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COLÉGIO TABLEAU TAUBATÉ CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM Disciplina: HIGIENE E BIOSSEGURANÇA NAS AÇÕES DE ENFERMAGEM Prof.ª: Laís Claudia Walker Moraes Pellenz Taubaté 2018 Introdução • Considera-se Infecção Hospitalar (IH) a infecção adquirida durante a hospitalização e que não estava presente ou em período de incubação por ocasião da admissão do paciente. São diagnosticadas, a partir de 72 horas, após a internação. • As infecções no recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 horas. • Os pacientes provenientes de outro hospital que se internam com infecção, são considerados portadores de infecção hospitalar do hospital de origem. • Atualmente, tem sido sugerida a mudança do termo Infecção Hospitalar por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). HISTÓRIA INFECÇÃO HOSPITALAR • 1854 – Guerra na Criméia (1854 – 1856): Florence Nightingale Enfermeira inglesa, desenvolveu um trabalho inovador de assistência aos enfermos e de organização na infraestrutura, o que reduziu a taxa de mortalidade no hospital de 42,7% para 2,2%. Além disso, diversificou a visão de enfermagem não só de intervenção direta no doente, ampliando as funções para o meio ambiente, organizando os serviços. • Louis Pasteur - descobriu algumas das bactérias causadoras de doença e que muitas delas morriam se aquecidas acima de certa temperatura - pasteurização • Fim do século XIX: Joseph Lister - implantou os princípios de assepsia, isto é, manter livre de microrganismos os centros cirúrgicos. • Início século XX: Halsted (cirurgião americano) - introdução do uso de luvas nos procedimentos hospitalares. • 1929 – obtenção penicilina Alexander Fleming. Seguida pelos demais antibióticos corrida vertiginosa da potente indústria farmacêutica), • Resistência bacteriana controle CCIH HISTÓRIA CCIH • 1963 - Hospital Ernesto Dornelles (RS) Primeira CCIH no Brasil; • 1976 - Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) obriga hospitais a constituírem CCIH Controle de Infecção Hospitalar Histórico Brasil; • 1976 - Decreto do MS n° 77.052 de 19/01/1976, em seu Artigo 2°, Item IV determinou que nenhuma instituição hospitalar pode funcionar no plano administrativo se não dispuser de meios de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde dos agentes e pacientes. HISTÓRIA CCIH • 1983 - Portaria nº 196 - Ministério da Saúde – determinando a obrigatoriedade da existência de CCIH . • 1985 - Notícia da morte do presidente Tancredo Neves supostamente relacionada com deficiências no controle das IHS. • 1989 - I Congresso Brasileiro de Infecção Hospitalar. • 1990 - Programa Nacional é transformado em Divisão Nacional de Controle de Infecção • 1992 - Portaria nº 930 /MS - “Todos Hospitais do País deverão manter programa de Controle IH, independente de entidade”. HISTÓRIA CCIH • 1997 - Lei Federal nº 9431/MS - “Os Hospitais do País são obrigados a manter P.C.I.H.” • 1998 - Portaria nº 2616/MS - Diretrizes e normas para prevenção e controle das IH anexos: I; II; III; IV; V – Define o programa de controle de IH. • 1999 – 15/05/99 - Ministério da Saúde - Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar • 1999 - Lei nº 9.782, de 26/01/1999 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. • 2003 - Portaria nº 385, de 04/06/2003 – foi criada a Unidade de Controle de Infecção Hospitalar (UCISA). • Atualmente, o programa nacional de controle de infecção hospitalar está ligado à gerência de investigação e prevenção das infecções e dos eventos adversos (gipea), que é subordinada à gerência geral de tecnologia em serviços de saúde - ANVISA. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL • A CCIH, pela sua constituição, tem caráter consultivo e normativo, enquanto o SCIH é o executor do programa de controle de infecção hospitalar. Por isso, o SCIH tem importância fundamental na implantação de medidas de prevenção e controle de IH. • Programa de controle de infecção hospitalar (PCIH) é um conjunto de ações desenvolvidas, deliberadas e sistematizadas, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares. • A vigilância epidemiológica permite um diagnóstico situacional mais preciso para o planejamento das ações e possibilita a identificação de casos e de surtos de IH, e a implementação de medidas imediatas de controle. • Comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH) a CCIH é um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de planejamento e normatização das ações de controle de infecção hospitalar, que serão executadas pelo serviço de controle de infecção hospitalar (SCIH). • Promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. INDICADORES • Segundo a ANVISA, indicadores são “instrumentos utilizados para avaliar o desempenho hospitalar, envolvendo sua organização, recursos e metodologia de trabalho”. Ou seja, são ferramentas e metodologias que permitem medir determinados parâmetros de qualidade. • Ao realizar a mensuração dos dados, é possível obter dados necessários ao planejamento e avaliação dos serviços saúde; identificar fatores determinantes a doenças e permitir sua prevenção; avaliar a eficácia dos métodos utilizados no controle de doenças e permite descrever a linha cronológica da doença instaurada. INDICADORES • Taxa de infecção hospitalar (%) : número de infecções hospitalares número de saídas • Taxa de doentes com infecção hospitalar (%) : número de pacientes com infecção hospitalar número de saídas • Taxa de infecção por proced. de risco (%0): nº de pac. submetidos ao proced. com infecção nº de pacientes submetidos ao procedimento • Taxa de Densidade de infecção hospitalar (%0): número de infecções hospitalares número de pacientes-dia ESTATÍSTICAS ESTATÍSTICAS PRINCIPAIS INFECÇÕES • INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO – ITU • 80% das ITU estão relacionado ao cateterismo vesical de demora; • Fatores de Risco: Assepsia inadequada/irregular; • Colonização do meato uretral (por bactérias potencialmente patogênicas); • Duração do cateter; • Agente Etiológico: E. Coli(90%). • Sinais e sintomas: Febre, uso de antimicrobianos, urocultura positiva, uso de sonda vesical. PRINCIPAIS INFECÇÕES • INFECÇÃO CIRÚRGICA • Fatores de Risco: • Tricotomia com lâmina; • Assepsia inadequada/irregular do sítio operatório; • Duração prolongada da cirurgia; • Contaminação abdominal microbiana; • Drenos; • Furos em luvas; • Corpos estranhos; • Não realização de banho/higiene pré operatória. • Sinais e sintomas: Febre, descrição do aspecto do curativo, permanência de drenos, deiscência, uso de antimicrobianos, coleta de cultura de secreção. PRINCIPAIS INFECÇÕES • INFECÇÃO RESPIRATÓRIA • O mecanismo de defesa do sistema respiratório, durante a hospitalização, pode sofrer redução na sua eficiência, por causa de sua patologia ou das medicações utilizadas no tratamento. • Fatores de risco: • Nebulização/ Oxigenioterapia; • Tubo endotraqueal (+ de 72 horas); • Ventilação mecânica; • Exemplo de patologia da Infecção Respiratória: Pneumonia • Agente Etiológico: Staphylococcus aureus; • Sinais e sintomas: Presença de secreção pulmonar aspirada, febre, realização de radiografias, uso de antimicrobianos SEPSES • SEPSES OU INFECÇÕES GENERALIZADAS: • Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a falência de múltiplos órgãos. • Fatores de Risco: • Infusões contaminadas; • Quebra da técnica asséptica; • Cateteres, equipos e dânulas por longo tempo ( = /• Curativos com sujidades ou descolamento*; • 400 mil casos por ano; • 240 mil mortes por ano; • Em 2003 aconteceram 398.000 casos e 227.000 mortes por choque séptico no Brasil com destinação de cerca de R$ 17,34 bilhões ao tratamento. PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA • Biossegurança na Saúde é um conjunto de normas relativas à segurança do trabalhador de saúde, submetido ao risco potencial de acidente com material ou instrumentos contaminados com material biológico. PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA • No ambiente hospitalar há RISCOS FÍSICOS, QUÍMICOS e BIOLÓGICOS e para cada um deles há NORMAS específicas disponíveis visando proteger : o paciente, o trabalhador de saúde, o acompanhante e a preservação do meio ambiente. PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA Riscos Físicos : Formas de energia como ruídos, vibrações, pressões anormais, radiações ionizantes ou não, ultra e infra- som (NR-09 e NR-15). Riscos Biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, etc. (NR- 09) Riscos Químicos: Substâncias, compostos ou produtos que podem penetrar no organismo por via respiratória, absorvidos pela pele ou por ingestão, na forma de gases, vapores, neblinas, poeiras ou fumos (NR-09, NR- 15 e NR-32). PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA • EPI- Equipamento de Proteção Individual Luvas, máscara, protetor respiratório, avental, gorro, calçados e óculos de proteção. São EPI’s que são utilizados para proteger determinada parte do corpo contra os microrganismos. • EPC – Equipamento de Proteção Coletiva trata- se todo dispositivo, sistema ou produto de uso COLETIVO, destinado à proteção e promoção da segurança e saúde no trabalho PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA São exemplos de EPC: • Sinalização de segurança proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos ; • Corrimão de escadas; • Capelas químicas. • Sistemas de ventilação e exaustão; • Proteção de circuitos e equipamentos elétricos; • Proteção contra ruídos (isolantes acústicos) e vibrações; • Sensores de presença; • Barreiras contra luminosidade intensa e descargas atmosféricas. PRÍNCIPIOS GERAIS DA BIOSSEGURANÇA São exemplos de EPI’S: • Luvas – Protege as mãos; • Máscara e Protetor respiratório – Vias Respiratórias; • Avental – Tronco, braços e pernas; • Gorro – Cabelos; • Calçados e propés – Pés; • Óculos de Proteção – Olhos; • Capelas. LAVAGEM DAS MÃOS HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS DESCARTE DE PÉRFUROCORTANTES PRECAUÇÕES PADRÃO • Na década de 80 houve nova revisão onde precauções com sangue e fluídos corpóreos substituiu o Isolamento de proteção (Reverso) devido à falta de eficiência na prevenção de infecções. • Em 1985 foi elaborado as Precauções Universais devido a contaminação de profissionais de saúde com HIV. • Em 1987 foi proposto o Isolamento de Substâncias Corpóreas – enfatiza os riscos de transmissão cruzada de doenças, e uso de luvas como barreira. • Na década 90 surgiu novamente a necessidade de uma nova política de isolamento Precauções Universais e o Isolamento de Substâncias Corpóreas. • Devido à confusão na interpretação e surgimento de microrganismos multirresistente em 1996 optou-se pelas precauções baseadas na transmissão de doenças sempre associadas a Precauções Padrão. PRECAUÇÕES PADRÕES • Conjunto de medidas que devem ser aplicadas no cuidado de todos os cliente, independente de seus diagnósticos. • Exposição a fezes, urina, vômito, saliva, lagrima, secreção nasal e brônquica; • Descarte adequado dos resíduos perfurocortantes; • Lavagem das mãos; • Uso adequado de desinfetantes; • Limpeza de Superfícies; • Uso de Equipamento proteção índividual e equipamento de proteção coletiva. EPI e EPC. Precauções Padrão • Indicação: diminuir os riscos de transmissão por: • CONTATO • GOTÍCULAS Associadas às precauções padrão • VIAS AEREAS PRECAUÇÕES PADROES • Modos de Transmissão de Microrganismos: VETORES • INDIRETO VEÍCULO INANIMADO – ESTERILIZAÇÃO E CUIDADOS AO MANUSEAR MATERIAIS. CONTATO • DIRETO VIA AÉREA EXPOSIÇÃO A FLUIDOS CORPÓREOS PRECAUÇÕES PADRÕES • Quarto privativo: não. • Lavagem das mãos: sim • Luvas:todas as vezes que houver a possibilidade de contato com sangue, fluídos corpóreos, secreçoes e membrana mucosa, pele não integra e itens contaminados; • Avental: quando houver risco de respingos de sangue e líquidos corporais. • Máscara, gorro: quando houver risco de respingos de sangue e líquidos corporais. • Óculos de proteção, escudo facial: quando houver risco de respingos de sangue e líquidos corporais. • Artigos e Equipamentos: limpeza e desinfecção e esterilização, manusear sangue e fluídos corpóreos e perfurocortantes com cuidado. • Transporte do cliente: avental limpo para o cliente, e cobrir todas as feridas abertas. TIPOS DE TRANSMISSÃO • CONTATO a) Transmissão por Contato Direto: • Pele e Mucosa • Ex: Herpes simples, diarreia infecciosa, sarna, conjuntivite, escabiose, pediculose, micoses, gastroenterites, gripe, catapora, candidíase. • Lavagem de mãos, uso de luvas e avental. DIRETO PESSOA PESSOA PREVENÇÃO TIPOS DE TRANSMISSÃO • CONTATO INDIRETO • Superfícies ambientais e equipamentos FÔMITES. • Ex: termômetros, estetoscópio, mesa de apoio, cama, suportes de soro. • Limpeza, desinfecção e esterilização. É QUALQUER OBJETO INANIMADO OU SUBSTÂNCIA CAPAZ DE ABSORVER, RETER E TRANSPORTAR ORGANISMOS CONTAGIANTES OU INFECCIOSOS DE UM INDIVÍDUO A OUTRO. INDIRETO FÔMITES PELE E MUCOSAS PREVENÇÃO PRECAUÇÕES POR CONTATO • Quarto privativo: sim. Ou doentes com a mesma doença. • Lavagem das mãos: indispensável e com uso de antisséptico. • Luvas: Obrigatório, Calçadas e descartadas dentro do quarto. • Avental: vestir antecipadamente e retirar antes de sair do quarto. • Máscara: Sim. • Artigos e Equipamentos: Uso exclusivo. Desinfecção. • Transporte de cliente: Notificar a área a receber o cliente para que os profissionais utilizem a precaução indicada; e realizem a desinfecção dos materiais e equipamentos que entrar em contato com o doente. Máscara para o cliente – comum. Elevador exclusivo. • OBS: o manguito não deverá entrar em contato com a pele do cliente. TIPOS DE PREVENÇÃO • Aérea ou Respiratória: • GOTÍCULAS: • Ex: meningite, caxumba e rubéola, pneumonias, coqueluche, Uso de máscara comum, manter paciente em quarto sozinho, lavagem das mãos. Fala, tosse, espirro 1 metro chão. TIPOS DE PREVENÇÃO • AEROSSÓIS: • Ex: tuberculose, sarampo, herpes zoster, imunossuprimido. • Higienização das mãos, porta quarto fechada, uso dos epi’s. RESPIRAÇÃO, FALA, TOSSE, ESPIRRO SUSPENSAS NO AR. PRECAUÇÃO REVERSA É um isolamento para proteger o paciente de agentes infectantes daqueles que potencialmente podem transmitir-lhes doenças infecciosas. Casos de imunodeprimidos, operados de grandes cirurgias, transplantados queimados • Materiais : • Quarto privado • Luvas de procedimentos • Máscara comum • Avental de manga longa. PRECAUÇÃO REVERSA • Quarto privativo necessário. • Manter a porta sempre fechada. • Avental: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto. • Máscara deve ser utilizada pelo paciente. • Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente. • Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente. • Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto. • Transporte de pacientes: deve ser evitada a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente. SITUAÇÃO PROBLEMA • Grandes queimados; • Alergia ao látex; • Transplantados; • Grandes operados; Classificação queimaduras Classificação queimaduras Classificação queimaduras Classificação queimaduras Classificação queimaduras Classificaçãoqueimaduras ESCAROTOMIA ALERGIA AO LATEX • O que é: É uma reação alérgica desencadeada pelo contato ou exposição a produtos derivados de borracha natural; • Este tipo de alergia acomete cerca de 4% da população mundial; • Látex é: Uma substância extraída da seiva da seringueira e encontrada na borracha natural; é utilizado na indústria para o fabrico de inúmeros produtos. QUAIS??? • Grupos de risco: Crianças portadoras de alguns tipos de malformações congênitas, Profissionais da área de saúde, Trabalhadores da indústria da borracha, Pacientes submetidos a múltiplas cirurgias, Pacientes atópicos (rinite e asma). A alergia a látex pode se manifestar em qualquer faixa etária; ALERGIA AO LATEX • Na pele (Dermatite de contato, Urticária), no sistema respiratório (Asma, Rinite, Conjuntivite), em setores variados do organismo (Anafilaxia). • Reações cruzadas com alimentos: Um aspecto interessante da alergia ao látex é a presença de reações cruzadas com alguns tipos de alimentos; principalmente frutas, já que o látex é um produto vegetal e contém proteínas semelhantes; • Cerca de 50% dos pacientes alérgicos ao produto, são também a pelo menos uma fruta; geralmente banana, kiwi, abacate, maracujá, manga, abacaxi ou mamão. • PROBLEMATIZAÇÃO • COMO PREPARAR UMA SALA DE CIRURGIA PARA O PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX? CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS • De acordo com o atendimento • 1.CIRURGIA DE EMERGÊNCIA: O paciente necessita de atenção imediata; o distúrbio pode ser ameaçador à vida. Indicação para a cirurgia: Sem demora. Exemplos: ??? • 2.CIRURGIA DE URGÊNCIA: O paciente precisa de atenção rápida. Indicação para a cirurgia: Dentro de 24 a 30h. Exemplos: ??? • 3.CIRURGIA ELETIVA: O paciente pode ser operado. Indicação para a cirurgia: A não realização da cirurgia não é catastrófica. Exemplos:???? CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS • De acordo com o objetivo ou por afinidade do tratamento - Cirurgias paliativas: Tem a finalidade de atenuar ou buscar uma alternativa para aliviar o mal, mas não cura a doença. Ex. ??? • Cirurgias radicais/Cirurgia Curativa: Tem por objetivo extirpar ou corrigir a causa da doença, devolvendo a saúde ao paciente. Para essa finalidade é necessário às vezes a retirada parcial ou total de um órgão. A operação curativa é aquela que permite uma sobrevida. Ex. ??? CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS • Cirurgias reparadoras: Reconstitui artificialmente uma parte do corpo lesada por enfermidade ou traumatismo. Ex. enxerto de pele em queimados. - Cirurgias reconstrutoras (plásticas): Realizada com objetivos estéticos ou reparadores, para fins de embelezamento. Ex? • Cirurgias para diagnóstico: Realizada com o objetivo de ajudar no esclarecimento da doença. Ex? • PORTE CIRURGICO • As cirurgias podem ainda ser classificadas quanto ao porte cirúrgico ou risco cardiológico (pequeno, médio ou grande porte), ou seja, a probabilidade de perda de fluidos e sangue durante sua realização. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS • Cirurgias de Porte I Com pequena probabilidade de perda de fluido e sangue • Cirurgias de Porte II Média perda de líquidos, eletrólitos e sangue) • Cirurgias de Porte III(Grande perda de líquidos, eletrólitos e sangue: • Duração do procedimento • Cirurgias de Porte I (Até 2h): • Cirurgias de Porte II (De 2 a 4h • Cirurgias de Porte III (De 4 a 6h) • Potencial de contaminação • CIRURGIA LIMPA: São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência do processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras; cirurgias eletivas atraumáticas com cicatrização de 1ª intenção e sem drenagem. • CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS • CIRURGIA POTENCIALMENTE CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas no transoperatórios. • CIRURGIA CONTAMINADA: São aquelas realizadas em tecidos traumatizados recentemente e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação é difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de 2ª intenção, grande contaminação a partir do trato digestivo. • CIRURGIA INFECTADA: São intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença do processo infeccioso, tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja VÍDEOS QUESTIONAMENTOS • COMO ABRIR O MATERIAL CORRETAMENTE? • QUAIS EPIS USAR? • QUAL O FLUXO DO CENTRO CÍRURGICO? • COMO DEVE SER A LIMPEZA DA SALA APÓS UMA CIRURGIA? E APÓS UM TRANSPLANTE? Classificação de áreas da limpeza hospitalar • Dentro de uma instituição de saúde, existe uma classificação para as áreas que devem passar por higienização, de acordo com o risco potencial apresentado com relação à transmissão de doenças: • Áreas críticas, onde existe um risco maior de infecções, como as usadas para procedimentos de risco, como salas de cirurgia, unidades de tratamento intensivo, locais onde estão pacientes comprometidos com doenças infecciosas, etc.; • Áreas semicríticas, onde estão os pacientes com moléstias infecciosas de baixo poder de transmissão ou de doenças não infecciosas, como ambulatórios, quartos, enfermarias, etc.; • Áreas não críticas, que são as áreas não ocupadas por pacientes ou onde não se realizam procedimentos de risco, como as áreas administrativas, consultórios ou de manutenção da instituição de saúde.