vir para um grande centro de tecnologia para fazer alguns cursos de especialização. Ana é secretária da empresa, Joana cuida do armazenamento de dados das aplicações da empresa, Rita cuida da infraestrutura e Mariana cuida da parte de negócios da empresa. Leia as afirmações a seguir: I. Ana vai fazer um curso de ERP para melhorar suas funções diárias. II. Joana vai fazer um curso de ferramentas de Banco de Dados Oracle. III. Rita vai fazer um curso com o pacote de escritório Linux. IV. Mariana vai fazer um curso SAP, um famoso software de gestão. Assinale a alternativa correspondente à veracidade ou falsidade das afirmações: A) F – V – V – V B) V – F – F - F C) F – V – F – F D) F – V – F – V E) V – F – V – F Resposta correta: alternativa D. Análise das alternativas: I. Afirmativa incorreta. Justificativa: Ana necessita de um treinamento em software de escritório como Microsoft Office ou OpenOffice. II. Afirmativa correta. Justificativa: Por administrar os dados da empresa, Joana precisa se tornar uma administradora de Banco de Dados, Oracle, SQLServer, DB2 etc. III. Afirmativa incorreta. Justificativa: Linux é um sistema operacional. IV. Afirmativa correta. Justificativa: Mariana deve se familiarizar com os módulos do SAP que podem vir a ser utilizados pela sua empresa. 78 Unidade II Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Questão 2. “A tecnologia modifica profundamente o conceito de tempo e espaço. Um lugar isolado, sempre ligado aos grandes centros de pesquisa, às grandes bibliotecas, aos colegas de profissão, a inúmeros serviços. A tecnologia me proporciona a fazer boa parte do meu trabalho sem sair de casa. Posso levar o notebook para a praia e, enquanto descanso, pesquisar, comunicar-me, trabalhar com outras pessoas a distância. São possibilidades reais inimagináveis há pouquíssimos anos e que estabelecem novos elos, situações, serviços, que dependerão da aceitação de cada um, para efetivamente funcionar.” Fonte: Adaptação do texto de Moran (2002), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac. Seleção Pública de Pessoal 2009. Cargo: 80 Instrutor de Informática II-A Sistemas Operacionais/ Nível Superior. . Acesso em: 12. abr. 2011. A computação abre as fronteiras do conhecimento. Qual o principal software em um sistema computacional, aquele que é responsável por gerenciar o hardware, o software e os usuários? A) Sistema multiusuário. B) Microsoft. C) Gerenciador de tarefas. D) Sistema operacional. E) Gerenciador de processadores. Resolução desta questão na plataforma. 79 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Unidade III 5 REDES DE DADOS E TELECOMUNICAÇÕES Quando computadores são ligados em rede, dois ramos de atividade – computação e comunicação – convergem, e o resultado é imensamente maior que a soma de suas partes. Subitamente, aplicativos de computação tornam-se disponíveis para a coordenação e o comércio entre empresas, sejam elas pequenas, sejam elas grandes. Toda a internet cria um lugar público sem fronteiras geográficas – um cyberespaço –, no qual os cidadãos comuns podem interagir, publicar suas ideias e se ocupar com a compra de bens e serviços. Em resumo, a influência da computação e das comunicações em nossa sociedade e em nossas estruturas organizacionais é imensamente ampliada. (O’BRIEN, 2004) Verifica-se, portanto, a grande importância da integração entre a computação e os sistemas de redes e telecomunicações. Com o advento das redes de dados e das telecomunicações as empresas puderam coordenar melhor suas atividades, integrar departamentos, aumentar sua eficiência operacional com o compartilhamento de informações por meio da utilização das redes e se expandir além da sua localização geográfica. Dessa forma, possibilitou-se o desenvolvimento de negócios em outras regiões, estados, países e continentes, iniciando-se, então, um interessante processo no qual a integração por meio da rede não mais se limita à empresa em si. Ela passa a ocorrer entre empresas, de modo a criar a possibilidade de troca de informações entre tais, agregando valor aos seus negócios de modo dinâmico e expansivo. 5.1 Comunicação Podemos dizer que a comunicação ocorre quando uma mensagem ou informação, transportada por um meio de transmissão, é enviada por um transmissor (origem) e recebida por um receptor (destino). Antes de falarmos das máquinas, vamos analisar como os seres humanos se comunicam. De forma muito simples, o indivíduo emissor envia sinais que utilizam o ar para serem transmitidos e chegar ao indivíduo receptor. Agora, como isto ocorre? As cordas vocais do indivíduo emissor vibram e a passagem do ar faz com que ondas sonoras sejam criadas e se propaguem no ar. O ar é o meio de transmissão na comunicação, transportando as ondas sonoras criadas pelo indivíduo emissor. As ondas sonoras chegamao indivíduo receptor por meio de sua orelha, que conduz as ondas sonoras até o tímpano, que vibra e junto com ele aciona os mecanismos do ouvido, transformando ondas sonoras em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro para percepção e reconhecimento do sinal recebido. 80 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Agora, a comunicação verdadeiramente ocorre quando o indivíduo receptor recebe o sinal e compreende o que o indivíduo transmissor quis informar. Isto acontece porque a comunicação humana, por meio da fala, utiliza uma série de regras e padrões para que a informação comunicada seja eficaz. Por exemplo, no Brasil a língua falada é a Língua Portuguesa. Um conjunto de regras gramaticais, formação de frases, fonemas e estruturas de linguagem são previamente definidas e, neste caso, já são de conhecimento dos interlocutores. Desta forma, é possível que dois indivíduos se comuniquem com eficácia, de modo que ambos entendam as regras pré-estabelecidas para aquela comunicação, ao passo que se dois indivíduos de línguas diferentes (por exemplo, um japonês e um russo) quiserem se comunicar, haverá um problema grave de entendimento, pois obviamente cada interlocutor utilizará regras de conversação diferentes que impedirão a realização de uma comunicação eficaz. A figura 49 mostra o esquemático das comunicações. Transmissor (Tx) Receptor (Rx) A B Meio de transmissão Figura 49 – Esquema das comunicações 5.1.1 Modos de transmissão A forma com que os dispositivos se comunicam pode assumir dois modos: a Simplex e a Duplex. No modo Simplex, um dispositivo é o transmissor e outro é o receptor. Neste caso, o dispositivo A é sempre o transmissor e o B é sempre o receptor, ou seja, somente um dos interlocutores está apto para transmitir. Veja a figura 50. A transmissão Simplex é, portanto, unidirecional. Na transmissão de TV, por exemplo, a emissora transmite as imagens que são recebidas pelas televisões nas casas dos telespectadores. Transmissor (Tx) Receptor (Rx) A B Figura 50 – Modo de transmissão simplex O modo duplex é subdividido em half-duplex e full-duplex. No modo half-duplex a transmissão é bidirecional, mas por compartilharem um mesmo canal de comunicação, não é possível transmitir e receber ao mesmo tempo. Observa-se na figura 5.3 que, apesar de ambos os interlocutores terem capacidade de transmissão e recepção, a transmissão ocorre somente em um deles por vez (ou A ou B). 81 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Uma aplicação típica do modo de transmissão half-duplex é a comunicação usando um walkie- talkie (as duas pessoas podem conversar, mas somente uma por vez). Transmissor (Tx) Receptor (Rx) A B Receptor (Rx) Transmissor (Tx) ou Figura 51 – Modo de transmissão half-duplex No modo full-duplex a transmissão é, verdadeiramente, bidirecional, ou seja, os interlocutores A e B podem transmitir e receber ao mesmo tempo. Veja a figura 52. Um exemplo de utilização de uma transmissão full-duplex é a comunicação via telefone. Apesar de existir um protocolo entre os interlocutores em que um fala e outro escuta, ambos estão aptos a transmitir suas mensagens em canais independentes. Transmissor (Tx) Receptor (Rx) A B Figura 52 – Modo de transmissão full-duplex Lembrete Modos de transmissão: half-duplex e full-duplex Exemplos: Half-duplex: conexão via walkie-talkie. Full-duplex: transferência de arquivos entre computadores. 5.2 Telecomunicações A telecomunicação é, basicamente, a comunicação a distância, ou seja, os sinais são transmitidos da origem ao destino por meio de recursos eletrônicos, vencendo barreiras geográficas e temporais. Por exemplo, um programa de TV é gerado em São Paulo e, quando distribuído, atinge milhares de localidades remotas geograficamente da origem do sinal. Desta forma, ocorre a comunicação 82 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 a distância, ou telecomunicação, pois uma informação percorreu milhares de quilômetros entre a origem e o destino numa fração de segundos. Um programa de TV gerado em São Paulo está disponível para o estado do Acre ao mesmo tempo em que está disponível para o Rio Grande do Sul. A comunicação, portanto, venceu a barreira da distância e do tempo. De acordo com Gordon & Gordon (2006), a telecomunicação normalmente requer a execução de cinco passos: 1. O remetente (transmissor) inicia a comunicação da mensagem; 2. Um dispositivo coloca a mensagem do remetente em um meio de telecomunicação; 3. O meio de telecomunicação transfere a mensagem para o endereço do destinatário; 4. Um dispositivo retira a mensagem do meio de comunicação; 5. O destinatário (receptor) recebe a mensagem. Querido André: Como vais? A tua mãe e eu vamos bem, mas sentimos imenso a tua falta. Por favor, desliga o computador e vem cá abaixo comer alguma coisa. Com amor, teu Pai. Figura 53 Fonte: . O transmissor é o agente que inicia a comunicação da mensagem ou informação. Normalmente este agente é um sistema computacional representado por um computador. A mensagem, uma vez gerada, é enviada a um dispositivo que a colocará em um meio de transmissão adequado para seu transporte. Este dispositivo tem, portanto, a função de adaptar a mensagem recebida do transmissor ao meio de transmissão. Normalmente este papel é desempenhado pelo modem, dispositivo responsável pela modulação da mensagem recebida em sinais a serem transmitidos pelo meio. De acordo com Stair & Reynolds (2006), o meio de transmissão pode ser qualquer entidade capaz de carregar um sinal eletrônico e servir de interface entre dispositivos transmissores e receptores. Tipicamente, o meio de transmissão poderá ser um cabo de cobre, cabos coaxiais, fibras óticas, dispositivos de rádio enlace e de rádio satélite e dispositivos de redes sem fio (wireless), como veremos no decorrer deste capítulo. 83 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Uma vez transmitida, a mensagem é recebida no destino por um dispositivo que a “retirará” do meio de transmissão e a adaptará para ser entregue ao sistema computacional de destino. Esta função é desempenhada pelo modem que demodula os sinais recebidos do meio e entrega as mensagens para o dispositivo receptor. Os modems fazem a modulação e a demodulação dos sinais ao meio de transmissão. A modulação é a técnica de se alterar as características de uma onda portadora de acordo com o sinal modulante. Pode ser do tipo analógica ou digital. Observação Modulação analógica: AM – Modulação em amplitude FM – Modulação em frequência Modulação digital: ASK – Amplitude Shift Keying FSK – Frequency Shift Keying PSK – Phase Shift Keying 5.3 Redes de computadores As redes de computadores são o conjunto formado pelos meios de transmissão, dispositivos de rede, softwares e protocolos de rede que, quando integrados, permitem compartilhar dados, informações e tarefas de processamento. 5.3.1 Tipos de transmissão A comunicação nas redes de computadores pode ocorrer de duas formas: síncrona ou assíncrona. A comunicação assíncrona é aquela caracterizada por não possuir qualquer vínculo com o tempo, podendo ser iniciada ou terminada a qualquer instante. Também não possui limitação no tamanho da mensagem, uma vez que é transmitida caractere a caractere. Bits adicionais de controle são inseridos no início (start bit) e no término (stop bit) da mensagem.Quando a mensagem sai do transmissor e chega ao receptor, este começa a decodificá-la após o reconhecimento do bit de start, contando o número de bits correspondente ao código utilizado, seguido do bit de stop. Este tipo de comunicação é utilizado em baixas velocidades e para aplicações simples entre dispositivos que não requeiram uma sofisticada e complexa arquitetura de protocolos para se comunicarem. Portanto, trata-se de uma implementação de baixo custo. 84 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A figura 55 mostra a transmissão assíncrona. 1 0 1 0 1 1 1 0 Start Stop Caractere (byte) Figura 54 – A comunicação assíncrona A comunicação síncrona é caracterizada por possibilitar a transferência de um conjunto de caracteres de informação, ou um bloco de dados, com a inserção de caracteres de controle no início e no final do bloco, otimizando assim a transferência da informação, como pode ser observado na figura 56. Dizemos então que os caracteres de controle sincronizam uma transmissão, uma vez que o transmissor e o receptor se cadenciam por meio desses caracteres. A transmissão síncrona é utilizada em altas velocidades e os equipamentos para operarem com ela necessitam de placas que gerem o sincronismo necessário para o envio dos blocos de caracteres, o que faz com que seja uma forma de transmissão de custo mais elevado do que a assíncrona. 3 bytes 3 bytes 512 bytes controle informação controle Figura 55 – Comunicação síncrona 5.3.2 Topologias de rede Podemos dizer que a estrutura de comunicação entre vários processadores é um “arranjo topológico” ligado por enlace físico e organizado por regras claras de comunicação, ou seja, os protocolos. Esses enlaces são as linhas de comunicação. A topologia física é muitas vezes confundida com a topologia lógica. A topologia física é a que consideramos na aparência e nas distribuições dos enlaces, ao passo que a topologia lógica é o fluxo de dados na rede. Podemos ter topologia lógica em anel, mas ligados fisicamente em estrela. Isto é possível principalmente em virtude dos equipamentos dos quais dispomos hoje no mercado. Ponto a ponto Nesta topologia a comunicação se dá entre dois dispositivos conectados diretamente. 85 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Lembrete A conexão entre um HUB (ou Switch) e um computador é uma ligação ponto a ponto. Barramento Na topologia em barramento todos os dispositivos estão conectados a um único meio físico de transmissão, como mostra a figura 57. Nesta configuração somente um dispositivo realiza transmissão por vez, enquanto os outros apenas a “escutam”. Assim, o dispositivo receptor recebe e processa a informação enquanto os outros dispositivos, que estão conectados ao mesmo meio físico, recebem as informações e as descartam. Por se tratar de uma topologia que apresenta um único meio de transmissão, os dispositivos para transmitirem “disputam”, no tempo, o acesso ao meio de transmissão. Pode acontecer de dois ou mais dispositivos terem acesso concomitante ao meio, situação na qual podemos dizer que ocorreu o fenômeno da colisão e a perda das mensagens transmitidas. Existem mecanismos que regulam o acesso ao meio para diminuir o efeito da colisão. Figura 56 – Topologia em barramento1 Anel Os dispositivos são ligados em série formando um círculo – figura 58 – e utilizam, em geral, ligações ponto a ponto que operam em um único sentido de transmissão. O sinal circula o anel até chegar ao destino. É uma topologia confiável, mas com grande limitação quanto à sua expansão pelo aumento de “retardo de transmissão” (intervalo de tempo entre início e chegada do sinal ao dispositivo de destino). Figura 57 – Topologia em anel2 1 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 2 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 86 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Observação A topologia em anel não é muito utilizada nas redes WAN dada a dificuldade de implementação. Normalmente é utilizada para interconectar elementos em core de redes. Estrela Esta topologia utiliza um nó central (comutador) para chavear e gerenciar a comunicação entre os dispositivos. É atualmente a topologia mais utilizada na comutação de pacotes. Conforme a figura 59 a seguir, vários dispositivos se conectam a um concentrador de rede que é responsável por repetir a informação para todos os outros dispositivos da rede. Este sistema tem como grande desvantagem a concentração dos dispositivos pelo elemento central. Caso ocorra uma falha neste elemento, todos os dispositivos da rede serão desconectados. Figura 58 – Topologia em estrela3 Observação A topologia em estrela é muito utilizada em redes locais. O elemento concentrador normalmente é um HUB ou Switch. Árvore Topologia em vários níveis: barramento principal, secundário e terciário. Velocidade tipicamente menor, dada as derivações dos sinais. 3 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 87 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Figura 59 – Topologia em árvore4 Malha Nesta topologia, cada elemento está conectado a diversos outros, permitindo uma comunicação direta e privilegiada entre eles. Se os elementos forem geograficamente dispersos, há grande dificuldade e altos custos de implementação. Figura 60 – Topologia em malha5 Observação A topologia em malha também é conhecida por topologia mesh e pode ter dois tipos: Mesh: vários elementos se interconectam diretamente; Full-Mesh: todos os elementos se interconectam diretamente. Híbrida A principal característica dessa topologia é a flexibilidade, podendo ter pedaços de cada uma das topologias anteriores. Dessa maneira, a rede se adapta plenamente às necessidades de cada local. Vale a criatividade de explorar os benefícios de cada uma das topologias existentes. Um cuidado que se deve tomar na topologia híbrida é com relação ao seu gerenciamento e manutenção. Por se tratar de uma topologia que pode utilizar as configurações de várias outras, uma boa documentação é essencial. 4 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 5 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 88 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 5.3.3 Meios de transmissão A escolha do meio de transmissão é um dos fatores fundamentais para o bom desempenho das redes, uma vez que ela precisar estar alinhada com as aplicações que a utilizarão e com as estratégias empresariais. Todo meio de transmissão possui suas características de velocidade e capacidade de transmissão, de forma que o profissional de TI precisa conhecê-las e selecionar o melhor meio a ser utilizado na rede para que o projeto seja economicamente viável e que o meio escolhido ofereça possibilidade de expansões futuras. Vejamos algunsmeios de transmissão importantes. Cabo de par trançado Um dos meios mais comuns e mais utilizados na implementação das redes de computadores é composto de um cabo com quatro pares de condutores trançados entre si. Os condutores são trançados de forma a se evitar interferência eletromagnética de um condutor no outro e deste em outros pares de condutores. Figura 61 – Cabo de par trançado6 Existem basicamente dois tipos de cabos de par trançado: o cabo UTP (Unshielded Twisted Pair), que é o cabo de par trançado não blindado, de utilização muito comum nas redes domésticas e de empresas. Neste cabo, os condutores são trançados entre si e protegidos por uma capa plástica. Outro tipo de cabo importante é o STP (Shielded Twisted Pair), que é o cabo de par trançado blindado. Neste, cada um dos pares trançados é envolto por um condutor que protege o par de gerar e sofrer interferências. Todos os pares isolados também são igualmente revestidos por outro condutor externo, normalmente aterrado, que blinda o cabo de interferências eletromagnéticas. Os cabos de par trançado são classificados em categorias (1, 2, 3, 4, 5, 5e, 6, 6a e 7) que representam suas características construtivas, as quais limitarão sua velocidade máxima de trabalho e desempenho. 6 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 89 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Um cabo de categoria 5 pode atingir velocidades de até 100 Mbps, por exemplo, enquanto que cabos de categorias superiores atingem até 1 Gbps. Quadro 8 Categoria 1 (Cat 1) Cabo blindado com dois pares trançados compostos por fios 26 AWG. Categoria 2 (Cat 2) Pares de fios blindados (para voz) e pares de fios não blindados (para dados). Categoria 3 (Cat 3) Cabo não blindado (UTP) usado para dados de até 10 Mbits com a capacidade de banda de até 16 MHz. Usado nas redes Ethernet 10BaseT. Categoria 4 (Cat 4) Cabo não blindado (UTP) utilizado para transmitir dados a uma frequência de até 20 MHz e dados a 20 Mbps. Substituído pelos cabos CAT5 e CAT5e. Categoria 5 (Cat 5) Usado em redes Fast Ethernet em frequências de até 100 MHz com uma taxa de 100 Mbps. Categoria 5e (Cat 5e) Pode ser usado para frequências de até 125 MHz em redes 1000BASE-T Gigabit Ethernet. Categoria 6 (Cat 6) Possui fios de bitola 24 AWG e banda passante de até 250 MHz e pode ser usado em redes Gigabit Ethernet a uma velocidade de 1.000 Mbps. Categoria 6a (Cat 6a) Suportam até 500 MHz e podem ter até 55 metros no caso de a rede ser de 10.000 Mbps. Caso contrario podem ter até 100 metros. Categoria 7 (Cat 7) Criado para permitir a criação de rede 10 Gigabit Ethernet de 100m usando fio de cobre. Cabo coaxial O cabo coaxial é formado por dois cabos condutores de cobre construídos de forma concêntrica, com o seguinte esquema de construção: um condutor central de cobre, revestido de um elemento isolante chamado dielétrico, seguido de uma malha de cobre recoberta por uma capa plástica que protege o conjunto. O dielétrico, além de isolar o condutor central da malha externa, possibilita que a distância entre condutor central e malha externa seja sempre a mesma. Material isolante Cobertura plástica externa Núcleo de cobre Condutor externo de malha Figura 63 – Cabo Coaxial. Apesar de ser um cabo mais caro que o par trançado, o cabo coaxial é mais robusto em relação à imunidade a interferências e trabalha em velocidades mais altas que os cabos de par trançado. Atualmente os cabos coaxiais são amplamente utilizados em redes HFC (Hybrid Fiber and Coax) pelas redes de TV por assinatura para distribuição de TV, telefonia e acesso à internet. 90 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Cabo de fibra ótica A fibra ótica possui um filamento interno produzido a partir de material vítreo, denominado núcleo, ou então a partir de plástico revestido por uma camada de silicone ou acrilato chamada de casca ou cladding. Esta camada funciona como um espelho que reflete a luz de volta para o interior do material vítreo. As fibras óticas, além de conduzirem pulsos de luz a longas distâncias sem perdas, têm capacidade de taxas de transmissão da ordem de centenas de Gbps. Inclusive, por transmitirem impulsos de luz em vez de sinais elétricos, são imunes a interferência eletromagnética e introduzem baixa atenuação no sinal transmitido. Apesar da dificuldade de implantação e do alto custo de instalação e dos equipamentos de transmissão, as fibras óticas têm sido amplamente utilizadas em redes de longa distância, backbones e núcleos (core) de redes. Pulsos de luz são convertidos em sinais elétricos (e vice-versa) e são transmitidos pela fibra ótica a taxas de 10 Mbps a 40 Gbps e a distâncias de centenas de quilômetros. Seu tamanho reduzido (uma fibra tem as dimensões de um fio de cabelo) permite que uma grande quantidade de fibras seja agrupada em um cabo maior. Somente a título de comparação, um cabo de fibra ótica de 1 cm de diâmetro pode acomodar até 144 pares de fibra. Existem dois tipos de fibra ótica: a fibra monomodo e a fibra multimodo: • Monomodo: fibra de diâmetro de núcleo muito reduzido. Permite a passagem de apenas um feixe de luz (comprimento de onda) e é muito utilizado em redes de telefonia. Cobre maiores distâncias, pois utiliza laser para emitir os sinais. • Multimodo: por ter o diâmetro do núcleo um pouco maior que nas fibras monomodo, permite a passagem de diversos feixes de luz (vários comprimentos de onda), cada qual representando um circuito independente. Possui grande aplicação em redes locais e utiliza o LED como elemento transmissor de luz, além de cobrir distâncias menores. Núcleo Casca Encapsulamento de proteção Luz λ θ máx. n2 > n1 Encapsulamento Casca (Índice de refração n1) Núcleo (Índice de refração n2) Figura 63 – Estrutura da fibra ótica 91 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Micro-ondas – enlaces de rádio terrestre Os enlaces de rádio terrestre têm grande aplicabilidade como meio de transmissão em grandes centros urbanos e também em áreas isoladas não atendidas por circuitos das companhias concessionárias de telefonia. Por meio de torres de transmissão, como apresentado na figura 5.15, os sinais são propagados pelo ar. As ondas eletromagnéticas, que carregam os bits de informação, se propagam em linha reta pelo ar, de modo que é possível estabelecer um circuito de micro-ondas instalando-se uma antena parabólica em cada uma das extremidades do circuito. O enlace é possível desde que haja visada direta (uma antena “enxerga” a outra), sem obstruções. Em caso de obstruções, devem ser utilizadas estações de retransmissão que possuam visada direta das duas extremidades do circuito. A instalação de um circuito de micro-ondas requer um estudo detalhado da topografia do terreno, de eventuais obstáculos e a probabilidade de se interferir ou ser interferido por outros enlaces de micro- ondas existentes. O custo dos equipamentos de micro-ondas é relativamente elevado em relação às outras soluções, portanto sua implantação depende de uma avaliação de custo/benefício da solução. Figura 64 – Torre com antena de rádio micro-ondas terrestre7 Micro-ondas – enlaces de rádio satélite Um satélite artificial de comunicação é basicamente uma estação retransmissora de ondas eletromagnéticas posicionado no espaço. Por meio de antenas de recepção e transmissão um satélite pode receber sinais transmitidos por antenas parabólicas da superfície daTerra e retransmiti-los de volta cobrindo uma determinada área geográfica. O sinal retransmitido é captado por outras antenas parabólicas instaladas na superfície da Terra que estejam apontadas para este satélite. 7 Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2011. 92 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Dois tipos de satélites são muito utilizados ultimamente: os GEOS (Geostationary Earth Orbit Satellites) e os LEOS (Low Earth Orbit Satellites). Figura 65 – Satélite artificial8 Os GEOS, satélites de órbita geoestacionária, são satélites artificiais de comunicação, posicionados em órbita circular sob a linha do Equador a uma distância de aproximadamente 36.000 km de altitude da Terra. A esta altitude o satélite se movimenta na mesma velocidade de rotação da Terra e, portanto, para um determinado ponto na superfície da Terra o satélite parece estar estático numa posição no céu. Esta característica permite a construção de circuitos de comunicação via satélite. Veja a figura a seguir: SP ?? Figura 66 – Comunicação via satélite A grande vantagem da utilização de circuitos satélite é a sua cobertura nacional. De qualquer lugar do território nacional é possível receber os sinais do satélite com a mesma qualidade desde que exista visada livre da antena parabólica para o satélite. Imaginemos a necessidade de estabelecimento de link entre São Paulo e Cruzeiro do Sul, no Acre. Imaginar um sistema terrestre que cubra toda esta distância seria no mínimo muito complexo em virtude das interconexões 8 Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2011. 93 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 entre operadores de telecomunicações nos diversos estados até o destino final. Isto sem falar nas barreiras fluviais entre a capital do Estado (Rio Branco) e a cidade em questão. Este circuito provavelmente apresentaria muitos problemas de instabilidade e performance. Entretanto, o problema poderia ser facilmente resolvido com a utilização de links via satélite. Com uma antena instalada em São Paulo e outra em Cruzeiro do Sul é possível estabelecer um link satélite e vencer as barreiras da distância e da estabilidade/disponibilidade da solução implantada. Os LEOS, satélites de órbita baixa, são satélites artificiais que estão em órbitas mais próximas da Terra, mas não necessariamente estas são circulares e os satélites possuem velocidades diferentes da velocidade de rotação da Terra. Portanto, não estão numa posição estática com relação a um ponto fixo na Terra como nos satélites geoestacionários. Esta característica não permite o estabelecimento de circuitos via satélite utilizando antenas parabólica diretivas. Para a cobertura contínua de uma área ou região é necessária uma grande quantidade de satélites. A figura 67 mostra a disposição de vários satélites em torno da Terra para que se tenha uma cobertura global. Um exemplo de serviço utilizando LEOS é o GlobalStar, um serviço de comunicação de dados e voz que se utiliza de uma rede de 48 satélites em 8 órbitas. Figura 67 – Várias órbitas dos LEOS9 Infravermelho Ainda com pouca utilização no Brasil, este meio de transmissão permite conexão a curtas distâncias, desde que tenha visada direta entre os interlocutores. É normalmente utilizado para conexão de redes entre prédios vizinhos. 9 Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2011. 94 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Redes sem fio Esta tecnologia permite o acesso à internet por meio de dispositivos de rede sem fio utilizando o padrão 802.11. As conexões wireless LAN (Wi-Fi) são realizadas por meio de roteador wireless, também chamado de ponto de acesso ou hotspot, o qual possui uma antena transmissora que cobre uma determinada área geográfica com o sinal de rádio. O nome Wi-Fi é tido como uma abreviatura do termo inglês Wireless Fidelity, embora a Wi-Fi Alliance, entidade responsável principalmente pelo licenciamento de produtos baseados na tecnologia, nunca tenha afirmado tal conclusão. É comum encontrar o nome Wi-Fi escrito como WiFi, Wi-fi ou até mesmo wifi. Todas essas denominações se referem à mesma tecnologia.10 Existem muitas versões do padrão 802.11, cada uma com suas características técnicas de funcionamento. São as versões do padrão 802.11: 802.11a, 802.11b, 802.11g e 802.11n. Padrões, frequências e potências de uso11: Tabela 4 Padrão Região/País Frequência Potência 802.11b & g América do Norte 2,4 – 2,4835 GHz 1000 mW 802.11b & g Europa 2,4 – 2,4835 GHz 100 mW 802.11b & g Japão 2,4 – 2,497 GHz 10 mW 802.11b & g Espanha 2,4 – 2,4875 GHz 100 mW 802.11b & g França 2,4 – 2,4835 GHz 100 mW 802.11a América do Norte 5,15 – 5,25 GHz 40 mW 802.11a América do Norte 5,25 – 5,35 GHz 200 mW 802.11a América do Norte 5,47 – 5,725 GHz não aprovado 802.11a América do Norte 5,725 – 5,825 GHz 800 mW A versão 802.11n tem como característica principal a técnica MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), que consiste no uso de vários transmissores e receptores, aumentando a capacidade de taxa de transferência de dados. Trabalha nas frequências de 2,5 GHz e 5 GHz. O aperfeiçoamento do padrão 802.11n aliada à técnica MIMO possibilita, ao menos em teoria, taxas de 300 a 600 Mbps. As redes celulares são consideradas redes sem fio de longo alcance e, além do tráfego de voz/telefonia, permite o acesso à internet em velocidades teóricas de até 8 Mbps nas redes 3,5 G. Tipicamente gira em torno de 1 Mbps. A figura 70 apresenta uma topologia típica de rede celular. 10 Disponível em: . 11 Disponível em: . Acesso em: 20 dez. 2010. 95 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 MSC BSC Internet BTS BTS BTS Zona urbana Estação base (BTS) Zona rural Figura 69 – Redes celulares12 As redes de celulares que originalmente foram projetadas apenas para o tráfego de voz sofreram uma grande transformação com o boom dos celulares cada vez mais modernos, que contam com recursos computacionais cada vez mais avançados, aplicativos diversos e tecnologia embarcadas cada vez mais exigentes por banda. Este fenômeno fez com que as redes celulares se modernizassem e saíssem da simples conexão de voz para serviços de dados em banda larga de alta velocidade. A 3ª geração de celulares (3G) traz na bagagem a tecnologia HSPA (High Speed Packet Access – Acesso de Pacote de Alta Velocidade), que proporcionou aos celulares o acesso à internet com transferência de arquivos diversos, como imagens, fotos, vídeos, entre outros, com velocidades de até 3,6 Mbps. Assim, com a evolução do HSPA, surge o HSPA+, agora com velocidades de até 7,2 Mbps, surgindo, então, o padrão 3,5 G. O quadro 9 a seguir apresenta um resumo das características principais dos principais meios de transmissão: 12 Disponível em: . Acesso em: 11 mai. 2011. 96 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Quadro 9 - Principais características dos meios de transmissão13 Partrançado Custo baixo Largamente disponível Capacidade moderada Fácil instalação Cabo coaxial Médio custo Capacidade de moderada a alta Difícil instalação Utilizados em redes de TV a cabo Cabo de fibra ótica Relativamente caro Alta capacidade Alta segurança Instalação complexa Micro-ondas Caros Não requerem cabeamento Podem usar satélite Aceita grandes volumes de dados e circuitos de longa distância Necessita de visada para funcionar Infravermelho Baratos Limitados a curtas distâncias Não requerem cabeamento Necessita visada direta para funcionar Redes sem fio Faixa de frequências limitadas Potencial interferência Capacidade de moderada para alta Distância limitada Não requer cabeamento 5.3.4 Protocolos de redes Segundo Gordon & Gordon (2006), um protocolo de rede é um conjunto de regras pré-estabelecidas que permitem que dois ou mais dispositivos de rede conversem entre si. Estas regras estabelecem a forma com que a mensagem é empacotada, protegida, enviada, roteada, recebida e reconhecida pelo destinatário dentro de uma rede. 13 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 152. 97 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 O modelo OSI de 7 camadas Para facilitar a interconexão de sistemas de computadores, a ISO (International Standards Organizations) desenvolveu um modelo de referência chamado OSI (Open Systems Interconnections), a partir do qual os fabricantes podem criar protocolos de rede fazendo com que passem a existir no mercado padrões de protocolos. O modelo OSI está dividido em sete camadas as quais estão apresentadas no quadro 10 a seguir: Quadro 10 – Modelo OSI de sete camadas 7 Aplicação 6 Apresentação 5 Sessão 4 Transporte 3 Rede 2 Enlace 1 Física Cada camada tem uma função específica e bem definida, o que promove o desenvolvimento de arquiteturas modulares e a operação, manutenção e desenvolvimento de redes complexas. Vejamos as funções de cada uma das sete camadas do modelo OSI: • Camada de aplicação: fornece serviços de comunicação para aplicações do usuário final; • Camada de apresentação: fornece formatos e códigos apropriados para transmissão de dados; • Camada de sessão: suporta a realização de sessões de telecomunicações; • Camada de transporte: suporta a organização e a transferência de dados entre nós da rede. É responsável pela conexão fim a fim entre a origem e o destino; • Camada de rede: fornece roteamento adequado pelo estabelecimento de conexões entre circuitos na rede; • Camada de enlace: suporta a organização e a transmissão de dados na rede; • Camada física: fornece transmissão física de dados nos principais meios de telecomunicações. Entretanto, existem arquiteturas que não seguem exatamente o modelo OSI, como é o caso da arquitetura TCP/IP de quatro camadas utilizada na comunicação de dados pela internet. A figura 70 a seguir apresenta a arquitetura TCP/IP e sua equivalência com a arquitetura de sete camadas do modelo OSI. 98 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 TCP/IP OSI 4 Aplicação 7 Aplicação 6 Apresentação 5 Sessão 3 Transporte 4 Transporte 2 Internet 3 Rede 1 Interface com a rede 2 Enlace 1 Física Figura 70 – Arquitetura TCP/IP e sua equivalência com o modelo OSI14 Segundo Baptista (2010), comparando com o modelo OSI, a camada de Aplicação da arquitetura TCP/ IP implementa as camadas de Aplicação, Apresentação e Sessão correspondente ao modelo OSI. Embora tenham as mesmas funcionalidades, a camada de Rede do modelo OSI é aqui chamada de internet, por ser a arquitetura TCP/IP o padrão utilizado pela rede internet. A camada mais inferior desse modelo está internamente dividida em Enlace e Física, como o modelo OSI, mas é considerada aqui encapsulada em uma única camada denominada Interface com a Rede. A arquitetura TCP/IP foi criada baseada nas seguintes necessidades: • Permitir o roteamento entre redes e sub-redes diferentes; • Independência da tecnologia de redes utilizada para poder conectar as sub-redes; • Independência do hardware; • Possibilidade de recuperar falhas. Alguns protocolos importantes da camada de Aplicação da Arquitetura TCP/IP: Telnet, FTP, HTTP, SMTP, DNS, entre outras. Observação A camada de Transporte da arquitetura TCP/IP implementa os protocolos TCP e UDP, ao passo que a camada de Rede implementa o protocolo IP. 5.3.5 A internet Tem sua origem com a ARPANET, rede de computadores criada pela agência americana ARPA (Agência de Projetos e Pesquisas Avançada), ligada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que tinha por objetivo a conexão entre o Departamento de Defesa, agências de pesquisa e universidades que desenvolviam pesquisa utilizando recursos financeiros militares. Esta rede teve uma evolução tão rápida que, por questões de segurança, em 1983 foi criada a MILNET, uma rede paralela apenas para fins militares. A ARPANET, entretanto, continuou seu curso, unindo comunidades acadêmicas e agências de pesquisa. 14 Disponível em: Tanembaum (2003). 99 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Em 1993, com o aparecimento do primeiro software navegador (o Mosaic) e dos conteúdos WWW, dados e informações passaram a ser compartilhados entre as comunidades acadêmicas. Em 1996, a internet se popularizou e ultrapassou os limites técnicos e acadêmicos, caindo nas graças do usuário comum e das empresas e organizações. Veja o gráfico de evolução na figura a seguir: Usuários de internet a cada 100 habitantes 1997-2007 (Fonte: ITU) 70 60 50 40 30 20 10 0 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 Ano Países em desenvolvimento Países desenvolvidos Mundo globalmente 2 3 5 7 8 10 12 14 15 18 22 0 1 1 2 3 4 5 7 9 12 17 11 17 24 31 36 42 46 54 56 59 62 Figura 71 – Crescimento de usuários da internet entre 1997 e 200715 O gráfico apresenta a quantidade de usuários para cada 100 habitantes. Observem um forte e rápido crescimento de usuários em países desenvolvidos. Segundo O’Brien (2004), o crescimento explosivo da internet é um fenômeno revolucionário em computação e telecomunicações, tanto que se converteu hoje na maior e mais importante rede de redes e está evoluindo para a supervia de informações de amanhã. A internet está em constante expansão, à medida que cada vez mais empresas, organizações, usuários, computadores e redes aderem a essa rede mundial. Milhares de redes sociais, educacionais e de pesquisa agora conectam entre si milhões de sistemas e usuários de computadores. Por meio da internet os usuários e organizações podem navegar nos sites hospedados, trocar mensagens eletrônicas (e-mails) e instantâneas (chats), participar de fóruns e redes sociais, estabelecer conexão de vídeo e voz, assistir a vídeos ao vivo e gravados, acessar sites de compra e venda, jogar games em tempo real, baixar arquivos, relatórios, aplicações, fotos, imagens e programas, assistir TV, entre infinitas outras aplicações que unem usuários domésticos e organizações, formando uma grande plataforma de relacionamento, pesquisa e busca. 15 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 100 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Este crescente potencial mostra a importância desta rede para os usuários domésticos e para todo o tipo de empresa que a ela se conecta, uma vez que a utilizam nos negócios, na coordenaçãode atividades, no compartilhamento de informações, na publicidade, na divulgação de ideias e de produtos etc. 5.3.6 A intranet A intranet é um poderoso recurso das organizações, uma vez que concentra em um único local todas as informações, provenientes de vários departamentos, que precisam ser compartilhadas por toda a empresa. Trata-se de um ambiente concebido com as necessidades de aplicativos de cada um dos departamentos da empresa no sentido de se ter um ambiente único de distribuição da informação, repositório de arquivos, informações estratégicas, compartilhamento de atividades, informações de planejamento, objetivos e metas, canal de comunicação com o corpo executivo, lazer, entretenimento, entre outros. A Intranet é de grande importância nas organizações, pois unifica informações, permite o compartilhamento do conhecimento e o acesso rápido a informações atualizadas, proporcionando maior segurança para a tomada de decisões, além de potencializar uma melhor comunicação entre os colaboradores da organização de modo a promover a cultura comum da empresa. Imagine que o departamento de pessoal precise publicar uma agenda de feriados a todos os funcionários e que o departamento de marketing precise comunicar o lançamento de uma campanha publicitária para uma nova linha de produtos da empresa. Além disso, o controle de estoque precisa divulgar a quantidade de produtos existentes para servir de base de venda aos vendedores. Os números de vendas, faturamento e custo dos produtos podem ser publicados utilizando-se a Intranet, de modo que a diretoria tome decisões estratégicas de vendas. Ou seja, nota-se uma infinidade de aplicações corporativas que podem ser agrupadas em uma única plataforma de sistemas de informação. Com estrutura semelhante à da internet, as Intranets são tecnicamente construídas com o conceito cliente-servidor, em que os usuários requisitam do servidor todos os serviços e aplicativos da rede, utilizam o protocolo TCP/IP e os protocolos de aplicativo tipo HTTP (para navegação), SMTP (para correio eletrônico), FTP (transferência de arquivos), entre outros. 5.3.7 A extranet Enquanto a Intranet está voltada para dentro da empresa, a extranet está voltada para o “lado de fora” da empresa de forma a compartilhar com os usuários externos parte de seu sistema de informação. Este compartilhamento vai desde a autorização de usuários externos (colaboradores fora do ambiente da empresa) devidamente cadastrados até a interligação com os sistemas de informação dos parceiros e fornecedores. 101 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Tomemos como exemplo uma equipe de vendedores que viaja constantemente pelo país e que precisa acessar o e-mail corporativo ou consultar uma planilha no servidor da empresa que possui a tabela de preços atualizada dos produtos. Via página web, que inclusive pode ser a página web corporativa, o vendedor se registra no sistema com seu login e senha e tem acesso a parte do sistema de informações que lhe é permitido para que execute suas funções remotamente. Outro benefício que ressalta a importância das extranets é a interligação entre fornecedores e clientes. Por exemplo, imaginemos uma fábrica que produza suco de laranja embalado em caixa longa vida. De uma forma muito simplificada, o processo produtivo só ocorre se a fábrica receber as laranjas para serem espremidas e receber as caixas longa vida para embalar o suco. E o que isto tem a ver com a extranet? Ela proporciona uma conexão direta com os produtores de laranjas e fornecedores das caixas de forma que, com seus sistemas interligados, os produtores e fornecedores possam saber o momento exato de fornecimento para que não exista estoque desnecessário na fábrica e não falte matéria-prima na linha de produção. Da mesma forma que pela extranet, os clientes poderão fazer seus pedidos de compra, emitindo-os diretamente de seus sistemas internos sem a necessidade de envios de papéis ou documentos assinados. A autenticação do pedido é feita eletronicamente e o cliente poderá acompanhar, além do status do seu pedido, a data de entrega da mercadoria. E tudo isso ocorre em tempo real, pois o acesso ao sistema de informações da fábrica é feito externamente. Portanto, a ideia da extranet é melhorar a comunicação entre os funcionários e parceiros e acumular uma base de conhecimento que possa auxiliar os funcionários na criação de novas soluções.16 6 CULTURA DA INFORMAÇÃO 6.1 A importância da informação Muito se fala sobre informação e seu valor para as organizações na tomada de decisões estratégicas com relação ao negócio. Devendo ser entendidas no seu mais amplo espectro e ser encaradas com seriedade e precisão como algo importante, as informações possuem ligação direta com o sucesso dos negócios de uma organização, tanto em relação à sua qualidade quanto de como e quando ela é disponibilizada para que os gestores possam fazer uso no momento mais apropriado. As informações, além de patrimônio da empresa, são estratégicas e podem nortear o rumo das organizações em relação ao mercado e à concorrência. 16 Disponível em: . Acesso em 30 mai. 2011. 102 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Inclusive, enquanto produto de um processamento, elas precisam ser cuidadas com relação à sua segurança e sigilo. Sistemas de informações com grandes recursos computacionais, segurança e redundância de armazenamento são montados pelas organizações de forma a obter a informação de maior valor agregado ao negócio e disponível no momento oportuno. Imaginem uma organização que possui um perfil investidor em bolsa de valores. A informação da cotação das ações é fundamental e estratégica para uma tomada de decisão de compra e venda. Entretanto, estas informações precisam estar suportadas e garantidas por um sistema de informação que apresente informações em tempo real. Uma simples informação quando correta e oportunamente disponibilizada pode fazer uma organização ganhar milhões se comprar as ações “na baixa” e vender “na alta”. 6.2 Dados x informação x conhecimento Dado é definido como valores, coletas, medidas e fatos registrados que não estejam organizados ou contextualizados. Tem pouco valor além da sua própria existência. Já informação define-se com um conjunto de dados, organizados, contextualizados e processados de forma que possam ser avaliados, resumidos, apresentados de forma gráfica e formatados em planilhas eletrônicas. Vamos tomar como exemplo os dados apresentados a seguir, coletados a partir de um sistema de gerência de uma rede de computadores: 1400 1345 1405 1214 1410 1618 1415 1456 1420 2030 1425 2156 1430 2540. Os dados por si só não representam uma informação útil, pois são apresentados 14 valores não relacionados entre si. Se estes dados forem organizados, inseridos em uma planilha e apresentados de forma gráfica, podemos, a partir daí, extrair as informações necessárias para análise da rede de computadores. Imaginando que 14xx é o horário da coleta e que o número subsequente é a quantidade em MBytes do tráfego escoado pela rede e medido no intervalo de 5 minutos, teremos a tabela 8: Tabela 5 – Dados formatados HORA MBytes 14:00 1345 14:05 1214 14:10 1618 14:15 1456 14:20 2030 14:25 2156 14:30 2540 Com os dados formatados em tabela já podemos extrair algumas informações importantes com relação ao tráfego medido. Por exemplo, é possível saber que o tráfego total escoado pela rede das 14h00 às 14h30 foi de 12.359 MBytes e que, com o passar do tempo, o tráfego tem tendência de crescimento. 103 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en -D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Outra forma de verificarmos o crescimento do tráfego da rede é montarmos um gráfico de linha com os dados, conforme a figura 74 a seguir: Análise de tráfego da rede Tr áf eg o em M by te s Hora MBytes 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 14:00 14:05 14:10 14:15 14:20 14:25 14:30 Figura 72 – Crescimento do tráfego da rede A partir do gráfico é possível obter uma informação visual do crescimento do tráfego da rede com o passar do tempo. Esta informação é muito importante para o administrador da rede, pois pode mostrar uma tendência de crescimento de tráfego de modo que seja possível tomar ações preventivas com relação ao redimensionamento da rede, antes que ela se colapse. Muitos outros exemplos podem ser dados com esta mesma linha de raciocínio. O importante é observar o valor da informação quando os dados são organizados e contextualizados de forma a servir de base para tomada de decisões empresariais, sejam estas decisões técnicas, administrativas ou estratégicas. Dados organizados, processados e contextualizados se tornam informações. O seu entendimento, compreensão e consciência é o conhecimento. De nada adianta o administrador de redes ter coletado todos os dados, inserido-os em uma planilha e montado um gráfico se não souber interpretar as informações e tomar ações assertivas em prol da estabilidade da rede. Isto é o conhecimento derivado das informações obtidas, tornando-as úteis para servir de base para a tomada de decisão. Veja a figura 75 a seguir: Dados Informações Conhecimento Figura 73 – Transformação: Dados – Informação – Conhecimento17 17 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 5. 104 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Dados: observações, medições e coleta sem organização ou contextualização; • Informações: dados processados e interpretados; • Conhecimento: entendimento derivado das informações para tomada de decisões. Nomes de cliente, números de pedidos de compra, valores negociados e quantidades vendidas são meros dados brutos se não forem colocados na planilha e processados para se transformarem em informação. A informação provém da manipulação dos dados e pode indicar a quantidade de vendas por vendedor, a região que mais comprou, o produto que teve maior ou menor aceitação pelo mercado, tudo de forma a criar um conhecimento para ações de vendas futuras etc. 6.3 O papel da informação na organização As organizações dependem da informação para realizar as tomadas de decisão, a definição de objetivos e metas, a reavaliação do seu processo operacional e as decisões estratégicas do negócio. Segundo Gordon & Gordon (2006), as organizações usam a informação de três formas: como um recurso, como um ativo e como um produto. A seguir, discorreremos brevemente os conceitos e características de cada uma das três formas: • Informação como um recurso: as organizações usam a informação como recurso essencial para tomada de decisão, correção ou adaptação de um processo produtivo, análise dos números de vendas, entre outros. A informação como recurso dará à organização a possibilidade de “medir” seus processos e tomar decisões importantes com relação às informações em mãos. Por exemplo: uma empresa que vende computadores e periféricos verifica pelo último boletim de vendas que o mercado aponta para um grande potencial de clientes na região centro-oeste do país. Verifica-se que o volume de vendas vem crescendo semestralmente na região, se comparado a períodos semelhantes de anos anteriores e relativamente a outros estados. Esta informação poderá servir de subsídio para que seja aprovada a abertura de um escritório comercial na região, de modo a atender à demanda. Da mesma forma, uma empresa montadora de automóveis pode usar informações da linha de produção, estoque, fornecedores e mão de obra para avaliar a possibilidade de aumento na quantidade de veículos produzidos por dia. • Informação como um ativo: muitas empresas usam as informações como um ativo da mesma forma com que lidam com instalações, recursos humanos, equipamentos, capital, propriedade, bens materiais e outros ativos da empresa, de modo a atingir os resultados da empresa. Este ativo desempenha um importante papel no processo de inovação e melhoramento da organização em relação aos seus concorrentes, pois estes não conhecem ou não têm acesso a tais informações, permitindo uma vantagem competitiva para a empresa. 105 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Informação como um produto: várias organizações tratam a informação como um resultado do seu processo produtivo, ou seja, todo seu processo operacional está voltado para a produção de informações que são vendidas e comercializadas para diversos tipos de público. Assim, podemos dizer que neste caso a informação é encarada como um produto ou serviço. Por exemplo, uma empresa ou organização, por meio de um processo de pesquisa nos restaurantes na cidade de São Paulo, pode produzir um guia gastronômico com as melhores dicas de comidas, melhores preços e promoções, distribuição dos restaurantes por tipo de cozinha e região da cidade, pontuação com relação à cordialidade dos garçons, se aceitam cartões de crédito, enfim, uma série de informações que auxiliam o comprador do guia decidir por tal restaurante. Da mesma forma, outra organização independente pode fazer a análise de nicho de mercado de uma empresa e, de acordo com a informação obtida, vender serviços de relatórios, consultoria ou suporte operacional para o negócio. Lembrete Para uma organização, a informação pode se apresentar como: • Um recurso • Um ativo • Um produto 6.4 Qualidade da informação Uma informação, para ter qualidade e ser valiosa para a organização, precisa ter uma série de características, as quais dão credibilidade e precisão à informação para uso em uma tomada de decisão. Informações úteis podem variar largamente de valor com relação a cada um de seus atributos de qualidade. (STAIR & REYNOLDS, 2006) Suas características de qualidade dependerão da situação presenciada. Por exemplo, um investidor da bolsa de valores necessita de informações precisas, confiáveis e apresentadas no momento exato para tomar a decisão de comprar e vender, enquanto que as informações dos dados bancários de um correntista tem que ser segura, acessível ao usuário e precisa. De acordo com Stair & Reynolds (2006), veja o resumo das características principais de qualidade da informação: • Precisas: informação precisa não contém erros. Deve-se atentar para que o processamento dos dados não gere erros na informação. 106 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Completas: a informação deve apresentar todos os fatos que a compõe. Um relatório de vendas não está completo se apresenta o volume de produtos vendidos, mas não apresenta a receita por produto obtido, por exemplo. • Econômicas: a informação deve ser econômica na sua produção. Deve ser avaliado o valor da informação em relação ao custo para produzi-la. • Flexíveis: quando pode servir a mais de um propósito. Por exemplo, uma planilha financeira de um projeto pode fornecer informações importantes com relação ao faturamento para um vendedor, ao passo que servirá de base e controle para o gerente de projetos administrar os recursos para sua implantação e pelo departamento financeiro para prever o fluxo de caixa (entrada e saída de recursos financeiros) do projeto.• Confiáveis: a confiabilidade da informação depende diretamente de dois fatores: a fonte da informação e o método de coleta dos dados. Qualquer falha em um destes processos faz a informação deixar de ser confiável. • Relevantes: a informação deve ser relevante para quem a utilizará em uma tomada de decisão. A relevância da informação está relacionada à sua aplicabilidade em si, ou seja, a informação de que as ações de uma determinada empresa subiram ou desceram talvez não seja relevante para decidir qual caminho seguir numa estrada. • Simples: a informação deve ser simples na sua essência. Muita informação ou informações complexas demais podem confundir o gestor na tomada de decisão. • Apresentadas no momento exato: este tipo de informação tem prazo de validade. Se ela não for apresentada no momento exato de sua utilização, poderá deixar de ser útil e valiosa. Se a informação da quantidade de peças em estoque não for disponibilizada no momento exato em que o fornecedor faz uma oferta relâmpago, por exemplo, pode-se perder a oportunidade de se adquirir peças a custos muito reduzidos. • Verificáveis: a informação é verificável quando se pode checá-la por meio de diversas fontes. • Acessíveis: a informação é acessível quando está disponível ao usuário autorizado no momento e no formato que ele precisar. • Seguras: a informação é segura quando não pode ser acessada por usuários desautorizados. 6.5 Informação estratégica Toda organização precisa desenvolver uma estratégia para entrar no mercado, permanecer nele como líder, obter retorno sob o capital investido e possuir desempenho operacional. Esta estratégia, ou conjunto de atividades, deverá ser planejada para um longo prazo e monitorada constantemente. 107 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A estratégia deriva de respostas a vários questionamentos com relação aos objetivos e metas da empresa. Por exemplo: com que tipo de produto a empresa entrará no mercado? Qual o público alvo? Qual o investimento necessário? Que tipo de maquinário ou tecnologia deverá ser utilizado? Quais são os principais concorrentes? Que preços praticam? Que tipo de mão de obra deve ser contratada? Observa-se, portanto, que a resposta a todos estes questionamentos é fundamental para se criar uma linha mestra de entendimento do negócio que se quer iniciar. Segundo Gordon & Gordon (2006), as empresas podem desenvolver estratégias em três níveis: corporativo, negócios e funcional. Estratégias do nível corporativo Estratégias do nível de negócios Estratégias do nível funcional Corporação Negócio 1 Negócio 2 Negócio 3 Marketing Finanças Logística Produção Figura 74 – Níveis estratégicos18 No nível corporativo, os negócios são vistos como um catálogo de opções pelas empresas, que decidirá quais linhas de negócios deverão continuar, quais negócios deverão ser reformulados, quais deverão se extinguir e quais novos deverão ser implantados. A empresa decidirá por qual linha seguir baseada em informações estratégicas conseguidas no mercado e em seu processo produtivo. Por exemplo, uma empresa alimentícia, dentre outros segmentos de negócio, possui uma linha de produtos de sucos artificiais. Baseada nas informações de mercado, competidores e necessidade dos próprios consumidores, a empresa poderá tomar a decisão de reformular esta linha de negócios criando produtos light, diet e com baixo teor de sódio, com apelo de apresentar ao mercado uma linha de produtos mais saudáveis. Ainda no nível estratégico corporativo, as empresas podem tomar a decisão de adquirir empresas concorrentes no mercado, serem vendidas para empresas maiores ou realizarem investimentos de capital e de tecnologia. Estas ações dependerão das informações estratégicas disponíveis ou coletadas do mercado e da concorrência ou a partir da consulta a banco de dados de um sistema de informação disponível. 18 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 42. 108 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 No nível de negócio, a estratégia é definida por meio da comparação das forças e fraquezas de cada linha de negócio de forma a acentuar os aspectos positivos e mitigar os aspectos negativos em relação ao mercado. As decisões estratégicas incluem quais produtos ou serviços a empresa deveria oferecer, além de como e a quais clientes ela vai distribuir recursos de publicidade, pesquisa e desenvolvimento, equipamento e assessoria.19 Por exemplo, a empresa de produtos de higiene tem uma marca visível pelo mercado (força), porém seus produtos não estão presentes no Nordeste por problemas de distribuição (fraqueza), dando lugar a produtos locais. Com este tipo de informação estratégica, a empresa pode lançar mão do poder da marca para uma grande campanha de marketing na região e desenvolver parcerias locais para distribuição dos produtos. No nível funcional, os diversos departamentos da empresa desempenham suas funções no objetivo de atingir as metas organizacionais, seja na área de marketing, recursos humanos, de produção, de pesquisa e desenvolvimento e logística. Por exemplo: as estratégias de marketing têm foco no desenvolvimento de novos produtos, vendas, estratégia de preços e ações promocionais. Já as estratégias de logística visam a entrega do produto ao cliente da forma mais rápida e eficiente, a um baixo custo e com a maior área de abrangência possível. As empresas podem utilizar as informações estratégicas para criar vantagens competitivas em relação à concorrência. São tipos de estratégias: diferenciação, liderança em custo, foco, relacionamento e liderança em informações. Cada uma dessas estratégias requer um nível de informação específico. 6.6 A informação como vantagem competitiva Uma vantagem competitiva é um benefício significativo e (idealmente) de longo prazo para uma companhia perante seus competidores. (STAIR & REYNOLDS, 2006) As empresas e organizações buscam a vantagem competitiva quando analisam as condições de mercado. Segundo Porter, existem cinco forças (ver figura 6.4) que interagem entre si e que fazem com que as empresas busquem sua vantagem competitiva em relação ao mercado. 1. Concorrentes: as empresas buscam a vantagem competitiva quando existe a rivalidade entre os concorrentes. Esta rivalidade, de uma certa forma saudável para o negócio, faz com que as empresas se movimentem no sentido da diferenciação pela busca de melhores produtos e serviços para seus consumidores finais. Com isto aparece a preocupação com relação ao desenvolvimento tecnológico, produtos cada vez mais fáceis de usar, mais atualizados e de baixo custo. 2. Novos Entrantes: outro fator importante para que a empresa continue sua busca pela vantagem competitiva é a ameaça de novos entrantes no mercado. Em geral, novos 19 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 42. 109 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 concorrentes oxigenam o mercado com ideias e soluções renovadas e fazem com que a empresa repense suas estratégias na busca de manter ou aumentar sua vantagem competitiva sobre o novo concorrente. 3. Produtos Substitutos: os concorrentes e os novos entrantes inundam diariamente o mercado com produtos e soluções que podem substituir em parte ou na sua totalidade os serviços e produtos da empresa. Sob o ponto de vista do consumidor, se um produto substituto no mercado, a um baixo preço, atende suas necessidades, é de se imaginar que ele passe a consumir este produto de forma rotineira, fazendo com que a empresa repense sua solução e se empenhecomputacional, com processadores cada vez mais potentes e cada vez menores e, portanto, mais portáteis, permite com que o cotidiano das pessoas e das organizações seja inundado com dispositivos e equipamentos que permitem acesso instantâneo a diversos tipos de Sistemas de Informação (SI). A sociedade passa a demandar acesso e utilização de uma série de sistemas que facilitam o dia a dia de suas vidas, dão suporte à tomada de decisão e fornecem insumos para a mudança do comportamento social. Estamos na era da informação rápida, da informação precisa e de sistemas que cada dia mais automatizam e facilitam nossas vidas. Os Sistemas de Informação são baseados nos recursos computacionais (equipamentos e programas) que compõem a Tecnologia da Informação (TI). Todos os sistemas, além de sua complexidade tecnológica, que o permite capturar, processar, armazenar e apresentar dados e informações, estão intimamente ligados a uma mudança de postura, processo e comportamento por parte de seus usuários. Os sistemas por si só não são a solução para os problemas das organizações e das pessoas. 8 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 O mercado tem demandado das empresas e das organizações que se estruturem e criem sistemas de informação para aumentar sua produtividade e sua eficiência operacional, auferir maiores lucros, obter vantagem competitiva com relação a seus competidores e criar produtos mais eficientes e de menor custo que atraiam a atenção dos consumidores e que os mantenha numa posição estratégica no negócio. Os profissionais de TI que atuam nesta área são desafiados a cada dia para um constante aprendizado e acompanhamento da evolução tecnológica. Precisam estar preparados e atualizados às necessidades da organização e do mercado. Os gestores enfrentam hoje o desafio de gerenciar de forma efetiva as informações. A tecnologia da informação fornece o suporte para a gestão das informações e ajuda as organizações a competirem com sucesso num ambiente globalizado. (GORDON & GORDON, 2006) 9 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 1 O COMPUTADOR Os sistemas computacionais evoluíram na medida em que as tecnologias de integração e miniaturização e a capacidade de processamento foram evoluindo. No início, ou seja, durante a primeira geração, os sistemas eram compostos por válvulas (tubos elétricos a vácuo) de alto custo, de difícil implementação, baixa confiabilidade e alto consumo. Com o passar dos anos e com a evolução tecnológica, veio a revolução dos semicondutores (transistores), seguida dos circuitos integrados de alta capacidade de integração, os quais permitiram sistemas cada vez menores, mais rápidos, mais fáceis de implementar, com baixo consumo de energia e com maior capacidade de processamento. Observação Existem três tipos de categorias de sistemas computacionais: Mainframes, Médio Porte e Microcomputadores. Os Mainframes são sistemas computacionais de grande porte, com capacidade de muitos MIPS (milhões de instruções por segundo) e normalmente utilizados por grandes corporações ou empresas (normalmente bancos), as quais fazem uso de um grande volume de dados a serem processados. Os Computadores de Médio Porte são utilizados em médias empresas e rodam sistemas e processos que exigem uma grande capacidade de processamento de dados ou concentram uma extensa gama de aplicações. Já os Microcomputadores são sistemas computacionais que estão mais próximos do usuário final. Atendem às necessidades computacionais e possuem aplicativos atualmente exigidos pelos usuários corporativos e domésticos. Possui capacidade de processamento de imagem, editoração de texto, administração de planilhas, entre outros. São exemplos de microcomputadores: notebooks, netbooks, desktops, PDAs, estações de trabalho e servidores de rede. O computador é um dos elementos básicos na composição de um sistema de informação. Por meio deste dispositivo os dados são coletados/inseridos, processados de acordo com uma série de parâmetros pré-definidos e apresentados como informação para o usuário para uso posterior. Unidade I 10 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Lembrete O computador é formado por duas partes: hardware e software. 1.1 O hardware do computador O hardware do computador é formado por quatro partes básicas: • dispositivos de entrada; • unidade central de processamento; • memória auxiliar; • dispositivos de saída. Cada uma das partes que compõem o hardware do computador possui uma função específica e vital para seu pleno funcionamento. A figura 1 apresenta cada uma das partes que compõem o hardware do computador. UCP ULA UC Memória principal Dispositivos de entrada Dispositivos de saída Memória auxiliar Figura 1 – Hardware do computador 1.1.1 Dispositivos de entrada Os dispositivos de entrada, também conhecidos por periféricos de entrada, são dispositivos por onde é possível inserir, coletar, buscar ou receber dados do “mundo externo” para ser trabalhado/manipulado pelo computador. Estes dispositivos normalmente fazem a interface com o usuário ou processo sob monitoração/ análise, transferindo os dados para a unidade central de processamento. São exemplos de dispositivo de entrada: teclado, mouses, leitores de código de barras, scanners, dispositivos com reconhecimento de voz, câmeras digitais, cartões inteligentes, dispositivos de reconhecimento de caracteres, canetas digitais, sensores diversos, entre outros. 11 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Algumas aplicações com dispositivos de entrada: • Leitores de códigos de barras: utilizados em supermercados, armazéns e depósitos para registrar dados técnicos, preços, posição de armazenagem, controle de quantitativo de estoques etc. • Câmeras digitais: utilizadas para capturar imagens estáticas ou vídeos para posterior processamento ou simples armazenagem. Exemplo: câmeras de vídeo de um sistema de segurança. • Canetas digitais: utilizadas para digitalização de assinaturas. • Sensores diversos: utilizados como dispositivos de entrada na medição de temperatura, velocidade, pressão, entre outros. 1.1.2 Dispositivos de saída Os dispositivos de saída, também conhecidos por periféricos de saída, são dispositivos por onde é possível apresentar, imprimir, projetar, ouvir, assistir ou armazenar as informações, processadas pela unidade central de processamento para serem utilizadas pelo usuário ou pelo sistema. Estes dispositivos normalmente exteriorizam as informações processadas que servirão ao usuário como base para tomada de decisões, análise de processos e demais usos. São exemplos de dispositivo de saída: monitores de vídeo, aparelhos de televisão, impressoras, caixas de som, terminais de consulta, projetores, entre outros. Algumas aplicações com dispositivos de saída: • Monitores de vídeo: utilizados regularmente pelo usuário para análise de planilhas, monitoração de processos e checagem de informações. Como exemplo, temos os monitores de vídeo de bolsa de valores, que apresentam informações em tempo real com relação à valorização das ações após o processamento prévio de uma série de dados; • Impressora: utilizada para impressão física de arquivos, planilhas e relatórios; • Terminais de consulta: utilizado na consulta de informações de uma base de dados. Como exemplo, temos os terminais de consulta de preços de produtos em supermercados.em reagir ao movimento do mercado. Por exemplo, um novo fabricante de biscoitos, sem grande expressão no mercado, passa a produzir um produto semelhante a um preço 30% mais baixo que o da empresa. Certamente, os consumidores ao reconhecerem o produto e a sua qualidade migrarão para ela. Cabe à empresa, portanto, tomar ações de marketing para rapidamente se reposicionar no mercado usando todo o poder das vantagens competitivas que possui, como sua marca, tempo de mercado e qualidade do produto. 4. Compradores: os compradores exercem alto poder de barganha sobre a empresa. Grandes compradores tendem a pressionar a empresa por menores preços em produtos e serviços sob a ameaça de migrarem para o concorrente. Cabe, portanto, à empresa utilizar suas vantagens competitivas em relação à concorrência e lançar mão do seu relacionamento com o comprador, da qualidade de seu produto, prazos de entrega, condições de pagamento etc. 5. Fornecedores: da mesma forma que os compradores, os fornecedores exercem alto poder de barganha sobre a empresa. Entretanto, ao se criar um relacionamento de parceria entre fornecedor e empresa, esta passa a ter uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes de mercado, pois sempre terá produto disponível para atender o mercado em suas demandas. Esta aliança é benéfica para fornecedor e empresa, uma vez que com um relacionamento estreito há um alto poder de reação para suprir a demanda de mercado. Concorrentes Fornecedores Compradores Novos Entrantes Produtos Substitutos Organização Figura 75 – As cinco forças de Porter Verifica-se, portanto, que a vantagem competitiva é de fundamental importância para a sobrevivência da empresa no mercado. Derivada da análise de todas as cinco forças apresentadas, a vantagem competitiva deve ser encarada pela empresa como uma diferenciação em relação à concorrência. Esta vantagem está ligada diretamente a dados coletados no mercado, na concorrência, nos fornecedores, nos compradores e no próprio processo operacional e produtivo, que serão processados e se transformarão em informações valiosas para a empresa utilizar como vantagem competitiva. 110 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 20 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 46. Por exemplo, imaginemos uma empresa de produção de papel. Sabendo que a concorrência desmata florestas para a produção de papel, a empresa lança uma forte campanha no mercado mostrando que possui florestas próprias, que não desmata, que não destrói o meio ambiente e que, portanto, é uma empresa “verde”. Certamente estas ações, oriundas de uma informação importante com relação à concorrência, trará uma imensa vantagem competitiva para a conquista dos consumidores. Outra forma de se mapear as vantagens competitivas da organização é utilizar a ferramenta SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats): Análise SWOT Interna Externa Po nt os f or te s Criar Melhorar Oportunidades Po nt os fr ac os Eliminar Reduzir Am eaças Figura 76 A análise SWOT tem por finalidade fazer uma análise interna e interna da organização. No âmbito interno, pode-se verificar os Pontos Fortes e Pontos Fracos de forma a potencializar (criar) os pontos fortes e mitigar (eliminar) os pontos fracos. No âmbito externo, pode-se verificar as Oportunidades e Ameaças do mercado de forma a melhorar ou aproveitar as oportunidades de mercado e reduzir as ameaças que este pode impor ao negócio. Além da monitoração do mercado, a constante avaliação dos processos operacionais e produtivos é fundamental para se obter informações que gerem vantagem competitiva para a empresa. Segundo Gordon & Gordon (2006), a gestão da informação estratégica pode ser usada proativa e estrategicamente como arma competitiva. O quadro 11 a seguir apresenta um resumo de como um sistema de informação estratégica dá suporte às funções do negócio. Tabela 9 – Sistema de informação estratégica20 Reagir às condições de mercado Reduzir excesso de estoque Ajustar os preços ao mercado Reagir a vendas decrescentes Introduzir novos produtos Determinar preços 111 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Aprimorar o atendimento ao cliente Manter estoque apropriado Responder às necessidades do cliente Monitorar o atendimento ao cliente Controlar custos Classificar as despesas Monitorar gastos Controlar orçamentos Aperfeiçoar a qualidade Fornecer feedback Dar conhecimento aos trabalhadores das políticas de qualidade Expandir-se globalmente Facilitar a comunicação Dar suporte à coordenação Leia o artigo a seguir como complementação de estudo. Informação como vantagem competitiva Diante de tantos riscos e mudanças de cenário que fogem ao controle, as empresas têm pela frente novos desafios. Precisam se organizar melhor para serem mais ágeis e competitivas. Necessitam também aprender a analisar suas informações para conseguir, assim, tomar decisões de forma mais rápida e assertiva. O desafio de entender a nova forma de funcionamento do mercado é grande. Diante disso, as empresas que tiverem mais e melhores informações sobre seus clientes e o mercado no qual estão inseridas serão beneficiadas no processo de tomada de decisão, conseguirão ser mais ágeis, assertivas, e, portanto, mais competitivas. A demora na obtenção de um dado atrasa e impacta a tomada de decisões. Poucos minutos fazem toda a diferença entre sucesso e fracasso para os negócios. Imaginem dias e semanas de atraso pela falta de informação estruturada. Mas como analisar informações se cada um dos sistemas das companhias tem um dado diferente ou complementar? A resposta mágica é: soluções de integração de dados. Com elas, pode-se obter dados de vários sistemas, plataformas e formatos, de diferentes áreas. Assim, através de um processo unificado e simples, por meio da transformação de dados em informação consistente, é possível obter a resposta correta para as questões de negócios. Informação deve ser considerada pelos executivos como o principal patrimônio de uma companhia. Estando disponível no tempo certo e na linguagem de negócios, elas se tornam o grande diferencial competitivo que as companhias tanto procuram, respondendo questões como quem são os melhores clientes, quais mercados estão mais ativos, quais produtos são mais lucrativos etc. Com novas oportunidades e novos mercados em vista, as empresas que se adaptarem mais rapidamente às novas demandas terão mais chances de crescer e prosperar. Hoje, o sucesso das estratégias dos negócios depende exclusivamente de assertividade e, sem informação rápida, correta e segura, não há como obter êxito. Fonte: . Autor: Valdeni Novaes. 112 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 6.7 A informação como patrimônio e segurança na rede Como vimos anteriormente, a informação pode ser considerada como um recurso, um ativo e um produto para a organização. Independentemente do papel desempenhado, seu valor estratégico é fundamental para o crescimento e a continuação dos negócios. Portanto, cuidar bem da integridade, da disponibilidade e da segurança da informação é um dos trabalhos fundamentais do profissional de TI. O acesso às informações deve ser seguro e restrito aos níveis competentes. O profissional de TI terá que implementar softwares de segurança que permitam acesso às informações por meio de logins e senhas que concederão ao usuário pré-determinados níveis de acesso, leitura e atuação no sistema. Este tipo de software comporta a criação de usuários com privilégiosde somente leitura, de leitura e escrita, e de administradores do sistema (que têm acesso total ao sistema, porém não necessariamente às informações). Os administradores serão responsáveis por permitir, recusar e definir o tipo de acesso às informações para cada usuário. Entretanto, não basta só um software de segurança. É necessário que se implante políticas de segurança, acesso, criação de logins e senhas e procedimentos operacionais que visem à segurança dos dados e de informações. Infelizmente em algumas organizações é comum que logins e senhas sejam compartilhadas por diversos usuários e que níveis inferiores tenham conhecimento ou compartilhem do login e senha de seus superiores. Esta prática degrada a segurança do sistema e ignora ações mal- intencionadas de usuários não autorizados a obter informações que podem ser confidenciais ou estratégicas para a organização. Uma organização que preza suas informações deve realizar uma política de segurança rígida, não somente na implementação de máquinas, processos e softwares, mas em um aculturamento intenso dos usuários. Outra preocupação com relação às informações é a sua disponibilidade. Atualmente as máquinas estão cada vez mais modernas, mais confiáveis e redundantes, e os softwares cada vez mais elaborados e complexos. Entretanto, tudo isto é passível de falha, e uma falha pode indisponibilizar ou danificar uma base de dados ou uma base de informações vitais para a empresa. Portanto, uma política de backups (cópias dos dados e informações) é fundamental para que se possa restaurar o sistema da posição anterior à falha. Esta política pode definir a periodicidade e o tipo de backup a ser realizado. Muitas empresas optam por armazenar as fitas e discos com a cópia dos dados em ambiente externo à organização para que um sinistro, como incêndio, por exemplo, não venha a danificar as mídias e indisponibilizar totalmente as informações. Lembrete Periodicidade do backup: diário, semanal, mensal, semestral. Tipo de backup: total ou incremental. Entretanto, os danos às bases de dados e informações não ocorrem apenas por falhas em equipamentos. Ultimamente mais e mais servidores estão se conectando à internet e a outros sistemas de modo que estão se tornando vulneráveis a ataques de vírus digitais que danificam os sistemas e as informações. 113 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 A velocidade de criação dos vírus é muitas vezes superior à capacidade das empresas especializadas em criar vacinas digitais eficientes para sua eliminação. Desta forma, faz parte da política de segurança da organização a implantação de softwares antivírus eficientes e atualizados de forma a impedir disseminação de vírus nos servidores. Normalmente centraliza-se a distribuição dos antivírus, garantindo que todas as máquinas e servidores tenham a versão mais atualizada existente no mercado. Observação Principais empresas que desenvolvem softwares antivírus: • Trend Micro (eDoctor e PC-cillin); • McAfee (VirusScan); • Symantec (Norton Antivirus). A sofisticação de controle e segurança das informações tem evoluído de tal forma que atualmente é comum encontramos itens de verificação biométrica em caixa eletrônicos, assinatura digital, comandos de abertura de portas e acesso a áreas restritas, implementadas de várias formas, tais como: • Geometria da face; • Escaneamento das digitais dos dedos; • Geometria das mãos; • Escaneamento da íris; • Escaneamento da retina; • Identificação por voz. Resumo Nesta unidade você viu: 1. Conceitos de comunicação: a comunicação ocorre quando uma mensagem ou informação, transportada por um meio de transmissão, é enviada por um transmissor (origem) e recebida por um receptor (destino). 2. Modos de transmissão: a forma com que os dispositivos se comunicam pode assumir dois modos: a Simplex e a Duplex (subdividido em dois outros modos). 114 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Simplex: neste modo, um dispositivo é o transmissor e outro é o receptor. • Half Duplex: neste modo, a transmissão é bidirecional, mas por compartilharem um mesmo canal de comunicação, não é possível transmitir e receber ao mesmo tempo. • Full Duplex: neste modo, a transmissão é verdadeiramente bidirecional, ou seja, os interlocutores A e B podem transmitir e receber ao mesmo tempo. 3. Telecomunicações – cinco passos: a) O remetente (transmissor) inicia a comunicação da mensagem; b) Um dispositivo coloca a mensagem do remetente em um meio de telecomunicação; c) O meio de telecomunicação transfere a mensagem para o endereço do destinatário; d) Um dispositivo retira a mensagem do meio de comunicação; e) O destinatário (receptor) recebe a mensagem. 4. Redes de computadores: as redes de computadores são o conjunto formado pelos meios de transmissão, dispositivos de rede, softwares e protocolos de rede que, quando integrados, permitem compartilhar dados, informações e tarefas de processamento. 4.1 Tipos de transmissão: a comunicação nas redes de computadores pode ocorrer de duas formas: síncrona ou assíncrona. • Assíncrona: a comunicação assíncrona é aquela caracterizada por não possuir qualquer vínculo com o tempo, podendo ser iniciada ou terminada a qualquer instante. • Síncrona: a comunicação síncrona é caracterizada por possibilitar a transferência de um conjunto de caracteres de informação, ou um bloco de dados, com a inserção de caracteres de controle no início e no final do bloco, otimizando assim a transferência da informação. 4.2 Topologias de rede: a topologia física é a que consideramos na aparência e nas distribuições dos enlaces, ao passo que a topologia lógica é o fluxo de dados na rede. 115 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Ponto a ponto: a comunicação se dá entre dois dispositivos conectados diretamente. • Barramento: todos os dispositivos estão conectados a um único meio físico de transmissão. • Anel: os dispositivos são ligados em série formando um círculo. • Estrela: utiliza um nó central (comutador) para chavear e gerenciar a comunicação entre os dispositivos. • Árvore: topologia em vários níveis (barramento principal, secundário e terciário). Velocidade tipicamente menor, dada as derivações dos sinais. • Malha: cada elemento está conectado a diversos outros, permitindo uma comunicação direta e privilegiada entre eles. • Híbrida: a principal característica é a flexibilidade, podendo ter pedaços de cada uma das topologias. Dessa maneira, a rede se adapta plenamente às necessidades de cada local. 4.3 Meios de Transmissão: todo meio de transmissão possui suas características de velocidade e capacidade de transmissão, de forma que o profissional de TI precisa conhecê-las e selecionar o melhor meio a ser utilizado na rede para que o projeto seja economicamente viável e que o meio escolhido ofereça possibilidade de expansões futuras. • Cabo de par trançado: um dos meios mais comuns e mais utilizados na implementação das redes de computadores é composto de um cabo com quatro pares de condutores trançados entre si. • Cabo coaxial: o cabo coaxial é formado por dois cabos condutores de cobre construídos de forma concêntrica, com o seguinte esquema de construção: um condutor central de cobre, revestido de um elemento isolante chamado dielétrico, seguido de uma malha de cobre recoberta por uma capa plástica que protege o conjunto. • Fibra ótica: a fibra ótica possui um filamento interno produzido a partir de material vítreo, denominadonúcleo, ou então a partir de plástico revestido por uma camada de silicone ou acrilato chamada de casca ou cladding. Esta camada funciona como um espelho que reflete a luz de volta para o interior do material vítreo. Tipos: Monomodo e Multimodo. 116 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Micro-ondas terrestre: os enlaces de rádio terrestre têm grande aplicabilidade como meio de transmissão em grandes centros urbanos e também em áreas isoladas não atendidas por circuitos das companhias concessionárias de telefonia. • Micro-ondas satélite: um satélite artificial de comunicação é basicamente uma estação retransmissora de ondas eletromagnéticas posicionado no espaço. • Infravermelho: normalmente utilizado para conexão de redes entre prédios vizinhos. • Redes sem fio: esta tecnologia permite o acesso à internet por meio de dispositivos de rede sem fio utilizando o padrão 802.11. 4.4 Protocolos de redes: conjunto de regras pré-estabelecidas que permitem que dois ou mais dispositivos de rede conversem entre si. Quadro 12 - Modelo OSI de sete camadas 7 Aplicação 6 Apresentação 5 Sessão 4 Transporte 3 Rede 2 Enlace 1 Física Cada camada tem uma função específica e bem definida, o que promove o desenvolvimento de arquiteturas modulares e a operação, manutenção e desenvolvimento de redes complexas. Arquitetura TCP/IP: a arquitetura TCP/IP foi criada baseada nas seguintes necessidades: • Permitir o roteamento entre redes e sub-redes diferentes; • Independência da tecnologia de redes utilizada para poder conectar as sub-redes; • Independência do hardware; • Possibilidade de recuperar falhas. 117 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 4.5 A internet: rede mundial de computadores. 4.6 A Intranet: poderoso recurso das organizações, uma vez que concentra em um único local todas as informações, provenientes de vários departamentos, que precisam ser compartilhadas por toda a empresa. 4.7 A extranet: voltada para o “lado de fora” da empresa de forma a compartilhar com os usuários externos parte de seu sistema de informação. Exercícios Questão 1. (ENADE 2008) A técnica de encapsulamento utilizada em arquiteturas de redes tem como objetivo prover a abstração de protocolos e serviços e promover a independência entre camadas. PORQUE O encapsulamento esconde as informações de uma camada nos dados da camada superior. Analisando as duas afirmações, conclui-se que: A) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. C) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. D) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. E) As duas afirmações são falsas. Resposta correta: alternativa C. Análise das alternativas: A) Alternativa incorreta. Justificativa: a segunda afirmativa é falsa. Cada camada tem uma função específica e bem definida, o que promove o desenvolvimento de arquiteturas modulares, a operação, a manutenção e o desenvolvimento de redes complexas. B) Alternativa incorreta. Justificativa: a segunda afirmativa é falsa. C) Alternativa correta. Justificativa: a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. D) Alternativa incorreta. Justificativa: a primeira afirmação é verdadeira e a segunda é falsa. 118 Unidade III Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 E) Alternativa incorreta. Justificativa: a primeira afirmação é verdadeira. Questão 2. Ao ligar o computador, um usuário comum tem a impressão de que o primeiro software (programa) executado é o Sistema Operacional. Isso não é verdade. O hardware (parte física do computador, formado por componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas, que se comunicam por meio de barramentos) sofre uma checagem geral pela BIOS (Sistema Básico de Entrada/Saída), esse sim o primeiro software executado. Se não houver nenhum problema com os diversos dispositivos, o processo de inicialização do computador poderá continuar, sendo que o segundo software, denominado bootstrap, será executado. A função do bootstrap, além de atualizar alguns registradores, é permitir ao usuário a seleção do sistema operacional que deverá ser executado/carregado pelo computador. Nos computadores com um único sistema operacional, o bootstrap e a BIOS passam despercebidos. Porém, no caso da Ana, que instalou no seu computador os sistemas operacionais Windows XP, Windows 7, Linux e Solaris, após a checagem do hardware pela BIOS, o GRUB (bootstrap do Linux) apresenta uma interface com uma lista contendo todos os sistemas operacionais disponíveis. Após a seleção pelo usuário, o sistema operacional será executado/carregado. Apesar de ser somente o terceiro software a ser executado/carregado no computador, o sistema operacional tem sua importância. Qual a função do sistema operacional? Assinale a alternativa correta. A) Gerenciar todos os recursos do sistema computacional e esconder do usuário a complexidade do hardware, funcionando como um intermediário entre o usuário e o computador e oferecendo um conjunto mais conveniente de instruções. Trata-se de um software de sistema. B) Gerenciar todos os recursos físicos do sistema computacional permitindo que o kernel cuide apenas dos recursos lógicos. Trata-se de um software aplicativo. C. Gerenciar todos os recursos lógicos do sistema computacional permitindo que o kernel cuide apenas dos recursos físicos. Trata-se de um software de sistema. D) Gerenciar todos os programas de usuário do shell. Trata-se de um software de sistema. E) Permitir que os usuários avançados tenham acesso direto ao hardware do computador realizando todas as atividades relacionadas ao seu gerenciamento físico. Trata-se de um software aplicativo. Resolução desta questão na plataforma. 119 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Unidade IV 7 VISÃO GERAL DA TI E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 7.1 Infraestrutura de TI Segundo Gordon & Gordon (2006), os administradores usam a tecnologia da informação – hardware, software e redes de telecomunicações – para satisfazer suas necessidades de informação. Apesar de não mais se esperar que administradores tenham o conhecimento técnico exigido para projetar, selecionar ou implantar tecnologia da informação, eles devem ter conhecimento suficiente para fazer aos especialistas as perguntas essenciais sobre o tema e fornecer informações relevantes para a seleção da melhor tecnologia de informação. Um aglomerado de máquinas de processamento, servidores, softwares, políticas de processamento e acesso aos dados, segurança da informação, rotinas operacionais e redes de telecomunicações, formam a complexa tecnologia da informação que dará suporte aos sistemas de informações estratégicas para tomadas de decisão empresarial. Os profissionais desta área zelam pela exatidão dos dados coletados e processados pelo sistema e forçam as informações para as decisões gerenciais. Em uma visão geral dos recursos de TI, temos: recursos humanos, recursos de software, recursos de dados, recursos de redes e de telecomunicações e internet. 7.1.1 Recursos de hardware Recurso de hardware são todos os materiais, máquinas, mídias e equipamentos físicos que estarão envolvidos no registro, no processamento e na armazenagem das informações. Entende-se por materiais qualquer tipo de registro físico dos dados tais como formulários,check-lists, tabelas e planilhas. Por máquinas, todos os elementos computacionais envolvidos no processamento das informações, tais como unidades de processamento, computadores de médio e grande porte, entre outros. Mídias são toda e qualquer forma de armazenagem da informação processada, tais como unidades de disco rígido, fitas magnéticas, memórias flash e mídias óticas. Já os equipamentos físicos estão relacionados aos periféricos responsáveis pela coleta dos dados, como mouse, scanner, sensores e telas sensíveis ao toque e pelos equipamentos responsáveis pela apresentação da informação processada, tais como impressoras e monitores de vídeo. 120 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 7.1.2 Recursos de software Os recursos de software são todos os programas, sejam eles software aplicativos ou de sistemas, que dão suporte e automatizam o processo de transformação dos dados em informação. Softwares especiais de coleta de dados garantem que as informações sejam captadas e inseridas no sistema da forma mais precisa possível e livre de erros. Lembre-se de que a boa informação deriva de sua fonte, ou seja, dos dados. Dados coletados e armazenados de forma imprecisa se transformarão igualmente em informações incompletas e imprecisas. Para a coleta e o armazenamento dos dados, cada processo monitorado exigirá um tipo de software, o qual normalmente valida os dados coletados antes de armazená-los em uma base de dados, planilha ou arquivo. A fase de processamento, que transforma os dados em informação, exige grandes recursos computacionais e demanda a atuação tanto dos softwares aplicativos quanto dos softwares de sistema. Os softwares aplicativos manipularão os dados baseados em premissas pré-configuradas e em cenários parametrizados resultando em informações gerenciais precisas e, muitas vezes, sob demanda. As informações resultantes serão apresentadas aos gestores e executivos da organização sob a forma de planilhas, relatórios, gráficos e fluxogramas. É nesta fase que softwares aplicativos proprietários, de prateleira e de finalidades gerais dão suporte ao usuário. Observação Uma informação bem apresentada é essencial para uma tomada de decisão. A informação é um dos patrimônios da organização e, portanto, deve ser protegida de eventuais danos, perdas, extravios e alterações indevidas. Softwares e procedimentos operacionais específicos para este fim são utilizados pelos profissionais de TI de forma a garantir a disponibilidade das informações. Alguns softwares de segurança implementam políticas de acesso aos dados e informações por meio de autenticação dos usuários, solicitando login e senha para se garantir acesso ao sistema. Mesmo com acesso ao sistema, os usuários possuem níveis de acesso a determinadas informações. Por exemplo, enquanto a diretoria executiva de uma empresa tem acesso a todas as informações da organização, o acesso dos líderes do chão de fábrica é restrito às informações relativas a produção, estoque e expedição, e não a números financeiros e a planos estratégicos da organização. A proteção das informações vai além do seu acesso. A necessidade de uma cópia física dos dados e das informações garante a disponibilidade e a segurança num evento de sinistro, pane ou dano dos discos rígidos e/ou memórias auxiliares que as guardam. Um sistema computacional e seus periféricos recebem dados, os processam e produzem informações constantemente. Num ambiente de variações constantes, uma política de cópia (backup) de dados e de informações é essencial para garantir um 121 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ponto de recuperação numa eventual perda do sistema. Normalmente softwares bem elaborados têm a capacidade de fazer backups totais e incrementais das bases de dados que permitem que o usuário retorne (ou restaure) o sistema a seu último estado gravado. Além dos já comentados, outros recursos de software como licenças de antivírus garantem a disponibilidade e a integridade das informações. Os softwares licenciados possuem garantia de procedência e são suportados pelas empresas que os produziram. Em caso de necessidade de alterações, correções de problemas, novas versões e suporte operacionais, o usuário estará garantido por um contrato e pelo pagamento de uma licença de uso do software. Softwares não licenciados não dão tal garantia e expõem os sistemas a ataques por invasores indesejáveis e por vírus digitais que podem comprometer a integridade dos dados e das informações, corrompendo os resultados. Outra arma que o usuário profissional de TI tem em mãos para garantir estabilidade e proteção ao sistema é o antivírus, que possui a função de analisar todas as informações que entram no sistema de forma a garantir que estejam livres de vírus digitais indesejáveis que poderão corromper a base de informações. Existe uma gama de softwares antivírus a ser utilizado, sendo de responsabilidade do usuário profissional de TI escolher a melhor ferramenta que atendas as suas necessidades técnicas de proteção. Observação Vírus, vermes, cavalos de troia e outros programas nocivos podem causar uma devastação nos seus servidores, os quais podem indisponibilizar a informação de forma definitiva. 7.1.3 Recursos de dados Sem os dados e capacidade de processá-los, uma organização não seria capaz de completar com sucesso a maior parte das atividades de negócios. (STAIR & REYNOLDS, 2006) Segundo O’Brien (2004), dados são mais que matéria-prima de um sistema de informação: são a base de origem para informações completas e precisas. Os dados podem se apresentar de diversas formas: sob o contexto alfanumérico, quando os dados representam valores, grandezas, letras e números coletados, e sob a forma de texto, quando os dados representam frases, palavras e textos de documentos oriundos de escritos, gráficos ou planilhas. Os dados obedecem a uma hierarquia que se inicia na menor porção de dados manipulável por um sistema computacional: o bit. Como já visto anteriormente, o bit é um sinal digital 0 ou 1 que representa a ausência ou a presença de um sinal elétrico. Um conjunto de bits formam um byte (8 bits), que representa um caractere, o qual é a representação básica de letras minúsculas e maiúsculas, bem como de dígitos numéricos e caracteres especiais. 122 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Observação Caracteres Especiais: “.”; “/”; “+”; “-“; “?”; “!” Vários caracteres organizados formam o campo. Um conjunto de campos agrupados forma um registro. Registros inter-relacionados formam arquivos que se relacionam entre si formando uma base de dados. Veja o exemplo a seguir na figura 78. Base de dados Arquivos Registros Campos Caracteres • Agenda telefônica • Endereço de correspondência • 4555-3030, Luis Oliveira • 4758-9999, José da Silva • 4555-3030, Luis Oliveira • Oliveira • 01001111 (Letra em ASCII) Figura 77 - A hierarquia dos dados1 A letra O é representada por 8 bits = byte = caractere. Vários caracteres organizados formam um campo (sobrenome Oliveira). Vários campos relacionados (numero de telefone, sobrenome e nome) formam um registro (telefone e nome de Luis Oliveira). Vários registros formam um arquivo de telefones. O arquivo de telefones faz parte de uma base de dados com outros arquivos não necessariamente relacionados. Normalmente os dados são organizados e armazenados numa base de dados para posterior consulta ou manipulação. As bases de dados são estruturas complexas de armazenagem de dados e normalmentese apresentam em três modelos: hierárquico, em rede e relacional. No modelo hierárquico, os dados obedecem a uma estrutura em árvore descendente. Vendedor Cliente Pedidos Pedido Figura 78 - Modelo de base de dados hierárquica2 1 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 160. 2 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 167. 123 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Saiba mais Para mais informações sobre os tipos de bases de dados, consultar: - O’Brien (2004), Gerenciamento de dados – capítulo 5. - Stair & Reynolds, Organização de dados e Informações – capítulo 5. No modelo em rede existem relacionamentos verticais entre os diversos níveis, no padrão dono- membro, no qual um membro pode ter vários donos. Projeto 1 Projeto 2 Departamento A Departamento A Departamento A Figura 79 - Modelo de base de dados em rede3 No modelo relacional, a base de dados é estruturada na forma tabular (tabela de duas dimensões), em que os dados relacionais estão organizados na forma de linhas e colunas relacionadas entre si. Quadro 13 - Projetos Projeto Descrição Empresa A Folha de pagamento XPTO B Agenda telefônica 123 Network C Programa de vendas XYZ Data Quadro 14 - Empresas Empresa Endereço Telefone XPTO Avenida 1, 100 11 5587-2222 123 Network Rua das Flores, 57 11 2155-8858 XYZ Data Alameda Tucunis, 489 11 4155-4545 7.1.4 Recursos de telecomunicações e redes Os recursos de telecomunicações e redes garantem que os dados, as informações e as unidades de processamento não necessariamente fiquem num mesmo ambiente físico. Por meio de enlaces de 3Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 168. 124 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 comunicações, os recursos computacionais de diversas localidades podem ser interligados de forma a compartilhar informações, recursos de processamento, softwares aplicativos, redundância de informação, área de armazenamento para backup e sistemas de disaster recovery. As redes locais permitem que os usuários que compartilham uma mesma área geograficamente limitada compartilhem os recursos computacionais entre si. Observação LAN (Local Area Network) – rede geograficamente limitada. Imaginemos uma empresa que possua filiais espalhadas nas capitais dos estados e uma matriz em São Paulo, onde está localizado um data center. A infraestrutura de TI na matriz se baseia na interligação de todas as máquinas em rede local de forma que todas elas tenham acesso aos servidores de correio eletrônico e de arquivos, à base de dados e aos servidores de impressão. Por meio desta rede todos os departamentos garantem acesso à internet e aos serviços prestados pelos servidores. Já as filiais possuem uma infraestrutura local de TI mais simplificada, na qual alguns computadores são interligados em rede para suportar os vendedores em seus registros de vendas, pesquisa de disponibilidade de produtos estoque, prazos de entrega, projeções de faturamento e acesso à internet. Como todas as informações são processadas na matriz, o enlace de comunicação com cada filial é necessário para proporcionar uma integração operacional da empresa. Um dado de venda inserido por uma filial é de conhecimento imediato para todos na matriz e nas outras filiais interligadas. O mesmo ocorre na atualização de peças em estoque e expedição de produtos para atendimento de pedidos de vendas, que são atualizados pela matriz e automaticamente se tornam de conhecimento da filial que gerou o pedido. A integração operacional proporcionada pelas redes e pelas telecomunicações permite agilidade e ganhos operacionais, além de precisão nas informações sistêmicas. Uma empresa integrada pode executar os mesmos procedimentos e seguir processos precisos de forma que o índice de erro de um dado inserido e de uma informação processada seja o mínimo possível. 7.1.5 Internet A internet vem revolucionando como as empresas fazem negócios. Pela sua capilaridade e abrangência, a rede mundial tem se tornado um eficiente meio de interligação entre empresas para realização de negócios. Apesar de ser uma rede “sem dono”, pois não existe uma empresa ou entidade que a administre, mecanismos de segurança (como firewalls), criptografia e redes privativas (VPN) são criadas e 125 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO implementadas diariamente na internet de forma a proporcionar um ambiente cada vez mais estável e seguro para as aplicações. Uma técnica que vem sendo utilizada como chave digital para embaralhar e desembaralhar os dados que serão trafegados na rede é a chamada criptografia. Atualmente, as chaves de criptografia possuem 128 bits, técnica esta que praticamente impossibilita que os dados, eventualmente interceptados, possam ser reconhecidos ou interpretados. Outro método de segurança bastante conhecido são os firewalls, os quais são dispositivos de rede que protegem a rede interna de ataques externos provenientes de outros usuários ligados à internet que possam comprometer a segurança da rede e dos dados que ela armazena. Essas “paredes de fogo” podem ser implementadas por hardware ou software e também filtram o tráfego de saída, restringindo acesso de usuários internos a sites duvidosos ou proibidos (de acordo com a política de segurança da empresa) na internet. Já as VPNs são redes privativas virtuais criadas a partir de equipamentos dedicados à interligação de redes locais a longas distâncias via internet. Tais redes oferecem um alto grau de segurança, pois criptografam os dados e implementam mecanismos que “escondem” os endereços das máquinas envolvidas na interligação. 7.2 Comércio e negócios eletrônicos Com todo este aparato tecnológico e pelo fato de as pessoas (clientes, consumidores e fornecedores) e empresas cada vez mais se tornarem parte da rede de uma forma global, o comércio eletrônico (e-commerce) tem se expandido vertiginosamente, tanto que hoje já faz parte do dia a dia de muitas pessoas. Um ponto a ser abordado é a diferença entre e-commerce e e-business, normalmente confundidos. O primeiro é o comércio de compra e venda de produtos e serviços por meios eletrônicos, geralmente a internet, ao passo que o outro se refere a empresas que lançam mão dos recursos de tecnologia da informação e comunicação para executar uma determinada função comercial ou mercantil, não necessariamente utilizando o e-commerce. As empresas que participam do e-commerce podem trabalhar basicamente de três formas, as quais estão relacionadas à maneira com que empresa e usuário se relacionam no comércio eletrônico. De acordo com O’Brien (2004), um comércio eletrônico é do tipo B2C (Business to Consumer) quando as organizações vendem seus produtos diretamente ao cliente/consumidor final, sem representantes ou intermediários. Este tipo de empresa oferece lojas virtuais com catálogos multimídia de produtos, processo interativo de pedidos, sistemas seguros de pagamento eletrônico e suporte online ao cliente. Um exemplo de empresa B2C é a Amazon. Esta grande corporação realiza vendas de livros e CDs diretamente ao consumidor final via página na web. 126 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Já o B2B (Business to Business) é um tipo de comércio eletrônico entre empresas, ou seja, envolve mercados eletrônicos entre empresas como portais de compra, mercado de troca e leilões virtuais. É comumque clientes e fornecedores se conectem em B2B pelas facilidades de troca de documentação e transferência eletrônica de recursos. O site Sistema Integrado Martins4 é um exemplo de site B2B, pois oferece uma gama de ofertas de produtos e serviços para outras empresas. Outro tipo de comércio eletrônico é o C2C (Consumer to Consumer), que vem crescendo e ganhando força na web. Neste tipo de comércio, os vendedores, também consumidores, promovem um leilão de produtos, de modo que a partir de lances crescentes ou decrescentes um produto é arrematado por um consumidor. Não somente na forma de leilão, os produtos e serviços são disponibilizados para serem adquiridos livremente. Processos seguros de escolha, seleção, pagamentos, entregas e lista dos melhores fornecedores são implementados para dar credibilidade e segurança ao comprador. Lembrete B2B – Business to Business B2C – Business to Consumer C2C – Consumer to Consumer Há ainda quem defenda as variações B2G e B2E. A primeira, B2G (Business to Government), define as relações entre empresas fornecedoras e governo por meio das licitações. O modelo B2G traz transparência, agilidade, eficiência e credibilidade ao processo de compra de produtos e serviços pelos órgãos de governo. O segundo, B2E (Business to Employee), define a relação entre a empresa e seus funcionários. Trata-se de uma intranet onde a empresa disponibiliza seus produtos para compra pelos funcionários a preços e condições especiais. Podem também servir de canal de relacionamento por meio do qual os funcionários fazem a gestão de seus benefícios, por exemplo. Um estudo da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) constatou que o e-commerce foi responsável por 25% do faturamento deste setor em 2009, que obteve uma receita de 21 bilhões, crescimento de 11,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com o estudo, 2/3 dos investimentos foram direcionados ao B2C, e apenas 1/3 ao B2B. As instituições financeiras foram as maiores responsáveis por movimentar este setor, bancando 22% de todas as despesas, seguidas pelas empresas de telecomunicações, 15%, e serviços por catálogo e televendas, 10%.5 4 . 5 Disponível em: . Acesso em: 11 mai. 2011. 127 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 7.2.1 Estágios de um serviço de e-commerce Um serviço de e-commerce pode apresentar vários estágios. O modelo apresentado a seguir, de acordo com Stair & Reynolds (2006), é formado por cinco estágios: 1. Busca e identificação; 2. Seleção e negociação; 3. Aquisição; 4. Entrega de produtos e serviços; 5. Serviços de pós-venda. Comprador 1. Busca de identificação 5. Serviços Pós-Venda 2. Seleção e negociação 4. Entrega de produtos e serviços 3. Aquisição Figura 80 - Os cinco estágios do modelo de E-commerce6 Busca e identificação: o comprador faz a busca e a identificação do produto ou serviço que se quer adquirir, utilizando para isso um extenso catálogo na página web que apresenta a ele uma infinidade de ofertas, modelos e configurações. Normalmente o comprador, no primeiro momento, faz uma busca ampla do produto ou serviço e depois a refina por meio de filtros específicos que identificarão com exatidão o produto ou serviço procurado. Seleção e negociação: uma vez selecionado o produto e o serviço, o usuário verificará o prazo de entrega e escolherá o tipo de frete. Aquisição: a aquisição ocorre quando o comprador define a forma de pagamento pelo produto ou serviço. Existem várias formas de pagamento atualmente: boleto bancário, depósito em conta, PayPal 6 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 290. 128 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 e cartões de crédito. Uma vez selecionada a forma de aquisição do produto e autenticada e autorizada sua compra, o produto ou serviço é liberado para expedição. Existem sites que trabalham com o modelo de aquisição em que o comprador autoriza o pagamento pelo produto ou serviço somente quando o recebe fisicamente. Entrega de produtos e serviços: esta fase pode ocorrer de duas formas. Se a aquisição do produto ou serviço ocorrer de forma eletrônica, por exemplo, um software, o sistema libera seu download tão logo se certifique de que a forma de pagamento foi autenticada pelos órgãos competentes. Agora, se a aquisição ocorre na forma tradicional, com a entrega física do produto ou serviço, o sistema envia uma solicitação ao armazém para liberação da mercadoria ao mesmo tempo em que aciona uma transportadora para fazer a coleta e a entrega da mercadoria adquirida. Uma vez a mercadoria entregue, a transportadora atualiza o sistema fechando o pedido aberto pelo comprador. Serviços de pós-venda: os serviços de pós-venda possuem a função de mapear em uma base de dados o histórico de pedidos e crédito dos compradores. Além disso, têm a função de prestar suporte operacional caso um comprador entre em contato reclamando de um produto ou serviço ou queira proceder com sua devolução. Os serviços de pós-venda também dão suporte ao comprador sobre as funcionalidades de características do produto ou serviço adquirido. Um pós-venda rápido e eficiente fideliza o cliente que se sente seguro e confiante pelos serviços recebidos, para futuras compras. 7.2.2 Tendências do e-commerce O comércio eletrônico de bens e serviços está em ampla expansão. O formato B2C, que no início se desenvolve a partir de pequenas empresas com catálogo restrito de produtos e serviços na web, com baixo valor empresarial e marketing interativo, transforma empresas em lojas integradas que auxiliam o cliente numa multiplicidade de ofertas, escolhas e experiências. A tendência destas empresas é passar a prestar vendas de autosserviço ao cliente, no qual ele próprio configura e personaliza o produto que se quer adquirir, auxiliado por softwares especiais e por serviços de suporte online. A evolução deste modelo, a longo prazo, é o surgimento de portais B2C com uma ampla seleção de redes de varejo, consolidando a empresa no modelo e-business de alto valor empresarial. Leia o artigo a seguir como complementação de estudo. Tendências do E-commerce para 2011 A segurança online é mais importante do que nunca A cada três minutos alguém tem sua identidade roubada. O roubo de identidade é o crime com maior índice de crescimento, sendo que a maioria dos casos não é detectada. Assim, certifique-se de avaliar as proteções de segurança de seu site. Se a sua empresa também é responsável pela hospedagem, comece a pesquisar o que é possível fazer para proteger os dados sensíveis de seus clientes. Considere a construção de um plano sobre como prevenir e lidar com potenciais problemas de segurança. 129 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Mídias sociais Os comerciantes online pretendem crescer e incluir mídias sociais em suas estratégias de marketing digital. Para alguns, esta tendência é de igual importância como o e-mail marketing. Com este tipo de investimento, seus canais de mídias sociais vão exigir muito mais pensamento e estratégia. Você vai precisar alinhar seus esforços sociais em cada parte de sua estratégia, desde as vendas até pós-vendas e além. E uma vez que temos tudo planejado, vamos ser atingidos com uma nova oportunidade. Talvez uma nova plataforma seja lançada ou uma nova integração ocorra (Google e Yahoo! já concordaram em incluir os resultadosdo Twitter em seus motores de busca). Fique por dentro dos acontecimentos e você estará preparado para enfrentar os desafios. A economia está melhorando, mas o sentimento de que a recessão continua se prolonga Os compradores online estão procurando promoções, descontos e cupons antes de fazer compras. Esse comportamento vai continuar, mesmo que a economia melhore. Os clientes estão cansados de comprar produtos ou serviços sem o sentimento que estão adquirindo valor pelo seu dinheiro. Basta implementar promoções, descontos e desenvolver relacionamentos e você estará em boa forma. É difícil manter um comércio eletrônico, mas o crescimento das vendas online estará cada vez mais forte, devido ao custo de manter uma loja offline. Relacionamento é tudo Com o surgimento de sites de rede social, desenvolvimento de relacionamentos é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Alguns segmentos do mercado já estão começando a socializar com os seus clientes. Em outras palavras, haverá muito mais conversas pessoais entre empresas e consumidores. Está é uma coisa boa – você estará apto a receber mais feedback em tempo real para saber o que seus clientes querem, precisam e esperam. Uma coisa importante é desenvolver relacionamentos por meio de conversas pessoais com via de mão dupla. Mas espere que os clientes tenham mais controle sobre as conversas e ajuste a empresa para isto. Ideias criativas ganharão a corrida Criatividade é a palavra da vez. Isso não quer dizer que as estratégias e táticas para vender online não devem ser bem pensadas, mas o aumento de quantidade de desordem na web, misturado com a grande competição entre empresas em captar mais compradores para suas lojas virtuais significa que a criatividade e a inovação serão críticos para o sucesso. O lado positivo é que todos nós podemos aprender uns com os outros e trocar ideias. Será importante atender às demandas de seus clientes de uma forma convincente. Fonte: . Autor: Carlos Silva. 130 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 7.3 Definição de sistemas Conforme conceituado anteriormente, um sistema é um conjunto ou agrupamento de elementos ou componentes interdependentes que se interagem formando um todo unitário e complexo para atingir objetivos específicos. 7.4 Definição de sistemas de informação Segundo O’Brien (2004), um sistema de informação é um conjunto organizado de pessoas, hardwares, softwares, redes de comunicações e recursos de dados que coletam, transformam e disseminam informações em uma organização. Trata-se de um sistema complexo que além de coletar, processar/transformar e apresentar resultado, também realimenta informações de saída à entrada de forma que o sistema atinja objetivos desejados. Entrada Processamento Saída AMBIENTE Realimentação Figura 81 - Um sistema de informação Observação A realimentação pode ser positiva ou negativa. 7.4.1 Componentes de um sistema de informação Um sistema de informação normalmente é composto de cinco elementos que se interagem para coletar, processar e armazenar dados e informações processadas. Estes cinco elementos são constituídos de pessoas, hardware, software, banco de dados, redes de telecomunicações e procedimentos operacionais. Cada um possui sua função específica em todo o processo de transformação de dados crus em informações valiosas para a organização. 131 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO A figura 82 apresenta a interação entre os cinco elementos: Redes de Telecomunicações Procedimentos operacionais Pessoas Banco de dados Hardware Software Figura 82 - Cinco elementos de um sistema de informação As pessoas são todos os usuários e especialistas de TI que interagem com o sistema de informação, seja no momento da coleta dos dados, no processamento ou na apresentação e manipulação das informações processadas com o intuito de obter resultados para análises e tomadas de decisão. Analistas financeiros, executivos de grandes organizações, responsáveis pelo processo produtivo e analistas de marketing e vendas utilizam os sistemas de informação no sentido de extrair informações que balizem suas ações e decisões sobre o operacional das organizações. Um analista financeiro, por exemplo, espera que o sistema de informação lhe forneça planilhas de balanço patrimonial da empresa, demonstrativos de resultados e fluxos de caixa de modo a poder analisar a saúde financeira da empresa e tomar as ações necessárias na sua área de atuação. Já um gerente de produção demandará do sistema informação um relatório relativo à quantidade de peças em estoque e como isto afetará o processo produtivo. O hardware consiste das máquinas, processadores e periféricos com capacidade computacional de coletar os dados, processá-los e armazenar as informações. Teclado, mouse e scanner são exemplos de periféricos responsáveis pela coleta de dados. As CPUs são responsáveis pelo processamento dos dados, ao passo que os dispositivos de saída (impressora ou monitor de vídeo) e de armazenamento (memórias e discos magnéticos) apresentam e guardam as informações para consultas futuras. O software é uma das partes fundamentais do sistema de informação. É por meio deles e de programas que os sistemas interagem com as pessoas de forma que estas possam parametrizá-los e configurá-los para desempenhar as funções pretendidas. Os sistemas de informação utilizam softwares para processamento de folha de pagamentos, envio de cobranças aos clientes, controle do processo de vendas, apresentação de relatórios de redução de custos operacionais etc. A base de dados é o repositório dos dados e das informações da organização. Pode conter informações de clientes, faturamento, volume de vendas, estratégias de marketing, produtos de aquisições e vendas, entre outros. Ou seja, é o cérebro do sistema de informação de onde todas as informações derivam. 132 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 As redes de telecomunicações exercem papel muito importante nos sistemas de informação, pois permitem que os processos de coleta e processamento, por exemplo, não precisem estar necessariamente num mesmo local físico. É possível, com o auxílio das redes de telecomunicações, que o processo de coleta de dados esteja a centenas de quilômetros do local onde serão processados. Imagine uma organização de papel e celulose que colete dados sobre a colheita de árvores de eucalipto em suas glebas ou plantações. Os dados são coletados no campo e enviados a um sistema de informação central que processará os dados e fornecerá a informação da quantidade e de quando um determinado pedido de compra de papel de um cliente será atendido. Os procedimentos são as políticas e estratégias adotadas pela organização no uso do sistema de informação e em como ele manipulará os dados e informações. Os procedimentos também definem o grau de acesso de cada usuário que interage com o sistema e suas credenciais e autorização de acesso aos dados e informações armazenadas. 7.4.2 Papéis fundamentais de um sistema de informação Existem três papéis fundamentais que um sistema de informação pode desempenhar em uma empresa ou organização: • Suporte de seus processos e operações; • Suporte na tomada de decisões de seus funcionários e gerentes; • Suporte em suas estratégias em busca de vantagem competitiva. Apoio às estratégias para vantagem competitiva Apoio à tomada de decisão empresarial Apoio às operações e aosprocessos Figura 83 - Três principais papéis dos Sistemas de Informação7 De acordo com O’Brien (2004), os sistemas de informação apresentam as seguintes funções: • Uma importante área funcional da empresa; 7 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 18. 133 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO • Uma importante contribuição para a eficiência operacional, produtividade e atendimento ao cliente; • Importante fonte de apoio para tomada de decisão gerencial; • Importante no desenvolvimento de produtos e serviços de valor agregado que geram vantagens competitivas para a organização; • Oportunidade dinâmica de carreira para os profissionais de SI; • Elemento-chave dos recursos, infraestrutura e capacidades das empresas de e-business. 7.5 Níveis de informação Esses níveis obedecem à hierarquia padrão normalmente aceita e implementada pelas empresas. É conhecida como pirâmide empresarial. Existem três níveis de informação: Estratégico (topo da pirâmide), Tático ou Gerencial (meio da pirâmide) e Operacional (base da pirâmide). Cada nível demandará diferentes tipos de informação para a tomada de decisão do nível competente. A tomada de decisão terá como base os diversos tipos de informação resultantes do processamento dos dados, tais como relatórios, planilhas, gráficos, entre outros. Nível estratégico Nível tático ou gerencial Nível operacional Planejamento estratégico Planejamento tático Planejamento operacional Figura 84 - Níveis de Informação 7.5.1 Decisões de nível estratégico As decisões, de alto nível e normalmente tomadas pelo alto escalão da empresa, como o presidente, os diretores e seus sócios, geram ações de efeito duradouro e de difícil reversão. Incluída no planejamento de longo prazo da empresa está a origem das informações do nível estratégico. São exemplos dessas informações: construção de uma nova filial, nova linha de produção, novos mercados, aquisição e venda de empresas, operação internacional, entre outros. O planejamento estratégico é uma das ferramentas utilizadas no processo de gestão que permite ao executivo estabelecer as diretrizes da empresa, com o objetivo de obter um nível de excelência na relação da empresa com o seu mercado. 134 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 A informação neste caso é de nível macro e contempla a empresa como um todo, seja no âmbito interno ou externo dos negócios. 7.5.2 Decisões de nível tático ou gerencial As decisões se dão no escalão intermediário da empresa e geram ações de efeito mais curto e de menos impacto ao seu funcionamento estratégico. Sua origem se dá a partir de um planejamento e de um controle gerencial ou planejamento tático. Em seus níveis hierárquicos estão os gestores de nível médio, tais como as gerências, chefias, coordenações e supervisões da empresa, nas suas respectivas unidades departamentais. O planejamento tático objetiva otimizar determinada área de resultado ou função da organização, e como tem foco de área ou departamental, não atinge a empresa como um todo. A informação neste caso é em grupo (agrupada ou sintetizada), contemplando a agregação de determinadas informações de uma determinada unidade departamental ou de um negócio. 7.5.3 Decisões de nível operacional As decisões, ligadas ao controle e às atividades operacionais da empresa, objetivam alcançar padrões pré-estabelecidos de funcionamento, com todas as riquezas de detalhes que o nível operacional exige e conforme planejamento operacional da área. No seu nível hierárquico está o corpo técnico da empresa, ou seja, engenheiros, assistentes, auxiliares, nas suas respectivas sub-unidades departamentais ou setores. O planejamento operacional é considerado como a formalização de processos, por meio de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento, normas e implementações estabelecidas. A informação neste caso é detalhada (analítica), contemplando detalhes específicos de um dado, de uma tarefa ou de uma atividade, e os níveis da informação empresarial se relacionam com os níveis decisórios estratégico, tático/gerencial e operacional e com os níveis hierárquicos da empresa. Observação Três níveis de informação: • Nível Estratégico: corpo executivo da organização (diretores e presidente); • Nível Tático: gerentes; • Nível Operacional: supervisores e líderes. 135 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 7.6 Tipos de sistemas de informação Os sistemas de informação possuem vários tipos de classificação. O que veremos a seguir são os sistemas de informação voltados ao apoio às operações e ao apoio gerencial. Sistemas de informação Sistemas de apoio às operações Sistemas de apoio gerencial Sistemas de processamento de transações Sistemas de controles de processos Sistemas colaborativos Sistemas de informação gerencial Sistemas de apoio às decisões Sistemas de informação executiva Figura 85 - Classificação dos sistemas de informação8 Os Sistemas de Apoio as Operações estão divididos em três grupos: • Sistemas de processamento de transações; • Sistemas de controle de processos; • Sistemas colaborativos. Já os Sistemas de Apoio Gerencial estão divididos em: • Sistemas de informação gerencial; • Sistemas de apoio à decisão; • Sistemas de informação executiva. 7.6.1 Sistemas de apoio às operações Em linhas gerais, os Sistemas de Apoio às Operações estão voltados às atividades internas e externas da empresa no que tange aos processos operacionais, administrativos e produtivos. Processam transações eficientemente, controlam processos e apoiam trabalhos colaborativos e de comunicação. 7.6.1.1 Sistemas de processamento de transações Este tipo de sistema processa todas as transações da empresa utilizando bancos de dados internos e externos à corporação e gerando documentos administrativos. Um sistema de processamento de transações pode ser responsável, por exemplo, pelo registro de todos os itens que entram e saem do estoque, pelos lançamentos contábeis, pelos registros fiscais e de controle de tributos, pelos registros do contas a pagar, do contas a receber e do processamento de vendas. 8 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 23 136 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Os sistemas de processamento de transações podem trabalhar em lote, ou seja, quando todas as transações de um determinado período são processadas de uma única vez, ou em tempo real, quando as transações são processadas no momento em que ocorrem. Imaginemos um sistema que cataloga e controla livros em uma biblioteca. À medida que os livros são identificados e registrados no sistema, suas informações são armazenadas em um banco de dados que possui o nome do autor, nome da obra, título original (quando de uma tradução), edição, editora, entre outros dados. Numa determinada hora do dia, automaticamente ou comandado por um usuário, o sistema processa todas as entradas de dados e gera os códigos de tombamento de cada obra, tudo de uma única vez. Nos sistemas de tempo real, por exemplo, o processamento ocorre no momento da transação. Imaginemos um sistema de venda via cartão de crédito ou débito. Quando o cartão é utilizado no ponto de venda, as transações que se seguem têm por finalidade processar as compras que estão sendo solicitadas e aprovar ou não o crédito para aquele cartão. Tudo isso acontece nomomento em que o cartão é utilizado e em tempo real. 7.6.1.2 Sistemas de controles de processos Estes sistemas são projetados para controlar determinados processos da empresa, sejam eles fabris, administrativos e financeiros, sejam de marketing, pós-venda etc. Imaginemos um sistema desenvolvido para controlar o processo de embalagem de um determinado produto. Este sistema se utilizará de sensores, controladores de velocidade e de presença, aplicadores de adesivos e impressoras de informações de lote e de data de validade que, juntamente com um sistema computacional e um software previamente programado, controlarão o processo da embalagem do produto, gerando alarmes e ações corretivas, quando for o caso, para que a linha de produção não pare. Outro exemplo de sistemas de controle de processos é a sistematização de um processo de compra em uma empresa. Quando o pedido de compra é inserido no sistema, uma série de processos são disparados no sentido de se obter autorizações e aprovações necessárias para a compra do bem ou do serviço. Os níveis de aprovação dependerão dos valores envolvidos, podendo ser aprovados apenas pelo gerente, quando dentro de sua alçada de aprovação, ou até mesmo por toda a diretoria ou presidência da empresa, quando os valores forem expressivos. Uma vez aprovado, o pedido de compra é enviado ao fornecedor, que recebe as informações e processa o pedido. As alçadas de aprovações, limites e valores de autorização são pré-configurados no sistema que controlará o processo de pedido de compras. 7.6.1.3 Sistemas colaborativos Os sistemas colaborativos de trabalho, também conhecidos como grupo de trabalho ou groupware, são sistemas que permitem que várias pessoas participem de forma colaborativa em um projeto, com trocas de mensagens e de informações, compartilhamento de documentos e de agendas, realização de reuniões a distância (videoconferência), fomento de discussões e de debates no sentido da resolução de um problema ou na coordenação de um projeto. Os sistemas colaborativos também têm a função de integrar o grupo de trabalho quando estes estão geograficamente dispersos, ou seja, os elementos do grupo de trabalho podem estar em diversas 137 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO partes do país ou até mesmo em outros países. A integração é possível por meio de tecnologias de videoconferência, trocas de mensagens eletrônicas instantâneas e correios eletrônicos. Normalmente os sistemas colaborativos possuem tecnologia de edição multiusuário de documentos, permitindo que diversos membros editem um documento comum. Apresentam, também, sistemas de coordenação em que um supervisor intermedia e coordena as atividades de um projeto e a participação dos membros da equipe. Este pode distribuir tarefas, criar cronogramas de entregas, definir objetivos e metas e servir de suporte para a tomada de decisão em grupo. Obviamente que quando temos um grande número de pessoas trabalhando em grupo, apoiado por um sistema, podem ocorrer problemas de desempenho dentro do grupo por vários motivos. Entre eles: • Troca de informação inapropriada ou não relacionadas ao projeto ou à atividade do grupo. • Sobrecarga de informações que são postadas no grupo de trabalho de forma que não se possa distinguir as informações relevantes das irrelevantes. • Reuniões em demasia ou inapropriadas, em função da facilidade das videoconferências, que pode tornar seu uso indiscriminado e sem critérios; ou seja, reuniões são agendadas para discussão ou solução de problemas simples que poderiam ser resolvidos com um telefonema, por exemplo. 7.6.2 Sistemas de apoio gerencial As empresas precisam tomar decisões com agilidade, assertividade e eficiência para atingir suas metas e objetivos. Para isto, conta com um planejamento estratégico estruturado derivado de sistemas de informações de apoio gerencial que auxiliará na tomada de decisão e na resolução dos problemas. O processo de tomada de decisão está relacionado com o nível da tomada de decisão gerencial e suas implicações estruturais. A pirâmide gerencial clássica da figura 87 apresenta estes níveis. É importante lembrar que as evoluções das organizações e dos processos de tomada de decisão vêm evoluindo dia a dia e transformando o cenário apresentado a seguir. Entretanto, trata-se de uma estrutura clássica ainda utilizada por muitas organizações. Administração estratégica (Diretoria) Administração tática (Gerente de Negócios) Administração operacional (Gerentes operacionais) Figura 86 - Pirâmide gerencial clássica dos níveis de tomada de decisão9 9 Fonte: Adaptado de: O’Brien (20046) p. 281. 138 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 A administração estratégica normalmente está relacionada aos executivos e diretores da organização que definem metas, objetivos e políticas da empresa. São responsáveis pelo monitoramento e desempenho da organização e tomam as decisões necessárias e pertinentes para que os objetivos e metas sejam cumpridos. Neste nível de tomada de decisão as decisões são do tipo não-esturutadas, pois não é possível prever os procedimentos a serem adotados, como o planejamento de novos negócios, por exemplo. A administração tática está relacionada aos gerentes de unidades de negócios que definem metas, objetivos e planos de curto e longo prazo para as unidades da organização e monitoram seu desempenho e resultados. Neste nível de tomada de decisão as decisões são do tipo semi-estruturadas, pois se pode prever parte dos procedimentos a serem adotados, porém não o processo completo. Exemplo: a decisão de planejamento de novos produtos. De acordo com O’Brien (2004), a administração operacional está relacionada aos gerentes operacionais que definem planos e metas de curto prazo, como para uma linha de produção, por exemplo. Eles dirigem o uso dos recursos e o desempenho das tarefas de acordo com procedimentos e dentro dos orçamentos e das programações definidas para as equipes e para outros grupos de trabalho na organização. Neste nível de tomada de decisão, as decisões são do tipo estruturadas, pois é possível prever os procedimentos a serem adotados. Exemplo: a decisão de compra de matéria prima para abastecimento de uma linha de produção. O modelo de três estágios para a tomada de decisão, desenvolvido por Herbert Simon, consiste de: informação, projeto e escolha. Já o processo de resolução de problemas vai além e incluem-se os estágios de implementação e monitoramento. Observação Os três estágios do processo de tomada de decisão são: • Informação • Projeto • Escolha Na resolução de problemas, incluem-se os estágios: • Implementação • Monitoramento 139 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO A figura 87 apresenta o relacionamento entre a tomada de decisão e a resolução de problemas: Informação Projeto Escolha Implementação Monitoramento Tomada de decisão Resolução de problemas Figura 87 - Relacionamento entre a tomada de decisão e a resolução de problemas10 O estágio da informação é o primeiro passo na resolução de problemas. É neste estágio que são identificados os problemas de fato e agrupadas as informações relativas às causas acerca do problema. Imaginemos um cenário de uma empresa de TI que precisa iniciar a operação de um novo data center em Manaus/AM. O cronograma de implantação está comprometido e o caminho crítico é o transporte (em tempo hábil) dos racks e dos servidores para o novo data center. Observe que o escopodo problema está definido: transporte em tempo hábil dos racks e dos servidores. Nessa situação, o profissional de TI precisa tomar uma decisão diante do problema. A fase de projeto consiste no estudo das alternativas para a resolução do problema e na sua viabilidade de implementação. No exemplo do transporte dos racks e dos servidores, o responsável de logística da empresa apresenta ao profissional de TI dois estudos possíveis: o envio por transporte terrestre ou por transporte aéreo. No primeiro caso (terrestre), o tempo de entrega dos equipamentos em Manaus é de 18 dias úteis com custo dentro do orçamento previsto. No segundo caso (aéreo), o tempo de transporte é de 3 dias úteis com custo mais elevado. O responsável da logística alerta o profissional de TI que, independentemente do meio de transporte, podem ocorrer atrasos de 2 a 3 dias na liberação da carga em Manaus/AM em virtude da fiscalização da Secretaria da Fazenda – SEFAZ – do estado. A fase de escolha, terceiro estágio do processo de tomada de decisão e resolução de problemas, está relacionada à escolha de uma das opções propostas pelo estágio de projeto. No nosso exemplo, o profissional de TI, pressionado pelo atraso no cronograma de ativação do novo data center, toma a decisão de envio dos racks e servidores por avião. Apesar de ter um custo maior, avalia que o projeto será ainda mais penalizado financeiramente se optar pelo transporte terrestre e causar um atraso de mais de 15 dias no cronograma. Entretanto, a resolução de problemas não se resume a estes três estágios. Segue-se ao estágio da implementação, que se refere a colocar a decisão efetivamente em prática. Ou seja, no exemplo dado, 10 Fonte: Adaptado de: Stair & Reynolds (2006) p. 370. 140 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 os racks e os servidores serão transportados via aérea, de modo que uma empresa aérea de confiança do responsável logístico é selecionada e contratada. A monitoração é o estágio final do processo de resolução de problemas. É neste estágio que os tomadores de decisão e as pessoas responsáveis pelo processo avaliam se a solução adotada atendeu aos resultados previstos. No nosso exemplo, o responsável pela logística informa o profissional de TI que os equipamentos chegariam no prazo de 3 dias previstos no transporte aéreo. Porém, ao avaliarem as notas fiscais emitidas, os fiscais entenderam que os racks e os servidores faziam parte de um sistema único e que, portanto, deveriam estar integrados e não em embalagens separadas, de modo a resultar em atrasos na Secretaria da Fazenda. Esta informação realimenta o processo de implementação e pode fazer com que o responsável pela logística solicite ao profissional de TI a integração dos servidores nos racks para uma segunda remessa de equipamentos, agilizando o processo de liberação no destino final. 7.6.2.1 Sistemas de informação gerencial Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas programados para fornecer informações detalhadas de âmbito gerencial de forma a suportar as decisões operacionais e administrativas, no intuito do atendimento das metas e dos objetivos da organização. Essa percepção detalhada permite que os administradores da empresa controlem, organizem e planejem as atividades operacionais em mais detalhe e de modo mais eficiente. (STAIR & REYNOLDS, 2006) Os sistemas de informação gerencial podem ser utilizados pelos gerentes táticos e operacionais, pois fornecem informações mais estruturadas em relação ao processo operacional diário. Imaginemos um gerente da área de TI que precisa obter informações com relação à utilização de memória e do CPU dos servidores da rede, de modo a poder tomar uma decisão técnica/operacional ou administrativa que evite que os servidores atinjam os limites operacionais e assim possam entrar em colapso. Os sistemas de informação coletarão os dados necessários e os disponibilizarão, na forma de informação, para o gerente. Normalmente as informações são disponibilizadas na forma de relatórios gerenciais que pode assumir vários formatos: • Relatórios periódicos; • Relatórios de indicadores; • Relatórios de exceção; • Relatórios sob demanda; • Relatórios detalhados. 141 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os relatórios periódicos são programados para serem gerados de forma diária, semanal, mensal ou em qualquer outro período pré-definido pelos gestores que os utilizarão. Sua formatação normalmente é pré-definida de forma a atender as necessidades de análise de um processo ou operação. Por exemplo, nosso gerente de TI, do exemplo anterior: ele pode criar um relatório diário que mostre, de hora em hora, a utilização de CPU e o consumo de memória dos servidores de modo a poder identificar eventual horário de pico de utilização e o software aplicativo que demanda tal recurso. Já um gerente de estoque pode pré-definir um relatório semanal que apresente a quantidade de peças em estoque e as peças que mais foram movimentadas, tudo isso para avaliar a necessidade de compra e reposição de estoque. Os relatórios de indicadores, normalmente implementados de forma diária, apresentam um resumo das atividades operacionais do dia anterior de um departamento ou organização para informação, controle e tomada de decisão sobre uma questão ou problema potencial. Por exemplo, um relatório de indicadores da quantidade de máquinas produzidas numa linha de produção mostra que houve uma queda considerável com relação aos dias anteriores. Esta informação fará com que o gerente tome a ação de identificar e resolver o problema rapidamente. Os relatórios de exceção são gerados quando eventos incomuns ou excepcionais ocorrem. Podem ser gerados periodicamente, porém trarão somente as situações de exceção do processo. Por exemplo, um relatório pode ser gerado toda vez que a utilização de CPU dos servidores ou do consumo de memória ultrapassar 70%. Este relatório permitirá que o gerente de TI tome uma ação corretiva rápida para a solução do problema. Os relatórios de exceção evitam que relatórios desnecessários sejam gerados diariamente e que não demandem ação do gerente de TI. Uma outra preocupação é com relação à “calibração” dos relatórios de exceção. Os limites que disparam a geração do relatório devem ser muito bem estudados, de forma a evitar excesso de relatórios gerados desnecessariamente – quando os limites definidos forem muito baixos –, ou a perda de um evento importante – quando os limites definidos forem muito altos. Os relatórios sob demanda permitem ao tomador de decisão extrair relatórios do sistema quando e na forma que precisar. As informações normalmente estão disponíveis em uma base de dados que pode ser consultada e exportada para que sejam gerados relatórios personalizados de acordo com a necessidade do tomador de decisão. Já os relatórios detalhados trazem informações num maior nível de detalhe para análise do tomador de decisão. Por exemplo, um relatório periódico relativo à capacidade produtiva de uma determinada linha de produção apresenta, no primeiro nível, a quantidade total de peças produzidas, no segundo nível a quantidade produzida de peças do tipo A, B e C, e no terceiro nível o custo médio de produção de cada tipo de peça. Os sistemas de informações gerenciais normalmente se ajustam à forma da organização. Uma empresa composta por diversos departamentos, tais como financeiro, vendas, contabilidade, serviços, 142 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 marketing,1.1.3 Unidade Central de Processamento (UCP) A UCP (Unidade Central de Processamento) é o coração de um computador. É por ela que são processados todos os dados oriundos dos dispositivos de entrada e exteriorizados como informação pelos dispositivos de saída. Esta unidade é responsável pelo ciclo de processamento, ou seja: • busca de instrução na memória principal; 12 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • executa a instrução; • reinicia o ciclo. A UCP é sub-dividida em três grandes partes: • ULA: Unidade Lógica-Aritmética; • UC: Unidade de Controle; • Memória. A ULA (Unidade Lógica-Aritmética), apresentada na figura 2, é responsável por todos os cálculos e processamentos lógicos solicitados à UCP. Executa funções do tipo soma, subtração e divisão, determina se um número é maior que o outro e se este número é positivo, negativo ou nulo. A ULA pode ser tão complexa quanto as necessidades computacionais exigidas e trabalha com dados recebidos e armazenados em registradores de entrada que são processados e transferidos para processadores de saída. A F F D B R Figura 2 – ULA – Unidade Lógica Aritmética1 Onde: “A” e “B” - Operandos; “R” - Saída; “F” - Entrada da unidade de controle; “D” - Saída de status. A UC (Unidade de Controle) tem por função o controle geral da UCP. Todo o processamento é coordenado pela UC que acessa de forma sequencial as instruções de programas, decodifica essas instruções e coordena o fluxo de dados que entram e saem da ULA, dos registradores e das memórias principal e secundária dos diversos dispositivos de saída. A memória é um dispositivo capaz de armazenar os dados de entrada (antes do processamento), os dados ainda em processamento e as informações já processadas. 1 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 13 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Entretanto, antes de nos aprofundarmos no conceito de memória, tipos, funcionamento e capacidade de memórias, é importante discorrermos sobre conceitos de bits e bytes. Trata-se de um conceito de grande importância e de conhecimento fundamental dos profissionais da área. Lembrete O hardware do computador é formado por quatro partes básicas: dispositivos de entrada, Unidade Central de Processamento, memória auxiliar e dispositivos de saída. Leia o artigo a seguir, como complementação ao assunto abordado. Empresas brasileiras trocaram o papel pelo computador O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) anunciou os resultados da 6ª Pesquisa Sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil – TIC Empresas 2010. Conduzido pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), o levantamento analisou cinco mil empresas com 10 ou mais funcionários em todo o território nacional. A pesquisa traz informações sobre a penetração e uso da Internet nas empresas brasileiras, incluindo dados gerais sobre os sistemas TIC, governo eletrônico, segurança na rede, comércio eletrônico e habilidades no uso das TICs. Em 2010, os resultados da TIC Empresas apresentam um cenário de estabilidade em comparação ao que vinha sendo observado nos anos anteriores. A presença de computadores nas empresas investigadas permanece no patamar de 97%. Nas pequenas empresas (10 a 19 funcionários), o índice é de 97%, mesmo percentual registrado em 2009, enquanto as empresas com 50 funcionários ou mais registram índice de 100%. Considerando os segmentos de atividade econômica, o uso do computador cai para 89% entre as empresas do segmento “alojamento e alimentação”, menor índice entre os setores pesquisados. O segmento “transporte, armazenagem e correio” apresenta o índice de 100%. O acesso à Internet está presente em 95% do universo pesquisado. Dentre as empresas com mais de 250 funcionários, 100% acessam a Internet. “A pesquisa de 2010 revela que esses indicadores estão atingindo estabilidade, o que indica um ponto máximo de expansão do uso do computador nas empresas com mais de 10 funcionários”, diz Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br. A universalização do computador e da Internet nas empresas brasileiras e o avanço da conectividade não refletem maior nível de apropriação da tecnologia. ”Isso se comprova pela estabilidade no conjunto 14 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 de indicadores que denotariam maior integração da cadeia produtiva, como os de transações realizadas no ambiente virtual. Agora que as empresas já substituíram o papel pelo computador, chegou a hora de aproveitar todo o potencial das TICs. Isso vai incrementar ainda mais as relações entre empresas, clientes e governo apoiados na Internet”, completa Barbosa. Conectividade A proporção de empresas com infraestrutura de rede LAN com fio permanece estável, no patamar de 81%, em 2010, enquanto a LAN sem fio experimenta uma expansão significativa desde 2005, primeiro ano em que foi realizada a TIC Empresas. As empresas com rede LAN sem fio representam hoje 50% do total pesquisado (eram 14% em 2005, passou para 28% em 2007 e subiu para 41% em 2009), proporção que aumenta consideravelmente (86%) quando são consideradas apenas as empresas com mais de 250 funcionários. “Verificamos que não ocorre substituição em relação à rede com fio, o que indica o uso concomitante e complementar dessas tecnologias”, ressalta Barbosa. Em 2010, a TIC Empresas passou a pesquisar a proporção de empresas que têm conexão por link dedicado: 25% das entrevistadas possuem esse serviço, percentual que chega a 76% nas empresas de grande porte. Presença na web De acordo com a pesquisa, 56% das empresas entrevistadas possuem site na Internet, seis pontos percentuais acima do verificado em 2009. Considerando aquelas que estão presentes na Internet por meio de um sítio ou página de terceiros, 63% das empresas brasileiras com mais de 10 funcionários estão presentes na Internet (em 2009, eram 57%). As regiões Sudeste (59%) e Sul (56%) destacam-se como as que apresentam maior proporção de empresas com sítio, à frente das regiões Nordeste (50%), Centro-Oeste (47%) e Norte (44%). Entre as empresas de grande porte (acima de 250 funcionários), a proporção de organizações com sítio sobe para 90%. Os segmentos com maior presença de sítios são “Informação e comunicação, artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços” (72%) e “atividades imobiliárias, atividades profissionais, científicas e técnicas, atividades administrativas e serviços complementares” (68%), enquanto no comércio a proporção é a mais baixa (43%). Segurança A TIC Empresas 2010 apresenta um crescimento expressivo na proporção de empresas que utilizam certificados digitais, passando de 38% em 2009 para 53% em 2010. Outras tecnologias também apresentam crescimento, considerando-se a série histórica da pesquisa: o uso de senhas e PINs passa de 57% em 2007 para 79%, e o uso de tokens e smartcards passa de 19% para 25%. 15 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Confirmando-se a tendência já verificada nas pesquisas anteriores, quanto maior o porte, maior a proporção de empresas que utilizam alguma tecnologia de autenticação (apenas 1% não utiliza nenhuma das pesquisadas): 96% utilizam senhas, 73% certificados digitais e 34% tokens ou smartcards. Fonte: .jurídico, departamento de pessoal e recursos humanos, terá um sistema de informação gerencial ajustado às suas necessidades e com geração de relatórios adequados a cada uma das áreas. A figura 89 apresenta um esquemático de um SIG para uma organização. Relatórios detalhados (detalháveis) Transações de negócios Transações de negócios Transações de negócios Sistema de processamento de dados BD Tr an sa çõ es vá lid as Internet Extranet BD Ex te rn os SIG de uma Empresa SIG Financeiro SIG de Produção SIG de Marketing SIG de Recursos Humanos SIG de Contabilidade Relatórios de exceções Relatórios sob demanda Relatórios de indicadores-chave Relatórios agendados Relatórios detalhados (detalháveis) Relatórios de exceções Relatórios sob demanda Relatórios de indicadores-chave Relatórios agendados Relatórios detalhados (detalháveis) Relatórios de exceções Relatórios sob demanda Relatórios de indicadores-chave Relatórios agendados Relatórios detalhados (detalháveis) Relatórios de exceções Relatórios sob demanda Relatórios de indicadores-chave Relatórios agendados Relatórios detalhados (detalháveis) Relatórios de exceções Relatórios sob demanda Relatórios de indicadores-chave Relatórios agendados Figura 88 - SIG em uma organização11 11 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 380. 143 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 7.6.2.2 Sistemas de apoio a decisão Os Sistemas de Apoio a Decisão (SAD) são sistemas que auxiliam os administradores nas tomadas de decisões eficazes em uma vasta gama de situações complexas. Para isso, utilizam-se de modelos analíticos, banco de dados especializados, um processo de modelagem computadorizado e as percepções do tomador de decisão. Estes sistemas, projetados para atender a uma demanda específica de resposta rápida controlada pelo administrador, tem como características principais lidar com grande volume de dados, flexibilidade na elaboração e apresentação de relatórios, apresentar suporte gráfico e de texto, permitir análise detalhadas e proporcionar análise e comparações complexas por meio de softwares avançados. Comenta Gordon & Gordon que, diferentemente dos sistemas de relatórios de gestão, que apresenta aos administradores, basicamente, dados atuais para serem usados na análise de problemas, os SAD oferecem previsões sobre circunstâncias futuras. Eles também dão aos administradores a capacidade de analisar, de maneira quantitativa, caminhos alternativos para uma decisão. Entre os benefícios proporcionados pelos SAD, temos: • Processo de tomada de decisão mais eficiente; • Análise de maior número de alternativas para a tomada de decisão; • Capacidade de implementar análise ad hoc ou aleatórias; • Respostas rápidas a situações previstas; • Comunicação aprimorada; • Eficácia no trabalho em equipe. Lembrete SAD ad hoc: SAD que se preocupa com situações ou decisões que se configuram apenas algumas vezes durante o ciclo de vida de uma organização. Componentes de um sistema de apoio a decisão O SAD é composto de quatro componentes básicos: Base de Dados, Base de Conhecimento, Base de Modelos e Interface com o Usuário. 144 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Veja a figura 89 a seguir: Interface com o usuário Banco de modelos Base de Conhecimento Banco de dados Figura 89 - Componentes de um SAD Gordon & Gordon (2004) diz que o banco de dados de um sistema de apoio à decisão é um sistema complexo e manipula uma infinidade de dados internos e externos à organização que serão utilizados na análise quantitativa das informações, para o apoio à tomada de decisão. Estes bancos de dados podem se conectar tanto à base de dados da intranet quanto à base de dados de bibliotecas externas, órgãos governamentais, internet, organismos econômicos mundiais, entre outros. Inclusive permite ao tomador de decisão estabelecer um melhor entendimento da organização e do mercado no qual ela está inserida. Os dados de um banco de dados formam um comparativo básico que os modelos matemáticos usam na extrapolação de circunstâncias passadas e condições futuras. A base de conhecimentos de um sistema de apoio a decisões tem por finalidade fornecer informações complexas de relacionamento entre as informações de uma base de dados. Por exemplo, o SAD pode sinalizar ao tomador de decisão que o lançamento de um determinado produto demandará a abertura de uma filial numa dada região do país em função da demanda reprimida pelo produto naquele local. A base de modelos permite análises quantitativas na tomada de decisão, baseadas em análises matemáticas, e inclui ferramentas analíticas que suportarão a criação de modelos administrativos, de negócios e processos. Softwares que fazem a gestão destes modelos incluem modelos estatísticos, financeiros, gráficos e de gestão de projetos. A interface com o usuário é um dos componentes de extrema importância de um SAD, pois é por meio dela que o usuário poderá lançar mão das ferramentas do sistema, decidir que tipo de modelos, dados e informações serão utilizados em sua análise e ser capaz de modelar relatórios de acordo com a sua necessidade. Portanto, deve ter uma interface mais amigável possível que permita uma excursão rápida e simples dos recursos do sistema pelo usuário. Ferramentas de um SAD A mineração de dados (Data Mining) consiste de um software capaz de manipular uma extensa quantidade de dados, na base de dados da organização, na procura de padrões, tendências, associações, 145 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO correlação oculta de dados, irregularidades, exceções e mudança nos dados que seriam impossíveis de ser realizadas manualmente. Todo este trabalho tem por finalidade a descoberta de conhecimento que leva a um apoio à tomada de decisão. Estes softwares procuram dados e informações, por exemplo, de estilo de consumo de clientes, ticket médio por produto, maior consumo de produtos por região e outros padrões de comportamento do cliente que podem servir de informação para o tomador de decisão quanto à alavancagem de uma ação de marketing extensiva. Os softwares de processamento analítico online (OLAP) também manipulam uma extensa quantidade de dados na busca de padrões, tendências e situações incomuns, analisando dados multidimensionais de forma rápida e em tempo real. O’Brien (2004) afirma que os sistemas de informações geográficas (GIS) são uma categoria especial dos sistemas de apoio à decisão que integra computação gráfica e banco de dados geográficos com outros dispositivos de SAD. Um sistema de informação geográfica é um sistema de apoio à decisão que, utilizando banco de dados geográficos, desenha e exibe mapas e outros demonstrativos gráficos que apoiam decisões concernentes à distribuição geográfica de pessoas e outros recursos. 7.6.2.3 Sistema de informação executiva Os sistemas de informação executiva (SIE) foram desenvolvidos para prestar suporte à tomada de decisão pela alta camada de administração da organização da empresa. Mais objetivos e mais fáceis de usar, os SIE permitem que os executivos possam monitorar o desempenho operacional, ter acesso a respostas de questões específicas e obter informações sobre os fatores críticos de sucesso da organização que culminem na obtenção dos objetivos estratégicos previstos. Apesar de ser um sistema que combina as características dos sistemas de informação gerencial (SIG) e dos sistemas de apoio a decisão(SAD), seu objetivo principal é prover informações estratégicas para a alta administração. Desta forma, possuem algumas características importantes que destacamos a seguir: • Modelado à necessidade do executivo: os SIE são modelados de acordo com a necessidade de informação demandada por cada executivo, o qual tem uma forma específica de obter as informações e julgar mais pertinente para sua tomada de decisão. A customização é importante para que não haja uma grande quantidade de dados desnecessários, de modo que o executivo possa filtrar informações, criar relatórios e agrupar o que é mais pertinente para si. • Interface de uso simples: a interface deve ser simples, prática e de fácil uso. • Capazes de fornecer informações detalhadas: o sistema deve permitir que o executivo excursione pelo sistema e obtenha dados detalhados sobre a origem das informações apresentadas. 146 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 • Suporte ao uso de dados externos: os SIE devem ter capacidade de conectar o executivo a fontes de dados externas à organização, trazendo informações resumidas e vitais à tomada de decisões estratégicas. Informações externas tais como de mercado financeiro, órgãos regulatórios, governamentais, política externa, entre outros. • Voltados ao futuro: toda informação apresentada aos executivos devem estar voltadas para o futuro, uma vez que suas decisões nortearão o rumo da empresa para os próximos anos. • Conectados a processos de negócios de valor agregado: as informações a serem apresentadas devem estar conectadas a processos de negócios que agreguem valor, pois as decisões estratégicas dos executivos estão relacionadas a essa agregação. 7.6.3 Sistemas especialistas Um Sistema Especialista é um sistema de informação baseado no conhecimento que utiliza seu conhecimento sobre uma área de aplicação específica e complexa para atuar como um consultor especializado para os usuários finais. (O’BRIEN, 2004) Os sistemas especialistas trabalham com bases de conhecimento para responder a questões específicas de uma área inferindo soluções baseadas no histórico de informações especializadas acumuladas. Auxiliam no processo de tomada de decisão em situações em que existam informações duvidosas ou contraditórias. Um sistema especialista é formado por quatro componentes básicos: uma base de conhecimento, uma máquina de inferência, um módulo de explicação e uma interface com o usuário. Base de conhecimento Máquina de inerência Módulo de Explicação Interface com o usuário Figura 90 – Componentes de um sistema especialista A base de conhecimento, precedida por um especialista, consiste de fatos específicos, informações, regras, casos, princípios básicos, exemplos e relacionamentos que um especialista conhece para auxiliar na resolução de um problema de uma área ou domínio determinados. Utiliza (1) técnicas de raciocínio baseado em casos, (2) conhecimento baseado em quadros, (3) conhecimento baseado em objetos e (4) técnicas de conhecimento baseado em regras. O uso de casos permite ao sistema especialista a determinação de solução de problemas baseado em casos similares, exemplos de desempenhos, experiências anteriores e ocorrências armazenadas na base de conhecimento. 147 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Segundo O’Brien, o conhecimento baseado em quadros é representado na forma de hierarquia ou rede de quadros. Um quadro é um acúmulo de conhecimento sobre uma entidade consistindo em um pacote complexo de valores de dados que descrevem seus atributos. O conhecimento baseado em objetos baseia-se em um conjunto de dados que incluem os métodos ou processos que atuam sobre estes dados. O uso das regras consiste no conhecimento representado por declarações condicionais que se relacionam aos resultados e às ações de fato. Normalmente estas regras são representadas por SE (condição) e ENTÃO (ação/conclusão). Imaginem o caso de um comprador que solicita concessão de crédito a uma financiadora. A financiadora avaliará o perfil do usuário para aprovar ou não o crédito. Para tal, poderá se utilizar de sistemas especialistas que, por meio de regras condicionais, poderão avaliar um fluxo de dados e informações para então escolher a melhor decisão. Por exemplo: SE não existir registro de problemas com créditos concedidos anteriormente, SE não existir fato de inadimplência, SE o comprador tem residência fixa na cidade ou região, SE o comprador não está registrado em nenhum órgão de proteção ao crédito, ENTÃO pode-se conceder o crédito solicitado. Comenta Stair & Reynolds (2006) que a máquina de inferência tem como objetivo geral buscar informações e relacionamentos na base de conhecimento e oferecer respostas, previsões e sugestões da maneira como faria um especialista humano. Em outras palavras, a máquina de inferência é o componente que fornece o aconselhamento do especialista. O módulo de explicação apresentará ao usuário qual o raciocínio ou lógica utilizada na conclusão ou resultado. Permite ao usuário avaliar como o sistema especialista aplicou as regras, usou os fatos, fez as inferências e chegou à conclusão de fato, de forma que ele possa avaliar se o sistema está processando os dados correta e logicamente. A interface com o usuário é desenvolvida de modo que o próprio tomador de decisão possa modificar regras, criar novos cenários e condições para que o sistema opere na parametrização programada. Tem a finalidade de proporcionar uma interface simples e de fácil manuseio de tal modo que o usuário possa obter as informações necessárias de forma rápida e precisa. Observação Um sistema especialista pode: 1. Apresentar comportamento inteligente; 2. Extrair conclusões de relacionamentos complexos; 3. Explicar seu raciocínio ou decisões sugeridas; 4. Lidar com incertezas. 148 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 7.6.4 Business Intelligence (BI) Os sistemas de inteligência de negócios (BI – Business Intelligence) são uma combinação de processos e ferramentas que aumentam a vantagem competitiva de um negócio, utilizando os dados de forma inteligente para tomar decisões melhores e com mais rapidez. (GORDON & GORDON, 2006) A implementação de um BI passa por dois outros processos de igual importância: a prática da gestão do conhecimento (KM – Knowledge Management) e da inteligência competitiva (CI – Competitive Intelligence). Business Intelligence (BI) Knowledge Management (KM) Competitive Intelligence (CI) Figura 91 - Implementação de um BI A gestão do conhecimento Segundo Gordon & Gordon (2006), a gestão do conhecimento (KM) consiste em práticas para aquisição, criação, resgate e transferência de conhecimento e de memória institucional. Não é um prática simples de ser obtida e requer um aculturamento dos colaboradores da organização por meio de políticas de treinamento e recompensas. O grande conhecimento das organizações está na cabeça de seus colaboradores, ou seja, no conhecimento adquirido na realização das suas atividades e nas experiências já vividas. O compartilhamento das informações entre colaboradores cria uma base de dados de conhecimento que permitem que as organizações tenham registrado o know-how para a resolução de problemas. Imaginemos uma situação na qual um técnico em TI levou horas para resolver um problema de software específico da área de finanças. Se este conhecimento for registrado e documentado, eventuais reincidências do problema não exigirão um grande tempo de mão de obra técnica, umavez que o conhecimento de base e de início de raciocínio para a resolução do problema já partirá de um conhecimento adquirido pela organização. Este exemplo simples se estende a toda a organização e deve ser estimulado para que o conhecimento possa ser compartilhado e registrado por todas as áreas. As organizações adquirem e criam conhecimento a partir da compra de informações. Por exemplo, a compra de uma lista de mala direta de possíveis clientes para os produtos ou a procura e compilação das informações existentes na própria base de dados da organização. Registros de projetos, ferramentas de relacionamento com o cliente, assistência técnica e registros de linha de produção são excelentes fontes de conhecimento organizacional. O conhecimento pode estar disperso numa infinidade de documentos escritos e na cabeça das pessoas que não têm o hábito ou cultura do registro e compartilhamento do conhecimento. Uma 149 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO organização pode economizar muito dinheiro se o tempo na tomada de uma decisão ou na resolução do problema for reduzido ao mínimo, pois parte de informações de uma base de conhecimento de situações já vividas. O custo de captação de novos clientes é quase seis vezes maior que manter e fazer a venda para um cliente antigo. Um cliente satisfeito conta sua experiência para uma pessoa, enquanto o cliente insatisfeito conta para dez. Portanto, os softwares de relacionamento com o cliente (CRM – Customer Relationship Management) são uma excelente fonte de pesquisa e de aquisição de conhecimento organizacional. Por meio de ferramentas como esta, a organização pode verificar comportamentos de consumo de clientes, as principais reclamações e elogios com relação aos produtos que comercializa e a satisfação e fidelidade do cliente com os produtos da organização. A memória institucional é o conhecimento coletivo compartilhado. Pode ser de grande risco para a organização quando o conhecimento tático ou operacional estiver focado em pessoas e não em registros. Pessoas vêm e vão, mudam de emprego e levam consigo a memória da organização. Não é incomum você encontrar empresas nas quais todos os processos, projetos e procedimentos operacionais da área de TI, por exemplo, sejam apenas do conhecimento de um engenheiro ou gerente da área. Nesses casos, a vulnerabilidade organizacional pelo não registro da memória institucional torna-se imensurável. Muitos acreditam que a transferência do conhecimento se dá por meio da convivência e do “ver como se faz”. Para um determinado tipo de atividade isto pode até ser verdade, porém, quando se necessita de transferência de conhecimento específico para uma atividade especialista ou complexa, o processo de acesso e transferência de conhecimento deve ser estruturado e didático de modo que sua eficiência seja a máxima possível. Via de regra, as empresas utilizam a intranet como um meio de transferência de conhecimento, em que todos os colaboradores são incentivados a acessar as informações postadas e dar sua contribuição para a criação de um conhecimento organizacional coletivo. A inteligência competitiva A inteligência competitiva (CI) se refere à coleta, na gestão e no uso da informação, como vantagem competitiva para a organização. Define as estratégias de vários departamentos da empresa em prol da manutenção e da criação de novas vantagens competitivas em relação ao mercado e aos concorrentes. As movimentações de mercado de um concorrente, por exemplo, podem servir de base para que o departamento de marketing crie uma campanha publicitária para o relançamento de um produto. Imagine um cenário em que o cliente de muitos anos de uma organização resolve verificar outras ofertas de mercado para os serviços que recebe. As informações sobre o cliente atual da organização dão a ela uma enorme vantagem competitiva na disputa com o mercado e com a concorrência, pois a organização conhece os processos do cliente, seus anseios, suas características e sua forma de operar. Portanto, a tabulação e o uso correto destas informações é a inteligência competitiva da organização. 150 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 De acordo com Gordon & Gordon (2006), são fontes da Inteligência competitiva: • Websites dos concorrentes; • Documentos legais; • Jornais, revistas e artigos de credibilidade; • Arquivos de patentes e marcas registradas; • Organizações de comércio; • Empresas de benchmarketing. 7.7 Inteligência artificial O ser humano busca criar sistemas que executem funções semelhantes às suas, como aprender, pensar, raciocinar e tomar decisões para aplicá-los nas organizações, de modo a poder modelar e planejar estrategicamente seus negócios e assim obter vantagem competitiva sobre os concorrentes. A constante sistematização de processos operacionais, de apoio operacional e de suporte à tomada já é um caminho para a criação de sistemas inteligentes e independentes capazes de processar um grande volume de dados e informações, pensar e raciocinar por si próprios e tomar as melhores decisões para a organização. Estes sistemas de inteligência artificial estão divididos em três domínios de pesquisa, a saber: Aplicações da Ciência Cognitiva, Aplicações de Robótica e Aplicações de Interfaces Naturais. Inteligência Artificial Aplicações de Robótica Aplicações da Ciência Cognitiva Aplicações de Interfaces Naturais Figura 92 - Principais áreas de aplicação da inteligência artificial12 Comenta O’Brien (2004) que as aplicações da inteligência artificial na ciência cognitiva compreendem o desenvolvimento de sistemas especialistas e de outros sistemas baseados no conhecimento, os quais adicionam uma base de conhecimento e certa faculdade de raciocínio aos sistemas de informação. Isto também envolve a aprendizagem adaptativa que modifica seus comportamentos com base em informações que recebem à medida que operam. As aplicações de robótica têm por finalidade criar robôs com a capacidade de visão, táteis, habilidades motoras e de locomoção para operar sistemas e executar tarefas de forma autônoma, chegando ao ponto de substituir o ser humano em atividades de risco ou insalubres. 12 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 300. 151 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO As aplicações de interfaces naturais desenvolvem tecnologia para que o ser humano possa comandar os sistemas computacionais por meio da fala utilizando sua linguagem natural. O computador passa a compreender os comandos e estabelecer uma conversação com o ser humano. Atualmente a inteligência artificial vem sendo utilizada no campo comercial de apoio à decisão, na recuperação de informações, na realidade virtual e na robótica. Saiba mais Para mais informações sobre Inteligência Artificial leia: • Capítulo 9.2 do livro: O’Brien, J. A. (2004). Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da internet, 2ª ed. São Paulo: Saraiva. • Capítulo 11 do livro: Stair, Ralph M.; Reynolds, George W., (2006). Princípios de Sistemas de Informação: uma abordagem gerencial, São Paulo: Pioneira Thompson Learning. 8 CONCEITOS DE CICLO DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS E SISTEMAS ERP O desenvolvimento de sistemas é uma tarefa complexa e de longo prazo. Normalmente envolve uma equipe de trabalho composta por vários representantes de áreas distintas da organização que contribuirão com o conhecimento em suas áreas levantando necessidades, especificando processos e procedimentos, acompanhandoo desenvolvimento do sistema e participando ativamente dos testes de verificação e homologação. Esta tarefa demandará, além dos representantes das diversas áreas da organização, uma infinidade de profissionais especialistas que trabalharão no projeto em si de desenvolvimento dos sistemas. Envolvem-se nesta atividade o CIO da organização, gerentes de projetos, programadores, analistas de base de dados, analistas de sistemas e outros profissionais de TI. O desenvolvimento de sistemas demandará do gerente de projetos uma capacidade de liderança, metodologia e uma organização de trabalho para que todas das fases sejam cumpridas com êxito em vista do sucesso do projeto. 152 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 8.1 Principais fases O ciclo de desenvolvimento de sistemas é constituído de seis estágios, apresentados a seguir: Levantamento das necessidades Desenvolvimento Manutenção Análise de alternativas Implementação Projeto Figura 93 - Ciclo de desenvolvimento de sistemas O levantamento das necessidades ou análise de requisitos no desenvolvimento de um sistema consiste da fase inicial na qual os dados são coletados, as informações são ordenadas e as necessidades dos diversos usuários são listadas para posterior análise e inclusão no projeto. Por exemplo, o gerente contábil da organização tem a necessidade de fazer lançamentos contábeis para apurar posteriormente os gastos operacionais com viagens internacionais dos vendedores. Da mesma forma, o departamento de marketing tem a necessidade de criar um portfólio de produtos para acompanhar as vendas e penetrabilidade no mercado. Esta fase é crucial, pois quanto mais preciso for o levantamento das necessidades, maior é a chance de sucesso do projeto e menor o custo do seu desenvolvimento e correções futuras. A análise de alternativas consiste na avaliação das diversas possibilidades de projetos existentes e na avaliação de suas vantagens e desvantagens. É nesta fase que os desenvolvedores escolherão um projeto preliminar para estudo em detalhes. Observe que nem todas as necessidades elencadas poderão fazer parte do sistema. Certamente todas as necessidades são importantes, entretanto aspectos como tempo de desenvolvimento, custos e os objetivos do sistema (para que ele está sendo desenvolvido) devem ser levados em conta na hora da análise das alternativas existentes. Gordon & Gordon (2006) comenta que o projeto refere-se à criação de especificações detalhadas para o sistema proposto. Estas especificações definem como o sistema deverá operar para atingir os resultados desejados. Esta é uma das fases críticas no desenvolvimento de um sistema. As especificações darão a identidade do sistema, sua cara, seu jeito de operar e como a organização se relacionará com ele. Lembrando que o sistema ditará a forma com a qual a organização trabalhará, portanto, um sistema mau especificado poderá trazer um enorme prejuízo operacional para a organização. 153 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Portanto é de extrema importância que se aloque ou utilize o tempo que for necessário para que esta fase do processo seja muito bem realizada. O desenvolvimento é a criação do projeto propriamente dito. Consiste da fase de aquisição dos equipamentos que comporão o sistema computacional que darão suporte ao sistema de informação e ao desenvolvimento do software do sistema. Nesta fase também são realizados os testes de funcionamento para garantir que o sistema execute todas as funções especificadas e atenda às necessidades dos usuários. Esta fase demandará a atuação direta dos representantes de cada área da organização para testarem o sistema, encontrarem defeitos, proporem eventuais alterações e homologá-lo para que seja posto em produção. A implementação consiste na fase de colocar o sistema desenvolvido em produção, seja pela troca de um sistema legado por um sistema novo, seja pela implantação pura de um sistema novo. É nesta fase que os testes-piloto são realizados para garantir que estão livres de defeitos e perfeitamente funcionais. Consiste também da fase de treinamento dos usuários no novo sistema. Habitualmente, quando se substitui um sistema legado por um sistema novo, adota-se uma fase de transição e adaptação em que os dois sistemas trabalham em paralelo, ou seja, o usuário trabalha com o sistema legado e com o sistema novo de forma a se criar a cultura e o jeito de funcionamento do novo sistema. O treinamento, por mais intenso e abrangente que seja, não cobrirá todos os detalhes e funcionalidades do dia a dia. Portanto, os testes em produção são fundamentais para o aculturamento dos usuários e para a maturação do sistema. A manutenção consiste no suporte operacional e na correção de eventuais defeitos não detectados na fase de testes, bem como na modificação do sistema para inclusão de necessidades não previstas na fase de levantamento das necessidades. Somente com a utilização efetiva do sistema é que os usuários passarão a ter dúvidas sobre as novas funções, verificarão funcionalidades que eventualmente não operem de forma adequada e outras que poderiam ter sido implementadas. Observação Principais fases no ciclo de desenvolvimento de sistemas: levantamento das necessidades, análise de alternativas, projeto, desenvolvimento, implementação e manutenção. 8.2 Técnicas Existem quatro técnicas normalmente aceitas de ciclos de desenvolvimento dos sistemas: • modelo em cascata; • prototipagem; 154 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 • abordagem em espiral; • desenvolvimento rápido. 8.2.1 O modelo em cascata O modelo em cascata consiste na execução sequencial de etapas sem a possibilidade de retorno ou revisão. Cada etapa é conduzida de forma sequencial e muito bem documentada, ou seja, uma vez que todo o levantamento das necessidades for concluído, esta etapa é encerrada e documentada. Em seguida, os patrocinadores do projeto aprovam as saídas desta etapa, que serão a entrada da nova etapa. Esta técnica permite que o gerente de projetos defina prazos de início de fim de cada etapa, podendo acompanhar com precisão o desenvolvimento do projeto. Entretanto, trata-se de um modelo extremamente inflexível, pois não permite alterações em etapas já realizadas. Desta forma, cada etapa deve ser estudada em seus detalhes para que se evitem eventuais mudanças que incorrerão em grandes custos e atrasos. Outra desvantagem do modelo em cascata é que o produto final é entregue somente nas fases finais do desenvolvimento. Não são analisadas soluções parciais do sistema até a fase de testes. Entretanto, uma vantagem do modelo em cascata é que, uma vez bem definido e iniciado, o objetivo do projeto não se altera. A figura 94 apresenta o modelo em cascata de desenvolvimento de sistemas: Levantamento das necessidades Análise das Alternativas Projeto Desenvolvimento Implementação Manutenção Figura 94 - O modelo em cascata de desenvolvimento de sistemas 8.2.2 A prototipagem A prototipagem tem por finalidade apresentar ao usuário final, ou ao patrocinador do projeto, versões preliminares ou protótipos do sistema para que possam fazer comentários, avaliações e modificações durante o desenvolvimento do sistema. Normalmente é utilizado quando os requisitos do usuário final são complexos e difíceis de definir. Segundo Stair & Reynolds (2006), a prototipagem pode ser definida por fases de iteração. Em cada iteração, requisitos e soluções alternativas ao problema são identificados e analisados,novas soluções são criadas e partes do sistema são implementadas. Cada fase de iteração consiste em uma reunião 155 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO entre os usuários e patrocinadores do projeto para avaliações e correções necessárias. A quantidade de iterações dependerá da complexidade do projeto e de quão precisos forem os requisitos. Assim, à medida que as iterações ocorrem, o sistema vai sendo refinado e as reuniões de avaliação vão se espaçando, uma vez que o sistema passa a atender as expectativas com cada vez menos erros e correções. O protótipo apresentado pode ser uma versão preliminar do sistema como um todo ou sub-sistemas deste. A figura 95 a seguir apresenta o processo de prototipagem e suas iterações. Levantamento das necessidades Análise das Alternativas Projeto Desenvolvimento Implementação Manutenção Iterações Figura 95 - O processo de prototipagem e suas iterações A prototipagem pode ser classificada do tipo (1) operacional e (2) não operacional. A prototipagem operacional refere-se a um protótipo que realmente funciona, ou seja, acessa base dados reais, arquivos, planilhas de cálculos e interage com o sistema que está em produção. Já os protótipos não operacionais simulam os sistemas reais com dados e arquivos fictícios, ou seja, criados apenas para o teste do protótipo do sistema em si. Não interage com o sistema em produção e, portanto, não proporciona risco para a operação. O protótipo não operacional pode ser facilmente descartado caso suas características não atendam à demanda dos usuários finais e patrocinadores. Stair & Reynolds (2006) elencam as vantagens e desvantagens da prototipagem, presentes no quadro que segue: Quadro 15 - Vantagens e desvantagens da prototipagem VANTAGENS DESVANTAGEM Os usuários podem experimentar o sistema e fornecer opiniões construtivas durante o desenvolvimento. Cada iteração é construída com base na anterior, portanto, a solução final poderá não ser muito melhor que a solução inicial. Um protótipo operacional pode ser produzido rapidamente. Muitas iterações podem ser improdutivas e dar a sensação de que o projeto não tem fim. Conforme a solução surge, os usuários se tornam mais confiantes no processo e nos resultados. A documentação em muitos casos não é feita ou é incompleta, uma vez que o objetivo é o protótipo. A prototipagem permite que erros e omissões sejam detectados antecipadamente. Tende a elevar as expectativas do usuário além do orçamento previsto. 156 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 8.2.3 A Abordagem em espiral A abordagem em espiral tem como foco a entrega do sistema em versões. Cada versão passa por todo o ciclo de desenvolvimento de sistemas e é refinado a cada passagem. A fase de manutenção é a única que será demandada somente na versão final do sistema. Este tipo de abordagem permite que a cada versão os requisitos sejam refinados de forma a atender à maioria das necessidades do usuário. A abordagem em espiral baseia-se na regra 80/20, na qual 80% das necessidades dos usuários podem ser atendidas somente com a implementação de 20% das funções. Portanto, a abordagem em espiral proporciona a obtenção rápida das primeiras versões do sistema. Obviamente a abordagem em espiral requer alguns cuidados. Como o sistema vai sendo apresentado em versões, o custo final do projeto pode aumentar a cada vez que a espiral completar um ciclo, pois as diferenças estruturais entre uma versão e outra pode ser grande a ponto de o sistema precisar ser reescrito. A figura 96 a seguir apresenta o modelo em espiral de desenvolvimento de sistemas. Versão 1 Versão 2 Versão 3 Projeto Análise das alternativas Desenvolvimento Levantamento das necessidades Implementação Figura 96 - O modelo em espiral de desenvolvimento de sistemas13 8.2.4 O desenvolvimento rápido O desenvolvimento rápido de um sistema consiste no uso de ferramentas, técnicas e metodologias que visam o ágil desenvolvimento do sistema por meio de reuniões periódicas entre os programadores e os usuários finais. O desenvolvimento rápido dos sistemas é possível a partir do uso de ferramentas RAD (Rapid Application Development), como a Powersoft da Sybase. 13 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 291. 157 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Outra forma de desenvolvimento rápido é o programa XP (Extreme Programming), no qual vários programadores trabalham ao mesmo tempo no desenvolvimento dos sistemas, muito próximo do usuário final. Esta abordagem de desenvolvimento de sistemas normalmente coloca sistemas em produção muito antes de qualquer outra abordagem, entretanto demandará muito mais tempo dos usuários finais e dos patrocinadores. Lembrete Técnicas no desenvolvimento de sistemas: o modelo em cascata, a prototipagem, a abordagem em espiral e o desenvolvimento rápido. 8.3 Papéis e responsabilidades O desenvolvimento de sistemas demanda uma série de profissionais que juntos trabalharão como foco no sucesso do projeto. Cada profissional ou agente desempenha uma função específica no processo, que normalmente é coordenado por um gerente de projetos. A equipe é formada pelo CIO, pelo Gerente de Projeto, por programadores, DBAs, usuários, entre outros. Não via de regra, geralmente o CIO é o patrocinador do projeto e também aquele que dará o norte à equipe do sistema a ser desenvolvido, assim como traçará os pré-requisitos iniciais e nomeará um gerente de projetos. O gerente de projetos coordenará as diversas atividades e processos, delegando funções, montando cronogramas, cobrando resultados, avaliando o desenvolvimento e a interação da equipe e gerando os relatórios de andamento do desenvolvimento para os patrocinadores. Também é de responsabilidade do gerente de projetos gerir o orçamento e garantir que os custos e recursos a serem empregados no projeto estejam dentro do especificado, além de ser responsável pela integração entre as diversas áreas que serão usuárias do sistema em desenvolvimento e ter como foco assegurar que o projeto satisfaça os requisitos do usuário dentro de um prazo e um orçamento especificado. O profissional de análise de banco de dados tem como responsabilidade garantir a integridade e a administração do banco de dados do projeto. Ele é responsável por montar a estrutura do banco de dados e definir seus relacionamentos. É ele quem executa as cópias de segurança e restaura bancos de dados anteriores em caso de falha no sistema. O programador é a parte mais técnica no desenvolvimento de sistemas. Com o uso de seu conhecimento e experiência, desenvolve as linhas de código que darão a cara do sistema propriamente dito. Tem por responsabilidade desenvolver códigos e software completos, lançando mão das melhores práticas de programação e dos mais avançados recursos tecnológicos de forma a produzir um software o mais simples possível, funcional, eficiente e de baixa manutenção. 158 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Trabalhará diretamente com outros programadores, cada qual incumbido do desenvolvimento de sub-sistemas de um sistema complexo maior, podendo participar dos processos de testes e homologação. O usuário é peça-chave no desenvolvimento de sistemas. Além de participar do levantamento das necessidades e dos requisitos, também pode ser responsável pelostestes e pela homologação das funcionalidades. Também será responsável pelo feedback à equipe de desenvolvimento de eventuais erros ou necessidades de correções pós-implantação do sistema, ou seja, quando o sistema estiver em produção e sendo utilizado no dia a dia pelos usuários finais. 8.4 Sistemas ERP Os sistemas ERP são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional (sistemas de finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras etc.) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio a decisão etc.).54 O ERP (Enterprise Resource Planning – Planejamento de Recursos Empresariais) é um sistema normalmente composto de vários módulos de software para atender às mais diversas demandas de processamento e de integração de dados e informação em uma organização. Via de regra, os ERPs são formados por cinco grandes módulos. Observe a figura 98 a seguir: Recusrsos humanos Cliente/ Colaborador Vendas, Distribução, Controle de Pedidos Planejamento da produção Logística Integrada Contabilidade e Finanças Figura 97 - Principais componentes de um ERP Entretanto, a composição de um ERP varia de uma organização para outra, mesmo sendo organizações do mesmo ramo de atividade, pois podem demandar funcionalidades e apresentar processos operacionais, administrativos e produtivos diferentes de outras organizações. Sua modularidade permite, por exemplo, que uma organização inicie com módulos básicos de vendas, contabilidade e finanças e, à medida que o sistema ganha maturidade e são adotados pela organização, novos módulos podem ser adicionados sem prejuízo para os módulos em produção. 159 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Imagine uma empresa que, apesar de ter muito bem afinados os processos de vendas, contabilidade e finanças, peca nos processos produtivos e de logística de distribuição. Um cliente coloca um grande pedido de fornecimento, mas a produção não é avisada a tempo para se planejar e atender à demanda dentro do prazo solicitado. Da mesma forma, toda operação logística não terá estrutura necessária para escoar a produção em tão pouco tempo. Esse é um típico caso de falha na integração de processos da organização que pode ser resolvido com a implantação e a customização de módulos de software ERP para o planejamento de produção e para o processo de logística. Com estes departamentos integrados, assim que o pedido chegar à produção, automaticamente eles receberão a informação e poderão se planejar para produzir a demanda solicitada dentro do prazo estabelecido. Assim, o departamento logístico também se planejará para distribuir o pedido da forma mais eficiente e no menor tempo possível. Independentemente da sua composição, os ERPs são projetados para possibilitar aos gestores a tomada de decisões e realização de análises eficientes sobre questões importantes da organização sob o ponto de vista da satisfação dos clientes, do desempenho, da rentabilidade operacional, da qualidade e da disponibilidade. Observação Vários são os fornecedores de sistemas ERPs atualmente no mercado: • Oracle, com o Oracle Manufacturing; • SAP, com o SAP B1 (para médias empresas) e o SAP R/3 (para grandes empresas); • JD Edwards, com o World Software e o One World; • Baan, com o Triton. Os fornecedores de ERP disponibilizam módulos padrões que normalmente são customizados para cada tipo de organização e para cada processo operacional. Dependendo da complexidade do ERP, da quantidade de módulos de software e do número de processos da organização, a implantação de um ERP pode ser um processo caro e demorado. Implantações podem demorar mais de um ano, considerando desde o processo de levantamento dos requisitos até os testes de homologação e produção. Hoje em dia as organizações valorizam a implantação dos sistemas ERPs por dois motivos: • O ERP cria uma estrutura de integração e aperfeiçoamento dos processos internos e externos; • O ERP permite a obtenção rápida de informações para uma tomada de decisão ágil e eficaz pelos gestores da organização. Existem inúmeras vantagens na implantação de um ERP numa empresa, entre elas a eliminação do uso de interfaces manuais, otimização do processo de tomada de decisão, redução do tempo dos 160 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 processos gerenciais, redução de custo e a implementação das melhores práticas gerenciais. Isso sem falar na eliminação de sistemas legados antigos sem possibilidade de manutenção ou atualização e que custam caro para a organização. Elencam-se como vantagens de implementação de um sistema ERP: 1. Otimização do fluxo da informação e sua qualidade dentro da organização (eficiência na tomada de decisão); 2. Eliminação de redundância de atividades; 3. Redução dos limites de tempo de resposta ao mercado e atendimento ao cliente; 4. Aperfeiçoamento dos processos de trabalho: a competição exige que as companhias estruturem seus processos de negócios de modo que estes sejam tão eficazes e orientados ao cliente quanto for possível (STAIR & REYNOLDS, 2006). 5. Padronização e atualização da infraestrutura de TI: com a implantação de um ERP a organização verá a necessidade de atualização de sua planta de TI de forma a compatibilizar as necessidades e as demandas do novo sistema à infraestrutura existente. A padronização reduz os custos de manutenção e treinamento dos usuários. Elencam-se como desvantagens de implementação de um sistema ERP: 1. A utilização do ERP por si só não torna uma empresa verdadeiramente integrada: vários outros processos de aculturamento dos colaboradores são necessários para que a organização se integre de fato. 2. Altos custos que muitas vezes não comprovam a relação custo/benefício: a implementação de um sistema ERP, como já dito, é cara, difícil e demorada. Muitas vezes a integração com sistemas legados não é possível e novas aplicações não são possíveis de ser implementadas. 3. Dificuldades na implementação de mudança: se os requisitos não forem corretamente elencados e estudados em detalhes, a dificuldade e o custo de alterações no sistema quando em produção é muito alta. 4. Dependência de um fornecedor único: o cliente fica “refém” do fornecedor uma vez que não tem opções no mercado para suporte, manutenção e atualização. A organização tem que escolher um fornecedor sólido, com conhecimento técnico profundo na plataforma, e que tenha estrutura para garantir suporte e manutenção a longo prazo. 5. A adoção de melhores práticas aumenta o grau de imitação e padronização entre as empresas de um segmento. 161 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 6. Torna os departamentos dependentes uns dos outros: se o departamento fiscal não lança as notas, o departamento de contabilidade não pode lançar os valores em seus respectivos centros de custos. 7. Aumento da carga de trabalho dos servidores da empresa e extrema dependência destes equipamentos. Leia o artigo a seguir como complementação do assunto abordado. Corrida tecnológica: crescem investimentos em implantação de projetos de TI Saúde, educação, indústria, comércio, serviços e muitos outros setores demonstram estar com as turbinas ligadas, prontos para a corrida tecnológica. Animadas pelo crescimento de 7,5% na economia em 2010 e pelas previsões de5% de crescimento médio nos próximos quatro anos, empresas de pequeno e médio porte passam a investir mais na implantação de projetos de TI. De acordo com André Carvalho, diretor da Unione Consulting, investimentos em soluções CRM, ERP e BI/EPM, que têm o objetivo de estreitar e agilizar as relações com clientes, aperfeiçoar a gestão de processos e capacitar a empresa a atuar no mercado de forma mais competitiva e estratégica, tiveram destaque no primeiro trimestre do ano e devem seguir aumentando ao longo de 2011. Para o executivo, há dois movimentos bastante distintos ocorrendo. “O primeiro é o das empresas que retomaram investimentos na área de TI depois que se restabeleceram dos efeitos da crise econômica mundial, com o intuito de melhorar e organizar as suas estruturas tecnológicas. Como para essas empresas também é imperativo aumentar o foco no core business e eliminar preocupações com contratação e gestão de pessoal especializado, investir em TI parece ser o caminho natural e obrigatório para se manterem competitivas e lucrativas”. O segundo movimento relevante envolve empresas que começaram a investir em TI há alguns anos e que agora estão direcionando seus investimentos para um estágio mais avançado da informatização empresarial. “Nesse caso, o foco é todo direcionado ao modelo de gestão, que significa desenvolver sistemas de simulação para analisar impactos das estratégias consideradas antes de colocá-las em operação; comunicar a estratégia de forma adequada, transformando em indicadores e métricas e, principalmente, construir um sistema integrado e mais sofisticado de informações gerenciais”, diz Carvalho. Os sistemas de EPM (Enterprise Performance Management), que apresentam um conjunto de soluções especialistas para as funções de planejamento e controle empresarial, vêm sendo muito procurados para aperfeiçoar o controle orçamentário, oferecendo simulações financeiras estratégicas suportadas por modelos estatísticos, além de balanced scorecard e controle de indicadores, apuração e controle de custos, consolidação contábil, entre outros. “Isoladamente, a implantação de soluções EPM cresceu 20% somente neste início de ano. Os projetos de implementação e de migração de versão de sistemas de CRM e ERP também estão em alta – principalmente no mercado SMB (Small Medium Business)”, diz o diretor da Unione Consulting. Fonte: . Autor: André Carvalho. 162 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Resumo Nesta unidade você viu: 1. Infraestrutura de TI: os administradores usam a tecnologia da informação – hardware, software e redes de telecomunicações – para satisfazer suas necessidades de informação. • Recursos de hardware: todos os materiais, máquinas, mídias e equipamentos físicos que estarão envolvidos no registro, no processamento e na armazenagem das informações. • Recursos de software: todos os programas, sejam eles softwares aplicativos ou de sistemas, que dão suporte e automatizam o processo de transformação dos dados em informação. • Recursos de dados: sem os dados e capacidade de processá-los, uma organização não seria capaz de completar com sucesso a maior parte das atividades de negócios. • Dados são mais que matéria-prima de um sistema de informação. Os dados são a base de origem para informações completas e precisas. • Recursos de telecomunicações e redes: os recursos de telecomunicações e redes garantem que os dados, as informações e as unidades de processamento não necessariamente fiquem num mesmo ambiente físico. • Internet: rede mundial de computadores. 2. Comércio e negócios eletrônicos: enquanto o e-commerce refere- se ao comércio de compra e venda de produtos e serviços por meios eletrônicos – geralmente a internet –, o e-business se refere a empresas que lançam mão dos recursos de tecnologia da informação e comunicação para executar uma determinada função comercial ou mercantil, não necessariamente utilizando o e-commerce. Estágios de um e-commerce: 1. Busca e identificação; 2. Seleção e negociação; 3. Aquisição; 163 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 4. Entrega de produtos e serviços; 5. Serviços de pós-venda. Tendências do e-commerce: a tendência é passar a prestar vendas de autosserviço ao cliente, no qual ele próprio configura e personaliza o produto que se quer adquirir, auxiliado por softwares especiais e por serviços de suporte online. A evolução deste modelo, a longo prazo, é o surgimento de portais B2C com uma ampla seleção de redes de varejo, consolidando a empresa no modelo e-business de alto valor empresarial. 3. Definição de sistemas: um sistema é um conjunto ou agrupamento de elementos ou componentes interdependentes que se interagem formando um todo unitário e complexo para atingir objetivos específicos. I. Definição de Sistemas de Informação: conjunto organizado de pessoas, hardwares, softwares, redes de comunicações e recursos de dados que coletam, transformam e disseminam informações em uma organização. II. Componentes de um Sistema de Informação: um sistema de informação normalmente é composto de cinco elementos que se interagem para coletar, processar e armazenar dados e informações processadas. Estes cinco elementos são constituídos de pessoas, hardware, software, banco de dados, redes de telecomunicações e procedimentos operacionais. III. Papéis fundamentais de um Sistema de Informação: são três os papéis fundamentais que um sistema de informação pode desempenhar em uma empresa ou organização: • Suporte de seus processos e operações; • Suporte na tomada de decisões de seus funcionários e gerentes; • Suporte em suas estratégias em busca de vantagem competitiva. IV. Níveis de Informação: são três os níveis: • Decisões de Nível Estratégico (topo da pirâmide): as decisões, de alto nível e normalmente tomadas pelo alto escalão da empresa, como o presidente, os diretores e seus sócios, geram ações de efeito duradouro e de difícil reversão. • Decisões de Nível Tático ou Gerencial (meio da pirâmide): as decisões se dão no escalão intermediário da empresa e geram ações de efeito mais curto e de menos impacto ao seu funcionamento estratégico. 164 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Sua origem se dá a partir de um planejamento e de um controle gerencial ou planejamento tático. • Decisões de Nível Operacional (base da pirâmide): as decisões, ligadas ao controle e às atividades operacionais da empresa, objetivam alcançar padrões pré-estabelecidos de funcionamento, com todas as riquezas de detalhes que o nível operacional exige e conforme planejamento operacional da área. 4. Tipos de Sistema de Informação: • Sistemas de Apoio às Operações: em linhas gerais, os Sistemas de Apoio às Operações estão voltados às atividades internas e externas da empresa no que tange aos processos operacionais, administrativos e produtivos. Processam transações eficientemente, controlam processos, apoiam trabalhos colaborativos e de comunicação. • Sistemas de Processamento de Transações: este tipo de sistema processa todas as transações da empresa utilizando bancos de dados internos e externos à corporação e gerando documentos administrativos. • Sistemas de Controle de Processos: estes sistemas são projetados para controlar determinados processos da empresa, independentemente de serem fabris, administrativos, financeiros, de marketing ou de pós- venda. • Sistemas Colaborativos: os sistemas colaborativosde trabalho, também conhecidos como grupo de trabalho ou groupware, são sistemas que permitem que várias pessoas participem de forma colaborativa em um projeto, com trocas de mensagens e de informações, compartilhamento de documentos e de agendas, realização de reuniões a distância (videoconferência) e fomento de discussões e de debates no sentido da resolução de um problema ou na coordenação de um projeto. • Sistemas de Apoio Gerencial: as empresas precisam tomar decisões com agilidade, assertividade e eficiência para atingir suas metas e objetivos. Para isto, conta com um planejamento estratégico estruturado derivado de sistemas de informações de apoio gerencial que auxiliará na tomada de decisão e na resolução dos problemas. • Sistemas de Informação Gerencial (SIG): sistemas programados para fornecer informações detalhadas de âmbito gerencial de forma a 165 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO suportar as decisões operacionais e administrativas, no intuito do atendimento das metas e dos objetivos da organização. • Sistemas de Apoio a Decisão (SAD): sistemas que auxiliam os administradores nas tomadas de decisões eficazes em uma vasta gama de situações complexas. Para isso, utilizam-se de modelos analíticos, banco de dados especializados, um processo de modelagem computadorizado e as percepções do tomador de decisão. • Sistemas de Informação Executiva: os sistemas de informação executiva (SIE) foram desenvolvidos para prestar suporte à tomada de decisão pela alta camada de administração da organização da empresa. Mais objetivos e mais fáceis de usar, os SIE permitem que os executivos possam monitorar o desempenho operacional, ter acesso a respostas de questões específicas e obter informações sobre os fatores críticos de sucesso da organização que culminem na obtenção dos objetivos estratégicos previstos. • Sistemas Especialistas: um Sistema Especialista é um sistema de informação baseado no conhecimento que utiliza seu conhecimento sobre uma área de aplicação específica e complexa para atuar como um consultor especializado para os usuários finais. • Business Intelligence (BI): os sistemas de inteligência de negócios são uma combinação de processos e ferramentas que aumentam a vantagem competitiva de um negócio, utilizando os dados de forma inteligente para tomar decisões melhores e com mais rapidez. 5. Inteligência artificial Os sistemas de inteligência artificial estão divididos em três domínios de pesquisa: Aplicações da Ciência Cognitiva, Aplicações de Robótica e Aplicações de Interfaces Naturais. 6. Conceitos de ciclo de desenvolvimento de sistemas: o desenvolvimento de sistemas é uma tarefa complexa e de longo prazo. Normalmente envolve uma equipe de trabalho composta por vários representantes de áreas distintas da organização que contribuirão com o conhecimento em suas áreas levantando necessidades, especificando processos e procedimentos, acompanhando o desenvolvimento do sistema e participando ativamente dos testes de verificação e homologação. • Principais Fases: o ciclo de desenvolvimento de sistemas é constituído de seis estágios: Levantamento das Necessidades, 166 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 Análise de Alternativas, Projeto, Desenvolvimento, Implementação e Manutenção. Técnicas: • Modelo em Cascata: consiste na execução sequencial de etapas sem a possibilidade de retorno ou revisão. Cada etapa é conduzida de forma sequencial e muito bem documentada, ou seja, uma vez que todo o levantamento das necessidades for concluído, esta etapa é encerrada e documentada. Em seguida, os patrocinadores do projeto aprovam as saídas desta etapa, que serão a entrada da nova etapa. • Prototipagem: tem por finalidade apresentar ao usuário final, ou ao patrocinador do projeto, versões preliminares ou protótipos do sistema para que seja possível realizar comentários, avaliações e modificações durante o desenvolvimento do sistema. Normalmente é utilizado quando os requisitos do usuário final são complexos e difíceis de definir. • Modelo em Espiral: tem como foco a entrega do sistema em versões. Cada versão passa por todo o ciclo de desenvolvimento de sistemas e é refinado a cada passagem. A fase de manutenção é a única que será demandada somente na versão final do sistema. • Desenvolvimento Rápido: consiste no uso de ferramentas, técnicas e metodologias que visam o ágil desenvolvimento do sistema por meio de reuniões periódicas entre os programadores e os usuários finais. Tal desenvolvimento é possível a partir do uso de ferramentas RAD (Rapid Application Development), como a Powersoft da Sybase. 7. Papéis e Responsabilidades: o desenvolvimento de sistemas demanda uma série de profissionais que juntos trabalham como foco no sucesso do projeto. Cada profissional ou agente desempenha uma função específica no processo, normalmente coordenado por um gerente de projetos. A equipe é formada pelo CIO, pelo Gerente de Projeto, por programadores, DBAs, usuários, entre outros. 8. Sistemas ERP: integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional (sistemas de finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras etc.) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio a decisão etc.) 167 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO • Principais componentes: planejamento de produção, vendas/ distribuição e controle de pedidos, recursos humanos, contabilidade e finanças e lógica integrada. • Modularidade: permite que uma organização inicie com módulos básicos de vendas, contabilidade e finanças e, à medida que o sistema ganha maturidade e são adotados pela organização, novos módulos podem ser adicionados sem prejuízo para os módulos em produção. • Principais fornecedores: - Oracle, com o Oracle Manufacturing; - SAP, com o SAP B1 (para médias empresas) e o SAP R/3 (para grandes empresas); - JD Edwards, com o World Software e o One World; - Baan, com o Triton. Exercícios Questão 1. (ENADE 2008) Uma empresa de crédito e financiamento utiliza um sistema de informação para analisar simulações, com base em cenários, e determinar como as variações da taxa básica de juros do país afetam seus lucros. Como deve ser classificado esse sistema de informação? A) Sistema de processamento de transações. B) Sistema de controle de processos. C) Sistema de informação gerencial. D) Sistema de apoio à decisão. E) Sistema de informação executivo. Resposta correta: alternativa D. Análise das alternativas: A) Alternativa incorreta. Justificativa: apoia as funções operacionais da organização. B) Alternativa incorreta. Justificativa: define os processos da organização. 168 Unidade IV Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 C) Alternativa incorreta. Justificativa: é voltado aos administradores que acompanham os resultados das organizações periodicamente. D) Alternativa correta. Justificativa: recebe, como entrada, alternativas para a solução de um problema e devolve as consequências para cada alternativa. Dessa forma é possível avaliar qual é a melhor alternativa. E) Alternativa incorreta. Justificativa: tem como objetivo manter o executivo a par da situaçãoda empresa, auxiliando na tomada de decisões. Questão 2. Durante o intervalo de uma aula de pós-graduação em gestão empresarial, dois alunos começaram a conversar sobre a utilização do aplicativo SAP ERP, o qual é um software integrado de planejamento de recursos corporativos, destinado a atender aos principais requisitos de software das mais exigentes empresas de médio e grande porte. O SAP ERP é constituído de quatro soluções individuais que sustentam as principais áreas funcionais das organizações. Antônio, que é economista e diretor de uma grande empresa produtora de papel, questionava João, que é engenheiro de software responsável pela área de projetos de sistemas de informação de uma grande software house (empresa desenvolvedora de software), sobre a possibilidade de se implantar o SAP em um mês. Surpreso com o questionamento, João perguntou o porquê da intenção de compra do SAP. Como resposta, Antônio disse que o seu principal concorrente havia comprado o SAP e que isso seria um diferencial competitivo. João tem o poder e o dinheiro para comprar o novo sistema, mas será que o motivo para a troca do sistema existente pelo SAP é válido? A implantação de um sistema como o SAP envolve: I. Problemas relativos à legislação da região em que a empresa se localiza. II. Facilidade de aceitação da nova tecnologia pelos funcionários, pois é um sistema com grande ergonomia; III. O respeito a todos os processos da empresa por meio da customização do sistema. O SAP se adapta facilmente ao modelo de gestão das empresas por ser um sistema com grande quantidade de módulos. IV. Baixo custo de implantação se comparado com o custo de desenvolvimento de um software exclusivo. V. Tempo de implantação elevado. 169 Re vi sã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : F ab io - 2 7/ 04 /1 1 - 2ª r ev isã o: L ea nd ro - D ia gr am aç ão : J ef fe rs on - 0 4/ 05 /1 1 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Assinale a alternativa que corresponda às afirmações incorretas. A) II, III e IV apenas. B) I e II apenas. C) II, III, IV e V apenas. D) I, II, IV e V apenas. E) III e IV apenas. Resolução desta questão na plataforma. 170 FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Figura 2 Disponível em: . Figura 5 Disponível em: . Figura 6 Disponível em: . Figura 7 Disponível em: . Figura 8 Disponível em: . Figura 9 Disponível em: . Figura 10 Disponível em: . Figura 11 Disponível em: . Figura 12 Disponível em: . Figura 13 Disponível em: . 171 Figura 16 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 104. Figura 17 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 105. Figura 25 Adaptado de: Laundon & Laundon (2004), p. 205. Figura 40 Adaptado de: . Figura 41 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 115. Figura 42 Adaptado de: . Figura 43 Disponível em: . Figura 45 Disponível em: . Figura 46 Disponível em: . Figura 47 Disponível em: . Figura 48 Disponível em: . 172 Figura 56 Figura 57 Figura 58 Figura 59 Figura 60 Figura 61 Figura 64 Disponível em: . Figura 65 Disponível em: . Figura 67 Disponível em: . Figura 69 Disponível em: . 173 Figura 70 Disponível em: Tanembaum (2003). Figura 71 Disponível em: . Figura 73 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 5. Figura 74 Adaptado de: Gordon & Gordon (2006), p. 42. Figura 77 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 160. Figura 78 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 167. Figura 79 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 168. Figura 80 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 290. Figura 83 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 18. Figura 85 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 23. Figura 86 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 281. 174 Figura 87 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 370. Figura 88 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 380. Figura 92 Adaptado de: O’Brien (2004), p. 300. Figura 96 Adaptado de: Stair & Reynolds (2006), p. 291. REFERÊNCIAS Textuais BAPTISTA, C. M. Rede de computadores e telecomunicação. São Paulo: Unip Interativa, 2010. GORDON, S. R.; GORDON, J. R. Sistemas de informação: uma abordagem gerencial. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. LAUNDON, K. C.; LAUNDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais: administrando a empresa digital. 5. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004. O’BRIEN, J. A. Sistemas de informação e as decisões gerenciais na era da internet. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. PORTER, M. E. Competitive strategy: techniques for analyzing industries and competitors: with a new introduction/Michael E. Porter. Nova Iorque: Free Press, 1998. STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação: uma abordagem gerencial. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2006. TANEMBAUM, A. S. Redes de computadores, 4a ed. Rio de Janeiro: Campus. E-commerce News, 10 dez. 2010. Disponível: . Exercícios Unidade III – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2008: Redes de 175 Computadores. Questão 16. Disponível em: . Acesso em: 23. mai. 2011. Unidade IV – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2008: Computação. Questão 72. Disponível em: . Acesso em: 23 mai. 2011. Sites 176 Informações: www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000Autor: Alisson Bento. Acesso em: 30 mai. 2011. 1.2 Conceito de bit e byte O bit é a menor unidade computacional. Representa um estado lógico de ativo ou inativo e trata-se de uma abreviação da palavra BInary digiT. Sendo uma informação basicamente digital, possui apenas dois estados (0 e 1). Enquanto nós, humanos, contamos de 0 a 9 utilizando dez símbolos denominados sistema decimal, os computadores reconhecem apenas dois estados, 0 e 1, denominado sistema binário. Estes estados são impulsos elétricos e representam a presença de um impulso positivo (bit 1 – 5 volts) ou a presença de um impulso negativo (bit 0 – 0 volts). Veja a figura 3. 1 0 0 01 1 1 1 1 Volts Tempo Figura 3 – O bit Lembrete Bits possuem apenas dois estados: 0 e 1. Os bits podem ser agrupados em números de oito e são chamados de byte, ou seja: 1 byte = 8 bits Assim como em um sistema decimal, qualquer número pode ser representado por dez símbolos (base decimal 0 – 9), cada qual com seu respectivo peso posicional. O mesmo ocorre para o sistema binário (base binária 0 e 1). 16 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Vejamos o exemplo a seguir: Seja o número decimal 1245 (mil duzentos e quarenta e cinco). Observe que cada símbolo é multiplicado pelo seu peso posicional e representam as unidades de milhar, centena, dezena e unidade. Dessa forma: 1245 = 1x1000 + 2x100 + 4x10 + 5x1 No sistema binário, cada um dos oito bits que compõem o byte tem seu peso posicional, o que permite, portanto, a representação de 256 valores identificados de 0 a 255. 0 = 00000000 1 = 00000001 2 = 00000010 3 = 00000011 4 = 00000100 [...] 253 = 11111101 254 = 11111110 255 = 11111111 Começando da esquerda para a direita, cada um dos bits tem seu peso posicional, dado por 2n, em que “n” varia de 0 a 7, representados por: 128 64 32 16 8 4 2 1 27 26 25 24 23 22 21 20 Desta forma, a sequência binária 00101011 representa: 0x128 + 0x64 + 1x32 + 0x16 + 1x8 + 0x4 + 1x2 + 1x1 = 43 Para representação de valores maiores que 255, podemos utilizar mais de um byte agrupado, tomando-se o cuidado de também atribuir os pesos posicionais a cada um deles. Por exemplo: se forem utilizados 2 bytes (16 bits), cada bit terá seu valor posicional dado por 2n, em que “n” varia de 0 a 15. Ou seja: 32768 16384 8192 4096 2048 1024 512 256 128 64 32 16 8 4 2 1 215 214 213 212 211 210 29 28 27 26 25 24 23 22 21 20 Desta forma, a sequência binária 01010110 10011010 representa: 0x32768 + 1x16384 + 0x8192 + 1x4096 + 0x2048 + 1x1024 + 1x512 + 0x256 + 1*128 + 0x64 + 0x32 + 1x16 + 1x8 + 0x4 + 1x2 + 0x1 = 22170 17 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Lembrete Cada bit tem seu valor posicional dado por 2n da direita para a esquerda. À medida que agrupamos mais e mais bytes, lançamos mãos de unidades de medidas para representar uma grande quantidade de bytes. As unidades kilo, mega, giga etc. representarão milhares, milhões e bilhões de bytes, respectivamente, como mostra a tabela 1 a seguir: Tabela 1 - Unidades de medidas Nome Prefixo Tamanho Kilo K 210 = 1.024 Mega M 220 = 1.048.576 Giga G 230 = 1.073.741.824 Tera T 240 = 1.099.511.627.776 Peta P 250 = 1.125.899.906.842.624 Exa E 260 = 1.152.921.504.606.846.976 Zetta Z 270 = 1.180.591.620.717.411.303.424 Yotta Y 280 = 1.208.925.819.614.629.174.706.176 Neste caso, K, KB – Kilobyte Mil 1024 (210 bytes) M, MB – Megabyte Milhão 1.048.576 (220 bytes) G, GB – Gigabyte Bilhão 1.073.741.824 (230 bytes) T, TB – Terabyte Trilhão 1.099.511.627.776 (240 bytes) Estas unidades podem representar capacidades de armazenamento de memórias, discos rígidos, quantidade de dados coletados, informações processadas etc. Portanto, se dissermos que um 18 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 determinado dispositivo de memória tem capacidade de armazenamento de 8 GB, estamos dizendo que este dispositivo foi construído para armazenar mais de 8 bilhões de bytes, mais precisamente, 8x1.073.741.824 = 8.589.934.592 bytes. Vejamos agora uma breve conceituação de bits e bytes para que, logo em seguida, possamos retornar aos conceitos, definições e explanações a respeito dos componentes do hardware do computador. Saiba mais Veja a seguir uma breve descrição do sistema de numeração hexadecimal, muito importante no mundo dos computadores. Maiores informações podem ser encontradas no link . O sistema hexadecimal Assim como a base decimal possui 10 símbolos (0 – 9) e a base binária possui dois símbolos (0 e 1), o sistema hexadecimal possui 16, sendo que o primeiro símbolo é representado pelo 0 e o último pelo F na seguinte sequência: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F O símbolo 0 é representado em binário por 0000, assim como o 1 é representado por 0001, o símbolo 2 por 0010 e assim por diante até a representação do símbolo F por 1111. A → equivalente decimal a 10 B → equivalente decimal a 11 [...] F → equivalente decimal a 15 Desta forma, o número hexadecimal 3E pode ser representado por: binário: 0011 1110 decimal: 3x161 + 14x160 = 62 Após esta breve conceituação de bits e bytes, podemos retornar aos conceitos, definições e explanações a respeito dos componentes do hardware do computador. 19 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 1.3 Memória principal ou primária Chamamos de memória principal, interna ou central a memória básica de um sistema de computação. Estas memórias têm função essencial no auxílio à ULA no processamento dos dados e na armazenagem das informações processadas. Como exemplo de memória principal, temos: Memória ROM: • ROM (Read Only Memory): memória apenas de leitura, utilizada pela UCP para inicialização dos sistemas internos e armazenamento dos programas padrão escritos pelo fabricante. Não pode ser acessada pelo usuário; • PROM (Programmable Read Only Memory): memória programável apenas de leitura; • EPROM (Erasable Programmable Read Only Memory): memória programável e apagável apenas de leitura; • EEPROM (Electrically Erasable Programmable Read Only Memory): memória programável e apagável eletronicamente, apenas de leitura. Estas memórias têm como característica comum a não volatilidade dos dados, ou seja, os dados armazenados neste tipo de memória não são perdidos quando a UCP é desligada. Podem ter capacidade de armazenamento de dados que variam de 2 KB (2 kilobytes) até 512 KB (512 kilobytes). Memória RAM RAM (Random Access Memory): Memória de Acesso Aleatório. Este tipo de memória permite leitura e escrita de dados e é, na essência, uma memória volátil, ou seja, o conteúdo da memória é perdido quando a UCP é desligada ou desenergizada. Para evitar esta perda dos dados lançamos mão de memórias auxiliares ao armazenamento permanente. A RAM é a memória de trabalho da UCP. Armazena os dados coletados provenientes dos dispositivos de entrada e as informações processadas pela UCP para envio aos dispositivos de saída. Também é função da RAM armazenar os programas em execução pela UCP. A quantidade de memória principal implica diretamente no desempenho e no custo da UCP. O tamanho máximo da memória principal é limitado pela arquitetura da UCP. É comum encontrarmos no mercado memórias com vários GB (giga bytes) de capacidade de armazenamento. A capacidade de uma memória é medida em bytes, kilobytes (1 KB = 1024 ou 210 Bytes), megabytes(1 MB = 1024 KB ou 220 bytes) ou gigabytes (1 GB = 1024 MB ou 230 bytes)2. 20 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Este tipo de memória pode se apresentar em vários formatos, sendo mais tipicamente montada na forma de “pentes” que são encaixados nos slots adequados da UCP. As memórias RAM têm evoluído rapidamente e se apresentam atualmente em diversos tipos e padrões, cada qual com suas características específicas de capacidade de armazenamento, velocidade de acesso e construção física. Basicamente existem dois tipos de memória RAM: as DRAM (Dynamic RAM), construídas com capacitores e normalmente lentas e mais caras; e as SRAM (Static RAM), construídas com transistores e mais rápidas que as DRAMs. Comparadas à velocidade de processamento do processador, as memórias RAM são muito lentas. Para suprir esta deficiência, os processadores lançam mão de memórias internas denominadas “cache”, que são memórias de alta velocidade que armazenam instruções e auxiliam no processamento dos dados pela ULA, além de terem capacidade de até 4 MB (no caso dos processadores Core 2 Duo da Intel). Memória Auxiliar ou Secundária: as memórias auxiliares são, em sua grande maioria, mais lentas e de menor custo, além de possuírem maior capacidade e não serem voláteis quando comparadas à memória principal. Têm a função de armazenar programas, arquivos e grandes capacidades de dados. Podemos destacar como tipos mais comuns de memórias auxiliares: • Disco Rígido (HD): o disco rígido é considerado o principal meio de armazenamento de dados, programas e arquivos no computador. Por ser do tipo não-volátil, as informações armazenadas não são perdidas quando o sistema é desligado. Isto permite que programas, arquivos e dados possam ser acessados a qualquer momento pelo usuário. A armazenagem dos dados no HD é do tipo direta, de modo que os dados podem ser acessados a qualquer tempo e em qualquer posição que estiverem. Os discos rígidos, atualmente, têm capacidade de centenas de GB (giga bytes) a dezenas de TB (tera bytes). Lembrete Giga (G) 230 = 1.073.741.824 bytes Tera (T) 240 = 1.099.511.627.776 bytes • Fitas Magnéticas: são dispositivos do tipo acesso sequencial. Os dados são armazenados em uma fita magnética, normalmente montada em um carretel. Os dados são armazenados ao longo da fita magnética e, portanto, só podem ser acessados se a fita for lida desde seu início até a 2 Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2010. 21 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 posição onde se encontra a informação desejada. Dada esta característica, o acesso à informação é lento. As fitas magnéticas são consideradas confiáveis e têm capacidade de armazenamento da ordem de dezenas de GB (giga bytes). • Dispositivos Óticos: são dispositivos que permitem a armazenagem de uma grande quantidade de dados, programas e arquivos e utilizam a tecnologia laser para este fim. Os dados podem ser acessados de forma direta. O dispositivo mais comum é o CD-ROM (disco compacto), que tem a função de somente leitura (ROM) e pode armazenar programas ou dados previamente gravados. Nos CDs-ROM os dados são gravados de forma super compactada e têm capacidade de armazenamento da ordem de 650 MB (mega bytes). Atualmente existem CDs do tipo CD-R e CD-RW. O primeiro (R – recordable) permite que o usuário grave de forma definitiva as informações no disco compacto, ao passo que o segundo (RW – ReWritable) permite que o usuários criem discos regraváveis de forma que os dados e programas nele gravados possam ser alterados e atualizados de acordo com a necessidade do usuário. Os DVDs (Discos de Vídeo Digital) são dispositivos óticos com capacidade melhorada de armazenamento de programas e dados. Com capacidade de armazenagem de aproximadamente 4,7 GB, foi concebido para armazenar arquivos de filme e áudio de alta qualidade. Atualmente os DVDs já podem ser regravados pelo usuário. • Cartões de Memória: apresentam-se na forma de cartões PCMCIA (Personal Computer Memory Card International Association) com capacidade de armazenamento da ordem de cerca de 200 MB ou por meio de pequenas unidades de memória regraváveis denominadas memórias flash. As memórias flash são dispositivos semelhantes às EEPROMs e de uso comum atualmente pelos usuários. São dispositivos que permitem acesso direto aos dados armazenados. A grande miniaturização e compactação dos semicondutores e componentes eletrônicos, aliada à crescente capacidade de armazenamento de dados, fazem deste tipo de dispositivo de memória um dos mais versáteis e populares entre os usuários. Com capacidades de armazenamento atuais de 64 GB e dimensões muito reduzidas, as memórias flash têm grande apelo na portabilidade simples e rápida de grandes quantidades de dados. Atualmente estão presentes em telefones celulares, câmeras fotográficas, tocadores de MP3 e jogos eletrônicos. 22 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Saiba mais Para obter maiores informações sobre os tipos de memórias, suas características e aplicações acesse os links abaixo: Observando a figura 4 a seguir, verifica-se que as memórias podem ser classificadas quanto ao seu aspecto primário e secundário de armazenamento, bem como quanto ao tipo de acesso aos dados (direto ou sequencial). A figura apresenta um esquemático que relaciona os tipos de memórias quanto ao armazenamento e ao acesso direto e indireto, e traça uma análise com relação à velocidade de acesso, à capacidade de armazenamento e ao custo de armazenagem por bit. Observe que à medida que aumentam as velocidades de acesso, diminuem as capacidades de armazenamento e aumentam o custo por bit armazenado; ou seja, quanto mais próximos estivermos da memória principal ou primária, mais velozes serão estes dispositivos e menor será sua capacidade de armazenagem (até por não serem memórias de massa de dados), assim como maior será o custo. Memória semicondutora Discos magnéticos flexíveis Disco rígido, RAID Fita magnética Discos ópticos CD-ROM, CD-R, CD- RW, DVD Acesso direto Acesso sequencial Acesso direto Au m en to n a v elo cid ad e d e a ce sso Di m inu içã o n a c ap ac ida de de ar m az en am en to Au m en to n o c us to po r b it Ar m az en am en to pr im ár io Ar m az en am en to se cu nd ár io Figura 4 – Organização da Memória Auxiliar ou Secundária Lembrete ROM (Read Only Memory): memória apenas de leitura; PROM (Programmable Read Only Memory): memória programável apenas de leitura; 23 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 EPROM (Erasable Programmable Read Only Memory): memória programável e apagável apenas de leitura; EEPROM (Electrically Erasable Programmable Read Only Memory): memória programável e apagável eletronicamente apenas de leitura. RAM (Random Access Memory): Memória de Acesso Aleatório. 1.4 Peopleware Entendemos por Peopleware pessoas e profissionais que interagem com o ambiente software- hardware e trabalham diretamente, ou indiretamente, com diversas áreas do processamento de dados. São exemplos destes profissionais: operadores, programadores, digitadores, analistas de sistemas, analistas de softwareetc. O peopleware é a parte humana que se utiliza das diversas funcionalidades dos sistemas computacionais, seja este usuário, um analista de sistema ou até mesmo um simples cliente que faz uma consulta em um caixa eletrônico da rede bancária, bem como uma atendente de um supermercado3. Os sistemas de hardware e software têm evoluído de uma forma tão rápida que os processos se tornaram cada vez mais automatizados e simplificados. Softwares super completos e elaborados, sendo executados em plataformas de hardware cada vez mais eficientes, velozes e baratas, estão no lugar de várias pessoas e de vários processos de uma corporação e do nosso dia a dia. O check-in de um passageiro em um voo doméstico, por exemplo, agora pode ser feito em terminais de autoatendimento e até mesmo pela internet, dispensando os habituais atendentes das companhias aéreas. Os sistemas de gestão de empresas, os conhecidos ERPs, atualmente são tão completos e complexos que tomam o lugar de áreas administrativas inteiras. O usuário, num simples toque de botão ou comando, extrai o balancete de uma empresa, analisa o fluxo de caixa de um projeto, gerencia o processo logístico de distribuição dos produtos, avalia o desempenho da equipe de vendas em um determinado produto, entre outras atividades. Observem que o peopleware agora é parte integrante do sistema e a ele está diretamente ligado. Apesar de os sistemas evoluírem muito depressa e automatizarem cada vez mais as nossas atividades diárias, o peopleware, ou as pessoas que interagem com estes sistemas, evoluem de forma mais lenta que a demanda de mercado e de serviços. Assim, percebemos que cada vez mais há a necessidade de integração entre hardware, software e pessoas (peopleware). Nas empresas, as políticas de RH têm papel fundamental na determinação da cultura do peopleware. As pessoas precisam se sentir integradas ao sistema e entender que são parte de uma nova cultura e de uma estrutura organizacional, de modo que os indivíduos mais resistentes ao uso da tecnologia e à integração com elas terão cada vez menos espaço nas organizações e uma consequente dificuldade no relacionamento diário com as automações de suas rotinas que lhes serão impostas. 3 Disponível em: . Acesso em: 21 nov. 2010. 24 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 1.4.1 Ergonomia e acessibilidade Cada vez mais as empresas têm se preocupado não somente com os profissionais de TI que atuam com os diversos sistemas, mas com os equipamentos e estruturas utilizadas por estes profissionais para proporcionar uma melhor ergonomia e acessibilidade aos sistemas. Ergonomia é a disciplina que reúne os estudos para adaptar o trabalho às características do ser humano, permitindo que este possa realizar suas atividades profissionais sem riscos para a sua saúde física e mental. É também conhecida como engenharia dos fatores humanos. A utilização do computador durante longos períodos pode proporcionar incômodos nas mãos, no punho e no antebraço. O uso constante e sem os devidos cuidados do teclado e do mouse, sem falar de uma postura inadequada em frente ao computador, pode trazer mais do que apenas um incômodo. Este incômodo agravado é a causa das principais doenças ocupacionais. Dada a natureza de suas atividades e atribuições, os profissionais de TI acabam por se expor mais amplamente a estas doenças. Dessa maneira, para mitigar tais problemas e auxiliar em sua prevenção, a indústria de informática e as organizações vêm desenvolvendo vários tipos de equipamentos ergonômicos e tornando obrigatório seu uso no ambiente de trabalho. Entretanto, não basta apenas a disponibilização e a obrigatoriedade do uso dos equipamentos ergonômicos. Para ser efetivo, o processo deve passar pelo treinamento dos usuários e pela conscientização da importância do uso destes equipamentos. Lembrete Fatores ergonômicos no ambiente de trabalho: - As ferramentas (computador e software); - A estação de trabalho e o ambiente; - As tarefas. 1.4.2 Principais doenças ocupacionais As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) representam uma síndrome de dor nos membros superiores, com queixa de grande incapacidade funcional, causada primariamente pelo próprio uso das extremidades superiores em tarefas que envolvem movimentos repetitivos ou posturas forçadas.4 Os sintomas, dependendo do estágio da doença, podem variar desde uma sensação de peso no membro afetado até dores insuportáveis, depressão, atrofia dos dedos e invalidez.5 4 Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2010. 5 Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2010. 25 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Outras doenças como a LTC (Lesão por Trauma Cumulativo) e o DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) estão relacionadas à Síndrome da Dor Regional. Nota-se que qualquer lesão osteoarticular, até mesmo fraturas (fraturas de estresse) podem ser causadas por um esforço exagerado ou repetitivo, razão pela qual existe uma enorme variação de LER. Já a tendinite é a inflamação do tendão dos músculos que servem o polegar e os primeiros dedos da mão, o que gera um conjunto de sintomas que vão da dor à fraqueza na mão. Pesquisas mostram que as doenças por esforço repetitivo são responsáveis por mais de 50% das lesões no trabalho. Por essa razão, além da adoção de posturas corporais saudáveis e corretas no ambiente de trabalho, é aconselhável a prática das alternâncias de posturas por meio de exercícios apropriados que visam eliminar pontos de tensão e esforço. Algumas doenças desencadeadas ou agravadas por esforço repetitivo: • Cisto sinovial – Contratura de Dupuytren. • Fibromiosite ou fibrosite – Bursite. • Síndrome do Túnel do Carpo – Síndrome de Quervain. • Síndrome do Canal de Guyon – Tenossinovite. • Epicondilite – Síndrome do pronador redondo. • Síndrome do desfiladeiro torácico – Mialgia tensional. • Dedo em gatilho – Síndrome do impacto ou do arco doloroso. • Tendinite da cabeça longa do bíceps. 1.4.3 Equipamentos ergonômicos • Teclado ergonômico: teclado com apoio de pulso. Requer 30% a menos de cliques no mouse por possuir teclas de atalho que por meio de um único toque acessa serviços com internet, e-mail, calculadora, controle de volume, entre outras funções. Figura 5 – Teclado ergonômico6 6 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 26 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • TrackBall Ótico: formato ergonômico que acomoda toda a mão e os dedos numa posição natural, sem pontos de esforço ou tensão. Figura 6 – Trackball Ótico7 • Mouse Works: design ergonômico projetado para reduzir o esforço do punho. Possui vários botões que são configuráveis para desempenhar tarefas repetitivas, reduzindo a quantidade de cliques. Figura 7 – Mouse Works8 • Base para mouse com apoio para pulso: confeccionado em tecido e gel especial, este mouse foi desenvolvido para evitar a LER e a fadiga muscular, o que melhora a performance de utilização. Figura 8 – Base para mouse com apoio para pulso9 7 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 8 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 9 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 27 PRINCÍPIOSDE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Apoio para digitação: é ergonômico, próprio para teclado, fabricado em elastômero com tecido para evitar o mau posicionamento do pulso. Figura 9 – Apoio para digitação10 • Descanso para os pés: mantém os pés a uma altura adequada, com inclinação ajustável, próprio para pessoas que ficam sentadas por longos períodos de tempo. Figura 10 – Descanso para os pés11 • Cadeira ergonômica: seu design respeita as quatro curvaturas sagitais existentes na coluna vertebral. Figura 11 – Cadeira ergonômica12 10 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 11 Disponível em: . Acesso em: 1 jun. 2011. 12 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 28 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Apoio para os cotovelos: mantém os antebraços em ângulo de 90 graus com os braços, proporcionando uma melhor postura para os punhos e mãos, de modo a facilitar o uso do teclado. Figura 12 – Apoio para os cotovelos13 1.4.4 Algumas recomendações para se prevenir a LER A figura 1.13 a seguir apresenta um resumo dos cuidados que o usuário deve ter para se evitar a LER. punho em uma direção neutra (sem dobrar) teclado diretamente à sua frente mouse próximo ao teclado e no mesmo nível joelhos discretamente abaixo do quadril pés apoiados no solo ou em descanso para os pés altura do assento abaixo da rótula ombros e quadris alinhados encosto adaptado à curvatura da coluna descanso de braço na altura do cotovelo Figura 13 – Como se prevenir da LER14 13 Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2011 14 Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2011. 29 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • A cada uma hora de trabalho deve-se descansar dez minutos; • A prática de exercícios colabora para o fortalecimento do sistema muscular e esquelético e para uma melhor circulação do sangue, servindo como apoio à prevenção de dores e doenças originadas pelo trabalho repetitivo. Um exemplo é a massagem com uma bolinha para relaxar os músculos do antebraço; • Ao chegar em casa após o expediente, deve-se colocar gelo dentro de um saco plástico, envolto em uma toalha úmida, e colocá-la durante 30 minutos sobre a área muscular mais afetada. Para aliviar as tensões causadas pela digitação, deve-se colocar na região flexora dos antebraços. Por sua ação analgésica, o gelo é um relaxante que diminui o estresse muscular, tendinoso e articular. Saiba mais Para saber mais sobre ergonomia, seus impactos no ser humano e no ambiente de trabalho e doenças/lesões decorrentes de uma má cultura sobre o tema, acesse os links abaixo: Quadro 1 - Tópicos médicos na internet Site Descrição Fornecedor de produtos de saúde Projeto Humano Visível de Anatomia e Gráficos Médicos Publicações profissionais da Thomas Healthcare Information Group Sociedade americana de câncer Clínica Mayo Blog sobre prevenção da LER Tudo sobre ergonomia Associação Brasileira de ergonomia Informações sobre câncer – Universidade da Pensilvânia 2 VISÃO SISTÊMICA E CONCEITO DE SISTEMAS O conceito de sistemas tem sido amplamente discutido por vários autores e especialistas no que se referem a sua composição, tipos, elementos e suas interações. Basicamente, sistema é um conjunto ou agrupamento de elementos ou componentes interdependentes que se interagem formando um todo unitário e complexo com vista a atingir objetivos específicos. 30 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Um sistema trabalha recebendo dados e produzindo saídas (resultados) baseadas em mecanismos de processamento e transformação destes dados de entrada, retroalimentados para garantir o controle do sistema. Ambiente Entrada SaídaProcessamento Realimentação Figura 14 – Componentes de um sistema. Conceitualmente, os sistemas podem ser divididos em quatro partes: 1. Entrada: coleta, captação, monitoração e aquisição de dados ou insumos que serão inseridos no sistema para processamento ou transformação. Exemplo: dados de temperatura de um forno, quantidade de bits armazenados em memória e quantidade de chuva numa determinada região. 2. Processo ou Transformação: procedimentos e processos que se interagem usando os insumos de entrada, transformando-os em produtos acabados, bens e serviços. Exemplo: os dados de temperatura de um forno poderão ser processados para traçar uma curva de aquecimento e/ou resfriamento do forno. Da mesma forma, os dados da quantidade de chuva em uma determinada região poderão ser processados para se identificar qual a melhor data para a plantação de um determinado cereal. 3. Saída: resultado do processamento ou transformação dos insumos de entrada. Exemplo: um gráfico de temperaturas e uma tabela de índices pluviométricos em cada época do ano em uma determinada região. 4. Realimentação: monitoração do processo de transformação, analisando os resultados desta transformação e garantindo que o produto de saída esteja como o planejado. Exemplo: regulagem da temperatura de um forno por meio da monitoração da temperatura atual comparada com a temperatura definida no termostato do processo. Lembrete Componentes de um sistema: Entrada, Processamento, Saída e Realimentação. Os sistemas estão presentes em nossas vidas e em quase tudo que utilizamos ou fazemos. O mesmo ocorre nas empresas e organizações que, tendo foco em produção e lucro, criam sistemas e processos que garantam que sua atividade (ou processos de transformação) crie produtos, bens e serviços por meio da manipulação dos insumos recebidos (dinheiro, matéria-prima para um processo produtivo etc.). A configuração do sistema é definida pela forma com que os componentes do sistema estão organizados para transformar entradas (insumos) em saídas (produtos). 31 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Imaginemos o exemplo de funcionamento de uma empresa de assistência técnica de computadores. Seu objetivo/resultado notadamente é ter computadores reparados e operacionais. Para tal, o processo se inicia com a entrada de insumos que serão a matéria-prima do sistema, no caso, computadores danificados. Os computadores danificados são recebidos pela assistência técnica (entrada) e são manipulados de acordo com os problemas diagnosticados. O processo de reparo e assistência técnica de um computador consiste de diversos processos que se relacionam entre si (processamento). O computador danificado, recém recebido, é diagnosticado com relação ao seu defeito. As placas e peças defeituosas são separadas, novas placas e peças sãoinstaladas e o computador, agora reparado, é testado quanto ao seu funcionamento e operacionalidade. O processo de teste, que garante a estabilidade de funcionamento do computador, identifica quando certos componentes e peças param de funcionar ou quando há aquecimento de placas etc. Trata-se de um processo que se segue à substituição da placa ou componente defeituoso. Caso os testes de estabilidade mostrem componentes que ainda estejam com problemas ou com baixa performance, o computador retorna para reparo e eventual ajuste ou troca de peças, para testes posteriores. O processo de testes de estabilidade pode indicar, além de peças defeituosas, procedimentos ou uso inadequado de peças e componentes no processo de reparo que requererão readequação do processo ou escolha dos fornecedores das placas e componentes (realimentação), garantindo a qualidade de saída do processo (computadores reparados com qualidade). Passado todos os testes, o computador reparado (saída) é liberado para expedição. Observem que todo o processo de assistência técnica de computadores possui um início, meio, fim e realimentação (correção) do processo de reparo. Os elementos deste processo interagem entre si numa ordem lógica de ocorrência. Não faz sentido, por exemplo, placas e componentes serem trocados sem um diagnóstico do defeito ou identificação do problema do computador. Portanto, conhecimento dos elementos e processos é fundamental para organizá-los dentro do sistema. A realimentação é uma fonte de informação importante no processo de reparo, trazendo informações com relação ao desempenho dos componentes, qualidade de partes e peças empregadas no processo e eventuais ajustes no processo de reparo. Diz-se que os processos de realimentação automonitoram ou autorregulam o sistema, pois atuam no processo de transformação de acordo com a análise dos resultados de saída de forma a garantir a qualidade desejada do processo. A realimentação pode ser de dois tipos: • Positiva: estimula a saída em relação à entrada (amplifica a saída); • Negativa: inibe a saída em relação à entrada (atenua a saída). 2.1 Classificação e tipos de sistemas Os sistemas podem ser classificados em diversos tipos com relação à sua quantidade de elementos, complexidade, capacidade de mudanças, interação com o ambiente interno e externo e tempo de vida. 32 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 O quadro a seguir mostra um quadro com o resumo da classificação de sistemas. Quadro 2 – Classificação e tipos de sistemas15 Classificação de sistemas e suas características básicas Simples: tem poucos componentes e a relação ou interação sobre os elementos é descomplicada e direta. Complexo: tem muitos elementos que são altamente relacionados e interconectados. Aberto: Interage com o ambiente. Fechado: não interage com o ambiente. Estável: sofre muito poucas mudanças ao longo do tempo. Dinâmico: sofre mudanças rápidas e constantes ao longo do tempo. Adaptativo: pode mudar em resposta a mudanças no ambiente. Não adaptativo: não pode mudar em relação a mudanças no ambiente. Permanente: existe por um período de tempo relativamente longo. Temporário: existe por um período de tempo relativamente curto. Uma empresa, por exemplo, é do tipo sistema aberto e adaptativo, pois interage com o ambiente e se adapta às mudanças demandadas por ele, ou seja, elementos e fatores externos como economia, recursos naturais, sociedade, concorrência, tecnologia, política, leis, conceitos e padrões, afetam diretamente as fases de entrada, processamento e saída. Por exemplo, uma empresa do setor de produção de geladeiras (sistema aberto) poderá ter seu processo de entrada modificado ou influenciado se ocorrer variação na política econômica cambial. Os insumos e a matéria-prima para a montagem da geladeira (como o aço, normalmente importado) poderão aumentar ou diminuir de preço e afetarão diretamente a sua disponibilidade no processo de entrada. Da mesma forma, uma alteração na política de controle de qualidade de consumo de energia de eletrodomésticos de linha branca poderá afetar o processo produtivo de forma a garantir que o produto na saída seja totalmente compatível com as novas regras. Isto sem falar do aspecto concorrência, guerra de preços, entre outros, que demandarão uma adaptação constante dos processos para adequação às realidades de mercado e às necessidade dos clientes. Ambiente Economia Sociedade Concorrência Leis, conceitos e padrões Tecnologia Política Recursos naturais Sistema empresa Entradas Matéria prima, trabalhadores, equipamentos etc. Processamento Saídas Produtos, bens ou serviços Figura 15 – Sistema Aberto e a interação com o ambiente 15 Fonte: Adaptado de: Stairs & Reynolds (2006), p. 9. 33 PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 Um sistema existe e funciona em um ambiente que contém outros sistemas. Se um dos deles é um dos componentes de um maior, trata-se de um sub-sistema, tendo o maior como o seu ambiente. Além disso, é a fronteira de um sistema que o separa de seu ambiente e de outros sistemas. Vários sistemas podem compartilhar o mesmo ambiente, de modo que alguns deles podem ser conectados entre si por meio de uma fronteira compartilhada ou por meio de uma interface (O’BRIEN, 2004). O desempenho de um sistema pode ser medido por sua eficácia, eficiência e padrão de desempenho. Vejamos a diferença entre esses elementos: • Eficácia: é medida pela divisão dos objetivos efetivamente obtidos pelo total de objetivos estabelecidos. Por exemplo, uma empresa do setor produtivo tem o objetivo de produzir 2000 itens/mês de um determinado produto. No mês corrente, produziu apenas 1800, ou seja, sua eficácia foi de 90% em relação ao objetivo estabelecido. • Eficiência: é medida pela divisão do que é produzido pelo total do que foi consumido no processo. Diz-se que o processo é eficiente quando esta relação é positiva. • Padrão de Desempenho do Sistema: é o objetivo específico do sistema. Por exemplo, um padrão de desempenho de sistema para um certo processo de manufatura poderia ser não mais que 1% de peças defeituosas. Uma vez estabelecidos os padrões, o desempenho do sistema é medido e comparado, com o padrão. O desempenho do sistema é determinado pela variação com relação ao padrão (STAIR & REYNOLDS, 2006). Observação Os sistemas dependem de recursos humanos, hardware, software, dados e tecnologias de rede de comunicações para coletar, transformar e disseminar informações em uma organização. Resumo Nesta unidade você viu: I. O computador e seus componentes: Existem três tipos de categorias de sistemas computacionais: Mainframes, Médio Porte e Microcomputadores. O computador é um dos elementos básicos na composição de um sistema de informação e é formado por duas partes: hardware e software. 1. O hardware do computador: 34 Unidade I Re vi sã o: A ile en - D ia gr am aç ão : F ab io - 1 6/ 05 /1 1 // 2 ª R ev isã o: A ile en - C or re çã o: E ve rt on - 0 7/ 06 /1 1 • Dispositivos de entrada: os dispositivos de entrada, também conhecidos por periféricos de entrada, são dispositivos por onde é possível inserir, coletar, buscar ou receber dados do “mundo externo” para ser trabalhado/manipulado pelo computador. • Unidade Central de Processamento (UCP): a UCP é o coração de um computador. É nela em que são processados todos os dados oriundos dos dispositivos de entrada e exteriorizados como informação pelos dispositivos de saída. É composta pela ULA (Unidade Lógica Aritmética), pela UC (Unidade de Controle) e pela memória interna. • Dispositivos de saída: também conhecidos por periféricos